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N°1 | março | 2012

Revista dos antigos alunos do Santo Inácio

9912290225/2012-DR/RJ

Motta Lima

>Transformando pela educação: creche e pré-escola no Santa Marta >Conheça o novo reitor do CSI

Antigos alunos ganham uma revista oficial para manterem-se informados sobre o CSI e os trabalhos feitos por sua associação, além, é claro, de saber mais sobre seus colegas de colégio

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Um novo ponto de encontro

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>PUC terá parceria com CSI na área ambiental

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>Presidente da Firjan lembra de seus tempos de aluno

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CESI - Centro Esportivo Santo Inácio » 4 quadras poliesportivas com arquibancada para 500 alunos » Palco com 18m para atividades sócio-culturais » Piscina aquecida e coberta » Espaço de convivência (com jogos como totó e ping-pong) » Campo de futebol » Ginásio » Churrasqueira » Departamento Médico » Espaços para múltiplo uso » Estrutura de som, bebedouros, vestiários, sanitários e equipamentos localizados próximos aos espaços onde as atividades serão realizadas » 2 salas com equipamento multimídia

+ fotos em

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N°1 | março | 2012

Antigos alunos mantêm projeto educacional, com creche e pré-escola, no morro Santa Marta. Os planos são de crescimento e o sonho é dobrar a capacidade de atendimento. Saiba como o espaço funciona atualmente. página 12 Reitor da PUC, padre Josafá fala sobre meio ambiente. Ele parte da Campanha da Fraternidade de 2011, passa pela formação de biólogos e a conscientização da população e finaliza com questão nacionais, como o código florestal. página 20 Neste perfil sobre o novo reitor do CSI é possível conhecer um pouco sobre o padre Monnerat, este jesuíta nascido na Região Serrana do Rio de Janeiro e com passagens por Belo Horizonte, Campinas e Roma. Ele foi reitor do colégio Loyola, em BH. página 9 Revista dos antigos alunos do Santo Inácio

Anuncie na Sino (21) 2421-0123

dezembro 2011

Núcleo de antigos alunos do Colégio Santo Inácio Rua São Clemente 226 | CEP 22260 000 Rio de Janeiro | RJ Telefones (21) 2537 8646 | Fax (21) 2266 5367

Projeto organizado pela equipe de Formação Cristã do CSI tem levado estudantes para conhecer, na prática, questões de relevância social. Um grupo já esteve no lixão de Gramacho e alunos se mobilizaram para ajudar catadores. página 20

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O antigo aluno que virou matéria nesta primeira edição da revista é o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, formado em 1965. Ele falou de seus tempos de colégio e sobre a importância de sua formação. página 6

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Conselho Editorial Pe. Luiz Antonio de Araújo Monnerat, SJ; Vera Porto; Teresa Tang; e Maria José Bezerra Jornalista Responsável Pedro Motta Lima (JP21570RJ) (editor@revistasino.com) Projeto Gráfico Ana Mansur (anamansur@gmail.com) Diagramação Daniel Tiriba (dtiriba@gmail.com) Fotografia Rafael Wallace (rafaelwallace@gmail.com) Revisão André Motta Lima Contato Publicitário 21 2421 0123 Produção ML+ (Motta Lima Produções e Comunicação) Tiragem 6 mil exemplares Gráfica Walprint

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editorial

Uma revista e várias intenções

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divulgação CSI

A Sino é sua: participe Envie histórias, fotos e informações e ajude a manter viva a memória dos antigos alunos

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A SINO nasce com a intenção de manter o antigo aluno em contato com seus colegas e com o colégio. Mas vai além. A revista, que será bimestral, quer oferecer um material de qualidade, com matérias sobre temas atuais e informações sobre o CSI, para que mesmo fora do colégio saibamos o que acontece dentro da escola. Além disso, vamos abrir espaço para perfis e opiniões de ex-alunos, que é a razão de nossa existência. E tudo isso será feito de forma autossustentável, para usarmos uma palavra que está na moda (merecidamente, diga-se de passagem). A revista não pretende gerar custos para a associação dos antigos alunos, mesmo mantendo a política de entregar o material gratuitamente na casa de todos aqueles que estão cadastrados (por sinal, não deixem de fazer o novo cadastro e de indicar o site para seus colegas: www.santoinacio-rio.com.br/exaluno.html. Por isso, vamos abrir espaço para anúncios e queremos contar com o apoio e a parceria de empresas que queiram divulgar seus produtos e serviços entre os ex-alunos do CSI. Com a receita obtida esperamos,além de cobrir todos os custos da Sino, ampliar os projetos sociais da Asia. Ou seja, o anunciante, além de fazer divulgação também investe em responsabilidade social. Por sinal, o mais antigo projeto social da associação, a creche no Santa Marta, terá, não por acaso, um destaque especial nesta primeira edição. A publicação será bimestral e as sugestões sempre serão muito bem recebidas. Já antecipamos que vamos mostrar todos os trabalhos sociais da associação, como uma prestação de contas. Afinal, queremos que todos colaborem e a transparência é fundamental para obtermos a confiança de vocês. Espero que vocês gostem. Pedro Motta Lima (94) editor@revistasino.com.br


badaladas Vestibular comunitário faz a diferença e ganha prêmio do jornal O Globo O curso de pré-vestibular comunitário InVest, que nasceu dentro do CSI, pelas mãos do antigo aluno Fábio Campos (96), ganhou o prêmio “Faz Diferença”, do Jornal O Globo, na categoria País. Todo feito por voluntários, o curso é voltado para alunos de baixa renda do Rio de Janeiro. Fundado em janeiro de 1998, o InVest entra no 15º ano de funcionamento tendo recebido mais de 1.500 alunos, sendo que aproximadamente 200 conseguiram vagas nas melhores universidades do Rio de Janeiro, tanto públicas quanto privadas. Atualmente o curso oferece 150 vagas por ano. É possível obter mais informações sobre o curso no endereço http://cursoinvest.wordpress.com, onde interessados podem inscrever-se como voluntários em diversas funções, como: administração, aulas, monitorias, orientação vocacional, preparação de material didática e psicologia, por exemplo.

compro livros (21) 2215 3528

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Compra e venda de livros e CDs usados

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Av. Rio Branco, 185 / Loja 10 - Centro livrariaberinjela@gmail.com

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divulgação Firjan

ex-aluno |

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os últimos tempos têm sido constantes as aparições na mídia do atual presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira (65). Por vezes ele surge para defender os interesses de sua categoria – nada mais normal para o cargo que ocupa –, mas muitas outras vezes o empresário vem a público para falar de coisas como cursos profissionais em áreas pacificadas da cidade ou investimentos em cultura, como a recente compra pelo Sistema Firjan do casarão da família Guinle Paula Machado (em frente à Igreja do CSI) para a criação de um polo de indústria criativa. Sempre atitudes que procuram fazer com que o Rio de Janeiro aumente sua relevância no cenário nacional e internacional. A explicação para estes atos tem um viés bastante racional – “não existe empresa de sucesso em uma sociedade esgarçada” –, mas não surpreende aqueles que conhecem este morador do bairro do Humaitá e antigo aluno do CSI. “A educação jesuíta me ensinou com clareza a necessidade do ‘bom combate’, que é a luta maior, mais nobre, que deixa de lado um pouco o pessoal pelo coletivo. Por mais que o sujeito não tenha fé, não há como não ter esta influência”, afirma Eduardo Eugênio, que mantém contato com seus colegas de turma. “Pelo menos uma vez por ano, em dezembro, nos encontramos. Tenho um colega, o Eduardo Motta May, que organiza os encontros. Assim mantemos viva a chama”, contou.

EX-ALUNO EM DESTAQUE

Dividindo para crescer Eduardo Eugênio usa o que aprendeu no colégio para pautar sua atuação


Eduardo Eugênio foi colaborador da revista A Vitória Colégial, que circulava internamente, no CSI. Abaixo ele participa da tradicional foto de turma

colegas de colégio. “Eu achava mais fácil. Por mais que tivéssemos diferenças, eu sabia o que eles tinham aprendido na escola. Sempre há algo em comum”, acredita, antes de lembrar das condecorações para os bons alunos. “Era uma espécie de hierarquia. O máximo que consegui foi ser ‘lorde’, que era o título mais rasteiro. Tinha imperador, príncipe, duque e conde. O pessoal da família Gadelha era sempre imperador. Tinham uns caras que eram feras”. A religião também sempre esteve presente em sua vida. “Meu pai tinha amigos jesuítas que frequentavam a nossa casa. Até hoje sei identificar quando o padre é jesuíta”, lembra-se. No colégio, toda sextafeira era dia de se confessar. “Tinha fila de gente para os padres mais avançados, que eram mais populares entre os alunos. Lembro-me que o padre Leme Lopes era o mais popular. Ele era muito preparado,

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“Não existe empresa de sucesso em uma sociedade esgarçada”

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Durante a conversa com a equipe da SINO, Eduardo Eugênio lembrou de uma série de histórias de sua época de aluno do colégio, quando apenas meninos eram aceitos pelo CSI. “Engraçado, os meus amigos, até hoje, são os do colégio, não da universidade. Não sei se é assim com todo mundo”, afirmou ele, que é filho de um antigo aluno e teve filhos estudando no CSI, assim como irmãos. Segundo Eduardo, os tempos de colégio “eram muito divertidos”. “O teatro era muito bonito e sempre passavam filmes de noite. Lembro que o (Arnaldo) Jabor já era o organizador. Eu saía da minha casa, de bonde, e ia ver. Quando tinha alguma cena mais quente tinha um padre que tocava um sino e a luz se apagava”, diverte-se. Eduardo Eugênio ainda lembra de sua fase como colaborador da revista A Vitória Colegial. “Era uma publicação interna sobre esportes, excursões e passeios feitos pelos alunos. Mas o melhor de tudo é que, por ser colaborador, eu tinha uma espécie de passe livre para circular pelos corredores até mesmo nos horários de aula”, recorda-se. Por sinal, alguns dos professores continuam convivendo com os alunos de sua turma. “O Mota, professor de física, ia às nossas reuniões”, conta ele, que já teve sócios

liberal, mas tinha mania de Carlos Lacerda (nota do editor: jornalista e político, foi governador do estado da Guanabara. Inicialmente ligado ao movimento comunista, rompeu com esta corrente ideológica e se tornou uma das principais vozes conservadoras do Brasil)”, conta. E não eram poucos os padres professores. “A convivência com eles era ótima. Lembro do padre Faria, que foi prefeito da escola e era excelente, e do padre Angelim, que depois até largou a batina”. Os retiros na Casa da Gávea também foram lembrados pelo presidente da Firjan. “Eram três dias de muito silêncio e reflexão. Para conversarmos, usávamos os canos das pias que ficavam nos quartos”. O contato com os jesuítas continuou, mesmo depois de ter saído do colégio. “Fiquei muito ligado ao padre Luis Fernando Klein. Nós trocamos e-mails”, disse. Como qualquer colégio, principalmente os frequentados apenas por meninos, volta e meia havia algum desentendimento. “A esquina das ruas Mariana com São Clemente era o ponto das brigas. Quando alguém se desentendia soltava logo um ‘te pego na Mariana’”, conta, rindo. Mas, por acaso, esta esquina voltou ao dia a dia deste ex- aluno. “Vamos reformar o casarão da família Guinle Paula Machado para instalar um polo de referência para a indústria criativa do Rio de Janeiro, que engloba cinema, teatro, televisão, moda, design, computação... E espero que o espaço seja bastante frequentado pelos alunos do Santo Inácio”, contou Eduardo Eugênio. “Esta casa tem muita relação com o colégio, pois dona Celina, a proprietária, que era amiga de minha mãe, frequentava bastante a igreja do Santo Inácio e foi responsável pela construção da capela da Congregação Mariana, que fica logo ao lado. Quando entrei na casa recentemen-

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divulgação Firjan

te, por conta da compra pela Firjan, pude ver o que estava escrito no topo da igreja do colégio”, contou. O palacete em estilo renascentista francês tem 1,5 mil m² de área construída em um terreno de 8 mil m² e foi comprado em 29 de abril do ano passado por R$ 11 milhões pelo Sistema Firjan. O local terá um moderno teatro, salas de aulas e área para exposições. A expectativa era de que as obras durassem 18 meses. “Para contrastar com o estilo clássico da casa, vamos construir um prédio bem moderno ao lado”, anunciou Eduardo Eugênio. E este não é o único investimento direcionado por ele para o entorno do colégio. Na comunidade do Santa Marta, a Firjan se faz presente com aulas de vôlei, cursos de educação orçamentária e informática, ginástica e aulas de teatro para a terceira idade. Também são feitas excursões a teatros do Sistema Firjan, que inclui Sesi e Senai, com as crianças da comunidade. E o investimento continua, pois está no pla-

O palacete que fica em frente ao colégio vai se transformar em um complexo com teatro, salas de aula e espaço para exposição nejamento da instituição a instalação do projeto Indústria do Conhecimento, um espaço multimeios com acesso gratuito à informação em diferentes mídias, como livros, periódicos, gibis, CDs e DVDs, além de acesso à internet e inúmeras atividades de leitura, lazer e cidadania. “Estamos to-

talmente engajados para transformar as vidas, principalmente dos jovens, em todas as esferas da nossa competência, na questão da educação, do reforço escolar, do esporte, da saúde e da cultura. Isso é fundamental para se viver. É fundamental para a cidadania”, afirma Eduardo Eugênio.


História marcada por

colégios Padre Monnerat tem o primeiro contato com jesuítas em colégio de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio

perfil

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rquitetura, Matemática, Física ou o sacerdócio? Como boa parte dos jovens, o Reitor do Colégio Santo Inácio, padre Luiz Antonio de Araújo Monnerat custou a reconhecer que sua vocação principal era a religiosa. O chamado aconteceu em fins da década de 1970, aos 26 anos, quando a proximidade com os jesuítas do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo, onde era professor, o levaram a perceber que deveria se entregar ao sacerdócio.


Fotos: Álbum de família

Dando a comunhão durante sua ordenação como padre, em Cordeiro, sua cidade natal

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Em Roma, com seus colegas de turma da Faculdade Gregoriana

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Uma entrega à qual chegou a esboçar alguma resistência, reconhece. Quase desistiu de uma entrevista para o noviciado da companhia de Jesus, marcada para o feriado de 7 de setembro, em Itaici, São Paulo, porque pretendia acampar no Rio de Janeiro. Um amigo lhe deu uma “bronca vocacional”, lembra: “Ele disse que eu precisava pensar direito sobre meu futuro”. Durante a noite, então, Monnerat foi até a capela do Colégio Anchieta, na esperança de que Deus lhe falasse claramente. “Fiquei um tempão ali e nada. Comecei ajoelhado, sentei, deitei e nada! Deus não abria a boca! Por fim, abri um livro de santos que ficava sempre ali, na estante. Lembro-me que era dia 20 de agosto, dia de São Bernardo. O texto dizia mais ou menos o seguinte: ‘por que me resiste? Desposa-me’. Aquilo me tocou profundamente e me deu uma certeza interior de que o Senhor me chamava”. Chamado percebido, ele seguiu para o acampamento com os alunos em Arraial do Cabo. “Chovia muito e, na Praia Grande, apesar do mar agitado, fui nadar. Depois de um tempo, não conseguia mais voltar. Deixava o corpo afundar, tocava o pé no chão e emergia. Pedi ajuda, mas consegui sair sozinho. Foi um susto terrível”, conta. Salvar-se do afogamento reforçou a decisão já tomada, mesmo sem o apoio integral da família. A mãe não gostou, as irmãs imaginaram que ele desistiria. O pai, mais religioso, aceitou plenamente a esco-

lha deste fluminense de Cordeiro, cidade na Região Serrana do Rio de Janeiro, que assumiu a reitoria do Santo Inácio no primeiro semestre deste ano. A vida eclesiástica o levou a frequentes mudanças. A adaptação a diferentes locais alterou um pouco seu sotaque, que lembra a fala dos mineiros. Afinal, ele passou cerca de onze anos em Belo Horizonte, teve diversas atribuições dentro da Companhia de Jesus até, em 2009, surgir o convite para ser reitor do Colégio Loyola. “Foi minha volta aos colégios. Não esperava isto para a minha vida. Quando entrei na Companhia de Jesus queria trabalhar com índios. Depois quis ser padre operário, por influência da Teologia da Libertação”, afirma, sem, no entanto, lamentar os caminhos trilhados: “Tive experiências riquíssimas em todos os lugares por onde passei”. O professor

Nascido em uma família católica, único filho homem ao lado de sete irmãs, o reitor do CSI recebeu seus primeiros ensinamentos em uma escola protestante, o Cefel, em Nova Friburgo. Enquanto estudava, trabalhava como office boy em uma fábrica de platinados da cidade. Concluiu os estudos em Niterói, onde pretendia seguir Arquitetura, desejo enfraquecido depois de trabalhar em um escritório, colaborando no desenho de projetos.

“Descobri as restrições à criatividade do arquiteto, quando eu sonhava em ser um Niemeyer na vida”. Decidiu, então, prestar vestibular para Física, porque a curiosidade o levava a imaginar “desvendar os segredos da natureza”. Um ano após iniciar o curso, trancou a matrícula e retornou a Cordeiro. A mãe passava por sérias dificuldades financeiras na pequena confecção que dirigia. O pai, que ficara cego quando Luiz Antonio tinha doze anos, era aposentado por invalidez. “Fui ajudar no sustento da casa”, recorda. Os estudos ficaram em segundo plano até que uma namorada, estudante de História, conseguiu-lhe uma vaga como professor de Física na rede pública. “Para ser contratado eu precisava estar cursando uma faculdade. Comecei, então, meu curso de Matemática em Friburgo”. Nessa época, Monnerat fez amizade com o padre da paróquia de Cordeiro. “Foi o primeiro momento em que pensei em ser padre, embora, desde criança cultivasse planos de casar e ter muitos filhos. Já havia até desenhado a planta da casa onde iria viver com minha família”, conta. Em 1975, recusou o convite para lecionar no Colégio Anchieta, em Friburgo. “Não me considerava preparado para o Anchieta, que estava no topo das instituições de ensino da região”, explica. No ano seguinte, aceitou dar aulas de Matemática para a 5ª série. Em 1977, passou a coordenar a 7ª e a 8ª séries.


Discursando durante uma cerimônia de formatura de alunos do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo Teologia na Faculdade Gregoriana. Três anos mais tarde, retornou ao Brasil para fazer mestrado em Belo Horizonte, depois de ordenar-se, em 18 de dezembro de 1988, em sua cidade natal. “Nessa época minha mãe já tinha se acostumado com minha decisão e estava bastante orgulhosa do filho”, diverte-se. De mestre de noviços a diretor de colégio

A primeira missão seria como mestre de noviços em Campinas. “Já sabia da minha destinação, então direcionei o mestrado para a área da espiritualidade, em 1989. O tema, ‘Uma nova leitura das experiências e provas do no-

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As interrupções nos estudos foram uma constante na vida de Luiz Antonio Monnerat. Ao decidir abraçar o sacerdócio, ele trancou a faculdade no último período de Matemática, seguindo para o Noviciado dos jesuítas, em Campinas, São Paulo. Depois de um ano, interrompeu o noviciado para concluir Matemática. Em 1980, foi fazer o Juniorado em João Pessoa, vivendo em Bayeus, na periferia da capital paraibana. “Estávamos sempre em contato com a população mais pobre, principalmente na cidade Cruz do Espírito Santo. Havia muitos trabalhos de conscientização, inspirados na Teologia da Libertação. Era uma área de muitos usineiros. Na época, nos posicionávamos contra o Incra, que queria tirar o pessoal da terra. Foi um período muito interessante. O bispo de lá era Dom Pelé, bastante sensibilizado com a situação dos mais pobres e oprimidos”, conta. A próxima parada foi em Belo Horizonte, onde começou a estudar filosofia e fez pastoral no bairro de Lindeia, seguindo, então para São Paulo, onde cursou três meses de Magistério. De lá, transferiu-se para Roma a fim de estudar

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A formação para o sacerdócio

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Cumprimentando o Papa João Paulo II durante a visita anual feita pelos papas à Igreja de Santo Inácio, em Roma

viciado’, ajudou bastante no desempenho da função”. Antes de fixar-se em Campinas, no entanto, devia cumprir algumas etapas de formação. “Eu precisava me tornar um jesuíta professo. Era a minha terceira provação, uma espécie de segundo noviciado”. Viajou para Salamanca, na Espanha, e passou sete meses estudando. Em Campinas tinha como principal atribuição introduzir os jovens vocacionados na vida religiosa da Companhia, o que fez até 2005, quando tirou um semestre sabático em Roma para estudar “temas de interesse pessoal”. Na volta ao Brasil, a experiência de dirigir o Colégio Loyola o creditou a assumir o Santo Inácio, a convite do antigo reitor, padre Mieczyslaw Smyda - que acabara de tornar-se provincial da Companhia de Jesus. O volume de trabalho não o assustou. “Nem tive tempo de sentir medo. São 4.300 alunos, três turnos de aulas, da manhã até a noite. Mas sabia que contaria com uma equipe de excelência, desde os professores a todos os demais colaboradores”, diz. A preocupação com a preservação e proteção ao meio ambiente o levou a determinar que o Santo Inácio se integre em um grande projeto de sustentabilidade. “Acho que minha grande contribuição, além de manter a qualidade acadêmica do Colégio, será a de tornar o Santo Inácio mais verde”, afirma. As primeiras medidas já estão sendo traçadas.“Em reunião com o Padre Josafá (reitor da PUC-Rio), começamos a pensar em montar uma grande parceria. Ainda estamos conversando para ver o que faremos, mas o importante é que existe a vontade de ambos os lados. A adequação do colégio às boas práticas ambientais será nosso grande desafio”, adianta o Reitor do Santo Inácio, que, nas (poucas) horas vagas aproveita para ler, assistir a filmes e planejar viagens de lazer. Entre os destinos, Cordeiro, para longas caminhadas e o reencontro com a família.

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AÇÃO SOCIAL DA ASIA

grande Quero ser

Associação planeja reformar o prédio que abriga a pré-escola e sonha em levar ensino fundamental para o Santa Marta

Fotos: Rafael Wallace

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Alunos da Creche Santa Marta preparados para o almoço, uma das refeições oferecidas às crianças

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á quase 32 anos, um prédio no pé do morro Dona Marta é o porto seguro para muitas crianças daquela comunidade. E não só das crianças, pois os pais sabem que quando deixam seus filhos na porta daquele edifício eles serão bem cuidados e que, quando forem buscálos, encontrarão, a cada dia, crianças mais bem educadas e preparadas para buscar uma vida melhor. “Eu estudei aqui e isto foi muito importante para a minha formação. Hoje em dia trabalho na préescola e meus dois filhos já passaram por estas salas e foram para colégios da rede pública, mas vêm para cá fazer reforço escolar. Fico tranquila quando eles entram neste prédio, pois sei quem está cuidando deles”, explica Rose de Carvalho, 33 anos. Ela é uma das funcionárias da ASIA responsável pela limpeza do edifício que abriga a Unidade de Atendimento ao Pré-Escolar (Unape), ou simplesmente a “creche do Santa Marta”, como o local era conhecido pela maioria dos alunos do CSI.


deixar seus filhos maiores de dois anos enquanto estavam trabalhando em casas de família, como empregadas domésticas. “Naquele ano, a ASIA tinha conseguido uma boa arrecadação na Fesoi (Feira de Solidariedade Inaciana, realizada anualmente) e com a rifa. A instituição resolveu, então, que tinha fôlego para abrir mais uma frente de trabalho social. Foi até a reunião de moradores e perguntou o que eles queriam”, conta Maria Lúcia Lara, que está no projeto desde o seu início, no dia 1º de setembro de 1980. “O nome foi escolhido pela presidente da Organi-

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que até hoje ainda está na Unape, como autora do convite. “As coisas mudaram muito ao longo desses 30 anos. No início, cuidávamos das crianças, com especial atenção na questão da higiene e alimentação. Cuidávamos das feridas. A estrutura, principalmente a questão do saneamento básico, era muito precária na comunidade. Hoje em dia, a questão pedagógica é muito mais forte. Fico muito orgulhosa quando vejo as crianças crescerem e se formarem. É um prazer muito grande”, emociona-se. E tudo começou com as mães da comunidade pedindo um espaço para

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Asia adquiriu o prédio da Ponsa e agora planeja uma ampla reforma no imóvel, que já começou (no detalhe, nova fachada). O objetivo é receber mais crianças

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O que muitos não sabiam - e talvez não saibam até hoje - é que o espaço sedia uma pré-escola para 120 meninos e meninas entre 2 e 5 anos e um Centro Complementar de Estudos (CCE), direcionado aos alunos de 5 a 10 anos, que atende outras 120 crianças, sempre no contraturno de suas aulas do nível fundamental – a maioria deles em escolas da rede pública das redondezas. Além disso, uma outra edificação, esta um pouco mais adiante, perto da entrada da estação do plano inclinado do morro, sedia uma creche para 57 bebês de 4 meses a dois anos de idade. Para manter esta estrutura, a ASIA possui 60 profissionais com carteira assinada e alguns voluntários. São professores, pedagogos, assistentes sociais, psicólogos, auxiliares de creche, faxineiros, porteiro, cozinheiros e auxiliares de cozinha, que diariamente, das 8h às 17h, cuidam das crianças, que, além de educação, recebem carinho, atenção, cuidados e alimentação, com direito a café da manhã, lanche, almoço, outro lanche e jantar. Mas nem sempre as coisas funcionaram desta forma. Claudete Veiga sabe bem disso: são 30 anos entrando e saindo do mesmo prédio. No início, como auxiliar de turma. Hoje em dia, como assistente administrativa. “Eu era baby sitter na escola Edem quando fui chamada para trabalhar aqui”, contou, citando a pedagoga Maria Lúcia Lara,

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Alunos da pré-escola se divertem com as professoras. Estavam todos vendo um filme infantil antes de fazer a foto

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zação Mundial de Educação Pré-escolar (Omep), Maria Olímpia da Silveira, que prestou consultoria para a montagem do projeto”, recorda-se. O projeto deu muito certo. E quatro anos depois, com a pré-escola já consolidada, a ASIA conseguiu montar, em imóvel próprio, a Casa Santa Marta, para abrigar crianças menores de dois anos. “As mães estavam satisfeitas com a Unape e queriam voltar a trabalhar o quanto antes. Aí veio o pedido para se criar a creche”, conta Maria Lúcia, que nestes 31 anos manteve-se trabalhando também em creches particulares, o que lhe permite avaliar os serviços prestados para a comunidade do Santa Marta. “Não sinto diferença entre as crianças. E aqui, por conta do apoio da ASIA, temos condições de oferecer um serviço de mesmo nível. Além disso, temos uma parceria muito boa com os pais, que sempre estão presentes na reunião e têm voz ativa. Isto, muitas vezes, não acontece em creches particulares consideradas de alto nível”, conta.

A pedagoga, no entanto, diz que a grande diferença está na formação cultural e nas oportunidades. “O acesso ao teatro, ao cinema ou a uma exposição faz muita diferença na formação das crianças. Por isso, sempre fazemos passeios com nossas crianças. Mesmo que elas não estejam a cada final de semana vendo um espetáculo, é importante que conheçam, saibam como é”. O atendimento médico ou psicológico é outro problema enfrentado pelas crianças e suas famílias. “Nós tentamos minimizar isto com o serviço do ambulatório São Luiz Gonzaga, da ASIA, mas a criança ter acesso imediato a um fonoaudiólogo, quando precisa, ou a um terapeuta, também faz diferença”, afirma. O ambiente de paz mudou muito desde 2008, quando a comunidade recebeu a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Estado. Até então, as crianças eram obrigadas a conviver com traficantes armados circulando livremente pela comunidade. “Mas eles sempre respeitaram demais este espaço.

Não só os prédios, como as pessoas que vinham fazer doações ou trabalhos voluntários. Agora, é inegável que houve melhora. As crianças estão muito mais tranquilas, dormem melhor”, conta Claudete. Não foi apenas no sono dos alunos que a UPP influenciou: o número de voluntários aumentou depois da instalação da unidade, em 2008. “Os voluntários são muito bem-vindos, mas tem que haver comprometimento, pois passamos a contar com aquela pessoa. Os interessados podem fazer contato pelo seguinte telefone: 2286-5748”, explica Claudete. Segundo Maria Lúcia, a manutenção dos voluntários também sempre foi um grande desafio de quem trabalha na Unape. “Mantê-los motivados não é uma tarefa simples. Temos o cuidado de fazer com que as pessoas sintam-se parte do nosso projeto pedagógico. E acho que tem dado certo, pois há senhoras que estão conosco desde o início”, conta. Quem não tiver tempo para ser voluntário tem outras formas


Claudete Veiga está há 30 anos na Unape, onde entrou como auxiliar. Hoje é responsável pela área administrativa

Um campinho de futebol no terraço do prédio faz a alegria das crianças. No local há brinquedos e área livre para banhos de mangueira

a escola pública. Parei na antiga 4ª série e, aos 17 anos, voltei a estudar no supletivo. É claro que a Unape influenciou demais na minha decisão. Quem passa por aqui tem uma história”, diz orgulhoso, antes de lembrar que a irmã também estudou naquele mesmo prédio que hoje em dia ajuda a cuidar. “Todas as mães queriam que seus filhos viessem para cá. Eu posso dizer que 90% das pessoas da minha geração não se envolveram com o tráfico de drogas por causa da Unape. Os professores sempre foram excelentes e ajudavam a colocar a cabeça das crianças no lugar. Posso até deixar de trabalhar aqui um dia, mas a Unape sempre terá um lugar no meu coração”.

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a ser responsável por todo o prédio. “Há um grande desafio pela frente. Queremos reformar as salas e toda a estrutura do imóvel, além de unificar as cozinhas, pois cada instituição tinha a sua. O refeitório também será bastante ampliado. Enfim, nosso objetivo é oferecer às crianças da Unape o mesmo que têm os alunos do Santo Inácio”, diz Maria José, já antecipando o próximo sonho. “Desejamos muito dobrar a nossa capacidade de atendimento”. O responsável pelos serviços gerais da Unape, Erico Robson do Amaral, ou Dida, de 30 anos, foi outro funcionário que também frequentou o prédio como aluno. “Fiz a creche aqui e depois fui para

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Os corredores ficam tomados por mochilas e trabalhos feitos pelas crianças atendidas pela Unape

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de contribuir. Entre elas está a entrega de livros para a biblioteca ou a contribuição financeira, que pode ser feita através de depósito na conta 17996-5 da agência 2781-2 do banco Bradesco. Outra opção é se tornar sócio da ASIA e contribuir mensalmente com a associação. Para isso basta mandar um e-mail para contato@asiarj.org.br com nome completo, endereço e o valor com que deseja ajudar. Um boleto de cobrança será enviado todo mês. “Hoje em dia conseguimos manter este serviço porque trabalhamos em várias frentes. A prefeitura nos repassa um valor para cada criança de até 3 anos e 11 meses e, anualmente, apresentamos um projeto para a Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social (Aneas), que é ligada aos jesuítas, para o pagamento dos professores”, explica Maria José Bezerra, vice-presidente da ASIA. A associação tem conseguido manter os serviços já existentes. A nova meta, no entanto, é reformar o velho prédio que fica ao pé do morro. E para isto será importante ampliar a arrecadação. Como recentemente a associação incorporou a Pequena Obra de Nossa Senhora Auxiliadora (Ponsa), que era dona do imóvel e cedia o quarto andar e o terraço para a Asia, enquanto mantinha cursos de reforço escolar e pré-escola nos outros pisos, a organização dos antigos alunos do Santo Inácio passou

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Dedicação total sem perder a motivação Não é difícil saber quem é a pedagoga Maria Lúcia Lara quando se faz uma visita à Casa Santa Marta ou à Unape. Ela é aquela que está com uma faixa na cabeça e um largo sorriso no rosto. Mesmo após 31 anos subindo e descendo as ladeiras da comunidade, esta jovem de 61 anos, única funcionária que está no projeto desde a sua criação, ainda tem a empolgação de uma recém-formada ao falar sobre o projeto social mais antigo da ASIA. “Quando começamos, o quadro era tão complexo que os vermes, literalmente, saltavam pela boca das crianças. Era impossível não ter 80% do nosso olhar para estas questões, deixando a pedagogia em segundo plano. Eram doenças de pele, como sarna, vermes e diarreia. O ambulatório da comunidade vivia cheio”, lembra. Isso tudo era reflexo da situação precária da comunidade, no que se refere a infraestrutura. A maioria das casas era de madeira, sem banheiro. O saneamento não existia. O esgoto fazia parte do cenário, ali, a céu aberto. “Durante os primeiros cinco anos a nossa mão de obra foi leiga, na sua maioria composta por pessoas da comunidade, que foram sendo formadas com a prática. A ASIA subsidiou a formação das pessoas”, conta, antes de lembrar como foi difícil fazer com que as mulheres tivessem uma atitude profissional dentro da pré-escola. “Muitas vezes as professoras eram tias, mães ou madrinhas das crianças que estavam cuidando. Mas o tratamento não podia ser o mesmo. Elas não estavam em casa”. O treinamento incluía a mudança de vocabulário e passava pela roupa que deveriam usar. “Formar este pessoal foi um grande desafio. Mas valeu a pena”, acredita. Não foram poucos os casos que a marcaram nestes quase 32 anos, mas um em particular a emociona mais. “Teve uma criança que eu quis adotar, cuidar. Foi lá no início do projeto. Era um menino, filho de pais alcoólatras, que apanhava muito. Uma vez ele chegou aqui com a marca de uma cintada no rosto. Infelizmente nós o perdemos, pois ele entrou para o tráfico e morreu. Aprendi que temos que ser sensíveis a tudo que acontece, mas não é possível levar todas estas crianças para casa”, diz, ainda num tom de lamentação, mesmo tantos anos depois. Desde então ela diz “procurar o interruptor” que há em cada pessoa. “Temos que manter a luz de cada ser humano acessa, para que ele se mantenha no rumo e motivado”. Mas também não são poucos os casos de vitória. “Atualmente temos entre os voluntários uma menina que foi daqui, depois entrou para o Santo Inácio, se formou, completou o nível superior, faz pós graduação e voltou para nos ajudar. É filha do verdureiro que tem uma barraca aqui ao lado”, conta, sem esconder o orgulho. “Fico especialmente feliz quando vejo meus ‘netos’ entrando aqui”, diz ela, se referindo aos filhos das crianças que passaram pelas salas da Unape ou da creche. E pelo jeito, pode ser que ainda veja alguns “bisnetos”, pois a aposentadoria não passa por sua cabeça. “Enquanto meu corpo permitir eu vou continuar. Sou privilegiada, pois escolhi fazer isto e passei por lugares muito legais ao longo da minha carreira”.

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Temos que manter a luz de cada ser humano acessa, para que ele se mantenha no rumo e motivado”

DOAÇÕES Nome: Asia - Associação dos Antigos Alunos dos Padres Jesuítas Banco: Bradesco Agência: 2781-2 Conta: 17996-5 CNPJ: 34.114.470/0001-06 Tel: (21) 2527-3502 | 3184-6202 contato@asiarj.org.br Rua São Clemente, 216 Botafogo Rio de Janeiro – RJ


Restauração de imagens

COMINFORMAÇÃO INFORMAÇÃOEEFORMAÇÃO FORMAÇÃO COM SESICIDADANIA CIDADANIAAJUDA AJUDAAATRANSFORMAR TRANSFORMAR OOSESI VIDADE DEMILHARES MILHARESDE DEPESSOAS. PESSOAS. AAVIDA As UPPs trouxeram para o Rio de Janeiro e abriram as portas de muitas comunidades para o SESI Cidadania entrar. Com o SESI Cidadania, As UPPs trouxeram pazpaz para o Rio de Janeiro e abriram as portas de muitas comunidades para o SESI Cidadania entrar. Com o SESI Cidadania, entraram cursos gratuitos educação básica e profi ssional SESI e do SENAI. Entraram espetáculos teatrais e espetáculos reais como entraram cursos gratuitos de de educação básica e profi ssional do do SESI e do SENAI. Entraram espetáculos teatrais e espetáculos reais como cidadania, saúde, Indústria do Conhecimento (nossas bibliotecas), Feira das Profi ssões (para orientação profi ssional), os programas cidadania, saúde, Indústria do Conhecimento (nossas bibliotecas), Feira das Profissões (para orientação profissional), os programas da da 3ª 3ª Idade (multiatividades para idosos) e o Atleta do Futuro. E pensando nos alunos que não podem estudar durante o dia, oferecemos o Corujão Idade (multiatividades para idosos) e o Atleta do Futuro. E pensando nos alunos que não podem estudar durante o dia, oferecemos o Corujão o Galo Madrugada, cursos profi ssionalizantes madrugada, já mudaram a vida muita gente. Somadas, informação e formação e oeGalo da da Madrugada, cursos profi ssionalizantes de de madrugada, queque já mudaram a vida de de muita gente. Somadas, informação e formação trazem transformação. Melhoram a vida pessoas. esperança, fé no futuro, sorriso rosto. outros lugares estado o Sistema trazem transformação. Melhoram a vida dasdas pessoas. DãoDão esperança, fé no futuro, sorriso no no rosto. EmEm outros lugares do do estado do do Rio,Rio, o Sistema FIRJAN fez o mesmo trabalho, que muito nos orgulha. Porque transformar é da natureza da indústria. Informar, formar, transformar, verdadeiramente FIRJAN fez o mesmo trabalho, que muito nos orgulha. Porque transformar é da natureza da indústria. Informar, formar, transformar, verdadeiramente e para sempre, o nosso projeto. Nosso projeto da vida inteira. SESI CIDADANIA. Educação. Saúde. Esporte. Lazer. CIDADANIA TRANSFORMA. e para sempre, é oénosso projeto. Nosso projeto da vida inteira. SESI CIDADANIA. Educação. Saúde. Esporte. Lazer. CIDADANIA TRANSFORMA.

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Comunidades pacifi cadas atendidas pelo SESI Cidadania: Andaraí, Babilônia/Chapéu Mangueira, Comunidades pacifi cadas atendidas pelo SESI Cidadania: Andaraí, Babilônia/Chapéu Mangueira, Borel, Cidade de Deus, Complexo de São Carlos, Coroa/Fallet/Fogueteiro, Formiga, Jardim Batan, Borel, Cidade de Deus, Complexo de São Carlos, Coroa/Fallet/Fogueteiro, Formiga, Jardim Batan, Macacos, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Prazeres/Escondidinho, Providência, Salgueiro, Santa Marta, Macacos, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Prazeres/Escondidinho, Providência, Salgueiro, Santa Marta, João, Tabajaras/Cabritos, Turano a comunidade Morro Azul atendida pelo 2º Batalhão da PM. SãoSão João, Tabajaras/Cabritos, Turano e a ecomunidade do do Morro Azul atendida pelo 2º Batalhão da PM.

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DPZ

O CSI iniciou, no meio do ano passado, o processo de restauração do seu conjunto de esculturas que ocupa o saguão principal da escola. As três imagens do calvário - Cristo Crucificado, Nossa Senhora e São João – são remanescentes do antigo Colégio dos Jesuítas, do morro do Castelo, e datam do século XVII. O processo, com previsão de sete meses de duração (abril é o prazo), vem sendo acompanhado pelos alunos do colégio, que estão tendo uma excelente oportunidade de aprender sobre a história das imagens, da arte e da cultura da época em que foram feitas, além de aprender sobre o processo de restauração. Entre as técnicas utilizadas estão a remoção de sujeiras, polimento, imunização e até mesmo o uso de aparelhos portáteis de fluorescência, de raios-x e de radiografia computadorizada.

DPZ

A distribuição da Companhia de Jesus pelo mundo, com a concentração dos padres por faixa etária, são algumas das curiosidades apresentadas pela edição 270 da revista Jesuítas do Brasil. Espalhados pelos cinco continentes, os jesuítas estão reunidos em 85 províncias.A idade média dos religiosos é de 57 anos. Os mais jovens atuam na África, enquanto os mais velhos ficam na Europa Meridional. O quadro de jesuítas atual é o seguinte: Ásia Meridional: 4.018
Estados Unidos: 2.610
Europa Meridional: 2.133
Europa Ocidental: 1.726
Europa Central e Oriental: 1.706
Região Ásia-Pacífico: 1.649
África: 1.481
América Latina Meridional: 1.312
América Latina Setentrional: 1.262 Saiba mais sobre os padres da Companhia de Jesus no site da Cúria dos Jesuítas em Roma: www.sjweb.info

badaladas

divulgação CSI

Conheça a distribuição dos jesuítas pelo mundo


apostólica março 2012

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Em 1995, a 34ª Congregação Geral da Companhia de Jesus, no seu Decreto 13, tratou especificamente da colaboração com leigos sugerindo a criação de uma “rede apostólica inaciana”, formada por pessoas e grupos que encontram na Experiência dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio uma base comum de espiritualidade e apostolado. Já um ano depois, em 1996, no Rio de Janeiro, a Província Jesuita do Brasil Centro-Leste deu início à formação de uma rede quando um grupo de leigos, que partilhavam a espiritualidade de Inácio de Loyola, comprometeuse publicamente a caminhar em colaboração com os jesuitas no serviço da missão, aproveitando os diversos carismas pessoais, comunitários e dispondo a assumir o protagonismo apostólico. Nascia então a RAI – Rede Apostólica Inaciana, que não é um movimento, nem uma associação, mas, sobretudo, uma rede de articulação e colaboração orientada para a missão de evangelizar e transformar a sociedade. O grupo se reúne mensalmente no Colégio Santo Inácio partilhando idéias, experiências e informações sobre os principais eventos que cada frente realiza, sempre motivados pelo Magis Inaciano: doar o melhor de nós ao amor a Deus e serviço ao próximo.

Fotos: divulgação CSI

espiritualidade

Rede

A RAI é formada pelos seguintes grupos de espiritualidade inaciana: AA - Antigos Alunos Jovens ACVM – Associação das Comunidades de Vida Mariana ASIA – Associação dos Antigos Alunos dos Padres Jesuitas CL – Centro Loyola de Fé e Cultura CM – Federação das Congregações Marianas-RJ CSI – Colégio Santo Inácio-Formação Cristã CVX – Comunidades de Vida CristãEPC – Encontro de Pais com Cristo do CSI ISI – Igreja Santo Inácio JA – Jornada da Acolhida do CSI JIP – Jornada Inaciana de Pais do CSI PUC – Centro de Pastoral Anchieta da PUC-RJ MIR – Movimento Integra Rio Pe. Luis Fernando Klein, SJ é o Assistente Espiritual da rede.


RAI

Frente ou Movimento

Liderança

e.mail

AA

Antigos Alunos do CSI

Teresa Tang e Rafael Frota

teresatang@santoinacio-rio.com.br

ACVM

Associação das Comunidades de Vida Mariana

José Batista Sobrinho

sobrinhocvx@yahoo.com.br

CL

Centro Loyola de Fé e Cultura

Sonia Fontes

frsonia@puc-rio.br

CCMM

Federação das Congregações Marianas R.J.

Marcio Blois

marcioblois@uol.com.br

CSI

Departamento de Formação Cristã do CSI

Vera Porto

vporto@santoinacio-rio.com.br

CVX

Comunidades de Vida Cristã R.J.

Heloísa Charbel

helocharbel@uol.com.br

EPC

Encontro de Pais com Cristo do CSI

Bento e Lu Pamplona

pamplona.ce@gmail.com

ISI

Igreja Santo Inácio

P. Walter Falchi Honorato

wfhonorato@yahoo.com.br

JA

Jornada da Acolhida do CSI

Celso do Paço e Rosângela do Paço

celsoeropaco@terra.com.br

rafael.frota@vcadv.com.br

rosangelapaco@guimar.com.br JIP ASIA – Projetos sociais

PUC

Jornada Inaciana de Pais do CSI

Mª Aparecida Stallivieri Tiaraju

mcida@superig.com.br

Casa Santa Marta, UNAPE e CCE

Maria José Bezerra

mariajose@asiarj.org.br

Ambulatório São Luís Gonzaga

Centro de Pastoral Anchieta da PUC

P. Alfredo Sampaio Costa

alfredosj@puc-rio.br

Assistente Espiritual

P. Luiz Fernando Klein

lfklein@gmail.com

Como ‘enRAIzar-se’? Dado que a RAI é uma associação espontânea e não um movimento nem associação, entram na rede, de modo temporário ou permanente, as pessoas e/ou grupos que se dispõem a realizar um trabalho articulado, a partir de programas e iniciativas que vão sendo sugeridas e aparecem no blog: www.rai-riodejaneiro. blogspot.com.

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Sigla

Por que? Porque respostas iniciais e fragmentadas não dão conta de oferecer soluções eficazes para os problemas da atualidade, globalizados e urgentes.

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Podem ser contatados os integrantes do Grupo de Animação da RAI/Rio de Janeiro, que busca estimular a articulação de várias frentes de trabalho, setores apostólicos e movimentos apostólicos no Rio de Janeiro:

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inaciana

Quem somos? Somos um grupo de leigos, religiosos e religiosas, que tem encontrado na espiritualidade de Santo Inácio de Loyola uma inspiração para a sua vida cristã no mundo de hoje. Procuramos tecer uma rede de atuação apostólica no Rio de Janeiro, a partir dos desejos, talentos e esforços de pessoas, grupos, movimentos civis e eclesiais e congregações religiosas que se nutrem da mesma espiritualidade.

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entrevista

Sagrada

natureza Padre Josafá Carlos Siqueira considera o tema ambiental uma questão ética

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A preservação do meio ambiente e as atitudes ecologicamente corretas talvez sejam os assuntos mais discutidos na sociedade nos últimos anos. Não à toa, a sociedade tem dado bastante valor às instituições que se preocupam em preservar o meio ambiente, seja através do uso de papel reciclado, energia solar ou coleta seletiva. No ano em que a Campanha da Fraternidade foi “Fraternidade e a Vida no Planeta”, em que se discutiu o novo Código Florestal e que a Pontifícia Universidade Católica (PUC) consolidou o seu curso de Biologia (2011), a Sino foi até o gabinete do reitor da universidade, padre Josafá Carlos de Siqueira, para uma entrevista sobre meio-ambiente. O tema não é novidade para este doutor em Biologia Vegetal e professor e pesquisador do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC há mais de 20 anos.

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Por que o senhor se preocupa em abordar o tema ambiental como uma questão ética? Esta questão, tanto em âmbito mundial, quanto local, passa pela ética, que é o campo

de saber dos atos e costumes. Se queremos criar costumes corretos e justos, temos que corrigir nossos atos. E isto é fundamental para se iniciar um processo de mudança. Afinal, os ecossistemas têm seus limites, e temos crescido sem observar isto. Hoje, a escala de tempo para mudarmos já é bem menor, pois já há um passivo ambiental. Em menos de 100 anos não será possível retirar todo o CO2 da atmosfera. Para criarmos medidas mitigatórias temos que nos adaptar. A forma de se viver tem que mudar e temos que nos acostumar com isso, pois os desequilíbrios climáticos, com muita chuva em um local e seca em outros, já são uma realidade. E como fazer para mudar as pessoas? Bom, aí existem as abordagens. Há o ponto de vista político, que vem sendo contemplado com encontros internacionais, debates e algumas medidas de governo. O primeiro passo foi dado na Rio 92 e agora teremos uma nova oportunidade com a Rio+20. Hora nos deparamos com avanços, hora com recuos.

Tem a abordagem científica, que considero fundamental neste processo, pois a criação de novas tecnologias e as técnicas biológicas, assim como sociais e humanas devem contribuir neste processo de mudanças. Os dados e os detalhes vêm da ciência. E temos, no Brasil, uma relevância internacional, pois temos muita biodiversidade. Tenho participado de muitos congressos e vemos que as mudanças estão acontecendo, como a migração dos pássaros. Há um tempo atrás tínhamos 120 espécies ameaçadas de extinção no País. Hoje já são mais de 400. Estes são dados concretos. E há a questão religiosa. O diálogo intrareligioso é muito importante, pois a relação entre a natureza e as religiões é muito direta. Quando se trata de igreja Católica isto é muito forte, pois há a tradição profética, de chamar a atenção. Em 1979 já tivemos uma Campanha da Fraternidade tendo o meio ambiente como tema, que nem era tão discutido. Depois tivemos outra campanha, em 2004, sobre a água e o valor dos recursos hídricos. Em 2007 foi a vez de discutirmos sobre

Fotos: divulgação PUC

Reitor da PUC fala sobre meio-ambiente, tema que foi trabalhado pela Campanha da Fraternidade de 2011


a biológica. Afinal, os problemas ambientais passam por questões sociais. A Ecologia é uma só, envolvida por vários saberes integrados. A faculdade acaba atingindo pessoas que já têm um interesse no tema. Como chegar a toda a sociedade? Acredito que o melhor a se fazer é a educação ambiental, pois forma pessoas com uma outra visão de mun-

O novo curso de Biologia da PUC já é um reflexo da necessidade de se debater o assunto na sociedade? Sem dúvida. Não tínhamos um curso na área biológica e também não queríamos repetir o que havia por aí. Nossa preocupação era formar um biólogo preocupado com as questões do futuro. Um profissional que terá excelência em sua área, mas que tenha condições de dialogar com os diferentes campos, que tenha uma visão do conjunto. Não à toa, temos sete departamentos da universidade atuando juntos, no curso de Biologia, que é o mais interdisciplinar da PUC. Nós contemplamos a questão tecnológica, a humana e, claro,

E isto acontece nas escolas da Companhia de Jesus? Sim. Nossos colégios já possuem esta preocupação, mas acho que podemos ampliar. Na PUC, por exemplo, temos uma agenda ambiental com metas que vão gerando importantes mudanças de hábito. Já temos coleta seletiva no prédio Kennedy, conseguimos reduzir o nosso gasto com papel e vamos começar um projeto com energia solar. Vamos fazer projetos comuns com o Santo Inácio na linha de sustentação ambiental. E a Igreja está fazendo um esforço para dar o seu testemunho. Tem prédio no Vaticano com captação de energia solar. E isto tem que acontecer. Tem que dar exemplo e mostrar para a sociedade que está fazendo.

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E como o senhor vê o debate sobre o novo código ambiental? Acho fundamental o debate, pois é o código que regula as relações em nosso país. Se a lei diz que pode reduzir a vegetação nas margens dos rios há algo de errado. Quem estuda sabe que temos que ampliar. E esta posição vai de encontro ao que o Brasil prega no cenário internacional. Acredito que há pontos vulneráveis, uma visão utilitarista e imediatista da natureza. E isto deveria ser superado. Acredito ser fundamental a incorporação de dados científicos. Os cientistas estão alertando para

muitas questões. E este não é apenas um debate político, mas social e científico. Depois o preço a ser pago por decisões sobre o meio ambiente, como neste caso do código, pode ser muito alto, pois elas afetam o futuro do nosso planeta.

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a amazônia, sua internacionalidade, riqueza cultural e biodiversidade. E agora temos a campanha sobre as mudanças climáticas. Temos que repensar nossa postura e a relação com o criador e a natureza. E esta campanha apenas começou, pois a Igreja está atenta e tentando dar respostas. É uma reflexão teológica, mas com ciência.

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Alunos da PUC aproveitam as áreas verdes a universidade, que ganhou um curso de Biologia

do, pessoas capazes de mudar os atos que vêm dentro de casa. Todas as escolas deveriam se adaptar para mudar seus jovens. É importante mostrar a importância da reciclagem, de não deixar as luzes acessas, de plantar árvores, de investir na energia solar, em economizar água. Mas isto não precisa ser feito apenas nas escolas. Pode acontecer também nas comunidades, nas paróquias.

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Formação integral Projeto de formação social faz alunos do CSI se envolverem com questões relevantes e atuais

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om o objetivo de oferecer uma formação plena para seus alunos, o Colégio Santo Inácio está fazendo com que seus estudantes entrem em contato direto com questões relevantes para a sociedade brasileira. Através de um programa iniciado no ano passado pela equipe de Formação Cristã, os estudantes estão tendo a oportunidade de conhecer de perto, por exemplo, a vida dos catadores de lixo que atuam no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias. Este foi o tema escolhido para ser aprofundado pelos alunos do 1º ano do ensino médio, mas o projeto começa a partir do 6º ano do ensino fundamental, neste primeiro momento com reflexões e estudos em sala de aulas. A partir do 8º ano os estudantes têm a oportunidade de extrapolar os muros do colégio na busca

por conhecimento, sendo esta sempre uma atividade extracurricular, ou seja, vai quem quiser. “A escolha depende do que vem sendo trabalhado em cada série. Como estávamos trabalhando a Campanha da Fraternidade, cuja questão central era o meio ambiente, e a nossa diretora, Vera Porto, nos trouxe o contato da empresa que está cuidando do passivo ambiental do aterro sanitário, que está sendo fechado, partimos para a elaboração de um projeto”, contou a assessora de formação cristã e professora de religião do 1º ano do ensino médio, Ana Lúcia de Oliveira Vieira. O primeiro passo foi levar os catadores para dentro da escola, para que conhecessem os alunos. “Já tínhamos passado o filme do Vic Muniz, sobre o atero sanitário, antes e receber a visita e depois levamos os alunos até Gramacho”, contou a professora.

O próximo passo vai instigar os jovens a elaborar projetos de reinserção social para os catadores, que, com o fim do aterro, podem ficar sem uma atividade que lhes proporcione algum retorno financeiro. A resposta foi tão positiva que a experiência da série está servindo de exemplo para o resto do colégio. Os estudantes mobilizaram suas famílias e os próprios professores para que passassem a comprar o material produzido pela cooperativa que foi montada pelos catadores de Gramacho, além de ajudarem no recolhimento de matéria-prima, como garrafas pet. “O envolvimento foi maior do que esperávamos e queremos manter o projeto. Isto muda a percepção de vida dos nossos alunos”, afirmou Ana Lúcia, antes de contar que os jovens ainda “adotaram” 304 filhos de catadores, que ganharam presentes no Natal do ano passado.

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Fotos: divulgação CSI

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Compartilhe conosco suas memórias inacianas Quais professores marcaram sua vida? Quais colegas de turma se tornaram grandes amigos? Com quem você perdeu contato e gostaria de reencontrar? Envie fotografias antigas e recentes, conte as histórias de época de colégio e diga como está sua vida agora. Você também pode comentar as notícias da Revista Sino e sugerir pautas para as próximas edições, além de enviar artigos sobre temas de seu interesse. O material enviado poderá ser publicado nesta revista e em nossa página no Facebook. Saudações inacianas!

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Seja sócio e ajude na manutenção de projetos como a creche e a pré-escola no Santa Marta

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Revista Sino - março/2012  

Revista dos antigos alunos do Santo Inácio, edição de março de 2012

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