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Poder viver de surf é uma idéia muito atraente. Por isso, Beto, que fez um curso básico de fotografia em 1996 e em seguida entrou para o curso de jornalismo, que contém duas matérias de foto na grade, resolveu que faria do surf sua vida. “Comecei a trabalhar na Gazeta Mercantil, um jornal de economia, sem sequer um departamento de foto, e não me identifiquei. Então, em 98 decidi que seria um fotógrafo. Foi difícil assumir, mas os caminhos me levavam para a fotografia e comecei a conciliar com o jornalismo, só que passei a informar mais por meio de imagens do que das palavras”, conta. “A fotografia foi um meio que encontrei de viver do surf, já que não era um surfista tão bom para participar de competições. Tirava fotos dos amigos e enviava para as revistas”, finaliza. Assim, ele foi fazendo sua história, que já vai além das ondas e abrange áreas diferentes. Para se aperfeiçoar mais, Beto fez outros cursos, como o de fotos aquáticas, com Rick Werneck, que é um dos principais focos do seu trabalho. “Procuro trabalhar bem com a grande angular o line up e o que acontece em volta da ação. Não sou de ficar com o tripé fotografando ação”, define-se o dono de uma Nikon e de lentes que vão de olho de peixe até 300 mm.

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Surfar #5  
Surfar #5  

Revista Surfar #5 ( Janeiro / Fevereiro 2009 )

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