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Índice

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Porque os tratamentos não aliviam minhas dores? Dr. Giuliano G. Martins

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Primavera: tempos de alergias oculares!

Dr. Marcelo Jordão L. da Silva

Revista Saúde Edição Edição 8 | 4Outubro | Janeiro . 2018 . 2017| Ribeirão | Umuarama.PR Preto.SP

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Dr. Luis Renato Alves

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Pele, Sol e Vitamina D Dra. Rita Leão Clara

Referência em Estética Avançada Dra. Natasha Serigatto Daniel Baldim

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Por que levar as crianças ao Oftalmologista?

Variabilidade Glicêmica no Diabetes: a quais características o médico deve estar atento? Dr. Renato Zorzo Dr. Thiago Santos Hirose

24

Cirurgia Ortognática: corrigindo a mordida e a estética facial

44

Atenção Especializada em Pé e Tornozelo Dr. Gustavo Maximiano Dr. Rogério Bittar

Alimentação pré e pós-treino Victória Moreira

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Câncer do Intestino Dr. Hemanoel Ribeiro Dr. Rafael Kahwage Dr. Flávio Marson

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Entendendo O Autismo - TEA Orientações para os Pais

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Clínica Linea Seu Centro Avançado de Dermatologia em Ribeirão Preto

Dr. José Vitor de Oliveira Júnior

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Corticoide no Tratamento do Reumatismo: O Lado Bom e Lado Ruim Dr. Carlos Eduardo Cury

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Hiperidrose Axilar (Suor excessivo nas axilas) Tratamento com Toxina Botulínica Dra. Vanessa Mello Tonolli

50 26

56 28

74 36

78 40

50

Rinosseptoplastia Cirurgia estética/funcional do nariz Dr. Cassiano Ricardo Dantas Moreti

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Cirurgia Minimamente Invasiva Dr. Paulo Pitelli Dr. Nicholas Adriano Borges Alves Dr. Hélio da Silva Pires Júnior Dr. Roberto Dagher

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Resultado duradouro ou dietas da moda? Dr. Fabio Paterno

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O Que é Cirurgia Refrativa?

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Próteses oculares quais as suas indicações?

Dr. Fernando Marco Heimbeck

Dra. Daniela Monteiro de Barros

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Alterações cutâneas normais na gravidez Dr. Enzo Melchior Junior

Edna Oliveira Aguiar

34

48 18

Dra. Sabrina Matthes

Dr. Eduardo Santana Jacob

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Referência em pós-operatório

26

32 14

Dr. Marcelo Caram R. Fernandes

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Medicina USP-Bauru: experiência para o mundo do trabalho desde o primeiro ano USP - Bauru

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Parar de fumar: é possível, e sempre é benéfico

60

Perdas Dentária na População Adulta Brasileira: Realidade e Opções de Reposição

Dra. Ivete Ap. de Mattias Sartori Dra. Elisa Mattias Sartori

62

Seguro de Vida Modelo Americano Proteção Familiar e Patrimonial Vitor Nunes Amaro

84 44 122 54


Expediente

Revista Saúde Edição 8 | Outubro . 2018 | Ribeirão Preto.SP

REVISTA TRIMESTRAL Outubro/2018 | ANO 02 | Nº 08 | Ribeirão Preto/SP Editora Lopes e Rampani Ltda - CNPJ 07.986.256/0001-69 Franquia de Ribeirão Preto: KR7 Magazine Ltda - CNPJ 09.346.831/0001-94 ESCRITÓRIOS

CAPA RIBEIRÃO PRETO Atenção Especializada em Pé e Tornozelo Fotografia:

Umuarama (sede): Rua Paulo Pedrosa de Alencar, 4291 - Ed. Manhattan Garden - CEP: 87501-270 | Centro | Tel.: 44 3622-8270 e-mail: revistasaude@sempresaude.com.br - Maringá: Av. Humaitá, 452 - Centro Empresarial Dalla Costa - Sala 303 CEP: 87014-200 | Zona 4 | Tel.: 44 3346-4050 - e-mail: artemaringa@sempresaude.com.br

Lucas Neves - 17 99135-1065

COLABORADORES LAYOUT E DIAGRAMAÇÃO: Alison Henrique, André Silva, Bruno Assunção, Dyego Bortoli, Jean Carlos, João Zequin, Marcio Garcia, Thiago Mantovani CORREÇÃO ORTOGRÁFICA: Professora Vera Lúcia Pimentel Maia Ribeiro FOTOGRAFIAS: Lucas Neves - 17 99135-1065 JORNALISTA RESPONSÁVEL: Marco Antonio dos Santos CIRCULAÇÃO: Ribeirão Preto, Bebedouro, Barretos e região FRANQUIAS Apucarana/Arapongas-PR - Leandro Henrique | Paula Renatha Pontim - comercial@sempresaude.com.br - 43. 99611-5553 | 43. 996115563 - Araçatuba/Bauru-SP - Anderson Hernandes - aracatuba@sempresaude.com.br - 18. 99740-2777 - Boa Vista-RR - Julio Graziani Carlos - boavista@sempresaude.com.br - 95. 99169-4071 - Cacoal/Ji-Paraná-RO - Flávio Junior Bezerra Paixão - paixao@sempresaude.com. br - 69. 99278-5703 - Campo Mourão-PR - Rafael Morimoto - rafael@sempresaude.com.br - 44. 99911-8081 | 44. 98811-6206 - Chapecó-SC - Fábio Bortolone - chapeco@sempresaude.com.br - 49. 99916-5719 - Cianorte-PR - Paulo Paixão - cianorte@sempresaude.com.br - 44. 3269-6430 | 44. 99922-0310 - Criciúma-SC - José Carlos Junqueira Alvarenga - criciuma@sempresaude.com.br - 48. 99912-5253 - Cuiabá-MT - Márcio Costa - cuiaba@sempresaude.com.br - 66. 99683-1899 - Foz do Iguaçu -PR - Rosana Segovia - rosana@sempresaude.com. br - 45. 99991-2500 - Florianópolis-SC - Paulo Victor Frasson Cordeiro - floripa@sempresaude.com.br - 48. 99133-3334 | 48. 99610-5357 - Goiânia-GO - Tiago Brito - goiania@sempresaude.com.br - 62. 99951-1899 - João Pessoa-PB - José Adriano Danhoni Neves | Ednéia Tenório - joaopessoa@sempresaude.com.br - 83. 98750-7070 | 83. 98812-7080 - Joinville-SC - Ana Paula de Campos - joinville@sempresaude. com.br - 47. 99930-6364 - Londrina-PR - Leandro Henrique | Paula Renatha Pontim - londrina@sempresaude.com.br - 43. 99611-5553 | 43. 99611-5563 - Macaé/Rio das Ostras-RJ - Andreia Garcia | Paulo Cesar Ceranto - macae@sempresaude.com.br - 22. 98847-5455 | 22. 98842-9166 - Maringá-PR - Paulo Paixão - paulopaixao@sempresaude.com.br - 44. 3269-6430 | 44. 99922-0310 - Natal-RN - Dirceu Filho - natal@sempresaude.com.br - 83. 98788-7070 - Palmas/Araguaína-TO - Fábio Lima - palmas@sempresaude.com.br - 63. 98503-9960 - Paranavaí-PR - Paulo Paixão - paranavai@sempresaude.com.br - 44. 3269-6430 | 44. 99922-0310 - Ponta Grossa-PR - Sérgio Oliveira | Mara Megda - pontagrossa@sempresaude.com.br - 42. 99987-8180 | 42. 98418-1290 - Porto Velho-RO - Arthur Marandola - portovelho@ sempresaude.com.br - 69. 99366-1466 | 69. 99366-1470 - Presidente Prudente-SP - Alexandre Lúcio Martins - prudente@sempresaude.com. br - 18. 98111-5145 - Ribeirão Preto-SP - Eduardo Borges - ribeirao@sempresaude.com.br - 16. 99711-7770 - Rondonópolis-MT - Marcio Costa | Fernanda Lima - rondonopolis@sempresaude.com.br - 66. 99683-1899 | 66. 98139-7824 - São José dos Campos-SP - Marcelo Piai | Verônica Venâncio - sjcampos@sempresaude.com.br - 12. 99625.8005 | 12. 99625-1005 - São José do Rio Preto-SP - Renato Dias Renovato - riopreto@sempresaude.com.br - 17. 99669-1700 - Sinop/Sorriso/Lucas do Rio Verde-MT - Emerson do Carmo | Luiz Carlos Rampani rampani@sempresaude.com.br | 66. 99994-2442 | 66. 99659-7210 - Uberaba-MG - Wander Marcio Rosada - uberaba@sempresaude.com.br - 34. 99990-2479 - Uberlândia-MG - Wander Marcio Rosada - uberlandia@sempresaude.com.br - 34. 99990-2479 - Umuarama-PR - Ueslei Rampani | Marcelo Adriano - revistasaude@sempresaude.com.br - 44. 98407-0698 | 44. 99941-9930 | 44. 3622-8270

CAPA BARRETOS Instituto de Oftalmologia - INOVA Referência em Oftalmologia Fotografia: Lucas Neves - 17 99135-1065

CAPA BAURU O Futuro da Cirurgia Minimamente Invasiva Fotografia: Lucas Neves - 17 99135-1065

DIREÇÃO GERAL

Marcelo Adriano Lopes da Silva

Renato Renovato Diretor da Franquia

Ueslei Dias Rampani

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Renato Renovato: 17 99669 1700 ribeirao@sempresaude.com.br

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Diretor Técnico Médico: Dr. André da Rocha Nasorri - CRM/SP 113.355 RQE 27492


Porque os tratamentos não aliviam minhas dores? Já fiz Fisioterapia, Pilates, Acupuntura, Natação, tomei inúmeros medicamentos e até uma infiltração eu já fiz, e as minhas dores não acabam, porquê? DR. GIULIANO G. MARTINS FISIOTERAPEUTA CREFITO 46.609-F • CEO & Founder ONE Fisioterapia e Recovery.

(16) 3623.3248 | 9 9770-3248 One Fisioterapia Rua José Jaime Delibo, 160 CEP 14026-563 - Ribeirão Preto/SP oneribeiraopreto oneribeirao

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Com uma comparação bem simples, podemos utilizar o exemplo de um carro que está com desgastes na parte interna dos pneus. Aí você faz a troca dos pneus e em pouco tempo o desgaste volta a aparecer. Você continua gastando uma fortuna para substituir os pneus desgastados precocemente ou tenta buscar a causa dos desgastes para solucionar o problema? O problema está no PNEU ou no ALINHAMENTO do carro? Com o nosso corpo não é diferente. Se você está passando por isso ou conhece alguém que há anos vem tentando tratar suas dores e não encontra a solução, saiba que muitas vezes o erro pode estar na forma que o tratamento está sendo feito. Este tipo de relato é muito comum nos consultórios e vem aumentando ainda mais, isso tudo porquê muitos profissionais estão preocupados em tratar a DOR ao invés da causa da DOR. Dr. Giuliano Martins, responsável pela Clínica ONE Fisioterapia e pelo ITC Vertebral e Instituto TRATA, aqui em Ribeirão Preto, relata que é muito comum avaliar pacientes com queixa de dores na coluna, mas a causa da dor pode estar nos tornozelos, quadril ou simplesmente falta de estabilidade de CORE. Desta forma, não adianta realizarmos um tratamento específico de coluna, mas sim avaliarmos e tratarmos o corpo como um todo. A falta de mobilidade de tornozelos ou no quadril pode levar a uma sobrecarga na lombar de uma pessoa que frequenta academia e faz exercícios diariamente. Esta sobrecarga acaba gerando tensão e dor na coluna, e quando este paciente busca ajuda de um profissional da saúde, seu depoimento é de que está com uma dor nas costas e o profissional, sem realizar uma avaliação específica, acaba indo direto ao ponto da dor sem se dar conta que a causa desta sobrecarga estava nos membros inferiores ou no

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quadril. O que acontece é que este paciente terá um alívio temporário, mas como a causa do problema não foi eliminada, a dor voltará em breve. E não pense você que o medicamento ajudará! Os medicamentos também só aliviam as dores, mas não tratam a causa como no exemplo citado. Outro ponto que devemos considerar são os aspectos Biopsicossociais que influenciam diretamente na dor. Um estudo realizado por uma equipe de pesquisadores britânicos afirma que o apoio psicológico pode reduzir o número de pessoas que procura tratamento para dores nas costas. Os cientistas liderados por Steve Woby, da Universidade Metropolitana de Manchester, estudaram o comportamento de pacientes com dores crônicas submetidos a tratamento no Hospital Geral North Manchester. Por oito semanas, os pacientes são encorajados a praticar exercícios e a revelar suas preocupações sobre as dores nas costas. Os pesquisadores concluíram que fatores psicológicos como depressão, medo e insegurança são mais decisivos no prolongamento das dores nas costas do que a incapacidade física dos pacientes. Um dos casos estudados foi o de uma mulher de 40 anos que não trabalhava há dois anos e tinha medo de carregar arquivos. Os médicos procuraram explicar à paciente que o medo dela era irracional e demonstraram como levantar os arquivos. Ao final das oito semanas, a mulher voltou a trabalhar normalmente e sem dor. ‘’Por essas razões, é de suma importância que os pacientes busquem sempre profissionais especialistas, que se atualizam constantemente. Somente através de uma boa avaliação é que podemos identificar a causa exata das dores e oferecer o melhor tratamento.’’


Primavera: tempos de alergias oculares! Alergias oculares, também chamadas de conjuntivite alérgica, é uma condição comum que ocorre quando os olhos reagem a algo que lhes irrita (alérgeno).

DR. MARCELO JORDÃO L. DA SILVA OFTALMOLOGISTA CRM/SP 80828 | RQE 55289 • Mestre em Medicina pela IASMPE; • Doutor em Ciências Médicas pela UNICAMP e FMRP/USP; • MBA Gestão em Saúde pela Fundace/USP; • Diretor Administrativo do Hospital Oftalmocenter Rib. Preto.

Estes olhos produzem uma substância chamada histamina para combater o alérgeno. Como resultado, as pálpebras e conjuntiva - a fina membrana transparente que cobre a parte interna das pálpebras e a parte branca do olho (esclera) - torna-se vermelha, inchada, com lacrimejamento, ardor e coceira. Ao contrário de conjuntivite bacteriana ou viral, conjuntivite alérgica não é transmitida de pessoa para pessoa. Pessoas que sofrem de alergias oculares geralmente têm alergias nasais, bem como um nariz entupido com coceira e espirros. É, geralmente, uma condição temporária (aguda) associada com alergias sazonais. No entanto, em outros casos, as alergias oculares podem se desenvolver a partir de exposição a outros gatilhos ambientais, tais como pelos de animais, poeira, fumaça, perfumes ou até mesmo alimentos. Se a exposição está em curso, as alergias podem ser mais graves, com ardor e coceira significativa e até mesmo com sensibilidade à luz. Os sintomas de alergias oculares mais comuns incluem: • olhos vermelhos + inchados + coceira; • queimação ou lacrimejamento + sensibilidade à luz. Muitas alergias oculares são causadas pela resposta do organismo aos alérgenos no ar - dentro e para fora - como poeira, pelos de animais, mofo ou fumaça. Algumas pessoas podem herdar, de seus pais, as alergias nos olhos. Para fornecer o tratamento adequado, seu oftalmologista irá verificar se os seus sintomas estão relacionados a uma infecção ocular ou conjuntivite alérgica. O (a) médico (a) geralmente pode diagnosticar a conjuntivite alérgica facilmente, examinando seus olhos e discutindo seu histórico médico, incluindo este ao da história de alergias da sua família. A chave para o tratamento de alergias oculares é evitar ou limitar o contato com a substância que causa o problema. Mas, você tem que saber o que evitar. Se necessário, um alergista pode realizar um teste na pele ou exame de sangue para ajudar a identificar o alérgeno específico.

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Se o pólen é um alérgeno para você, evite sair ao ar livre, tanto quanto possível, quando a contagem de pólen é mais alta (geralmente no meio da manhã e início da noite), e quando o vento sopra pólen ao redor. Quando você estiver ao ar livre, óculos de sol ou óculos pode ajudar a prevenir o pólen de entrar em seus olhos. Para ajudar a minimizar a sua exposição ao pólen e outros irritantes enquanto você está dentro de casa, mantenha as janelas fechadas e utilize ar-condicionado - tanto em seu carro como em casa. Mantenha seus aparelhos de ar-condicionado limpo. Se o molde é um gatilho de alergia para você reconhecer que a alta umidade pode causar fungos e crescer, mantenha o nível de umidade em sua casa, cerca de 30 a 50 por cento. Limpe áreas de alta umidade, como porões, banheiros e cozinhas com frequência e considere o uso de um desumidificador em lugares particularmente úmidos (como um porão). Se o pó em casa traz para você uma conjuntivite alérgica, tente reduzir a sua exposição a ácaros, particularmente em seu quarto. Use tampas de alérgenos, reduzindo de modo especial para sua cama - particularmente seus travesseiros - para manter os ácaros longe de sua pele. Lave sua roupa de cama com frequência, utilizando água quente. Se os animais são uma fonte de alergias para você, tente manter os animais fora de casa, tanto quanto possível. É particularmente importante não permitir que um animal de estimação fique em seu quarto para que você possa dormir em um ambiente livre de alérgenos. Considere madeira ou piso frio em vez de carpete, que aprisiona pelos de animais. Lave sempre as mãos depois de tocar um animal de estimação e lave a roupa que tenha sido exposta a animais de estimação. Finalmente, sempre evitar esfregar os olhos, que só irrita mais. Tratamento de alergias oculares com colírios e medicamentos e um médico oftalmologista podem ajudar a determinar quais tratamentos são melhores para você.


Pele, Sol e Vitamina D Com os avanços da ciência, sabe-se que a vitamina D é necessária para múltiplas funções do corpo. Pensava-se na sua importância para os

ras é o que mais induz a produção da vita-

cuidados dos ossos, mas sabe-se que ela

mina D em nossa pele sob uma série de re-

DRA. RITA LEÃO CLARA

age no desempenho da função muscular,

ações. Porém, no inverno é que mais temos

DERMATOLOGIA - CRM/SP 78223 RQE 68.123

sistema imune, cérebro, sistema cardiovas-

casos de deficiência dessa vitamina, sendo

cular, reprodutivo e até no humor.

dessa forma muitas vezes necessárias a su-

• Graduação em Medicina, Dermatologia e Pós-Graduada em Cirurgia Dermatológica pela Faculdade de Medicina do ABC – São Paulo; • Título de Especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Dermatologia; • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD), Regional São Paulo; • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD); • Médica do Setor de Cirurgia Dermatológica do Ame Cirúrgico Barretos – São Paulo.

O grande dilema está em, se precisamos da luz do solar para produzir essa vitamina,

Nós, dermatologistas, tratando e aten-

como fazer para evitar os riscos de exposi-

dendo no dia a dia muitos casos de câncer

ção solar que predispõe o câncer de pele.

de pele melanoma e não melanoma, temos

Ficar exposto sob luz solar não é o corre-

que advertir a população geral que, em ne-

to, mesmo porque quando nossa pele começa

nhuma hipótese justifica-se exposição ao

a bronzear, ela passa a bloquear a quantidade

Sol com bronzeamento, para produzir essa

de vitamina D que pode produzir, situação

vitamina.

contraditória, não? Quanto mais clara nossa pele, mais vitamina D é capaz de produzir.

Quando estamos ao ar livre naturalmente, recebemos uma boa quantidade de

Nosso Organismo consegue essa vita-

exposição do Sol e alguma formação de vi-

mina não só pela luz do Sol, mas também de

tamina D, dessa forma devemos reforçá-la

alimentos como salmão, atum, ovos, laran-

com a ingesta através de fontes alimenta-

jas, nozes, cereais e suplementos alimenta-

res naturais e, se necessário, até suplemen-

res industrializados.

tos via oral.

Durante os meses da primavera e verão, em dias ensolarados, o Sol das 10 às 14 ho-

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plementação via oral.

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“Assim, tanto nossa pele, quanto nossos ossos agradecem”.


Referência em Estética Avançada Jovens Empresários revolucionam a Estética, com Métodos Inovadores contra gordurinhas Localizadas e Ultra Performance Detox.

DRA. NATASHA SERIGATTO ESPECIALISTA EM ESTÉTICA AVANÇADA

Seu corpo sem gordura localizada, conheça o Método Abdômen Lacrado®. Criado pela Especialista em Estética Avançada Natasha Serigatto, a técnica envolve associações de diversas terapias para o tratamento da gordura localizada, tendo como base a criolipólise Avançada 360º. O procedimento personalizado começa a apresentar resultados aparentes a partir do 7 dias e elimina até mesmo a gordura incapaz de ser com-

batida com dieta e exercícios físicos. Além de não fazer a utilização de anestesias, cortes ou intervenções cirúrgicas, o tratamento é totalmente indolor. Com 9 anos de experiência na área, especializações e diplomatura Europeia, Natasha Serigatto é proprietária da Clínica Vida Estética e atua no desenvolvimento de protocolos exclusivos para sua clínica, que já está chamando atenção pela qualidade e inovação em seus serviços. Inclusive

@NSvidaestetica - Natasha Serigatto & Daniel Baldim Vida Estética @vidaesteticabauru Rua Gerson França 18-82, Estoril, Bauru/SP

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recebeu recentemente um prêmio concedido pela ANCEC | Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação, como Clínica Referência Nacional no segmento de Estética. As mais recentes criações, foram o Método ABDÔMEN LACRADO® que atualmente está fazendo muito sucesso, pelos seus resultados impactantes e o FAST BODY DETOX® que foi lançada agora em nosso SPA - uma sessão de Ultra Performance Detox, que visa desintoxicação Rápida do corpo. (Importante ressaltar que esses dois métodos, o paciente só irá encontrar na clínica Vida Estética, por serem exclusivos), “É necessário agendar uma consulta para que ocorra uma avaliação prévia personalizada para cada paciente”.Principais pre-

ocupações das mulheres: “gordura localizada e celulite”. Principais preocupações dos homens: “os homens estão cada vez mais vaidosos. Procurando cada vez mais tratamentos estéticos para redução de gordura local abdominal”. Método Abdômen Lacrado: “procedimento exclusivo, com base na literatura científica, que envolve associações de diversas terapias para o tratamento da gordura localizada, tendo como base a criolipólise”. Sendo um tratamento de 8 semanas. Benefícios do método: “procedimento apresenta resultados rápidos e eficazes sem efeito Cinderela e Elimina até mesmo aquela gordura incapaz de ser combatida com dieta e exercícios físicos”.

DANIEL BALDIM EDUCADOR FISÍCO E EMPRESÁRIO

14 3011 7355 14 98137-4262 rsaude.com.br | Outubro . 2018 | Revista Saúde

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Por que levar as crianças ao Oftalmologista? A consulta oftalmológica é fundamental em todas as idades, principalmente se há alguma queixa visual ou histórico familiar de patologia ocular. Na infância, uma avaliação com oftalmologista é ainda mais importante, mesmo quando nenhuma dessas características está presente. DR. MARCELO CARAM R. FERNANDES OFTALMOLOGISTA CRM/SP 144404 | RQE 49090 • Membro da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa; • Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia; • Médico Assistente do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

A primeira razão dessa necessidade é que, muitas vezes, a criança não se queixa ou não percebe alguma dificuldade logo no início. Isso pode resultar em queda de desempenho, como, por exemplo, baixo rendimento escolar, ou até mesmo em exposição a riscos desnecessários por não conseguir identificar objetos distantes. Como muitas vezes a percepção espontânea pode demorar, uma consulta de rotina pode evitar esses potencias danos. No entanto, ainda mais importante é o fato de a visão não estar completamente formada ao nascimento. Mais do que isso, é exatamente o estímulo visual que impulsiona seu amadurecimento e esse processo acontece principalmente na infância. Dessa forma, se algo interferir na qualidade do estímulo visual, pode prejudicar também a formação

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do sistema visual. Se essas alterações não fo-

Além disso, diversas outras patologias

rem descobertas tratadas a tempo, o prejuízo

podem acometer as crianças e causar con-

pode se tornar irreversível, caracterizando a

sequências mais graves. Um exemplo bas-

Ambliopia ou “Olho preguiçoso”, como é po-

tante comum é a conjuntivite alérgica, que

pularmente conhecida.

pode gerar cicatrizes na córnea ou induzir

Para detecção precoce é fundamental

distorções e até mesmo contribuir para

e obrigatório o teste do olhinho, no entan-

manifestação e intensificação de doenças

to somente alterações mais grosseiras são

como o Ceratocone.

identificadas. Alterações mais sutis, como

Sendo assim, é fundamental que a crian-

por exemplo grau de óculos não corrigido,

ça tenha acompanhamento oftalmológico,

podem ser suficientes para gerar deficiên-

mesmo que não se queixe ou não tenha per-

cias. Assim, é desejável que no primeiro ano

cebido nenhuma alteração. Muitas vezes,

seja realizada uma consulta oftalmológica

tratamentos simples podem evitar seque-

e, pelo menos na idade pré-escolar, seja re-

las importantes e que podem trazer grande

alizada uma nova avaliação.

prejuízo ao longo da vida.

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Variabilidade Glicêmica no Diabetes: a quais características o médico deve estar atento? Em tempos de monitoramento contínuo da glicemia, aprenda como interpretar os dados dos pacientes com Diabetes e entender as variações.

DR. RENATO ZORZO CRM/SP: 98962 NUTROLOGIA RQE: 69308 PEDIATRIA RQE: 69307 • Nutrólogo e Pediatra com Área de Atuação em Nutrologia Pediátrica; • Professor da Universidade Federal de São Carlos; • Título de Especialista em Nutrologia; • Título de Especialista em Pediatria; • Título de Atuação em Nutrologia Pediátrica; • Mestre pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP); • Vice-Presidente da Regional Ribeirão Pretana da Sociedade de Pediatria de São Paulo; • Membro Ativo do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

DR. THIAGO SANTOS HIROSE PEDIATRIA CRM/SP 126047 | CRM/MG 69449 |RQE 39736 • Médico Pediatra (registro 39736-SP e 36515-MG) e Endocrinologista Pediátrico (registro 39736-1-SP e 36516-MG); • Educador em Diabetes pela ADJ Diabetes Brasil/Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)/Federação Internacional de Diabetes (IDF) Região das Américas do Sul, Central e Caribe (SACA); • Pós-Graduação em Nutrologia Pediátrica pela Boston University School of Medicine; • Membro do Departamento de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

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O controle da glicemia nos pacientes diabéticos tem grande importância para a prevenção de complicações agudas e crônicas da doença. Para isto, lança-se mão das seguintes ferramentas para o seguimento dos pacientes: Glicemia Capilar: por meio do exame da gota de sangue em fita e aparelho apropriados, o paciente é capaz de aferir a glicemia capilar em determinado momento do dia; Hemoglobina Glicada (HbA1c): porção proteica presente nos glóbulos vermelhos, que se liga à glicose presente no sangue. Quanto maior a glicemia, maior será a hemoglobina glicada. Para melhorar o controle das glicemias diárias do paciente diabético, criou-se o formato de Monitoramento Contínuo de Glicemia (MCG), onde há a detecção da glicose do fluido intersticial de forma contínua por meio de um sensor acoplado ao corpo, diminuindo a quantidade de picadas de dedo e observando as tendências das variações glicêmicas ao longo do dia. Quais características podem ser avaliadas na variabilidade Glicêmica? Na avaliação da variabilidade glicêmica de um paciente com diabetes sob MCG, algumas características podem ser analisadas: Tempo de glicemia no alvo: é o tempo em que se pretende manter a glicemia dentro de uma faixa-alvo estabelecida pelo médico para o paciente diabético. Na maioria dos pacientes, a faixa-alvo de glicemia é estabelecida entre 70 e 180 mg/dL (em alguns casos, de 70 a 140 mg/dL). Quanto maior o tempo na faixa-alvo, melhor o controle metabólico. Tempo de glicemia acima ou abaixo do alvo: é o tempo que o paciente permanece acima ou abaixo da faixa-alvo estabelecida para o controle glicêmico. Quanto menor for o tempo fora dos limites superiores e inferiores pré-estabelecidos, melhores os controles e menores os riscos de complicações agudas e crônicas do diabetes. Média de glicose e hemoglobina glicada estimadas: são as médias destes parâmetros de acordo com a glicemia do paciente apresentada no período analisado. Hipoglicemia: a hipoglicemia, dada sua alta relevância clínica, é classificada em níveis: Nível 1: glicemia entre 54 e 70 mg/dL (com

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ou sem sintomas) — sinal de alerta para o paciente; Nível 2: glicemia <54 mg/dL (com ou sem sintomas) - atenção imediata; Nível 3: hipoglicemia severa (com sintomas) - atenção imediata. Tempo de hipoglicemia: glicemia menor que 70 mg/dL por, no mínimo, 15 minutos. Hiperglicemia: valores de glicemia entre 180 e 250 mg/dL denotam uma monitorização rigorosa naquele período; valores acima de 250 mg/dL requerem ações imediatas. Porcentagem de dados capturados: para maior confiabilidade dos dados, exige-se um mínimo de 80% de dados registrados no sensor (ideal é acima de 90%). O tempo mínimo de leitura da glicemia pelo sensor deverá ser de 1 vez a cada 8 horas. Desvio-Padrão (DP): avalia a variabilidade glicêmica: quanto menor o desvio, menor a variabilidade. Desvios grandes, com hemoglobina glicada normal ou baixa, significam grandes eventos de hipoglicemia no paciente. O desvio-padrão atualmente idealizado é um valor menor que 50 mg/dL. Coeficiente de Variação (CV): é a razão do DP pela média da glicemia. CV menor que 36% significa pouca variabilidade glicêmica, com bons controles. Setas de tendência: são setas que demonstram a tendência de glicemia do paciente estabilizar, subir ou descer; estas subidas ou quedas da glicemia podem ser lentas ou rápidas. Há relatos mostrando que decisões podem ser tomadas de acordo com a seta de tendência, independente do valor de glicemia daquele momento Conclusões A maioria dos pacientes ainda realiza o controle da glicemia “pela ponta de dedo”, seguindo também o acompanhamento da hemoglobina glicada. Porém, cada vez mais, o tema variabilidade glicêmica difunde-se na comunidade médica e entre os próprios pacientes, por conta das vantagens de uso dos sensores de glicemia no dia a dia dos diabéticos. Dentro em breve, haverá um maior leque de informações relacionadas ao tratamento do paciente na prática médica, e os profissionais terão de conhecê-los e saber como interpretá-los. A variabilidade glicêmica é uma dessas novidades nas quais precisamos prestar atenção.


Cirurgia Ortognática: corrigindo a mordida e a estética facial

DR. EDUARDO SANTANA JACOB CRO-SP: 103.505 • Graduação em Odontologia pela FORP-USP; • Residência em Cirurgia Bucomaxilofacial pela FORP-USP; • Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial pelo CFO; • Membro Efetivo do Colégio Brasileiro de Cirurgia Bucomaxilofacial.

A cirurgia ortognática vem ganhando destaque nas últimas décadas, promovendo uma melhora na oclusão dentária associada ao estabelecimento da harmonia facial, muitas vezes prejudicada pelo posicionamento inadequado dos maxilares. Sua função básica consiste na melhora da relação maxilomandibular (mordida) corrigindo consequentemente possíveis queixas estéticas do paciente. O procedimento cirúrgico costuma ser indicado em casos que somente o tratamento com aparelho ortodôntico convencional não é eficaz. Indicações A cirurgia ortognática é indicada para correção do posicionamento dentário, causado pelo crescimento exagerado ou inadequado de algum dos ossos da face, como: mandíbula, maxila e queixo (ou mento). Sua indicação depende das condições de saúde do paciente e visam a correção de problemas, tais como: • Assimetrias Faciais; • Mordida Inadequada com Deficiência de Mento (classe II esquelética); • Mordida Inadequada com Projeção de Mento (classe III esquelética); • Sorriso gengival (excesso maxilar vertical); • Avanço maxilomandibular para Apnéia Obstrutiva do Sono.

www.bucomaxilobarretos.com.br/ eduardojacobcirurgiabucomaxilo/ eduardo_jacob Unidade Barretos: Rua Vinte e Quatro, 882 - Centro - Cep 14780-090 - Barretos/SP

17 3323-3600 | 17 99656-4160

Unidade Ribeirão Preto: Avenida Maria de Jesus Condeixa, 600 - Condomínio NEO - Sala 607 - CEP 14091-240 Ribeirão Preto/SP

16 98101-7358 24

Assimetrias Faciais

Como é realizada? A fase de diagnóstico e preparação é imprescindível. Durante esse período, o tratamento ortodôntico instala os dentes na posição adequada em relação aos maxilares para que, no ato cirúrgico, a correção da mordida seja estável. Após a finalização do preparo dentário, é realizado um planejamento cirúrgico virtual em softwares baseado na tomografia computadorizada do paciente. Neste tipo de planejamento, simulamos os movimentos ósseos da cirurgia, avaliando as alterações na face pelo computador. Essa tecnologia aumenta a precisão do procedimento executado na sala cirúrgica. A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, sendo o paciente previamente submetido a rigorosos

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Mordida Inadequada com Projeção de Mento (classe III esquelética)

Sorriso gengival (excesso maxilar vertical)

Avanço maxilomandibular para Apnéia Obstrutiva do Sono

exames pré-operatórios. O procedimento tem o tempo médio de 4 horas e é executado todo por dentro da boca. A cirurgia ortognática exige experiência e preparo da equipe, já que os milímetros movimentados modificarão toda a mordida e estética facial do paciente. Cuidados pós-operatórios A recuperação é indolor, mas o recomendado é que o paciente fique fora de suas atividades por pelo menos 20 dias. Nas primeiras semanas de pós-operatório, o paciente irá se alimentar só de líquidos, e, depois, gradativamente alterando a consistência dos alimentos. O resultado, no entanto, já é percebido nas primeiras semanas após a regressão do inchaço.


Especial Capa

Atenção Especializada em Pé e Tornozelo A Ortopedia e a Traumatologia Brasileira, nos últimos quarenta anos têm acompanhado uma tendência dos grandes centros de saúde mundial, que é a atenção especializada em cada segmento do sistema músculo esquelético, como coluna, ombro, quadril, joelho, pé e tornozelo, além das áreas como na Medicina esportiva e a traumatologia ortopédica. Este fenômeno foi acompanhado pelo avanço das técnicas cirúrgicas em cada segmento, da tecnologia, do advento de novos materiais ortopédicos e principalmente por uma exigência do paciente em querer ser tratado por um “especialista”. Apesar de não ser considerada uma sub-especialidade pelo Conselho Federal de Medicina, existe hoje no Brasil um grande número de Ortopedistas, a maioria membros titulares da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo), que se dedicam quase que exclusivamente, ao tratamento das patologias que acometem este segmento, atendendo desde o recém-nascido até o idoso. As patologias que acometem o pé e o tornozelo podem ser divididas em grandes grupos (vide tabela 1), como as doenças inflamatórias, degenerativas, metabólicas, infecciosas, traumáticas e congênitas, cada uma com as suas características e com as suas diversas opções terapêuticas. Algumas destas patologias já foram temas de matérias publicadas pelo nosso grupo em edições anteriores da Revista Saúde, como por exemplo as lesões ligamentares do tornozelo, as metatarsalgias (dores na porção anterior do pé), as deformidades do retropé, o Hálux valgus ou joanete, e muitas outras, por serem as mais frequentes dentro do nosso consultório. Tabela 1: Patologias mais frequentes que acometem os Pés e os Tornozelos 26

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Grupo

Exemplo

Patologias Degenerativas

Artrose do tornozelo, Lesão osteocondral do tálus Artroses do pé Pé plano valgo adquirido do adulto, Hálux valgus ou “joanete”, Dedos em garra Artrites reumáticas (pé reumatóide).

Patologias Inflamatórias

Fascíite plantar (talalgias), Tendinites (T de Aquiles e T. fibulares), Bursites, Calcaneodinia (dor no calcanhar), Artrites, Metatarsalgias (dor no ante-pé).

Patologias Metabólicas

Diabetes Mellitus (Pé diabético/Charcot) Gota (ácido úrico elevado).

Patologias Neurológicas

Neuroma de Morton, Pé cavo varo decorrente de distúrbio neurológico Pé caído (decorrente de lesão do nervo fibular póstraumático).

Patologias decorrentes de traumas

Lesões ligamentares do tornozelo ,Instabilidade crônica do tornozelo, Fraturas do tornozelo Fraturas do pilão tibial, Fratura do calcâneo, Fratura dos ossos do médio-pé, Fraturas dos metatarsos e dedos Rotura do tendão de Aquiles, Luxação dos Tendões fibulares, Sequelas de fraturas.

Patologias infecciosas

Úlceras plantares, Osteomilite pós-fratura, Osteomilites crônicas.

Doenças Congênitas e hereditárias

Pé plano valgo (pé chato) da criança, Encurtamento congênito do tendão de Aquiles, Polidactilias (muitos dedos).


Especial Capa

Dentro deste contexto e com a intenção de oferecer um atendimento diferenciado e de qualidade aos pacientes, é que resolvemos montar um serviço de atendimento voltado para as patologias do pé e tornozelo dentro do Hospital Viver de Ribeirão Preto. Isto também está em sintonia com as novas tendências dos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, que é de ter o consultório médico dentro de um hospital podendo assim oferecer ao paciente toda segurança e a infraestrutura hospitalar. Além dos consultórios médicos, o Hospital Viver conta com um Centro Cirúrgico totalmente equipado, sala de recuperação anestésica com 7 leitos, sendo 2 semi-intensivos, laboratório, hotelaria diferenciada, atendimento humanizado e exames de imagem, o que além de ser muito mais cômodo para o paciente, pois realiza tudo no mesmo lugar, agiliza o atendimento ambulatorial, a realização do diagnóstico e o início do tratamento. Em termos de complexidade, o Hospital Viver foi concebido inicialmente para ser um Hospital-dia. Atualmente nos permite realizar cirurgias de maior complexidade e internações mais prolongadas, como recentemente quando realizamos uma Artroplastia Total de Tornozelo, uma opção para tratamento das artroses graves do tornozelo, já consagrada nos países desenvolvidos e que tem ganhado cada vez mais expressão no nosso país. É esta busca constante por técnicas mais modernas, cirurgias minimamente invasivas,como as cirurgias percutâneas, e um atendimento integral do paciente e para o paciente, é que o nosso grupo tem se dedicado.

DR. ROGÉRIO BITAR ORTOPEDISTA E TRAUMATOLOGISTA CRM/SP 94.240 | RQE: 44.173 | TEOT: 8407 • Membro Titular da SBOT e SBTO; • Membro Titular da Associação Brasileira de Cirurgia e Medicina do Pé e Tornozelo (ABTPé); • Médico Assistente do HCFMRJ – USP;

DR. GUSTAVO MAXIMIANO ORTOPEDISTA E TRAUMATOLOGISTA CRM/SP 134.921 | RQE: 50.156 • Membro Titular da SBOT; • Membro Titular da Associação Brasileira de Cirurgia e Medicina do Pé e Tornozelo (ABTPé);

Diretor Técnico Médico: Dr. Mário Rovery - CRM/SP 38390


Alimentação pré e pós-treino

VICTÓRIA MOREIRA

Nutrição e Esporte são áreas que se completam e é difícil pensar em um sem abordar o outro. Um exercício físico não é suficiente para deixar o indivíduo saudável sem uma alimentação equilibrada. E para um atleta, é muito importante priorizar uma nutrição que trará, além de rendimento, boa saúde.

CRN: 45987 NUTRICIONISTA • Extensão em Comportamento Alimentar; • Pós-Graduada em Nutrição e Suplementação Esportiva pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp); • Pós-Graduada em Saúde Nutricional pelo Ganep de São Paulo; • Graduada em Nutrição pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp).

@nutrivicmoreira Clínica Evoluare

14 3243-0725

Rua Machado de Assis 8-31 - Bauru-SP Moreira Odontologia

18 3642-3468

Rua Anhanguera 116 - Birigui-SP

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A alimentação correta, antes, durante e depois do treino, garante que nosso organismo tenha uma performance apropriada, gaste preferencialmente a gordura corporal durante o exercício e mantenha, ou até mesmo ganhe massa muscular. Para isso, temos que ajustar o que comer antes e depois, em alguns casos prever lanches durante o treino e cuidar da hidratação. Para uma boa execução do treino é essencial que a glicemia (açúcar do sangue) esteja ajustada. Assim, o corpo entende que tem energia e terá uma melhor performance. Claro que depende do objetivo, metabolismo e características de cada indivíduo, mas o alimento que mais fornece energia pré-treino é o carboidrato. Antes do exercício físico, quando a refeição é realizada de 20 a 30 minutos antes do treino, devemos evitar alimentos de lenta absorção, como leite e derivados, fibras, alimentos proteicos e ricos em gorduras. Dar preferência para aqueles de rápida absorção, que fornecem energia rápida, de médio a alto índice glicêmico, não necessariamente requer grandes quantidades, e sim os nutrientes indispensáveis para um bom desempenho. Ex.: banana, mel, biscoitos de arroz, pão, geleia de frutas, salada de frutas, suco de uva, água de coco. Quando a refeição é feita com mais de 45 minutos antes do treino devemos fazer uma refeição com baixo índice glicêmico, de lenta absorção para poder dar tempo de usar a energia fornecida durante o treino. Esta refeição deve ser composta de carboidratos, proteínas e/ou gorduras. Ex.: iogurte com fruta, panqueca (ovo com aveia), castanhas com frutas secas, pão integral com atum ou ovos mexidos, vitamina de whey com fruta e aveia, banana com aveia ou pasta de amendoim, mamão com granola. Nunca treine com mais de 2 horas após a última refeição. Mesmo para pessoas com objetivo de perda de peso, não é o pré-treino que irá fazer a diferença neste aspecto. Durante o treino: se o treino durar até uma hora e meia, só água basta. Mas, se passar desse tempo, para não diminuir a energia, disposição e a performance, é

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indicado fornecer ao organismo alguma fonte de carboidrato. Pode ser uma fruta, água de coco, gel de carboidrato, isotônico, dependendo da necessidade da reposição. E depois de treinar? Mesmo que tenhamos uma boa refeição pré-treino, vamos usar muitas reservas corporais para obter energia e manter a atividade física. O ideal é consumir uma refeição com boa quantidade de carboidratos (legumes, frutas, abóbora cabotiá, arroz integral, batata doce), acompanhada de proteínas de boa qualidade, como as de origem animal, e complementada com alimentos fontes de vitaminas e minerais, como os vegetais. Aí, então, a opção pode ser um prato, com salada, carne magra e mandioca; ou uma omelete com pão integral, fontes de proteína (queijos, atum, frango desfiado, rosbife) e vegetais; ou ainda biscoitos de arroz, ovos mexidos e fruta. Outra escolha seria uma boa vitamina, onde podemos adicionar, por exemplo, leite pasteurizado ou leite vegetal, frutas (banana, mamão, maçã, morangos) e aveia. E mais: Você sabia que durante o sono ocorre boa parte da recuperação e do ganho de massa muscular? Isso porque durante esse período aumenta nossa produção de GH, o hormônio do crescimento, que favorece o ganho muscular. Por isso, durma bem e forneça ao organismo, fontes de proteínas de lenta absorção antes de dormir. A caseína do leite, do iogurte e do queijo é uma ótima opção.


Câncer do Intestino O câncer colorretal (ou do intestino grosso e reto) é um problema mundial, com uma incidência anual de cerca de 1 milhão de casos e uma mortalidade anual de mais de 500 mil.

DR. HEMANOEL RIBEIRO CRM/SP: 137.859 RQE: 58.107 GASTROENTEROLOGISTA

DR. RAFAEL KAHWAGE CRM/SP:147.256 RQE: 65.286 GASTROENTEROLOGISTA

DR. FLÁVIO MARSON CRM/SP: 68.854 RQE: 54.506 PROCTOLOGISTA

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O número absoluto de casos aumentará nas próximas duas décadas como resultado do envelhecimento e expansão das populações, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. O câncer colorretal é a segunda causa mais frequente de mortalidade por câncer entre homens e mulheres. A maioria dos tumores colorretais aparecem a partir de adenomas esporádicos (ou pólipos, popularmente conhecidos como ‘’verrugas’’), e uns poucos, a partir de síndromes genéticas de polipose ou doença inflamatória intestinal. O termo ‘’pólipo’’ refere-se a uma massa discreta que se eleva na luz do intestino. Segundo dados de triagem utilizando colonoscopia, a prevalência descrita dos pólipos adenomatosos está na faixa de 18 a 36%. O risco também varia entre os indivíduos segundo sua dieta (consumo de frituras, carne vermelha, processados, baixo consumo de fibras na dieta), estio de vida (sedentarismo, consumo de álcool e tabaco) e fatores hereditários. Estima-se que o câncer colorretal representa 550 mil novos casos incidentais e 278 mil mortes entre os homens e 473 mil novos casos incidentais e 255 mil mortes entre as mulheres. Em 2002, o câncer colorretal representava 9.4% da carga global de câncer para os dois sexos e era mais frequente na América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e partes da Europa. Isto levou a considerar o câncer colorretal como uma patologia ligada ao estilo de vida ocidental. A colonoscopia permite a detecção e ressecção de pólipos, bem como fazer biópsias em todo o cólon. A capacidade da colonoscopia para detectar pólipos e câncer são elevadas (pelo menos 95% dos pólipos grandes). Segundo os estudos de colonoscopia, a taxa de falhas na detecção de pólipos é de 15-25% para pólipos dos tipos adenomas menores a 5mm de diâmetro e 0-6% para adenomas de 10mm ou mais.

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Pólipo do Cólon Câncer de Cólon

O exame de Colonoscopia é considerado ‘’Padrão Ouro’’ Pacientes com resultados positivos em qualquer outro teste de triagem (sangue oculto nas fezes, sigmoidoscopia, colonografia, como tomografia computadorizada – ‘’colonoscopia virtual’’) deveriam ser encaminhados posteriormente para colonoscopia, se o paciente estiver disponível. Em alguns países que dispõem destes recursos, a colonoscopia direta virou o procedimento mais comum para triagem do câncer colorretal. As maiores complicações do exame (perfuração, sangramento, infecção, etc) aparecem somente em 1-2 de cada 1.000 casos, com menos frequência, ainda, em grandes centros especializados no exame.


Entendendo O Autismo - TEA

Orientações para os Pais “Do lado de fora, olhando para dentro você nunca poderá entendê-lo. Do lado de dentro, olhando para fora, você jamais conseguirá explicá-lo. Isso é autismo”.

EDNA OLIVEIRA AGUIAR CRP 06/70209 PSICÓLOGA • Graduação em Psicologia na Universidade do Sagrado Coração; • Pós-Graduação em Terapia Cognitiva TCC pelo instituto de Terapia ITC São Paulo; • Pós-Graduação LATO SENSO em Educação Especial - Autismo e Síndrome de Down - Faculdade Internacional de Curitiba; • Especialização em Psicopedagogia; • Pós-Graduada em Neuropsicologia - Centro Sul Brasileiro de Pesquisa Extensão; • Aplicadora da Metodologia ABA.

Edna O. Aquiar Pisicóloga

CRP: 06/70209

14 3010-3142 14 99798-4843 centrodeavaliacao.reab@hotmail.com

Rua Manoel Bento Cruz, 18-85 Higienópolis - Bauru/SP

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O Autismo (TEA) é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante, ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Todas as pessoas com TEA partilham essas dificuldades e o seu estado irá afetá-las com intensidade diferente. O TEA pode ser associado com dificuldades de coordenação motora, de atenção e hiperatividade. Algumas pessoas com TEA podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da Vida Diária, como tomar banho ou preparar a refeição. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo da vida. O Autismo é uma condição permanente, a criança nasce com autismo e torna um adulto com autismo.

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Assim como qualquer ser humano, cada pessoa com autismo é única e todos podem aprender. • Se você suspeitar que seu filho tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) busque ajuda profissional; • Nunca diga, vamos esperar um pouco, isso passa com a idade, ele é novo de mais; • Atraso de fala ou parada do desenvolvimento da linguagem; • Dê instruções para seu filho sempre na ordem afirmativa, de maneira positiva e firme. Evite o “não”, mas a ordem precisa ser clara para que a criança com TEA entenda o que se espera dela; • Antecipação dos acontecimentos, evite o aumento da ansiedade e comportamentos disruptivos. A previsibilidade do ambiente oferece segurança a criança com TEA; • Busque Terapia ABA, que é a mais indicada para autista TEA.


Informe Publicitário

Clínica Linea

Seu Centro Avançado de Dermatologia em Ribeirão Preto A cidade de Ribeirão Preto tem o privilégio de receber em março de 2019 um novo centro de atendimento em Dermatologia e Transplante Capilar: A Clínica Linea -

Centro

Avançado

de

Dermatologia, considerada hoje uma das clínicas de maior prestígio e renome em atendimento dermatológico e transplante capilar do país. Com a missão de trazer técnicas vanguardistas e novidades a todo momento, aliados

às

mais

atuais

tecnologias, a clínica se destaca por seu atendimento de

Alta

Performance

Qualidade

com

e

equipe

treinada continuamente por profissionais

consultores

de São Paulo. A Revista Saúde orgulha-se em trazer em primeira mão

uma

entrevista com o profissional responsável

por

este

imenso sucesso: o médico dermatologista,

Dr.

Vitor de Oliveira Júnior.

José

REVISTA SAÚDE – Nós poderíamos iniciar esta entrevista apresentando à população de Ribeirão Preto e região suas qualificações profissionais como dermatologista. DR. JOSÉ VITOR – Sou médico graduado há 15 anos. Após a graduação, fiz 2 anos de Clínica Médica no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) em São Paulo tendo obtido o título de Clínica Médica. Após este período, fiz mais 2 anos de residência em Dermatologia pela USP de São Paulo tendo obtido o Título de Especialista em Dermatologia – TED ao término do programa de residência. E então segui com mestrado na USP – SÃO PAULO por mais 3 anos. Permaneci como médico professor concursado da residência no HSPE e na USP por 4 anos. Fiz subespecialização em LASER na Harvad Medical School - Instituto Wellman (BostonEUA) e depois em Tricologia e Transplante Capilar na Polônia, em Polanicza Zdröj. Desde então, dedico-me ao atendimento na área de DERMATOLOGIA E TRANSPLANTE CAPILAR na Clínica Volpe em São Paulo e na Clínica Linea na cidade de Barretos. REVISTA SAÚDE - Longa a formação, então! DR. JOSÉ VITOR – Na verdade, esta é a formação inicial. O backstage

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do médico, pois a formação e a necessidade de aprendizado e atualização são contínuas. Na área dermatológica, as inovações são muito rápidas. REVISTA SAÚDE - E como será a CLÍNICA LINEA – CENTRO AVANÇADO DE DERMATOLOGIA em Ribeirão Preto? DR. JOSÉ VITOR - A CLÍNICA se localizará em um imóvel de dois andares com um layout estrategicamente estudado e pensado de forma a garantir o pleno conforto, circulação e privacidade ao paciente. Em localização privilegiada, conta com 7 vagas de estacionamento e serviço de manobrista. Não é um centro multidisciplinar de atendimento, e sim um polo exclusivamente dedicado à Dermatologia e Transplante Capilar, onde o paciente encontrará as mais modernas tecnologias do momento, utilizadas nos tratamentos faciais e corporais, técnicas injetáveis de rejuvenescimento e terapias capilares avançadas. REVISTA SAÚDE - Quais são os focos de tratamento da Clínica Linea – Centro Avançado de Dermatologia? DR. JOSÉ VITOR - Nós prestamos atendimento na área clínica, cirúrgica e cosmiátrica. Tratamos doenças de pele em geral, como acne, rosácea, acne da mulher adulta, tumores de pele. Na área de rejuvenescimento, tratamos rugas, pele envelhecida, flacidez, pescoço, colo, mãos, olheiras. E, na área capilar prestamos avaliação capilar, tratamentos para crescimento e transplante capilar, para aqueles casos que possuem indicação. Estamos muito bem preparados para atender uma ampla gama de necessidades na área dermatológica.


REVISTA SAÚDE - Vamos falar um pouco dos tratamentos oferecidos pela Clínica. Na área de tecnologias para a face, com o que a Clínica conta como tratamento ? DR. JOSÉ VITOR - Contamos com tecnologias e máquinas bem atuais. Na área de lasers, trabalhamos com o FOTONA e o PICOSURE muito úteis no rejuvenescimento da pele e clareamento de manchas e tatuagens. Estão entre os melhores lasers da atualidade. Também dispomos do DIATERME e do EXILIS, radiofrequências que podem ser utilizadas na flacidez de pele, como região dos olhos, pescoço, contorno da face, juntamente com os fios de sustentação. No combate a cicatrizes de acne, fotoenvelhecimento intenso, a CLÍNICA disponibiliza a Radiofrequência Fracionada Microagulhada, uma das queridinhas do momento. Uma tecnologia já bem sedimentada, também destinada ao combate da flacidez, é o ULTHERA, um super ultrassom microfocado que trata os tecidos profundos que estão flácidos. E além disto, associadas ou não às tecnologias, empregamos técnicas injetáveis, como o MD CODES e MD CODES VISIONARY; o MAP e o DELTA V-LIFT. Todas elas técnicas injetáveis de harmonização facial natural. REVISTA SAÚDE - E para quem gostaria de tratar a celulite, gordura localizada, flacidez corporal. O que a clínica oferece em termos de tratamentos? DR. JOSÉ VITOR - A Clínica Linea – Centro Avançado de Dermatologia, oferece os melhores tratamentos corporais disponíveis na atualidade. Para a queima da gordura localizada utilizamos o Congelamento de Gordura, que promove uma perda média de gordura de cerca de 30% na área tratada podendo ser associada ou não a aplicação de Enzimas Anti-Gordura. Para celulite e gordura, utilizamos o VELASHAPE III; flacidez de abdômen, interno de coxas, de braços, utilizamos o EXILIS e o DIATERME, radiofrequências potentes. No tratamento da celulite empregamos também o SWT, uma tecnologia baseada em ondas

acústicas, muito interessante para tratamento de fibroses pós-lipoaspiração e celulites profundas. REVISTA SAÚDE - Nós sabemos que o Dr. é TRICOLOGISTA e CIRURGIÃO CAPILAR com especialização na Polônia. Quais são os tratamentos mais efetivos para a queda de cabelos e calvície? DR. JOSÉ VITOR - A TRICOLOGIA é a área da dermatologia especializada na avaliação e tratamento dos cabelos. Como TRICOLOGISTA, fazemos inicialmente uma avaliação pormenorizada dos cabelos para diagnóstico. A partir de então definimos o melhor protocolo de tratamento. Hoje, dispomos de Lasers Capilares, Estimuladores Injetáveis do Crescimento Capilar, C-Matrix (Terapia Com Células Tronco) como tratamentos. E, para aqueles casos com calvície acentuada, em que existe a precípua necessidade de colocar fios para aumento da densidade capilar, utilizamos a técnica FUE de Transplante Capilar feita com punch, lâmina de safira, anestesia local, com microscópios. Isso assegura uma cirurgia sem cicatrizes e com resultados muito naturais.

DR. JOSÉ VITOR DE OLIVEIRA JÚNIOR CRM: 115046 RQE: 146789 DERMATOLOGISTA • Membro da SBD; • Mestre em Dermatologia – USP – São Paulo.

REVISTA SAÚDE – Para encerrarmos esta breve entrevista, quais características o Dr. destacaria como diferenciais da Clínica Linea – Centro Avancado de Dermatologia? DR. JOSÉ VITOR – Nossa marca, sem dúvida, é o atendimento PREMIUM que oferecemos aos nossos pacientes. Eles se sentem CUIDADOS. Esta é a nossa tônica. Tecnologias e tratamentos de ponta é o mínimo que podemos oferecer. Mas, o CUIDADO que a EQUIPE dispensa com paciente e a qualidade do nosso atendimento e tratamentos proporciona a ele uma experiência ímpar. E, num momento em que a medicina se mostra tão digital e mecanicista, este Acolhimento dermatológico nos projeta como uma clínica em destaque em todos os locais onde atuamos. rsaude.com.br | Outubro . 2018 | Revista Saúde

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Especial Capa

Cirurgia Minimamente Invasiva Desde o surgimento dos anestésicos no século XIX, as técnicas cirúrgicas vêm se desenvolvendo muito, permitindo que o cirurgião realize maiores procedimentos e abordagens cada vez mais complexas.

No campo da cirurgia do aparelho digestivo, esse avanço se traduziu em incisões cada vez maiores e, por algum tempo, houve o conceito de “grandes cirurgiões, grandes incisões”. Esse conceito vem mudando, por diversas razões, entre elas, a questão de recuperação acelerada, rápido retorno às atividades profissionais e por motivos estéticos, associadas às menores incisões na pele, e é nesse contexto que a laparoscopia vem ganhando cada vez mais espaço. Poucas pessoas sabem, mas, no início do século XX, já haviam sido realizados pequenos procedimentos por laparoscopia (que consiste na visualização da cavidade abdominal através de uma lente), mas, obviamente, de uma forma muito precária, com materiais muito simples e bem diferente dos que dispomos hoje. Na década de 70 do século passado, esses materiais tiveram uma grande melhoria, com desenvolvimento de pinças mais adequadas para manipulação dos órgãos abdominais, através de portais (instrumental cirúrgico por onde se colocam as pinças durante a cirurgia) na parede abdominal. Outro grande benefício foi a associação da

DR. PAULO PITELLI CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO, CIRURGIA GERAL CRM/SP 91837 | RQE 23061 | RQE 23060

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lente ao vídeo, surgindo assim a videolaparoscopia. Atualmente, a videolaparoscopia é a via de acesso preferencial para diversos procedimentos cirúrgicos, não só pela estética (já que deixa cicatrizes pequenas, muitas vezes pouco perceptíveis), mas pela acelerada recuperação do paciente, com menos dor no pós-operatório e, muitas vezes, melhor visualização das estruturas. Entretanto, esses procedimentos muitas vezes não são de fácil execução,


Especial Capa

por isso exigem treinamento intensivo do cirurgião e de toda a equipe, mas vale lembrar que nem todos os casos podem ser resolvidos através dessa técnica. Mais recentemente, a cirurgia robótica (realizada com auxílio de um robô e o cirurgião principal fica fora do campo cirúrgico, operando através dos braços mecânicos robóticos, contando com auxílio de um cirurgião e da instrumentador no campo cirúrgico) vem ganhando espaço, por trazer ainda mais recursos, melhorando o campo visual, com câmeras capazes de produzir imagens em três dimensões e que trazem detalhes, proporcionando mais precisão dos movimentos. Contudo, ainda é um recurso caro e disponível apenas em poucos centros no Brasil e no mundo. A nossa experiência em robótica comprova que há poucos benefícios sobre a laparoscopia, no que diz respeito à cirurgia do aparelho digestivo. Apesar do avanço considerável da cirurgia robótica na área da cirurgia geral e aparelho digestivo, esta não demonstrou superioridade à videolaparoscopia. Muitos estudos comparando as técnicas têm sido realizados e, sem dúvidas, nos próximos anos essa tecnologia vai se tornar mais acessível pela redução do custo, tornando-se uma realidade também em nosso meio. Outra via cirúrgica que tem se mostrado efetiva, mas pouco usual, é o “single port” ou cirurgia do portal único, no qual, com em uma única incisão de cerca de 2 a 3 cm, introduzem-se todas as pinças cirúrgicas,

além da câmera, conseguindo-se realizar todo o procedimento. As primeiras cirurgias envolvendo o aparelho digestivo a se consagrarem pela videolaparoscopia foram a colecistectomia (retirada da vesícula biliar) e a hiatoplastia (correção de hérnia de hiato e refluxo gastroesofágico), já que são espaços profundos e a cirurgia convencional traz dificuldades para uma boa visão. A câmera traz a possibilidade de aproximar as estruturas e facilitar a dissecção. Hoje, tornaram se tão comuns, que praticamente é impensável a realização destas cirurgias pela chamada “via convencional”. A hérnia inguinal é uma doença bastante frequente e consiste na passagem de conteúdo abdominal para a região inguinal (a virilha), através de algum orifício na musculatura da parede abdominal, causando abaulamentos. Todos esses orifícios devem ser fechados, uma vez que, de uma hora para outra, podem causar encarceramento de gordura ou intestino e interromper o trânsito intestinal e o fluxo sanguíneo, podendo causar vômitos, levar à morte da estrutura herniada e até mesmo ao óbito do paciente. A cirurgia não deve ser realizada apenas nos casos em que o paciente não possua condições clínicas para suportar o procedimento. A herniorrafia inguinal videolaparoscópica surgiu como opção para correção de hérnias bilaterais e/ou recidivadas, já que seria abordada por uma via em que se evita

Na década de 70 do século passado, esses materiais tiveram uma grande melhoria, com desenvolvimento de pinças mais adequadas para manipulação dos órgãos abdominais, através de portais (instrumental cirúrgico por onde se colocam as pinças durante a cirurgia) na parede abdominal. Outro grande benefício foi a associação da lente ao vídeo, surgindo assim a videolaparoscopia.

DR. NICHOLAS ADRIANO BORGES ALVES CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO, CIRURGIA GERAL CRM/SP 150322 | RQE 66385 | RQE 48327 rsaude.com.br | Outubro . 2018 | Revista Saúde

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Especial Capa

Uma dúvida frequente nestes casos é que depois de soltar todo o órgão, como se faz para retirá-lo de dentro da cavidade abdominal? Simples! Fazendo uma pequena incisão no local onde se faz uma cesárea, que possui uma cicatrização bastante estética, fica escondida e dói muito menos que incisões acima da cicatriz umbilical, acelerando a recuperação pós-operatória.

uma região já distorcida por uma cirurgia prévia. Entretanto, observou-se que, além da dor no pós-operatório ser menor, os pacientes operados por vídeo retornam mais rapidamente às suas atividades cotidianas e profissionais. É comum orientarmos o retorno ao trabalho com apenas 10 ou 15 dias após a cirurgia, mas é importante seguir a orientação de cada cirurgião, porque dependendo dos achados durante a cirurgia e do tipo de trabalho que o paciente exerce, esse tempo pode variar. Outro órgão que também pode ser removido por videolaparoscopia é o baço (órgão relacionado a imunidade e destruição de células do sangue) em uma cirurgia agendada por suspeita de tumores ou alguns distúrbios do sangue, trazendo benefício estético e pós-operatório mais simples para o paciente. Claro que, em situações de acidentes com lesão desse órgão, a via de acesso preferida ainda é a cirurgia convencional, já que as mãos possuem uma agilidade e destreza muito maiores para parar um sangramento importante que está colocando a vida do paciente em risco. Uma dúvida frequente nestes casos é que depois de soltar todo o órgão, como se faz para retirá-lo de dentro da cavidade abdominal? Simples! Fazendo uma pequena incisão no local onde se faz uma cesárea, que possui uma cicatrização bastante estética, fica escondida e dói muito menos que incisões acima da cicatriz umbilical, acelerando a recuperação pós-operatória.

DR. HÉLIO DA SILVA PIRESJÚNIOR CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO, CIRURGIA GERAL CRM/SP 85642 | RQE 36436 | RQE 39520

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A cirurgia colorretal também pode ser realizada pela videolaparoscopia e traz grandes benefícios sobre a cirurgia convencional, justamente porque esta é feita com grandes incisões. Podemos realizar o tratamento de patologias benignas como apendicite aguda, doença diverticular do intestino grosso e delgado, doenças inflamatórias intestinais, casos de obstrução intestinal e de endometriose profunda. A técnica também é excelente para o tratamento de doenças malignas, como os cânceres de intestino e reto. Em relação ao câncer, muitos acreditam que a cirurgia convencional seria “melhor”, porém a literatura médica


Especial Capa já demonstrou os benefícios da técnica em relação à cirurgia convencional, associado à mesma segurança e resultado oncológico. Vale ressaltar aqui a endometriose, doença que vem tendo um aumento expressivo de incidência nas mulheres jovens, e que em alguns casos complexos existe a necessidade de abordagem multidisciplinar em função da doença acometer vários órgãos simultaneamente (p. ex.: Útero/Ovário/intestino/bexiga/ureter). Quando o caso tem indicação cirúrgica, a videolaparoscopia é a via de acesso de escolha no tratamento desta patologia. Um dos grandes saltos dados pela cirurgia minimamente invasiva foi no campo da cirurgia bariátrica, ou seja, técnicas cirúrgicas que visam a redução de peso para o tratamento da obesidade grave. Atualmente, o Brasil é o segundo país que mais realiza esse tipo de cirurgia, perdendo apenas para os EUA. Isto ocorre em virtude do crescimento progressivo da doença obesidade em nossa sociedade. Sem dúvidas, o tratamento cirúrgico, quando bem indicado e aliado a um acompanhamento multiprofissional, é muito eficaz no controle da obesidade. Essa curva de crescimento no número de cirurgias, em grande parte, se deu pela possibilidade de realizar as técnicas por videolaparoscopia, proporcionando uma diminuição importante nos índices de mortalidade e complicações e promovendo uma busca ativa pelos próprios pacientes. Dentre as técnicas cirúrgicas reconhecidas e recomendadas pelo Sociedade Bra-

sileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e Conselho Federal da Medicina (CFM), as mais realizadas são a gastroplastia by-pass em Y de Roux e a gastrectomia vertical (Sleeve). A primeira consiste em diminuir o tamanho do estômago e realizar um desvio do intestino, para que o alimento encontre as enzimas pancreáticas e biliares mais adiante no trajeto, reduzindo a absorção de nutrientes. Já na gastrectomia vertical, realiza-se a retirada de aproximadamente 85% do estômago, transformando-o em um tubo de menor capacidade. Desde os anos 90, o By-pass veio ganhando espaço, até se tornar a técnica de escolha, porém, nos últimos anos, a Sleeve vem sendo a técnica de escolha de muitos cirurgiões, em função de não haver o desvio do intestino, apresentando excelentes resultados, sem ter uma perda significativa de vitaminas e nutrientes que se observa no by-pass. A abordagem endoscópica da obesidade tem sido bastante estudada recentemente. Destacamos o “Sleeve endoscópico” (técnica endoscópica que visa reproduzir as suturas feitas por via videolaparoscópica com via endoscópica), método este ainda sem liberação para uso rotineiro em nosso meio. Cirurgias de difícil execução por laparoscopia, como tumores gástricos, de pâncreas e de fígado, derivações das vias biliares, retirada de todo o intestino grosso e outras também são realizadas por nossa equipe, mas cada caso deve ser avaliado individualmente, já que infelizmente nem todos as situações podem ser resolvidas por essa via.

A abordagem endoscópica da obesidade tem sido bastante estudada recentemente. Destacamos o “Sleeve endoscópico” (técnica endoscópica que visa reproduzir as suturas feitas por via videolaparoscópica com via endoscópica), método este ainda sem liberação para uso rotineiro em nosso meio.

DR. ROBERTO DAGHER CIRURGIA GERAL CRM/SP 111382 | RQE 28820

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Parar de fumar: é possível, e sempre é benéfico O Tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de mortalidade evitável no mundo e, hoje, está diretamente relacionado a aproximadamente 5 milhões de mortes em todo mundo.

DR. LUIS RENATO ALVES PNEUMOLOGISTA CRM/SP 122.744 | RQE 35330 • Doutor pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP; • Especialista em Pneumologia pela SBPT; • Membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

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Dentre as 5 principais causas de mortes atualmente, 4 estão relacionadas direta ou indiretamente ao uso do cigarro. Essa toxicidade do cigarro é resultante das mais de 4,7 mil substâncias tóxicas presentes na fumaça inalada pelo seu uso. Dentre as doenças pulmonares, as principais relacionadas ao cigarro são a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que consiste no enfisema pulmonar e na bronquite crônica e o câncer de pulmão, este, em 90% das vezes associado ao uso crônico do cigarro. É importante lembrar que o fumante passivo, ou seja, a pessoa que não fuma, mas que convive com fumante diariamente também apresenta fator de risco elevado para doenças causadas pelo cigarro. Parar de fumar não é fácil, uma vez que a nicotina, substância presente no cigarro, age no sistema nervoso central e cria dependência química, ou seja, o organismo sente a necessidade constante de ter a substância que é adquirida pelo cigarro. Além disso, o cigarro pode criar uma dependência psicológica e comportamental nos fumantes crônicos. No entanto, embora difícil, parar de fumar é possível e é sempre benéfico, independente do momento e do tempo de tabagismo. Os tratamentos mais eficazes

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unem mudanças de hábitos associado ao apoio medicamentoso. O ponto de partida inicial, sempre, deve ser a pessoa querer parar. Isso deve partir do próprio fumante e não de pessoas próximas e familiares apenas. A mudança de hábitos de vida é de fundamental importância, em especial quando os hábitos estão associados a um aumento no consumo de cigarro, como o consumo de café e bebida alcoólica que são extremamente comuns. Nesses casos, é de fundamental importância o afastamento temporário dessas condições para que o fumante não associe seu hábito ao cigarro. O tratamento medicamentoso deve ser indicado para pacientes fumantes crônicos que tendem a apresentar sintomas de abstinência (nervosismo, ansiedade, insônia, irritabilidade) quando ficam sem fumar. A escolha do tratamento ideal e o acompanhamento devem ser sempre supervisionados por um médico especialista no assunto.

Outras medidas importantes que ajudam na cessação do tabagismo são a prática de atividade física e aumento da ingesta hídrica e devem ser sempre recomendados para os pacientes que estão nesse processo. O apoio familiar e de grupos de ex-fumantes são também medidas fundamentais para que esse processo ocorra com sucesso e o resultado final vitorioso.


INFORME PUBLICITÁRIO

Medicina USP-Bauru:

experiência para o mundo do trabalho desde o primeiro ano Em seu primeiro ano, curso já está integrado à comunidade e à rede de serviços do Sistema Único de Saúde e suas interfaces com o sistema de educação, da assistência social e da segurança pública; nesse contexto, há uma aposta no emprego de diversas modalidades de metodologias ativas e novas tecnologias de informação e comunicação.

“Essa proposta pedagógica é centrada nos usuários de serviços de saúde. Inclui o estudante como sujeito da aprendizagem e o docente como facilitador e mediador. O laboratório de um curso de Medicina é a sociedade, a rua, a casa, a unidade básica de saúde, o pronto atendimento, a central de regulação e os hospitais.

Um sonho de 60 anos de Bauru e região, o curso de Medicina da USP está em seu primeiro ano letivo e já está integrado à comunidade bauruense, tanto pela atuação dos 60 estudantes na rede de saúde local, como pelo papel desenvolvido pela coordenação do curso na integração e aprimoramento dos serviços assistenciais do município e região. “O curso tem currículo atual, alinhado às políticas públicas estabelecidas após a Constituição de 1988 e voltado às necessidades locorregionais de educação médica, saúde, ciência e tecnologia”, ressalta o professor José Sebastião dos Santos, coordenador do curso de medicina da USP-Bauru e superintendente do HRAC/Centrinho-USP. Em seu primeiro ano, oferecido pela FOB-USP, o curso já foi o segundo mais concorrido de toda a USP, com 105,9 candidatos por vaga. Atualmente, conta com cerca de 40 docentes envolvidos em suas atividades.

Professor José Sebastião dos Santos / Foto: Denise Guimarães, FOB-USP

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Estudantes durante atividade do curso / Foto: Álvaro Campoy Neto, HRAC-USP

Muito além da sala de aula Um de seus principais diferenciais são as várias metodologias ativas utilizadas nos ambientes de ensino-aprendizagem, que propiciam experiência prática para o mundo do trabalho desde o primeiro ano. “Os estudantes atuam em quatro ambientes de ensino: Tutorias (aprendizagem baseada em problemas); Sistemas Orgânicos Integrados (aulas práticas, aprendizagem baseada em equipes); Laboratório de Habilidades e Simulação (sala de aula invertida e simulação clínica); e Atenção Integral à Saúde (problematização, aprendizagem baseada em casos e projetos), com inserção precoce nos serviços de saúde da rede pública, em pequenos grupos, sob supervisão docente”, destaca o professor Gerson Alves Pereira Júnior, vice-coordenador do curso.


habilidades e o desenvolvimento de cenários práticos, num ambiente simulado bem próximo à realidade, seguro e controlado. O curso conta ainda com ambiente virtual de aprendizagem que suprimiu a necessidade de impressão em papel, uma vez que todas as formas de avaliação são realizadas e corrigidas de forma on-line.

Atividade desenvolvida no Necs / Foto: Tiago Rodella, HRAC-USP

“Essa proposta pedagógica é centrada nos usuários de serviços de saúde. Inclui o estudante como sujeito da aprendizagem e o docente como facilitador e mediador. O laboratório de um curso de medicina é a sociedade, a rua, a casa, a unidade básica de saúde, o pronto atendimento, a central de regulação e os hospitais. Vivenciar isso desde cedo é um diferencial muito grande. Vamos formar médicos que terão noção do exercício da profissão com seus atributos técnicos, sociais e éticos. O médico-cidadão deverá conhecer as diretrizes, estratégias e políticas públicas de saúde, educação, ciência, tecnologia, e a interface com a assistência social e a segurança pública, para benefício da população”, assinala o professor José Sebastião. Para o estudante Victor Cardozo, representante discente da primeira turma do curso, “esse ano tem sido uma experiência única, em que, desde o início, entramos em contato com os pacientes e conhecemos a realidade em que eles estão inseridos, o que é essencial para nos tornarmos médicos mais humanos”. Novas tecnologias Outro grande diferencial é a aposta em novas tecnologias. O Núcleo de Educação e Capacitação em Saúde (NECS) tem sido utilizado para a formação desde o primeiro semestre. Estruturado com toda a ambientação e equipamentos para simulação clínica, o Núcleo possibilita a capacitação de

(14) 3235-8000 Curso de Medicina / Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) Al. Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75, Vila Universitária - CEP: 17012-901 - Bauru/SP www.fob.usp.br secretaria.medicinabauru@usp.br

Hospital das Clínicas e HRAC Os estudantes também terão rica experiência em hospitais especializado e gerais, localizados no campus e integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com 51 anos de atuação, o HRAC-USP é centro de referência nacional e internacional no tratamento e pesquisa das anomalias craniofaciais congênitas, síndromes associadas e deficiências auditivas. Em anos posteriores do curso, contarão com o Complexo do Hospital das Clínicas, com diversas especialidades. Atualmente, USP e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) elaboram um acordo de cooperação técnica para a implantação efetiva do novo HC, que deverá trazer impacto positivo para a população de Bauru e região. De acordo com a SES-SP, a assistência atualmente oferecida pelo HRAC-USP será mantida, com ampliação gradativa da assistência do novo HC. (Reportagem: Tiago Rodella, HRAC/USP-Bauru)

Serviço: Para acompanhar as novidades sobre os vestibulares e seleções, acesse www.fuvest.br e www.sisu.mec.gov.br.

Fachada do novo HC USP-Bauru / Foto: Marcos Santos, USP Imagens rsaude.com.br | Outubro . 2018 | Revista Saúde

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Referência em pós-operatório Clínica Sabrina Matthes Fisioterapia Estética Especializada traz técnicas utilizadas para o auxílio no processo de recuperação após uma cirurgia plástica.

DRA. SABRINA MATTHES CREFITO 3/64303 F FISIOTERAPIA ESTÉTICA ESPECIALIZADA • Formação à 16 anos na Fisioterapia Dermatofuncional; • Proprietária da Clínica Sabrina Matthes Fisioterapia Estética especializada; • Especialista pela USP em São Paulo; • Certificação pela Escola de Linfologia da Bélgica; • Professora em Pós-Graduação e Cursos de Extensão; • É Criadora do Método Drenagem Linfática fit.

Nos dias de hoje temos a preocupação de escolher um cirurgião qualificado para a realização de uma cirurgia plástica. Sendo assim, a escolha de um profissional especializado que irá acompanhar o paciente no pré e pós-operatório também é muito importante, garantindo assim melhores resultados. Antes do procedimento, o profissional especializado faz uma avaliação onde pode-se encontrar fatores relacionados à disfunção estética, tais como deformidades articulares, retrações musculares, desvios posturais ou sequelas de cirurgias plásticas realizadas anteriormente, ou seja, tudo o que poderá interferir no resultado da futura cirurgia. Com certificação internacional pela Escola de Linfologia da Bélgica, a especialista Sabrina Matthes (Crefito 64303),

É importante frisar que esses recursos devem ser aplicados de acordo com as necessidades de cada paciente.

16 98839-2054 Av. Portugal, 998 - Jardim Iraja, Ribeirão Preto-SP www.sabrinamatthes.com.br @clinicasabrinamatthes Clínica Sabrina Matthes

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explica que a fisioterapia dermatofuncional no pós-operatório, garante a aceleração do processo de recuperação e previne complicações como eritema, edemas, hematomas e até possíveis fibroses, necroses ou deiscência. “Quando o cliente escolhe realizar alguma cirurgia plástica, seja ela facial ou corporal, também existe a formação de uma cicatriz. Em uma cirurgia é provocada lesões nos capilares sanguíneos e linfáticos resultando no edema. A fisioterapia dermatofuncional ajuda na redução do edema, previne a evolução de uma cicatriz patológica e também reduz ao máximo o risco de outras complicações pós-cirúrgicas”, afirma Sabrina. Entre as modalidades terapêuticas mais utilizadas estão a drenagem linfática manual, ultrassom de alta potência, microcorrentes, radiofrequência, vacuoterapia, alta voltagem, laser vermelho, laser de infravermelho e carboxiterapia.


Corticoide no Tratamento do Reumatismo: O Lado Bom e Lado Ruim Os corticoides ( Esteroides ) representam um grupo de medicamentos amplamente usado em medicina num grupo muito grande de enfermidades, entre elas várias enfermidades reumáticas, em especial as doenças autoimunes (Artrite Reumatoide, Lúpus Eritematoso Sistêmico, entre outras). DR. CARLOS EDUARDO CURY CRM/SP 15.889 - RQE 6402 REUMATOLOGISTA • Membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia; • Membro da Sociedade Paulista de Reumatologia; • Membro da Liga Internacional de Combate ao Reumatismo; • Membro da Liga Panamericana de Reumatologia; • Membro da Academia Brasileira de Reumatologia; • Ex-Professor da Faculdade de Medicina de Botucatu; • Conferencista em Eventos de Reumatologia com várias Publicações a Nível Nacional e Internacional.

São substâncias hormonais (cortisol) naturalmente fabricados pelo corpo humano através das glândulas suprarrenais responsável por várias funções do organismo. Isolado no final da década de 1930, o Corticoide foi utilizado pela primeira vez em uma mulher com doença reumática grave, com muito sucesso, no final de 1940. Desde então, a pesquisa tem feita grandes progressos e os corticoides vêm sendo amplamente utilizados. Os corticosteroides incluem cortisona, Prednisona e Metilprednisona. A Prednisona é o tipo mais comum usado pelos Reumatologistas. Temos ainda a Dexametasona e Triancinolona, o Deflazacorte, entre outros. Principais Enfermidades Reumáticas em que usamos os Corticoides • Artrite Reumatoide (uma Artrite Inflamatória Poliarticular); • Lúpus Eritematoso Sistêmico (uma doença generalizada causada por uma função anormal do sistema imunológico); • Sindrome de Sjogren (Doença Crônica que provoca olhos secos e boca seca); • Vasculites (Inflamação dos Vasos Sanguíneos); • Miosites (Inflamação dos Músculos); • Eventualmente em alguns casos de Gota (Artrite provocada por cristais de ácido úrico). Potenciais Benefícios e Riscos dos Esteroides e a decisão em usá-lo A decisão do uso de esteroides deve ser compartilhada entre o médico, paciente e família. Devemos levar em consideração a idade, atividade física, outros medicamentos que o paciente está usando e ainda a gravidade da enfermidade. Cabe ao médico explicar de forma bem clara os riscos e os benefícios antes de começar o tratamento. Potenciais Benefícios em Reumatologia Traz grande melhora das doenças infla-

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matórias e autoimunes, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e até mesmo salvando vidas. Sempre que possível a sua utilização deve ser temporária e na menor dose possível. Um acompanhamento clínico e laboratorial rigoroso, principalmente nos tratamentos em longo prazo é importante. Possíveis Efeitos Colaterais dos Esteroides Vai depender da dose, do tipo de esteroide e duração do tratamento; Alguns efeitos colaterais são mais graves do que outros. Os mais comuns são: • Aumento do apetite com ganho de peso; • Súbita mudança do humor e insônia; • Fraqueza muscular; • Menor resistência a infecções; • Acne (Espinhas); • Rosto Inchado devido à retenção de água; • Osteoporose; • Agravamento do Diabetes; • Pressão Alta; • Catarata, Glaucoma e visão turva. Incidência dos Efeitos Colaterais e como minimizar A incidência dos efeitos colaterais mencionados vai depender do tempo de uso. Para minimizar os efeitos colaterais, os médicos usam a dose mínima necessária pelo menor tempo possível, monitoramento da pressão arterial, glicemia, etc. Cuidado com os ossos, principalmente mulheres. Restrição do sal, doces, gordurosos e frituras. Conclusão • Uma das maiores descobertas da medicina; • A alegria de muitos e tristeza de outros Tem o lado bom (herói) e o lado ruim (vilão); • O seu uso deve ser cauteloso e sobre supervisão médica.


Hiperidrose Axilar (Suor excessivo nas axilas)

Tratamento com Toxina Botulínica A transpiração é uma condição normal do nosso organismo e nos ajuda a manter a temperatura. No entanto, quando o suor é produzido em quantidade excessiva, molhando as roupas, pode causar sérios problemas sociais e psicológicos aos pacientes. DRA. VANESSA MELLO TONOLLI DERMATOLOGISTA CRM/SP: 145.401 - RQE: 47620 • Dermatologista Formada pela Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP; • Especialista em Cosmiatria pela Faculdade de Medicina do ABC FCMABC; • Preceptora da Residência Médica em Dermatologia do Instituto Lauro de Souza Lima - ILSL; • Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD.

A hiperidrose, como é chamada essa condição, afeta em torno de 3% da população, isto é, a cada 100 pessoas, em geral 3 apresentam a doença. Ela pode ser de dois tipos:

• Curetagem|lipoaspiração das glândulas de suor: são removidas cirurgicamente. Trata-se de procedimento invasivo, que deve ser muito bem discutido entre paciente e médico.

• Primária focal: Tem início na infância ou adolescência, e ocorre em um ou mais locais específicos, como as mãos, pés, axilas e, menos comumente, cabeça e rosto. Não se conhece exatamente sua causa, mas admite-se que haja estimulação do sistema nervoso simpático, provocando o excesso de suor.

• Iontoforese: técnica em que a região do corpo em que há suor excessivo é submetida a uma corrente elétrica, para inativar temporariamente as glândulas de suor. Em geral, são necessárias várias sessões, sem as quais a sudorese excessiva tende a voltar.

• Secundária generalizada: Tem início na fase adulta e é causada por uma doença ou como efeito colateral de uma medicação. O suor aparece em todas as áreas do corpo ou em locais incomuns. Para tratá-la, primeiro é necessário investigar a causa, por meio de exames clínico e laboratoriais. A maioria dos pacientes que procuram o dermatologista para tratamento da hiperidrose apresentam a doença na região axilar. As principais queixas são: halo de suor na vestimenta e mau cheiro, condição conhecida como bromidrose. A bromidrose acontece pela presença de bactérias ou fungos nessa região, que agem sobre o suor quando encontram-se em um ambiente propício (quente, úmido e escuro), levando ao mau cheiro característico. Tratamento • Antitranspirantes: em cremes ou sprays, compostos geralmente por cloridróxido de alumínio, levam ao fechamento dos ductos das glândulas de suor. São mais efetivos nos casos leves. 48

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• Toxina botulínica: é realizada uma aplicação nas axilas que “desativa”, por um período de tempo, as glândulas de suor através do bloqueio da liberação de acetilcolina. É um tratamento de fácil realização, podendo ser aplicado com anestesia tópica. • Medicamentos por via oral: anticolinérgicos, medicações que foram criadas para tratar outras doenças, mas que têm como “efeito colateral” reduzir o suor. Têm como principal efeito colateral a boca seca, e seu uso não é recomendado em gestantes, em pacientes com alguns problemas oculares (por ex: glaucoma), intestinais ou urológicos. • Simpatectomia Torácica Endoscópica (STE): em casos graves, pode-se recomendar um procedimento cirúrgico. Este procedimento “desliga” o sinal que diz ao corpo para suar excessivamente, normalmente realizado em pacientes com hiperidrose palmar. Também pode ser usado para tratar a extrema transpiração do rosto. STE não funciona igualmente bem para


quem tem sudorese excessiva nas axilas. A principal complicação é começar a suar em outras áreas do corpo, onde isso não ocorria anteriormente. Devido à facilidade de aplicação, segurança, eficácia e alto grau de satisfação dos pacientes, o tratamento com toxina botulínica vem ganhando cada vez mais destaque no manejo da hiperidrose.

A duração do efeito varia de 7-9 meses, sem que o paciente apresente transpiração ou sudorese excessiva nas áreas tratadas. Alguns pacientes permanecem assim por períodos de até 1 ano após a aplicação. Após este período, a reaplicação é indicada.

Como é feita a aplicação A axila é limpa e utiliza-se um anestésico tópico (pomada), que diminui de forma importante a sensibilidade da pele. Após a limpeza, realiza-se a aplicação da toxina botulínica através de injeções intradérmicas. O procedimento é bastante rápido e indolor e o paciente é liberado para suas atividades normais logo depois, mas deve evitar exercícios físicos e bebidas alcóolicas por 24 horas. Um estudo de 2011, publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, mostrou uma redução de 50% dos sintomas na primeira semana do tratamento e de até 94% do quadro de hiperidrose após a segunda semana de tratamento.

BIBLIOGRAFIA: • KEDE MPV, SABATOVICH O. Dermatologia Estética. Editora Atheneu, 2 edição, 2009. • Portal da Sociedade Brasileira de Dermatologia www.sbd.org.br • KADUNK B et al. Tratado de Cirurgia Dermatológica, Cosmiatria e Laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Elsevier, 2 edição, 2012. • REIS, GMD et al. Estudo de pacientes com hiperidrose, tratados com toxina botulínica: análise retrospectiva de 10 anos. Rev. Bras. Cir. Plást., São Paulo ,  v. 26, n. 4, p. 582-590,  Dez.  2011. rsaude.com.br | Outubro . 2018 | Revista Saúde

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Rinosseptoplastia Cirurgia estética/ funcional do nariz A rinoplastia é a cirurgia plástica indicada para correção estética do nariz, existem inúmeras possibilidades: aumentar ou diminuir o nariz, dar projeção à ponta, afinar as asas nasais e até diminuir a giba óssea, que é como os médicos chamam o "osso" ou "calo" do nariz.

DR. CASSIANO RICARDO DANTAS MORETI CRM/SP 136.881 - RQE 49961 OTORRINOLARINGOLOGIA • Formação Médica pela Universidade Federal do Paraná, em Curitiba; • Residência Médica na Santa Casa de São José do Rio Preto; • Especialização em Rinoplastia e Cirurgia Facial no Hospital IPO.

Temos como grande arma em nossas

anestesia local e sedação assistida

mãos a rinoplastia para modificar a es-

pela equipe de anestesiologia, evitan-

tética facial, pois o nariz fica no centro

do a necessidade de anestesia geral,

da face e suas mudanças estruturais

diminuindo assim os riscos desta úl-

impactam muito na harmonia facial. É

tima e com riscos de sangramento no

muito importante termos em mente a

pós-operatório muito baixos, sem uti-

funcionalidade primordial do nariz, a

lizar os indesejáveis tampões nasais

respiração e, se necessário, associar-

ou gazes.

mos a correção do desvio de septo nasal, chamada de septoplastia, para conseguir os resultados estéticos e funcionais desejáveis.

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Portanto a rinosseptoplastia é a cirurgia adequada para quem deseja associar a melhora da estética nasal com uma boa funcionalidade respiratória,

Hoje, temos a possibilidade de re-

assim aumentando sua autoestima e

alizar esta cirurgia com técnicas de

trazendo melhora na qualidade de vida.

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Resultado duradouro ou dietas da moda?

DR. FABIO PATERNO NUTRIÇÃO ESPORTIVA

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade está entre os maiores problemas de saúde pública no mundo. No Brasil, algumas pesquisas apontam que mais de 60% da população está acima do peso, ou seja, na faixa de sobrepeso e obesidade.

CRN: 51316 • Graduado em Nutrição pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro; • Especializado em Nutrição Esportiva - EEFERP/USP; • Pós graduando em Nutrição Esportiva Funcional - VP.

Vivemos o momento no qual a nutrição está em sua maior evidência. Atualmente, não é surpresa ouvirmos falar que apareceu uma nova dieta que irá te ajudar a emagrecer ou ganhar músculos em poucos dias. Então, por que será, que com esse tanto de novidades, a obesidade se mantém em crescimento? Acontece que as dietas do momento, ou dietas da moda priorizam apenas semanas ou poucos meses, além de generalizar, como se todos nós fossemos iguais. O resultado é sempre muito pontual e a

Já pensou em encontrar uma dieta que seja realmente agradável para você? Que te dê os resultados esperados e não seja um sacrifício? Isso é possível com o que chamamos de Reeducação Alimentar. Em outras palavras: “aprender a comer”.

tendência é que os números conquistados sejam perdidos depois de um tempo, fazendo com que as pessoas vivam sempre em “efeito sanfona”. Já pensou em encontrar uma dieta que seja realmente agradável para você? Que

individualizada, ou seja, baseada em nossa

te dê os resultados esperados e não seja

rotina, objetivos, preferências, restrições

um sacrifício? Isso é possível com o que

e limitações. Com certeza esta é a solução

chamamos de Reeducação Alimentar. Em

para que você chegue até sua meta e consiga

outras palavras: “aprender a comer”.

mantê-la por anos. Com uma alimentação

Nós não estamos preparados e não

NUTRIÇÃO CLÍNICA E ESPORTIVA

Avenida Antônio Diederichsen, 885 (16) 98157-4973 @nutricionistafabiopaterno Fabio Paterno Nutricionista Esportivo

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individualizada, possivelmente, iremos suprir

gostamos de viver em restrições, não

todas as necessidades fisiológicas, através

precisamos excluir tudo aquilo que nos

dos micro e macro nutrientes presentes nos

dê prazer em comer, para perdermos

alimentos e suplementos.

algumas dobrinhas. Ninguém ficaria feliz

Fabio Paterno

O ideal é que possamos seguir uma dieta

Nós somos únicos e, por isso, devemos

em viver sem aquele prato delicioso dos

seguir um estilo de vida específico para

avós, sem o churrasquinho com os ami-

nossa saúde, prevenindo doenças, melho-

gos, entre outros momentos incríveis que

rando disposição, humor, e alcançando

a alimentação nos traz.

nossos objetivos.

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Imagens digitais maxilo-faciais

Há 8 anos a 3D Radiologia Digital Odontológica se dedica a prestar um serviço de excelência aos profissionais e seus pacientes na região Central de São Paulo com suas clínicas nas cidades de Bauru e Lençóis Paulista.

Pioneira em trazer para o interior paulista serviços digitais de radiologia e tomografia odontológica, garantido ao paciente menor exposição à radiação além de exames mais rápidos e precisos. Satisfazendo os profissionais com a ótima qualidade dos seus serviços.

A precisão e qualidade dos seus exames garantem ao seu Cirurgião Dentista o melhor planejamento do seu tratamento.

• Portadora dos aparelhos mais modernos do mercado na área de radiologia odontologica, entre eles o scanner intra e extra bucal. • Agende seus exames, atendimento de convênios e particular.

3dradiologiaodontologica @3d_radiologia_odontologica Responsável Técnico: Dr. Alexandre Rayes - CRO/SP 73832

Unidade 1 Rua Monsenhor Claro 14-85-Vila Mesquita - Bauru-SP 14 3223-1243 | 32451245 | 14 99686-7041

Responsável Técnico: Dr. Samuel de Oliveira Frias - CRO/SP 91720

Unidade 2 Rua Anita Garibaldi 1429 - Jd -Morumbi -Lençóis Paulista-SP 14 3264-7210 | 14 99681-5674

CRO/SP 11064


ESPECIAL CAPA

Oftalmologia

O Que é Cirurgia Refrativa?

Nos Estados Unidos, aproximadamente 800.000 procedimentos LASiK/PRK são realizados por ano.

A cirurgia refrativa ou cirurgia a laser é uma técnica utilizada para a correção dos erros refracionais (miopia, hipermetropia, astigmatismo), através da alteração da curvatura da córnea. O Excimer Laser é o nome do aparelho de alta tecnologia que emite feixes de laser sobre a Córnea (camada transparente, mais superficial do olho) remodelando-a e fazendo com que as imagens focalizem diretamente na retina, proporcionando uma visão mais nítida. Nos Estados Unidos, aproximadamente 800.000 procedimentos LASiK/PRK são realizados por ano. Qual o paciente que pode realizar a cirurgia refrativa? Para um excelente resultado é necessário observar alguns critérios: • Idade superior a 18 anos; • Ausência de doenças oculares (Ex: Ceratocone, Infecções); • Prescrição de óculos e/ou lentes de contato estabilizada por no mínimo um ano; • Ausência de gravidez ou que não esteja amamentando; • Estar em boa condição de saúde; • Ausência de doencas autoimunes como Artrite Reumatoide, Lupus Eritematoso Sistemico; • Exames pré-operatórios específicos, incluindo a Tomografia de Cornea, exame este imprensíndivel para uma boa indicação cirúrgica. O que é LASIK? O LASIK é a técnica mais utilizada no mundo para correção de graus a laser, tanto para miopia, quanto hipermetropia, astigmatismo, e alguns casos de presbiopia. É realizado um corte ultrafino na camada anterior da córnea (flap), o que permite a aplicação do laser na sua camada interna. Atualmente existem dois modos de fazer o flap: 1- Manualmente: Através de um aparelho chamado microcerátomo onde utiliza-se uma lâmina para criar a lamela (flap), produzindo um disco circular na córnea. 2-Laser de Femtosegundo: Utiliza-se o laser de Femtosegundo para criar a lamela. É a cirurgia de Lasik mais moderna existente onde é realizada utilizando o Laser em 100% do procedimento (laser para criar o flap + laser para corrigir o grau). Esta técnica permite altos níveis de segurança e precisão no procedimento do LASIK

DR. FERNANDO HEIMBECK

O LASIK é uma técnica com recuperação visual rápida. Paciente pode dirigir entre 1 e 3 dias e dependendo do trabalho, retornar em 24horas. O que é PRK? No PRK a correção do grau é realizada através da aplicação do laser na superfície da córnea. Este tratamento geralmente é indicado para pacientes que tem córneas mais finas, assimétricas ou são pacientes em geral mais jovens. O PRK é uma técnica muito segura e com recuperação visual mais lenta, podendo dirigir após 7 dias, dependendo do grau corrigido e se a cirurgia foi realizada simultaneamente nos dois olhos no mesmo dia. Retorno ao trabalho geralmente entre 48-36 horas. O resultado final de grau em ambos procedimentos de LASIK ou PRK são os mesmos. Quais as Vantagens da Cirurgia a Laser? A cirurgia refrativa proporciona para o paciente: • Mais conforto; • Não há necessidade de tampão ou curativo; • Não há necessidade de pontos; • Anestesia com colírio; • Não há necessidade de internação; • A duração média da cirurgia é de 15 minutos, mas a aplicação do laser é somente alguns segundos, de acordo com o grau a ser tratado; • A pessoa poderá trabalhar no dia seguinte à cirurgia, dependendo das condições do ambiente de trabalho (sem poluição) e se sentir apta às atividades. Há casos em que óculos ou lentes de contato continuam sendo o melhor recurso. Em torno de 5% dos casos pode haver grau residual, que necessita nova aplicação de laser.

OFTALMOLOGIA CRM/SP104.673 | RQE: 35438 • • • •

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Médico do Departamento de Córnea e Cirurgia Refrativa do D’Olhos Hospital Dia - São José do Rio Preto; Diretor Técnico do Instituto de Oftalmologia Avançada - INOVA; Fellowship em Córnea e Cirurgia Refrativa pelo Wills Eye Hospital, Filadélfia, Estados Unidos; Título de Especialista Pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia - CBO.

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ESPECIAL CAPA

Oftalmologia

Próteses oculares quais as suas indicações?

As Próteses Oculares são indicadas para o tratamento de doenças oculares as quais cursam com a remoção parcial ou total do conteúdo do olho, procedimentos denominamos evisceração e enucleação respectivamente, como para o tratamento de tumores, glaucoma, trauma ocular, infecções oculares com perfuração ocular, como também para o tratamento de olhos dolorosos crônicos.

Importante ressaltar que as próteses oculares não restabelecem a visão do paciente, porém devolvem a autoestima e a estética tão desejada aos pacientes que tiveram seus olhos removidos cirurgicamente, pois a ausência do globo ocular ou seu tamanho reduzido acarretam atrofia da pálpebra, levando a ptose palpebral (queda da pálpebra), ressaltando ainda mais a diferença na face. As próteses oculares são confeccionadas em resina acrílica, e pintadas à mão de acordo com o aspecto do olho saudável do paciente, e muitas vezes se encaixam sobre um implante ocular, que é um dispositivo separado, de forma arredondada, cirurgicamente incorporado na cavidade ocular. A cirurgia pode ser realizada sobre anestesia local, combinada ou não com sedação anestésica ou anestesia geral, e apresenta segurança e conforto ao paciente, sem riscos ao olho contralateral.

A adaptação de Próteses Oculares apresenta como benefícios estabelecer o volume orbitário, preservar a anatomia das pálpebras, restituir o aspecto estético e principalmente devolver a autoestima aos pacientes, por isso são tão importantes para a aceitação pessoal e social do indivíduo, e no caso de crianças a ausência da mesma pode afetar inclusive seu desenvolvimento ocular e psicológico, pois a perda de um olho afeta o cotidiano, a anatomia da face, e interfere diretamente na qualidade de vida dos pacientes.

DRA. DANIELA MONTEIRO DE BARROS OFTALMOLOGIA CRM/SP 109.939 | RQE: 50141 • Médica do Departamento de Plástica Ocular e Glaucoma do D’Olhos Hospital Dia - São José do Rio Preto; • Diretora Clínica do Instituto de Oftalmologia Avançada - INOVA; • Fellowship em Glaucoma pelo Wills Eye Hospital, Filadélfia, Estados Unidos; • Título de Especialista Pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia - CBO. rsaude.com.br | Outubro . 2018 | Revista Saúde

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ESPECIAL CAPA

Oftalmologia

Conheça um pouco sobre o Instituto Seus sócios são os médicos: Dra. Daniela S. Monteiro de Barros e Dr. Fernando M. Heimbeck. Ambos tiveram formações sólidas na área de oftalmologia e cirurgia oftalmológica e profundaram seus conhecimentos em um dos maiores centros de oftalmologia dos Estados Unidos: o Wills Eye Hospital, na Filadélfia. A oftalmologia começou a fazer parte de suas vidas desde a infância. A Dra. Daniela Monteiro de Barros ainda criança, seguia os passos de seu pai o também oftalmologista Dr. Paulo Monteiro de Barros, sócio-fundador do Instituto Barretos. Da mesma forma, o Dr. Fernando Heimbeck aprendeu com seu pai, o oftalmologista Dr. Felipe Jorge Heimbeck, professor da UNESP (Universidade Estadual Paulista) em Botucatu, que além de uma boa formação é fundamental aliar o conhecimento à uma ética profissional exemplar. Paralelamente às suas atividades profissionais, a Dra. Daniela Monteiro de Barros sempre esteve envolvida em pesquisas, seu grande orientador é o Dr. George Spaeth, um dos maiores nomes na especialidade de Glaucoma, considerado em 2016 o médico oftalmologista mais influente do mundo.

Com oito anos de atuação na cidade de Barretos, o Instituto de Oftalmologia Avançada – INOVA, conta com modernas instalações e um centro de diagnóstico de última geração, possibilitando o diagnóstico precoce e o tratamento de doenças que afetam a visão.

Medicina de última geração. Missão • Promover a saúde ocular com excelência e responsabilidade social, tendo como conduta, princípios éticos, profissionais e humanitários.

Visão • Ser referência em serviços oftalmológicos, visando sempre a ética e a qualidade de serviço;

Valores • Humanização, credibilidade, transparência, ética, respeito, qualidade e tecnologia.

Seus sócios são os médicos: Dra. Daniela Monteiro de Barros e Dr. Fernando Heimbeck. Ambos tiveram formações sólidas na área de oftalmologia e cirurgia oftalmológica e profundaram seus conhecimentos em um dos maiores centros de oftalmologia dos Estados Unidos: o Wills Eye Hospital, na Filadélfia.


ESPECIAL CAPA

Oftalmologia


Alterações cutâneas normais na gravidez Durante a gravidez, ocorrem inúmeras alterações endócrinas, metabólicas, imunológicas e vasculares nos diversos órgãos e sistemas da mulher.

DR. ENZO MELCHIOR JUNIOR DERMATOLOGISTA CRM/SP 20218 | RQE 59077 • Médico Dermatologista pela Clínica Dermatológica do Hospital Civil de Estrasburgo França; • Especializado em Cirurgia Dermatológica e Doenças Autoimunes.

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Ateremo-nos às alterações fisiológicas da pele, que ocorrem, em grande parte, devido a ações de diferentes hormônios. As alterações pigmentares são das mais frequentes modificações fisiológicas encontradas na gravidez. A hiperpigmentação da pele e das mucosas ocorre precocemente nesse período e é mais prevalente em mulheres com fototipo alto. Tende a ser leve à moderada, podendo ser localizada ou generalizada, principalmente nas regiões das aréolas mamárias, linea alba, genitália e axilas. O melasma é observado em 50 a 70% das gestantes, ele possui etiologia multifatorial: fatores genéticos, sociais e hormonais, além do uso de anticoncepcionais orais e exposição solar estão implicados. O melasma durante a gravidez, tem apresentação clínica semelhante àquela observada em mulheres não gestantes, com predomínio das formas malar e centro facial, inicia-se no 2º trimestre da gravidez. Tende a desaparecer no pós-parto. As alterações pigmentares também ocorre nos nevos. A gravidez não está associada a alterações significativas no tamanho dos nevos. A semelhança do que ocorre na hiperpigmentação da pele e das mucosas ocorreria também o escurecimento das lesões melanocíticas durante a gravidez. ao contrário dos nevos melanocíticos comuns, os nevos atípicos podem apresentar modificação do tamanho e da cor durante a gravidez, não significando necessariamente transformação maligna. Dessa forma, recomenda-se o acompanhamento clínico e dermatocóspico dos nevos melanocisticos durante a gravidez e, diante de qualquer modificação significativa na lesão, deve-se considerar a excisão cirúrgica e exame histopatológico. Muitas mulheres apresentam, durante a gravidez, um leve a moderado eritema na face, que regride no pós-parto. O eritema palmar é frequente, principalmente nas mulheres brancas. Em alguns casos, acompanha sensação de queimação, não está relacionado a doenças sistêmicas. Na face, pescoço e membros superiores entre o 2º e 5º mês de gravidez, surgem aranhas vasculares. A compressão dos vasos pélvicos e abdominais durante a gravidez leva a um aumento da pressão venosa, podendo ocasionar varicosidades, mais de 40% das gestantes são afetadas, hemangiomas e tumor glômico ocorrem mais comumente no 3º mês de gravidez e involuem espontaneamente após o parto.

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Edema das extremidades e da face, principalmente nas pálpebras, afeta 50 % das gestantes no último mês da gravidez. A atividade glandular cutânea está alterada devido a mudanças hormonais na gravidez…. Acne é uma doença inflamatória crônica da unidade pilossebáceo que apresenta curso imprevisível na gravidez. As glândulas sudoríparas écrinas aumentam sua atividade, elevando a incidência de miliária, disidrose e hiperidrose. Já as glândulas apócrinas reduzem sua atividade, o que pode ocasionar melhora da hidrosadenite. Durante a gravidez, ocorre um aumento do diâmetro de todos os fios do cabelo. O estrogênio teria ação sobre o folículo piloso, reduzindo a conversão dos pelos anágenos em telógenos. O Eflúvio Telógeno inicia-se entre o 2º e 6º mês pós parto, e seu tempo de duração é de 3 meses, podendo chegar a um ano. Esse processo ocorre provavelmente pelo estresse do parto e por desequilíbrio nos níveis de estrógeno que, nessa fase, estão voltando aos níveis pré-gestacional. O hirsutismo é um achado frequente nas gestantes, geralmente regridem no pós-parto. As unhas crescem mais rapidamente durante a gravidez, podem apresentar várias alterações que regridem após o parto. As mucosas estão sob o estímulo hormonal e hiperpigmentação, hiperemia de gengiva e vagina, gengivite, hemangiomas e varicosidades. As estrias ocorrem em 90% das gestantes, surgem no 3º trimestre e consistem em faixas de tecido atrófico, inicialmente eritematosas no abdome, nas mamas, coxas e glúteos. O prurido é uma condição benigna, que se inicia no final do terceiro trimestre e tende a aumentar, sendo mais intenso na região abdominal. Um importante diagnóstico diferencial é o prurido colestático da gravidez que ocorre mais comumente no 3º trimestre, sendo caracterizado por prurido sem lesões cutâneas primárias, acompanhado ou não de icterícia. Essa condição está associada a um maior risco de parto prematuro e morte fetal. Finalizando, ressaltamos que essas são as principais alterações normais na gravidez e que seu diagnóstico é eminentemente clínico.


Perdas Dentária na População Adulta Brasileira: Realidade e Opções de Reposição A ausência de dentes provoca mudanças físicas, biológicas e emocionais. Indivíduos sem dentes, ou portadores de próteses que não conseguem restabelecer bem suas funções mastigatórias e/ou estéticas, têm fortes efeitos negativos sobre a qualidade de vida.

DRA. IVETE AP. DE MATTIAS SARTORI CIRURGIÃ-DENTISTA CRO SP: 21076

DRA. ELISA MATTIAS SARTORI CIRURGIÃ-DENTISTA CRO SP: 88324

CRO/SP CL 17936

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ivetemsartori@gmail.com.br Rua Gustavo Maciel, 19-52 - Bauru/SP

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Além do comprometimento na mastigação e, por consequência, na escolha dos alimentos (necessitam optar sempre por alimentos mais macios ou mais pastosos), podem também ter queixas relacionadas à fonação e ao convívio social. O uso de próteses insatisfatórias também pode provocar mais modificações nas bases ósseas levando à diminuição das mesmas, as chamadas reabsorções ósseas. Assim sendo, com o passar do tempo, o problema com as retenções das próteses se agrava. Infelizmente, o número de pacientes que perderam os dentes é muito alto no Brasil. Um levantamento das condições de saúde bucal da população brasileira, publicado em 2003 (Ministério da Saúde), considerou que, na faixa etária de 65 a 74 anos, 93% apresentava dentes perdidos. No levantamento realizado pelo mesmo órgão em 2010, a perda dentária foi considerada um dos maiores problemas de saúde bucal na terceira idade. Comparando os dados encontrados com o senso anterior, observou-se que a proporção de crianças de até 12 anos com cáries apresentava queda de 41 para 31%, em adolescentes houve uma redução de 30%. A perda dentária caiu 17% em adultos. Entretanto, na população de 65 a 74 anos houve uma diminuição de apenas 1%, ou seja, havia nessa faixa etária mais de 3 milhões de idosos no Brasil necessitando de próteses totais nas duas arcadas dentárias e outros 4 milhões necessitando de próteses para substituir alguns dentes que haviam sido perdidos. Isso mostra que as ausências dentárias na terceira idade vêm diminuindo muito lentamente e ainda estamos longe do ideal. O número de pessoas completamente edêntulas no Brasil ainda é muito grande. Frente a essa realidade, ao mesmo tempo em que são feitos grandes investimentos no desenvolvimento de materiais e técnicas para evitar a perda dos dentes, também, sabe-se ser extremamente necessário o desenvolvimento de técnicas que possam repor os dentes que foram perdidos de ma-

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neira satisfatória, permitindo a confecção de reabilitações orais que em muito se assemelhem aos dentes naturais. Desde a década de 90, a odontologia brasileira oferece a possibilidade de reposição dentária suportada por implantes osseointegrados. Os estudos iniciais descrevendo o uso desses implantes confeccionados em titânio foram publicados no final da década de 60 realizados na Universidade de Gotemburgo, na Suécia, pela equipe chefiada pelo Dr. P.I. Branemark. A técnica chegou ao Brasil no final da década de 80 e, desde então, tem permitido que as reposições dos dentes perdidos sejam feitas através da instalação de próteses fixas, tanto em casos de perdas de um único dente até a perda de todos os dentes. Com altas taxas de sucesso tem sido possível instalar os implantes e fazer a instalação das próteses logo após, o que leva a um índice de satisfação bem alto dos pacientes com o tratamento. Estudos têm mostrado esse alto índice em pacientes que eram usuários de dentaduras e substituíram as mesmas por próteses fixadas nos implantes. Mostram também que passam a comer alimentos mais duros, que antes não elegiam pela dificuldade presente e, também, conseguem triturar mais os alimentos antes de engolir, o que pode ter reflexo em sua saúde geral. As técnicas para instalação dos implantes também vêm sofrendo grandes desenvolvimentos, sendo hoje possível até fazer a instalação guiada, por guias obtidos por desenhos em computador. Isso permite mais fidelidade de posicionamento dos implantes e a instalação dos mesmos sem a necessidade de realizar cortes na gengiva. São as chamadas “Cirurgias Guiadas”. O melhor de tudo isso é que a técnica está totalmente disponível em Bauru. Se você sofreu perda de algum dente, ou de todos os dentes e deseja saber mais a respeito de tudo isso, agende uma consulta. Estaremos disponíveis para avaliar seu caso e explicar em detalhes todas as possibilidades de tratamento.


INFORME PUBLICITÁRIO

Seguro de Vida Modelo Americano

Proteção Familiar e Patrimonial Quando falamos em proteção pessoal x proteção patrimonial, o brasileiro tem um hábito bastante antagônico. Um exemplo disso é quando um ente querido nos liga dizendo que sofreu um acidente de carro. Nesse caso, 99% das pessoas perguntam quase de imediato: “Você está bem? Machucou?”. Ou seja, nossa primeira reação sempre é a de se preocupar com a vida e a saúde da pessoa amada e não com o bem material, ou seja, com seu carro. Ocorre que, enquanto é muito provável que o carro esteja segurado, o mesmo pode não se dar com a pessoa acidentada. A dicotomia disso está no fato de termos a cultura de segurar o bem material e não as pessoas que realmente importam em nossa vida. A explicação do porquê o brasileiro tem essa cultura tão estranha está em uma realidade que marcou as gerações passadas: “Nunca tivemos acesso a um produto financeiro de qualidade voltado, exclusivamente, para proteção pessoal e familiar e que realmente fizesse sentido em nosso portfólio de investimentos”. Hoje, felizmente esta realidade mudou, com a chegada dos seguros de vida no modelo americano no Brasil. A beleza desse novo modelo de proteção familiar e patrimonial está no fato de ser totalmente personalizado, ou seja, não existe um produto de prateleira, onde o cliente tem que procurar se encaixar. A ideia é que façamos uma anamnese financeira de cada pessoa e família, para identificar a real necessidade de proteção financeira, aliada ao entendimento do que realmente preocupa cada cliente. Afinal, uma proteção tão importante como essa tem que ser boa para o cliente e não para a empresa.

Além da individualidade que essa personalização traz para cada planejamento de risco, algumas outras características são também importantes: possibilidade de sacar o montante acumulado após o período contratado, em caso de não ocorrência do sinistro; possibilidade de utilizar proteções em vida nos cenários nos quais, devido a acidente, doença ou outra ocorrência, deixamos de ser geradores de renda; e o congelamento de idade e de risco no momento da contratação do plano. Neste último caso, mesmo que você seja idoso e/ou tenha doença crônica, se contratou seu plano ainda novo e saudável, nada pagará a mais, pois esta “foto” seguirá com você pelo resto da vida. Isto traz a previsibilidade dos futuros pagamentos, além de agilizar sobremaneira o recebimento do benefício. Vamos conversar sobre o que é melhor para sua família e seus negócios? Será um prazer fazer parte dessa jornada junto com você. Forte abraço!

VITOR NUNES AMARO CONSULTOR EM GESTÃO DE RISCO

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Revista Saúde | Outubro . 2018 | rsaude.com.br


Diretor Técnico Médico: Dr. Gustavo Hideki Kawanami - CRM/SP 107.879 CBO 2251-03


#social |

Revista Saúde Outubro . 2018 Ribeirão Preto . SP

3 ANOS DO VIE DE LUXE Rafael Turatto e Andersom Souza, agradece a todos os colaboradores e clientes por tornar esse dia tão especial

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REVISTA SAÚDE RIBEIRÃO PRETO - EDIÇÃO 8 - 10/2018  

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