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Alan Simas

Álvaro Freitas

Braz rasgando com estilo na Barra. Mica manobrou no limite para vencer.

Mica É Campeão No Long O Rio de Janeiro confirma sua supremacia em 2008 com mais um carioca com título de campeão brasileiro. Depois de Gustavo Fernandes na pranchinha, o local de saquarema Jeremias “Mica” da Silva levou o Brasileiro de Longboard na praia da Macumba. A etapa decisiva, o Petrobras Longboard Classic, aconteceu de 21 a 23 de novembro. A briga pelo título foi entre os mais experientes: Mica, 40 anos, e o paulista Picuruta Salazar, 48, dono de nove títulos brasileiros. Com a praia cheia mesmo debaixo de chuva, aconteceu a bateria mais emocionante do evento na semifinal, de onde sairia o campeão do ranking. Mesmo com o santista saindo na frente, o saquaremense manobrou até a beira e conseguiu a virada para alegria da torcida. Mica conquistou o título brasileiro e ainda ganhou uma passagem para Mentawai, por ser o melhor no ranking do Petrobras Longboard Classic. “Foi uma emoção muito grande. Lutei para conseguir o título, mesmo sem patrocínio, só com a ajuda de amigos que me ajudam a pagar meus custos de campeonato “, comemorou. Mas na finalíssima, Mica perdeu para o também carioca Eduardo Bagé, o melhor brasileiro no circuito mundial (quinto). Bagé, que vive na França e por isso não participa de todas as etapas brasileiras, ficou com o título da etapa. Além de decidir o título profissional, a etapa do Petrobras Longboard Classic apontou os campeões brasileiros das categorias amadoras Junior (Rafael Cavalcante), Adultos (Geraldo Lemos), Masters (José Herbert) e Super Masters (Cisco Arana). Teve também a disputa da categoria Feminino Open, vencida pela paranaense Fernanda Daitchman, e uma bateria de apresentação de Stand Up, modalidade inovadora de surf, com auxílio de remos, na qual Picuruta Salazar foi o melhor. Ranking Brasileiro Profissional 2008: 1 – Jeremias da Silva (RJ)- 3925 2 – Picuruta Salazar (SP) - 3650 3 – Carlos Bahia (BA) - 3395

4 5 6 7 8

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Jaime Viúdes (SP) - 3305 Amaro Matos (SP) - 3105 Phil Rajzman (RJ) - 3050 Danilo Mullinha (SP)- 2900 Eduardo Bagé (RJ) – 2835

Não Leve Cachorro À Praia

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Divulgação

A cachorrada faz a festa.

Felipe Braz, Campeão Júnior Um ano cheio de novidades para Felipe Braz. O atleta de 16 anos e que ano que vem vira profissional fechou 2008 com chave de ouro ao ganhar a última etapa e ainda ficar com o título de campeão do Circuito Estadual Cyclone Sub-18 do Rio de Janeiro, nas ondas da Barra da Tijuca, nos dias 6 e 7 de dezembro. Mas quem entrou na festa de penetra e ganhou a passagem para o Peru foi Krystian Kymmerson, que ficou em primeiro no ranking, mas não levou o título por ser capixaba. Entre as meninas, Bárbara Rizzeto comemorou muito com seu pai o primeiro lugar na etapa e no ranking estadual. Com um final de semana de ondas grandes, apenas duas das sete categorias correram no sábado, Junior e Mirim, que foram até a semifinal. Já domingo, com o mar mais calmo, foi possível realizar todas as baterias restantes numa verdadeira maratona que definiu os campeões do ano. O destaque do Circuito foram Felipe Braz, que subiu mais uma vez ao pódio, agora na categoria Mirim, e Pedro Henrique, que teve excelente atuação na finalíssima e ficou com o primeiro lugar na etapa (Iniciante) e o terceiro no Circuito. Vale destacar o empenho dos pais dos atletas que são os grandes incentivadores dos nossos futuros atletas. Parabéns a todos! RANKING ESTADUAL Junior: 1º. Felipe Braz 2º. Daniel Gonçalves

3º. Caio Vaz 4º. Mariano Arreyes 5º. José Eduardo

Feminino Junior: 1ª. Bárbara Rizzeto 2ª. Isabela Lima

3ª. Rayza Silveira 4ª. Luana Braga 5ª. Taís Soaresv

Mirim: 1º. Daniel Gonçalves 2º. Filipe Braz

3º. Daniel Munhoz 4º. João Paulo Zampier 5º. Caio Vaz

Correu pela internet uma nota que chamou a atenção da redação da Revista Surfar. O texto foi postado pela ONG SOS Praias Brasil, que alerta para o perigo que os animais domésticos oferecem à beira-mar. O conteúdo dizia que levar o seu cachorro para a praia pode ser muito mais nocivo do que se imagina e não se trata apenas de uma questão de saúde pública. A mania que se espalha pelo litoral brasileiro constitui, antes de tudo, uma tremenda falta de respeito com os freqüentadores das areias. Vale lembrar que nas praias a decomposição das fezes caninas - além do cheiro desagradável favorece o desenvolvimento de micoses de pele, parasitas intestinais e da larva migrans, mais conhecida como bicho geográfico, doenças que atacam principalmente as crianças. “As crianças têm a mania de colocar tudo na boca, inclusive areia. Ingerir fezes caninas pode ser muito perigoso”, ressalta a pedagoga Cristiane Tabach. Sem nenhuma fiscalização, é comum ver nos finais de tarde nas praias do Rio a cachorrada nas areias fazendo suas necessidades na maior tranqüilidade. Entre em www.sospraiasbrasil.org.br.

Surfar #5  
Surfar #5  

Revista Surfar #5 ( Janeiro / Fevereiro 2009 )

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