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Aldeia de Crianças

Publicação trimestral - 1º Trimestre 2010 - nº163 - Ano 41 - 1€

SOS

As crianças no Haiti precisam da sua ajuda!


Aldeias SOS ajudam cerca de 40 000 pessoas no Haiti Após avaliar a situação no terreno e os recursos disponíveis, as equipas SOS desenvolveram um plano a curto prazo com o objectivo principal de fornecer o mais rápido possível, mantimentos e cuidados a longo prazo para crianças que perderam as famílias. Milhares de pessoas na miséria, continuam a vaguear pelas ruas à procura de comida, água, medicamentos e dos seus entes queridos. Esta situação caótica exige uma resposta estruturada, e as experientes equipas de coordenadores das Aldeias de Crianças SOS Internacional querem responder às diferentes necessidades da população, com uma capacidade de chegar a 25.700 crianças e suas famílias, no total, cerca de 40.000 pessoas. As Aldeias SOS têm uma responsabilidade especial para com as vítimas mais vulneráveis da tragédia: as crianças que perderam os seus familiares no terramoto e ou não foram capazes de encontrá-los. A sua rápida identificação, registo e admissão temporária ou cuidados de longa duração, possivelmente em instalações SOS é uma prioridade absoluta. Como uma das poucas organizações com instalações operacionais ainda dentro da zona de destruição, as Aldeias SOS no Haiti, têm a capacidade para recolher até 500 crianças desacompanhadas, até que consigam encontrar as suas famílias ou uma solução alternativa a longo prazo. Antes do terramoto, nas comunidades dos arredores de Santo, as Aldeias de Crianças SOS estavam a implementar e a executar vários programas sociais de apoio às famílias, através de 16 centros comunitários SOS. Seis destes centros foram reabertos, com enorme esforço, estando previstas mais reaberturas. Fazendo destes centros, postos avançados, consegue-se fornecer a 1.000 crianças e suas famílias, o que elas mais precisam, ou seja, alimentos, água, medicamentos e até mesmo materiais para a reconstrução das casas. Assim que mais centros forem abertos, cerca de 7.000 crianças e adultos terão acesso a necessidades básicas. Alem de procurar assegurar a subsistência às crianças e famílias que já estavam a ser apoiadas pela SOS Internacional antes do terramoto, houve e está a haver uma actuação activa e interessada no sentido de ajudar a população do Haiti, com alimentos e outros bens básicos, que estão a chegar directamente a 32.000 crianças e adultos. Naturalmente, as Aldeias SOS querem garantir que as 200 crianças das famílias SOS estão seguras e a ter todos os cuidados e apoio de que necessitam, bem como fornecer abrigo temporário e apoio aos colaboradores SOS e às suas famílias, cujas casas foram destruídas pelo terramoto, cerca de 225 pessoas. A Aldeia de Crianças SOS em Santo, está a receber carregamento de pacotes de alimentos. Cada um destes pacotes pode fornecer até 120 pessoas com comida suficiente para uma semana, kits de higiene e medicamentos.

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Declaração das Aldeias SOS relativa à adopção internacional Durante uma catástrofe como o terramoto no Haiti, imagens de crianças feridas e vulneráveis, com fome ou traumatizados, provocam grandes emoções. As pessoas reagem instintivamente e querem dar a essas crianças o que elas perderam: segurança, amor, uma família solidária e oferecem-se com pedidos urgentes para adopção, o que é compreensível. No entanto, a realidade no terreno é diferente. Vai demorar semanas ou mais, para registar as crianças separadas e voltar a reuni-las com as suas famílias. Vai levar meses para identificar essas crianças, que perderam os seus pais e família e ficaram sem ninguém para cuidar delas. Entretanto, as crianças afectadas pelo terramoto precisam de cuidados imediatos, abrigo, alimentação, água potável, roupas e de pessoas que possam dar-lhes alguma estabilidade. São necessários técnicos sociais com competências e experiência no trabalho com crianças traumatizadas e na minimização do “stress” para restaurar a sensação de segurança e de pertença. As Aldeias de Crianças SOS, em conjunto com outras organizações, iniciaram um programa de emergência para crianças separadas. Este inclui o fornecimento de água potável, alimentos, roupas, atendimento na saúde, o saneamento e a criação de espaços seguros. Dentro das próximas semanas, estes programas de emergência das Aldeias SOS proporcionarão assistência temporária para as crianças separadas das suas famílias. O objectivo principal é o rastreamento das famílias e reintegração das crianças com os seus pais, parentes ou amigos da família que estão dispostos e aptos a cuidar da criança. A validade das relações e da confirmação da vontade da criança e do membro da família para se reunir deve ser verificado caso a caso, para cada criança. Para as crianças sem nenhuma família ou com uma família que não é capaz de cuidar dos filhos, será encontrada a melhor solução possível. Será dada uma atenção especial para manter irmãos juntos. Decisões relativas a adopção ou a qualquer outra forma de solução de atendimento permanente, definitivamente, não deve ser feita como uma resposta imediata à emergência. As Aldeias de Crianças SOS reconhecem a adopção como uma solução de atendimento adequado para as crianças que perderam os pais e que não têm parentes dispostos e capazes de cuidar deles. No entanto, é nossa convicção, que as crianças devem crescer aprendendo a sua língua materna, dentro de sua própria cultura e religião. Só em circunstâncias onde todas as possibilidades locais foram esgotadas, os canais legais próprios seguidos e os princípios fundamentais da adopção internacional, conforme estabelecido pela adopção da Convenção de Haia foram cumpridos, a adopção internacional deve ser conduzida. Neste caso do terramoto no Haiti, deve ser evitada a adopção internacional até que todos os esforços tenham sido empreendidos para reunificar cada criança com a sua família ou a prestação de cuidados adequados no interior do país em conformidade com as normas jurídicas internacionais, tais como, as orientações das Nações Unidas para o Tratamento Alternativo das Crianças.

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Entrevista a Rui Dantas, Director da Aldeia SOS de Gulpilhares Rui, há quantos anos é director da Aldeia de Gulpilhares e o que o levou a vir colaborar com este projecto? Iniciei esta caminhada em finais de 2003, fez em Novembro do ano passado, seis anos. Tendo tido conhecimento da obra através de pessoas amigas, soube que havia uma vaga para director na Aldeia de Gulpilhares, candidatei-me e felizmente fui seleccionado, pois este é um trabalho que adoro fazer. Atendendo ao tipo de instituição e com a formação de base que tenho, pensei que tinha pela frente um grande desafio e que com o meu empenho podia trazer grandes mais-valias para o crescimento da aldeia e de todos os seus pequenos moradores. Continuo a adorar o que faço e espero continuar por longos anos, pois neste tipo de trabalho os resultados apenas se vêem ao fim de muitos anos. Como descreveria uma Aldeia SOS e o seu dia-a-dia? Sempre que acompanho visitas de grupos à aldeia e me colocam a mesma questão, respondo sempre que o funcionamento de uma aldeia e o seu dia-a-dia é como o de qualquer outro lar em qualquer ponto do país. As crianças vivem num ambiente familiar, frequentam as escolas públicas como quaisquer outras crianças, participam em inúmeras actividades, e claro brincam muito, pois os amplos espaços da Aldeia permite-lhes brincar em segurança e de forma saudável. Apesar da Aldeia ser uma instituição e como tal ter uma personalidade própria, em muitíssimos aspectos funciona com qualquer lar de qualquer família nuclear do nosso país, com as mesmas virtudes e defeitos, alegrias e tristezas. Qual a principal função de um director de uma Aldeia SOS? O que gosta mais neste trabalho e que situações é que o marcaram mais? Qualquer director de Aldeia tem que assumir diversos papeis, mas a função de um director é efectivamente gerir o melhor possível a Aldeia, por forma a possibilitar o seu desenvolvimento e crescimento e para isso tem de estar constantemente a acompanhar as crianças e os colaboradores e potenciar o seu crescimento enquanto pessoas. É fundamental assegurar um crescimento saudável das crianças que acolhemos na aldeia, para que tenham uma infância feliz e se preparem para quando jovens adultos alcancem a sua autonomia, com sucesso. Também trabalho a angariação de novos amigos e parceiros para as Aldeias SOS, que são um apoio muito importante para a instituição. 4-Como vê a suas relações com as mães SOS e as crianças? Posso afirmar que a relação que eu tenho com todos os moradores desta aldeia é uma relação de amizade, respeito mútuo, em que cada um respeita as diferenças do outro, procurando sempre que possível chegar a um consenso em qualquer tomada de decisão. É uma relação aberta, também divertida, pois o humor é uma constante nesta relação. Mas quando é necessária uma chamada de atenção mais vigorosa, também acontece, explicando o porquê, sendo geralmente bem aceite e compreendida. Gostaria também de salientar que esta relação tem vindo a crescer e amadurecer ao longo do tempo, pois só o tempo de convivência permite o conhecimento daqueles com quem lidamos diariamente.

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As crianรงas no Haiti precisam da sua ajuda!

Obrigado por abraรงar a nossa obra


As crianças no Haiti precisam da sua ajuda! Caro Sócio, Amigo e Benfeitor As Aldeias de Crianças SOS a nível mundial, estão a trabalhar activamente para ajudar as vítimas do terramoto no Haiti do passado dia 12 de Janeiro, que para além dos milhares de mortos, deixou muitos desalojados. As Aldeias de Crianças SOS, que estão presentes no Haiti desde 1979, com duas aldeias SOS, centros de jovens, escolas e 16 centros sociais, desencadearam de imediato um programa de ajuda de emergência às vítimas do terramoto. Estamos a fornecer medicamentos, água potável, alimentos às crianças e famílias que vivem em comunidades próximas das nossas aldeias e instalações; abrigo temporário na Aldeia SOS de Santo, próxima da capital Port-au-Prince; cuidados e apoio psicológico às crianças que perderam os seus pais na catástrofe e apoio às famílias de modo a reconstruirem a sua vida.

Contribua! A ajuda de emergência que as Aldeias de Crianças SOS estão a prestar no Haiti não seria possível sem a sua solidariedade. Queremos agradecer a todos os nossos amigos que já fizeram uma contribuição para esta causa. Ainda há muito para fazer e cada donativo por pequeno que seja, é muito importante. NIB: 001000000133794000142 indique “Ajuda Haiti”. Para mais informações ligue 21 361 69 50


BOL. 1/10

Sim, quero ajudar as crianças no Haiti... 20

40

50

BPI - NIB: 001000000133794000142 Ao fazer a transferência bancária, por favor indique o seu nome.

Há muito a fazer e cada donativo, por mais pequeno que seja, pode fazer uma grande diferença 25€: comprimidos de purificação de água para um mês. 50€: leite suficiente para um mês para 50 crianças. 100€: 80 caixas de alimentação infantil. 150€: sessões de apoio psicológico para 15 crianças. 250€: refeições para 5 crianças durante um mês. 500€: refeição para uma família (cerca de 9 filhos) durante um mês.

Obrigado pela sua ajuda!


Recorte pelo traçejado para destacar o cupão.

Recorte pelo traçejado para destacar o cupão.

Obrigado pela sua ajuda!


Que situações mais complicadas é que teve que enfrentar e como as resolveu? Geralmente as situações mais complicadas e que implicam maior desgaste emocional, são as situações de conflito latente ou aberto com qualquer criança ou jovem que de vez em quando surgem. Como cada caso é um caso, o que funciona com uma pessoa pode não funcionar com outra, por essa razão referi anteriormente a importância de conhecermos muito bem a personalidade de cada um. Assim, nestas situações opto por conversar e compreender o porquê da atitude em questão e procuro que a criança ou jovem entenda por ele próprio o porquê de determinada decisão. Como vê o desenvolvimento da sua Aldeia e em geral o modelo de acolhimento das Aldeias de Crianças SOS nos próximos anos? Haverá novas áreas de trabalho? Sem dúvida que estamos a assistir a um desenvolvimento muito positivo com reflexo num crescimento evidente e penso que as Aldeias estão a saber adaptar-se às enormes e rápidas mudanças que ocorrem nos dias de hoje, o que nos permite agir e não apenas reagir ao que acontece. Sem dúvida que o nosso modelo de acolhimento continua a ser dos mais adequados para o crescimento de uma criança que não pode ficar com a sua família biológica, pois é o modelo que mais se aproxima da vivência numa família. As Aldeias SOS vão iniciar novos programas, centrados nas crianças e defesa dos seus direitos, com a intervenção junto das famílias biológicas evitando a sua separação e com centros de acolhimento temporário. Como consegue conciliar a sua vida profissional com a sua vida pessoal? Posso afirmar que esta pergunta é difícil de responder, pois vivendo no local de trabalho, por vezes o trabalho vem-nos bater à porta, seja a que hora for. Mas encontro sempre tempo para estar com a minha família biológica e dedicar tempo de qualidade aos meus dois filhos e mulher, seja na Aldeia, seja fora. Em muitas situações os momentos de lazer são passados também com a companhia da pequenada da Aldeia com quem os meus filhos brincam e de quem são amigos. Tem algo mais a acrescentar de relevante na sua vivência na Aldeia de Gulpilhares? Apenas que gosto de ser mais um membro desta fantástica comunidade.

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Notícias das Aldeias "Querido Mudei a Casa" - remodela salão comunitário Entre os dias 17 e 19 de Dezembro, a Aldeia SOS de Gulpilhares recebeu a equipa do programa "Querido Mudei a Casa". O desafio que tinham pela frente era enorme remodelar o nosso enorme salão comunitário. Os colaboradores do programa rapidamente puseram mãos à obra. Nesta remodelação que demorou dois dias e uma manhã, estiveram envolvidas nos trabalhos, cerca de 30 pessoas. Durante estes dias a curiosidade da pequenada era enorme, mas apenas no dia marcado, miúdos e graúdos puderam apreciar o novo e fantástico salão. As crianças mostravam grande alegria, pois este novo salão era do seu agrado e rapidamente começaram a usufruir e a apreciar as mudanças, que na verdade foram enormes. De um salão pouco acolhedor, passamos para uma fantástica sala com três divisões, uma para cinema e televisão, outras para estudo e uma outra para jogos diversos. Com o novo sistema de ar condicionado a sala aquece muito mais rapidamente para que todos possam confortavelmente desfrutar deste espaço que é de todos e para todos. Queremos agradecer o enorme apoio da Duracell, que foi quem despoletou todo o processo e o nosso bem-haja para a Patrícia Alves (Duracell), Sofia Carvalho (apresentadora), Ana Rita Soares (decoradora) e a toda a equipa deste programa, que realizaram um verdadeiro milagre, nesta fantástica remodelação do salão. O nosso muito obrigado, as crianças da Aldeia SOS de Gulpilhares podem agora conviver num espaço bastante alegre, agradável, confortável e acolhedor.

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Este boletim tem o apoio:

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CONVOCATÓRIA Ao abrigo do nº1 do artigo 17º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária da Associação das Aldeias de Crianças SOS de Portugal, para a reunião no dia 28 de Março de 2009, pelas 15 horas, na Rua José Dias Coelho nº40, r/c dtº, com a seguinte ordem de trabalhos:

O Centro Social Arco Íris, valência das Aldeias SOS dedicada aos seniores completou recentemente 18 anos de vida. No último ano, realizaram-se obras de renovação, com a criação de novos espaços para os utentes (ginásio, sala actividades, jacuzzi, etc.) e a ampliação da capacidade máxima de lotação abrindo assim a possibilidade de integração de mais utentes estando presentemente a aceitar novas admissões. Esta valência, enquadrada numa área envolta de grandes jardins, com vista para o mar e para a serra é uma residência de génese familiar, com uma equipa de recursos humanos diversificada e especializada visando a promoção de uma efectiva qualidade de vida com um serviço de excelência adaptado às necessidades individuais.

- Apreciação e aprovação do Relatório de Contas do ano 2008. - Substituição do lugar de Presidente da Assembleia Geral, vago desde 18 de Abril de 2008 por falecimento da Dra. Palmira Cabrita Matias – nomeações. - Análise de assuntos de interesse geral.

A Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Dra. Maria do Céu Mendes Correia

Para a Páscoa das CRIANÇAS das ALDEIAS SOS envio a minha oferta de € Sócio nº Nome

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Transferência bancária: Totta - 001800000096372000171 Millenium BCP - 003300005003849595205

Por favor preencha para que nos seja possível enviar o recibo.

Proprietário e Editor: Aldeias de Crianças SOS Fundadora: Drª. Maria do Céu Mendes Correia Directora: Drª. Maria Teresa Costa Santos Redacção e Administração: R. José Dias Coelho nº40 R/c Dto. 1300-329 LISBOA Tlf: 213 616 950

Tiragem: 14 000 exemplares Depósito Legal nº 3573/83 Nº104519 inscrição do Inst. Com. Social 9/7/76 Composto e Impresso: Gigaresma - R. Vale Formoso nº39 1900-826 LISBOA

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