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O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA


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Bem vindo à segunda edição da Revista Saúde e Estética! Esta nova edição chega às suas mãos em novo formato (revista) e com novo layout e diagramação. Outra novidade é que além da versão impressa estamos lançando também a versão digital no www.issuu.com/revistasaudeeestetica/ docs/edicao02 Como em janeiro estamos em pleno verão, preparamos uma matéria sobre a importância dos óculos escuros para proteção dos olhos. Em outra reportagem abordamos os cuidados que devemos tomar com a exposição da pele ao sol e ainda um artigo sobre como diminuir a sensibilidade dentária, já que no calor aumentamos o consumo de sorvetes, água gelada, etc. Em “Mexendo o corpinho!” você também encontrará importantes dicas para exercícios no verão. Na reportagem de capa abordamos como identificar os sinais de um AVC e consequentemente como diminuir os riscos dessa doença que mata mais de 100 mil pessoas por ano só no Brasil. Completando a edição, você vai ver como fazer para espantar o estresse com pequenas mudanças no cardápio e outras dicas. Por falar em cardápio não deixe de ver a maravilhosa receita de um salmão anti estresse preparada pelo nosso convidado especial Chef Dirceu Penteado. Boa leitura. O Melhor da Saúde e Estética Ano 1 - Edição Nº 2 - 1º Semestre/2013 Editor: Ricardo Azevedo Jornalista: Camila Ferreira Colaboração: Dr. Ribamar Lazanha e Dirceu Penteado Projeto Gráfico e Diagramação: Serginho Marini Editora Circuito das Águas Ltda CNPJ 10.963.352/0001-04 R. Paraná, 525 - Jd. Bela Vista - Jaguariúna/SP CEP 13820-000 - Tel: (19) 3867.0795 Publicidade: contato@circuitoeditora.com.br

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Dicas para exercitar-se de forma tranquila e sem prejudicar a saúde! Pág. 8

Saiba como se manter longe do estresse.

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Fatores de risco podem desencadear o acidente vascular cerebral, doença que mata 100 mil pessoas por ano no Brasil Pág. 22

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Mais que acessório, proteção!

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ODONTOLOGIA

Olá, verão! Adeus, sensibilidade! Por Camila Ferreira

As temperaturas sobem, a sede aumenta e quanto mais gelado o líquido estiver, melhor! Pessoas que sofrem com sensibilidade nos dentes, ou melhor, hipersensibilidade dental, evitam alimentos refrescantes, como sorvetes ou líquidos gelados devido ao desconforto que os mesmos podem causar. Mas se engana quem pensa que esse desconforto aconteça somente com o contato com as baixas temperaturas. Alimentos quentes ou doces também ocasionam esse quadro. Mesmo assim, segundo o Cirurgião Dentista e membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética - SBOE, Dr. Ribamar Lazanha, esse mal pode ser tratado com tranquilidade e a qualidade de vida, retomada. A sensibilidade ocorre pela exposição direta ao meio bucal, de estruturas presentes no interior dos dentes, os microtúbulos dentinários, ou seja, essas estruturas ficam sem a proteção do esmalte que funciona como um escudo para que as pessoas não sintam diretamente o estímulo do quente ou frio. Essa exposição é causada por vários fatores como: desgaste do esmalte causado por escovação descuidada, retração gengival que é o deslocamento da gengiva até a raiz do dente, bruxismo, entre outros. Segundo Dr. Ribamar Lazanha, atualmente existem vários tipos de tratamentos para esse problema, como: laser, aplicação de flúor, cremes dentais dessensibilizantes,

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selantes, mas o fundamental é que haja o fechamento dos túbulos dentinários expostos. Atualmente o Dr. Ribamar tem tratado seus pacientes com o uso de um verniz dentinário alemão, de última geração, e os mesmos relatam que a sensibilidade desaparece como num passe de mágica; é o que tem de mais moderno. Para evitar a sensibilidade, o Dr. Ribamar recomenda o uso de escovas dentais ultra macias, prevenindo assim uma possível retração gengival; recomenda também diminuir o uso de alimentos ácidos como limão, refrigerantes e outros equivalentes que acentuam ainda mais a sensibilidade. Cremes dentais dessensibilizantes de várias marcas auxiliam e até acabam com esse problema, mas na maioria dos casos


eles agem de forma paliativa, ou seja, a sensibilidade reaparece quando o paciente interrompe o uso dos mesmos. “É fundamental que o paciente que apresenta sensibilidade dental faça uma visita ao dentista para que o motivo causador seja detectado e tratado de maneira correta, pois problemas mais graves como a cárie dental também pode causar sensibilidade” enfatiza o profissional.

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MANTENDO A FORMA

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Mexendo o corpinho! Por Camila Ferreira Assim como manter uma alimentação saudável pode colaborar para a qualidade de vida, a prática regular de exercícios físicos potencializa a sensação de bem estar porque trabalha também com a mente. Iniciante ou

não, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente nas estações mais quentes do ano em que o corpo desidrata-se com mais facilidade. A produção da Revista Saúde e Estética conversou com especialistas e reuniu dicas para exercitar-se de forma tranquila e sem prejudicar a saúde!

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Horário, local e roupas adequadas

Para quem gosta de praticar atividades ao ar livre, o começo da manhã, até por volta das 9 horas, e o fim da tarde, a partir das 5, são os períodos ideais para evitar as fortes radiações solares, ainda mais no verão afirma o educador físico Eduardo Diego Santos. “O corpo precisa da umidade do ar para trabalhar bem, por isso, roupas que permitam a respiração dele são as mais adequadas e mesmo seguindo esses horários, o protetor solar não pode ser esquecido. Bonés e óculos de sol também devem ser usados”. O calçado é outro item importante destacado pelo profissional e cada modalidade exige um tipo de acordo com seu poder de amortecimento, formato e peso. “Na hora de comprar, é importante levar em consideração o local onde vai exercitar-se. Usar um tênis que não seja adequado para determinada prática pode acarretar contusões, dores, principalmente em exercícios de grande intensidade e com solos não uniformes”. O tênis também tem prazo de validade e

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quando não estiver suprindo as necessidades do atleta deve ser trocado, mesmo que tenha sido comprado há pouco tempo. O melhor horário para pessoas que possuem uma rotina corrida é antes do trabalho, pois o organismo está com as reservas energéticas repostas. No período da noite o surgimento de imprevistos e eventos é mais frequente, além do cansaço e da preguicinha.

Hidratação O corpo trabalha constantemente para manter sua temperatura próxima aos 36° garantindo seu bom funcionamento. A água desempenha papel importante neste processo de equilíbrio, por isso, manter-se hidratado é essencial não somente no verão. “É através do suor que o corpo é resfriado e nesse processo, o atleta perde água e sais minerais. Como a maior parte dela se encontra dentro das células onde as funções metabólicas se realizam, a falta afeta gravemente a saúde do indivíduo”, explica o professor de educação física e também preparador físico Ivan Monteiro.


A água é o único líquido que não possui calorias e para complementar o organismo com os outros nutrientes perdidos é preciso, segundo o especialista, que o atleta busque outras fontes. “A água de coco e os sucos naturais são ricos em vitaminas, sais minerais e açúcares. Além disso, a ingestão de frutas como melancia e melão colaboram para reposição e nutrição”, complementa Ivan. A preferência por água gelada, segundo Eduardo Santos, é explicada pela rápida absorção realizada pelo corpo. “É importante que ela seja ingerida em pequenas porções antes e durante a atividade, assim não haverá problema de refluxo na hora do exercício”. Outra questão levantada por Eduardo é o consumo de isotônicos, que deve acontecer 40 minutos após a prática esportiva porque possuem sódio em sua composição,

podendo elevar a pressão arterial.

Respeite seus limites A busca por um corpo perfeito chega com maior intensidade no verão, por isso, é importante respeitar seus limites. “Vejo muitas pessoas que equivocadamente utilizam termogênicos para acelerar o processo de emagrecimento. É preciso deixar claro que essa utilização só deve ocorrer quando prescrito e acompanhado por um médico de confiança. Estão comprovados malefícios cardíacos entre outros distúrbios, quando mal prescritos”, destaca Ivan. Além disso, é importante que a pessoa, antes de iniciar qualquer atividade, passe por um médico cardiologista ou clínico geral, para verificar se está tudo em ordem e até onde pode se esforçar. O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA 11


Alimentação

Alimentar-se com intervalos de 4 horas é essencial para quem pratica exercícios físicos e, também, para àqueles que buscam perder peso. “A primeira refeição do dia pede alimentos mais saudáveis como frutas, cereais, leite desnatado, requeijão light, pão integral. Entre o almoço e jantar, as frutas são recomendadas. Verduras, legumes, arroz, massa integral, peixes e aves são boas opções para as grandes refeições”, exemplifica o preparador físico. Além disso, mudanças de hábitos como dormir e despertar mais cedo, alimentar-se em casa onde as tentações são menores, evitar happy hour durante a semana, sobremesas após as refeições, fast food depois da balada e alimentos calóricos antes de dormir contribuirão para resultados mais rápidos.

Preparando o corpo para a atividade

O segredo para evitar lesões, principalmente iniciantes, é fazer um bom alongamento e

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aquecimento. “É importante aquecer-se 5 minutos antes do alongamento, com pequenas séries de polichinelo e movimentação de pernas e braços. Todo corpo deve ser alongado e sempre de cima para baixo, começando pelo pescoço e dando atenção ao membro que será mais forçado na atividade”, destaca Eduardo. Dependendo da modalidade praticada é necessário, segundo Ivan, um trabalho voltado para o fortalecimento dos músculos, tendões e ligamentos, através de musculação e treinamentos funcionais. “Nosso organismo leva de 3 a 4 semanas para adaptar-se a qualquer estímulo diferente e logo que ele se acostuma devemos aumentar a intensidade. Isso acelerará ainda mais o gasto energético e a utilização da gordura como fonte de energia”.

Modalidades em alta As academias conseguem reunir atividades variadas que vão desde musculação até artes marciais. Além de proporcionarem conforto e segurança, elas são vistas com bons olhos por


pessoas que possuem pouco tempo disponível na agenda. Atendimentos exclusivos e voltados para determinado público, como mulheres, crianças e idosos também estão cada vez mais presentes nesse mercado. Dentre as práticas aeróbicas, o que está em alta hoje, segundo Eduardo Santos, são os programas de condicionamento físico. “O crossfit, com atividades militares, e as lutas, como o MMA, caíram no gosto das pessoas porque além de melhorarem o condicionamento físico, englobam praticamente todos os tipos de exercícios e trabalham com todas as partes do corpo”. Atividades que trazem bem estar e melhoram a qualidade de vida, como pilates, hidroginástica e ioga também são bastante procuradas. As corridas e os esportes radicais estão cada vez mais em alta. O contato direto com a natureza acaba transformando essas atividades em hobby porque trabalham diretamente com a mente e o equilíbrio interior. “Essas atividades exigem um bom condicionamento e foco, por isso, as pessoas que investem nelas vão praticar sempre e buscam bater seus recordes e limites”, complementa Eduardo.

Personal Trainer Uma profissão que está ganhando cada vez mais destaque é a de personal trainer. Independente da idade, se a pessoa é iniciante ou se está focada em uma determinada modalidade, os resultados são facilmente notados com o acompanhamento desses profissionais. “O professor vai fazer um planejamento e estará perto para cobrar o aluno, que se sentirá estimulado. É uma relação de compromisso entre os dois”, explica Eduardo. Os mais jovens estão focados na estética, os adultos já criaram gosto por determinada prática e os idosos buscam melhorar a saúde e qualidade de vida. Dentro desse universo, existem àqueles que possuem pouco tempo disponível, os que têm vergonha de ir à academia e outros que têm exigências muito específicas. É aí que o trabalho do personal entra, com um atendimento exclusivo e no local onde a pessoa desejar. “A pessoa poderá gastar um pouco mais por esse serviço, mas o resultado virá com mais rapidez e qualidade, preservando a saúde”, ressalta o educador físico, que alerta às pessoas que se exercitam por conta própria a procurarem, pelo menos no início, um profissional de forma a evitar lesões e problemas futuros. O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA 13


QUALIDADE DE VIDA

Espantando o estresse ção da hidratação do corpo e das horas de sono necessárias Pequenas mudanças no car- melhoram, segundo especiadápio somadas à prática de listas, a qualidade de vida e o exercícios físicos, à manuten- humor. Por Camila Ferreira

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QUALIDADE DE VIDA

Alguns alimentos, porém, agem de forma certeira quando inseridos na rotina e combatem o estresse. “Os alimentos não podem curar doenças, como depressão, por exemplo, mas contribuem para o sentimento oposto”, explica a nutricionista Ana Lúcia Rondino. Segundo ela, a sensação de bem-estar que alguns alimentos proporcionam está ligada à serotonina, neurotransmissor liberado após o consumo de tripotofano, substância presente em proteínas, como carnes magras, principalmente o peru, em peixes, como o salmão, e em laticínios magros, como o requeijão. Vitaminas do complexo B, em especial as B12 encontradas em alguns cereais e castanhas, e o ácido fólico, presente no fígado, em legumes de folhas escuras e frutas secas, também ajudam a melhorar a irritabilidade do dia a dia. Para a nutricionista Silvia Helena Favaron, essas 16 O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA

vitaminas renovam as células do sistema nervoso, diminuem a ansiedade e combatem a TPM, estágio pelo qual as mulheres passam antes da menstruação e que as deixam com os ‘nervos à flor da pele’. “As vitaminas C e E também têm papel importante porque agem como antioxidantes e inibem a produção dos radicais livres, que estão ligados ao envelhecimento precoce das células do corpo”, complementa. Outra ação que está relacionada ao bem-estar é o aumento da produção de fenilfetilamina pelo organismo, uma substância do grupo das endorfinas que proporciona prazer. “As pessoas precisam ficar atentas porque o consumo em grandes quantidades pode causar o efeito contrário e deixá-las ainda mais estressadas, como no caso da cafeína, encontrada no café, em chás como o mate e o preto e refrigerantes de cola”, ressalta Ana Lúcia.


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Além da Alimentação A alimentação, porém, só poderá contribuir se outros fatores causadores da irritação corriqueira também estiverem em equilíbrio. Para a professora da Faculdade de Nutrição da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) Sônia Silva, os alimentos não podem ser enxergados como remédios. “Mais importante que buscar uma ‘dieta contra o estresse’ é proporcionar ao corpo uma dieta balanceada, pois o organismo deve continuar recebendo todos os nutrientes responsáveis pelo seu bom funcionamento, como carboidratos, proteínas, frutas, hortaliças, leguminosas, minerais, fibras e água”. Segundo a especialista, alimentar-se de forma fracionada, de 3 em 3 horas, contribui para o bom funcionamento do intestino, assim como o consumo de 1,5 a 2 litros de água por dia que melhora o ânimo e evita o cansaço e a ansiedade. Ela é

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altamente recomendada também para garantir a saúde dos rins e ajudar nas reações eletroquímicas do cérebro. A água previne, ainda, os desconfortos estomacais, como a azia. As atividades físicas são tão importantes quanto qualquer outro desses fatores. Elas acatam a necessidade que o corpo tem de se movimentar-se e o faz liberar endorfina, neurotransmissor responsável pelo prazer e tranquilidade. “Bastam 30 minutos de exercícios físicos aeróbicos, como uma leve corrida ou caminhada. Alguns hábitos do cotidiano também podem ser revistos e alterados como, por exemplo, trocar o elevador por escadas, andar a pé até o restaurante ou casa”, recomenda Sônia que finaliza “Não se deixe seduzir pelos alimentos que parecem proporcionar bem estar imediato, como os doces e massas, e as frituras”. Acompanhe na próxima matéria uma receita deliciosa e prática preparada pelo chef Dirceu Penteado para acrescentar bem estar à sua mesa.


Acrescente ao seu cardápio! Ômega 3: Presente nos óleos de peixes, nas sementes de linhaça e nas nozes, também é considerado ‘remédio natural’ para tratar a depressão, além de contribuir para a saúde do coração.

Alface: Possui efeito calmante graças à lactucina, nutriente presente no talo da planta. Além disso, o miolo é rico em lítio, que age diretamente no controle da ansiedade e da depressão. Aveia: Cereal que contém altas doses de triptofano, também tem bons níveis de selênio, que colabora para a produção de energia proporcionando saciedade. Banana: É considerada uma reserva instantânea de energia e pesquisas provam que 2 porções dão energia para 90 minutos de trabalho pesado, o que o torna o fruto mais consumido entre os atletas. Ela ajuda a prevenir um substancial número de doenças e de acordo com recentes estudos, a maioria das pessoas que habitu-

almente sofrem com depressões sentemse melhor após consumi-la. Isto acontece porque ela contém um tipo de proteína que o corpo converte em serotonina, substância que ajuda a relaxar.

Chocolate: Proporciona prazer porque possui metilxantina, que traz sensações de bem-estar. O vício, do qual algumas pessoas tentam se livrar, é ocasionado pelas substâncias de sua composição que se ligam aos receptores do cérebro que causam dependência. Laranja, maracujá e jabuticaba: Possuem altas doses de vitamina C, prevenindo o cansaço e combatendo o estresse. Colaboraram, também, com as defesas do organismo. A jabuticaba contém, ainda, vitaminas do complexo B. Frutas Vermelhas: Além de saborosas, elas possuem nutrientes que agem como antioxidantes inibindo a produção dos radicais livres e previnindo o envelhecimento precoce das células do corpo. Brócolis: Rico em ácido fólico, que é importante para a liberação da serotonina. Garantir o bom humor e renova as células do sistema nervoso. Fonte: nutricionistas Ana Rondinho e Silvia Helena Favaron O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA 19


SUPER SAUDÁVEL

SALMÃO EM CROSTA DE CASTANHA DE CAJU, CREME DE ESPINAFRE E VINAGRETE DE FRUTAS VERMELHAS

Por Dirceu Penteado

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Preparo Receita para 4 porções Salmão: 4 postas de salmao 150g cada 50 g de castanha de caju triturada pimenta reino sal azeite Creme Espinafre: 100 g de espinagre 50 g de manteiga sem sal 50 g de farinha trigo 500 ml de leite noz-moscada pimenta reino sal Vinagrete: 150 ml azeite 50 ml de vinagre vinho tinto 50 g de geléia de frutas vermelhas pimenta reino sal

Numa tijela colque o vinagre e acrescente o azeite aos poucos e batendo sempre com fouê até que fique bem homogeneo. Junte a geléia tempere com sal, pimenta mexa bem e reserve. Tempere o salmão com sal e pimenta do reino a gosto, pincele com azeite um dos lados do filé e passe pela castanha triturada apertando bem para formar a crosta. Numa frigideira em fogo baixo coloque um fio de azeite e frite primeiro o lado da crosta em seguida o outro lado somente para selar. Leve ao forno (200ºc) por 10 minutos ou de acordo com ponto desejado. Em uma panela cozinhe com pouco de água o espinafre de 2 a 3 minutos retire e coloque em uma vasilha com água gelada. Assim que esfriar escorra e pique em pedaços pequenos e reserve. Aqueça a manteiga numa panela em fogo médio, adicione a farinha e cozinhe por 5 minutos mexendo sempre. Adicione o leite, tempere com sal , pimenta e noz moscada e cozinhe em fogo baixo de 5 a 7 minutos e finalmente misture o espinafre desligue e sirva. Montagem: Faça uma camada com creme de espinafre, sobre ela coloque o salmão, espalhe o vinagrete e decore com ramo de tomilho ou salsa.

DICAS: A crosta pode ser feita tambem com gergelim, amendoas, ervas. O vinagrete pode tambem acompanhar saladas e carnes.

Dirceu Penteado é cozinheiro profissional com formação em Gastronomia e Alta Cozinha O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA 21


PREVENÇÃO

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Os sinais do AVC “

Fatores de risco podem desencadear o acidente vascular cerebral, doença que mata 100 mil pessoas por ano no Brasil

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“Só não morri porque não fumava e não bebia.” A declaração é de Enzio Alan Martins, ao relembrar o dia em que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, em 2004, aos 43 anos. Hipertenso desde os 38, tudo aconteceu após um dia normal de trabalho, quando ele foi se deitar. “Não senti nada. Apenas perdi a consciência e vomitei. Minha esposa me encontrou caído ao chão do quarto”, recorda. Após o episódio, o lado esquerdo do corpo ficou paralisado. Desde então, ele usa medicamentos, faz sessões de fisioterapia, hidroterapia, fonoaudiologia e aulas de pintura. Hoje, com 51 anos, movimenta-se com a ajuda de bengala e conta com o apoio da família para realizar algumas atividades diárias. Enzio tem um dos principais fatores de risco para o acidente vascular cerebral, a hipertensão. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, 40% das mortes por AVC podem ser atribuídas à pressão alta – que atinge 24,4% da população adulta, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas outros fatores também contribuem para o surgimento da doença, como diabetes, sobrepeso, tabagismo, consumo frequente de álcool e drogas, colesterol alto, doenças cardiovasculares, sedentarismo, estresse, genética e idade – pessoas com mais de 60 anos têm mais chances de ter um AVC. “Esses indicadores tornam a doença previsível”, diz o neurocirurgião Luís Augusto Dias, de Brasília (DF). Estudos recentes têm mostrado que o AVC tornou-se um problema de saúde pública pelo alto índice de óbitos, aponta o neurocirurgião Henrique Almeida Barros, de Belo Horizonte (MG). Os dados comprovam essa afirmação. A cada cinco minutos um brasileiro morre por doenças cerebrovasculares, sobretudo o acidente vascular cerebral. A informação é da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), que ainda mostra que mais de 100 mil pessoas morrem todos os anos no País em decorrência da doença. Em 2010, o Ministério da Saúde registrou 174.189 internações por AVC, quase cinco mil a mais do que o verificado no ano anterior.

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Entenda o que é o AVC Popularmente chamado de derrame, o AVC ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo em uma determinada área do cérebro, que pode provocar lesão ou morte celular e danos nas funções neurológicas. Há dois tipos: o isquêmico e o hemorrágico. AVC hemorrágico: é o tipo mais grave, com altos índices de mortalidade. Ocorre com o rompimento de um vaso sanguíneo, provocando hemorragia. A ruptura do vaso pode ocorrer por diversos fatores, como pico de hipertensão, aneurisma cerebral ou problemas na coagulação do sangue. AVC isquêmico: responsável por 80% dos casos, origina-se pela formação de placas de gordura ou coágulos em alguma artéria que irriga o cérebro, causando falta de circulação em uma determinada área. Atenção: O ataque isquêmico transitório (AIT) é considerado um prenúncio do acidente vascular cerebral. Neste caso, há uma obstrução temporária da circulação sanguínea no cérebro, gerando sintomas breves e transitórios, como fraqueza ou dormência em partes do corpo, que melhoram dentro de 24 horas.


Identificar os sintomas ajuda a diminuir os riscos O neurocirurgião Luís Augusto Dias (DF) explica que a doença é considerada uma emergência médica e o tratamento inicia nessa situação. E, quanto mais rápido for o atendimento, menor é a mortalidade, os danos cerebrais e as sequelas para o paciente. “O intervalo máximo de tempo entre os sintomas do AVC e o atendimento médico deve ser de quatro horas e meia.” Conhecer os sintomas é o primeiro passo para procurar atendimento médico o mais rapidamente possível. No AVC isquêmico, que tem início súbito e evolução rápida, os sinais variam conforme a área do cérebro afetada, podendo ocorrer dificuldade para falar, comunicar-se ou enxergar, alteração da memória, fraqueza ou dormência, geralmente afetando um dos lados do corpo, dificuldade ou incapacidade de movimentação, tontura e crises convulsivas em pessoas que não têm epilepsia. “Os sintomas do acidente vascular cerebral hemorrágico são os mesmos do isquêmico, incluindo ainda dor de

cabeça forte e súbita, muitas vezes associada a vômitos”, explica o neurocirurgião Henrique Almeida Barros. “O pronto reconhecimento dos sinais que podem ser de um AVC torna-se importante para diminuir a mortalidade dos pacientes, melhorando seu prognóstico com um atendimento rápido e eficiente”, afirma a médica Marleide Corrêa da Silva. A pessoa que apresentar os sintomas ou observá-los em outra deve procurar o serviço de emergência de um hospital. “Não se deve perder tempo telefonando para outro familiar. Deve-se pedir imediatamente o socorro e depois avisar as demais pessoas, inclusive o médico de confiança”, orienta a médica. No hospital, após o diagnóstico, obtido por meio do quadro clínico e de exames como tomografia e ressonância magnética, o tratamento inclui desobstrução das artérias, controle da pressão arterial, glicemia e sinais vitais e cirurgia para drenagem do coágulo formado no cérebro, quando necessário.

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AVC deixa sequelas na maioria dos casos “Muitos pacientes sobrevivem ao acidente vascular cerebral e podem levar uma vida produtiva, mas 80% deles ficam com algum tipo de sequela e passam a conviver com a rigidez dos músculos, conhecida como espasticidade”, diz o neurocirurgião Luís Augusto Dias. Dependendo do local do cérebro afetado, pode ocorrer também paralisia de um lado do corpo, comprometimento psíquico, cognitivo e sensitivo, dificuldade na fala e perda da visão. O processo de reabilitação pode ser lento e exigir paciência e determinação, atributos que não faltam à Paulo Cristovam Cabreira e à sua mulher, Elisabete Souza dos Santos Cabreira. Após três derrames, o aposentado conta com os cuidados da esposa na luta pela recuperação. Pela dificuldade de fala do marido, Elisabete é quem conta a história dele. Segundo ela, aos 30 anos ele já apresentava vários fatores de risco para a doença. “O Paulo sempre foi muito estressado e nunca cuidou direito da saúde. Era fumante, tinha pressão alta e diabetes, doença que descobriu em um dos Exames Periódicos de Saúde que fez.” Em 2003, quando tinha 43 anos, Paulo teve um AVC isquêmico leve. A esposa conta que a boca dele estava um pouco torta e que apenas um dos olhos se fechava. Desse primeiro episódioele se recuperou rapidamente e logo voltou à rotina normal. Cinco anos mais tarde, um AVC isquêmico, que evoluiu para o hemorrágico, mudaria a vida do casal.

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O aposentado teve o lado direito do corpo paralisado e problemas na fala. Quando já estava dando alguns passos com a ajuda de uma bengala, um terceiro AVC, em fevereiro de 2011, fez regredir sua evolução com o tratamento. Hoje, aos 52 anos, Paulo faz sessões de fisioterapia, hidroterapia e fonoaudiologia toda semana e toma os medicamentos corretamente com a ajuda da esposa, que ainda cuida da aparência do marido. “Faço a barba dele, corto o cabelo e o levo para passear.” Com dois filhos e cinco netos, o casal é motivado pela fé em Deus e pela esperança. “Apesar das dificuldades, sou uma pessoa otimista. Procuro ser realista, mas oferecer palavras de apoio e incentivo a ele. Hoje, vivemos um dia de cada vez. É difícil, mas não impossível”, diz Elisabete. O papel de cuidadora desempenhado por ela é fundamental para a reabilitação, mas a médica alerta para que a pessoa não faça as atividades no lugar do paciente. “O cuidador que muito ajuda às vezes limita a pessoa com sequela, tornando sua recuperação ainda mais lenta”, diz Marleide Corrêa da Silva. Após a alta do hospital, a médica explica que uma equipe multidisciplinar, formada por fisioterapeuta, nutricionista, fonoaudiólogo, psicólogo e enfermeiro, pode ajudar o cuidador. “Os profissionais podem orientar sobre os cuidados a serem tomados e delimitar até onde o paciente tem condições de realizar suas tarefas sem ajuda.”


Prevenção:

Mudança de hábitos Combater os fatores de risco e manter hábitos de vida saudáveis ajudam a prevenir o AVC. “É preciso ter alimentação balanceada, evitar a obesidade, diminuir o estresse, parar de fumar e praticar exercícios físicos regularmente”, exemplifica a médica Marleide. As pessoas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, obesidade, dislipidemia (colesterol e triglicerídeos altos) e arritmias cardíacas também devem fazer o tratamento adequado para manter essas enfermidades sob controle. “A prevenção só pode ser orientada por um profissional de saúde, pois um leigo não consegue manter a atenção necessária aos fatores de risco”, observa o neurocirurgião Luís Augusto Dias. Ele afirma que a informação é a principal arma contra o AVC.

FONTE: CASSI

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VERÃO

Ah, o verão!

Cadê o protetor? Por Camila Ferreira Praia, piscina, campo. Seja qual for o destino da sua viagem de férias ou do fim de semana, com a chegada do ve-

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rão, época em que os raios solares estão mais próximos a Terra e, consequentemente, mais fortes, alguns cuidados são importantes, principalmente com a exposição da pele ao Sol.


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É possível encontrar no mercado várias opções de protetor solar, mas é na hora de escolher qual fator levar que os consumidores ficam em dúvida. Segundo o chefe do serviço de dermatologia do Hospital Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Adilson Costa, a numeração dos produtos se refere à sua capacidade de proteção aos raios ultravioletas (UV) e a quantidade de vezes de tempo em que a pele demoraria para queimar se estivesse sem proteção alguma. “Usar um protetor com valor 30 quer dizer que o usuário tem 30 vezes o tempo sem que a pele comece a queimar até ficar vermelha, 40, 40 vezes, e assim por diante”. Mesmo assim, o especialista destaca que independentemente do fator, eles não conseguem bloquear 100% do UV. “O filtro solar age irradiando os raios UV e dissipando a energia para as camadas superficiais da pele”, complementa. 32 O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA

Para a esteticista Vânia Somera, o recomendado é que as pessoas escolham, pelo menos, o fator 15, mas cada tipo de pele vai exigir um cuidado diferente. Pessoas morenas possuem maior quantidade de melanina, substância responsável pela pigmentação da pele e produzida em resposta a exposição ao sol de forma a protegê-la, e por isso podem usar um fator menor, mas sempre acima de 15. Já para as peles mais claras, o mínimo recomendado é 45”, explica. Além disso, segundo Vânia, é importante que a pessoa escolha de acordo com seu tipo de pele, oleosa ou seca, e atividade que for praticar, se vai ter contato com água ou não. “Quanto melhor for o filtro solar, maior a sua capacidade de proteção contra as queimaduras solares, câncer de pele e envelhecimento da pele”, complementa a especialista. A esteticista Camila Toledo reforça que o filtro solar deve ser aplicado 30 minutos antes da exposi-


Cuidados com o bronze Mesmo sendo comum e apreciada, principalmente pelas mulheres, a prática de tomar sol não é recomendada por dermatologistas e esteticistas, além de ser contrária às diretrizes internacionais de cuidado com a pele. Segundo Camila Toledo, o bronzeado é a resposta da pele a uma lesão e acontece quando os raios ultravioleta penetram na camada mais profunda da pele. “A exposição crônica ao Sol resulta em uma alteração na textura da pele, causando seu enrugamento, manchas e ressecamento”, ressalta. É importante, portanto, além dos cuidados já citados, evitar a exposição ao sol, entre as 10 e 16 horas e a constante hidratação do corpo.

ção e replicado após a atividade praticada, principalmente àquelas em que a pessoa tem contato com água. Manchas, pintas e tatuagens precisam de atenção redobrada. “Muitas pessoas esquecem de passar o filtro solar em locais que queimam muito, como as orelhas, pálpebras, nuca e peito do pé”, conta. A pele do rosto, por ser mais delicada, também necessita de cuidados especiais e um protetor próprio para essa região e para os lábios. Chapéus, bonés, roupas que cubram uma parte maior do corpo também colaboram para complementar a proteção. “Há hoje no mercado vestimentas de tecidos com tecnologia própria para a proteção solar”. A esteticista ainda destaca que mesmo embaixo da sombra o uso do filtro solar se faz necessário. “A ação solar é multiplicada pelo reflexo dos raios solares na areia. O mesmo acontece na neve”, explica.

Tipos de pele e o protetor indicado Peles oleosas protetor a base de gel, sérum e spray Peles secas protetor a base de fluidos e cremes O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA 33


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Óculos escuros: mais que acessório, proteção! Por Camila Ferreira Utilizar óculos escuros é uma questão não somente de estética ou moda, mas também, de saúde. Os raios ultravioletas (UV) são nocivos tanto para a pele quanto para os olhos. Mas como saber se o produto que está levando realmente irá suprir essa proteção? Existem no mercado muitas ópticas e lojas especializadas e é bom ficar atento para optar por estabelecimentos de confiança. O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA 35


Segundo o oftalmologista Paulo Roberto Macedo, todos os óculos de sol precisam ter filtro para radiação UV em suas lentes. “Essa radiação faz mal para os olhos e podem antecipar alguns problemas”, explica. A exposição ao sol pode afetar, segundo o chefe do serviço de Oftalmologia do Hospital Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Frederico Ferreira Arantes, a córnea, o cristalino e a retina. “Na córnea, ocorre o desenvolvimento de uma membrana chamada pterígio que causa desconforto e prejudica a visão. O cristalino pode ficar opaco, gerando a catarata. A degeneração macular da retina, uma das estruturas mais nobres do olho, onde se formam as imagens, pode ser antecipada”. Pessoas com os olhos mais claros são alvo fácil dessa radiação. Arantes explica que isso ocorre por conta da menor quantidade de pigmentação presente nas estruturas oculares desses indivíduos. Uma vez constatado o certificado de garantia, o consumidor deve levar em conta também se o material é de boa qualidade e procedência. Quanto maiores e mais rentes à pele estiverem, melhor. “O tamanho é importante, pois bloqueia tanto os raios que vem de frente como os que entram pelas laterais das lentes”. O peso e o formato vão variar de acordo com os tipos de rostos e gosto. As crianças possuem o cristalino mais transparente e a pupila mais dilatada do que os adultos, por isso, elas devem ser estimuladas a usar esse acessório desde pequenas. “A quantidade de luz que penetra no olho é maior na infância e o s danos causados podem acabar sendo notados somente na idade adulta. Isso reforça o fato dos óculos de sol serem 36 O MELHOR DA SAÚDE E ESTÉTICA

preventivos”, complementa o especialista da PUC-Campinas.

Grau Ao contrário do que muitos pensam, os óculos de grau possuem proteção contra os raios UV em suas lentes. Mesmo assim, o menor tamanho e ausência de coloração os deixam em desvantagem em relação aos específicos para essa finalidade. Existem algumas saídas para quem passa por esse dilema como a confecção de óculos de sol com grau, a utilização de lentes de contato ou a escolha de uma lente foto cromática, que escurece de acordo com a presença da luz. “Não existe uma recomendação específica, pois todas protegem da radiação solar. Contudo, devido ao formato da maioria dos óculos de grau ser menor, a proteção não é tão abrangente quanto à de um escuro que possui uma área maior”, ressalta.


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Um pouco de história Os primeiros povos a sentirem na pele - e na córnea - os efeitos nocivos dos raios UV foram os esquimós. Potencializados pelo reflexo na neve e maior incidência, casos de cataratas e cegueiras eram comuns. Por isso, segundo o livro “Olhar Atento” de Deborah Sollito Ventura e Francisco Ventura Junior, lançado pela editora Senac São Paulo, os esquimós desenvolveram um tipo de óculos antes mesmo do surgimento das lentes. As peças eram uma espécie de máscara feita com pedaços de barbatanas, ossos de rena, madeira ou couro com fendas colocadas de forma paralela para permitir a visão. As primeiras lentes escuras, ainda segundo o livro, foram produzidas pelos chineses, que as tingiam com chá para se protegerem dos maus espíritos e representavam o status de acordo com o tamanho. Os óculos de sol popularizaram-se após a 2ª Guerra Mundial. A Força Aérea norte-americana convocou uma óptica a criar algum tipo de proteção visual para combater a difícil visibilidade dos pilotos de caça.

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Após 10 anos de pesquisa com ajuda de físicos e cientistas, conseguiram desenvolver uma lente em forma de gota com cor verde escura. A criação levou o nome de Ray Ban, palavra usada até hoje como sinônimo de óculos escuros, deixou de ser exclusiva para militares em 1937 e virou febre. No final da década de 30, os óculos viraram acessório indispensável à moda e as indústrias ópticas internacionais desenvolveram-se. A princípio, as peças eram menos sofisticadas e os formatos mais ousados vieram após a guerra. O modelo gatinho fez a cabeça das mulheres nos anos 50. Cores, aplicações de cristais e estampas foram ganhando espaço. Em 1960, a relação entre celebridades e moda fortaleceu-se e os tamanhos exagerados e design divertidos se destacaram em 70. Os modelos esportivos, com linhas aerodinâmicas, materiais mais resistentes e lentes espelhadas surgiram em meados de 80, marco onde a estética e tecnologia encontraram-se e seguem pelo mesmo caminho até hoje.

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