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EDITORIAL

Apostando em 2012

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iz o ditado que “paciência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”. Esse adágio pode ser aplicado em qualquer circunstância e significa, em última instância, cautela, moderação, não ir com tanta sede ao pote. Talvez seja a atitude mais adequada ao Brasil no atual estágio da economia mundial com a crise na zona do euro. É preciso medir bem cada passo e tomar as medidas necessárias para manter o controle das contas e fazer investimentos. Se não troperçarmos no caminho dá para apostar num bom 2012. É bem verdade que o cenário no qual estamos inseridos neste final de ano está mais para animador do que preocupante. Afinal, o Brasil termina o ano como a sexta economia do mundo, passando o Reino Unido e com projeções de superar a França e a Alemanha até 2015. O setor financeiro estima um PIB na faixa de 2,9%, um

pouco aquém do que o Governo Federal queria, mas ainda assim, superior a muitas economias mundiais. E projeta 3,4% para o próximo ano. A inflação, que era um temor, também fugiu um pouco ao desejado, deve fechar em 6,5% - nem tanto que cause calafrios na equipe econômica. Para 2012 a projeção é de 5,39% pelo IPCA. Como parte do processo para manter o crescimento, o corte de juros e a expansão do crédito estimulam a economia, o salário mínimo será superior a R$620,00, beneficiando 47 milhões de trabalhadores - e injetando bilhões no mercado - e as medidas macroprudenciais e isenções fiscais fortalecem a indústria. Desta forma é possível imaginar que, se a Europa não naufragar em suas próprias águas, o Brasil tem as armas para fazer essa difícil travessia em busca de melhor desempenho econômico. Fatores sazonais, como a estiagem no Sul e as enchentes no Su-

deste não chega a abalar a comprometer a produção global. Quanto ao setor supermercadista, do varejo e autosserviço, com raras exceções, existe uma avaliação positiva sobre 2012, com crescimento superior ao registrado em 2011 que, para a Abras, foi de 4%. A Apas projeta crescer 11% no próximo ano, enquanto a Agas estima um índice entre 5% a 7%. De qualquer forma, muitos confirmaram que vão manter os investimentos em expansão ou modernização de suas unidades. Afinal, o Brasil tem um mercado interno extremamente cobiçado e uma oferta de emprego que garante a movimentação da economia e a circulação da riqueza. Assim, não é difícil compartilhar desse sentimento otimista com muitos empresários e integrantes do Governo Federal, desde que seja feito com moderação, entre um e outro gole de caldo de galinha.

Júlio Sortica - Editor julio.sortica@conceitualpress.com.br Revista Super Sul {Dezembro de 2011} Revista Super Sul {Dezembro de 2011}

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Conceitual - Publicações Segmentadas www.revistasupersul.com.br Avenida Ijuí , 280

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Direção:

Sílvia Viale Silva

Melina Gonçalves

SUMÁRIO Apesar da crise européia e de problemas sazonais como a estiagem no Sul, lideranças e economistas projetam fase de crescimento diante dos indicadores econômicos. Pág. 12

Edição:

Júlio Sortica - MTB/RS 8.244 Redação:

Gilmar Bitencourt e Júlio Sortica

Volta às aulas: tempo de conhecer as novidades dos fabricantes para faturar mais. Pág. 24

Departamento Financeiro: Rosana Mandrácio

Departamento Comercial:

Débora Moreira, Karine Mór, Leandro Salinos

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Magda Fernandes e Suzi Nascimento

Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 9941.5777)

Super Sul é uma publicação da editora Conceitual

- Publicações Segmentadas, destinada a diretores e principais executivos de pequenos, médios e gran-

des supermercados no Sul do Brasil, além dos executivos de grandes redes no Rio Grande do Sul, em

Santa Catarina e no Paraná, bem como fornecedores,

Líderes & Vencedores: prêmio a Renato Hopf, da GetNet e Antônio Cesa Longo, da Agas. Pág. 34

representantes, distribuidores, atacadistas em geral, e, enfim, à cadeia completa do varejo, da indústria

ao ponto de venda. Também recebem associações, entidades de classe e órgãos públicos.

E ainda:

Opiniões expressas em artigos assinados não corres-

pondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Super Sul.

É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte.

Tiragem: 12.000 exemplares.

Filiada à

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Entrevista: Renato Vianna reafirma que o BRDE é parceiro dos supermercadistas Pág. 06 Rotoplast inova em tecnologia para climatização. Pág. 20 Muffato cresce com qualidade e inovação. Pág. 28

Acats lança programação especial para celebrar 40 anos. Pág. 33

Sorvetes e gelados em fase de crescimento. Pág. 36 Fusões e parcerias ampliam serviços de análise de crédito. Pág. 40

Colunistas: Ivam Michaltchuk Pág. 22 Sérgio Simonetti Pág. 30 Juliano Rigatti Pág. 46 Outras Seções: Negócios Pág. 10 Sam’s Club no Brasil Pág. 21 Biblioteca Pág. 39 Lançamentos Pág. 48 Agenda Pág. 50


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BRDE é parceiro do setor supermercadista do Sul

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m 1961, os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná entenderam que a Região Sul merecia prosperar mais e consideravam-se prejudicados quando os créditos do banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), criado por Getúlio Vargas em 1952, eram direcionados preferencialmente para a Região Sudeste. Os governadores Leonel Brizola (RS), Celso Ramos (SC) e Ney Braga (PR) buscavam criar um banco de fomento que garantisse a integração do três estados e, ao mesmo tempo, atraisse investimentos. Foi então que, em 15 de junho de 1961, no Palácio Iguaçú, em Curitiba, na presença do vice-presidente, João Goulart, os governadores assinaram o convênio que criava o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), como instância política, e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), seu braço financeiro. A 22 de dezembro, Jango, já presidente do país, autorizaria o funcionamento do banco em Porto Alegre, no edifício Phenix, na Praça XV. O BRDE, assim, surgiu com a missão de ser um parceiro que apoia e acompanha o desenvolvimento de projetos para aumentar a competitividade de empreendimentos de todos os portes. Uma referência em financiamentos de longo prazo para investimentos, capaz de transformar projetos em realidades. Desde 2009, o Mato Grosso do Sul também faz parte da área de atuação do Banco. Em todos esses anos, o BRDE garantiu mais de R$ 65 bilhões de recursos para a Região Sul. Apenas em 2010, viabilizou R$ 2,2 bilhões em investimentos, que devem gerar uma arrecadação anual adicional de R$ 236,3 milhões em ICMS para os Estados da região. O apoio a esses empreendimentos possibilitará, ainda, a criação e/ou manutenção de 51,4 mil postos de trabalho, dos quais 10,3 mil são empregos diretos. Ao final de 2010, o BRDE possuía 35.207 clientes ativos, cujos empreendimentos financiados estão localizados em 1.047 municípios, abrangendo 88,1% do total da Região Sul. A carteira de financiamentos era composta por 42.481 operações ativas de crédito de longo prazo, com saldo médio de R$ 147,0 mil, atestando a vocação para atender às micro, pequenas e médias empresas e aos mini e pequenos produtores rurais. Ao completar 50 anos e ampliar sua área de atuação, o BRDE está sob o comando de Renato de Mello Vianna, catarinense formado em Direito e Letras pela

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AFONSO LICKS

ENTREVISTA

Renato de Mello Vianna, presidente do BRDE

UFSC e com intensa atividade política: foi prefeito de Blumenau em duas gestões e quatro vezes deputado federal (até 2003) pelo PMDB. Na área pública exerceu vários cargos, como vice-reitor da Fundação Universidade de Blumenau (FURB)), presidente da Agência de Fomento de SC S.A (Badesc), diretor do BRDE - duas vezes diretor presidente, desenvolveu atividades sindicais, de classe e associativistas e presidiu a Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE). Confira na entrevista exclusiva ao editor Julio Sortica, as propostas do Banco e suas ações de apoio ao setor supermercadista. Revista Super Sul - O BRDE completou 50 anos em 2011. O que mudou nesses 50 anos na forma de atuar do banco? Renato de Mello Vianna - Começamos a operar no BNDES e direcionamos os primeiros financiamentos, Finame, para a indústria, comércio e para o setor de serviços... e muito forte também para a pecuária, para o setor do agronegócio. Hoje temos uma linha que também cresce ano a ano no setor de serviços, em função do programa que nós chamamos de Pro-


grama da Sustentabilidade da Indústria, o PSI. É uma linha que, através do Finame, garante a aquisição de produtos nacionais desde que eles estejam cadastrados junto ao BNDES. E isso a longo prazo, de dez anos, com juros também altamente competitivos, de 6.5% ao ano. Super Sul - Sabe-se que para atender a demanda o Banco precisou expandir sua representação. Como está isso hoje? Vianna - Depois de começarmos com a indústria, a grande, a média, a pequena e a micro, porque temos Termos de Cooperação Técnica para disseminar nosso capital, ampliamos com as cooperativas de crédito, como a Sicoobe, a Sicredi, a ViaCredi e outras. Por sermos um banco enxuto, com apenas 550 funcionários, e com presença mais forte nas capitais como Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis, temos alguns escritórios de representação no Rio de Janeiro e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e em cidades como Pelotas, Caxias, Lajeado, Rio Grande, Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, Francisco Beltrão e Toledo, no Paraná. São poucos, mas temos uma extensão da representação do banco de forma mais estável. Super Sul - E a expansão se deu também para outros setores? Vianna - Agora, em Santa Catarina, neste ano de 2011, criamos dois escritórios em cidades como Chapecó, em função da quantidade e qualidade do agronegócio, e recentemente outro em Joinville. No Paraná foram criados, mas estão sendo instalados em Londrina e vamos procurar diversificar, talvez em Foz, estrategicamente, talvez em Maringá. Isso será de acordo com a diretoria e o interesse do próprio controlador, que o Governo do Paraná, da administração Beto Richa. Sim, há expansão geral. Começamos a financiar a indústria, mas esse ano que passou, por exemplo, sentimos uma forte recuperação do setor de serviços e comércio. Houve um crescimento de 16%. Super Sul - Se existe algum balanço total, quanto foi investido pelo BRDE nestes 50 anos, em valores corrigidos? Vianna - Em todos esses anos, o BRDE trouxe mais de R$ 65 bilhões de recursos para a Região Sul. Super Sul - Mais recentemente, quanto foi investido pelo BRDE em 2010, por exemplo, e quantos projetos foram atendidos em toda a Região Sul? Vianna - Apenas em 2010, o Banco viabilizou R$ 2,2 bilhões em investimentos, que devem gerar uma arrecadação anual adicional de R$ 236,3 milhões em ICMS para os Estados da Região Sul. O apoio a esses empreendimentos possibilitará, ainda, a criação e/ou manutenção de 51,4 mil postos de traba-

lho, dos quais 10,3 mil são empregos diretos. Super Sul - Como tem sido a demanda nos três estados do Sul? Normal? Acima do esperado? Quais os setores produtivos que mais solicitam financiamentos? E quais os Estados que mais solicitam recursos? Vianna - Se buscarmos o número do ano passado, 2010, as nossas operações fecharam em torno de R$ 1 bilhão, 850 milhões, sendo que o RS com R$ 405 milhões, SC com R$ 550 milhões, e o Paraná com R$ 867 milhões. E porque o Paraná fechou com R$ 867 milhões, quase a metade do valor da região? É que o Paraná tem um sistema cooperativo muito forte, recentemente festejaram os 40 anos da primeira cooperativa. E participamos desde o início, somos parceiros no financiamento de longo prazo, alguns com valores bem expressivos: chegamos até a R$ 120, 150 milhões nas maiores. Com isso, o Paraná praticamente concentra no sistema cooperativo grandes investimentos do banco. Dos recursos disponibilizados, 33,5% foram para indústrias, 31,5% para o agronegócio, 20,7% para o comércio e serviços e 10,3% para infraestrutura e prefeituras. Super Sul - Existe demanda de outros setores, além da indústria e cooperativas? Vianna - Sim, esses valores citados, isso não quer dizer... está se procurando disseminar e também prospectar investimentos no setor de comércio.

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Super Sul - Existem convênios com as Associações de Supermercados da Região Sul para desenvolver o setor. Como funciona o BRDE Supermercados? Quais as taxas de juros e os prazos para pagamento? Vianna - O Paraná, a partir de 2008, investiu R$ 61 milhões na área de supermercados. E em SC, de 2003 para cá, foram R$ 81 milhões. E o Rio Grande tem agora em exame, cerca de R$ 5 milhões em quatro projetos. E porque apenas esse valor? Porque só agora temos um Termo de Cooperação Técnica firmado com a Associação Gaúcha de Supermercados. Foi Santa Catarina que liderou esse processo. Foi o piloto, pelo menos, através do João Carlos Poletini, secretário executivo da Associação Catarinense de Supermercados, e que coordenou a última feira em Joinville. Nós apoiamos a feira, pois sabemos da importância de um evento destes para que o BRDE possa cada vez mais se aproximar dos investidores nessa área dos supermercados. Super Sul - O que o BRDE pode e o que não pode financiar para o setor supermercadista? Vianna - O Banco financia tudo, desde a construção do supermercado, como a pliação, a relocalização em outra área. E também Financiamos a parte Revista Super

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ENTREVISTA

Renato de Mello Vianna, presidente do BRDE

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de equipamentos, câmaras frigoríficas, ar condicionado, gôndolas, móveis. Então, temos uma linha de financiamentos bastante diversificada. E também para capital de giro, até 20% do valor... A operação também pode ser mista, onde financiamos a parte fixa, o que chamamos o crédito automático, que é para investimento fixo, também podemos fazer parte para compra de equipamentos e capital de giro até 20% do valor do projeto. Isso de longo prazo... Às vezes chega a ser de 8 a 10 anos, de 72 meses a 120 meses, com uma carência normalmente de dois anos. E os juros variam: para investimento fixo são de TJLP mais 5%, o que dá em torno de 0,9% ao mês de juro. Já para o PSI, como falei, quando o equipamento é finalizado, tem cadastro no BRDE, aí é 6,5% de juro fixo ao ano. E quando faz o financiamento de giro junto, também obedece os mesmos prazos e, por vezes, também o mesmo índice de juros e sem exigir a contratação de produtos pela empresa. Super Sul - E como tem sido a reação do setor supermercadista com esse apoio? Vianna - O BRDE tem sentido um crescimento e uma aproximação maior depois que firmamos esses convênios. Então, desde o pequeno supermercado, e isso é vantagem e se vê por todo o Estado de Santa Catarina, estamos sentindo uma demanda, uma procura muito grande por financiamento em função, justamente pela divulgação que vem sendo feita pela Acats e pela Agas e também pela Apras no Paraná. Lá, onde recentemente o Joanir Zonta, da Rede Condor, que acabou de inaugurar um hipermercado em Castro, é um dos nossos clientes mais expressivos. E recentemente foram enquadradas operações de R$ 30 milhões para o supermercados Imperatriz, de Santa Catarina. Super Sul - Que outras parcerias o BRDE firmou recentemente? E como funciona o apoio ao Programa Sul Competitivo? Vianna - Temos um consórcio com a Finep. E se alguém perguntar: porque? É que estamos procurando agir também de acordo com a política do Governo Federal. E apoiamos esse grande programa que se chama Sul Competitivo, que visa elaborar o planejamento estratégico de infraestrutura de transportes e logística de cargas, como também de integrar física e economicamente os estados. Super Sul - Em outra área, explique melhor como se desenvolvem os convênios do projeto de Formação de Pessoal de Nível Médio? Vianna - Através do SESI, Senai e Senac, também criando laboratórios nas regiões em Santa Catarina, esse projeto é muito importante na formação de pessoal de nível médio. A Alemanha do pós-guerra fez muito isso: ao invés de buscar só pessoal de nível superior, de diploma, ela se tornou mais competiti-

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va... o Japão fez isso e a China faz isso hoje. É quando se oferece a formação de nível médio em todos os setores, em mecânica, eletrônica, fármaco, química fina, cerâmica. Onde se identifica a potencialidade regional cria-se um laboratório para formar a mão de obra qualificada e agregar o valor ao produto. E com isso garantir a competitividade no consumo interno e especialmente na exportação. Super Sul - O BRDE é o Banco do Extremo Sul, mas também atende o Mato Grosso do Sul. Como ocorreu isso e qual a receptividade? Vianna - O Mato Grosso do Sul, historicamente, compõe o Codesul, o Conselho de Desenvolvimento da Região Sul, com os quatro estados. Muito embora não seja controlador porque não capitalizou o banco e, por isso não tem direito a voto nem assento para seu representante na diretoria, que são dois por estado, e dois conselheiros, mas compõe o Codesul. Como nós, do Sul, sempre fomos discriminados... veja que todas as outras regiões, o Centro-Oeste, o Norte, o Nordeste, têm Fundos Constitucionais para corrigir as disparidares regionais e as desigualdades sociais. Infelizmente, nós não temos na Constituição um fundo que possa promover o desenvolvimento e garantir um funding, um fundo específico para o desenvolvimento para estas regiões, onde o BRDE, onde as agências de fomento também pudessem ter acesso a esse fundo para financiar linhas específicas, como na área de tecnologia, do pequeno produtor rural. Infelizmente, o Sul sempre foi discriminado. Até acabou-se com a Sudesul, que era um órgão de planejamento com sede em Porto Alegre, com técnicos de primeira qualidade, foi extinta pelo presidente Collor. Então, por autorização do Banco Central, através da agência de Curitiba, passamos a operar o Mato Grosso do Sul. No ano passado foram cerca de R$ 40 milhões. Estamos financiando muito a pequena empresa. Temos uma linha especial para os financiamentos lá, para a aquisição de equipamentos produzidos na Região Sul, principalmente máquinas agrícolas do Rio Grande do Sul. Super Sul - O BRDE também tem feito parcerias com as prefeituras e apoia projetos no setor de turismo. Como é isso? Vianna - O Banco tem apoiado projetos de geração de energia elétrica e renovável. Em várias cidades. Para as prefeituras financia a aquisição de equipamentos, usinas de asfalto, Projeto Caminho da Escola e a modernização da Administração Tributária Pública. E com as secretarias de Turismo temos um projeto ambicioso de resgatar a cultura das Missões Jesuíticas criando uma espécie de Caminho de Compostela entre as ruínas daquela cultura que ainda existe nos quatro Estados, mas também Argentina e Paraguai. Vamos avançar nisso.


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NEGÓCIOS kfgndfk

ECONOMIA

Walmart investe no Paraná Rede Top abriu novas lojas

A Rede Top aumentou sua estrutura em 2011. Foram abertas de duas novas lojas, uma em Blumenau (Rede Top Super Central, no Bairro Tribess), outra em Lontras (Rede Top Schmoller, no Centro). Além disso, está prevista a abertura de mais uma unidade em Indaial. Serão 19 lojas espalhadas por 12 municípios de Santa Catarina. A Rede Top também se destaca com ações sociais e ecológicas:o Dia sem Sacola Plástica, e o Café da Manhã da Terceira Idade.

Top Consumidor 2011

A revista Consumidor Teste, com apoio do Instituto Nacional de Educação do Consumidor e Cidadão (INEC), promoveu a sexta edição de entrega dos certificados e placas da premiação TOP Consumidor – Excelência nas Relações de Consumo e Respeito ao Meio Ambiente no dia 15 de dezembro, em Porto Alegre (RS). Foram agraciadas empresas que desenvolvem suas atividades com cuidados, tanto para com o consumidor, como para o meio ambiente. Entre estas, três do setor de supermercados: Grupo Zaffari, BIG e Nacional (RS), além de várias indústrias fornecedoras de produtos como Grupo Vonpar, Coca Cola Brasil, Nestlé e outras.

Brasil: 113 novos shoppings até 2014

Um estudo feito pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) indica que há em construção no País 113 shoppings. Eles devem entrar em funcionamento até meados de 2014. A maioria dos empreendimentos está no Sudeste (60%) e no Nordeste (14%). “O fato de o Nordeste aparecer como a segunda região do País que vai sediar novos shoppings foi uma surpresa boa”, afirma o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, fazendo menção ao processo de descentralização do crescimento econômico pelo qual o Brasil está passando. O Brasil é o oitavo país em número de shoppings e, em 2011, pela primeira vez, o faturamento do setor vai passar de R$ 100 bilhões.

TÂNIA MEINERZ

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Telmo Costa assume ADVB/RS Sócio-fundador do Grupo Meta, o executivo Telmo Costa assume a presidência da ADVB/RS em1º de janeiro. Ele dirigirá a entidade no lugar de Daniel Santoro, tendo como prioridade levar o debate sobre a importância do marketing para o interior do Rio Grande do Sul, através de parcerias com entidades, empresas e instituições regionais. “A economia gaúcha não está concentrada apenas na Capital, mas disseminada por todo o Estado, então é preciso nos aproximarmos dos municípios”, defende. O empresário também deseja ampliar o número de palestras e cursos de capacitação, buscando uma presença de público cada vez maior. Revista Super

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O Walmart Brasil fez dois investimentos no Paraná em dezembro, chegando a dez unidades em 2011. No dia 20 inaugurou o terceiro Maxxi Atacado em Curitiba, na Rua João Bettega, 2586 - bairro Portão. Foram investidos R$ 22 milhões, gerando 75 empregos diretos. O grupo já tinha lojas nesse formato no Boqueirão e no Jardim das Américas. E no dia 22 abriu a segunda unidade da bandeira TodoDia em Pinhais, na Avenida Jacob Macanhan, 687. O novo súper, estilo “loja da vizinhança”, que alcança um diferencial de preços em relação ao da concorrência, teve recursos de R$ 5,6 milhões e abriu 40 novos postos de trabalho. A rede já está presente no município com um TodoDia no bairro Jardim Weisopolis e dois Maxxi Atacado.


Cosuel projeta crescimento de 14% Enquanto o Banco Central aponta crescimento de apenas 3,43% para setor industrial em 2012, as projeções mostram a Cosuel como exceção no Brasil, crescendo 14%. Se em 2011 faturou R$ 500 milhões, no próximo ano deverá chegar a R$ 570 milhões. Pode haver pequenas variações por fatores externos. O diretor superintendente Carlos Alberto de F. Freitas diz que a ascensão se deve aos investimentos em anos anteriores, melhorando tecnologia, RH e escala de produção. Em dois anos, a empresa espera triplicar de tamanho. Em 2009 cerca de mil suínos eram abatidos e 400 mil litros de leite produzidos por dia e para 2013, a expectativa é de que três mil suínos saiam do abate e diariamente sejam recebidos 1,2 milhões de litros de leite.

DIVULGAÇÃO

INDÚSTRIA

Produção brasileira de frangos cresce 6,9% em 2011

A produção brasileira de frangos deverá atingir 13,084 milhões de toneladas em 2011, 6,9% a mais do que em 2010, segundo divulgou a União Brasileira de Avicultura (Ubabef) no dia 20 de dezembro. O mercado interno deverá responder por 69,9% deste volume (9,14 milhões de toneladas), 8,3% a mais em relação ao ano anterior. Já para o exterior, a expectativa é de embarques que somem 3,937 milhões de toneladas, ou 30,1% do total, crescendo 2,7% sobre 2010. O presidente executivo Francisco Turra diz que o cenário positivo para o mercado interno resulta da maior presença do frango como opção preferencial, e não apenas como substitutivo de carnes com preços mais elevados.

ALTOS & BAIXOS Em Baixa: Em Alta:

O Brasil vai ampliar o combate a práticas desleais de comércio em 2012, segundo informou a secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres. De acordo com ela, está prevista a contratação de 150 novos técnicos e investigadores para lidar com essas práticas e reforçar a defesa comercial do Brasil, para que a competição com outros países seja leal. Novos players no mercado de cartões. O setor de cartões no Brasil ficará mais concorrido em 2012, quando duas novas credenciadoras — companhias que fazem a comunicação entre o comércio e as bandeiras — entrarão em operação: as americanas Elavon e Tsys. As empresas chegam para competir com Cielo e Redecard, que hoje dominam a atividade de adquirência, e vão usar como estratégia aquilo que está sendo experimentado pelas “maquininhas” disponibilizadas ao comércio, como promoções com programas de fidelidade, sem entrar em guerra de preços.

Varejo gaúcho tem vagas de empregos abertas, mas não contrata pela falta de qualidade dos candidatos e resistência à extensa carga horária. Dados do Caged apontam a geração de 25 mil novos empregos formais em Porto Alegre e cerca de 118 mil no RS, de janeiro a outubro. Mesmo com o índice positivo, o comércio sente dificuldade em preencher novas vagas. Para o presidente da FCDL-RS, Vitor Koch, o problema é consequência da falta de qualificação profissional. “Mas buscamos soluções”, diz. Desagriculturalização e crise de competitividade. Esse foi o alerta do presidente da Farsul, Carlos Sperotto, no balanço de final de ano e projeções para 2012. O campo sustentou o crescimento do RS em 2011 com safra de 28,82 milhões de toneladas e participação de 64% do agronegócio nas exportações – até outubro, mas a entidade voltou a pregar cautela e projeta recuo de 7% na produção. Sperotto alertou para o risco da “Desagriculturalização”, nome dado à perda de competitividade gerada pela alta carga tributária: o peso dos impostos é de 25% no custo, contra 8% na Argentina.

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Perspectivas 2012

Cenário otimista, mas com certa dose de cautela

2012 Por Júlio Sortica

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O ano de 2012 já se tornou emblemático diante das previsões contraditórias que vão do fim do mundo a grandes descobertas. Mas num ano que começa com níveis dramáticos de incerteza, o País tem as armas para fazer a difícil travessia econômica, crescendo acima de 3%, reduzindo um pouco a inflação e mantendo as contas externas em relativa ordem. Porém, num mundo globalizado, tudo muda se houver ruptura catastrófica na zona do euro. Afinal, como não ser, pelo menos um pouco otimista se o Brasi terminou o ano como a 6ª economia do mundo, deixa para trás o Reino Unido - e o ministro da Fazenda Guido Mantega projeta superar a França e a Alemanha Revista Super

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até 2015 -; realizou corte de juros e expandiu o crédito estimulando a economia; aumentou o salário minino para R$ 622,00; e adotou medidas especiais e de isenções fiscais que fortalecem a indústria. O setor supermercadista está inserido nesse contexto, mas projeta o ano projetando crescimento. Em termos das perspectivas brasileiras macroeconômicas o ministro Guido Mantega prevê que o Brasil vai crescer de 4% a 5% em 2012. Segundo ele, o crescimento de 2011, que projeta um PIB (Produto Interno Bruto) em 3%, “foi, em parte, programado e planejado para conter desequilíbrios que surgiriam se fosse mantido o ritmo exuberante de 2010”.


FOTOS: DIVULGAÇÃO

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ara chegar a um panorama específico como o supermercadista é preciso conhecer a opinião dos especialistas sobre a macroeconomia nacional, como as projeções de Mauricio Kedhi Molan, economista-chefe do Banco Santander. Ele apresentou a palestra “O cenário macroeconômico para 2012” na palestra para associados da Associação Brasileira de Embalagem (Abre). Segundo Molan, a estimativa é que o PIB deverá crescer 3,5% no próximo ano, porém essa é uma estimativa bastante otimista, pois para ser alcançada necessitará de muitos impulsos do setor público na economia. Ainda de acordo com o economista, para manter a taxa de crescimento do PIB acima dos 4% ao ano, o governo deverá ampliar a parcela dos investimentos que hoje giram entre 18% e 19% do total do PIB. Porém para crescer 5%, os investimentos governamentais devem chegar a 25% do PIB, o que não ocorre há muito tempo. 2012 deve ser um ano de recuperação, mesmo com perspectiva de que nos próximos anos o país obtenha taxas de crescimento menores devido a diferentes fatores como a desaceleração na indústria, computada pelo Caged - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Outro dado apresentado mostra que os setores que devem crescer e continuar a gerar emprego são os da construção civil, varejo e serviços. Para Molan, devido às crises da zona do euro

e dos Estados Unidos, o Brasil deverá ter demandas menores de exportação e preços menos elásticos das commodities, o que vem influenciando em cerca de um ponto percentual no crescimento médio do PIB de 4,4% ao ano entre 2004 e 2011. Esse cenário ressalta a importância do comércio de itens básicos para a economia nacional e a necessidade de empresários e governo investirem na demanda doméstica, com a garantia de um forte mercado interno consumidor, que vem sendo, nos últimos anos, um dos mais importantes motores da economia brasileira. O economista também apontou para tendência da queda da taxa básica de juro (Selic) com a moeda brasileira sofrendo menor valorização daqui para frente.

O que projetam economistas famosos

A economia brasileira, em 2011, trilhou por um caminho mais complicado do que no ano anterior e deve crescer menos que 3% - bem abaixo dos 7,5% de 2010. Em gradne parte esta queda foi causada pelos impactos negativos na economia mundial. Além disso, o ciclo de aperto monetário iniciado pelo governo no início do ano ajudou a desacelerar a economia. No entanto, a previsão é que o crescimento do país seja maior em 2012, ganhando ainda mais força em 2013. Ninguém se furta a fazer previsões, mas sempre é mais interessante saber o que pensam algumas cabeças coroadas sobre o cenário econômico do próximo ano para o Brasil. Por mais cético que se possa ser, analisar a situação da Europa, chega mesmo a levantar algumas suspeitas, mas quando se trata do Brasil, grandes economistas apostam que 2012 não será o “fim do mundo”. O portal Exame.com divulgou as projeções de quatro especialistas: Maílson da Nóbrega (foto 04), ex-ministro da Fazenda e sócio da consultoria Tendências; José Roberto Mendonça de Barros (foto 02), ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e sócio da MB Associados; Octávio de Barros (foto 01), economista-chefe do Bradesco; e Ilan Goldfajn (foto 03), economista-chefe do Itaú-Unibanco. Eis suas projeções para os principais indicadores econômicos em 2012. Veja o quadro e compare:

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Projeções de economistas famosos para economia do Brasil em 2012 Economista Octávio de Barros J.R. Mendonça de Barros Ilan Goldfajn Maílson da Nóbrega

PIB 3,7% 3,5% 3,5% 3,2%

IPCA 5,3% 5,5% 5,20% 5,40%

Selic 9,5% 9% 9% 9,5%

Câmbio R$ 1,70 R$ 1,80 R$ 1,75 R$ 1,65

B. Comercial US$ 23 bilhões x-x-x-x-x-x-x-x US$ 15 bilhões US$ 28 bilhões

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PIB

O crescimento da economia em 2012 deve ficar acima dos 3%. A maior projeção é de Octávio de Barros, do banco Bradesco, 3,7%. Já Maílson da Nóbrega estima o menor crescimento, de 3,2%

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IPCA

Todos os economistas ouvidos por Exame.com fizeram projeções para inflação acima do centro da meta, que é de 4,5%. Entretanto, nenhum deles acredita que o IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo governo, vá passar do teto da meta, que é de 6,5%.

Taxa Selic

Em 2011 o comportamento da Selic teve duas fases distintas. Até agosto, o governo mantinha um ciclo de alta que fez a taxa básica pular de 10,75% ao ano em janeiro para 12,50% em julho. Em agosto, porém, sob o argumento de piora na economia global, o Banco Central não só interrompeu o ciclo de alta, como também começou a cortar os juros. A taxa fechou o ano em 11%. No fim de 2012, o esperado é que a Selic esteja por volta dos 9% ao ano.

Câmbio

05 Sussumo Honda, presidente da Abras, aposta no crescimento do setor em 2012 Revista Super

O último boletim Focus publicado pelo Banco Central, na segunda-feira, trazia a projeção dos analistas para o câmbio entre real e dólar no fim de 2011 em R$ 1,80. Já para 2012, a menor projeção, de Maílson da Nóbrega, é de R$ 1,65. A maior é de R$ 1,80, feita por J.R. Mendonça de Barros.

Balança comercial

Ilan Goldfajn, do Itau-Unibanco, projeta um sal-

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do positivo de 15 bilhões de dólares para a balança comercial brasileira em 2012. A projeção de Maílson da Nóbrega é bem superior: 28 bilhões.

{Crescimento no 1º trimestre} A estagnação da economia brasileira no segundo semestre de 2011 é coisa do passado, pois a trajetória de crescimento será retomada no primeiro trimestre de 2012. Este cenário é traçado a partir do Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica, que subiu pela terceira vez seguida em outubro ante o mês anterior - a alta foi de 0,2%, levando o indicador aos 98,3 pontos. “O que acontece com o indicador hoje provavelmente é o que vai acontecer com a economia em seis meses”, explica o gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi. “O ciclo de crescimento do indicador começou a subir em agosto, então podemos projetar uma retomada da economia em algum momento do primeiro trimestre”, pondera. De acordo com a empresa, o novo ciclo de crescimento será impulsionado pelo corte das taxas básicas de juros, medidas macroprudenciais, adoção de isenções fiscais e aumento de 14,3% do salário mínimo a partir de 1º de janeiro. No segundo trimestre, o País gerou o mesmo valor de PIB que no trimestre imediatamente anterior; já em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a economia cresceu 2,1%. Para todo o ano de 2011, a projeção do setor financeiro é de que o PIB do Brasil cresça 2,9%, segundo o mais recente boletim Focus, uma pesquisa semanal em que o Banco Central calcula a mediana das expectativas de cerca de cem instituições financeiras sobre a economia do País. Para 2012, a expectativa é que o PIB avance 3,4%. Em termos de inflação as previsões também são positivas. A projeção de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2011 subiu para 6,52% após registrar 6,50% na edição do boletim Focus, do Banco Central (BC) na metade de dezembro. Esta estimativa de inflação supera ligeiramente o teto da meta estipulada pelo governo para o indicador, que é de 6,5% ao ano. Já as estimativas de inflação para 2012 recuaram em quase todas as projeções. Para o ano que vem o mercado estima o IPCA a 5,39%, o que representa diminuição frente aos 5,42% previstos anteriormente. {Abras} Positivo. É assim que pensa e se manifesta o presidente da Associação Brasileira de Supemercados (Abras), Sussumo Honda, sobre o panorama para o varejo em 2012. E não faltam argumentos para justificar o otimismo em relação a um crescimento de 4% para o setor, considerado “factivel” pelo dirigente. “Nós temos um novo salário mínimo na faixa de R$ 620,00 e que vai impactar a vida de 47 milhões de trabalhadores já a partir de fevereiro”, ressalta. Conforme Sussumo Honda, a tendência é que, com este


aumento, o trabalhador tende a comprar mais alimentos, bebidas e itens de higiene e limpeza. Além desse ingrediente importante para fazer crescer o bolo da economia, há outros, como o diminuição do desemprego e a aceleração de obras para eventos que geram muitos postos de trabalho como Copa do Mundo e Olimpíadas, programas de habitação como Minha Casa, Minha Vida, o desenvolvimento do setor petroquímico e o bom momento do agronegócio como um todo. O presidente da Abras destaca também que 2012 é ano de eleições municipais, garantindo investimentos que vão irrigar a economia. “O grande problema é ter crédito, pois hoje o Brasil não depende da Europa. Além de termos um grande mercado de consumo interno, existem parceiros fortes como a China, a Argentina e os Estados Unidos, que estão se recuperando e criam oportunidades de alavancar a nossa economia”, avalia. Mesmo que a reforma tributária ainda não tenha saído do papel, Sussumo Honda ressalta que a participação do Governo Federal tem sido importante e cita programas como o Brasil Sem Miséria, que conta com apoio do setor supemercadistas para dinamizar a agricultura familiar, abrindo novas perspectivas para os trabalhadores rurais.

O dirigente lembra que o setor encerrou o ano de maneira bastante positiva, com um crescimento real da ordem de 4% e que as perspectivas são animadoras. “Temos certeza que bons números virão em 2012, com excelente oportunidades de negócios para todas as áreas e para as empresas de todos os tamanhos”, completa Honda.

{Apas prevê crescer 11%} O otimismo da Abras é compartilhado pela diretoria da Associação Paulista de Supermercados (Apas), baseado em evidências concretas, que prevê bons tempos para o varejo. “O setor de supermercados no estado de São Paulo tem apresentado nos últimos anos crescimento acima das demais atividades econômicas, e a tendência é de continuidade para o próximo ano. Com o aumento do poder de compra da população, principalmente, das classes C, D e E o consumo foi favorecido impactando positivamente nos resultados do setor”, destaca a entidade paulista. Aliado a isto, acrescenta a Apas, é preciso levar em consideração a relativa estabilidade econômica, a tendência de queda nas taxas de juros e o incentivo ao aumento das concessões de crédito tem potencializado as vendas no comércio, e con15

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sequentemente, nos supermercados. “O aumento do emprego e da renda também proporciona aumento do potencial de consumo da população e a conjunção destes fatores deve permanecer no próximo ano”, avalia. Deste modo, a previsão da Apas para 2012 é de crescimento de aproximadamente, 11%.

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06 Carlos Severini, da ABAD: avanço graças ao crescimento populacional e no aumento salarial 07 Neide Montesano, da Abmapro, projeta índice maior em 2012, mas quer qualificar o setor Revista Super

{Walmart seguirá investindo} O Walmart acredita no Brasil e investe mais a cada ano no país. “Nos últimos cinco anos, foram mais de R$ 6 bilhões em investimentos, o que nos transformou em uma empresa de quase 90 mil funcionários, presente em 18 estados brasileiros mais o DF com mais de 500 lojas. Até o fim deste ano, o Walmart vai investir R$ 1,2 bilhão no Brasil, com a abertura de 80 novas lojas e a geração de 7.000 empregos”, revelou o diretor-presidente Marcos Samaha. Das 80 novas lojas, cerca de 60% são na região Nordeste, 20% na região Sul e 20% no Sudeste. Das 45 lojas de 2010, 15 foram no Nordeste, 18 no Sul e 12 no Sudeste/Centro-Oeste. Quanto a volume de investimentos e abertura de novas lojas em 2012, Samaha explicou que por questões de planejamento estratégico a rede ainda definiu seus projetos. No entanto, garantiu que o Walmart vai continuar investindo. “Em 2010 e 2011 foi a rede que mais metros quadrados novos abriu no Brasil. E o Brasil e a China são prioridades para o grupo”, confirmou durante entrevista coletiva no lançamento do Sam’s Club em Porto Alegre no final de dezembro. Pensamento semelhante também cerca os planos da rede Super Muffato, com sede no Paraná e uma das maiores do Brasil segundo o Ranking Abras. “Em relação a perspectiva para 2012, o Super Muffato continuará com seu plano de expansão, mas ainda não foram definidos locais para abertura de lojas nem in-

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vestimentos, pois a diretoria ainda está em discussão sobre este tema”, destaca a empresa.

{Setor atacadista animado} O mercado mercearil, pela própria natureza dos bens que comercializa, continua com perspectivas positivas, ressalta Carlos Eduardo Severini, presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industriais. “A tendência é crescimento sustentado e constante, acompanhando o crescimento da população e o aumento da massa salarial. Dessa forma, para 2011 e 2012, mantemos a expectativa de que o crescimento do setor acompanhe ou mesmo supere o crescimento da economia como um todo”, destaca. O dirigente justifica sua previsão com uma premissa lógica: “Nosso otimismo baseia-se em dois fatores. Por um lado, temos a demanda das famílias, que precisam continuamente de bens de consumo obrigatório como alimentos e produtos de higiene e limpeza. Por outro, temos a ascensão da maior parte da população à classe média, que é um fenômeno recente no país, o que significa que há um vasto mercado ainda em desenvolvimento, em especial nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde existe ainda uma grande demanda reprimida, principalmente por parte das classes D e E”, pondera. Severini explica que essas populações estão adotando agora novos hábitos e atingindo um novo patamar de consumo, decorrente do aumento da renda, e por isso acredita que esse consumo continue a crescer nos próximos anos, gerando ótimas oportunidades para os agentes de distribuição. {Abmapro voa alto} Se para Sussumo Honda, da Abras, o próximo ano traz boas perspectivas, as


{Acats valoriza classe média} A previsão da Associação Catarinense de Supermerados (Acats) passa pela avaliação setorial levando em contra o crescimento do mercado interno. “Temos vários fatores que exercem muita influência no resultado de vendas dos supermercados. Nosso setor cresceu nos últimos anos graças a um maior contingente de pessoas no mercado formal de trabalho e este é o principal deles. O resultado também expôs a importância da classe C para os negócios. A grande classe média brasileira é o principal motor que impulsiona a economia”, destaca o presidente Adriano dos Santos. Segundo ele, como um setor de abastecimento de produtos básicos em alimentação, higiene e limpeza

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projeções de Neide Montesano, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Marcas Próprias (Abmapro), o sentimento é ainda mais animador. A empresária destaca o bom desempenho do setor em 2011, que manteve um aumento de 7% e aposta em índices mais positivos em 2012. “Estimamos um crescimento ainda maior, na faixa de 10%, pois algum clima de crise traz a experimentação de novos produtos, similares com menores preços”, argumenta. Neide Montesano ressalta que muitos associados que revisaram itens são grandes players que fizeram um trabalho muito forte em marcas próprias. “No Brasil, os grandes players que trabalham com marcas próprias sabem que isso é um assunto muito sério.”É importante melhorar a qualidade sistêmica. Por isso precisamos de capacitação técnica. O início do projeto é altamente técnico. Um dos problemas do Brasil é formação desses técnicos, a defasagem que temos em não preparar esses profissionais”, observa. Para a presidente da Abmapro, existe um vácuo que precisa ser preenchido. “Precisamos nos unir, pois essa situação dificulta o crescimento. A solução? O brasileiro sempre espera pelo que o governo vai fazer, mas cada um deve fazer a sua parte, o setor empresarial precisa inovar, investir em cursos, formar mão-de-obra no próprio setor”, diz. Neide Montesano esteve em Chicago na feira mundial do setor e, pela primeira vez ouviu saudações quando estava no local do evento: ”Brasil! Brasil!”, empolgados com o bom momento econômico vivido pelo País. Segundo a dirigente, o Brasil já está muito avançado em termos de marcas próprias para o consumidor, pois existe o compromisso da entrega dos pedidos ou risco de multa – embora possa ocorrer alguma demora. No entanto, segundo Neide Montesano, o mercado de marcas próprias no Brasil ainda está longe dos índices dos Estados Unidos, onde esse setor ocupa 25% do mercado. “ Aqui é apenas 5,5%.Temos muito ainda para crescer”, ressalta. “Lá o consumidor já tem o hábito de consumir produtos de marcas próprias”, explica.

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para os lares dos brasileiros, é natural que os supermercados sejam os primeiros a se beneficiarem do aumento da base de consumo. Diante deste novo contexto, o dirigente ressalta que, caso a economia mantenha o crescimento na geração de empregos, o setor supermercadista poderá garantir mais um ano de crescimento sólido, porém, acredita que 2012 será um ano mais cauteloso, como reflexo da crise internacional para todos os demais países. “Acreditamos que vamos ter crescimento novamente, talvez não tão expressivo. O resultado também estará condicionado a indicadores gerais da economia, principalmente a taxa de inflação”, completa. As vendas no varejo catarinense ganharam impulso positivo em dezembro. Pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio) e pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), revela que o período de festas de fim de ano, contribuiu para elevar o índice que mede a intenção de consumo das famílias catarinenses (ICF). Nesse mes o indicador registrou crescimento de 2,9%, chegando ao patamar de 139,4 pontos, dado que na avaliação da Fecomércio, aponta para um Natal com resultados animadores para o varejo do Estado. No levantamento, os índices que medem emprego, renda e consumo apresentaram respectivamente crescimentos de 2,3%, 1,2% e 7,7%, na comparação com novembro. Segundo a Fecomércio isto se explica pelo crescimento natural na contratação de novos funcionários por parte das empresas no final de ano, para atender o aumento da demanda no período. Na avaliação da entidade, o Natal conseguiu conter a atual desaceleração do comércio. Este é um efeito sazonal, sendo provável que o primeiro semes-

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08 Para Adriano dos Santos, da Acats, aumento de empregos e à classe C são fatores decisivos

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Perspectivas 2012 Apesar dos indícios recentes, a assessoria vê sinais de que o panorama externo não se agrave e que a Europa encontra soluções para crises pontuais e garante a existência do euro. O economista destacou o PIB brasileiro estimado em 2,9% para 2011 e a projeção de 2,8% para 2012. Já o presidente da Fecomércio, Zildo de Marchi, foi mais otimista quando ao desempenho da economia, mas também cauteloso. “O ano de 2011 foi bom para o comércio e para os serviços, e este cenário deve permanecer positivo para 2012”, disse Porém, alertou os empresários para que fiquem atentos aos índices de inadimplência: “ o sinal está amarelo”, avisou.

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tre de 2012 tenha diminuição no ritmo de vendas. Porém, é improvável que esta nova desaceleração se transforme em retração das vendas, já que a massa de rendimentos continua crescendo.

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{Agas e Fecomércio-RS: diferenças}

09 Longo, da Agas, aposta em crescimento, mas diz que as empresas mais ágeis é que vão prosperar Revista Super

Um elemento psicológico ganha foco na avaliação da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), como é possível perceber no comentário do presidente Antônio Cesa Longo. “O segmento supermercadista é muito nervoso, em constante adaptação. Os supermercados não têm grandes crescimentos em momentos de euforia econômica, mas também não são significativamente abalados em períodos de crise”, observa. A entidade estima crescimento com um índice superior à inflação estimada para o próximo ano e também ao PIB. “Projetamos a manutenção de um crescimento médio anual de 5% a 7% para 2012. As empresas que mais vão prosperar serão as mais ágeis e atentas às tendências e demandas dos consumidores gaúchos, que tradicionalmente são os clientes mais exigentes do Brasil”, finaliza Longo. Embora tenha feito um balanço positivo de 2011, a Fecomércio-RS prevê a economia ainda forte com a expansão do emprego e da renda, mantendo o consumo, o que leva a estimativa de um crescimento moderado em 2012. Nada tão empolgante, pois assume uma posição cautelosa em relação às pespectivas futuras, apontando um “sinal amarelo” para a inadimplência. Mesmo que a posição do Brasil seja considerada estável no cenário global, a equipe econômica liderada pelo economista Marcelo Portugal não descarta a preocupação com a crise no cenário internacional.

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{Federasul: difícil, mas melhor} Baixos investimentos, infraestrutura precária, aumento nos gastos e prioridades equivocadas na gestão pública do Estado crescem na pauta de preocupações da Federasul, entidade que representa as associações comerciais gaúchas. Foi o que disse seu presidente, José Paulo Dornelles Cairoli, ao fazer o balanço de 2011 para os setores do comércio e serviços e falar sobre as perspectivas para 2012. Cairoli, que também comanda a Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), projeta 2012 como um ano difícil, mas ainda assim melhor que 2011. “O setor de comércio e serviços vão crescer mais que a indústria e a agricultura”. Em relação ao País, Cairoli destacou que ainda “há gordura para queimar”, explicando que, enquanto a Europa e os Estados Unidos não podem utilizar mais a política monetária e fiscal para estimular a economia, pois já têm juros próximos a zero e devem reduzir os déficits fiscais, o Brasil ainda vive uma situação contrária. “Se a crise tomar proporções maiores do que o esperado, o governo federal tem espaço para reduzir juros, ampliar o crédito e diminuir os impostos”, concluiu. {Fiergs teme crise européia} No balanço anual divulgado em dezembro, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul sintetiza suas “incertezas” tendo a Europa como referência. O presidente Heitor Müller e sua assessoria econômica destacam que o ano de 2011 se encerra repleto de incertezas políticas e econômicas e o cenário para 2012 será pessimista ou otimista em função da solução que se encontrar para a crise européia e a definição que vier a ser dado ao futuro do Euro. Segundo a Fiergs, no Brasil, a esperada desaceleração do PIB deve continuar durante os primeiros meses de 2012, em um cenário de inflação rodando próximo da banda superior (5,2%), juros em queda e um mercado de trabalho com números mais modestos. No entanto, o suficiente para manter a taxa de desemprego em patamares baixos. A entidade admite que, apesar do esgotamento do modelo macroeconômico


de consumo, a demanda interna, liderada pelo consumo das famílias, deve conduzir os rumos da economia. O crescimento do PIB fica na faixa de 2,6%. No caso do Rio Grande do Sul, “após um ano excepcional para o setor agrícola”, lembra a Fiergs, as primeiras projeções sinalizam uma menor safra, o que pode resultar em queda da renda em várias cidades no interior. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, também destaca que o cenário será positivo, valorizando a importância do mercado interno – que deverá ser responsável por 2,6% do PIB, estimado em 3%. Segundo o economista-chefe da entidades, Flávio Castelo Branco, boa parte dessa sustentação será devida ao aumento do salário mínimo, o relaxamento da política monetária e a expansão dos gastos públicos. Ele diz que o cenário de baixo crescimento continuará, mas que a crise internacional tende a contribuir para uma redução da inflação.

{Realismo da Fecomércio-PR} O desempenho do comércio varejista do Paraná apresentou, até outubro de 2011, um crescimento de vendas de 7,83 %. “É um bom desempenho, considerando que o primeiro semestre foi marcado por políticas restritivas do governo federal: aumento dos juros, redução de R$ 50 bilhões no orçamento do ano; e também que no início do 2.º semestre a crise nos EUA e países do Euro, contribuiu para que efeitos colaterais respingassem sobre a economia brasileira”, destacou o presidente Darci Piana. A entidade também desenvolve estudos setoriais. De acordo com o dirigente, o setor de supermercados e hipermercados opera num universo diferenciado, pois trabalha com extensa lista de produtos, muitos dos quais são característicos de outros ramos do varejo como: eletroeletrônicos e eletrodomésticos (linha branca, etc.), vestuário, calçados, informática, pneus, comida pronta, etc. “Esse ramo cresceu 6,66% em 2011, período jan-out, conforme a Pesquisa da Fecomércio-PR, sendo este crescimento mais concentrado no primeiro semestre”, explicou. No segundo semestre - julho a outubro -, Piana disse que houve redução na velocidade de crescimento desse ramo em função das dificuldades das economias do Euro e da valorização do dólar, que repercutiu nos preços de importados - sen-

do importante ressaltar que o consumo no Brasil, em 2011, tem expressiva participação de produtos importados: 20% a 25%. “Considere-se ademais, o efeito psicológico exercido pela crise externa sobre o consumidor brasileiro, fato que ajudou a conter as vendas de supermercados e hipermercados”, pondera o dirigente. Para reduzir efeitos colaterais negativos sobre a economia brasileira, ressaltou Piana, o governo iniciou após julho uma política de redução dos juros. “Mesmo assim, os dados estatísticos sobre o desempenho do PIB no terceiro trimestre de 2011 apontam um crescimento negativo do consumo das famílias, num período em que muitos consumidores adotaram precauções nos gastos por conta das indefinições e incertezas advindas do contexto econômico externo e da interação das economias num ambiente de globalização”, justifica. Apesar desse cenário de constante avaliação, a perspectiva do comercio varejista para do Paraná para 2012 é de melhora do desempenho sobre 2011, mas com uma taxa de crescimento inferior à verificada em 2010 (sobre 2009). “Este crescimento pode ser explicado, de um lado, pela política de redução dos juros (taxas Selic) pelo Banco Central, adotada a partir de julho e, por outro lado, com a adoção pelo governo de politicas econômicas macroprudenciais em novembro-dezembro corrente, visando recuperar o desempenho da economia e aquecer setores básicos, por intermédio de: redução de impostos para linha branca, abertura de linhas de financiamento via bancos oficiais e aumento nos prazos para pagamento”, analisa Piana. Segundo o líder empresarial, considerando que o PIB do terceiro trimestre teve crescimento zero (0%) sobre o trimestre anterior, justificam-se as politicas adotadas visando evitar o desaquecimento, que pode trazer efeitos colaterais futuros preocupantes. Como a economia funciona de forma interligada, conforme Piana, no atual momento, com os recursos do 13.º salário, verifica-se também a preocupação dos consumidores com a regularização de dívidas existentes. A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, sobre as vendas dos supermercados e hipermercados nos polos de comercio pesquisados pela Fecomercio-PR aponta, no acumulado de 2011, período jan-out, os seguintes dados:

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Vendas

Jan-Out % RM de Londrina Maringá Região Foz do Ponta PR Curitiba Oeste Iguaçu Grossa Súper 7,27 10,76 1,88 11,19 -5,10 0,17 6,66 Comércio 4,32 11,28 13,19 12,23 12,76 3,61 7,83 Revista Super

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Climatização

Solução eficiente e econômica para reduzir calor em qualquer ambiente

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01 O Roto 140 Plus é um aparelho inovador, indicado especialmente para grandes ambientes Revista Super

{Nos supermercados} No segmento supermercadista o sistema de climatização evaporativa da Rotoplast é utilizado principalmente nas áreas de vendas de qualquer tamanho, proporcionando um clima muito agradável aos clientes, além disso, deixam os produtos com temperatura baixa para melhor conservação. “Os equipamentos já estão em muitos supermercados e redes de todo o Brasil apresentando excelentes resultados”, diz Gälzer.

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eja no agitado ambiente de produção ou no aconchego do lar, as pessoas procuram seguir cada vez mais parâmetros rigorosos de vida saudável. E entre os elementos considerados indispensáveis está a qualidade do ambiente. “A climatização evaporativa é um moderno sistema utilizado pela Rotoplast em seus equipamentos que reduz a temperatura, limpa e hidrata o ar. Projetados para resfriar ambientes de qualquer dimensão, os climatizadores agregam vantagens e diminuem custos, quando comparados a outros sistemas”, destaca o Gerente de Vendas Mirton Gälzer. O executivo da Rotoplast ressalta que os climatizadores melhoram a produtividade e proporcionam maior conforto térmico. Ele informa, ainda, que o custo de adequação aos ambientes é baixo. “Além do baixíssimo consumo de energia, a climatização do ar é feita sem névoa ou gotículas de água, os equipamentos insuflam oxigênio, proporcionam ar 100% renovado, a renovação do ar é por pressão positiva e podem funcionar com portas e janelas abertas”, acrescenta. A busca constante de tecnologias associada às inovações implementadas pela Rotoplast contribui significativamente para a satisfação dos clientes no que se refere à climatização ecologicamente correta tanto nas linhas industrial, comercial e residencial. “São extremamente silenciosos e podem ser utilizados em praticamente todos os tipos de ambientes”, revela o gerente. Ele ressalta que para aumentar ainda mais a qualidade dos equipamentos, a empresa utiliza robô no sistema de industrialização.

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Em sintonia com as necessidades do mercado, recentemente a Rotoplast Climatizadores Evaporativos lançou seu mais novo e inovador produto, o Climatizador Evaporativo Roto 140 Plus. Segundo Mirton Gälzer, o modelo industrial e comercial é produzido em fibra injetada RTM com sistema UV-C luz ultravioleta com energia eletromagnética para destruir bactérias, vírus, algas e protozoários, motor com carcaça de alumínio para evitar corrosão, grade swing para ventilação oscilante, placa evaporativa Celdek de 200mm. Tem quadro de comando exclusivo com 7 velocidades e controle remoto ou pelo sistema Rotoconect, exclusivo dispositivo para troca automática de água, novo sistema de moto bomba submersa sem rolamento e sem selo mecânico, além de entrada de água nova bóia sistema diafragma. “É indicado especialmente para grandes ambientes”, esclarece o executivo. O gerente acrescenta que são 18 modelos, com a finalidade de atender ambientes em toda e qualquer dimensão, nos mais diversos tipos de atividades, sendo que para as áreas industriais e comerciais os Roto 140 Plus (de parede), Roto 150T (para telhado) e Roto 45 e 55 (portáteis), são os mais comercializados.


Novidade

Walmart inaugura Sam’s Club Porto Alegre

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o apagar das luzes de 2011 o Grupo Walmart Brasil completou seu portfólio de formatos de negócios no Rio Grande do Sul ao inaugurar no dia 29 de dezembro a primeira loja Sam’s Club do Estado, instalada na Zona Norte de Porto Alegre, junto ao Hipermercado BIG Sertório. Com essa nova modalidade de varejo o grupo passa a oferecer todas as opções de comércio em solo gaúcho, onde já atua com as marcas BIG, Nacional, Maxxi e TodoDia. “O nosso formato de clube de compras irá oferecer uma nova experiência para as classes A e B e para a nova classe média”, destaca Marcos Samaha, presidente do Walmart Brasil.. O clube de compras completa investimentos de R$ 150 milhões da rede no RS em 2011, quando inaugurou sete lojas e gerou 700 empregos. “O Rio Grande do Sul segue sendo um estado estratégico para o Walmart Brasil pelo seu potencial econômico e pelo perfil exigente de seus consumidores”, afirma Marcos Samaha. O Sam’s Club localizado na Av. Sertório recebeu investimentos de R$ 38,5 milhões, possui área construída de 22,4 mil m² e 6,2 mil m² de área de venda, 18 check-outs e 341 vagas de estacionamento coberto no andar térreo da loja. Cerca de 150 empregos diretos e 300 indiretos foram criados, sendo que destes, sete são jovens formados pela Escola Social do Varejo, iniciativa do Instituto Walmart para formação de profissionais para o setor. A unidade funcionará de segunda a sábado das 8h às 22 horas e das 9h às 19 horas aos domingos e feriados.

Formato

O formato clube de compras do Walmart Brasil busca oferecer aos seus sócios vantagens que superem as expectativas de compras tradicionais em outros mercados. “Para comprar no Sam’s Club, o cliente pessoa física ou jurídica deve tornar-se sócio, por meio

FABRÍCIO BARRETO

Com investimentos de R$ 35,8 milhões o novo empreendimento gerou 450 empregos diretos e indiretos. O Sam’s Sertório também vai consumir 25% menos energia, emitir 30% menos gases de efeito estufa e 40% menos água. O grupo fecha o ano com 150 milhões investidos no RS, sete lojas inauguradas e mais de 700 novos empregos.

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do pagamento de uma anuidade de R$ 45,00, rapidamente compensada nas primeiras compras”, promete Wendel Oliveira, diretor da unidade estreante. Um conjunto de quatro peças de lençol 1000 fios, encontrado no mercado por cerca de R$ 1.000,00, poderá ser adquirido no Sam’s Club por menos de R$ 400,00. A meta da rede é conseguir 35 mil sócios até 10 de janeiro – até a véspera da inauguração já haviam sido cadastrados 27 mil associados. O cliente vai encontrar 5 mil itens, entre alimentos, produtos de limpeza, de higiene, vestuário, cama, mesa e banho, utilidades domésticas e eletrônicos de alta tecnologia, muitos deles exclusivos ou encontrados só em casas especializadas. Os preços dos produtos comuns ao varejo tradicional são até 15% mais baixos e os itens especiais podem ter um diferencial de preço ainda maior. O Sam’s está presente em países como os EUA, México e Porto Rico, com 55 milhões de sócios. No Brasil o número é cerca de 1,5 milhão.

01 Marcos Ambrosano, Marcos Samaha e Luiz Zacharias no lançamento

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SUL EM FOCO

Por Ivan Michaltchuk

Clientes Externos x Clientes Internos Como anda a reputação de sua empresa com estes dois públicos?

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odos os empresários do varejo que conheço, desde as pequenas empresas familiares até as gigantescas corporações globais, têm uma preocupação constante em manter uma boa reputação junto aos seus clientes. Para tanto, lançam mão de investimentos que promovem positivamente a imagem de seus supermercados, oferecendo bons preços, bom atendimento, serviços diferenciados, fácil acesso, estacionamento, além de promover ações comunitárias, campanhas, etc. Esta postura proativa tem, é claro, um objetivo bem definido: manter os atuais clientes e conquistar novos, aumentando as vendas e viabilizando o crescimento do negócio. Basta olhar os números do setor varejista no Brasil que fica clara a eficiência destas ações. As vendas reais cresceram 7,7% em 2010 x 2009. R$ 2,85 bilhões foram investidos em expansão orgânica para atender a crescente demanda do ano passado. Deste total, 25,8% foi destinado para novas aquisições, reforma de lojas e ampliação da área de vendas consumiram 16,1% dos investimentos, novas construções abocanharam R$ 1,2 bilhão (31,3%) e de olho no futuro, os empresários investiram R$ 132 milhões (4,6%) na compra de terrenos (fonte: Departamento de Economia & Pesquisa da Abras). Com a economia aquecida e com o setor em franco crescimento as ações de marketing têm a missão primordial de transformar investimentos em resultados, boa imagem pública em clientes satisfeitos e fidelizados. E, diga-se de passagem, estes profissionais tem desempenhado seu papel para o público externo, com louvor e de forma irretocável. Entretanto, na outra face da moeda, quero propor uma reflexão que vem de acordo com o momento que estamos vivendo: final de ano, fechamento de resultados, comemorações e novos projetos. Caso você nunca tenha pensado nisso, que tal incluir em seu planejamento para

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2012 algumas ações de Endomarketing? Para os leitores que ainda não têm familiaridade com o termo, vamos ao conceito clássico para simplificar esta palavrinha bonita. O prefixo “endo” derivado do Grego, significa “ação interior ou movimento para dentro”. Batizado em 1990 por Saul Bekin em seu livro “Fundamentos do endomarketing”, é definido como toda e qualquer ação de marketing voltada para o público interno da organização, que visa satisfazer, motivar e criar um ambiente favorável para que estes atendam com excelência o público externo. É uma ferramenta de comunicação e integração, para que todos possam cumprir suas tarefas com eficiência. A revista Exame publica anualmente um guia que aponta “As melhores empresas para se trabalhar”. O conjunto de fatores que classifica as mais variadas organizações como ótimas para se desenvolver profissionalmente, passa necessariamente pelo quesito “o que as mesmas fazem ao público interno que as tornam atrativas no desenvolvimento de uma carreira de sucesso?”. Em outras palavras, que ações de endomarketing são promovidas para reter os talentos que irão contribuir com o crescimento sustentável da organização? Como contribuição prática, vamos examinar esta questão de forma objetiva.

Necessidade e Importância:

A complexidade no atual mundo competitivo tem forçado as empresas a buscarem e estruturarem programas internos de qualificação dos colaboradores e ferramentas de integração entre os setores para gerar comprometimento com os objetivos e melhorar os relacionamentos com o cliente externo. Por isso, empresas que implantam uma base de valores sólida e consistente, conseguem reter bons talentos, reduzir os índices de turn-over, formando um time afinado e ainda sair na frente dos concorrentes. Antes de vender um produto para seus clientes, as empresas precisam convencer seus colaboradores a comprá-los. O endomarketing surge como elemento de ligação entre o cliente, o produto ou serviço e o


próprio colaborador. A idéia central é a de que o sucesso de cada membro do time está ligado ao sucesso da empresa. Para isso, transparência é fundamental. Todos devem conhecer com clareza os objetivos, estratégias, metas e formas de atuação. Se cada empregado for um multiplicador da boa imagem da empresa, os produtos e serviços oferecidos por ela, também serão melhor aceitos pelos clientes externos.

Os processos de motivação (Bekin – 2004)

- Chamamento à parceiras, cooperação e lealdade; - Valorização do indivíduo dentro do seu grupo; - Recompensas ao grupo, beneficiando a todos pelos resultados (PPR); - Envolvimento de todos no planejamento e tomada de decisões; - Estímulo à iniciativa e a atitude criativa; - Delegação de poderes, de acordo com a função exercida; - Remuneração adequada; - Integração baseada nos valores e objetivos da empresa.

Instrumentos para a prática do Endomarketing (Brun, 1998)

- Vídeos: Institucionais ou de produtos. Colocam o cliente interno a par da empresa ou da realidade de seus produtos e serviços; - Manuais técnicos e educativos: informações sobre a utilização de equipamentos, normas de conduta, direitos e deveres dos colaboradores; - Revistas e jornais internos: informações sobre projetos, resultados, novidades, notícias de TH, valorização dos destaques do mês, etc.; - Cartazes motivacionais: frases, pensamentos e informações que valorizem o esforço individual e coletivo; - Canais diretos: reuniões com os diretores, presidência ou ouvidor interno; - Palestras internas: para apresentar as novidades da empresa, as tendências e a evolução que a mesma teve; - Grife interna: registro em roupas, uniformes, bonés e acessórios; - Convenções internas: envolvimento da equipe interna em atividades de criação, lazer e integração; - Intranet: aplaina e agiliza a comunicação entre os departamentos, reduzindo os “ruídos” e democratizando a informação à todos.

Vantagens na correta aplicação do Endomarketing

- A comunicação fica mais clara e acessível;

- Os colaboradores têm mais liberdade para expor suas idéias; - Os níveis hierárquicos ficam mais simplificados; - Maior acesso de todos à seus gerentes ou superiores; - Os colaboradores sentem-se mais seguros para tomar atitudes; - Conhecem com clareza a missão, a visão e as políticas da empresa - O aprimoramento técnico e a requalificação são constantes; - Colaboradores mais bem preparados atendem melhor; - A empresa investe no desenvolvimento de seus maiores ativos; - Todos passam a conhecer e respeitar a cultura da empresa; - Os níveis de satisfação e motivação se traduzem em ganhos reais de produtividade; - Passamos a valorizar idéias simples e criativas que significam redução de custos; - Reduzem-se os índices de turn-over na equipe.

Implantação

O processo de implantação do endomarketing requer persistência e apoio de toda área de TH, marketing, e acima de tudo da diretoria. Alguns ganhos são imediatos, mas os resultados operacionais geralmente virão após o segundo ano de implantação. O gerenciamento do projeto deve ser constante e os ajustes imediatos para coibir eventuais falhas futuras. Um grupo deve coordenar o processo e formar multiplicadores que implantarão as melhorias de acordo com a necessidade de cada setor. O processo deve ser feito em etapas e cada etapa deve ser reavaliada para prosseguir na etapa seguinte. Após a implantação da base de valores e consolidação do processo de endomarketing, todos os demais programas ficarão mais fáceis, pois o grupo já estará espontaneamente comprometido com a cultura e objetivos da empresa. Quando o marketing interno é bem feito, o marketing externo é muito mais abrangente. Basta perceber o que dizem os colaboradores das empresas classificadas como melhores para se trabalhar, segundo o Guia da revista Exame. Até a próxima!

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Ivam Michaltchuk é Diretor Técnico da MSI Consultoria Organizacional e Consultor da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), ivam@msiconsultoria.com.br; www.msiconsultoria.com.br Revista Super

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Por Gilmar Bitencourt

Volta às aulas, com charme e novidades

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ara muitos, principalmente para os estudantes, que desfrutam do período de férias, ainda pode parecer cedo falar em retorno das atividades escolares. Mas para as empresas fornecedoras de material escolar o período de pico nas vendas inicia na virada do ano. Nesta onda seguem os supermercados que ampliaram o mix de produtos para o setor nas suas gôndolas, que atualmente vai do lápis ao notebook. Apesar de pesquisas apontarem uma participação modesta dos varejos nas vendas de itens para o segmento, alguns estados contradizem esta tendência. O Rio Grande do Sul é um exemplo de que esta realidade está mudando. Segundo o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) Antônio Cesa Longo, os supermercados permanecem na liderança como local preferido de compra dos gaúchos para produtos de volta às aulas, superando as livrarias, papelarias, lojas de bazar e de R$ 1,99, devido à comodidade de realizar as compras destes itens junto com as outras compras da casa. De acordo com entidade, em 2011, o peso das vendas de papelaria e produtos para volta

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Período que antecede o início do ano letivo aquece as vendas de materiais escolares, cada vez mais presentes nos supermercados, com novos apelos visuais e tecnológicos.

às aulas no faturamento total dos supermercados gaúchos foi de 4,1% em fevereiro e 6,0% em março. A estimativa da Agas é de que tenha sido agregado o montante de R$ 40 milhões ao faturamento dos supermercados gaúchos com a venda de material escolar. Deste total, R$ 8 milhões (20%) foram da comercialização de itens produzidos por fábricas do estado. Já o presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Adriano Manoel dos Santos, observa que o material escolar não chega a ser um segmento prioritário dentro do mix dos supermercados. Mas o dirigente destaca que estes produtos estão sempre presentes no setor de utilidades “e várias redes desenvolvem campanhas bem fortes no início dos anos letivos procurando captar clientes que procuram este tipo de produto”, acrescenta. Na avaliação do presidente da Fecomércio do Paraná, Darci Piana, o material escolar tem uma concentração de vendas maior e melhor identificada nas livrarias e papelarias. Ele observa que há casos nos quais muitos colégios fazem a venda no espaço interno ao seu corpo docente, “ou


{Canal de Vendas} Enquanto os dirigentes de entidades representativas dos supermercados e do comércio sustentam os seus posicionamentos, os fornecedores de material escolar destacam a importância dos pontos de vendas na comercialização destes produtos. O diretor geral da Mercur, Breno Strussmann, diz que a participação crescente do varejo na venda destes itens “é uma tendência global”. Segundo ele, a empresa já desenvolve ações neste sentido e pretende continuar a trabalhar parcerias com outras organizações nos diferentes PDVs sempre e quando ambas possam considerar em suas relações a questão de qualidade dos produtos e o respeito aos consumidores. Para Wagner Jacob, diretor Comercial da Tilibra, o supermercado é um importante canal para o abastecimento do mercado e atendimento de uma determinada parcela de consumidores. O executivo conta que a divulgação dos produtos da empresa nos pontos de vendas consiste na disponibilização de materiais como displays, banners, bandôs, testeiras, entre outros. {Incremento no mix} Através de parcerias com os fornecedores ou desenvolvendo produtos próprios, as empresas do setor supermercadista também estão focadas na sazonalidade do setor com o objetivo de ampliar as vendas e de aumentar a sua participação neste mercado. Para isso já vêm negociando a longo tempo com produtores e distribuidores de materiais escolares, visando ampliar o mix de produtos nas lojas e consequentemente o crescimento do faturamento. A rede Walmart revela que o departamento que concentra os produtos de volta às aulas vem desenvolvendo ano a ano ações específicas de reavaliação de variedade para oferecer ao cliente aquilo que ele espera encontrar em cada loja. De acordo com a

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seja, até certo ponto, assumem o papel das lojas para os respectivos alunos”. Conforme Piana, a tendência é de que a maior parcela das vendas de material escolar deva ocorrer via livrarias e papelarias, “mesmo porque estas unidades oferecem outras opções que interessam ao consumidor, em percentual maior que a oferta feita por supermercados e hipermercados”, salienta. O dirigente comenta que o padrão de atendimento nas livrarias e papelarias em relação ao material escolar é mais profissionalizado e, sem dúvida, de melhor qualidade. “Depois de iniciadas as aulas, passado o pico de demanda desses produtos, muitos dos supermercados e hipermercados até cancelam as prateleiras de material escolar, demonstrando que fazem uma oferta circunstancial e condicionada ao inicio do ano letivo (ou semestre)”, complementa.

empresa, os 19 hipermercados da rede no RS irão disponibilizar cerca de 800 itens de material escolar. “A estratégia é dar sortimento, investindo não só no que a lista da escola pede, mas também em personagens que povoam o imaginário de crianças e adolescentes”, destaca a companhia. A expectativa da empresa é crescer em 20% nas vendas na comparação com o ano passado. A novidade deste ano será a criação de um espaço específico nas gôndolas para apresentar a linha de produtos exclusivos que possui (cerca de 30% do total da variedade), por exemplo, kits de escrita, mochilas de personagens e capas de cadernos especialmente desenvolvidas para as lojas do Walmart Brasil.

{Mercado competitivo} Assim como aumenta a demanda neste período, também cresce a disputa pelo mercado de materiais escolares. O diretor geral da Mercur, Breno Strussmann, destaca que o setor está extremamente competitivo e “infelizmente ainda muito orientado para preço”. Ele salienta que o consumidor deveria ser melhor orientado para a qualidade dos produtos e serviços. “O mercado está tomado pelo mais do mesmo e, principalmente, pela importação de produtos asiáticos que não refletem a real necessidade dos pais, alunos e escolas”, comenta. Para vencer a concorrência e ganhar espaço no mercado a estratégia adotada pelas empresas do segmento é o lançamento de novidades e a aposta em produtos considerados carros-chefes. A Mercur, por exemplo, destaca que os produtos mais procurados são a borracha de apagar, a tinta guache e a cola branca. Segundo a empresa a borracha é produzida a partir do látex natural das árvores se-

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01 As novidades em material escolar também exibem praticidade, como a pasta da Tilibra

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02 A Credeal, expert em cadernos, investe em pesquisas para saber o que o consumidor prefere Revista Super

ringueiras, uma fonte renovável, que contribui para minimizar o impacto ambiental e possibilitar a geração de renda local para pequenos produtores que trabalham com o extrativismo. “Este produto é livre de ftalatos, substância química que, se em contato com seres humanos, pode causar danos a saúde”, informa o diretor da companhia. Segundo Strussmann, a tinta guache é ideal para pintura em papel, cartolina e papel cartão. O empresário comenta que o produto se destaca pelas cores vivas e vibrantes, miscíveis entre si, permitindo a criação de novas cores. Além disso, também é fabricada com matérias primas de fontes renováveis e, “sempre que possível, com água coletada da chuva previamente tratada. A tinta guache Mercur possui em sua formulação uma resina vegetal que lhe dá a consistência de gel, ou seja, não escorre do pote”, acrescenta. Na visão do diretor comercial da Tilibra, Wagner Jacob, o setor de material escolar vem se qualificando a cada ano com produtos de melhor qualidade e mais adequados ao uso dos estudantes. Neste contexto ele informa que a coleção volta às aulas da empresa para 2012, está repleta de novidades, grandes marcas e licenças. “Algumas linhas tiveram ampliação no mix de produtos como Jolie, Menininhas, XRacing, Red Nose e Plush Poison, onde todos poderão encontrar novas opções em praticidade, inovação e qualidade”, observa Conforme o executivo a empresa tem o mix completo que atende às necessidades de todas as listas escolares. “São cadernos, estojos, fichários, agendas, lápis, borracha, apontador, cola, tesoura, mochila, lapiseiras, lápis de cor, tintas, calculadoras, etc”, informa.

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Não se trata de uma simples novidade ou modismo. Antes de tudo é um estímulo à à preservação ambiental. Por isso o EcoEstojo de plástico verde promete ser sensação na volta às aulas. A Faber-Castell e Braskem se uniram para apresentar um estojo moderno e com menor impacto no meio ambiente. Atenta para o crescimento do consumo de produtos ecológicos e já de olho no período escolar, a tradicional fabricante agita o setor lançando no mercado o EcoEstojo. Feito de polietileno verde da Braskem – também conhecido como plástico verde, produzido a partir do etanol da cana de açúcar – o produto tem as mesmas características do plástico tradicional, é reciclável e apresenta como diferencial colaborar na captura de gás carbônico da atmosfera. Para se ter uma ideia, cada quilo de plástico verde produzido evita a emissão e captura de 2 a 2,5 kg de CO2. Além das características de sustentabilidade, o produto possui design moderno, podendo servir tanto como estojo quanto como porta-lápis.

{Ouvindo o consumidor} A Credeal, indústria gaúcha de Serafina Corrêa, utilizou a pesquisa para desenvolver as coleções de volta às aulas de 2012. De acordo com o diretor de marketing da empresa, Ricardo Frederico, a companhia passou seis meses pesquisando o mercado consumidor e os pontos de venda. “Trata-se de um trabalho que demanda tempo e muito cuidado, pois as novas coleções precisam atender aos interesses e aspirações de todos os públicos consumidores. Essa é a intenção da Credeal”, comenta. Outra novidade da empresa para este ano é o ingresso nas mídias sociais. Frederico conta que a Credeal mantém relacionamento com blogueiros, “que tem afinidade com os nossos produtos e estamos no Facebook (Credeal) e no Twitter(@Credeal_Oficial) para interagir diariamente com os consumidores, clientes e parceiros”, comenta. Segundo o diretor, esse público fornece informações “preciosas para aprimorar nossos produtos”. A empresa destaca que o ano de 2011 foi diferente dos anteriores. “Convencionamos chamá-lo de o Ano da Virada da Credeal, devido às inúmeras modificações que realizamos para atingir nossos objetivos. Comemoramos 40 anos e alteramos nossas estratégias comerciais, ou seja, foi um ano de intensa busca por melhoramentos”, ressalta o diretor de marketing. Para 2012, Frederico observa que a expectativa é ainda mais positiva, “esperamos um aumento de vendas de 10% no comparativo com 2011”, acrescenta. O carro-chefe da empresa é o caderno, mas o seu portifólio também é composto por outros produtos que vão além da área de papelaria, como as


{De olho no varejo} Com 37 anos de atuação no mercado de Bolsas, a curitibana Danka está lançando uma linha de produtos voltada para o varejo. Segundo Marco Antonio Zanona, do departamento de marketing da empresa, 2012 marca o inicio da companhia neste segmento, sendo que a indústria tinhas as suas atividades voltadas para o mercado de bolsas promocionais. O executivo observa que a empresa possui representantes nos principais estados do Brasil e uma equipe de consultores internamente. “Trabalhamos com entregas para todo o país, principalmente para grandes distribuidores e varejistas”, acrescenta Zanona. Vislumbrando o crescimento do uso de notebooks e tablets, a Danka criou uma linha de mochilas, maletas e cases específicas para este mercado. O objetivo é atingir executivos e estudantes com idade acima de 18 anos. “Desenvolvemos produtos totalmente inovadores com design diferenciado e algumas funcionalidades únicas, para facilitar o dia a dia das pessoas”, informa o representante da empresa. Marco Zanona salienta que o mercado de varejo é novo para a Danka. Mas ele acredita que a procura pelos produtos da empresa seja grande e fala que são boas as expectativas para 2012. {Computador da família} O aumento do

uso de computadores no meio estudantil está cada vez mais atraindo a atenção das empresas da área de informática. O diretor de varejo da Lenovo no Brasil, Felipe Duarte, destaca que a volta às aulas é um período importante para as fabricantes de computadores no mercado varejista. Ele observa que é nessa época que os estudantes começam a procurar por um novo computador pessoal que atenda às atuais necessidades de estudo. Para atender esta demanda a empresa está lançando no mercado brasileiro o desktop Lenovo H420, que possui recursos educacionais e é focado na capacitação e instrução de toda a família. O novo desktop vem equipado com um exclusivo software

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mochilas, que têm grande representatividade nas vendas do portifólio. Conforme o executivo trata-se de um complemento disponibilizado para o mercado. “Como trabalhamos num setor sazonal, obviamente, estamos na melhor época para vendas. Nesse contexto, a mochila acaba sendo comercializada bem mais que em outras épocas”, acrescenta. O diretor de marketing conta que a coleção assinada pelo ilustrador Jordi Labanda, “além de fashion e moderna”, é uma das grandes apostas para o mercado. “Também possuímos mochilas de grandes clubes de futebol como o Grêmio e o Internacional”, concluí Frederico.

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- Lenovo Escolar - que conta com cursos de inglês, espanhol, português e matemática elementar. Possui também a nova ortografia, além de apostilas de estudos para o novo exame do Enem com todas as matérias e cadernos de exercícios. “O programa, que já vem instalado no equipamento, sem custo adicional, é desenvolvido em parceria com a IESDE, uma das maiores empresas de educação à distância do Brasil”, informa Duarte. Outra novidade que integra o software do Lenovo H420 é o jogo Cérebro Melhor, que tem o objetivo de agregar conhecimento e proporcionar diversão para toda a família. O jogo apresenta diversos desafios e exercícios de raciocínio lógico, que ajudam a manter a memória afiada e o desempenho cerebral veloz. Pensando em auxiliar quem não tem tempo ou dinheiro para investir em cursos fora de casa, o Lenovo Escolar também ensina os usuários a investirem na Bolsa de Valores. O novo desktop é composto por processador Intel Core i3 – segunda geração, gráficos de alta definição da Intel, disco rígido de até 1TB, memória de até 4GB, conectividade HDMI, para conexão direta na TV, entre outros itens. O preço sugerido para venda é a partir de R$ 1.199,00. Segundo a empresa os valores do produto podem variar de acordo com a configuração do equipamento e a região do País. Além deste lançamento, o diretor salienta que em 2012, a empresa pretende continuar a investir no mercado de desktops, com equipamentos de alta qualidade e desempenho, para área de varejo. Também pretende lançar novos modelos de computadores All in One (tudo em um), que são equipamentos de mesa que concentram todas as configurações na tela do equipamento. “Nesse nicho de mercado também há um interesse muito grande do consumidor por notebooks que apresentam alto desempenho e características focadas em recursos multimídia, áudio e vídeo”, complementa o executivo.

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03 Faber-Castell e Braskem se uniram para lançar o EcoEstojo, feito de plástico verde 04 Breno Strussmann, diretor da Mercur, acha que a qualidade deveria definir a escolha 05 Felipe Duarte, da Lenovo, destaca produtos adequados às necessidades dos estudantes

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Vocação para servir, com qualidade e inovação A rede Muffato é a maior varejista de autosserviço do Paraná e a oitava maior do País, com 39 unidades. E o processo de expansão continua.

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ascavel, uma jóia incrustada no Oeste Paranaense, é um município relativamente novo se for considerada sua emancipação política: 14 de novembro de 1951. Hoje, com apenas 60 anos e quase 300 mil habitantes, é uma das cidades mais prósperas da Região Sul, tendo passado por fases econômicas distintas, desde a ocupação espanhola (1557), o tropeirismo (1730), o ciclo da erva-mate (1910) e a exploração de madeira, agricultura e criação de suínos a partir de 1930. Encerrado o ciclo da madeira com o esgotamento das reservas naturais no final da década de 1970, deu-se o início da industrialização, concomitantemente com o aumento da atividade agropecuária, porém outros ramos ganham força, como o setor têxtil e de metalurgia. Por estar localizado em um entroncamento rodoviário estragégico, o município prosperou no comércio e na prestação de serviços, com destaque para o setor atacadista, de saúde e de ensino superior. É nesse cenário que José Carlos Muffato (Tito) dá início à saga de uma grande empresa, com a instalação da primeira loja do Super Muffato em Cascavel, em 14 de julho de 1974. Os mais antigos lembram que o atendimento era feito no balcão, mas a vocação para servir já estava presente, conquistando os consumidores. Em pouco


{Expansão e valores regionais} Ampliar horizontes parecia ser apenas uma questão de tempo. Assim, em 1976, o Super Muffato expande suas lojas para Foz do Iguaçu, identificando-se com os valores regionais. A dinâmica de aumentar a rede começou a partir dos anos 80, que marcou a trajetória da empresa até os dias de hoje. Com 37 anos de história, o grupo está presente em 13 cidades do Paraná, e em Presidente Prudente, interior de São Paulo. A missão é levar sempre praticidade, tecnologia e modernidade, além dos serviços oferecidos com qualidade e excelência. A saga continuou e, em 1995, o Super Muffato abre sua primeira unidade em Londrina, marcando presença na 3º maior cidade do Sul do país. Em 2002 conquista mais uma etapa fincando raízes em Curitiba. Consolidando sua presença no estado, a rede abriu as portas no tradicional bairro Portão, na capital paranaense. A expansão na região Metropolitana vem se consolidando com lojas adequadas ao perfil das diferentes regiões onde o Super Muffato está presente. Tendo como foco buscar inovações, o Super Muffato amplia os conceitos de varejo com as Lojas Gourmet. É a paixão pela gastronomia e soluções inovadoras indo ao encontro das expectativas do consumidor de uma das mais tradicionais regiões de Curitiba. {Diversidade e função social} Hoje o grupo conta com 39 unidades de negócios no Paraná e em Presidente Prudente, interior de São Paulo, entre as lojas Super Muffato, as unidades do Muffato Max Auto Serviço, Atacado e o Centro de Distribuição e Logística. A rede é a maior varejista de autosserviço do Paraná e a oitava maior do País. O Super Muffato acredita na força da sua união com a comunidade para estar presente em campanhas e ações que visam promover a solidariedade e preservar o meio ambiente. Entre essas ações estão o Dia da Bondade, o Super Domingo e as práticas e campanhas de coleta seletiva com o projeto Reciclar. A comunicação é um ponto forte. E, para dar mais visibilidade às suas iniciativas, o grupo conta com um departamento de marketing especializado, que se preocupa em estar presente nos principais canais de mídia das cidades onde estão localizadas suas lojas. Além disso, em 2011 foi lançado um novo site, mais completo, com diversas informações como o histórico da empresa, as ações realizadas e as principais notícias de interesse da população.

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tempo o comércio de secos e molhados transformou-se em uma das maiores e mais sólidas empresas do varejo brasileiro.

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De uma forma moderna e objetiva, pensando em oferecer ao cliente ainda mais transparência nas suas ações o Super Muffato está presente nas principais redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut, atualizados diariamente. Além disso, as fotos de todos os eventos são adicionadas constantemente site: www.supermuffato.com.br, que foi lançado atualmente com layout totalmente diferenciado, facilitando a navegação e fornecendo informações rápidas para os clientes.

{Empregos e capacitação} Outro destaque é a geração de empregos e capacitação profissional. A rede está entre os maiores empregadores do Paraná, proporcionando mais de 8.000 postos de trabalho diretos e oferecendo oportunidade de crescimento com programas contínuos de treinamento, como a Universidade Corporativa Super Muffato (Uniffato), que refletem o compromisso e a qualidade dos serviços oferecidos ao consumidor. Essas conquistas são importantes e merecem ser celebradas, como enfatiza o diretor Everton Muffato. “2011 foi um ano de muitas conquistas e realizações para o Grupo Super Muffato. Inauguramos lojas em Cambé, Apucarana, Paranavaí, Toledo e Cascavel, cidades de grande importância para o grupo. O objetivo é acelerar esse processo de expansão em 2012 e chegar a outras cidades estratégicas para o grupo, gerando oportunidades e estando presente cada vez mais na vida dos consumidores”, explica o executivo.

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01 Até o governador Beto Richa prestigiou a inauguração de uma unidade da Muffato 02 O diretor Everton Muffato destaca as conquistas de 2011 e confirma novos planos

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Apagão de mão-deobra? Ou seria falta de foco no RH?

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á mais de ano que temos lido e ouvido muito sobre as dificuldades do Brasil com relação a sua infra estrutura geral para suportar o grande momento de crescimento que estamos passando. Acho que a maioria dos supermercadistas conhecem bem esse assunto e já foram impactados de alguma forma pelas restrições logísticas, de estradas e portos, restrições energéticas, de geração e distribuição de energia, mas talvez nenhuma das barreiras seja tão restritiva ao desenvolvimento de um pais ou uma empresa, quanto a falta de mão de obra qualificada. Costumo dizer em nossas palestras, que o “Apagão de mão de obra, é como a hipertensão, vai acontecendo silenciosamente, por um longo período de tempo e sem demonstrar seus sintomas, até que quando se torna aparente já causou muitos danos e pode ser tarde.” Não vamos discutir aqui as questões de políticas públicas(e cardiológica), e que estão fora do alcance da maioria, mas aquilo que nós empresários e lideranças podemos mudar sobre essa barreira estrutural. Vale registrar no campo púbico apenas, que muitos dos países que se destacam hoje tecnológicamente são aqueles que investiram “pesadamente” e continuamente por décadas seguidas em educação, onde a Coréia do Sul talvez seja o melhor exemplo, mas também temos exemplos de sucesso onde a presença pública na formação profissional não é tão diferente do Brasil e que foi impulsionada por investimentos privados, como a India por exemplo,

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hoje um pólo de TI mundial. De nossa parte a dúvida é, será que não ficamos esperando demais que os outros, leia-se os Governos Federais, Estaduais e Municipais, resolvam esse problema para nós como se o problema estivesse somente do lado de fora de nossas portas? E eu pergunto, e se o Governo não fizer nada,? Vamos continuar a perder dinheiro, clientes, produtos, credibilidade de marcas e outros bens preciosos que construimos? A resposta deve ser NÃO. Uma empresa é estruturada, por seus processos, sejam de atendimento, venda,cobrança,pagamento, estocagem, produtivos e outros tanto que fazem sua empresa funcionar. Infelizmente, para conduzir esses processos precisamos de “gente”. Por maior que seja a automação de nossa empresa, sempre precisaremos de pessoas, e na verdade, quanto maior a automação maior a qualificação das pessoas e isso tem se revelado um grande problema para empresas, como redes de supermercados, que são intensivas em mão de obra e tem a ver não só com o presente, mas com o futuro de sua empresa. Mas temos saidas, temos bons exemplos no mercado de empresas que tem vencido, mesmo com essa limitação, e que adotaram um refrão conhecido, que diz: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. A solução passa por : a-Mudanças nos modelos de gestão de pessoas; b-Desenvolvimento contínuo; c-Reconhecimento crescente. A gestão de pessoas, por seu título, já denota uma mudança de foco, diminuindo o peso do recrutamento e seleção e equilibrando com um peso maior na manutenção dos profissionais. É fato que toda empresa precisa de uma “oxigenação” natural de profissionais, mas isso deve ser um processo controlado.


Esse controle passa por, termos claramente definido nossos profissionais ”imperdíveis”, aqueles que custaria muito caro substitui-los ou levariamos anos para forma-los novamente e esses merecem um tratamento e foco diferenciado em todos aspectos, para sua manutenção dentro da empresa. Para os demais profissionais, é natural que o turn over ocorra e por isso é obrigação que tenhamos um “banco”de recrutamento já filtrado e pronto para dispararmos uma contratação de forma muito rápida. O envolvimento dos líderes de cada área também é importante e o recomendado é que esses gestores tenham eles próprio, sua lista de profissionais “alvos” que atendam ao perfil desejado para as principais funções de seu departamento e que poderiam trazer para sua área, de forma rápida e eficiente. Além disso, precisamos investir mais nos públicos que estão nos extremos do mercado, como os jovens que estão iniciando em suas carreiras e aqueles da melhor idade ou acima dos 60 anos, que ainda estão cheio de energia e conhecimento, mas muitas vezes sem um oportunidade. Quando falamos de dar oportunidades aos jovens, não entendam aqui uma solução de redução de custos ou de curto prazo para nossos problemas

como a contratação de estagiários para substituirem o trabalho de um outro funcionário. Estamos falando de desenvolver profissionais jovens, descobrindo suas competências e desenvolvendo-as para gerarem o melhor retorno para nossa empresa a médio prazo. Se analisarmos somente pelo aspecto custo, também é a forma mais “barata” de fazermos recrutamento, seleção e de termos um “banco de reserva” para substituição de profissionais, Os programas de trainnes também são uma forma importante para reter e encaminhar os melhores profissionais recem formados para uma carreira. Muitas empresas entendem que esses programas são possíveis somente para grandes empresas, o que não é verdade. De novo é muito mais uma questão de boa vontade e uma “pitada” de paciência para aguardarmos o período de treinamento inicial, e assim podermos colher bons profissionais a nossa disposição e proporcionarmos transições de funções de forma muito menos traumática. É como uma corrida de atletismo com bastão, um passa o “bastão” para o seu substituto sem rupturas e já quase no mesmo ritmo, o que parece interessante em operações intensas como o varejo. Claro que é fundamental que se tenha um “dese-

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nho” do programa de trainne definido, por mais simples que seja, organizando um período para que os trainnes conheçam as diferentes áreas chaves de uma rede de varejo e depois possam ser alocado naquela em que apresentar a melhor afinidade. Dessa forma evitam-se frustrações mútuas. Uma empresa também é forma por “relacionamentos”, relacionamento com fornecedores, com clientes e internos e para isso dependemos diretamente de PESSOAS. Pessoas mais preparadas tendem a conduzir relacionamentos com mais segurança e tranquilidade e assim construirem parcerias mais produtivas e duradouras com seus fornecedores e alianças emocionais mais intensas com seus clientes nas lojas. Chega de balconistas, atendentes e caixas mal humorados, compradores despreparados para pensar estratégicamente e sem criatividade pra construir uma parceira de futuro. Para isso é vital investirmos cada vez mais no desenvolvimento de nossos profissionais. Entende-se por “Desenvolvimento contínuo dos profissionais”, todas ferramentas capazes de agregar conhecimento, capacitar habilidades e influenciar atitudes desses profissionais. Históricamente, em todos momentos de crise de um mercado ou empresa, as primeiras verbas a serem contingenciadas são aquelas não operacionais, como Mídias e Desenvolvimento pessoal. Precisamos olhar o assunto “custos de mão de obra”com outros olhos. Nos últimos anos, muitas empresas empreenderam um modelo de “Juniorização”de seus funcionários, isso significa, profissionais cada vez menos experientes assumindo sozinho, cada vez mais responsabilidades. Claro que temos impacto do perfil profissional dos jovens da chamada geração “Y”, que é muitas vezes mais agitada e arrojada para assumirem riscos, mas também não podemos negar que tem muito do pensamento de redução de custos, onde entendemos que um analista bem intencionado pode assumir as atribuições de um Coordenador ou Supervisor e esses últimos assumirem a de Gerentes, e por ai vai.Isso não é uma forma de reconhecimento, é uma forma perigosa de flertar com a ineficiência e perdas. Já presenciamos em empresas, o total desconhecimento do negócio, da operação, dos processos internos e do histórico da empresa, e que acabaram por causar perdas financeiras significativas em projetos importantes, além é claro do incremento da tensão interna na empresa. Isso poderia ser facilitado se um profissional mais “senior”acompanha-se de perto seus subordinados, fizesse um “coaching”interno, com esses profissionais “junior”. Esse coaching interno se torna então, uma grande ferramenta de desenvolvimento e é possível capacitar gestores para aplicarem isso com

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melhores resultados. Os programas de desenvolvimento também estão incluídos nos programas de retenção de profissionais, que são uma forma de reconhecimento permanente, mas sempre fica aquela dúvida de que podemos perder os profissionais em que investimos para desenvolve-lo, mas devemos pensar que: 1 - É um risco necessário e que temos que pensar não no pequeno percentual de profissionais que perdemos, mas no grande número que treinamos e agregam valor a nosso negócio; 2 - Podemos exigir alguma reciprocidade do profissional em caso de investimentos maiores, garantindo que ele permaneça um tempo na empresa ou restitua parte do investimento em caso de saída antecipada. Os programas de de retenção de talentos, deve ser baseado sempre na “meritocracia” . Assim evita-se os previlégios por amizade ou parentesco, e permitirmos que tenham as melhores condições aqueles que melhor contribuirem para a entrega das estratégias da empresa. Existem muito modelos de programas de reconhimento, dos mais simples aos mais complexos, mas qualquer empresa pode ter o seu. Em sua essência devemos ter os seguintes passos: 1 - eleger não mais que 4 ou 5 indicadores mais impactantes em seu negócio para o presente e futuro; 2 - Identificar o modelo de mensuração simples e claro que empregaremos para controlar seus resultados; 3 - Definir as metas para cada área e/ou individuais também de forma simples e clara para não deixarem dúvidas; 4 - Monitorar os resultados continuamente e sempre dar retorno para a equipe sobre o andamento e as alternativas que temos para atingir essas metas. Tudo isso vai não só motivar, mas também destacar as pessoas certas evitando os desconfortáveis questionamentos sobre salários e promoções de alguns profissionais em detrimento de outros. Pessoas erradas podem até garantir seu presente, mas não garantem seu futuro, porque conseguem até enganar a todos por algum tempo, ou enganar todo tempo alguns, mas nunca conseguirão enganar a todos, todo o tempo. Lembrem-se, seus funcionários são a sua “cara” de sua empresa. Sérgio Ricardo Simonetti é professor e Consultor da FGV e sócio-diretor das empresas Ânima Inteligência de mercado (www.animainteligencia.com.br), Praxis pesquisas, web e social marketing e M2 - Fundos de investimentos e recuperação financeira. Twitter: @simonser. artigos@animainteligencia.com.br


Eventos

Lançada a programação

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setor supermercadista de Santa Catarina viverá um momento de festa em 2012. A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) promoveu no dia 21 de dezembro, na sede da Fiesc, em Florianópolis, o lançamento da programação alusiva aos 40 anos de fundação da entidade, cuja passagem será em 17 de fevereiro de 2012, porém contemplará eventos ao longo de todo o ano. Participaram supermercadistas, empresários, autoridades, representantes da imprensa e convidados especiais. A apresentação de todo o calendário de atividades para 2012 foi feita pelo diretor executivo da Acats, Antonio Carlos Poletini, com destaque para o Prêmio “Acats 40 Anos de Jornalismo”. O objetivo é estimular e valorizar o trabalho dos profissionais de comunicação social na pesquisa, divulgação de dados e reportagens enfocando o segmento supermercadista de Santa Catarina e sua contribuição ao desenvolvimento econômico do Estado e a sua comunidade. (Veja o Regulamento do Concurso de Jornalismo no site www.acats.com.br) O evento promovido pela Acats contou com o patrocínio da Macedo Tyson, AMCom Sistemas e Best Beef, co-patrocínio da Bunge, Orquídea e Dielo, apoio da Sanjo e Vinhos Periquita. Na oportunidade, foram firmados uma série de convênios entre a Acats e entidades e empresas parceiras, tais como a Fecomércio-SC, FCDL-SC, Parati Alimentos e SulAmérica Capitalização. A Associação e a Secretaria de Justiça e Cidadania, através do Procon-SC, assinaram o protocolo que estabelece a possibilidade aos consumidores de troca imediata a gratuita em caso de ocorrência de produtos com prazo de validade vencida nas gôndolas das lojas de supermercados associadas à Acats e que aderirem ao programa. O presidente da entidade, Adriano Manoel dos Santos e a diretora do Procon-SC, Elisabeth Luiza Fernandes, assinaram o protocolo, que é o segundo do Brasil nestes termos, considerado um grande avanço no posicionamento da Acats perante o Código de Defesa do Consumidor.

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“Acats 40 Anos” 01

Calendário do evento em 2012

Fevereiro a Maio - Encontros Regionais de

Supermercadistas nas Regiões Sul, Grande Oeste, Alto Vale do Itajaí, Vale do Itajaí, Planalto Serrano, Planalto Norte e Grande Florianópolis. 27/03/2012 - 19h, Sessão solene em homenagem aos 40 anos de fundação da ACATS, Local: Assembléia Legislativa de SC, Florianópolis (SC). 20h30, Lançamento do livro sobre a história da ACATS e dos supermercados catarinenses, homenagens especiais e jantar comemorativo. Local: Centrosul, Florianópolis (SC). 19/04/2012 - Fórum sobre Recursos Humanos nos Supermercados. Local: Florianópolis (SC). 18/05/2012 - Fórum sobre Direitos do Consumidor e Assuntos Tributários. Local: Florianópolis (SC). 29/05/2012 - Fórum sobre Sustentabilidade no Setor Supermercadista. Local: Florianópolis (SC). 18/06/2012 - Prêmio Acats de Jornalismo, entrega da premiação. Local: Joinville (SC), durante a 25ª. Exposuper. 19 a 21/06/2012 – 25ª. Exposuper - Feira de Produtos, Serviços e Equipamentos para Supermercados e Convenção Catarinense de Supermercadistas. 07 e 08/10/2012 – 14ª. Feira de Negócios do Grande Oeste. Local: Parque da Efapi, Chapecó (SC).

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01 Poletini diz que concurso quer valorizar a comunicação sobre o setor

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Eventos

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O sucesso do prêmio Líderes & Vencedores

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Presidentes da GetNet e da Agas são homenageados

01 Antônio Cesa Longo (E) Eduardo Hopt (3º à esq.) foram homenageados por suas qualidades profissionais Revista Super

O Prêmio Líderes & Vencedores, realizado anualmente pela Federasul e pela Assembleia Legislativa do Estado, distingue três vencedores em cada uma das categorias avaliadas: Mérito Político, Destaque Comunitário, Sucesso Empresarial e Expressão Cultural. Mais do que uma homenagem, o Prêmio é um reconhecimento da sociedade gaúcha a ações que servem de exemplo em suas áreas de atuação. Os presidentes da AL, deputado Adão Villaverde, e da Federasul, José Paulo Dornelles Cairoli foram os anfitriões do evento. Personalidades, autoridades e jornalistas fazem as indicações, que são avaliadas por uma comissão julgadora sob a supervisão de uma comissão coordenadora e de uma empresa de auditoria. A cerimônia que reuniu centenas de pessoas no Teatro Dante Barone, da Assembléia Legislativa do Estado, foi realizada no último dia 13 de dezembro. Os agraciados receberam a estatueta Magis, criada pela artista plástica Ângela Pettini.

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O alto voo de Hopf com a GetNet

“Quero agradecer a Deus, a minha família e ao Ernesto Correa da Silva por estar aqui recebendo esta homenagem”, declarou com emoção o executivo gaúcho José Renato Hopf, 41 anos (10/01/69), nascido em Canoas (RS), após receber o prêmio Líderes & Vencedores. Emoção justificada pelo reconhecimento ao sucesso de uma carreira ascendente e vitoriosa em pouco tempo. Até alguns anos, a carreira de Hopf não era algo tão expressivo no cenário econômico brasileiro. Formado em administração de empresas pela PUC-RS, tem especialização em Sistemas de Informação e Telecomunicações pela Ufrgs e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Hopf iniciou sua trajetória como programador do banco Banrisul, mas soube conduzir sua carreira em vôos bem mais altos, como o sucesso da empresa GetNet, uma das principais redes de pagamentos eletrônicos do Brasil. Na realidade, o desafio foi grande, porque depois de algumas promoções no Banrisul, ele parecia ter chegado ao ápice de seu caminho no banco, como gerente de canais eletrônicos. Porém, em 2003, Hopf teve o que considerou ser uma grande ideia: criar uma rede de pagamentos eletrônicos nacional que aceitasse todas as bandeiras de cartão de crédito. Na época, havia basicamente duas grandes empresas prestando esse serviço - a Visanet (atual Cielo), que detinha exclusividade sobre a Visa, e a Redecard, que aceitava somente Mastercard -, obrigando os lojistas a operar com pelo menos duas maquininhas de cartões. A genialidade de Hopf, então com 34 anos, foi comprovada quando apresentou seu projeto ao empresário gaúcho Ernesto Correa da Silva, um dos maiores exportadores de calçados da China e dono do cartão de crédito regional Goodcard no Brasil. Meio ano depois, surgia a GetNet, um provedor completo de serviços para negócios com transações eletrônicas. Enfim, pela primeira vez Hopf estava no comando de uma operação. “O fim do contrato de exclusividade da Visanet e da Redecard era ques-


Longo conduz a Agas com segurança

Porto-alegrense radicado na Serra desde 1982, Antônio Cesa Longo já havia recebido no início de dezembro, o título de Cidadão de Bento Gonçalves, conferido pela Câmara Municipal local a pessoas destacadas no desenvolvimento da cidade. O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) destaca-se por suas constantes reivindicações ao poder público. Ao receber o prêmio Líderes & Vencedores, disse: ”È uma grande honra e um orgulho integrar esta seleta lista de agraciados. Quero manifestar meu sincero agradecimento e dividir este prêmio com todos os colegas de diretoria da Agas e da Cia. Apolo, incansáveis na concretização dos nossos projetos”. Diretor da Cia. Apolo de Supermercados, de Bento Gonçalves, e presidente da Agas desde 2003, Longo ocupa ainda a vice-presidência da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) desde 2009. Antônio Cesa Longo nasceu em 25 de julho de 1960, em Porto Alegre e é neto de imigrantes italianos. Economista com pós-graduação em Gestão Empresarial e Administração em Marketing, é diretor da Companhia Apolo de Supermercados, com sede em Bento Gonçalves, onde atua desde 1982. Na empresa, passou por diversas funções, buscando o total conhecimento das diferentes fases e minúcias do autosserviço.

Na Agas, Longo desenvolve um projeto de interiorização realizando convenções, feiras e jantares nos mais diferentes pontos do Rio Grande. Outro foco de sua gestão é a capacitação de gestores e colaboradores do setor, em projetos pioneiros e modelares para outras associações estaduais de supermercados, como o curso superior de Gestão em Supermercados, a implantação de um supermercado modelo para treinamentos práticos, o Centro de Capacitação Agas, e a escola móvel “De olho no futuro”, que percorre semanalmente o interior do Estado com cursos realizados em uma carreta. Em sua gestão, a Expoagas consolidou-se como a maior feira varejista do Cone Sul: na edição de 2011, movimentou R$ 274,6 milhões em três dias de negócios. Atualmente, as atividades da Agas congregam, por ano, mais de 75 mil pessoas ligadas ao setor supermercadista e à indústria. “Nosso trabalho é buscar igualdade de condições de competitividade para empresas de todos os tamanhos, da diminuição da informalidade, da simplificação da legislação tributária, da formação de mão-de-obra capacitada e do fortalecimento do setor supermercadista e da economia gaúcha”, resume o dirigente. MARCOS EIFLER /AGENCIA ALRS

tão de tempo”, revelou Hopf em recente entrevista. “Minha ideia era montar uma rede credenciada para quando isso acontecesse. Assim, poderíamos convencer os lojistas a operar com apenas uma maquininha: a nossa.” A previsão de executivo se confirmou. A virtual exclusividade da bandeiras Mastercard e Visa com as concorrentes caiu. Para surpresa de Hopf, a GetNet cresceu mais rapidamente que o esperado - antes mesmo do final da exclusividade. Atualmente a empresa opera mais de 20 bandeiras regionais 02 e seus balanços são altamente lucrativos, condição suficientemente interessante para chamar a atenção do Santander, que fechou parceria com a GetNet, entrando oficialmente no segmento de cartões de crédito. “A criação da GetNet foi o passo mais ousado de minha carreira”, afirma Hopf. A empresa está no mercado há 8 anos e em 2008 passou a operar no mercado chileno.

35 02 A estatueta Magis, criada pela artista plástica Ângela Pettini, representa a conquista

Todos os agraciados Sucesso Empresarial

Antônio Cesa Longo – Presidente da Associação Gaúcha de Supermercados José Renato Hopf – Presidente da GetNet Stara – Fabricante de implementos agrícolas na cidade de Não-Me-Toque

Mérito Político

Senadora Ana Amélia Lemos Prefeito Jairo Jorge – Canoas Deputado federal Mendes Ribeiro Filho – ministro da Agricultura

Destaque Comunitário

Associação Beneficente Santa Zita de Luca Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) – Frederico Westphalen Grupo Sociocultural - Canta Brasil – Canoas

Expressão Cultural

Festa da Uva – Caxias do Sul Fronteiras do Pensamento Orquestra Fundarte de Montenegro Revista Super

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Setor

Sorvetes e Gelados: em ritmo de crescimento

Empresas do setor de sorvetes apresentam lanรงamentos e projetam aumento nas vendas.

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{Investindo no período} Diante desta

realidade os fabricantes aproveitam o verão para fazer os lançamentos do ano. Segundo o presidente da ABIS a tendência para este verão são o sorvetes da linha Premium e os sabores de frutas típicas brasileiras. Os supermercados, responsáveis por boa parte das vendas do produto, também investem em volume e estrutura para fortalecer o faturamento das lojas com o crescimento do consumo de sorvetes no período. Muitas empresas do setor ampliam a área de exposição e número de marcas nas suas lojas. A rede Walmart espera um crescimento de aproximadamente 15% nas vendas de sorvetes neste verão. A companhia informa que esta área das lojas do Walmart Brasil na região Sul é composta por produtos de nove marcas nacionais, regionais e de marca própria. O segmento é considerado de grande importância para a empresa, tanto que a rede decidiu aumentar em 50% o número de equipamentos para

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m mercado que movimenta cerca de R$ 2 bilhões ao ano e produz mais de 1 bilhão de litros, sendo que praticamente 70% desse total é consumido no verão, sem dúvida, é destaque no Brasil. Trata-se do segmento de sorvetes. Os números da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (ABIS) comprovam a força deste setor e a sua importância para o segmento quando a temperatura aumenta. De acordo com a entidade o mercado é composto por mais de 10 mil fabricantes de sorvestes, entre micro, pequenas e grandes empresas. Mais de 60% destas indústrias estão instaladas na região sudeste. A instituição ainda não tem os dados relativos ao fechamento do ano de 2011, que segundo ela devem ser computados no final do mês de janeiro de 2012. Porérm, as perspectivas são de que os números do período devam ser semelhantes ou menores do que foi registrado em 2010, que teve um consumo de 1.117 milhões de litros e o faturamento na ordem de US$ 1 milhão e 939 mil. As previsões da ABIS estão fundamentadas nas dificuldades enfrentas pelo setor em 2011, como o clima que não favoreceu muito e aos problemas culturais que ainda inibem as vendas nos dias chuvosos e frios. Apesar do consumo per capita no Brasil ter crescido com o passar dos anos, chegando a 5,77 litros/ano em 2010, o brasileiro ainda não tem o hábito de consumir o produto com temperaturas mais baixas. “Sorvete alimenta e além de não ser calórico como se imagina é rico em nutrientes para a nossa saúde, pois é um alimento à base de leite, portanto, rico em cálcio, proteína, vitamina A, e é por essas e por outras razões que o sorvete torna-se recomendado para todas as idades”, acrescenta o presidente da instituição, Eduardo Weisberg.

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exposição dos produtos para esta temporada. O Super Muffato, rede paranaense de supermercados, destaca que sempre se prepara de forma especial para o verão, pois nessa época a procura por sorvetes aumenta em 15% e todas as marcas são muito apreciadas. Para esse ano, por exemplo, está realizando uma campanha com a parceria da Kibon, com o aumento do número de freezers nas lojas e várias opções de sabores, “além dos melhores preços que conseguimos para os nossos consumidores”. A rede ainda trabalha com outra marca nacional, como a Nestlé, e algumas regionais como Sávio em Londrina, Geloni em Cascavel e Maringá, Oficina do Sabor em Foz do Iguaçu, e Paviloche em Curitiba. “Também nessa época do ano, como aumenta a procura, procuramos dispor melhor os produtos na loja”, acrescenta.

{Promoção} Para esta temporada de verão, a Nestlé investiu fortemente na renovação de sua linha sorvetes, oferecendo diversas inovações ao mercado. Entre as principais iniciativas, a empresa destaca a volta da promoção Picolé Premiado, pelo segundo ano consecutivo, que iniciou em outubro e termina em 29 de fevereiro. Nesta edição a marca irá disponibilizar quatro milhões de palitos com o prêmio, que permite ao consumidor que comprar qualquer picolé Nestlé e for premiado com o palito marcado, trocar por uma unidade da linha de picolés La Frutta, nos sabores Uva, Limão ou Abacaxi. As campanhas publicitárias e ativações nos pontos de venda também fazem parte dos planos da Nestlé para a promoção. A empresa conta que a produção mantém ritmo acelerado durante todo o ano para atender a demanda em todas as estações, mas principalmente no verão. A expectativas para este ano é de crescimento 25% nas vendas no período.

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01 A cada ano os fabricantes aprimoram produtos consagrados e lançam novos sabores

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38 A estratégia da companhia junto aos supermercados consiste em garantir altos níveis de abastecimento para a temporada de verão, evitando falta de produto e, assim, a perda de faturamento. Além disso, aproveitar para usar o sorvete como um gerador de fluxo para a loja nesse período, divulgando o mesmo em tablóides e ações nos próprios supermercados. Para este ano a Nestlé ressalta que preparou algumas novidades. Entre os lançamentos, o destaque é o La Frutta Yogo, picolé feito com iogurte, com menos de 40 kcal, sem adição de açúcar e 0% de gordura, nos sabores Pêssego e Frutas Vermelhas. E com objetivo de ampliar a linha Premium da marca, a novidade é o cone Extrême, com duas opções de sabores para o consumidor: sorvete cremoso de creme de leite com sorvete tipo chocolate suíço e sorvete cremoso de creme de leite comsorbet de amora. Além dos lançamentos, os apaixonados pela linha MOÇA® foram ouvidos pela empresa. O Picolé Moça retorna para o mercado. “A versão original e gelada do leite condensado mais querido dos brasileiros, está de volta, a pedido dos consumidores”, informa a indústria. 02 Nestlé relançou a promoção Picolé Premiado, que vai até 29 de fevereiro de 2012 Revista Super

{Aniversário} A Kibon também apresenta lançamentos em 2012, ano em que comemora 70 anos de atuação. As inovações têm o objetivo de atender os diversos gostos e ocasiões de

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consumo. São novos sabores, além de edições especiais e comemorativas de picolés e potes, disponíveis em pontos de venda de todo o país, “e que prometem ser a sensação da temporada de verão”, destaca a empresa. A linha Fruttare ganha o sabor Maracujá, que tem sementes da própria fruta. Outra vantagem é que, com apenas 58 kcal, o picolé pode ser inserido em uma dieta balanceada, mas com muito saborosa. Um novidade extra é o Fruttare Caseiro Goiaba, com pedaços da fruta e a cremosidade do leite, em formato artesanal. Já para Magnum, a linha Premium da Kibon, a grande inovação é Magnum Chocolatier Collection, criada para celebrar os prazeres do chocolate. São dois novos sabores, o Magnum Brownie e o Magnum Trufa, inspirados em receitas clássicas, que segundo a empresa tem grande aceitação pelos consumidores, trazendo uma combinação de sorvete cremoso com uma crocante camada de chocolate belga. Magnum Trufa é um sorvete de chocolate, com recheio de trufa de chocolate e coberto com uma camada crocante de chocolate belga, enquanto Magnum Brownie é um sorvete sabor brownie coberto com uma camada crocante de chocolate belga com avelãs e castanhas. Ainda entre os picolés, a Kibon também preparou uma novidade para a criançada. O Chicabonzinho, tradicional combinação de chocolate, malte e leite em uma versão especialmente desenvolvida para os pequenos, ganhou uma edição limitada em homenagem ao filme Rio. A nova versão do picolé conta com uma embalagem especial, além de um game na internet, no qual o objetivo é encontrar os personagens do filme em meio a paisagens da cidade do Rio de Janeiro (www.kibon.com.br/chicabonzinho). Na linha Momentos, idealizada para ser perfeitamente compartilhada em momentos a dois, a inovação é o sabor Coco com Chocolate. “Trata-se de uma saborosa combinação de sorvete de coco com pedaços da fruta e uma deliciosa e abundante calda de chocolate”, destaca a empresa. Alguns dos ícones da marca Kibon, como o picolé Chicabon e o pote de 2L de Flocos, ganham uma embalagem retrô nesta temporada. A intenção da Kibon é resgatar a história da marca por meio desses sorvetes, que até hoje figuram entre os mais apreciados pelos consumidores brasileiros. O pote de 2L de Flocos também apresenta nova fórmula, com 20% mais pedaços de chocolate. Em paralelo aos lançamentos, durante todo o Verão acontece a Promoção 70 anos de Felicidade. No total são mais de 1 milhão de palitos premiados espalhados por todo o país e mais de R$ 95 mil em prêmios nos potes de sorvete da marca. Para mais informações, os interessados podem acessar o site www.kibon.com.br/70anos.


BIBLIOTECA

Destaque Inovações no Varejo: Decifrando o Quebra-Cabeça do Consumidor, de Alberto Serrentino - Editora Saraiva - 2006 - Edição 2 - 144 pág. R$ 42,90 (www.submarino.com.br)

Inovação Ozires Silva - Um líder da Inovação, de Décio Fischetti - Editora Bizz Comunicação. R$ 52,00 (www.livrariasaraiva.com.br)

Marketing A Bíblia do Marketing Digital, de Cláudio Torres - Editora Novatec - 2009 - 400 pág. R$ 54,90 (www.fnac.com.br).

Gestão/Estratégia Gestão de Logística, Distribuição e Trade Marketing, de Fernando Saba Arbache, Almir Garnier Santos e Christophe Montenegro Moreira, Wladimir Ferreira Salles, Et Al. Publicações FGV - Edição 3 - 2011 - 164 pág. R$ 22,00 (www.editora.fgv.br)

Vendas Segredo em Vendas, de Omar Souki - Editora Elevação - Edição 1 - 2007 - 87 pág. R$ 9,90 (www.submarino.com.br) Correndo pro Abraço – Como Vender mais Fazendo com que o Cliente Compre Sempre, de Raúl Candeloro & Sérgio Almeida - Editora Casa da Qualidade - 160 pág.- R$ 22,50 (www.livrariasaraiva.com.br)

Liderança Superdicas para Se Tornar um Verdadeiro Líder, de Paulo Gaudêncio, Editora Saraiva- 2009 - 2ª Edição - Conforme a Nova Ortografia – 136 pág. - R$ 14,57 (www.livrariasaraiva.com.br)

Destaque/Marketing

Marketing 3.0

– as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano

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De Philip Kotler - Editora Campus Elsevier - 1ª Edição - 2010 - 240 pág. R$ 29,61 – www.americanas.com. Nos últimos anos, mudam as tendências, os cenários, os mercados e os consumidores, mas Philip Kotler continua como o principal formador de opinião em marketing. Pelo quarto ano consecutivo o norte-americano é o autor da obra mais vendida e mais lida do segmento, de acordo com o Top 10 de Livros mais vendidos de marketing em 2011. O novo modelo de marketing - Marketing 3.0 - trata os clientes não como meros clientes, mas como os seres complexos e multifacetados. Estes, por sua vez, estão escolhendo produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades de participação, criatividade, comunidade e idealismo. Neste livro, Philip Kotler, o mais influente pensador da área de marketing de todos os tempos, mostra porque o futuro do marketing está em criar produtos, serviços e empresas que inspirem, incluam e reflitam os valores de seus consumidores-alvo. Ele também explica o futuro do marketing e porque a maioria de seus profissionais está presa ao passado. Revista Super

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Destaque

Análise de Crédito,

do “fio de bigode” ao computador

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s relações de consumo modernas estabelecem que o consumidor pode recorrer a duas formas de pagamento para efetivar a aquisição de um bem ou serviço: à vista ou a prazo - esta com algumas variações, como o consórcio ou fiança. Houve um tempo, até por volta da metade do século passado, em que as garantias variavam da palavra empenhada pelo próprio cliente, o famoso “fio de bigode”, ou o compromisso verbal assumido por algum amigo, parente ou patrão. Mas os tempos mudaram. Com o surgimento do Serviço de Proteção ao Crédito em 1955 (ver box), as autorizações de crédito

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SPC Brasil e SCPC: frutos das divergências

Depois da criação do SPC, as divergências entre entidades no decorrer dos anos, provocaram a separação e o surgimento de duas empresas: O SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), ligado à CDL Porto Alegre – que manteve a sigla SPC – e à Boa Vista Serviços, e o SPC Brasil, vinculado à CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) e à Revista Super

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tornaram-se um negócio sério, altamente lucrativo, com variantes conforme a atividade, ancoradas em sistemas de alta tecnologia que oferecem rapidez na consulta e evitam o calote. Os inadimplentes entram para a terrível “lista negra” e têm o acesso ao crédito bloqueado. Os bureaus de informação e análise de crédito evoluíram e prestam valiosos serviços à classe lojista, cada um a seu modo, ampliando o leque de opções para quem vende e quer ter certeza que vai receber. A revista Super Sul ouviu algumas das mais expressivas empresas do setor para saber sobre o sistema e seu estágio de atuação. FCDL-RS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul). “Através do SPC Brasil os associados têm acesso às informações de mais de 2.200 entidades presentes em todos os Estados do Brasil. Possui um amplo cadastro de informações creditícias com abrangência nacional que auxiliam as empresas na tomada de decisão para concessão de crédito com segurança e facilidade”, informa Leonardo Neira, superintendente da FCDL-RS. Em 2011, a CNDL firmou parceira com a Serasa Experian, tornando-se assim maior banco de dados do país, buscando fortalecer ainda mais sua capacidade de recuperação de credito e abrangência, acrescenta Neira. Existem outras empresas que operam nessa faixa de mercado, como a proScore, com sede em São Paulo. “A proScore, bureau de informação e análise de crédito, atua em âmbito nacional desde 1998 e é especializada no gerenciamento e estruturação de dados, como informações creditícias, cadastrais, comportamentais e segmentadas graças ao seu banco de dados, que conta com aproximadamente 165 milhões de CPF´s e mais de 11 milhões de CNPJ´s de todo o Brasil. Todas as análises são realizadas com tecnologia própria”, explica o diretor Ivo Barbiero. Esse mercado está cada vez mais disputado e todos concordam que o potencial é atraente. Para Neira, o SPC Brasil avalia como positivo o cenário futuro de serviços de informações de crédito no Brasil e na Região Sul. “Com aquecimento do mercado, está em plena ascensão. A estabilidade econômica e política observada no Brasil nos últimos anos contribui


para aumentar a expansão do crédito e da confiança do consumidor, o que fez com que as instituições financeiras e o próprio varejo adotassem modelos de análise de risco para concessão de crédito muito mais precisos e abrangentes”, explica. Conforme Neira, há no mercado um potencial significativo que pode ser explorado, especialmente em Porto Alegre, onde existem cerca de 30.000 estabelecimentos comerciais e apenas 10% deste total utiliza algum sistema de análise de crédito. A CDL Porto Alegre, que está associada ao Grupo Boa Vista, responsável pelo SCPC, faz outro tipo de avaliação. Informa que a empresa possui um banco de informações comerciais de pessoas físicas e jurídicas, de âmbito nacional, sendo considerado o maior banco de dados da América Latina. O presidente Câmara Vilson Noer afirma que o órgão oferece para o mercado uma maior segurança nas vendas, sejam a prazo ou à vista, contribuindo para redução dos riscos na gestão das operações a crédito e aumentando a rentabilidade das empresas. “A inclusão da dívida no cadastro do SPC oferece alto poder de recuperação de crédito, tendo em vista que todos os segmentos econômicos utilizam o serviço, o que propicia à empresa credora melhor liquidez nas operações a crédito”, ressalta. Noer também enfatiza que vender com qualidade tem se mostrado mais importante que novas oportunidades comerciais. Essa premissa tem norteado a gestão das empresas para a expansão comercial, pois reduzir os riscos de não receber os créditos concedidos é fundamental para que as empresas se mantenham competitivas no atual mercado. “Não só na região Sul, mas em todo o país, tendo em vista a expansão do crédito, essa tem sido a política em destaque pelo mercado”, acrescenta o dirigente. E para Barbiero, da proScore, a questão é mais delicada. “Informações, de um modo geral, passam a ser um meio cada vez mais importante para tomada de decisões. Mas é preciso cautela, um mero cadastro positivo ou negativo não qualifica nem desqualifica uma pessoa, é apenas uma variável na tomada de decisão. Portanto, ela varia de setor para setor, levando-se muito em conta a experiência do usuário no seu setor e as sazonalidades de mercado”, explica. Outro assunto que pode ser tornar polêmico é o perfil dos clientes em potencial para as empresas de análise de crédito. “Atendemos a toda e qualquer empresa, pois disponibilizamos informações para concessão de crédito e informações cadastrais de Pessoas Físicas e Jurídicas com abrangência nacional. Além disso Certificação Digital, Score, Cadastro Positivo, Garantia de Cheques dentre outros produtos”, explica Neira, da FCDL. A proScore, diz Barbiero, também não faz restrições. “Atendemos a todos os setores nacionalmente. Desde o “front office” até a cobrança, passando pelo financeiro, marketing e crédito”, ressalta.

Já o SPC, conforme o Estatuto da CDL Porto Alegre, “poderão fazer uso empresas mercantis, prestadoras de serviços, instituições financeiras e equiparadas, empresários (pessoa jurídica), profissional autônomo ou liberal com inscrição municipal ou em órgão de classe e outros aqui não mencionados, desde que atendam as disposições do estatuto da entidade”. Se não existem tantas diferenças conceituais,

SPC surgiu em Porto Alegre

Em um breve relato a Câmara de Diretores Lojistas de Porto Alegre (CDL Porto Alegre) relembra a criação do serviço de análise de crédito. “Em 1955, um grupo de lojistas da Capital sentiu a necessidade de colher informações sobre os clientes que estavam pretendendo ter crédito nas lojas. Uma equipe de informantes era enviada para a região onde os clientes moravam para recolher informações sobre potenciais clientes das lojas para saber se eram bons pagadores. Com o crescimento da demanda de crédito, esse tipo de serviço se tornou inviável e os informantes passaram a se encontrar nos bares do centro da Capital para trocar dados sobre os clientes. Nessa época, um grupo composto por 27 empresas teve a idéia sobre uma nova maneira de operar. Foi criado, então, em 22 de julho de 1955, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) com o objetivo de reunir informações num só local. O seu primeiro presidente foi o empresário Hélio Maurer. Cada loja entregava uma ficha com o nome dos inadimplentes e o SPC confeccionava uma relação e enviava semanalmente para esses lojistas. O número de empresas associadas e de inadimplentes foi aumentando e o SPC passou a arquivar as fichas em ordem alfabética. Toda vez que aparecia um cliente, uma “papeleta” era preenchida e enviada para o serviço. No prazo de até uma semana eram repassadas à loja todas as informações dos interessados na compra para a aprovação do crédito. O crescimento do número de empresas e intenções de crédito fez com que os pedidos de informações por meio de papeletas fossem extintos. Com isso, em 1962, o Serviço de Proteção ao Crédito de Porto Alegre passou a operar com consultas por telefone, chegando a ser considerada a maior central. Em junho de 1999, a CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre incorporou o SPC. As duas Entidades uniram-se para fortalecer o movimento lojista e a junção criou uma entidade com os serviços do SPC e a representatividade da CDL, onde quem ganha é a associada. O SPC tem como objetivo dar maior segurança e diminuir os riscos nas operações de crédito e recebimento de cheques. É um serviço que busca centralizar informações de todo o Brasil e integrá-las em um banco de dados do país inteiro, diminuindo consideravelmente o risco de problemas nas suas transações comerciais.” Revista Super

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de 50 milhões de consultas, hoje com a parceria, este número pulou para mais de 152 milhões de consultas mês. Sinais de que o acordo deu certo e os nossos associados e clientes confiam no serviço”, avisa Neira. “Nesta época do ano atingimos a marca de 15.000.000 de requisições em nosso banco de dados”, acrescenta Barbiero, da proScore. Por também considerar questão estratégica a CDL não revelou dados. 01

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01 Para Neira (FCDL), há um grande mercado em potencial para empresas de análise de crédito

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o que determina a escolha do lojista pode ser mera questão de abrangência, metodologia, custo ou afinidade classista. Segundo Neira, o SPC Brasil já detinha a condição de maior rede de informações do país com um número superior a 2000 entidades operando o sistema, com mais de 1,2 milhões de empresas associadas trabalhando na restrição e conseqüente recuperação do crédito. “Isto são números invejáveis em qualquer lugar do mundo. Some-se agora a parceria com a Serasa Experian, que detêm uma base significativa de informações do setor bancário do Brasil, médias e grandes empresas, além do grande varejo nacional, ou seja, somos complementares e isso nos dá um diferencial competitivo significativo”, diz. O dirigente da FCDL-RS revela o que é oferecido pelo SPC Brasil. “Hoje já temos em nosso portfólio mais de 70 tipos de produtos/serviços para análise de risco e apoio as vendas a prazo. Com a parceria, este número vai ser ampliado ainda mais, podendo ultrapassar a casa de 100 serviços diferentes. Cabe lembrar ainda a oportunidade gerada agora também com o Cadastro Positivo, que vai mudar a forma de analisar risco a partir de agora”, ressalta Neira. O SPC, ligado à CDL Porto Alegre procura abordar esta questão de maneira concisa e com uma justificativa direta: “Tradição e pioneirismo no serviço de proteção ao crédito, qualidade da base de dados de pessoa física e o atendimento”, lembra Noer. Quanto aos custos dos lojistas para fazer as consultas, as empresas preferiram a discrição e não revelaram valores. Apenas a proScore comentou sobre o tema: as soluções são “taylor made” desenvolvidas conforme a necessidade dos clientes. Sobre o volume médio de consultas o SPC Brasil destaca números fantásticos. “Nossa média mensal era

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{Parcerias estratégicas} Com a divisão do SPC, começaram a surgir as parcerias, como entre a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serasa/Experian que, segundo a entidade classista, consolida a segurança do varejo brasileiro na concessão de crédito. “O Serviço de Proteção ao Crédito começou há 55 anos, em uma realidade tecnológica muito diferente da que estamos acostumados. O princípio se deu em Porto Alegre e São Paulo, simultaneamente, por grupos de empresários dedicados a se proteger contra cheques devolvidos, lembra Neira, da FCDL-RS. Então propuseram a criação de uma lista, que identificaria o nome das pessoas que passaram estes cheques. Segundo Neira, os paulistas criaram a figura dos emissários, que tinham posse dos registros de cada loja integrante da região na qual trabalhavam. Ao invés de cada loja ter uma cópia de uma lista, era necessário ir até a praça ou região central da cidade para consultar os nomes nos dados dos emissários. Foi então que surgiu a expressão “nome sujo na praça”, devido ao serviço criado pelos paulistas. Em Porto Alegre, era mais comum ouvir que o nome estava na “lista negra”. “A distinção entre as expressões torna evidente a diferença entre os dois sistemas, embora ambos sejam pilares concretos da criação do modelo de cadastro, da base de dados e informações do comércio conforme conhecemos atualmente”, ressalta. {Evolução do sistema} Neste mesmo período, outros centros comerciais do país se organizaram desta forma, como o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, este último tendo criado e registrado a marca SPC, Serviço de Proteção ao Crédito, que mais tarde foi concedida a CNDL, entidade máxima do sistema CDL em todo o Brasil, conta Neira. “A partir da criação destes sistemas, muitos comerciantes interessaram-se em


{Serasa Experian, sistema privado}

Fundada em 1969, a empresa tem sede em São Paulo e 49 agências distribuídas pelas capitais e principais cidades do país, além de outros 11 Postos de Atendimento ao Consumidor em serviços como o Tudo Fácil, em Porto Alegre, o Poupatempo, em São Paulo, e o Rio Simples, no Rio de Janeiro. A Serasa Experian conta ainda com uma rede de mais de 340 postos em todas as regiões do Brasil para emissão do Certificado Digital, tem 2.600 funcionários e 400 mil clientes, prestando cerca de 4 milhões de consultas/dia. Conforme Danilo Nascimento, diretor de Segmento Cartões e Varejo da Serasa Experian, a empresa tem clientes em todos os setores da economia, de todos os portes, oferecendo soluções de informação e apoio à decisão para todas as etapas do ciclo de negócios, da prospecção de clientes à recuperação de dívidas em atraso. “Atendemos desde necessidades como a informação se um cheque é sustado ou roubado para um recebimento na “boca do caixa”, até um relatório internacional para uma empresa que quer exportar”.

FÁBIO MOREIRA SALLES

A explicação sobre porque uma empresa deve recorrer aos serviços/soluções da Serasa Experian, é elementar, ressalta o executivo. “Para fazer negócios com níveis mais elevados de competividade, rentabilidade e segurança, o que, em outras palavras, significa a sustentabilidade e a perenidade de uma empresa. É impensável hoje não vender a prazo. Tanto a empresa precisa se financiar com os seus fornecedores quanto precisa dar crédito a seus clientes. E para que todos se beneficiem do crédito, antecipando a aquisição de bens, é imprescindível um sistema confiável de informações para negócios e apoio a decisão, visando ao equilíbrio das relações de consumo. Afinal, o crédito é um motor da economia, mas para isso precisa ser bem concedido. E é esse o papel da empresa”, destaca Nascimento. A relação entre o cliente/empresa e a Serasa ocorre de maneira mais formal: contratação de serviços. “Uma empresa torna-se cliente por meio de um contrato de prestação de serviços, que estabelece obrigações recíprocas. As empresas clientes acessam as informações do banco de dados, por meio de senha e logon exclusivos, responsabilizando-se pelo uso das informações para concessão de crédito e realização de negócios”, informa o executivo. Nascimento cita as áreas de serviços as quais o cliente pode recorrer. “Há uma gama de soluções e ferramentas de informações para negócios, para todas as etapas do ciclo de negócios, possibilitando a tomada de decisões mais rápida, com menor risco e maior rentabilidade. Resumidamente podemos citar os focos: Prospecção de mercado; Gestão, retenção e fidelização de clientes; Concessão de crédito; Gestão de portfolio de crédito; Gestão de cobrança e Fraude e Validação – os produtos específicos de cada módulo podem ser encontrados no site da empresa. De uma forma geral, os contratos são por tempo indeterminado, exceto contratos com órgãos públicos, regidos pela Lei de Licitações e os seus custos são específicos, como explica Nascimento. “Os preços variam pelo volume de consultas e de acordo com a quantidade de soluções contratadas. Temos uma grande diversidade de soluções que se adaptam às necessidades de nossos clientes, compondo uma excelente relação custo-benefício”, diz.

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contribuir e ter acesso as informações do banco de dados. O que era apenas uma lista em que se anotava o nome de algumas pessoas começa a tomar proporções muito maiores do que o esperado. Se fez necessário, assim, criar um grupo para gerir essas informações. Por isso foi criado o primeiro Clube de Diretores Lojistas. A partir de então, era necessário ser associado para ter acesso à lista de inadimplentes”, explica. Este modelo funcionou até o final da década de 70, quando a inserção da tecnologia da informação começou a se tornar realidade para o SPC, continua Neira. “Isso permitiu que todos os CDLs e Serviços de Proteção ao Crédito do Brasil se interligassem, tornando o banco de dados eficiente e sólido. Antes era possível apenas consultar os registros da cidade em que a entidade era situada. “Cada município tinha seus registros e não conseguíamos ligar um ao outro. Com a chegada da informática essa barreira caiu. Surgiu então um banco de dados nacional, em que era possível consultar informações de qualquer estado e cidades do Brasil”, completa o dirigente. Formou-se então a Rede Nacional de Informações Comerciais (Renic), que integrava todos os SPCs do país – eram cerca de 2000 entidades conectadas - através do sistema. A Renic foi extinta no dia 14 de dezembro de 2011. Espelhando-se na organização do varejo, os bancos também criaram sua base de dados. Alimentado por todas as informações de pessoas físicas com dívidas nas organizações bancárias, a Serasa é conhecida pela grande força em evitar novas obtenções de crédito de inadimplentes. Em agosto de 2011, os dois maiores bancos de dados do Brasil oferecem aos lojistas de todo o Brasil, por meio de convênio com a CNDL e FCDL-RS, todo o seu portfólio de serviços.

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02 Danilo Nascimento, diretor da Serasa Experian, acredita em declínio da inadimplência 03 Ivo Barbiero, da proScore, diz que as informações passam a ser cada vez mais decisivas

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04 Noer, da CDL Porto Alegre, destaca as vantagens do SPC para os lojistas associados

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Entre os segmentos empresariais com maior frequência de consultas no Brasil, segundo o executivo, em relação a volume, destacam-se os bancos, as redes de varejo e as empresas de telefonia, no setor de serviços, pela natureza de sua atividade. Nascimento também revelou quais as principais vantagens/benefícios para os setores de cartões de crédito e varejo. “Maior nível de segurança, precisão e agilidade na decisão são, sem dúvida, benefícios bem tangíveis para esses dois segmentos. Maior rentabilização da base de clientes é outro benefício muito percebido”, ressalta. O conceito do consumidor brasileiro costuma ser avaliado por seu acesso ao crédito. Nascimento explica como funciona esse processo e como foi entre 2010 e 2011. “Nossos indicadores de inadimplência do consumidor se baseiam em volume de dívidas vencidas e não pagas cadastradas no banco de dados, e não em CPFs. Mas o que sinalizam é que, após ter se mantido em elevação durante praticamente todo o ano de 2011, o cenário que se abre para a inadimplência do consumidor, pelo menos para o início de 2012, é de declínio”, comenta. Uma curiosidade de lojistas e consumidores é saber quais segmentos registram mais problemas com atrasos/débitos. Conforme o diretor da Serasa Experian, é feito o acompanhamento de acordo com os meios de pagamento. “No caso da inadimplência do consumidor, que caiu 3,0% em setembro na comparação com agosto/11, todas as modalidades da inadimplência puxaram a queda”, adverte. Segundo ele, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) apresentaram queda de 3,3%, com contribuição negativa de 1,3 p.p. Os cheques sem fundos caíram 10,3% (contribuição negativa de 1,1 p.p na variação total). As dívidas com os bancos tiveram declínio de 0,9% (-0,4 p.p). Os títulos protestados também tiveram queda de 13,9% (-0,2 p.p). Um temor de clientes refere-se ao risco de vazamento de dados. Nascimento diz que as informações para decisão de crédito são informações privadas não sigilosas, tratadas com rigor quanto à sua segurança e à finalidade de uso. “A Serasa Experian estabelece com os clientes contratos que delimitam a finalidade do uso da informação, de acordo com a lei, com responsabilidades mútuas. O acesso às informações por parte dos clientes, mediante uso de senha e logon exclusivos, permite o acompanhamento das trilhas de auditoria para, se necessário, rastrear os acessos. As políticas de segurança da informação e os processos relativos a isso se baseiam no que há de mais rigoroso, e nem poderia ser diferente em uma empresa como a Serasa Experian”, garante. Se as relações entre consumidor e fornecedor nem sempre são amistosas, imagine entre o consu-

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midor e uma empresa de análise de crédito, que ele considera uma espécie de “algoz”. Nascimento ressalta que a empresa tem uma relação de profundo respeito pelo consumidor e sabe, por pesquisas confiáveis, que a população tem confiança em seu trabalho e a reconhece como uma companhia séria e de tradição. “A maioria da população é boa pagadora, mas tem arcado com taxas acima de seu risco porque o sistema que não considera os pagamentos honrados, e os bons pagam pelos maus. Este ano o cadastro positivo foi sancionado e temos tido uma adesão espontânea bem positiva dos consumidores, demonstrando essa confiança em nosso trabalho e no entendimento da importância de um sistema de informações consistentes para que o crédito flua, e de maneira mais justa”, explica. Uma das iniciativas interessantes é o Plano de Recuperação de Crédito, realizado anualmente. Este ano ocorreu a quarta edição consecutivo da companha de recuperação de dívidas para o Natal. “A Campanha 2011 tem muitos varejistas aderindo à nossa solução de recuperação, mas ainda não temos um balanço. Naturalmente não negociamos diretamente com o consumidor. Buscamos dar aos fornecedores do crédito as melhores soluções de informação, em condições facilitadas, para renegociarem diretamente com seus clientes, que, indiretamente, são assim favorecidos”, alerta Nascimento. Em 2010, cerca de cinquenta empresas, a maioria grandes redes de todo o país, aderiram. Ao todo, foram beneficiados 2,7 milhões de consumidores.

{Boa Vista Serviços} Administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), a Boa Vista é a única empresa do segmento de informações comerciais com controle nacional. São mais de 350 milhões de dados sobre transações realizadas por consumidores e mais de 42 milhões de registros sobre empresas. A empresa informa que a cobertura nacional das informações armazenadas é garantida por meio do envio de dados por clientes com presença em todo o País, informações obtidas de fontes oficiais e ainda pelo compartilhamento de dados as principais entidades representativas do varejo de todas as regiões. Segundo a Boa Vista, essa riqueza de informa-


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ções gera poderosas ferramentas para auxiliar o processo de tomada de decisões em todas as etapas do ciclo de negócios. A empresa atende cerca de 1,2 milhão de clientes diretos e indiretos em todos os segmentos da economia e na velocidade que o mercado precisa, em benefício do crescimento brasileiro. Recentemente a Boa Vista anunciou a Rede Verde-Amarela, uma plataforma de compartilhamento de informações comerciais de pessoas físicas que envolve milhares de entidades representativas do comércio em todo o Brasil. O modelo de coleta e processamento de informações é sustentado pela base de dados da Boa Vista Serviços. Além disso, a Rede possui uma ferramenta de colaboração, serviços e interatividade pela internet. Outro diferencial é a capacidade e foco na operação do Cadastro Positivo, que foi aprovado no meio deste ano e representa a nova era do mercado de informações para concessão de crédito. Com a participação inicial de mais de 2200 associações comerciais, clubes de diretores lojistas, sindicatos varejistas e outras entidades, a Rede Verde-Amarela apresenta uma capilaridade que abrange 100% dos municípios brasileiros, de metrópoles como São Paulo ou Rio de Janeiro, a localidades menores como São José do Jacuri, em Minas Gerais, ou Nordestina, na Bahia. Mas a ideia é ampliar a atuação com a adesão de mais duas entidades altamente representativas, uma de âmbito nacional, a Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) e outra estadual. Além disso, a expectativa é de pelo menos uma nova adesão por semana nos primeiros meses após o lançamento. “A Rede Verde-Amarela representa uma evolução em todos os sentidos porque garante mais benefícios a todos os participantes” declara Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços. Ele diz que é uma evolução, por exemplo, em relação à prática até agora adotada de alimentar o sistema apenas com as restrições do CPF. O novo modelo deixa de lado o sentido de exclusão para privilegiar a inclusão. “A captura de apontamentos, o processamento dos dados e a inteligência do sistema irão considerar informações de adimplência de pagamentos e não somente o famoso nome sujo” explica Dorival Dourado. Isto, em sua opinião, é relevante para o consumidor, que passa a ser reconhecido pela sua pontualidade e cumprimento das obrigações creditícias, e de grande valia para as empresas que analisam e concedem crédito. “O Cadastro Positivo oferece amplas oportunidades, que cada rede varejista, instituição financeira ou indústria pode aproveitar conforme suas estratégias de negócio” acrescenta. A integração da Rede Verde-Amarela será feita por meio de um portal (www.redeverdeamarela.com. br) no qual as entidades terão acesso todas as soluções da Boa Vista Serviços para comercialização local,

e poderão interagir de forma colaborativa usando uma rede social exclusiva do sistema. A plataforma foi desenvolvida para promover geração de conhecimento e seu compartilhamento entre os participantes de modo a criar novas oportunidades de negócio, ampliar a capacidade de inovação e gerar valor para toda a rede. Com isso, funcionará também como um ponto de aglutinação das entidades, contribuindo para que elas mantenham seus princípios institucionais de representação política e ao mesmo tempo incorporem modernas práticas de gestão dos serviços prestados. A Rede Verde Amarela vai contar com a estrutura organizacional da Boa Vista Serviços, constituída, por entidades sócias representativas do comércio nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Além disso, terá dez escritórios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia, Ceará, Goiás e Rio Grande do Sul, além de uma importante rede de representantes comerciais.

{Atendimento diferenciado} As 27 Federações e 2,4 mil Associações Comerciais de todo do país terão acesso a um serviço diferenciado de proteção ao crédito, especializados para cada realidade local. Essas atividades estão contempladas em um convênio firmado entre a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a empresa Boa Vista Serviços (administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito – SCPC). O acordo foi assinado recentemente em Brasília, entre os presidentes da CACB, José Paulo Dornelles Cairoli, e da Boa Vista, Dorival Dourado. Por meio do convênio, as federações e associações comerciais e empresariais espalhadas pelo país poderão oferecer, distribuir e comercializar produtos de análise e proteção de crédito da Boa Vista. Ao todo, são mais de 30 produtos e serviços. “Temos feito um intenso trabalho para centralizar os serviços na CACB. Nossa ideia é fortalecer o sistema associativista e beneficiar assim, as entidades na ponta. Esta parceria vem somar a nossa carteira de serviços aos associados e aos empresários”, completa Cairoli.

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05 Dorival Dourado, da Boa Vista Serviços, diz que a rede Verde Amarela é uma evolução

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Por Juliano Rigatti

O bê-á-bá da comunicação

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e você é pai, se é mãe, ou dindo ou dinda de um bebê, de uma criança, você sabe que o seu primeiro e maior desafio não é fazê-lo comer na hora certa, nem convencê-lo a comer tudo. Nem mesmo levá-lo a preferir a leitura de uma historinha à ver tevê. Não é. Antes de tudo isso, até sem saber, todo adulto quer o mesmo: conquistar a atenção do pequeno. E esse não é um desafio incomum para nós, profissionais, em nossas empresas. Todos os dias, no cotidiano do trabalho, em uma reunião, em uma palestra ou em um almoço de negócios, desejamos, antes de tudo, atrair a atenção de nosso interlocutor para as nossas coisas, para as nossas novidades, para o que precisamos comunicar. Qual é a relação? Assim como você precisa entrar no mundo da criança para comunicar-se com ela, no mercado cor-

porativo, você necessita imergir no mundo de sua plateia – mesmo se for de uma pessoa só – para obter sucesso na comunicação. Um dia desses, cheguei na sala da minha casa enquanto o Bento, meu afilhado de dois anos e oito meses, assistia televisão. Sentei-me ao seu lado como todo padrinho senta ao lado de seu afilhado. Estava convicto de que mereceria a sua atenção. Mas antes que eu pudesse puxar assunto, iniciar minhas perguntas, ele deixou o desenho animado de lado, virou, olhou-me firme, e disse: – Você – apontando o indicador em minha direção e fazendo força com as sobrancelhas. – Aqui, não. Lá! – e indicou-me a cozinha. Meu afilhado, que nem podia compor uma frase perfeita, não me queria ao seu lado. Meu mundo desabara. Saí tão constrangido quanto arrasado, mas antes que eu passasse a buscar respostas para todas aquelas questões, algo dentro de mim começou a consolar-me. Ele é apenas uma criança, eu me dizia, e tem pouco mais de dois anos. Não posso esperar que uma criança como ele reaja de acordo com minhas expectativas. E eu estava certo.


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Se você tem filho -- ou tem um afilhado - já deve ter enfrentado, como eu, a dificuldade de interagir com ele, de encontrar a fórmula certa para produzir a reação desejada. Ou você nunca gastou uma nota num brinquedo e mais tarde ele acabou se divertindo mais com a colher de pau da cozinha? Ou você nunca resolveu mostrar ao vizinho como o filho ou afilhado pronuncia aquela palavra nova, e na hora certa ele emudeceu? Ou você nunca quis que ele experimentasse aquela macarronada e ele insistiu no pepino em conserva? Eu estou aprendendo muito com o Bento. Porque os bebês e as crianças, na sua simplicidade, representam a forma humana mais complexa com quem podemos nos comunicar. Mais que um deficiente auditivo para quem não domina a linguagem de sinais. Mais que um chinês para quem não fala a sua língua. Porque não se trata do pleno funcionamento dos cinco sentidos. O que nos interessa na comunicação é a capacidade de fazer perceber o significado de algo, o grau de apreensão de um conhecimento. As crianças vivem no mesmo mundo em que você vive, circulam pelos mesmos espaços, convivem com as mesmas pessoas, se alimentam daquilo que você se alimenta, respiram o mesmo ar que você, dormem e acordam, desenvolvem os sentidos, mas compreendem o mundo que cerca você e elas de um jeito completamente distinto. Muito mais importante é o que o outro está ouvindo do que aquilo que eu estou falando. Essa é a primeira grande lição que uma criança pode ensinar. Embora ela já perceba sons desde recém-nascida – seu sistema auditivo está formado no quinto mês de gestação –, o alcance da sua visão nos primeiros meses é de 20 a 30 centímetros, mais ou menos a distância entre o seu rosto e o da mãe na hora da amamentação. Ela não consegue focalizar objetos além dessa medida. As imagens são embaçadas e duplas porque as duas retinas ainda não estão unidas. O bebê é míope. Portanto, pouco importa a careta que você fizer enquanto a leva para passear no carrinho. Ela não lhe dará a mínima. No oitavo mês, a criança ainda precisa se assegurar de que quando uma pessoa some não deixou de existir. Por isso que, às vezes, ela nos acompanha com o olhar e estica o pescoço para ver onde estamos indo. É nesta fase que funcionam bem aquelas brincadeiras de esconder; você some, aparece rapidamente e arranca gargalhadas, não é? Portanto, não faça isso muitos meses antes. Você corre o risco de rotular-se como alguém que não é divertido, que não é amado pelo seu pequeno – quando, na verdade, você só não soube se comunicar. Um outro importante aprendizado que pode surgir do convívio com os menores é que sempre deverá haver um ponto em comum entre você e o outro

para que a comunicação possa se estabelecer. Ao contrário dos exemplos anteriores, procure adentrar no mundo infantil para atrair a simpatia da criança. Montar em um cavalo ou pular o meio-fio pode ter, para ele, a mesmíssima emoção; portanto, não se surpreenda se ele o ignorar com o cavalo e preferir brincar na calçada. Nos primeiros meses de vida, o bebê nem sabe que o seu próprio corpo pode produzir ruídos – nem sabe que o seu corpo é seu, aliás. Portanto, conduza a mão dele à mesa ou à cadeira e produza sons. Ele ficará encantado. Pense em seu ambiente de trabalho. Certamente, nele, há muitos profissionais que não enxergam determinadas coisas a menos que elas fiquem a 20 centímetros deles. Como os recém-nascidos. Há outros, que não reconhecem a importância de uma atividade, de um programa. Só o valorizam no instante em que ele deixa de existir. Como os bebês de oito meses. Tais características, porém, não tratam-se de nenhum demérito. São apenas dados a mais que você precisa considerar quando for falar com eles. Se você exercitar a comunicação com uma criança, você estará exercitando a capacidade de comunicação com os seres humanos com quem divide o ambiente de trabalho. Quando for se comunicar, pense com a cabeça deles, com o repertório de cada um. Considere a biografia de cada um. Assim como quando explica algo para uma criança. Também quando for se comunicar pense no que há em comum entre você e o outro. E prenda-se a isso. Adultos e crianças só se divertem de verdade quando encontram uma brincadeira em que ambos acham graça. E há muitos pontos convergentes entre você e seus colegas. Foque neles para estabelecer entendimento. Quantas vezes uma palestra que você preparou com tanto esmero não foi recebida como você esperava? Quantas vezes o seu liderado não reagiu como o esperado frente a uma nova ideia sua? Quantas vezes aquilo que está claro para você não faz sentido para os demais? E aquela campanha publicitária que não vingou? E o press-release que não virou notícia? E o cliente que não retornou à sua loja? Pense nisso, trate a sua comunicação com carinho e atenção, e tenha um 2012 de muito sucesso! Revista Super

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LANÇAMENTOS

Iogurtes Tirol Sabores de Verão

Referência nacional na produção de alimentos lácteos, a Tirol investe com sucesso no segmento de iogurtes, com variedades de sabores e texturas. Produzida com iogurte batido, parcialmente desnatado e polpa de fruta, a linha de Iogurtes para Beber ganhou dois novos sabores especiais bem brasileiros para o verão: Graviola e Açai com Guaraná. Os novos sabores são encontrados inicialmente na versão individual do iogurte, em garrafinhas 180 gramas.

Jerked Beef da Sadia

Para agilizar o preparo de pratos mais elaborados, a Sadia lançou o Jerked Beef. Produzido com carne bovina salgada, curada e embalada a vácuo, basta apenas ser dessalgado para o uso em receitas do dia a dia. A durabilidade é outro diferencial. A ingestão de salmoura e sais de cura na carne, juntamente com a embalagem a vácuo, possibilita durabilidade de até 150 dias fora da geladeira. Esse processo faz com que a carne adquira coloração avermelhada, realçando o aspecto visual.

Kits personalizados da Miolo

Quem deseja presentear amigos ou clientes com vinhos ou espumantes, já pode fazê-lo A Miolo Wine Group oferece duas opções de kits e uma opção de cartucho que podem ser personalizados com a logomarca do cliente. São três escolhas: cartucho com uma garrafa; uma garrafa de vinho e duas taças e uma garrafa de espumante e duas taças. Podem compor esses kits os produtos das linhas Miolo (exceto Millésime), Seival, Terranova, RAR, Lovara e Almadén. Televendas da Miolo Wine Group 0800 970 4165 ou sac@miolo.com.br.

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Virtual Morango da Lual

No final de 2011 chegou ao mercado o Virtual Morango, preparado instantâneo sabor morango para ser adicionado ao leite, em sachês de 400g. O Virtual Morango é fonte de energia extra para as aventuras da garotada nas férias que estão chegando. Além dos achocolatados, a Lual Alimentos oferece linhas de sopas, gelatinas, barras de cereal, refrescos em pó e misturas para bolo. Em 2012 a empresa promete novos lançamentos e muitas novidades.

Semente e farinha de Chia Vitalin

A chia é a nova sensação entre os adeptos da alimentação saudável e dietas funcionais. Pioneira em trazer para o Brasil sementes como a linhaça dourada e o amaranto, a Vitalin apresenta a sua Farinha de Chia e Semente de Chia que oferecem os diversos benefícios nutricionais deste alimento de forma prática e de fácil consumo. O grande diferencial é que a Farinha de Chia Vitalin é a única no mercado que se apresenta na forma Integral o que faz com que não haja nenhuma perda das propriedades de ômega 3 e 6.

Panettones Roma da Siena

A empresa paranaense Siena Alimentos lançou dois novos panettones para o Natal: o Roma Trufado, com recheio de chocolate e o Roma Trufado Premium, que além do recheio, também vem com cobertura em chocolate ao leite. Os produtos contam com ingredientes nobres e são fabricados com a tradicional receita italiana pelo processo de fermentação natural, que é fundamental para garantir qualidade superior, aroma, sabor inigualável e evitar distúrbios gástricos. Mesmo sendo o símbolo natalino, o panettone passou a ser consumido regularmente.

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Ralados Ducoco

A Ducoco Alimentos apresenta sua nova linha Ralados Ducoco, agora com todas as embalagens são metalizadas, garantindo maior conservação, com maior crocância e sabor. Em seu novo layout, a embalagem trouxe a referência da categoria para a marca, foi acrescentada uma foto que simula e ambientaliza a consumidora, para maior identificação entre ambos. Também foi inserida a foto de uma receita, trazendo um maior apetite appeal, para incentivar o preparo de novos pratos e sobremesas, com a receita no verso. A linha completa conta com cinco produtos.

Notebook Megaware

A Megaware, fabricante nacional de equipamentos de informática, lança o Meganote Volcano, notebook ideal para quem precisa de alto desempenho nas mais variadas tarefas. Com duas opções de acabamento “hair brush”, que simula o aço escovado e não mancha: dark gray e black/silver, tem preço sugerido a partir de R$ 1299,00. O Volcano é equipado com Windows 7 Home Premium, Windows Home Basic e conta com os processadores da Segunda Geração da Família Intel® Core™ – i3/i5/i7. O Volcano tem garantia de 12 meses e pode ser encontrado nas lojas Carrefour.

Heineken relança Kaiser

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Novidades: a Kaiser caminha para seus 30 anos de existência, agora passa a ser produzida com a experiência de 145 anos da Cervejaria Heineken. Para marcar esse momento, o relançamento traz uma nova identidade visual e uma campanha que a apresenta como a “cerveja bem cervejada”, disposta a agradar o paladar de milhões de consumidores exigentes, oferecendo aos brasileiros um produto cuidadosamente elaborado. Para atingir a receita, que atende aos padrões da tradição cervejeira europeia, com seu amargor com personalidade, aroma pronunciado e espuma cremosa, é necessário um cuidado minucioso desde o início.

Balas Haribo: dois sabores

Conhecida em mais de 150 países pelo seu sabor inconfundível, a Haribo lança dois novos sabores no portfólio brasileiro. Tropifrutti, uma das novidades, é uma ótima sugestão para o verão, já que as balas de gelatina chegam em forma de frutas tropicais com sabores sortidos de banana, laranja, melancia, uva, abacaxi e morango. O segundo lançamento fica por conta da Fresa Balla, deliciosos mini tubos de morango. As balas alemãs, conhecidas pelos clássicos Ursinhos de Ouro, são uma ótima opção para agradar a criançada.

Safra 2007 do Salton Talento

A safra 2007 do tinto Salton Talento chegou ao mercado no final de 2011. Integrante da linha top da Vinícola Salton, o vinho é elaborado a partir de uvas criteriosamente selecionadas e originárias de vinhedos com um histórico acompanhado durante todo o ano. Após a colheita, feita manualmente para não alterar a qualidade da matéria-prima, são escolhidos apenas os melhores cachos e grãos. No total, 77 mil garrafas da nova safra serão colocadas à disposição dos consumidores. Um dos vinhos mais premiados da vinícola, tem um corte de Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (30%) e Tannat (10%), representando o que a Salton tem de melhor. Revista Super

Sul {Dezembro de 2011}


AGENDA

{Projeto Verão Agas 2012}

Quem organiza: Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) Quando: de 5 de janeiro a 28 de fevereiro de 2012 Onde: Quintão, Pinhal,Cidreira, Tramandaí, Capão da Canoa, Capão Novo e Torres (RS) Descrição: Escola Móvel da Agas sediará a 3ª edição do Projeto Verão Agas, que viabilizará a realização de oficinas gratuitas para o público em geral, nas principais praias gaúchas. Mais informações: cursos@agas.com.br (51) 2118.5200. Programação completa: http:// www.agas.com.br/downloads/Arquivos/projeto_verao_2012.pdf

{101ª edição da Retail´s Big Show/NRF}

Quem organiza: National Retail Federation (NRF) - Federação Nacional do Varejo dos EUA Quando: De 10 a 22 de janeiro de 2012 Onde: Nova York (EUA) Descrição: A NRF é a maior convenção do comércio varejista do mundo, e vai abordar temas de grande interesse para o Varejo, como: Gestão Financeira, Recursos Humanos, Tecnologia da Informação, Merchandising e Design de Lojas, Marketing, Comércio Eletrônico, Assuntos Estratégicos e a Loja do Futuro. Paralelamente, haverá exposição com cerca de 400 fornecedores. Mais informações: www.nrf.com (ou internacional@abras.com.br ou (11) 38284556.

{Mercosuper 2012 - 31ª Convenção Paranaense de Supermercados}

Quem organiza: Associação Paranaense de Supermercados (Apras) Quando: 16 a18 de abril de 2012 Onde: Expotrade - Curitiba (PR) Descrição: O objetivo é gerar negócios entre supermercados e fornecedores, para isso a organização do evento cria um ambiente com o perfil de negócios do meio supermercadista. Mais informações: www.apras.com.br / (41) 84029288 / fabio@apras.com.br

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{Jantar Ranking Abras 2012}

Quem organiza: Associação Brasileira de Supermercados (Agas) Quando: 25 de abril – 19 horas Onde: São Paulo (SP) Descrição: a Abras realiza em São Paulo o tradicional jantar comemorativo ao Ranking, que pela 35ª vez cumprirá seu papel de mostrar os rumos do setor, seus planos e realizações recentes. Mais informações: www.abras.com.br – Fone/Eventos (11) 3838-4565.

{28ª APAS - Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados }

Joinville em Santa Catarina

Quem organiza: Associação Paulista de Supermercados (Apas) Quando: de 7 a 10 de maio de 2012 Onde: ExpoCenter Norte - São Paulo (SP) Descrição: Um evento completo, internacional, necessário e imperdível. Com bases nos principais pilares: Feira, Congresso, Arena do Conhecimento e Visitas Técnicas. Mais informações: www.feiraapas.com.br – Fone: 11 36475000

{Exposuper Acats 2012 - Convenção Catarinense de Supermercadistas}

Quer saber mais? Visite www.revistasupersul.com.br Revista Super

Sul {Dezmbro de 2011}

25ª Feira de Produtos, Serviços e Equipamentos para Supermercados Quem organiza: Associação Catarinense de Supermercados (Acats) Quando: 19 a 22 de junho de 2012 Onde: Complexo Expoville - Joinville (SC) Descrição: Os principais objetivos da Exposuper são gerar oportunidades de negócios, proporcionar acesso a informações atualizadas, novas tecnologias e inovações, e promover a integração de todo o setor Mais informações: www.acats.com.br /// (48) 32230174


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Sul {Dezmbro de 2011}

Revista Super Sul 06  

revista, super sul, edição 06

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