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FABRÍCIO BARRETO

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Revis ta

Super Sul

O público que se dane!

I

magine o seguinte diálogo: — Boa tarde, de onde falam? — Do supermercado, pois não? — Meu nome é Fulano, sou jornalista do jornal da cidade e gostaria de falar com o proprietário. — Eu sou o proprietário. O que foi que houve? Produto vencido? Quem lhe atendeu mal desta vez? — Não, não. Só gostaria de saber quanta pipoca o senhor vai vender a mais esse ano em comparação com a Festa Junina do ano passado. Pode ser em percentual. — Mas para que você quer saber isso? — Para usar na minha reportagem. — Mas isso é bom para o meu súper, vai chamar gente. Quanto você vai me cobrar? — Não vou cobrar nada, não, senhor. Só preciso de informações sobre as empresas para escrever a minha matéria. Embora esta conversa não seja real, ela revela uma característica preocupante do mercado varejista: o entendimento da relação entre estes dois personagens – o jornalista e o empresário – ainda não está completamente amadurecido. Para muitos profissionais das empresas, quanto mais longe o jornalista estiver, melhor. Ora, não é isso que aconselham os especialistas, ao contrário: quanto mais sua empresa crescer, mais precisará de bom relacionamento com a mídia. Mas e por quê? Porque desde sempre, grande parte daquilo que influencia alguém a comprar no seu supermercado ou no seu negócio é a confiança que este alguém tem no que você vende. “E como se constrói esta confiança?”, alguns perguntarão. Com bom atendimento e qualidade, uns responderão. Com produtos baratos e propaganda, outros dirão. E todos estarão certos. Mas se ficarem por aí, deixarão de mencionar a influência da mais relevante, tradicional e respeitada forma de disseminação de informações que o homem já

{Abr/Mai de 2011}

DIVULGAÇÃO

COMUNICAÇÃO CORPORATIVA NO VAREJO

Por Juliano Rigatti

inventou: a notícia veiculada pela imprensa. Mas e as pessoas confiam na imprensa a ponto de construir uma imagem sobre a minha empresa por meio das notícias que leem? Sim. Primeiro, porque confiam no jornalista, e depois, porque confiam na imprensa. Pesquisa realizada em março de 2010 pela GfK, 4ª maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil e 4º maior grupo mundial do setor, que mediu o nível da confiança da população em profissões e organizações no Brasil, confirmou a credibilidade do jornalista entre os brasileiros. Os profissionais da imprensa ficaram na sexta posição, com 76% das menções dos entrevistados, à frente, por exemplo, de publicitários, juízes, policiais, instituições religiosas e diretores de grandes empresas. A publicidade veiculada pela minha empresa no jornal não pode ser considerada notícia? Não. Basicamente, a diferença entre uma notícia e uma propa-

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revista super sul edição 2

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