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ÍNDICE...

Ford Fusion: seu sonho transformado em realidade .............................................. 12 Renault Master Chassi Cabine Furgão: a combinação forte dos utilitários .......... 16 Peugeot 308 é apresentado na Argentina ............................................................. 18 Shows “espetacnológicos” marcam lançamento do Civic 2012.................... 20 Fosco: Ter um “batmóvel” é mais fácil do que se pensa........................................ 24 Opinião: Cuidado: suicidas sobre duas rodas, por Cláudio Dalla Benetta ......... 30 Entrevista: Liciane, o rosto por trás das grandes realizações ............................. 32 Sombra e água fresca para o seu carro... ............................................................. 38 Trilheiros: aventuras dentro do quintal .... ............................................................. 44 Asupel completa 35 anos e renova compromisso com história de Foz ...... 48

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Lei Seca - Carnaval sim, mas sem folia nas estradas e ruas ............................. 50 Curtindo a vida Sobre Rodas: Montanhas Rochosas e a impressionante beleza natural ................................................. 52 Ministros Paulo Bernardo e Maria do Rosário estão novamente aptos para dirigir ................................................... 58


QUEM ESTÁ “SOBRE RODAS”

Diretora Geral: Abilene Rodrigues – MTB: 6980 – PR Edição e Reportagem: Abilene Rodrigues e Daniela Valiente Arte: Rogger Sotti Fotografias: Erick Gonçalves, Herivelto Batista e Kiko Sierich Revisão: Douglas Furiatti Colaboradores: Cláudio Dalla Benetta, Douglas Furiatti, Gustavo Martins, Jean Sobroza, Omar Ellakkis e Quésia Cristina da Silva Dias. Departamento Administrativo: Samuel Félix Anuncie: www.revistasobrerodas.com.br ou e-mail para revistasobrerodas@hotmail.com Rua: Ypacarai, 74, Vila Paraguaia Foz do Iguaçu – Paraná (45) 3025-6024 ou (45) 9123-5461 A Sobre Rodas é uma publicação periódica mensal produzida pela Abilene Comunicações e Edições LTDA. Todos os direitos devem ser reservados. Artigos assinados são de responsabilidade de seus respectivos autores. Tiragem desta edição: 3.000 exemplares

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Editorial

Carteiros, eles vivem sobre rodas...

Em 25 de janeiro foi comemorado o Dia do Carteiro. A revista não poderia deixar de homenagear esses profissionais, que trabalham sobre rodas, sejam elas motorizadas ou não. Faça sol ou faça chuva, no caso de Foz do Iguaçu, debaixo de muito calor, passam o dia levando cartas, contas e qualquer outro tipo de correspondência para milhares de pessoas. Na cidade, os cem carteiros são responsáveis por entregar 50 mil objetos por dia. Para cumprir a meta, cada carteiro precisa entregar 500 correspondências diariamente. Em todo o Brasil, 50 mil profissionais dão conta da distribuição de 35 milhões de objetos por dia. Além da distribuição das correspondências, são eles os responsáveis pela difusão de importantes campanhas governamentais de conscientização da população: combate à dengue, aleitamento materno, doação de sangue e de medula óssea, entre outras. Não é para menos que se tornou uma das profissões de maior credibilidade junto à sociedade brasileira. Em 2012, outra grande ação de cidadania terá a participação dos carteiros. Todos os pacientes que passarem pela rede hospitalar pública receberão, em casa, uma carta-resposta, batizada de Carta SUS, para poderem avaliar o atendimento recebido. A Carta SUS, que será entregue pelos Correios, terá porte-pago, ou seja, seu envio não terá nenhum custo para o usuário. A profissão foi criada no Brasil em 1663, por Luiz Gomes da Matta Neto, que já atuava em Portugal. Ele era responsável apenas pelas correspondências da corte real. Depois de quase 200 anos, a Empresa de Correios começou a entregar todos os tipos de correspondências, sobretudo em domicílio. Entretanto, nesses quase 350 anos de atividades, muita coisa mudou. Os serviços ficaram mais rápidos e eficientes. Com o Sedex, serviço de encomenda expressa, é possível entregar uma mercadoria em outro estado até no mesmo dia. Por outro lado, ainda há distritos onde não há atendimento domiciliar, cujos moradores resgatam suas cartas na paróquia local. Nem com a internet e o correio eletrônico, o trabalho dos carteiros diminuiu. As caixinhas de correspondências não perderam suas funções. Estão sempre abarrotadas de publicidades, periódicos e faturas. Contudo, mesmo em proporções menores que em outras décadas, ainda comportam cartas de longe, daqueles parentes mais românticos ou amigos que ainda não aderiram à tecnologia e preferem escrever cartas. Até mesmo para os modernos, que adoram fazer compras virtuais, elas só chegam por causa dos carteiros. Como os carteiros são os principais agentes do processo de distribuição de cartas e encomendas, no final de 2011 o Ministério das Comunicações editou portaria que estabelece metas de ampliação do serviço de distribuição. Hoje 82% da população contam com a distribuição postal externa; nos próximos quatro anos, o total deverá chegar a 85%. Para atender à demanda, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos investiu R$ 93,6 milhões na aquisição de mais de seis mil veículos. Apesar das conquistas, os profissionais ainda têm algumas reivindicações. Pedir para os cachorros pararem de atacar é praticamente impossível. Todo ano, aqui na cidade, são registrados pelo menos dez casos. E como Foz do Iguaçu é muito quente, a ideia é diminuir o horário à tarde e concentrar o maior volume de trabalho pela manhã.

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Leitor 1ª Habilitação Parabéns Carteiros - 25 de Janeiro "Dia do Carteiro"

Besa Dias Filho é só felicidade depois que conseguiu tirar a Carteira Nacional de Habilitação.

Parabéns por esta profissão tão admirada e respeitada pelo povo brasileiro. Mesmo com todas as dificuldades encontradas como: sol, calor, frio, chuva, cachorros, falta de numeração, estresse..., trabalham sempre com alegria e bom humor. Parabéns a um carteiro em especial, meu marido Marcos Antonio Zvir. Paula Rodrigues da Silva Zvir

.........

......... Conquista... O carro na cor e no modelo que eu sonhava. Enviado por Rafaela Cerqueira Diniz

Só elogios

Começamos o ano muito bem! Só elogios à edição de janeiro, e o caminho é esse cada dia melhor.

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Vitrine

Luva por R$ 230,00 é na Pico motos

Pneu Race King 2,0 aro 26 ou 29 por R$ 120,00, só no Armazém da Bike

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Tecnologia e Sofisticação Com design inovador, aliado a tecnologia e segurança, o Fusion é a personificação do carro dos seus sonhos

Ford Fusion, seu sonho transformado em realidade

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oje falar em modernidade é também trazer a tecnologia e o design como ferramentas importantes na hora de optar por uma marca e um carro. A Ford superou e reuniu acessórios, itens de segurança, modernidade, conforto e confiança num único modelo: o Fusion. Completo, o carro está envolto em tecnologia e traz desde itens fundamentais de segurança, como freios ABS e EBD nas quatro rodas, até potência em suas duas versões. Com seis airbags e motor 3.0l

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V6 de 243cv, o Fusion também reúne a elegância dos clássicos e esportividade. O resultado é a sofisticação. Com visual moderno e vibrante, a personalidade é marca registrada do veículo, que possui amplo espaço interno e acabamento superior para o máximo bem-estar. O Fusion ainda comporta faróis com lentes escurecidas com acendimento automático, lanternas traseiras e tampa do porta-malas com régua cromada e luzes de freio integradas.


O conforto foi cuidadosamente estudado. Os bancos dianteiros elétricos oferecem dez posições para o motorista – incluso o ajuste lombar elétrico – e quatro posições para o passageiro. Visibilidade Itens como o computador de bordo e o piloto automático com comandos no volante oferecem sofisticação e mais tecnologia a serviço da segurança. Entre os itens mais modernos estão ainda o chamado Blind Spot Monitoring BLIS® com Cross TrafficAlert (sistema de monitoramento de ponto-cego com alerta

de tráfego cruzado). O BLIS® alerta sobre a presença de um veículo no ponto-cego do espelho retrovisor externo, por meio de aviso luminoso no espelho correspondente. O Cross Traffic é um sistema que ajuda o motorista em manobras de marcha à ré, identificando a aproximação lateral de um carro. A tecnologia é a porta de entrada para o Fusion, que também surpreende com sistemas inovadores. Por ser um veículo projetado nos seus mínimos detalhes, a qualidade está presente em cada detalhe, proporcionando uma experiência única ao dirigir – seja na escolha dos materiais e no acabamento, nas tecnologias aplicadas e nos itens de conforto e segurança oferecidos. Tanta qualidade só poderia trazer tranquilidade ao consumidor brasileiro: são três anos de garantia total, sem limite de quilometragem. Quer fazer um test drive? Visite a Autoeste, concessionária Ford em Foz do Iguaçu, na Avenida JK, 2014. O telefone é (45) 3520-9900.

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Trabalho e Conforto Opções e dimensões variadas atendem às diferentes necessidades do mercado com um veículo ideal a todos os tipos de empresa.

Renault Master Chassi Cabine e Furgão, a combinação forte de utilitários

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ersatilidade é uma das principais características de um carro quando a preocupação é com espaço e design. Assim é o Renault Master Furgão, que alia espaço e segurança à robustez dos utilitários. O Renault Master Furgão apresenta três opções de comprimento e duas de altura, que atendem às principais necessidades de cada tipo de negócio. Com câmbio de seis marchas e freio a disco nas quatro rodas, os furgões são valentes também quanto à potência, com motor de 2.5dCI, o que propicia ainda

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mais economia. O veículo custa a partir de R$ 82.900,00. Os modelos variados apresentam volume de carga de 8m³ a 12,6 m³ e podem transportar uma carga útil de 1.650 quilos. O design visa também a mais conforto para quem depende do furgão para fazer cargas e descargas. Suas portas traseiras têm abertura de 270º (opcional). Dentro do mesmo conceito está o Renault Master Chassi Cabine. Exclusivo para carrocerias específicas, é a opção ideal a empresas e atividades que precisam de caçamba, baú ou outras


adaptações, com capacidade para carga útil de 1.809 quilos. Com modificações inteligentes, como o câmbio no painel, o modelo ainda apresenta conforto a bordo. Versões São três versões de carroceria, que combinam com três comprimentos de chassi e dois de altura. O comprimento adequado e a altura interna facilitam o carregamento e a acomodação da carga no furgão. Os acessórios apresentam tapetes

de borracha, kit alto-falante, rádio com CD e MP3, kit engate, faixa de proteção lateral, sensor de estacionamento e barra de teto transversal. Com carroceria monobloco construída em aço, o furgão possui um motor de quatro tempos a diesel, quatro cilindros em linha, resfriados a água sob pressão, com vaso de expansão. A garantia é de três anos ou cem mil quilômetros e seis anos anticorrosão. O veículo é uma opção inteligente para quem quer agilidade e força em seu negócio.

Para saber mais detalhes da Master, visite a Open Veículos, concessionária Renault em Foz do Iguaçu. Rua Nelson da Cunha Júnior, 300 Para agendar um test-drive, basta ligar (45) 3576-5000

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Lançamento

Peugeot 308 é apresentado na Argentina

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marca francesa lançou em janeiro, no Hotel Lou Suites, em Puerto Iguazú, na Argentina, o modelo 308. O evento contou com a presença de diretores de todas as concessionárias Peugeot. No Brasil, o veículo deve ser apresentado ainda no primeiro trimestre. O hatchbach será fabricado no país vizinho em três versões de acabamento (Active, Allure e Feline) e motorização. Ainda que o carro tenha sistema de

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transmissão da versão 307, o design é inovador. Segue as tendências dos lançamentos mais recentes da Peugeot, com direito a faróis auxiliares com LEDs na configuração mais cara. Todas as versões do 308 contam com ar-condicionado, airbag duplo frontal, computador de bordo, freios com sistema antitravamento (ABS) e distribuição eletrônica de frenagem, rodas de liga leve de 16 polegadas, volante revestido em


couro, travas elétricas com acionamento central e vidros elétricos nas quatro portas. Na versão Feline, considerada a mais luxuosa, os bancos são de couro, o arcondicionado é digital, há piloto automático, sensor de estacionamento traseiro, controle eletrônico de estabilidade (ESP), luzes

auxiliares com LEDs, alarme, GPS e airbags laterais e do tipo cortina. Mais informações na Chanson Veículos, concessionária Peugeot em Foz do Iguaçu. Na Avenida JK, 1578, ou pelo telefone (45) 3521-7000, ou pelo site: www.chansonveiculos.com.br

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Novidade

Shows "espetacnológicos" marcam lançamento do Civic 2012

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nona geração do Honda Civic chegou com toda a pompa e a circunstância que o carro merece. Uma maratona de apresentações marcou o lançamento do veículo mais esperado dos últimos tempos em todo o Brasil. Em Foz do Iguaçu, shows “espetacnológicos”, organizados pela concessionária Honda Enjin, no Cataratas JL Shopping, marcaram a chegada do Civic 2012. Os espetáculos comandados pelo grupo Todoroki Daiko apresentaram

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uma tradicional performance de tambores japoneses. Centenas de pessoas, de todas as idades, compareceram ao show para conferir de perto as alterações no carro. Inclusive as novidades que realçam a beleza do design externo aperfeiçoam ainda mais o já consagrado conforto interno e incorporam dispositivos tecnológicos até então inéditos na categoria dos sedans médios. Durante a semana de lançamento


do veículo todos os clientes que foram até a Enjin foram recepcionados com um coquetel e champanhe “Muitos clientes encomendaram o carro muito antes de vê-lo, pois confiam na marca e já eram apaixonados pelo veículo”, contou o gerente da concessionária em Foz, Marcelo Feix. Um deles foi o advogado Ademar Montoro. Ele tem Civic há seis anos e, questionado sobre quais serão seus próximos carros, diz: “Sem dúvida um outro Civic”. Montoro foi um dos primeiros a pegar as chaves do modelo 2012. “Sempre gostei de carros grandes, confortáveis e potentes. Desde que conheci o Civic, não tive dúvidas de que seria o meu carro.” Para ele, a nona geração esta ainda melhor. Além do conforto e da beleza interna e externa, foram sanados os mínimos defeitos do carro, como o porta-malas. “Nenhum carro tem painel tão bonito quando ao do Civic. Para mim, o único defeito era o porta-malas um pouco baixo, mas nesta versão nem isso é defeito, pois a montadora aumentou o espaço”, disse. O porta-malas automóvel aumentou de 340 litros para 449 litros. O tanque de

combustível também cresceu: de 50 litros para 57 litros. Depreciação e bom atendimento Outra vantagem do carro, de acordo com seus donos, é a baixa depreciação se comparada a de outras marcas. E para o advogado, no caso de Foz do Iguaçu, outro quesito que soma ponto na hora da escolha é o bom atendimento oferecido pela equipe. “Na Honda Enjin a equipe é muito dedicada, desde a recepcionista até o gerente Marcelo. Eles me recebem com festa toda vez que chego à loja”, completou. Outro apaixonado pelo carro é o empresário Ademir Volpato. Ele é motorista de Honda Civic desde 2000. “Com mais este 2012 que comprei, hoje tenho três Civics na minha garagem”, revelou.

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Economia Um dos diferencias do modelo é o botão ECON que quando acionado configura o veículo para uma condução mais econômica. E para os mais esportivos, o Civic 2012 ganhou teto-solar na versão EXS e está ainda mais potente. É o i-VTEC 1.8 SOHC Flex, que produz 140cv a 6.500rpm, com a utilização de álcool, e 139cv com gasolina. O Civic 2012 é comercializado a partir de R$ 69.700,00.

Visite a Honda Enjin e conheça o Civic 2012, na Rua José Maria de Brito, 890. Telefone (45) 2105-3100.

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Fosco Você quer um carro, moto, caminhonete, picape ou até mesmo um caminhão exclusivo e cheio de personalidade? Aquele capaz de, literalmente, parar o trânsito para todo mundo olhar? Isso é possível e muito simples

Ter um "batmóvel" é mais fácil do que se pensa

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tendência que começou entre os americanos e europeus está tomando conta das ruas e avenidas da Tríplice Fronteira: são os veículos com pintura fosca. Apesar de hoje haver várias opções de cores, como branco, vermelho, amarelo e cinza, ter um carro preto fosco, o chamado “batmóvel”, igual ao homem morcego é a principal pedida. Inclusive virou “febre”, até entre as personalidades do mundo pop. O cantor pop Justin Bieber é um dos que desfilam abordo de um

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Cadillac CTS-V preto fosco. Para transformar um carro comum em “batmóvel”, não precisa tinta ou pincel. “A transformação é feita com uma nova técnica onde é aplicado um adesivo especial na lataria”, revela Carlo Console, da Skin Mania. A empresária Ângela Bondan aderiu à novidade. Proprietária de uma loja de acessórios, queria deixar a picape da empresa personalizada. “Antes era comum, mas depois da plotagem – como


é chamada a técnica – o veículo ganhou ares mais despojados, mas, ao mesmo tempo, inusitado. Muitas pessoas param para olhar o carro, querem passar a mão, e ficam espantadas quando digo que não é tinta”, conta. O consulto de informática Tiago Vaccari é um apaixonado por carros, principalmente os exclusivos. Proprietário de um Ford Fiesta há cinco anos, sempre procura inovar, seja nas lanternas ou rodas. Alterar apenas alguns itens estava ficando pouco. Ele queria mais. “Procuro fugir da mesmice e imprimir um pouco da minha personalidade no meu automóvel”, diz. O Fiesta, antes metálico, ganhou um adesivo fosco vermelho de fibra de carbono. “É impressionante como as pessoas param não somente para olhar, mas também para tocar. Desperta a curiosidade”, relata. Em Foz do Iguaçu, a Skin Mania é especializada em “envelopar” frotas. Até pouco tempo, o interesse era mais por parte de empresas. “A ideia é colocar

adesivos das marcas e logos, mas agora o ‘bum’ do momento são os adesivos foscos”, afirma Carlo. Aplicação De acordo com Carlo, aplicar o adesivo é um trabalho artesanal. Importado, o adesivo é colado na lataria e moldado com a ajuda de um soprador térmico, espécie de secador de cabelo cuja temperatura pode chegar a 630º Celsius, e uma espátula. Há todo este cuidado, pois, no caso de instalação malfeita, o adesivo pode soltar em pouco tempo. Entretanto, se o “envelopamento” for bem-feito, somado aos cuidados necessários por parte do proprietário, pode durar até quatro anos. Proteção A aplicação do adesivo deixa o veículo com ar misterioso, e, ainda, ajuda a proteger a pintura original. “No caso de carros novos, resguarda a lataria de riscos

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e raios solares. Também pode ser uma solução barata para deixar mais bonito aquele todo riscado”, relata Carlo. Contudo, o motorista precisa dar uma atenção especial à nova cor. Os cuidados começam antes mesmo da plotagem. Caso a lataria esteja amassada, os defeitos serão realçados. Uma vez instalado, o adesivo requer outro tipo de cuidado. Na hora de lavar o carro é bom evitar máquinas de alta pressão, expor o carro ao sol, e o uso de substâncias agressivas, como solventes, que podem desbotar a cor. “O ideal é lavar apenas com água e sabão”, lembra. Caso o proprietário não goste do resultado e opte por retirar, é recomendado procurar ajuda de especialistas. “Se for puxado de mau jeito, pode até arrancar a tinta do carro”, salienta Carlo. Para transformar o veículo, o proprietário precisa desembolsar de R$ 1.200 a R$ 3.000. O tempo de serviço pode chegar a três dias. Documento ou multa Conforme o Código de Trânsito

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Brasileiro, os motoristas podem alterar a cor de seus automóveis, contudo, caso a mudança seja superior a 50% da cor original, é preciso fazer alteração nos documentos. O despachante Ivan Pias lembra que caso o carro seja da cor do adesivo escolhido, não é necessário trocar o documento, mas se o proprietário de um modelo vermelho, por exemplo, aplicar um cinza-fosco em seu automóvel, deve informar ao Departamento de Trânsito (Detran) da sua cidade. O procedimento para mudar o “nome fantasia” custa R$ 220 nos despachantes ou R$ 175 no Detran. Pias alerta que quem não fizer essa mudança corre o risco de receber uma multa de R$ 191,56, somar sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ter o carro apreendido. Além da dor de cabeça e do prejuízo, o motorista desligado ficará alguns dias sem rodar com o veículo, que é considerado o último grito da moda no exterior.


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Papo Entre Nós

Radares não precisam mais de sinalização. E faz sentido! U

ma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada no fim de dezembro extinguiu a necessidade de sinalização nos locais onde há radares, de qualquer tipo, em vias urbanas e rurais. Medida bastante polêmica, naturalmente ela divide a opinião de motoristas e pedestres. No meu entender, foi acertada a decisão do Contran, afinal quem conduz veículos deve respeitar o limite de velocidade estabelecido para cada via – como determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) no seu artigo 61 (A velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de sinalização, obedecidas suas características técnicas e as condições de trânsito.). Ao longo dos cinco anos em que foi obrigatória a sinalização dos locais fiscalizados eletronicamente, os motoristas diminuíam a velocidade apenas nos trechos com radar, excedendo o limite antes e depois deles. Desta forma, os equipamentos serviam apenas para flagrar os desavisados e alimentar a “indústria da multa”. A partir de agora isso deve mudar. Embora permaneça a necessidade de os dispositivos eletrônicos estarem às vistas dos condutores — e não escondidos —, o alcance deles permitirá saber quem desrespeita o CTB e põe em risco a segurança no trânsito. Veja, caro leitor, para não ser flagrado você não precisará fazer nada mais do que cumprir a lei. Portanto, quem critica a medida do Contran dá a entender ter a prática de sempre cometer aquela infração. O ideal seria que todos respeitassem a velocidade estabelecida, assim como utilizassem o cinto de segurança, não falassem ao celular dirigindo, não furassem o sinal vermelho, enfim, cumprissem toda a legislação. Mas basta observar o dia a dia no trânsito para verificar o quanto o CTB é ignorado. E mais, ter noção de quantos riscos os comportamentos inadequados geram. As estatísticas sempre apontam o excesso de velocidade como uma das principais causas de acidentes e mortes no trânsito. Muitos motoristas parecem não se importar, talvez por se considerarem ases ao volante. E esse é o problema, porque a confiança em demasia faz os inconsequentes adotarem atitudes perigosas e fatais a todos ao seu redor. Então, por concordar com a máxima “é preciso tomar cuidado por você e pelos outros”, apoio totalmente a resolução do Contran.

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Douglas Furiatti é jornalista e autor do blogue Papo Entre Nós (www.papoentrenos. blogspot.com). E-mail: douglasbob@ hotmail.com.


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Opinião

Cuidado: suicidas sobre duas rodas O para-choque do motoqueiro é sua testa, protegida ou não pelo capacete. E, prosseguindo na analogia, a lataria são suas próprias pernas, essas sempre sem proteção. E, no entanto, mesmo com o frágil esqueleto exposto aos azares do trânsito, o motoqueiro padrão põe fé na máquina e acelera, ziguezagueia, corta, costura, poda pela direita ou pela esquerda, feito louco, feito selvagem do asfalto. Na insanidade do suicida, subverte toda a legislação que regula o comportamento de homens e máquinas numa sociedade civilizada. E subverte até as leis da física. Observe que, quando o sinaleiro fecha, de trás surge o motoqueiro, conquistando rapidamente posições. E, se não consegue ir lá à frente, se espreme entre os carros, mesmo que atravessado na pista, a centímetros do carro de trás, como se moto e homem não ocupassem um lugar no espaço. Age como o espertinho que fura a fila, mas acelera para o motor roncar forte e afirmar seu direito de estar ali. Em sua esperteza, em sua manha, o motoqueiro só não consegue driblar as leis da probabilidade. Quem se arrisca, em qualquer jogo, nas cartas ou nas ruas, tem mais chances de perder do que de ganhar. O motoqueiro é o perdedor nato. As estatísticas macabras indicam que, em média, morrem 23 motoqueiros por dia no Brasil. Em outro indicador, os acidentes envolvendo motos já representam um quarto do total. Há dez anos, mal chegavam a 10%.

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Cláudio Dalla Benetta é jornalista. E-mail: cbenetta@ gmail.com


Um estudo da Confederação Nacional dos Municípios, de 2008, conclui que esse aumento na participação dos motoqueiros no total de acidentes se deve tanto ao crescimento da frota de duas rodas como “à irresponsabilidade dos motociclistas e às brandas leis (de trânsito) que vigoram no País”. Naquele mesmo estudo, Foz do Iguaçu aparece entre os 50 municípios brasileiros com maior número de mortes no trânsito, embora não figure entre os municípios com maior índice de acidentes em relação à população. E essa discrepância se explica, em parte, porque a letalidade, no caso de acidentes com motos, é elevada. E Foz do Iguaçu já tem 27 mil motocicletas, sem contar as dos paraguaios ou registradas no país vizinho. Foz é, também, uma das muitas cidades no Brasil onde funciona o serviço de mototáxi, aquele que, ao levar o passageiro, traz para ele as mesmas probabilidades estatísticas de ser vítima de um acidente com gravidade. E como diminuir essas estatísticas? Com conscientização. Com fiscalização. E multas, porque essas também doem, às vezes até mais do que uma pancada. Enquanto isso não for feito a sério, a barbárie vai continuar.

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Entrevista

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Liciane, o rosto por trás de grandes realizações

m meio a uma agenda lotada, a empresária Liciane Neumann recebeu a equipe da Sobre Rodas, no escritório de sua construtora, para falar um pouco sobre a época em que foi primeira-dama e implantou vários programas sociais na cidade; a rotina como empresária; política; e perspectivas para Foz do Iguaçu. Embora seja advogada e responsável pela área administrativa na empresa, Liciane é daquelas que colocam a mão na massa mesmo. Quando preciso, ajuda a limpar as obras, fazer jardins. Segundo ela, o lema é: “Para eu mandar, eu preciso saber”. Com simplicidade, até divide bandeco com os pedreiros. Confira a entrevista:

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SR: Liciane, você cuida da parte financeira da construtora, no mercado há 14 anos, mas quando preciso coloca realmente a mão na massa? LN: Comecei a trabalhar muito cedo. Com nove anos já tinha três empregos. Aprendi que não se deve ter vergonha de nada. Às vezes as pessoas olham e dizem, “ela é a proprietária e está fazendo isso”? Não acho errado. No meu contexto é um orgulho poder ajudar a lavar ou fazer floreira numa obra para que possa ser entregue no prazo. Eu me sinto bem. Somos uma grande família. Se precisar colocar a mão na massa, coloco mesmo. E passei isso para os meus filhos. Não tenho a ideia de hierarquia. SR: Quando foi primeira-dama, era muito jovem e tinha dois filhos pequenos. O que tirou de positivo dessa experiência? LN: Tinha 21 anos quando meu marido (Alvaro Neumann) foi prefeito. Procurei fazer o melhor, pois os cargos públicos passam. São apenas quatro anos, mas muitas pessoas acham que é eterno; eu não. Era muito jovem e idealista. Não queria apenas ser uma mulher de prefeito. Tinha ideia de trabalhar com menores carentes. Um trabalho preventivo. Nesse contexto, assumi o Provopar. Com raras exceções dos cursos que existem hoje como corte e costura, cabeleireiros, manicure e pedicure foi eu que implantei. Para minimizar o sofrimento dos menores de rua, fui a São Paulo conhecer alguns projetos e adaptei para a realidade de Foz, uma cidade única. Comecei um trabalho pequeno, mas foi crescendo. Na época o Provopar era um programa de voluntariado e ninguém tinha salário, e por isso um pouco restritivo. Então, criamos a Secretaria Municipal da


mais de R$ 90 milhões; hoje, são mais de R$ 300 milhões por ano.

Criança, a primeira do interior do Brasil, porém não fui secretária. Não podia criar uma secretaria para eu assumir. A ideia era dar continuidade aos programas independente do prefeito. Me decepcionei um pouco, mas aprendi que com vontade política é possível fazer muita coisa. Tínhamos um orçamento mínimo. Em quatro anos o município arrecadou pouco

SR: Qual o legado? LN: Implantamos 11 equipamentos de SOS Criança, Casa Abrigo para crianças violentadas, Casa Apoio, Horto Municipal, e desenvolvemos trabalhos com as crianças. Começamos atendendo 500, mas quando entregamos, cinco mil meninos e meninas carentes estavam sendo beneficiados pelos programas. Prova que é possível fazer. Basta ter comprometimento e boa vontade. Não tínhamos vergonha de pedir. Ressalto que não fiz nada sozinha. A equipe era maravilhosa. Infelizmente esse trabalho não teve continuidade. Hoje era para Foz não ter mais esses problemas. Foi uma pena não haver essa visão. Alguns projetos como a Casa Abrigo acabaram; outros, como o SOS Criança, é mantido pela secretaria. Na época da implantação chegamos a ser referência para o país. SR: Você foi candidata a deputada

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estadual e a vereadora, pelo PSB, mas não se elegeu. O que deu errado? LN: Não deu errado. Foi uma grande experiência. Fiz uma votação expressiva, fiquei como suplente. O principal é porque fiz campanha sem dinheiro. Não faço política como a maioria, onde é preciso ter muito dinheiro e cabos eleitorais, pois são compromissos que você assume. A partir do momento que alguém te doa algo é difícil não querer algo em troca. Sempre fui muito cautelosa. Se for para me eleger, quero chegar ao poder de forma descomprometida e realmente poder colocar em prática as ideias que prego. Depois fui convidada para coordenar

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a campanha do deputado Reni Pereira. Nunca tinha apoiado ninguém e acabou sendo minha grande decepção, pois você não precisa prometer nada, mas se o fizer, cumpra! Como candidata a vereadora, também fiz uma votação grande. Foram quase dois mil votos, mas não consegui entrar. SR: Você deixou o PSB e está agora no PMDB. E hoje se cogita a possibilidade de sair a vice-prefeita e até prefeita. Como você vê isso? LN: Estava no PSB, e a única convicção era sair do partido. Algumas siglas me procuraram, mas acabei me filiando ao PMDB. Sobre a vice-prefeitura, brinco


que o cargo está mais concorrido que vestibular de medicina. Todo mundo quer ser vice do Jorge Samek. SR: Você acredita que o Samek seja o nome ideal? LN: Eu particularmente acho que o melhor candidato para Foz do Iguaçu é o Samek, por uma série de razões. Foz é uma cidade que depende muito do governo federal, pois apesar de ser do interior tem todos os órgãos federais e está numa região de fronteira. E o Samek tem um trânsito muito grande em Brasília, e com isso poderia viabilizar muitos recursos. Nunca houve um investimento tão grande por parte do governo federal, mas ainda precisamos mais. Como cidadã e pesso a que gosta de Foz, acredito ainda no potencial desta cidade. Quando deixar de acreditar, preciso me afastar definitivamente da política. A política não é um negócio, mas um instrumento para mudar a vida das pessoas, sobretudo das crianças. SR: A cidade teve um avanço muito grande nos últimos anos,

principalmente em algumas áreas, como a construção civil. As pessoas têm mais poder aquisitivo e melhor qualidade de vida. Na sua opinião, qual é o grande desafio para o município? LN: Foz não precisa reinventar a roda. Tem a maior indústria que é o turismo, mas precisa ter uma concepção turística. Quando recebemos alguém em nossa casa, colocamos a melhor toalha e o melhor lençol, vamos ao mercado e compramos comidas gostosas e a louça mais bonita, pois a visita precisa se sentir bem, mas em Foz não tem isso. Não é bonita, não há muitas opções de lazer e atrativos, fora os principais como as Cataratas e Itaipu. Um dos pontos que ainda precisamos investir muito é o turismo, pois quando se investe nesta área todo mundo ganha. Paralelamente, a prefeitura é uma das maiores empresas da cidade, por isso precisa ser administrada como uma empresa, com metas e objetivos, sem esquecer da visão social. Tivemos muitos avanços, mas ainda é preciso investir.

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0,07/km

Thomas, o Fusca ecologicamente correto

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Fusca sempre foi objeto de aventuras curiosas. Na onda dos ecologicamente corretos, ele não poderia ficar fora. Alunos da Universidade Tecnológica do Paraná transformaram um exemplar de 1982 no simpático Thomas, transformando o antigo motor a combustão numa moderna máquina sustentada por energia elétrica. Assim como Herbie, Thomas, o “Ecofusca”, já parece ter nascido com personalidade própria, assim como desejavam os autores da proeza, os estudantes Bruno Masaharu Shimada, Danilo Yamazaki, Diego Francisco de Carvalho Rodrigues, Fernando Luiz Buzutti, e Marcelo Shinji Otsuka, ao projetarem o carro no início do ano. A inspiração veio em cima de esboços já realizados pelo engenheiro

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elétrico londrinense Jilo Yamazaki, que sonhava na década de 80 com um carro movido a energia. A adaptação dos estudantes permitiu que fosse instalada em Thomas uma unidade elétrica de 15cv no lugar do motor refrigerado, com 50cv. O automóvel também ganhou 25 baterias de chumbo-ácido no banco traseiro, o que propicia uma autonomia de 60km a cada oito horas de recarga. Nada impressionante? Mas quando falamos em gastos, Thomas lidera gastando módicos R$ 0,07 por quilômetro, contra R$ 0,26 de um carro comum. Quem achava que a potência limitaria a locomoção se enganou. Os estudantes afirmam que o Fusca é capaz de rodar em vias urbanas com mais disposição, mesmo com sua velocidade limitada a 60km/h.


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Sombra e Água Fresca

Novo produto alia tecnologia e versatilidade para a proteção de veículos

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excesso de calor e o Sol durante o verão são uma perigosa combinação tanto para as pessoas quanto para seus carros. Expostos ao tempo, o desgaste da pintura é inevitável e merece atenção e cuidados especiais não somente durante aquela estação. Carros expostos ao clima, fora das garagens, recebem não apenas o sereno, mas também calor e intempéries como chuvas e granizo. Uma opção diferenciada no mercado começa a ganhar espaço como opção alternativa e moderna. O chamado Sombrafix é um sistema de módulos de sombreamento até então visto somente em grandes estacionamentos. Agora, representado pela Paraná Decorações, o novo sistema chega aos

domicílios. Ele permite que vários módulos de diferentes tamanhos possam ser instalados em diversas áreas, de acordo com a necessidade. Com estruturas leves produzidas com material de alto padrão, os sombreadores Sombrafix também propiciam conforto térmico, além de proteção. Elaborados com uma tela leve, permitem que o ar circule normalmente após sua instalação, reduzindo em até 50% a temperatura de um carro estacionado sob os sombreadores. Com design exclusivo, o sombreador ainda garante máxima estabilidade e proteção, além de aproveitamento do espaço com seus módulos, o que permite uma instalação com maior aproveitamento de espaço. A durabilidade do produto, que conta com bases de metal reforçado, também representa uma vida útil maior e menores gastos, pois a reposição da tela é feita após longos intervalos. As telas apresentam diferentes cores e dimensões, conforme padrões da marca. Sombrafix é uma alternativa cheia de estilo para proteger seu carro. Mais informações: 3027-2008.

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Minha Brasília Amarela! “Minha Brasília amarela está de portas abertas...” Lembra-se da música? Falava justamente do caso de amor vivido numa Brasília amarela. O carro, que foi sensação na década de 60 e 70, ainda circula pelas ruas com certo glamour, pelo menos no que depender de fãs do modelo.

Saudosismo e capricho traduzem cuidados de dono de Brasília 77

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egundo Jefferson Tonello, dono de uma Brasília amarela 77, foi amor à primeira vista, quando adquiriu o veículo do pioneiro Aldósio Neulemann. “Adquiri o carro em dezembro de 2010, foi meu presente de Natal. Seu Aldósio e família moravam no mesmo bairro que nasci aqui em Foz”, contou. A história, porém, deu muitas voltas antes disso. Quando criança Jefferson e alguns amigos costumavam passar em frente à casa do pioneiro com carrinhos de rolimãs. O barulho era motivo de dor de cabeça para os donos da Brasília. “Eu sempre via esse carro na garagem, e era a esposa dele quem dirigia. Achava bonito, mas nunca conversava muito porque

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brincava e saía correndo.” O tempo passou e o automóvel da casa continuou sendo cobiçado por quem passava na rua. “Eu lembro que as pessoas passavam e viam a Brasília da rua, queriam comprar, mas seu Aldósio nem queria saber de vender.” Muitos anos depois, Tonello seria o único a conseguir fechar negócio. “Acho que se ele soubesse que era aquele moleque do rolimã nem vendia”, disse, bem-humorado. Em ótimo estado, o novo dono teve apenas de trocar os pneus e polir a lataria. “Mais tarde troquei as lanternas traseiras que estavam desgastadas devido à ação do tempo; foi isso”, afirmou. Recémcomprada, a Brasília tinha apenas 42 mil


quilômetros rodados. A história por trás do presente também encantou o novo dono. “O primeiro dono comprou o carro aqui em Foz, na concessionária Volkswagen [Paraguaçu]. O curioso é que ela foi adquirida em dezembro de 1976, coincidentemente no mesmo mês que eu a adquiri.” Coincidências à parte, o melhor foram as lembranças trazidas pelo veículo. “Acho que a Brasília é um carro que me

faz lembrar da minha infância”, comentou. Da quilometragem inicial e de um ano para cá, quase nada foi alterado. Tonello viaja pouco ou quase nada com o carro, que mantém na garagem com uma proteção. “Ainda não viajei com ela, fui no máximo até Santa Terezinha de Itaipu. Não sei onde estava com a cabeça, mas uma vez a emprestei para o meu sogro ir a um encontro de carros aqui perto,

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numa cidade próxima da argentina. Pura loucura, né?!” Tanto cuidado tem razão de existir, pois em 2011 a Brasília foi agraciada com a placa preta, dada a carros antigos com mais de 70% de originalidade. Se os passeios são esporádicos, propostas de compra não faltam. “Toda vez que saio com ela recebo proposta ou elogios. Não revelo o preço, porém o valor que eu paguei foi muito satisfatório para o meu ego pessoal, não para o meu bolso, e também foi muito útil para o casal.” Além da Brasília, o casal tem um carro para o dia a dia (SpaceFox) e outras preciosidades na garagem; uma mobilete Caloi; e um patinete motorizado,

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verdadeiras estrelas dos anos 80. “Era fã de mobilete e patinete quando era criança, era mais um sonho de infância tê-las”, revelou Aldósio. Saudosista, ele se revela um admirador dos carros antigos. “Não coleciono, mas adoro esse carro antigo.” Em sua avaliação, a maneira como eram fabricados fazia a diferença. “A Brasília é que me fascina, hoje os veículos e muitas coisas são feitas por equipamentos robotizados. A Brasília e os carros antigos eram feitos tão-somente pela mão humana. Isso dá uma sensação de mais amor naquilo que faz. Hoje quem faz os carros são os robôs, sem sentimento algum”, destacou.


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Esporte Grupo de motociclistas aposta em trilhas livres dentro da cidade e longe das competições

Trilheiros: aventuras dentro do quintal

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á quem seja viciado em adrenalina e a encontre sobre duas rodas. Há quem aposte nas competições que valem prêmios, e há também quem prefira somente o prazer de seguir trilhas e vencer obstáculos. Assim é a vida dos trilheiros, que já somam mais de cem na cidade. Integrante de clubes de motociclistas e formado por profissionais

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liberais, o grupo tem como principal meta percorrer trilhas, sem qualquer intenção de competir, como numa verdadeira terapia para aliviar o estresse do dia a dia. Os preparativos para pegar as trilhas já estabelecidas dentro da cidade são os mesmos para quem participa de uma competição. Capacete, óculos, luvas, calça, joelheiras e botas são indispensáveis para garantir a segurança


de quem faz trilhas. Um pequeno cantil com água também ajuda após longos percursos. Os caminhos escolhidos são ao lado da cidade e escondem muitas vezes belas paisagens que auxiliam para momentos de pura contemplação. Embalados pelo cenário, os trilheiros aproveitam para fazer uma boa ação. “Com a gente aproveita o espaço, também buscamos fazer a nossa parte com a natureza, recolhendo o lixo que encontramos pelo caminho”, revelou o despachante Luiz Ivan, trilheiro nas horas vagas. Os passeios para a coleta de lixo são agendados a cada dois ou três meses e trazem a oportunidade também de conhecer mais sobre o comportamento de quem descarta seu lixo doméstico sem qualquer cuidado. “A gente costuma achar de tudo nas trilhas, desde pneus até gaiolas; as sacolinhas plásticas são frequentemente

encontradas nos leitos que passamos”, relatou. As trilhas são preestabelecidas e passam por regiões como Porto Meira, Porto Belo (no trecho do Rio Almada) e pelo espaço que chamam de ‘terrão’, atrás do aeroporto. “Esses são terrenos particulares que andamos com a autorização dos proprietários e cuidamos para não alterar nada.”

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Segundo Ivan, as trilhas não foram abertas pelos trilheiros. “Apenas aproveitamos o que já é caminho de bichos ou pescadores, não desmatamos nada”, garantiu. Outro trilheiro, Bruno Henrique de Rezende, relata que a situação de alguns locais percorridos é bastante complicada. “Quando percorremos algumas trilhas ainda vemos que a degradação é grande em alguns riachos; triste.” Ivan e Rezende pertencem ao Trail Club Foz do Iguaçu, criado há mais de dez anos e que hoje conta com mais de 30 integrantes. Para as trilhas, saem

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sempre em grupos de até cinco pessoas. “No grupo há quem goste de competir e outros que só fazem trilha. Temos ainda motociclistas que vêm de outras cidades participar desses passeios aqui na cidade. Eles vêm de Santa Terezinha de Itaipu, Medianeira e cidades vizinhas”, contou Rezende. Moto e terapia Além dos acessórios, não é qualquer moto que faz os percursos instáveis com sucesso. “A maioria dos trilheiros tem motos profissionais e investe nisso, pois ajuda muito ter uma moto apropriada.”


Ivan revela ainda que para a aventura é interessante apostar em modelos mais leves, como a sua de 255 cilindradas, que pesa 93 quilos (quase 40 quilos a menos que os modelos tradicionais). Rezende, adepto do esporte há apenas um ano, tem uma CRF 230 e diz que a escolha da moto é fundamental para trilheiros de primeira viagem. “Fui devagar para conhecer o caminho, mas depois fui aumentando o grau de dificuldade.”

Ainda que todos estejam acostumados, tombos e muita sujeira são inevitáveis no caminho. “Já perdi a conta de quantas vezes caí, mas isso é bem normal”, disse Rezende. Em comum, todos têm também um jeito aventureiro de encarar seus desafios, mas tranquilamente fora das trilhas. “A gente relaxa, é como um escape”, explicou. Rezende, psicólogo e empresário, é proprietário da BR Veículos. Para ele, a trilha é uma verdadeira terapia. “Recomendo!”

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Tradição As empresas familiares em Foz do Iguaçu têm um histórico de grandes conquistas. A união e o compromisso as fazem prosperar por anos

Asupel completa 35 anos e renova compromisso com história de Foz

S

empre com intuito de ofertar o melhor de seus produtos e serviços. Com a Asupel não foi diferente, ao comemorar 35 anos de fundação, a empresa — que iniciou seus trabalhos no centro da cidade com um espaço reduzido — hoje conta com quatro lojas: duas em Foz, uma em Cascavel e outra do lado paraguaio da fronteira, em Ciudad del Este.

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A expansão veio às custas de muito trabalho e dedicação do patriarca da família, Algemiro Liston, de Francisco Beltrão, que em busca de oportunidades encontrou em Foz do Iguaçu o lugar apropriado para instalar sua empresa. “Meu pai veio de fora e achou que o mercado na época comportava uma empresa como a nossa. Deu certo, mas tudo foi graças a muito esforço e trabalho”,


contou Jackes Liston, um dos filhos do pioneiro que comanda a matriz em Foz. Para ele, mesmo com o passar dos anos, a loja conseguiu manter sua principal meta de desenvolvimento e agregar importantes parcerias. “Hoje trabalhamos com o fornecimento de autopeças para caminhonetes, caminhões e vans, especializadas em motores MWM, mas o futuro nos mostra que as parcerias nos permitem ampliar”, explicou Liston. Fornecendo peças ao mercado nacional, a empresa ganhou duas lojas nos últimos seis anos — a segunda em Foz e a primeira fora do país. A Asupel deve apostar no mercado e se transformar numa grande distribuidora. “Temos as melhores marcas, os contatos e agora podemos pensar em expandir de fato para o Norte e outras cidades do Paraná.”

A história da empresa hoje se confunde com a da cidade e mostra que para integrar um mercado competitivo, a maior aposta está nas oportunidades. “Trabalhamos muito mesmo em tempos de crise para superar nossos limites.” O empenho deu resultado. Em 2006, conquistou o selo de qualidade IQA (Instituto de Qualidade Automotiva) e depois disso veio a abertura de duas novas lojas. A matriz está no mesmo endereço há 30 anos (na Avenida JK) e já ganhou expansão, como a loja na BR-277, que se especializou em carretas. No Paraguai, a Asupel está instalada há quatro anos e, em Cascavel, há 30 anos. “Estamos aumentando a abrangência sem esquecer do nosso compromisso com a cidade que nos deu oportunidade”, ressaltou Liston.

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Lei Seca Policiais alertam para cuidados com os excessos durante a festa

Carnaval sim, mas sem folia nas estradas e ruas

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ebida e direção nunca funcionaram juntas. A combinação fatal só aumenta os índices de acidentes em ruas e rodovias, e durante o carnaval, a maior festa popular do país, os cuidados devem redobrados. A orientação vem da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar, que realizam operações especiais no período. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a utilização de bebidas alcoólicas é responsável por 30% dos acidentes de trânsito. E metade das mortes, segundo o Ministério da Saúde, está relacionada ao uso do álcool por motoristas. Diante deste cenário preocupante, a Lei 11.705/2008 surgiu com uma enorme missão: alertar a sociedade para os perigos do álcool associado à direção. É crime Dirigir embriagado é crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro. A pena é de seis meses a três anos de detenção. Quem é flagrado sob efeito de álcool (de 0,1mg a 0,29mg de álcool por litro de ar expelido) é enquadrado no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): infração gravíssima (sete pontos na CNH), com penalidade de multa (R$ 957,70)

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e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O veículo ainda fica retido até que se apresente outro condutor habilitado e em condições de dirigir. Porém, o condutor que atinge o limite de 0,30mg comete também crime de trânsito, previsto no artigo 306 do CTB, o qual estabelece penas de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Em recente análise, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que a embriaguez ao volante pode ser aferida não apenas por meio do teste de alcoolemia ou de sangue, mas também por exame clínico e de outras provas, inclusive a testemunhal. Portanto, não havendo como fazer o teste do bafômetro ou recusandose o motorista a fazê-lo, apresentando evidentes sinais de embriaguez, o exame clínico e a prova testemunhal são suficientes para constatar a embriaguez.


O artigo 276, da Lei 11.705, aponta que qualquer concentração de álcool por litro de sangue sujeita o condutor às penalidades previstas. Mortes Por ano, pelo menos 35 mil pessoas morrem no país em decorrência de acidentes. Só em rodovias federais, essa quantidade se aproxima de sete mil. Numa lista de causas de desastres, a ingestão de álcool aparece entre os sete vilões das estradas. Não se pode negar que motoristas alcoolizados potencializam a gravidade dos acidentes. O álcool é um forte depressor do Sistema Nervoso Central. Por isso, quem bebe e pega o volante tem os reflexos

prejudicados. Fica mais corajoso, mas reage de forma lenta e perde a noção de distância. Quando é vítima de desastre de trânsito, resiste menos tempo aos ferimentos, já que as hemorragias quase sempre são fatais. Uma pesquisa realizada pelo Denatran em 2009, com jovens de 15 a 17 anos, revelou que 84,9% deles conhecem a Lei Seca e que 88,5% defendem a proibição de beber antes de dirigir. No entanto, 55% dos entrevistados afirmaram que já retornaram para casa de carona com um condutor que havia ingerido bebida alcoólica. Na hora da folia, os órgãos de segurança alertam: se for beber, não dirija. (Com informações de assessorias)

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Curtindo a Vida Sobre Rodas

Montanhas Rochosas e a impressionante beleza natural O advogado Luciano Cantelmo vive no Canadá há seis anos. De lá, compartilha como os leitores da Sobre Rodas uma de suas aventuras pelo país

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om este nome e com este formato, Sobre Rodas não poderia deixar de ter uma seção reservada às viagens e aventuras! Percebi neste espaço variadas histórias, e espero que muitas outras sejam compartilhadas com os leitores. Também desejo ver, em breve, esta revista no topo do seu gênero editorial. Por falar em topo, começaremos

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“por cima” neste início do ano. Trago-lhes uma experiência de viagem que aponta para o alto em todos os sentidos. Assim deve ser considerada, porque sempre aparece no top list quando o assunto são os “destinos imperdíveis”. Além disso, é um lugar no topo das Américas (no país mais ao norte do continente) e representa uma cordilheira alta e imponente. Estou referindo-me às Montanhas Rochosas, no


Canadá. Embora eu já tenha percorrido praticamente todo o Canadá, tendo ultrapassado, inclusive, o Círculo Polar Ártico, foram as Montanhas Rochosas que mais me impressionaram em termos de beleza natural. Esta cordilheira majestosa está no meio-oeste do território canadense e se estende rumo ao sul pelo território dos Estados Unidos. Estive lá duas vezes; uma no verão e outra no fim do rigoroso inverno canadense. São panoramas bem distintos entre uma estação e outra; contrastes absolutos, mas belezas igualmente impressionantes. Obviamente, fiz questão de ir “sobre rodas”, pois somente circulando próximo ao chão é que se consegue observar os detalhes.

As duas cidades mais procuradas, que servem como base para os visitantes, são as pequenas Banff e Jasper. Ambas estão coladas na cadeia de montanhas, na província de Alberta. Os parques nacionais que levam os mesmos nomes também são os mais conhecidos. Porém, vários outros existem e, mesmo as áreas externas aos seus limites, guardam as caracteristicas naturais. As grandes cidades mais próximas são Calgary e Edmonton, esta a capital da província. Fui de trem na primeira vez, numa viagem que durou quase 15 horas e partiu de Vancouver, na costa do Pacífico. Impressionei-me vendo, durante o trajeto, os vagões serpentearem entre os lindos vales de picos nevados, paredões de rochas íngrimes, lagos, glaciares, rios

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e vegetação de coníferas, que fazem do lugar um cenário indescritível, de paisagens exuberantes. Duas companhias férreas (ViaRail e CN) atuam no Canadá, com trilhos que cruzam não apenas esta cordilheira, mas todo o país, de uma costa a outra. Usei também ônibus e automóveis para me locomover nas duas vezes em que visitei as Rochosas. Lamentei não ter acesso a uma moto na ocasião em que cheguei no verão. As rodovias atendem bem a região, e assim como as ferrovias muitas delas cortam os parques nacionais. A infraestrutura adaptada permite que o meio ambiente, os animais e a civilização vivam integrados e protegidos. Não raramente, os ursos, caribous, lobos e outros animais típicos da região são vistos pelo caminho. Há boa estrutura também para

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acolher os turistas, mesmo aqueles que são adeptos das aventuras mais selvagens e arriscadas, como escaladas, trilhas, canoagem e camping. Para as pessoas não muito chegadas ao frio e às atividades de inverno, sugiro os meses de verão (junho, julho e agosto) para aproveitarem melhor o ambiente natural e desfrutarem um panorama que vai muito além do aspereza própria do inverno, quando predominam


a brancura da neve, a vegetação seca e os lagos congelados. No entanto, mesmo no verão, os picos continuam nevados, e as quedas de temperatura podem ocorrer, mas nada perto dos -20º Celsius comuns na estação fria. Dentre os lugares marcantes, o Lago Moraine (em Banff) e o Lago Maligne (em Jasper) são pontos obrigatórios de parada. Tenho certeza de que ambos são

conhecidos por fotos pela maioria das pessoas, pois, de tão exuberantes, fazem parte da coleção de imagens do Windows Microsoft e são comumente divulgados em outros slides pela internet. Mesmo pela tela dos computadores, pode-se ter uma noção da magnitude e da beleza do lugar. Porém, se for possível, não deixe de visitar as Montanhas Rochosas pessoalmente! Munido de uma boa máquina fotográfica, sobre rodas e com um espírito preparado para apreciar o incomum, se você puder percorrer um simples trecho da Icefieldsparkway (a rodovia de 290 quilômetros que liga Banff a Jasper) já será o suficiente para comprovar o encanto do lugar! Boa viagem! Have fun! Compartilhe você também suas experiências sobre rodas com nossos leitores. Envie e-mail para revistasobrerodas@hotmail.com

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Cuiriosidades

Deu na rede!!

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a última semana do mês de janeiro, data em que

também se comemorou os 450 anos de São Paulo, uma lista com os dez carros mais vendidos na maior capital do país foi divulgada. Tido como maior mercado automobilístico do país, São Paulo também é referência para o resto do país em tendências. Segundo a Fenabrave, até a quarta posição, os modelos mais comercializados no Estado todo são os mesmos que os quatro mais procurados no País. Confira a lista dos dez carros mais procurados no Estado de São Paulo, que somaram, juntos, mais de 365 mil unidades em 2011. Os mais vendidos: Volkswagen Gol, Fiat Uno Mille, Chevrolet Celta, Chevrolet Corsa Sedan Classic, Volkswagen FOX, Ford Fiesta, Chevrolet Agile, Renault Sander, Fiat Pálio e Volkswagen Voyage.

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CNH Após exceder o número de pontos na CNH, eles fizeram o curso de reciclagem exigido pelo Detran

Ministros Paulo Bernardo e Maria do Rosário estão novamente aptos para dirigir

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omo quaisquer cidadãos brasileiros, os ministros Paulo Bernardo, das Comunicações, e Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos, frequentaram, em janeiro, aulas de sinalização e conceitos da legislação de trânsito, na Escola de Educação de Trânsito, em Brasília. Ambos perderam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por excesso de multas, ou seja, ultrapassaram 20 pontos. Agora, estão novamente aptos para dirigir. Em entrevista exclusiva à Sobre Rodas em setembro, Paulo Bernardo disse que fez questão de entregar o documento ao Departamento Nacional de Trânsito (Detran) e depois disso andou de carro apenas como carona ou de táxi. Contou que procurava um espaço na agenda para, como qualquer motorista brasileiro, participar das aulas de reciclagem e receber o documento. O ministro

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aproveitou os 15 dias de férias no início do ano. Por e-mail, Bernardo confirmou a entrega da CNH e a participação nas aulas. “A cada vez que penso sobre isso fico mais convencido de que fiz a coisa certa. O trânsito deve ser entendido como uma necessidade para as pessoas e seu bom funcionamento. Respeitar as regras é muito importante.” Segundo ele, quem dirige deve ficar atento, pois o trânsito fere e mata muitas pessoas todos os dias. Ainda há

o problema, menor, mas relevante, do prejuízo material que, somado, tem peso enorme. “Vamos respeitar as normas e assim melhorar o trânsito”, enfatizou. Questionado sobre centenas de políticos que mesmo com carteiras cassadas continuam dirigindo, ele frisou: “Um político que transgride as regras de trânsito está dando mau exemplo. E os políticos devem buscar dar bons exemplos para merecer a confiança da sociedade”. Pontos Paulo Bernardo perdeu a carteira depois de extrapolar a cota de 20 pontos, em conversas telefônicas ao volante e em ultrapassagens ao limite de velocidade nas ruas de Curitiba. “Nem todas as infrações foram cometidas por mim, mas por não indicar o motorista em tempo hábil, acabei pagando o preço. Mas o curso tem bom padrão. Descobri coisas que não sabia, como a prevalência da orientação do agente de trânsito sobre a placa de sinalização, por exemplo”, ressaltou. Como Bernardo, Maria do Rosário revelou que parte dos pontos somados não era por infrações cometidas por ela. “Na correria da campanha eleitoral meu carro era dirigido por muitas pessoas. Se você me perguntar, eu nem sei te dizer quantos pontos eu tinha”, afirmou.

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Mais luxo

BMW poderá instalar fábrica no Brasil

O

mercado brasileiro está cada vez mais chamando a atenção das grandes marcas internacionais. Depois de a luxuosa Rolls-Royce anunciar sua chegada ao país, com a inauguração de uma loja exclusiva em São Paulo, a alemã BMW anunciou, no final de dezembro, que pretende construir uma fábrica no Brasil. O objetivo da marca é aumentar a produção e as vendas em mercados emergentes. Ainda não há um lugar definido para a construção da fábrica, mas está quase fechado. Desde o início de 2011, a

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BMW planeja fabricar carros na América do Sul. A montadora pretende aumentar suas vendas para dois milhões de veículos até 2020. Atualmente, comercializa cerca de 1,6 milhão de automóveis no mundo. A direção da multinacional quer estar preparada para uma potencial crise. O lucro de 2011 irá aumentar significativamente. Uma das apostas da marca alemã é a nova geração do Série 3, que foi revelada em outubro e será apresentada oficialmente ao público no Salão de Detroit e em Genebra. O sedã chega ao Brasil ainda este ano.


Orgulho

de

ser

Iguaçuense

Foz do Iguaçu:

Uma das guardas municipais mais bem preparadas e equipadas do país Melhor índice de segurança dos últimos dez anos Policiamento comunitário com ações integradas da GM com órgãos de segurança O maior patrimônio do Município que a Guarda protege é o povo

Nunca se viu tantos resultados na segurança revistasobrerodas.com.br - fevereiro de 2012 - 61


Minicontos Perversos

Carnaval no tempo do politicamente incorreto No meu tempo, carnaval bom era no salão, em clubes. Agora todo mundo vai pra praia e bebe até cair atrás de trio elétrico. Nos salões era uma beleza. De alguma forma o caos da dança se organizava num círculo imaginário em que todos rodavam pelo salão no mesmo sentido, perfeito pra paquerar, pegar as moças pela cintura, entrar nos trenzinhos e encoxar pra valer. Só que na minha cidade o melhor “grito de carnaval” era num clube que ficava a 25 km do centro. Como éramos todos “dimenor”, o jeito era carona. Os pais do Zé adoravam festa e eram sócios do clube. Sempre se prontificavam a colocar uns quatro ou cinco penetras no carro. Gente boa da melhor qualidade, mas... doidos de pedra. Naquele dia fui com três amigos (que não conheciam nem o Zé nem os pais) na casa deles para a carona solidária. O Zé abriu a porta e a cena que se seguiu foi chocante. O pai sentado no sofá assistindo tevê com binóculos, bradando “Não é possível. Isso é bunda de mulher, não pode ser travesti!!!”. Detalhe: tinha um papagaio andando na cabeça dele. Ao perceber o olhar aterrorizado da rapaziada, justificou: “Quebrei meus óculos e com o binóculo consigo ver melhor. É... e minha mulher não me põe chifre na cabeça, ela põe o papagaio.” Dali a pouco apareceu a mãe do Zé entornando um copo duplo de whisky e falando arrastado. Ela que ia dirigir, óbvio, tempos de legislação permissiva. Foi difícil convencer a rapaziada a entrar no carro, mas fomos. E ninguém de cinto. Depois teve o episódio do posto de gasolina, em que eles colocaram querosene junto com o álcool, justificando que fazia bem pro motor. Isso, muitos anos antes dos carros flex. Na entrada do salão era outro problema, pois três de nós não éramos sócios. Usávamos as carteirinhas na base do rodízio (um entrava, saía com duas carteiras e aí por diante). Aí as fantasias de mulher ajudavam, pois a maquiagem disfarçava a foto. Num tempo em que era inaceitável homem fantasiado de mulher. Depois, no salão, foi uma festa só. Sem brigas, sem risco de DST... um beijo roubado já valia a noite. E pra melhorar, os pais do Zé tinham energia de sobra pra aguentar a bandalha até o dia clarear. Carnavais que deixavam saudade. AVISO: não se trata de conteúdo politicamente incorreto, mas apenas o relato de fatos ocorridos em uma época em que nem tudo era proibido

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Gustavo Martins é escritor, músico e carregador de pedras. Nasceu em Lins, interior de São Paulo, mas vive desde “piá” em Curitiba. Autor do livro MiniContos Perversos & Outras Licenciosidades. Gostou do conto? Compre o livro: - pelo blog minicontosperversos. blogspot.com - pelo telefone da Editora Inverso 41-3022-7915


Poesia

Morte Recorrente A casa estava escura, tv fora do ar, na verdade uma quitinete, pequena e imunda. Via-se somente um pequeno abajur ao fundo. A torneira do banheiro pingava e o odor de urina misturava-se com o de jasmim. A mesinha redonda sustentava um vaso que, em forma de ampulheta, abraçava a flor, linda e nova. Um copo de cachaça caído ao chão rachara e transformara-se em dois cacos. Pedro, estendido no sofá, ainda sangra: Grave ferimento no coração. Morrerá em poucos segundos, sozinho, como sempre, às três da manhã. Todas as madrugadas ele morre assim

Omar Ellakkis é médico e poeta poemta.verde@gmail.com

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Papo-Cabeça

$ Além do Preço $ P reço não é tudo. Hoje a maior necessidade do ser humano é a de se sentir reconhecido, compreendido, valorizado. É necessário que nos sintamos “especiais” tanto para a empresa quanto para o vendedor, senão há uma grande chance de os negócios não finalizarem. Essa história de enfiar uma venda goela abaixo ninguém suporta! Pare e pense em quais lojas você gosta de comprar; do que você mais gosta na loja; como são as pessoas que lá trabalham; se o cafezinho é gostoso; qual é o tratamento que você recebe quando passa por lá. Parece simples! Mas são estes detalhes que nos movem a nos aproximar ou afastar de certos locais e/ou de certas pessoas. Sabemos que todas as lojas querem clientes. E por esta razão disputam a atenção dos mesmos, pois almejam sucesso nas vendas. Porém, estudos na área organizacional apontam que a diferença entre sucesso e fracasso, entre faturamento e despesas, entre lucro e prejuízo, está 50% na forma de abordagem do vendedor para o cliente; 30% no estado mental e emocional no momento da negociação; e os outros 20% nos seguintes fatores: informação sobre o produto; atendimento; relacionamento; fidelização do cliente; iluminação do ambiente; organização de mesas, gavetas, aparadores e caixas; agilidade nas faturas; cafeteiras; bebedouros; banheiros; e pós-venda. São esses os fatores que necessariamente precisam funcionar com excelência na sua empresa. Aqui erros são inadmissíveis, e deve haver uma fiscalização cotidiana! Para não perder a produtividade, é bom você prestar atenção que os itens que mais comprometem suas vendas são os únicos que não precisam de investimentos financeiros: ABORDAGEM AO CLIENTE e ESTADO MENTAL E EMOCIONAL NO MOMENTO DA NEGOCIAÇÃO! Para isso deixo aqui algumas dicas de conduta para o seu dia a dia; passos que irão ajudá-lo a obter melhores resultados: Compreenda o “mundo do seu 1. cliente”: se ele está com pressa, atenda-o rápido; se ele tem tempo, ceda seu tempo a ele; se ele está mais calado, respeite o silêncio dele; se ele estiver a fim de conversar, converse com ele. 2. Tenha em mente como você gostaria de ser atendido se estivesse comprando algo e trate seu cliente com esse modelo. 3. Antes de oferecer algo, escute o que o seu cliente tem a lhe dizer: quando o cliente vem a você para comprar, efetuar uma troca, pedir informação ou registrar uma reclamação, ele quer simplesmente ser ouvido.

4. Seja claro, específico, breve e eficaz: atenha-se aos negócios, e seja verdadeiro! 5. Forneça fatos e números sobre os resultados de seu trabalho: isso incorpora a venda! 6. Deixe um tempo para relacionar-se socialmente após completar os negócios. 7. Tenha um estado mental saudável para negociação: seu cliente não deve pagar pelas suas frustrações, seus medos, suas irresponsabilidades, suas inseguranças, suas inflexibilidades. Um estado mental frágil e inadequado é a porta para o fracasso. 8. Tire qualquer rótulo que você tenha colocado nos seus clientes: por exemplo: Esse cara é chato!; Aquela mulher é insuportável!; Todo oriental é sistemático! Esse tipo de pré-conceito faz com que você acabe por fazer um atendimento “recortado”; além do que o cliente sente que está sendo avaliado a todo o momento, causando uma indisposição para a compra. 9. O verdadeiro mistério é você mesmo! Não terceirize suas “culpas”, o sucesso está em assumi-las. Acompanhe novos assuntos do nosso “Papo-Cabeça” nas próximas edições da revista Sobre Rodas. Abraços, até a próxima!

Quésia Dias é psicóloga CRP: 08 16581 - Master Practitioner Internacional em Programação Neurolinguística. quesiapsico@hotmail.com

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Revistra Sobre Rodas - 02/2012