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índice

06 “Caro Leitor,” 10 4° passo

Expediente A revista Ser Mais é uma publicação mensal. Ano 2 | Nº 14 Presidente do Conselho Editorial: Dr. Jô Furlan Redatora-chefe: Tina Andrade Estagiária de Jornalismo: Vanessa Oliveira Diretor de Arte: Danilo Scarpa Colaborador de Arte: Henrique Melo Serviço ao Assinante: [11] 2659-0964 e [11] 2659-0968 assinaturas@revistasermais.com.br Cartas para a redação: Rua das Crisandálias, 52-A – Brooklin São Paulo Capital – CEP: 04.704-020 redacao@revistasermais.com.br http://twitter.com/revistasermais Skype: revistasermais Orientamos para que as cartas com a opinião e crítica do leitor estejam assinadas e contenham nome e endereço completos, telefone e email. A Ser Mais reserva-se o direito de selecionar e editar aquelas que poderão ser publicadas. O pedido de edições anteriores poderá ser feito através de qualquer uma das informações de contato supracitadas (carta, fax, telefone ou email); e será atendido desde que haja disponibilidade de estoque. Central do Anunciante: publicidade@revistasermais.com.br [11] 2691-6706 Representante Comercial Região Sul: Beth Meger Rua Cândido de Abreu, 140 - 5º andar / Cj. 509 Curitiba – Paraná – CEP: 80.530-901 [41] 7812-2898 Ser Mais é a revista oficial da Associação Brasileira de Desenvolvimento Comportamental (ABDCOM). Distribuição Exclusiva: Fernando Chinaglia Comercial e Distribuidora S/A Cadastre-se no site www.revistasermais.com.br para receber nossa newsletter. Impressão e Acabamento: Vox

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Foco! + empreendedor Jogada de campeões! + gente Alta Fidelidade: como se faz para reter talentos + motivado Como fugir do absenteísmo? + tech Reutilização da informações Treinamentos Radicais Experiências vivenciais com segurança No alvo Cidadão 21 HSM Online Do que as marcas precisam? + moda, beleza e estilo Abotoaduras + 2.0 Teste Você realmente sabe elaborar um bom currículo? MANUAL DO SUCESSO Inteligência - Otimismo e bem-estar: combinação de sucesso Gestão - Não ative o concorrente na memória do cliente Comportamento - A mente e seus segredos Vendas - De salto alto Liderança - Caráter e características do vencedor Coffee-break - Humor e diversão + franquias - Sapataria do Futuro O desafio de integrar gerações Motivação versus resultados Vitrine de Sucessos Aproveite o que a ansiedade tem de bom Gaudêncio responde: sobre Gestão de Excelência + expressão Afie as garras para o golpe final

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Especialistas Alessandro Saade

Dalmir Sant’Anna

Daniel Spinelli

Dr. Jô Furlan

Evaldo Costa

José Augusto Minarelli

Leila Navarro

Marcelo Ortega

Miguel Nisembaum

Paulo Gaudencio

Reinaldo Polito

Reinaldo Rizk

Tina Andrade

Thiago Ávila


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Namoro no trabalho

Especialistas rasgam o verbo, mas ainda se dividem...

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Voluntariado profissional

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CAPA

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Up to date

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Jogo Rápido

Pequenos notáveis e “romantechs” que vão fazer sua pupila dilatar!

Liderança baseada na serotonina, brain fitness e tecnologias da inteligência para seu cérebro ficar ainda melhor! Tiago Ávila: - “aprendiz tem que ter atitude!”

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Atividades solidárias podem ser uma forma de compartilhar o repertório adquirido ao longo da jornada.


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rh

Voluntariado

Profissional Bruno Loturco - Portal Universia

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A

lém da importância natural que têm os esforços voltados ao trabalho e aos estudos em busca de desenvolvimento acadêmico e profissional, ganha cada vez mais relevância no currículo o campo dedicado aos trabalhos voluntários. Um dos motivos para que isso ocorra é a preocupação das próprias empresas com o conceito de sustentabilidade. Pela lógica das empresas, se elas querem ser bem vistas do ponto de vista sócioambiental, é essencial que seus funcionários deem o exemplo primeiro. É o que afirma Marcos Ferreira, professor de gestão de carreira da Universidade Anhembi Morumbi. “As empresas estimulam isso para que a imagem que querem construir não fique apenas na retórica. Assim, precisam de executivos que comprem a ideia e pratiquem. Eles são embaixadores da imagem da organização”, explica. Ferreira afirma, ainda, que em algumas organizações o voluntariado tem sido utilizado como critério de seleção, especialmente em grandes empresas. “O profissional passa a ver as pessoas com outros olhos, o que é muito bom em organizações maiores onde todas tendem a se voltar para si mesmas. Ao enxergar o outro, você desenvolve competências que exigem colocar em prática a consciência de reciprocidade”, acredita ele. De acordo com Ferreira, ao agir em prol de terceiros o voluntário desenvolve a consciência de que o retorno pelo trabalho não precisa ser, necessariamente financeiro. A argumentação decorre dos novos modelos de gestão que, informa Ferreira, têm sido implantados nas empresas que têm como base o bem-estar socioambiental. Mas não é apenas pela melhoria da forma como a empresa é vista perante a sociedade que faz do voluntariado algo valorizado. Para a professora Maria Ester Pires da Cruz, gerente do Núcleo de Desenvolvimento de Carreira do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), esse tipo de iniciativa leva o profissional a desenvolver valores como iniciativa e trabalho em grupo, o que é útil especialmente para pessoas em início de carreira cuja pouca experiência

pode limitar a disputa por vagas. Outra habilidade desenvolvida por profissionais engajados em causas voluntárias, na visão de Ferreira, é a de alcançar objetivos por meio da gestão de recursos escassos, característica inerente a grande parte dos projetos sociais. Assim, o voluntariado pode ser grande aliado para abrir portas no mercado de trabalho. “O voluntariado propicia formação profissional e facilita o desenvolvimento de habilidades pessoais e profissionais e a identificação de interesses profissionais”, diz Maria Ester. Ela acrescenta ainda que para profissionais mais velhos, ter atividades solidárias pode ser uma forma de compartilhar o repertório adquirido ao longo da vida profissional. Maria Ester que afirma ainda haver grandes ganhos de relacionamento e de visão de mundo. “É bom para o crescimento profissional, pessoal e para a comunidade. Dá sentido de cidadania e te posiciona no mundo, além de reforçar a necessidade do ser humano em colaborar e ser produtivo”, analisa ela. Área de atuação Para quem deseja começar a atuar como voluntário, pode ficar a dúvida sobre a contribuição de atividades que não tenham nada a ver com o campo de atuação profissional. No entanto, a professora Maria Ester afirma que qualquer tipo de trabalho solidário é válido, mesmo que fuja do foco profissional. “A resposta depende dos objetivos do profissional. Na minha opinião, todo tipo de trabalho é válido porque ajuda a desenvolver características que serão aproveitadas em qualquer área”, diz ela. A professora cita como exemplo de característica comum a grande parte dos segmentos e a habilidade de trabalhar em equipe. O essencial é que o profissional se sinta à vontade e que o trabalho com o qual escolher contribuir não tenha o peso de uma obrigação a mais. “O mais importante é fazer o que se sente mais habilitado, mais à vontade, em que se sinta útil à sociedade. A


a informação em currículo é a motivação do profissional ao falar sobre o tema. “Quando comentar sobre o tema, precisa falar com motivação pessoal, principalmente reconhecer os aspectos que desenvolveu e o quanto isso contribuiu para ele pessoal e profissionalmente”, explica o professor. Por isso, completa ele, que o trabalho voluntário tem que ser fruto de um compromisso pessoal e não apenas uma peça de marketing pessoal.

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importância para o currículo será a mesma”, assegura Maria Isabel Aude, pró-reitora substituta de ensino da UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul). Segundo ela, o uso do trabalho voluntário como instrumento de promoção profissional deve ser feito por meio do currículo. É lá que estarão descritas, sob o item denominado “Trabalhos voluntários” todas as atividades desenvolvidas. Cada ficha deve informar as atividades que foram realizadas e por quanto tempo. Ferreira diz ainda que mais importante do que


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Mantenha o

Foco “Foco é força, distração destrói” (Adaptação do pensamento de Anthony Robbins)

Esse talvez seja um dos maiores segredos dos grandes realizadores.

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“dor na alma”. Se algo não for feito, isso irá acompanhar a pessoa pelo resto de sua vida - e prestem atenção: utilizei a palavra “resto” propositadamente. Afinal resto é o que sobra. Quando desejar criar uma referência temporal do tipo “isso é para o resto da vida», aconselho você a utilizar palavras e conceitos mais construtivos como – “na minha vida de agora por diante“. O que tudo isso tem a ver com foco?  Tem tudo a ver! É necessário que você saiba para aonde está indo e mantenha a sua mente e seus sentidos no que deseja realizar, independente das circunstâncias. Lembre-se do girassol: ele acompanha a luz porque precisa do sol. Por essa razão ele se mantém buscando acompanhar o movimento do sol durante o dia. Existem inúmeras coisas capazes de comprometer nosso foco. O dia-a-dia das pessoas é repleto de acontecimentos variados e distrações perigosas. Do novo projeto interessante (mas talvez desnecessário) até a mensagem instantânea do seu MSN, Orkut ou similares. A dispersão

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endo assumido a responsabilidade, encontrado sua automotivação, determinado o S.O.M. da sua vida (sonhos – objetivos – metas), agora chegou a hora de tomar a decisão. Já falamos um pouco sobre tomar decisões. Esse é o momento de fazer suas escolhas. Escolher fazer parte da solução ou do problema. De realizar ou passar a vida explicando porque razão você não conseguiu atingir o que desejava, esse é o momento de escolher trabalhar para tornar tudo isso real. Isso até parece estranho. Mas, acredite ou não, o número de pessoas que têm sonhos, desejos e objetivos e que estão paradas esperando alguma coisa acontecer é impressionante. Nesse momento fica evidente em que contexto os sonhos podem se tornar pesadelos. Algumas pessoas passarão a vida inteira esperando, esperando, esperando e reclamando dizendo que não conseguem entender porque apesar de ter sonhos, eles não se realizam, e isso incomoda tanto a elas, tira o sono, aborrece. Costumo dizer que essa sensação é algo como

ncia e Inteligê mentais d a rt ional o ss p fi m ro o sC oal e p ss e p a Estratégia id v a o para su do Sucess


de nossa atenção acontece rotineiramente e de forma cada vez mais intensa. O celular deixou de ser uma ferramenta de comunicação para se tornar uma fonte de entretenimento e um perigoso ladrão de tempo e atenção: provavelmente é muito mais divertido fazer isso do que trabalhar e se dedicar com afinco na realização de seus sonhos. Chamo isso de “prazer instantâneo”. É aqui e agora, pois essas coisas de pensar em futuro, planejamento, dedicação, foco, comprometimento fazem parte apenas do mundo corporativo. Cuidado (muito cuidado!) com pensamentos desse tipo. Costumo aceitar esse tipo de argumento de pessoas que nada querem da vida. “Rezam para o mundo acabar em barranco para morrerem encostadas”. São pessoas acomodadas, do tipo que reclama de quase tudo e afirma que essa atitude não adianta nada. Existem pessoas que podem até mesmo estar insatisfeitas, mas não estão incomodadas o suficiente para se levantarem e fazerem acontecer. Quando afirmo que a Inteligência do Sucesso pode ser desenvolvida por qualquer pessoa, é disso que estou falando. Quando assumimos a responsabilidade por nossas vidas, tomamos decisões, fazemos escolhas e perseveramos no caminho escolhido, apesar das possíveis adversidades e prováveis desafios, depende da intensidade do nosso comprometimento e do

foco naquilo que desejamos para obtermos êxito. Quando perceber que seus resultados estão sendo insatisfatórios, verifique se realmente está focado naquilo que deseja ou disperso com distrações destruidoras. No comentado filme O Segredo, o que está evidente é que sua mente sintoniza aquilo que você focaliza. Se seu foco estiver em problemas, prepare-se, pois irá aumentá-los. Focou nas soluções? Então acaba de ativar uma poderosa e maravilhosa máquina chamada cérebro - que a partir desse momento estará trabalhando intensamente para encontrar novas possibilidades e inúmeros caminhos. Preste atenção nessa informação: não me importa de onde você veio ou onde você está; o que faz toda a diferença é aonde você deseja chegar. Todos nós, em maior ou menor grau, perdemos o foco. Esse não é o problema. O perigo é não retomá-lo. Quanto mais você demorar para fazer isso, mais estará distante de realizar o S.O.M. da sua vida.

4° Passo: Mantenha o foco naquilo que deseja realizar.

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Dr. Jô Furlan é médico, professor e pesquisador na área de Neurociência Cognitivo-Comportamental, autor do livro Inteligência do Sucesso.


empreendedor

Jogada de campeões

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Alessandro Saade

ão existe nada tão global quanto o futebol! Podemos fazer uma analogia entre a Copa do Mundo e o mercado global, que vá além da guerra entre as empresas fabricantes de material esportivo ou dos patrocinadores da Copa.

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Caso ficássemos somente no patrocínio do evento, com investimento individual a partir de US$ 100 milhões, Anheuser-Busch (AB-InBev), McDonalds, MTN e Satyam patrocinaram a Copa da África do Sul; além de Adidas, Coca-Cola, Emirates Airline, Hyundai, Sony e Visa, que têm contrato permanente com a Fifa. Até o Twitter entrou no jogo: ao patrocinar duas edições da competição pelo valor de US$ 305 milhões. Levando para o lado do mercado, o futebol está dividido em campeonatos e o mercado está dividido em níveis de abrangência. Há o Campeonato Estadual (Mercado Doméstico); o Campeonato Brasileiro (Mercado Regional); o Campeonato Sul-americano ou a UEFA (Mercado Multinacional) e a Copa do Mundo (Mercado Global). Esses conceitos de mercado são facilmente percebidos na analogia. Nem todos os times dos campeonatos estaduais participam dos campeonatos nacionais - e assim evoluem, até chegar a poucas empresas/times/países, que participam do mercado globalizado. E na Copa, existe a forte presença política dos governos, fornecendo subsídios e defendendo as suas empresas. Assim como as seleções de futebol, que deixam de ser times individuais, para representarem a nação. Podemos ainda identificar nichos nos mercados domésticos, como a 2a. e 3a. divisões, onde há um outro público envolvido, com outros produtos/times, além dos campeonatos de futebol de várzea ou nos condomínios residenciais, equivalentes ao mercado informal, com seus competentes camelôs. Isso sem falar dos videogames (vendas pela internet) que substituem o prazer do jogo quando não se pode jogar de verdade. Tem a pesquisa de mercado onde empresas medem

o interesse do público consumidor pelos seus novos produtos, procurando entender o seu potencial de mercado, assim como os olheiros rodam o mundo assistindo jogos e treinos, somente para identificar novos talentos, ou entender melhor o esquema tático da concorrência, digo, do adversário. O fato é que para a empresa/time de hoje, sobreviver no mercado/campeonato precisa de determinadas habilidades, podemos destacar algumas: Comprometimento – entender o que o consumidor deseja e saber como agir corretamente para atendê-lo é sinônimo de sucesso. Se estou envolvido no clima da copa, mas não me comprometo com os resultados, nem com os treinos de manhã bem cedo isso é problema na certa! Mais ainda se não me preocupo com a análise do adversário/concorrência. Inovação - se não existe o esforço de mudança, ousadia e inovação, sua vantagem competitiva será obsoleta, já conhecida pelo mercado e pela concorrência. De que vale um jogador que sabe um único drible? Ou um time de uma única estrela? Ou uma empresa com uma única forma de venda? Estratégia - sem ela a empresa/time vive somente para o agora, sem visão de longo prazo. Ganha um jogo nas eliminatórias, mas jamais chegará à final da Copa. Vende muito no verão, mas não sobrevive ao inverno. Qual campeonato sua empresa está preparada para jogar? Vai de várzea ou já consegue jogar no campeonato estadual? Tem um plano para chegar ao Brasileirão? E não esqueça que todo mundo de vez em quando, gosta de um videogame...

Alessandro Saade é mestre em comunicação e mercados, autor e organizador do livro Dominando Estratégias de Negócios e professor dos cursos de pós-graduação do Instituto Nacional de Pós-Graduação.


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gente

Alta Fidelidade:

como se faz para reter talentos José Augusto Minarelli

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m 2008, a presidente da Associação de Gestores de Pessoas dos Estados Unidos (SHRM), Susan Meisinger, assinalava que o principal competidor das organizações era o fato, cada vez mais significativo, de que os jovens talentosos estavam preferindo abrir suas próprias empresas, estimulados pelos avanços das tecnologias de comunicação e informação. Essa constatação tem passado despercebida pela maioria dos gestores de pessoas no Brasil, onde, talvez, o principal competidor das empresas (no que diz respeito à atração e retenção de talentos) não tem sido a iniciativa empreendedora das pessoas, mas a busca por emprego público, uma posição considerada mais estável e segura pela maioria das pessoas, até mesmo aquelas com talento de sobra para empreender. Isso significa que tanto nos EUA quanto no Brasil, a questão sobre a retenção de talentos envolve o fato de que as pessoas, de modo geral, não estão se sentindo estimuladas, desafiadas ou realizadas no ambiente corporativo, o que as leva a empreender, como nos EUA; ou buscar outras alternativas de trabalho, como o serviço público brasileiro que,

a despeito dos avanços dos últimos anos, ainda tem muito o que fazer no que concerne ao reconhecimento e valorização do desempenho criativo. Mas do que reclamam os jovens (e nem tão jovens) talentos? A principal queixa que tenho ouvido, ao longo de décadas, é o fato de que as organizações são profundamente esquemáticas, normalizadas, “engessadas,” criando modelos de gestão que aprisionam as pessoas a processos de trabalho muitas vezes sem sentido; que simplesmente não podem ser questionados ou mudados. Essa baixa flexibilidade organizacional, que obriga pessoas criativas a práticas que elas condenam ou criticam, se traduz em desilusão e busca de alternativas como o negócio próprio, a consultoria, a academia ou até mesmo o serviço público muito embora já não se revele no Brasil tão ou mais engessado do que a maioria das empresas privadas, mas, ao menos, garante o emprego. Assim, se é fácil falar da importância de programas de retenção de talentos, sua implementação exige mudanças que a maioria das organizações não está preparada para fazer como, por exemplo, uma profunda revisão da hierarquia, da disciplina, dos valores organizacionais e do modo como as coisas são feitas nas empresas. É claro que a cultura de nossas organizações, profundamente mediadas pela cultura brasileira, autoritária, precisará passar por mudanças significativas para que muitas destas companhias, que precisam de jovens talentosos, consigam mantê-los. Há sinais de alarme no ar quando constatamos que a maioria dos jovens sonha com empregos em empresas como Google, com políticas de gestão de pessoas abertas e democráticas. Esse é o mais claro indicador do caminho que as empresas devem seguir quando pensam em retenção de pessoal.

José Augusto Minarelli é Presidente da Lens & Minarelli, consultor especializado em outplacement.


motivado

Como Fugir do

Absenteísmo Leila Navarro

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á um certo tempo tenho escutado reclamações de amigos empresários sobre alguns de seus colaboradores. Muitos deles alegam que essas pessoas se ausentam constantemente do trabalho no horário de expediente. Para justificar essas saídas, alegam desmotivação, além de afirmarem que esse sentimento sobre o trabalho acaba afetando também sua vida pessoal. Mas o que isso significa? Existe uma maneira desses funcionários se automotivarem? Na minha opinião, a desmotivação pode até ser uma razão para o absenteísmo, mas não é desculpa. Enquanto as pessoas dependerem que algo mude no trabalho para se sentirem motivadas, continuarão vivendo a mesma situação! Porque a motivação provocada por fatores externos é fogo que apaga logo, não dura muito tempo. A única forma de motivação que se sustenta é a que se origina do nosso interior, da paixão por um objetivo de vida, da vontade de superar desafios, da gratidão ao Universo pelo ganhã-pão de cada dia. Por isso, a pessoa que se sente desmotivada no emprego tem duas saídas: mudar de trabalho para fazer aquilo que a apaixona ou criar formas de se automotivar e continuar fazendo o mesmo trabalho.

Leila Navarro é palestrante comportamental, empresária e autora.

Para quem escolher a segunda saída, que é automotivarse para continuar fazendo o mesmo trabalho, um bom começo é reconhecer a relevância daquilo que faz. Todo trabalho, por mais aborrecido que pareça, tem importância, tem valor, faz diferença para a vida de alguém – a começar pela pessoa que realiza o trabalho! Sugiro também que o funcionário crie desafios para si mesmo, como melhorar a produtividade, a rapidez ou a qualidade com que exerce suas funções, propor novos projetos e buscar novas tarefas. Essas são atitudes que podemos ter por nós mesmos, em benefício de nossa autoestima, sem esperar recompensas ou reconhecimentos imediatos. Costumo dizer que nada muda se a gente não mudar. Colocarse como vítima da falta de motivação não leva a nada; é preciso que a gente assuma a responsabilidade por nossa vida e tome as iniciativas necessárias para mudá-la, tornála mais desafiadora, interessante e prazerosa. Isso é automotivar-se!

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Algumas pessoas podem achar que mudar de trabalho é uma atitude radical, concordo. Mudar para o quê, para onde? E se não der certo? Mas esse tipo de dúvida só ocorre para quem ainda não reconheceu seu propósito de vida – ou seja, aquilo que veio fazer neste mundo. Propósito é algo que todo ser humano sobre a face da Terra possui, sem exceção, e duas coisas que ajudam a identificálo são o autoquestionamento e o autoconhecimento. Autoquestionar-se é perguntar-se coisas como “se eu não tivesse que me preocupar em pagar as contas, com o que gostaria de trabalhar?” ou “qual é minha meta?”. Já o autoconhecimento significa, entre outras coisas,

identificar nossos talentos, as habilidades individuais que possuimos para fazer determinada coisa de uma maneira que é só nossa. Escrevi um livro sobre a descoberta do propósito (Qual É o Seu Lugar no Mundo, editora Gente), que com certeza ajudará muito as pessoas que desejam identificar o seu.


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tech

Reutilização de informações

o novo ciclo de conhecimento da web

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Thiago Ávila

os últimos meses um movimento pela liberação e compartilhamento de dados brutos e abertos tem ganhado força no mundo graças à liderança ativa do World Web Consortium (W3C). Significa que cada vez mais bases de dados estarão sendo disponibilizadas para que sejam “reutilizáveis” pela sociedade em seus mais diversos fins. Dados esses que devem ser lidos por máquinas, interpretáveis e que possam ser reutilizados em diversas aplicações.   Há pouco tempo, o maior volume de dados e informações na web estava disponível em páginas HTML com formatações complexas, arquivos em formato proprietário e outras restrições bem como licenças de uso - que impedem a sua reutilização e manipulação por um interessado.  Este movimento entende que as informações precisam estar em formatos abertos e ser reutilizáveis. Casos práticos estão se espalhando mundo a fora, com destaque para alguns governos e instituições que já publicam dados abertos em seus portais, a exemplo do americano, Data. Gov (www.data.gov) que em um ano de existência celebrou a disponibilização de mais de 272 mil bases de dados públicas sobre as mais diversas áreas do conhecimento, como energia, geografia, defesa, saúde, educação, dentre outros. Iniciativas como esta estão em desenvolvimento no Reino Unido (www.data. gov.uk), Austrália (http:// data.australia.gov.au), Nova Zelândia (http://www.data.govt.nz) e Noruega (http://data.norge.no) também.    No Brasil, apesar de o poder público ainda não possuir um projeto concreto desta natureza, aplicações web desenvolvidas sobre a reutilização de dados disponíveis

estão surgindo com rapidez. Jovens webativistas da Transparência Hack Day, têm implementado bons exemplos de uso da informação para o bem comum: o portal Preço dos Combustíveis (www. precodoscombustiveis.com.br) - onde o cidadão pode visualizar num mapa quais os postos mais próximos a sua localidade bem como fazer o comparativo e o ranking dos preços de cada estabelecimento. No campo da transparência pública, esta comunidade está ajudando a tornar ainda mais clara a prestação de contas da Câmara Municipal de São Paulo (http://cmsp.topical.com. br). O projeto transforma um extenso e exaustivo relatório de prestação de contas em uma ferramenta gráfica, detalhada e intuitiva de todos os gastos dos representantes do Poder Legislativo da maior cidade do país. Sem dúvida, uma grande contribuição para a boa aplicação e gestão do dinheiro público.    Apesar dos avanços no Brasil, como a implantação da Lei Complementar 131/2009, que obriga os órgãos públicos a disponibilizar suas despesas e receitas na internet, muito para avançar em termos de gestão da informação no Brasil. A reutilização de informações para a oferta de serviços inovadores é uma tendência que veio para ficar e o melhor: com a atuação direta da sociedade. Thiago Ávila dirige a Secretaria Est. do Planejamento e do Orçamento de Alagoas; é especialista em Governo Eletrônico e Gestão do Conhecimento www.thiagoavila.net


TREINAMENTOS RADICAIS

EXPERIêNCIAS VIVENCIAIS COM SEGURANÇA Daniel Spinelli

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á uma confusão no mercado que quase sempre atrapalha o entendimento sobre a questão do componente “desafio” nos treinamentos organizacionais, especialmente quando realizados ao ar livre. Muitas empresas vêm buscando a metodologia experiencial, por vezes envolvendo atividades de aventura (rafting, rapel, etc.) como alternativa para programas de team building, desenvolvimento de liderança ou mesmo em atividades de integração em seminários e convenções. Um pressuposto de um ambiente de aprendizagem deve ser a segurança física e psicológica dos participantes. Cada uma dessas dimensões da segurança é construída de formas diferentes, mas estão intimamente ligadas e uma breve análise dessa interrelação gera uma reflexão interessante no que tange ao desenvolvimento pessoal. O conceito de assumir riscos está intrínseco no conceito de aventura e carrega consigo uma das chaves para oportunidades de aprendizado. A partir desse passo fora da zona de conforto, o participante vive uma experiência intensa que gera qualidades como interação, significado, satisfação, suporte (dando e/ou recebendo), introspecção, quebra de paradigmas, entre outras. A experiência do desenvolvimento pessoal (que carrega consigo o reflexo no crescimento do profissional) é potencializada quando a pessoa se dispõe a conhecer e experimentar o diferente e o novo. Situações inéditas fazem o individuo encontrar ou desenvolver recursos próprios - talvez desconhecidos ou subutilizados - que uma vez acessados darão mais poder pessoal ao “aventureiro”. Essa é a forma como vejo a

caminhada do auto-desenvolvimento: aventurandose em situações de assunção de riscos, se conhecendo melhor, buscando desenvolvimento, aplicando os aprendizados na vida e seguindo a caminhada com cada vez mais consciência e recursos. Cabe à empresa e/ou profissionais responsáveis pelos treinamentos, garantir a gestão da segurança das atividades. Para isso existem requisitos definidos em normas; no caso do Brasil da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Uma vez aplicados esses requisitos é possível alcançar um nível ideal de trabalho com os riscos calculados, controlados e assumidos. Dessa forma, o participante saberá exatamente quais riscos físicos está assumindo para que, com isso, possa partir mais seguro para sua experiência de crescimento pessoal. A empresa fornecedora também terá um controle muito maior da segurança das atividades, uma vez que estará seguindo um programa de gestão de segurança que inclui um plano de tratamento de riscos. Finalmente, a empresa que contrata esse tipo de vivência, vê a segurança como um valor e se cercará de cuidados que a deixe seguramente mais à vontade para desenvolver os talentos de suas equipes. Daniel Spinelli é consultor de desenvolvimento humano e diretor da PS Treinamento Empresarial. www.pstreinamentoempresarial.com.br

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DANÇA DAS CADEIRAS

no alvo

Depois de quase uma década de atuação no grupo Dupont, a executiva Danielle Richeti assume a diretoria comercial e de marketing da Latinstock, empresa que representa os maiores bancos de imagens do mundo, como a Corbis e a Magnum; como parte do plano estratégico de se posicionar como o melhor agente licenciador de imagens e conteú-dos no Brasil e internacionalmente. Cássio Corazzari sela com a Nortus - centro de pesquisa e desenvolvimento humano - o compromisso de disponibilizar estratégias para capacitar e proporcionar recursos evolutivos para pessoas e corporações. As Empresas Brasil contrataram Cláudio Zattar para assumir o cargo de Diretor Superintendente de Equipamentos Pesados, englobando as empresas Brasif Máquinas e Brasif Rental. Zattar possui vasta experiência em gestão empresarial, tendo sido responsável por operações como Salemco Petróleo e ALE Combutíveis S.A, além de ter tido passagens importantes por Esso, Shell e Petrobras Distribuidora. O vice-presidente de pesquisa do Gartner, Cassio Dreyfuss, foi apontado como um dos executivos mais influentes no mercado de Nearshore Outsourcing pelo site Nearshore Americas. A eleição do TOP 50 Power Rankings analisou executivos de 16 países das Américas, entre eles o Brasil, levando em consideração o impacto pessoal sobre o crescimento do outsourcing nas Américas, o histórico de realizações na organização que trabalha, a dedicação para se qualificar profissionalmente e iniciativas para inserir a indústria em segmentos educacionais ou sociais.

Pesquisa da Catho Online identificou que no nível hierárquico de diretoria, a faixa salarial de profissionais que falam apenas inglês já bate à casa dos R$16 mil; mas se acumular fluência em espanhol, a diferença salarial pode chegar a 18,23%. Esse percentual salta para 19,24% no nível gerencial e até 21,78% para cargos de coordenadores, supervisores ou chefes. Para Marco Soraggi, diretor da Pesquisa Salarial da agência “a globalização torna necessário, cada vez mais, o domínio de outras línguas. Saber falar inglês e espanhol é vantagem competitiva e se traduz, também, em maior ganho financeiro”.

Com a chamada “Is This Woman Too Hot To Be a Banker?”, o site Village Voice acendeu a discussão sobre os limites do “capital erótico” ao divulgar a notícia de que a norteamericana Debrahlee Lorenzana (foto), de 33 anos, alegou ter sido demitida do Citibank por ser, digamos, ‘sexy demais’. Debrahlee alegou, que usava roupas comportadas no trabalho, mesmo assim seus chefes a aconselharam a evitar “certas peças”. Seu próprio advogado diz: “(...) Cabe a você, linda mulher, diminuir o seu apelo para que possamos concentrar!”. “Shopaholic confessa, ela tem cinco armários cheios de Burberry, Hermès, Louis Vuitton e Roberto Cavalli. E você, se arriscaria a usar esse modelito para trabalhar?

(Foto: Reprodução/Village Voice)

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too hot to be a banker?


NAMORO NO TRABALHO

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olegas de trabalho convivem durante a maior parte do dia e, por isso, é muito comum que entre eles surja um interesse além da simples admiração profissional. Dois especialistas falam sobre proibir ou não namoros entre funcionários. Para Ivan Witt, headhunter e sócio da Steer Recursos Humanos “a admiração também é um disparador do romance, já que colegas de trabalho se assistem em situações de destaque ou de desafio”. Porém, namorar um colega de trabalho, superior, ou subordinado, requer extrema cautela, pois qualquer deslize pode custar o emprego – ou o romance.

Já Bernt Entschev, presidente da De Bernt Entschev Human Capital aconselha: “no ambiente de trabalho, deve-se manter uma postura profissional. Mas, já que não mandamos em nosso coração, o ideal é abrir o jogo, sabendo dos riscos que se corre“. Na opinião do especialista cabe aos gestores decidir se o casal poderá ou não permanecer na empresa. Quando é proibido

Quando pode Para as empresas que permitem namoro, recomenda-se atenção e alguns cuidados:

Trocar mensagens sempre usando as contas de email pessoais, e nunca corporativas. As empresas têm acesso a todo o conteúdo dos e-mails de seus funcionários. “Dependendo do conteúdo trocado entre os amantes, pode virar uma demissão por justa-causa”, alerta Ivan. Beijos em público, nem pensar. Nem mesmo no horário de almoço, já que nos restaurantes internos ou fora das empresas estão todos se encontrando frequentemente. Zelar pela sua imagem profissional é fundamental. Quando o romance é com superior ou subordinado, cuidados extras na hora da bronca ou da promoção. É sempre bom ter tudo muito bem justificado, para evitar fofocas e julgamentos injustos. Quanto às demonstrações de carinho no ambiente de trabalho, Bernt diz que é melhor deixar para curtir os momentos de romance com seu par bem longe da empresa. Para os que pretendem surpreender com flores, cuidado para não exagerar nos enfeites. É muito comum que as mulheres recebam flores no escritório. Porém ursinhos, balões e carros de mensagem devem ficar de fora desse contexto. O fato é que tudo depende da cultura organizacional de cada empresa. Algumas, mais conservadoras, proíbem, já outras, menos tradicionais, não se importam com o tipo de relacionamento que seus funcionários mantém.

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Algumas empresas não permitem relacionamentos amorosos entre seus funcionários. Nesses casos, recomenda-se honestidade. “Mentir, enganar, esconder, está fora de cogitação”. Para Ivan, o melhor nessas situações é procurar o chefe e abrir o jogo. “Caso o namoro tenha futuro, o casal deve conversar sobre a possibilidade de um deles pedir demissão e recomeçar em outra empresa. Assim poderão viver a vida a dois com liberdade”, sugere.

Quando os namorados são de setores diferentes, devem se policiar para não trocarem informações relevantes sobre seus departamentos;


Participe da pesquisa global sobre Voluntariado Corporativo Como você vê o voluntariado empresarial hoje em dia? Quais são as tendências, inovações, boas práticas mais evidentes no voluntariado empresarial?; Quais são as tendências e forças na sociedade em geral que você considera que estão influenciando a futura evolução do voluntariado empresarial? Quais são os principais desafios ou dificuldades que o voluntariado empresarial enfrenta? Como você vê o futuro do voluntariado empresarial nos próximos cinco anos? Essas perguntas constituem a pesquisa sobre Voluntariado Empresarial Global que o GCVC - Conselho Global de Voluntariado Empresarial da Associação Internacional de Esforços Voluntários – está realizando no intuito de ajudar as empresas a ampliar e fortalecer seus programas de voluntariado corporativo e a incentivar o voluntariado empresarial ao redor do mundo. Empresas e instituições podem participar da pesquisa, respondendo estas perguntas em http://tinyurl.com/27shsoa. Os resultados serão apresentados na próxima Conferência Mundial de Voluntariado da IAVE, Cingapura, em janeiro de 2011. Saiba mais em www.gcvcresearch.org (em inglês).

Trabalhador

criativo é mais

saudável!

Um trabalho do cão!

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“Aumento da autoestima e da produtividade no trabalho são alguns benefícios do convívio do homem com animais de estimação“, na

opinião da psicóloga Silvana Prado, do núcleo de psicologia da Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração. Ela afirma que as pessoas que convivem com animais no ambiente de trabalho geralmente são mais produtivas do que aquelas que executam o mesmo trabalho, sem no entanto ter contato com bichos. Há registros de pessoas que deixaram de ser nervosas, estressadas e se sentem mais seguras por conviverem com animais. Ela diz ainda que a simples presença do animal é suficiente para mexer com os hormônios, a parte metabólica e também com a afetividade das pessoas. Aproveitamos para retribuir o carinho “nosso“ Bulldog que Inglês Thor nos faz aqui na redação de Ser Mais!

Pesquisa realizada pela Universidade do Texas (EUA) com mais de 2 mil pessoas, revelou que aqueles que exercem profissões criativas tendem a ter mais saúde, se comparados àqueles que desenvolvem atividades rotineiras. Ou seja: trabalhadores com empregos dinâmicos têm menos problemas físicos.


Adote

a Teca! A Floresteca Foundation, em Mato Grosso, possui o maior plantio privado de árvores de «teca» (Tectona grandis) no mundo, com 22 mil hectares plantados e 15 mil hectares de áreas de conservação. Pesquisadores da Embrapa acreditam que sistemas agroflorestais com estas espécies, podem ser uma alternativa de recuperação de áreas de pastagens abandonadas e degradadas, bem como uma forma de conter a pressão de desmatamento sobre florestas primárias e promover o desenvolvimento social, econômico e ecológico sustentáveis na região. É possível adotar quantas tecas quiser, a um custo de R$ 60 por árvore e ajudar a levantar recursos para os projetos da fundação. O valor arrecadado é totalmente investido nos projetos educacionais. www.florestecafoundation.com

Coisas para pensar e fazer em 2010

aproveitar o que a ansiedade tem de bom

colocar amor e lealdade além da razão

saber o que se quer...

colecionar boas memórias

... e querer o que se sabe

manter o foco lembrar que uma partícula divina brilha em você valorizar a beleza natural

ter a humildade de um eterno APRENDIZ

exercitar a mente

oscilar, não vacilar!

voluntariar

integrar-se a outras gerações reutilizar a informação

encantar

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motivar pessoas

manter a disciplina

buscar o bem-estar

tornar a vida de alguém ainda melhor manter a classe em qualquer situação

pensar grande

ocupar o seu lugar no mundo

... para você Ser Mais


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Do que as marcas precisam? As marcas precisam muito mais de emoção do que da razão para sobreviverem

“N

um mundo complexo, volátil, incerto e ambíguo, uma coisa é certa: existe muito mais lugar para a emoção do que para a razão”. A afirmação é do inglês Kevin Roberts, CEO Mundial da Saatchi & Saatchi, empresa de publicidade que possui escritórios em mais de 80 países, e esteve presente no Seminário HSM, no dia 9 de junho. Roberts fez questão de chamar a atenção para o que realmente importa para os consumidores e para as marcas. Segundo ele, nós não vivemos em um mundo para ter estratégia ou controle de processos, mas sim em um mundo voltado para o coração. “Nós passamos da economia da atenção para a economia da participação. As pessoas já estão saturadas de informações. Temos que inspirar o cliente e não dar somente informação. Faça uma reflexão: olhe a embalagem do seu produto ou seu site. Tenho certeza que devem estar cheios de informações chatas. Sua tarefa como profissional de marketing é dar inspiração para seu cliente. O marketing hoje é de muitos para muitos, e há muito tempo deixou de ser movido pela mídia e passou a ser do consumidor”, afirma Roberts.

Kevin Roberts falou também sobre as lovemarks, tema de seu livro lançado em 2004. Ele explica que a diferença das marcas e das lovemarks está no fato da lovemark não ser da empresa e sim do cliente. “A coca-cola pertence aqueles que tomam o refrigerante. Para ser uma lovemark temos que abrir mão do controle e envolver os consumidores com os produtos. As marcas se constroem em cima de valores e autenticidade. Sem isso você não tem chance. Mas isso não basta, porque seu concorrente também possui essas características. As lovemarks são baseadas em amor e lealdade além da razão. Isso é o céu”, comenta.   Para Roberts existem cinco aspectos que levam uma marca a se tornar uma paixão: ideia, imaginação, intuição, inspiração e insight. A revelação é neste caso a grande estratégia. “As empresas precisam construir uma forma de envolver o consumidor. O preço é paridade, é o que as pessoas pagam. Valor é o que elas experimentam. Então pergunte a si mesmo: Qual é o valor que não tem preço que minha marca entrega?”, finaliza. Portal HSM – www.hsm.com.br

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E se o marketing é movido pelo consumidor, para a marca avançar, ir para o ataque e vencer no mercado ela precisa partir de um sonho e não de uma estratégia ou visão. “Se a sua empresa tem uma visão na parede, mate este quadro. Substitua-o por um sonho. Queremos trabalhar por um sonho e para uma parte maior que nós. Steve Jobs, por exemplo, sempre teve o sonho de tornar as vidas das pessoas

mais bonitas, mais acessíveis. Os produtos foram meras consequências. O consumidor não sabia que queria um Ipod, apenas queria melhorar seu walkman. Cada empresa tem que ter um propósito, pois o sonho se realiza através dos loucos e por meio de pessoas com ideias, fé e esperança. Nunca pela estratégia ou processos”, complementa.


moda, beleza e estilo

Abotoaduras ou “Botões-de-Punho” nunca saem de moda! Os acessórios que podem ser usados tanto por homens, quanto por mulheres para prender os dois lados da bainha de uma camisa, não perdem seu charme. Se antes vinham com monogramas, pedras e formas que traduziam a personalidade de quem as vestia, hoje as abotoaduras são usadas até na composição de uniformes de grandes marcas, por exemplo. Tem abotuadura de lego, para geeks e até forradas com o mesmo tecido da gravata! Elas podem ser feitas de ouro, prata e até metais menos nobres. Mas se você não souber combinar com o relógio, melhor dispensá-lo. Esse é o segredo.

Os portugueses tímidos mandam recados com modelos temáticos.

Forradas com o mesmo tecido: personalidade marcante

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Makeover online Se você “arranha” no inglês, vai gostar do TAAZ- um website onde em poucos minutos você vai poder simular cores de batons, maquiagem completa nas versões dia a dia, aqueles “looks extremos” que a gente vê nas passarelas e os mais variados cortes de cabelos antes de mudar radicalmente! Você pode escolher um rosto com traços e cor de pele parecidos com os seus ou fazer o upload da própria foto (é melhor estar com o cabelo preso nela). O sistema mapeia as áreas dos olhos, maçãs do rosto e boca para produzir seu novo visual. O site ainda traz dicas de beleza assinadas por celebridades e uma coleção de visuais para você se inspirar. Experimente! www.taaz.com

Fotos: reprodução

Abotoaduras são um exemplo de classe e sofisticação.

Os mais “poderosos”, podem ousar com esses exemplares feitos em ouro rosa 18k, ágata negra e diamantes. Um luxo só!


2.0

TerraForum Inaugurada recentemente a nova Biblioteca da Terra Forum traz centenas de artigos nas áreas de Gestão do Conhecimento, Gestão de Inovação, Inteligência Competitiva, Portais Corporativos, Educação Corporativa e Redes Sociais. Confira!

O SpeedyFox é um aplicativo que otimiza a inicialização do Firefox. Com apenas um clique, esse programinha, acelera a abertura do navegador, que havia ficado mais lenta da versão 3.5 em diante.

Wisestamp melhora a assinatura de emails Você sabia que não só pode como deve incrementar a assinatura de seus emails? Use e abuse deste recurso para enviar flashes de notícias, frases de efeito ou qualquer outra coisa que você considere genial, além de seu nome com um link para seu site pessoal! O jeito mais fácil de você inovar seu email é a simpática extensão WiseStamp. Compatível com Firefox e Chrome, o aplicativo cria assinaturas inteligentes com links discretos, além de pequenos ícones para mostrar sua presença no Twitter, Flickr, Facebook e até para oferecer o feed RSS do seu site pessoal ou blog. Tudo isso é feito de uma forma simples e intuitiva. É só instalar a extensão, configurá-la uma vez e depois apenas clicar no ícone do programa sempre que for finalizar uma mensagem no seu webmail. No Gmail ele vai muito bem! Também dá para configurar diferentes assinaturas (para emails pessoais e profissionais), adicionar logos e exportar essas assinaturas para documentos HTML.

Pesquisa do Instituto Gartner mostra quais são as dez aplicações móveis de consumo que devem se multiplicar até 2012:

Atualmente, 60% dos aparelhos celulares comercializados navegam na internet. Em 2013, esse percentual deve subir para 80%. Da mesma forma, o gasto com propaganda móvel será US$ 7 bilhões maior do que o registrado em 2008!

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- Transferência de dinheiro por SMS - Serviços de localização (LBS) - Pesquisa aplicada à área de marketing - Navegação - Monitoramento móvel da saúde - Pagamentos móveis - Near Field Communications - Propaganda móvel - Mensageiro instantâneo - Música


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O cérebro e as tecnologias da inteligência no futuro das corporações Tina Andrade

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Mais do que gerenciar pessoas, as corporações que desejarem passar ilesas pelo extenso tapete de brasas vão ter que aprender a gerenciar mudanças – e IMSO (in my simple opinion) a maior delas está no entendimento de que empresas bem-sucedidas são como conjuntos de “cérebros disseminados” .


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Gerenciar cérebros é, portanto, o novo desafio – o que indica que a formação do cérebro começa a ser acrescentada ao bem-estar das empresas e iniciativas de liderança; com o brain fitness assumindo um papel muito importante na construção de novos mercados. Economia baseada no comportamento   Quando falo em “novos mercados”,  me refiro à uma novíssima economia – tão nova que já não está baseada na informação, mas na competência em utilizá-la. Essa “competência” é cem por cento comportamental, daí a economia baseada no comportamento vem para reengenhar tudo o que aprendemos sobre gestão.   Tecnicamente, nosso comportamento são respostas a diferentes estímulos gerados pelo meio. E se essas “respostas” têm origem no cérebro; então é nele que devemos nos concentrar! Se existe um esforço para humanizar corporações, significa que existe um movimento para entender não o que nossa mente é capaz de fazer por nós, mas o que nós podemos fazer por nossa mente para que ela traga “respostas” cada vez mais inteligentes (especialmente do ponto de vista emocional).

O cérebro no comando Com a missão de entender como pensamos, agimos, percebemos e sentimos, pesquisas científicas contribuem com argumentos que vão ajudar a promover mudanças no modo de operação das organizações.   Ao que tudo indica, um casamento que tem tudo para durar é o da neurociência com o RH. Dessa aliança nascerão “negócios baseados no cérebro”. Ou seja, negócios que vão potencializar as habilidades cerebrais, aumentando o nível de atenção, a concentração e, por conseguinte, a retenção do aprendizado.   “No início da década de 90, o presidente americano George W. Bush anunciou que aquela seria a década do cérebro”, lembra Ricardo Marchesan, sócio-fundador da Cérebro Melhor – empresa brasileira do segmento de brain fitness.   Bush estava certíssimo: “se na velha economia a produtividade estava relacionada à aptidão física das pessoas, na era da informação, a produtividade passou a estar relacionada à aptidão mental”, reforça Ricardo. Para se ter uma ideia, a Scientific Brain Training foi a


primeira empresa no mundo a desenvolver há apenas dez anos, ferramentas para o treinamento cognitivo do cérebro. O programa Cérebro Melhor (www.cerebromelhor.com.br) inaugura esse serviço no Brasil.   As tecnologias da inteligência Franck Tarpin-Bernard, PhD, especialista em soluções para aperfeiçoamento do cérebro, professor em Ciência da Computação do Instituto Nacional de Ciências Aplicadas de Lyon, transferiu a tecnologia do Happy Neuron e ajudou a desenhar (estrategicamente) os programas para o mercado brasileiro. “Os exercícios desaceleram o processo de perda da reserva cognitiva – que é a capacidade do cérebro de armazenar por períodos prolongados as habilidades que foram adquiridas ao longo da vida”, diz.   Pesquisa realizada no começo de 2010, mostrou que pessoas que dedicaram 30 minutos diários ao uso desse programa de treinamento cerebral tiveram um aumento de 16% em suas capacidades cognitivas em apenas três meses. Pesquisas como estas - que estão sendo realizadas no mundo todo - é que vão difundir o conceito de brain fitness no mercado nacional. Liderança baseada na serotonina

Neurociência é o estudo do sistema nervoso: sua estrutura, seu desenvolvimento, funcionamento, evolução, relação com o comportamento e a mente e, também, suas alterações. O Departamento de Recursos Humanos, por sua vez, se encarrega de selecionar profissionais com o perfil que a empresa necessita, portanto avalia, desenvolve e mantém os profissionais nas empresas, por meio de políticas de carreira, incentivo e remuneração. Unir essas duas áreas é uma reconfiguração já proposta pela gestão de mudanças, uma vez que 85% das decisões que tomamos ao longo do dia acontecem na mente não consciente. Além disto, nossa capacidade de raciocinar com clareza, solucionar problemas com diferentes graus de complexidade e tomar decisões -

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Cientistas mostraram através de imagens de ressonância magnética, que pessoas que foram expostas a situações e as julgaram justas, tiveram seus centros de compensação do cérebro ativados como acontece quando se encontram com entes queridos ou apreciam uma boa comida. Isso abre um importante precedente para que os profissionais de RH possam implementar políticas para o cultivo da justiça e de recompensas que inspirem pessoas a terem mais confiança. Estudiosos e futurólogos afirmam que empresas de culturas saudáveis terão mais poder, só que um tipo

de poder diferente: o poder de aumentar a retenção e a performance. Isto porque os gestores tenderão a demonstrar mais interesse nos funcionários, apoiá-los e compensá-los verdadeiramente. Esta atitude gerencial será suficiente para despejar no cérebro de seus colaboradores uma alta dose de serotonina – substância que provoca em nós aquele desejo de nos aproximar das pessoas e atendê-las em suas necessidades. E que também nos abre a mente para novas ideias. Taí um belo modelo de liderança significativa! Na Era Wellness (era do bem-estar) não há sentido em alguém se “orgulhar” em viver sob altas doses de estresse e não ter tempo para nada. Um gestor sob efeito do estresse tende a inferiorizar seus colaboradores e isso vai inundar seus cérebros com cortisol, fazendo com que se desliguem, se fechem a novas ideias e parem de nutrir o desejo de ajudar. Sem contar que o estresse prolongado reduz a produção de neurônios, compromete significativamente a memória, os sentimentos, diminui a imunidade e, de quebra, leva embora pelo menos dez anos de vida.   Trabalhando com certezas


dentro do meio corporativo - dependem (e muito!) de termos nossas expectativas atendidas. Isto porque quando as pessoas têm expectativas que são alcançadas, aumenta substancialmente o nível de dopamina em seu cérebro. Ao contrário, uma expectativa frustrada, reduz a dopamina, aumenta a adrenalina, ativa a amígdala cerebral e toda essa mudança nos níveis dos neurotransmissores pode levá-las à demissão, porque seus humores e a disposição geral ficam prejudicados; e seu foco vai estar nos problemas e não nas soluções. E foram os neurocientistas que descobriram que nosso cérebro é incapaz de construir conexões quando alguém nos diz o que fazer, ele apenas muda os padrões. Quando um indivíduo é levado a fazer algo, como por exemplo, participar de uma reunião 3% do seu cérebro vão estar sendo utilizados; ao passo que quando são criadas condições para que ela possa mostrar o que sabe, ou seja, transferir aquilo o que aprendeu para outras pessoas, vão estar alocando 90% desse órgão. Significa que não é verdade que os seres humanos só utilizamos 10% da capacidade do cérebro. Levar descobertas neurocientíficas como essa para o RH, é dar a ele condições de obter mais engajamento das equipes, transformar suas dinâmicas, melhorar o clima, aumentar o bem-estar, por conseguinte, a saúde de toda uma corporação. As tecnologias da inteligência

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A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, chefe do Departamento de Neuroanatomia Comparada da UFRJ e apresentadora da série Neurológica do Fantástico da Rede Globo, é da opinião de que faz parte da busca pelo bem-estar, ter uma atividade mental rica ao longo da vida. Para ela o cérebro ideal é aquele com o qual a gente se sente bem. Se nos sentimos bem com nossa capacidade de atenção e de memória ou se achamos que nos sentiríamos melhor se pudéssemos aumentar nossa

capacidade de raciocínio, então podemos buscar esse aperfeiçoamento. Suzana acredita que para muitas pessoas que ainda não se interessaram em exercitar o cérebro por diferentes razões (ou porque nem todo mundo consegue identificar sozinho que pode ampliar sua capacidade, ou porque acha que não tem tempo de sobra), um programa organizado, sistematizado, simples e sobretudo divertido como o Cérebro Melhor é um excelente apelo. “O acesso fácil à internet, o aspecto lúdico e a apresentação dos jogos são extremamente motivadores”, diz. Há muitas soluções sendo desenvolvidas com a nobre missão de aumentar a nossa inteligência prática - a inteligência relacionada com a formação de hábitos, à capacidade de aprender com a experiência e de desenvolver as habilidades práticas - que se diferencia da inteligência acadêmica e explica como alguns indivíduos com um QI alto não conseguem alcançar o sucesso profissional.  Certa ocasião ouvi uma frase surpreendente para os dias de hoje: “você não precisa pensar, só precisa obedecer”. Essa era a cultura de um empresário que gerava uma alta rotatividade em sua equipe – era, obviamente o que lhe impedia de reter talentos em sua corporação. É a cultura do fracasso. Imagine como ele poderia lidar com a inteligência coletiva? Para o filósofo Pierre Lévy, “a base e o objetivo da inteligência coletiva são o reconhecimento e o enriquecimento mútuos das pessoas, e não o culto de comunidades fetichizadas ou hipostasiadas”. De fato, cada um de nós já é livre para criar a sua própria rede neural, que é o que fazemos quando nos conectamos a outros neurônios ativos atrás de ferramentas como Facebook, Twitter, LinkedIN, entre outras tecnologias da inteligência. Como a simulação digital, à qual cientistas de todas as disciplinas recorrem: um modelo digital não é lido ou interpretado como um texto clássico, mas explorado de um modo interativo. A informática, por sua vez, existe para nos dar mais


velocidade no processamento de informações e com isso podermos executar cada vez mais tarefas em menos tempo e com mais qualidade, de modo que possamos investir o saldo de tempo em nossa qualidade de vida. Mas o que temos feito? Quanto mais tempo ganhamos, mais tempo gastamos(!) e muitas vezes por pura falha administrativa. Outra tecnologia que empresta sua inteligência para auxiliar pessoas que não sabem gerir seu recurso de tempo é o Neotriad Desktop (www.neotriad.com.br) uma ferramenta de planejamento pessoal e profissional que ajuda a gerenciar atividades diárias, compromissos, planejar a vida através de metas e projetos e gerenciar informações, no intuito dar ao usuário mais produtividade, equilíbrio e reduzir seu nível de estresse. Imaginação auxiliada por computador e jogos corporativos de estratégia ajudam a prever situações e tomar decisões antecipadas, gerar planos de contingenciamento. A simulação é, ainda, uma ferramenta muito útil para estimular o raciocínio lógico, corresponder à nossa imaginação, à bricolage mental, à acertividade. Os dispositivos de memória dos sistemas informáticos, por sua vez, estão cada vez mais próximos de nos-

so corpo. Parece que já fazem parte de nós a pendrive, o smartphone e o netbook... Já é possível separar os conhecimentos das pessoas e coletividades, estocar, recompor, modular, multiplicar, difundir, mobilizar através de hipertextos, composições multimídias, redes sociais, mensagens eletrônicas, DVDs. “Hipertexto subverte a hierarquia”, diz o Manifesto Clue Train e é um fato. É o advento que permitiu driblar a segurança, o ascensorista, a recepcionista, a secretária e aquela fila de assessores e colocar nossa ideia lá: diretinho na mesa do chefe! Quando utilizamos o hipertexto como um “passaporte” para um novo conhecimento a partir de um único link, estamos aumentando a inteligência de nossas corporações. Foi esse princípio que criou o Wiki, onde a inteligência coletiva reina soberana. Estudantes e professores, gestores e colaboradores já nos relacionamos de um jeito hipertextual, ou seja, estamos ligados por conexões, nós. Estes “nós”, podem ser palavras, páginas ou gráficos de imagens. Estamos o tempo todo promovendo sinapses! Veja como somos mais “neuronais” do que imaginamos.

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“Sensomarcas” Pierre Lévy também nos diz que “por mais que sejam consubstanciais à inteligência dos homens, as tecnologias intelectuais não substituem o pensamento vivo”. Nós, seres humanos não podemos ser “programados” para fazer nada que não venha de encontro à nossa vontade. No entanto, somos facilmente levados a realizar ações que já estejam gravadas no nosso inconsciente. É por isso que a mesma ciência que vem estudando, por exemplo, porque batemos na madeira quando não queremos atrair a má sorte, também nos ensina que o poder dos sentidos é muito mais significativo em um processo decisório do que podemos imaginar. Assim, os negócios baseados no cérebro compreenderão insights cognitivos que transformarão o modo como vamos trabalhar. A começar pela construção de marcas estabelecidas sobre os cinco pilares dos sentidos, ou “sensomarcas”. E é por isso (também) que nosso cérebro está sendo mapeado: porque ainda não somos capazes de exprimir sensações muito interiores que nele se originam. O neuromarketing é um novo campo de estudos do marketing que monitora as respostas de nosso cérebro a diferentes estímulos e com isso pode antecipar o comportamento de consumidores, elaborando estratégias de venda através das quais pretende comunicar ao nosso cérebro antes de nos comunicar. Essa já é a realidade das 25 maiores empresas do mundo, como Google, Mercedes-Benz, MTV e Microsoft. O “marketing do futuro” pretende limpar o mundo do excesso visual da propaganda. A partir dele, as logomarcas não serão simples referências iconográficas ao tipo de negócio das empresas. Elas poderão ter um cheiro próprio, um som peculiar ou ser tocadas, experimentadas. Dizem que em certos casos, algumas logomarcas utilizadas

hoje, ajudam mais a desconstruir a imagem corporativa, do que a construí-la. Guarde isso! O cérebro e eu Penso que um cérebro pode morrer. E porque ele morre, nosso corpo morre. Já a mente é capaz de se manter viva e permanecer influenciando pessoas por uma eternidade. A mente é para mim, meu único legado e minha maior riqueza. Ela guarda meus segredos, minhas vontades, meus anseios e as tantas memórias que eu gosto de compartilhar. Posso assegurar que minha mente é um corpo à parte imbuído de espírito. E quanto mais eu penso que me conheço, mais desejo me (auto)explorar; e vejo que menos sei sobre mim. Meu cérebro é colaborativo, um amigão, altruísta, inventivo e quer estar ligadinho ao seu e aos de pelo menos outras 148 pessoas – que é o que ele pode administrar. Quando elaborei essa matéria, pensei em dizer também: “coma nozes, peixe, faça exercícios físicos, aprenda algo novo, converse com seu amor sobre seus sonhos mais íntimos e o beije na boca (imediatamente) antes de dormir!” – coisas tão simples que podem manter seu cérebro bem vivinho por mais “zil” anos. Isso é quase um mantra, não? Pode crer que sim. Porque estudando sobre o cérebro eu fiquei feliz em saber que quando aprendo algo novo, mais alguns milhares de neurônios nascem em mim! E todos eles precisam de você, assim como os seus precisam de outros e outros... A coisa mais maravilhosa que eu pude descobrir a respeito deste ilustre desconhecido, é que ele é dono de uma incrível vocação social! Em poucos anos, acredite, ou as empresas aprendem a gerenciar cérebros ou não serão mais empresas! “Corporativa-MENTE” falando, claro.


Dicas da Dra. Suzana Herculano-Houzel para você ficar de bem com seu cérebro: cício físico regular é o que existe de mais próximo de um elixir da juventude. 12. Durma bem e bastante Quando dormimos, o cérebro descansa, mesmo sem parar de funcionar, e reorganiza as memórias do dia. A falta de sono causa um estresse intenso a esse órgão, além de uma série de problemas, inclusive de memória. 13. Eduque-se e assuma responsabilidades Desenvolver as suas habilidades mentais – ou seja, educar-se – é um excelente meio de tornar o seu cérebro ainda mais capaz de resolver problemas, ampliar as suas capacidades e prolongar o bem-estar e a vida. 14. Cultive os seus relacionamentos Saber que contamos com o apoio de amigos e familiares é fundamental. Além disso, o contato humano, na forma de abraços, beijos e carinhos, garante ao cérebro que não estamos sós no mundo. 15. Busque e ofereça carinho Talvez a maior descoberta da neurociência nos últimos tempos seja o impacto do carinho sobre o cérebro.O carinho é uma maneira poderosa de regular a ansiedade e respostas exageradas ao estresse de maneira geral. O mais importante, contudo, é que o carinho se autopropaga: cérebros que o recebem tornam-se mais carinhosos.

Por que é importante manter o cérebro ativo? - Aprender é modificar o cérebro com experiência. Quanto mais você se esforça, mais aprende, e melhor você fica naquilo que pratica. - Por isso, o melhor remédio para a memória, a atenção e o raciocínio é... usar   a memória, a atenção e o raciocínio! - Manter o cérebro ativo também é fundamental para evitar as perdas que vêm   com a idade. - Motivação é fundamental. Vendo seu desempenho melhorar, você ganha   autoconfiança e vontade de continuar aprendendo e mantendo seu cérebro   sempre ativo. - O cérebro custa caro em energia e nutrientes; todas as capacidades que não   são usadas vão aos poucos enfraquecendo para ceder recursos às funções   que são de fato úteis. - Por isso é importante manter o cérebro ativo com atividades variadas. Mas   isso não basta; um estilo de vida saudável também é fundamental.

Extraído do livro Fique de bem com seu cérebro.

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1. Cuide bem da sua saúde física Os problemas do corpo doem no cérebro – é preciso saber respeitá-los e tratá-los rapidamente. Tudo está bem quando o corpo e a mente vão bem. 2. Identifique e cultive os seus prazeres Procure identificar as suas fontes de prazer e cultive-as: relações de amizade, relacionamentos amorosos, trabalho, lazer e exercício físico e mental. 3. Ouça as suas emoções Hoje se aceita que as emoções são parte fundamental das boas decisões. Portanto, devem sempre ser levadas em consideração. Se “alguma coisa” lhe diz não, ouça: é o seu corpo mandando avisos ao cérebro. 4. Sorria e busque a felicidade A felicidade é o estado em que fica o cérebro que vê tudo dando certo. Além de mudar o cérebro, ela afeta o corpo e o torna mais saudável. Se tudo está correndo bem e você está cheio de energia, ótimo. 5. Saiba a diferença entre tristeza e depressão A tristeza é uma emoção importante e útil. A depressão é a tristeza despropositada e precisa ser tratada como caso clínico. 6. Tenha uma atitude positiva O otimismo favorece a ativação antecipada do sistema de recompensa, aumenta a satisfação com os feitos alcançados, amplia as chances de fazermos algo realmente dar certo, nos permite lidar melhor com situações negativas e até intensifica a resistência a doenças. 7. Tire proveito do estresse agudo Se o cérebro não fosse capaz de distinguir situações estressantes e reagir a elas, mal chegaríamos de pé ao fim do dia.  O estresse agudo tem efeitos benéficos sobre a memória e sobre a resposta imunológica. A reação imediata ao estresse facilita a memória e aumenta a imunidade. 8. Aprenda a lidar com a ansiedade Preocupar-se é importante – desde que nas horas certas. Isso evita que o cérebro se coloque em situações problemáticas 9. Faça as pazes com os remédios O bom funcionamento do cérebro depende de um equilíbrio químico. Às vezes, em decorrência de variações genéticas, estresse intenso ou doenças adquiridas, é necessário obter ajuda externa para encontrar e manter esse equilíbrio por meio de medicamentos que interferem na química cerebral – mas alterar sem necessidade o equilíbrio natural do cérebro não é uma boa idéia. 10. Combata o estresse crônico A melhor maneira de não sofrer com o estresse crônico é impedir que ele aconteça. Se isso for inviável, será preciso aprender a lidar bem com ele. 11. Exercite-se regularmente Pelos seus efeitos sobre o corpo e o cérebro, o exer-


Você realmente sabe elaborar um

bom

curr

ículo

O documento bem-feito não é sinônimo de vaga garantida, mas é uma etapa tão importante, que qualquer escorregão pode colocar tudo a perder. Faça o teste e descubra se você está no caminho certo:

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- Quanto à escrita: (A) Não acho que erros de português e digitação sejam mais importantes do que a experiência. (B) Fico atento para não cometer erros de ortografia, concordância e digitação. (C) Minha desatenção não pode ser interpretada como despreparo. - Quanto à veracidade dos fatos: (A) Honestamente, não vejo mal em inventar algo criativo para deixar o currículo mais completo. (B) Sou verdadeiro. Afinal, mentira tem perna curta! (C) Sempre omito uma coisinha ou outra, que possa prejudicar minha imagem. - Quanto ao tamanho do documento: (A) Acho que quanto maior for o documento, melhor ele fica! (B) Duas folhas são mais do que suficientes para que eu coloque apenas as informações

?

úteis e necessárias. (C) Além das características mais relevantes para a vaga pretendida, ainda falo sobre minhas demais habilidades. - Quanto às minhas informações pessoais: (A) Acho desnecessário falar do local de formação e a descrição de cargos e de atividades desempenhadas, por exemplo. (B) O documento deve realçar minhas realizações pessoais de maneira clara, organizada, lógica e simples. (C) Acho importante falar sobre meu signo solar! - Quanto aos meus objetivos profissionais: (A) Óbvio que meu objetivo é ter um emprego! (B) Meu objetivo deve ser construído de maneira pensada, estruturada, clara e convincente. (C) Acho que ainda tenho tempo para saber realmente o que quero para a minha carreira profissional. - Quanto à pretensão salarial: (A) Vou direto ao assunto: não saio de casa por menos!


TESTE

(B) Acho que é um assunto que devo tratar no ato da entrevista pessoal. (C) Prefiro garantir um salário, ainda que bem menor do que o mercado paga. - Quando à aparência: (A) Claro que minha aparência é avaliada! Por isso vou anexar uma foto que revele o que eu tenho de melhor! (B) Sei que meus conhecimentos e experiências profissionais é que contam, mesmo assim opto por enviar uma foto mais formal. (C) As empresas não são proibidas de solicitar retratos, ora! - Quanto à estética do currículo: (A) Nunca sigo um modelo padrão! Gosto de mostrar que tenho personalidade forte. (B) O ideal é optar por folhas brancas e tipologia tradicional, tais como Times New Roman e Arial. (C) Gosto de inovar e usar a criatividade para me destacar no processo seletivo, mesmo quando o recrutador é conservador.

- Quanto aos documentos comprobatórios: (A) Insiro CPF, identidade, número da CNH, comprovante de residência e assino (se der, reconheço a firma). (B) O recrutador espera que eu fale a verdade. Por isso só apresento (na entrevista) o que for solicitado. (C) Apresento documentos como diplomas e cartas de recomendação mesmo quando não são solicitados.

Resultado: Se a opção «B» representou a maioria de suas respostas, você tem ótimas chances em um processo seletivo! As dez principais falhas apontadas pelos especialistas na hora de elaborar um currículo são: deixar passar erros de português ou digitação; mentir; ser prolixo; ser superficial; apontar distintos objetivos profissionais; inserir documentos pessoais; inserir fotos; deixar a estética de lado ou priorizá-la demais; padronizar o currículo e anexar documentos comprobatórios.

Fonte: Canal Carreira (http://tinyurl.com/ybkjdzw)

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- Quanto à padronização: (A) Envio o mesmo currículo para todas as ofertas de vaga. Afinal, sou a mesma pessoa. (B) Sempre procuro informações sobre a empresa e a área em que gostaria de trabalhar para saber o que devo ressaltar no currículo.

(C) Não gasto energia pesquisando empresas antes de ser selecionado.


jogo rápido

Ele tornou-se empresário com apenas 23 anos e já fez seu primeiro milhão de reais ao tornar-se sócio de Roberto Justus por vencer a quarta edição de O Aprendiz. Agora, todos os sábados às 11h30 apresenta o programa Atitude BR, na Band, para 17 milhões de pessoas em 46 dos municípios com maior potencial de consumo do país. Meu Jogo Rápido é com

Tiago Aguiar Tina Andrade 1) O que é mais desafiante no comando do Atitude BR: inspirar, fomentar, informar e educar empresários ou empreender no próprio sucesso do programa?

que aqui dentro do Brasil podemos realizar nossas maiores transformações. Uma política de investimento em pesquisa seria fundamental para reter as maiores cabeças.

Sem dúvida, o maior desafio é o dia a dia da empresa Atitude BR, ou seja, apresentar o programa e ainda fazer toda a gestão do negócio (financeiro, marketing, equipe, etc). Além disso, o sucesso do programa em transmitir as informações aos empreendedores parte inicialmente no sucesso da gestão do próprio programa.

4) Você diz que «para se destacar entre milhões que sonham ser campeões, é preciso sustentar qualidades provenientes da inteligência». Quais são elas?

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2) Costuma-se dizer que atrás do sucesso de todo o bom empresário existe um sonho. Qual é o seu? Digo que nunca se deve fazer um negócio por dinheiro, deve-se ter um sonho por trás e o meu é causar uma mudança, é inovar no meio empreendedor. 3) Muitos jovens saem do Brasil em busca de oportunidades no exterior. O que você acredita que poderia ajudar a conter essa evasão de cérebros? Acredito ser importante a experiência no exterior. Mas, as pessoas precisam entender

Cada vez menos tem se dado atenção a educação, quando muito, estamos nos limitando a nos “manter informados“. É importante que a informação não seja aquela superficial da internet, mas que as pessoas procurem se aprofundar nos conteúdos, na história e na cultura. Um povo (ou uma pessoa) bem informado e culto dificilmente é enganado. 5) Todos temos algo que nos inspira e que procuramos seguir, nos espelhar. Qual é sua maior fonte de inspiração? Uma frase do dramaturgo Tchekov inspira meu sonho: “(...) e no final, vão lhe perguntar o que é que você fez da sua vida. E você vai responder o quê? Nada!?”.


6) Ter vencido o Aprendiz 4 – lhe deu a oportunidade de tornar-se “O Sócio“ do publicitário Roberto Justus. Qual foi sua maior lição aprendida com isto e o que você vai levar dessa experiência para o resto de sua vida? Pensar grande! Essa é a filosofia do Roberto. Isso é muito importante para qualquer pessoa que queira atingir o seu sonho, pois caso contrário, se pensar pequeno, você desiste rapidamente, pois cada tropeço se torna um pesadelo. Pensar grande faz você enxergar além das dificuldades. 7) O que você diria hoje para um outro jovem “Aprendiz“ que desejasse ser seu sócio? Tenha Atitude! Mostre a que veio. Seja proativo, não fique parado esperando que alguém lhe diga o que fazer. Não traga problemas, mas sim soluções. 8) Existe uma pergunta clássica nos processos de seleção que quero fazer a você: “como você se imagina daqui há dez anos?“ Ah, isso é segredo! Eu sempre mantenho meus planos comigo mesmo. Por exemplo, o Atitude BR só foi divulgado para amigos e família duas semanas antes da estreia. Agora, tenha certeza de uma coisa: eu já sei o que vou fazer daqui dez anos.

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www.daniloscarpa.com daniloscarpa.com


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Otimismo e bem-estar: combinação de sucesso Dr. Jô Furlan

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sonhos. Faz isso até hoje, dedicando-se há mais de duas décadas a construir com seus parceiros de negócio a melhor e mais conceituada rede de academias do país: a Cia. Athletica, “um negócio de fitness e bem-estar“, como ele mesmo define. Somando as unidades, já são mais de 30 mil alunos, 70 mil m² de espaço e um padrão de serviço extremamente diferenciado, resultando em uma empresa respeitada, copiada e invejada no setor de fitness. Aliás, uma das coisas que mais me chamou a atenção, foi sua percepção de negócio: “Um dos nossos grandes objetivos é fazer com que as pessoas possam se sentir bem enquanto estão aqui” - explica Richard Bilton e acrescenta: “Temos de encantar nossos clientes em todas as suas visitas; no nosso caso, isso significa, no mínimo, três vezes por semana”.

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u desisto. Não sei mais o que fazer para obrigá-lo a se dedicar aos estudos. Onde foi parar sua responsabilidade?” O filho, com apenas 11 anos de idade, que apresentava periodicamente notas sofríveis, respondeu a seu pai: “Deixe a responsabilidade por minha conta e irei mostrar”. Dito e feito. O jovem brasileiro com nome inglês, Richard Bilton, nos meses que se passaram foi melhorando e se superando. Assumiu o controle dos estudos, estabelecendo metas e elaborando estratégias, visando a alcançar os objetivos. A lição daquela época foi tão marcante que acabou influenciando seu modo de ver o mundo e também a forma de ele agir, ao procurar fazer sempre o melhor, independente da atividade. Desde cedo, foi fã e praticante de esportes. Aprendeu a conciliar na agenda as demandas e os

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possibilidades do setor, mesmo sabendo que haverá momentos difíceis”, presume o presidente da Cia. Athletica. E finaliza: “Não basta se energizar, você precisa energizar os outros”. Richard Bilton ajuda as pessoas a manter corpos mais saudáveis, relacionamentos e amizades. Ele é um construtor e realizador de sonhos. Tem se dedicado a cuidar de seu corpo e de sua mente, pois, assim, acredita estar mais bem preparado para as oscilações dos negócios e da vida. O quanto você cuida de sua saúde e bem-estar? Tenho feito referência constante à saúde emocional, liderança, inteligência do sucesso e motivação. Ressalto agora a importância da saúde física. Aprender, crescer e mudar. Isso é poderoso e transformador. O que você vai fazer hoje para aumentar seu bem-estar e melhorar ainda mais sua vida? Dr. Jô Furlan é médico, escritor, 1° treinador comportamental do Brasil. Autor do livro Inteligência do Sucesso e coordenador editorial da Coleção Ser Mais www.drjofurlan.com.br

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Richard abriu mão de uma carreira promissora em uma multinacional para assumir a expansão da Cia. Athletica. Nascida originalmente na Rua Kansas, no Brooklin, bairro nobre de São Paulo, iniciou seu crescimento para outras regiões sob a tutela de Richard, que via no empreendimento mais que uma academia de alto padrão; via uma empresa com possibilidades de expansão. A diretoria majoritária da academia, optou por um modelo empresarial diferenciado com parceiros locais, mas mantendo o controle do negócio, tem crescido e encantado seus clientes. Richard é um administrador de empresas, formado pela Eaesp da Fundação Getúlio Vargas. Apaixonado por esportes - em especial hipismo, modalidade que treina desde criança e acumula prêmios em diversas categorias. Seu êxito - não só como atleta - se atribui ao planejamento estratégico, rigoroso e bem aplicado. “Um ambiente saudável e bem-humorado é fundamental para o sucesso de uma atividade como a nossa”, revela Bilton. Com atenção especial para o desenvolvimento do capital humano, seus colaboradores são treinados e estimulados a fazer cada vez mais e a estar sempre prontos para surpreender seus clientes. Sob conceitos como este que ele tem conduzido a holding à qual pertence a Cia. Athlética. Trazendo pra si a responsabilidade de algo maior do que o comando, considera o otimismo sua maior virtude e também seu pior defeito. Sorrindo, me revelou: - “enquanto as pessoas falam de crise, eu constantemente busco a oportunidade que esta pode me trazer”. Grande visão de negócio! O ser humano torna-se cada dia mais e mais sedentário. Sendo assim, a atividade física não é apenas uma questão de estética ou modismo; é uma tendência importante com um desdobramento capaz de influenciar a capacidade emocional de qualquer indivíduo. “No início, não estávamos preocupados em ser a maior rede do país, mas, isso acabou acontecendo. Atualmente, nosso objetivo é ser a melhor rede de academias, uma referência no setor, sinônimo de qualidade, profissionalismo e bem-estar. “Não me preocupo em ser a maior, mas quero ser a melhor rede. Quero construir um empreendimento para as famílias, filhos e netos. Acredito nas


Não ative o concorrente na

MEMÓRIA do cliente Dalmir Sant’Anna

Em um cenário cada vez mais competitivo, a flexibilidade, a abordagem prática e a customização nos resultados, passam a ser exigências do ambiente de trabalho, nas mais diversas empresas. Mas, ao contrário de valorizar o próprio produto, enaltecer a missão organizacional e os diferenciais da empresa, há profissionais que optam em falar mais sobre a concorrência. Existem, por exemplo, apresentadores de televisão, que insistem em dizer que o início do seu programa começa somente após o término do concorrente da outra emissora. Esses apresentadores, ao mencionar o nome da concorrência, acabam por ativar na memória do telespectador, a existência de um concorrente e, como consequência, oferece sem perceber, outra opção de escolha. Observe nos três itens a seguir, como conquistar mais atenção do seu cliente e ter como resultado, a oportunidade de fazer a constelação de estrelas da sua empresa brilhar mais intensamente.

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Morda a língua antes de pronunciar o nome da concorrência Você percebeu que há no mercado de trabalho, profissionais que optam em usar o tempo disponível para falar do concorrente? Têm profissionais na área da saúde, que insistem em falar de maneira negativa e desrespeitosa de seus colegas de profissão. Qual o resultado? Acabam por ativar na memória do cliente: o nome, a marca, preços, serviços e produtos do concorrente, além de oferecer mais uma opção de compra. Ao contrário disso, que tal valorizar seu marketing pessoal e os diferenciais da sua empresa? Parece incrível, mas existem profissionais lojistas, que são capazes de enumerar detalhes da última

campanha publicitária do concorrente, entretanto, desconhecem a missão, a visão e os valores da própria empresa. Lembro que certa vez, elogiei o gerente de uma rede lojas pelo bonito comercial que estava sendo veiculado na mídia. Para minha surpresa, o gestor respondeu: “Tem comercial passando na televisão e no rádio sobre nós? Eu nem sabia! O senhor tem certeza de que é da nossa loja o comercial?”. Perceba que esse profissional, além de desvalorizar a empresa que atua, demonstra a ausência de comunicação existente na organização. Fale de maneira positiva da sua empresa, valorize seu negócio de atuação e busque praticar diariamente o exercício de “morder a língua” antes de pronunciar o nome do concorrente, para não oferecer outra opção de compra ao cliente. Descubra que a humildade é um ingrediente essencial Quando uma organização acredita ser imbatível ou mesmo insubstituível pelo uso da arrogância, a presunção, soberba e indisciplina ocupam o lugar essencial da humildade em uma negociação. Quando um profissional acredita ser insubstituível, passa a usar no seu cotidiano a afirmação de que não precisa mais de treinamento, pois já sabe tudo! Profissionais em diversas áreas, que pelo uso da arrogância, deixam de analisar com maior prudência os riscos e os perigos gerados pela audácia, cinismo e petulância. Na prática, quando um profissional abandona a humildade, concede espaço para energias que, poderiam ser perfeitamente alteradas com o objetivo de intensificar de maneira mais produtiva o fortalecimento das próprias competências individuais. Você certamente já ouviu algumas pessoas desprezarem outras empresas pelo menor tamanho físico, pela localização,


quantidade de funcionários ou ainda, pelo tempo de existência. Usam de arrogância com descriminação para mostrar que a empresa, na qual faz parte é maior. O detalhe é que, acaba ativando a existência de outro fornecedor, mostrando muitas vezes, que o concorrente pode atender de maneira mais adequada um determinado tipo de produto ou serviço. Jogue positivamente para o time da sua empresa Realizava a compra de um determinado produto em uma loja de materiais de construção, quando observei o proprietário do estabelecimento reclamar para um representante comercial, que o fornecedor havia enviado o dobro da quantidade de mercadoria solicitada. Qual foi a atuação desse representante? Ao contrário de passar tranquilidade e uma solução ao cliente, esse vendedor passou a falar mal da própria empresa. Eu fiquei impressionado! O representante, em alta voz, alegou: “Naquela empresa trabalha somente gente desqualificada, despreparada, improdutiva e incompetente. Lá fazem tudo errado”. Perceba que esse profissional de vendas, afastou por completo toda e qualquer responsabilidade pelo fato ocorrido e, distanciou de maneira incalculável sua organização do cliente ao demonstrar não fazer parte dela. Mostrou pelo uso das palavras que joga, nitidamente, contra o time da própria empresa e, não demonstrou nenhum grau de comprometimento pela organização que representa. Quero convidar você para fazer a seguinte reflexão sobre esta história: Se na empresa em que esse representante atua, somente trabalham profissionais que fazem atividades incorretas, o que faz essa pessoa?

algum tempo, aceitam mudar de organização para trabalhar no centro de suas críticas. Durante uma campanha eleitoral, há políticos que disponibilizam um precioso tempo para mostrar obras, projetos e ações de seus concorrentes eleitorais com o objetivo de fazer julgamentos. O detalhe é que na memória do eleitor permanece a existência do outro partido político. Perceba que nem todas as empresas que atuam no mesmo segmento são seus concorrentes. Seriam, se adotassem a mesma política de gestão com pessoas que você realiza. Seriam seus concorrentes, se aplicassem a mesma regra comercial, o mesmo padrão de qualidade e o mesmo investimento que você desenvolve. Agora responda: Na sua organização, os profissionais valorizam e sentem pertencer a uma empresa campeã? Como seus colaboradores reconhecem os concorrentes? Dalmir Sant’Anna é palestrante comportamental, autor do livro Menos pode ser Mais. www.dalmir.com.br

Existem profissionais que falam de maneira negativa da concorrência com o objetivo de fechar uma venda, entretanto, depois de

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A mente e seus

segredos

Reinaldo Rizk

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D

e maneira geral a vivência da expressão “estar na moda” me incomoda e muito. É o efeito “marionete”, é o não pensar, é o se deixar influenciar pelos outros. Estamos falando de roupas caras, tipos de exercícios físicos ou de aspectos ligados a saúde e a comportamentos, entre outros. Para os mais antigos, quem pode se lembrar do teste de “Cooper” para se entrar em forma ou o estudo de seu melhor potencial físico através do “bioritmo”(horários que seu organismo funciona melhor). A maioria destes modismos ficam para trás. Ora porque são superados por métodos ou estilos melhores , ora porque demonstram falhas ou muitas vezes simplesmente a mídia deixou para lá e nós esquecemos também. Mas nem tudo é “moda” no sentido pejorativo ou publicitário. E, ainda, quase tudo que aparece bombasticamente não é novidade e, sim, apenas novidade na forma de se apresentar e principalmente através dos recursos modernos. Enfim, passado a novidade, voltamos aos nossos hábitos convencionais, usuais. É incrível. Apesar de todas as novidades, nossa tendência é fazer o mesmo que sempre fizemos. Nos acontecimentos do mundo, diz-se em geral: “ mudar, é a única certeza estável”. No mundo pessoal parece o oposto, parece que a mudança é impossível, ao ponto de dizerem: “ninguém muda”! O que será que aconteceu para os milhões de pessoas que leram e assistiram sobre “O segredo”, referindo-se ao poder da mente? Será que acharam legal e simplesmente depois deixaram de lado?

Vou falar para os que acharam legal e não para os que consideram este assunto baboseira.Pensemos : se acreditamos que a mente é poderosa, porque não a utilizamos o máximo que podemos para o nosso benefício e nossa felicidade? Uma das crenças do poder da mente diz que ela não sabe diferenciar a imaginação da realidade. Imaginem se nós levarmos a sério esta frase. Pense nisso, aliás, após pensar, imagine, pois imaginar, como o próprio nome diz, inclui imagens, sons, cores, enfim, mais vida ainda. Mas como tudo tem seus segredinhos, não basta imaginar o que deseja. É necessário acreditar, mas não o falso acreditar, dizendo com palavras fortes e bonitas. O segredinho deste processo é sentir  dentro de você que é possível. Este sentir é uma sensação de bem estar, é sentir a energia fluindo em você, sem enganação. Sem mas, sem sabotagens, porque somos mestres em nos sabotarmos. Ouvimos demais na vida palavras de negação, de impossibilidades, de limitações. O poder da mente não é moda. É para ser usada já e sempre, mas como tudo, conquistar algo novo dá trabalho e exige estudo para aprender os segredinhos, que inclui a palavra mágica de quase tudo : DISCIPLINA, que é tópico de outro artigo.

Reinaldo Rizk é engenheiro civil e Master Practitioner em PNL, fundador da Toque de Areia - Cia. de teatro empresarial. www.toquedeareia.com.br


DE SALTO ALTO

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Marcelo Ortega

ncarnar uma personagem sedutora, abusar do decote, do “bocão vermelho” às 10 da manhã e da pseudo-vulgaridade é um comportamento démodé e diametralmente distante do que se espera de uma “diva” ou “musa comercial”. A mulher de sucesso em vendas no século 21 se comporta de maneira discreta, inteligente e irreverente, sem no entanto perder a classe, o charme e o “capital erótico” tão eficaz neste “jogo de sedução” que é a arte de vender. Praticamente metade das equipes de vendas do Brasil já é feminina, segundo levantamento feito pela Toledo Associados no período de 2007/2008. Com o passar dos anos, veremos cada vez mais a mulher dominando o mundo dos negócios. Um tanto óbvio se pensarmos que os processos de vendas têm mais sensibilidade do que agressividade nos dias de hoje. Liderança e gerenciamento feminino também já são uma realidade em grandes empresas que conheço e me arrisco dizer que, em muito pouco tempo, teremos mais mulheres ministrando treinamento de vendas do que homens. Sem ser feminista, peço aos meus companheiros de gênero para que reconheçam nossas incompetências: muitas vezes somos simplórios em algumas etapas, como a importante fase da abordagem com clientes; de “entender antes de atender”, de perceber necessidades e de ter paciência para planejar melhor cada processo de vendas.

É claro que existem vendedoras e “vendedoras”. Nem todas as mulheres entenderam que o mundo mudou e que não existe mais espaço para o libidinoso, o vulgar. Isso é certo.

Ao contrário do que possa parecer, um decote não chama mais a atenção que um tom de voz seguro e convincente; a maquiagem discreta é de tanto bom gosto que agrada até as pessoas mais conservadoras; o olhar que “magnetiza” não é insinuante, mas direto e firme e não abre precedente para outras interpretações; e a postura se mantém retilínea mesmo diante de piadas machistas ou de cunho sexista. Esse perfil ainda não é comum, porque uma cultura retrograda ainda vê no “mulherão” que mostra pernas, usa saias curtas e age de forma debochada, banal e vulgar, um recurso “abre portas”. Ledo engano! A maioria das pessoas valoriza muito mais o que não se pode ver, a discrição, o mistério e a atitude. Se como vendedora, seu papel é abrir portas, prospectar clientes, promover produtos, lembre-se antes de promover a si própria, com intensa preocupação no seu preparo, na firmeza das palavras, na estratégia com cada cliente, no estilo flexível que não fica “na” saia justa, mas “de” saia justa e no maior refinamento. “Venda” é uma palavra feminina. Você pode Ser Mais, ser melhor, ser o “Mulherão” (com “M” maiúsculo), que coloca motivação, graça e sobretudo coração em tudo o que faz. Marcelo Ortega é especialista em inteligência e sucesso em vendas. www.marceloortega.com.br

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Na maioria das empresas onde faço consultoria comercial ou treinamento, noto que os destaques são mais frequentes entre o público feminino, que pensa mais antes de agir, estuda melhor e se dedica a planejar.

Mulheres de sucesso vendem sem muito esforço, porque causam impressões positivas e não seduzem, mas “encantam” seus clientes sejam homens ou mulheres, com a dose certa de charme, postura e estilo que compõem a chamada «beleza natural».


Caráter

e características do

vencedor Evaldo Costa

V

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ocê se considera um profissional de vendas acima da média? Acha-se um vendedor “puro sangue”? Deseja saber se você é tão bom quanto pensa? Se estiver interessado em saber as respostas, recomendo que leia atentamente esse checking list , pois ele revela o verdadeiro caráter e as características do consultor de vendas de sucesso. 1. Perspicácia. O vendedor tem de ser sagaz. Inteligente o suficiente para saber onde e como prospectar novos clientes, criar e manter relacionamentos e saber lidar com cada tipo de situação que envolve a venda. Os mais antigos na profissão, que se julgam saber mais, são de fato os mais vulneráveis; 2. Atitude positiva. O vendedor de sucesso crê no seu potencial. Sabe que um «não» pode significar «ainda não». Ele aceita cada limão da gerência, contabilidade, financeiro, cliente etc e abre uma banca de limonada para vender a eles próprios. O campeão de vendas sabe transformar suor em dinheiro;   3. Hábil comunicador. O verdadeiro consultor é um grande articulador. Comunica-se como ninguém. A sua fala atrai a atenção do ouvinte. Quando junta a arte da comunicação e habilidade de convencer, com as suas crenças e entusiasmo, a venda é certa;

4. Disciplina. O vencedor sabe que precisa ser disciplinado para alcançar a sua meta no tempo e na dose certa. Nenhum talento pode vencer sem a contribuição da disciplina. Trabalhar muito sem disciplina é o mesmo que nadar, nadar e morrer na praia; 5. Cuidados físicos e mentais. Ninguém poderá vencer se a mente e o corpo não funcionarem perfeitamente e em sintonia. Nenhum cliente vai querer comprar de um vendedor desequilibrado e que fala coisas sem nexo;   6. Informática. O consultor de vendas dos dias atuais tem por obrigação dominar os recursos online. Não é mais possível manter contatos regulares, criar relacionamento sem recorrer à mídia social e outros aplicativos da rede digital;   7. Foco no planejamento. É imperioso que o profissional de vendas tenha um plano com metas bem definidas. É como revela o dito popular: “não há bons ventos para quem não sabe para onde ir”. O foco no planejamento cuidadoso separa o vencedor do fracassado. A meta é como se fosse o carro e o foco o combustível. Metas sem foco é como um carro sem combustível;   8. Busque uma carreira e não um bico. Não faça como aquela pessoa desempregada que perguntada pelo amigo em que área deseja trabalhar, diz: “de vendedor mesmo


equipado com t o d o s os recursos para vencer. “Creia que pode e poderá, creia que não pode e não poderá”. Sonhe com o sucesso. Saiba que o sucesso ou o fracasso depende somente de você e virá na proporção que você determinar. Espero que você tenha identificado muitas de suas próprias características nas linhas acima, mas é essencial que você trabalhe fortemente para desenvolver aquilo que por ventura ainda lhe falta. Mas encare isso com naturalidade, pois todos nós vivemos em constante aprendizado e este pode ser o momento certo para se aprimorar e tornar-se capaz de encarar desafios ainda maiores com a certeza de um vencedor!

Evaldo Costa é consultor, professor e conferencista co-autor do livro Ser Mais em Vendas www.evaldocosta.com

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serve”. É preciso querer ganhar comissão maior e não salário fixo melhor. É necessário querer mais desenvolvimento pessoal e profissional do que ganhos rápidos; 9. Trajetória vitoriosa. Crie uma história de sucesso para contar aos filhos e netos.  Mediocridade só é boa para os medíocres. O vencedor atrai o sucesso, já o perdedor a derrota.   10. Oscile, mas não vacile. Esteja aberto a novos aprendizados. “Não veja problemas e sim desafios”. “Não enxergue obstáculos e sim horizontes”. A sua capacidade de adaptação será fundamental na jornada até ao topo. Os vencedores sabem que há sempre o que aprender e os derrotados acham saber tudo. Seja um eterno aprendiz;   11. Trabalhe com obstinação. Trabalhe muito e com alegria. Comece a sua jornada cinco minutos antes e encerre cinco minutos depois. Se não puder vencer pelo talento, que vença pela dedicação ao trabalho. “Reze como se tudo dependesse de Deus e trabalhe como se tudo dependesse de só de você”;   12. Tenha muita fé e agradeça. Acorde e ore a Deus pela benção de estar vivo e com saúde para lutar por dias melhores. Lembre-se que você é um ser iluminado


Fun Learning

Memory problems Grandma & Grampa are sitting there watching TV when Grandpa decides he’s hungry for some ice cream.

about 20 or 30 minutes, accompanied by a cacaphonous banging of pots and pans.

“Hey, Grandma - I’m going to the kitchen and get myself a dish of ice cream. You want I should get you some, too?”

Finally he emerges, carrying a plate of scrambled eggs. “See there, Grandpa. I told you you’d forget!” chides Grandma.

“Sure, Grandpa, sounds good. But you better write down what you’re going out there for or else you’ll forget.” replies Grandma. “I will not!” retorts Grandpa. “In fact, tell me what you want on it and I’ll show you I can remember that, too.” “OK,” says Grandma, “I’ll have some chocolate sauce. But you’re going to forget...” Grandpa heads out to the kitchen and disappears for

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Vocabulary Help

hungry - faminto ice cream - sorvete dish - prato sure - certamente sounds good - parece bom write down - escrever forget (forget, forgot, forgotten) - esquecer retort - responder heads out - ir em direção a fool - tolo scrambled eggs - ovos mexidos

“What do you mean, ‘forget,’ Grandma? What did I forget?” demands Grandpa. “You fool,” says Grandma. “You forgot my bacon!”


Coffe Break

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franquias

O futuro chegou! Vanessa Oliveira

A

s franquias são uma boa opção para quem quer deixar de ser funcionário e ter seu próprio negócio sem correr muitos riscos, pois conta com o conhecimento e experiência da franqueadora. O setor no Brasil cresceu 14% em faturamento no ano passado e foram abertas 264 novas redes. A correria faz parte da vida cotidiana. Para facilitar nosso dia a dia terceirizamos muitas atividades que não temos tempo ou não sabemos exercêlas. Quase sempre ao comprarmos uma calça ela precisa de um ajuste ou uma barra nova. Um salto quebrado ou um casaco precisa de cuidados especiais para ser lavado. Ao escolher uma franquia é importante analisar o mercado que se pretende atuar, e levantar questionamentos como: temos demanda para os serviços que vou oferecer?

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O segmento de serviços gerais é uma boa opção. É um dos que mais cresce, depois do alimentício. Há 16 anos no mercado brasileiro a Sapataria do Futuro quer associar serviços rápidos, à qualidade e atendimento.

Pensando no conceito de serviço de qualidade e em oferecer comodidade e agilidade aos seus clientes, Paulo César Mauro fundou a Sapataria do Futuro, onde pode ser encontrados serviços como: renovação de calçados, reparos de malas e reforma e higienização de tênis. Em 1998, sentido a necessidade do mercado por outros tipos de serviços, lançou a marca Costura do Futuro e em 2003 a Lavanderia do Futuro - e os serviços têm procura cada vez maior facilitado, também, pela localização, quase sempre em Shopping Centers ou hipermercados. A vantagem é que o franqueado que desejar adquirir duas bandeiras dos Serviços do Futuro ganha 15% de desconto na taxa de franquia da segunda bandeira. “Para se tornar um parceiro da franquia a pessoa precisa ter noções de administração, desejo de contribuir para a consolidação da marca no grande mercado, espírito empreendedor e é fundamental se identificar com o ramo de atividade”, diz Nadir Felicio, Gerente de Expansão da Rede Sapataria do Futuro.

Conserto e reforma de calçados, em geral 16 anos A partir de R$ 91.000,00 R$ 20.000,00 R$ 10.000,00 5% ou taxa mínima a ser esta 3% ou R$ 500.00 30m2 1 185 Estudo de mercado, ponto comercial, mix de produtos, assessoria jurídica, de imprensa e etc. N° de funcionários: Mínimo 2(por unidade) Faturamento Bruto: Depende da localização e trabalho do franqueado Lucro Líquido: Depende da localização e trabalho do franqueado Precisa de experiência? Noção do ramo a ser trabalhado. Prazo de retorno: 24 a 36 meses Prazo de contrato: 8 anos Telefone: (11) 3706-1448 Site: www.sapatariadofuturo.com.br E-mail: giselli@centraldefranquias.com.br Serviço oferecido Tempo de mercado Investimento inicial: Taxa da franquias: Capital de giro: Royalties: Taxa de publicidade: Área mínima: Unidades próprias Unidades franqueadas Quais suportes oferece


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O desafio de INTEGRAR GERAÇÕES

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Miguel Nisembaum

ramado sediou recentemente o ESARH 2010 – Encontro Sul Amercano de Recursos Humanos congresso bianual e um dos poucos que conta com a participação de Chile, Argentina, Costa Rica, México - outros países da América Latina - além do Brasil.

organização esteja clara para todos.” – Eduardo Carmelo

A forte neblina que pairava na serra gaúcha, era a metáfora perfeita para ilustrar tema do congresso. Afinal, falar da integração entre as gerações no mundo corporativo não é tarefa nada simples.

“Você tem pontos fortes que são especificamente teus. Temos que verificar uma forma de usá-los da maneira mais proveitosa possível. Esta mensagem atravessa todas as diferenças entre gerações. ” – Hugo Nisembaum

Para começar, acho que vi tantas linhas de tempo e descrições sobre cada geração que fiquei confuso. Parecia que, quanto mais próximo na cronologia, menos claras eram as coisas.

- Atenção aos aspectos que podem minar a construção dessa ponte.

Que temos Baby Boomers, Geração X e Y hoje na força de trabalho nas empresas é fato. Que existem características diferentes entre elas, também. E é importante ter em mente alguns destes aspectos, mas me assusta um pouco a ideia de “encaixotar“ as pessoas em um perfil de geração. A névoa começou a se dissipar quando a discussão se aprofundou e passamos a tentar entender onde estava a “ponte“ entre as gerações. Abaixo algumas visões de palestrantes  que convergem na construção dessa ponte:

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- Alinhamento de valores pessoais com os da organização. Que a missão da organização seja clara a todos. “Precisamos imaginar as gerações como parte de um aro de uma roda, pouco importa em qual ponta você está, desde que a missão que é o eixo central da

- Que os colaboradores conheçam seus pontos fortes e dos seus colegas e trabalhem na complementaridade.

“Nós precisamos de pessoas que saibam desarmar as bombas-relógio, nos relacionamentos nas organizações antes que elas sejam detonadas.” – José Ernesto Bologna. - Construir um modelo  efetivo de confiança. Um equilíbrio entre as expectativas da organização e dos colaboradores. “ Ouço muitas queixas de empresários sobre o fato desta geração (Y) não estar comprometida com o trabalho, mas que compromissos nós assumimos com esta geração?” – José Maria Gasalla Ali pude notar que o grande desafio está em estabelecer ações convergentes que contemplem e consigam conciliar (e aproveitar) a contribuição de cada geração nas organizações.

Miguel Nisembaum Project Manager Mapa de Talentos www.mapadetalentos.com.br


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Motivação

versus

RESULTADOS

Número de funcionários motivados vem caindo e, com isso, a permanência, produtividade e o desempenho das organizações

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A Right Management realizou um estudo de eficácia organizacional e identificou que oportunidades de carreira oferecidas aos funcionários são fundamentais para gerar motivaçao e uma série de outros fatores relacionados ao desempenho da organização e a retenção de talentos, além de melhorar a produtividade. Para Elaine Saad, country manager da Right Management para América Latina, o desenvolvimento de oportunidades na carreira inspira o colaborador a dar o melhor de si e a usar todos os seus recursos e habilidades. “Hoje em dia as exigências dos profissionais estão ligadas aos desafios que recebem no trabalho. Eles querem sentir que contribuem de maneira importante para o sucesso da organização”, afirma a executiva.   Na pesquisa realizada com 28 mil

profissionais de dez segmentos de atuação em 15 países, apenas 34% dos que declararam estar plenamente motivados com seu trabalho e a organização a que pertencem. Ainda de acordo com o estudo, as empresas que oferecem oportunidades de carreira são seis vezes mais propensas a motivar seus funcionários do que aquelas que não oferecem; quase duas vezes e meia vezes mais inclinadas a serem produtivas e quatro vezes menos sujeitas a perder talentos. Saad adverte que oferecer oportunidades de carreira não é uma fórmula mágica para os desafios de motivação. Estimular os funcionários a assumir responsabilidade pelo seu trabalho, promover o desenvolvimento que propicie uma melhor atuação e mostrar-lhes como podem progredir na organização, surgem como os três maiores fatores de impulso do aprendizado e desenvolvimento.


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vitrine de sucessos

 My Playlist A parceria música/trabalho muitas vezes é bem-vinda. Especialmente quando inspira a criatividade, ajuda a liberar as tensões, melhora o clima das workstations. Perguntamos ao designer Will Lennon (http://twitter.com/willlennon) que a trilha preferida em seu processo criativo e eis a sua playlist. Enjoy it!

Amy Winehouse

Stereophonics

Corinne Bailey Ray

The Strokes

Foo Fighters

The Killers

Little Joy

The Beatles

Probot

The Subways

Just Friends

Like A Star

Best of You

Play The Part

Shake your Blood

Mr. Writer

Under Control

Read My Mind

It’s Getting Better

Rock`N`Roll Queen

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Para ouvir melhor, que tal esse fone SHB6110 da Philips? Com funções de headset, ele permite avançar e voltar faixas no celular, além de também se comunicar por bluetooth com laptops e TVs.


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vitrine de sucessos

A Hora da Geração Digital

Leve seu gerente ao cinema

O Cérebro do Vencedor

Comprometimento como Fator de Diferenciação

O livro mostra como jovens que cresceram usando a internet estão mudando tudo, de empresas ao governo, escolhem onde querem trabalhar, como usam a tecnologia para fugir do escritório, além de sua tendência em abandonar cargos estáveis para assumir projetos inovadores. Ele tem como ponto de partida uma pesquisa realizada com cerca de 10 mil jovens sobre seus hábitos, padrões de consumo e relacionamento. É um guia de como a troca de informações entre gerações pode produzir benefícios para toda a sociedade.

A proposta do livro é falar de filmes que ensinam; e mostrar como diferentes temas podem ser trabalhados e analisados através deles. Se a ideia é trabalhar o clima organizacional na empresa, uma das opções seria utilizar o filme O Informante, em que a questão da ética é passada de forma inteligente e instigante. A criatividade, por sua vez, pode ser trabalhada com o filme Orfeu, em que o diretor realizou uma excelente adaptação da tragédia grega antiga. O livro apresenta um roteiro com estes e diversos outros filmes revelando, de maneira clara e objetiva, o poder do cinema no processo de evolução e desenvolvimento humano.

Os autores utilizam o que há de mais moderno na neurociência para identificar os segredos daqueles que conseguiram atingir o sucesso apesar de todas as adversidades e afirmam que ser bem-sucedido, não apenas está relacionado ao QI ou à educação. Apresentando um método inovador, nos ensinam a acionar todo o nosso potencial cerebral para alcançar o sucesso nas mais diversas áreas da vida, principalmente na área profissional.

Você é comprometido com sua vida e seu trabalho? Asua equipe é realmente comprometida com as metas, missão e planejamento estratégico? Dalmir Sant’Anna apresenta neste DVD as respostas para estas perguntas, potencializando o sentimento de identidade com os objetivos e valores da profissão. “Vencer é se compremeter com o sucesso que você quer alcançar”, diz o autor.

Don Tapscott, Agir Negócios R$69,90

Myrna Brandão Qualimark R$50

As imagens de produtos publicadas nesta edição são para fins meramente ilustrativos. Os preços podem sofrer ajuste sem aviso prévio. À venda enquanto durar o estoque.

Jeff Brown e Mark Fenske Campus-Elsevier R$55

Dalmir Sant´Anna www.dalmir.com.br R$50


Aproveite o que a

ansiedade tem de bom Suzana HerculanoHouzel

P

deve chegar – e também apavorado com a perspectiva de ficar sem dinheiro, ou com a possibilidade de ser atacado à noite na rua. Preocupar-se antecipadamente pode ser muito vantajoso. Afinal, se há chances de algo dar errado no futuro próximo, sai ganhando quem começar a se preparar logo. A resposta ao estresse antecipado deixa o corpo tenso e o cérebro mais atento para o problema em questão, e isso concentra seus esforços mentais e corporais no assunto. Um pouco de ansiedade com um prazo a cumprir, por exemplo, faz com que você dê mais atenção ao trabalho por terminar, e aumenta suas chances de cumprir o prazo de fato. O estresse por antecipação também tem uma função protetora importante. Se você fica tenso ao imaginar-se vítima de um assalto em um bairro desaconselhável, suas chances de evitar passar por ali são bem maiores, e podem fazer a diferença entre você continuar vivo ou não. Do mesmo modo, a ansiedade causada por pensamentos catastróficos com relação a filhos pequenos fora de vista – “e se ele estiver se afogando na piscina?” e coisas do gênero – garante que os pais tomem todos os cuidados necessários para protegêlos. Pense em como seria ruim ficar sem emprego, e a ansiedade fará você valorizar mais o seu; imagine como seria terrível seus filhos crescerem sem você, e você pensará duas vezes antes de ir se divertir pulando de alguma ponte amarrado a um elástico ou dirigindo em alta velocidade. Fique de bem com seu cérebro, Sextante R$ 19,90.

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or que os problemas imaginados parecem tão reais, a ponto de causar dor de estômago, tensão e mal-estar generalizado? A resposta curta é simples: porque eles são o resultado da ativação das mesmas estruturas do cérebro que disparam alarmes em resposta a problemas reais, já materializados. Imagine-se apresentando um relatório importante na semana que vem e suas regiões visuais ativam-se elaborando a cena em sua mente, as regiões da fala ensaiam sua apresentação, e as regiões que cuidam das emoções atuam como se a cena já fosse real. O córtex pré-frontal e a amígdala disparam alarmes em situações reais, mas também quando você imagina situações adversas. O intermediário fundamental entre o córtex pré-frontal, que faz as projeções positivas ou negativas para o futuro, e a amígdala, que dispara o alarme, é o hipocampo. Além de suas funções no aprendizado de novas informações, o hipocampo é a parte do cérebro que sabe associar memórias e projeções com as emoções correspondentes. Por causa disso é possível ficar excitado na expectativa de um encontro, feliz por antecipação com um aumento que


Sua pergunta...

sobre gestão de excelência A empresa onde trabalho a bastante tempo, está mudando de gestão de pessoas. Estou terminando a faculdade de pedagogia com foco no segmento empresarial e gestão de equipe, por isso preciso de suas orientações sobre «como se faz para motivar uma equipe de trabalho e ter bons resultados», ou seja, como se consegue uma gestão de excelência? Quero um projeto para colocar em prática. Eliana da Paz

...GaudEncio responde O verdadeiro líder tem, na nossa opinião, duas características: sabe o que quer e quer o que sabe. Sabe o que quer: tem um sonho. E quer o que sabe: para ele o que importa é a concretização do sonho, não a glória de fazê-lo. Por isso ele compromete os outros com seu sonho. Daí a algum tempo, todos estarão seguindo o sonho, não o líder. Exemplo: Kennedy. Para isso precisa ter algumas características - significa que liderança é uma característica da pessoa que pode ser desenvolvida. Se “liderança“ é o processo de influenciar os outros para que trabalhem em direção a metas, “líder“ é quem consegue esse comprometimento. Ele é alguém que sabe o que quer - ele tem um sonho - e quer o que sabe - ele quer a concretização do sonho mais do que a glória de tê-lo realizado. E o consegue, respeitando as duas condições propostas pelo filósofo alemão Immanuel Kant:

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1) Tratar as pessoas como maiores, para elas poderem ser autônomas. Elas precisam pensar por si mesmas para que possam entender e assumir as normas como suas, tornando-se autônomas e independentes.

São três as características essenciais ao líder para que tenha sucesso em comprometer os subordinados com o seu sonho. • • •

coragem de colocar o sonho em prática de testá-lo, podendo ou não ter sucesso; humildade para abdicar de ser seguido, para que o sonho passe a ser o objetivo de todos; integridade moral e emocional - condição imprescindível para a autencidade no comprometimento.

Para tanto, o líder conta com alguns instrumentos gerenciais: • • •

delegação; feedback; reconhecimento.

Assim, um líder deve delegar um desafio, acompanhar o processo, reconhecer e comemorar quando o liderado tiver sucesso. É só será um líder completo se fizer tudo isso respeitando seu estilo gerencial.

Paulo Gaudencio é psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina na Universidade de São Paulo (USP), dedica-se há mais de 40 anos à psicoterapia de grupo e pesquisa científica.

2) Deixar as pessoas viverem suas emoções de forma adequada e livre no papel profissional. Por isso, a característica básica de um verdadeiro líder é a capacidade de ouvir.

Você também procura respostas? pergunteaogaudencio@revistasermais.com.br


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expressão

Reinaldo Polito

C

uidado! Se você errar na estratégia, poderá ser derrotado num confronto de ideias mesmo que sua causa seja a melhor. A história nos mostra que projetos que tinham tudo para ser vitoriosos fracassaram pela inabilidade dos seus defensores. Quando você precisar contestar uma ideia oposta, a situação mais comum é que a outra parte apresente argumentos de qualidade diferentes uns dos outros. Alguns poderão ser excelentes, outros bons, outros apenas razoáveis e até um ou outro bastante frágil. Independentemente da ordem em que tenham sido apresentados, ao contestá-los você deverá organizá-los numa sequência que torne sua atuação mais eficiente.

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É normal que logo nos primeiros instantes procuremos atacar os flancos mais vulneráveis do nosso opositor e que, por esse motivo, o alvo inicial sejam os argumentos de pior qualidade. É evidente que se o argumento contrário mais frágil for, por exemplo, uma mentira que você possa comprovar, um tiro certeiro logo nos primeiros instantes poderá liquidar a fatura. Entretanto, como essa possibilidade é remota, já que dificilmente alguém correria o risco de se valer de uma mentira em meio aos bons argumentos com os quais pudesse contar, nada de precipitação, pois esses argumentos que naturalmente são mais fáceis de derrotar, quase sempre funcionam como espécie de armadilha para nossa impetuosidade. Julgamos que essa vitória inicial nos colocará em vantagem diante do nosso oponente e que teremos maiores chances de sucesso. Ocorre que essa ilusão

inicial pode ser enganosa e talvez até nos afaste da vitória. Pense bem, o poder do oponente não está nos argumentos frágeis. Assim, se eles forem destruídos logo no início nossa vantagem será mínima, já que a linha de argumentação mais consistente da parte contrária continuará preservada. A melhor estratégia, portanto, normalmente será a de reprimirmos esse ímpeto quase instintivo de destruir os argumentos mais frágeis no princípio, deixando-os para o final. Dessa forma, inicie combatendo rapidamente os argumentos mais fortes no início, mesmo sabendo que talvez eles não possam ser destruídos e vá atacando os de qualidade menor, até chegar ao mais frágil. Não é difícil deduzir que nesse momento, ao atacar o argumento mais frágil, você contará com sua maior chance de se tornar bem-sucedido. Ainda que não tenha conseguido vantagem no combate aos argumentos anteriores, ao destruir o último - o de pior qualidade dará a impressão de que assim como este foi destruído, todos os outros também o foram. Isto é, assim como seu oponente mentiu ou se enganou com relação a este argumento, também mentiu ou se enganou com relação aos demais. Não se esqueça, portanto, de que o último ataque deverá ser a ação que poderá levá-lo a vencer o confronto com seu oponente. Por isso, afie as garras para o golpe final.

Reinaldo Polito é mestre em Ciências da Comunicação, palestrante, professor de expressão verbal e autor consagrado www.polito.com.br


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Sermais edicao 14  
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