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NOVEMBRO 2009

Vil a Pedra

SEGREDO BEM GUARDAD0 GRAN CANARIA, 0 lado mais selvagem da ilha...

Um lugar de contemplação debruçado sobre a serra de Sicó para nos evadirmos de tudo… Pág. 44

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N.º 73 ★ NOVEMBRO 2009

DICAS DE INSIDERS como nunca viu…

QUÉBEC CITY MONTREAL PARQUES NATURAIS Uma grande viagem já a pensar nas suas próximas férias grandes!

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NOVEMBRO 2009 BLUE TRAVEL N.º 73 | www.revistabluetravel.blogspot.com

10 NOVA ZELÂNDIA | ILHA SUL D I A S D E P E R N A S PA R A O A R Rui Loureiro vive em Matosinhos e, nos últimos dez anos, com a Rute, mulher e companheira de aventuras, tem tentado transformar os 22 dias úteis de férias em paragens no tempo e acelerações no espaço. Da sua máquina fotográfica e bloco de notas traz-nos um périplo de duas semanas a percorrer a ilha Sul numa caravana, uma viagem única que ficou gravada na memória destes viajantes.

38 ESPANHA | GRAN CANÁRIA O L A D O M A I S S E LVA G E M D A I L H A Para lá dos intermináveis resorts que se estendem ao longo da costa, a Gran Canaria tem uma natureza exuberante, praias desertas apenas acessíveis de barco, portos de charme, turismos rurais e uma intensa agenda cultural que interessa conhecer. A uma hora de Lisboa, em voos da Sata a preços convidativos, e bom tempo o ano inteiro, é um óptimo pretexto para uma escapadela aqui na Europa, fora dos circuitos turísticos habituais.

GRAN CANARIA

44 PORTUGAL | VILLA PEDRA V I V E R A N AT U R E Z A Aproveite o Outono para vir até Villa Pedra, na Beira Litoral, e passar aqueles serões em redor da lareira a comer castanhas e a beber moscatel, apanhar as ervas aromáticas da horta para preparar saborosas refeições no forno de lenha, fazer doces caseiros com a fruta da época, dormir tranquilas sestas e dar longos passeios a pé pelos vales circundantes. Com um conceito totalmente ecológico, este turismo de aldeia reúne todas as condições para dias na natureza. Um segredo bem guardado, no coração da serra de Sicó, que agora lhe desvendamos.

60 CANADÁ | QUEBEQUE C HARM E , B E LE ZA E M OVI DA . . . Desde os territórios selvagens do Norte do Canadá, onde os inuit mantêm intactas as suas tradições e os mounties ainda montam guarda, à incomparável beleza dos seus parques naturais, este é um país que desperta muitas paixões. Depois de Toronto, trazemos-lhe agora o charme de Québec City, Património Mundial, com uma passagem pelo Parque Nacional La Jacques-Cartier, seguindo depois para a movida de Montreal, onde os portugueses marcam uma forte presença. Uma grande viagem para preparar com tempo, já a pensar nas suas próximas férias grandes!


VILLA PEDRA Numa aldeia no coração da Beira Litoral, é o poiso ideal para dias em sintonia com a natureza, refeições caseiras, passeios no campo e muito descanso. Se ainda não conhece esta região, é um óptimo ponto de partida para descobrir paisagens deslumbrantes, tomar contacto com os vestígios romanos existentes na zona e saborear a gastronomia local

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Novembro 2009

06 A BLUE ESTEVE LÁ

L I V I N G 19 O templo do ego em azeitão; um make over

de imagem com a &SoWhat; a loja Organni em Lisboa; os sabonetes artesanais da Abacate Soap Store, em Braga; uma escapadela na Sertã; ofereça Memmo Pure Feelings.

G O U R M E T 29 O novo restaurante De Castro Elias

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Uma viagem ao Canadá é um sonho que não deve deixar de viver! Depois de Toronto, trazemos-lhe agora o Quebeque, para completar a descoberta da costa leste do país, a começar pela charmosa Québec City, Património Mundial, passando por um parque natural e pelas paisagens rurais cuja beleza encanta os visitantes, para acabar em Montreal, cidade onde descobrimos óptimas dicas para aproveitar o melhor de alguns dias de estadia. Uma sugestão para as suas próximas férias grandes, que merece ser preparada com tempo para que possa ir ainda mais longe. A uma hora de Lisboa e com bom tempo o ano inteiro, Gran Canaria é uma boa opção para uma escapadela aqui bem perto. Para lá dos resorts de praia, esta ilha tem muito mais para oferecer, desde um vasto património natural, uma fauna e flora riquíssimas, ou a atmosfera vibrante de Las Palmas. E agora que o Inverno se instalou, apetecem fins-de-semana à lareira com um bom vinho e melhor companhia. Até lá desejamos-lhe boas viagens e ainda melhores leituras! A

e o restaurante Aqui Há Peixe em Lisboa; uma nova Cake Shop a norte; uma pizzaria urbana na capital britânica.

D E S I G N 33 A loja Living Life no Estoril;

o novo W Barcelona; um geoturismo de design na Noruega; a Casa das Histórias de Paula Rego. 87 VOUCHERS BLUE TRAVEL

R E D A C Ç Ã O

A BLUE ERROU! Por lapso na edição de Outubro da blue Travel o restaurante Comporta Café, na Comporta, foi publicado sem a respectiva morada. Aqui fica a correcção. FOTO: ARQUIVO BLUE MEDIA

COMPORTA CAFÉ Praia da Comporta; Tel.: 265.490.513; www.comportacafe.com

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“Viver cada destino intensamente, ir além do óbvio, absorver como esponjas cada instante, sentir na pele e na alma o prazer intenso da viagem. Depois, vem a partilha e a concretização R V I A J A B L U E

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QUEBEQUE

RICARDO POLÓNIO Serra de Sicó! É a continuação da cordilheira da serra da Estrela. Uma reportagem na Villa Pedra, no meio da dita serra, numa aldeia recuperada com a “traça” original pelo exterior e todo o conforto no interior. Aqui preza-se a natureza e o que ela dá. Da simpatia dos donos à proximidade de paisagens a fazer lembrar locais tão distantes como Bali, o famoso queijo de Rabaçal, ruínas romanas ou o melhor local para se aprender escalada na Península Ibérica, fica um destino muito apetecível para dias de descanso e contemplação. Espero que goste.

ROSÁRIO SÁ COUTINHO A cidade do Quebeque foi seguramente um dos sítios mais charmosos que já visitei. Passeámos pelo bairro Petit-Champlain como se fossem as ruas de uma vila da Provença francesa! Foi o nosso ponto de partida para grandes passeios na região, rumo a norte até Baie St. Paul, uma pequena vila rural de artistas, passando por toda a natureza exuberante deste país no Parque Nacional La Jacques-Cartier. Já Montreal revelou-se bem diferente, mais urbana e industrial, mas também aqui fizemos amigos e em poucos dias sentimo-nos como em casa!

VILLA PEDRA PATRÍCIA CABRAL Nunca tinha explorado a serra de Sicó. Fiquei rendida à paisagem e sobretudo ao vale de Poios, um segredo bem guardado em pleno maciço central e local de eleição dos amantes da escalada. Durante a estadia em Villa Pedra, um turismo de aldeia com um ano e óptimo exemplo de recuperação mantendo a traça original, entreguei-me ao dolce far niente do campo. Desde os serões em redor da lareira a beber moscatel e a partir nozes, aos pequenos-almoços caseiros ou apanha da fruta da época pela manhã, por aqui sente-se o aroma inebriante da terra e a força da natureza envolvente. Foi com Vítor Mineiro, o nosso incansável anfitrião, que percorremos de jipe montes e vales, vimos aldeias abandonadas, subimos até ao Castelo de Penela, espreitámos as Buracas, formações da época pré-glaciária e visitámos a Villa Romana do Rabaçal. Seja para se evadir de tudo ou para conhecer a fundo a região da Beira Litoral, propomos-lhe uns dias de charme em Villa Pedra.

MARCOS SOBRAL O Quebeque sempre esteve no meu imaginário pela natureza em estado puro, alces, ursos, e condições atmosféricas extremas. Natureza não faltou, ursos e alces infelizmente esconderam-se envergonhados das objectivas, e o tempo esteve sempre bom, com uma luz magnífica, perfeita para fotografar. O Quebeque é como uma viagem ao Sul de França no Norte do continente americano, e tudo impecavelmente limpo, bem decorado, e com extremo bom gosto. Na esplanada ou no café mais recôndido, parecia que estavamos no bar mais fashion do Bairro Alto. O Quebeque é mesmo um daqueles sítios para ir obrigatoriamente no Canadá! Alguns dias depois o extremo oposto, Montreal. Fez-me lembrar Barcelona. Uma cidade muito underground mas segura e cheia de parques e jardins por explorar, onde se pode andar de bicicleta num... circuito mundial de Fórmula 1! Cidade de artistas, boémia e irreverente. Mas que dizer mais sobre esta viagem, se há coisas que só se sentem mesmo indo lá?

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Estivemos lá!”

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t BLUE MEDIA Rua Vera Lagoa, n .º 12, 1649 - 012 Lisboa, Tel.: 217 203 340 | Fax geral: 217 203 349 | Contribuinte n.º 508 420 237 DIRECTOR GERAL Paulo Ferreira | DIRECTOR DE ARTE E PROJECTO GRÁFICO Pedro Antunes, pantunes@blue.com.pt EDITORA Rosário Sá Coutinho, rcoutinho@blue.com.pt | EDITORA DE TEMAS NACIONAIS Rita do Amaral Dias, rdias@blue.com.pt REDACÇÃO Patrícia Cabral, pcabral@blue.com.pt | FOTOGRAFIA Ricardo Polónio, rpolonio@blue.com.pt | REVISÃO Elsa Gonçalves DIRECTOR COMERCIAL Paulo Ferreira, pferreira@blue.com.pt | DEPARTAMENTO DE MARKETING & PUBLICIDADE Maria Reis, mreis@blue.com.pt; Fax publicidade: 217 203 349 CORPORATE Designer: Alberto Quintas, aquintas@blue.com.pt; PRÉ-IMPRESSÃO Nuno Barbosa, nbarbosa@blue.com.pt IMPRESSÃO União Europeia | DISTRIBUIÇÃO Logista | DEPÓSITO LEGAL n.º 194642/03; Registado no E. R. C. n.º 124216 PROPRIEDADE: Paulo dos Reis Ferreira | Tiragem: 20.000 exemplares { INTERDITA A REPRODUÇÃO DE TEXTOS E IMAGENS POR QUAISQUER MEIOS }

O seu comentário é fundamental para melhorarmos a blue Travel a cada edição. Assim, criámos este e-mail para que nos possa apontar todos os defeitos que for encontrando na sua revista. Muito obrigado! qualidade@blue.com.pt


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NOVA ZELÂNDIA DIAS DE PERNAS PARA O AR Rui Loureiro nasceu no Porto e agora vive mais perto do mar, em Matosinhos, onde costuma andar de patins em linha. Há muitos anos passou pelas Belas-Artes e deslizou para o estranho mundo da publicidade de onde ainda não conseguiu sair. Pelo meio ilustrou, fez mergulho, fotografou, esquiou, escreveu coisas que lhe passaram pela cabeça e criou o Corta! – Festival Internacional de Curtas-metragens do Porto, onde se divertiu e sofreu durante quatro anos. Nos últimos dez anos, com Rute, mulher e companheira de aventuras, tem tentado transformar os 22 dias úteis anuais em paragens no tempo e acelerações no espaço. Carrega sempre uma máquina de captar imagens e um bloco de notas com personalidade. O resultado está agora em www.22diasuteis.blogspot.com

POR

Rui Loureiro

TEM ESPÍRITO BLUE? Procura sempre uma forma inteligente de viajar? Escolhe os hotéis que contribuem para o bem-estar das populações locais e para preservar o ambiente? Viveu momentos únicos que mudaram a sua vida? Partilhe connosco e sinta-se parte da equipa blue. Escreva-nos para avaliarmos a sua experiência para viajantesblue@blue.com.pt ou para Revista BLUE TRAVEL/viajantes blue, Rua Vera Lagoa, n.º 12, 1649 – 012 Lisboa.

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Uma de duas situações poderia acontecer-nos nesta viagem. Chegarmos ao fim do mundo e cairmos no abismo ou, se é verdade o que dizem de isto ser redondo, acabarmos de cabeça para baixo e muito vermelhos. É que a Nova Zelândia é o limite, o outro lado; a ilha Sul está exactamente por baixo de nós. São cerca de 25 horas de voo ou 12.000km pelo centro da terra.

DIA 9. Escavado o túnel, damos por nós, às cinco da tarde do dia 9 de Novembro, numa rua descontraída de Christchurch, a mais inglesa das cidades neozelandesas, frente aos escritórios da Escape Rentals. O plano é levar uma destas campervans cheias de personalidade a dar a volta à ilha Sul em duas semanas num percurso de cerca de 2.500km, sempre que possível junto à costa. Calha-nos a Brown Hibiscus, um furgão flower power pintado por artistas locais, com o volante do lado errado e que será a nossa casa nas próximas duas semanas. Teimando em mantermo-nos na faixa da esquerda, ziguezagueamos até à antiga cadeia de Addington, hoje um backpacker hostel premiado, o Jailhouse Accomodation, onde nos colocam numa cela fantástica de 1874 para passar a noite. DIA 10. À medida que vamos saindo de Christchurch percebemos que andar de cabeça para baixo não custa nada. Temos um percurso de 247km até ao nosso primeiro objectivo, Oamaru. A desarmante beleza do enquadramento mantém o plano em câmara lenta enquanto atravessamos as planícies de Canterbury, onde pastam as famosas ovelhas merino assim como vacas e veados, de um modo harmoniosamente selvagem enquadrado pelas neves perenes da cordilheira sul dos Alpes.


A FLORESTA MÁGICA A Milford Road é uma estrada alpina bem cuidada que serpenteia desde os pastos verdes das terras baixas até às altas montanhas rasgadas por quedas de água imensas e cobertas por florestas tropicais primevas dignas de Tolkien, de musgos milenares, fetos respeitáveis, e um ponto de paragem obrigatório em cada curva


UMA VIAGEM DOS SENTIDOS Ao longo da Milford Road passamos por alguns dos mais famosos trilhos de caminhada do mundo: o Milford, o Kepler e o Routeburn. Em cima à esquerda, o Lake Gunn Nature Walk; no canto superior direito, uma foca descansa nas rochas da península de Otago; em baixo, a sinalética à saída de Christchurch que impede os viajantes de se perderem por esse mundo fora, e a Brown Hibiscus, pintada por artistas locais, que nos serviu de casa durante estas duas semanas


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A VISÃO DE UMA VIDA Numa curva da Milford Road, rodeados de pássaros kea, tivemos a visão de uma vida: das montanhas semimergulhadas em névoa de onde sangravam cataratas imensas, picos de neve furavam as nuvens enquanto, em baixo, os vales glaciares eram rasgados por rios de águas turquesa. Nem palavras, nem fotos, nem filme. Mesmo a memória tem de se esforçar para reter tanto em tão pouco tempo.

DIA 11. De manhã bem cedo rumamos a Dunedin, a mais escocesa das cidades neozelandesas e a segunda maior da ilha Sul. Paramos no belíssimo edifício de 1906 que alberga a estação de comboios local, um dos mais acarinhados do país. É daqui que parte o Taieri Gorge Railway, um comboio histórico que faz uma viagem cénica de 58km entre Dunedin e Pukerangi. Atravessamos montes por túneis estreitos e cruzamos desfiladeiros em pontes de ferro intemporais, acompanhando o rio Taieri, de água turquesa, sempre ao ritmo dos pássaros. Fazemos quase toda a viagem nas passagens abertas entre carruagens a fotografar e a sentir o vento selvagem da conquista. DIA 12. Saímos de Dunedin e damos um salto à península de Otago, uma das mais famosas áreas de ecoturismo e lar do albatroz real, a grande ave dos oceanos, assim como dos raros pinguins de olho amarelo, das focas e dos leões-marinhos. Voltamos então à estrada para fazer os 289km até Te Anau, a pequena cidade porta de entrada para o incrível mundo perdido de Fiordland, o maior parque nacional da Nova Zelândia. Pelo caminho não podemos evitar as omnipresentes referências ao mundo de Tolkien, como Caradhras, uma das três montanhas de Moria, que nos vigia à distância. Te Anau descansa serena na margem do maior lago da ilha Sul, com o mesmo nome, que estende os seus quatro braços por caminhos de antigos glaciares, dos Alpes do Sul cobertos de neve até ao mar da Tasmânia. É um mundo rasgado por fiordes e coberto por florestas élficas. Merecedor indiscutível de meses de fruição saboreada, dedicamos-lhe dois enormes dias. MILFORD SOUND

DIA 13. A estrada que vai de Te Anau a Milford Sound chama-se Milford Road e é problemática. São 119km de pára-arranca. Não pelo trânsito, que é nulo nesta altura, mas por ser um parque de diversões para os sentidos. No cais onde apanhamos o barco que percorre o Milford Sound (um fiorde), a agitação é moderada. Se foi o glaciar ou um deus maori que o rasgou não se sabe, mas diz a lenda que depois de criar os Sounds esse mesmo deus criou as sandflies (as moscas mais incomodativas do mundo) para lembrar aos homens a sua fragilidade em face de tamanha perfeição. Para quem não passou nas Argonath imagine um braço de água largo e calmo, deslizando por entre penhascos verticais de mais de mil metros de altura cobertos por improváveis árvores, que aqui e ali desabam em avalanchas verdes ao perder a sustentação. Agora apunhalem esses gigantes verdes bem no cimo e deixem cair intermináveis quedas de água junto a um barco insignificante que navega submisso perante toda esta magnitude. No final, voltamos à estrada, agora em sentido contrário, e dirigimo-nos a Manapouri, onde chegamos ao anoitecer.

A experiência inesquecível de navegar nos fiordes leva-nos por uma natureza exuberante de onde jorram cascatas, em cenários difíceis de descrever

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DIA 14. Dedicamos o segundo dia no Fiordland a Doubtful Sound, desta vez percorrido em caiaque duplo. A experiência fabulosa do dia anterior multiplicou-se pelo silêncio da navegação, o número reduzido de pessoas, a proximidade às encostas e a sensação de insignificância dada pelo posicionamento rente à água. São seis horas indescritíveis a remar cerca de 15km, num dia com um belíssimo sol a brilhar. DIA 15. Os brancos Alpes do Sul começam a cercar-nos, à medida que nos aproximamos de Queenstown, a capital do radical. Desde que a bolsa e o coração aguentem, há todo o tipo de actividades propiciadoras de fortes descargas de adrenalina. Ao mesmo tempo está enquadrada pelo cenário natural tremendo dos Alpes, do lago Wakatipo e dos bosques. A caminho dos glaciares vamos descobrir mais uma location das filmagens de “O Senhor dos Anéis”, as Argonaths ou Pilares dos Reis, no rio Anduin, ou mais correctamente Waiuta. O ponto de referência, também ele histórico, é a Kawarau Bridge, o local de origem do bungee jumping (um salto de 43m sobre o rio).

NA CIDADE COSTEIRA DE OAMARU No Oamaru Blue Penguin Colony, um centro de monitorização desta espécie de pequenos pinguins apoiado pela Green Globe e certificado pela Qualmark, preparamo-nos para um início de noite a zero graus e chocolate quente para assistir à chegada em grupo destes divertidos animais (estamos mais perto da Antárctida do que nunca). Ao anoitecer eles chegam em rafts de 50 e 70 pequenos pinguins, surfando graciosamente na rebentação para de seguida iniciarem o seu oscilante caminhar para os ninhos, pelas rochas, trilhos e vegetação. Vão trocando gritos de chamada com as companheiras que chocam os ovos e cada um, ordeiramente, vai encontrando o seu ninho. É uma procriação assistida, por alguns humanos silenciosos e deliciados. Um momento de comunhão...

DIA 16. Voltamos à estrada, agora sem parar, até Franz Josef Glacier Village, um pequeno povoado à sombra do glaciar que quase o toca. Para lá chegar, embrenhamo-nos numa floresta luxuriante que nos torna cépticos sobre a existência de um glaciar de gelo aqui. Mas ao virar da esquina vemo-lo, a deslizar pelo vale em U que formou em anos de erosão, e que agora, depois de um enorme recuo devido ao aquecimento global, volta a querer avançar, fruto das últimas grandes chuvas. Na vizinha Fox Glacier Village, integramo-nos num grupo com a Glacier Guiding, os especialistas da zona em caminhadas no Fox Glacier, com meias grossas e botas com pitons para podermos caminhar sobre o gelo. O trilho parte da encosta esquerda lateral ao glaciar, cruzando uma floresta tropical quente e abafada. Não consigo parar de fotografar este mundo insólito de luzes brancas e formas surreais. DIA 17. Cerca de 430km depois a natureza dá mais uma cambalhota e chegamos a outro cenário de catálogo no topo norte desta ilha Sul, o Abel Tasman Park, a zona das baías de areia dourada e águas calmas e azuis. Aqui a floresta desce até às praias e está cheia de trilhos. Os braços de mar entram pelos bancos de areia dourada, floresta dentro e formam-se rias rodopiantes de água azul-turquesa que liga na perfeição com a cor dourada da areia granítica. Planeamos descansar um pouco, dentro do possível à nossa natureza nómada. Aqui não há pôr do Sol, só nascer e enviesado. DIA 18. De manhã vamos à praia. Programa de descanso. Fazemos a costa de water-taxi para conhecer baías. Passamos a famosa Apple-Split Rock e espreitamos a ilhota de Tongo, a colónia de focas local, onde vemos alguns machos a preguiçar. Vamos até Totaranui mesmo antes de Golden Bay. Deixam-nos numa baía deserta, fechada em terra por rochas modeladas envolvidas em floresta virgem.

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MUNDOS SURREAIS No glaciar de Franz Josef, a hora e meia a pé da vila mais próxima, somos surpreendidos pela imponente parede de gelo. O glaciar Fox tem mais encanto que o Franz Josef. É mais limpo na zona terminal e curva à chegada, o que esconde a sua verdadeira extensão. A zona inicial do glaciar é escalável com trilhos marcados, depois vem uma zona de fendas impenetráveis, e em seguida começa, lá em cima, uma zona plana. Colocamos os pitons nas botas e metemos por trilhos gelados aqui e ali acertados pela picareta da nossa guia

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MOMENTO BLUE | Na água com os golfinhos Estamos em mar alto num vazio azul rodeados por enormes, lindos, rápidos e curiosos golfinhos que deslizam e rodopiam graciosamente por um grupo de seres desajeitados que se babam de felicidade na água. Parecemos um grupo de crianças aos gritos num recreio subaquático, invadindo um espaço que não é nosso mas cheio de coisas para brincar. Mas os nossos anfitriões são pacientes e ocupam-se de todos. O sonho é real.

DIA 19. Acabou o descanso. Chegamos a Nelson, onde conhecemos a ourivesaria onde foi criado o One Ring. Aqui sente-se bem o poder do marketing cinematográfico que transformou uma comum aliança de casamento num objecto de culto. Nelson é a cidade criativa da Nova Zelândia, cheia de artistas, artesãos, locais e eventos de arte. Continuamos cerca de 200km até Kaikoura, o próximo porto de abrigo, já na costa leste, uma pequena cidade costeira no início de uma península virada para o Pacífico Sul e a meca da vida marinha. Aqui a natureza reuniu as condições perfeitas para a proliferação de vida animal como o golfinho-cinzento, o golfinho-nariz-de-garrafa, a baleia azul, a baleia branca, o cachalote, a orca, a foca, o albatroz, e nós, para ver tudo isto. DIA 20. Às 5h30 da manhã estamos no Dolphin Encounter Center, a vestir fatos de neoprene, botas, luvas e a preparar snorkels e máscaras. Vamos nadar com os golfinhos-cinzentos selvagens em mar alto. Ou melhor, eles vêm nadar connosco. É a realização de mais um sonho. Sentamo-nos numa plataforma na popa do barco com as pernas mergulhadas na água gelada. Mal o barco pára, deslizamos para a água em busca de emoções. O primeiro contacto é arrepiante enquanto a água gelada enche os espaços do fato, depois é a epifania. Eles aparecem, incrivelmente rápidos, e o frio é expulso pela adrenalina. O momento, assim como o oceano, é blue. De volta ao porto, seguimos para um centro de observação de baleias de onde zarpamos às 10h. O plano é ver os cachalotes. Estes gigantes de 18m, maiores que o barco onde nos encontramos, mergulham a profundidades abissais durante 40 a 120 minutos, vindo respirar dez minutos, altura em que os podemos ver. Ao grito de “baleia!”, corremos para a amurada e lá vemos o primeiro esguicho, seguindo-se outros com intervalos de alguns segundos. A guia, experiente, avisa alguns minutos depois – "Vai mergulhar!" – e todos se preparam para o prize shot, a famosa foto da barbatana caudal no ar, antes de desaparecer. Que manhã! DIAS 21, 22, 23 E 24. Vamos fechar o ciclo, duas horas até Christchurch. Às 17h marcamos uma visita a Willowbank, uma aldeia turístico-cultural maori e reserva de vida selvagem, onde tivemos a oportunidade de ver o quase extinto kiwi. Tempo também para aprender a Haka, a dança típica de boas-vindas ou desafio, celebrizada pelos All-Blacks nos campos de râguebi. Na manhã seguinte devolvemos a nossa Brown Hibiscus e tornamo-nos sem-abrigo. Um táxi teve pena de nós e levou-nos ao aeroporto. Já no avião, tento dar um sentido a este final de relato. Olho pela janela para o meu Mediterrâneo e sinto falta do meu Pacífico, do meu Índico, do meu próximo mar. Se calhar o melhor é mesmo, como o mar, não ter um fim; e partir deste princípio. Parto do princípio. E

ABEL TASMAN PARK Em Totaranui ficamos na “nossa” praia a morder uma sanduíche em silêncio e a olhar a água calma e um pouco fria ainda. À hora decidida trocamos as chinelas pelas sapatilhas e entramos no trilho. O céu está limpo e o sol queima, mas estamos entre árvores amigas. O trilho é desafiante, subindo mais do que desce, mas é bom assim pois vai descobrindo vistas magníficas de línguas de areia a serem lentamente devoradas por águas azuis que se tornam turquesa ao entrarem na vegetação. Estamos a suar quando chegamos à praia e tomamos um longo banho no mar da Tasmânia

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LIVING O TEMPLO DO EGO EM AZEITÃO ✯ UMA NOVA IMAGEM COM A &SOWHAT ✯ A LOJA ORGANNI SABONETES ARTESANAIS ✯ UMA ESCAPADELA NA SERTÃ ✯ OS MEMMO PURE FEELINGS

AZEITÃO

Templo do Ego

TEMPO PARA SI

SELECÇÃO E TEXTOS PATRÍCIA CABRAL

A dois passos de Lisboa e com uma vista fantástica para a serra da Arrábida, o Templo do Ego, em Azeitão é o sítio certo para se evadir e cuidar de si. Reserve um fim-de-semana na Quinta das Torres, o local mais perto para ficar, e entregue-se aos rituais de bem-estar, massagens e workshops disponíveis. Pode ainda fazer consultas de astrologia, psicologia, nutrição, leitura da aura, entre outros. Aproveite as promoções e surpreenda alguém especial com um programa diferente. Estrada dos Picheleiros; Quinta do Painel Azeitão; Tel.: 21.218.0305; www.templodoego.pt

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LIVING

DUPLA FASHION A manequim Flor e o cabeleireiro Yohann estão unidos como casal e agora como sócios no &SOWHAT, o novo espaço de imagem e lifestyle no Chiado. Quando não está a percorrer mundo fora em trabalho, a manequim recebe os seus clientes na loja que engloba cabeleireiro e um estúdio, onde estão expostas criações de conhecidos designers. A Yohann, e à sua equipa, cabe cuidar da sua imagem. Os preços são bastante acessíveis: desde a maquilhagem com valores entre €25 e €30, aos cortes e brushing por €55, pode contar com um trabalho profissional e adaptado às últimas tendências da moda.

LISBOA

&SOWHAT

ESPAÇO COSMOPOLITA

©FOTOS

NUNO BEJA

Já pensou em fazer um total make-over à sua imagem? Entregue-se nas mãos de quem sabe e reserve já a sua vez no &SOWHAT – um novo espaço conceptual no coração do Chiado. Do cabeleireiro à maquilhagem e roupa, opte por um serviço completo de assessoria de imagem. Já fez dois meses que foi inaugurado o &SOWHAT, um espaço inovador e ecléctico que homenageia a moda. Por detrás deste projecto estão dois nomes sobejamente conhecidos do mundo da área: a manequim Flor e cabeleireiro Yohann. Dividido em dois pisos, no r/c funciona o cabeleireiro com todos os serviços. No primeiro andar estão expostas as colecções de criadores nacionais como Nuno Gama, Luís Buchinho, Dino Alves, Katty Xiomara, entre outros, que pode comprar a preços bastante mais acessíveis. Aqui funciona ainda um estúdio de maquilhagem e uma zona de estar, onde pode beber chá ou café. Com uma decoração moderna em tons de preto e branco, vai sentir-se num lugar que podia ser em Londres, Nova Iorque ou Tóquio. Rua Nova da Trindade, n.º 4, Chiado; Tel.: 21.346.1355

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www.kaffa.pt


LIVING {LISBOA}

ORGANNI Abriu há cinco meses a primeira loja de cosmética biológica em Lisboa. Chama-se Organii e o projecto nasceu da vontade de duas irmãs adeptas de tudo aquilo que é natural. Aqui encontra os sabonetes, shampoos, amaciadores, maquilhagem e produtos de tratamento sem quaisquer químicos ou conservantes. As marcas são trazidas de vários países como Alemanha, Austrália, França, entre outros. Para as crianças também existe uma linha de cosmética biológica apropriada aos mais novos. Rua Anchieta, 9; Tel.: 21.099.1624

ORGANNI

Novidades

LIFESTYLE

ESPAÇOS DE BEM-ESTAR Desde os cosméticos naturais numa loja biológica em Lisboa, aos novos tratamentos no Aquafalls, em Vieira do Minho, aproveite os dias invernosos e frios a cuidar de si.

{BRAGA}

ABACATE SOAP STORE Com a nova Abacate Soap Store, em Braga, o seu banho vai ficar ainda mais cheiroso e a sua pele lisa como a de um bebé. Feitos a partir de uma técnica artesanal, são cem por cento naturais e os aromas utilizados de origem vegetal. Desde os sabonetes de glicerina de maçãs inglesas ou de framboesa, aos pastéis esfoliantes de morango e coco, shampoos de lavanda e alecrim ou salva e zimbro, tudo apetece experimentar. Tem ainda a possibilidade de fazer as suas compras online ou ir directamente à loja. Para além de os preços serem económicos, tem óptimas sugestões para oferecer no Natal. Av. D. João II – 110; Tel.: 253.281.388; www.abacate.pt

LISBOA ESTÁ DE PARABÉNS! A melhor cidade europeia para viajar, o destino mais procurado para cruzeiros e escapadelas foram os prémios arrecadados pela capital no World Travel Awards 2009. Tudo bons motivos para continuarmos a melhorar...

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AQUALFALLS SPA

{ VIEIRA DO MINHO }

AQUALFALLS SPA O Aquafalls Spa apostou em dois novos tratamentos para a temporada do Outono/Inverno. Enveloppement Confort Divin – uma esfoliação de corpo com cinzas vulcânicas, usando um papel 100% biológico, é uma das propostas. A outra é o Enveloppement Caresse – um envolvimento com quatro argilas diferentes. Ambos têm uma hora de duração e custam €90. www.aquafalls.pt


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12/29/09

11:47 AM

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www.fluxograma.com


LIVING

SAGRES

Memmo Baleeira Hotel

PARTILHAR MOMENTOS Com os amigos, as crianças, o namorado ou mesmo a sós, o Memmo Baleeira Hotel, em Sagres, criou mil e um programas só a pensar em si. Memmo Pure Feelings, ora escolha ou peça para fazerem um à sua medida! www.memmobaleeira.com

MEMMO PURE FEELINGS Memmo Senses ■ Pure Detox ■ Pure Zen ■ 3 Days in Heaven ■ 4 Days in Paradise Preços a partir de €292 por pessoa, por noite (Pure Detox). Estadias mínimas de duas noites em quarto duplo vista mar. Memmo Nature Pure Trekking ■ Pure Cycling ■ Pure Fishing ■ Pure Diving Preços a partir de €132,40 por pessoa, por noite (Pure Cycling). Estadias mínimas de duas noites em quarto duplo vista mar.

RICARDO POLÓNIO

Memmo Tasting Sushi Weekend ■ I love chocolate ■ Wine and Cheese ■ Regional food workshop Preços a partir de €143 por pessoa, por noite. Estadias mínimas de duas noites em quarto duplo vista mar.

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Memmo Surf Surf Weekend ■ Surf Academy ■ Surf and Yoga ■ Surf & Sushi Preços a partir de €150 por pessoa, por noite (Surf Weekend). Estadias mínimas de duas noites em quarto duplo vista mar. ■

Memmo Golf Golf Weekend ■ Pure Birdie ■ Pure Eagle ■ Pure Hole in One Preços a partir de €222,40, por pessoa, por noite (Golf Weekend). Estadias mínimas de duas noites em quarto duplo vista mar ■

Memmo Celebrations Pure Honeymoon ■ Pure Birthday ■ Pure Lovers ■ Pure Best Friends Preços a partir de €220, por pessoa por noite (Pure Honeymoon). Inclui: estadia em Memmo Suite Vista Mar, atendimento VIP no quarto (1/2 garrafa de Moët & Chandon e fondue de chocolate com frutas), um jantar romântico para dois (sem bebidas incluídas) e um pequeno-almoço no quarto. ■

Memmo Building Teams Vários programas especificos para grupos

OFEREÇA UM MEMMO GIFT Escolha o seu programa favorito de entre os Memmo Pure Feelings e ofereça momentos memoráveis em Sagres, através de um Memmo Gift – um voucher cujo conteúdo poderá ser o serviço de alojamento, restauração, spa e/ou surf.

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12/29/09

11:53 AM

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www.plantagri.com


A Quinta de Santa Teresinha tem apenas seis quartos, e é uma boa sugestão para um fim-de-semana na Sertã. Peça para ficar num dos quartos do primeiro piso, com acesso à varanda e vista para o jardim. Saiba mais pelo Tel.: 91.879.5406, ou no site www.santosemarcal.pt. Duplo a partir de €75

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BOAS REFEIÇÕES ■ Santo Amaro Rua Bombeiros Voluntários, Tel.: 274.604.115 Restaurante listado no guia Michelin 2009. Óptimas carnes, para rematar com a tarte de chocolate com natas ou a tarte fina de maçã, absolutamente imperdíveis!

■ Ponte Velha Alameda da Carvalha, Tel.: 274.600.160

AO SERÃO ■ Clube Bonjardim Uma instituição com mais de 120 anos com um bar onde pode vir beber um copo entre amigos ou aceder à Internet. Faça-se sócio e aproveite as tardes mais frias para jogar snooker ou bilhar, jogar dardos ou ténis-de-mesa. http://clubebonjardim.blogspot.com

Escapadela

SERTÃ

O MELHOR DA SERRA Os passarinhos do jardim parecem entrar pelo quarto dentro, e vão-nos acordando devagarinho, depois de uma noite de sono profundo. Ao longe, o latir dos cães e o sino da igreja lembram-nos que estamos no campo, longe da confusão da cidade, onde os dias se vivem tranquilos entre o ar puro da serra e a simpatia de quem nos recebe. Na sala de estar a D. Teresa já tem tudo pronto para o pequeno-almoço, incluindo sumo de laranja natural e a marmelada caseira, feita pela mãe da Elsa, a jovem proprietária da Quinta de Santa Teresinha, às portas da Sertã. São apenas seis quartos, o que garante alguma tranquilidade, mas certifique-se que não irá decorrer nenhum evento durante a sua estadia para poder gozar ainda melhor o fim-de-semana. Comece por tomar um café no Carvalha, junto à ribeira da Sertã, folheando o jornal local para saber as últimas novidades. Depois, perca-se pelas estradas secundárias à descoberta das aldeias perdidas, alheias ao correr dos tempos, até desembocar nas margens do rio Zêzere. Dornes, Pedrógão Pequeno, Vila de Rei ou Proença-a-Nova são outras sugestões de passeios numa região cheia de história, berço de gente ilustre, com tanto para oferecer mas que nunca nos lembramos de visitar. Ao almoço não perca os célebres pratos de maranho regional e bucho recheado, e ao fim do dia, de regresso à Quinta de Santa Teresinha, deixe-se ficar à sombra da enorme tília centenária a saborear um chá dessa árvore magnífica, enquanto o Sol se põe para lá da serra. 26

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■ Papas & Tapas Rua Santo Amaro, Tel.: 274.608.360 Vá para provar os petiscos ou a seguir ao jantar tomar uma bebida, em ambiente animado ao fim-de-semana.

ÀS COMPRAS ■ Queda Avenida Gonçalo R. Caldeira, 28 Tel.: 274.602.203, www.queda.pt Uma loja de decoração contemporânea para personalizar a casa, ou comprar um presente de Natal antecipado para alguém especial.

■ Casel Avenida Gonçalo R. Caldeira, 26 Tel.: 274.601.924, www.casel.pt De passagem obrigatória para levar consigo um cabaz de Natal recheado dos melhores produtos regionais de produção própria, desde o pasto ao prato, a começar pelos enchidos mas também queijo da Sertã, mel, paté, compota, chá de lúcia-lima, um bom vinho a acompanhar e adereços para preparar uma patuscada aos amigos. A partir de €22


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12/29/09

12:01 PM

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www.sogrape.pt


GOURMET RESTAURANTE DE CASTRO ELIAS ✯ RESTAURANTE AQUI HÁ PEIXE UMA NOVA CAKE SHOP A NORTE ✯ UMA PIZZARIA URBANA EM LONDRES

LISBOA

De Castro Elias

À MEDIDA DO CHEF...

SELECÇÃO E TEXTOS PATRÍCIA CABRAL

Com provas dadas no panorama gastronómico nacional, o chef Miguel Castro Silva mudou-se do Porto para Lisboa e abriu o restaurante De Castro Elias, em plena Elias Garcia. Um espaço pequeno e acolhedor onde o branco ocupa lugar de destaque e até o faz parecer um pouco maior. A aposta de Miguel, fundador do Bull and Bear na Invicta, é nos produtos frescos e de qualidade. Na lista encontra uma série de petiscos bem portugueses com o toque pessoal do chef, caso da Morcela com ananás, uma delícia, a Salada de feijão-frade com atum e maçã ou os Ovos de codorniz estrelados com linguiça e bacon. A juntar a tudo isto, preços simpáticos e um serviço eficiente são boas razões para reservar mesa quanto antes. Av. Elias Garcia, nº.180; Tel.: 217.979.214; Encerra ao domingo e segunda ao jantar

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RICARDO POLÓNIO ©FOTOS

GOURMET

Miguel e Mafalda Reino mudaram-se para Lisboa para abrir o Aqui Há Peixe. Com um conceito semelhante ao restaurante da Comporta, mas adaptado à cidade, pretendem trazer o melhor peixe fresco para o coração do Chiado. Simplicidade aliada à qualidade dos produtos são bons motivos para reservar mesa neste novo espaço.

Aqui Há Peixe

LISBOA

DE ARMAS E BAGAGENS NO CHIADO... Um regresso há muito aguardado, depois de 17 anos, Miguel e Mafalda Reino estão de volta à capital para um Aqui Há Peixe parte II, depois de vários anos na praia da Comporta. Quem não se recorda do restaurante A Picanha, na Rua das Janelas Verdes, que foi uma das principais rampas de lançamento desta dupla? «Estamos a adorar este regresso a Lisboa. É uma outra etapa e como os nossos filhos estão já muito crescidos fazia todo o sentido. Como temos casa na Comporta podemos ir sempre que quisermos», diz Mafalda. A decoração transporta-nos para um ambiente mediterrânico, adaptado à cidade. «Trouxemos a maior parte das coisas do Aqui Há Peixe e reciclámos. O Pedro Espírito Santo e a Marta Amaral, que já trabalharam a decoração dos outros restaurantes, foi quem nos ajudou», acrescenta Mafalda. Rua da Trindade, n.º 18 A; Tel.: 21.343.2154. Aberto de terça a domingo, das 16h às 2h; Encerra à segunda-feira; www.aquihapeixe.pt

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SUGESTÕES A PROVAR

. Entradas Ceviche, Ovos revueltos com espargos e gambas e Sopa «Feijão Amigo» . Prato de Peixe Spaguetti de carabineiros, Corvina à pescador . Prato de Carne Picanha . Sobremesa Bolo de chocolate e Encharcada de ovos


UM COZINHEIRO DE MÃO CHEIA Antes de entrar para a cozinha Miguel Reino benze-se e o resultado tem a graça divina de quem corre por gosto. É ele quem todos os dias faz as compras, e com os melhores produtos da estação prepara e inventa novas receitas. «O que gosto mesmo de fazer é cozinhar. No Aqui Há Peixe, na Comporta, acabava por o fazer menos porque tinha de vender», conta. A maior parte da ementa foi recuperada deste restaurante, embora sejam sempre introduzidos pratos novos. «Gosto de ir inovando e trabalhar com a melhor matéria-prima». À Mafalda cabe a parte das sobremesas, cujas receitas permanecem no segredo dos deuses. «Sou de uma família alentejana e são receitas muito antigas e que já se tornaram clássicos como a encharcada e o bolo de chocolate». A uma média de €25 por pessoa, e com uma óptima relação preço-qualidade, tudo aqui vale a pena experimentar.

FAÇA VOCÊ MESMO! Receita do Chef

BIFE DE ATUM FRESCO SALTEADO EM AZEITE { INGREDIENTES } 1 bife de atum fresco; Sal grosso Azeite; Alho; Pimenta rosa Salsa; Vinagre de Xerez Polvilhar o atum com sal grosso. Numa frigideira pôr três colheres de sopa de azeite e juntar uma colher de sobremesa de alho picado até ficar aloirado. Depois salteia-se o bife dois a três minutos e acrescenta-se a salsa picada e vinagre de Xerez. Serve-se com batata nova, brócolos e feijão verde.

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GOURMET

VILA NOVA DE GAIA | CAKE SHOP SABORES TRADICIONAIS Rua General Torres, n.º 1220 Tel.: 223.751.955 Foi há pouco mais de um mês que inaugurou no centro comercial Douro, em Vila Nova de Gaia, a Cake Shop Mónica Pereira, que inclui cafetaria e fábrica. Um projecto desenvolvido pela própria, que resulta de uma paixão antiga. «Sou engenheira de formação mas dediquei-me à área da doçaria há alguns anos», conta. E foi no Rio de Janeiro que percebeu a importância que era dada à doçaria portuguesa e decidiu abrir a loja. Desde bolos caseiros a doces conventuais, muffins e brownies aqui encontra um pouco de tudo. «Apostei ainda no cake design, que permite fazer criações muito personalizadas». Para além da estética e qualidade, todos os doces são confeccionados sem recurso a produtos artificiais, mantendo a autenticidade de sabores. CAKE SHOP

LONDRES | PIZZA EAST RECEITAS URBANAS Tea Building; 56 Shoreditch High Street www.pizzaeast.com A Pizza East é a mais recente novidade da Soho House, em Londres, que tem outros restaurantes e brasseries. Aqui pode saborear óptimas pizzas feitas com receitas exclusivas da casa. Desde a básica Margherita às mais elaboradas, todas têm ingredientes frescos e produtos da estação. Outra das especialidades desta pizzaria urbana, no edifício de uma antiga fábrica, é o molho de tomate que cobre a base das pizzas. A cozinha em open space permite que possa ver preparar as refeições. Mesas compridas e um ambiente rústico tornam este lugar muito original.

PIZZA EAST

PIZZA EAST

Novas aberturas LISBOA E LONDRES

PARA MOMENTOS BLUE... Uma nova pizzaria para experimentar em Londres, e os bolos de Mónica Pereira, com design original e sem recurso a produtos artificiais para se deliciar sempre que passar por Vila Nova de Gaia.

Porto | N O VA B O U T I Q U E N E S P R E S S O E M Z O N A H I S T Ó R I C A Já abriu junto à Casa da Música, no Porto, a segunda boutique Nespresso da Invicta. Este novo espaço, com 267 metros quadrados, tem as máquinas, os acessórios e as 16 variedades de café. A loja tem ainda o espaço Carpe Diem, onde pode beber o seu café num ambiente do mais puro requinte. Av. da Boavista, n.º 780; www.nespresso.pt

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DESIGN A LOJA LIVING LIFE NO ESTORIL ✯ O NOVO W BARCELONA UM GEOTURISMO DE DESIGN NA NORUEGA ✯ A CASA DAS HISTÓRIAS DE PAULA REGO

ESTORIL

Living Life

DESIGN LOW-COST Se está sem ideias para redecorar a sua casa espreite a nova loja/atelier Living Life, no Estoril, e inspire-se. Isabel Carvalho e Sofia Castelo Branco são as mentoras deste projecto e donas do espaço. Sempre a par das últimas tendências do design de interiores, tem desde iluminação decorativa, mobiliário de interior e exterior, peças de arte, toalhas bordadas, tecidos, quadros de diversos artistas nacionais, entre outros tipos de trabalhos. . Monte Estoril, Av. São Pedro, Lj 14D;

SELECÇÃO E TEXTOS PATRÍCIA CABRAL

Tel.: 210.968.885; http://livinglifedesigninteriores.blogspot.com

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DESIGN

CASCAIS

Casa das Histórias Paula Rego

UMA CASA COM ALMA... Goste-se ou não da obra de Paula Rego, um nome incontornável do panorama artístico nacional e internacional, vale a pena visitar a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais. Inaugurada em Setembro, foi projectada pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura e ocupa uma área expositiva de 750m2. O restante espaço é ocupado pela cafetaria, livraria/loja e auditório para 200 pessoas. O acervo do museu é constituído por 257 exemplares da sua obra, doados por Paula Rego, 278 desenhos inéditos e 52 pinturas cedidos por empréstimo por um período de dez anos. O museu tem duas exposições temporárias por ano, inauguradas no Outono e Primavera. Existem ainda visitas guiadas para famílias, nas quais se incluem crianças a partir dos quatro anos, para escolas e grupos. No início do ano vão começar diferentes ciclos de conferências relacionadas com a arte, literatura e cinema. Av. da República, n.º 300; Tel.: 21.482.6970 Horário: Aberto todos os dias, das 10h às 22h Entrada gratuita; www.casadashistoriaspaularego.com

EXPOSIÇÕES A VER Até Março de 2010 OBRAS DE PAULA REGO. Um olhar profundo pelo percurso de Paula Rego, que reúne alguns dos seus trabalhos mais importantes realizados entre 1987 e 2008. Entre os mais notáveis destaca-se “A Filha do Polícia”, “As Criadas” e “A Família”. De Março a Setembro de 2010 VICTOR WILLING. Esta exposição será dedicada a este pintor e crítico, marido de Paula Rego, falecido em 1988. Nesta mostra poderá ver os quadros cedidos por dez anos pela artista à Casa das Histórias.

CASA DAS HISTÓRIAS BY TELA BAGS As telas promocionais da primeira exposição da Casa das Histórias Paula Rego foram transformadas pela marca Tela Bags numa colecção comemorativa de malas e acessórios. Podem ser compradas na loja da Casa das Histórias.

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THE KEYS

EUROPA

Novas aberturas

MOMENTOS EXCLUSIVOS O novo W Hotel em Barcelona, o projecto The Keys, na Quinta do Lago, e os bungalows de design do Juvet Landscape Hotel. Três novidades a ter em conta para uma escapadela. W BARCELONA

{BARCELONA }

W UMA MARCA EM EXPANSÃO O W Barcelona é o terceiro hotel da marca a ser inaugurado na Europa e tem já aberturas previstas para Londres, Paris e Milão. Situado em Nova Bocana, junto ao passeio marítimo de Barceloneta, foi projectado pelo arquitecto espanhol Ricardo Bofill. O edifício, em forma de vela, tem 26 pisos com uma vista fantástica para o Mediterrâneo. Outra das grandes novidades deste hotel é ter o primeiro Bliss Spa de Espanha. Tem ainda um restaurante do chef catalão Carles Abellan, galardoado com uma estrela Michelin, e o bar Eclipse, gerido pelo grupo Ignite, que fundou o clube londrino Boujis. www.starwoodhotels.com {QUINTA DO LAGO }

THE KEYS ALGARVE DE SEIS ESTRELAS... Em Abril do próximo ano é inaugurada a primeira unidade do empreendimento The Keys, na Quinta do Lago. Este ambicioso projecto arquitectónico, desenvolvido pelo atelier de design britânico Walker Bushe, www.walkerbushe.co.uk, vai ter três empreendimentos exclusivos: Key Lago, Key Verde e Key Pointe, com um total de 171 residências. Os proprietários das casas vão ter acesso a serviços de mordomo, organização de eventos, chef, consultor de adega, entrega de compras, lavandaria e pequeno-almoço. O empreendimento está equipado com painéis solares para aquecimento das habitações e piscinas. www.thekeysatquinta.com

{NORUEGA }

JUVET LANSCAPE HOTEL FUSÃO ENTRE NATUREZA E DESIGN

JUVET LANSCAPE HOTEL

Em Alstad, no Noroeste da Noruega, uma quinta foi restaurada e transformada no Juvet Lanscape Hotel. O resultado são dez cabanas envidraçadas de puro design com vistas únicas para florestas, montes e vales entrecortados por rios. O projecto dos arquitectos Jensen e Skodvin (JSA) contou ainda com a visão do proprietário Knut Slinning. A paisagem circundante serviu de inspiração para criar este geoturismo, que brevemente irá ter mais quartos e um spa. www.juvet.com

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O REQUINTE EM CADA PORMENOR

A ARTE QUE ACONCHEGA A ALMA

O TALENTO DO CHEF HERMÍNIO COSTA

A INSPIRAÇÃO DA COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA

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12/29/09

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www.casino-povoa.com


UMA ILHA: MUITAS PAISAGENS... As intermináveis dunas de Maspalomas, que nos deixam sentir este deserto, contrastam com o verde da natureza, o tom ocre das pedras vulcânicas e da terra. De norte a sul, do litoral para o interior, deixe-se surpreender por diferentes paisagens que fazem parte deste território classificado de reserva natural. Faça uma road trip pela Gran Canaria e vá parando nos diferentes lugares. Explore o Norte da ilha, onde fica a montanha de Tamadaba – que tem uma vista fantástica para o oceano Atlântico.


{ F I M - DE -S E M ANA B LU E NA E U RO PA }

GRAN CANARIA O

L A D O

M A I S

S E L V A G E M

D A

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Para lá dos intermináveis resorts que se estendem ao longo da costa, a Gran Canaria tem uma natureza exuberante, praias desertas apenas acessíveis de barco, portos de charme, turismos rurais e uma intensa agenda cultural que interessa conhecer. A uma hora de Lisboa, em voos da Sata a preços convidativos, e bom tempo o ano inteiro, é um óptimo pretexto para uma escapadela aqui na Europa, fora dos circuitos turísticos habituais. Por P A T R Í C I A

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O BAFO QUENTE QUE SENTI à saída do avião depressa fez esquecer as temperaturas já frias de Novembro. Com um microclima favorável o ano inteiro, os termómetros oscilam entre 18º nos meses de Inverno e 22º o resto do ano, o que permite fazer praia sempre que lhe apetecer. São 60km de areais que perfazem um total de 128 praias, algumas a evitar, caso da do El Inglés por ser extremamente turística, mas há muitas outras alternativas, desconhecidas para a maioria das pessoas que escolhe este destino de férias. A melhor forma de explorar a ilha é alugar um carro, evitando ter de ficar confinada ao seu hotel e à praia em frente. Com óptimos acessos rodoviários, em dois dias ficará a conhecer a Gran Canaria de uma ponta a outra. A vantagem de ter muitos outros recursos naturais para além dos extensos areais permite-lhe conjugar o melhor da natureza, cultura e gastronomia. Maspalomas, com 250 hectares de dunas junto ao mar, considerada reserva natural, é um dos spots de visita obrigatória. Apesar dos empreendimentos que a cercam, é suficientemente grande para conseguir arranjar um cantinho só para si. Eu acabei por ficar rendida ao barranco de Guí Guí, na pequena aldeia de San Nicolás. O acesso só pode ser feito de barco mas a viagem compensa de longe o cenário que o espera: um areal branco e virgem, circundado por imponentes penhascos, que desagua nas águas turquesas do oceano. Leve chapéu-de-sol e piquenique, e passe um dia romântico a dois, longe dos olhares indiscretos e da confusão que reina em Las Canteras. Os apaixonados do mergulho encontram em Puerto de Mogan, uma charmosa vila piscatória, grutas e rochas que escondem segredos das profundezas. Outro dos motivos que traz desportistas a esta ilha é o surf. Não faltam, um pouco por todo o lado, escolas e surf camps para iniciados e praticantes. Pode ainda optar pela modalidade do surf-safari – no qual se procuram as melhores ondas num raio máximo de 70km. Nas praia de Vargas decorrem todos os anos campeonatos mundiais desta modalidade, atraindo gurus e curiosos de vários pontos do mundo. >>>

COMO IR A Sata tem voos de Lisboa para a Gran Canaria às terças e sábados, a partir de €268,72 ida e volta. Saiba mais e faça a sua reserva em www.sata.pt

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PORTOS DE CHARME O de Las Nieves tem uma praia pequena e rochosa. Aqui encontra uma série de restaurantes típicos e baratos para almoçar ou jantar. Mais foi em Puerto de Morgan, uma agradável vila piscatória, ainda a salvo do turismo de massa, que encontrei o isolamento necessário para descansar.

VÍCIO DO SURF As ondas da Gran Canaria são conhecidas em todo o mundo e atraem surfistas de toda a parte. Existem mesmo praias apenas conhecidas pelos gurus e que permanecem secretas...

CIRCUITOS DE BTT Seja por estrada ou montanha, ambos os percursos são extremamente sinuosos devido às pedras de origem vulcânica existentes no solo. São momentos de pura adrenalina para os praticantes desta modalidade

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CASAS RURAIS PARA DIAS DE CHARME num ambiente intimista ou um hotel de design em Maspalomas SÃO BOAS ALTERNATIVAS PARA FICAR

HOTEL RURAL LAS CALAS

HOTEL RURAL LAS CALAS

E se junto à costa a paisagem se assemelha a um cenário lunar devido aos relevos vulcânicos, à medida que avançamos para o interior a vegetação torna-se mais exuberante. A grande diversidade de fauna e flora, esta última com mais de cem espécies de flores e plantas, um tipo de vegetação que torna este ecossistema único no mundo, contribuiu para que metade da ilha tenha sido declarada Reserva da Biosfera. Desde os pinhais, endémicos a sudoeste, a vales onde crescem palmeiras e escarpas e bancos de areia interligados junto à costa, que servem de habitat natural de tartarugas, os contrastes são imensos. Para ter uma noção de toda esta riqueza natural não deixe de visitar o Jardim Botânico Vera e Clavijo, em Las Palmas, e embrenhe-se num mundo à parte. Todo este ambiente torna-se propício à prática de desportos de Inverno, caso da escalada, caminhadas pedestres conduzidas por um guia e circuitos de BTT na montanha ou por estrada.

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MOVIDA CULTURAL. A semana acabou por passar a correr entre idas a Las Palmas, a capital da Gran Canaria, para ver exposições no Centro Atlântico de Arte Moderna, projectado em 1989 pelo arquitecto português Siza Vieira, e os ícones da arquitectura contemporânea como o Auditório Alfredo Kraus, de Óscar Tusquets, e a Torre Woermann, de Inãki Ábalos e Juan Herreros. Ao contrário de que possa pensar, a Gran Canaria tem uma importante agenda cultural, que ganhou um novo dinamismo no final do século XX com a construção de importantes pólos culturais e artísticos. Um dos eventos mais esperados é o Festival de Música das Canárias, www.festivaldecanarias.com, que decorre entre 7 e 8 de Fevereiro no Auditório Alfredo Kraus, em Las Palmas. Muitas são as razões para não adiar mais a sua ida à Gran Canaria e descobrir uma ilha cheia de belezas naturais para explorar, fora dos circuitos turísticos mais divulgados. E

SEASIDE HOTEL PALM BEACH

ONDE DORMIR

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Hotel Rural Las Calas San Mateo; Tel.: +922.928.661.436 www.hotelrurallascalas.com Duplo a partir de €90

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Seaside Hotel Palm Beach Maspalomas; www.designhotels.com Duplo a partir de €230

SAIBA MAIS Agenda cultural, lugares a visitar, entre outras informações úteis, vá ao portal turístico da Gran Canaria. www.grancanaria.com

VAMOS A CONTAS

3 dias

GRAN CANÁRIA Voos

270€

Duas noites no Hotel Rural Las Calas Refeições

90€ 200€

560€

{ Total por pessoa } * Os valores indicados estão sujeitos a alterações conforme a época do ano

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Cresci nesta casa e Ž aqui que me sinto realmente bem. A cada regresso, revejo mem—rias de um passado feliz. Gosto de olhar os campos, de exalar os seus aromas. De apreciar a gastronomia como se fosse a primeira vez.


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12/29/09

12:17 PM

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www.sogrape.pt


A blue ESTEVE LÁ! Outubro 2009


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F I M - D E - S E M A N A

N A

B E I R A

}

Vil a Pedra V I V E R

A

N AT U R E Z A

APROVEITE O OUTONO para vir até Villa Pedra,

na Beira Litoral, e passar aqueles serões em redor da lareira a comer castanhas e a beber moscatel,

apanhar as ervas aromáticas da horta para preparar saborosas refeições no forno de lenha, fazer doces

caseiros com a fruta da época, dormir tranquilas sestas e dar longos passeios a pé pelos vales circundantes. Com um conceito totalmente ecológico, este turismo de aldeia reúne todas as condições para dias na natureza. Um segredo bem guardado, no coração da serra de Sicó, que agora lhe desvendamos. Por P A T R Í C I A Fotos R I C A R D O

C A B R A L P O L Ó N I O


Nostalgia do campo... Manuel Casal, Frank e Vítor Mineiro deram alma a uma aldeia abandonada há 80 anos e fizeram renascer a Villa Pedra. Um lugar de contemplação debruçado sobre a serra de Sicó para nos evadirmos de tudo. Quatro casas recuperadas que respeitam a traça original da região são agora poiso tranquilo para noites aconchegantes à lareira, pequenos-almoços caseiros, piqueniques à sombra de árvores.

DIA 1 | S EX TA- F E I RA

COMO CHEGAR

. A partir de Lisboa, siga pela A1 até à saída para o IC8 em direcção a Pombal.

. Percorra 4km e saia no IC2 rumo a Coimbra.

Depois de encontrarmos a tabuleta para Cotas, um lugarejo escondido numa das encostas da serra de Sicó, e a pouco mais de 10km de Penela, Soure e Ansião, chegamos por fim ao nosso destino – Villa Pedra. A propriedade, com três hectares e edificada numa zona de vestígios romanos, conta já com quatro casas recuperadas e a longo prazo será a vez das restantes oito. No entanto, já no próximo Verão, vai ter uma recepção, restaurante e loja com produtos locais. Logo à entrada fomos recebidos pelos latidos de satisfação da Jackie e Olivia, mãe e filha respectivamente, da raça Jack Russell, celebrizada pelo cão do filme “A Máscara”. A eles juntou-se Vítor Mineiro, o arquitecto que projectou este turismo de aldeia, outrora uma velha ruína desabitada há 80 anos. “Manuel Casal, um dos donos, tem uma irmã que possui casa na zona e descobriu este achado. As obras que duraram quatro anos incluíram remoção e limpeza do terreno e a construção. Quisemos manter a traça original e sobretudo realçar a pedra calcária, uma das principais características desta região”, conta Vítor. E, de facto, a pedra emerge um pouco por todo o lado, desde os muros às eiras, canteiros, mesas, bancos e até esculturas neste material. A madeira foi outro dos materiais utilizados para portas e janelas, combinando na perfeição com o tom ocre que reveste as paredes das habitações. “Dar um ar natural e selvagem ao terreno de forma a que se integrasse no meio envolvente foi outra das nossas preocupações”, acrescenta. Mal pousámos os sacos na casa do Loureiro, já estava em cima da mesa broa, queijo Rabaçal e vinho da região, que saboreámos em boa companhia. “Gostamos sempre de receber as pessoas com estes mimos. Alguns destes produtos temos para venda, como o vinho e o pão. A pedido, fazemos alguns pratos típicos como chanfana, cabrito e bacalhau com todos”, explica.

. Ao fim de 13km vire à direita na placa para Pombalinho e depois na de Cotas. A partir daqui tem a indicação para Villa Pedra.

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VILLA PEDRA

Rua do Rechio e Seladas; Cotas; Tel.: 917.216.470; www.villapedra.com Casa com dois quartos a partir de €220 Inserida numa zona com vestígios romanos, a Villa Pedra – Natural Houses tem quatro casas a funcionar, baptizadas com o nome das árvores ou ervas que lhes são mais próximas. As do Alecrim, Loureiro e Amendoeira têm dois quartos e a do Jasmim apenas um. Todas estão equipadas com cozinha, casa de banho, sala de estar, aquecimento central, televisão, leitor DVD e Internet. No exterior tem um terraço com uma mesa para fazer refeições e jardim privativo. Apenas as casas com dois quartos têm barbecue, para fazer grelhados. Existe ainda uma piscina, com zona de estar, que durante o Verão serve de base a todos os hóspedes.

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UM RIBATEJANO NAS BEIRAS Vítor Mineiro, trocou a vida agitada na cidade pela tranquilidade do campo. É ele o anfitrião, com as suas companheiras inseparáveis Olívia e Jackie, que nos recebe e faz tudo para nos sentirmos em casa...


DESIGN E ECOLOGIA DE MÃOS DADAS. Os interiores das casas surpreendem pelo estilo contemporâneo, pouco usual neste tipo de construção rústica. Desde as peças de mobiliário dos anos 60/70, assinadas por Conceição e Silva, aos candeeiros de Philippe Starck, entre outras peças de designers nórdicos, tudo se conjuga para criar um ambiente confortável. As velharias são outra das paixões dos proprietários, que vão comprando aqui e ali. Desde uma antiga máquina registadora, a loiça partida de Bordalo Pinheiro, velhas arcas, uma cadeira de casamento talibã e, no exterior, até uma moto Casal da década de 70 trazida por uma amiga, tudo aqui merece um lugar de destaque. “Muitas coisas foram trazidas de viagens à Índia, Paquistão, Nepal e Marrocos. Outras compraram-se em feiras e mercados. Contámos ainda com a ajuda de uma amiga, Safira Serpa, já falecida, que nos ajudou em todo o processo de decoração”, conta. Adoptar uma postura ecológica é outra das missões da Villa Pedra, cujas casas têm painéis solares, não são utilizados quaisquer materiais agressivos para o ambiente, as hortas são biológicas e o cloro está proibido na piscina. “Futuramente queremos ter uma empresa que nos oriente para que possamos fazer reaproveitamento das águas e do calor”, acrescenta Vítor. A conversa prosseguiu em redor da mesa do restaurante Santiago, numa povoação a 8km da Villa, onde almoçámos a tradicional Chanfana de cabra.

TODOS OS DIAS DE MANHÃ o prazer da boa mesa do mel à broa, doces e queijos saboreie, OS MELHORES PRODUTOS DA REGIÃO

GALINHAS DE ESTIMAÇÃO Num galinheiro gigante, situado no jardim, patos de Java, galinhas e cisnes negros já respondem ao nome... e são tratadas com todo o carinho.

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ENTREGUE-SE AO EXOTISMO

do mobiliário do Paquistão, Índia e Marraquexe

um cenário meio árabe, meio oriental, enquadrado num

AMBIENTE CAMPESTRE


A FORJA Pombal; Tel.: 236.211.800; www.aforja.com Horário: De terça a domingo, das 12h15 às 15h00 e das 17h15 às 23h00. Encerra à segunda-feira. A PROVAR: Tibornada de bacalhau, Posta à malhador e Churrasquinhos de vitela barrosã

TARDE CAMPESTRE. Traga na bagagem um bom livro e escolha um dos muitos refúgios para se entregar ao dolce far niente. E foi num alpendre, numa das camas talibãs trazidas do Paquistão, protegida do sol por esvoaçantes voiles de tecido indianos, que dormi o sono dos justos. Seja a ouvir música na eira exclusiva da sua casa ou numa das confortáveis cadeiras da piscina, ou simplesmente a meditar na chill out bed com uma vista deslumbrante para a serra de Sicó, quem escolhe este sítio vem sobretudo para descansar. “Os nossos hóspedes apreciam não fazer nada, gostam do isolamento. Tive cá uns espanhóis que fizeram um piquenique e passaram o dia no terreno grande”, confidencia Vítor, enquanto já com a garrafa de moscatel na mão nos desafia para um aperitivo antes do jantar. A nós juntou-se o Filipe, um amigo da casa, e ali ficámos no terraço da casa da Amendoeira a partir nozes, a assar castanhas e a ouvir o crepitar do lume até o Sol desaparecer no horizonte. Terminámos a noite no restaurante A Forja, a 3km de Pombal, onde provámos – e aconselhamos! – a Posta à malhador de carne barrosã e o Bacalhau forjado no fole. Ao nosso fotógrafo coube a parte “dura” de experimentar o famoso moscatel do Douro, servido numa garrafa de vidro com formato de regador e despejado directamente na boca do cliente..., imagine-se!

SANTIAGO Rua Conde Castelo Melhor; Santiago da Guarda; Tel.: 918.393.706 Horário: De terça a domingo, das 9h00 às 24h00. Encerra à segunda-feira. A PROVAR: Chanfana de cabra, Bacalhau com broa e Sopa de feijão

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UM SPOT CONTEMPORÂNEO Nuno Ramos, com mais dois sócios, abriu há pouco mais de um ano o D. Sesnando, em Penela. Um espaço alternativo aos restaurantes mais tradicionais da zona. Cozinha de autor, uma agradável esplanada e pratos de qualidade são o convite para uma visita. Dom Sesnando Praça da República; Penela Tel.: 964.704.636 Horário: Aberto todos os dias, das 12h00 às 24h00. A PROVAR: Bacalhau à Dom Sesnando e Carvoada


ALMOÇOS CASEIROS Pode preparar as suas refeições no conforto da sua casa e saboreá-las na área exterior que lhe está reservada.

COM UM CONCEITO ECOLÓGICO, a Villa Pedra reúne todas as condições para gozar uns dias perfeitos EM COMUNHÃO COM A NATUREZA DIA 2 | S Á BAD O Acordei com o aroma a pão quente e o café fumegante a entrar-me de mansinho pelo quarto. Depois de um banho com vista para a serra, que se pode ver das pequenas janelas da casa de banho, pude finalmente experimentar as iguarias do pequeno-almoço. A marmelada, o doce de tomate, feito pela Dona Glória, o mel da região e o autêntico queijo Rabaçal, acompanhado de broa e um pão de passas de chorar por mais. Logo às 8h00, é deixado à porta um saco com pão fresco para que os hóspedes possam preparar o seu pequeno-almoço. O frigorífico está recheado com tudo o que é necessário para iniciar o dia com uma excelente refeição. Já com o estômago aconchegado fui dar uma volta pela Villa, onde não faltam hortas com ervas aromáticas e legumes. Árvores de fruto como romãzeiras, nespereiras e figueiras dão um encanto especial ao jardim. Qualquer hóspede pode pegar num cesto e servir-se de tudo aquilo que está plantado para fazer deliciosas refeições e doces caseiros. “Tivemos uma hóspede que assou um cabrito no forno de lenha, outra que fez doce de figo e que depois nos chamaram para provar”, conta Vítor, enquanto se dirige para o galinheiro gigante onde colecciona patos de Java e papagaios da Austrália. “Temos dez pássaros e 60 galinhas, patos e cisnes. Às vezes lá vai uma para a panela, mas prefiro nem saber porque com a convivência diária acabamos por nos afeiçoar aos animais.” B L U E

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REQUINTE GASTRONOMICO EM PENELA. Já o Sol ia alto quando nós e as duas cadelas nos enfiámos no jipe de Vítor rumo a Penela. Depois de uma volta pelo castelo, onde decorrem as feiras medievais, fomos conhecer o restaurante D. Sesnando, um espaço contemporâneo que contrasta com os mais tradicionais da zona. “Quisemos oferecer uma alternativa com qualidade apostando no ambiente e apresentação dos pratos”, disse Nuno Ramos, um dos três sócios. Para além das especialidades da zona como o Cabrito assado, tem um menu vegetariano com cinco pratos. Bacalhau à D. Sesnando e Carvoada, uma panela com brasas, onde vamos grelhando fatias de carne de vaca e porco, foi o que veio para a mesa. E por ali ficámos até às 16h00 a picar batatas acabadas de fritar e a molhar os tenros bifes nos molhos de maionese e mostarda. Uma mousse de chocolate e uma tarte de requeijão de se tirar o chapéu ditaram as despedidas com a promessa de voltarmos. ÉPOCA DOS ROMANOS. Dali partimos para o Rabaçal para vermos a Villa Romana – uma estação arqueológica datada do séc. IV (d.C.). A arqueóloga Sónia Vicente conduziu-nos pelo extenso olival onde se encontram os vestígios daquilo que foi uma casa senhorial romana, dividida em três zonas – residência, balneário e quinta agrícola –, todas bem delimitadas e resultado das escavações que ali decorrem desde 1984. Várias moedas e outros artefactos estão em exposição no museu. Na zona habitacional encontram-se os diferentes mosaicos e as composições geométricas, tapados para não serem danificados pela intempérie. “Está já a ser desenvolvido pelo arquitecto Siza Vieira um projecto de cobertura para a área, de forma a que se possa admirar esta obra-prima”, disse Sónia Vicente. No terreno irá também funcionar um núcleo museológico, de forma a criar mais interacção com os visitantes. De regresso a Villa Pedra, para mais um entardecer na chill out bed, com vista para a serra de Sicó, ainda parámos no vale das Buracas, em Casmilo, para ver as escavações nas rochas da era pré-glaciária. 54

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Templo de contemplação Ao pôr do Sol reserve lugar na chill out bed, um dos musts de Villa Pedra, situada num dos pontos mais altos da propriedade, a tomar chá e a namorar a vista que se estende sobre a serra de Sicó...


PASSEIOS A FAZER!

1. VALE DAS BURACAS Integrado na serra de Jeneanes, em Casmilo, vale pelo passeio a pé ou de jipe. No percurso pode ver as escavações feitas nas rochas da era pré-glaciária e que serviam de abrigo a homens e animais.

ADMIRAR A NATUREZA em passeios por montes e vales e ir ao encontro dos vestígios deixados pelos romanos são bons motivos PARA CONHECER A SERRA DE SICÓ


2. VILLA ROMANA DO RABAÇAL Espaço Museu; Rua da Igreja, Rabaçal; Tel.: 239.561.856 Visita de meia hora à Villa Romana – €1,50 por pessoa. Horário: De terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. Encerra à segunda-feira.

DIA 3 | D OM I N G O Guardámos o último dia da nossa estadia por terras da Beira Litoral para uma caminhada de duas horas pela serra de Sicó – uma zona desconhecida para muitos, que vale a pena explorar. Joel Silva, dono da SicóAventura, foi o nosso guia nesta aventura que começou na Capela de Nossa Senhora da Estrela, passando pela aldeia dos Poios e terminando no canhão do vale de Poios. Equipados com mochilas, cantis de água e calçado apropriado, seguimos por um terreno algo sinuoso e de dificuldade moderada. Pelo caminho vimos as grutas de Verão e Inverno da época pré-histórica, identificámos algumas plantas medicinais e escutámos os sons dos melros e corvos, entre outras espécies que por lá habitam. “Às vezes venho para aqui duas horas quando preciso de me isolar”, disse Joel, que conhece a serra de olhos fechados.

3. PASSEIOS PEDESTRES NA SERRA DE SICÓ A empresa SicóAventura organiza actividades como rappel, paintball, rafting e as caminhadas pedestres na serra de Sicó. O passeio de duas horas custa €25 por pessoa e inclui almoço. Urb. Marquês de Pombal, Lote B3, 105; Pombal; Tel.: 965.437.976; www.sicoaventura.com


Noites ao relento Quando o Sol se pĂľe sabe bem acender a lareira exterior e juntarmo-nos com os amigos para um aperitivo antes do jantar. Do moscatel Ă s castanhas, saboreie os melhores produtos da zona...


MATERIAIS NATURAIS A pintura e artes plásticas são outros dos hobbies de Vítor Mineiro e, um pouco por todo o lado, estão expostos quadros com a sua assinatura, que muitas vezes são comprados pelos hóspedes. “Gosto de fazer reaproveitamento dos materiais naturais.” Na parede da sala da casa do Loureiro, onde ficámos instalados, pode ver-se uma laje em ardósia da Lousã, por exemplo. Vasos com troncos de videiras, pedras emolduradas e arranjos com ramos de oliveira trazem a natureza para dentro de casa.

AQUI VIVEM-SE COSTUMES E TRADIÇÕES em ambiente descontraído sinta a paz desta aldeia recuperada num REGRESSO ÀS COISAS SIMPLES DA VIDA Quando já estávamos perto do vale de Poios pudemos observar a beleza desta paisagem de extensos olivais e imponentes rochedos com paredes de escalada, que servem para testar a adrenalina dos praticantes de rappel. “Durante o fim-de-semana há muitos praticantes desta modalidade. Noutro dia juntou-se um grupo da Andaluzia que passou a noite na gruta”, disse Joel apontando para os vestígios da pequena fogueira à entrada. O parapente é outra das actividades muito procurada nesta zona do maciço central de Sicó, cujo ponto mais elevado corresponde a 420 metros de altitude.

CENÁRIO MEDITERRÂNICO. Extensos olivais, vinhas, campos de cereais, o pastoreio, as casas de pedra com eira, entre muitos outros elementos, mostram-nos a influência da cultura mediterrânica nesta zona do país. E foi na Villa Pedra, inspirada na tríade de villas romanas que dominam esta região, que viemos ao encontro dessas raízes históricas, num ambiente campestre. Neste regresso à natureza descobrimos os bons produtos locais, a beleza da paisagem, aldeias esquecidas no tempo a precisar de recuperação e projectos inovadores como a criação de um espaço museológico na Villa Romana do Rabaçal. Seja para aproveitar o Verão de São Martinho, os últimos dias do Outono ou antecipar o Inverno, goze a nostalgia do campo... e

3 dias

VAMOS A CONTAS

PORTUGAL

VILLA PEDRA

Gasóleo Portagens 2 noites na Villa Pedra Refeições

40€ 25€ 220€ 45€

330€

{ Total por pessoa } * Os valores indicados estão sujeitos a alterações conforme a época do ano

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LYSANNE PEPIN A pintora e proprietária de uma loja de roupa foi uma das nossas insiders em Montreal e deixou-nos óptimas dicas para aproveitar o melhor da cidade. Veja na página 81

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A blue ESTEVE LÁ! Agosto 2009

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DESDE OS TERRITÓRIOS SELVAGENS DO NORTE DO CANADÁ, onde os inuit mantêm intactas as suas tradições e os mounties ainda montam guarda, à incomparável beleza dos seus parques naturais, este é um país que desperta muitas paixões. Depois de Toronto, trazemos-lhe agora o charme de Québec City, Património Mundial, com uma passagem pelo Parque Nacional La Jacques-Cartier, seguindo depois para a movida de Montreal, onde os portugueses marcam uma forte presença. Uma grande viagem para preparar com tempo, já a pensar nas suas próximas férias grandes!

Por

ROSÁRIO SÁ COUTINHO

| fotos

MARCOS SOBRAL

Q U É B E C C I T Y ✭ M O N T R E A L P A R Q U E N A C I O N A L L A J A C Q U E S - C A R T I E R


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Foi a primeira cidade da América do Norte, fundada em 1608 pelo explorador francês Samuel de Champlain. Com um centro histórico impecavelmente bem preservado e uma boa escolha de bistros de charme, é um ponto de passagem obrigatório numa viagem ao Canadá.

QUÉBEC CITY O voo interno de Toronto para Québec City demora apenas uma hora, sobrevoando uma manta de retalhos em vários tons de verde, sempre ao longo do rio São Lourenço. Com uns impressionantes 1.197km de extensão, desde o lago Ontário até ao oceano Atlântico, foi esta a via de penetração dos primeiros colonos europeus no continente da América do Norte, tendo-se estabelecido na cidade de Quebeque em 1608. O percurso de táxi desde o Aeroporto Jean Lesage até à cidade é para esquecer: bairros desinteressantes, zonas industriais... mas ao entrar na cidade velha é outro mundo que se revela ao nosso olhar – o Velho Mundo da Europa de séculos passados. No Auberge Saint Antoine, o nosso primeiro poiso, são 400 anos de história que se descobrem nos quartos, espaçosos e de decoração contemporânea, e na profusão de peças de várias épocas descobertas durante as escavações e espalhadas pelo hotel. Cada piso foi dedicado a um dos antigos proprietários das três casas que compõem o edifício, dos séculos XVIII e XIX, em tempos armazéns de peles e docas de ricos comerciantes europeus. No lobby, onde os sons de jazz e blues parecem emanar das paredes, foram deixados à vista importantes vestígios dessas épocas remotas, com destaque para uma bateria de canhões de defesa do porto cujos muros foram deixados à vista. Uma miniatura embutida na parede explica a evolução das construções actuais, à medida que foram conquistando terra ao rio – o São Lourenço, que corre a poucos metros dali. O Saint Antoine é uma obra notável de restauro e preservação, onde o novo convive em perfeita harmonia com o antigo, e a qualidade do serviço e dos diferentes espaços valeram-lhe a chancela Relais & Châteaux. No restaurante Panache, instalado no antigo armazém oitocentista de pedra, o soalho de madeira e as grandes vigas de carvalho à vista criam um ambiente cosy, onde o chef François Blais prepara os pratos da cozinha quebequense “with a twist”. É também aqui que se toma o pequenoalmoço. Na sala de estar, sofás confortáveis e duas alcovas com lareiras convidam a momentos de descontracção depois das visitas pela cidade. B L U E

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NAS MARGENS DO SÃO LOURENÇO Ao longo das ruelas de empedrado do Quartier Petit-Champlain, o bairro histórico da cidade do Quebeque que se estende ao longo das margens do rio, as casas de pedra recuperadas com portadas coloridas fazem lembrar o Sul de França. Daqui, um pequeno teleférico leva-nos à parte alta da cidade e à esplanada frente ao Château de Frontenac, de onde a vista alcança a ilha de Orléans e o curso do São Lourenço que desaparece no horizonte. No canto superior direito, o pequeno café Baguette & Cie, na zona do Vieux Port, um bom sítio para tomar o pequeno-almoço ou para um almoço ligeiro. Além do pão quente, fazem bolos caseiros, óptimas sanduíches, e vendem produtos biológicos da região, como compotas, azeite e café


BISTROS FAMILIARES, como o Le Pain Béni, o Le Lapin Sauté ou Le Cochon Dingue fazem de Québec City UMA CIDADE COM MUITO CHARME LE PAIN BÉNI

AUBERGE PLACE D’ARMES

O Auberge fica em pleno centro histórico, a dois passos do Quartier Petit-Champlain e da Place Royale, berço do Quebeque. Perca-se num passeio a pé pelas ruelas de empedrado, ladeadas de casas de pedra com portadas de madeira coloridas impecavelmente recuperadas, as casas dos antigos colonos, hoje transformadas em restaurantes e boutiques de charme. Olhando à volta, parece que estamos no Sul de França, mas do outro lado do Atlântico. Descubra os murais que retratam a história do Quebeque, pare para um café numa das muitas esplanadas e delicie-se com os bolos caseiros numa das pastelarias. Daqui um funicular leva-nos à esplanada frente ao Frontenac, verdadeiro ex-líbris da cidade, de onde se goza uma vista sobre todo o rio São Lourenço e a ilha de Orléans. A parte alta da cidade, para lá da Porte St. Louis, mistura bairros de influência inglesa e francesa, principalmente na Grande Allée que ladeia o grande parque de Plains of Abraham, palco de célebres batalhas, onde os quebequenses vêm fazer jogging e passear em família. Vagueando sem rumo, vamos passando ruas de compras e zonas residenciais, algumas de cunho marcadamente britânico, onde as casas de pedra têm entradas por escadas ladeadas de ferro forjado. Pequenos jardins, igrejas, becos curiosos, tudo muito florido e bem arranjado numa cidade onde dá gosto andar a pé. Esta é também uma cidade de pequenos bistros de ambiente familiar onde cada jantar se torna num momento blue. Desde logo o Le Pain Béni, onde Madamme Doré nos recebeu como amigos e nos contou a história do seu Auberge Place d’Armes, por cima do restaurante, onde iríamos pernoitar nos dias seguintes. Aqui todos os quartos são diferentes, com uma decoração cheia de charme e paredes de pedra ou de tijolo à vista e móveis feitos à medida por um jovem marceneiro local. Se puder fique no quarto Marie Antoinette, que tem peças autênticas de Versalhes que Michelle Doré recuperou de um antigo museu, ou no espaçoso Loft que ocupa todo o sótão do edifício e inclui duas camas enormes, casa de banho com uma banheira de hidromassagem de tamanho sobrenatural, cozinha equipada, estação para o iPod e móveis feitos por medida.

MICHELLE DORÉ

Dicas Blue

OS RESTAURANTES FAVORITOS DE MICHELLE DORÉ A dona do Auberge Place d’Armes e do restaurante Le Pain Béni gere um negócio de família com os dois filhos, é casada com um físico nuclear que já trabalhou para a NASA e uma óptima anfitriã.

. Le Buffet de l’Antiquaire 95, Rue St.-Paul; Tel.: 418.692.2661 Onde os locais vão tomar o pequeno-almoço ou um almoço descontraído, de cozinha tradicional do Quebeque, por cerca de €7.

. Brynd Smoked Meat 369, Rue St.-Paul Tel.: 418.692.4693, www.brynd.com Vá ao almoço para provar a carne fumada típica da América do Norte.

. Il Teatro 972, Rue St-Jean; Tel.: 418.694.9996 www.lecapitole.com Para um jantar em família no restaurante preferido de Céline Dion.

. L’Astral Revolving Restaurant 1225, Cours du Général de Montcalm Tel.: 418.780.3602; www.loewshotels.com O sítio perfeito para tomar um copo de vinho a dois, no topo do Loews Hotel Le Concorde, com vista para a ilha de Orléans.

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No Le Pain Béni foi-nos dada a provar uma sucessão de iguarias, preparadas na cozinha à vista pelos jovens chefs Simon e Étienne, ambos do Quebeque. Um foie gras especial, o atum vermelho com uma bola de gelado de pimenta, uma vitela que se desfaz na boca, o salmão com algas do São Lourenço e o escalope de peixe e frutos do mar com ketchup de chouriço e espuma de limão ficaram-nos na memória e acompanharam um jantar bem animado em que Madamme Doré nos deu boas dicas para uma estadia bem preenchida (ver caixa). O Le Lapin Sauté, com várias especialidades de coelho e uma pequena esplanada com aquecedores e mantas virada a um jardim, e o Le Cochon Dingue, verdadeira instituição local onde também servem um farto pequeno-almoço, são outros nomes a reter na hora de escolher um bom sítio para a refeição.

DOIS DIAS DEPOIS PARTIMOS À DESCOBERTA DA REGIÃO, na companhia de Jennifer, guia do Le Comptoir de l’Aventure, uma empresa de actividades de aventura e ecoturismo vocacionada para pequenos grupos, vai poder explorar o Quebeque das mais variadas formas, desde simples caminhadas a passeios culturais com especialistas de diferentes áreas para ficar a conhecer melhor as especificidades da região e das pessoas. Pode sempre organizar um programa à sua medida, conforme aquilo que lhe apetecer fazer. Nós percorremos a ciclovia desde o centro histórico até às pontes Pierre Laporte e do Québec, onde há uma torre de madeira como miradouro e um café com esplanada virada às águas do São Lourenço que, naquele sábado, encontrámos pontilhado de veleiros. Seguimos depois até às quedas de Montmorency, a escassos 15 minutos do centro da cidade, com uns impressionantes 83 metros de altura – 30 metros mais alta que as cataratas do Niágara! Se vier no Inverno vai poder fazer escalada no gelo, num cenário absolutamente irreal. No Verão, contente-se em escalar os 278 degraus da escada de madeira que serpenteia pela encosta acima junto à cascata.

NO AUBERGE DE SAINT ANTOINE, nascido de antigos edifícios coloniais, uma vasta colecção de peças recuperadas nas escavações contam 400 ANOS DE HISTÓRIA

2 AUBERGE SAINT ANTOINE E E Escolha um dos quartos com terraço

virados para o Château de Frontenac. Duplo a partir de €150

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“PASSADO MAIS QUE PERFEITO” É este o lema do Auberge Saint Antoine, onde cada piso é dedicado a um dos antigos proprietários e os hóspedes podem ver uma vasta colecção de antiguidades recuperadas durante as escavações e expostas pelos diferentes espaços do hotel. No Quarto dos Dominós (€250) vai ser recebido com luzes ténues, a aparelhagem Bose com o CD de Diana Krall a tocar, máquina de café Nespresso e um cartão de boa noite com o tempo para o dia seguinte. Numa caixa de plexiglass embutida na mesa-de-cabeceira, duas peças de dominó em osso do século XIX, e um cartão que explica as origens e a história deste jogo

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UMA CIDADE PARA DESCOBRIR A PÉ No Quartier Petit-Champlain comece por tomar o pequeno-almoço no Le Cochon Dingue (em baixo, à esquerda) e depois perca-se num passeio tranquilo pelas ruas ladeadas de lojas e pequenas boutiques de charme. Tome o funicular até ao Château Frontenac e passe pela rua dos pintores, onde dezenas de artistas locais exibem os seus trabalhos


INFLUÊNCIAS MULTICULTURAIS As influências inglesa e francesa estão bem presentes em Québec City, seja na arquitectura, na língua ou na gastronomia. Na cidade-berço do Cirque du Soleil as refeições são sempre momentos para aproveitar com tempo. Em baixo, à direita, o restaurante Panache, do Auberge Saint Antoine


PARQUE NACIONAL LA JACQUES-CARTIER No dia seguinte rumámos ao Parque Nacional La Jacques-Cartier, onde quebequenses e forasteiros vão passar fins-de-semana a fazer trekking, a pescar ou em longos passeios de canoa no rio que atravessa o parque. O vale profundo, encaixado entre dois montes, oferece uma paisagem magnífica, diferente em cada época do ano, na companhia dos alces que por ali vagueiam, alheios aos visitantes, e do ocasional guaxinim bamboleando estrada fora, olhando-nos de soslaio na sua máscara preta de ladrão de banda desenhada. Não era ainda a época das cores de Outono, os célebres vermelhos que cobrem as paisagens do Canadá a partir de meados de Outubro, mas nem por isso o parque se mostrou menos bonito. O nosso hiking levou-nos a subir os cerca de 10km do trilho Les Loups até ao miradouro a 574m, entre árvores frondosas, estranhos cogumelos agarrados aos troncos, tapetes de musgo, pequenos regatos de água fresca e límpida saltitando entre as rochas. A vista que se descobre do alto compensa o esforço da subida, com o vale a estender-se aos nossos pés e um silêncio de ouro a toda a volta. Quem quiser pode pernoitar no parque, que conta com tendas, yurts e chalets de madeira, com capacidade para duas até seis pessoas, os dois últimos equipados com cozinha e salamandra. Outro passeio a não perder é rumo a norte, até Baie Saint Paul, deixando a auto-estrada e percorrendo a antiga Avenue Royale que passa por Sainte Anne de Beaupré, cujo santuário atrai devotos há mais de 300 anos. Vai passar por bairros cheios de charme e estradas estreitas ladeadas de casas antigas de forte influência inglesa e francesa, com portadas coloridas e jardins impecavelmente cuidados. Pelo caminho, na costa de Beaupré, não deixe de parar nas vinhas do Moulin du Petit Pré, onde Pierre Rousseau lhe vai explicar as particularidades de fazer vinho na neve, entre um copito de branco colheita tardia ou de hidromel. Daqui parte uma via de bicicletas até Cap Tourmente, santuário de patos do Quebeque a 80km para norte, e a meio caminho do nosso destino passamos pela estância de ski de Le Massif, recentemente comprada pelo fundador do Cirque du Soleil e a mais alta desta zona do país. 70

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A meia hora do centro da cidade, o Parque Nacional La Jacques-Cartier merece bem uma visita. Com trilhos pedestres bem assinalados e a possibilidade de fazer canoagem ou pesca no rio, vivem-se aqui dias bem preenchidos. Pode ficar a dormir numa yurt ou num chalet


Jennifer Little é guia da empresa Le Comptoir de l’Aventure, que organiza viagens-boutique para pequenos grupos. Com ela conhecemos o melhor do Quebeque

SAINT PAUL é uma pequena vila de província que mantém intacto o charme de outrora. Fazemos uma breve paragem num bistro local para repor energias com um petisco de espargos com queijo Migneron fundido, uma especialidade local, seguindo-se um salto até à embocadura do rio para um passeio de caiaque. Dali para norte são mais 540km até à embocadura do São Lourenço, onde, de Junho a Setembro, se avistam orcas, belugas e baleias azuis. No regresso vale a pena desviar caminho até à ilha de Orléans, com 34km de comprimento e 8km de largura, ligada a Québec City por um ferry e uma curta travessia de 15 minutos. Com tanto para oferecer, esta é uma região que merece bem uma semana de estadia, com tempo para explorar a zona rural para além da cidade. Depois embarque para Montreal, de preferência de comboio durante o dia para gozar a paisagem e tirar mais partido da experiência. Venha connosco nas próximas páginas.

APROVEITAR O AR LIVRE Caiaque de mar, passeios pedestres ou de bicicleta, roteiros culturais e outras actividades organizadas pelo Le Comptoir de l’Aventure são a melhor forma de conhecer as belezas naturais do Quebeque

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Dica Blue

JENNIFER LITTLE SUGERE 3 PASSEIOS A NÃO PERDER Saiba mais junto da empresa Le Comptoir de l’Aventure, www.comptoiraventure.com, e em www.enfcanada.com

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Observação de baleias no fiorde de Saguenay, com partida de Québec City, passagem pela região de Charlevoix e por Malbaie com caminhadas, multiactividades e caiaque de mar junto às belugas e outros habitantes deste parque marinho.

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Passeios de bicicleta em Québec City, até às quedas de Montmorency ou pela ilha de Orléans, à descoberta da cultura local.

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Excursão em raquete de neve no Parque de Gaspésie, em plena cadeia das montanhas Appalaches com picos a mais de mil metros de altitude no Leste do Canadá.


A não perder!

OS VINHOS DE MONSIEUR PIERRE Pierre Rousseau faz vinhos há 30 anos e confessa a sua paixão pela vinificação. Comprou estas terras nos anos 90 e foi ele que criou todos os vinhos, bem como o hidromel e o licor de framboesa vendidos na propriedade. O Moulin du Petit Pré recebe visitas de início de Junho até 15 de Outubro para degustações ou caminhos de interpretação na vinha. A provar o Les Grèves branco, medalha de prata em 2008, um vinho dourado, meio seco, frutado e ligeiramente doce, e o Cristaux de Givre, colheita tardia, um branco licoroso vindimado em finais de Outubro e deixado na neve até as uvas atingirem o momento certo. Vignoble Moulin du Petit Pré 7021, Av. Royale Tel.: 418.824.7077 www.vignoblemoulinpetitpre.ca Prova de vinhos €4 Pratinhos de queijo, paté, pão e bolos, €4,50


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A ONDA ESTÁTICA DE MONTREAL Uma visão improvável esta, de surfistas em Montreal! A onda forma-se no rio São Lourenço, nas traseiras do Habitat 67


Montreal tem uma energia muito própria, que nada tem que ver com Toronto e muito menos com a pequena e charmosa Québec City. Urbana e industrial, recebe importantes eventos culturais ao longo do ano e tem um centro histórico junto à zona portuária, espalhando-se depois numa malha urbana em torno do Mont Royale, uma elevação a 233m de onde a vista tudo alcança.

MONTREAL A nossa primeira experiência em Montreal foi, no mínimo, curiosa. Tínhamos encontro marcado com Ruby, fotógrafa e guia local que nos iria levar a conhecer a cidade, e com Patrick Meausette, dono do Cluny Artbar e do restaurante Titanic. Como tinha combinado ir à exposição do World Press Photo, onde a sua vizinha e fotógrafa tinha algumas imagens expostas, Patrick levou-nos a casa dele, um apartamento num edifício antigo frente ao porto, recheado de obras de arte, e deixou-nos na pequena cozinha em open space a bebericar um copo de vinho enquanto ia tomar banho. Os amigos foram chegando, um casal, depois outro, até se juntar um grupo improvável de canadianos e portugueses, todos à conversa no pequeno terraço das traseiras, enquanto o dono da casa se arranjava para sair. Olhando à minha volta, foi daqueles momentos blue imprevisíveis, em que acabámos por nos sentir como em casa de amigos, embora fosse gente que nunca tínhamos visto antes! A nossa guia, que conduzia uma carrinha de nove lugares do turismo local, acabou por levar o grupo até à exposição, a dois passos do nosso hotel. O Opus Hotel reflecte essa energia urbana e jovem que se respira em Montreal. Com interiores de design, cada quarto é baseado numa personagem fictícia, como Dede, a actriz fashionista de Los Angeles, ou Pierre, o crítico gastronómico francês, o que se traduz não apenas nos pormenores da decoração mas também nas dicas de lifestyle – restaurantes, lojas, etc. – personalizadas para cada um. O hotel integra o primeiro edifício de cimento da América do Norte, projectado por Joseph-Arthur Godin em 1914, de que se manteve a antiga escadaria, emoldurada por vidraças como se de uma instalação artística se tratasse, e fica na esquina da Sherbrooke Avenue com o Boulevard Saint Laurent, que divide a cidade entre as zonas leste e oeste, ou seja, em plena encruzilhada das principais artérias da cidade e perto de tudo; para sul, o centro histórico, e para norte, os bairros de Litle Italy, Plateau Mont Royal e o bairro português, onde a comunidade lusa tem uma presença forte. B L U E

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RESTAURANTE TITANIC Há já 20 anos vem fazendo as delícias de quem trabalha no centro da cidade. Por cerca de €12 pode pedir uma lunch box para levar consigo e saborear uma sanduíche, bebida e sobremesa onde lhe apetecer

Num passeio a pé ao longo do Boulevard Saint Laurent, entre a Avenue du Mont Royale e a Rue Rachel, passámos por um banco português, por três ou quatro restaurantes – incluindo o Casa Minhota, onde matámos saudades com um bacalhau assado – e pelo pequeno Parc du Portugal, onde um pedestal com as quinas e a bandeira portuguesa nos fazem esquecer que estamos do outro lado do oceano. No bancos de rua, versos de Miguel Torga gravados a letras douradas: “Ter um destino é não caber no berço/Onde o corpo nasceu./É transpor as fronteiras uma a uma/E morrer sem nenhuma...” A pastelaria Nossa Senhora do Rosário, uma imobiliária e um casamento que só podia ser de portugueses, foram outros sinais de que os nossos compatriotas estão bem implantados na sociedade local, alguns com grande prestígio, como iríamos ver dias depois.

UMA BOA OPÇÃO PARA JANTAR nesta zona da cidade são os restaurantes BYOB, ou bring your own bottle, uma prática comum nas grandes cidades norte-americanas. Pode abastecer-se de um vinho à sua escolha numa das lojas da especialidade, convenientemente situadas perto destes restaurantes, e pagar – ou não, pois nem todos os restaurantes cobram – uma taxa que será sempre um pequeno preço compensatório se comparar com os preços dos vinhos nos restaurantes.

RESTAURANTE KOKO No piso térreo do hotel Opus, um ambiente sofisticado e concorrência de beautiful people, para saborear pratos da cozinha asiática

2 HOTEL OPUS EE

Peça para ficar na suite diplomática, na esquina da parte antiga do hotel, com janelas sobre a Avenida Sherbrooke e o Boulevard Saint Laurent, as principais artérias da cidade. Duplo a partir de €150

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A VISTA DO MONT ROYALE Vale a pena subir ao morro que deu o nome à cidade para ter esta visão única. A seus pés, o bairro de Downtown e, ao longe, o rio São Lourenço


ENERGIAS URBANAS Há alguns anos as autoridades da cidade convidaram jovens talentos para pintarem fachadas e paredes cegas de muitos edifícios da cidade. O resultado é uma profusão de grafitti coloridos que nos surpreende ao virar de cada esquina. Em Plateau Mont Royale repare nos edifícios de tijolo de marcada influência inglesa


Dicas Blue

Uma tranquila vida de bairro, entre ruas bem arranjadas, com prédios baixos de tijolo e árvores frondosas, é o que vai encontrar num passeio por Plateau Mont Royale

Além destes, há dois nomes a reter no Plateau Mont Royal: o Schwartz, autêntica instituição onde os locais fazem fila à porta para comprar sanduíches de carne fumada (vá fora das horas de ponta!), e o La Banquise, onde se prova outra das especialidades locais, o poutine, que consiste num prato de batatas fritas com queijo e muito molho – o mesmo que dizer um prato de puro colesterol, absolutamente delicioso! Seja qual for a sua escolha, desloque-se como os locais, numa bixi, as bicicletas que pode levantar e devolver nas muitas estações espalhadas pela cidade. E foi numa dessas incursões, a um sábado à tarde pela Avenue du Mont Royale, que uma grande algazarra nos chamou a atenção entre as bancas de feirantes vendendo roupa e tudo quanto há. Pareceu-nos ouvir falar português – nada de muito espanto nesta cidade –, mas ao aproximarmo-nos tudo ficou mais claro; jogava a selecção nacional e um grupo de jovens com T-shirts das quinas encheu a esplanada de um café, à sombra dos guarda-sóis de uma conhecida marca de cerveja portuguesa. Cá fora, um dos empregados assava febras na brasa. Podia ser um café de uma qualquer vila portuguesa, mas não. Era mesmo do outro lado do Atlântico.

… DA NOSSA INSIDER LYSANNE PEPIN SPAS Balnea Spa 319, Chemin Lac Gale, Bromont-sur-le-Lac Tel.: +450.534.0604, www.balnea.ca

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. Le Scandinave 71, Rue de la Commune, West Tel.: +514.288.2009 www.scandinavemontreal.com Abriu há um ano no centro da cidade, com interiores contemporâneos e tratamentos inspirados no Norte da Europa. À MESA

CARLOS FERREIRA É O PERFEITO EXEMPLO desse êxodo de portugueses que deixou o seu país para tentar a sorte no estrangeiro. E conseguiu! É nada mais nada menos que o dono de um dos melhores restaurantes da cidade, o Ferreira Café, bem como do Vasco da Gama, duas portas ao lado, onde bebemos um café naquela manhã soalheira. Aqui pode pedir uma lunch box para levar consigo, provar as sanduíches, hambúrgueres ou tapas de produtos biológicos, ou tomar o pequeno-almoço. “O restaurante nasceu de um sonho”, conta-nos este aveirense a viver em Montreal há 35 anos. “Estava saturado de ouvir falar mediocremente de Portugal, e encarei o desafio de trazer Portugal para cá, num restaurante de gastronomia de alto nível.” Perfeitamente integrado na vida local, Carlos pertence ao conselho de um hospital infantil, e quando nos encontrou já tinha andado de bicicleta e de kart nessa manhã, embora mantivesse o ar fresco de quem acaba de sair da cama. Levou-nos a conhecer o Habitat 67, onde mora, um projecto de habitação modular concebido pelo arquitecto Moshe Safdie para a Exposição Universal de 1967, e depois a almoçar o tal bacalhau assado no restaurante Casa Minhota. O Ferreira Café serve pratos da cozinha portuguesa com uma adaptação internacional, pela mão de um chef português de São Miguel. Conta com uma carta de vinhos impressionante, alguns dos quais são servidos a copo, bem como uma selecção de vinhos do Porto. Durante três anos esteve em primeiro lugar no site mais visitado de Montreal e conta-se entre os melhores restaurantes do Canadá. Motivos mais do que suficientes para ter orgulho, e que levaram Carlos Ferreira a organizar a vinda de 20 chefs portugueses no início de 2010. “Durante dez dias só se vai falar de Portugal”, disse-nos, à mistura com espectáculos na Place des Arts, e um festival de luz. Ficaremos atentos...

. Oliver et Gourmando 351, Rue St.-Paul West; Tel.: 514.350.1083 www.oliveetgourmando.com Uma pastelaria onde pode almoçar sanduíches quentes, sopas ou saladas feitas na hora num ambiente descontraído e despretensioso. É muito concorrido, pelo que convém ir cedo ou depois da hora movimentada do almoço.

. Le Local 740, Rue William Tel.: 514.397.7737, www.resto-lelocal.com Um segredo bem guardado no bairro multimédia, com uma esplanada para almoços ao ar livre.

. Grange Wine Bar 120, McGill St.; Tel.: 514.394.9463 Para um copo de vinho acompanhado de um prato de queijos.

. Holder Restaurant 407 Rue McGill Tel.: 514.849.0333, www.restaurantholder.com Um dos bistros favoritos dos locais.

. Barroco Restaurant 312, Rue St.-Paul Ouest Tel.: 514.544.5800, www.barroco.ca Um espaço pequeno e acolhedor de abertura recente. >>>

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AS DICAS DE LYSANNE PEPIN

. Fairmount Bagel Bakery 74, Avenue Fairmount West Tel.: 514.272.0667, www.fairmountbagel.com Mais de 20 variedades diferentes de bagels feitos à mão e cozidos em forno de lenha, que delicia os locais há 90 anos.

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Roland Dubuc faz jóias de ouro e prata à mão, numa pequena loja-atelier em Downtown. Peças exclusivas que só vai encontrar aqui, enquanto vê o artesão a trabalhar pacientemente

. Orange Julep 7700, Boul. Decarie; Tel.: 514.738.7486 Em forma de uma laranja gigante construído nos anos 40, sumos de laranja segundo receitas de família e refeições rápidas.

. Ferreira Café 1446, Rue Peel Tel.: 514.848.0988, www.ferreiracafe.com Especialidades de peixe como o bacalhau com molho de porto, o arroz de marisco ou o filete de sardinha com flor de sal, numa carta conforme os produtos frescos do mercado.

. Stew Stop 372 Rue St-Paul West Tel.: 514.303.0370, www.stewstop.ca Primeiro take out biológico do Quebeque, aberto há pouco mais de um ano, no centro histórico, com pratos preparados com produtos de quintas próprias. SHOPPING

. Le Cartet

106, McGill, Tel.: 514.871.8887 Uma mercearia fina onde pode comprar azeites, vinagres, marmelada, chocolates e também tomar o pequeno-almoço ou fazer uma refeição leve.

. Michel Brisson 384, Rue St.-Paul West Tel.: 514.285.1012, www.michelbrisson.com A nova loja de homem do designer quebequense Michel Brissont ganhou um prémio pela arquitectura dos interiores. Vende marcas como Acne Jeans, Band of Outsiders, Neil Barrett, Dries Van Notten, Tiger of Sweden, Jil Sander e Ermenegildo Zegna, entre outras.

. Clusier Habilleur 432, Rue McGill Tel.: 514.842.1717, www.clusier.com Com cerca de dois anos, vende boas marcas, roupa por medida e tem um lounge onde pode tomar um espresso enquanto espera. LIFESTYLE

. Glam Salon Boutique 364, Rue St.-Paul West Tel.: 514.499.0601, www.glamsalonboutique.com O cabeleireiro dos artistas e celebridades locais.

. Müvbox Quai des Éclusiers, Vieux-Port; www.muvboxconcept.com Abriu este Verão e é um novo conceito de pop-up street food. Fechado parece um simples contentor, mas quando se abre torna-se num restaurante decorado a graffiti com esplanada, que funciona a energia solar. Especialidade de lagosta e pizzas caseiras.

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EM DOWNTOWN pode apanhar o autocarro número 55, que o leva até ao centro histórico, frente à zona portuária. Foi aqui, na tortuosa Rue Saint Paul Ouest, que conhecemos Lysanne Pepin, pintora e dona de uma boutique de roupa e acessórios onde vende não só as suas próprias criações como as de designers canadianos como Harricana (peças de peles recicladas pela mão da designer de moda Mariouche Gagné, www.harricana.qc.ca), Sabrina Barila ou Íris. Lysanne abriu-nos as portas do seu atelier, onde alguns dos seus quadros esperavam os retoques finais. Os quadros em que trabalha actualmente são pintados sobre placas de madeira, cujos veios e nós criam o efeito de água onde figuras femininas flutuam em movimentos graciosos. E como já parecia ser um hábito nesta cidade, saímos dali com a sensação de termos passado alguns momentos entre amigos, e com uma mão-cheia de boas dicas de insider para gozar o melhor de Montreal, e que aqui partilhamos consigo (ver caixa). Depois de um delicioso almoço no Oliver & Gourmando, uma pequena jóia de boulangerie na porta em frente à loja de Lysanne onde o próprio primeiro-ministro tinha estado na semana anterior, seguimos um pouco mais adiante na mesma rua para uma paragem no atelier de joalharia de Roland Dubuc, onde este artista local cria peças únicas ou pequenas edições de três ou quatro peças, que só vai encontrar aqui. Ficámos a vê-lo serrar cuidadosamente um pedaço de prata que irá dar origem a um pendente, quiçá um par de brincos, enquanto nos explicava que começa por fazer uma maquette em papel, para ver se funciona, passando depois a trabalhar uma folha de prata ou ouro de 18 quilates.


REFLEXOS CONTEMPORÂNEOS Em cima, o casino de Montreal, na ilha de Notre-Dame, é um dos dez maiores do mundo e ocupa os antigos pavilhões francês e do Quebeque da Exposição Universal de 1967. Em baixo, a loja de Lysanne Pepin, onde pode comprar roupa de estilistas canadianos e os quadros da nova colecção da pintora, povoados de figuras femininas flutuantes


CLUNY ARTBAR Patrick Meausette, proprietário do restaurante Titanic e do Cluny Artbar recebeu-nos como amigos em Montreal. O Cluny fica no bairro multimedia, numa antiga fundição onde funciona também uma galeria de arte. Móveis reciclados, paredes de tijolo e vigas de betão à vista contribuem para o ambiente hip e descontraído


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Uma viagem que deixa saudades, pela simpatia do acolhimento, pelo contraste entre as cidades de Montreal e do Quebeque, e pelas paisagens deslumbrantes que se revelam ao nosso olhar... UM INSIDER PORTUGUÊS

Foi também por aqui, a oeste do centro histórico, no bairro conhecido como a Cité Multimédia pela concentração de empresas de tecnologias de informação, animação e de design, que descobrimos o Cluny Artbar, o restaurante de Patrick Meausette, aberto só para almoço e com um ambiente hip e descontraído. Fica numa antiga fundição, convertida em galeria de arte, e é um espaço luminoso, com mesas feitas de pavimentos de bowling recuperados ou de um antigo molde de cabos. Pelo meio, dois enormes candelabros goeses, cadeiras baralhadas, paredes de tijolo e colunas de cimento à vista, entre as velhas máquinas da fundição. Provámos os legumes grelhados com queijo feta, mas havia sanduíches variadas ou um prato do dia por dez euros. Patrick também é dono do Titanic, que há já 20 anos vem fazendo as delícias de quem trabalha nesta zona da cidade. A reciclagem volta a dominar a sala, com as cadeiras de madeira e uma mesa comum encontrada na rua, e os painéis do bar que já foram portas. Nas paredes tem espalhadas as fotografias dos vários colaboradores, incluindo um quadro da portuense Mafalda Torres, “a minha mentora culinária”, como nos disse Patrick, e com quem trabalhou vários anos em Hamburgo. Por cerca de 12 euros pode pedir uma lunch box para levar consigo e saborear uma sanduíche, bebida e sobremesa onde lhe apetecer. O último jantar da nossa estadia foi no Koko, o restaurante asiático do hotel Opus, rodeados de um ambiente fashion requintado, com grandes candelabros pendurados no tecto, cadeirões de costas altas e a beautiful people local em grande animação. Depois de debicar makis, tatakis, lulas, bolinhas de porco e outras iguarias, pode descer para uma bebida no Suco e prolongar o serão. A subida ao Mont Royale, o mercado de Jean-Talon, em Little Italy, o Parc Maisonneuve, onde fica o estádio olímpico e a Biodôme de Montreal, os passeios para o interior da ilha ou mais longe, até aos parques naturais que no Outono se pintam de ocres e vermelhos... qualquer outra sugestão será o remate perfeito para estas férias, em que o Canadá se revela naquilo que tem de mais genuíno. Um país que não cabe nestas páginas, e que merece seguramente uma viagem com todo o tempo do mundo! E

Carlos Ferreira, dono do conceituado Ferreira Café, deixa-nos três boas sugestões de dormida, e lembra que Montreal é uma cidade barata, óptima para compras e com boa gastronomia. Nos arredores há boas pistas de ski em Mont Tremblant, a apenas 130km de distância, onde Michael Douglas tem casa e se vive um “lifestyle de nível”. Saiba mais em www.tremblant.ca.

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1. QUANDO IR Na primavera ou no Verão, quando a temperatura deixa de ser de muitos graus negativos e o bom tempo permite andar na rua; a partir de meados de Setembro, para encontrar aquelas cores de fogo que tanto caracterizam as paisagens canadianas.

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EM MONTREAL

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7. INFORMAÇÕES ÚTEIS Gorjetas Em todos os serviços, principalmente nos restaurantes mas também nos táxis, hotéis, etc., deve deixar uma gorjeta, normalmente entre 15% a 20% sobre o valor da factura antes das taxas.

Taxas Saiba que todos os serviços – hotéis, táxis, refeições, compras, etc. –, estão sujeitos a diferentes taxas e que os preços podem, à partida, não reflectir o valor final. No Quebeque conte com uma taxa de 6% e uma taxa provincial de 7,5%, além de 2 dólares nos hotéis. Em Montreal os hotéis cobram uma taxa de 3%, uma taxa de bens e serviços de 5%, e uma taxa de vendas de 7,5%.

Transportes Em Montreal é prático e seguro andar de metro ou de autocarro. Veja os horários, mapas e tarifas em www.stm.info. Em alternativa, pode optar pelas Bixi, as bicicletas municipais que pode retirar e devolver nas diferentes estações espalhadas pela cidade. Saiba mais em http://montreal.bixi.com.

9. SAIBA MAIS Québec City Tourism 399, Rue St.-Joseph Est Tel.: 418.641.6654; www.quebecregion.com

4. SHOPPING EM MONTREAL Espace Pepin 350, St.-Paul Ouest Tel.: 514.844.0114, www.pepinart.com Roland Dubuc 163, Rue St.-Paul Ouest Tel.: 514.844.1221, www.rolanddubuc.com Eva B 2013 – 2015, Boulevard St.-Laurent Tel.: 514.849.8246

5. BONS PASSEIOS

La Banquise 994, Rue Rachel Est, Tél.: 514.525.2415 www.restolabanquise.com

Les Excursions Nouvelle France inc. 51, Des Jardins, Bureau 304, Québec City Tel.: +1.418.692.0937 www.enfcanada.com

Schwartz 3895, Boulevard St.-Laurent Tel.: 514.842.4813 www.schwartzsdeli.com

Le Comptoir de l’Aventure 289, Rue St.-Paul, Québec City Tel.: +1.418.977.9447, www.comptoiraventure.com

Turismo de Montreal Tel.: 514.873.2015 www.tourisme-montreal.org

10. COMO IR A SATA (Tel.: 707.227.282, www.sata.pt) tem voos directos para Toronto às sextas-feiras, às 15h30, com a duração de oito horas, e regresso aos sábados às 12h50, via Ponta Delgada com a duração de onze horas. Tarifas a partir de €533,68 ida e volta. De Toronto para Québec City ou para Montreal pode optar por um voo interno da Air Canada, www.aircanada.com, ou fazer o percurso de comboio, www.viarail.ca.


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RIBATEJO ZEN Bolas de Pilates e pouffes em tons de rosa decoram a sala de relaxamento do Puro Spa. A ler ou a tomar uma tisana goze os prazeres do campo em grande estilo.

SPA | GOLEGÃ

PURO SPA Em pleno coração ribatejano descobrimos o Puro SPA, um espaço pensado exclusivamente para cuidar corpo e mente, com três salas de tratamento, um Duche Vichy, sala fitness, piscina interior com jactos, sauna, jacuzzi, banho turco e uma sala de relaxamento onde se pode beber tranquilamente uma tisana antes ou depois de uma massagem ou de uma sessão na Cabine de Flutuação, onde a sensação de relaxamento profundo é verdadeiramente conseguida – flutuar melhora também a circulação sanguínea e é benéfico para as articulações, reduz a pressão arterial e o ritmo cardíaco, entre muitos outros benefícios. Mas este spa é muito mais do que isso, “é o local ideal para escapar à rotina e stress diários. Um refúgio onde terá toda a atenção e conforto de que o seu corpo necessita. Aqui poderá fazer tratamentos faciais, de corpo ou de estética, todos eles com rituais específicos e personalizados criados pela prestigiada marca francesa Académie, que tem como base a utilização de plantas campestres como a camomila, a lavanda e o alecrim, entre outras. Em pleno Hotel Lusitano, na Golegã, foi concebido especialmente para proporcionar sensações inesquecíveis”, garantem os seus responsáveis. Nós confirmamos! Dos rituais de rosto aos de corpo, não deixe de experimentar o Pele de Aromas – um tratamento facial de aromaterapia, com quatro sugestões à escolha..., Purificar, Nutrir, Hidratar e Revitalizar, bem como a Massagem de Assinatura Puro Spa – uma poderosa combinação de Shiatsu, Ayurvédica, drenagem linfática, entre outras técnicas ancestrais. Tel.: 249.979.170

PURO SPA

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A NÃO PERDER PURO SPA DETOX/SLIM . Tratamento de corpo com envolvimento que favorece a drenagem e a eliminação de toxinas, remodela a silhueta e proporciona bem-estar. Tem como principais ingredientes a Flor de Lótus e os óleos essenciais de Rosmaninho e Pinho Silvestre. O ritual consiste numa esfoliação com Sais dos Himalaias, uma Massagem com Galetos de Madeira Exótica e um óleo redutor, uma máscara corporal e a aplicação de uma geleia redutora e desintoxicante (1h20, €100).


OÁSIS URBANO Mais do que fazer massagens e tratamentos, o Spatitude proporciona experiências que estimulam os cinco sentidos.

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NA MASSAGEM PURA ONDA ANTI-STRESS

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SPA | LISBOA

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A NÃO PERDER MASSAGEM DE ASSINATURA PURA ONDA ANTI-STRESS . Uma massagem com Aromaterapia e Cromoterapia que permite um abandono total e um relaxamento perfeito. Indicada para quem tem dificuldade em descontrair e procura momentos de tranquilidade (55min., €90).

Das portas para dentro o silêncio, ainda que com música como pano de fundo, vai-se acentuando à medida que nos embrenhamos no Spatitude. Atrás de nós fica o bulício da cidade. No coração deste spa urbano encontramos a tranquilidade e um ambiente acolhedor que nos fazem querer ficar, permanecer, voltar. O atendimento personalizado, a sala de repouso envolvente, o Ritual de Equilíbrio de Águas que, se quisermos (e sem acréscimo de preço), antecede a massagem ou tratamento – Hammam, Duche Frio, Piscina de Vitalidade, Fonte de Gelo, Caminho de Água e Piscina de Mar Morto –, tudo para um efeito relaxante mais acentuado. Aqui conseguimos simplesmente estar, sem olhar a horas. Escolha-se um qualquer tratamento e fiquemos nas mãos de quem sabe. Desta feita para a Massagem Pura Onda Anti-Stress: Aromaterapia e Cromoterapia, enquanto uma onda de água aquecida, sem molhar, percorre o corpo todo. Simplesmente uma das melhores massagens relaxantes que já experimentámos nestes périplos pelos spas que vamos descobrindo país fora! www.spatitude.com

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ROMÂNTICA Num ambiente inspirado na corte de Maria Antonieta, descobrem-se roupa e acessórios irrepetíveis para compor um estilo romântico e actual.

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DUPLEX Estilo e exclusividade em dose dupla são a promessa da Duplex, um espaço diferente, no coração de Lisboa, criado por duas irmãs que sentiram a necessidade de dotar a cidade de uma loja onde encontrar sapatos, acessórios e bijutaria que, para além de serem especiais, são exclusivos ou em número limitado. Em 2008, a Duplex alargou a sua oferta para a roupa, mantendo-se fiel ao seu objectivo de fazer cada cliente sentir-se única. O espaço, decorado por Sofia Costa, recria o ambiente da corte de Maria Antonieta num registo contemporâneo, romântico e feminino em tons pastel e móveis lacados a branco. Se a atmosfera é apetecível, a roupa e os acessórios não lhe ficam atrás. Para o Inverno de 2009, a Duplex propõe marcas com muita personalidade, como a marca londrina Twenty8twelve by Sienna Miller, Day Birger et Mikkelsen e Brittinger, em roupa. A Ash, Frida e Baltarini em sapatos e botas; e em acessórios as marcas April first, Visona Qe a americana Gorjana. Enfim, beleza irrepetível dos pés à cabeça! Tel.: 213.431.073 94

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almoço buffet incluído. . A Villa Termal das Caldas de Monchique - Spa Resort é formada por três hotéis, uma estalagem, apartamentos e um spa termal.

Session. . Aprenda a maquilhar-se de uma de forma fácil e natural, valorizando o seu rosto para o dia-a-dia, sabendo quais os produtos de maquilhagem mais indicados para si. Nesta experiência terá uma maquilhadora profissional em exclusivo, para esclarecer todas as suas dúvidas!

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de 150m, e atinja uma velocidade máxima de 130km/h! E depois uma descida invertida. Continuando nas alturas, terá de transpor várias pontes suspensas entre torres e árvores. Depois de toda esta adrenalina nas alturas, nada como uma actividade um pouco mais calma e descontraída, um passeio pelo parque de SegwayX2.

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Aprenda nestas aulas as técnicas básicas para poder controlar o seu corpo em cima da prancha e brincar em segurança nas ondas. Terá um briefing inicial, em que será dado destaque às regras de segurança. Preço: €74,90 por pessoa

Preço: €74,90 por pessoa Rua Quinta das Palmeiras, Lj. 31A | Oeiras Tel.: 707.208.020 ou 214.589.800 (atendimento dias úteis, das 10h às 19h) www.odisseias.com

Os hóspedes têm acesso aos restaurantes, ao bar do Hotel D. Carlos, piscina para crianças e adultos, winebar O Tasco, spa termal e uma loja de artesanato local. O alojamento inclui pequeno-almoço. Preço: duplo a partir de €95 Caldas de Monchique Tel.: 282.910.910 www.monchiquetermas.com

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VISITA A HERDADE DO ROCIM

Preço: €79,90 por pessoa

Esta é uma visita guiada para duas pessoas pela Herdade do Rocim, localizada em Cuba, no Baixo Alentejo. Com 100 hectares, sendo 60 de vinha, este local apresenta uma arquitectura moderna e arrojada, que vai ter a oportunidade de conhecer com esta experiência. Irá ainda receber duas garrafas de vinho Rocim.

Horário: de terça a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 18h30. Encerra segunda, mas abre aos feriados. Rua Gil Vicente, 4 | Golegã Tel.: 249.979.170 spa@hotellusitano.com www.hotellusitano.com

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Preço: €49,90 Rua Quinta das Palmeiras, Lj. 31A | Oeiras Tel.: 707.208.020 ou 214.589.800 (atendimento dias úteis, das 10h às 19h) www.odisseias.com

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Horário: até 23 de Dezembro, segunda, das 13h30 às 19h, de terça a sábado, das 11h às 19h; 24 de Dezembro, das 10h às 13h30.

HORARIO: de segunda a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 19h.

Largo da Trindade, 15 | Lisboa Tel.: 213.431.073

Av. 5 de Outubro, 55B | Lisboa Tel.: 213.144.310 / 962.025.074 www.spatitude.com

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Os vouchers blue Travel existem para si, para o seu bem-estar, para que possa continuar a usufruir com menor custo de todas as experiências a que já se habituou no seu dia-a-dia, fins-de-semana ou férias.

1. Todos os meses seleccionamos os melhores

4. Para utilizar os vouchers deverá apresentá-los

produtos, os melhores locais e os melhores

no local que escolheu ou, em caso de marcações

momentos para que desfrute ao máximo do espírito

por telefone, mencioná-los desde a reserva

blue, podendo utilizar todos os vouchers

e apresentá-los no momento de chegada ao local.

que lhe proporcionamos! 5. As ofertas dos vouchers não 2. Cada vouchers pode ser utilizado apenas

são acumuláveis com outras promoções

uma vez e unicamente até à sua data-limite,

e estão dependentes das vagas disponíveis.

indicada no respectivo cupão. Para que possa ser validado por cada entidade - (restaurante,

6. Os preços apresentados nas páginas da revista

hotel, spa, loja, etc.) - aquando da sua utilização

correspondem aos preços de balcão, recaindo

é imprescindível a sua entrega no local pretendido.

sobre os mesmos os descontos de cada voucher.

3. Os vouchers poderão ter especificidades

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diferentes, pelo que deverá sempre consultar, o cupão da oferta desejada.?

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PARTICIPE E GANHE!!!

1 MEMMO GIFT válido para um fim-de-semana (duas noites) para duas pessoas em quarto duplo no Memmo Baleeira Hotel.

SEJA O VENCEDOR! tel.:760 102 584

Caracterizado por um ambiente descontraído, contemporâneo e de design, este hotel reúne as condições ideais para fugir da rotina do dia–a–dia com uma escapadinha de fim-de-semana ou para passar uns excelentes dias de férias. Os 144 quartos e suites do resort oferecem–lhe vistas deslumbrantes sobre o mar e sobre o Porto da Baleeira. O Memmo Gift é uma forma criativa de presentear os seus amigos e familiares, proporcionando-lhes momentos “memmoráveis” em Sagres. VALIDADE: 31 DE JANEIRO (À EXCEPÇÃO DOS FERIADOS DE DEZEMBRO E FIM-DE-ANO)

COMO PARTICIPAR?

REGULAMENTO DO PASSATEMPO

1 - Ligue o 760 102 584 * ; 2 - Siga as instruções e responda acertadamente à questão do mês "Quantos vouchers tem a edição deste mês?"; 3 - Os telefonemas desta edição serão válidos até às 23h59 do último dia do mês de capa da revista. 4 - O telefonema premiado este mês será: Telefonema n.º 5000 – 1 Memmo Gift 5 - Cada leitor poderá participar, ao longo do mês, por um número de vezes ilimitado;

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6 - Os vencedores serão publicados na blue Travel dois números após o da edição do passatempo. 7 - É necessária marcação prévia para usufruto e levantamento do prémio no local correspondente. No caso do usufruto, este pode estar dependente do número de vagas e da validade atribuída a cada prémio. Este prémio não é válido para Natal ou Passagem de Ano; 8 - O levantamento do prémio/usufruto implica a apresentação da revista onde foi comunicado o passatempo;

9 - Os prémios terão de ser reclamados no prazo máximo de 2 meses, após a data de publicação dos vencedores na revista; 10 - Em caso de não validação do prémio através da apresentação da revista, ou em caso de telefonemas insuficientes, o prémio ficará sem efeito; 11 - Os passatempos são realizados pela blue Day em conjunto com a Sonaecom. * custo por chamada: €0,60 + Iva


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