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Vestir a camisola... por CLÁUDIA ANTUNES

A sociedade vive, dia após dia, numa correria desenfreada, a tentar ganhar mais uns trocos, já sem pensar que é possível poupar, mas para que no final do mês possa sobrar um pouco para um mimo às crianças dar, ir ao cabeleireiro do cabelo tratar, ir ao cinema desanuviar ou ir à florista uma rosa comprar, para mostrar à nossa companhia como é bom ter com quem a vida partilhar! Mas é um corre corre para nenhures sem que se procure algo maior, apenas a sobrevivência de mais um dia... Contudo, cada dia destes dias pode ser diferente... se ao acordar houver vontade de acordar, se ao correr houver vontade de correr, se ao trabalhar houver vontade de trabalhar, nem que seja para tentar ser melhor do que ontem ... Espera-se que este melhor tenha uma morada, uma morada onde possa ser recebido de braços abertos e de mesa posta; com congratulações e prémios... mas nem sempre assim acontece! Não devemos contar com o que esperamos, a realidade que nós vemos pode não ser a mesma que o outro vê... Devemos sim contar com a nossa eficiência, com o nosso melhor que deve garantir a sua existência apenas porque é bom existir, acordar, e sentir o quanto é bom poder pensar, fazer, ver, aprender... perceber que a dedicação nos faz crescer, que é tão pura e tão nossa! Vestir a camisola por um projeto pode ser muito gratificante e promissor; adoptam-se ideias como nossas, moldam-se e trabalham-se de forma a tentar melhorá-las e fazê-las crescer...

STUDIOBOX . JAN FEV MAR . DIREÇÃO E EDIÇÃO_Bruno Esteves DESIGN GRÁFICO_Cláudia Antunes . REDAÇÃO_Studiobox COLABORADORES/PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS Álvaro Marreco, Amadeu Araújo, APPDA, Enzo Dimazi, Fora de Rebanho, Graça Canto Moniz, Grumapa, Ignácio Ramos, João Moreira, Joana Afonso, Jorge Amaral, José Almeida, José Carlos Carvalho, José Farinha, Hugo Trindade, Lopo de Castilho, Marcos Gama, Maria Rodiño Perez, Nicola Sério, Nuno Peixoto, Patrícia Belo, Rui Rodrigues dos Santos, Ruy Silva, Sérgio Rolo, Sónia Nascimento, Susana Andrade, Thérbio Filipe M. Cézar. DISTRIBUIÇÃO . Studiobox ADMINISTRAÇÃO | PROPRIEDADE_Studiobox - Publicidade e Gestão de Meios, Unipessoal, Lda. Rua Alexandre Herculano, nº 291 R/C, 3510-038 Viseu DEPÓSITO LEGAL_00000000 . TIRAGEM_1000 exemplares CONTACTO PARA PUBLICIDADE geral@studiobox.pt

E 10 anos passaram... depois de muitos projetos e ideias “vestidas”, camisolas às riscas, às bolinhas ou do avesso; depois de algumas correrias, de horas de trabalho multiplicadas ao cubo, de ideias sonhadas e trabalhadas; da satisfação de cliente após cliente, da compreensão e resolução dos menos satisfeitos, dos elogios gratificantes, de tantos nomes que conhecemos que vestiram também a camisola e partilharam connosco os tais dias que podem ser diferentes... Cá estamos para mais uma edição da Studiobox, com novos artigos, mais design, mais cultura, mais ... para que possas ler, ter e guardar!

O novo acordo ortográfico não foi usado em todos os artigos. A sua utilização ficou ao critério dos autores que redigiram os textos.

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por NUNO PEIXOTO Pão de forma, é conhecido por “Combi” ou “Kombi” no Brasil, por abreviação da sua designação alemã “Kombinationsfahrzeug”, que significa “pick up” (Carro longo e coberto utilizado para o transporte de mercadorias).

de 1965 a “Chevrolet Veraneio”, mas nenhuma oferecia tantos lugares nem um consumo de combustível tão pequeno como a Pão de Forma, pois usavam grandes motores de seis cilindros.

40 “kombis” foram fabricadas no Brasil com 4 marchas para trás e uma para a frente, pois as coroas do diferencial foram montadas do lado errado, como se fosse uma troca entre o Volkswagen Carocha e o Karmann-Ghia.

Estima-se que tenham sido produzidas mais de dez milhões de unidades ao longo do tempo, contudo nem todas se assemelham ao modelo original.

A “Kombi” recebeu diferentes nomes e apelidos em cada mercado; “Hector” no Canadá, “Barndoor” e “Sunroof” nos EUA e Inglaterra, “Junakeula” na Finlândia, “Papuga” na Polónia, “Bay Window” na Austrália e “Kombi” no Brasil, “Bulli” na Alemanha e “Pão de Forma” em Portugal.

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A pão de forma tornou-se famoso na década de 1960, sendo o meio de transporte simbólico da comunidade hippie. Em 2006, este veículo serviu de plano na maior parte das cenas do filme Little Miss Sunshine: https://www.youtube.com/watch?v=Hyc_SJFtkho.

São usados nomes alternativos como; Volkswagen Bus, Volkswagen Campmobile, Volkswagen Samba, Volkswagen Van, Hippie Bus, Volkswagen Westfalia, Volkswagen Microbus, Hippie Van e Volkswagen Transporter.

Embora nos EUA e na Europa a pão de forma possua uma conotação romântica, na América Latina e em Africa, é usada como transporte oficial de carteiros, forças policiais ou até mesmo de empresas funerárias.

O sucesso da Pão de Forma deveu-se ao facto de não existir produto semelhante no mercado, a concorrência mais próxima era a “Rural” da Willys-Overland, e a partir

Era bastante utilizada no parque nacional do Quénia, em África, para os turistas apreciarem as belas paisagens e os animais selvagens.


Este foi o ano, da grande viragem na indústria automóvel, em Abril, o importador holandês Ben Pon, conheceu na fábrica da Volkswagen em Wolfsburg (Alemanha), o que designou por um “veículo estranho”. Alguns trabalhadores da Volkswagen tinham construído um automóvel para uso interno, com a finalidade de transporte de placas pesadas. Daí surgiu a 23 de Abril, o primeiro desenho no seu caderno de um veículo com motor traseiro e uma estrutura em “caixa”. O esboço foi o início de um sucesso, a Volkswagen Transporter, esta apareceu para responder às necessidades de um nicho de mercado, num pós-guerra em que a dinâmica económica se alterou. Simples, robusto, barato de fabricar e com a flexibilidade necessária para o transporte de mercadorias. Era o início de uma aposta de sucesso, onde ficou claro que o interesse de pequenos comerciantes e PME tinham interesse no desenvolvido do modelo.

Não se sabe com segurança se foi fácil convencer os engenheiros em Wolfsburg para embarcar nesta aventura, mas Ben Pon foi persistente e conseguiu convencer Heinrich Nordhoff (engenheiro alemão e líder na empresa da Volkswagen). Em conjunto, o departamento de design desenvolveu a ideia e o protótipo da transporter ganhou forma. A pão de forma foi um dos símbolos da reconstrução alemã no pós-guerra, serviu de imagem ao movimento “hippie flower power”, e em 63 anos de produção apenas teve três carroçarias diferentes. Ben Pon, tornou-se o primeiro importador oficial da Volkswagen, em Agosto de 1947, fez os rabiscos que dariam origem a um sucesso, foi ele quem teve a ideia de fazer um utilitário ao ver os veículos construídos sobre um chassi tubular e usando a mecânica da “casa”, o Sedan e o jipe Kubelwagen, famoso “tipo 82”. Bem Pon, inspirou-se também no curioso Plattenwagen, um utilitário com cabine sobre o motor na parte traseira e uma plataforma à frente.  Em Outubro era apresentado à imprensa, ainda sem nome, a marca referia-se a ele apenas como “Tipo 2”, em Novembro é apresentado com o nome de “Bulli”. Em 8 de Março a fábrica-mãe inicia a produção em massa de um dos carros mais bem-sucedidos da história e o nome “Bulli”, “caiu”, seria baptizada de transporter, mas também este só começou a ser estampado na carroceria em 1990, eram construidos 10 veículos por dia, modelos com o nome “Kastenwagen”, com três janelas laterais e bancos removíveis, e microbus, também com três janelas mas bancos fixos. Equipada com um motor e eixos do Beetle, mas ao invés da estrutura de tubo central, criou-se um corpo auto-suportado com uma capacidade de carga de 750 kg. O motor tinha 1.131 cc com uma potência de 18 kW às 3.300/min. A versão de passageiros podia transportar até oito pessoas, com a possibilidade de remover as duas filas traseiras para o transporte de carga. Importada pelo Grupo Brasmotor, começa a ser também vendida no Brasil.

A versão Samba foi projectada exclusivamente para o transporte de passageiros. Com pintura em dois tons, com um tecto conversível e 21 janelas estabelece novos padrões, contudo, esta só começa a ser produzida e vendida um ano mais tarde, em 1952. A versão “pick up” é introduzida e permanece até hoje a parceira ideal para sectores como a construção civil. Desde a opção fechado por uma cobertura de armação com 4 m2, à plataforma aberta com um grande espaço de armazenamento. A versão de cabine dupla era apresentada em Novembro de 1958.  A 23 de Março, foi fundada no Brasil a “Volkswagen do Brasil SA”, em São Paulo. Esta desenvolve-se num curto espaço de tempo para uma subsidiária estrangeira significativa da Companhia. Inicialmente apenas como instalação de peças fabricadas na Alemanha, o chamado “sistema CKD”, (completely knocked down) e mais tarde com peças fabricadas no Brasil, devido à depreciação cambial das peças vindas da Alemanha. Quatro anos mais tarde, a unidade 100.000 deixou Wolfsburg. Uma viatura para todas as necessidade e já com cerca de 30 modelos diferentes, desde da versão de transporte de mercadorias à de passageiros, passando pela “pick up”. Ficando claro que era necessário construir uma fábrica própria, e não sobrecarregar Wolfsburg com o sucesso do modelo. A produção à data era de apenas 80 viaturas por dia e era necessário aumentar a produção, o que justifica a aposta na fábrica de Hannover. É fabricado o motor 1200cc de 36cv. A nova fábrica e sede da Volkswagen toma lugar em Hannover. A 24 de Janeiro de 1955, a decisão é tomada e cinco semanas depois, a 1 de Março de 1955 Heinz Heinrich Nordhoff, coloca a primeira pedra.  A 8 de Março é fabricada a primeira pão de forma na recém-construída fábrica em Hannover. A produção em série tem início a 20 de Abril. A Volkswagen vai para a África do Sul, o grupo adquire as acções do importador Sul-Africano e funde a subsidiária com uma operação de montagem, criando a Volkswagen da África do Sul (PTY) LTD. Com uma capacidade de carga de 750 kg (4,6 metros cúbicos de espaço) e espaço para duas ou três pessoas na cabina, a pão de forma provou ser ágil e - pelo menos para as condições daquela época - com óptimos desempenhos: 75 km/h de limite de velocidade e um consumo médio de 9 litros por 100 km. A pão de forma foi projectada para o máximo de desempenho, com uma qualidade de confiança. A procura pela marca, não conhece limites. A capacidade de produção das fábricas em Wolfsburg, Brunswick e Hannover estão a 100%. No entanto, a carteira de pedidos pendentes é grande, só podendo ser reduzida por meio da expansão da capacidade de produção. Em Outubro, a Volkswagen adquire outra propriedade em Kassel. A partir de 2 de Setembro, começa a ser fabricada no Brasil, sendo este o primeiro veículo produzido pela Volkswagen fora da Alemanha.

HISTÓRIA

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A fábrica de Kassel começa com 25 funcionários, e a unidade 250.000 (desde 1948), é concluída em Kassel. A partir de 11 Novembro são produzidos em conjunto (passageiros e comerciais) os motores da Volkswagen na fábrica de Hannover. Começa a produção de motores na fábrica de Hannover. Desde então, todos os motores Volkswagen refrigerados a ar e a água para o mercado interno são produzidos em Hannover.  Com o início do novo ano, todos os Volkswagen passam a contar com um motor de 25 kW e uma caixa de velocidades totalmente sincronizada. É lançada a versão “turismo”, adaptada para campismo.

Em H a n n o v e r, a pão de forma 1.000.000 é concluída.

agora melhor e os travões de circuito duplo sublinham a pretensão de proporcionar a segurança de um automóvel de passageiros. Um motor mais potente, com 35 kW que se traduz numa velocidade máxima de 110 km/h. Também o nível de conforto aumentou: melhores bancos, melhor ventilação e a qualidade dos acabamentos. A única desvantagem: a produção da primeira geração foi interrompida e é neste momento um objecto de coleccionador. A Volkswagen do Brasil, produz a sua unidade 500.000. É construída a unidade 2.000.000 da pão de forma. Com 69 anos, morre no dia 12 de Abril de 1968 o Prof Dr. Heinrich Nordhoff, a sua ascensão e sucesso no sector automóvel são inquestionáveis. O seu sucessor é o Dr. Kurt Lotz, que já havia sido nomeado vice-presidente em 1967. A Volkswagen AG adquire o terreno para a construção da fábrica de Salzgitter. Hoje, a fábrica de Salzgitter é a principal fornecedora de todos os motores refrigerados a água da nova geração de Volkswagens. A Volkswagen Brasil constrói a unidade 1.000.000. A pão de forma ganha cintos de segurança e extintor de incêndio.  Desenvolvimento do novo motor plana de 1.7l, potência de 49 kW às 4.800 rpm. É construída a pão de forma 3.000.000. É fundada a Volkswagen Nigéria LTD.

As crescentes exportações levam ao estabelecimento de produção em Emden, que conta com instalações de transporte excelentes. Ao longo dos anos seguintes, a fábrica da Volkswagen com mais de 80 navios, possui a maior frota de barcos privada do mundo e torna o porto de Emden o maior porto automóvel. Instalação de uma fábrica da Volkswagen no México, em Puebla.

O modelo pão de forma atinge as 4.500.000 unidades, dizendo respeito à segunda geração um incrível número de 2.227.307 unidades.

A Volkswagen AG passa a controlar a 100% a subsidiária Sul-Africana, mudando a designação para Volkswagen da África do Sul LTD.

Arranca um novo modelo da Volkswagen T2, com uma estrutura muito simples, rígida, compacta mas muito funcional.

Chega-se às 1.800.000 unidades construídas, desde a primeira pão de forma. Sob o lema, “Muitas vezes imitado, mas nunca copiado” e com um timming de introdução no mercado correto, o sucessor do bem-sucedido modelo chegou ao mercado - um veículo mais moderno, com um design mais atractivo e muito mais seguro. Conta com novas características de design, como o pára-brisas sem divisória, a janela ampliada para uma maior luz interior e maior visibilidade para o condutor.

Início das vendas do modelo com motor a Diesel, refrigerado a água e com radiador na parte da frente, era utilizado um motor diesel 1,5l que equipava na altura o Passat “exportação”, nesta altura os piscas traseiros voltam a ser na cor âmbar (eram vermelhos de 1976 a 1980).

Ao longo dos anos, a construção e o design tiveram que ser alterado, devido a novas características técnicas e a requisitos de segurança passiva, tornou-se maior, crescendo cerca de 20 centímetros, o que se traduz em mais espaço interior e num layout interior diferente. Contando agora com a porta lateral deslizante e com uma porta traseira consideravelmente maior. Mas a maior mudança esconde-se debaixo da carroçaria: O eixo traseiro é concebido como um eixo de dupla articulação de direcção angular, o que melhora as características de condução drasticamente, a suspensão dianteira é

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No Brasil, é construída a fábrica de Taubaté, com início de produção para meados de 1975. Após a conclusão da nova fábrica, a capacidade diária da Volkswagen do Brasil é de cerca de 2.500 unidades.

É lançado a nova Pick-Up Kombi com cabine dupla.

  

 

É vendida a unidade 6.000.000 da carinha pão de forma, o que a torna na campeã de vendas na sua categoria. A estes números, responde a fábrica de Hannover com cerca de 4,6 milhões de veículos e 1,6 milhões de veículos em Wolfsburg, Brasil, África, México e Austrália. A pão de forma foi vendida em 180 mercados.


Deixa de ser produzida nas fábricas da Alemanha. A Volkswagen adopta os primeiros equipamentos antipoluição, com catalisador e um motor térmico. Deixa de ser produzida no México, sendo o Brasil o único produtor da Pão de Forma. Último ano em que foi fabricada a versão pick-up. Criação de um novo motor flex 1400cc, refrigerado a água, foi também introduzida uma grade dianteira para o radiador, grade essa diferente a grade que já havia sido usada na Kombi a diesel nos anos 80, houve também uma alteração no painel de instrumentos, com novos mostradores. Celebra-se o fabrico da unidade 1.500.000 da última versão T2.

Previsões para o novo Modelo Pão de forma A 20 de Dezembro de 2013, por força de um decreto, os carros fabricados a partir de 2014, deveriam ser dotados de freio tipo ABS e possuir airbags, para todos os passageiros, assim sendo, a Volkswagen põe fim a 63 anos de produção da “pão de forma”, carro que se tornou um ícone da indústria automóvel. Contudo a Volkswagen, pretende ainda produzir uma série final de 600 unidades, que será designada por Kombi, esta ultima versão será equipada com o motor 1.4 EA111 Total Flex, que terá uma potencia de 78 cavalos na versão a gasolina ou 80 cavalos na versão com etanol puro, terá uma caixa manual com quatro velocidades, diz-se também que esta nova versão, com seis lugares, será alimentada por um motor eléctrico e será utilizado um Ipad para controlar todo o sistema de entretenimento, controlo de temperatura e outras funções, terá uma autonomia de 300 quilómetros, podendo atingir os 140 Km/h.

Último ano de fabricação da pão de forma, uma versão especial com apenas 1200 unidades produzidas, estas unidades foram numeradas com uma placa de identificação no painel, nas laterais destacam-se os adesivos que identificam a série especial “56 anos – Kombi Last Edition”.

HISTÓRIA

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por Álvaro marreco O golfe é uma modalidade desportiva que, embora haja divergências, terá nascido nas Ilhas Britânicas no século XIV. De imediato se enraizou nos hábitos britânicos, pelo que depressa os súbditos (civis e militares) de sua majestade se encarregaram de a difundir pelo mundo. Ao nosso país chegou através dos responsáveis britânicos das caves do vinho do Porto em 1890, data em que fundaram o “OPORTO GOLF CLUB”, que assim foi o 3º clube da Europa continental a ser constituído. É curioso o facto, de só passados cerca de 50 anos os portugueses terem sido autorizados a integrar o mesmo. Mais tarde a modalidade chegou à capital, tendo posteriormente conquistado o Algarve, onde se situa a maioria dos campos portugueses e onde é a base de sustentação do turismo na época baixa. Só em 1997 a modalidade surgiu no centro através do grupo Visabeira, que implementou em Farminhão um “championship” de 18 buracos, que mais tarde foi ampliado para 27, criando assim 3 percursos de 9 buracos permitindo assim outros desafios. Esta infraestrutura do Montebelo, é um campo de montanha, considerado um dos melhores do nosso país e está equipado com um moderníssimo club-house, restaurante, driving-range e putting-green. Esta modalidade outrora carregada de elitismo - conotada como modalidade só para “ricos, barrigudos e velhos” está hoje em franca expansão no nosso país, pois já foi adoptada pela juventude, havendo inclusivamente algumas escolas que já possuem um núcleo de “golfe”.

O golfe é a única modalidade desportiva em que um profissional pode jogar com um amador (em pé de igualdade), pois o amador tem o seu jogo nivelado através do handicap (tabela de abono variável com a evolução do jogador). É uma modalidade que pode ser praticada pelos jovens e menos jovens. No caso viseense temos jogadores que já ultrapassaram as 80 primaveras e continuam no ativo, alguns até por vezes com saco às costas. Qualquer idade é boa para se iniciar na modalidade, logicamente os jovens adaptam-se com mais facilidade, mas temos jogadores que se iniciaram aos 50/60 anos e que apresentam uma grande evolução. De notar que alguns deles se iniciaram na modalidade por “receita” médica, pois por ser muito “viciante” leva-nos a fazer exercício sem sentir, sabendo que, numa volta de golfe percorremos 6 a 7 Km sem qualquer dificuldade. O Montebelo é uma casa aberta a todos os interessados em fazer a experiência, pois para além das infraestruturas desportivas, possui pessoal especializado para a iniciação à modalidade Associativamente a zona viseense recomenda-se, pois a pujança do Clube de Golfe de Viseu tem-se destacado no panorama nacional, sendo dos clubes com maior número de associados (mais de quatro centenas).

Para mais informações: www.clubegolfeviseu.com

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SEGURANÇA


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por JOÃO MOREIRA Gosto da sensação acolhedora do regresso. De voltar a lugares que conheço. Do sorriso cortês nas caras familiares. Do abraço sentido dos velhos conhecidos. De deambular por ruas que me trazem lembranças de sons, de cheiros, de momentos.

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Não são muitas as cidades em que descubro estas sensações, mas por maioria de razão Viseu é uma delas. Durante muitos anos Viseu foi a minha cidade. Melhor, durante muitos anos, Viseu foi a cidade. Nascido nas encostas solarengas do Dão, janela aberta à imensidão da Serra, cresci numa espécie de redoma aquiliniana que se abria de tempos a tempos para ir à cidade e descobrir, com excitação, a história das casas, das igrejas, das ruas, o corre-corre agitado das pessoas, o encanto dos parques, a simpatia das gentes. E, apesar da dimensão assustadora de quase tudo para uma criança só habituada a jardins e a vinhedos, havia uma magia encantatória que me atraía e tornava familiar aquele local distante e quase inacessível.


Depois, foi a descoberta duma outra cidade na idade de todas as descobertas. Dos primeiros beijos “roubados” à socapa na reconfortante penumbra das árvores do Parque Aquilino Ribeiro, dos westerns do Peckinpah no velhinho Cine Rossio, dos primeiros traçadinhos bebidos de trago nas obscuras tascas da Rua Direita, dos amigos jurados para a vida no Liceu Alves Martins, das tardes de bilhar no Clube, marcadas pelas inesquecíveis torradas da D. Alice. Com as certezas da juventude vem o desencanto com o que nos é próximo. Cheios de sobranceria, olhamos com desdém tudo o que até então nos encantou, desdenhando da pequenez, do provincianismo, da falta de cosmopolitismo. Inflados de ambição, sonhamos com o glamour de Nova Iorque, com os bas-fonds jazzísticos de Paris e até com a “movida” madrilena. E partimos... No início, as visitas espaçadas, resumem-se a longos dias de mimos em família e a um ou outro jantar pré-agendado com amigos. Com o decorrer dos anos vamos redescobrindo, com saudosismo, os lugares da infância e da adolescência. Em relação a Viseu esta redescoberta, apercebi-me há pouco, implicou o regresso definitivo às origens de grande parte dos amigos que, formados e com a vida estabilizada, procuravam o local ideal para trabalhar e viver. Aguçou-me a curiosidade este caso raro, num país com o interior ao abandono, apesar dos quilómetros e quilómetros de novas estradas ligando lugares vazios de gentes e de esperança. Por isso, decidi ser turista na minha cidade e tentar perceber o porquê do seu rejuvenescimento e crescimento. A verdade é que Viseu está linda! Cresceu de forma equilibrada e ordenada, sabendo respeitar o seu património e preservar os muitos espaços verdes que sempre a caracterizaram. O centro histórico impecavelmente recuperado foi devolvido às pessoas, sem destruir o comércio tradicional, apesar das queixas habituais dos comerciantes locais que anunciam a sua morte desde a minha meninice. Passeando pela zona da Sé, encontramos wine bares que promovem os vinhos do Dão, lojas de requintados produtos regionais, livrarias, restaurantes. Famílias passeiam pela cidade, cruzando-se com um cada vez maior número de turistas que procuram o interior do país e se surpreendem com a agitação desta pequena cidade beirã. Mas, é falando com as pessoas que percebemos os principais motivos desta atracção.

- Aqui temos tudo o que uma cidade grande oferece sem os problemas que teríamos em Lisboa ou no Porto. Os nossos filhos estudam ao lado de casa, em boas escolas públicas. São os avós que os vão buscar e ajudam a fazer os trabalhos de casa. Chegamos do trabalho a horas decentes, a tempo de brincar com eles. Temos um óptimo teatro, bons cinemas, amigos ao lado e, na prática, estamos perto do Porto, de Salamanca, de Lisboa e até de Madrid.

A esta descrição, recorrente em todas as conversas que mantive com amigos que decidiram regressar, soma-se o factor essencial: o emprego. Durante anos, a região do Dão caracterizou-se por uma economia rural de subsistência, fruto dum arraigado sentido de propriedade que impediu o associativismo. A tentativa de implantar o espírito cooperativo, que funcionou, sobretudo, no sector vinícola, esbarrou com anos de má gestão e de péssima visão empresarial. No entanto, tudo isso foi ultrapassado com políticas locais direccionadas à atracção de empreendedores privados e à fixação dos grandes grupos económicos regionais. A somar a isto, desenvolveu-se um plano de investimentos gerador de emprego, nomeadamente com a construção do novo hospital distrital, do politécnico e da recuperação de alguns organismos públicos deslocalizados para o litoral. A melhoria das vias de comunicação, sobretudo da antiga IP5, principal pólo de entrada e saída de produtos do país, colocou a região no mapa da rede de distribuição nacional, permitindo a redução de custos de transporte para os investidores locais. A agricultura, fruto da ascensão duma nova geração com um espírito empresarial renovado, revitalizou-se, sobretudo, em torno do vinho, com um sucesso reconhecido nacional e internacionalmente. Finalmente, o turismo até então incipiente, cresce de forma sustentada, consequência duma aposta ganhadora na divulgação do património histórico, gastronómico e ambiental da região, que antecipou as grandes alterações na procura dos principais emissores turísticos internacionais. A localização privilegiada entre o Parque Nacional da Serra da Estrela e o Parque Natural do Douro, a que se somam a Serra do Caramulo, o Parque Nacional do Buçaco, a região de Lafões e as cidades fortaleza da raia, fazem de Viseu o centro de um dos roteiros mais atractivos do país, com um enorme potencial de crescimento nos próximos anos e para o qual a região está preparada. Nas últimas décadas, renovou-se a oferta hoteleira da região, apostando num turismo diferenciado, forte e dinâmico, mas sustentável, de base comunitária e socialmente responsável. Recuperou-se o património histórico, em muitos casos, adaptando-o a fins turísticos. Investiu-se na agricultura biológica não só como forma de diferenciação de mercado, mas, sobretudo, como aposta num desenvolvimento agrícola ecologicamente correcto e ambientalmente equilibrado. Desenvolveu-se a oferta cultural, com a proliferação de diversos festivais, concertos e espectáculos. Permitiu-se a recuperação e ocupação do centro histórico com bares e restaurantes, tornando a cidade viva e atractiva. Soube dinamizar-se uma gastronomia riquíssima, mantendo as raízes tradicionais e aproveitando a qualidade invulgar dos produtos locais, em espaços modernos e acolhedores, onde se faz jus à hospitalidade da região. Por tudo isto, hoje, Viseu é um enorme motivo de orgulho para mim e um exemplo de sucesso que devia ser estudado e replicado, no marasmo generalizado do interior do país.

REGIÃO . VISEU

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ciclonautas como autores do Turismo de Experiência por Therbio Felipe M. Cezar | Diretor de Relacionamentos BikeExpressions O tempo tem sido considerado como uma das maiores frustrações da humanidade, porque quanto mais julgamos contê-lo, menos dele aproveitamos. Desde que Einstein provou que não existe o tempo absoluto, parte determinante de sua Teoria da Relatividade, ficamos todos nós, humanidade, presos, atrelados, enfim, acorrentados a esta medida incerta e subjetiva, tão cronológica e concreta quanto simbólica e complexa. O que quero dizer sobre o tempo é que nunca o temos. Fazemos parte do tempo e não o contrário. Não o detemos ou o controlamos. Então, quando realizamos a escolha de como fruir pelo tempo e espaço ao usar nossa bike, somos autores de uma forma de turismo que se contrapõe diretamente àquela denominada Turismo de Massa: o Turismo de Experiência. Enquanto o primeiro é um turismo de ‘destino’, tal é a relevância que tenham os verbos ‘chegar’ e ‘consumir’ nesta prática, o Turismo de Experiência sugere e possibilita que a tônica seja a ‘paisagem’, da qual também fazemos parte. Os verbos que acredito correspondam a esta prática ontológica são ‘experimentar’ e ‘compartilhar’. O Turismo de Massa pode até impactar positivamente na entrada de receitas numa comunidade, mas desconfio que não colabore tanto assim na distribuição equânime dos seus benefícios. O Cicloturismo, por sua vez, é uma possibilidade de Turismo de Experiência, pois é considerado como um deslocamento voluntário (viagem) valendo-se da bicicleta como meio de interação, mais do que simplesmente de transporte. Ao praticar Cicloturismo nos apresentamos em busca e não em fuga. E não há receitas para esta prática, ainda que existam orientações e métodos para seguir um roteiro ou circuito pré-estabelecido, o que assegura uma experiência com imprevistos menos dolosos, além de uma cicloviagem com sugestões valorosas de outros companheiros de caminho, não há dúvidas. Ao basear-me no que sempre orienta o mestre Antonio Olinto (um dos mais importantes cicloturistas brasileiros), entendo o Cicloturismo como uma proposta de descoberta pessoal, mais do que uma maneira egoísta de descobrir novos lugares naturais, outras culturas e personagens. Ao fazer isto, nos transformamos. Já não conseguimos mais sermos os mesmos após encontrar o cidadão que visitamos, que, de posse de sua cultura, se desvela aos nossos olhos das maneiras mais simples e, ao mesmo tempo, impactantes, seja numa estadia longa ou num par de horas; seja no artesanato delicado ou na gastronomia irretocável; no andar diferente ou no falar caprichado de palavras e expressões que nos saltam aos ouvidos. Sim, não há como, pelo Cicloturismo, deixar para trás o que visitamos. Sempre fica um pouco de nós lá, e vai conosco outro tanto do que lá havia, subjetiva, simbólica e imageticamente.

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Penso, simplesmente, que seja um grande desafio a todos os ciclonautas passar a ‘ser paisagem’, porque isto incorre em dar a garantia de mínimo impacto presente nesta modalidade de ciclismo e de turismo, ou melhor, nesta simbiose entre os dois conceitos. Ao vagar pelo mundo (calma, nenhuma alusão ao termo ‘vagabundo’, por mais lógico que isto possa parecer), o cicloturista interage com a paisagem, sendo paisagem. Interage, também, com a comunidade, sendo comunidade, enquanto de sua permanência por lugares interioranos, zonas ribeirinhas, arraiais, colônias, vales e serras, e porque não dizer, centros urbanos. Ele empresta de sua presença para mover pequenas economias ou suscitar negócios comunitários, geradores de novas cadeias que permitirão responder às demandas locais como a fome, a exclusão sociocultural, educação básica, saúde estrutural, xenofobia, entre outros aspectos. Voltando à ideia inicial de tempo, ao praticar Cicloturismo temos a nítida sensação de que sua escala é distinta daquela que conhecemos em nossas práticas cotidianas, nos deslocamentos entre a moradia – trabalho – estudo - moradia. Ao ciclonavegar em momentos de lazer sobre rodas, nos permitimos experimentar de uma nova concepção de tempo, a qual ouso chamar de ‘tempo das sensações’. A estrada, a EcoVia do Dão, por exemplo, ou a trilha de terra batida ou cascalho; as veredas, a vegetação e o vento a favor ou não; o cheiro da relva, o silêncio, a ave desconhecida ou o animal silvestre apenas visto em programas televisivos; os aromas das uvas do sul do meu país e dos frutos do cerrado, os sabores das mesas e os encantos das paisagens construídas, carregadas de sentido; as ‘gentes’ tão lindas e ricas de sua natureza simples e debruçadas nos caminhos, emolduram o que vemos e moldam o que somos. No Cicloturismo, o tempo da experiência ou das sensações nos promove a todos, visitantes e visitados, a nos tornarmos descobridores de nós mesmos. Considero, ainda que eu seja acadêmico demais em alguns momentos, o Cicloturismo como um dos mais pacíficos e românticos movimentos socioculturais das últimas décadas, e mais particularmente, um dos maiores promotores de minimização do abismo entre os diferentes, de positivas transformações atuais e futuras. E digo isto, por haver experimentado nestes últimos dez anos o que o tempo de acontecer, das sensações, no Cicloturismo, permite. Porque o tempo, no Cicloturismo, é um tempo mais contemplativo do que objetivo, mais terno do que compromissado com a performance. É um ‘tempo de ir-se profundamente’, em direção de si mesmo e do outro. Humildemente, agradeço a Einstein por me fazer acreditar em um outro tempo possível, um tempo de sensações navegando minha bike.


diálogo entre automóvel e demais modais do trânsito por Therbio Felipe M. Cezar | Diretor de Relacionamentos BikeExpressions e Instituto DBIKE A grande maioria das pessoas, e não as posso culpar por sua opinião, creem que nós, ciclistas e cicloativistas, somos contra carros. Ser a favor da bicicleta não é, de forma alguma, afirmar que se é contra o uso inteligente dos automóveis. Este objeto presente no imaginário coletivo desde sua invenção, ao passar por evoluções que encantam, merece uma interpretação adequada de sua função enquanto transporte, e não atribuir-lhe meramente como a origem do caos urbano. Parte desta animosidade se dá em decorrência de uma matriz energética baseada no petróleo e sua finitude, mas a parte mais aguda se sustenta em um modelo de sociedade egoísta que age como se o tempo, as ruas, o ar e a prioridade de ir e vir fossem coisas exclusivamente suas. Corrijo, sempre que posso, que o problema não são os veículos automotores (porque eles são coisas, não são sujeitos), mas sim o comportamento individualista de seus usuários, que, sem justificativa plausível a não ser o seu ego, por exemplo, colocam o veículo nas ruas para andar cinco quadras até a padaria e, em cima, ainda querem estacionar à porta delas. Percebemos, e qualquer um pode fazer este teste se tiver alguns minutos disponíveis, que mais de 80% dos carros em cidades médias transitam contendo apenas um passageiro,

ou seja, o motorista. Quando falamos, e nela acreditamos, em mobilidade sustentável, queremos coincidir a possibilidade de que todos os modais de transporte possam ser integrados transformando o trânsito, de caótico em um sistema funcional e inteligente. Cidades pelo mundo já fizeram sua escolha por um traçado urbano, e por conseguinte, seu uso sustentável que inclua, ao contrário de segregar, veículos de propulsão humana, motorizados, veículos movidos à energias alternativas (e eu diria, inteligentes) e ainda, o maior contingente, no qual, incluo a todos os usuários das vias, que somos todos nós, pedestres. A humanização das cidades depende, fundamentalmente, de um modelo estratégico de fluir pelas mesmas. Um modelo que pressuponha todos os usuários, porém, com diferentes formas de ir e vir, sendo todas elas qualitativas e dignas. Acredito, sim, que transformações positivas estão ocorrendo. Os reclames televisivos que encantavam a todos anunciando cigarros foram substituídos por um senso coletivo do mal à saúde que fumar representava. Em breve, as lindas propagandas de automóveis sensibilizarão seus apaixonados usuários apelando para o consciente uso de tais veículos, seu trafegar seguro, ambientalmente controlado, economicamente viável, socialmente justo e promotor de cidades mais humanizadas.

DESPORTO

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@ London Markets por José Pedro Gomes Em Janeiro, cumpri um sonho e visitei Londres. Foram 4 dias e 3 noites de uma viagem bem planeada, e com a melhor companhia. Cheguei à conclusão que uma viagem a Londres tem de incluir sempre o fim-de-semana. E no fim-de-semana temos que incluir os mercados e feiras de rua.

Covent Garden Market, Camden Lock Market, Brick Lane Market, Spitalfields Market, Columbia Road Flower Market, passando ainda por Portobello Road em Nothing Hill…enfim! Saímos de lá de alma cheia e carteira vazia. Nestes sítios, é impressionante como se vende tudo. E tem tudo óptimo aspecto. A forma como se concretizam negócios, em pequenas áreas, com pequenas coisas, com arte, design e um excelente atendimento, como se a vida corresse sempre da melhor forma. Qual crise? Obviamente, uns mercados são mais simpáticos que outros, mas é difícil dizer que um é “melhor” que outro. A qualidade dos produtos e a diversidade cultural está em todos. O clima, os quadros, as pinturas, as flores, os sons, os aromas, as antiguidades, as roupas, as comidas e bebidas, e a vontade acérrima de artistas e designers emergentes não deixam ninguém indiferente. Em todos estes locais encontrei portugueses. Que se adaptaram ao estilo de vida e concretizaram, com empreendedorismo, negócios que os prendem lá. Dou como exemplos, o “Portuguese Love Affair” e o “Nata28.co.uk”. Ficamos sempre com a sensação de que conseguiríamos viver nestes sítios. Ou ter negócios lá. E chegamos mesmo a considerar arriscar e lá ficar. É o espírito de Londres. É a vida de Londres. Depois, cabisbaixos voltamos à realidade e dirigimo-nos para Gatwick. A data do regresso a Londres ainda não está agendada. Mas não demorará muito. Basta incluir um fim-de-semana.

VIAGENS

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por HUGO TRINDADE Muitos ainda receiam o seu consumo e desconhecem efetivamente as suas propriedades naturais, mas os cogumelos são cada vez mais uma alternativa a outros alimentos que conferem mais problemas à saúde humana. O “míscaro” que todos conhecem e alguns reconhecem por experiência, é uma importante referência. No entanto, a grande maioria das pessoas desconhece, efetivamente, a sua perigosidade. Aquilino Ribeiro foi quem mais salientou a verdadeira capacidade e as mais-­valias das terras do Demo e que viu nelas, uma grande diversidade e capacidade de fazer mais e melhor. As terras dão tudo o que necessitamos, mesmo que as novas tecnologias invadam a nossa vida cada vez mais, a terra é a base de muita produção mundial e é com ela que devemos saber viver todos os dias. Assente nessa ideia e nesses valores, têm brotado por todo o distrito inúmeras produções em diversas áreas e em especial também a de cogumelos. Cogumelo é o nome comum dado às frutificações de alguns fungos das divisões Basidiomycota e Ascomycota. A frutificação é a estrutura de reprodução sexuada destes organismos, tendo uma ampla variedade de formas e cores. É nesta fervência de cores que começam a aparecer, com o enquadramento dos novos jovens agricultores, uma nova forma de produzir cogumelos de elevado valor de mercado e de uma elevada qualidade alimentar. O aparecimento do Shiitake remonta a muitas centenas de anos no leste Ásia e hoje em dia é o segundo cogumelo comestível mais consumido no mundo, tendo iniciado a sua entrada nos mercados ocidentais mais recentemente. Na Ásia pode ser encontrado nas florestas, onde se desenvolve em árvores mortas, pois sendo um fungo aeróbio decompõe facilmente a madeira para se alimentar. Com origem no japão o seu nome está ligado ao seu meio “shii”(árvore parecida com o carvalho) e “take”(cogumelo), a perfeita junção entre o fruto e o seu meio envolvente. Este produto tem elementos especiais e únicos que são aproveitados na cozinha mais elaborada e na indústria farmacêutica, que encontrou neste cogumelo elementos essenciais para o tratamento de algumas doenças ditas do século. Assim nada melhor que conjugar a ideia de produzir um alimento de tão boa referência, num país com tanto capital humano, que vê nestes produtos a forma de contornar a crise económica e em alguns casos a forma de rumar num outro sentido para se continuar a ser “gente”. Temos as condições climatéricas necessárias, não temos a poluição que os países da Ásia têm e principalmente temos as pessoas, que lutam há mais de meio século por uma afirmação e por um ideal em ser português.

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Com estas condições pouco falta para que todos possam ter o seu direito ao sucesso e a felicidade de poderem pegar nas palavras de Aquilino e fazer delas uma realidade credível e com sustentabilidade. A terra será sempre a nossa “morte” em trabalho mas a nossa salvação para viver dia a dia. Será certamente o sucesso que espreita a todos os que tentam levantar as velas da sua vida pessoal e que tentam ou nos cogumelos ou em outras áreas distintas, fazer valer o seu direito à vida e a felicidade. A Bioterris procura ter essa felicidade junto dos cogumelos produzidos em tronco e procura nas palavras sábias dos mais idosos a sabedoria do senso comum que nos faz crescer como homens, empresas e principalmente como pessoas. Estamos a tentar levantar a nossa vela da vida e procuramos ajudar todos os que procuram ser mais e irem mais além. Acreditar é o nosso sonho, partilhar o nosso segredo e informar a nossa forma de estar.

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VINHO INVULGAR Invulgar é reunir 5 Enólogos do Dão e criar em conjunto um único Vinho. O novo Vinho INVULGAR traduz o expoente máximo do Setor Cooperativo do Dão. O Vinho nasceu na vindima de 2010 e tinha como objectivo trazer ao mercado um Vinho que transmitisse em partes iguais as características de cada Adega Cooperativa do Dão. Nessa altura, a UDACA reuniu a Comunicação Social e em conjunto com as Adegas Cooperativas de Mangualde, Penalva do Castelo, Silgueiros e Vila Nova de Tazem deram vida a este projecto. Cada uma das Adegas seleccionou nessa Vindima um dos seus melhores Vinhos para que fosse trabalhado em conjunto pelos 5 Enólogos criando um Vinho único que simboliza uma verdadeira reunião de enólogos. Desde então realizou-se um trabalho conjunto de preparação do Vinho, diversas provas e trabalhos conjuntos dos 5 Enólogos que culmina no Vinho INVULGAR que foi lançado recentemente. A UDACA promoveu esta reunião da magnitude dos Vinhos das suas Adegas Cooperativas para surpreender o mercado com um Vinho que traduz toda a tipicidade, potencial e qualidade das sub-regiões das Adegas. Vinho Tinto INVULGAR Escolha de 5 Enólogos - 2010 • Factores de qualidade Clima: Mediterrâneo Solo: Granítico Casta: Touriga Nacional e Alfrocheiro • Tecnologia Vitícola Densidade de Plantação: 4000 pés por hectare Tipo de Poda: Cordão duplo, cordão simples e guyot Tipo de Condução: Monoplano vertical ascendente Rendimento por hectare (ton./ha): 4 ton. de uvas por hectare • Tecnologia Enológica Tipo: Tradicional do Dão, vinificação clássica Fermentação: Com temperatura controlada até aos 28ºC durante 14 dias Vinho seleccionado em partes iguais nas Adegas Cooperativas de Mangualde, Penalva do Castelo, Silgueiros e Vila Nova de Tazem. Estágio: 12 meses em barricas de carvalho Allier Fino. • Parâmetros analíticos Teor alcoólico: 13,5 % Vol. Acidez volátil: 0,56 g/L Acidez total: 5,45g/L Extracto Seco: 33 g/L Açúcares Redutores: 2,6 g/L • Aptidões É um vinho que pode ser guardado por mais de 10 anos. • Prova organoléptica Aspecto Límpido Cor: Vermelha profunda, com reflexos granada Aroma: Complexo e rico em notas ameixa preta, amora, violeta e bergamota, casadas com nuances de baunilhas frescas, ladeadas com fragrâncias balsâmicas. Sabor: Revela um corpo bem musculado e aveludado, fruto da estrutura firme e fina das castas e do caracter do nosso terroir.

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PENSAR ÚNICO: A UDACA e as Adegas Cooperativas de Mangualde, Penalva do Castelo, Silgueiros e Vila Nova de Tazem, representam juntas mais de 50 Vinhos com um peso e qualidade bem vincada na região do Dão. Os Vinhos exportados pela UDACA além fronteiras transmitem também esta qualidade das Adegas Cooperativas e esta convergência de ideias e estratégias tem trazido já resultados muito positivos. Na ultima edição da Feira do Vinho do Dão 2013 – Nelas – a UDACA e as Adegas participaram pela primeira vez com um stand conjunto transmitindo ao consumidor a dimensão e potencial do sector Cooperativo. Desde Vinhos Brancos, Rosés, Espumantes, Tintos e também Vinhos Premium (Mono-varietais, Reservas, Garrafeiras e outros) esta reunião das 5 empresas é a chave do sucesso e comprova a ideia de que “União faz a Força”

KIT DAS ADEGAS: A UDACA comercializa também o Kit das Adegas. Este é um pack atractivo disponível em dois patamares de preços que conjuga um Vinho de cada Adega, sendo assim um produto bastante atractivo pois esta embalagem de 5 Garrafas apresenta o melhor que se faz em Mangualde, Penalva do Castelo, UDACA, Silgueiros e Vila Nova de Tazem.


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por Lopo de Castilho Será que marcas tão diferentes como Alessi, Peugeot, Hermes, Vitorinox, Cartier, Tupperwere, Christofle, Rosle, Georg Jensen, Vacuvin, Brabantia, Gucci ou prestigiados criadores como Alessandro Mendini, Ralph Lauren, Philippe Starck, Sebastian Burke, Karim Rachid, tem algo em comum? Sim, todos eles criaram ou comercializaram, pelo menos um modelo de saca-rolhas! E a lista podia continuar, pois são inúmeros os grandes Designers do século XX e XXI que já conceberam um destes, aparentemente banais, objectos, que todos nós temos em nossas casas, um saca-rolhas. Mas, afinal o que é isto do Museu do Saca-rolhas? Talvez alguns dos leitores desta revista, mais “Facebookianos” ou “Pinterestianos” já tenham reparado na existência de uma das seguintes páginas - www.facebook.com/museu. dosacarolhas; www.pinterest.com/MuseuSacaRolhas locais onde as menções a saca-rolhas, rolhas e garrafas se sucedem, para gaudio de muitos seguidores e amigos, ora amantes das coisas do vinho, ora simples admiradores de objectos originais. Contudo, o Projecto Museu do Saca-rolhas é muito mais do que algo simplesmente virtual e estas são apenas as faces visíveis de um inovador Museu português. Para além da temática central da colecção, o Saca-rolhas, o que faz deste projecto de um novo Museu algo original e singular a nível nacional, e o que o torna verdadeiramente único em termos Mundiais, é o facto de visar igualmente potenciar uma dinamização integrada, ao nível empresarial, artístico, cultural, social, do sector vínico e conexos; A utilização do saca-rolhas, objecto físico, como vector de promoção de vários sectores, bem como do aumento do prestígio da “Marca” Portugal. Ao contrário de outros Museus mundiais similares, que se centram exclusivamente neste objecto de um ponto de vista histórico, o Projecto Museu do Saca-rolhas tem uma visão e um âmbito muito mais amplo e dinâmico. Com efeito as colecções que se encontra a reunir em matéria deste icónico objecto vínico, estão longe de se ficar apenas pelas peças antigas; para além de pretender retractar a evolução histórica do mesmo, bem como inovação técnica, design e dimensão artesanal e artísticas contemporâneas, também alcança o domínio do “branding” e promoção dos vinhos portugueses, bem como de uma das nossas maiores riquezas nacionais: a cortiça! Muito provavelmente o leitor saberá que Portugal é o primeiro produtor mundial de rolhas de cortiça, mas o que talvez não saiba é que a utilização desta matéria-prima amiga do ambiente e da preservação dos ecossistemas, tem visto a sua utilização diminuir drasticamente, nos últimos anos. E se a tendência não for invertida a verdade é que

não só Portugal terá bastante a perder, mas também os nossos ecossistemas, já para não falar na magia associada aos momentos de partilha e amizade em torno da abertura de uma garrafa de vinho… Sendo este Museu uma iniciativa não-governamental, sem dotação e fundos próprios, o seu avanço tem sido possível graças a diversas doações privadas bem como parcerias empresariais. Entre elas salientamos, pelo seu constante empenho e disponibilidade manifestadas, a Studiobox, empresa de Design Gráfico responsável pela imagem do Museu do Saca-rolhas, bem como pela construção da sua futura página Web: www.museudosacarolhas.com No domínio de fabricantes de saca-rolhas seria injusto não mencionar empresas como a Farmitaly, Vacu Vin, Descorjet ou a jovem empresa norueguesa Zurreball. Sendo a parceria com produtores nacionais de Vinhos, uma das vertentes já mencionadas, o Museu do Saca-rolhas tem realizado algumas pequenas sessões fotográficas em que procura valorizar a imagem dos mesmos; Um saca-rolhas especial, um ambiente singular e um Vinho sem-par; Afinal de contas uma imagem não vale mais do que mil palavras? Também aqui, a colaboração com a Studiobox tem sido uma excelente fonte de inspiração, ou não estivesse também ela na origem de grandes rótulos e imagem de vinhos. Quanto ao espólio do Museu, ficará futuramente instalado num antigo imóvel de raízes medievais, em terras do Douro Superior, fronteiro aos distritos da Guarda e de Viseu; Para proceder ao restauro e adaptação desse imóvel, onde a colecção já reunida (e que continua constantemente a ser aumentada) ficará exposta, será lançado, faseadamente, um projecto de Crowd founding, bem como parcerias estratégicas, tendo em vista a reabilitação do mesmo. Mas, para já, está a ser preparada uma exposição itinerante consagrada a Designers e os seus saca-rolhas, que estamos certos fará as delícias de todos os apaixonados pelo Design e não só! Abreviando, O Museu do Saca-rolhas, tem a ambição de se vir a tornar, a nível Europeu (e Mundial) um verdadeiro “Centro de Interpretação do Saca-Rolhas”, bem como um primordial “espaço montra” da excelência dos nossos vinhos e de promoção das rolhas de cortiça. Pretensão excessiva? Certamente que não, se compararmos com aquilo que um pequeno Reino periférico Europeu foi outrora capaz de fazer, tornando-se uma das maiores potências Europeias da Idade Moderna, com os Grandes Descobrimentos! Terminamos com uma das nossas frases recorrentes nas ondas da web: “Viva a Cortiça, viva o Saca-rolhas!” E, já agora Viva a “Marca” Portugal! 19


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por Sónia Nascimento Shake It , Zumba Crew Portugal. Uma equipa de 6 instrutores de Zumba Fitness, apaixonados pela dança. Juntaram-se há cerca de 1 ano, e o objectivo é partilhar a paixão pelo Zumba, o prazer de dançar, uma maneira divertida de ficar em forma. O Zumba nasceu através da fusão do Fitness com a Dança. Por engano (como quase todas as ideias brilhantes), Beto Perez (criador e CEO Zumba Fitness) deixou a sua música de fitness em casa. Para conseguir dar as suas aulas nesse dia, pegou na música latina que trazia sempre no seu carro (ou não fosse ele Columbiano) e deu a aula com sonoridades diferentes. O sucesso foi tal, que continuaram a pedir-lhe para dar as aulas com música latina. Em pouco mais de um ano, o programa já tinha um sucesso enorme, em pouco mais de 10 anos o Zumba Fitness é o maior programa de fitness do mundo. Os Shake It conheceram-se nas MasterClasses, Convenções e formações de Zumba em Portugal. Desde o primeiro instante que houve uma química enorme. Sorrisos, abraços e brincadeiras nesses momentos desencadearam uma amizade enorme. Então, mantiveram contacto através das redes sociais, para que a distância fosse diminuída pelo tecnologia. Mas não foi suficiente. A cada despedida, tornava-se cada vez mais difícil, pois sabiam que estariam meses sem

se ver... Então, também por pura inocência, surgiu a ideia de fazerem uma Crew (equipa) de instrutores de Zumba. Isso permitiria estarem juntos com mais frequência, e partilhar com o Mundo a sua paixão pela dança. Os membros dos Shake It são: Judite Oliveira (Braga), Juliana Silva (Paredes), Maria Ferreira Paulo (Évora), Nuno Antas (Lisboa), Ricardo Rodrigues (Guimarães) e Sónia Nascimento (Viseu). Agora, juntam-se pelo menos uma vez por mês, para darem uma MasterClass, promoverem o Zumba e incentivarem a população a prática de exercício físico. O projeto cresceu tanto, que já partilharam o palco com dois grandes cantores e criadores de grandes sucesso do Zumba, Soldat Jahman & Luis Guisao (Zumba He Zumba Ha, Fiesta Buena, Sexy Bam Bam), foram convidados para darem uma MasterClass de Zumba na XXIII Convenção Internacional Promofitness em Matosinhos a 27 Abril, estiveram no programa Praça da Alegria da RTP animando toda a manhã do programa, e preparam a sua internacionalização. Para saberem mais novidades podem visitar a sua página facebook.com/zumba.shakeit.pt e podem pedir mais informações através do e-mail zumbashakeit@gmail.com

O Zumba nasceu através da fusão do Fitness com a Dança.

FITNESS

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APPDA-Viseu - Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo Departamento de Psiquiatria do Hospital de São Teotónio, 2º Piso - Abraveses | 3515-114 Viseu 232 452 069 | 924224249 | geral@appdaviseu.com | appdaviseu@gmail.com | www.appdaviseu.com www.facebook.com/APPDAViseu

APPDA-viseu nasceu devido a uma necessidade sentida por alguns pais que não encontravam nas instituições existentes respostas adequadas para os problemas dos seus filhos diagnosticados com Perturbação do Espectro do Autismo (doravante PEA). O descontentamento das pessoas com PEA e seus familiares face à inexistência de estruturas vocacionadas e devidamente preparadas fundamentou a necessidade da criação de uma estrutura especializada que respondesse, justamente, aos problemas e dificuldades desta população e suas famílias. Em consequência da fragilidade das pessoas com PEA a família depara-se com diversas dificuldades de integração dos seus filhos na comunidade.. Muitos profissionais reconhecem a sua impotência e o seu desencorajamento face a esta deficiência tão desconcertante. A tendência para o isolamento, o fechar-se em si próprio, a aparente indiferença em relação aos outros e às coisas, a intolerância face à mudança, as hipersensibilidades são alguns dos maiores obstáculos a uma vida comunitária harmoniosa. O desconhecimento destas dificuldades próprias do autismo determina muitas vezes da parte dos adultos intervenientes, pais ou profissionais, respostas desadequadas, e o acentuar dos problemas. A promoção do esforço coletivo na criação de estruturas de apoio às pessoas PEA e suas famílias torna-se por isso fundamental. Essas estruturas, devem assentar num sentimento de responsabilidade partilhada visando favorecer a integração social e comunitária das pessoas com PEA e suas famílias, numa perspetiva integrada e inclusiva na sociedade pois, não obstante a constatação de progressos qualitativos e quantitativos que refletem o esforço que tem vindo a ser realizado, continua a subsistir alguma fragilidade com implicações negativas sobre esta população, as quais facilitam o desencadear de processos de exclusão social. Persistem carências relevantes quanto à garantia do acesso à educação. Para as crianças com um diagnóstico mais severo o facto de serem integradas numa escola do ensino regular, sem as devidas adaptações, exige um esforço que está para além das suas capacidades. Acresce a isto uma reduzida autonomia, muitas vezes patente neste grupo, a par de uma baixa auto-estima e uma escassez de recursos na família. As famílias com crianças com PEA a cargo são particularmente afetadas pela dificuldade em conciliar a sua atividade profissional com o acompanhamento constante que uma criança/jovem com PEA

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exige .A multiplicidade de problemas que esta deficiência provoca exige um investimento económico insuportável e inacessível para a grande maioria das famílias, outras famílias fazem esse investimento prejudicando o nível de vida dos restantes elementos, incluindo irmãos. Nas reuniões de pais estes têm a possibilidade de encontrar o conforto da compreensão e da solidariedade, onde podem aumentar a sua competência através do testemunho das famílias mais experientes e ainda adquirir confiança nas suas próprias capacidades. É hoje perfeitamente aceite que uma verdade cruel pode ser mais facilmente aceite se vier de outro pai que já percorreu o caminho doloroso da tomada de consciência, do desespero da aceitação e levar a desenvolver a coragem para lutar, com orgulho, para consolar e fazer nascer a confiança em si próprio e nas possibilidades de desenvolvimento da criança. A Associação ajuda os pais formando-os, colocando à sua disposição um leque de serviços que vão desde o diagnóstico até diversos tipos de intervenção, atividades e terapias: Pedopsiquiatria,, Terapia da Fala, Psicologia, Psicomotricidade, Musicoterapia, Dançoterapia, Treinos de aquisição de Competências Sociais e Intervenção Intensiva ABA (Análise Comportamental Aplicada), Equitação terapêutica, Formação a pais e técnicos, Atividades de Férias, Apoio Escolar e Pedagógico, entre muitas outras atividades que fomentam a integração e pertença comunitária, contribuindo para o desenvolvimento pessoal, social, emocional destas crianças e jovens.   Toda a atividade da APPDA Viseu é suportada em exclusivo por campanhas, donativos, patrocínios de empresas, quotas de sócios, protocolos com entidades locais etc. não tendo qualquer apoio com a Segurança Social o que torna os referidos atos de angariação de receitas de vital importância para a continuidade do trabalho da Associação. Quem quiser associar-se a esta causa tão importante para estes meninos e suas famílias pode fazê-lo como voluntário, como associado, através de donativos (ao abrigo do Mecenato Social), por meio de consignação de 0,05% do IRS ou ligar para a nossa linha solidária 760 450 480 (0,50€+Iva). Lembrem-se que para as nossas crianças, jovens e adultos com perturbações do espectro do autismo o pouco é muito! Todos nós somos responsáveis pelo seu futuro! A Direção da APPDA agradece. A Presidente da Direcção


Homens com poderes divinos por Graça Canto Moniz Poderá um homem morrer duplamente? Tanto pode como aconteceu. Dois de Fevereiro do corrente ano ficará para a história como o dia da segunda morte de Truman Capote. Dir-me-á o leitor mais atento, “mas nesse dia quem morreu foi Philip Seymour Hoffman (PSH)”. Certo. Certíssimo. Mas PSH foi o actor que para nosso contentamento devolveu a vida a Truman Capote, no filme “Capote”, 21 anos depois da primeira morte do escritor. Poder divino o dos actores talentosos, devolver a vida a mortos ainda que por breves minutos e para entretenimento de alguns. Por isso repito: com a morte do actor desaparece, pela segunda vez, o escritor. Overdose, escrevem os jornais.

COMBOIO DA MEIA-NOITE... por RUI Rodrigues dos SANTOS “Viseu à noite é pantufas e lareira”, esta afirmação tem cerca de 30 anos e foi produzida por um ex-Presidente da Região de Turismo Dão-­L afões, já falecido. Polémica q.b. na altura, até porque não era bem assim, correspondia uma visão pouco clara que a sociedade de então tinha sobre a dita indústria da “noite”... Hoje, passadas 3 décadas e várias gerações, o panorama é completamente diferente. Viseu apresenta, hoje, uma “noite” multifacetada, dinâmica e dotada de uma pujança surpreendente para uma cidade dita do interior. Com casas para todos os gostos, potenciadas por uma comunidade estudantil que movimenta de sobremaneira a semana, os ditos “nativos” fazem dos fins-de-­ semana uma autêntica “movida” viseense, com múltiplos pontos de interesse e atracção, centrados básicamente na zona do Politécnico, Ribeira e centro histórico. Seria interessante perceber o peso deste sub-­sector na economia local, que estou seguro, não é dispiciente. Tal como noutros sectores da economia, também neste, os agentes económicos têm preocupações específicas da actividade, que se cruzam com as preocupações gerais de qualquer sector. Questões como o policiamento e segurança, os horários e licenças são sensíveis e merecem ou deviam merecer uma atencão particular por parte dos empresários e, sobretudo, das autoridades e entidades responsáveis. Só o diálogo e a conjugação de esforços entre todos pode levar a que esta “movida” viseense não pare, que continuemos a ser visitados por muitos e muitos turistas que não se limitam ao “conhecimento” mas que buscam, também, um pouco de alegria e diversão. Muito longe estamos da quase verdade da frase inicial...

Mais uma vez, chego à conclusão que o talento e o génio são facilmente confundidos com tormentos psíquicos. É verdade que muitos artistas percorrem as profundezas dos seus espíritos sem recurso a drogas ou álcool, mas é facto assente (com tantos geniozinhos mortos nestas circunstâncias) que há uma ligação entre êxtases artísticos, esforços de auto-superação, poderosos desejos e estados de consciência alterados quimicamente. Penso na dispersão dramática de Hank Moody, da série Californication ou no personagem principal de “O lobo de Wall Street”, agora nos cinemas. No caso PSH, o próprio confirmou, numa entrevista ao New York Times em 2008: “For me, acting is torturous,” (…) “and it’s torturous because you know it’s a beautiful thing. I was young once, and I said, that’s beautiful and I want that. Wanting it is easy, but trying to be great-well, that’s absolutely torturous.” Poder-se-á dizer que mortes famosas dão origem a hipérboles da vida mas não é, de todo, o caso. Se lhe disser que PSH entrou em “Twister” e em “The Big lebowski”, dir-me-á imediatamente: aí sim? Não me lembro dele nesses filmes. É verdade, é fácil esquecer quando há tanto para recordar. A lista é longa: “The Hunger Games: Catching Fire”, “Moneyball”, “The Ides of March”, “Doubt”, “Synecdoche”, “New York”, “Charlie Wilson’s War”, “Before the Devil Knows You’re Dead”, “Along Came Polly”, “Almost Famous”, “The Talented Mr. Ripley”, “Magnolia”, “Boogie Nights”, entre outros. Recuso-me a falar do baile de representação que PSH deu em “The Master”, é pano para outras mangas bem mais longas. Em quase todos os papéis que representou, Hoffman revelou uma capacidade bestial, e bem resumida pelo realizador Mike Nichols, de “reorganizar as suas moléculas, recriar os seus gestos formando um ser humano diferente e não identificável”. Tudo isto sem dietas loucas e desmedidas. Isto sim, é criatividade, nascia ali algo verdadeiramente artístico. Perante a mutação o espectador fica na dúvida: será a personagem? Será o actor? Por outro lado, a variedade de papéis que interpretou revelam a quantidade de vidas que Hoffman tinha dentro de si. Com a sua morte, morrem também todas aquelas dentro de PSH, por explorar e revelar. É triste. Muito triste. Recordo-me de Heath Ledger, com um Joker ao nível do de Jake Nicholson, que agora ficará na companhia de PSH, na categoria de actores em que penso quase com uma lágrima no canto do olho. PSH deixou três filhos. Tinha 46 anos.

SOCIEDADE

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por José almeida “A arte é a auto-expressão lutando para ser absoluta.” |

FERNANDO PESSOA

WallArt é, como o nome nos diz, “arte em paredes”, trabalho este que está direcionado para um público que geralmente gosta de “arte urbana”. Por vezes um pouco agressiva, dependendo do público e do tema escolhido, poderá ser executado em qualquer parede da sua casa ou até mesmo em espaços comerciais. É um novo conceito de arte, que complementa a decoração de interiores.

+351 967 848 049 jariscos@gmail.com www.facebook.com/jose.almeida.520357

ARTE

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... EM ENTREVISTA

De que forma vai assinalar estes 25 anos? Onde e como os vai assinalar? Ao longo de 2014 vou concretizar vários projetos que já estão em curso e que passam pela área da moda, culinária e finalmente culminar com uma exposição comemorativa dos 25 anos de carreira com publicação de um livro retrospetivo. Esta exposição terá lugar no Porto, sendo que está a ser delineado o projeto itinerante da mesma. Além desta, uma nova exposição em Lisboa dia 9 de maio, na Galeria Espaço Arte Livre, na Av. da liberdade, às 21h. Como descreve estes 25 anos? Foram 25 anos de Amor à arte. Dedicação, empenho, perseverança, luta são os alicerces que estão na base da minha orientação face aos objetivos por mim delineados. O resultado deste trabalho é altamente gratificante. Pelo reconhecimento de provas já dadas e pela confiança depositada no convite constante para novos projetos que me enriquecem e fazem crescer como artista e Homem. Como artista, pois sinto-me cada vez mais completo nas várias vertentes, se bem que insatisfeito com vontade de crescer. Como Homem, porque estive e estou sempre disponível para a palavra SOLIDARIEDADE.

O que destaca de mais positivo e negativo? Destaco de mais positivo cada SiM e cada NÃO que recebi. O Sim, pelas vitórias conseguidas e o NÃO, como um desafio e objetivo a alcançar. Não posso esquecer o meu primeiro SIM, quando me propus fazer a primeira exposição com apenas 15 anos de idade. Um sim que perdura…

FOTOGRAFIA DE PAULO CASACA

Destaco também os vários convites/desafios nas diversas áreas que passam por outras que não a pintura, ou seja pela ilustração, mobiliário, iluminação, culinária, joalharia, linha casa.

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É sem dúvida um previlégio poder trabalhar em todas estas vertentes e poder partilhá-las em exposições por Portugal continental e ilhas, Espanha, França, Bélgica, Italia, Tóquio e Singapura. Como mais negativo e que me causa alguma magua enquanto cidadão, é a falta de reconhecimento da autarquia da cidade onde nasci – Viseu. Falta de abertura de algumas entidades a novos projetos/artistas.


FOTOGRAFIA DE Ruy Bandeira AUTOCONHECIMENTO Tec. mista sobre tela 150 diâmetro 2013

Que trabalhos quer destacar como mais marcantes?

Com 25 anos de carreira acha que chegou onde gostava de ter chegado?

Todas as obras têm demasiada importância para mim, contudo, destaco a obra “Para Ti Avó de“ , é o retrato de uma Senhora, com um coração cheio de tudo o que é bom para dar. O pouco que tinha ou quase nada, tudo era para dar. O sorriso nos lábios era constante qualquer que fosse o seu estado de saúde…

Sim, sem dúvida que sim e estou muito grato a quem comigo colaborou e tornou possível cada um dos projetos.

Como exposição destaco a que realizei na igreja românica de Cedofeita, no Porto. Foi um sonho que concretizei, de expor num local Sagrado. Escolhi a Igreja Românica, pois tem poucas janelas e grandes paredes outrora destinadas a narrativas bíblicas para os iletrados.

Que diferenças existem entre o Ruy Silva e o artista Plástico? Eu diria que não há diferenças, há sim cada vez mais semelhanças, pois se eu pinto aquilo que sou, a Vida, o ótimo, a força de viver, a tendência será cada vez menos a diferença.

Ruy Silva HOME Iluminação | ABRAÇO | Candeeiro de chão FOTOGRAFIA DE Ruy Bandeira

Ruy Silva HOME PRESTIGE | Homenagem a Agustina Bessa Luís fFOTOGRAFIA DE Ruy Bandeira

Foi sem dúvida um projeto com alguma produção desde luz, som, bailarinos músicos…

Mas quero continuar a crescer, ser cada vez mais completo como artista e Homem com uma atitude construtiva.

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por JORGE AMARAL ANTES

Uma casa é pensada, desenhada e construída num contexto físico, temporal e social. As influências de uma determinada construção têm inúmeras proveniências e consequências. Desde os materiais, ao clima; das escolas, às revistas; da função, aos custos; entre muito outros. As tendências e os estilos surgem não só na alta-costura, mas também na arquitetura ou em qualquer outra variante artística. Na história, os grandes nomes foram sendo assinalados por terem rompido com a “moda” da sua época, por terem criado linguagens diferentes das instituídas e assumido uma postura contrária à da maioria. Ao longo do tempo, foram sendo desenvolvidas diferentes relações entre o edifício, quem o usufrui e a sua envolvente. Atualmente, vivemos numa sociedade acelerada e exigente e a sua grande maioria consome o dia em trabalho, deslocações, algumas compras e pouco mais. A “casa” deixou de existir para muitos, que apenas têm um local para dormir e tomar o seu duche diário. Mas, apesar disso, há quem procure encontrar um espaço onde possa recarregar energias, recuperar fôlego depois de um dia agitado, parar para disfrutar a companhia dos que ama ou simplesmente ter um refúgio onde se possa sentir apaziguado e seguro. É neste âmbito que a decoração de interiores pode ter um papel preponderante na sociedade. Com muita frequência, desejam-se casarões com piscina, grandes salões e muitos quartos. No entanto, além de ser um pensamento que conduz à infelicidade, por ser inacessível, muitos não sabem que a sua “casa”, o espaço onde melhor se poderiam sentir, não é assim tão imponente, nem assim tão caro. Desta forma, a decoração de interiores é uma ferramenta que permite apoiar os que procuram essa “casa”, esse refúgio com o qual se identificam e se revêm. Além destes aspetos associados à interioridade e à individualidade, a

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DEPOIS

conservação e a modernização dos espaços é fundamental para manter as cidades limpas e visualmente bem tratadas. Contudo, falando apenas do interior, estas intervenções podem e devem alterar concetualmente o espaço, com vista a criar novas valências, dotando-o de uma nova roupagem. Paredes podem ser demolidas e outras elevadas; novos materiais podem interagir em simbiose com os mais antigos que se mantêm; espaços atrofiados e desaproveitados podem gerar novos ambientes harmoniosos e com boas energias. A harmonia com que os elementos estão dispostos em determinado espaço têm influência no bem-estar psicológico de quem ali reside. Claramente que esta vivência, entre a pessoa e o espaço, pode ser mais ou menos sentida, mais ou menos absorvida. Nesta perspectiva, de forma a criar estas relações e interações, é necessário o envolvimento num projeto com objetivos e expectativas definidas. É muito importante conhecer hábitos, gostos e desejos, perceber os limites e esclarecer as entrelinhas. Averiguar o que se quer manter, o que já faz parte da “casa” e não se quer abdicar. Depois, como ponto fulcral a considerar, deve respeitar-se a história do edifício e a sua construção. Todo o trabalho criativo e técnico seguinte deve sempre valorizar a máxima da “casa”, que é direcionar para um nome, uma cara que tem o seu modo de ver, sentir e viver a vida. Nas duas imagens acima expõe-se um exemplo de uma obra, antes e depois da intervenção. Tem que se fazer notar, mais uma vez, que se trata de um projeto especificamente pensado e desenvolvido a pensar numa família com as suas próprias necessidades, as suas preferências e os seus desejos.


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por Sérgio rolo Certificação energética? Eficiência energética? Emissão de dióxido de carbono? Mas o que é isto tudo afinal?

anúncio comercial a um imóvel em venda ou locação indique a classe de eficiência energética. Este documento tem uma validade de 10 anos.

A certificação energética, reflete o comportamento energético de uma habitação, e a sua capacidade de manter uma temperatura interior confortável, sem que para isso tenha que desembolsar mundos e fundos na fatura energética.

E será que o certificado energético é só mais um papel? Não, porque passa a ser um elemento que permitirá:

A maior parte do nosso tempo é passado em edifícios, o que se reflete num consumo cada vez mais elevado do setor residencial e dos serviços no consumo total energético do país. A eficiência e a certificação energética de um edifício deve ser um especto relevante a levar em consideração no momento do planeamento ou da construção, bem como na aquisição de uma nova habitação. Quanto melhor a classe, menor será a sua fatura energética! As classes energéticas vão desde a classe A+ até à F (da mais eficiente para a menos eficiente). Na compra e venda ou arrendamento do seu imóvel a certificação energética é obrigatória. A partir de 1 de dezembro de 2013, passou a ser obrigatório que qualquer

- Valorizar o seu imóvel; - Ficar a conhecer as medidas a implementar para reduzir a fatura energética; - Melhorar a classificação energética; - Reduzir o impacto ambiental (e consequentemente reduzir as emissões de dióxido de carbono).

A CURBI Lda. é uma empresa de Viseu, com sede na Rua Alexandre Lobo, n.º55, 2.º Esquerdo e que já realiza este tipo de trabalho desde 2006, contando com técnicos altamente qualificados para o efeito, e com vasta experiência. Para além da certificação energética, a CURBI Lda. dedica-se à elaboração de projetos de arquitetura, engenharia e ainda avaliações imobiliárias, estando inscrita na CMVM – Comissão de Mercados e Valores Mobiliários - garantindo assim uma diferenciação qualitativa dos serviços prestados.

AMBIENTE

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por José CARLOS MARTINS DA SILVA ROCHA CARVALHO

– e não deixarmo-nos tolher pelas “regras” que engulham nossas vistas, por suas excelências engravatadas, que nem um nó saberão, eventualmente, fazer...

Viver sem propósito singular, ou apenas por compleição para com a sociedade – por e para quê?... Os estigmas da sociedade tolhem-nos o percurso artístico e asfixiam-nos lentamente os ideais e conceitos criativos. Por quê seguir as práticas comuns? Futebol?!... Por quê política, ou mesmo fingir um mero interesse em economia? Por que não fazer o que se quer e o que se gosta, sem ligar patavina aos que nos cercam (desde que, infelizmente, apenas como hobby)? Por quê ligar às “novas notícias”, tão frígidas e megeras elas se nos apresentam? Muitos podem pensar que este é o estigma da ‘juventude’ actual, mas a mim apresenta-se como um estilo de vida real - são estes meus ideais, esta a minha forma de estar. O prezado leitor pode perguntar- se que tem tudo isto a ver com os cartoons e fotografias apresentados em anexo... Na realidade os meus cartoons não foram criados nos conformes da cultura portuguesa – buscam sim uma vivência associada aos muscle cars, hot rod’s, lowrider’s, cultura custom, monster & vintage. Muito em voga, actualmente, mas que já me fascina há anos... Não quero com isto dizer que a cultura norte-americana suplanta a nossa! Mas sim que estamos em tempos globalizados, de pura liberdade conceptual e intercomunicação. Toca a aproveitá-la

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Tomando, agora, rumo mais ‘pacífico’, o meu gosto pelo cartoon, ilustração e fotografia demonstrou-se tinha eu 17 anos, enquanto frequentava Artes Visuais. Segui depois o rumo do Design Industrial e, seguidamente, o da Engenharia Mecânica, tolhendo, aos poucos, minha capacidade de ver para além da objectividade... Actualmente, e graças à situação de emprego portuguesa, é-me possibilitada uma nova expansão em direcção à criatividade e abstracção do real... E é este meu hobby favorito – rir e desenhar, ‘clickar’ no obturador e retratar, enquanto esqueço totalmente tudo que me cerca e espero não mais ter que voltar, definitivamente, ao universo que dizem que nos rodeia... Muitos dos padrões poderiam ser esquecidos para que, finalmente, o indivíduo tomasse a sua identidade individual e conseguisse, então, valorizar-se na e a própria comunidade. http://www.flickr.com/photos/jccdesigning http://www.coroflot.com/jccdesigning Telemóvel: 914 286 759 jccdesigning@gmail.com

Portfólio fotográfico em: Portfólio público em:


www.seridois.pt 33


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Cortumes em Fez.

Mesquita Hassan II, a maior de Marrocos e a sĂŠtima maior do mundo estĂĄ localizada junto ao mar em Casablanca.


Loja de recolha de tara perdida das garrafas no souk de Meknes. Dunas em Merzouga, muito próximo da fronteira com a Argélia. por Jose Farinha | Fotografia Tão perto e tão diferente. Marrocos contagia, o cheiro das especiarias vicia, o frenesim das medinas e souks inebria, as tagines e couscous deliciam a nossa gula, a magia das mil e uma noites transporta-nos para uma viagem inesquecível. Culturalmente intenso, viajar em Marrocos vale a pena, talvez agora perceba as razões que levaram o nosso querido D. Sebastião a ficar por lá.

mundo

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www.3xlsegurancaprivada.pt telefone/fax nº 232 435 487 // geral@3xlsegurancaprivada.pt Avenida Dr. António José de Almeida Nº 218- 2 Esq. Sala 12 3510-043 Viseu

por JOANA AFONSO | 3XL Nos dias de hoje, um dos assuntos mais debatidos na nossa sociedade é a Segurança. Segurança no seu sentido geral, quer ela seja pública ou privada, quer seja de pessoas ou de bens. Esta temática tem estado na ordem do dia devido ao aumento da criminalidade em Portugal, motivada por vários fatores económicos, sociais e ideológicos criados por um lado pelo desespero da sobrevivência e por outro pela crise de valores com que nos deparamos diariamente. É cada vez mais recorrente assistirmos à violação da nossa esfera privada, quer a nível pessoal quer patrimonial, havendo uma necessidade crescente de contratar serviços de segurança privada para proteger os mais primários Direitos, Liberdades e Garantias. A Segurança Privada, nos tempos que correm, deixa de ser utilizada apenas para os casos em que é obrigatória por lei, como por exemplo centros comerciais, recintos desportivos, bares, discotecas, festivais, entre outros, passando também a ser requisitada para prestação de serviços num âmbito mais humano e pessoal, sempre com vista à prevenção da criminalidade, para que a mesma não se venha a efectivar. A Segurança Privada é uma actividade regulamentada e tem como missão auxiliar as forças policiais no seu trabalho de salvaguardar a segurança pública, sendo essa responsabilidade exclusiva do Departamento de Segurança Privada da Direcção Nacional da PSP (DN PSP). Para o exercício da profissão de vigilante é necessário ser possuidor do Cartão Profissional emitido pela Direção Nacional da PSP e possuir um vínculo contratual com uma empresa de Segurança Privada. Para a obtenção do Cartão Profissional é necessária uma avaliação física e psicológica, a apresentação do registo criminal e uma formação adequada e certificada.

Com a entrada em vigor da nova lei que regula a actividade da Segurança Privada, em Junho do ano passado, tornaram-se mais rigorosos os requisitos exigidos tanto para a formação de vigilantes, como para a criação de uma empresa de segurança privada. A maior parte das molduras penais dos comportamentos que constituem crime ou contra-ordenação no âmbito da actividade da segurança privada foram alargados, com o objectivo de dissuadir de certos ilícitos, como por exemplo, a prática de segurança ilegal, o uso e porte de armas ilegais, que constituem um dos principais motivos que contribuem para a má imagem da profissão e das empresas de segurança na opinião pública, entre outros. A 3XL Segurança Privada, foi fundada com base em princípios de honestidade e cumprimento da lei, sempre com o objectivo principal de satisfação do cliente. A 3XL SEGURANÇA PRIVADA, apesar de “jovem” empresa, é detentora de uma equipa sólida, experiente e qualificada. Prestando serviços de Norte a Sul do País, é uma empresa por excelência dotada de profissionalismo, rigor e isenção. A 3XL SEGURANÇA PRIVADA, emprega, neste momento mais de 160 colaboradores, todos eles com cartão profissional e com perfil e formação adequada às exigências da profissão. Realçamos o nosso espírito de iniciativa, dinamismo e eficiência, que se revelam pela nossa carteira de clientes, cuja satisfação é a nossa garantia da qualidade do serviço que prestamos. Procuramos constantemente obter melhores resultados, promovendo um óptimo desempenho de cada interveniente no processo da prestação dos nossos serviços. O nosso objectivo é, em parceria com o Cliente, encontrar o melhor plano para a sua Segurança!

SEGURANÇA

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Fundada no início de 2013, a Fora De Rebanho surgiu sobretudo da convicção que o potencial cultural alternativo viseense é infinitamente maior que a oferta existente nesse âmbito. Cremos que a cultura não tem, nem deve, obedecer a imperativos empresariais ou convénios estéticos. Não questionamos o valor, a dedicação e o talento dos viseenses e, sobretudo, acreditamos que o modelo associativo é o que melhor promove o envolvimento individual e estimula a dinâmica cultural. Pretende-se que a Fora De Rebanho seja, portanto, um espaço cultural alternativo, acolhedor e acessível às mais diversas manifestações artísticas/culturais, tanto quanto ao seu público e seus agentes. Inicialmente definiu-se como objectivo a realização de um evento por mês, com a possibilidade de se alargar a programação para dois por mês assim que possível. Não excluímos à partida o acréscimo de qualquer outra iniciativa que pela sua natureza e relevância se enquadre nos princípios e objectivos da Associação. No primeiro ano de actividade a Fora De Rebanho acolheu a estreia do filme documental “Música em Pó” do realizador português Eduardo Morais, integrou o certame “Jardins Efémeros” responsabilizando-se pela realização de dois espectáculos musicais e promoveu concertos ao vivo com Mata-Ratos, RAMP, Dawnrider, Sacred Sin, Dementia 13, Shadowsphere, Casket Kings, Brutal Brain Damage, V8 Bombs, Marbles, Processing Cut Mode, F’rrugem, Taberna, Earth Drive, Tiger Picnic, The Dukes of Speed, Asimov, The Panicatz, Fight Today, Supersnail, Flood, Mindtaker, The Unholy, CadaveR’n’Roll, Zundapp SpeedKings, MDG’s e Origins. Em todas as iniciativas realizadas a adesão do público e o feedback recolhido ultrapassou as nossas melhores espectativas. Em projecto para o ano 2014 está também a organização duma exposição museográfica subordinada ao tema “História do Rock Viseense”, e de igual modo a edição duma compilação de temas inéditos executados por bandas da região nas duas últimas décadas do século XX.

Para contactos, informações e programação deve consultar-se a nossa página oficial em: https://www.facebook.com/foraderebanho

CULTURA

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por MARCOS GAMA As tendências no mundo da tecnologia são como no mundo da Moda. Todos os anos mudam, nunca se sabe bem o que se esperar e nunca se sabe qual vai ser o próximo gadget com o qual vamos estar dispostos a gastar quantidades ridículas de dinheiro. Como se costuma dizer nestes meios de “geeks” e “nerds”, aqui vai uma lista que vai fazer muitos dizer: “cala-te e toma lá o meu dinheiro!”

E-Learning É uma tendência com bastante tração do outro lado do oceano, que permite o acesso a aulas, palestras e outros conteúdos, estáticos ou dinâmicos, provenientes de todos os ramos de ensino e acessíveis em qualquer parte do mundo, a qualquer momento. São as redes sociais como o Youtube, que formaram a rampa de lançamento neste negócio a muitos anónimos amadores e profissionais onde o comum cidadão pode fazer chegar as suas ideias, tutoriais, truques e dicas a qualquer pessoa do mundo. 3D Printing Os custos de impressão em 3D baixaram significativamente, ao ponto de serem viáveis de serem utilizados por particulares. As dimensões de utilização são várias, indo desde arquitetura e design até educação e saúde. A impressão em 3D pode resolver diversos problemas reais como, por exemplo, a criação de próteses médicas na hora, ou criar peças de substituição segundo a necessidade, evitando custos de armazenamento e transporte. Saúde móvel Os nossos dispositivos móveis tornaram-se nos nossos assistentes de saúde pessoais. Desde registar quantas calorias ingerimos por dia, quantas calorias queimamos durante a noite, ao nosso ritmo cardíaco e tensão arterial. A proliferação destes aparelhos de relativo baixo custo como o Nike FuelBand e o Fitbid Force, abriram um extenso mercado lucrativo. Estes dispositivos funcionam, não só como utensílios de análise diária, como adereços de moda e símbolos de uma filosofia de vida mais saudável e ativa. Televisões 4K O termo 4K refere-se à resolução apresentada por ecrãs com resolução de 3840x2160, em formato 16:9, totalizando um número de pixéis 4 vezes superior ao standard anterior (1920x1080 Full HD). Este tipo de resolução permite uma qualidade de imagem incrível, especialmente em ecrãs de grandes dimensões e irá tornar-se no novo formato padrão durante os próximos anos. A transição para este novo formato será natural, mas será necessário esperar que o custo de produção destes painéis baixe consideravelmente dos preços proibitivos a que estão atualmente. Pagamentos Móveis Um tema polémico para muitos, essencialmente, devido as preocupações com segurança e privacidade que desperta nos consumidores. Casos como o iBeacon da Apple, mostram grandes promessas. A tecnologia permite a localização do smartphone através de transmissores espalhados por uma loja. Com esta informação, é possível enviar promoções e descontos diretamente para o cliente, lembrar-lhe de listas de compras ou preparar um carrinho de compras pré-pago, assim que o cliente entra na loja (o fim das filas de espera!).

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REALIDADE AUMENTADA Antes demais, uma breve definição de realidade aumentada: são um conjunto de tecnologias que aumentam a realidade, conectando o mundo físico com o virtual, implementando o mundo virtual em todos os aspectos da vida quotidiana. Por exemplo, ser possível ler um jornal em papel e projetar um vídeo relacionado com o artigo que estamos a ler, no papel. Ou, fazer scan de códigos de um catálogo em papel e automaticamente adicionar produtos para um carrinho de compras online. As possibilidades são infinitas, e se esta perspectiva não acordar o “bichinho geek” dentro de todos nós, não sei o que vai. ACESSÓRIOS INTELIGENTES Quando falo de acessórios, falo, essencialmente, de relógios e óculos inteligentes. Desde os smartwatches como o Galaxy Gear, até o Google Glass, veremos estes aparelhos por todo o lado. No futuro, poderão comunicar com a nossa própria roupa, fornecendo dados biométricos sobre o funcionamento de todas as partes do corpo. Internet para tudo e para todos A pouco e pouco tudo o que possuímos está a ligar-se à internet. Começou com os computadores, smartphones e tablets. O próximo passo serão os nosso carros, casas, até a nossa própria roupa. Todos estes aparelhos vão estar conectados, vão falar entre si e vão tornar a nossa vida diárias mais fácil e cómoda.

Maior é melhor Ainda se lembram do tempo onde ter um telemóvel que não se sentisse no bolso era o sonho de qualquer um? Agora torna-se perfeitamente aceitável ter um “tijolo” que mal cabe no bolso, desde que tenha um ecrã, de alta definição e de grandes dimensões. Esta tendência é perceptível não só no mercado de smartphones, como também nos tablets, onde a necessidade de consumo de informação de forma confortável em qualquer lado, levou à introdução de ecrãs do tamanho de pequenos portáteis. Ecrãs Curvos Esta tecnologia já se pode observar desde pequenos smartphones de 5 polegadas até televisões 4K de 110 polegadas. Supostamente, estes ecrãs permitem uma experiência mais imersiva (no caso das TV´s) e um maior conforto de utilização (no caso dos smartphones). Será mesmo este o caso, ou será esta tendência, mais uma forma das marcas continuarem a vender os seus produtos com enormes margens de lucro, alegando inovações que não são, de facto, benéficas para o consumidor? O tempo dirá.

TECNOLOGIA

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www.grumapa.com www.facebook.com/grumapa grumapamangualde@gmail.com 919899768

por GRUPO MANGUALDENSE DE APOIO E PROTECÇÃO DE ANIMAIS

1995

2000

2005

A Grumapa foi fundada a 1 de Janeiro de 1995. É uma associação de utilidade pública administrativa sem fins lucrativos e rege-se pelos seus estatutos. Tem como objectivo principal a defesa e promoção dos direitos dos animais, em harmonia com o bem-estar da população e saúde pública. A Grumapa pretende, também, abraçar projectos que visem a realização e promoção de iniciativas orientadas para a melhoria da qualidade de vida dos animais que vivem na rua e o desenvolvimento de actividades que sensibilizem a população para a problemática do abandono, da esterilização e da adoção responsável. Actualmente, é sustentada pelo pagamento das quotas dos seus sócios e dos donativos feitos pelas pessoas que mais sensiveis são à causa dos animais.

2010

2012

Desde Janeiro 2012, a mudança no nosso modelo de ação já é visível, mas a luta pela qualidade de vida dos nossos animais continua. Hoje, albergamos quase uma centena de canídeos, arcando com todas as despesas relativas a alimentação, tratamentos diários e cuidados veterinários. Vivemos da colaboração dos nossos voluntários, pessoas que de forma generosa dedicam o seu tempo a prestar todo o tipo de apoio em diversas áreas. Para elas, um muito obrigado, pois sem elas seria impossível! Lutamos cada dia para que as instalações do nosso albergue melhorem consideravelmente, onde ainda há bastante trabalho pela frente. Pretendemos ser cada vez melhores, no que diz respeito a alimentação e higiene dos nossos ‘hóspedes’, à prestação de cuidados de saúde, condições de habitabilidade nas boxes e controlo da natalidade. Precisamos a todo o momento de voluntários, nas seguintes áreas: - Recolha de Alimentos - Acções de promoção e venda de artigos - Brincar com os Animais - Limpeza do Albergue

E AGORA... por SUSANA ANDRADE E agora prepare-se… assumiu uma grande responsabilidade e os seus dias serão com certeza mais felizes! Se ainda não adotou, terá que o fazer em consciência. Terá que ter tempo para ele, disponibilidade financeira para os seus cuidados básicos e claro, disponibilidade emocional… Antes de tomar esta decisão, pondere bem pois trata-se de um compromisso! Terá que ter disponibilidade financeira para o alimentar, para o vacinar, idealmente para o esterilizar, e para lhe prestar assistência médica em caso de doença ou acidente. Quando for de férias, no caso de não ser possível levá-lo consigo, tem com quem o deixar? Se não, está disposto a

deixá-lo num hotel para animais? Terá tempo para se dedicar a ele? Terá que o educar, terá que o passear, terá que brincar com ele, terá que lhe dar banho… Se reúne estas condições, vá em frente, será extremamente compensador! O tempo de vida de um cão é, em média, de 12 anos. Este valor está diretamente relacionado com o porte do animal, sendo que quanto maiores menor o tempo de vida…. Este comprometimento é para toda a vida do seu bichinho, com tudo de bom e de mau, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

VIDA ANIMAL

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Este filho dependerá inteiramente de si, nunca chegará uma altura em que arranjará um emprego e sairá de casa. Ele depende de si para comer, para beber, para fazer as necessidades, para dormir quente e confortável e para os mais elementares cuidados de higiene e saúde. Em troca, dele terá amor incondicional, muitas alegrias e boa disposição e as receções mais calorosas quando chegar a casa! Há um longo caminho a percorrer, muito trabalho e cuidados mas em muito recompensados. Se adotou um bebé tenha consciência que ele fará muitas asneiras, trata-se de uma criança que terá que ser ensinada. Ele não saberá onde é o local correto para fazer xixi e cocó e para além disso é complicado para ele controlar-se, por isso tenha paciência, terá que limpar muito… É importante definir um local fixo para ele fazer as suas necessidades, poderá ser um cantinho na cozinha onde deverá colocar jornal. Quando ele começar a fazer noutro sítio, pegue nele diga: -Não, xixi e cocó aqui! E coloque-o no jornal, ele aprenderá rapidamente. Existem alguns auxiliares como sprays de treino que ajudam nestas circunstâncias. Não deixe roupa, livros, sapatos, telemóveis, comandos de televisão ao alcance dele porque ele vai roer… ele não sabe o que não deve fazer para isso conta consigo para o ensinar, deverá repreendê-lo verbalmente para que ele aprenda o que é errado. E muito importante: nunca deixe cabos ligados à tomada! Os cachorros têm necessidade de roer por isso compre brinquedos adequados para ele o fazer. Já em idade adulta estes acessórios são essenciais para a higiene oral do seu companheiro. O cachorro deve ter o seu próprio espaço: um local calmo e seco com uma cama, recipientes para água e comida e alguns brinquedos. Os recipientes deverão ser resistentes, de inox, porque o seu bebé irá roer se forem de plástico…

A castração deverá ser considerada, ela pode aumentar a esperança média de vida do seu cão. Esta deve ser realizada antes da puberdade mas pode ser realizada em qualquer fase de vida do seu animal. Quanto à higiene, a frequência do banho varia consoante o tamanho e tipo de pêlo mas terá que ser sempre realizado com produto adequado, o pH da pele do seu animal não é igual ao nosso pelo que o seu champô não serve para ele. O primeiro banho deverá ter lugar após os dois meses de vida, com água morna, champô próprio e posterior secagem com toalha e secador. Em média, um banho a cada 30 dias deverá se suficiente para manter o seu amigo limpinho, no entanto deverá ter alguns cuidados de higiene extra quando ele fizer as necessidades. As escovagens, idealmente, devem ser diárias, ajudam a remover as células mortas e a evitar o tão característico cheiro a cão. Além do mais eles adoram! Quanto à higiene oral, desde cedo deverá acostumá-lo à escovagem dos dentes. Use apenas pasta veterinária pois estas não contem sabão nem flúor que podem ser prejudiciais! Existem várias no mercado com diferentes sabores e depois basta usar uma escova e fazer movimentos vai-e-vem e circulares. A escova de uso veterinário tem a inclinação diferente da nossa, de uso humano, para facilitar a escovagem, no entanto as nossas também servem para o efeito desde que tenha cerdas macias para não ferir a gengiva. Comece pelos incisivos, e aos poucos, à medida que o seu amigo permitir, avance para os pré-molares e molares. Também existem pastas de dentes enzimáticas com ação destruidora da placa bacteriana, sem necessitar escovagem. Basta aplicar na gengiva e dentes uma vez por dia (de preferência ao deitar), e deixá-la atuar ao longo de 24 horas. Poderá limpar os dentes do seu animal de uma forma bastante confortável para ambos. Existem barras comestíveis específicas para prevenção do tártaro. Basta dar ao seu animal uma barra por dia. Pode usá-la como recompensa durante uma atividade ou ensinamento.

As refeições são momentos importantes e devem ter horários certos, dependendo o seu número da idade e tipo de cão. Não deixe o alimento sempre à disposição.

O ideal é escovarmos diariamente os dentes dos cães, para destruir e remover a placa bacteriana.

A alimentação deve ser sempre constituída por alimento seco, adaptado ao tamanho, idade e atividade do animal. A quantidade diária vem sempre referida nas embalagens. Deixe sempre água à disposição.

Para que o seu bichinho viva uma vida feliz e saudável deverá fazer exercício físico frequente, passeios diários são o ideal para manter a forma física e para o processo de sociabilização. É importante que o seu cão se habitue a ver outras pessoas para além da família e outros animais. Consulte o seu veterinário, ele vai aconselhá-lo da melhor forma para o seu bichinho.

Os cuidados de saúde começam desde logo, a vacinação deve ser realizada logo a partir das 5 semanas de vida para evitar as primeiras doenças infecto-contagiosas. A desparasitação interna deve ser iniciada aos 15 dias de vida, repetir cada 15 dias até aos 3 meses, passando depois a ser mensal até aos 6 meses. A partir daí o cão deve fazer a desparasitação de 3-3 meses. Devemos também manter sempre o nosso cachorro protegido de parasitas externos (pulgas, carraças, piolhos, mosquitos e ácaros) utilizando produtos adequados todos os meses.

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E desfrute! Desfrute da sua companhia, do seu amor, das suas brincadeiras! Ele vai fazê-lo sorrir! Verá que partilhar a vida com um animal fará de si uma pessoa mais feliz!


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FICHA TÉCNICA nome João Moreira idade 43 anos país BRASIL cidade Santa Catarina desde 2013 (há 1 ano)

LATITUDE -27.363230190180275

Um livro: “A Síbila”

de Agustina Bessa-Luís “Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis

LONGITUDE -50.80078125

UmA MÚSICA:

“Foi Deus” de Alberto Janes, na voz de Amália Rodrigues. “Chega de Saudade” com letra de Vinicius de Moraes e música de António Carlos Jobim, na voz de João Gilberto. É a música que deu origem à Bossa Nova.

Um PRATO:

Cozido à Portuguesa (definitivamente!) Sardinhas assadas com muitos pimentos Arroz de Míscaros Lampreia à bordalesa Moqueca de peixe com azeite de dendê

Como é que tudo começou? O que o fez fazer as malas e deixar Viseu? A minha saída de Viseu já aconteceu há muito tempo, no final do século passado (dito assim parece quase uma coisa queiroziana). De facto, saí de Viseu, primeiro para ir estudar para Coimbra e após um regresso de um ano, parti definitivamente por motivos profissionais. No entanto, nunca abdiquei de voltar à cidade sempre que me foi possível. Em relação ao Brasil, a história é ainda mais antiga. Estudava no Liceu Alves Martins, talvez com 12 anos de idade, quando ouvi pela primeira vez, na telefonia, um som estranho, dissonante tocado no violão e acompanhado duma voz doce e melodiosa, quase imperceptível de tão suave, que me encantou. Era o João Gilberto cantando Saudades da Bahia do Dorival Caymmi e desde aí apaixonei-me pelo Brasil. Recordo que corri a uma loja de discos que penso já não existir, que era ali ao lado da Lanchonete Copacabana (tudo se conjugava) e comprei tudo o que havia do músico baiano. Daí em diante tinha a certeza de que um dia haveria de viver no Brasil. Ainda por essa altura aconteceu a minha primeira visita, em passeio, ao Rio de Janeiro e se ainda existissem algumas dúvidas, desapareceram por completo. Quando a porta do avião se abriu, à chegada ao Galeão, e senti um bafo quente na cara, percebi que, de certa forma, estava em casa. Depois foram diversos anos a visitar o país, até ter surgido uma oportunidade de trabalhar na área do turismo que acabei por aceitar. O que fazia aqui em Portugal? E atualmente qual é a sua atividade profissional? Quando saí, trabalhava com turismo, que realmente sempre foi o sector em que gostei mais de trabalhar. Durante diversos anos, estive ligado à implementação de projectos de desenvolvimento turístico nalgumas regiões do país, nomeadamente na recuperação da zona ribeirinha do médio Tejo. E colaborei com agências de viagens e operadores turísticos especializados na divulgação do património histórico e natural do país, através da criação de roteiros específicos, em que se conjugassem as várias vertentes que fazem de Portugal um país único, sobretudo a mescla equilibrada entre tradição e modernidade. Foi também nesta área que surgiu a oportunidade de desenvolver o meu trabalho no Brasil, inicialmente no Nordeste, na fantástica região da Rota das Emoções, que atravessa três Estados (Ceará, Piauí e Maranhão) e agora no Sul, em Santa Catarina, mais especificamente no Vale Europeu. Como foi a adaptação, quais foram as principais dificuldades ao chegar ao Brasil? A adaptação, pelos motivos acima expostos foi relativamente fácil, sendo que a região onde agora vivo, não tem as características que habitualmente associamos ao Brasil. É uma região de colonização alemã e trentina, com hábitos culturais e empresariais muito próximos dos europeus, o que acabou por representar uma surpresa para mim. No entanto, sofre dos mesmos problemas estruturais do resto do Brasil, por isso em termos de trabalho, a forma como enfrentamos os problemas e o tipo de problemas que surgem acaba por ser similar. As principais dificuldades, prendem-se com os problemas estruturais de que o país sofre e que precisa de alterar, nomeadamente: a modernização das suas redes viária, aeroportuária e marítima, para reduzir custos de transporte, atenuar diferenças regionais e estaduais e dinamizar o turismo;

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a reforma dum ensino onde 50% das crianças do 5o ano são semianalfabetas e apenas 1,8 milhões, dos 3,5 milhões de alunos que ingressam no ensino médio, se formam; a aposta na formação profissional, para colmatar a falta de pessoal qualificado no turismo, no comércio e na indústria; a redução do peso dum “Estado pantagruélico” que “gasta onde não há necessidade, em benefício de si mesmo, e economiza no essencial – na educação, na segurança, na saúde, nos investimentos em infraestrutura”; a flexibilização das leis laborais e fiscais, que impedem o desenvolvimento industrial e sobretudo a atracção do investimento estrangeiro; O que mais a surpreendeu no Brasil? O que mais gosta nesse País? Vivendo no Brasil, surpeendeu-me a capacidade de acreditar que os brasileiros têm e que acho que herdaram de nós, portugueses. Apesar das enormes dificuldades que vivem, continuam a acreditar num futuro melhor a breve trecho e no desenvolvimento do país. Quanto ao que mais gosto, gosto de: Sentir o bafo quente na chegada ao Galeão; do cheiro único do Centro, mistura indescritível de gasolina, de álcool e de fritos; de ouvir a cuíca do Sr. Jaír, aos fins de tarde no Posto 7; ver o anoitecer no Arpoador; do chopp do Jobi; do eisbein do Bar Luiz; do café da manhã com o Globo, o Jornal do Brasil, O Estadão e o Folha; das manhãs perdidas a deambular entre Nossa Senhora de Copacabana e Nossa Senhora da Paz; dos almoços no Aprazível seguidos de passeio por Santa Teresa; dos jantares no Gero; das noites da Lapa, no Rio Senarium ou no Carioca da Gema; dos pastel de queijo; do matte gelado na praia do Leblon; das caipirinhas do Posto 9 com as “várias tribos de Ipanema”; das leituras na Travessa; da piscina do Copacabana Palace; do Bar da Praia do Marina; do Sushi Leblon; da estática e estética companhia do Carlinhos Drummond em frente ao atelier do Niemeyer; dos encontros inesperados com o Carlinhos Lyra na Toca do Vinicius; das reedições da Odeon e da Elenco; da Veja comprada ao Domingo depois da Missa na Senhora da Paz; da

Como disse acima, conheço razoavelmente bem o litoral brasileiro, do Maranhão a Santa Catarina, mas conheci com profundidade, o Ceará, onde vivi por 1 ano, Piauí, Maranhão e o Rio Grande do Norte. Porque não regressou até agora a Portugal? Ainda não regressei porque as oportunidades em Portugal ainda são escassas, embora o turismo esteja numa fase de franco crescimento, quer em qualidade, quer em quantidade. Notou-se uma inversão na tendência errada dos últimos anos, de apenas oferecer ao turista que visitava o país, sol e mar. Hoje o leque de ofertas aumentou, mais pela facilidade com que quem viaja prepara a sua deslocação, do que por efectiva mudança de política dos operadores e agentes do turismo nacional. E essa mudança foi muito positiva, porque permite dar a conhecer todo o país e atrair um novo tipo de turistas. Por outro lado, não regressei porque o projecto com o qual estou envolvido ainda exige a minha presença aqui em Santa Catarina. Longe de Viseu há tantos anos, do que sente mais saudades? De quase tudo. Nasci e cresci nas encostas solarengas do Dão, em Oliveira de Barreiros, terra de excelentes vinhas e duma tradição gastronómica invejável, por isso tenho saudades de passear pelos vinhedos no início de Setembro e preparar as vindimas; da chegada do Outono e ver as árvores do Parque a mudar de cor; do frio seco do Inverno, aconchegado por uma lareira e por um bom tinto bebido entre amigos; dum arroz de míscaros; da morcela beirã, com grelos cozidos; da chegada da Primavera florindo os campos; dum fino bem gelado no início do Verão; dos pasteis de feijão do Patronato de Mangualde; da Serra, imponente, vista ao longe, com o cume ligeiramente nevado. Mas, saudades mesmo, tenho da família e dos amigos, sem os quais nenhuma das coisas que citei acima teria graça, nem importância.

torcida do tricolor no Maracanã; dos passeios de barco em Angra dos Reis; dos finais de semana no agito da Rua das Pedras em Búzios; da imagem de Portugal em Santo António de Lisboa; da subida à duna do pôr-do-sol em Jeri; da padaria do Sr. António às 2h da manhã; dos passeios de buggie até Camocim; da simpatia das gentes de Viçosa da Serra; de sobrevoar os lençóis maranhenses em dia de sol; da beleza natural de Noronha; do badejo comido ao anoitecer no Morro de S. Paulo; da Nega Fulõ bebericada nas noites estreladas no quadrado de Trancoso; das comidas da Meca no Bistrô Entre Parentesis; do último policial do Luiz Alfredo Garcia-Rosa ou do Tony Belloto; da Marisa Monte a cantar no Circo Voador com a Velha Guarda da Portela; da chuva quente das tardes de Salvador, no Pelourinho.

A realidade de Timbó é bem diferente de Viseu, Quais são as principais diferenças? Timbó é uma pequena cidade do interior de um dos estados mais produtivos do Brasil, Santa Catarina, o que faz com que, apesar de pequena, seja uma cidade com um nível de vida bom e com um sector empresarial forte e dinâmico. É uma cidade tranquila e pacata, rodeada de uma beleza natural ímpar, o que permite passeios extraordinários pela região. Mas, sinto falta de algum cosmopolitismo que aqui não existe. As diferenças estão, sobretudo, na ausência de um desenvolvimento cultural e turístico, que Viseu teve nas últimas décadas e que Timbó só agora iniciou.

Como é que é viver no Brasil? Fora da vida profissional o que mais gosta de fazer nos tempos livres? Mais uma vez remeto para o que disse acima. Viver no Brasil pode ser fantástico, desde que financeiramente existam as condições suficientes para que assim seja. A verdade é que quem vem como emigrante, como é o meu caso, acaba por vir com objectivos muito definidos o que faz com que não exista uma propensão tão grande para aproveitar os encantos do país. Por outro lado, quem trabalha no turismo e neste caso específico, em hotelaria, não tem muito tempo disponível para viajar pelo país, sobretudo se pensarmos que alguns estados ficam à distância de Portugal. No entanto, dá para passear por na região que é duma beleza natural extraordinária, com uma das costas mais bonitas do Brasil; regiões de serra onde se produzem excelentes vinhos e óptimas cervejas artesanais; cidades históricas com tradição; zonas de mata atlântica inexplorada, recheadas de cachoeiras, rios e lagoas. Há muito para visitar por aqui e é isso que faço sempre que posso. Pretende voltar um dia? Claro que sim. Adoro o Brasil, mas como diz o poema do Pedro Homem de Mello, magnificamente interpretado pela Amália: Talvez que eu morra no leito Onde a morte é natural

O Brasil é um País enorme, já teve oportunidade de conhecer outros estados?

As mãos em cruz, sobre o peito Das mãos de Deus tudo aceito Mas que eu morra em Portugal

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(Estes textos mantêm a forma e a estrutura em que foram redigidos.)

“Quando me foi pedido para escrever algo sobre o meu periodo de estágio em Viseu a primeira coisa que pensei foi: “Por onde começo?” Depois de um pouco de indecisão, decidi que para falar de como se vive em Viseu, de como eu vivi em Viseu, a melhor coisa é começar com o princípio que “Viseu é a melhor cidade para viver”. Agora, pode ser um pouco exagerado dizer assim, mas eu acho que esta cidade é com certeza um lugar especial onde viver. Porquê? Porque numa terra tão pequena tens muitas possibilidades: cultura, arte, desporto, boa cozinha, bom vinho, mas tambem (e se calhar é este o aspecto mais importante) tanta amizade. De que ou quem podes precisar mais? É tambem verdade que para viver bem, precisas que tudo seja, como posso dizer, “perfeito”. E eu tive a sorte de chegar a trabalhar no lugar perfeito, a Studiobox. Para um estrangeiro (sou italiano) pode parecer dificil chegar noutro pais e estar bem, mas para mim foi tudo muito fácil, porque em 6 meses, tive a possibilidade de fazer uma grande experiência, tanto do ponto de vista humano como de trabalho. Como já disse, a sorte maior foi chegar numa empresa dinâmica como a Studiobox: há sempre um novo projecto, uma nova ideia, um novo trabalho. Sobretudo, há sempre alegria: num lugar assim é impossivel não trabalhar bem. Como se tudo isso não fosse suficiente, com a ajuda fundamental do Bruno, arranjei a maneira de voltar (e espero tambem de ficar por muito tempo) a trabalhar em Portugal, em Viseu. Melhor, era dificil.” ENZO DIMAZI “Parece que foi ontem quando eu fui de uma pequena cidade no sul da Itália para o Portugal, onde fiz o meu estágio como parte do Programa de Aprendizagem Leonardo Da Vinci, na agência StudioBox onde trabalham e colaboram rapazes talentosos, comecei minha experiência no início de março de 2013 e terminou no final de maio de 2013. Eu escolhi o Portugal, que sempre me encantou, porque é um lindissimo país, com pessoas espetaculares. Os meses como estagiário foram muito agradáveis e informativos, eu melhorei o meu nível de Português, que eu já sabia suficientemente para a minha experiência anterior de Erasmus na universidad do Algarve (Faro). Comparei-me com várias pessoas e visitei muitos lugares, como o “Museu do Quartzo”, principalmente graças ao chefe da agência, Bruno Esteves, pessoa muito agradável! O impacto com a cidade não foi muito positivo , mas com o passar do tempo eu aprendi sobre Viseu e tenho que dizer que há alguns lugares muito bonitos, como , o Parque do Fontelo; a praça principal, chamada Rossio; Rua Formosa; a Catedral da Sé, na parte superior da cidade. Conheci muitos rapazes na cidade, com quem eu passei várias noites, fui ver, também, vários jogos do Académico de Viseu no Estádio do Fontelo. A casa onde fiquei , junto com outros nove rapazes italianos , foi disponibilizado pela agencia cultural Adamastor. A noite de Viseu é bastante movimentada, descobrimos vários clubes , como a mitica tasca “Boquinha” onde pode saborear a sangria e a jeropiga do Sr. Raul, o bar Santo Graal com a música rock, a “Academia da Poncha“ bar tipico Madeirense , o local mais fixe da cidade o Maria Xica, o ”Lugar do Capitão”, e a lendária discoteca Factor C. Visitei, também outras cidades, como Porto e Coimbra. Ao final desta experiência, posso dizer com grande convinção de que um estágio num paìs estrangeiro não deve faltar em qualquer currículo, não só porque é uma forma de melhorar e expandir as suas competências profissionais, mas também porque permite abrir a propria mente e treinar o sentido de descoberta e curiosidade.” NICOLA SÉRIO

“Cheguei a Viseu a finais do passado verão, com a cidade a arrumar os restos da Feira de São Mateus. Nunca antes tinha lá estado. O acaso e uma bolsa do governo galego largaram-me no centro de Portugal, onde me recebeu um calor sufocante que fez com que o primeiro passeio tivesse de esperar. Sob o pôr-do-sol, a primeira impressão que tive de Viseu foi a de uma cidade pequena, com ar decadente e apropriadamente silenciosa, onde era difícil dar com um lugar para jantar tarde. No dia seguinte, o trabalho dos meus novos colegas não resultou menos novo para mim: o meu estágio decorreria na Studiobox - Mixlife, uma empresa dedicada ao design e ao desenvolvimento de sites. Ficou comprovado que umas semanas não chegam para aprofundar num lugar, e muito menos no design web. Mas - para a minha sorte - encontrei colegas que, como a cidade, devagar vieram a tornar-se amigos e puseram mais empenho em ajudar-me com Viseu do que com a informática. Quando a meados de novembro fui embora dali, levava um cachecol até as orelhas e a lembrança de uma cidade acolhedora, onde gostam de cantar e onde os jantares começam cedo para poderem prolongar-se.” MARIA RODIÑO PEREZ “Cuando chegue à cidade de Viseu, foi durante as festas da Feira de São Mateus, a feira ficaba perto da minha casa, e por isso,que as primeiras semanas da minha estadia na cidade estive na feria, mas foi para ouvir o português e também para olhar a feria que é ónde se oiça melhor o português. Os primeros pasos na cidade foi descubrir-a, andar as ruas e se perder por elas. Descobrir que se encerrar na cidade. Não era a primeria vez que estive em Portugal, já fui em 2011 a Évora, é por isso que tinha algumas coisas para poder lembrar de “coisas portuguesas” ou como era isso de viver com uma hora menos, ter que me lembrar que as lojas fecham mais cedo que a outro lado da Raia. São coisas que puede lembrar, outras tive que experimentar-as. Coisas, que a parecer de como pode presumir que a cercania dos países podem pensar que tem coisas similares. Algumas coisas foram que eu não podía encontrar o refrigerante de limão, que o último em Portugal día encontrar-o em o Pingo Doce de Cais do Sodré em Lisboa, ao parecer é já uma novidade, já que na embagem ficaba escrito “novo”. Em anos anteriores, o programa Leonardo da minha cidade realizava-se entre janeiro até marzo, mas o meu ano, cuando eu fiquei em Viseu foi septembre ao Natal. É por isso que vivi um Natal diferente ao que eu acostumava. Forom três meses muito agradáveis em minha estadia em Viseu com referéncia na cidade e dizem que Viseu é a cidade para viver, mas eu acredito que isso é certo, em Viseu fica um ambiente muito bom, com muita calidade de vida e muitas oportunidades e cosas que fazer. Não há dia sem que Viseu tenha uma coisa que ofrecer. Sempre há algo para fazer, algo que olhar, algo que ouvir e algo que saborear. Na minha estadia pude experimentar a gastronomía da região e também portuguesa: pratos, doces, vinhos e licores, mereciam ser experimentados, uma das coisas que sempre estive a procura y sempre guste de experimentar foi as natas, o licor de merda os queijos e enchidos. Aproveitei o novo sistema de bicicletas que a Câmara Municipal de Viseu dispõe grátis, com o que fiz roteiros pela cidade e também pela Ecopista de Dão. A minha primeira impresão, antes de ficar alí, foi sobre StudioBox de uma empresa de desing e desenvolvimento web, pero foi mais: desde o desenvolver webs até criação de camisetas. Aprendi muito no meu estágio em StudioBox e saber cosas que eu posso fazer y nunca fiz, como uma aplicação para telemóveis desde a ideia até o fim. Coisas que ficaron ali, ainda há coisas que experimentar, é para voltar já que Viseu deixo-me uma profunda impressão.” IGNÁCIO RAMOS 49


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Revista Studiobox  
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