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Expediente A revista Ser Mais é uma publicação mensal. Ano 2 | Nº 11 Presidente do Conselho Editorial: Dr. Jô Furlan Redatora-chefe: Tina Andrade Estagiária de Jornalismo: Vanessa Oliveira Diretor de Arte: Danilo Scarpa Serviço ao Assinante: [11] 2659-0964 e [11] 2659-0968 assinaturas@revistasermais.com.br Cartas para a redação: Rua das Crisandálias, 52-A – Brooklin São Paulo Capital – CEP: 04.704-020 redacao@revistasermais.com.br http://twitter.com/revistasermais Skype: revistasermais Orientamos para que as cartas com a opinião e crítica do leitor estejam assinadas e contenham nome e endereço completos, telefone e email. A Ser Mais reserva-se o direito de selecionar e editar aquelas que poderão ser publicadas. O pedido de edições anteriores poderá ser feito através de qualquer uma das informações de contato supracitadas (carta, fax, telefone ou email); e será atendido desde que haja disponibilidade de estoque. Central do Anunciante: publicidade@revistasermais.com.br [11] 2691-6706 Representante Comercial – Região Sul: Beth Meger Rua Cândido de Abreu, 140 - 5º andar / Cj. 509 Curitiba – Paraná – CEP: 80.530-901 [41] 7812-2898 Ser Mais é a revista oficial da Associação Brasileira de Desenvolvimento Comportamental (ABDCOM). Distribuição Exclusiva: Fernando Chinaglia Comercial e Distribuidora S/A Cadastre-se no site www.revistasermais.com.br para receber nossa newsletter. Impressão e Acabamento: Parma

Especialistas

06 “Caro leitor,” 06 Cartas

índice

PARA SER MAIS: 08 + empreendedor Profissional reciclável, profissional do futuro 10 + gente Tenha Calma! 11 + otimista Sustentabilidade Mental 14 + tech Como utilizar redes sociais sem se prejudicar no trabalho 16 + rh O telemarketing do Conde Drácula 20 + 2.0

21 motivado

Empregabilidade para pessoas com deficiência

24 no alvo

Novidades do mercado Dança das Cadeiras

26 moda, estilo e beleza 36 Teatro empresarial 42 Teste: Você sabe avaliar sua carreira? 43 MANUAL DO SUCESSO

44 Inteligência do Sucesso – Arri Coser 46 Gestão - Como alcançar a eficácia econômica com a criação do conhecimento 48 Comportamento Colaborador: o principal elemento de uma empresa 50 Vendas - Entender antes de atender 51 Liderança – Renovando a intuição com a empatia 52 Coffee-break – Aprenda Inglês brincando 54 Franquias - Mundo Verde 57 Gaudencio responde 58 Artigos - Você tem medo de mudar? - “O que você vê, é o que você obtém!” 62 Vitrine de sucessos 63 “Se eu fosse você...” 66 + expressivo Recursos visuais

Dr. Jô Furlan

Leila Navarro Marcelo Ortega Mauricio Góis

Minoru Ueda

Mizuji Kajii

Ômar Souki

Paulo Gaudencio

Pierre Fayard Reinaldo Polito Reinaldo Rizk

Tina Andrade

Vera Martins

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Adams Auni


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www.revistasermais.com.br

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Up to date

Enfim, livre para voar! JetPack chega para realizar o sonho de todos os Ícaros.

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CAPA

O que fazer quando acertar é a única escolha.

Jogo Rápido

Amália Sina: - “Meu segredo está na Teoria dos 70%: não querer ser perfeita em tudo.”

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Dê seu primeiro passo em direção ao sucesso.

Cidadão 21

Um vaso computadorizado que cuida sozinho das plantas para você!

Programa 10 passos para Ser Mais


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empreendedor

PROFISSIONAL RECICLáVEL,

O PROFISSIONAL DO

FUTURO Adams Auni

O

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filósofo Theilhard de Chardin, nos ilustra a caminhada evolutiva como em uma espiral sem fim, onde nossos conteúdos e experiências mudam à medida que também em nós ocorrem mudanças de paradigmas, conteúdos, hábitos. Isto é reciclagem - um processo dinâmico que requer energia. Essa energia é o que determina a velocidade das mudanças e a intensidade e profundidade do processo; e os resultados serão proporcionais. Vemos e ouvimos relatos de profissionais que são chamados de volta às empresas. Por que será que ocorre esse recall de profissionais? Para corrigir erros? Não encontram outros melhores? Conheciam os vícios da empresa? Quando são chamados, não acontece em razão de um saudosismo “nostálgico”, mas pelo desejo de resgatar um potencial que não parou e que possivelmente se ajustou, melhorou, cresceu e potencializou após a saída, com sua circulação pelo mercado. Não é fácil chamar um executivo de volta ao quadro funcional; assim como também não é fácil para ele retornar para fazer parte do novo grupo - muitas

vezes renovado, mais jovem e competitivo (alguns MBA a frente). Vários fundadores retornam às empresas de origem (Dell, Apple, Nike e outras) em momentos que exigiam mudanças estratégicas arriscadas e renovação. Talvez porque eles não tivessem mais medo de arriscar por conta de uma “coragem veterana”. Rever a empresa com novas oportunidades é renovar-se também! Lidia Arantangy em seu livro O Anel que tu me destes, propõe para longos casamentos “a renovação constante da união” - pois não basta recomeçar, é preciso se renovar constantemente de forma a se manter interessante aos olhos do outro. É um bom paralelo. Um bom exemplo de quem está em constante movimento é o empresário Abílio Diniz, mais de 60 anos, malhação física diária e conquistas profissionais constantes. Mal comprou o Ponto Frio, já adquiriu as Casas Bahia e tudo indica que não vai parar por aí.


Essa renovação constante com desafios contínuos faz qualquer profissional se manter em forma. Retornar aos negócios não é algo vergonhoso e sim desafiador e super gratificante. Não há nada que se compare a trazer novas soluções para problemas antigos e ver problemas que incomodavam como “coisas do passado” transformando-os em oportunidades de melhoria. Heráclito de Éfeso dizia que “nunca se banha nas mesmas águas” e “as únicas certezas são as mudanças”.

Ao pensar em voltar para empresa ou ao ser convidado para reassumir a sua posição, se auto-analise e veja se mudou, se melhorou. Pense também no que vai fazer diferente. Perceba a oportunidade como um novíssimo desafio e não como uma zona

Adams Auni é consultor de empresas, personal coaching e palestrante com foco em comportamentos empreendedores. www.gerenciamentominuto.com.br

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A expressão “de volta ao passado” traz uma ideia de mesmice para as questões que sempre incomodaram, ou situações que nunca mudaram. Mas se você é o agente de mudança, ah, já faz toda a diferença.

de conforto. Tenha um novo foco, uma nova meta, novo objetivo e novos desafios. Reorganize o planejamento e reveja o que não fez e que deveria ter feito (ou esperou demais para agir e perdeu o time). Pense em ser mais arrojado, medir mais as respostas pelos resultados que elas podem trazer, concluir as tarefas com mais entusiasmo - mesmo as mais simples. O que ocorre é que tem a oportunidade de se corrigir, valorizar, mudar, acertar e potencializar todas as suas ações. E ainda ter mais prazer do que simplesmente cumprir tarefas; arriscar mais e não ter receio de acertar menos. Benjamin Franklin, em seu interessante epitáfio disse que “retornaria em uma edição melhor e melhorada”. Volte renovado, mais útil, mais prático, tal como os “recicláveis”. Seja um profissional autoreciclável e no lugar da “volta ao passado”, volte (e volte-se) para o futuro - aquele que lhe espera!


gente

V

ocê acaba de ver sua ideia engavetada! A possibilidade de alavancar sua carreira “vai para o ralo”, pelo menos no momento. O sangue flui para as mãos, esquentando-as, aceleram-se os batimentos cardíacos e a adrenalina gera uma energia forte o suficiente para uma ação vigorosa - sinais de que a raiva o domina e se houver falhas na escuta de seu corpo, você está arriscado a adquirir problemas de saúde. A raiva mal-administrada pode ocasionar doenças, atingindo diretamente o cérebro, que comanda a saúde física, mental e emocional e também seu jeito de se comportar e de se relacionar com as pessoas.

você de forma a reduzir os impactos negativos da raiva e/ou conduzir sua expressão, respeitando a si e ao outro, de forma a impedir a vulnerabilidade de seu eu.

TENhA CALMA! VOCê SAbE LIDAR COM A RAIVA NO TRAbALhO? Vera Martins

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Você sente raiva no trabalho? Normalmente, sentimos raiva no trabalho quando confiamos em alguém e somos traídos por esse indivíduo; sofremos uma injustiça por parte da empresa ou do gestor; somos enganados por informações mentirosas; um colega age de má-fé; não somos incluídos em alguma atividade profissional importante; somos tratados com indiferença por colegas ou não levam a sério nossas ideias e pior: as roubam; nos tratam com arrogância e ar de superioridade; recebemos uma crítica forte do gestor ou não somos reconhecidos por um trabalho bem feito e, finalmente, somos manipulados ou desconsiderados frente à nossa inteligência. Essas situações podem ser fontes de sentimentos negativos no trabalho e gatilhos da raiva, pois são fatores que ameaçam nossa imagem e competência profissional. Mas não se preocupe! Não precisa reprimir sua raiva ou explodir com o colega, se expondo ridiculamente. Transforme a raiva em sua aliada. Ela é uma energia que promove o movimento e a expressão de que algo não está bom, levando o profissional a se sentir inicialmente irritado, contrariado e frustrado. A raiva tem a força de transformar e mudar, impulsionando as pessoas a repensarem novas alternativas e agir. Assim, a raiva bem administrada energiza, liberta tensões, alerta contra ameaças, dá novos pensamentos e leva você a ser melhor sempre. Um pequeno roteiro para frear o ciclo da raiva: 1. Aproprie-se e assuma total responsabilidade por suas emoções. Fortaleça seus conteúdos emocionais para, sozinho, frear o ciclo da raiva dentro de

2. Inspire profundamente, segure o ar por instantes e depois expire bem devagar, até sentir a calma. 3. Faça uma avaliação cognitiva da sua raiva, perguntando-se: “Vale a pena senti-la? É derivada de um motivo justo?” Se um colega estivesse com raiva pelo mesmo motivo, o que você diria a ele? O problema está em você ou no outro? Qual pensamento automático apareceu na mente que fortaleceu sua raiva?

Existe uma outra forma de enxergar a situação? Se você conseguir mudar sua visão e diminuir a potência da raiva, parabéns! Se a raiva continuar forte, é melhor encarar a situação e expressá-la diretamente à pessoa, apontando o comportamento do outro que lhe causou raiva e propondo alternativas de relacionamento. Com educação e respeito, busque mudar o rumo da situação e mostrar seus limites. 4. Faça atividades que acalmem o cérebro e propiciem sensações de prazer, como dançar, cantar, assistir a bons filmes, ouvir música que faça bem aos ouvidos, olhar a natureza para registrar cenas bonitas e ler publicações interessantes e atuais, que colaboram para a revisão de valores e crenças. Relaxe a mente com meditação e relaxe o corpo com caminhadas e exercícios respiratórios. Assim você elimina o excesso de cortisol e adrenalina e aumenta o nível de endorfina e serotonina no seu organismo. Dar boas risadas ativa o sistema cardiovascular, aumenta a frequência cardíaca e reduz a pressão arterial, faz com que seu cérebro libere endorfinas e oxitocina substâncias que lhe trazem a sensação de bem-estar, sem contar que na presença de amigos, você ainda vai poder nutrir suas relações interpessoais e abrirse para um mundo de alegrias que vão deixar a raiva bem longe. Vera Martins é autora dos livros Seja Assertivo! e Tenha Calma! da editora Campus Elsevier e diretora da Assertiva Consultores - www.assertiva.com.br


otimista

SUSTENTAbILIDADE MENTAL

É

Reinaldo Rizk

uma maravilha! Uma evolução nosso querido planeta buscar conscientemente respostas para as velhas questões do homem (“quem somos?”, “para aonde vamos?”) e notar que a inteligência coletiva volta a atenção para o que estamos fazendo atualmente com a vida como um todo. Que coisa boa! Não tenho o menor receio de dizer que estamos evoluindo - a despeito das grandes dificuldades que sempre nortearam o aprendizado da nossa sociedade - e que agora não está sendo diferente: revoluções, guerras, conflitos e os consequentes usos do poder pelas igrejas, governo, políticos e empresa (a mais ou uma das mais poderosas organizações atualmente). O poderio da empresa trouxe consigo o grande uso das riquezas naturais, justificadas pelo consumismo injustificável - já que é capaz de eliminar a própria existência. Podemos passar nossos olhos pela visão macro e micro: a visão macro, muito bem definida no vídeo A história das coisas, nos torna impotentes diante do sistema, do consumismo em funcionamento, comandado pelos governos e grandes corporações, que passam a imagem de “provedores da vida” - o que não deixa de ser verdade - mas a qual preço? E aí, o que podemos fazer?

É pelo ângulo do micro onde podemos olhar. Posso ser um cidadão consciente que faz contribuições específicas (em casa, na empresa, em uma ONG, no bairro e assim por diante) ao economizar água, reciclar, consumir menos, não comprar deter-

Uma coisa é ser sustentável em atitudes externas (o que aliás, já é muito bom), outra, é ter sustentabilidade mental - e viver valores bons e bem definidos, para poder dar a apoio à construção de uma base para um mundo melhor. São as intenções, localizadas no mais profundo íntimo e que norteiam o dia-a-dia. Vejamos: o que dizer de um ator ou atriz, que em nome da arte entrega-se aos despropósitos das sensações grosseiras, arrastando multidões fanatizadas aos abismos morais? Ou de um sacerdote, pastor ou pregador espírita, muçulmano ou israelita, que usa a palavra de sua fé como espada de separação (ou de sedução) de pessoas para crimes sexuais ou políticos; ou ainda para usurpar o dinheiro dos outros? Ou dos maledicentes e acusadores duros, que somente veem e comentam o que pode destruir e infelicitar, tão presentes em qualquer organização, para conseguir mais espaço, mais poder? Há uma sustentabilidade externa, visível, que é boa e precisamos. Há, também a sustentabilidade de atitudes mentais, capazes de gerar um novo mundo. Se “novo mundo” é muito, então que gere um novo país. Se ainda é muito, que gere uma nova empresa ou uma nova área. Se ainda é pensar alto, então que gere uma nova família, ou menor ainda uma nova relação a dois ou, simplesmente, aquela sensação de fazer a sua parte de forma digna nas relações como um todo. Reinaldo Rizk é engenheiro civil e Master Practitioner em PNL, fundador da Toque de Areia - Cia. de teatro empresarial. www.toquedeareia.com.br

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Somos, em geral, uma pequena peça neste grande jogo da vida e individualmente podemos tomar atitudes de contribuição.

minadas marcas, enfim. Mas ainda existe uma sustentabilidade que vai além disso tudo, que é a sustentabilidade mental.

a rp

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Da


Coisas para pensar e fazer em 2010 “Entender antes de atender”

Converter raiva em energia

Mirar nos resultados

Gerar posts responsáveis

Crossbooking

buscar curas na alimentação

Aconselhar

Vislumbrar não dar palpites boas imagens Olhar pelo lado de fora

As lixeiras Romeu e Julieta da Coza, podem usadas de forma individual ou em conjunto. Além disso, o design diferenciado é um belo motivo para você começar a praticar a separação seletiva de:

metais papéis vidros plástico

Imagens do site www.coza.com.br

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Inpire energia! Acaba de ser lançada nos Unidos o Bloom Energy que promete energia mais limpa, barata e independência da rede elétrica. Trata-se de um servidor que fornece 100 kilowatts (kW) de energia, ocupando mais ou menos o tamanho de uma vaga de estacionamento. Dentro dele, uma célula de energia é capaz de converter oxigênio e praticamente qualquer tipo de combustível, renovável ou não, em eletricidade. Grandes players como Coca Cola, Google, eBay e WalMart já garantiram os seus. Se você não nasceu com o “dedo verde” e por isso vive lutando

CLICK pela sobrevivência de flores e plantas, “seus problemas acabaram!”: em poucos meses chega ao mercado o Click&Grow AND um sistema computadorizado que promete assumir a tarefa das plantas! Nem é preciso colocar terra, pois o vaso GROw! deusacuidar técnica aeropônica de cultivo. Um pote sai por 17 euros.


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tech

COMO UTILIzAR AS

REDES SOCIAIS SEM SE PREJUDICAR

NO TRAbALhO? Tina Andrade

P

esquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online em 2009, revelou que 59 milhões de pessoas utilizaram comunidades e ferramentas de mensagens instantâneas no Brasil. Redes sociais como Twitter, Facebook e Myspace já fazem parte do quotidiano da maioria.

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Dados do Instituto Informa/Binder apontam, ainda, que 18% dos usuários de internet preferem as redes sociais como forma de comunicação, seja ela pessoal ou corporativa. O Twitter, por exemplo, se tornou o símbolo da interação virtual. Hoje, 50 milhões de tweets são enviados (e lidos!) ao dia e ainda “retweetados” por um inúmeros seguidores simultaneamente, sem a formalidade típica dos emails e a exigência de resposta. Essa ferramenta que cresceu nada menos que 96,8% em 2009 no número de perfis, facilita e acelera contatos e relações. Da mesma forma que aumenta da exposição de pessoas e ideias - e por isso merece ser tratada com responsabilidade.

Dicas

para o uso responsável

da rede social, por Ivan witt Estabeleça um critério na hora de repassar informações que devem ser validadas a começar pela própria fonte; uma informação falsa não tira só a credibilidade de quem assina, mas também de quem envia. Se o interesse for profissional, seja bastante seletivo e não fale dos colegas, chefes ou da empresa, pois será mal visto. Relatos detalhados de sua vida pessoal na internet passam a ser públicos e a consequência são algumas postagens que podem ser bastantes prejudiciais para sua imagem e carreira. Seu perfil estará ainda mais sujeito a interpretações se seguidores ou “amigos” fizerem parte de seu networking profissional; e o que era apenas uma informação sem importância, pode acarretar em diversos constrangimentos. Nada de emitir opinião pessoal enquanto estiver no perfil corporativo mesmo que sua função seja alimentar esses espaços - isso pode ser causa de demissão por justa causa. Seja coerente, não invente nem tripudie. A informação que publica fica para sempre atrelada a você.


O que tornar público? “É preciso ter critérios na utilização das redes e analisar qual é o objetivo com as postagens de ideias, pensamentos ou sugestões”, diz Ivan Witt, head hunter e sócio da Steer Recursos Humanos e completa: “Não é porque a internet é um ‘campo aberto’ que se deva abastecer uma página com qualquer tipo de informação”. Afinal, ali estão nossos amigos, família, mas também chefes, políticos, jornalistas, colegas de trabalho e mais uma vastidão de pessoas e profissionais que fazem parte de nossas vidas. Em guerra!? Neste momento dois grupos distintos travam uma batalha: de um lado, os chefes que acreditam que o uso de redes sociais virtuais levam à dispersão e dimunuem a criatividade; de outro, os internautas, que são contrários à presença dos chefes em sites de relacionamento. “Você deixa de ser amigo de alguém se ele virou seu chefe ou você o chefe dele?”, questiona a pesquisadora Kelly Holland.

Ana conta que na Headshift, aonde trabalhava, havia uma sala no Skype exclusiva aos empregados espalhados por três continentes e quatro fusos

É um fato que as empresas visionárias tendem a investir na criação de sites sociais internos - o custo é baixo, a probabilidade de sucesso é grande, satisfazem os requisitos dos colaboradores mais “plugados” e reduz consideravelmente os riscos de confidencialidade associados à utilização de sites sociais públicos. Quanto à teoria de que as pessoas perdem tempo nesses sites, a especialista é incisiva: “as pessoas que perdem tempo em sites e que, por isso, não realizam as suas tarefas, perderiam tempo com palavras cruzadas ou ao telefone com os amigos, se não lhes dessem acesso às ferramentas sociais - é uma questão de profissionalismo e brio”. Tina Andrade é jornalista especializada em Novas Tecnologias de Informação e Comunicações e gestora estratégica de informação e conteúdos.

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Muitas empresas também tiveram de devolver o acesso ao Facebook para empregados que ameaçavam pedir demissão. Para Ana Neves, consultora em Gestão do Conhecimento e sócia-gerente da Knowman, de Portugal, “os colaboradores, especialmente os mais novos, entram nas empresas habituados a ter respostas e ofertas de ajuda imediatas sempre que precisam; e as conseguem nos sites sociais”.

horários distintos. “Em geral a conversa era fútil, mas servia para que os colegas mais distantes (ou os que trabalhavam fora de hora) se sentissem acompanhados, já que havia sempre alguém online. O pouco tempo em que se falava de trabalho, conseguíamos aumentos de eficiência enormes”, relata.


rh

O TELEMARKETING DO

CONDE DRáCULA

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Maurício Góis

O

Príncipe das Trevas reuniu todos os monstros do planeta e disse: - Quero que vocês me apresentem a maneira mais infernizadora de ferrar todos os terrestres nas empresas humanas. O Conde Drácula pediu a palavra e sugeriu: Bem, minha ideia é influenciar os empreendedores de todo o Brasil a introduzir o telemarketing nas suas organizações; e podem ter certeza de que causarei o maior caos. Eu vou chupar todo o sangue

da paciência deles e transformar tudo num inferno. O Príncipe do Mal achou a ideia interessante e solicitou: - Mostre-me seu plano. Drácula sorriu diabolicamente e explicou: - Bem, a primeira coisa que vou inspirar aos diretores é que, para começar, adquiram dez linhas telefônicas e recrutem dez operadores e coloque todos numa mesa comprida. Assim eles confundirão telemarketing com televendas e, como não haverá cabines ideais de posições de atendimentos (P.A.s), acontecerá uma gritaria dos diabos e eles acabarão brigando entre si.


Depois farei com que eles evoluam tecnologicamente e confundam CRM com software e, assim, tudo que é emocional transformarei em maquinal. Farei com que cada um argumente o que queira para o cliente, pois não deixarei que a diretoria personalize as linguagens dos scripts. Influenciarei para que entendam como algo para ser lido e não interpretado. Também inspirarei para que façam scripts longos, sem pés nem cabeça e sem nenhum diferencial competitivo. Conseguirei com que o diálogo entre operador(a) e cliente seja pesado e sem nenhuma empatia. Trabalharei para que três ou mais monitores escutem um mesmo operador e que outro operador fique sem ninguém para ouvi-lo. Influenciarei para que o SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente, - de tanto ouvir reclamações acabe por se convencer de que o produto vendido pela empresa é ruim mesmo. Também transformarei o SAC em SAX – Serviço de Atendimento a Xingamentos. Farei com que todos digam sobre o cadastro do ativo: - Nós não vendemos porque essa maldita lista não é recente e o perfil não é de clientes potenciais. No telemarketing receptivo farei com que os operadores só reclamem: - A empresa não investe na resposta direta, por isso os clientes não ligam. Mas onde mais atuarei é no ambiente: Farei com que as cadeiras não sejam adequadas e o script não fique na altura do olho para doer o pescoço e as costas. Com dores ninguém lucra. Sem lucro, ninguém tem razão. Sem razão, todos brigam. Quando algum supervisor ou coordenador sugerir que o call center tenha muito verde para acalmar os operadores ou oferecer maçãs para melhorar a voz ou parar a operação por 15 minutos para fazer exercícios que circulem o

A EMPRESA NãO INVESTE NA RESPOSTA DIRETA, POR ISSO OS CLIENTES NãO LIGAM. sangue e o entusiasmo, - farei com que seja tratado como louco. Mexerei na mente deles para que esqueçam esse tal de marketing de permissão, isto é, vou fazer com que liguem a qualquer hora para o cliente e que jamais digam: - Posso continuar? Também jogarei no ar a ideia de que telemarketing é para falar e que esse negócio de saber ouvir é coisa de operador que não tem argumento. Estarei ali invisível ao lado de cada operador(a) para que usem expressões de baixo astral, do tipo “o problema é”, “nossa dificuldade é”. Jamais permitirei que digam “nosso desafio é”. “Só um momentinho, por favor”, será a frase que os clientes mais ouvirão para que se irritem. Inspirarei para que usem expressões que desafiem a inteligência dos clientes, do tipo: “O senhor não está entendendo, não é bem assim”. Da boca de cada operador(a) sairão frases que implicam em ordens, como: - “O senhor terá que...o senhor deve...primeiro é preciso que”...Farei com que Camões mexa os ossos na tumba com um português filho da mãe: “Nós vai lhe mandá treis produto... O poblema é as cota das venda”.

Maurício Góis é empresário, palestrante, autor e estrategista contato@mauriciogois.com.br

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O Príncipe das trevas ficou extasiado com o projeto de Drácula e declarou: - Não quero ouvir mais nenhum outro plano! Não há nada mais infernizador do que isso! Empresas do Brasil, preparem-se para o caos! E declarou por encerrada a sessão.


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RoboDeck: 100% made in Brazil, tem tecnologia omnidirecional e ĂŠ utilizado entre outras ĂĄreas, na pesquisa e edutainment.

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2.0 Viajobem lança aplicativo permite reserva de passagens com smarthphones Acaba de ser lançado o Viajobem Mobile, aplicativo que permite pesquisar preços e realizar reservas de passagens para viagens aéreas usando qualquer aparelho do tipo smartphone e aplicativos que podem ser instalados em aparelhos como BlackBerrry, Android, iPhone. Basta acionar a internet pelo telefone celular a qualquer momento e em qualquer lugar para consultar tarifas e obter as melhores ofertas de viagens e turismo. www.viajobem.com.br

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Quanto vale o seu trabalho?

Recentemente inaugurado, o portal “Salariômetro” permite que trabalhadores e empregadores pesquisem no sistema online os valores que correspondem aos salários médios das ocupações, que servem de parâmetro para contratações com carteira assinada. Para José Serra, “a economia tem informação sobre tudo em matéria de preços, mas não tinha sobre o principal, que são os salários”. www.salariometro.sp.gov.br

Visa terá mobilepay em abril

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A operadora de cartões de crédito Visa vai liberar pagamentos por celular a partir de abril aqui no Brasil. Isso é possível graças à parceria com a Device Fidelity, que permitirá (aos clientes Visa com aparelhos que aceitam cartões microSD) efetuar pagamentos por celular em estabelecimentos credenciados como farmácias, supermercados e lojas em geral.

Nobel da Paz

A internet está sendo indicada como candidata ao Prêmio Nobel da Paz - uma iniciativa da Wired. A #revistasermais apoia esta campanha. Participe: acesse www.internetforpeace.org e navegue pela paz! Salário médio de um diretor de marketing na cidade de São Paulo, onde houve 58 contratações para o cargo nos últimos 6 meses.


Danilo Scarpa

motivado

EMPREGAbILIDADE

PARA PESSOAS COM DEFICIêNCIA Tina Andrade

O que parece dificultar a entrada de deficientes no mercado de trabalho, acredite, ainda é a descrença na sua capacidade profissional, isso sem contar as barreiras arquitetônicas das empresas e a falta de esclarecimento em relação à legislação que os protege quanto ao diagnóstico das doenças.

Outro fator que seguramente interfere no encaminhamento profissional dessas pessoas, é que o mercado exige cada vez mais competências acadêmicas e técnicas tais como ensino secundário completo, idiomas e informática. O que é um contrasenso, pois a grande maioria das pessoas com deficiência (14,5% da população do Brasil tem alguma, de acordo com o IBGE) mal consegue completar o ensino fundamental. Quando se trata de portadores de deficiências orgânicas, como os hemofílicos e pessoas com limitações nos movimentos dos braços, então, o mercado é fechado como uma ostra! Na verdade, há um problema central que impede a absorção de pessoas – com ou sem deficiência – pelo mercado de trabalho: a falta de qualificação.

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Uma portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social regula o Artigo 201 do Decreto 2.172/97 no qual ”todas as empresas são obrigadas a ter em seu quadro de funcionários pessoas portadoras de deficiências”. A lei diz, ainda, que empresas com até 200 funcionários tem que ter 2% de deficientes contratados, de 201 a 500 3%, de 501 a 1000 empregados 4% deficientes e mais de 1001 funcionários, 5%.


motivado Oportunidades surgem, sim, mas nem sempre o indivíduo reúne condições de aproveitá-la.

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Pensando no acesso ao trabalho, as secretarias municipais da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) e do Trabalho (SMTRAB), em parceria com o INSS criaram um curso de capacitação direcionado exclusivamente a reabilitandos do INSS na capital paulista. Na turma modelo, composta por pessoas em processo de reabilitação profissional (por motivo de acidentes de trabalho), os alunos têm aulas de Gestão Comportamental, Informática e Marketing Profissional, ministradas por profissionais contratados pela SMPED. O curso também trabalha a autoestima dessas pessoas, conscientizando-as sobre a importância de retomar suas atividades profissionais. Uma atividade, o trabalho, melhora (e muito!) o desempenho de pessoas com deficiência na escola, em casa e na sociedade. Principalmente quando ela exerce funções convencionais e é integrada com pessoas comuns.

Empregabilidade Proporcionar acesso ao emprego é outra prioridade da pasta que prevê a colocação profissional de mais 2.5 mil pessoas através do programa Inclusão Eficiente; incorporação de ações de elevação da escolaridade e capacitação profissional; capacitação de profissionais de RH (Sem Barreiras no Trabalho); mais pessoas no Curso Febraban - de capacitação em Tecnologia da Informação e, ainda, a promoção de seminários sobre melhores práticas para a empregabilidade da pessoa com deficiência. Ainda este ano, haverá implantação de um Censo para o Cadastro da Pessoa com Deficiência na Cidade de São Paulo. Um levantamento do perfil geográfico, etário e socioeconômico dessa população, com o objetivo de aperfeiçoar a elaboração de políticas públicas.

O Programa Febraban de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Setor Bancário já comemora dois anos de sucesso. A meta é contratar mais de 500 pessoas com deficiência física, auditiva ou visual. Na profissionalização, são ministrados cursos comportamentais e de qualificação técnica para os cargos iniciais dos bancos. Todos são contratados sob o regime da Consolidação das Leis Trabalhistas. A seleção acontece no CAT Luz e faz parte do processo que os interessados vão até o local se inscrever. “Se um cadeirante chega até o local da inscrição, é porque tem mobilidade para ir ao trabalho”, afirma Adriano Bandini T. Campos, responsável pelo setor de Empregabilidade da SMPED. No Brasil, apesar de 17% das pessoas com deficiência possuírem um tipo de deficiência intelectual, menos de 1% são inseridas no mercado. Por isso o Citi criou o Projeto Somar, em parceria com o Colégio Paulicéia e a Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape), visando a contratação de profissionais com deficiência intelectual para atuar em agências bancárias. Hoje, 10% das agências do Citi em São Paulo comportam profissionais com deficiência intelectual no atendimento a clientes e em atividades administrativas e operacionais. O Secretário Municipal Marcos Belisário (SMPED) investe na capacitação, porque acredita que “a pessoa preparada consegue rapidamente aproveitar as chances que o mercado oferece”. Belisário também se preocupa com a capacitação do RH de modo geral, para lidar com os deficientes. “A pessoa precisa trabalhar feliz ou vai causar problemas de relacionamento. Ela tem que ser capacitada tanto física, quanto comportamentalmente para ter uma boa convivência”, diz. O objetivo da SMPED é criar políticas públicas para facilitar a vida e promover a inclusão em toda a administração municipal. Além de nutrir o pro-


Fotos: Hisao Shirabiyoshi

pósito de despertar a consciência coletiva para questões éticas e de cidadania. Até porque, se as pessoas ainda invadem o espaço que é reservado ao deficiente e ao idoso nas vagas de estacionamento, como vamos esperar que se engagem no processo de inclusão? Entre as empresas que trabalham com deficientes estão o Extra, Hipermercados Starvesa, IBM, CKAPT, Natura, Makro, Colégio Dante Alighiere, Globo, Cabo Net-SP, Maxi Park, Motorolla, Estação Especial da Lapa, GM, Lorictron, SENAC, Zen Cabeleireiros, Cultura Inglesa, Day Brasil Hospital Albert Einstein, BKO Engenharia, Banco 1, Cecco, Correio, Grecco, White Martins, Faculdade Santana, Farmah, BCP, Somatex, MCOMAST Telecomunicações, Gelre Tintas da Terra, Batha Corretora de Seguros, Cromex, Arthur Joalheiros e o Sistema FIEMG/SESI. Existe também uma parceria do SESI/CIRA com a Petrobras através da qual, a cada seis meses 11 estagiários são efetivados em diversas áreas.

Roberto Rodrigues beleza Assessor especial da SMPED

Atualize-se!

Vá pessoalmente a uma destas unidades dos CATs - Centros de Apoio ao Trabalho: CAT Luz - Rua Prestes Maia, 913 - Centro CAT Interlagos - Avenida Interlagos, 6122 CAT Santo Amaro - Br. do Rio Branco, 864 CAT Itaquera - Rua Gregório Ramalho, 12 CAT Lapa - Rua Catão, 312 CAT Santana - Voluntários da Pátria, 1553 Melhores informações e inscrições: www.prefeitura.sp.gov.br/eficiente oportunidade@isocial.com.br

Conheça os diferentes tipos de deficiência - Física - paralisia permanente total; paralisia permanente das pernas; paralisia permanente de um dos lados do corpo; falta de perna, braço, mão, pé ou dedo polegar; - Motora - é incapaz, ou tem alguma dificuldade ou grande dificuldade permanente de caminhar e subir escadas; - Auditiva - mostra-se incapaz ou tem alguma dificuldade permanente para ouvir sons; - Visual - tem a capacidade de enxergar reduzida ou é incapaz; em certos casos, mesmo com o uso de óculos e lentes apresenta grande ou alguma dificuldade permanente; - Mental - tem alguma deficiência mental permanente que limita as atividades habituais como trabalhar, ir à escola ou brincar.

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CAT Liberdade - Rua Galvão Bueno, 782

O termo “pessoas com necessidades especiais” (PNE), discutido desde os anos 70, referia-se às necessidades específicas de cada pessoa, com ou sem deficiência. Entretanto, no Brasil acabou por ser utilizado erroneamente como identificação única de pessoa com deficiência. Tanto o verbo “portar” como o substantivo, ou adjetivo, “portadora” não se aplicam a uma condição inata ou adquirida que faz parte da pessoa. Use dizer simplesmente “pessoa deficiente” ou “pessoa com deficiência”.


no alvo

Como saber se chegou a hora de trocar de emprego? Uma pesquisa internacional promovida pela empresa de Recursos Humanos Bumeran, com profissionais de diversos segmentos, revelou que mais de 90% estão insatisfeitos com seus empregos. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos - ABRH-Nacional, Leyla Nascimento, poucos profissionais percebem que as mudanças pelas quais passam as empresas afetam diretamente as carreiras das pessoas, o que faz com que os profissionais também precisem repensar sua carreira constantemente: “As empresas estão se adequando aos novos cenários mundiais e corporativos e os profissionais precisam fazer o mesmo”, conclui.

A Six Sigma Brasil é a representante exclusiva no Brasil de um dos treinamentos mais renomados nos Estados Unidos para obtenção do certificado Project Management Institute (PMI), o Cheetah Learning.

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A Right Management, consultoria organizacional especializada em gestão de talentos e carreira, revela que o número de vagas para executivos no Brasil mostrou aquecimento de 32% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação à dezembro, o aquecimento foi ainda mais acentuado, de 76%. A indústria voltou a liderar a oferta de vagas com 36% das contrações, seguida setor de serviços que respondeu por 27% das vagas oferecidas aos executivos. Os segmentos que mais ofertaram vagas na indústria foram o automobilístico (16%), construção civil (14%), bens de consumo (13%) e alimentos/bebidas (9%). Serviços especializados (31,5%), Tecnologia da Informação (22%), Logística (7%) e Energia/ Gás (7%) foram os destaques.


Secretária pré-paga Executivos em viagem ao Rio ou São Paulo já pode contratar uma Secretária pré-paga - para agendar reuniões, checar reserva de hotel, restaurantes, passagens, aluguel de carro, indicar e reservar passeios, entre outras tarefas. O combo é validado por um período determinado, que pode ser fechado

Carole Bardasano é a nova diretora sênior de programação e aquisição para a MTV e Vh1 América Latina, nomeada pela MTV Networks América Latina (MTVNLA, unidade da Viacom Inc.). Carole irá desenvolver e implementar estratégias de programação. Seu maior truno é a grande experiência na indústria e sua expertise em audiência. A advogada In Hee Cho passou a integrar o quadro de sócios de Lobo & de Rizzo Advogados e a atuar na área de Direito Societário e Fusões & Aquisições, em São Paulo Capital. José Luiz Bichuetti é o novo sócio da ValuePoint Consultoria de Gestão Empresarial. Mozart Marin assumiu recentemente o cargo de executivo sênior de clientes da CPM Braxis - maior empresa brasileira de serviços de TI, com a missão de fortalecer a presença nos segmentos químico,

farmacêutico e de Oil & Gas. Além de aumentar a atuação da companhia nesses nichos, Mozart será responsável pela busca de novas oportunidades e pela manutenção das contas desses setores. Ricardo Du Pain é o mais novo sócio da Search Consultoria em Recursos Humanos. Ele acrescenta ao time a expertise no recrutamento de executivos nos segmentos de tecnologia, consumo, construção, químico, farmacêutico e financeiro, em empresas nacionais e multinacionais. Sua trajetória profissional inclui Russel Reynolds Associates, Fesa Global Recruiters e ATKearney. Victor Proscurchin é o novo diretor comercial na D-Link Brasil. Executivo é responsável pela recém-criada unidade de negócios Consumer Business Unit, que corresponde à unificação das áreas de varejo e distribuição da companhia.

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Dança das cadeiras

Antônio Vilela Candal passa a ocupar o recém criado cargo de Vice-Presidente da Extreme Networks para a América do Sul.

por R$25/hora. O serviço é de alta qualidade e agrega o conforto uma secretária personalizada. “A secretária pré-paga desafoga trabalhos operacionais da secretária executiva”, completa Mari Gradilone, diretora do Grupo Virtual Office. Informações pelo 0800-559-533.


moda, estilo e beleza

Em cada modelo, um traço da sua personalidade. Fotos de Hisao Shirabiyoshi Produção: Studio 753

Clássico e mais reservado, baseia suas escolhas na qualidade. Esferográfica Pombo R$198. Acompanha estojo de couro.

Seu estilo arrojado mostra segurança ao se lançar às oportunidades. Caneta com forração de couro da Papel Craft R$38.

Sua imagem deve revelar glamour e refinamento. Esferográfica de couro laranja R$160, da Pombo.

Desfrutti

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Pele Nova Passar o dia em ambientes sob refrigeração pode ressecar a pele. Afinal, os aparelhos refrigeradores retiram a umidade do ar. Essa, entre outras agressões atmosféricas geram toxinas que se acumulam na pele, impedindo os sistemas naturais de defesa e desintoxicação, fazendo com que as células asfixiem-se. Através de uma alimentação saudável podemos minimizar todos os riscos. Essa receita da Desfrutti ajuda na eliminação de toxinas, favorece o tônus da pele, além de ser uma fonte de hidratação intensa. Ingredientes: 6 morangos 1 colher de sopa de framboesa 1 colher de chá de mel 150 ml de água de côco Modo de preparo: Bata todos os ingredientes com a água de côco e adicione gelo a gosto. www.desfrutti.com.br


Imagens para fins meramente ilustrativos. Os preços podem sofrer ajuste sem aviso prévio. À venda enquanto durar o estoque.

Tem a leveza e alegria de quem respeita suas vontades. Papel Craft (fabricação própria/diversas estampas) R$25.

Objetividade e praticidade sem abrir mão do prazer e do conforto. Lamy transparente R$149.

Sua ousadia lhe coloca sempre a frente do seu tempo. Caneta-lapiseira Zoot R$49.

Você encontra na Papel Craft www.papelcraft.com.br

PRESERVE O AR “Uma mulher deve querer ser cheirada a dois milímetros não a dois metros”.

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Perfumes revelam muito sobre a nossa personalidade. Por esta razão, algumas pessoas têm o péssimo hábito de deixar um rastro por onde passam. Ao contrário do que se pensa, é extremamente desagradável. Perfumarse em excesso pode causar mal-estar, alergias e outras reações em quem estiver por perto. Reza a boa etiqueta, que o melhor é não perfumar-se para o trabalho – até porque certos ambientes já são aromatizados, o que interferirá na percepção do seu cheiro. Mas se não quiser lançar mão da elegância, então prefira usar água de colônia (ou água de cheiro), pela discreção.


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“EU SOU RESPONSáVEL PELAS MINhAS ESCOLhAS.” Esse pensamento simples traz em si um dos mais poderosos conceitos comportamentais existentes. Para que você possa fazer qualquer coisa em sua vida, primeiro é necessário definir quem é o responsável. Realmente espero que você traga para si mesmo essa responsabilidade. Não me interessa de quem é a culpa, mas sim de quem é a responsabilidade, pois a partir do momento que você assumir de fato (e não “de papo”) a responsabilidade pela sua vida, apresentarei a você um conceito muito interessante para a mudança de comportamento: Se você não está satisfeito com os resultados, está livre para encontrar outro caminho. Parece fácil demais, mas primeiro é necessário dizer ao seu cérebro que existem outras possibilidades. Dessa forma, ele começará as e perguntar “quais são?”.

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Mas na maioria das vezes fomos treinados a perguntar “por que fazer diferente?”, ou simplesmente “por que fazer?”. A partir do momento que você decide assumir o controle da sua vida e buscar resultados superiores, saiba que será necessário reforçar essa decisão com atitudes e comportamentos compatíveis com a sua nova realidade. Talvez você se pergunte “que nova realidade é essa?”; mas existe uma nova realidade e ela se baseia na sua vontade, no seu real desejo de mudar e realizar mais. “No momento em que você resolver tomar o controle da sua vida com toda a força e fazer o máximo de si mesmo a qualquer custo, sacrifi-

(*) baseado no Programa de desenvolvimento de Inteligência Comportamental Humana – a Inteligência do Sucesso.


ncia e Inteligê mentais d a rt ional o ss p fi m ro o sC essoal e p p a Estratégia id v a o para su do Sucess

car todas as ambições menores em benefício de um grande objetivo, se separar de tudo o que interfere nesse objetivo e se isolar, firme em seu propósito, o que quer que aconteça, você coloca em movimento as forças divinas que o Criador implantou em você para seu próprio desenvolvimento. Viva à altura de sua resolução, trabalhe como o Criador queria que você trabalhasse para o aperfeiçoamento de Seu plano e será invencível. Nenhum poder na terra poderá afastá-lo do seu sucesso.” - Orison Swett Marden

Nenhum projeto de desenvolvimento de competências comportamentais terá êxito, se não existir de sua parte: comprometimento, dedicação e disciplina.

Liderança comportamental é a autoliderança - é disso que estou falando com você. O primeiro passo para você transformar sua vida e buscar resultados ainda melhores dos que você tem hoje, começa pela sua decisão de fazer parte da solução e não dos problemas. Vejo com uma frequência assustadora pessoas arranjando em quem colocar a culpa pelas coisas que acontecem com elas. Realmente não podemos controlar todas as coisas que nos acontecem, mas temos o extraordinário poder de escolher como nos sentimos em relação a essas situações. No início do curso de pós-graduação em Medicina Comportamental, é apresentado o seguinte conceito (de autoria de um grande filosofo chamado Epicteto): “Não são os fatos que nos perturbam, mas sim como perceberemos esses fatos”. A partir desse momento você tem uma escolha: passar a sua vida explicando porque não conseguiu realizar o que desejava, ou buscar novos caminhos e possibilidades, desenvolver habilidades e competências que com o passar do tempo tornarão você cada vez mais capaz e apto a realizar aquilo o que deseja. Lembre-se: O primeiro passo é: Assumir o controle da sua vida e decidir vencer, decidir ser mais.

Entre no site e teste a sua Inteligência do Sucesso. Dr. Jô Furlan é médico, professor e pesquisador na área de Neurociência Cognitivo-Comportamental, autor do livro “Inteligência do Sucesso”.

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Passei os últimos anos de minha vida desenvolvendo uma nova ferramenta baseada nas tecnologias comportamentais. Isso resultou em um novo conceito de inteligência: a “Inteligência do Sucesso”. Você pode estar se perguntando “o que melhorar sua vida e seus resultados tem a ver com inteligência? “ - tem tudo a ver. Esse novo conceito fala da capacidade de gerar resultados que cada indivíduo possui. Se ainda não sabe, pode aprender. Em minha pesquisa, usei como definição de sucesso “realizar o que você deseja”. Uma palavra cujos sinônimos são: êxito e realização. O que você verá a partir de agora são ferramentas para você fazer de 2010 o primeiro

dos melhores anos de sua vida.


eda

Jonny U

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UMA SÓ FLEChA Tina Andrade

Alice: “Gatinho de Ceeshire, você pode me ajudar?” Gato: “Claro”! Alice: “Para onde vai essa estrada?” Gato: “Para onde você quer ir?” Alice: “Não sei. Estou perdida”. qualquer caminho serve”. (Trecho da obra “Alice no País das Maravilhas”, de Charles Dodgsonse)

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Gato: “Para quem não sabe para onde vai,


Jonny Ueda

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Sábado, 19 de dezembro, minha mãe vidrada na tv me chama para assistir o quadro Agora ou Nunca, do Caldeirão do Huck e fazer torcida para Francisco, pai dedicado que para garantir a apresentação da dupla Deyvid e Emanuel no programa, teria que aceitar o desafio de uma prova de arco-e-flecha e acertar no alvo. Um pouco antes da prova, o apresentador notou que o desafiante não enxergava bem – o que poderia comprometer o resultado, sem contar os problemas que acarretaria à produção. Diante da possibilidade ver interrompida a prova e o sonho daqueles “filhos de Francisco”, me perguntava o que fazer nos momentos em que acertar é a única escolha.

De acordo com a obra, nós carregamos em nossa bagagem genética uma série de aptidões e talentos que nos são próprios e que nos habilitam para nos realizarmos em diferentes áreas. Porém, se não são colocados em prática se corre o risco de perdê-los. Desta maneira Uma só flecha tem como finalidade colocar à nossa disposição informações técnicas que vão nos ajudar a identificar os valores, direcionar os passos em busca dos nossos objetivos e identificar o que assegurará nossa realização.

Quando me sento diante da máquina para formatar uma matéria, acredite, empatizo com você, me sinto no seu lugar, na posição de alguém que busca nas palavras, uma direção mais acertada, que leve (de fato) ao sucesso.

Valores

Percebo que muita gente se preocupa com os percalços ou erros que vai cometer pelo caminho, antes mesmo de escolhê-lo! E eu ali, observava um pai diante de uma única chance: “acertar ou acertar ” e nenhuma outra. Naquela semana eu também teria em minhas mãos Uma só flecha – por uma feliz coincidência, trata-se do título da obra de Carlos F. Damberg sobre assertividade: tema que muito me atrai.

”Valores são os ideais que dão significado à nossa vida, são refletidos nas prioridades que escolhemos e praticamos de forma contínua e consistente.” – Brian P. Hall A leitura começa por valores. “Quais são os seus valores? Quais são suas prioridades? Família, trabalho, autodesenvolvimento, lazer, atividade física... o que gostaria de fazer e o que realmente pratica? Qual o peso de cada uma dessas áreas?” Faz algum tempo eu escolhi guiar a minha vida pelo bushido, um código de conduta que reúne sete preceitos: honra, polidez, coragem, verdade, justiça, bondade, lealdade. Acrescentei a espiritualidade por conta.


Meu comportamento é o reflexo desses valores. Carlos F. Damberg fala - com muita propriedade - que “a espiritualidade envolve o nosso interior, o lado mais íntimo do nosso ser e é nesse íntimo que nasce o que nos inspira, a motivação”. Para aquele que se pergunta Quem sou? Por que estou aqui? Qual é a minha missão?, o autor trata a vida espiritual como algo concreto e presente no cotidiano de tal maneira que envolve nossa conduta ética, comportamento e o modo como nos relacionamos.

”Não adianta elaborar grandes planos para a vida e futuro se eles não estiverem alinhados com quem nos deu a vida”, diz. O autor julga importante “procurar identificar o que Deus planejou para nós”. Verdade seja dita: nunca vamos estar controle de tudo; Ele, sim!

Sobre nossos dons e talentos, por exemplo, ele diz que precisam ser realizados para se tornarem efetivos; do contrário não passarão de um potencial. E confessa: ”Realizo bem menos que gostaria, porém venho aperfeiçoando essa característica com o passar do tempo”.

Veja a seguir as dikas do autor para você realizar: 1. Mantenha um registro do que você quer realizar. 2. Conclua a etapa do que está realizando. 3. Persista mesmo que esteja “com preguiça” ou estiver concentrando-se em tarefas mais agradáveis. 4. Dê-se algum pequeno prêmio por tarefa concluída. Não use o cafezinho como desculpa para procrastinar. Encare-o como prêmio por uma missão cumprida. 5. Sempre que precisar interromper uma tarefa ou etapa, anote os próximos passos, isso vai facilitar o reinício.

Para aonde quero ir? Qual é o meu objetivo?

Carlos nos ensina que nosso parâmetro de realização não é absoluto e não conseguimos realizar tudo o que queremos. Isto porque dentre outras razões, há coisas importantes e há coisas urgentes e precisamos saber distingui-las.

Para não ter o mesmo dilema de Alice e seu gato imaginário, uma das melhores práticas propostas na obra, nos incentiva buscar identificar como gostaríamos de ser em cinco anos - pode estar relacionado à aptidão física, relacionamentos, aprendizado, lado espiritual, finanças – e traçar objetivos e etapas para curto, médio e longo prazo

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Realização


para cada uma destas áreas. A dika do autor é ter uma direção clara, objetivos e etapas a serem atingidos e considerar outros pontos de vista, especialmente dos mais experientes. A frase que me vinha à cabeça durante a leitura era de Hamlet: ”Estar pronto é tudo!” - Ato V, Cena II. É perfeita para sintetizar minha primeira lição aprendida.

melhor receita para a gestão do patrimônio mais importante que é o nosso tempo. Na página 55, a afirmação de que “Todos nós somos importantes e decisivos para uma existência melhor e com qualidade de vida de alto nível” me encanta. Acho que isso, sim, é ter consciência do seu papel. É a “sustentável leveza do ser”.

Troque armas por ferramentas Tudo é uma questão de tempo

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“O tempo pode ser nosso parceiro ou inimigo”, diz o autor. De fato percebo dois grandes momentos na vida: “o momento certo” e “o momento oportuno”. Para falar deles, Damberg nos remete a Kairos (o tempo de Deus) que não tem princípio e nem fim – é no mínimo eterno; e Chronos (o tempo dos homens) que não pode ser medido e sim, vivido. Ele é da opinião que devemos aprender a aceitar os acontecimentos no tempo de Deus e dar menos atenção ao passado e ao futuro – “O passado é história, o futuro é um mistério, o presente é agora, por isto é chamado ‘presente’”. Para ele, a vida real é o momento atual, é o agora (me lembra Osho) – e viver este momento é a

Intitui na família uma comemoração especial: quem estiver aniversariando é acordado com bolo (daqueles lindamente confeitados), champagne e suco de laranja. O “parabéns pra você” é cantado ali mesmo no quarto, repartimos o bolo ainda sobre a cama. Tudo para o felizardo começar bem o dia. Em Uma só flecha, Carlos nos aconselha a deixar as ferramentas à mão. Até porque elas perdem a utilidade se não puderem ser encontradas em tempo e na hora. Em uma dessas manhãs de aniversário, presenteei meu amado com um canivete de modelo suíço. No cartão made by me, nomeei cada ferramenta com valores próprios: objetividade, perseverança, força, sonho, vontade, fé, ... sempre ao alcance da mão e no momento mais exato.


Jonny Ueda

Mude! “’Somos o que pensamos’, deixou de ser um provérbio para ser uma realidade”, está no livro. Decidir o que pensar, em qual “programação” sintonizar e não permitir que o meio decida; desligar os “canais” que não contribuem para nada. “O cérebro é nosso patrimônio oculto, nossa cabine de comando”, diz o autor da obra, que em nome da boa cabeça, sugere aprender a pensar: “muitas vezes falamos muito, mas pensamos pouco: “a falta da definição do problema como oportunidade,(...) por sua vez reflete a inabilidade de pensar”. A leitura também ensina que mudar hábitos é muito difícil, exige disciplina, mas pode (em pouco tempo) nos fazer evoluir, crescer, melhorar em qualquer área.

Mirando em resutados Plantamos tudo, tudo o que colhemos. Nossa vida é uma sequência de eventos aditivos, ou seja, o dia de

O fato é que é nossa responsabilidade (e somente nossa!) traçar o caminho, a rota, ocupando o cérebro na implantação de estratégias programadas e não ficarmos nos questionando se estamos ou não no caminho certo. Entendo agora que ideia de ter a paz como um objetivo de vida, faz a gente querer se preparar para recebê-la. É verdade que “não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho”. E temos a única oportunidade e viver o que estamos vivendo agora, digo, exatamente neste instante. Perto do fim da leitura, circundo com grafite a frase que diz: - “você só pode repartir aquilo o que possui”. Fecho o livro grata e escolho repartir com você essa paz que sinto. Agarre esta chance! A propósito, “o velho Chico” – pai da dupla sertaneja – usou os olhos do coração para enxergar o alvo e acertou na “mosca” de primeira, viu? Empolgado ele lançou mais duas flechas com a mesma precisão.

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”No mundo em constante movimento e aperfeiçoamento, quem não se desenvolve gradativamente distancia-se dos demais e isso requer atualização constante”, diz Damberg. Programas, leitura de jornais, revistas e livros que despertem novos interesses entre outras fontes, nos tornam gestores de nosso próprio desenvolvimento.

hoje é influenciado pelo anterior; e o amanhã, pelo dia de hoje, nos alerta o autor em sua obra. “Toda a vez que tiver uma tarefa, se investir um tempo no planejamento e na preparação, você poderá obter melhores resultados”, ele afirma. Isto sem contar que a satisfação pessoal que será refetida na própria autoestima.


O

teatro empresarial vem ganhando contornos importantes e destacando-se como braço operacional dos Recursos Humanos. Não se deve confundi-lo com uma apresentação artística de entreterimento de funcionários. Isso (também) existe, mas o propósito é completamente outro. Se no teatro artístico o espetáculo é uma ficção, no empresarial, cliente e servidor contracenam com a realidade. Peças teatrais têm demonstrado excelentes resultados na missão de transmitir para o universo corporativo, mensagens que traduzem os diversos sentimentos da empresa.

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Através dos diferentes formatos de representação (esquetes, intervenções e teatro oculto) é possível interagir com o público, torná-lo ator de mudanças na cultura corpo-

rativa. “A partir da roteirização de cases e da interpretação, levamos para o palco alguns conceitos, conscientização e sensibilização; para através de situações humanas, despertar sensações e sentimentos”, disse Reinaldo Rizk, fundador da Toque de Areia. Há 16 anos neste segmento, a empresa participa com suas peças teatrais, dos mais importantes eventos do país (CONARH, COPAJOG, CRIARH, Ibero Americano da ABTD, Mundial de T&D), já realizado mais de 2 mil apresentações. De fato, torna-se mais fácil enxergar o cenário a partir de outro ângulo. Olhar de fora da cena, é o que acontece quando estamos da plateia observando o palco. Em geral, somos tocados por situações que muitas vezes passam completamente despercebidas. Principalmente quando representamos nossos próprios papéis no ambiente de trabalho.


Talvez não percebamos ou não queiramos perceber, talvez. Há muitas alternativas para falar qualidade de vida. A KPMG, por exemplo, contratou a companhia para transmitir estes conceitos para alguns de seus consultores de uma forma diferente: foi proposta uma ação durante o jantar em um Hotel, na qual os atores interpretariam personagens com cargos de diretoria nas áreas de controller ou financeiro. Cada um sentou-se à mesa entre consultores , com a missão de transferir realisticamente - o dilema dos supostos diretores, que estariam divididos entre manter o trabalho ou ganhar qualidade de vida. Entre as personagens elencadas pelo grupo cênico, algumas já haviam sofrido infarto e entre outras doenças de alto risco. Como a maioria dos consulto-

res não imaginava estar diante de atores experientes, o resutado foi percebido pelo forte impacto e sensibilização demonstrados - é o chamado Teatro Oculto. Também está se tornando cada vez mais frequente a contratação de atores que, disfarçados de congressistas, infiltram-se nos auditórios de modo a gerar ações (e reações) que contribuam efetivamente para uma melhor retenção dos conteúdos ali apresentados. Como se vê, são infinitas as possibilidades de sucesso com ações elaboradas para transmitir conceitos. O teatro é, sem sombra de dúvida, um grande aliado e uma importante ferramenta para conscientização e sensibilização. Para melhores informações acesse o site www.toquedeareia.com.br

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jogo rápido

AMALIA SINA Ela é reconhecidamente uma das mais bem-sucedidas executivas brasileiras de sua geração. Depois de ter sido presidente da Philip Morris do Brasil, da Walita do Brasil e vice-presidente sênior da Philips para a América Latina, decidiu trilhar novos caminhos e imprimir sua marca no bilionário segmento da beleza: a Sina Cosméticos.

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Tina Andrade - A senhora levou um toque feminino, beleza e frescor para um universo tipicamente masculino. Este, por sua vez, lhe deixou algum legado para usufruir agora que está a frente da Sina Cosméticos? O mundo dos negócios é por natureza hostil, a mulher que quiser mergulhar neste universo, terá que desvendar códigos escritos pelos homens. As armas que aprendi a usar no masculino mundo corporativo (não diria “machista”), eu ainda as tenho; a diferença agora com minha própria empresa - é que não é mais necessário usá-las todos os dias. Nela o ambiente é leve e muito se aprende e se ensina com a diversidade.

e acolhedor. É claro que a mistura dá também um toque de furacão. Creio que o maior valor que se tem na vida é a família. A vejo como o esteio da sociedade e neste quesito, me realizo diariamente.

- Quando percebeu que era a hora de deixar a presidência de multinacionais para investir em beleza? Fico incomodada quando me pego repetindo fases e tornando minha vida uma rotina. Estava me sentindo assim quando decidi analisar o meu futuro como profissional e como pessoa. Vi que ser empresária me tiraria da zona de conforto e ainda era um estímulo para dar ao meu filho Lucas o exemplo de como construir uma empresa de A a Z - querio deixar esse legado.

- Ser mulher, mãe, empresária bemsucedida e escritora, já é de tirar o fôlego; e ainda mais: conseguir cuidar do corpo, da mente e do espírito que sua beleza reflete! Ser “amiga do tempo” é seu segredo? Meu segredo está na Teoria dos 70%: não querer ser perfeita em tudo, ser a melhor e agradar a todos. Acordar de manhã, já sabendo que talvez não possa entregar tudo o que as pessoas querem de mim, nem ser tudo o que esperam que eu seja. É aceitar mais os meus próprios erros e não auto-flagelar quando tudo vai mal. Claro que uma administração do tempo, um bom iphone, muita disciplina e gente competente ao meu lado, sempre ajudam!

- É sabido que cresceu entre duas culturas diametralmente diferentes e muito enriquecedoras, tendo a mãe polonesa e o pai chinês. Que ensinamentos trouxe consigo do seio da família para o mundo dos negócios? De meu pai sei que tenho a filosofia, o abstrato, aquilo que é intangível e de minha mãe, o pragmatismo, o lado guerreiro, generoso

- Acredito que todos temos alguém que nos inspira e a quem procuramos seguir, nos espelhar. Quem (pessoa, entidade, mito) ou o quê (frase, sentimento, lembrança) é sua maior fonte de inspiração? Meu marido Horácio, meu mentor, meu amor, sobretudo meu melhor amigo. É em parte “culpa” dele eu ser feliz como sou!

- Qual seu conselho para uma mulher que esteja, neste momento cogitando ter de optar entre a carreira promissora e o sonho de casarse e ter filhos?


Precisa saber qual é o nível de determinação, esforço e dedicação que está disposta a viver com a dor da culpa, pois ela nunca estará completa em apenas um dos dois segmentos. Uma pessoa realizada sempre será uma mãe mais amorosa e um exemplo de garra a ser seguido. Por isso, vale a pena buscar as duas coisas. - Se pudesse voltar no tempo, o que faria de um jeito diferente? Eu teria sofrido menos com o medo do amanhã; com o que as pessoas pensavam de mim e não teria deixado de viver o meu presente, degustado mais as coisas boas que fiz, tampouco me punido tanto pelos erros que cometi. Teria jogado menos para a “galera” e valorizado mais os passes de quem fizesse gol, tanto quanto ele tivesse sido meu.

- Que frase resume o pensamento atual de Amalia Sina? “Com o passar do tempo as pessoas ficam do tamanho que são”.

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- O que meu leitor precisa ter (ou ser) para chegar onde a senhora chegou? Deve ter como base três pilares: trabalho, talento e ousadia. Investir no objetivo principal de querer ser e não ter. Porque o que escolher ser, ninguém poderá lhe tirar. Dinheiro, fama, benefícios e reconhecimento virão em consequência. Mas, se mesmo após ter conquistado tudo, ainda não for feliz, de nada valeu a pena!


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www.daniloscarpa.com


TESTE:

Você sabe avaliar sua carreira? 1. Você sabe qual é a sua contribuição? ( ) sim, informo claramente o meu perfil e competências. ( ) não, exerço uma função diferente de quando fui contratado(a). ( ) talvez, pois me baseio naqilo o que falam a meu respeito. 2. Você seria um candidato ideal se pudesse se candidatar à sua vaga hoje? ( ) sim, pois estou seguro(a) daquilo o que sou capaz de realizar. ( ) não, vejo que não queria estar nesse lugar. ( ) talvez, pois sei que todos estamos em constante aperfeiçoamento. 3. Se o seu cargo desaparecesse amanhã, você teria um plano de carreira? ( ) claro que sim, me preparei para assumir múltiplas funções. ( ) não faço ideia, a vida toda tive um único ofício. ( ) talvez, pois apesar de ter uma especialidade tive experiências em outras áreas 4. Você está aprendendo?

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( )sim, participo de treinamentos e programas de capacitação. ( )não, até quero fazer um curso, mas nunca sobra tempo. ( )talvez, não saio do twitter e lá eu fico sabendo de tudo!

Respostas:

Marque 3 pontos para cada resposta “sim”; 1 ponto para cada “talvez” e descarte as respostas negativas. 0-4 pontos Sustente uma visibilidade positiva para que os principais líderes da sua organização saibam quem você é e como contribui para a empresa. Familiarize-se com as tendências do setor, os valores de salário, o seu valor de mercado. Mantenha-se ativo com a sua rede de conhecidos e tenha sempre um currículo atualizado. Criar resultados é a estratégia de carreira mais importante. Desenvolva um plano de carreira para que você sempre tenha um horizonte visível. Assim você sabe para onde está indo e por quê. 5-8 pontos Quantifique e qualifique todas as suas realizações, tanto no trabalho quanto fora dele; estabeleça relacionamentos fortes com as lideranças da empresa e profissionais da sua área que inspirem a sua admiração. Saiba quais são as suas chances e o valor que você traz para uma empresa, incluindo a sua empresa atual. Mantenha padrões de alto desempenho e contribua positivamente de forma consistente. 9-12 pontos Parabéns! Você tem um compromisso constante com o autodesenvolvimento. Continue se antecipando às necessidades futuras da sua organização e a se desenvolver para atender essas necessidades. Se beneficie de suas oportunidades de aprendizado, incluindo cursos de treinamento, conferências do setor e grupos profissionais. Mantenha-se proativo na busca por projetos que o ajudarão a aprender, crescer e expandir suas competências.

Fonte: Márcia Palmeira, Diretora Comercial da Right Management.


Da nil oS car pa

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O EMBAIXADOR DO CHURRASCO

DOS PAMPAS PARA O MUNDO Dr. Jô Furlan

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omemorar - isso é uma coisa que as pessoas fazem hoje com muito mais frequência. Em vez de festejar, elas comemoram, celebram a alegria ao redor das mesas. Assim também acontece com muitos de nós quando precisamos fazer almoços e jantares de negócios. Um lugar tornou-se ideal pelo seu tipo de serviço: a churrascaria. O que no passado era tido como um lugar barulhento e simples, evoluiu, cresceu, ficou requintado e luxuoso e desenvolveu a máxima qualidade no produto e no atendimento. Isso fez com que o churrasco ganhasse o país e o mundo. O Brasil tornou-se referência mundial quando se trata de churrasco. Muitas pessoas contribuíram para isso, mas um homem em especial mudou a história das churrascarias: o gaúcho Arri Coser, sócio-fundador da Fogo de Chão. O grupo está completando 30 anos. Dos quatro sócios que compraram a primeira Fogo de Chão, nos arredores de Porto Alegre, permanecem apenas os irmãos Coser - Arri e Jair. Jair atualmente reside nos Estados Unidos, cuidando dos negócios lá no Tio Sam; já Arri permanece mais presente

hoje aqui no Brasil à frente de uma nova expansão do grupo no país. Nos dias atuais, o churrasco tornou-se uma referência nacional; para muitos, já superando a feijoada. A abundância, variedade, paladar especial e alta qualidade, aliados a uma forte paixão pela tradição gauchesca, fizeram da Fogo de Chão um sinônimo de requinte, tornando-se uma opção para classes sociais B e A. Um passatempo para muitos, entre os quais me incluo, afinal, comer um churrasquinho com os amigos, bater um bom papo e se divertir é um hábito cultivado nacionalmente. Arri está determinado a crescer ainda mais, dentro e fora das fronteiras do nosso país. Perguntei a ele como foi o processo de abrir uma unidade em Dallas. Respondeu-me tranquilamente: “Os americanos viviam dizendo para irmos para lá: nós queremos vocês aqui”. Por sinal, foi assim também a chegada deles em São Paulo, vindos do Sul. Ainda adolescente, com 14 anos, Arri veio trabalhar com amigos da família em uma churrascaria em Aparecida. No ano seguinte, saiu pela cidade procuran-


Divulgação

do um local para abrir seu próprio restaurante. O mais engraçado é que ele foi para Aparecida porque queria ser piloto de avião. Apaixonou-se pela arte do churrasco. Brincando, eu disse que agora ele pilota churrascarias ao redor do mundo. Atualmente, são 20 unidades: seis no Brasil e 14 nos Estados Unidos. São mais de 2 mil funcionários, servindo os mais diversos tipos de pessoas (do mais incógnito ao mais conhecido): empresários, artistas, políticos e outras celebridades, entre os quais se incluem um cliente fiel em Houston, nada menos que George Bush (pai) e o príncipe herdeiro japonês Naruhito, que apreciou o “bife de ancho” durante as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa em Brasília.

hOJE AS PESSOAS PLANEJAM DEMAIS E FAzEM DE MENOS

Arri é um empresário que fez de sua missão de vida a missão da empresa. E da missão da empresa, uma de suas maiores paixões na vida: levar o churrasco gaúcho para o mundo. Dr. Jô Furlan é médico, escritor, 1° treinador comportamental do Brasil. Autor do livro Inteligência do Sucesso e coordenador do livro Ser Mais Líder. www.drjofurlan.com.br

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De fato, para ele o mais importante é que você seja maravilhosamente bem servido, esteja feliz, satisfeito e que sinta isso claramente de sua equipe. Perguntei a ele o que mais o deixava feliz. Me respondeu com um largo sorriso: “Eu entrar em qualquer unidade da Fogo de Chão e ver todos felizes: meus clientes e meus funcionários. Isso é muito mais do que sonhei quando começamos o nosso negócio”. Para completar o dinheiro da primeira churrascaria, seu pai pegou parte de suas economias e entregou aos irmãos, dizendo: “É o que eu posso fazer para ajudá-los; esta aqui é a parte da herança que entrego a vocês”. Quantos pais entregariam sua parte da herança para filhos com 17 e 19 anos? Felizmente seu pai fez isso. Com certeza, ainda lá na serra gaúcha, onde mora com a família, deve estar feliz com sua decisão. Quis saber como planejou construir tudo isso. Disse que desejava crescer, fazer mais e melhor, aprimorar

e capacitar as pessoas para que todos pudessem crescer juntos. Assim, foi tudo muito natural. Disse, ainda, que hoje as pessoas planejam demais e fazem “de menos”. “Temos de planejar, sim, claro, mas devemos ter mais iniciativa, mais ousadia, mais coragem”, afirmou Arri Coser. Fiquei muito feliz ao saber que uma das coisas que fez com que ele voltasse a investir no Brasil foi a estabilidade econômica dos últimos anos.“Estaremos crescendo aqui no Brasil e mundo afora”, completou Arri. Seu posicionamento é muito claro: “Somos reconhecidos como os melhores; não somos os maiores, nem queremos ser. Instituímos um padrão internacional que tem conquistado clientes de todo o mundo”, justifica. Quando perguntei sobre seus objetivos, abriu a carteira e me mostrou um pedaço de papel dobrado que carrega sempre consigo e que contém a visão e a missão da Fogo de Chão.


Como alcançar

eficácia econômica pela criação

do conhecimento Pierre Fayard

F

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azem anos que venho estudando as empressas japonesas. Elas se utilizam de um modelo inovador para criar conhecimento e se desenvolver - o que seria perfeitamente passível de acontecer com as empresas brasileiras de qualquer porte. O fator decisivo está na cultura corporativa; precisamente em uma troca de mentalidade, para considerar a empresa como parte de um todo que inclua o mercado e os fornecedores; e não como uma entidade isolada. Na obra O modelo inovador japonês de gestão do conhecimento (Bookman, 2009), trago primeiro o marco cultural que condiciona o modelo e mais 24 casos de sucesso - desde corporações farmacêuticas a empreendimentos de comunicação, pequenas e microempresas, a grupos multinacionais como Honda, Sony, Nisan e Fuji. A inovação japonesa tem como objetivo converter o mercado em um poderoso aliado da organização, criando o que podemos chamar de comunidades do conhecimento. Estas comunidades são

dispositivos que permitem aos clientes e fornecedores trabalharem e cooperarem diretamente com a empresa para produzir o conhecimento adequado e aplicá-lo em produtos e serviços. Assim, a eficácia econômica resulta da capacidade em criar conhecimento com vantagens para ambos os lados. As empresas japonesas fazem gestão do conhecimento porque é essencial para o negócio, produzindo conhecimento rápido por meio de interações contínuas e sobre uma base de interesse mútuo. No livro são explicados os dispositivos para criar, com os consumidores, um conhecimento operacional sobre produtos e serviços - o que é necessário melhorar, o que falta e o que não tem sucesso. Significa que este modelo permite que a companhia saiba antes das outras, que tipo de produto tem que produzir ou que melhoria deve ser feita. Um exemplo rico é o da farmacêutica Eisai. A partir de uma finalidade abragente: cuidar da


saúde humana, a companhia criou uma comunidade do conhecimento com os enfermos, os familiares dos doentes, enfermeiras, hospitais e demais envolvidos. Decerto que o fator decisivo para o bom funcionamento de uma comunidade deste tipo é que o objetivo deve ser legítimo para todos, ou seja, que exista (obviamente) um interesse comum entre os enfermos assistidos e a Eisai, para melhorar as terapias.

É preciso que a criação do conhecimento organizacional seja compreendida como um processo que visa a democratização dos conhecimentos que nascem nos indivíduos e se tornam parte de uma grande rede.

Pierre Fayard é doutor em Ciência da Informação e autor de O modelo inovador japonês de gestão do conhecimento www.comprendreetappliquersuntzu.com

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Os próprios funcionários da empresa passam um tempo dentro dos hospitais para cuidar dos enfermos. Para operacionalizar o conhecimento tácito que vem deste relacionamento com eles. O passo inicial é criar confiança e empatia com os consumidores: condição sine qua non para que o conhecimento implícito se revele e possa ser formulado. A partir desse momento é possível gravar, comunicar, exportar e combinar esse conhecimento com outros prévios e, depois, interiorizá-lo na forma de um conhecimento novo e aplicá-lo na prática. Por isso o modelo SECI, criado por Ikujiro Nonaka, com quem colaborei

diretamente, é um modelo totalmente aplicável: socialização (gera conhecimento compartilhado: brainstorm, fórum, reuniões), exteriorização (quando o propósito é transformar o conhecimento tácito em conhecimento explícito), combinação (associação de um conteúdo novo a um já conhecido) e interiorização (quando colocamos em prática aquilo que foi aprendido na teoria (por meio da combinação) de modo a desenvolver nosso próprio conhecimento tácito.


Colaborador:

o principal elemento de uma empresa Leila Navarro

T

odos querem fazer de sua empresa uma excelente corporação. Todos querem estar no Top of Mind dos consumidores. O que nem todos captam, é que quem faz esta ou aquela empresa ser uma organização bem quista por todos, são as pessoas. São os colaboradores, o capital humano que faz com que uma empresa cresça e se multiplique em seu nicho mercadológico. Logo, o que faz uma empresa ser melhor para se trabalhar é a própria pessoa que nela atua.

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Várias pessoas têm conversado comigo e me perguntam quais habilidades os profissionais devem ter para fazer de qualquer organização, uma empresa melhor. Como estou sempre observando o ambiente onde me encontro, para identificar tendências e analisar como é o comportamento das pessoas, pude perceber quais são as necessidades das organizações, e quais são os profissionais que estão um passo a frente dos demais. Procurei sintetizar o que observei para poder compartilhar com você um pouco dessas habilidades, que creio, são imprescindíveis. Noto que essas habilidades fazem parte das pessoas que possuem um perfil empreendedor. Nas minhas palestras, costumo dizer que, se eu fizesse parte dos Recursos Humanos de uma empresa, somente contrataria uma pessoa que tivesse brilho nos olhos, uma “cara de orgasmo”, ou seja, que fosse cheia de vitalidade, de energia, que não visse a hora de arregaçar as mangas e começar a fazer aquilo que ela tem de melhor, porque ela tem consciência do que pode agregar e o que pode fazer de diferente em seu ambiente profissional. Além desse brilho único no olhar e da consciência da relevância que ela tem no que faz, eu destaco ainda outras habilidades:

- Integridade e coerência de um líder, em conseguir que as pessoas se comprometam com ela e que gostem de cooperar; - Flexibilidade para lidar com imprevistos e conseguir contorná-los; - Autoconfiança e autoconhecimento são importantes para a segurança dos colaboradores em tomar decisões e assumir riscos; - Intuição para ajudar a desenvolver ainda mais a capacidade criativa e a agir quando o tempo é escasso; - Capacidade crítica para analisar dados, informações, circunstâncias e ações, ajudando na tomada de decisões; - Iniciativa para tornar reais as boas idéias e para agir com velocidade e inovação; - Compreensão da cultura da companhia e de todos que fazem parte dela; - Bom relacionamento com a hierarquia, colegas de trabalho, clientes e fornecedores; - Liderança e empatia para trabalhar em equipe, para interpretar o comportamento das pessoas que estão próximas e encorajá-las a expressar suas ideias, sentimentos e opiniões; - Visão de negócio, para não desperdiçar oportunidades; - Capacidade de comunicação e de negociação, fundamentais para conseguir realizar acordos em qualquer área de atuação; - Capacidade de aprendizagem e de desenvolvimento pessoal para estar sempre disposto a


iniciar novas tarefas e buscar novos enfoques para as ações realizadas no trabalho;

investir, desenvolver e potencializar as habilidades que não estão muito presente no seu dia-a-dia.

- Autocontrole e gestão das emoções para controlar as situações difíceis que surgem diante de pressões, cobranças, estresse e hostilidade.

Assim, tanto profissional como empresa, terão uma atuação máxima e a empresa melhor para se contratar, terá essa classificação, pois possuirá o mais precioso bem corporativo: seus fantásticos e satisfeitos colaboradores!

Um bom líder sempre deve analisar quais destas características estão presentes nas ações de seus colaboradores e verificar os momentos em que elas se sobressaem para dar o devido valor a quem merece. Deve observar e avaliar o comportamento de sua equipe para

Leila Navarro é palestrante comportamental, empresária e autora. www.leilanavarro.com.br

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Entender

antes de

atender

Seja um expert em cliente e desvende suas necessidades ocultas

O

Marcelo Ortega

vendedor de sucesso não teme fazer perguntas, aliás é sua maior habilidade. Ao prospectar ou atender um cliente ao telefone, por exemplo, é necessário habilidade de comunicação para entender antes de atender.

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“Quando não somos vistos, não somos lembrados”, diz o ditado. Mas quando proferimos o discurso certo ao telefone: o mais pessoal possível, sem scripts e métodos robotizados, somos (de fato) marcantes. A venda é - em essência - a capacidade de convencer pelo lado intangível do interesse alheio. O cliente não compra carro, seguro de casa, crédito bancário, tv por assinatura, sapatos ou roupas. Ele compra o ganho e a emoção que podem lhe proporcionar. É o que chamo de “DNA (desejo nunca aparente) do cliente” - que só é revelado quando somos vendedores de verdade e não “tiradores de pedidos”. Uma boa prática ao telefone, é vender os benefícios gerais que seu produto ou serviço vêm proporcionando ao mercado. Para isso é preciso antes de atender a primeira ligação ou fazê-la, estudar um pouco mais sobre sua empresa, o que você vende, o universo de pessoas ou empresas que já são clientes e especialmente, o que elas ganharam no geral. Em treinamentos, exploro muito a venda consultiva e crio situações em que as pessoas precisam trabalhar o “entender antes de atender”. Entre as muitas dinâmicas que aplico, digo que quero comprar um carro, uma raridade que pretendo mostrar aos outros. Os grupos formados entre os participantes têm a oportunidade de me entrevistar pelo menos três vezes, para entender que tipo de carro quero e depois

apresentar a proposta com algo melhor, que atenda a minha necessidade. No entanto, a maioria dos participantes cai no erro do préjulgamento, da suposição de já ter detectado o que quero e logo se organiza para preparar uma proposta contendo um veículo importado, luxuoso, raro, exclusivo, caríssimo. Poucos me entrevistam para detectar que o que realmente quero, é uma miniatura de Alfa Romeo Spider 1958 - carro que meu pai amava (e eu queria na coleção de carrinhos que tenho em meu escritório!). Observem que o vendedor vidente, futurólogo é sem dúvida o tipo mais comum no mercado; sua ansiedade e o desejo de adivinhar o que o cliente quer são mais fortes do que sua preparação e capacidade de fazer as perguntas certas, que revelem ou confirmem aquilo que ele supostamente acredita ser o que o cliente necessita. Quando entendemos o cliente, somos plenamente capazes de decodificar seu “DNA”. O preço não será problema para um vendedor que sabe falar da satisfação pessoal, do aumento de lucratividade da empresa, do reconhecimento que seu produto proporcionará, da segurança, do conforto, da credibilidade e da certeza de bons resultados - são estas, de fato, as maiores e dominantes razões da compra e aquilo que faz com que clientes paguem mais: para receber mais!

Marcelo Ortega é especialista em inteligência e sucesso em vendas. www.marceloortega.com.br


RENOVANDO A INTUIÇÃO COM A

EMPATIA

A

Minoru Ueda

s tomadas de decisão são angustiantes e nos colocam em situações de emergência. Como é complicado saber para qual caminho nossa energia está fluindo. O jogo aleatório de “cara ou coroa” não ajuda a resolver efetivamente um desafio. A pior coisa é fazer uma escolha sem planejar ou estudar o que ela é capaz de proporcionar em um futuro próximo. O que fazer então? A angústia criada nas tomadas de decisão é um fenômeno que ocorre pela falta de empatia. Esta competência emocional não tem sido muito praticada no meio organizacional. Contudo, ela está diretamente relacionada à assertividade e à tomada de decisões de última hora por exigir de nós um novo modelo mental de percepção. Devido à minha experiência em ambientes organizacionais, venho percebendo que a ideia de decidir por intuição não é muito bem vista pelos líderes. Acredito que há um equívoco em torno do conceito, pois a intuição não é um método aleatório de decisão. Pelo contrário, ela é uma nova disposição de nosso organismo que nos permite sentir o mundo de maneira diferente e eliminar preconceitos. Sendo assim, a empatia e a intuição são ações sérias de envolvimento com todas as possibilidades virtuais de um evento. Assim, a intuição não tem nada a ver com a decisão descompromissada do “cara ou coroa”.

A empatia é um mecanismo que nos auxilia a tomar decisões e aceitar os resultados como eles são, sem promover decepções. Os principais elementos da intuição são a empatia e a assertividade, pois elas colocam em xeque as maneiras de perceber o mundo e nos ligam diretamente aos eventos como

Criar um caminho para a tomada de decisão, pautados pelo comportamento empático, é a tarefa mais segura para se chegar a um acordo na hora de decidir algo, sem deixar nosso futuro na mão do acaso. Venho trabalhando com a abrangente ideia da empatia como fenômeno produtor da sustentabilidade na organização. Parto da necessidade por comunicação que vem rondando as organizações. São diversas as questões em torno do ato de comunicar. Descobri que a comunicação é um procedimento delicado, uma aproximação empática do outro e uma maneira de tocar sinceramente aquilo que nos é diferente. Um líder está sempre comunicando. Mesmo seu silêncio pode se tornar uma maneira agressiva de dizer coisas. Achamos que ficar “de bico calado” para certas decisões é a melhor saída. Porém, nossa mudez pode causar contratempos gigantescos e prejudicar nossa equipe. Assim, o silêncio pode ser um grito muito irritante. Para inverter essa postura omissa, resgato o conceito de assertividade, pois ele é capaz de estruturar as pessoas em torno de uma atitude incisiva, aberta, reflexiva e autônoma de “colocar as coisas sobre a mesa”. Desta maneira, tomar uma decisão pela intuição deixa de ser um processo aleatório e desinteressado, passando a ser um envolvimento tácito com um evento que está para acontecer. Intuição e empatia são galhos da mesma árvore: a naturalidade humana. Minoru Ueda é Master Practitioner em PNL, conferencista em temas sobre liderança para a sustentabilidade e competência emocional; coautor do livro SER+LIDER. www.minoruueda.com.br

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Há um consenso nos estudos sobre a empatia que diz: “compreender as pessoas nas suas maneiras específicas de ser e buscar a assertividade em situações desafiadoras de comunicação são temas básicos nessa competência emocional”.

eles são. A intuição, relacionada à empatia, é a liberdade expressiva de observar as coisas e considerar seus fluxos.


FUN

LEARNING Census

This man was sitting quietly reading his paper one morning, peacefully enjoying himself, when his wife sneaks up behind him and whacks him on the back of his head with a huge frying pan.

The old man was sitting on his porch, when a young man walked up with a pad and pencil in his hand.

MAN: What was that for?

What are you selling, young man? He asked.

WIFE: What was that piece of paper in your pants pocket with the name

I’m not selling anything, sir - the young man replied. I’m the Census Taker.

Marylou written on it?

A what? The man asked.

MAN: Oh honey, remember two weeks ago when I went to the horse races?

A Census Taker. We are trying to find out how many people are in the United States.

Marylou was the name of one of the horses I bet on.

Well, the man answered, you’re wasting your time with me, I have no idea.

The wife looked all satisfied, apologizes and goes off do work around the house. Three days later he is once again sitting in his chair reading and she repeats the frying pan swatting.

- porch - varanda - pad - prancheta - sell (sell, sold, sold) - vender - find out - descobrir - waste your time - perder o tempo

Celebration A couple are drinking beer in a pub. He turns to her and says: Do you see that woman at the back, drinking alone?

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Horse Races

I divorced her seven years ago and since then she has never managed to stop drinking. She replies: Don’t be stupid. Nobody can celebrate such a thing for so long. - couple - casal - turn to - virar-se para - see (see, saw, seen) - ver - back - parte de trás - alone - sozinha - so long - tanto tempo

MAN: What the hell was that for this time? WIFE: Your horse called. - huge frying pan - enorme panela - horse races - corridas de cavalo - apologize -desculpar - your horse called - seu cavalo ligou


Coffe Break

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Franquias Vanessa Oliveira

H

oje é difícil diferenciar numa empresa se suas ações são sustentáveis ou é somente marketing verde. A diferença é que para uma empresa ser sustentável o dono/acionista, aqueles que compõem a direção da empresa precisam estar engajados com a causa. As ações precisam partir diretamente deles, não de um departamento da empresa, gerando ações isoladas, como é o caso do marketing verde. Na hora de escolher uma franquia muitos fatores precisam ser levados em consideração, como o produto oferecido, o lucro gerado entre outros. Entrou para esta lista outro requisito: a empresa escolhida precisa ser sustentável. Cabe ao interessado pesquisar e avaliar se a empresa a ser escolhida é sustentável de fato ou “de papo”. Um ponto que deve ser observado também: com quais parcerias e projetos a marca está envolvida.

Franqueador

Isabel Joffe vivia na Alemanha, mas teve de voltar para o Brasil, por questões pessoais. No tempo em que viveu no exterior habituou-se a consumir alimentos in natura. Ao chegar ao Rio de Janeiro, encontrou dificuldades para achar produtos deste tipo para consumir. Foi quando surgiu a ideia de abrir uma rede com produtos naturais e orgânicos, que serviriam para consumo próprio e também preencher essa carência no mercado brasileiro. Tornando-se assim, pioneira no segmento - e o que a princípio nasceu como Serviço oferecido: Tempo de mercado: Investimento inicial: Taxa da franquias: Capital de giro: Royalties: Taxa de publicidade: Unidades próprias: Unidades franqueadas

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Quais suportes oferece:

N° de funcionários: Precisa de experiência? Telefone: Site: E-mail:

uma empresa familiar, hoje é uma das maiores redes especializadas.

A Mundo Verde aderiu ao modelo de franquia pelo volume de consultas de pessoas interessadas nesta nova proposta. Não foi uma ação planejada, os próprios clientes manifestaram o desejo de parceria. Um modelo que deu certo levando a marca a vários estados brasileiros. A mensagem de sustenProdutos Naturais tabilidade vem embutida no 22 anos nome “Mundo Verde”. Uma R$ 150 mil a R$ 340 mil frase bastante utilizada por A partir de R$ 40 mil eles é “preserve o verde, o R$ 30 mil a R$ 50 mil mundo é seu”. Para ser um 4,50 % (sobre faturamento bruto) franqueado, precisa ter um 1 % (sobre faturamento bruto) requisito básico: ser adepto 1 da filosofia “pensar e respi149 (e uma em Portugal) rar “verde”. Apoio: na escolha do ponto, projeto Outro ponto que pode ser destacado, é o grande arquitetônico e montagem da loja; investimento da rede no Treinamento inicial e reciclagens; marketing 2.0, fazendo uso Manuais operacionais; consciente das redes sociais Consultores e supervisores qualificados; para divulgar conceitos Centro de distribuição e central de como os 3Rs: Reutilize - Renegociações e compras: com mais de 200 duza - Recicle. fornecedores e 7 mil itens;

Suporte na gestão do negócio: software de gestão e intranet; Comunicação com o mercado, apoio de marketing - criação e assessoria de imprensa; Gestão participativa de franqueados Conselho de Franqueados. Média de 7 por loja Não (11) 3263-1136 e (24) 2237-2521 www.mundoverde.com.br expansão@mundoverde.com.br

Atualmente a rede trabalha a expansão no Estado de São Paulo. “É um mercado muito carente desses produtos”, diz Donato Ramos, diretor de Marketing. O crescimento é uma questão de tempo, pois a marca por si é capaz de atrair empreendedores com mesmo ideal de tornar o planeta o melhor lugar para se viver.


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SUA PERGUNTA...

“Tenho 40 anos e sou fotógrafo há 15. Percebo que minha profissão está acabando, pois com a proliferação das máquinas digitais apareceram vários fotógrafos, aumentando a concorrência e “prostituindo” os preços dos serviços. Vi muitas matérias sobre mudanças de profissão e tenho dúvidas se parto para um caminho totalmente diferente ou me especializo para me destacar dos demais. Com a “onda verde” vemos um crescimento de profissionais voltados para a sustentabilidade, um tema que me interessa. Será uma boa saída?” - J. Tetsuya

...GAUDENCIO RESPONDE

E

migrar para uma profissão totalmente desconhecida ou se especializar, permanecendo onde está. Mas lendo atentamente sua carta, eu noto seu entusiasmo enorme com a nova profissão. Se tivesse a chance, pergutaria a você o porquê desse interesse tão grande! Certamente você ainda se dedica à fotografia porque gosta, ama o que faz. Quem sabe já pudesse estar trabalhando menos e ganhando muito mais. Mas o fato é que não vi em suas palavras esse entusiasmo todo que demonstrou ao falar da questão da “onda verde” e sustentabilidade. A impressão que me passou é de ser um tema que lhe interessa muito mais. Se estiver disposto a mudar tudo e encarar esse novo desafio, eu o aconselharia a pesquisar uma utilidade para a sua querida fotografia neste campo que dizem ser tão promissor.

Gostou da resposta? O que está esperando? pergunteaogaudencio@revistasermais.com.br

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stá acontecendo com a fotografia, o mesmo que aconteceu à máquina de escrever com o advento do computador. Resisti o quanto pude, porque mesmo sabendo das vantagens sobre a antiga tecnologia, eu precisava me adaptar a algo que para mim era completamente desconhecido. Quer saber o resultado? Hoje eu tenho uma “máquina de escrever” que chamam de computador. É um fato que todos os dias nascem fotógrafos de ocasião: como se comprasse a máquina com a competência junto... e isso vai jogar os preços do trabalho lá para baixo, sim. Por outro lado, se você é um ótimo especialista, pode haver o aviltamento econômico que for, que em nada vai afetar o seu trabalho. Eu até poderia finalizar a resposta agora mesmo; dizer que “tanto faz” e deixá-lo escolher entre


VOCê TEM MEDO

DE MUDAR? Ômar Souki

E

stamos vivendo na era da mudança. Ter medo de mudar é o mesmo que ter medo de viver, portanto, temos de estar flexíveis, pois tudo acontece num piscar de olhos.

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Por que você e eu temos medo de mudar? Porque aquilo que já conhecemos é confortável. É mais fácil lidar com ambientes habituais, pessoas conhecidas, dialetos usuais, ditames tradicionais, tarefas costumeiras, comidas e costumes familiares. O habitual exige menos esforço. O novo requer flexibilidade e ousadia. Demanda investimentos de tempo e reaprendizado. Para atingi-lo é necessário deixar a zona de conforto e questionar até mesmo aquilo que está dando certo, enfim, para desbravar é preciso ter coragem, vitalidade e energia em abundância. Cada vez mais e mais somos instigados a cultivar a ousadia, a fibra interior, pois o

mundo é feito de mudanças. Para se chegar às transformações radicais da Revolução Francesa, foram necessários milhões de anos. Daí até a revolução dos computadores foram apenas dois séculos. E para a inteligência artificial, realidade virtual e engenharia genética, bastaram duas décadas. Agora, o conhecimento humano dobra a cada dois anos. Vivemos, portanto, numa era de mudanças velozes e de viradas drásticas. Ter medo de mudar, hoje, significa ter medo de viver. Como tudo muda tão rápido, a transformação ocorre, com ou sem o nosso consentimento. Se o medo de mudar nos vencer, andaremos amedrontados, resistindo com unhas e dentes. Mas essa atitude não impedirá que as coisas mudem. Pelo contrário, seremos arrastados, mesmo contra a nossa vontade, por um universo em acelerado ritmo de mutação. Em vez de amaldiçoarmos a mudança, podemos abençoá-la com ideias e ações inovado-


ras. Ao vencermos o medo de mudar, despertamos o nosso ímpeto interior. Ao optarmos pela coragem, vivemos criativamente e enriquecemos o processo. Enfim, nos transformamos em agente de mudança: lideranças positivas. Atuamos como verdadeiros faróis marítimos, iluminando as rotas das inexoráveis transformações humanas. Portanto, saia agora mesmo da inércia e se transforme em um agente de mudança!

Ômar Souki é Ph.D. em comunicação pela Universidade de Ohio e leciona no programa de pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas, onde pesquisa os fatores do sucesso empresarial.

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T

Mizuji Kajii

alvez você já tenha visto este termo, que é abreviatura da expressão em inglês What you see is what you get - que significa “O que você vê é o que você obtém” – e se refere à maneira como a maioria dos softwares trabalha hoje em dia: a imagem que você vê na tela do monitor, é fiel à imagem que será impressa. Nem sempre foi assim. Quando surgiram os primeiros computadores pessoais, aquilo o que aparecia na tela não correspondia ao que seria impresso na realidade. Mas esta expressão tem implicações profundas fora do contexto da informática. Literalmente, “o que você vê é o que você obtém”. Isso significa também que “o que você não vê, você não obtém”. É assim que as coisas funcionam. Neste caso, “o que você vê”, referese ao que você enxerga com os olhos de sua mente. Estou falando da imaginação, da construção de uma imagem mental, também chamada de vislumbramento. Tudo que o homem construiu e que está em seu entorno (cadeira, caneta, computador, celular, livro, roupa, pizza, refrigerante, etc.) um dia não existiu. Até que alguém imaginou aquilo, construiu sua imagem mental e a transformou em algo palpável. É impossível criar, sem vislumbrar antes. E isso não se restringe ao que é palpável; acontece também com a música, por exemplo, que não é um objeto. E neste caso, a imaginação é basicamente sonora, isto é, o compositor “vê” o som. Sim! Muitas pessoas “visualizam” o som, constróem de alguma forma uma associação daquilo o que ouvem com uma cor, um gesto. Se eu perguntar a cor de uma explosão, posso estar enganado, mas provavelmente vai pensar no vermelho. Outros já são capazes de sentir na música a vibração, o mo-

vimento do ritmo, o “peso” de uma nota grave, cheiro, enfim. Este vislumbre também acontece nos relacionamentos. Eles são precedidos de algum tipo de “filme”ou “ensaio mental” que pode não ser sempre consciente e deliberado, mas sempre vai existir. Certamente você já ouviu alguém dizer “Eu não consigo me ver fazendo isso...” , não é verdade? Provavelmente sim. Aquele pessoa que está prestes a gritar com alguém, já se viu gritando antes. Da mesma maneira um sujeito pode assistir em seu filme mental sua imagem todo sorridente, abraçado à outra pessoa, com quem conversa animadamente. Me diga: isso combina com alguém que vive aos gritos? Quando você não se enxerga fazendo determinada coisa, é porque não fará. Se você quer algo, mas não conquista, verifique antes de tudo se consegue se ver obtendo esse algo. Formar a imagem mental do objetivo é a primeira etapa para alcançálo. Em seguida, é preciso verificar a qualidade dessa imagem. Se for viva, atraente, divertida, ótimo! Mas se for uma imagem difusa, distante, sem graça, suas chances de conquista serão exatamente assim. E se a imagem não vier? Talvez você queira o objetivo, mas não suas consequências. Talvez não queira “pagar o preço”, ou não acredite de verdade na possibilidade. Diante deste novo conhecimento, certamente entenderá o quanto é importante ser um visionário. O que você vê é o que tem! Realize na mente e boas conquistas! Mizuji Kajii é pioneiro em Emotional Freedom Techniques – EFT no Brasil, coach certificado e Master Practitioner em PNL. www.mizuji.com


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vitrine de sucessos Com o slogan “encontre o livro, perca o livro”, o projeto Livro Para Voar inspirado no Bookcrossing - estimula a troca gratuita de livros, dos mais variados gêneros e estilos. O participante lê o livro, faz o cadastro no site www.livroparavoar.com.br, conta o que achou e liberta a obra em algum lugar: no banco da praça, na cafeteria, na poltrona do cinema – ou qualquer outro lugar onde possa ser encontrar um novo leitor. Patrocinadora do projeto, a distribuidora de combustíveis ALE deu início ao movimento em 2008, distribuindo quase sete mil livros em 134 postos de gasolina nas principais capitais do país, transformando o Brasil na maior rede de bookcrossing fora dos EUA. Assim como o GoodReads (www.goodreads.com), o Livro Para Voar se transformou em uma rede social com foco em informações sobre literatura, onde os usuários podem encontrar livros libertados, conhecer o caminho percorrido pela obra, avaliar livros e se relacionar com pessoas com o mesmo gosto literário.

Uma só flecha Todos nós carregamos em nossa bagagem genética uma série de aptidões e talentos que nos são próprios e que nos habilitam para nos realizarmos em diferentes áreas. Porém, se não são colocados em prática, corre-se o risco de perdê-las. Desta maneira Uma só flecha tem como finalidade colocar à nossa disposição informações técnicas que vão nos ajudar a identificar os valores, direcionar os passos em busca dos nossos objetivos e identificar o que assegurará nossa realização. Carlos . Damberg - Editora Hagnos - R$22

Realizo, logo sou

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um livro onde o autor instiga o leitor a avaliar seu grau de satisfação com a vida e a libertar-se de tudo o que o desvia da sua realização como ser humano. É um convite às mudanças. “Quero questionar o modelo de existência que aprendemos desde o berço que nos leva a perseguir continuamente sexo, tempo e dinheiro; esquecendo as vocações mais íntimas e distanciando-nos da nossa realização pessoal”, diz. Mino de Oliveira - Sos Agua e Vida - R$31,90

O Inovador Modelo Japonês de Gestão do Conhecimento. Vivendo um tempo de crescente complexidade e competitividade, os gestores de empresas encontram neste livro de Fayard um modelo inspirado em sua experiência com pequenas, médias e grandes empresas japonesas, criando comunidades com seus clientes, produzindo conhecimento, refletindo sobre a aplicação dos princípios do aikido, arte marcial, à gestão. Pierre Fayard - Bookman - R$72 Imagens para fins meramente ilustrativos. Os preços podem sofrer ajuste sem aviso prévio. À venda enquanto durar o estoque.


“Se eu fosse você...” O ser humano gosta de emitir opinião sobre quase tudo. Se essa opinião é sobre a vida, problema ou decisão de um terceiro, surge a tendência de dar palpites. Nos palpites sobre a vida alheia, geralmente a crítica está presente, para fundamentá-los e defender a própria posição, mesmo sem conhecer todos os detalhes da situação. Uma distinção importante: palpite e conselho são coisas diferentes: PALPITE Não requisitado Baseado em achismo Focado na fala Quem dá quer reconhecimento Ligado a fofocas Não há compromisso de quem dá

litar um futuro conselho ou, o que é mais eficaz, você ganha uma permissão inconsciente para... 2) Devolver a pergunta: “O que você pensou para sair dessa?” Em muitas situações desse tipo, a pessoa só quer externar o que pensa, para que o ouvinte concorde. 3) Escutar com atenção e fazer novas perguntas para ajudar a pessoa a sacar suas próprias conclusões. Se você tiver a habilidade de conduzir a pessoa para isto, ela se sentirá mais feliz e você também. 4) Caso aplicável, compartilhe um exemplo ou experiência que funcionou em situação semelhante, tomando o cuidado para não sugerir este curso de ação. Se a pessoa gostar, vai agir de maneira semelhante, sem que você precise “dar o palpite”. Para que essa sequência dê certo, escutar é o mais importante. Você também precisa equilibrar as “devoluções de bola” com transmissões de opinião ou conhecimento, ou há o risco de que a pessoa o perceba como incompetente ou não querendo ajudá-la.

Afredo Lago é consultor na área de Recursos Humanos e especialista no desenvolvimento de programas de treinamento com foco comportamental. Plus a mais adicional – Como lidar com críticas, justificativas, achismos e outros bichos - Editora CLA - R$33

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Mesmo quando as pessoas pedem conselhos, existe resistência à sugestão (“No meu caso não se aplica” ou “Já tentei isso e não deu certo”). É a falta de abertura em ação. O melhor a fazer nesses casos é encontrar uma maneira de fazer com que a própria pessoa fale sobre como quer resolver o assunto, e discutir tal ideia com ela. Em geral, ela já pensou em uma solução e quer apenas validá-la. Se o que você disser não for o que espera, ela apresenta algum tipo de resistência. Existem exceções, como pedir a opinião de especialistas, ou esperar que um líder aponte o caminho a seguir. No entanto, mesmo nesses casos, pode haver resistência do interlocutor às ideias apresentadas, que não se manifestará abertamente, já que a opinião do especialista ou do líder devem ser “inquestionáveis”. Finge-se que aceita o conselho nesses casos, mas o curso de ação será o que tinha sido pensado antes. Para melhor lidar com situações em que as pessoas lhe pedem conselhos, siga as seguintes etapas: 1) Empatizar com a pessoa, dizendo frases como: “Entendo como se sente”, “Você tem razão de estar frustrado”. Assim, ela sente que você a compreendeu, o que pode até faci-

CONSELHO Requisitado Baseado em experiência Focado na escuta Quem dá quer o bem-estar do outro Não ligado a fofocas Um pouco de compromisso de quem dá


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expressão

RECURSOS

arpa Danilo Sc

VISUAIS

Reinaldo Polito

S

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ó para dar uma ideia da importância dos recursos visuais no sucesso das apresentações, basta dizer que (de acordo com algumas pesquisas) se uma mensagem for transmitida apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes se lembrarão apenas de 10% do que foi comunicado. Por outro lado, se as mesmas informações forem passadas com apoio de recursos visuais, após o mesmo período o público se lembrará de 65% do que foi transmitido. É fácil deduzir por esses dados que nos dias de hoje é quase impossível pensar em apresentações bem-sucedidas sem recursos de apoio. Entretanto, por mais necessários e importantes que eles sejam, você deverá estar preparado para fazer uma boa apresentação sem eles. Por um motivo ou outro, você sempre correrá o risco de não poder contar com essa ajuda no momento em que mais precisar. Especialmente porque equipamentos de alta tecnologia podem apresentar defeitos difíceis de serem consertados rapidamente. Se ocorrer algum contratempo e você não tiver um plano alternativo, poderá por tudo a perder. Por isso, prepare-se para se apresentar bem com a ajuda dos recursos visuais, mas esteja ainda melhor preparado para falar sem eles. Cuidado com o exagero! Tenho assistido a apresentações, em que o orador se vale de uma parafernália para projetar meia dúzia de itens diante de um grupo muito reduzido. Em circunstâncias semelhantes, quando o visual não exigir muita elaboração, talvez seja mais apropriado lançar mão de um simples flip chart ou de um quadro branco. A experiência demonstra que se uma pessoa usa 60 ou 70 slides na apresentação, prova-

velmente ela se sairia muito melhor se reduzisse para 25 ou 30. Da mesma maneira, se a intenção é se valer de 30 ou 40, obteria melhores resultados reduzindo para 10 ou 15. Se por um lado um número elevado de slides cobre a apresentação em praticamente todos os detalhes, por outro poderá tirar um pouco sua liberdade como orador. Por isso, com um número menor de telas, você ficará mais livre para fazer adaptações de acordo com a reação e a receptividade do público. O espetáculo dos visuais não pode ser tão impressionante, que no final os ouvintes mal consigam se lembrar qual foi o assunto tratado. Resista à tentação e seja moderado na utilização dos recursos de apoio. Para saber se deve ou não usar um visual, faça a você mesmo as seguintes perguntas: - O visual destacará as informações importantes? - O visual facilitará o acompanhamento do raciocínio? - O visual permitirá que os ouvintes se lembrem do assunto por tempo mais prolongado? Se você não conseguir dar respostas positivas a essas questões, provavelmente, o visual deverá ser dispensado. Reinaldo Polito é mestre em Ciências da Comunicação, palestrante, professor de expressão verbal e autor de 15 livros www.polito.com.br


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