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rumos da RIC

Veja como o segundo maior grupo de comunicação regional do Sul do país se prepara para um futuro em permanente mudança


rumos da RIC Editorial: Conheça a palavra dos novos presidentes do Grupo RIC No PR e em SC Entrevista: Mário Petrelli conta a história do grupo e analisa o setor competição: os desafios da mercados regionais

Tecnologia: como integrar todas as plataformas que o consumidor quer Gestão: a importância do investimento nas pessoas conteúdo: programas e produtos que fazem a diferença da RIC Artigos: Ideli Salvatti, josé carlos de salles neto, Luiz Claudio Costa, Paulo Bernardo, Raimundo colombo e outras autoridades


índice Futuro

Depoimentos

O planejamento do Grupo para os próximos anos Pág. 10

A RIC pelo olhar de quem vê de fora Pág. 86

Gestão Estratégias para deixar o time cada vez mais afinado Pág. 16

Mercado de comunicação A importância da comunicação regional Pág. 26

Novas tecnologias Como se preparar para enfrentar o mundo integrado Pág. 36

Sucessão As boas práticas na transição da gestão corporativa Pág. 40

História Como se formou o Grupo RIC Pág. 42

Entrevista Mário Petrelli analisa a empresa e o mercado Pág. 48

Programas e produtos O conteúdo que faz a diferença do Grupo RIC

Pág. 62

Artigos Alaor Tissot, Presidente da Facisc Pág. 79 Bruno Breithaupt, Presidente da Fecomércio/SC Pág. 70 Daniel Araújo, Presidente da ABAP Pág. 74 Glauco Côrte, Presidente da Fiesc Pág. 85 Ideli Salvatti, Ministra das Relações Institucionais Pág. 90 Joares Ponticelli, Presidente da ALEP Pág. 74 José Carlos de Salles Gomes Neto, Presidente do Meio & Mensagem Pág. 24 Luiz Claudio da Silva Costa, Presidente da Rede Record Pág. 15 Luiz Vicente Suzin, Presidente da Fecoagro Pág. 85 Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações Pág. 8 Pedro Peiter, Presidente da Acaert Pág. 84 Raimundo Colombo, Governador do Estado Pág. 22 Rosa Senra Estrella, Presidente do Sinapro/SC Pág. 84 Sergio Alexandre Medeiros, Presidente da FCDL Pág. 79 Walter Zagari, Vice-Presidente Comercial da Record Pág. 20

expediente Grupo RIC

Fundador e presidente emérito

Mário Petrelli Paraná

Presidente

Leonardo Petrelli Neto Diretor de Conteúdo

José Nascimento Diretor Administrativo-financeiro

André Luiz Ferreira Diretores-executivos

Cíntia Peixoto (Top View), Gilson Bette (Curitiba), Gustavo Garcia (Maringá), Rubens Nascimento (Londrina) e Luciano Kuhl (Oeste).

Gerentes-executivos

Alex Sandro de Oliveira, Marcelo Garcia Riquena, Rodolfo Becker (Rádio Curitiba), Silvio César Martins (Rádio Ponta Grossa), Marcelo de Araújo Berkowitz (Rádio Cascavel) e Anderson Souza (Its).

Santa Catarina

RUMOS DA RIC

Presidente

Coordenação editorial

Marcello Corrêa Petrelli

Oscar Röcker Netto

Diretor Operacional

Diógenes Fischer e Oscar Röcker Netto

Edição

Paulo Hoeller

Reportagem

Adão Pinheiro , Adriano Kotsan, Dauro Veras, Érika Busani, Marco Túlio, Saraga Schiestl e Vinícius Boreki

Diretor Comercial

Reynaldo Ramos

Fotografia

Diretor Administrativo-financeiro

Albertino Zamarco Jr.

Daniel Queiroz, Débora Klempous, James Marçal, Virgínia de Magalhães e Shutterstock

Projeto gráfico e diagramação

Rodrigo Montanari Bento

Diretores-executivos

Alexandre Rocha (Itajaí), Edy Serpa (Meio Oeste), Marco Salgado (Blumenau), Roberto Bertolin (Florianópolis), Roberto Winter (Chapecó) e Silvano Silva (Joinville).

Diretor de Redação – Notícias do Dia

Luís Meneguim

Capa

Angélica Sasso Pacheco

Colaboração

Victor Emmanuel Carlson

Revisão

Fábio Pacheco e Vinícius Boreki

Impressão

Coan (Tubarão/SC)

Tiragem

Diretor Its – PR e SC

3.000 exemplares Distribuição dirigida

Riadis Dornelles

Rumos da RIC – Setembro de 2013

sede – Paraná

Rua Amauri Lange Silvério, 450. CEP 82.120-000 – Curitiba/PR (41) 3331-6100

 | Rumos da RIC

sede – Santa Catarina

Avenida do Antão, 1.762. CEP 88.025-150 – Florianópolis/SC (48) 3212-4100


Editorial | Mário Petrelli

Cataraná No momento que deixo a presidência do Grupo RIC, quero mais uma vez ratificar meu posicionamento sobre Comunicação.

Mário Gonzaga Petrelli é fundador e Presidente Emérito do Grupo RIC

Comunicação é sem dúvida nenhuma um poder. Um poder que exige alta responsabilidade e que tem na liberdade de imprensa seu fator principal. Essa liberdade, no entanto, não pode nunca ferir o direito à individualidade. O indivíduo tem de ser respeitado, tem de se dar a ele a oportunidade de ser ouvido. A crítica é uma obrigação, mas a crítica construtiva, que ajuda a melhorar. O direito de resposta e o dever de perguntar antes de informar são fundamentais. Ao passar oficialmente o comando executivo, que na verdade já vinha sendo exercido pelo Leonardo no Paraná e pelo Marcello em Santa Catarina, reafirmo que a importância da existência da RIC é que nós cumprimos efetivamente o dispositivo constitucional, artigos 220 a 224 da Constituição de 1988, que estabelece com sabedoria ímpar que os meios de comunicação não podem ter nem monopólio nem oligopólio; e que devem prestigiar a regionalização. É no estado e no município que vive o cidadão! A RIC tem feito isso muito bem e vai continuar fazendo no Paraná e em Santa Catarina – estados que foram desunidos há 100 anos por uma guerra (do Contestado), mas que depois se uniram. Hoje, paranaenses são catarinenses e catarinenses são paranaenses na convivência, nos hábitos, em muitos costumes. Quase formam um estado que poderia ser chamado de Cataraná. Além de difundirmos permanentemente o regionalismo, também defendemos a geração

de emprego nos dois estados e – isso é fundamental – criamos a possibilidade do contraditório, principalmente em Santa Catarina. Posso dizer que desde a aquisição da primeira televisão nosso comportamento foi o mesmo. O que eu desejo ao Leonardo e ao Marcello, às valorosas equipes que os cercam, aos meus companheiros, que até hoje me deram muita alegria e a honra da convivência, é que sigam e cumpram os mandamentos da ética, da correção, da Justiça, da lealdade, do conviver com a sociedade, da liberdade de imprensa e do respeito ao indivíduo e aos poderes constituídos. Quero agradecer o apoio que tivemos das autoridades que constituem os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e ainda das autoridades civis, militares e eclesiásticas em geral, as entidades associativas, quer empresariais ou de empregados, principalmente as dos setores de Comunicação. Sempre tivemos muito respeito com a convivência dos demais veículos concorrentes, sejam eles da mídia impressa, escrita, radiofônica ou televisada. Não os consideramos adversários, mas sim concorrentes, com os quais agimos com ética e respeito, sabendo que o prestígio da comunicação em geral depende da convivência mútua. Agradeço ainda o inestimado apoio dos companheiros de trabalho, desde o mais categorizado ao mais simples trabalhador. Eles foram exemplares na conduta comigo – espero continuem com Leonardo e Marcello a agirem assim em benefício da boa imprensa em geral. Muito obrigado. www.ricmais.com.br | 


EDITORIAL | Leonardo Petrelli neto

O avanço continua Neste momento de transição na RIC é boa hora de valorizar o passado e apontar claramente para onde iremos no futuro.

Leonardo Petrelli Neto, Presidente do Grupo RIC PR

 | Rumos da RIC

Figura essencial, Mário Petrelli estabeleceu o DNA do que somos como empresa. Desde a criação do grupo, desenvolvemos uma saudável prática de gestão corporativa, que foi incrementada nesses últimos anos. Sob a presidência de Mário, as estratégias foram estabelecidas a seis mãos – com meu irmão Marcello focado em Santa Catarina e eu aqui no Paraná. Essa triangulação gerou uma experiência muito rica e produtiva, que tornou a RIC o segundo maior grupo de comunicação regional do Brasil. Nesses mais de 25 anos de atuação, consolidamos o Grupo no mercado, firmando uma relação muito próxima com nossas audiências e parceiros. O desafio para os próximos anos é reforçar uma posição que será duradoura e crescente. Teremos uma RIC cada vez mais forte e bem posicionada nas mídias tradicionais e em todas as inovações que venham a ser feitas em torno delas. Por isso, nosso desenvolvimento está baseado no comprometimento com a profissionalização administrativa,

no planejamento rigoroso e forte investimento nos talentos da casa. A abordagem multiplataforma dos conteúdos será parte de destaque nesse processo. Tudo isso para nos tornarmos imprescindíveis ao povo da nossa terra. Esses compromissos são nossa bússola para o futuro e nos farão mais fortes e representativos. Convém frisar que o desenvolvimento da empresa vai muito além do crescimento econômico. Outros valores nos são caros. Constituímos uma saudável e culturalmente enriquecedora concorrência no setor de Comunicação, principalmente pela atuação destacada na divulgação de conteúdo regional. É um diferencial que iremos sempre aprimorar. Oferecemos uma ampla e completa plataforma de comunicação. Temos uma audiência consistente, crescente e multifacetada, além de anunciantes fundamentais para garantir a saúde financeira e a independência características das boas empresas de comunicação. O futuro é promissor; o presente é estimulante. A filosofia empresarial estabelecida por Mário Petrelli segue mais forte do que nunca.


EDITORIAL | marcello Corrêa Petrelli EDITORIAL

Investindo no futuro

Marcello Corrêa Petrelli, Presidente do Grupo RIC SC

Todo o mercado de mídia está passando por grandes transformações. O Grupo RIC acompanha esse desenvolvimento investindo constantemente na qualificação das nossas plataformas e produtos. Nosso desejo é estar cada vez mais perto das pessoas, contribuindo com o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e próspera. Como um dos maiores grupos regionais de comunicação do país, temos uma responsabilidade com a sociedade que buscamos expressar todos os dias por meio dos nossos veículos – RICTV Record, Record News, Jornal Notícias do Dia,  Rádio Record, portais RIC Mais, ND Online e os nossos títulos de revistas –, que prestam importante e relevante serviço a milhões de catarinenses. Temos a primeira emissora de televisão aberta do Sul do Brasil a operar 100% com equipamentos HD, em Florianópolis, investindo em capacitação, edição e veiculação em alta definição.

Estamos investindo fortemente na integração de todas as mídias, afinal hoje vivemos em um mundo novo, onde a sociedade não apenas recebe informação, mas também divulga e expressa a sua opinião de forma livre, democrática e interativa. Sabemos, contudo, que para conquistar a preferência das pessoas e dos nossos clientes com resultados significativos temos de ir além da tecnologia e levar conteúdo de (muita) qualidade a cada telespectador, internauta, leitor e ouvinte que nos acompanha. O nosso slogan “Você RIC em conteúdo” representa mais do que palavras: ele expressa a nossa missão e o nosso propósito como empresa socialmente responsável.  Devemos levar essa visão para toda a sociedade, fortalecendo a comunicação regionalizada, estando sempre próximo das pessoas, mostrando todo o potencial de um grupo que comunica com transparência e sempre busca a verdade, a prestação de serviço e o desenvolvimento.

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Artigo | Paulo Bernardo

Cenário das comunicações eletrônicas Nos últimos anos, o Governo Federal tem empreendido todos os esforços para modernizar as comunicações eletrônicas no país. Desde o início de 2011, por exemplo, temos trabalhado intensamente para atualizar as normas na área de radiodifusão. Estabelecemos critérios mais transparentes e objetivos para a outorga de TVs educativas e retransmissoras de televisão. Também passamos a trabalhar com os chamados Planos Nacionais de Outorga, um calendário com todos os chamamentos públicos programados para o ano. Essa ferramenta possibilita não apenas planejarmos a expansão de diferentes serviços, mas também dá aos interessados a possibilidade de se prepararem com maior antecedência para as concorrências e avisos de habilitação. Um dos principais objetivos do Ministério das Comunicações, previsto no Plano Plurianual do governo, é universalizar o serviço de radiodifusão comunitária no país. Nossa meta é possibilitar que todos os municípios brasileiros tenham ao menos uma emissora desse tipo funcionando até o fim deste ano. Em 2012, foram 719 municípios contemplados e neste  | Rumos da RIC

ano serão mais 706 cidades. Também atualizamos as regras para licitação de rádio e televisão. Com isso, beneficiamos aqueles empresários que realmente estão dispostos a investir no setor e instituímos medidas para coibir a participação ilegal de intermediários nas licitações. Para além dos regulamentos e das questões processuais, estamos trabalhando para garantir que a transição para a TV digital ocorra dentro dos prazos previstos e sem sobressaltos, tanto para o radiodifusor como para as milhões de famílias que ainda contam com receptores analógicos. Essa nova tecnologia vai permitir aos brasileiros contar com recursos de interatividade – como consulta de saldo bancário e marcação de consulta médica pela tela da TV, num futuro próximo –, além dos notáveis ganhos de qualidade em imagem e som. Desse modo, o Ministério das Comunicações tem buscado dar sua contribuição para organizar, modernizar e fortalecer este setor, que desempenha um papel tão essencial em um país democrático como o nosso.

Paulo Bernardo Silva é Ministro de Estado das Comunicações


Futuro

Os rumos

da

RIC

Planejamento estratégico define metas e investimentos que garantem desenvolvimento seguro nos próximos anos :: O acentuado crescimento

registrado nos últimos anos impõe um desafio ainda maior do que os resultados já obtidos. Ao longo dos mais de 25 anos de Grupo e quase 40 na área de comunicação, a RIC se consolida como segunda maior audiência de televisão no Paraná e Santa Catarina, além de oferecer uma multifacetada plataforma de informação e entretenimento. Tamanha presença e influência impõe um trabalho cada vez mais baseado em estratégias de longo prazo – internamente, o planejamento estratégico é chamado de RIC +5. Assim, a empresa terá um desenvolvimento consistente, ampliando sua já sólida presença nos mercados do Paraná e de Santa

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Catarina. A filosofia administrativa está sendo reforçada com base em organização, competência, integração, planejamento e realização. Entre 2013 e 2015, o Grupo reserva investimentos de R$ 50 milhões nos dois estados. As áreas prioritárias são digitalização e expansão do sinal de tevê, melhoria da estrutura para produção de conteúdo, produção de programas, recursos humanos, além de ações voltadas para rádio, meios digitais e revistas. Com esse montante, a RIC se posiciona com firmeza e excelentes condições para disputar um mercado acirradíssimo. Essa condição se tornou possível devido à estruturação e ao equilíbrio financeiro obtido nos últimos anos. Os exemplos são variados: a instalação do sistema Protheus, por exemplo, torna a gestão administrativo-financeira muito mais eficiente e integrada; a compra de equipamentos moderniza a produção de conteúdo; a reforma das edificações dá melhores condições de trabalho; o reforço na produção de conteúdo melhora a relação com a comunidade. Os investimentos estruturantes permitem que se chegue a outro

incremento importante: a melhoria da lucratividade e do faturamento, o que garante força necessária para o Grupo crescer de forma segura. O mercado publicitário é parte fundamental do processo. A já ampla participação da RIC no bolo de anúncios terá expansão. Apesar dos percalços na macroeconomia do país, as receitas devem crescer 15% este ano. Isso depois de aumentarem até 25% em algumas praças no ano passado (principalmente por conta da transmissão das Olimpíadas, que a Record transmitiu com exclusividade para a tevê aberta no Brasil). Não tem mágica. O desempenho melhora porque aumenta o número de anunciantes e os anunciantes cativos aumentam a verba publicitária na RIC. Além da questão econômica, o crescimento superior ao PIB reforça o posicionamento do Grupo nos mercados em que atua. O mercado publicitário reage porque tem na RIC uma grade de programação e condições comerciais que contemplam as necessidades de todas as boas campanhas, permitindo ótimos resultados para os anunciantes.


R$ 50 milhões

de investimento entre 2013 e 2015

As áreas prioritárias DDDigitalização DDExpansão do Sinal DDMelhoria na mobilidade na captação de conteúdo DDProdução de programas DDRecursos Humanos

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Futuro

RIC+ 5, o plano O projeto RIC + 5 começou a ser desenvolvido pelo Grupo no final de 2012, com ajuda da consultoria Nortia. O objetivo é promover o desenvolvimento gerencial integrado ao plano estratégico da empresa – tudo focado nos próximos cinco anos (como bem diz o nome do programa). A primeira fase trabalha no aprimoramento das competências de diretores, gerentes, coordenadores e supervisores no Paraná e Santa Catarina. A ideia é fazer um amplo alinhamento organizacional e trabalhar com as melhores estratégias e conceitos de gestão. Há ênfase muito forte na capacitação e no fortalecimento de uma cultura gerencial baseada em planejamento e metas – no mundo da gestão, essa é a receita para quem quer ter sucesso.

Sinal de conteúdo Segundo maior grupo de comunicação regional do país, a RIC é a emissora que mais produz conteúdo local no Paraná e Santa Catarina – são quase 800 horas mensais nas 11 emissoras do grupo. Esse extenso conteúdo aliado à qualidade da programação nacional da Rede Record garante ao Grupo RIC um diferencial sem igual no mercado. A forma como o conteúdo chega aos telespectadores também melhora dia a dia. Até o segundo semestre de 2014, o sinal digital estará presente em toda área de

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cobertura do Paraná e Santa Catarina, como prevê a lei. Somente a RIC PR, por exemplo, colocará R$ 7 milhões este ano para infraestrutura e equipamentos, sendo a maior parte (70%) para atualização tecnológica nas praças. Roberto Bertolin, gerente regional da RICTV Record Florianópolis, reforça que a qualidade do sinal, com transmissões em alta definição, somada a uma extensa programação regional geram audiên­cia e reconhecimento. É o pilar do Grupo RIC cada vez mais forte.


Mercado movimenta R$ 45 bilhões Área de atuação do Grupo RIC, a Comunicação no Brasil é uma das mais pujantes do mundo. O país está entre os cinco maiores mercados publicitários do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Japão, China e Alemanha, de acordo com levantamento do Meio e Mensagem, grupo especializado no setor e responsável pelo projeto Inter-Meios, mais completo levantamento sobre investimento publicitário do país. Além da boa colocação, o Brasil ainda tem um potencial considerável de crescimento. O investimento em propaganda per capita, por exemplo, é quase um terço do da quarta colocada, Alemanha. Em meio à crise internacional e turbulências na economia brasileira, o Inter-Meios apurou que o ano passado fechou com um bolo publicitário total estimado em R$ 44,85 bilhões, o que representa um crescimento de 5,98% em relação ao ano anterior. Os estados do Paraná e Santa Catarina representam um naco respeitável do bolo, uma vez que são, respectivamente, o quinto e o sétimo maiores PIBs brasileiros. Os cinco primeiros meses de 2013 tiveram um volume de investimento publicitário de R$ 11,8 bilhões no país, 1,8% a mais que o mesmo período de 2012. A televisão fica com 66,8% da publicidade total. Em seguida vêm os jornais (11%), as revistas (5,3%), a internet (4,28%) (excluindo os valores de redes sociais e buscadores), o rádio (4,1%) e a TV por assinatura (4%). Os números mostram a robustez de um mercado em que a televisão reina absoluta, como o principal veículo de massa. Para além dos números, o setor vive um período de intensa ebulição, com desafios que criam oportunidades e exigem rearranjos por parte das empresas: o meio impresso busca se reinventar no novo ambiente digital; já os meios digitais vão encontrando formas de se rentabilizar; o rádio configura-se uma opção relevante; e por aí vai. Dentro deste quadro, a RIC se posiciona de forma a contemplar as diferentes mídias, atuando de maneira consistente em cada nicho. Para isso, dispõe de uma televisão forte, meios digitais crescentes, rádio líder e mídias impressas calibradas com o público.

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Futuro

O que dizem os gestores

“Estamos consolidando o segundo lugar em audiência na televisão e nos aproximando cada vez mais do primeiro lugar, principalmente nos programas locais. Além disso, estaremos presente em todas as plataformas de conteúdo.” Leonardo Petrelli Neto, Presidente do Grupo RIC Paraná

“Só com visão de longo prazo conseguimos dar cada vez mais consistência para a empresa.” José Nascimento, Diretor de Conteúdo do Grupo RIC PR

“O equilíbrio financeiro dá tranquilidade aos acionistas e poder para os setores de conteúdo e comercial trazerem os resultados.”

“Vamos cada vez mais fortalecer a comunicação regional e ficar ainda mais próximos das pessoas, distribuindo conteúdos de grande qualidade pelos meios que o espectador, internauta, leitor ou ouvinte preferir.”

André Luís F. dos Santos, Diretor AdministrativoFinanceiro do Grupo RIC PR

Albertino Zamarco Júnior, Diretor Administrativo-Financeiro do Grupo RIC SC

“Tem algo que não é material nem visual, técnico ou tecnológico; é o avanço editorial.” Paulo Hoeller, Diretor Operacional do Grupo RIC SC

 | Rumos da RIC

Marcello Corrêa Petrelli, Presidente do Grupo RIC Santa Catarina

“Investindo para uma estrutura forte, teremos um crescimento ordenado e estável de todo o Grupo. Nesse cenário, vamos otimizar os negócios em um ambiente sólido e de qualidade.”

“Cada vez mais RIC atua de maneira planejada e consultiva, mostrando que tem a área comercial mais bem preparada para apoiar as decisões de investimento em comunicação dos clientes.”

“Este desenvolvimento [do faturamento] ocorre principalmente com a ampliação das múltiplas plataformas, acompanhando e inovando tendências tecnológicas na produção e geração de conteúdo.”

Marcos Siffert, Diretor de Mercado do Grupo RIC PR

Reynaldo Ramos, Diretor Comercial do Grupo RIC SC


Artigo | Luiz Claudio da Silva Costa

A Record e o futuro das parceiras regionais A Record está prestes a completar 60 anos, e é inevitável neste momento relembrar as grandes realizações da emissora mais antiga do Brasil ainda em atividade. Mas, se é hora de orgulhar-se do passado, a ocasião também se revela oportuna para que a emissora  volte suas atenções para o futuro. Futuro que está sendo construído com a ajuda de nossos parceiros da RIC, que investe no Paraná e em Santa Catarina. Um grupo de emissoras que cobre o Sul do país como ninguém. Nos últimos anos, consolidamos a vice-liderança em audiência e em faturamento no país. A emissora, antes restrita à capital paulista, hoje se espalha por quase 100% do território nacional. Atualmente, a Record é uma das principais produtoras de conteúdo da América Latina e seu conteúdo chega a mais de 150 países. Administrar este patrimônio conquistado ao longo dos anos exige inovação e planejamento.   Estamos mudando, com os olhos no futuro.  Nos empenhamos na busca por melhores índices de audiência. Queremos levar oportunidades de negócio aos nossos parceiros e anunciantes. E continuaremos a ser uma das empresas de televisão que mais geram emprego no Brasil. Enfim, preparamos a Record para a nova realidade da indústria de comunicação no Brasil e no mundo. Nossos planos futuros estão combinados com esforços concentrados em 2013 e 2014.

A primeira novela de Carlos Lombardi na Record, “Pecado Mortal”, já está sendo produzida. Em setembro, tem início “O Aprendiz”, com Roberto Justus no comando. Em parceria com a Academia de Filmes, vamos realizar a produção da minissérie “Os Milagres de Jesus”. Além disso, continuamos a investir na atual programação que está no ar, do jornalismo ao entretenimento, lembrando que a Record é a emissora que mais tempo permanece ao vivo no ar:  são 16 horas diariamente, das quais outras seis horas são de informação regional,  produzidas pelas  emissoras da rede, como a RIC Santa Catarina e a RIC Paraná, nossas grandes parceiras. Conteúdo regional também é nossa especialidade. Falar para a comunidade de forma especial aproxima nosso público e traz compromissos da Record com seus parceiros regionais. Por isso agradecemos o comando de Mário Petrelli, que colaborou de forma definitiva para o fortalecimento da Record e da RIC, e agora renovamos nossa parceria em Santa Catarina com o comando de Marcello Petrelli e no Paraná com Leonardo Petrelli à frente das emissoras que sempre trouxeram muito sucesso para a nossa rede. Para isso, continuaremos a fazer uma tevê do jeito que o povo gosta, com uma programação diversificada e inteligente, que agrade aos telespectadores de Norte a Sul deste nosso grande Brasil. Luiz Claudio da Silva Costa é Presidente da Rede Record

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Gestão

O poder das pessoas

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Com apoio de consultorias especializadas, Grupo aposta forte na capacitação dos colaboradores ::  São 13 centros de produção de

conteúdo, 73 equipes de jornalistas, 11 emissoras de televisão, quase 800 horas de transmissão regional por mês, jornal diário em Santa Catarina, revista em nove cidades catarinenses e paranaenses, rádios, portais na internet, uma plataforma completa voltada ao público jovem.

E 1,3 mil funcionários tocando essa estrutura toda. O quadro de colaboradores é peça fundamental para fazer a engrenagem rodar e – dentro da proposta de fazer comunicação com padrão crescente de qualidade – se desenvolver. Para isso, a filosofia aplicada no Grupo RIC é a de desenvolver cada vez mais o processo de gestão e capacitação de pessoas. As metas e programas variam em cada estado, de acordo com programação específica. No Paraná, por exemplo, a meta até 2017 é ter uma média de 20 horas de treinamento por ano para cada funcionário e ainda para este ano, implementar um MBA in Company, voltado para

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Gestão

aprimorar a performance de seu corpo gerencial. Santa Catarina, por sua vez, investirá este ano R$ 3,1 milhões em treinamento, comitês e palestras. Tudo para se ter uma equipe cada vez mais eficiente, satisfeita e alinhada com os objetivos do grupo – internamente, este trabalho faz parte do projeto chamado RIC + 5, voltado, como o nome diz, para os próximos cinco anos. O trabalho inclui a formatação das competências para as variadas funções, o desenvolvimento gerencial e o estabelecimento do plano estratégico. Duas consultorias especializadas e com larga experiência no mercado – Nortia e Support – auxiliam nesse processo, que inclui programa de coaching (orientação) técnico para diretores e gerentes, além de capacitação comportamental e treinamentos específicos (para as diversas áreas da empresa). Paralela e complementarmente, há um programa de bolsas de estudo para os funcionários em instituições de ensino terceirizadas e, desde 2013, a Universidade Corporativa RIC oferece uma série de cursos gratuitamente. Para 2014, a meta é consolidar outras duas frentes importantes: a reestruturação do processo de recrutamento e seleção e a implementação do programa de Participação nos Lucros e Resultados. O objetivo é ter um time motivado, em ambiente adequado, em que todos atuem na mesma direção e estejam comprometidos com inovação, criatividade e ética. O resultado é um só: produtos e serviços afinados com a audiência e com o mercado em que atuam.

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Universidade Corporativa

“Formação tem de ser contínua”

A Universidade Corporativa é uma grande ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional, que permite aos colaboradores suprir eventuais carências por meio de um sistema flexível e descentralizado (via internet). O próprio funcionário decide qual curso fazer entre os cerca de 30 oferecidos trimestralmente. Um determinado departamento também pode solicitar treinamento específico que julgue importante para sua equipe. A lista de cursos inclui desde aprimoramento no Excel ou Powerpoint até práticas de marketing de vendas e gestão econômica.

Mauro Mitio Yuki é diretor-geral da Nortia, empresa de consultoria em gestão que dá apoio ao Grupo RIC. Com ampla experiência nos setores de comunicação, petróleo, saúde e educação, Yuki é categórico sobre a necessidade de as empresas investirem na capacitação dos funcionários. “E não pode ser uma formação tópica; tem de ser contínua”, afirma.

A UC será ampliada e passará a incluir um curso de graduação em parceria com uma grande instituição de ensino superior – processo que está em fase de finalização. As atividades, que começaram pelo Paraná, estarão em breve disponíveis para os funcionários de Santa Catarina.

A gestão do conhecimento interno nas corporações só ocorre por meio da capacitação de pessoal. “Capacitação, integrada a um plano de carreira e ao desenvolvimento baseado em metas, é o caminho”, resume Yuki. ”Isso passa necessariamente pelas pessoas e como elas trabalham.” As intensas mudanças na área fazem da comunicação um setor especial. “O ciclo de vida dos negócios [em geral] hoje é muito diferente do que há 20, 30 anos.”


O que dizem os gestores

“Queremos fazer cada vez mais com que a empresa faça parte do projeto de vida de seus funcionários e colaboradores. Somente assim teremos um grupo com qualidade orgânica, sólida, porque baseada em conceitos, não em modismos.” Leonardo Petrelli Neto, Presidente do Grupo RIC Paraná

“A capacitação, integrada a um plano de carreira e ao desenvolvimento baseado em metas, é o caminho para a boa gestão do conhecimento.”

“Nossos colaboradores são fundamentais para nos reforçarmos como um Grupo que se comunica com muita transparência e trabalha firme para o desenvolvimento regional.” Marcello Corrêa Petrelli, Presidente do Grupo RIC Santa Catarina

Mauro Mitio Yuki, Diretor Geral da Nortia, consultoria que presta serviços para a RIC

“Excelência técnica é pré-requisito. Precisamos de profissionais com visão multiplataforma, alto grau de humanismo, comprometimento e criatividade, além de uma capacidade apurada de perceber os anseios das comunidades onde atuam.” José Nascimento, Diretor de Conteúdo do Grupo RIC PR

“Treinamento é fundamental. Pode melhorar 100% a capacidade do funcionário.” Cristiane Caldeira, Gerente de Recursos Humanos do Grupo RIC SC

“Estamos fazendo um alinhamento de todo o Grupo; todos estão voltados aos mesmos objetivos.” Jaqueline Pilatti, Coordenadora de Recursos Humanos do Grupo RIC PR

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artigo | Walter Zagari

Exemplo Quero iniciar esse depoimento agradecendo pelo convite em participar dessa publicação histórica, o que me deixa muito honrado e totalmente à vontade para “rasgar” elogios ao Grupo RIC. Nessa trajetória de 25 anos, percebo que o profissionalismo e a determinação de todos os seus colaboradores foram e permanecem os fatores-chave de todo o êxito alcançado pelo Grupo ao logo de sua existência. A vontade de fazer sempre o melhor e a capacidade de se adequar às exigências do mercado fizeram e fazem da RIC um exemplo de grupo empresarial bem sucedido. Parabéns Grupo RIC por disseminar entretenimento e informação com qualidade, agilidade e credibilidade durante  | Rumos da RIC

esses últimos 25 anos. Parabéns, amigo Marcello, nessa nova etapa profissional. Tenho certeza que sob o teu comando todo o legado construído pelo fundador Márcio Petrelli permanecerá por mais 25, 50, 100 e por tantos outros anos. Muita sorte, muito ânimo e muita garra! Estou seguro que com a tua competência e determinação você tirará de letra todos os desafios que o mundo dos negócios te “presentear”. A Record o parabeniza e deixa aqui registrada a importância da RIC para o conceito de Rede: uma emissora sólida, estruturada e sempre comprometida com a verdade dos fatos. Parabéns, Grupo ric!   Walter Zagari é Vice-Presidente Comercial da Rede Record


Artigo | RAIMUNDO COLOMBO

Desafios e oportunidades A tecnologia mudou não apenas o modo como nos comunicamos, mas também a forma de pensar, compreender e interpretar a informação. Isso significa que a imprensa mundial ganhou ainda mais relevância no seu papel fundamental, que é o de levar a informação da maneira mais isenta e verídica possível para a população. Por muito tempo a comunicação foi unilateral. A internet horizontalizou a comunicação e deu voz ao cidadão. O desafio da mídia, agora, é entender esse cenário que se redesenha dia a dia, saber filtrar a informação para evitar que boatos ganhem contornos de verdade, que interesses corporativos suplantem as demandas sociais. Nesse sentido, a imprensa precisa chegar mais próxima das pessoas. O modelo tradicional de comunicação mudou. Não basta apenas enviar uma mensagem. É preciso ter um retorno para saber se ela foi compreendida. Os noticiários não podem mais ser construídos apenas a partir da perspectiva da redação de um jornal. O cidadão passou da condição de consumidor a usuário da informação. Temos uma infinidade de meios de  | Rumos da RIC

comunicação e terá mais audiência quem produzir o material mais qualificado. A Comunicação Social vive um momento especial. Estamos em meio a uma avalanche informativa e aqui reside uma grande oportunidade para todos os veículos de comunicação. Usar o conhecimento coletivo e a troca de saberes para a reestruturação do tecido social muitas vezes anestesiado por desigualdades históricas. A liberdade de expressão precisa ser respeitada, pois é só a partir da manifestação de ideias, pensamentos e opiniões, com ética e responsabilidade, que jogaremos luz sobre as prioridades reais na vida das pessoas. Costumo dizer que o maior bem de uma pessoa ou de uma empresa é a sua credibilidade. É isso é o que move nossas escolhas. Quem transmite informação, cria percepções, influencia a opinião pública, tem o dever de agir com ética e responsabilidade. Só assim conseguirá construir vínculos com os usuários de suas mídias. Parabéns para o Grupo RIC pelos 25 anos de atuação com seriedade e responsabilidade na comunicação catarinense. Raimundo Colombo é Governador de Santa Catarina


ARTIGO | José Carlos de Salles Gomes Neto

A importância dos mercados regionais Acredito que nosso país irá crescer. Em cinco anos, seremos maiores e melhores do que somos hoje. Daqui a dez anos seremos maiores e melhores do que nos próximos cinco. Acredito que o Brasil achou seu caminho rumo a um desenvolvimento sustentável, independentemente dos momentos de incerteza e até de indicadores não muito animadores que possamos experimentar ao longo do percurso. Como todos sabemos, esse crescimento e desenvolvimento terá como locomotivas não mais os eixos historicamente tradicionais, mas os inúmeros e produtivos novos polos de expansão da economia que surgiram nas últimas duas décadas. Estou falando obviamente dos centros regionais, mercados que hoje passam a ser responsáveis pela abertura de novas possibilidades de negócios não só para si mesmos, como para todo o Brasil. Nossa economia se regiona­ liza na medida em que também a profissionalização nesses mercados regionais se espalha, se aprofunda e se consolida. Isso tem sido verdadeiro para a economia, mas igualmente verdadeiro para a indústria da Comunicação e Marketing, da qual fazemos parte. Tem sido gratificante para nós, do Grupo Meio & Mensagem, acompanhar editorialmente esse estimulante fenômeno, do qual, através de nossas  | Rumos da RIC

parcerias regionais Brasil afora, acreditamos humildemente também fazer parte. Entre os motores privilegiados dessa aceleração estão os grandes grupos de comunicação das principais regiões geográficas do País. E na Região Sul, obviamente, merece destaque a atuação do Grupo RIC. Tenho o privilégio de estar neste nosso setor de negócios como empresário há praticamente 37 anos. Acompanhei, portanto, o indiscutível papel exercido pelo Grupo RIC para o desenvolvimento da nossa indústria em toda a região. Nesta ocasião tão especial, não poderia perder a oportunidade de fazer esse registro que, mais do que justo, é histórico. Para finalizar, deixo aqui a esperança e expectativa de que esse crescimento e toda essa regionalização se concretizem, acompanhadas por um trabalho cada vez mais acurado e apurado de marketing e comunicação dos grupos protagonistas das mudanças em curso. Vejo nesses mercados, agora mais do que nunca, a vocação para se expandirem e que o façam de forma ainda mais ousada e ativa do que vêm fazendo, não deixando assim dúvidas para todo o Brasil do papel que têm hoje e terão no futuro do inevitável crescimento do nosso país.

José Carlos de Salles Gomes Neto é Presidente do Grupo Meio & Mensagem


Mercado de Comunicação

O peso do

regional

Mais que meras empresas, grupos regionais de comunicação catalisam a conquista da cidadania e sedimentam a identidade das comunidades :: O mundo está cada vez mais ágil e

dinâmico. A “conversa” não é de agora – ganhou força no Brasil a partir da década de 1990, quando a globalização começou a se consolidar por aqui. Mas é

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fato: a um clique no computador ou no controle da tevê, você tem acesso a informações de qualquer parte do mundo. Suprimiram-se as fronteiras, minimizaram-se as distâncias. Mas como se portar diante de tanta informação massificada? Como se fazer reconhecer neste turbilhão? Surge uma necessidade latente de saber da minha vila, da minha vizinhança, da minha gente. Em um mundo em que todos são iguais, “identidade” se torna quase uma palavra de ordem. É neste contexto – e para preencher esta lacuna – que se estabelecem os veículos regionais de comunicação.

“O ser humano precisa se sentir pertencente a determinada localidade, precisa ter identidade. A comunicação regional cumpre este papel. Neste ponto, o indivíduo deixa de ser mero consumidor de informação massificada e se torna cidadão”, explica a doutora Luzia Sue Yamashita Deliberador, professora da pósgraduação em Comunicação Popular e Comunitária da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Entretanto, não é porque um grupo de comunicação está fisicamente em determinada região que, automaticamente, ele passa a representá-la. Para falar de igual para igual com sua comunidade, os veículos


precisam se aproximar de sua gente, social e culturalmente. É preciso que os grupos estejam imersos na identidade, no DNA daquele povo. Que conheçam como a palma de mão os anseios, as características e a história da localidade. Este é o primeiro – e o maior – desafio. “Os grupos de comunicação devem esquecer as fronteiras geográficas e pensar em termos de regiões socioculturais. Não são as fronteiras que definem uma comunidade, mas uma série de relações sociais, históricas e culturais”, lembra o professor José Marques de Melo, livre-docente em comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da Cátedra Unesco de Comunicação.

Para Marques de Melo, apesar do vasto espaço a ser galgado, há bons exemplos de grupos regionais que conseguiram se aproximar de suas comunidades e passaram a representá-las muito bem. No Brasil, os melhores resultados foram alcançados na região Norte e no Sul – incluindo, claro, Paraná e Santa Catarina. Quem ganha é a própria região. Na RIC o regionalismo estava presente desde a origem: há mais de 25 anos o grupo foi pioneiro com as seis horas de programação local em SC e outras tantas no Paraná. Hoje, a RIC é o grupo que mais produz conteúdo regional no país. Na Rede Record, por sua vez, o

início do processo de regionalização está para completar uma década. Em 2004, a rede criou uma estrutura administrativa para descentralizar a produção de conteúdo e, assim, inserir-se de forma mais efetiva no dia-a-dia das microrregiões. A linha mestra da Record casou com perfeição à política do Grupo RIC, que, neste contexto, se consolidou. No Paraná e em Santa Catarina, são quase 800 horas de programação regional (veja infografia). Cidadão como fonte Os veículos regionais de comunicação são um dos principais canais por meio dos quais a comunidade conquista sua voz. Ao incitar a participação

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Mercado de Comunicação

popular, os grupos despertam o indivíduo para a cidadania. Sentindose pertencente àquela localidade, o cidadão passa a querer melhorá-la. Aí, ele cobra, reivindica, denuncia, participa. A professora Luzia Deliberador observa que os grupos regionais já descobriram o cidadão como fonte de informação. Isso evidencia a importância crescente de programas como o Balanço Geral ou o Jornal do Meio Dia, voltados a ouvir a comunidade, não só apontando problemas, mas sugerindo e cobrando soluções. “O cidadão não só se sente representado como vê nesta interação uma forma de melhorar o local onde mora. Ele manda um e-mail, a tevê faz a matéria e repara-se um erro da administração pública, por exemplo. Ele não fica esperando o poder público resolver”, avalia a professora. Mas é preciso ir além. O cidadão deve ser o foco sempre e os veículos precisam estimular o diálogo com a comunidade, ampliando a interatividade e a interação. Os grupos que fecharem os olhos e ouvidos ao cidadão estão fadados ao distanciamento e, por conseguinte, ao fracasso. “Acabou a era do eu falo e todos ouvem. Agora, a comunicação é de muitos para muitos, numa linha de ação horizontal e em via de mão dupla”, resume o professor Clóvis Reis, da Universidade de Blumenau, doutor em Comunicação e pesquisador de Mídia e Comunicação Regional. Grande exemplo disso é a força que as mídias sociais adquiriram para a comunicação local, principalmente nos últimos anos. Hoje, os veículos não podem fechar os olhos a elas: ao contrário, devem ficar atentos aos computadores. Quantas pautas não surgem a partir de blogs, Twitter ou Facebook? “As redes sociais são um fenômeno importante de interação. Têm um poder catalisador. Os veículos precisam aprender a usar isso para se aproximar cada vez mais da comunidade e conversar com ela”, sugere Luzia. Para facilitar esse processo, o professor José Marques de Melo sugere que os grupos regionais de comunicação  | Rumos da RIC

espelho da comunidade Quando o Grupo RIC nasceu – no fim dos anos 1980 –, a regionalização da comunicação ainda não estava no centro das discussões. Mesmo assim, a empresa já posicionava seus microfones de modo a dar voz à comunidade. Hoje, o alcance se multiplicou, mas o cidadão continua soberano. As ações regionais sempre são pautadas em sintonia com sua rede nacional, a Record. “O objetivo dessa regionalização é chegar-se a um produto produzido da região para a própria região”, diz o diretor comercial da Rede Record, Orlando Xavier (foto). “Este é o diferencial.” Dessa forma, cada programa é pensado de acordo com as características daquela localidade. Nos jornalísticos, o cidadão é convidado a participar ativamente, chegando-se a soluções rápidas. Nos programas de variedades, a comunidade também se vê na tevê, em seus aspectos mais positivos: nas receitas gastronômicas, nos detalhes da moda, nos eventos sociais, nas matérias de comportamento. “Em todos

os programas, mantemos um diálogo aberto com o cidadão, sempre com a mesma força”, menciona Xavier. Campanhas

Além da programação de seus veículos de comunicação, os grupos ligados à Record têm mais uma fonte de proximidade com o cidadão: a realização de eventos regionais. Xavier explica que, assim como os programas, os eventos são desenvolvidos a partir das características socioculturais de cada localidade. Por causa disso, passam a ser assimilados pela comunidade e entram no calendário local. “A gente precisa ressaltar o que a região tem de melhor”, resume. Os eventos não precisam ser, necessariamente, festivos. No Paraná e em Santa Catarina, por exemplo, se destaca a Campanha do Agasalho Aqueça uma Comunidade, ação de cidadania promovida anualmente. Na última edição, quase dois milhões de peças foram arrecadadas e doadas a quem sentia frio. Em resumo: aproximação, participação e cidadania.

“Em todos os programas, mantemos um diálogo aberto com o cidadão, sempre com a mesma força.” Orlando Xavier, Diretor Comercial da Rede Record


O MELHOR PARA QUEM VIVE A CIDADE


Mercado de Comunicação

trabalhem cada um de seus veículos de forma integrada. Aqui, a ideia de “Torre de Babel” não tem vez. O ideal é que jornal, revista, rádio, tevê e portal de internet falem a mesma língua e que, sobretudo, estejam focados na regionalização. “Não adianta um jornal de determinado grupo atuar regionalmente, se os outros veículos continuarem produzindo conteúdo massivo. Esta é uma armadilha a que os grupos devem fugir”, ressalta o professor.

Aposta na qualidade Um dos grandes desafios que se impõem aos grupos regionais de comunicação é escapar das mazelas econômicas. Afinal, como sobreviver na disputa com os grandes conglomerados nacionais e mundiais de produção de conteúdo? Como brigar por anunciantes? Os especialistas dão pistas: é preciso apostar na qualidade da produção regional. Com um bom “produto”, os grupos regionais vão atrair não só o público, mas os anunciantes. “Há demanda por comunicação regional. O grande desafio é a viabilização de um modelo de negócio que ofereça este tipo de serviço ao cidadão e seja atraente economicamente”, pontua Clóvis Reis. Neste aspecto, a independência é fundamental. A ex-presidente da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) Cecília Peruzzo aponta que é preciso fugir de vínculos criados por base em interesses políticos-partidários, que podem, segundo ela, causar distorções na informação.

Perspectivas Apesar dos desafios, as perspectivas que se apresentam são encorajadoras: ainda há muito a se explorar neste campo que viceja cada vez mais. Os grupos regionais devem – e tendem – a crescer muito nos próximos anos, consolidando as posições conquistadas. “A oportunidade de fazer tudo regionalmente é o que vai diferenciar os grupos dos veículos de mídia nacional. Aí está o espaço para o crescimento. Vejo que, em Santa Catarina, por exemplo, há avanços nesta direção, embora exista um longo caminho a ser percorrido”, conclui o professor Clóvis Reis.  | Rumos da RIC

um complementa o outro A regionalização da comunicação está tão sedimentada e consolidada que nem mesmo marcas de peso e multinacionais podem ignorar este fenômeno. Para o diretor da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e diretor de mídia da Reckitt & Benckiser, Ricardo Monteiro (foto), os grupos regionais de comunicação têm um papel determinante na estratégia de marketing e divulgação das grandes empresas: garantir que determinada marca consiga se aproximar de sua comunidade. Como os anunciantes lidam e trabalham com a comunicação regional? R.M.: O anunciante que trabalha no país inteiro vai sempre olhar o nacional em primeiro lugar e, em seguida, o regional. O nacional visa a construção e o fortalecimento de uma marca. O papel do regional é traduzir este trabalho consolidado nacionalmente para um universo local. O trabalho regional adapta a linguagem, de acordo com as características daquela comunidade, de modo que o local vai entender a mensagem. Nacional e regional andam juntos. Um não funciona sem o outro. Como decidir em que grupo ou em que veículo anunciar? R.M.: O nosso país é tão grande em

extensão geográfica e com várias culturas distintas, que os detalhes de cada local tornam impossível que algum grande anunciante, que trabalhe em nível nacional, pense em uma estratégia unicamente nacional. A gente [os grandes anunciantes] tem que entender as diferenças de cara região e, com isso, descobrir qual mídia ou grupo é mais forte ou eficiente para a gente se comunicar. Neste contexto, qual a importância dos grupos regionais de comunicação? R.M.: Os grupos locais conhecem muito bem o comportamento das pessoas da região em que eles atuam. Ninguém conhece a comunidade melhor que esses grupos regionais de comunicação. O que precisa é que esses grupos tenham a capacidade de transferir para nós, anunciantes, essa proximidade que eles têm com a comunidade. Ou seja, além de serem plenamente conectados com sua região, os grupos de comunicação regionais precisam mostrar aos anunciantes por que seria interessante vincular a marca a este grupo de comunicação e por que os anunciantes devem usar este grupo para sua divulgação.

“O papel do regional traduz o trabalho consolidado nacionalmente para o local” Ricardo Monteiro, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA)


EDITORA DE REVISTAS 31 | Rumos da RIC


Mercado de Comunicação

grupo ric

11

16,8

emissoras de TV

milhões é a população dos dois estados da área de abrangência da RIC

No Paraná Maringá Londrina

Cascavel Curitiba

10,5

Rádio Jovem Pan

milhões é a população do PR

194

4

emissoras de TV

265

municípios cobertos

municípios

860

mil ouvintes

Maior rede FM,

6

com três emissoras

347 horas

1

centros de produção de programação regional por mês

10

títulos de revista

1

portal

plataforma jovem

 | Rumos da RIC


532

12

municípios cobertos

centros de produção

Joinville

Chapecó Xanxerê

Blumenau Itajaí Florianópolis

Em Santa Catarina

6,3 milhões é a população de SC

13

títulos de revistas

7

2

267

Rádio Record

portais

emissoras de TV municípios cobertos

6

centros de produção

420 horas

de programação regional por mês

2

Jornais

23

municípios

1 milhão

de pessoas alcançadas

1

plataforma jovem Fonte: RIC

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novas tecnologias

Conteúdo em todos os lugares

Ritmo intenso de evolução tecnológica demanda investimento e, principalmente, atenção com o público :: A comunicação sempre dependeu da

tecnologia para atingir o seu público. Nos últimos anos, essa interação passou a demandar mais esforço e investimento em períodos cada vez mais curtos, sobretudo para empresas voltadas à produção de informação. Não se trata somente de adaptar o conteúdo aos

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novos tipos de formato, mas estar preparado para as novas exigências tecnológicas, como as redes digitais, a internet móvel 4G, a informação em nuvem, a análise e segurança de dados. Para as empresas, o impacto das novas tecnologias acontece em, pelo menos, três áreas: adaptação estrutural, produção de notícias para os novos formatos e a interação com o público, sobretudo após a popularização das redes sociais. “A primeira adaptação deve ser voltada aos equipamentos móveis, especialmente os smartphones. Isso significa que as notícias precisam se adaptar tanto em layout quanto em linguagem”, diz Eduardo Fagundes, vicepresidente da Associação de Usuários de

Informática e Telecomunicações de São Paulo (Sucesu-SP) e autor do livro Como Ingressar nos Negócios Digitais, publicado em parceria com o Sebrae. De acordo com o instituto IDC (especializado em dados sobre o setor de eletrônicos), em 2013, devem ser vendidos 5,4 milhões de tablets, enquanto, em 2012, foram vendidos aproximadamente 3 milhões desses dispositivos. Da mesma forma, os smartphones estão se popularizando e 26 milhões de aparelhos devem ser vendidos no Brasil em 2016. Com o intuito de se preparar para esse público, os gastos das companhias brasileiras com TI devem atingir cerca de R$ 70 bilhões, de acordo com as


“A criatividade regional, transformou o Grupo RIC, quando olhamos para as pessoas e o que elas fazem de melhor. Assim, produzimos conteúdo de qualidade para as pessoas e transformamos estas pessoas em audiência que entregamos aos anunciantes.” Reynaldo Ramos, Diretor Comercial da RIC SC

projeções da consultoria IT Data – em 2012, os gastos foram na ordem de R$ 63 bilhões. Conforme o Instituto Gartner, os investimentos mais intensos devem ocorrer para se adaptar a essa realidade, especialmente com melhorias estruturais que vão desde rearranjos físicos aos equipamentos. Outra estimativa do instituto é que uma das áreas com possibilidade de receber recursos seja a análise de redes sociais e conteúdo. Apesar da evolução rápida nesse cenário, a consultora de negócios online Fernanda Musardo entende que, antes de investir e se adaptar às novas tecnologias, as empresas devem avaliar criteriosamente a necessidade da mudança. Além disso, é preciso

ter em mente o planejamento futuro para evitar gastos desnecessários. “A empresa deve fazer avaliação de custobenefício e estipular metas e objetivos mensuráveis”, explica Fernanda. “Uma alternativa adotada é experimentar soluções por breves períodos para compreender as mudanças”, diz. O gerente de projetos e expansão do Grupo RIC PR, Carlos Roberto Effting, avalia que o modelo de negócios está em transformação, sem uma fórmula de sucesso definida. “Ainda são incipientes a implantação e o uso de tecnologia digital nas emissoras de televisão. Temos assistido a uma crescente busca por disponibilizar conteúdo em qualquer lugar, com informação

“Com os produtos online, atraímos novos públicos e ampliamos a participação de quem já é cativo da tevê ou dos jornais.” Alexandre Gonçalves, Gerente de Produtos de Internet do Grupo RIC SC

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novas tecnologias

“A grande missão desta revolução é colocar no mesmo caminho todas as plataformas para que possam alinhar num único trilho: o compartilhamento e a convergência.” Paulo Hoeller, Diretor Operacional da RIC SC armazenada em qualquer lugar do plano, naquilo que se convencionou chamar de nuvem”, afirma. Nesse sentido, a segurança dos dados dos usuários será uma preocupação – e demandará investimentos. Valendo-se de uma análise criteriosa, os empresários precisam prestar atenção à movimentação do mercado. “Para perceber as novas demandas, deve-se estudar sempre e estar atento às tendências, como estão tomando forma e quais os resultados atingidos por elas”, afirma Fernanda, que também é especialista em Redes Sociais e Inovação pelo Centro de  | Rumos da RIC

Inovação e Criatividade da Escola Superior de Propaganda e Marketing. De maneira geral, as emissoras de televisão estão tendo que passar pelo processo de digitalização. “A RICTV Record tem buscado agir em várias frentes, modernizando sua estrutura e criando novas frentes de atuação”, afirma Effting. Rafael Alexandre Mafra, gerente de engenharia online e TI do Grupo RIC SC, complementa, lembrando que o grupo trabalha agora fortemente para levar a digitalização também para as cidades menores, na área de abrangência do Grupo RIC. Para estar sempre alinhado com as tecnologias mais avançadas, profissionais do Grupo participam das feiras do setor, que apontam as novas tendências para o mercado, além de gerar conhecimento

e boa rede de relacionamento com profissionais da área.

Convergência As novas tecnologias estão sendo somadas para atingir todo o tipo de público. “A grande missão desta revolução é colocar no mesmo caminho todas as plataformas para que possam alinhar num único trilho: o compartilhamento e a convergência”, explica Paulo Hoeller, Diretor Operacional da RIC SC. “São três gerações que participam desta revolução: Aqueles que já nascem com o Ipad no berço; aqueles que estão entre o tradicional e o novo; e aqueles que com vida longa, idosos, tem sede de aprender. Esse potencial de consumo é um quebra cabeças que


“Trabalhamos sempre para dar base à inovação. A pesquisa de novas tecnologias precisa ser permanente, tanto as que possam melhorar os nossos produtos quanto as que possam concorrer com eles” Rafael Alexandre Mafra, Gerente de Engenharia e TI do Grupo RIC SC

a tecnologia e os veículos trabalham para conquistar e reconquistar”, conclui. Para o Diretor Comercial da RIC SC, Reynaldo Ramos, “a criatividade regional, transformou o Grupo RIC, quando olhamos para as pessoas e o que elas fazem de melhor. Assim, produzimos conteúdo de qualidade para as pessoas e transformamos estas pessoas em audiência que entregamos aos anunciantes.” A RIC SC tem um alcance e cobertura diária de aproximadamente de 4.7 milhões de catarinenses. “Isso ocorre através da convergência de nossos veículos, que atraem os leitores de jornais e revistas, telespectadores da Rede Record e Record News, ouvintes e o mais na moda: os internautas”, finaliza Reynado.

Qualidade do conteúdo Em termos de conteúdo, o desafio das empresas de comunicação é estar presente no maior número de “telas” possível – televisão, computador, tablets e smartphones – tendo consciência de seu tamanho e características específicas do meio digital. “Estamos estudando, por exemplo, parcerias para trabalhar a questão da segunda tela [smartphones e tablets] e aumentar cada vez mais a interatividade nos nossos produtos”, diz Rafael Alexandre Mafra, gerente de engenharia online e TI do Grupo RIC SC. Manter a qualidade do jornalismo produzido com o aumento da interação com o público é um desafio

constante. “Trabalhamos muito com a colaboração, especialmente via redes sociais. Mas, em momento algum, a mediação pode se perder. Nós temos a função, em primeiro lugar, de verificar a veracidade e, em seguida, dar sentido à informação, contextualizála”, explica o gerente de conteúdo online do Grupo RIC PR, Luiz Andrioli. Na avaliação de Fagundes, da Sucesu/SP, o investimento em área de Big Data (lidar com grande volume de informações, mesmo que os dados não estejam estruturados) deve estar no radar das empresas. “Com essa tecnologia, é possível até mesmo prever acontecimentos. Essa solução em ambiente cloud computing pode reduzir, significativamente, os investimentos das empresas”, explica. www.ricmais.com.br | 


Sucessão

Transição com resultados

Qualificação e compromisso garantem eficácia em processos sucessórios de empresariais familiares :: No momento de pensar na

perenidade de uma empresa de comunicação, qualquer erro no processo de escolha de quem irá suceder o fundador na gestão dos negócios pode custar caro. Elismar Álvares, professora da Fundação Dom Cabral (um dos principais centros de formação de gestores, com sede em Minas Gerais) e especialista em governança corporativa de empresas familiares, explica que, de cada cem

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empresas familiares, apenas 35 sobrevivem à transição da primeira para a segunda geração no Brasil. Destas, não mais que cinco chegam à terceira geração. “Desenvolver uma identidade com a empresa é muito importante para os líderes dentro do processo sucessório, mas ter experiências em outras empresas também é fundamental”, afirma. Pesquisas feitas no Brasil apontam que 81% dos fundadores gostariam que o controle administrativo de suas empresas fosse transferido aos filhos. Contudo, a professora Elismar alerta que gestão corporativa no país está avançando para além da fase em que bastava ter o sobrenome do fundador para garantir um cargo de comando. No caso das empresas do ramo de comunicação, à medida que

a competição fica mais acirrada e os negócios vão crescendo em volume e abrangência, elas percebem uma consciência de que são necessárias qualificações específicas para que os familiares possam assumir a liderança dos negócios. “As corporações familiares no Brasil, em especial os grupos da área de mídia e comunicação, hoje procuram garantir que apenas pessoas qualificadas da família estejam próximas ou dentro do negócio”, afirma a professora da FDC. Sucessão familiar feita com critério ajuda a driblar riscos administrativos que podem causar danos – como uma redução da lucratividade ou do market share. Segundo a professora Elismar, famílias que mantêm relações harmoniosas entre seus membros,


coesão e alinhamento de objetivos, chegam com mais facilidade a consensos durante a transição. “Sem essa harmonia, as famílias vivem em guerra e costumam não entrar em acordo para a definição dos sucessores”, destaca a professora. Portanto, um bom planejamento é fundamental na gestão de uma sucessão familiar. Nesta etapa, é preciso considerar fatores relacionados também aos sucedidos, pois se eles não tiverem a motivação e a predisposição para trabalhar questões pessoais e profissionais com a família, provavelmente não conseguirão fazer a transição para as gerações seguintes. A professora da Fundação Dom Cabral explica que a maior dificuldade do sucedido é aprender a delegar poder e sair de cena no momento oportuno, para

que possa acompanhar o processo de transição. “Se não tiver sucessores prontos, competentes, motivados e preparados, certamente a sucessão não será com a família e sim com profissionais de fora”, observa. Segundo os especialistas, a sucessão deve ser pensada com 20 ou 30 anos de antecedência. “Quanto mais cedo melhor. E tem que ser muito bem planejada, não pode ser improvisada”, destaca Elismar, que recomenda aos integrantes das famílias que se preparem desde cedo caso pretendam se candidatar à direção das empresas. Para ela, na hora de definir o nome do sucessor é fundamental levar em consideração dois fatores: competência e compromisso. “Só ser competente não basta, estar firmemente compromissado com o destino da empresa é importantíssimo”, conclui.

“Só ser competente não basta, estar firmemente compromissado com o destino da empresa é importantíssimo.” Elismar Álvares, Especialista em Governança Corporativa de Empresas Familiares da Fundação Dom Cabral

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história

Construção

da rede

 | Rumos da RIC


Da compra da primeira rádio até a estrutura atual, veja como o Grupo RIC se desenvolveu

:: Pelas mãos de Mário Petrelli, o

Grupo RIC começou a ser construído em 1975, quando o bem-sucedido executivo de seguros enveredou firme e forte pelo setor de Comunicação adquirindo duas rádios (em Curitiba e Joinville). Desde então, os negócios evoluíram constantemente no Paraná e Santa Catarina, e a RIC se tornou o que é hoje: o segundo maior grupo de comunicação regional do Brasil.

O processo não ocorreu sem dificuldades, como a cassação nacional da TV Tupi em 1980, que obrigou o grupo a encarar oito meses com 100% de produção própria em Florianópolis. Mas Petrelli seguiu estruturando a rede, que incluiu em épocas diferentes retransmissoras da Globo, SBT e Bandeirantes, além da Tupi. A unificação sob a bandeira Record ocorreu em 2007. Petrelli foi,

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história

Inauguração da primeira tevê do município de Chapecó, em abril de 1982, com a presença do Ministro das Comunicações em exercício, Rômulo Vilar Furtado, Governador Jorge Konder Bornhausen e Mário Petrelli (ambos de costas)

“Na inauguração da TV Chapecó, em 1982, houve a maior revoada de aviãozinho executivo da história da cidade.”

inclusive, um importante artífice da expansão nacional da Record para além do eixo Rio-São Paulo-Minas Gerais. Ele costurou a entrada de grupos do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia e Espírito Santo, contribuindo significativamente para consolidação da segunda principal rede televisiva do país. “Fui ao Demerval Gonçalves, um grande amigo que tocava a Record na época, e disse ‘tenho uma solução para vocês’”, conta. “Nós trouxemos para a Record 14 estações naquele momento. Aí começa a grande expansão da rede, que é fruto da cassação da Manchete [em 1999]. Tenho orgulho disso.” Evolução Após a entrada nas rádios em 1975, Petrelli voltou-se principalmente à

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televisão. A primeira oportunidade surgiu em Santa Catarina, com uma concessão obtida em Chapecó – a TV Cultura, retransmissora da Tupi, em 1976. O sinal entrou no ar em 1982, com o SBT, já que a Tupi saíra do ar enquanto a Cultura estava sendo estruturada. Petrelli começava seu projeto televisivo reforçando a filosofia de promover a divulgação de informação regional – o grande carrochefe do Grupo RIC. Não demorou para aparecer outra boa oportunidade no estado, que tinha na época três televisões: Globo (TV Coligadas, em Blumenau), Tupi (TV Cultura, de Florianópolis) e Bandeirantes (TV Eldorado, em Criciúma). Os sócios da Coligadas se desentenderam; Petrelli uniu um time de sócios e comprou a


Mário Petrelli (direita) com Amador Aguiar (esquerda), Presidente do Grupo Bradesco e do Top Club, em visita a Santa Catarina, na cidade de Joinville, na inauguração da Rádio Floresta Negra, em 1976, a primeira do Grupo RIC em Santa Catarina

televisão. Entre eles estava João Saad, fundador do grupo Bandeirantes. A negociação incluiu ainda o Jornal de Santa Catarina, do mesmo grupo da Coligadas. A rádio Diário da Manhã, de Florianópolis, logo seria agregada às empresas de comunicação de Petrelli. O bloco catarinense seria ampliado com a concessão da TV Barriga Verde (Bandeirantes), em Florianópolis, além de participações na TV Planalto em Lages. Estava montado o Sistema Catarinense de Comunicação. No meio dessa grande estruturação empresarial, o governo cassou a Tupi, que saiu do ar no Brasil inteiro. As televisões de Petrelli tinham na época cerca de 400 funcionários. As transmissões foram garantidas com produção local e interna por longos e custosos oito meses. O baque financeiro foi grande.

Nacionalmente, o fim da Tupi abriu espaço para o surgimento do SBT (1981) e da Manchete (1983). Com a concessão obtida seis anos antes, a TV Chapecó entrou no ar em 1982, retransmitindo o recémcriado SBT. Petrelli investiu cerca de um milhão de dólares (valores da época) em moderníssimos equipamentos comprados nos Estados Unidos. Convidado para a festa de inauguração, o amigo e concorrente Nelson Sirotski (do grupo RBS) se espantou com a modernidade da nova estação do interior, conta Mário: “Ele me chamou de maluco”.

“Tudo que eu conto da história de formação do grupo tem documento; não falo sem documento. E tem arquivo.”

Positivo No Paraná, a entrada dos Petrelli no setor de televisões teve início por Cornélio Procópio, a 400 quilômetros da capital. A imensa rede de

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história

“Nós trouxemos para a Record 14 estações naquele momento. Daí começa a grande expansão da rede, que é fruto da cassação da Manchete [em 1999].”

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relacionamento de Mário foi mais uma vez importante no processo. Oriovisto Guimarães, fundador do Grupo Positivo (educação, gráfica e informática) adquirira uma concessão na cidade. Mário fez a ponte entre Oriovisto e o amigo Adolph Bloch – e a TV Vanguarda passou a retransmitir a programação da Manchete, que até então não chegava ao Paraná. Tempos depois, Mário comprou a tevê de Oriovisto, que decidira sair de uma área que não era sua especialidade. Enquanto isso, em Santa Catarina, Petrelli entra com o SBT em Florianópolis (TV Estado). Outra aquisição no Paraná seria a TV Independência de Curitiba, que se somaria à Rádio Independência, já em operação. Formava-se, em 1987, a Rede Independência de Comunicação.

As emissoras do Paraná e de Santa Catarina começaram, então, a ser geridas de forma coordenada.

Bandeira Record Com a falência da Manchete em 1999, a TV Independência passou a retransmitir o sinal da Record. A histórica rede criada em 1953 havia sido comprada pelo empresário e pastor Edir Macedo no fim dos anos 80 e voltava a ser relevante após um período de dificuldades que vinha desde fins dos anos 1970. Veiculando então duas bandeiras (SBT e Record), Leonardo e Marcello, já então os executivos responsáveis pelas tevês do Grupo RIC, começaram a pensar em unificar o sinal das geradoras, com propensão maior à revigorada Record. Mário comunicou


O gene da comunicação O gene da comunicação se revelou na família Petrelli muito antes das rádios adquiridas em 1975. No final do século 19, Joseph Petrelli, um tio distante de Mário, foi editor-chefe do Corriere di Napoli, na época o segundo jornal mais importante da Itália. Estava no sangue. Armando Petrelli, irmão médico, dirigiu o combativo jornal A Tarde, de Curitiba, em 1929, comprado pelo pai. A experiência durou pouco, mas foi logo seguida pelo Correio do Paraná, que durante quatro anos agitou a região de Londrina, para onde o doutor se mudara. “Sempre houve comunicação na história da família”, conta Mário, agora presidente emérito do Grupo RIC, que tratou de engrossar substancialmente a história da família no setor.

essa possibilidade ao SBT. A partir de 2007 a RICTV Record ganha sua configuração atual do sinal.

Idas e vindas Como quase todo trabalho de estruturação de grandes grupos, o processo de formação do Grupo RIC iniciado em 1975 incluiu aquisições, sociedades, algumas empresas foram vendidas, repassadas a sócios, em movimentos que viabilizaram o melhor desenho de um grupo de comunicação saudável e preparado para os desafios de mercado. O resultado se vê hoje, com as 11 emissoras de televisão no Paraná e Santa Catarina, as rádios, o portal de notícias, a plataforma jovem multimídia, o jornal e as revistas. “Fiz o que tinha de fazer”, resume Mário. Não foi pouca coisa.

foca Um ainda imberbe estudante de Direito, com 20 e poucos anos, Mario arrumou seu primeiro emprego: repórter, “foca”, faz questão de lembrar, no jornal curitibano O Dia. Eram os idos de 1950. Mário fez parte do primeiro time formalmente credenciado para cobrir a Assembleia Legislativa do Paraná e a Câmara de Curitiba. Logo o foca passou a acumular a função de subeditor de política em outro jornal, coincidentemente chamado A Tarde (homônimo do periódico que seu irmão assumira 20 anos antes). Essa prática de apurar e relatar histórias e fatos ficou adormecida por 17 anos, entre 1958 e 1975, período em que Petrelli se consolidou como um dos principais executivos do setor de seguros do Brasil. A partir de 1975, o Petrelli jornalista voltaria com fôlego para se tornar um protagonista de peso no mercado. Dividindo seu tempo entre os dois setores, Mário viu nos filhos a propensão necessária para criar sua estrutura de Comunicação. Dois deles, Leonardo e Marcello, foram aos poucos assumindo os negócios de comunicação. Há anos, eles são os principais executivos que tocam o dia a dia da empresa – e, a partir de agora, os presidentes formais do Grupo RIC no Paraná e em Santa Catarina.

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ENTREVISTA | MÁRIO PETRELLI

O conciliador Fundador do Grupo RIC analisa a importância do jornalismo local e os rumos do Grupo com sua saída da presidência executiva. “A gestão tem de ser profissional”, diz  | Rumos da RIC

:: Aos 78 anos, Mário Petrelli deixa

o cargo executivo e passa a ser presidente emérito do Grupo RIC no Paraná e em Santa Catarina. Afasta-se do dia a dia da empresa; aquietar-se é outra história. “Naquilo que eu puder colaborar, vou colaborar”, diz ele sobre a nova fase. “Vou, como sempre, ouvir bastante e dar meus palpites.” Palpites, no caso, forjados à base de muita observação e da ponderação obtida ao longo de quase cinquenta anos de vida profissional. “Às vezes eu fico surdo de tanto falar e mudo de tanto ouvir”, brinca Mário, que se


Montagem sobre fotos de Daniel Queiroz

“[É preciso] ouvir, antes de falar; pensar antes de responder; aceitar crítica para poder construir.” orgulha de ser um conciliador nato – característica que o levou a alguns dos principais cargos executivos do mercado segurador brasileiro e a viabilizar o Grupo RIC. Inquieto e com um raciocínio acelerado, Mário Petrelli mantém o hábito de fazer regularmente um exercício para manter os neurônios afiados: enumera mentalmente o nome de todos os deputados estaduais de Santa Catarina ou do Paraná. Detalhe: da legislatura de 1947 ou perto disso. A lista varia, podendo ser com os presidentes norte-americanos,

governadores dos principais estados brasileiros no século passado ou ainda os presidentes desde a instalação da República (1889). A “brincadeira” dá resultado. A memória é pródiga, como se vê na entrevista a seguir, concedida em seu apartamento de Florianópolis. Ele discorre sobre a função da imprensa, analisa os mercados regionais e a importância da informação local, critica os oligopólios, ressalta a importância da gestão profissional, revela o orgulho de ter formado uma família unida e mostra o caminho

que deixou trilhado para a RIC se desenvolver nos próximos anos. Confira.

Origens “A minha história de família é basicamente catarinense e por decorrência do meu irmão Armando passei uma grande parte da minha vida no Paraná. Armando que veio para o Paraná entre os anos de 1929 e 1930, médico, depois foi para a faculdade. Foi diretor e presidente do Instituto Brasileiro do Café. Estudei no Paraná. Mas a minha afinidade www.ricmais.com.br | 


ENTREVISTA | MÁRIO PETRELLI

Fotos: Arquivo pessoal

Acima, Mário Petrelli em 1980 sendo cumprimentado pelo então Senador Lomanto Jr. na presença do Ministro das Comunicações Aroldo Matos (sentado), que comandou a reunião em que foi assinada a concessão da TV Barriga Verde, com presença de deputados de Santa Catarina (ao lado)

“A existência de mais redes de comunicação é fundamental para ter liberdade de preço, liberdade de opinião, concorrência.”

 | Rumos da RIC

inteira de origem é catarinense. Convivi sempre em Santa Catarina. Meu pai, um engenheiro, veio da Bahia para Santa Catarina para fazer a estrada de Ferro Santa Catarina. Formou uma grande amizade com a família Konder e a minha mãe ligada aos Ramos. Então eu sempre tive uma vida muito intensa no sentido de participação na vida de Santa Catarina. Em decorrência do meu irmão e da minha vida em Curitiba eu formei um grande relacionamento no Paraná. Com o [ex-governador] Ney Braga, com toda aquela turma. Na minha casa em Curitiba ocorriam as maiores reuniões políticas do Paraná. Tanto que o pessoal dizia ‘na casa Mário Petrelli foram escolhidas grandes soluções

políticas para o Paraná’. Em Santa Catarina a mesma coisa.”

Oligopólio, não! “É importante impedir monopólio e oligopólio, que impedem o contraditório e tiram, na realidade, a cidadania. O monopólio, na realidade, é a mesma coisa que o nazismo, o fascismo e o comunismo. É regime fechado. Respeito profundamente a RBS, que é um grande grupo. Mas eles estavam tomando conta de Santa Catarina... assim como a Globo tem uma grande liderança no Brasil. Para equilíbrio da sociedade, da opinião, do contraditório, deve haver a possibilidade do segundo e do terceiro [concorrentes]. Antigamente, no Brasil, você tinha a Tupi forte, aí surge


Mário José Gonzaga Petrelli – Nascido em 31 de maio de 1935, em Florianópolis.

Acima, Mário Petrelli, então Vice-Presidente Executivo do Grupo Atlântica Boa Vista, e o ex-Ministro Mário Andreazza com o Governador de Mato Grosso José Garcia e Diretor da Atlântica Roberto Médice, durante lançamento de seguro de vida em Cuiabá, em 1975

a Globo. Eu fiquei com isso na cabeça. Santa Catarina não pode ter uma rede só. No Paraná, indiscutivelmente, a posição da Globo era uma posição forte demais. Tivemos a ideia da regionalização em primeiro lugar. O que é regionalização? É cumprir a Constituição. “A Constituição Federal determina nos artigos 220 a 224, artigos sábios da Constituição de 1988: ‘Proíbo o monopólio e o oligopólio’. Sem a nossa existência, efetivamente você tinha monopólio e oligopólio em Santa Catarina. Não no Paraná, que tem mais concorrência.” Opção pelo regional “[A Constituição também] determina as programações regionais, que

na realidade não são cumpridas pelas outras redes, pois elas estão encaixotadas. Você pega a Bandeirantes, acaba o jornal em rede nacional, e entra o missionário Soares. Que regionalização é essa? Você pega a Globo, é novela, novela, novela. Quantas horas de regionalismo eles têm? “Você tinha a RBS aqui [em SC] com uma força total. O governo fica dependente. O comércio fica dependente de uma só tabela [de publicidade]. A regionalização é pouco existente porque o horário da Globo está voltado para novelas. A nossa produção local deve ser duas ou três vezes maior que a dos concorrentes. Então a ideia do Leonardo e do Marcello [atuais

– Formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná, em 1959. – Tem cinco filhos: Luciana, Leonardo, Mário José, Marcello e Rosimar. – Viúvo de Dircéa Corrêa Petrelli, casou-se pela segunda vez com Mônica Buffara.

ATUAÇÃO PROFISSIONAL Comunicação – Fundador, presidente e atual presidente emérito do Grupo RIC de Comunicação. Seguros – Foi um dos principais executivos de seguros do país, setor em que atuou com exclusividade de 1958 a 1975 e no qual construiu uma vasta rede de relacionamentos. Entre outros cargos, foi diretor-executivo do Grupo Atlântica-Boa Vista; vice-presidente de produção da Bradesco Seguros; fundou e idealizou a Seguradora Roma e a Golden Cross; foi diretor de Crédito Geral, Comércio e Indústria do Banco do Brasil; membro do conselho de administração da Mapfre; e diretor da Icatu.

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ENTREVISTA | MÁRIO PETRELLI

À esquerda, lideranças do Paraná: Leonardo Petrelli, o Governador Beto Richa, Mário Petrelli e o publicitário Sérgio Reis Acima, lideranças de Santa Catarina: Senador Luiz Henrique, Mário, Jorge Bornhausen e Leonel Pavan Fotos: Arquivo pessoal

“O que interessa na comunicação é o respeito ao indivíduo. Em qualquer atividade, na realidade, o que interessa é o respeito.”

 | Rumos da RIC

presidentes do Grupo RIC] foi perfeita: ‘Se não pudermos ser o maior, porque não temos novelas, vamos ser o melhor na regionalização. Com isso, estamos beneficiando os estados. Porque o indivíduo vive na cidade, não vive na nação. Ele precisa saber muito mais da sua cidade, do seu estado e das suas potencialidades do que saber do resto do mundo. Esse é um erro do governo. O governo brasileiro, por conta de uma sistema de autoritarismo que vem desde o governo autoritário, centraliza a carga tributária. Da carga tributária, 66% ficam para a União, 34% para o estado e os municípios – 22% para o estado e 12% para os municípios. E o estado e os municípios têm de fazer segurança educação e saúde. Quer dizer, é um regime errado que faz o absolutismo da centralização.”

O local é importante “Na Comunicação é a mesma coisa. Se você tiver a centralização na mão de um, não tem contraditório; gera menos emprego, não tem liberdade. Então a ideia da regionalização, de prestigiar o fato local, essa coisa toda, é que dá sentido à nossa existência. Primeiro: criar o contraditório, impedir o oligopólio e o monopólio; e criar a regionalização, difundindo a cultura de cada estado, de cada município, prestigiando o folclore, a literatura, o esporte regional... Reavivar tudo aquilo que a sociedade vem construindo. Pouca gente faz tudo isso, que é importante para o desenvolvimento da Nação, não só dos estados.” Antiexemplos latinos “Veja o que está acontecendo na


Mário por Mário Uma virtude

A gente nunca deve dizer quais são as virtudes que tem. Devemos ser julgados pelos outros. Mas a minha virtude é respeitar o passado, honrar o passado, me orgulhar da história da minha família e me orgulhar do que eu fiz sempre com a colaboração dos outros e me orgulhar da família que eu consegui constituir junto com a minha mulher, que graças a Deus é uma família que está unida e que vive bem.

“Não sou empresário, sou executivo. Empresário eu só fui ser naquilo que realmente os filhos administram.” Argentina. Querem asfixiar o grupo Clarin. Repete-se o que aconteceu em 1953 no Peru quando asfixiaram o La Prensa, que era o jornal mais independente e mais forte da América Latina. Enquanto o governo não acabou com o La Prensa, ele não ficou satisfeito. Aí estabeleceu a ditadura até que ele caiu em 1955. O que aconteceu no Brasil? Assis Chateaubriand era uma espécie de absoluto. Aí quando cassaram a Tupi, a Globo ficou forte demais. Surgiram as outras estações que estavam procurando ocupar o seu espaço, que é fundamental para se ter liberdade de preço, liberdade de opinião, concorrência. O governo também não pode ficar na mão de uma rede que impõem e faz o que quer. Chateaubriand fazia o que queria quando foi dono da

uma prática

comunicação no Brasil. Ele exigiu do Juscelino ser nomeado embaixador em Londres e levou oito meses para assumir a embaixada! Depois surgem alternativas: Samuel Wainer, com o apoio de Getúlio Vargas, criou a Última Hora; depois vem a Manchete, com o Juscelino [Kubitschek]; vêm a Globo, a Excelsior, a Bandeirantes... Começa a diminuir aquele poder [centralizado].” Contrapesos “Indiscutivelmente, durante um período a Globo também ficou com excesso. Agora, à medida que as redes estão se consolidando, está se dividindo melhor. É importante para o Brasil que Record cresça, que a Bandeirantes cresça... É importante que nós sejamos os melhores na regionalização, que é o que estamos fazendo.”

O que um ouvido ouve o outro não ouve. Se um ouvir e se comunicar com o outro perco uma coisa muito importante, a credibilidade. Às vezes vem um amigo, um adversário ou um companheiro em minha casa. Eu ouço as histórias deles e silencio. Ouço a do outro e silencio. O que eu falo para todos é igual, pois se não eu vou passar por mentiroso. Não posso mentir. Para eu mentir, teria que ter um computador para registrar. Mas eu não gosto de computador.

Uma falha

Devo ter várias. Até essa de ser espontâneo, de gostar de falar, de participar, de dar palpite em tudo.

Uma dica

Eu digo a meus filhos: treinem a memória, porque a memória é um dom genético, mas ela precisa ser aprimorada. www.ricmais.com.br | 


ENTREVISTA | MÁRIO PETRELLI

“A prata da casa, aquela que já está com você, que merece confiança, essa tem que ser incentivada a crescer.”

 | Rumos da RIC

Ética de mercado “O ideal na democracia, na sociedade de consumo, é ter primeiro, segundo e terceiro [lugar no mercado]. Imagina se tivesse apenas uma grande rede de supermercado? Se tivesse só uma grande rede de loja de departamentos? Imporiam preço! Na comunicação é importante ter diversificação. Agora, é importante o que nós estamos procurando fazer com o talento do Marcelo e do Leonardo, de todos os colaboradores e companheiros: televisão tem que ser ética; tem que ser geradora do contraditório; tem de respeitar em primeiro lugar a liberdade do individuo, que é intocável. A liberdade de imprensa é obrigatória e tem que respeitar a liberdade do indivíduo. Não tem que ser acusatória-destrutiva. Tem de ser acusatória-pesquisadora quando necessário, mas não destruidora. Não pode ser sensacionalista no sentido de transformar um simples fato em

sensacionalismo para vender mídia. Ela tem que ser, na realidade, informativa, contribuitiva e democrática, exigindo que a imprensa seja respeitada no seu direito, mas respeitando primeiro o direito do cidadão.” Responsabilidade “Criticar é fundamental, mas para criticar tem que dar o direito de defesa. O bom é ouvir antes, a não ser um fato evidente - um atropelamento você tem que relatar. Mas você interpretar por ouvir dizer e sair acusando não é positivo. O positivo é pesquisar e verificar. O informar é obrigação. Informar não quer dizer deduzir e sair acusando ou defendendo. A notícia tem que ser bem feita.”

Mídias inteligentes “A imprensa tem que ter cada vez mais liberdade, procurar se modernizar, entender que a internet vai tirar muito da leitura gráfica. Tem que se aperfeiçoar. A televisão tem que ser a


Na página oposta, Mário com a família na inauguração da TV Joinville: da esquerda para direita, Mário José Petrelli Filho, Luciana, Leonardo, Dircéa e Marcello. Ao lado, encontro com Roberto Civita, líder do Grupo Abril, que faleceu em maio deste ano.

Referências da vida Ícones

Gandhi e Jesus

Política

Getúlio Vargas, Roberto Campos, Juscelino Kubitschek, Nereu Ramos e Castelo Branco

Amigos políticos

mais inteligente possível, para poder fixar no indivíduo o interesse de vêla. E tem que respeitar os horários no sentido da educação. A televisão é um veículo que o indivíduo fica estratificado dentro dela – um no esporte, outro nos desenhos, outros na novela. Os horários têm que ser feitos de acordo com o consumidor. O que interessa na comunicação, em primeiro lugar, é o respeito ao indivíduo. Temos de aprimorar cada vez mais isso, partindo para a internet, para solução web, para jornal, para revista. A mídia de rádio, inclusive, é fundamental. O rádio na realidade é aquele negócio que o lavrador pendura no pescoço no começo da manhã e vai para o campo ouvindo a notícia. Que a empregada doméstica está na cozinha ouvindo. O rádio ainda é um instrumento de comunicação, por mais que pense que desapareceu, em minha opinião, ainda é a maior mídia que se tem. É a mídia que o cidadão anda com ela o

tempo todo. E a televisão também tem que evoluir nesse sentido de ter o seu horário de acordo com a necessidade.”

Planejamento de longo prazo “Nada se sustenta sem ter metas e objetivos. Quando você sai “a la baulé” [atabalhoadamente] você acaba dando com os burros n’água. Esta aí o exemplo das redes de televisão que foram para o saco; os jornais que foram para o saco; das lojas que foram para o saco; das grandes fortunas que foram para o saco. Da economia que mudou de dono porque não houve primeiro planejamento, nem meta, nem processo estratégico para evitar essa situação. Então é importante ter uma visão de que as empresas, por mais que elas sejam familiares no sentido de propriedade, não sejam familiares no sentido de execução e administração. Senão é aquela história: ‘avô rico, pai bem, neto pobre’. “Você pega uma empresa que o pioneiro criou com quatro filhos. Os

José Sarney, Ney Braga, Jorge Bornhausen, Aderbal Ramos da Silva, Celso Ramos, Renato Ramos da Silva, Joaquim Ramos, Irineu Bornhausen

Referências internacionais

Thomas Jefferson, Abraham Lincoln, Franklin Roosevelt, Winston Churchill e Charles de Gaulle

Exemplos trágicos

Hitler, Stálin e Mussolini

Direito

Saulo Ramos

Literatura

Jorge Amado e Monteiro Lobato

História do Brasil

Hélio Silva

Poesia

Olavo Bilac, Cruz e Souza, Castro Alves e Gonçalves Dias

Pintura

Vítor Meirelles, Jener Augusto e Martinho de Haro www.ricmais.com.br | 


ENTREVISTA | MÁRIO PETRELLI

“O controle societário não quer dizer o controle executivo. O controle societário é para estabelecer as regras funcionais normativas, mas o ideal é o controle executivo ser feito por profissionais.”

quatros filhos têm mais 14 filhos. Aquilo fica um negócio familiar. Aí surge mais um filho ou um neto que tem capacidade gerencial e vem para a empresa. O restante dos genros, noras, netos e bisnetos, todo mundo quer estar lá dentro... As empresas familiares precisam hoje ter uma visão fundamental: controle societário não quer dizer controle executivo. O controle societário é para estabelecer as regras funcionais normativas, mas o ideal é que o controle executivo seja feito por profissionais. “Graças a Deus os meus filhos são profissionais. Há um pacto familiar para que eles possam colocar os sucessores deles, portanto, meus netos. Mas eles precisam ter no mínimo cinco anos de exercício fora das atividades da empresa, ter MBA, cursos avançados... Senão vira nepotismo. “Há muitos casos na história do Paraná e de Santa Catarina que [as empresas familiares] foram desaparecendo; tudo desapareceu. Faltou profissionalização. “Aconteceu a mesma coisa com fortunas gaúchas de antigamente, foram desaparecendo. Surgiram novas. Em Santa Catarina há 60 anos eram uns sete ou oito grupos de expressão regional. Todos eles foram substituídos por novos grupos, que se aprimoraram. Uns entraram em mercado aberto, outros fizeram sociedade aberta. “Mas o que eles estão procurando fazer e que eu acho que o Leonardo e o Marcelo têm de procurar fazer, é o seguinte: têm de criar a estrutura com profissionais que pensem no desenvolvimento da empresa. Eles já estão relativamente aprimorados; estão melhores do que eu na modernização.”

Pacto familiar “O principal que eu vejo em relação ao Marcelo e ao Leonardo é que eles estão procurando a noção de não serem autodidatas, serem na realidade estudiosos e perceberem que sem as equipes não se forma nada. Eles têm  | Rumos da RIC

Na página ao lado, Mário Petrelli em comitiva com políticos e autoridades durante encontro com o então Presidente Lula que estar preparados. Por isso que, no pacto familiar [firmado] com a morte da minha mulher, ficou estabelecido que qualquer descendente que vier para a empresa depois deles terá de fazer currículo fora da empresa. Eles têm de aprender, se aprimorar e, se não tiverem talento, tem que ter talento para contratar gente que tenha talento.” Prejuízo “Quando uma empresa fecha, não é só um prejuízo familiar. É o desemprego, é a frustração... Uma grande preocupação do empresário é de que ele é responsável por famílias que ele colocou lá dentro. Ele não pode querer fazer daquilo ali um ninho familiar dele. O ninho familiar é a pior coisa que tem. Você tem o direito das ações e do lucro – são de todos aqueles que fazem parte da família, mas o direito de gestão é da competência.

Executivo e empresário “Eu inventei negócios de grande formação no Brasil, mas não sou um empresário, sou um executivo. Empresário eu só fui ser naquilo que realmente os filhos tocam. Que é a parte de investimentos imobiliários e a parte de comunicação. Com a morte da Dicéia [esposa], que era quem mais convivia com os filhos, pois eu vivia para baixo e para cima com as outras atividades, senti que havia uma necessidade de procurar efetivamente preparar a junção dos dois lados. Por ideia do Marcello e do Leonardo veio essa de fazer um grupo só [a RIC]. A ideia é deles. O mérito é deles. Aí eu também me preparei: preciso sair da evidência de ficar com essa aparência de presidente, porque na realidade o presidente-executivo há um bom tempo é o Leonardo no Paraná e o Marcelo em Santa Catarina.”


Futuro conselheiro “Sem falsa modéstia, tenho relacionamento grande, monumental, em Santa Catarina, pela história da minha família. No Paraná, tenho uma tradição que o Leonardo herdou e melhorou. Minha presença na presidência em Santa Catarina acabava centralizando um pouco. Hoje eu prefiro ficar em casa. O pessoal vem me procurar em casa. “A minha participação daqui para frente será de procurar ajudar orientar, divulgar, difundir, dar conselho, porque quem não recebe conselho quebra a cabeça. Eu gosto de receber conselho, gosto de ser criticado, porque quem não gosta de ser criticado dá com os burros n’água. Gosto de ouvir opinião. Ouvindo a opinião de quatro, cinco é melhor do que mandar sozinho, pensando que sabe tudo. Quem tudo sabe, pouco sabe.“ Como escolher um executivo “Ao avaliar um profissional, a primeira coisa a se levar em consideração é a capacidade. Mas eu acho que essa avaliação não deve ser um ato da família. Deve se contratar alguém para avaliar o currículo. E a prata da casa tem que ser valorizada. A prata da casa, aquela que já está com você,

que merece confiança, essa tem que ser incentivada a crescer. Ela tem que ser incentivada a ter a possibilidade de ser diretor-executivo e até num espírito de inteligência de agregar para o futuro no sentido de ele ter participação acionária.”

Ideal de empresa “O lugar ideal é quando se chega ao modelo japonês do CCQ – Círculo de Controle de Qualidade, em que todos saibam que o objetivo é ter resultado. Onde não há resultados não há efetividade de ninguém. A empresa que não tiver resultado vai fechar. Agora, que esse resultado seja partilhado. Temos que chegar em determinado momento e dizer: ‘nossos objetivos são esses’. Se alcançarmos os nossos objetivos, todo mundo vai ter resultados. E tem que procurar fazer uma coisa muito importante: preservar o bom funcionário, prender na casa, estimulando e incentivando essa pessoa. Se ele ficar cinco anos tem mais vantagens; se ficar dez, mais... Que ele tenha metas e objetivos. Quando não tem meta, não se fiscaliza, e a empresa vai fechar. Quando a empresa gasta mais do que pode, vai quebrar. Quando quer investir mais

do que deve, também vai quebrar. Há exemplos de grandes redes que estão crescendo tremendamente bem e outras que pensavam que eram grandes que estão minguando.”

Criatividade é fundamental “Pela minha idade, essa coisa toda, o conselho que eu dou: ‘a gente precisa estar sempre aprendendo’. Eu ainda sei muito pouco daquilo que eu preciso saber. Todos têm que ter essa visão que sabem pouco e precisam aprender mais. Quando você deixa de trabalhar começa a morrer. Eu rezo todo o dia para ter cabeça boa, não ter [mal de] Alzheimer, que a ele não sofre mas a família sofre, e não ter [mal de] Parkinson, que aí a família sofre e ele sofre também.” Carta do pai “Aprendi uma coisa muito importante com o meu pai. Quando se faz uma carta, por mais razões que se tenha para criticar ou acusar, a abertura tem que ser simpática, como a abertura de uma reunião. Ela tem que ser agradável. No meio da carta, no meio da reunião, se pode tecer as críticas ou os comentários objetivos e necessários. O cara já recebeu o começo da carta, gostou do início.

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ENTREVISTA | MÁRIO PETRELLI

“Aprendi uma coisa importante: ser mandado para poder mandar. Quem não for bem mandado não vai saber mandar. Outra coisa fundamental: ouvir antes de falar. Pensar antes de responder.”  | Rumos da RIC

No meio você pode dizer tudo aquilo que precisa ser dito. Se tiver que ser elogios ou críticas, que seja, mas sempre concluir a carta com respeito. O que vale é a abertura e o final. O meio você enfeita da maneira que for preciso.”

Indicação profissional útil “Quando você apresenta [profissionalmente] alguém, para não criar o constrangimento e dizer ‘recomendo fulano de tal’, meu pai dizia o seguinte: ‘recomendo fulano enquanto útil lhe for’. A recomendação que se deve dar sobre alguém não pode impedir que, se esse indivíduo não for bem, quem você o recomendou fique impedido de mandá-lo embora. Essas coisas são fundamentais.” Verdade não tem dono “Na minha vida de executivo de

grandes empresas aprendi uma coisa muito importante: ser mandado para poder mandar. Quem não for bem mandado não vai saber mandar. A gente primeiro tem que aprender a ser mandado. Aprendendo a ser mandado, sabe mandar. Outra coisa fundamental: ouvir antes de falar. Pensar antes de responder. Aceitar crítica para poder construir. Quem não aceita crítica, se acha autossuficiente, vai ficar dono da verdade, vai acabar. O contraditório é fundamental.”

Conselho de administração “Eu fui muitas vezes advertido. Eu tive chefes, os empresários, donos, dando conselhos e as determinações. Ninguém tem o direito absoluto sozinho. Cada vez mais as empresas modernas criam os conselhos.


Na página à esquerd a, Mário com Jorge Bornhausen, o exPresidente José Sarney e o então Presidente da Câmara dos Deputados, Inocêncio Oliveira, durante jantar em Brasília (1993) Acima, com o então Governador do Paraná Ney Braga. E acima ao lado, com Marco Maciel, ex-Vice-Presidente da República, durante convenção do PFL na capital federal (1993) A responsabilidade do conselho de administração de uma empresa é maior do que da diretoria executiva. O conselho é que estabelece as normas e as determinações, fiscaliza a diretoria executiva. Então o conselho é tão importante que a legislação da sociedade anônima é clara sobre a importância dele. Eu faço parte de alguns conselhos de administração e sei a responsabilidade que temos. Também fiz parte do conselho executivo de algumas empresas e sabia as responsabilidades que eu tinha que cumprir, porque os conselhos determinavam. A gente tem que conhecer os dois lados da moeda.” Resumo da ópera “Fiz o que tinha que fazer. Primeiro, criar os filhos no sentido de que possam dar continuidade [ao Grupo]. Se eu fosse dono de companhia de seguro, teria incentivado para eles trabalharem na área, mas eu não era dono, era um executivo. Nunca fui dono, fui presidente de empresa e pequeno acionista, mas não quis

trazer os filhos para dentro das empresas, por isso criei uma atividade para eles. “Eles estão no momento certo de assumir as empresas. E devem fazer isso respeitando e valorizando o quadro [de funcionários]. Uma coisa fundamental: respeitando a sociedade; não criando de maneira nenhuma sensacionalismo, imprensa marrom.” Planos futuros “Os meus planos com essa retirada são os mesmos de sempre. Continuar participando do mundo, convivendo. Na realidade espero de vez em quando dar palpites no Grupo. Acho que palpite é sempre importante dar. Continuar me informando, procurando acompanhar o que se passa no mundo. “Sou por formação aberto e gosto de conversar, trocar ideias e ouvir. Cada vez que eu ouço, aprendo mais. Essa parte eu gosto de fazer. E naquilo que puder colaborar vou colaborar. Só não vou abrir mão de uma coisa. As pessoas que gostam de falar

“A gente precisa aprender sempre. Eu ainda sei muito pouco daquilo que eu preciso saber. Todos têm que ter essa visão, de que sabem pouco e precisam aprender mais.”

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ENTREVISTA | MÁRIO PETRELLI

1976

1985

Jornal de Santa Catarina – Blumenau/SC

TV Coligadas (Globo) – Blumenau/SC

TV Cultura (Tupi) Florianópolis/SC

1977 Rádio Diário da Manhã (atual CBN Diário) Florianópolis

TV Vanguarda (Manchete) Cornélio Procópio/PR

“Eu não sou homem de briga, sou homem de conciliação e não quero atrito.”

 | Rumos da RIC

TV Independência (Manchete) 1985. Curitiba/PR

1979

TV Independência Norte do Paraná Maringá/PR

Unificação das empresas, sob a bandeira RIC Rede Independência de Comunicação

Rádio Independência AM Curitiba/PR

1989 Rádio FM 104 Atual Jovem Pan Curitiba/PR

Rádio Curitibana Curitiba/PR

Rádio Floresta Negra Joinville/SC

TV Independência Norte do Paraná (Record), em substituição à TV Vanguarda (Manchete). Cornélio Procópio/SC

1987

1986

TV Barriga Verde (Bandeirantes) Florianópolis/SC

comigo, me conhecem e me respeitam exatamente por aquilo que eu sempre fui: um conciliador. Taí a história da televisão. Fundamental é o “nós”. Eu só construí algo em torno de mim porque não construí sozinho. “Em Santa Catarina eu sou fruto das minhas famílias, que tiveram uma grande participação na história do estado, no poder Judiciário, das amizades, e da educação que recebi e daquilo que eu procurei manter, que é o respeito à honradez. E uma coisa fundamental: dialogar. No Paraná a mesma coisa.”

TV O Estado (SBT), fundador. Florianópolis/SC TV Independência, fundador. Guarapuava/SC

TV O Estado (SBT) Chapecó/SC

Leituras e televisão “Ninguém se informa só pelo seu veículo. Em Santa Catarina leio obrigatoriamente os dois jornais: o Diário Catarinense, que respeito, e o nosso [Notícias do Dia]. A leitura dos dois é que me permite ver o que cada um está fazendo melhor ou pior. Na televisão, considero que é importante ver os jornais. O melhor jornal não é o maior. O melhor jornal não é o Jornal Nacional, mas eu assisto. O Jornal Nacional, pela sua fonte de riqueza informativa, me traz notícias e informações


2007

2012

Integração da plataforma its ao Grupo RIC

2001 TV Cidade dos Príncipes Joinville/SC

2008

Lançamento do Portal RIC Mais

2011 Lançamento de Rádio Record

TV TOP, Blumenau/SC

Unificação das tevês do Paraná e Santa Catarina sob a bandeira Record. Entrada da TV Itajaí e Xanxerê, além da RecordNews em SC

1990 TV Independência Oeste Toledo/PR

2004 Inauguração da TV Vale do Itajaí

Criação de RIC Editora Santa Catarina

2006

2013 Incorporação da View Editora ao Grupo RIC Lançamento da plataforma de revistas com selo RIC no Paraná

Criação do jornal Notícias do Dia em Joinville e Florianópolis

mundiais, atrasadas ou não, melhor do que os outros pela potencialidade que a Globo tem. Mas, na minha opinião, não é o melhor jornal. Há jornais melhores. Então eu faço questão de ouvir no mínimo três jornais sempre. E ouço uma coisa que poucos brasileiros fazem: a TV Senado, TV Câmara e a TV do Judiciário. Cada vez que faço isso, ouço o Brasil. Eu ouço no horário que tem muita gente vendo novela. “Na hora das novelas, prefiro ler – a história do Getúlio Vargas, por exemplo – e ver o que está se

passando no país, como o julgamento do mensalão, o que acontece no Senado e na Câmara.”

Política “Quando um indivíduo diz ‘você é político’, respondo: ‘todos devem ser políticos’. O político não é o exercício do cargo político. É o acompanhar o que se passa no país. Senão você vota errado, vota por paixão. Quer dizer, para escolher o vereador, o governador etc, precisa ter visão política. Para escolher o presidente, precisa pensar politicamente. Exercer

função política é outra coisa. Mas na vida nós temos que ser políticos; político na família; político nas empresas, para respeitarmos e ouvirmos; políticos na sociedade em geral. A política é a arte de engolir sapo. É a arte de somar. Então isso é fundamental. Agora, a convivência e o respeito ao próximo também é fundamental e principalmente o respeito à opinião de quem pode nos ajudar dizendo coisas que a gente vai poder aprender e vai poder desenvolver. Às vezes eu fico surdo de tanto falar e mudo de tanto ouvir.” www.ricmais.com.br | 


Programas e produtos

DNA catarinense

A operação do Grupo RIC envolve plataformas com forte conteúdo local, abrangendo tevê, rádio, jornal, revistas e internet :: Interagir com os mercados

regionais, produzindo conteúdos de informação e entretenimento que promovam o desenvolvimento das comunidades e resgatem os valores e as culturas locais. Esta é a missão do Grupo RIC em Santa Catarina, que desde seus primeiros anos de atuação

 | Rumos da RIC

vêm colocando em evidência assuntos que interessam diretamente os cerca de 6,25 milhões de habitantes do estado. “Nosso objetivo é estar cada vez mais próximo do catarinense, atuando de maneira global, mas com foco regional”, observa o presidente executivo do grupo em Santa Catarina, Marcello Correa Petrelli. Foi na televisão que o grupo começou sua trajetória no estado, onde hoje conta com dois canais de sinal aberto: a RICTV Record e a Record News SC, ambas transmitindo em alta definição. O primeiro retransmite a programação nacional da TV Record e reserva mais de seis horas para programas locais. O segundo canal é


exclusivo para o jornalismo e segue o modelo nacional implantado pela Record, acrescido de quatro horas de programação local de segunda à sexta e oito horas no final de semana. O radiojornalismo e o jornalismo impresso são outros pilares que reforçam a proposta regional do Grupo RIC. Pela Rádio Record SC, a população de 23 municípios da Grande Florianópolis tem acesso a notícia, serviço e interatividade 24 horas por dia. O jornal Notícias do Dia, por sua vez, é um importante veículo diário que circula nas duas maiores cidades do estado – Florianópolis e Joinville –, levando a aproximadamente 70 mil leitores um jornalismo de qualidade

e credibilidade como alternativa à concentração no mercado de jornais impressos em Santa Catarina. O portfólio de comunicação do Grupo RIC conta ainda com uma presença cada vez maior do meio revista, com títulos reconhecidos pelo público leitor e pela crítica especializada, como a “Show Me”, publicação anual voltada à divulgação turística do estado e distribuída aos clientes das redes hoteleiras de Florianópolis e Balneário Camboriú. O DNA regional do grupo fica em evidência na série de revistas lançadas nas datas de aniversário de seis dos mais importantes municípios catarinenses. Outro título

de destaque é a revista “its”, voltada para os jovens e com uma plataforma completa de conteúdo que inclui programas de rádio e TV, um caderno semanal no jornal Notícias do Dia e um portal na web. E é também na internet onde está a mais nova investida do grupo: o portal RIC Mais, lançado no final de 2012 para agregar notícias multimídia produzidas pela RICTV Record e pelo jornal Notícias do Dia, além de blogs e links para as redes sociais dos demais veículos do Grupo RIC. Nas próximas páginas você vai conhecer melhor o trabalho de cada uma destas plataformas do Grupo RIC em Santa Catarina. www.ricmais.com.br | 


RIC SC

2,2 milhões

Cada

vez mais

é o número de telespectadores da RICTV Record em SC.

perto do

telespectador Marta Gomes e Nader Khalil, apresentadores do Jornal do Meio-dia, em Florianópolis

Fazer com que o catarinense se veja na tela é o grande diferencial da RICTV Record SC, que conta com seis emissoras :: Focar sua cobertura nas

particularidades econômicas e culturais de cada região de Santa Catarina. Essa tem sido a estratégia da rede RICTV Record desde que começou suas atividades com a emissora instalada em Chapecó. A iniciativa foi logo acompanhada da segunda unidade da rede, na capital. “As pessoas sempre gostaram de se ver refletidas na televisão. Então aperfeiçoamos essa característica, que passou a ser a nossa

 | Rumos da RIC

marca”, ressalta Roberto Ivan Bertolin, diretor regional da RICTV Record em Florianópolis. Hoje, a rede é composta por emissoras nos municípios de Chapecó, Blumenau, Joinville, Itajaí e Xanxerê, além de Florianópolis. Em todas essas praças, os programas de maior destaque na grade são o Jornal do Meio-dia e o Ver Mais. Adotando linhas editoriais e cenários padronizados para cada localidade específica, as duas atrações mantêm o foco nos assuntos regionais e contam com apresentadores locais, incorporando as diversas linguagens presentes em Santa Catarina. “Nosso esforço é para compreender como cada cidade consome esses produtos”, afirma Bertolin. “Apostamos no talento local e assim adquirimos conhecimento daquela região. Em cada lugar, falamos a mesma língua dos telespectadores.” O resultado dessa estratégia se

traduz nas mais de seis horas de programação local produzidas todos os dias em cada uma das afiliadas da rede, que conta com 40 equipes de jornalismo espalhadas por Santa Catarina e uma fixa em Brasília. “Isso nos dá mais agilidade e faz com que nossa força de produção seja superior a todos os concorrentes. Estamos mais próximos do povo, por isso somos os primeiros a chegar e a presenciar os acontecimentos”, diz Bertolin. Para o diretor, é o somatório entre o espaço ocupado pela reportagem, a infraestrutura implantada e em constante atualização, além da contínua busca pelos melhores talentos locais, que tornou a RICTV a mais premiada rede de televisão de Santa Catarina. “Recentemente ganhamos inclusive uma premiação nacional concedida pela Bradesco Seguros, com uma reportagem sobre


dança e ginástica na melhor idade. Conquistas como essas atestam que o nosso conteúdo é relevante, ágil e de qualidade”, reforça. A aposta do Grupo RIC na relevância do conteúdo regional vem trazendo dividendos para todos os canais de comunicação do grupo e em especial à rede de televisão, tanto na conquista da audiência quanto no retorno obtido do mercado. “Essa estratégia, que tem sido nossa grande força, atende também aos anseios dos anunciantes, que encontram nos telespectadores da RICTV Record um amplo espectro de consumidores com o qual podem se identificar”, diz Bertolin. Ele ressalta que a expectativa para 2013 é dar mais um salto nos números de audiência e de faturamento. “Para isso, ampliamos nossa programação em uma hora e meia, de segunda à sexta, com a regionalização do Cidade

Alerta, apresentado por Hélio Costa”, diz o executivo. “Estamos levando informação ao vivo para todo o Estado no fim da tarde e, desde a estreia do programa (08/05), já percebemos um aumento no nosso market share.” Outra investida da RICTV Record rumo a uma maior fatia de audiência é o investimento na tecnologia digital. A unidade de Florianópolis foi a primeira emissora de Santa Catarina a ter todo o processo de produção – desde a captura, passando pela edição e transmissão das imagens – totalmente em alta definição (HD). O início das operações com o novo sistema, em maio de 2013, foi festejado por todos como um símbolo da recuperação das perdas materiais que atingiram a emissora em um incêndio ocorrido em novembro de 2012. Além da reconstrução de parte dos estúdios, houve a estreia de novos cenários e

de equipamentos de última geração. As novidades, de acordo com Bertolin, fazem parte do compromisso da rede em apresentar inovações e uma nova forma de fazer tevê. “Nosso desafio agora é qualificar ainda mais toda essa estrutura. As pessoas querem não só uma boa imagem, mas principalmente boa informação. Por isso estamos sempre atentos ao comportamento do telespectador, para que ele continue sentindo que somos a TV que melhor o representa”, diz Bertolin. A interatividade com o público é outro tema que apresenta novas barreiras a serem superadas. As fórmulas mudam sempre e não há um caminho único a ser seguido. “O certo é que os cidadãos querem enviar conteúdo, querem participar. Nosso maior diferencial é estarmos conectados com aquilo que conhecemos bem”, conclui Bertolin. www.ricmais.com.br | 


JORNAIS TELEVISIVOS

Alexandre José, Polidoro Júnior, Eduardo Prado, Gilmar Santini e Marcos Oriques

Prioridade para

A RIC TV Record valoriza a informação em 860 horas mensais de programação local, com 40 equipes de reportagem no Estado :: Os programas jornalísticos na RIC

TV Record em Santa Catarina estão cada vez mais diversificados, sempre mantendo a marca da programação mais regionalizada do Estado. Essa tendência foi incrementada em 2013. Isso se reflete nas seis horas diárias de conteúdo original produzido em cada uma das afiliadas da rede – que

 | Rumos da RIC

conta com 40 equipes de jornalismo espalhadas em Santa Catarina e mais uma fixa em Brasília – totalizando cerca de 860 horas de programação local por mês. Para o gerente de jornalismo da RIC TV Record Florianópolis, Marcos Giraldi, é dessa forma que a RIC mantém seu compromisso com a comunidade em todas as praças de atuação. O grande destaque da programação em 2013 foi a reformulação do Jornal do Meio-dia. “Tiramos o foco da editoria de Polícia para a de Cidade, pensando em qualificar a informação para a comunidade”, diz o gerente de jornalismo. A duração do programa foi ampliado, assim como ocorreu com o programa Ver Mais. Outro destaque foi a estreia do programa Cidade Alerta,

com uma hora e meia de duração, com apresentação do Hélio Costa e a participação ao vivo de todas as praças da RIC TV em Santa Catarina. Transmitido em alta definição (HD) para a Grande Florianópolis, o Jornal do Meio-dia se renovou com novos apresentadores e colaboradores. O formato atual prioriza um telejornalismo voltado para reportagens especiais, denúncias e notícias do cotidiano. “No Jornal do Meio-dia o povo tem voz, participa e interage, enviando suas notícias, sugestões e reclamações”, observa Giraldi. Em Florianópolis, o comando do telejornal é de Nader Khalil e Marta Gomes, com participação de Hélio Costa. Em Joinville, Marcos Oriques é quem apresenta; Graciliano


o jornalismo Rodrigues está à frente do programa em Itajaí; em Blumenau com Alexandre José; Chapecó tem Eduardo Prado; e no Meio-Oeste o apresentador é Gilmar Santini. Outro destaque foi a estadualização do Cidade Alerta. “O programa tem como característica ser contundente, com um estilo próprio muito bem personificado pelo Hélio Costa. A equipe também valoriza a agilidade da informação em todo o estado, com links ao vivo de todas as cidades da rede”, diz o gerente de jornalismo. Já o RIC Notícias, que vai ao ar às 19h55, traz o foco para as reportagens e análises, com a opinião sempre respeitada do âncora Paulo Alceu, que divide o comando do programa com Rafaela Arns. O conteúdo é

primordialmente informativo e analítico, com os principais fatos do dia apresentados ao vivo com transparência e ética. Por meio de matérias, séries especiais e investigativas, o RIC Notícias é referência em telejornal regional, informativo, dinâmico e moderno. Os primeiros 10 minutos com foco nas matérias locais e o restante do programa a produção é estadual. Pela manhã, às 7h27, é hora do SC no Ar refletir sobre os acontecimentos da noite anterior, além de trazer prestação de serviço para quem está começando o dia. A apresentação do telejornal é de Alexandre Mendonça e Sabine Weiler, com análise opinativa de Roberto Azevedo e Polidoro Júnior. “O desafio é trabalhar a notícia a partir

Rafaela Arns, Alexandre Mendonça, Graciliano Rodrigues, Sabine Weiler, Paulo Alceu e Hélio Costa do fato e seus desdobramentos”, diz a editora-chefe Giovana Borini. Para ela, importa o que o entrevistado tem a acrescentar que faça o assunto ter relevância no dia a dia do telespectador. O programa conta com ampla cobertura estadual: além das sedes da RIC TV em Joinville, Itajaí, Chapecó, Blumenau e Xanxerê, tem sucursais em Criciúma, Caçador e Concórdia. Para Giovana, um dos diferenciais do SC no Ar é cobrir bem o esporte, trazendo o futebol de todo o estado. “O SC no Ar tem a cara da RIC, com uma cobertura diversificada que dá espaço para os vários sotaques catarinenses.” Aos sábados a RIC apresenta o principal programa de debate esportivo da TV catarinense com o Clube da Bola sob o comando de Polidoro Júnior. www.ricmais.com.br | 


Ver mais

Tardes de lazer

Cinthia Canziani, Thiago Freitas e Bruna Radtke

O Programa Ver mais vai ao ar em seis versões diferentes com apresentadores locais e pautas exclusivas :: Um programa de variedades

que discute temas relacionados à comportamento, moda, educação, saúde e cultura, além de trazer novidades para deixar o início de tarde do telespectador mais agradável. Estas são as fórmulas de sucesso do Ver Mais, que estreou na grade da RIC TV Record em fevereiro de 2008, e hoje vai

 | Rumos da RIC

ao ar diariamente a partir das 13h30, valorizando as informações regionais e os grandes eventos. São seis versões diferentes do programa produzidos especificamente para cada região do Estado, com conteúdo local exclusivo, que inclui reportagens, entradas ao vivo e entrevistas com convidados feitas em estúdio. Uma equipe de seis apresentadores divulga as atrações logo após as notícias do Jornal do Meio-dia. Em Florianópolis, sob comando de Karem Fabiani; em Joinville, da Evelise Laís; Bruna Radtke está à frente em Itajaí; em Blumenau o programa conta com Cinthia Canziani; Chapecó tem Thiago Freitas e no Meio-Oeste a apresentadora é Monica Araldi.

As produções do Ver Mais trabalham integradas, quando um tema regional tem relevância estadual, todas as praças colaboram para compor a pauta. Um exemplo é o Festival de Dança de Joinville, que acontece todos os anos no mês de julho. Os destaques do evento são transmitidos para todas as regiões de atuação da emissora. O gerente de jornalismo da RIC TV Record Florianópolis, Marcos Giraldi, conta que o programa produzido na Capital está em um momento de reconstrução com a chegada da jornalista Karem Fabiani, há cinco meses. “Na parte editorial introduzimos mais reportagens, mais debates, estamos trazendo uma série de assuntos atuais para o telespectador. Por isso


Evelise Laís, Monica Araldi e Karem Fabiani

e informação temos recebido um feedback positivo do telespectador”, afirma Giraldi. Os apresentadores têm um papel fundamental na relação com o público que vai além do espaço do programa. O jornalista Thiago Freitas, por exemplo, promove e participa dos principais eventos de Chapecó. “Não sigo horários de trabalho, cumpro atividades”, explica Thiago, que às sextas-feiras, por exemplo, começa de manhã e termina o trabalho já de madrugada. “É um desafio manter a qualidade com tantas horas de programação. Só é possível pela experiência da equipe, pelo comprometimento que temos com a cidade e pelo suporte dado por toda a rede”, observa o gerente de jornalismo da RIC TV Record. “Sem esquecer que

nosso compromisso primordial é pela qualidade do que está sendo veiculado.” Em Blumenau, Cintia Canziane assumiu recentemente o comando do Ver Mais. A responsabilidade é grande, mas ela já conta com a experiência de ter apresentado o programa Vitrine, na época da Rede SC. A apresentadora Karem Fabiani reconhece que, estar à frente do Ver Mais, é um grande desafio. “São muitas coisas para estar atenta, a produção, a pauta. Apresentar o programa acaba sendo a parte mais fácil. O difícil é fazer diferente todos os dias, sem perder a identidade do Ver Mais. O perfil do nosso telespectador não mudou, mas houve uma ampliação, um ganho”, diz Karem. Ela explica que

o atual formato do programa – que já foi predominantemente uma revista eletrônica voltada ao público feminino – hoje interessa a um maior número de pessoas. Há assuntos factuais, debates, e valorização da participação telefônica e por meio do Facebook durante a exibição, ao vivo. Entre os quadros do programa, o que mais gera comentários é o “Pais e Filhos”, que vai ao ar todas as terças com a psicóloga Idaira Amoretti. Outro quadro de sucesso é o “Abrindo o Jogo”, com um convidado especial de destaque, que traz assuntos mais polêmicos como “do que as mulheres gostam?”, “do que os homens gostam?”, “mulheres que abrem mão de ter filhos”, “o poder da mídia social”, entre outros temas. www.ricmais.com.br | 


Artigo | Bruno Breithaupt

Momento especial Há 25 anos, temos a satisfação de acompanhar o trabalho desenvolvido pelo Grupo RIC em Santa Catarina. A missão de bem informar a população, de transmitir aos catarinenses uma análise acurada e imparcial dos acontecimentos, vem sendo cumprida com excelência, qualidade e profissionalismo em todas as mídias de atuação do grupo. A Comunicação Social no Brasil vive um momento especial. As novas tecnologias e as redes sociais possibilitaram o acesso quase instantâneo das pessoas à informação. Isso exigiu das empresas uma agilidade ainda maior, algo que o Grupo RIC, principalmente com o seu portal de internet, vem fazendo muito bem. Recentemente, a presidente Dilma Roussef sancionou a lei de nº 12.844/2013, que desonerou a folha de pagamento de vários setores da economia brasileira, entre eles o comércio e as empresas de comunicação, uma medida que foi acompanhada pela Fecomércio SC junto ao grupo que compõe a Renalegis (Rede Nacional das Assessorias Legislativas) da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Essa redução dos tributos deverá melhorar a competitividade e fortalecer toda a cadeia produtiva nacional. No caso das empresas de comunicação,  | Rumos da RIC

isso permitirá que elas continuem se atualizando tecnologicamente, possibilitando que acompanhem a evolução das mídias e as utilizem em seus negócios. O processo de digitalização das tevês abertas, do qual o Grupo RIC foi pioneiro em Santa Catarina, faz com que qualquer pessoa possa assistir à programação em seu celular. Esse é apenas um exemplo da verdadeira democratização dos meios de comunicação. As pessoas têm a opção de escolher livremente como ter acesso às informações do seu mundo, do que é importante em seu dia-a-dia. No momento em que a RIC fez uma importante mudança em sua estrutura de gestão, temos a certeza de que os princípios éticos que conduziram a empresa neste quarto de século serão mantidos, e que o compromisso fundamental de levar informação e entretenimento aos catarinenses perdurará em todas as ações que a empresa desenvolver no futuro. A Fecomércio SC tem sido parceira do Grupo RIC em várias iniciativas e projetos, como o seminário sobre o Pré-Sal, em 2011, e o prêmio Ímpar, em 2012, e espera prosseguir com essa união de esforços em favor do desenvolvimento de Santa Catarina.

Bruno Breithaupt é Presidente da Fecomércio de Santa Catarina


Rádio

Agilidade a serviço do ouvinte Hélio Costa comanda o Balanço Geral nas manhãs da Rádio Record e o Cidade Alerta na RICTV Record

A Rádio Record Santa Catarina investe em programação jornalística que prioriza a interação com a comunidade :: No ar desde 2011, na frequência

1.470 AM, a Rádio Record Santa Catarina vem conquistando ouvintes em 23 municípios da região da Grande Florianópolis com o slogan “Notícias 24 horas”. Serviço à população e interatividade são características marcantes da emissora, que pode ser captada em aparelhos convencionais e pela internet, no portal RIC Mais, onde é possível conversar via chat com os jornalistas e apresentadores. Também é grande a participação do público por telefone, e-mail e redes sociais. A maior parte da programação é local, sem deixar de lado as informações nacionais e internacionais relevantes. A agilidade é uma característica marcante do noticiário da rádio, que dispõe de uma equipe móvel de reportagem circulando constantemente. É o que ocorre, por exemplo, no programa Record nos Bairros, que traz flashes ao longo do dia. “Vivemos a cidade”, resume o diretor Roberto Bertolin. “A rádio é aberta ao diálogo com o ouvinte, não é daquelas engessadas, que só enviam informações”. A prestação de serviços se expressa em campanhas como a Record Social, que abordou temas como doação

de sangue, amamentação, desperdício de água e violência doméstica. Um dos destaques da programação é o Balanço Geral, de Hélio Costa, que vai ao ar das 6h às 8h com informações sobre segurança pública, trânsito, previsão do tempo e temas comunitários. Às 8h30 entra Polidoro Júnior com A cidade na Record, programa de entrevistas e notícias. Do meio-dia em diante, João Ricardo Ziert e João Carlos “Badu” Balduíno apresentam o Esporte Total. A partir das 14h, Carlos Damião comanda o Record em Ação, voltado para informação com análise e opinião. Das 16h às 16h30 é a vez do Painel News, apresentado por Fabrício Corrêa, com entrevistas e debates. No esporte, foi lançada em janeiro uma novidade: a transmissão de futebol ao vivo em parceria com a Rádio Figueira e a Rádio Avaí. À noite, mais esporte e a retransmissão do jornal da Record News, com Heródoto Barbeiro.

até

47 %

de aumento da audiência em 2013 Fonte: Ibope Easy Media 3 (Abril a Junho / Maio a Julho 2013)

www.ricmais.com.br | 


jornal

Conteúdo na medida certa

Depois de reforma gráfica e editorial, o jornal Notícias do Dia se firma como o segundo mais lido na capital e em Joinville :: Um . jornal de apelo popular. Foi com

essa missão que o Notícias do Dia surgiu há sete anos, circulando de segunda a sábado na capital Florianópolis e em Joinville, a maior cidade do Estado. O atual presidente-executivo do Grupo RIC SC, Marcello Corrêa Petrelli, foi quem identificou esse nicho de mercado. Luís Meneghim, diretor de redação, lembra que o jornal foi um sucesso de público já nos primeiros dias. “Era um projeto muito ousado, voltado

 | Rumos da RIC

principalmente para as classes C e D, e desde o princípio atraiu a atenção do leitor.” O periódico, que custava R$ 0,50 na época, chegou a vender quase 10 mil exemplares avulsos por dia. O Notícias do Dia, no entanto, logo mudou o perfil. A ideia era obter mais apelo com o mercado anunciante e se reposicionar num mercado no qual chegava um novo concorrente (atuando no mesmo nicho). A consolidação do projeto atual ocorreu a partir do final de 2007, quando o jornal passou por uma grande reformulação do seu projeto gráfico e editorial e passou a vender assinaturas, ampliando a base de leitores. “As mudanças foram bem planejadas”, diz Meneghim. “Fizemos um amplo estudo para que as progressivas alterações visuais e de conteúdo agregassem um novo público, direcionado o jornal para outras classes sociais sem perder os leitores que já havíamos conquistado.”

Nessa época foram criadas as editorias de Economia, Esportes e Segurança, além do caderno Plural (de cultura e entretenimento). “Tudo isso sem deixar de lado o caráter comunitário e regional”, reforça o diretor.

Identificação local As mudanças permitiram uma identificação maior com as cidades onde o jornal vinha atuando. O Notícias do Dia se consolidou no atual formato, sendo um produto hoje que custa R$ 1,50 o exemplar. A resposta do mercado e do público foi positiva. “Em Joinville, por exemplo, atingimos mais de 50% da circulação paga do jornal líder na cidade, que tem 90 anos de história”, afirma Meneghim. “Importante também é sermos identificados como o jornal que reflete os moradores da cidade.” Segundo a Síntese Pesquisa e Assessoria, a


60,33%

dos leitores dizem que o Notícias do Dia é o jornal que melhor entende a comunidade.

O Diretor de Redação Luiz Meneghim (em primeiro plano à direita) e equipe: cobertura dos principais assuntos de Santa Catarina

publicação do Grupo RIC foi considerada o veículo impresso com o jornalismo mais confiável (35,95% contra 35,62% do concorrente) e o jornal que melhor atende a comunidade (60,33% contra 21,17%). O slogan adotado – “O melhor para quem vive a cidade” – reflete sua grande força, o foco na cobertura local. “Temos influência, qualidade de jornalismo e credibilidade”, afirma Meneghim. A sinergia com outros veículos do Grupo enriquece bastante o jornal, seja com os colunistas locais, com a integração entre as redações ou com agilidade conquistada com o lançamento do ND Online. “O Notícias do Dia é um jornal completo.”

Especiais Além da cobertura do dia a dia das cidades, o jornal incorporou reportagens

aprofundadas em especiais que resgatam a memória local e as vivências históricas da população catarinense. Um exemplo foi a série sobre os 100 anos da Guerra do Contestado, conflito que marcou a região Oeste de Santa Catarina. Os fatos ocorridos nos campos de batalha foram resgatados em 12 páginas de reportagens. Em Joinville, a história de 44 empresas e seus empreendedores pioneiros está sendo registrada em especiais publicados entre maio e outubro de 2013. No Vale do Itajaí, os 30 anos das enchentes que em meados da década de 1980 devastaram a região foi recontada pelas pessoas que passaram pela tragédia. Com tiragem auditada pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), o Notícias do Dia atinge hoje aproximadamente 70 mil leitores por dia nas regiões onde circula. www.ricmais.com.br | 


Artigo | Joares Ponticelli

Suporte à democracia A comunicação é um instrumento de integração, instrução e desenvolvimento social. Uma democracia apenas é possível com o livre fluxo de informações entre os diversos setores da sociedade. Para isso precisamos de uma imprensa independente e comprometida com os valores sociais. O cidadão precisa estar bem informado para participar do processo democrático e contribuir

na transformação do país e de nossa sociedade. É de posse da informação que ele consolida seu poder. Em Santa Catarina, há 25 anos a sociedade conta com os serviços do Grupo RIC para se manter bem informada. Nos mais variados veículos e nas mais variadas tecnologias, o cidadão catarinense pode ouvir e também ser ouvido. Suas ideias, desejos e problemas do dia a dia são expostos e discutidos.

O Grupo RIC e seus profissionais, liderados pelo visionário Mário Petrelli e seu filho Marcello Petrelli, deixam sua marca na comunicação catarinense e do Brasil. A criatividade e o talento dos comunicadores do Grupo RIC são exemplos para nosso estado e país. Joares Ponticelli, Deputado pelo PP, é Presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina

ARTIGO | DANIEL ARAÚJO

Transparência e profissionalismo Quando o assunto é Comunicação Social, o telespectador catarinense, que é também leitor, ouvinte e internauta, tem muitos motivos para se orgulhar. A propaganda de Santa Catarina cresce mais que a média nacional há pelo menos dez anos. E não é pouca coisa, não. O Brasil possui a quinta melhor publicidade do mundo! Não à toa, o estado chegou  | Rumos da RIC

até aqui. Com o apoio de um Grupo referência em mídia regional, que gera conhecimento, interage, produz e distribui conteúdos e informações relevantes para nossa gente, vivemos hoje um bom momento dentro do cenário brasileiro. Encontramos na RIC, a transparência e o profissionalismo necessários para garantir visibilidade e credibilidade aos nossos negócios, gerando

resultados para os clientes e fortalecendo a economia local. Parabéns ao novo presidente executivo Marcello Petrelli pelos 25 anos do Grupo RIC.

Daniel Araújo é Presidente da ABAP/SC (Associação Brasileira das Agências de Publicidade) e da D/Araújo Comunicação


record news

58 %

é o porcentual de telespectadores da classe AB na Record News em SC. Fonte: Ibope MWP (março 2012)

Espaço nobre Pioneira na transmissão de jornalismo 24 horas, a Record News SC atinge uma audiência qualificada em 63 cidades :: A Record News Santa Catarina é

a única emissora de TV aberta do estado que veicula informação 24 horas por dia. No ar desde 2008, ela é gerada a partir de Florianópolis e sua cobertura abrange 63 municípios, com 4,03 milhões de telespectadores potenciais e 1,3 milhão de domicílios atingidos. O canal abre amplo espaço para o conteúdo regional, a exemplo das demais mídias do Grupo RIC. Também transmite notícias nacionais e internacionais da Record News, líder de audiência entre os canais do gênero, com cobertura para mais de 80 milhões de espectadores potenciais e 23 milhões de domicílios atingidos. Uma característica que torna

a Record News SC atrativa para o mercado publicitário é a flexibilidade, como destaca o diretor executivo Cláudio Vieira: “Não comercializamos apenas blocos de 30 segundos, temos condições de suprir as necessidades dos anunciantes com diversos formatos”. É possível veicular programas terceirizados com foco em públicos segmentados – como o Pão e Vinho, sobre gastronomia e viagens, e o Cases, um talk show que combina entrevistas com empresários de sucesso e informações sobre educação na gestão de negócios. O perfil do público da emissora é qualificado: 63% da audiência são de classe AB e 37% de classe C. A maioria dos telespectadores é formadora de opinião: 51% estão na faixa etária de 25 a 49 anos e 37% têm mais de 50 anos. Entre os destaques da programação estão o programa Visão Geral, sobre política, cultura, cotidiano e esportes; o Magazine News, revista eletrônica de variedades; o Educação e Cidadania; o Economia News; o Primeira Página e o Giro Policial. O canal também faz

Heródoto Barbeiro, apresentador nacional da Record News

coberturas especiais dos principais eventos no estado, como os Jogos Abertos de Santa Catarina. Em 2012, foi a única emissora que transmitiu ao vivo a competição esportiva. Sucesso de público e crítica, a Record News SC recebeu em 2011 o prêmio Top de Marketing da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – ADVB/SC. Em 2012, o canal inaugurou a transmissão digital na capital catarinense e tem plano de expandi-la no decorrer deste ano para outras regiões do estado.

Canais da Record News em Florianópolis 06 SINAL VHF 6.1 SINAL DIGITAL 07 NET 06 Via Max 23 TVA 550 Oi TV DIGITAL 115 Claro TV 134 GVT TV

www.ricmais.com.br | 


Internet

Colaborativo

e agregador 33 %

é o crescimento médio do número de usuários únicos do portal. Fonte: Google Analitics (Junho 2013)

Alexandre Gonçalves e equipe do RIC Mais SC: integração e interatividade

Integração de mídias, participação do público e conteúdo local independente fazem parte da estratégia do grupo RIC na internet :: A internet passou a ter importância

estratégica para a RIC a partir de 2011, quando ganhou corpo a proposta de construir um portal agregador de todo o conteúdo produzido pelo grupo – um “guarda-chuva” para a televisão, o jornal, as revistas e o rádio. Nasceu assim o projeto do RIC Mais, um portal de acesso gratuito que potencializa e integra as diversas mídias do Grupo

 | Rumos da RIC

RIC, valorizando sempre os conteúdos regionais. Lançado no final de 2012, o portal conquistou rapidamente o público online, atraindo a audiência que já acompanhava a RICTV com a veiculação na web das reportagens produzidas pela TV. Atualmente são publicados cerca de 500 vídeos por dia. O desenvolvimento do projeto envolveu equipes em Santa Catarina e no Paraná. “O RIC Mais reposicionou a empresa em relação ao conteúdo online e ampliou sua visibilidade tanto para o público externo quanto para o interno”, avalia o gestor de produtos de internet do Grupo RIC em Santa Catarina, Alexandre Gonçalves. “O importante no desenvolvimento do RIC Mais é que houve uma integração do grupo, mas respeitando as características de cada estado. Temos com isso dois grandes portais, independentes e gerando

conteúdo de qualidade nos dois Estados”, diz o gerente. Para desenvolver um produto inovador a partir da convergência de diferentes mídias, o Grupo RIC aposta na participação do internauta e em parcerias com produtores de conteúdo independentes que também possam ficar sob o guarda-chuva do portal. “É impossível estar na internet e estar fechado em si quando se trata de conteúdo. Os veículos do Grupo produzem conteúdos relevantes, mas só temos a ganhar quando abrimos portas para a entrada de outros produtos de conteúdo”, acredita Gonçalves. Neste contexto colaborativo, um dos destaques é a ferramenta Eu Sou o Repórter, uma clara aposta no potencial do jornalismo cidadão. Por meio deste canal, o público pode enviar com facilidade textos, fotos, vídeos e


áudio para os editores do portal. As informações são checadas e publicadas na área de interatividade do RIC Mais. O material também é enviado para editores e produtores da TV, do jornal e da rádio. “A ferramenta é um grande sucesso. Recebemos muitas participações diariamente, que incluem desde flagrantes de trânsito até cobranças por melhorias de ruas, entre outros assuntos”, diz Gonçalves. Junto com o lançamento do portal RIC Mais, o Grupo RIC SC também investiu em conteúdo hiperlocal através do ND Online, site do jornal Notícias do Dia. Inicialmente, o ND nasceu vinculado às redações do jornal em Florianópolis e em Joinville. Em 2012 foram lançados o ND Vale e o ND Oeste, ampliando a área de cobertura. “O conceito por trás destes canais é focar na oferta de conteúdo hiperlocal, com

capas próprias e noticiário de interesse da comunidade local e colunistas identificados com cada região”. O mais recente lançamento do Grupo RIC na internet é o ND Esportes, um site dedicado ao conteúdo esportivo criado em 2013 em uma parceria com o Lance!NET, o braço digital do diário Lance!. “Temos uma página personalizada para destacar as notícias de Santa Catarina e cada um dos NDs tem sua própria capa com conteúdos de interesse do público da região”, detalha Gonçalves. Agregado ao conteúdo local, o site apresenta material do Lance!NET em diversas modalidades em tempo real. Outra novidade implantada em 2013 foi o novo site da Rádio Record AM 1470, que ganhou mais interatividade, além de um aplicativo que permite ao ouvinte acompanhar a rádio ao vivo pelo celular.

Navegue pelos canais online do Grupo RIC SC RIC Mais:

www.ricmais.com.br/sc

ND Online Florianópolis:

www.ndonline.com.br/florianopolis

ND Online Joinville:

www.ndonline.com.br/joinville

ND Online Vale:

www.ndonline.com.br/vale

ND Online Oeste:

www.ndonline.com.br/oeste

ND Esportes:

www.ndonline.com.br/esportes

Rádio Record AM 1470:

www.ricmais.com.br/sc/radiorecord www.ricmais.com.br | 


perfil

Uma vida atrás das

lentes Com 24 anos de casa, Roberto Motta começou como motorista e hoje é uma referência entre os operadores de câmera da RICTV Record :: Em mais de duas décadas de

carreira como operador de câmera, Roberto Alves Motta já cobriu enchentes, crimes violentos e outros fatos que exigiram equilíbrio e autocontrole, mas nenhuma situação foi tão séria quanto a que passou no Terminal de Integração do Centro (Ticen), em Florianópolis. Pouco tempo depois da inauguração do terminal de ônibus, um coletivo havia atropelado uma passageira que esperava pelo embarque. Quando o cinegrafista chegou ao local, a Polícia Militar não permitiu que ele registrasse a cena da

 | Rumos da RIC

mulher caída na pista. Ele continuou gravando, mas foi jogado no chão pelos PMs e escapou de ser preso porque os demais passageiros intervieram. “As fotos daquela ação truculenta foram parar no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina e correram o Brasil como um exemplo do que não deve ser feito em relação ao trabalho da imprensa”, lembra Motta. Mais tarde, a corporação lhe pediu desculpas pelo ocorrido. Funcionário mais antigo do Grupo RIC, Motta foi admitido como motorista em 9 de janeiro de 1989, quando a TV O Estado era vinculada ao Sistema Catarinense de Comunicações (SCC) do empresário Roberto Amaral. Na época, a tevê retransmitia a programação do SBT e mantinha uma pequena equipe de telejornalismo em Florianópolis, onde uma repetidora localizada na avenida Mauro Ramos produzia o material que seria veiculado na matriz, em Lages. “Éramos apenas seis funcionários”, conta. Como era habitual na época, ele também fazia a função de iluminador nas reportagens, além

de ajudar o repórter com o microfone. Hoje, a situação mudou muito e os equipamentos estão bem mais sofisticados, conferindo mais rapidez e agilidade às coberturas. “O VHS deu lugar ao HD, e eu aprendi muito com isso”, diz ele. Natural de Bocaina do Sul, na Serra catarinense, Roberto Alves Motta se mudou cedo para Florianópolis. Como cinegrafista, seu companheiro de jornada era o jornalista Anildo Pereira, com quem chegou a viajar para São Paulo, Rio de Janeiro e até Canadá, na época em que Esperidião Amin era governador do Estado, em missões oficiais. “O trabalho me permitiu conhecer outros estados e países e suas culturas diferentes da nossa”, destaca. Respeitado pelos colegas e pela direção da empresa, Roberto Motta ainda tem pelo menos cinco anos de trabalho antes de se aposentar. Nas folgas do expediente, mesmo se considerando muito caseiro, gosta de passear com a família, conhecendo pontos da Ilha de Santa Catarina onde ainda não esteve.


Artigo | Alaor Francisco Tissot

Comunicação e interação O desafio da comunicação no século 21 supera o uso da tecnologia e as indagações sobre que caminhos seguir. Cabe aos gestores e comunicadores irem além. Pensar no aperfeiçoamento tanto da tecnologia quando do capital humano, buscar alternativas, adaptar-se aos novos meios que surgem e inovar. Estes são alguns dos pontos que fazem parte dos questionamentos da era da informação e por que não dizer da interação. Hoje não se tem uma ponta

sozinha. Não se pode pensar em imprensa escrita e falada como fazíamos no século passado. As redes sociais bateram à nossa porta e vieram para transformar o mundo com sua interatividade. Os grandes jornais se adaptaram, assim como as grandes emissoras de rádio e televisão e a transformação está na palma das nossas mãos. Enquanto antes a produção de conteúdo era unilateral, hoje é de todos os lados e aí que entra a responsabilidade de um grande grupo como a RIC. A RIC ganhou

espaço e se consolidou como um grande e abrangente grupo de comunicação no Sul do Brasil. Só temos que parabenizar esta emissora e seus dirigentes pelo trabalho realizado, pelas causas abraçadas e pelas iniciativas que fazem da empresa um grande diferencial para o mercado de comunicação. Alaor Francisco Tissot é Presidente da Facisc (Federação das Associações Comerciais de Santa Catarina)

Artigo | Sergio Alexandre Medeiros

Credibilidade é diferencial A facilidade de acesso aos diversos meios de comunicação, disponíveis hoje colaboraram para a formação de um público cada vez mais informado, qualificado e exigente. Hoje a mídia se apresenta em diversas plataformas: impressa, eletrônica, portais e celulares, dentre tantas possibilidades. A ampliação do acesso à internet, o crescimento da televisão aberta e o avanço das tevês por assinatura contribuíram para a democratização do conhecimento. Atualmente, mais do que a busca

da audiência pela audiência, é preciso prender a atenção do leitor, do telespectador, do internauta. A fidelidade está cada vez mais difícil de ser conquistada, pois as muitas opções que o leitor/internauta/ ouvinte/espectador possui crescem na mesma velocidade das rápidas transformações. Neste momento, o diferencial para o veículo de comunicação é a credibilidade, a cobertura dos fatos com isenção, o entretenimento com transmissão de conteúdos que destacam o crescimento pessoal e a valorização do conhecimento. Aos 25 anos de atuação em Santa Catarina, o Grupo se mostra

coerente com o compromisso de atender as expectativas do público, pois em todos os veículos da rede a proposta de informar, entreter e educar está ligada a uma forte atuação comunitária e de responsabilidade social. A evolução do Grupo e sua crescente participação no mercado revelam que o futuro reserva uma trajetória de muitas conquistas e merecido lugar de destaque no coração dos catarinenses. Sergio Alexandre Medeiros é Presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC)

www.ricmais.com.br | 


multiplataforma

Sintonia com o

mundo

jovem Baseada na revista its, a plataforma jovem do Grupo RIC abrange seis canais de conteúdo direcionado aos adolescentes ::  Levar informação, entretenimento,

65 mil

exemplares é a tiragem mensal da revista its em Santa Catarina.

 | Rumos da RIC

cultura e educação de qualidade a jovens de 12 a 19 anos é o foco editorial da revista Its, uma iniciativa mercadológica inédita em Santa Catarina por contar com uma plataforma de comunicação que utiliza várias mídias para se relacionar com seu público. A publicação, que já existia desde 2004, passou a ser elaborada em parceria com o Grupo RIC a partir de 2007 e, em 2010, foi incorporada à Rede. Nos últimos dois anos, ela se consolidou

como a maior revista catarinense em tiragem e abrangência: sua edição mensal, com 60 páginas e 56 mil exemplares em média, tem distribuição gratuita em 1.350 escolas dos 295 municípios do estado. Incorporando a linguagem e as demandas dos adolescentes, a Its tem uma proposta inovadora que integra seis canais distintos: revista impressa, televisão (um programa semanal veiculado aos sábados em Santa Catarina e no Paraná), rádio (programa em sete estações da Rede Jovem Pan SC), jornal (caderno encartado às sextas-feiras no Notícias do Dia), portal na internet e canal Its Promo (também na web, voltado para eventos e promoções). Assim, as informações – quer sejam de cultura, saúde, literatura, esportes ou comportamento – são distribuídas simultaneamente em várias mídias, que atuam de maneira complementar.


Equipe do Its de Santa Catarina “Nosso objetivo é colaborar com a formação dos jovens de forma responsável, por meio de conteúdo de qualidade e com uma linguagem adequada”, diz o diretor da Its, Riadis Dornelles. “Um conceito-chave é o protagonismo juvenil. Queremos formar pessoas com senso crítico”, enfatiza. Essa linha editorial é aprovada não só pelos adolescentes, como também por pais e professores. Em diversas escolas, a publicação tem sido utilizada como ferramenta de apoio em atividades pedagógicas. Um exemplo é o caderno de músicas traduzidas, muito usado nas aulas de inglês. Dornelles cita ainda uma escola de Tubarão que está remodelando a biblioteca graças à revista: cada estudante que a lê contribui com algum dinheiro para a compra de livros. O reconhecimento pela qualidade editorial e pela inovadora abordagem crossmedia também vem do mercado especializado. Em 2010, a Its ganhou o Top de Marketing da Associação

de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – ADVB/SC e, em 2011, foi contemplada com o Prêmio Anatec, da Associação Nacional dos Editores de Publicações. Dialogar com os leitores faz parte do cotidiano dos jornalistas que geram conteúdo para a plataforma, tanto presencialmente como por meio das redes sociais. Em algumas cidades existem Grêmios Estudantis da Its (GRITs), que se reúnem uma vez por trimestre para avaliar a programação. A página no Facebook, com quase 20 mil seguidores, é outro espaço bastante utilizado para elogios, críticas e sugestões de pauta. Promover eventos é uma parte importante da estratégia de divulgação da plataforma jovem do Grupo RIC. Entre eles, destacam-se o Its my way, um show de talentos musicais; o Desafio do Conhecimento, uma grande gincana sobre conhecimentos gerais; e a Invasão Its, evento itinerante anual que percorre 22 cidades catarinenses com diversas atrações voltadas aos

jovens. Eventos esportivos globais também são boas oportunidades para reforçar o vínculo com o público: em 2012, durante as Olimpíadas de Londres, a Its lançou uma edição especial com 72 páginas e 150 mil exemplares – a maior tiragem de uma revista na história do mercado editorial catarinense. Entre as novidades previstas para 2013 estão a criação de grêmios estudantis online e do primeiro clube de vantagens para o público jovem do Sul do país. De acordo com o diretor da Its, esse clube irá funcionar no portal da revista e provavelmente terá um aplicativo para divulgar as promoções via telefone celular, integrado às redes sociais. Também este ano será implantado um conselho editorial de dez membros, todos de fora da empresa. A ideia é enriquecer o conteúdo editorial e publicitário, incorporando temas como responsabilidade social, ética e preparação para a vida profissional. www.ricmais.com.br | 


revistas

Aposta na

segmentação

800 mil

é o número estimado de leitores das revista da série CidadeÉ.

Prêmios Top de Marketing da ADVB SC:

• Its (2010)

Prêmio ANATEC:

• IMPAR (2010) • Its (2011) • Show me (2012)

 | Rumos da RIC

Com qualidade editorial e títulos diversificados, a divisão de revistas abre novos mercados para a mídia impressa no Grupo RIC :: As revistas publicadas pela RIC

Editora complementam a plataforma multimídia da empresa ao ocupar, com sucesso, nichos editoriais ainda pouco explorados. Desde 2007 o grupo edita o anuário IMPAR – Índice de Marcas de Preferência e Afinidade Regional, destinado ao mercado de marketing empresarial, e a Its, de circulação mensal, voltada para adolescentes. Nos últimos dois anos, foram lançados mais seis títulos, com foco em turismo e nas realidades dos municípios

de Santa Catarina. A qualidade dos produtos conquistou o reconhecimento de leitores e especialistas – foram quatro prêmios nos últimos três anos – e também se reflete no aumento da receita: em 2012, o segmento de revistas passou a representar 2,9% do faturamento da Editora Notícias do Dia, do Grupo RIC, um aumento de 108,6% em um ano. Até o fim de 2013 essa participação deve crescer para 3,7% do faturamento. “Esse segmento se consolidou para a RIC, não é mais apenas uma aposta de mercado”, afirma o coordenadorgeral de revistas do grupo, Victor Carlson. “A prova disso é que estamos planejando lançar novos títulos, aumentar as tiragens e agregar novas cidades”. A série de revistas “CidadeÉ” tem distribuição gratuita nas datas comemorativas de aniversário dos principais municípios catarinenses: Florianópolis, Joinville, Blumenau, Itajaí, Balneário Camboriú e Chapecó. Suas pautas são voltadas para o


público local. “Apresentamos a cidade aos seus moradores, com um panorama das questões urbanas, econômicas, ambientais, culturais e esportivas que envolvem a comunidade”, explica Carlson. “Este ano vamos focar nos personagens das cidades em diversos contextos.” De olho em novos segmentos, a empresa também lançou este ano edições voltadas à indústria e ao setor náutico. Por sua vez, a revista Show Me, com 164 páginas coloridas, é voltada para o público turista que vem passar férias de verão em Santa Catarina. A edição anual é distribuída duas vezes durante o verão e fica disponível gratuitamente aos hóspedes dos principais hotéis e pousadas do litoral. Lançada na temporada 2011/2012, a publicação passou a ocupar um espaço editorial até então inexistente. Para seu desenvolvimento, foram utilizadas referências de revistas já consagradas, bem como informações de uma pesquisa com turistas que visitaram o litoral catarinense, com idade entre 20 e 75 anos, das classes A e B.

A cada ano, a Show Me é lançada em duas versões: Florianópolis e Balneário Camboriú. Parte do conteúdo de cada revista é exclusiva para a sua região, mas ambas apresentam pautas em comum sobre locais turísticos de outras regiões do estado. Seus blocos de conteúdo contemplam atrações específicas de cada cidade (seção Bem-Vindo), pequenas viagens para outras regiões do estado (No Roteiro), gastronomia (No Cardápio), produtos típicos da cultura e do comércio locais (Na Bagagem) e sugestões para planejar uma próxima visita ao estado (Volte Sempre). Boa parte dos leitores é composta por famílias, para as quais há várias informações de serviço, como dicas de compras, restaurantes e lugares onde levar as crianças. Também há reportagens destinadas aos apreciadores de aventura, como roteiros de trilhas, cicloturismo e esportes náuticos. Criada em 2007, a revista IMPAR tem circulação anual, gratuita e dirigida nos estados de Santa Catarina e, desde 2009, também no

Paraná. A publicação se destina a gestores, profissionais de marketing e de comunicação das empresas que necessitam conhecer com profundidade os consumidores de seus produtos e serviços. O principal conteú­do da revista, sem similar no mercado brasileiro, é uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, que aponta as marcas mais lembradas e preferidas dos dois estados sulistas. “Perguntamos sobre as marcas que o consumidor lembra e as marcas que ele prefere. O cruzamento entre essas duas respostas gera um novo índice, o IMPAR, que aponta a afinidade com as marcas”, diz o coordenador geral do projeto, Nilton Pinto Aquino. Outro diferencial da pesquisa, realizada em oito regiões de Santa Catarina e em quatro do Paraná, é a possibilidade de utilizar os resultados de forma personalizada conforme a localização. “A IMPAR é uma ferramenta que ajuda a complementar a compreensão sobre como está a marca de uma empresa no mercado destes dois estados”, completa Aquino. www.ricmais.com.br | 


Artigo | Rosa Senra Estrella

Por uma escolha mais eficaz Muitas empresas recorrem a processos de concorrência para a escolha de uma agência de propaganda. Em princípio, pode parecer tentador para o anunciante colocar várias equipes para trabalhar para a sua marca, avaliar a criatividade de cada uma e descobrir até onde estão dispostas a ir para atendê-lo. O problema é que na grande maioria das vezes as concorrências não passam de um espetáculo para encantar e

conquistar uma conta. Uma estratégia de comunicação que gera resultados vai além de uma bela sacada criativa. Ela deve estar baseada num planejamento bem costurado que, de preferência, tenha em vista um trabalho de branding de médio e longo prazo. Por isso, antes de iniciar um processo muitas vezes desgastante para escolher um parceiro tão estratégico, o anunciante deve prestar atenção no trabalho que as agências já estão fazendo para

os seus clientes atuais, conhecer seus cases, filosofia e profissionais. Se ainda sim tiver dúvidas, deve seguir as orientações do Guia de Concorrências Privadas que o Sinapro/SC acaba de lançar. Agindo de forma ética e profissional, todos só têm a ganhar.

Rosa Senra Estrella é PresidenteExecutiva do Sinapro/SC (Sindicato das Agências de Propaganda de Santa Catarina)

ARTIGO | Pedro Peiter

Visão estratégica Há 25 anos, Santa Catarina ganhava uma rede de comunicação, resultado do espírito empreendedor de Mário Gonzaga Petrelli. Determinado e arrojado, o empresário apostou no potencial do mercado de comunicação catarinense que, segundo levantamento do trade e do Instituto Mapa, movimentou mais de R$ 1 bilhão em 2011, além de ser responsável pela manutenção de quase oito mil empregos diretos no Estado.

 | Rumos da RIC

Marcada pelo profissionalismo e compromisso com a sociedade barriga-verde, a Rede Independência de Comunicação, por meio de suas plataformas, oferece um serviço de qualidade, tornando-se uma das referências consolidadas em todo o país. É uma honra para a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – Acaert – ter o Grupo RIC como associado. E, agora, no momento em que haverá a transferência da presidência do Grupo, destacamos

a visão estratégica do empresário Marcello Corrêa Petrelli, que traz um legado exemplar da família. Portanto, em nome da diretoria e dos associados da Acaert, desejamos sucesso e que o Grupo RIC continue atuando com responsabilidade, o que garantirá o enfrentamento das demandas do futuro do mercado de comunicação brasileiro. Pedro Peiter é presidente Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão)


ARTIGO | Glauco Côrte

Serviço de relevância Sob o comando de Mário Petrelli, o Grupo RIC se destacou nos mercados de comunicação catarinense e paranaense pelo foco no conteúdo regional. Ao debater e divulgar as questões que preocupam as comunidades, a RIC cria um forte vínculo com seu público e presta um serviço de grande relevância.

Ao adotar essa estratégia, o grupo se aproximou do Sistema Fiesc, uma das entidades com maior capilaridade no estado. Posso dar o meu testemunho da importância da mídia regional, a partir dos contatos com os industriais de todas as regiões do estado. Claro que as notícias nacionais e internacionais são importantes para quem toma

decisão. Mas o primeiro contato, ao buscar informação, o empresário faz com a fonte de informação local. Por isso, consideramos positiva a iniciativa do Grupo RIC de reforçar cada vez mais sua atuação pela regionalização do conteúdo.   Glauco José Côrte, Presidente do Sistema Fiesc

ARTIGO | Luiz Vicente Suzin

Comunicação e cooperativismo Questionar a importância da comunicação de massa em qualquer atividade é contrariar o óbvio. Nós do Sistema Cooperativo temos uma missão diferenciada ao tratarmos a comunicação. Nossos clientes são os donos do negócio e, como tal, precisam estar sempre abertos, transparentes e lincados com o público, que são os associados das cooperativas. Por esta razão temos necessidade de participar e nos utilizar dos veículos de comunicação. Na maioria das vezes somos cerceados pela

ausência de recursos financeiros para isso – aí vêm as parcerias. O controle das empresas de comunicação no Brasil já foi bem mais concentrado. Em Santa Catarina, a situação também seguia esse rumo. De tempos para cá a concorrência nessa área se estruturou. O caso do Grupo RIC é o exemplo. A perseverança do empresário Mário Gonzaga Petrelli é o maior legado para o mercado catarinense. A concorrência sempre foi salutar. Quem está no topo, geralmente não gosta de perder pontos no curto prazo, mas no longo prazo todos

sabem que é importante distribuir os ônus e bônus do processo. Em Santa Catarina, devemos a relativa diversificação nos meios de comunicação à família Petrelli, que com espírito empresarial e interesse comunitário participa ativamente desse processo. Nós do cooperativismo, que precisamos da comunicação na nossa atividade, agradecemos.

Luiz Vicente Suzin é Presidente da Fecoagro (Federação das Cooperativas Agropecuárias do estado de Santa Catarina)

www.ricmais.com.br | 


depoimentos

Imagem

pública

 | Rumos da RIC

O que dizem algumas das principais lide­ranças brasi­leiras sobre o trabalho de Mário Petrelli e do Grupo RIC


“A RIC Record vem se afirmando com competência no ramo da comunicação, em Santa Catarina. Marcello tem o DNA da experiência, da memória, da criatividade e da capacidade de trabalho de seu pai, Mário Petrelli. Ambos se completam. É o binômio vencedor: pai, filho e espírito da comunicação.” Luiz Henrique da Silveira, Senador

“Operoso. Criativo e determinado nos seus objetivos. Durante anos e anos esteve muito ligado ao Bradesco. Surgiu, pela Cia. Boa Vista de Seguros, propondo-nos utilizar a rede bancária para propagar seguro popular. De cara, tinha sentido.” Lázaro Brandão, Presidente do Conselho de Administração do Bradesco, em depoimento concedido em 31/07/2009

“Mário Petrelli é mais do que um empresário, é um homem público, pelo extenso trabalho de relacionamentos que desenvolve em benefício dos interesses de Santa Catarina. Creio que a fundação do Grupo RIC teve esse propósito: criar mais uma empresa objetivando fortalecer o sistema de comunicação social para os catarinenses.” Fernando Marcondes de Mattos, empresário e proprietário do Resort Costão do Santinho

“O jornalismo desenvolvido pela RIC é indispensável para que possamos ter também a opinião isenta de tudo o que acontece em nosso estado. Tenho o prazer de conhecer e conviver com o dr. Mário Petrelli há mais de 30 anos. Ele é, sem dúvida, o maior empresário de comunicação de Santa Catarina.” Cesar Souza, comunicador www.ricmais.com.br | 


depoimentos

“O Grupo RIC, com sua estratégia de regionalização da comunicação em Santa Catarina, promoveu a integração, estabeleceu um elo virtuoso e realçou as ricas diversidades do nosso estado. O dr. Mário Petrelli, com sua inteligência, empreendedorismo e visão construiu um grupo dinâmico, com forte identidade.” Cesar Gomes Junior, Presidente da Portobello

“O Grupo RIC é de fundamental importância para Santa Catarina, para que tenhamos sempre liberdade de expressão e multiplicidade de enfoques sobre a realidade. A responsabilidade disso vem do Mário Petrelli, que imprimiu na empresa a visão liberal que ele tem do mundo, marcas fundamentais para a continui­­dade do Grupo.” Esperidião Amin, Deputado Federal

“Admiro a história de Mário Petrelli. Tudo de que participa faz com rara competência, sendo um líder nato de caráter extraordinário e capacidade de construir admirável. Tem grande interação com todos os setores da vida brasileira, em especial em Santa Catarina onde se tornou um ícone.” Mauro César Batista, Presidente da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência)

“Mário Petrelli é um idealizador seguro de suas ações, por quem tenho muito carinho e admiração, principalmente por seu elevado grau de cultura. Em todas as atividades que desenvolveu, sempre foi um homem de sucesso, desejo que nesta nova empreitada ele tenha pleno êxito e felicidade.” Antônio Koerich, Presidente das Lojas Koerich

 | Rumos da RIC


“Conheço o Mário Petrelli mais como um segurador do que como um homem da comunicação. Mas acompanhando os últimos anos, percebo o quanto preservou a seriedade e a lisura do Grupo RIC no Paraná e em Santa Catarina, garantindo uma qualidade extraordinária. Hoje ele entrega com sabedoria a condução do Grupo aos filhos Marcello e Leonardo.” Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon – Seguros e Previdência

“Saúdo Mário Petrelli pelo sucesso alcançado no comando do Grupo RIC, que se constitui atualmente em um dos maiores conglomerados do setor. Como todo líder nato, Petrelli destacou-se também em outras atividades, como o mercado segurador, que ajudou a consolidar nas últimas cinco décadas.” Marco Antonio Rossi, é Presidente do Grupo Bradesco Seguros e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg)

“A RIC é uma empresa exemplo por defender os interesses de Santa Catarina, valorizar seus profissionais, informar a sociedade sobre seus direitos e deveres, sempre com ética e qualidade. Quem conhece Mário Petrelli sabe que ele é um construtor de soluções, mesmo quando grandes problemas precisam ser resolvidos.”

“O Grupo RIC veio para inaugurar uma nova relação com a comunidade a partir do jornalismo local, trazendo dinamismo e veracidade aos fatos cotidianos, dando voz e oportunidade para a comunidade. Mário Petrelli ocupa papel de destaque como empresário de sucesso no setor de comunicação.” Cláudio Vignatti, empresário e ex-Deputado Federal do PT/SC

Paulo Bauer, Senador catarinense

www.ricmais.com.br | 


Artigo | ideli salvatti

Regionalizar Regionalizar as informações e campanhas publicitárias com conteúdo adequado a cada região do país, à cultura e linguagem locais, distribuído por veículos locais, é uma estratégia que começou no governo do presidente Lula e foi dada continuidade na gestão da presidenta Dilma Rousseff. O objetivo é um só: permitir levar a mensagem do Poder Executivo federal ao maior número de municípios. Os benefícios dessa política de Comunicação regional são: contribuir para a eficácia da comunicação do Executivo federal; potencializar a visibilidade das ações, programas e políticas públicas; aproximar governo e cidadão; diversificar e desconcentrar os investimentos em mídia; e valorizar veículos regionais e fomentar a profissionalização dos mercados. Assim como o Governo Federal, o Grupo RIC valorizou a comunicação regional. E o espírito empreendedor do novo presidente do Grupo RIC SC, Marcelo Corrêa Petrelli, identificou que o conteúdo regional é que desperta a atenção do público e consequentemente do mercado. Aí está o ineditismo do Grupo RIC ao fortalecer suas estruturas de Comunicação em  | Rumos da RIC

cidades-polo como Joinville, Blumenau, Itajaí, Chapecó, Xanxerê, Lages e Criciúma. Santa Catarina tem em suas cinco regiões peculiaridades culturais e econômicas, que o Grupo RIC soube valorizar em seu conteúdo jornalístico. Esse pioneirismo é marca da família Petrelli, iniciada pelo fundador Mário Petrelli, que desempenhou papel estratégico no desenvolvimento da Comunicação em SC. Nesses 25 anos, o Grupo RIC conquistou os catarinenses pela qualidade na informação prestada e por estar presente nos principais acontecimentos do estado. Além de ser um grupo de Comunicação com credibilidade e com profissionais qualificados. Tenho a certeza que os cidadãos catarinenses têm orgulho do empreendedorismo e do serviço prestado pela RIC no sentido de levar o conhecimento, a informação e a análise de assuntos importantes para o país e para o estado. Quero ainda parabenizar a atuação do Grupo pelo apoio na formação do cidadão e no fortalecimento da relação do Governo Federal com os catarinenses.

Ideli Salvatti é Ministra-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República


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Ric 25 anos Edição SC  
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