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Revista

Sim à

Expediente

Vida

Edição n° 03 (dezembro de 2017, janeiro e fevereiro de 2018) Periodicidade: Trimestral COORDENAÇÃO GERAL Pe. Silvio Roberto, MIC - Diretor da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada JORNALISTA RESPONSÁVEL Adriana Taques Mussi Endres (MTB 3474/13/57) DIAGRAMAÇÃO E APOIO DE EDIÇÃO: CM2 Marketing Integrado IMPRESSÃO Papel Ouro Gráfica e Editora LTDA. TIRAGEM 2.500 exemplares CONTATO/ ANÚNCIOS Telefone: (41) 3156-0003 administrativo@casaprovidami.com.br

Índice PALAVRA DO DIRETOR ............. SAÚDE DA MULHER ................. FALA JOVEM ............................. ATUALIDADES ........................... CINCO ANOS DA CASA PRÓ-VIDA MÃE IMACULADA: UMA RETROSPECTIVA .............. IV DOM DE SER MULHER ......... ESTUDO E FORMAÇÃO ............. O QUE DIZER SOBRE... ............. SANTOS PRÓ-VIDA.................. POLÍTICAS PÚBLICAS ................ PAPO PRÓ-VIDA ........................ DÚVIDAS SOBRE O ABORTO ... *Os artigos desta revista podem ser reproduzidos desde que a fonte seja citada.

REALIZAÇÃO Casa Pró-Vida Mãe Imaculada www.casaprovidami.com.br Sim à Vida

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Palavra do diretor | Sim à Vida

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aros amigos, é com grande alegria que chegamos até vocês com a terceira edição da Revista Sim à Vida – a primeira revista pró-vida do Brasil. Enquanto revista, ainda estamos engatinhando; bebês de colo, talvez. Já como Casa Pró-vida, estamos caminhando com firmeza! Como você verá nesta EDIÇÃO ESPECIAL, atingimos a idade de 5 anos. Somos muito gratos a Deus por isso! Sabíamos, desde o início, que o Senhor nos chamava a levar a mensagem da vida e denunciar a cultura de morte. Mas, não tínhamos a ampla compreensão de como isso se daria. Como veremos na matéria da retrospectiva, se deu pelos mais diversos meios: espiritualidade, formações, eventos, atendimentos... O nosso trabalho atingiu uma dimensão bem grande e, com ele, uma responsabilidade também muito grande. Afinal, lidamos com vidas humanas. Posso dizer para você que tanto eu como os que me acompanham nesta

obra estamos muito confiantes. Há uma frase bíblica que tem chamado muito minha atenção nos últimos tempos: “até aqui o Senhor nos socorreu” (I Sam 7,12). Sim, o Senhor tem nos socorrido e creio firmemente que continuará nos socorrendo, pois a obra é Dele, não nossa. Basta sermos fieis. E como o Senhor nos socorre? Muitas vezes diretamente, mas, em tantas outras, indiretamente por meio de pessoas. O nosso Deus sabe que os desafios pela frente são enormes e, por isso, nos chama a arregaçar as mangas e a trabalhar pela cultura da vida. Em nosso aniversário eu te peço um presente: leia esta revista e considere se unir a nós nesta missão. Há diversas formas de fazê-lo: nos ajudando financeiramente, sendo um voluntário, rezando por nós... Que o Deus da vida preencha o seu coração e toda a sua família de muitas bênçãos! Pe. Silvio Roberto, MIC Diretor da Casa Pró-vida Mãe Imaculada

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4 | SAÚDE DA MULHER

O Excesso de trabalho na vida da mulher e suas consequências

Jacymary Gomes Ferreira Matzkin¹

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trabalho dignifica e traz autoestima. Entretanto, não deve consistir em consumir sua vida em constante ativismo, na busca, às vezes desenfreada, seja pelas necessidades materiais, seja para alcançar sucesso profissional e financeiro. Quero despertar sua atenção, mulher, sobre algo que possa estar vivendo, a respeito do excesso de trabalho e sobre as consequências disso. Como psicóloga, mulher, esposa e dona de casa, dirijo-me a você que anseia sinceramente cumprir seu papel na vida profissional e familiar. As transformações sociais, culturais e organizacionais resultaram em novas exigências, tanto no trabalho

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quanto na família, fazendo com que haja uma necessidade de equilíbrio, para ajudar na percepção de nossas escolhas. Segundo Viktor Frankl², a liberdade precisa caminhar junto com a responsabilidade diante das escolhas e Bendassolli³ diz que a riqueza está a serviço do homem e não o contrário. Portanto, quando o trabalho se torna uma alienação, o ser humano perde a sua autorrealização como pessoa, sofre, chegando à perda de sentido de vida e de valores. A grande angústia do ser humano é a falta de sentido diante da vida, ou seja, um profundo sentimento de vazio existencial, por isso ocupa o tempo fazendo coisas, esquecendo-se, muitas vezes, de ser. Muitas mulheres pelo medo do desempre-


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go, diante da crise econômica, aceitam as exigências excessivas do trabalho, algumas até fazem horas extras sem remuneração. Perdem a qualidade de vida familiar, levam serviço para casa e não conseguem reconhecer seus limites, chegando ao esgotamento profissional. A síndrome do esgotamento profissional, também conhecida como Burnout4 , é um estado de fadiga ou frustração produzido pela dedicação exagerada a uma causa, estilo de vida ou relação que não produz o resultado esperado. Há perda de energia, sensação que chegou ao limite, e suas atividades vão se tornando lentas. Levando à despersonalização e inadequação para as tarefas que vinham sendo realizadas anteriormente. O trabalho passa a ser algo alheio e estranho e as pessoas próximas se tornam desconhecidas5. Como se recuperar e prevenir o desgaste profissional? Reconhecendo que está passando por isso e identificando sua causa. Para a Psicologia Cognitiva, são relevantes a pessoa e o ambiente. Na esfera pessoal, importa o momento presente quando se pode tomar decisões e criar uma realidade nova, a partir das atividades, que vão influenciar e transformar o ambiente. Recomenda-se produzir pequenas mudanças para que as emoções negativas diminuam. Pode-se pensar que não consegue “mudar nada”, mas tente colocar em prática, aos poucos, mudanças no seu dia a di. Por exemplo: tire uns minutos do seu intervalo de trabalho para caminhar, olhar a natureza, em vez de ficar no ambiente de trabalho respondendo e-mails ou “navegando” nas redes sociais. É preciso aprender a trabalhar melhor em vez de trabalhar mais, preservando seu espaço pessoal. GLOSSÁRIO 1 Psicóloga Clínica. CRP 08/19443. 2 FRANKL, V. E. Psicoterapia e sentido da vida: fundamentos da Logoterapia e análise existencial. São Paulo: Quadrante, 1989. 3 BENDASSOLLI, P. F. Trabalho e identidade em tempos sombrios: insegurança ontológica na experiência atual com o trabalho. São Paulo: Idéias & Letras, 2007. 4 FREUDENBERGER, H. J. Staff burn-out. Journal of social issues, Malden, v. 30, no. 1, p. 159-165, 1974. 5 MASLACH, C. Burn out e organizazzione: Modificare i Fattori strutturali dela demotivazione al lavoro. Trento: Erikson, 2000.


6 | FALA JOVEM

Jovens em missão... com prostitutas

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Santo Padre Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium nos surpreende com essa fala: “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! (...) prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças.” Muitas vezes, nós temos tanto medo de ir ao encontro do outro por não saber o que fazer que não saímos em missão, pois, realmente, não é fácil ser missionário, buscar o novo e se envolver com situações nas quais não sabemos o que acontecerá: cada abordagem é uma história, uma vida a ser cuidada. Nos dias 08, 09 e 10 de Setembro de 2017, aconteceu Congresso Estadual da Renovação Carismática e os jovens do Ministério Jovem de todo

Sim à Vida


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estado foram convocados a, movidos pelo Espírito Santo, estarem na cidade três dias antes do congresso para realizar missões. Em um dos dias, à noite, fui chamada a realizar a missão nos prostíbulos, confesso que a princípio me assustei, pois minha realidade é totalmente outra, confesso nunca nem ter entrado em uma balada, imagina entrar em um prostíbulo... Mas, meu coração foi tomado por um desejo de fazer a diferença em um lugar em que a luz já não brilhava. Passaram diversas coisas em minha cabeça, e no caminho para o prostíbulo fiquei imaginando como seria ao chegar lá, se conseguiríamos entrar, se teríamos que pregar para as prostitutas, se eu teria coragem de abraçá-las, enfim, pensei em muita coisa... Então compreendi que, na verdade, não seria necessário nada a mais do que eu levasse aquilo que é mais precioso dentro de mim: o amor de Jesus, que também me resgatou e me resgata todas as vezes que estou em pecado. No Documento de Aparecida, n.18 diz: “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça, e transmitir esse tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor, ao nos chamar e nos eleger, nos confiou”. Essa era a tarefa que o Senhor estava me confiando e somente a partir da experiência pessoal que tive, eu seria capaz de entrar nesse prostíbulo desejando que as mulheres que estariam lá também pudessem ter uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Chegamos a uma rua no qual havia 7 prostíbulos, paramos na frente do primeiro e começamos a fazer uma serenata, cantávamos a musica “Foi por você” do Ministério Anjos de Resgate. Algo impressionante aconteceu, as mulheres começaram sair da casa emocionadas e, ao finalizarmos a música, elas nos abraçaram. Naquele momento, pensei: “como pode isso? Nós estamos sendo acolhidos por elas...”. As mulheres nos olhavam com tanta fé e com muito amor. Havia duas delas sentadas na frente do prostíbulo, quando vi eu já esta-

va lá, sentada do lado delas, sem falar nada, apenas sentada ao lado. Algumas começaram a fazer perguntas e, assim, nós também perguntávamos seus nomes, suas histórias e escutávamos suas experiências. Elas nos levavam para dentro do local e, ao entrar, me deparei com um lugar totalmente desfigurado. Havia alguns “clientes” no local e mesmos as mulheres que estavam acompanhadas, levantaram para receber o nosso abraço. Nós passamos nos sete prostíbulos, abraçando uma a uma, houve um momento muito marcante: uma das mulheres, antes que chegássemos, já estava nos aguardando. Uma das abraçadas no primeiro prostíbulo visitado saiu correndo em nossa frente avisando os demais prostíbulos que nós estávamos passando. Aquilo que parecia que poderia afastá-las fazia, na verdade, com que elas nos esperassem. Como essa que já estava à porta: Muito jovem e bonita, com roupa curta, quase nua, mas com olhar triste e sem vida esperando para ser abraçada. Perguntamos qual era seu nome, ela nos olhando disse, que, para nós, ela diria seu nome verdadeiro. Em meu coração vinha a passagem de Jeremias em que o Senhor disse que nos chama pelo nome. Em meio a toda realidade que vivia, houve um encontro dela com sua verdade, não nós, mas Cristo que estávamos levando até ela. Confesso que essa missão tocou muito meu coração, compreendi que posso levar tudo para oferecer a quem não tem, mas essa fonte de água viva que é Cristo é a principal coisa que preciso levar. Ser missionário é ir além, deixar as minhas verdades, medos e incapacidade para que Cristo alcance as almas. Ser missionária é dizer com a vida “não sou eu quem vivo, mas Cristo que vive em mim” (Gálatas 2,20). Ana Paula Fogaça, Assistente Social e Coordenadora do Ministério Jovem


8 | ATUALIDADES

PEC 181

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ma Comissão Especial do Congresso aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 181) que aumenta o tempo de licença maternidade para mães de crianças prematuras e também reforça o valor da vida desde a concepção. O texto irá para votação no Plenário da Câmara. Os promotores do aborto, claro, estão atacando a PEC, inclusive com mentiras, para enganar a opinião pública. Leia mais sobre esta PEC em nosso site: casaprovidami. com.br

e aumento dos casos de AIDS, já com quase um milhão de pessoas infectadas no país. Mais de meio bilhão de pessoas no mundo têm herpes genital. Embora algumas pessoas, infelizmente, contraíram estas doenças por outros meios, a maior parte se deve ao chamado sexo inseguro. Porém, não nos enganemos: pode-se falar em prevenção por camisinha, vacinas e outros meios artificiais, entretanto, a castidade é a única prevenção realmente segura para baixar estes números de morte. Castidade não é moralismo, é retidão no agir pelo próprio bem e o bem do próximo.

UNESCO

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Polônia – rosário

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proximadamente um milhão (!) de poloneses cercaram toda área fronteiriça do país, no último dia 07/10 (dia de N. Sra. do Rosário), para rezar o terço, pedindo à Mãe para salvar a Polônia e o mundo. Esta Nação, que salvou a Europa no passado e nos deu Santa Faustina e S. João Paulo II, continua no mostrando o caminho!

100 anos de comunismo

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lguns loucos ainda defendem o comunismo, a ideologia perversa que, há 100 anos, foi oficialmente implantada na Rússia e, a partir dali, se espalhou por vários países do mundo, deixando um rastro de destruição contado em 100 milhões de mortos (por fome, condenações sumárias e guerras).

Precisamos falar de Castidade

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ados cada vez mais alarmantes sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). No Brasil, houve um aumento de casos de sífilis em mais de 5.000% Sim à Vida

s EUA oficialmente se retiraram da UNESCO, o que gerou críticas diversas. Mas por que dessa retirada e, melhor ainda, o que é a UNESCO? Em seus documentos, esta Agência da ONU promove a ideologia de gênero, a agenda gay, o sexo livre e irresponsável, o aborto e a nefasta ideia que as crianças são propriedade do Estado, e que este tem mais autoridade sobre elas do que seus pais. No seu Plano de ação, de 2009, por exemplo, a UNESCO não só diz que as crianças devem ser ensinadas a abortar, mas até mesmo a serem promotoras do aborto “seguro”. Em 2010, essa agência se posicionou pela clonagem de embriões humanos. Neste ano, a UNESCO liberou um documento que apoia a mudança de sexo de jovens, mesmo sem o consentimento dos pais, baseado no eufemístico “direitos sexuais”.

BISPO denuncia Globo

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m uma corajosa e esperada homilia, Dom Celso Antônio Marchiori, da Diocese de Apucarana (norte do Paraná) denunciou a Rede Globo como um demônio que, por meio de suas novelas, adentra nos lares brasileiros, para destruí-los. “Alguém precisa frear essa ditadura de imoralidade da Globo”, concluiu o bispo.

Censura?

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Apple retirou de circulação um aplicativo da Human Coalition (Coligação Humana), uma entidade que luta pela defesa da vida. O aplicativo permitia que as pessoas intercedessem pelas mulheres em vista de cometer um aborto.

Censura ? (2)

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m grupo pró-vida dos EUA teve sua postagem em defesa da vida excluída pelo Facebook. Em um


Sim à Vida

e-mail, a empresa simplesmente disse que “não apoiamos postagens do seu modelo de negócio”. Porém, após reclamações, a empresa voltou atrás. Uma vez que estes fatos estão sendo recorrentes, nos perguntamos se não é uma forma de intimidação, para que esse “negócio” da defesa da vida e da família não seja divulgado.

PrEssÃo soBrE o PrÍnCiPE

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Príncipe William e sua esposa, Kate, sofreram críticas de grupos ambientalistas por estarem esperando seu terceiro filho, o que representaria, na visão ideológica desses grupos, um perigo para o planeta. Infelizmente, parece que a pressão sobre o príncipe funcionou: em um recente evento, ele discursou sobre os perigos para o planeta se nascerem muitas pessoas.

5 ANOS

CASA PRÓ-VIDA MI

NOSSA NOVA CONQUISTA: JOÃO E MARIA FESTAS!

onu E o (nÃo) dirEito À Vida

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m uma ação bizarra, no começo de novembro, o Comitê de Direitos Humanos da ONU excluiu o nascituro (criança no ventre materno) do direito à vida. E, para piorar, força uma definição do abortamento como um direito. Assistimos a realização da profecia de Isaías: “Ai dos que chamam o mal de bem e o bem de mal” (Is. 5,20)

ParaGuai sEm idEoloGia dE GÊnEro

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eguindo a Constituição do país, que fundamenta a família na união entre um homem e uma mulher, e após pressão da sociedade civil, o governo do Paraguai rechaçou a ideologia de gênero na educação do país. Há um forte movimento para que essa ideologia destruidora entre na Base Nacional Comum Curricular do Brasil. Esperamos que também aqui haja ação da sociedade.

SALÃO DE FESTA INFANTIL

CELEBRE A VIDA

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10 | Cinco anos da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada: Uma retrospectiva

Cinco anos da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada: Uma retrospectiva

O começo

A Casa Pró-vida Mãe Imaculada nasceu no coração do Menino Jesus, ainda no ventre da Virgem Maria. Dali foi plantada no coração de um jovem padre. Quando ainda seminarista, enquanto rezava em frente a uma clínica de aborto nos Estados Unidos com outros seminaristas e um padre, ele presenciou um primeiro milagre da vida: uma mulher entrou na clínica, mas logo saiu, foi na direção deles e disse: “eu ia abortar, mas, porque vi vocês rezando, não vou mais!” No dia 22 de janeiro de 2005, ele foi ordenado sacerdote da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição; ajudou o movimento Pró-Vida no Rio de Janeiro e, no dia 12/12/2012, padre Silvio Rodrigues Roberto, o seminarista da frente da clínica de aborto americana, iniciou a nossa Casa, da qual ele é o Diretor. O próprio Deus foi tocando o coração de diversas pessoas para que se unissem à Casa PróSim à Vida

vida Mãe Imaculada e se tornassem apoiadores, benfeitores e colaboradores diretos nas diversas áreas profissionais: psicológica, jurídica, médica, administrativa, marketing, comunicação, assistência social, etc. Assim, tem acontecido na prática a nossa missão, que é anunciar o Evangelho da Vida, especialmente no tocante ao amparo à gestante e ao nascituro (bebê no ventre materno) em perigo de abortamento, considerando-os em suas individualidades de pessoas a serem respeitadas no inviolável direito à vida; promover as virtudes e valores ligados à família e denunciar todas as tentativas da cultura da morte em favorecer o aborto e outros meios contrários ao bem da criança, de sua mãe e da sociedade em geral. Com o sim à vida de tantas pessoas, aproximadamente quatrocentas mulheres foram atendidas pela Casa nestes 5 anos, o que resultou em centenas de crianças salvas do aborto.


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A caminhada

Em 12/12/2012 aconteceu, com a celebração da primeira missa, a inauguração da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada; No ano de 2013, nasceu o primeiro bebê. Com ele, o primeiro seminário de Estudo e Formação, que, em sua quinta edição, já trouxe a Curitiba renomados defensores da vida a nível nacional. Nesse mesmo ano, as gestantes atendidas passaram a ter sua confraternização anual e, como meio de sustento e evangelização, iniciouse o bazar beneficente. Em 2014, a Casa estruturou-se melhor em seus diversos Núcleos de trabalho: Núcleo Vida, Núcleo Benfeitores, Núcleo Comunicação, Núcleo Intercessão, Núcleo Jovens, Núcleo Eventos, Núcleo Social e Núcleo Estudo e Formação. Nasceu também o Dom de ser Mulher, um evento que vem ganhando muitas admiradoras por seu zelo com a alma feminina. No ano de 2015, nasceu o programa Sim à Vida, na TV Evangelizar. Ao longo de 2 anos, Pe. Silvio entrevistou pró-vidas de todo o país, refletindo sobre esta temática. A evangelização sempre foi um grande objetivo da Casa, daí a primeira Marcha pela Vida, a distribuição de nossas cartilhas para prostitutas, as diversas formações ministradas, o primeiro curso de formação do Método de Ovulação Billings, a evangelização com jovens na praia (pró-Vida no litoral), projetos voltados para as gestantes (tarde da beleza, cursos) e o projeto newborn (book dos bebês nascidos). No ano de 2016, nasceu o grupo Mulheres PróVida na cidade de Milhã, Ceará e já se formou também um grupo em Cianorte, PR. Em 2017, nasceu a revista Sim à Vida, como mais um meio de evangelização, que se soma à nossa conta no facebook, ao nosso site e blog. Nesse mesmo ano tivemos ainda três marcos: iniciamos as visitas espirituais às nossas gestantes, adquirimos um salão de festas infantis - João e Maria Festas e a Casa recebeu o Título de Declaração de Entidade de Utilidade Pública emitido pela Câmara Municipal de Curitiba.

Desafios

Sabemos que nossos desafios são enormes, pois a cultura de morte avança em nossa sociedade. Mas, longe de nos desanimarmos, nos consideramos privilegiados por servir ao Senhor e Sua Mãe Santíssima. Queremos encontrar emprego para nossas gestantes e dar educação às suas crianças, sem descuidar da evangelização. Precisamos chegar ainda mais próximos dos jovens, dando a eles os fundamentos da defesa da vida, impedindo que ideologias de morte roubem seus corações. Desses cinco anos, conhecemos várias histórias reais e muitos depoimentos emocionantes, como este:

“Jane, estava pensando: como são as coisas, né? Quando entrei em contato com vocês para fazer o aborto, eu estava desesperada porque meu marido estava desempregado. Hoje ele continua desempregado, mas agora tenho a nenê que é a maior alegria da casa. Amo meus outros filhos, mas a nenê é nosso maior motivo para seguir em frente, de cabeça erguida e, mesmo com as dificuldades, somos felizes! Obrigada por tudo! Que Deus continue iluminando vocês para que continuem fazendo esse trabalho maravilhoso com as mães” Mamãe N.


12 | IV Dom de ser Mulher

IV Dom de ser Mulher

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m momento único, num lugar lindo, um evento abençoado.... Uma brisa suave invadindo o ambiente e tocando o coração de quase duzentas mulheres. Cada uma pôde experimentar profundamente o cuidado, a beleza e a delicadeza de Deus no mais profundo da alma. Assim foi o IV Dom de ser Mulher, retiro organizado pela Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, cujo tema deste ano foi “A Beleza e a Força da Alma Feminina”. Me senti honrada pelo convite e por, mais uma vez, ter podido participar deste lindo trabalho. Na primeira carta de São Pedro lemos: “A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como os cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Pelo contrário, esteja no ser interior que não perece. Beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo. O que é de grande valor para Deus”. (IPEDRO 3, 3-4) O apóstolo nos fala nesse texto sobre a verdadeira beleza que é esperada numa mulher. Sabe-

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mos que ser mulher tem seus encantos que estão associados a comportamentos e características próprias do ser feminino. Todavia, hoje em dia quando se pensa ou se fala em beleza feminina imediatamente se associa isto à forma física da mulher, ao uso de roupas, acessórios, cabelo, maquiagem, à maneira de andar ou de se portar. Ou seja, pensamos nos aspectos externos de ser uma mulher feminina e quase nunca nos aspectos internos que devem compor esta feminilidade para que ela desabroche. Hoje em dia, há uma preocupação até excessiva das mulheres em relação ao seu aspecto físico. O que é compreensível  e aceitável, afinal não é pecado  querer ficar bela e cuidar do corpo. Mas, a verdadeira beleza sobre a qual o apóstolo Pedro nos quer exortar diz respeito à beleza de um espírito dócil, ao caráter e também à índole da mulher. A beleza da mulher Cristã se revela nas suas escolhas; a cada escolha que faz  ela revela um motivo de sua alma.  A Mulher bela e virtuosa sobre a qual nos fala a Bíblia é a mulher elegante e de escolhas nobres. Essa


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elegância espiritual e a docilidade sempre devem fazer parte do ser feminino. Ainda que a mulher seja bastante forte, a sua força deve vir juntamente com sua doçura. A sua sexualidade, como exercício do amor em seu caráter mais profundo, como doação e entrega. Só o Amor torna o exercício da sexualidade, entre um homem e uma mulher, verdadeiramente humano. Os pilares dentro de casa são a mulher e seu esposo, convidados cada qual a assumir seus respectivos papéis e suas funções para o bom andamento da casa e das relações familiares. As mulheres trazem em si mesmas um mistério, uma natureza sensível e por essa razão são capazes de compreender com mais facilidade as coisas do alto e sentir o que é necessário para que continuem a caminhar nesta terra com coragem e determinação. As mulheres se diferenciam por terem aprendido a difícil e corajosa missão de se conservarem sensíveis num mundo que valoriza posturas rígidas e as atitudes mecânicas. De nada vale ter poder sem humildade, dedicação sem entrega, beleza sem essência, intelecto sem sensibilidade, força sem espiritualidade e fé.  De nada vale gerenciar todas as questões aparentes, práticas e ‘importantes’ da vida, se não sofisticarmos o modo de enxergar e de sentir o mundo através da vida espiritual, através do sacrifício de si, do dom de si ao outro. Pois, através do mistério que existe no coração de cada mulher, o amor é gerado, muitas vidas podem ser salvas e muito consolo pode ser ofertado.  Portanto, a força de uma mulher se encontra no mais profundo  de sua alma, em sua feminilidade, se encontra na sua ação e iniciativa num mundo que clama e geme com dores de parto.  Sua força está na sua cruz de todos os dias, na capacidade de sofrer seus tormentos com dignidade sem nunca perder a fé e esperança naquele que é o autor da vida. Sua força está na sua vida espiritual e na sua oração diária. “A mulher sábia edifica sua casa, e a tola a derruba com as próprias mãos”( Provérbios 14, 1).  Se a casa interior não estiver edificada na rocha que é Cristo, sentido algum tem nossas lutas, nossas dores e nosso esforço diário de todos os dias.   A mulher forte é sábia, ama, confia e espera, com os olhos fixos no único que é capaz de lhe dar o amor que precisa e merece: No autor da vida e Senhor de todas as coisas. Lutando e defendendo a vida onde ela é mais frágil e mais precisa de nós,

seguindo os passos de Maria nossa Mãe Imaculada, aquela  permaneceu   “em pé” aos pés da cruz! Ela não caiu e foi fiel até o fim! Sigamos seu exemplo vivendo o “Ser Mulher” como um grande presente de Deus! Que venha 2018 e, com a graça de Deus, nos encontraremos de novo no V Dom de Ser Mulher!  

Judith Dipp Psicóloga CRP: 03674/08

Evento patrocinado por:

(41) 3348-7301

(41) 3247-4727


14 | ESTUDO E FORMAÇÃO

Ataque às crianças

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sociedade brasileira se viu indignada e perplexa no início de outubro deste ano: nos deparamos, através das redes sociais, com o que se passava em alguns museus brasileiros. O que vimos foi assombroso: a promoção da zoofilia, o escárnio para com símbolos religiosos católicos e, o mais grave, um movimento de promoção da pedofilia. Em tudo isso, as crianças eram o alvo principal: uma das “amostras culturais” foi pensada para elas e na outra amostra, uma criança interagia com um homem totalmente nu. A reação da sociedade diante de fatos tão criminosos foi o mínimo que se esperava: indignação, denúncia dos envolvidos e pedido de ação da justiça. Os organizadores de tais amostras, no entanto, juntamente com os que fazem parte do seu rol ideológico, tentaram negar o óbvio e, mais ainda, taxar de fundamentalistas e até fascistas os que se opunham a tal atentado contra os menores. Certos de que o que vimos está mesmo na categoria de absurdo e até mesmo de crime, nos perguntamos: por quê? Qual o motivo para estas ações tão aviltantes contra as crianças? Antes da resposta, uma constatação necessária: essas ações não se deram por acaso!

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Tendo isso em mente, podemos refletir sobre o que está acontecendo. As crianças são o sonho de consumo daqueles que lutam pela almejada revolução da sociedade, que nada mais é do que extirpar os valores cristãos do nosso meio, a serem substituídos por alguma coisa revestida dos chavões de liberdade e igualdade, ainda que nada seja claro sobre o que se propõe para uma sociedade pós-cristã. Dominar a mente da mais nova geração é uma forma de apressar esta revolução social. Mas a revolução tem demorado. Contavam que nosso país já deveria ter mudado muito nos últimos anos. No entanto, o aborto irrestrito, conforme sonhado por estes ideólogos, ainda não é realidade no país. A ideologia de gênero não foi aceita nos Planos de Educação. Mesmo com a massiva doutrinação midiática, os brasileiros não só ainda se mostram conservadores em diversos pontos, como estão se unindo neste sentido. Há, pois, um desespero por parte daqueles que já queriam ver a sociedade mergulhada no “liberou geral”. Mas se há desespero, há também ousadia. “Vamos fazer atos fortes, desafiadores, para ver se há uma reação da sociedade. Se sim, recuamos. Se não, forçamos cada vez mais”. É


Sim à Vida

uma estratégia usada, por exemplo, pela rede Globo, que ensaiou um beijo gay há mais de 10 anos em uma novela, como teste e hoje a emissora se vê no direito de propagar abertamente a mudança de sexo para jovens. Assim, com desespero e ousadia, os ideólogos criam tais exposições. E não nos enganemos: um dos objetivos desta gente é sim a legalização da pedofilia. Isso não é suposição, isso é o que eles dizem. Vejamos por exemplo esta frase da feminista canadense Shulamit Firestone: “A total integração das mulheres e das crianças em todos os níveis da sociedade. Todas aquelas instituições que segregam os sexos ou separam as crianças da sociedade adulta, por exemplo, a escola elementar, devem ser destruídas (…) E, se as distinções culturais entre homens e mulheres e entre adultos e crianças forem destruídas, nós não precisaremos mais da repressão sexual que mantém estas classes diferenciadas, sendo pela primeira vez possível a liberdade sexual “natural”. Assim, chegaremos, à liberdade sexual para que to-

das as mulheres e crianças possam usar a sua sexualidade como quiserem. Não haverá mais nenhuma razão para não ser assim. (…) Serão permitidas e satisfeitas todas as formas de sexualidade.” As obscenidades nos museus são uma forma de introduzir aos poucos o que se pretende. São uma forma de habituar a sociedade a aceitar o absurdo, para que, uma vez aceito na cultura, seja feita a mudança das leis. Mas, não é só questão de habituar os adultos, é habituar também as crianças para que possam depois dar seu “livre” consentimento ao exercício do seu “direito sexual” com aqueles que estão ávidos por isso. Sendo assim, ainda que taxados de fanáticos e até mesmo de fascistas, unamo-nos a Nossa Senhora de Fátima, que apareceu a crianças, e lutemos por defendê-las. Há lobos vorazes em sua espreita. Pe. Silvio Roberto, MIC Diretor da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada


16 | O QUE DIZER SOBRE

Igreja e Democracia:

Uma reflexão com os três últimos Papas

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Igreja Católica é a comunidade dos fiéis, que feitos à Imagem e Semelhança de Deus foram regenerados por Cristo pelo Batismo e por isso gozam de uma “vida nova” que os impele a serem solidários uns com os outros. Aos olhos da sociedade civil, a Igreja é considerada também uma Instituição, que os seus membros professam ter sido constituída dessa forma pelo próprio Jesus Cristo,  quando disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). A Igreja apoia a Democracia, valorizando o respeito e a autonomia dos seres humanos onde quer que estejam, buscando ser sinal de Cristo Servo. A Igreja é hierárquica, não é democrática no sentido institucional. Todavia, favorece a democracia. O então teólogo Joseph Ratzinger (depois Papa Bento XVI) escreveu em seu livro “Demokratien der Kirche” (A Democracia na Igreja) que em diversos âmbitos a Igreja no seu interior valoriza a democracia, citando entre outros exemplos a participação ativa dos fiéis nos Conselhos Paroquiais. Na dinâmica do “serviço ao próximo” não é difícil

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entender como uma instituição hierárquica de direito divino pode valorizar a democracia que aparece no ordenamento positivo dos estados. O Papa João Paulo II, santo que sofrera muito com os horrores do totalitarismo na Polônia, bem soube expressar o pensamento católico e sua relação com a Democracia, particularmente na sua Encíclica Centesimus Annus, quando disse: “A Igreja encara com simpatia o sistema da democracia, enquanto assegura a participação dos cidadãos nas opções políticas e garante aos governados a possibilidade quer de escolher e controlar os próprios governantes, quer de os substituir pacificamente, quando tal se torne oportuno; ela não pode, portanto, favorecer a formação de grupos restritos de dirigentes, que usurpam o poder do Estado a favor dos seus interesses particulares ou dos objetivos ideológicos. Hoje, tende-se a afirmar que o agnosticismo e o relativismo cético constituem a filosofia e o comportamento fundamental mais idôneos às formas políticas democráticas, e


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que todos quantos estão convencidos de conhecer a verdade e firmemente aderem a ela não são dignos de confiança do ponto de vista democrático, porque não aceitam que a verdade seja determinada pela maioria ou seja variável segundo os diversos equilíbrios políticos. A este propósito, necessário é notar que, se não existe nenhuma verdade última que guie e oriente a ação política, então as ideias e as convicções podem ser facilmente instrumentalizadas para fins de poder. Uma democracia sem valores converte-se facilmente em um totalitarismo aberto ou dissimulado, como a história demonstra. A Igreja também não fecha os olhos diante do perigo do fanatismo, ou fundamentalismo, daqueles que, em nome de uma ideologia que se pretende científica ou religiosa, defendem poder impor aos outros homens a sua concepção da verdade e do bem. Não é deste tipo a verdade cristã.  Não sendo ideológica, a fé cristã não presume encarcerar num esquema rígido a variável realidade sócio-política e reconhece que a vida do homem se realiza na história, em condições diversas e não perfeitas. A Igreja, portanto, reafirmando constantemente a dignidade transcendente da pessoa, tem, por método, o respeito da liberdade” (cf. n. 46).  E para terminar a reflexão, bastante interessante é recordar o que disse o Papa Francisco no 3º Encontro Mundial dos Movimentos Populares: “Dar o exemplo e reclamar é um modo de fazer política, e isto leva-me ao segundo tema que vocês debateram no seu Encontro: a relação entre povo e democracia. Uma relação que deveria ser natural e fluida, mas que corre o perigo de se ofuscar, até se tornar irreconhecível” (…) “O fosso entre os povos e as nossas atuais formas de democracia alarga-se cada vez mais, como consequência do enorme poder dos grupos econômicos e mediáticos, que parecem dominá-las”. O que faremos? Que possamos sempre ter coerência com a vocação que recebemos no Batismo, buscando viver o Evangelho e buscando promover a dignidade do ser humano e seus direitos.   Padre Fabiano Dias Pinto – Reitor do Seminário Maior Rainha dos Apóstolos da Arquidiocese de Curitiba


18 | SANTOS PRÓ-VIDA

Bem Aventurado Bispo Jorge Matulaitis

Ó

rfão aos 10 anos, o jovem Jorge Matulaitis teve tempo de obter de sua mãe ensinamentos valiosos quanto à piedade e o amor ao próximo. Quando das tarefas do campo, que exercitava em sua longínqua terra natal, a Lituânia, era visto sempre um rosário no cabo do arado e sua dedicação aos estudos e leitura nos momentos de descanso. Desde a tenra idade, a debilitação de uma tuberculose óssea o acompanharia até o final da vida. Ordenado sacerdote (1898) produzia influência especial sobre os jovens, lecionando sociologia e conquistando-os também devido a sabedoria como confessor. Autorizado por Roma a ser aceito na Congregação dos Padres Marianos, passou a integrar suas fileiras em 1909, quando havia apenas o Superior Geral, falecido 2 anos após. Graças ao Pe. Matulaitis, os Marianos não deixaram de existir e tiveram renovadas suas constituições. Como Superior abriu uma casa religiosa nos Estados Unidos e na Polônia, fundou pré-escola e orfanato, se dedicando a obter recursos para as 200 crianças acolhidas. Do orfanato surgiu uma escola e grande Instituto Educacional. Sagrado Bispo de Vilna (capital da Lituânia), em 1918, assumiu uma diocese arrasada pelo pós-guerra e ocupação russa, encontrando uma intensa luta de nacionalidades, o Bispo exigia dos padres o tratamento a todos com igualdade. Posterior à morte do Bispo, em

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27/01/1927, o Papa Pio XI convictamente disse: “Eis um homem verdadeiramente santo”. Em 28/06/1987 Bispo Jorge Matulaitis foi proclamado Bem-Aventurado pelo então Papa João Paulo II. Dos vários escritos deixados há uma identidade própria com os compromissos da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada. Tinha para ele que é preciso conhecer as verdades da fé para instruir e educar as mentes dos outros. Para tanto, chegou a expor o dever de organizar associações de católicos autênticos e conscientes, preocupados com aqueles que se encontram perdidos, a fim de introduzir a doutrina de Cristo. Com isso, ele estava à frente do seu tempo, convocando os leigos ao apostolado na sociedade, o que seria reafirmado pelo Concílio Vaticano II, décadas depois. O Bispo Jorge ensinou que os inimigos da Igreja precisavam ser analisados a fundo para posterior combate, nunca deixando sem

resposta os ataques contra a fé e a Igreja para que a verdade saia vencedora e os adversários iluminados. Conclamava ser preciso saber defender a verdade, sem ceder ou tolerar erros, posto que isso não atrairia ninguém ao catolicismo. É por esses e muitos outros motivos que o Bem-Aventurado Bispo Jorge Matulaitis foi escolhido como padroeiro do Núcleo Estudo e Formação da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 27 de Janeiro. Dr. Wiliam Carvalho, Membro do Núcleo Estudo e Formação da Casa MI

LUTAMOS PELA VIDA POR QUE UMA CRIANÇA NASCEU PARA DAR A SUA VIDA POR NÓS.

Feliz Natal

para você e toda sua família! - Casa Pró-Vida Mãe Imaculada -


20 | PAPO PRÓ-VIDA

Entrevista Diego Garcia Transcrição: Lorena Maria Lafraia E-democracia da Câmara. Nós conseguimos provocar esse debate e promover a participação da sociedade dentro dessa discussão.

O Padre Silvio Roberto entrevistou o jovem Deputado Federal Diego Garcia (PHS-PR), membro do projeto Fé e Política da Renovação Carismática Católica e da Bancada Católica na Câmara. PADRE SILVIO – Você foi o relator do Estatuto da Família, como foi para você assumir a relatoria desse estatuto? Dep. DIEGO GARCIA - Para mim foi um presente de Deus. Eu fiz uma campanha sem promessas, mas com propostas. Uma delas era que, se eu chegasse à Câmara dos Deputados, eu defenderia a família, mas nunca imaginei que eu poderia ser o relator de um projeto que já estava em tramitação na Câmara desde 2003, que é o PL 6583/2003 de autoria do deputado Anderson Ferreira (PE). Para mim, foi uma alegria poder promover esta discussão que foi feita no Brasil todo. Nós fizemos diversas audiências públicas: no Paraná, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Acre, Mato Grosso, São Paulo...e outros estados que provocaram essa discussão, além de ferramentas que nós utilizamos como audiências públicas interativas promovidas pelo portal Sim à Vida

PADRE SILVIO – Pode parecer que o Estatuto caiu da cabeça dos legisladores, mas vocês ouviram a família, os cidadãos brasileiros. É isso? DIEGO GARCIA – Todos os interessados no tema e que queriam debater políticas públicas voltadas para a família, tiveram a oportunidade de participar e vieram inúmeras sugestões. Por exemplo, em Minas Gerais, na audiência pública que nós fizemos na cidade de Varginha, surgiu a opinião de que em políticas públicas se falava de educação, de segurança pública, mas não se falava nada sobre moradia e nós sabemos a realidade crítica hoje que milhares de famílias passam por falta de moradia, uma moradia adequada que contemple as necessidades e os anseios da família. Então veio essa sugestão de Minas, que foi acolhida no meu parecer, no substitutivo (um novo projeto que passa a ter prioridade na apreciação). Então, diversas sugestões da sociedade brasileira que vieram ao longo desse tempo de discussão, nós conseguimos colocar no nosso parecer e assim contemplar a família brasileira que tanto anseia por ver políticas públicas específicas e que fortaleçam a família, que como diz a nossa constituição é a base de nossa sociedade, é a base de tudo. PADRE SILVIO – Diego, a Constituição Federal já diz para nós o seguinte: no artigo 226, a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. Diante disso, eu te pergunto: há necessidade de um Estatuto, uma vez que a Constituição já diz isso? DIEGO GARCIA – A Constituição é a nossa lei maior, é a que dá as diretrizes para as leis infraconstitucionais que têm o papel de trazer aplicações aos princípios da nossa Constituição. Então, a Constituição Federal não vai descer às minúcias do assunto, ela vai trazer o norte à diretriz, onde uma lei não pode fugir àquilo que diz a nossa Constituição. O papel de descer as minúcias do assunto é através de uma lei ordinária e, por isso, a importância do Estatuto da Família. PADRE SILVIO – ... Ou seja, o princípio está lá, mas concretamente pode não sair do papel... DIEGO GARCIA - ... Sim, sem efetividade, sem ações


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concretas que tragam aplicações a esse princípio. Um exemplo claro para que a população possa entender: também está na Constituição Federal a valorização da criança e do adolescente, mas não existia aplicações a esse princípio até a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Assim como a pessoa idosa, pessoas com deficiências que, recentemente tiveram o Estatuto aprovado pelo Congresso Nacional. PADRE SILVIO – No caso especifico do Estatuto da Família, quais pontos você colocaria como principais nesse sentido de viabilizar a Constituição Federal em favor da família? DEP. DIEGO GARCIA - Olha Padre, o Estatuto fala em um dos seus artigos que a família, base da sociedade, a ela deve ser assegurado políticas públicas na área da educação, segurança pública, saúde, moradia... Hoje, nós estamos vivendo uma realidade no país como, por exemplo, a questão da drogadição que está não só destruindo e tirando vidas na nossa sociedade brasileira, mas como ela também destrói famílias inteiras e, nós trouxemos pra dentro do Estatuto essa discussão, de políticas públicas que deem atenção prioritária à família do dependente químico, o que hoje não existe. Além disso Padre, um outro ponto importante que o Estatuto fala, no meu substitutivo, é sobre o direito dos pais sobre os filhos à respeito da educação moral, sexual e religiosa. E por quê? Porque hoje nós estamos vendo um ataque muito grande à família dentro da sala de aula, ela está sendo profundamente atacada. E a vida íntima dos filhos está sendo invadida. Então, nós criamos essa segurança para os pais, para que eles possam ter essa segurança de que o direito sobre a educação moral, sexual e religiosa dos seus filhos vai competir a eles e não ao professor dentro da sala de aula. PADRE SILVIO – Então nós podemos dizer que o Estatuto da Família está dando continuidade à Constituição de 1988, que fala sobre uma especial proteção exclusivamente para família, a criança e o adolescente? DEP. DIEGO GARCIA - Isso! E que são a base de tudo e a base da nossa sociedade brasileira. Um outro ponto interessante dos nossos constituintes é que, eu resgatei toda discussão que ocorreu em torno deste artigo 226, são mais de 100 paginas de discussão e de debate, e uma das coisas que nós observamos é que eles colocaram essa palavra “base da sociedade”. E por que a palavra

“base”? Porque base não é tudo, a parede não é base, o telhado não é base, base não são todas as coisas, então a família base da sociedade que eles se referiam é a família única capaz de dar continuidade à civilização, à raça humana de forma natural e, por isso, ela precisa de uma especial proteção. Por isso, ela precisa ser preservada. Então, o Estatuto diferentemente do que diversos veículos de comunicação divulgaram – que é um estatuto preconceituoso, que esta discriminando diversos outros arranjos familiares – de forma alguma, porque ao contemplar a base da sociedade, ele contempla todas as famílias. PADRE SILVIO – Diego, pelo que você colocava para nós, fica claro que o Estatuto da Família coloca a família como prioridade e tira um pouco um poder exagerado até do Estado sobre a família, porque o Estado está aí a serviço da família e não o contrário. Tem uma fala sua em um meio de comunicação onde você diz: a família não é simplesmente um agrupamento de pessoas por laços afetivos, mas sim uma entidade orgânica e organizada em que se percebe duas relações independentemente suficientes: a conjugalidade e a filiação. Assegurar essa originalidade da família é uma das metas desse Estatuto? DEP DIEGO GARCIA – É, com certeza! Houve, dentro das discussões na comissão especial, algumas pessoas contrárias ao projeto de lei porque defendiam que hoje existem mais de 136 arranjos familiares. Só que o Estatuto, como eu disse, é uma lei infraconstitucional com base naquilo que diz a Constituição Federal. É nisto que nós nos baseamos, no que diz a Constituição (...) ao se referir à família, base da sociedade – e nos artigos seguintes o constituinte vai deixar bem claro o que é esta família base, aquela formada a partir da união entre o homem e a mulher – afirma que é a única credora por dar de forma natural continuidade à civilização humana.


22 | POLÍTICAS PÚBLICAS

PEC 181

O

Congresso Nacional está dando um importante passo pela dignidade da vida, tanto de bebês, como de suas mamães. Foi aprovada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 181) que aumenta o tempo de licença maternidade para as mães com filhos prematuros. Além disso, a PEC reafirma que a vida inicia-se na fecundação (argumento científico!) e, por isso, deve ser respeitada desde então. Os grupos pró-aborto estão tentando enganar a população, dizendo mentiras sobre a PEC para que esta não seja aprovada em votação final, no plenário da Câmara. Não caia nessa mentira!

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Saiba mais sobre a PEC 181, visitando nosso site: http://casaprovidami.com.br/


Dúvidas subre o aborto Existe um perfil da da mulher que busca o aborto? Ao longo desses cinco anos de trabalho da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, aprendemos que não há um perfil único das mulheres que buscam o aborto: são classes econômicas variadas e contextos sociais diversos. Separamos as mulheres em três perfis distintos e vamos apresentar algumas características de cada um deles. Perfil 1: Falta de informação De modo geral, essas mulheres desconhecem como realmente se dá um aborto, ou seja, o assassinato “frio” de um ser humano vivo e indefeso, que inclui até mesmo o esquartejamento. Além disso, elas ignoram as consequências do aborto para si mesmas, o chamado trauma pós-aborto. São mulheres que receberam informações superficiais e falaciosas da mídia, que é comprometida com a legalização do aborto e não se preocupa de verdade com as mulheres. Uma vez que são atendidas por nós da Casa Pró-Vida e descobrem o que realmente é o aborto e que, optando pela vida, será dado a elas todo apoio para levarem a gravidez em frente, elas desistem do aborto, geralmente dizendo “eu não sabia que era assim! ” Perfil 2: Discurso ideológico feminista Há um perfil diferente de mulheres que insistem em cometer o aborto, mesmo tendo sido avisadas e tendo consciência do que se trata. Nestes casos, geralmente, é uma mulher com formação acadêmica, discurso ideológico (feminista) e “científico”, justificando que a criança no ventre materno “é apenas um amontoado de células”. Em geral, essas mulheres possuem uma melhor condição financeira e formação educacional que as mulheres dos demais perfis.   Perfil 3: Sozinhas e emocionalmente abaladas Há também aquelas mulheres emocionalmente destruídas (sem base familiar) que já realizaram outros abortos e não pertencem a nenhuma religião. Geralmente, elas se veem sozinhas, não percebem um motivo para suas vidas e, se não valorizam nem a própria vida, como valorizar a do bebê? _____________________ Casa Pró-Vida Mãe Imaculada Tire outras dúvidas aqui: casaprovidami.com.br/duvidas-sobre-aborto/

Dúvidas sobre o aborto | Sim à Vida

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Revista Sim à Vida 3ª Edição  
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