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ÍNDICE

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CAPA

Josie Pessôa

Foto: Sérgio Baia Beleza: Julia Leal Figurino: Need Produção: Bárbara Breves Calçado: Marina Mello (37) 3226-3444

10 Novidades da moda 16 It shoes, by Luana Costa 30 Comportamento 42 História do tênis 46 Extravagância em dose dupla 56 Padronização dos tamanhos dos calçados 58 Profissão vendedor 62 Um apaixonado por calçados 78

A difícil tarefa de empreender

82 Conversas paralelas 4 - Risa


editorial

Sonhar e realizar Todo mundo tem sonhos, desejos e vontades. A diferença é que enquanto alguns ficam mergulhados nos sonhos esperando eles se tornarem realidade, outros mergulham na realidade e realizam seus sonhos. Nesta 61ª edição da Risa Calçados trazemos inúmeros exemplos de quem teve atitude mesmo diante dos desafios. Os lojistas Luiz Cláudio da Império Calçados e Geraldo Rolim, da Extra Calçados contaram com exclusividade suas histórias de sucesso para a Risa. A história de superação do designer de calçados da rainha do Pop, Lady Gaga e dos irmãos Dassler, que criaram a Adidas e a Puma são impressionantes. Nossa capa é com a revelação global, Josie Pessôa. Carismática e bela, a atriz conta sua paixão pelos palcos e pela moda. Falando em moda, uma entrevista exclusiva com um dos maiores designers de calçados do Brasil, Fernando Pires, vai te inspirar. Por fim, trazemos a fábula do vendedor de sapatos que vai fazer você refletir sobre como anda suas estratégias de negócios e um artigo sobre as conversas paralelas no ambiente de trabalho. Sonhe, inspire e realize com a Risa. Boa Leitura!

EXPEDIENTE

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Diretor Executivo Ricardo Xavier

Revisão João Hilário

Editor Chefe Valter Junior

Criação Rafael Xavier

Administrativo Andresa Santos

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Colaboradores Cássio, Hilário, Fotografia e tratamento Kenya, Rejane, Rafael Xavier e Wilson Sandro Dutra

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Franca/SP Rejane: (16) 3012-1550 Matriz Rua Rio Araguaia, 301 Bairro Amazonas Nova Serrana/MG Cep: 35519-000

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lançamentos

moda calçadista De estrelas da televisão à chegada do homem na lua, tudo serviu de inspiração

Modelos criados por Karl Lagerfeld

2014 foi um ano em que muitas marcas se renderam à beleza e ao sucesso das celebridades. Outras porém, focaram na comemoração de datas especiais como a chegada do homem na lua. Tanto para alavancar as vendas quanto para aproximar os consumidores da marca, lançar um produto comemorativo ou assinado por algum famoso pode ser muito positivo para firmar as marcas como love brands junto ao seu público. Caso parecido também vem se tornando comum entre as celebridades. Lançar a própria marca, muitas vezes com o próprio nome, tem rendido zeros a mais na conta bancária dos famosos. Sem contar que seu nome, sua imagem e sua popularidade são elevados a um patamar nunca antes atingido. CR7 Um dos mais caros atletas do mundo, o jogador de futebol, Cristiano, Ronaldo apostou em uma linha de calçados masculinos para fortificar sua marca no mercado, a CR7. O anúncio do novo

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negócio foi postado em sua página do Facebook recentemente. “Feliz e orgulhoso de anunciar a minha mais recente linha de produtos: Cristiano Ronaldo Calçado, 100% made in Portugal. Em fevereiro [de 2015], você poderá comprar o seu próprio par. Qualidade, conforto e sofisticação descreve a minha mais nova marca #CR7footwear. Na coleção Primavera Verão 2015 você saberá como irá se sentir andando em meus sapatos”, escreveu o craque.


lançamentos

Bündchen

A modelo brasileira, Gisele Bündchen, recentemente adicionou mais um trabalho para sua lista de campanhas publicitárias de moda. Ela é a nova garota propaganda da marca Stuart Weitzman, substituindo a britânica Kate Moss. Em uma das primeiras imagens divulgada, da coleção 2014, clicada pelo fotógrafo Mario Testino, a modelo aparece sentada com um casaco e sem calça. O foco da nova coleção da Stuart Weitzman são botas de canos super longos e sapatos de cano alto.

Sanuk Usada por nomes como Hugh Jackman, Brad Pitt, Amanda Seyfried, Matthew McConaughey, a marca de calçados californiana Sanuk, conhecida por se inspirar no surf em suas coleções, chegou ao Brasil em 2014. Composta por modelos Sidewalk Surfers, Beer Cozy e Yoga Mat, a marca aposta em matérias primas que focam no conforto e na durabilidade dos sapatos, apostando em uma palmilha a prova d’água, além de ser sustentável com o uso do couro ecologicamente correto, por exemplo.

Valverde Desde 2008, a marca de calçados Mississipi tem Isis Valverde como garota propaganda. Em 2014, a atriz também calçou os lançamentos da marca para o verão 2015. São inúmeros modelos de sandálias femininas com uma grande diversidade de cores e detalhes. Os modelos podem ser vistos pelo site mississipi.com.br.

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lançamentos

General Eletric Até a General Eletric se rendeu aos calçados. Em comemoração aos 45 anos do pouso do homem na Lua, a marca especializada em serviços e produtos de tecnologia, lançou réplicas das botas utilizadas pelos astronautas Buzz Aldrin, Neil Armstrong e Michael Collins da Apollo 11. A pegada do calçado no solo lunar, afinal, é um dos momentos históricos da humanidade. A ação serve para relembrar que a companhia forneceu os materiais para o desenvolvimento dos trajes e capacetes dos astronautas da NASA. A nova versão do tênis, criada em parceria com a grife Android Homme, utiliza fibra de carbono estabilizado e revestimento hidrofóbico. Apenas 100 pares foram colocados à venda na loja JackThreads.com, ao preço de US$ 196,90. Pena que já se esgotaram.

Melissa Karl Lagerfeld desenhou mais quatro calçados para a marca Melissa. Essa é a terceira coleção do estilista da Chanel para a popular marca nacional de sapatos. Inspirados nas pérolas, que o designer adora explorar em suas criações, os modelos vão de R$ 139,90 a 329,00. A famosa gata de estimação do estilista, Choupette, também foi homenageada nesta coleção e ganhou uma sapatilha com sua cara estampada na parte superior do calçado. Outro sapato baixo da linha é uma flat vazada com cabedal entrelaçado e aplicação de pérolas. Os modelos altos aparecem em dois peep toes: um com salto invertido (mais fino na parte superior e mais grosso na base) e outro com salto que simula um colar de pérolas.

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moda

It shoes!

Hoje eles estão na passarela, amanhã em seu closet! Por Luana Costa

Conceito de tendência: a tendência é uma inclinação ou preferência por determinadas coisas ou a fazer determinadas coisas. O que se extrai das passarelas não são os exageros ao qual se mostra e sim as tendências da moda. Um exemplo que ilustra muito bem essa tendência foi o desfile de Jeremy Scott para Moschino em fevereiro deste ano, na semana de moda de Milão, apresentando a coleção outono/inverno 2015. Com seu jeito irreverente, Jeremy lançou uma coleção muito bem humorada, a coleção teve de tudo: vestido Bob Esponja, “uniforme” McDonald’s peças com estampas de doces e até da marca Budweiser. A peça da foto por exemplo, estilo Bob Esponja custará nas lojas uma média de R$ 6.000,00 (seis mil reais). Claro que, olhando assim você com certeza pensou quem é que vai comprar essa peça por seis mil reais? Claro que não muita gente, mas, daqui a pouco tempo você verá a estampa desta peça em jaquetas, blusas ou até acessórios por exemplo por um preço muito acessível, é aí que a tendência ganha seu lugar! Foi retirado uma inspiração da passarela e foi feito um look pra usar assim no dia a dia. Isso é tendência! Agora voltando aos nossos sapatos, separei alguns modelos que são tendência para inspirar:

Trabalho

Toda trabalhada na elegância, o que não falta no guarda-roupa de uma mulher? Scarpin!

Vestido da coleção de Jeremy Scott

Mário Schwab

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moda

Dia a dia

Para o caminhar ou até mesmo passar o final de semana são rasteiras, tênis e oxfords. Neste calor o que não falta são sapatos capazes de refrescar.

Burberry Prorsum

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moda

Dia a dia

Oscar de La Renta

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moda

Balada

Dançar com estilo na pista, as amarrações e open boots estão dando o ar da graça, e se você pensava que open boots são a cara do frio, você errou, essas botinhas estão cada vez mais abertas e com a cara da night. Se joga!

Christopher Kane

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moda

Balada

Rodarte

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moda

Viagens Final do ano chegando e você com certeza escolheu uma praia pra descansar ou badalar, ou uma casa no campo, ou então um resort? Então é de uma Birken que você precisa! Você pode não gostar, mas elas vieram pra ficar no cenário da moda e de quebra são confortáveis e o melhor, fresquinhas! Dá-lhe calorão!

Marc Jacobs

Rag & Bone

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moda

Festas

Os últimos meses do ano são os mais cheios: são casamentos, formaturas, jantares, encontros e estes momentos requerem uma roupa especial, as mulheres só pensam nele: o sapato que combina com o vestido. Dentre tantos modelos, escolhi alguns que podem servir de inspiração, são sandálias com tiras, brilhos e transparências.

Versace

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comportamento Da Redação

, u e s a m ble resa o r p ,p m u e e a m a a d m to e l e b d Pro lema b pro

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comportamento

Como identificar e controlar a doença que mais atinge trabalhadores em todo mundo, independente de classe, cor e religião. É evidente: O estresse vem atormentando a saúde física e mental de muita gente. Muito falada nos dias atuais, a palavra estresse é conhecida de muita gente, mas de onde vem e o que significa? A origem da palavra estresse, vem do latim. No jargão popular, districtia significava aperto, angústia ou aflição. Os franceses a transformaram em distresse, os italianos receberam de volta o neologismo que tem suas raízes no verbo strizzare. Atualmente stress, ou estresse, na língua portuguesa, continua a ter significados vagos e nem sempre claros. Já o fisiologista canadense Hans Selye (1907-82) foi o primeiro a definir o estresse para indicar a síndrome produzida por “vários fatores nocivos”. O trabalho publicado na revista Nature em 1936. Stress, que em inglês significa “esforço”, “tensão”. Muitos estudiosos concordam: o estresse para ser fisiológico, ou seja, atingir o corpo, primeiro atinge o psicológico, a

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mente. Não existem sintomas específicos para a doença do século, o que se sabe é que alguns fatores podem sim causar a tensão que se transforma em estresse. Sendo assim estresse é uma reação do organismo que ocorre quando ele precisa lidar com situações que exijam um grande esforço emocional para serem superadas. Quanto mais à situação durar ou quanto mais grave ela for, mais estressada a pessoa pode ficar. Porém há meios de se aprender a lidar com o estresse de modo que mesmo nos piores momentos o organismo não entre em colapso. SOBRE O ESTRESSE O estresse está se tornando um problema social, atingindo: colaborador, empresa e governo. O estresse no trabalho é uma das principais causas de afastamento por auxílio-doença no Brasil, afirma uma recente pesquisa feita pela UnB (Universidade de Brasília), em 2011, ano em que a pesquisa foi feita, os afastamentos por este tipo de doença haviam gerado 1 milhão de benefícios através do auxílio-doença aos trabalhadores brasileiros.


comportamento A maioria das empresas e trabalhadores não sabem lidar com este tipo de problema, pois a falta de informação e conhecimento sobre os agentes causadores do estresse traz consigo uma doença silenciosa e muitas vezes agravada pelo ambiente de trabalho ou familiar. Entender e identificar estes sintomas é essencial para que a empresa possa auxiliar o funcionário e orientá-lo na busca de tratamento adequado, caso o colaborador não demonstre as causas no ambiente organizacional, ele deve estar atento aos sintomas que trazem o estresse e entender que é uma doença e precisa ser tratado para que não agrave seu estado de saúde. Segundo o estudo da UnB (Universidade de Brasília), 70% dos brasileiros sofrem de algum grau do estresse e que 30% dos indivíduos da pesquisa sofrem da síndrome de Burnout, sendo este o estado crítico do estresse, podendo levar a exaustão física. A ONU (Organização das Nações Unidas) em 1992 considerou o estresse como a doença do século e mais recentemente a OMS (Organização Mundial de Saúde) afirmou ser o estresse a maior epidemia do século XX. A Organização Mundial de Saúde estima que 25% da população mundial passará pelo menos uma vez na vida por uma crise de estresse. De acordo com o psiquiatra clínico Joseph Beasley, no relatório Kellog, os norte americanos consomem anualmente, decorrente de diversos estressores:

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• 450 milhões de xícaras de café por dia; • 30% fumam mais de meio maço de cigarros diariamente; • 10% tem problemas com álcool; • Cinco bilhões de tranquilizantes. Já no Brasil uma pesquisa feita pelo Instituto de pesquisas sociais, políticas e econômicas mostrou que somente 26% das pessoas estão felizes no trabalho. Em pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde, demonstrou que 40% dos brasileiros que procuram médicos relatam insônia, na maioria das vezes preocupações no dia a dia relacionadas ao trabalho. E a Associação Brasileira de Qualidade de Vida mostrou em sua pesquisa outros dados preocupantes: 69% avaliam ter péssima qualidade na área profissional, 25,8% desses executivos relatam crises de enxaquecas frequentes nos últimos anos e 23,2% afirmam ter cansaço e esgotamento profissional na maior parte do tempo. ESTRESSE NA EMPRESA O estresse no ambiente organizacional é causado por vários fatores, segundo um estudo divulgado pela Regus, empresa especializada em soluções inovadoras no ambiente corporativo, apontou os principais motivos que levam um colaborador ao estresse dentro do ambiente organizacional e o que mais chamou a atenção na pesquisa foi o resultado final: 64% dos trabalhadores de MPE’S (micro e pequenas empresas)


comportamento

relatam níveis mais elevados de estresse, contra 60% das pessoas que trabalham em empresas multinacionais. Esse resultado demonstra que empresas de porte menor trazem maior probabilidade de o funcionário desenvolver o estresse, principalmente pelo acumulo de funções. Em empresas pequenas um colaborador tende a fazer mais de uma função, sobrecarregando sua saúde. Já nas multinacionais a função de cada colaborador é bem delineada e o indivíduo possui uma maior assistência dentro da própria empresa como: nutricionista, psicólogos, médicos, fisioterapeutas, creche, refeitório, etc. Essas condições permitem ao colaborador trabalhar com menos estresse e mais saúde dentro da organização. Fatores que podem desenvolver o estresse no ambiente de trabalho: • Excesso de tarefas e funções; • Trabalho contínuo por muito tempo; • Inexistência de feedback, acarretando

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ansiedade e nervosismo; • Problemas interpessoais; • Excesso de responsabilidade; • Excesso de cobrança. • Polivalências no trabalho; • Expectativa de carreira; • Conflitos pessoais. É importante lembrar que cada indivíduo consegue suportar responsabilidades diferentes, nem todos são iguais na eficiência do trabalho laboral, cabe à empresa detectar os melhores colaboradores para as diferentes funções exercidas dentro da empresa. Dicas de como combater o estresse no trabalho e evitar problemas futuros: • Equilíbrio: nossa vida pessoal e profissional precisa ser equilibrada, quando estiver no trabalho não leve os problemas de casa e vice-versa. • Evite sobrecarga: estabeleça limites e objetivos para suas atividades diárias. • Administre seu tempo: a urgência


comportamento

vem quando a tarefa que era importante não foi executada em tempo hábil. A máxima que diz “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” ilustra bem este conceito. Administre seu tempo para que suas tarefas se encaixem no seu horário de trabalho. • Ambiente organizado e limpo: Um ambiente organizado faz bem aos olhos de quem está trabalhando e de quem se aproxima, e a primeira impressão realmente é a que fica. Tente deixar seu espaço de trabalho mais organizado possível, assim você consegue identificar as tarefas mais facilmente sem precisar ficar ansioso e nervoso. • Descanso: Descansar é fundamental. O tempo do descanso é o momento que o cérebro tem para recarregar as baterias para um novo dia, o sono é funda-

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mental e estudos científicos comprovam que dormir bem, faz bem não só para a mente, mas também para o corpo. Quem dorme mal vive mal. • Motivação: Quando você trabalha motivado essa alegria é transmitida a todos que estão ao seu redor. A motivação para o trabalho é o principal ingrediente para que o estresse fique longe de você e de seus colegas de trabalho. • Exercícios Físicos: Já está comprovado que exercícios físicos nos ajudam a viver melhor, ter mais disposição, longevidade, saúde e menos dores pelo corpo. Os exercícios físicos auxiliam mente e corpo. • Alimentação: A alimentação conta muito na disposição para o trabalho, ingerir alimentos fora de hora e em grandes quantidades, causam efeitos colaterais negativos ao longo do dia,


comportamento comer alimentos errados também não ajuda. O corpo precisa ser bem cuidado para que o reflexo seja positivo em nosso dia a dia. Os sintomas do estresse são indefinidos e ao mesmo tempo abrangentes. Podem ir desde uma dor de cabeça, distúrbios do sono, irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração ou tensão muscular, a dificuldades respiratórias, dificuldade de memória, problemas digestivos, pressão alta, problemas cardíacos, e até mesmo distúrbios psíquicos como síndromes, depressão e pânico. Mesmo não sendo uma doença com uma definição clara, o estresse pode ser entendido basicamente como disfunções diárias que somadas trazem grande prejuízo à nossa saúde. Vale persistir na manutenção constante do eu. Ninguém melhor que você trabalhador para saber se seu dia a dia na empresa está lhe sufocando, se as pressões e preocupações estão se tornando um fardo cada vez mais pesado de carregar. Caso a rotina diária esteja lhe acometendo de forma negativa a saúde, lembre-se: a qualidade de vida no trabalho é minha obrigação. Chame o gerente ou responsável pelo setor na empresa, peça ajuda, diga o que lhe incomoda, quais dificuldades está passando em suas tarefas diárias. Busque alternativas de como resolver o problema. Busque ajuda fora da empresa se necessário, sua qualidade de vida depende de você!

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história

Os inventores do tênis? Os irmãos Dassler se odiavam tanto que passaram a vida competindo. Resultado? Um criou a Adidas e o outro a Puma

Modelo da Adidas lançado em 2014

Adolf Dassler

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Era uma vez dois irmãos que moravam na cidadezinha de Herzogenaurach, na Alemanha. Adolf era introvertido e artesão nato. Rudolf era mais expansivo, com grande talento para vendas. Por serem tão diferentes, eles se odiavam. E também por causa disso não conseguiam se separar. Trabalhavam juntos, na fabriqueta Gebrüder Dassler Schuhfabrik, que em alemão significa “fábrica de sapatos dos irmãos Dassler”. E, dia após dia, brigavam. Mas nos negócios a união da qualidade do trabalho de Adi (diminutivo de Adolf) e do tino comercial de Rudi (Rudolf) dava muito certo. Eles tinham criado um tênis mais leve e anatômico do que os modelos pesadões existentes até então no mercado, e essa invenção estava deixando a dupla rica, muito rica. Por isso, conseguiam se tolerar.

Foi assim até 1943, época do 3º Reich. Adolf era apolítico, filiado ao partido nazista por pura conveniência – Hitler incentivava o esporte na Alemanha, e isso fizera crescer as vendas de tênis. Já Rudi era um nazista fanático. Em 1943, a cidade de Herzogenaurach foi bombardeada pelos Aliados. Chegando ao abrigo antiaéreo, Adolf encontrou a família do irmão e comentou: “Os sujos bastardos voltaram”. A esposa de Rudi ouviu e achou que o comentário era endereçado a ela e ao marido. Não adiantou explicar a confusão: a relação entre os irmãos ruiu de vez. Essa não é a única versão dos motivos da separação. Há quem diga que,

Rudolf Dassler


história

A Puma lançou em 2014 uma linha super colorida

Adolf na primeira fábrica dos irmãos Dassler

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com o fim da guerra, Adi teria entregado o irmão aos Aliados. Mas não há nada confirmado. Certeza mesmo é que, em 1948, Adolf Dassler aproveitou uma brecha legal para dissolver a parceria familiar e renomeou a Gebrüder Dassler Schuhfabrik para Adidas (contração de “Adi” e “Dassler”). Rudolf deu o troco. Criou outra fábrica de tênis – a “Ruda”, mais tarde rebatizada de Puma. A criação das marcas dividiu a cidade de Herzogenaurach, cortada por um rio. Em uma das margens ficava a fábrica da Adidas. Na outra, a da Puma. “O rio virou uma espécie de Muro de Berlim”, escreveu Barbara Smit, autora de uma biografia dos irmãos. O ASV Herzogenaurach, um dos times de futebol da cidade, passou a ser patrocinado pela Adidas. O 1 FC Herzogenaurach, pela Puma. Quem estivesse com peças Adidas não entrava nos bares frequentados por fãs da Puma e casamentos “mistos” passaram a ser malvistos. A competição entre Adi e Rudi era tão grande que, nos anos 70, eles não

Modelo da Adidas

perceberam a aproximação de sua verdadeira inimiga: a americana Nike, que desbancou as duas marcas alemãs. Rudolf morreu em 1974. Adolf, em 1978. Os dois estão enterrados no cemitério de Herzogenaurach. Em lados opostos do terreno, claro. Grandes momentos • Em 1936, durante a Olimpíada de Berlim, os Dassler ofereceram um par de tênis a um corredor chamado Jesse Owens. Ele ganhou quatro medalhas de ouro e a jogada dos irmãos inaugurou o marketing esportivo. • Na Olimpíada de 1960, o corredor Armin Hary firmou contratos separados com a Adidas e a Puma. Foi a única vez que os irmãos concordaram em alguma coisa: Armin nunca mais foi patrocinado por eles. • Em 2004, Frank, neto de Rudolf (da Puma), assumiu um cargo na Adidas. “Muitos familiares meus consideraram isso uma traição”, disse Frank. Fonte: Superinteressante

Os irmãos Dassler conversando amigavelmente, um momento raro


ousadia Por Valter Junior

Extravagância em dose dupla

Tão excêntrico quanto Lady Gaga, que usa sapatos com “salto invisível” de 40 cm e com pregos de ouro cravejados é Noritaka Tatehana, criador dos modelos que conquistaram a musa do pop e custam até 50 mil reais.

Lady Gaga com um dos modelos de Noritaka: o salto invisível de 40 cm

Quando um “louco” encontra outro a loucura é garantida. Podemos nos referir assim da parceria que nasceu entre duas pessoas que, até poucos anos, não tinham nada a ver, não se conheciam, não tinham contatos e estavam cada um em um canto do mundo. Da primeira, todo mundo já ouviu falar, é a polêmica, excêntrica e exótica cantora pop, Lady Gaga. A segunda ajudou a tornar os looks de Gaga ainda mais extravagantes. Noritaka Tatehana é um jovem de 28 anos que cria calçados nada convencionais. Não é à toa que Gaga o elegeu para criar a maioria de seus mode-

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los. Suas peças são uma mistura de moda, arte e cultura japonesa e já figuram em vitrines de todo o mundo ao lado de nomes como Manolo Blahnik, Christian Louboutin, Pierre Hardy e Charlotte Olympia. A parceria começou em 2011, quando o ex-aluno da Universidade de Artes de Tóquio recebeu a resposta de um email enviado para vários estilistas e nomes fortes da moda. Era Nicola Formichetti, responsável pelos looks de Gaga, que viu no trabalho de Tatehana o bom humor, a rebeldia e o exotismo característico da musa do pop.


ousadia meses para ficar pronto. O trabalho é todo artesanal e finalizado pelo próprio Noritaka, que utiliza formas nada convencionais, cristais, pregos de ouro cravejados e tudo mais que sua imaginação criar. Quem olha suas peças se pergunta: como é possível andar com isso? Apesar de desafiar as leis da gravidade, o designer garante que suas criações são mais confortáveis do que os scarpins convencionais, pois compensam com a altura da plataforma a necessidade de uma inclinação muito íngreme dos pés. “É possível até mesmo correr com eles”, diz Tatehana. Mas é melhor não se arriscar, pois, até quem já tem experiências com os saltos do japa, como Lady Gaga, já protagonizou um tombo memorável. As peças do designer custam em média 12 mil euros. Para quem gosta de calçados exuberantes e pode desembolsar essa quantia, é possível comprar alguns modelos pelo site noritakatatehana.com/boutique O escritório de Noritaka não impressiona tanto quanto suas peças. Ele tem apenas duas assistentes, mas seus vizinhos vão de nomes tradicionais da moda japonesa, como Miyake e Yamamoto até referências internacionais das passarelas, como Prada, Marc Jacobs, Jill Sanders e Chloé. Fã de Rei Kawakubo, idealizadora da marca Comme des Garçons, conhecida por ignorar a ditadura da moda com peças que fogem do padrão comercial, Noritaka também tem suas particularidades. Para ele a mistura é boa, mas é preciso valorizar as tradições. “No Japão, hoje, só usamos roupas ocidentais e absorvemos parte de outras culturas. Ainda assim empregamos um filtro, recriando tudo o que vemos de uma forma totalmente japonesa”, diz.

A musa do pop e alguns modelos de Tatehana

Lady Gaga se apaixonou, principalmente, pela ousadia dos saltos de Noritaka. Essa característica nasceu durante sua tese de doutorado, onde o “salto sem salto” foi apresentado. O modelo é inspirado nos calçados usados pelas gueixas do século passado. “O apoio está nos dedos, enquanto o calcanhar flutua como se as mulheres estivessem se equilibrando sobre torres”, comenta o designer. A intenção de Noritaka é valorizar a tradição japonesa, e preservar e perpetuar elementos da cultura nipônica em suas peças. Todas as encomendas são feitas à mão e, um par, demora, em média, seis

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Noritaka Tatehana é um jovem de 28 anos que cria calçados nada convencionais.


capa Por Valter Junior

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A exuberante

Josie Pessôa

Não só pelo um metro de cabelo vermelho e por interpretar a namorada do filho do Comendador, José Alfredo, principal personagem da novela Império, que Josie Pessôa tem chamado a atenção. Carismática, bonita e descontraída, a atriz é também, designer, jornalista e comanda, ao lado da mãe, uma luxuosa loja de roupas na cidade de Niterói. Josie é a capa da 61ª edição da Risa Calçados e contou com exclusividade como concilia a vida de atriz, de empresária e de namorada sem perder sua personalidade e ainda se divertir.

Profissão Desde os seis anos, o teatro passou a ser a grande paixão de Josie Pessôa. Fez cursos de interpretação e, aos 14 anos, participou profissionalmente da peça “Personalíssima”, sobre a cantora de MPB, Isaurinha Garcia. O segundo trabalho foi a comédia “E agora, o que eu faço com o pernil?”, mas foi com “Fala sério, mãe” que a atriz despertou a atenção de Maurício Shermam, que a convidou para fazer a mesma personagem no programa “Zorra Total”. Apesar de estar totalmente mergulhada na tv, o teatro é o palco preferido de Josie. “Eu comecei a fazer teatro na escola com seis anos e nunca mais parei. Teatro sempre foi minha primeira opção e, minha segunda opção, é o jor-

nalismo. Agora estou cursando moda, minha mãe é formada em moda e abrimos uma loja agora, mas minha primeira opção sempre foi o teatro”. Pessôa gosta tanto de atuar que se não desse para viver atuando ela disse que teria outra profissão só para sustentar o teatro no final de semana. “É o que me faz feliz e eu não abro mão”, conta. Sua personalidade forte está, de certa forma, presente em todos os personagens que a atriz representa. Mas, por outro lado, cada personagem deixa um pouco de si na própria Josie. “Qualquer personagem que eu faça, por mais distante que esteja de mim, tem alguma característica minha. A Du, por exemplo, tem um jeito meio moleque de ser que eu tenho também, mas nela é muito mais acentuado, o jeito irreverente também. O fato é que você não consegue se desprender totalmente.” Como apresentadora, Josie esteve à frente do “Player Magazine” e “Break Musical”, exibidos em canais de TV por assinatura. Atuou na novela “Fina Estampa” (2011), e em 2013, em “Flor do Caribe”. Em 2014, estrelou a websérie do Gshow “Atormentados” e voltou à TV no mesmo ano fazendo uma participação em “Além do Horizonte”, emendando na novela das nove “Império”, como a rebelde Eduarda, amiga inseparável de João Lucas, papel de Daniel Rocha.


capa

Império Contracenar com grandes nomes da televisão como Lilia Cabral e Alexandre Nero, para Pessôa é “um presente”. Estar ao lado de figuras renomadas da tv não é só uma chance de aprender, mas também um momento de felicidade. “A Lilia eu sempre admirei. Em Fina Estampa, que eu participei antes, meia cena que eu fazia com ela já ficava super feliz. Ela é uma referência pra mim. Inclusive, em um dia em que gravamos cenas grandes eu disse pra Lilia que era o dia mais feliz da minha carreira. Ela dá uma aula, eu fico babando em tudo que ela faz. Já o Nero é um grande amigo. Na novela está dando esse show e, pra mim, é uma honra contracenar com eles”, conta. Sobre a sua personagem na novela ela adianta que, após ficar grávida de João Lucas, a família do comendador toma um susto, mas José Alfredo faz questão que ela tenha o filho na casa. Depois de um acidente na escada, e do iminente risco de morte, João Lucas percebe que realmente gosta de Eduarda e os dois se casam. Depois da novela, os fãs de Pessôa podem correr para as filas do teatro. “Assim que acabar a novela eu quero voltar a fazer teatro o mais rápido possível. Parei tudo para fazer a novela, mas assim que acabar eu quero voltar”, revela. Pessoal Josie namora o empresário Alexandre Gontois há quatro anos, mas a amizade dos dois é de longa data. Se conheceram em Niterói quando Pessôa tinha apenas 14 anos. “Nunca teve nada sério, até porque eu era muito nova, mas há uns três ou quatro anos eu resolvi dar uma chance e estamos aí”, conta a atriz. Sobre sua primeira cena de sexo, na

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novela Império, Josie conta que a pessoa que mais a deixou tranquila foi seu próprio namorado. “Eu estava tão ansiosa, porque era a primeira vez que eu gravava uma cena assim, foi ele que me deu apoio, me acalmou. Me disse que ia ser tudo tranquilo e foi mesmo”. Nas poucas horas de folga, Josie gosta de sair com os amigos ou ficar com a família, na companhia de seus dois York Shire, dos dois Bull Dog`s e uma calopsita. Além disso, Josie ainda consegue tempo para administrar os negócios com sua mãe. “A gente vai encaixando tudo. Tem que dar tempo de fazer tudo e com o celular hoje em dia facilita muito. Às vezes eu vou na loja, às vezes ela me encontra e a gente vai levando” Moda A moda é a segunda grande paixão de Josie. Além de cursar Design de Moda, a atriz tem em sociedade com a mãe, uma loja de roupas em Niterói. Juntas elas elaboram e confeccionam quase todas as peças. Original e criativa, Pessôa gosta de saber o que é tendência, mas adapta a moda ao seu próprio estilo. “Eu gosto do que está na moda, mas o que combine comigo. Jamais eu vou botar uma peça só porque ela está na moda. Criar tendências hoje em dia é bem complicado, mas eu gosto muito de customizar. Antes de eu ter a loja e criar minhas próprias peças eu já customizava e deixava as roupas com minha cara”. Sobre a moda no Brasil, Josie é otimista, mas acha que falta mão de obra qualificada para algumas funções. “Eu acho que só está crescendo a indústria da moda do Brasil. Apenas a mão de


capa obra que está uma coisa escassa. Todo mundo quer ser designer e as profissões paralelas vão sumindo. Ninguém quer cortar, ou fechar a roupa. Eu e minha mãe, por exemplo, fazemos tudo, até finalizamos a costura porque está difícil encontrar mão de obra. Mas independente disso a produção de moda no Brasil está crescendo”. Moda urbana Josie conta que, além de imprimir características suas nas personagens, todos os papéis que ela representa também influenciam no que ela usa. “A Eduarda, por exemplo, tudo que eu coloco fica um pouco a cara dela, meio roqueira, com estilo urbano, não tem como desassociar meu visual dela”. Falando em Eduarda, a namorada do filho do comendador tem um estilo bastante diferente. Além dos cabelos vermelhos, que viraram febre por causa da personagem, Du é uma garota despojada, livre e diferente. Essas características transparecem nos seus looks, com excesso de jeans e preto, cores fortes e acessórios, ao mesmo tempo, delicados, e agressivos. A moda street é uma das tendências para o verão 2015. Os tons escuros contrastam com as cores fortes, como se observa no visual das ruas e

Ping-Pong

dos espaços públicos, principalmente nos grandes centros urbanos. Para os especialistas em moda, o verão 2015 também será o momento de incorporar nas roupas, calçados e acessórios os elementos da vida urbana como a poluição visual, a arte de rua, as formas geométricas simples e coloridas, a escassez de recursos entre outros elementos. Assim, o jeans reaparece trazendo elementos como a força, a coragem a firmeza e ao mesmo tempo a escassez, o desapego, a labuta. O preto também mostrará sua força no verão 2015. Embora a estação sempre apareça colorida e vibrante, o preto deu as caras em muitos desfiles como o São Paulo Fashion Week e tingiu, principalmente, belas peças de alfaiataria. Na edição 2014, os looks monocromáticos dominaram as passarelas da Cavalera e Giulianna Romano, ganhando leveza com as transparências, tecidos brilhantes e fluidos. Sendo assim, a coocriação é uma excelente forma de adaptar-se à cultura urbana. Como as pessoas estão, cada vez mais, assumindo uma posição ativa, de participação, nos produtos que escolhem e consomem, é preciso pensar maneiras de integrar o consumidor ao processo criativo, seja com participação direta ou indireta.

Data de nascimento: 23/04/1988 Altura: 1,70 Peso: 54 Naturalidade: Rio de Janeiro Atividades atuais: atriz na novela Império, Estilista na loja Need Esporte preferido: futebol Qualidade: sinceridade Defeito: sinceridade Time: Flamengo Cor: preto Música: Céu Azul (Charlie Brown Jr) Ator: Lilia Cabral Cantor ou banda: Tiago Martins O que adora: estar com meus amigos e minha família O que detesta: falsidade O que usa muito: preto O que nunca usaria: calça Saruel Uma palavra que te representa: família

Siga no Instagram @JosiePessoa 54 - Risa


PADRONIZAÇão Por Valter Junior

Tamanhos de roupas e calçados

Pesquisa do Senai vai mapear o formato padrão dos corpos dos brasileiros por região do país

O equipamento usa pontos de luz branca para mapear o corpo

Body scanner: projeto desenvolvido pelo Senai

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Quem nunca foi à uma loja e se deparou com alguns produtos que queria muito levar, mas, mesmo sendo o seu número, o calçado ou a roupa ficou desconfortável? Isso é muito comum em todas as regiões do Brasil, sabe por que? Como o padrão de tamanhos de roupas e calçados é único para todo o território nacional, e como os biótipos são diferentes de uma região para outra, é comum que uma roupa sirva para uma pessoa no sudeste, mas outra, no nordeste, com o mesmo vestuário não fique confortável com a peça. Além disso, o tamanho difere muito de marca para marca. Um calçado 39 de uma marca, por exemplo, pode ser pouco maior, menor, apertado ou largo que um calçado do mesmo tamanho de uma marca diferente. Mas a dificuldade de encontrar roupas e calçados sob medida está com os dias contados. Uma pesquisa do Senai vai mudar pra sempre o jeito do brasileiro comprar essas peças. O Body Scanner, uma espécie de provador “câmera escura”, desenvolvido pelo Senai, vai medir o corpo de 10 mil brasileiros até o final do ano. Com os resultados, o Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial vai lançar, em 2015, um novo padrão de rou-

pas e calçados definidos por região do Brasil. O equipamento já visitou mais de 15 estados em 2014. O equipamento possui 32 câmeras, 16 sensores e utiliza tecnologia de luz branca para captar as amostras. “Todos temos problemas na hora de comprar roupas. A intenção é descobrir qual o corpo do brasileiro por região, e com as medidas exatas na mão, os clientes possam adquirir produtos sem experimentá -los antes da compra na loja, pela internet ou via postal”, ressalta o professor de tecnologia do Senai, Rynaldo Rosa. O processo completo de captação das medidas leva, em média, 10 minutos, entre troca de roupas e medidas manuais. O computador leva 60 segundos para fazer a leitura do corpo e capta mais de 100 medidas detalhadas, que aparecem na tela em três dimensões. Além disso, a pesquisa pretende colaborar para os mercados de movelaria e automotivo e para economia de tecido. “Eu, por exemplo, comprei calças que sobram cerca de 5 cm em cada perna. Ou seja, 10 cm no total. As empresas de vestuário normalmente pecam pelo excesso. No caso de mil calças iguais a minha, serão mais de 100 metros de tecido desperdiçados”, completa Rosa.


Profissão Por Wagner Ballak

A fábula do vendedor

de sapatos O que bloqueia um profissional no exercício do labor? Medo? Insegurança? Incompetência? Enfim. Cada um sabe que a criatividade é uma arma nas mãos de um habilidoso profissional. Ter uma percepção “outside the box” é a máxima que vai diferenciar o seu perfil dos demais. Uma grande empresa da área de calçados, mundialmente conhecida tinha números e métricas formidáveis. Seu DRE e seu balanço patrimonial eram perfeitos: situação econômica e financeira em “timing” consonantes. E então, o diretor de Marketing sugeriu que os seus dois melhores gestores de negócios participassem de um desafio. Chamados para uma reunião na sala do diretor, não conseguiam esconder as suas inseguranças. Com muitas dúvidas, receberam das mãos do diretor o briefing contendo suas missões. A missão dos dois, basicamente era: vender todo o estoque de calçados. Eles seriam enviados à África, cada um em um período diferente: dois semestres, duas visitas distintas, com todas as despesas pagas, com suas famílias e uma equipe técnica, em datas distintas. Desafio aceito. No primeiro semestre, o primeiro gestor partiu para um dos países africanos.

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Profissão

O primeiro chegou com dúvidas. Com a equipe, faziam muitas reuniões e trabalharam açabarcando uma grande área de trezentos quilômetros quadrados, pesquisando e fazendo levantamentos. Basicamente o trabalho foi sendo realizado. Terminando os seis meses, o primeiro chegou à empresa. Logo, enviaram o segundo e a segunda equipe. O trabalho foi o mesmo! Levantamento estatístico, planejamento de vendas, reuniões e muitas aventuras profissionais. O segundo voltou após seis meses. No fim de ano, a empresa reuniu os dois gestores para uma reunião com todos os investidores e sócios. Parecia a sala do “Aprendiz” (programa da rede Record, apresentado por Roberto Justus). Os dois, confiantes, estavam prontos para iniciarem suas explanações, com flip chart, data show e toda a tecnologia possível! O momento era crucial para definição de suas carreiras! Chegou a hora do primeiro gestor. E assim, começou sua apresentação. Ele apresentou seus resultados: zero de vendas! Seis meses. Zero de vendas. Com os olhares esbugalhados, os sócios e investidores, acionistas da corporação, não acreditavam no que viam e escutavam! E ele deu sua explicação: “Ninguém usava sapato! Ninguém queria comprar algo inútil para eles. Achavam que era algo que não agregava, apesar de todos

os esforços”. Disse o primeiro. Obviamente, comentou que a promoção dos sapatos havia sido feita em uma área carente, com péssimo IDH etc. E terminou sua apresentação. O mediador, então chamou o segundo, sem comentar nada sobre a apresentação do primeiro. O segundo iniciou a sua apresentação. Com aquele sorriso de campeão, apresentou os histogramas do sucesso: 100% da produção semestral havia sido comprada pelo comércio de toda a área abrangida. Por que? E eis a resposta do segundo gestor: “Ninguém usava sapato”. Surpreendentemente, os acionistas se levantaram e bateram salvas de palmas para o grande feito! O primeiro gestor teve de iniciar aulas de gestão com o segundo para corrigir seu desempenho. E o segundo recebeu louvável promoção! Esse texto mostra o poder da hermenêutica! Pontos de vista são cruciais para a tomada de decisão. Quem não possuir a mente aberta (fora da caixa) para aprender as tendências / ou criar oportunidades para si e para seu ambiente, perderá uma considerável fonte cognitiva! E perderá resultados! O mundo de hoje requer que o profissional tenha “visão de coruja” (trezentos e sessenta graus) para melhor tomar decisões que influenciarão os passos diante dos trade-offs da vida!

Wagner Ballak: É administrador profissional (CRA-SP: 128922); Professor de Administração; Palestrante na área de Finanças, Matemática Financeira e Gestão Contábil. www.ballakwebdesign.com.

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paixão Por Valter Junior

Um apaixonado por calçados

Luiz Cláudio em uma das suas lojas na cidade de Caratinga/MG. Ele visita constantemente todas as unidades.

Luiz Cláudio Gomes, proprietário de sete lojas de calçados em Caratinga/MG é um empresário de sucesso que muito tem a ver com a Risa. Ambos são apaixonados por calçados. O lojista que trabalha com sapatos desde os nove anos de idade descobriu na Risa uma oportunidade de melhorar e agilizar seus negócios, economizando tempo e dinheiro na hora de escolher o que comprar Depois que o calçado entrou na vida de Luiz Cláudio, nunca mais o deixou. O lojista engraxou sapatos dos nove aos 11 anos de idade, foi estoquista até os 14 e balconista até os 19. Como representante comercial dedicou 17 anos de sua vida até montar sua primeira loja, aos 36. Considerando que seu pai também trabalhava no ramo, se tornar lojista foi um caminho natural. “Já estava no ramo desde cedo e tive também a grande influência do meu pai, o senhor Edimar Brasileiro Gomes, que completou 35 anos como representante e sempre me levava em suas viagens para me ensinar o ofício”.

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Hoje, com cinco lojas em Caratinga e duas em Ipanema/MG, Luiz tem dois grandes parceiros, o polo de Nova Serrana, cujos produtos ocupam 60% dos estoques de suas lojas e a Revista Risa, que lhe garante eficiência, rapidez e segurança nas compras. Vacas magras A primeira loja foi criada em 1991, no bairro Santo Antônio, em Caratinga. Não era nada que surpreendesse os clientes, mas foi o começo de um grande empreendimento. “Era em um pequeno cômodo de aluguel, com telha de amianto e se chamava Controle Remoto Modas. Só cabia umas 5 prateleiras e era tão pequena que dava para atender, no máximo, 3 clientes por vez”. O nome surgiu em razão da moda na época: ter TV com controle remoto. O início das atividades foi o que se chama de “tempo das vacas magras”. As dificuldades eram enormes naquela época. Inflação alta, falta de crédito, falta de reconhecimento e de capital de giro.


paixão

“A Revista Risa é minha aliada há 16 anos. Ela me ajuda escolher quais produtos vou colocar a venda em minhas lojas”.

Luiz em seu escritório com a Revista Risa, sua parceira nos negócios

Além disso, a Controle Remoto Modas quase não era visitada por ninguém, e Luiz vivia comprando de atacadistas em pouca quantidade. “Sem capital de giro, praticamente, trocava minhas comissões que ganhava como representante em mercadorias para abastecer a loja”, conta. Porém todas estas dificuldades eram enfrentadas de frente, sem desânimo. “Nunca olhava para trás e nunca lamentava nada, nunca me dei conta do quão pequeno eu era e encarava o mercado de frente. Achava o máximo ter aquela lojinha e só pensava em melhorar e crescer. Não tinha medo de nada, a não ser de deixar de honrar um compromisso, algo que, felizmente, nunca aconteceu. Luiz vendia uma média de 500 pares por mês quando começou. Hoje, com sete lojas, 23 anos de experiência, e tendo como sócia sua esposa, Luciana Nacife Gomes, seus estabelecimentos comercializam cerca de 15 mil pares todos os meses. Mas engana-se quem acha que, com todos esses anos de mercado, as dificuldades deixam de aparecer. Mesmo quando o mercado anda aquecido, as vendas em alta, o crédito facilitado é preciso manter o foco e estar preparado para tudo. Em 2003, uma tragédia abalou os negócios de Luiz e Luciana. Pouco mais de 40 dias depois de inaugurar uma loja novinha, no dia 16 de janeiro, uma enchente devastou toda a cidade, destruindo vários estabele-

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cimentos comerciais. “Nossa loja foi arrasada. Só para se ter uma ideia, os bancos e o comércio ficaram fechados entre 15 e 20 dias”. Passado o susto e com a ajuda de amigos e fornecedores, que concederam prazo para o negócio se recuperar, Luiz e Luciana superaram o momento e, no segundo semestre daquele mesmo ano, inauguraram mais duas lojas. Risa e Nova Serrana Há mais de 20 anos a história de Luiz Cláudio se cruza com a história da indústria calçadista de Nova Serrana. Segundo o lojista, que compra pessoalmente na cidade há duas décadas, a aceitação dos produtos é alta, já que o parque fabril da cidade passa constantemente por renovações, o que eleva a qualidade e a aceitação dos produtos. “Os calçados de Nova Serrana tem aceitação e saída tão boa que, das minhas sete lojas, três tem 60% do estoque de calçados produzidos por vocês”. Nestas duas décadas visitando e comprando calçados de Nova Serrana, Luiz ganhou uma aliada que, há 16 anos, é sua parceira decisiva na hora de escolher que produtos colocar a venda. A Revista Risa. “Conheço a Risa desde a primeira edição. Utilizo-a muito para selecionar quem vou visitar e o que levar. Sempre dou uma olhada, e quando vejo algo diferenciado do que estou acostuma-


paixão

“Com a Risa eu tenho as fábricas em minhas mãos”

Há 16 anos Luiz usa a Revista Risa para saber as novidades do mercado calçadista

do a comprar, vou atrás. Além disso, o conteúdo da revista é muito bom, contém várias reportagens sobre temas relativos ao nosso negócio, sempre tem ótimas dicas sobre marketing, administração, designer, motivação dos colaboradores, e vários outros temas muito úteis para nosso dia a dia como lojista. A revista também nos deixa sempre por dentro dos lançamentos das indústrias da cidade de Nova Serrana.” Estabilidade Erro comum entre os lojistas iniciantes é achar que o pequeno lucro inicial já faz de seu empreendimento um negócio próspero o bastante para se considerar economicamente estabilizado. E para Luiz, a vaidade, a ganância e a arrogância são os maiores inimigos do pequeno empresário. “Tem lojista que começa um pequeno negócio, tem um estoque de 50 mil e compra um carro financiado de 100 mil, já quer construir uma casa e comprar um sítio. Muita calma nesta hora, porque assim, é claro que não vai dar certo”.

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A dica, segundo o lojista é conseguir formar um estoque, pelo menos, três vezes maior que a quantidade de pares comercializados mensalmente. Isso, no seu caso, só veio a acontecer com, pelo menos, 10 anos de atividade. “A profissão de lojista está cada dia mais complicada. É muita concorrência, algumas leais outras não, muitos representantes querendo vender e você não pode comprar de todos. Além disso, estão antecipando muito as coleções e nós temos que ‘adivinhar’ o que vamos precisar daqui a três ou quatro meses”. Para enfrentar esses “gigantes” a recomendação de Luiz é estar sempre atualizado, ser humilde e aceitar sugestões de fabricantes, representantes e da equipe de colaboradores. “Muito importante também é não ser o dono da verdade, mas, ao mesmo tempo, não se deixar levar a ponto de comprar de tudo, de todos e de qualquer maneira, prejudicando seu fluxo de caixa com produtos repetitivos, sem necessidade, enfim, ouvir mas saber separar a razão da emoção”.


portfólio

Calçados

Kabaya

A qualidade dos produtos é o foco do casal Rui e Neide. Eles iniciaram as atividades produzindo tênis esportivo, mas optaram por focar na produção em sapatos masculinos feitos de couro. Seus produtos são vendidos em todo Brasil graças a qualidade e ao atendimento personalizado que só a Kabaya tem. A empresa produz uma média de 90 pares por dia com 9 colaboradores.

Nome da empresa: Indústria de Calçados Madrí Sócios: Rui Barbosa e Neide Ferreira Barbosa Marca: Kabaya Tempo no mercado: 35 anos Produtos fabricados: Sapato social em couro Contatos: Pará de Minas, 508 - Centro - Nova Serrana-MG www.kabaya.com.br

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portfólio

Calçados

San Remo

Fundada em 1974, a San Remo se destaca no mercado pelo designer arrojado e criatividade na confecção dos produtos, buscando atender os consumidores com qualidade e conforto. Seus 99 colaboradores produzem uma média de 1800 pares por dia, que são encontrados em quase todo país. A meta dos diretores é construir a sede própria da empresa e se consolidar no mercado nacional e internacional. Nome da empresa: Indústria de Calçados San Remo Sócios: Kleider de Lima e Silva e Lucas Raphael de Lima Silva Marca: San Remo Tempo no mercado: 39 anos Produtos fabricados: sapatênis masculino e infantil em mocassin e chinelo Contato: rua José Militão dos Reis, 452 Bairro: Gumercinda Martins - Nova Serrana-MG www.calcadosanremo.com.br

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portfólio

Calçados

Crystal

Comandada pelas irmãs Olívia e Maria das Dores, a Crystal Calçados teve dificuldades no início das atividades em razão da falta de mão de obra qualificada, mas investiram em treinamento dos funcionários na própria empresa e, hoje, possuem 60 colaboradores, produzindo 900 pares por dia, que são comercializados em todos os estados brasileiros. Sempre abertas à sugestões de parceiros as sócias esperam construir um novo galpão para aumentar a capacidade produtiva e manter a qualidade dos produtos. Nome da empresa: Crystal Indústria e Comércio de Calçados Sócios: Olivia Lacerda, Maria das Dores Lacerda Concessa. Marca: Tander e Meg Star Tempo no mercado: 20 anos Produtos fabricados: sapatos infantis, tênis jogging, sandálias femininas, vulcanizados, tênis para futsal Contatos: Rua C, 489 - Bairro São Marcos - Nova Serrana/MG www.tanderfutsal.com.br

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portfólio

Sandálias

Emília

Perfil: Preocupada em aperfeiçoar cada vez mais seus produtos, a Indústria de Calçados Emília trabalha incansavelmente em busca de novas tecnologias, mão de obra especializada, equipamentos de última geração e matéria-prima de alta qualidade. Cerca de 45 colaboradores produzem dois mil pares por dia de sandálias, que são vendidas em todo território nacional. Seus sócios buscam seguir as tendências da moda para produzir sandálias que conquiste o gosto dos clientes e, ao mesmo tempo, manter o preço atrativo. Nome da empresa: Indústria de Calçados Emília LTDA. Sócios: Ronny Cley, Sidney Libério, Carlos Alberto Marca: Emília e Eplin Tempo no mercado: 10 anos Produtos fabricados: Sandália feminina, masculina, infantil e baby Contatos: João José de Freitas, 380 - Nova Serrana/MG. www.sandaliasemilia.com.br - (37) 3226-2042

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empreendedorismo Por Cleiton Diniz

A difícil tarefa de empreender Tornar-se um empreendedor muitas vezes não é uma tarefa fácil. Na verdade, na maioria esmagadora dos casos, é muito difícil. Se você busca ser um empreendedor para ter uma vida mais tranquila, trabalhar menos ou apenas ganhar mais dinheiro, te aconselho, caia fora! Empreender é uma tarefa por vezes “dantesca”, que exige muito mais esforço e dedicação do que se você fosse um reles empregado. Mas quem disse que as grandes conquistas são fáceis? Se você busca ser empreendedor, construir sua história, saiba que esta não é uma tarefa fácil, que você vai sim pensar muitas vezes em desistir, principalmente nos momentos de cansaço e de dificuldade. Também é importante você saber que no inicio, provavelmente você terá menos dinheiro do que teria se con-

tinuasse sendo empregado de alguém. É isso que faz muitas pessoas não entrarem no empreendedorismo, ficando em sua zona de conforto, sem “arriscar”, como se a estabilidade fosse algo real. Neste ponto entramos na primeira diferença entre um empreendedor e uma pessoa “comum” (sim, por que o empreendedor nunca é igual à massa). Mas como Einstein disse em uma frase célebre “loucura é agir da mesma maneira e esperar resultados diferentes!” Isso deixa claro que empreender tem sim muitas dificuldades, muitas vezes você vai colocar todo este esforço em xeque e pensar se tudo vale a pena. Quem consegue passar por isso e manter o entusiasmo, é que obtém o sucesso como empreendedor. Imagine qualquer empreendedor de sucesso que você conhece. Ele já passou por dificuldades? Precisou trabalhar mais que os outros, pelo menos no começo? A resposta mais provável é sim. Uma frase de algum autor desconhecido ilustra isso tudo muito bem “Empreender é viver alguns anos da sua vida como a grande maioria não quer, para então viver o resto da sua vida como a maioria não pode.”

* Cleiton Diniz é Analista de sistemas apaixonado por empreendedorismo e tecnologia, Trabalha na web a 12 Anos com Gerenciamento de servidores web na empresa www.hgidc.com.br e responsável pelo Blog www.empreender.me”

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atendimento Por José Worcman

Conversas

paralelas Um crime para o atendimento

Você já se imaginou na fila do cinema pronto para ser atendido, com curiosidade sobre o filme, a sala de exibição, se o filme é dublado ou não, se ainda está em tempo de pegar o inicio do filme, quando surge uma conversa atravessada das atendentes do guichê? Ou mesmo em uma loja, esperando por atendimento quando surge a tal conversa paralela que não tem nada haver com a compra que você iria fazer?

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Pois é, situações como essa provam que conversas paralelas são um crime quando se trata de atendimento ao cliente e ao consumidor. Seja na sala de aula, durante uma reunião, um bate papo mais sério, conversas paralelas sempre atrapalharam. Não há nada mais desagradável e incômodo do que necessitar de atenção e ter algo provocando algum tipo de ruído na informação que o consumidor deseja obter e ainda ter que implorar por atenção.


atendimento

A conversa atravessada, aqueles comentários desnecessários dos funcionários sobre a quantidade de pessoas que ainda restam para atender, a vendedora que diz “que vontade de ir embora”, a conversa paralela sobre a briga com o namorado, mãe, tia ou filho, esses ruídos no momento de atender quem consome pode sim frustrar o consumidor, além de depreciar a venda, desfavorecer a loja e a marca. Enfim, causar uma série de consequências que ao final irão refletir intensamente no engajamento e na admiração do consumidor para com a marca. Claro, a ideia não é de que os atendentes e vendedores sejam engessados e sim que mantenham o foco da conversa com seu cliente. Se dirija a ele, converse com ele, dê atenção a ele, se volte para quem procura pelo atendimento. Essa recepção é a porta de entrada de fidelização do consumidor, então, as conversas alheias, paralelas, atravessadas e que não fazem parte do trabalho podem ficar para um segundo momento, até mesmo para que algo ruim do dia a dia não contamine o ambiente de trabalho e nem torne o problema pior do que já está. José Worcman é Sócio-Diretor da OnYou e diretor executivo da MSPA-LA, divisão latino-americana da Mystery Shopping Providers Association mundial.

“As conversas alheias, paralelas, atravessadas e que não fazem parte do trabalho podem ficar para um segundo momento” 84 - Risa


Informe publicitário

Verão 2015 Kildare Aposta na descontração das cores

A nova coleção da Kildare foca no homem moderno e contemporâneo

Com a chegada das temperaturas mais altas, a cartela de cores da Kildare entra no clima de descontração, trazendo à tona detalhes em tons mais intensos e com a cara do verão 2015. A atitude urbana se reflete na coleção da marca como forma de evidenciar o perfil do homem moderno e contemporâneo. Detalhes estratégicos, como solados, cadarços e acabamentos especiais, recebem nuances vermelhas, azuis, amarelas e verdes, que contracenam em plena harmonia com os neutros e terrosos. As referências coloridas dão vida a modelagens de tênis, mocassins, joggings, siders, abotinados e sapatos. Além de roubar a cena em adereços, os tons adornam cabedais e garantem peças com um visual despojado e alinhadas com os

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desejos do público masculino. Tendo a nobreza do couro como matéria-prima principal, os artigos evidenciam superfícies lisas ou acamurçadas, ressaltando inspirações rústicas e irreverentes, e prezando sempre pela sinergia entre estilo e conforto. EMPRESA – A Calçados Jacob S.A., detentora da marca Kildare, é uma das mais tradicionais indústrias brasileiras do setor calçadista, fundada em 22 de dezembro de 1928. A empresa possui unidades fabris em São Leopoldo (RS), Maratá (RS) e Cachoeira do Sul (RS), e matriz administrativa em Novo Hamburgo (RS), empregando no total 652 pessoas. Atuando em mais de 30 países, as exportações respondem por 15% dos negócios da companhia.


Negócios

Risa e Extra Calçados Parceria de

sucesso

Geraldo Rolim escolhe os produtos que vai comprar através da Revista Risa

O diretor da rede de lojas Extra Calçados descobriu na Revista Risa um jeito prático, rápido e eficiente de conhecer e comprar calçados em Nova Serrana Atualmente, os calçados produzidos no polo de Nova Serrana-MG são conhecidos em todo o Brasil. Tanto pelas autoridades mineiras, que reconhecem a pujança da indústria, como por lojistas, representantes e fabricantes de outros polos. Mas não foi sempre assim. Há 20 anos o setor era frágil e não tinha condições de disputar com indústrias com tradição na fabricação de sapatos. Com muito trabalho e vontade de crescer, os poucos empresários da cidade decidiram investir em matéria-pri-

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ma, maquinário e qualificação da mão de obra. Foi assim que os calçados de Nova Serrana começaram a entrar no mercado. Mas ainda faltava um meio que desse publicidade e notoriedade aos produtos, que apresentasse as empresas e os empresários de forma profissional, valorizando os detalhes dos calçados aos lojistas e representantes de todo o País. E foi com essa missão que nasceu a Revista Risa, de tornar conhecido o polo de Nova Serrana, alinhando-o com os demais e colocando-o na rota comercial de lojistas e representantes que viajam o Brasil em busca de calçados de qualidade e bom preço.


Negócios Exemplo que deu certo A história envolvendo um lojista do Maranhão, o polo de Nova Serrana e a Revista Risa ilustra muito bem essa parceria de sucesso que já é seguida por centenas de empresários. Há 32 anos, um lojista do estado do Maranhão chegava a Nova Serrana com o objetivo de comprar calçados e revendê-los em São Luiz. Nessa época, a indústria calçadista da cidade era formada por poucas e pequenas empresas, produtos mal feitos e pouca segurança. Além disso, não havia nenhum veículo de comunicação que pudesse dar publicidade aos produtos. Há 30 anos, quando o diretor da rede de lojas Extra Calçados, Geraldo Rolim, começou a comprar em Nova Serrana, os calçados, assim como as empresas e a cidade eram tão desconhecidas que, ao chegar na rodoviária de Belo Horizonte, ficou espantado em saber que ninguém sabia onde e como chegar no seu destino. Como as fábricas de calçados eram poucas e a qualidade dos produtos baixa, Geraldo tinha que visitar fábrica por fábrica até encontrar o que queria ou o que teria boa aceitação e saída em sua loja. “Sem um catálogo ou qualquer material que apresentasse tanto as empresas como os produtos ficava difícil comprar aqui”, conta. Mas com o tempo, não só os empresários de Nova Serrana começaram a despertar para a necessidade de evoluir em qualidade, mão de obra, design, acabamento e preço. A Extra Calçados também crescia e outras unidades eram inauguradas em São Luiz, aumentando ainda mais a demanda por calçados de Nova Serrana, que começavam a serem conhecidos em outros estados.

Risa Em ritmo acelerado de crescimento e produção, o polo calçadista de Nova Serrana precisava de um veículo que mostrasse seus produtos para representantes, lojistas e consumidores de calçados de todos os cantos do país. E foi com esse propósito que nasceu a Revista Risa, em 1998. A Risa Calçados tornou conhecido não só o polo de Nova Serrana como também toda a variedade do mix produzidos na cidade. “Eu conheço a Risa desde sua primeira edição. O setor calçadista de Nova Serrana ficou bem melhor com a Risa. Eu faço recortes da revista para facilitar na hora de visitar as fábricas e escolher quais produtos e quais modelos eu quero comprar”, revela Geraldo. A importância da Risa ultrapassa sua missão de tornar os produtos de Nova Serrana conhecidos. “Ela valoriza os calçados. Sempre tem anúncios bonitos, atraentes e com as referências que a gente precisa. Sem contar as matérias com conteúdos que nos deixam atualizados sobre o mercado, as estratégias de marketing, de vendas e de gestão. Eu sempre mostro a Risa para outras pessoas”, completa Rolim. Hoje, aos 65 anos e com experiência de sobra, Rolim, conhece o polo de Nova Serrana como a palma de suas mãos. “Visito pessoalmente fábrica por fábrica onde vou comprar”. E afirma, “os calçados de Nova Serrana melhoraram muito no acabamento, na durabilidade e no conforto. Além disso, as fábricas estão mais modernas e seguras. E, sem contar, que temos a Risa pra levar essas novidades a todo Brasil.

Extra Calçados A Extra Calçados é uma das maiores rede de lojas da capital do Maranhão. Especializada em calçados e artigos esportivos, cerca de 50% dos calçados vendidos nas lojas são produzidos em Nova Serrana. A rede tem 8 lojas espalhadas por São Luiz e comercializa de 30 a 50 mil pares por mês. Como braço direito na gerencia das lojas, Rolim conta com seu sócio e sobrinho Sebastião Vanderlan de Almeida Rolim. “Não seria nada sem ele”, confessa o lojista.

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Atmosfera urbana inspira campanha de verão 2015 da Be Forever Sem perder a irreverente delicadeza do público feminino, a campanha da Be Forever que apresenta o verão 2015 da marca aposta em uma atmosfera urbana inspirada nas belezas das grandes cidades. Cheio de atitude, o ensaio traz referências da tendência navy e aposta na riqueza das estampas. Como forma de representar a mulher jovem, divertida e moderna, que entende os acessórios como elementos indispensáveis para a correria do dia a dia, a campanha foi produzida em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Palco para grandes acontecimentos e negócios e, ao mesmo tempo, oferecendo o lazer e a descontração que a rotina pede, a cidade foi escolhida a dedo como o cenário perfeito para representar as clientes da Be Forever. Fotos Eduardo Carneiro Modelo Matine Hein da Silva Produção de moda do renomado Geco Nihchke Beleza de Thiago Costa Direção de criação da Equipe de Marketing e Desenvolvimento Rafitthy.

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anunciantes

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My Zon

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Bela e Arte

(37) 3225-0411

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Nesk

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Botinas Vaquejadas

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Onity

(37) 3226-5300

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Biker

(37) 3287-1756

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Pank

(37) 3226-1077

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Bugaloo

Anunciante

Anunciante

(37) 3225-0143

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Pé de Chulé

(37) 3287-1624

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Campu’s

(37) 3287-1256

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Pepita

(37) 3226-0650

15

Capelli

(16) 3722-2987

11

PKN

(37) 3226-4085

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Clovis

(11) 3327-3327

05

Polly Star

(16) 3727-7149

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Couromoda

(11) 3897-6100

89

RCA

(37) 3226-1353

45

Creek Design Stúdio

(16) 3877-8150

93

Reig

(37) 3287-1560

80

Daniel Calçados

(11) 2291-8773

23

Replay

(37) 3287-0279

65

Danguinho

(37) 3226-2736

09

Riccal

(37) 3226-5160

40

Danper

(37) 3288-1288

61

Risa

(37) 3226-3229

101

Drone

(37) 3227-1116

59

Roliman Juliet

(37) 3227-1210

47

Evydency

(37) 3225-0222

39

RKM

(37) 3226-2044

02

Frad

(11) 4220-4788

27

Scaleno

(37) 3226-2615

07

Gibizinho

(37) 3226-4672

17

Talya

(37) 3226-3660

37

Jet Crazy

(37) 3226-2990

21

Trento

(37) 3226-8070

103

(11) 2226-3109

91

JVP Calçados

(35) 3552-0231

41

Top de Estilismo

Kalcyella

(37) 3226-2470

25

Velluti

(37) 3228-0000

104

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(37) 3226-2027

69

Wilhans

(37) 3287-0055

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Kemer

(37) 3226-1606

35

Ynover

(37) 3226-2008

39

Kiko e Kuka

(37) 3226-6888

06

Zero Grau

(51) 3593-7889

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KitiKero

(37) 3225-9400

33

Zyller

(37) 3287-1745

73

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Risa Revista do Calcado 61  

Todo mundo tem sonhos, desejos e vontades. E a Risa Revista do Calcado vai te mostrar que enquanto alguns ficam mergulhados nos sonhos, outr...

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