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Índice

54 CAPA Beyoncé Edição especial de aniversário Tênis REKOBA (37) 3225-9999

16 20 26 66 70 74 102 104

Curiosidades

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Raridades

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O calçado antimonotonia

Sem medo de ser ridículo Aniversário da Risa Leva&traz Você sabia? Vitrines, o que você precisa saber Polo feminino Nova Serrana: o início

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Editorial

E parece que foi ontem A velocidade com que o tempo passa talvez seja consequência dos novos meios de comunicação. Evidentemente, é essa a nossa impressão, quando nos deparamos com os 15 anos da Revista Risa Calçados, um sonho iniciado no século passado que foi se consolidando aos poucos e hoje é uma realidade inquestionável. É muito bom pensar que estamos chegando à maioridade, conscientes de nossa parceria com o desenvolvimento não só de Nova Serrana e região, como também de toda a indústria calçadista brasileira. E assim se passaram 15 anos: muitas foram as conquistas, muito foi o aprendizado, muitas foram as noites insones. Mas, como diria o poeta, tudo

vale a pena se a alma não é pequena... e nosso sonho, hoje, é concreto: nossa sede própria é fruto de muito trabalho, perseverança e entusiasmo, sempre em busca da qualidade que norteia nossas publicações, hoje em número de três (Risa Calçados, Risa Comércio e Risa Máquinas e Componentes). Para marcar uma data tão significativa, fomos buscar, na capital dos mineiros, três dos melhores profissionais ligados ao setor de moda: a colunista Beth Barra, o produtor Zeca Perdigão e o estilista e também industrial Cellso Afonso. Eles nos deram o prazer de trazer aos nossos leitores o que há de mais moderno em matéria de editoriais de moda, no país. Na capa, abrilhantando esta edição

especial, está a diva pop Beyoncé, que certamente parará o Brasil em setembro, quando aqui aterriza para a abertura do Rock in Rio, dia 13/9. De quebra, dia 11 de setembro, a texana fará show no Mineirão, em Belo Horizonte. Detalhe: entre as exigências da pop star, papéis higiênicos todos na cor vermelha... Por fim, não poderíamos deixar de agradecer aos nossos leitores e anunciantes que, ao longo destes 15 anos, estiveram sempre ao nosso lado, dando o apoio e suporte necessários para que pudéssemos oferecer, sempre, produtos de qualidade. E também fica aqui meu agradecimento aos nossos colaboradores e equipe da Risa. Sem eles, nada disso teria sido possível. Que venham outros 15 anos. Ricardo Xavier

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Cartas

Caixa postal

RISA

Espaço reservado para você sugerir, criticar ou elogiar!

Mande sua carta para cartas@risanet.com.br Parabéns revista Risa Calçados! Espero ansioso pela edição do 15º aniversário. Sem dúvida o editorial sobre calçados está entre os melhores que conheço, com seu designer gráfico arrojado, texto acurado e edições sempre inovadoras. Helton Figueiredo Belo Horizonte/MG

Trabalho há 30 anos no setor calçadista como representante, quando vi surgir a Risa, eu pensei: porque ainda não existia uma revista como esta? Vocês vieram para encurtar as distâncias entre fabricantes e lojistas. Parabéns pelos 15 anos! Getúlio Cunha Porto Alegre/RS

Fui apresentado à revista Risa Calçados, sede em Nova Serrana, através de um amigo e, desde então, acompanho sempre todas as edições. É, sem dúvida, a melhor publicação no ramo de calçados do Brasil. Antônio Guimarães Belo Horizonte/MG

Comecei a anunciar na Risa, quando minha fábrica era em um pequeno barracão. Graças a Risa hoje estamos em um galpão próprio com mais de 600m2. Agradeço a Risa e ao Ricardo por nos ajudar no crescimento constante neste mercado competitivo! Parabéns a vocês da Risa. Mauro (Evidency) Nova Serrana/MG

Como toda mulher, adoro calçados! Eu sofro quando tenho que me desfazer de algum par da minha “coleção”. Eu me identifiquei muito com a edição “O vício das centopeias”. Esse perfil feminino da revista ajuda a entender o fetiche das mulheres por sapatos. Parabéns ao editor pela matéria! Priscilla Lêdo Ibiá/MG Confesso que não resisto a uma vitrine de sapatos. Longe de ser um acessório, os sapatos completam a feminilidade e elevam a autoestima. E não é só o produto que me fascina, mas tudo o que diz respeito a ele. Por isso, parabenizo a Revista Risa Calçados pelas matérias sobre o assunto. Gisele Alves Rio de Janeiro/RJ

Expediente

Compro na cidade de Nova Serrana já há uns 45 anos, tenho muitas amizades com os fabricantes da região, hoje temos que usar das ferramentas disponíveis para agilizar nosso negócio, uma delas é a Risa, simplesmente maravilhosa, com ela eu já me programo em quais fábricas vou visitar na cidade, já ligo para eles marcando, e falo que quero comprar aquele produto que está na revista. Sebastião Neto Governador Valadares/MG Sou cliente de algumas marcas de Nova Serrana, mas certo dia recebi a revista Risa em minha loja e reparei em um anúncio, que tinha muito tempo que o representante daquela mar-

Diretor Executivo Ricardo Xavier

Revisão João Hilário

Editor Chefe Henrique Leal (3665 Fenaj)

Criação Colaboradores Geraldo Gonçalves e Rafael Xavier Cássio, Fabiano, Fabíola, Hilário, Fotografia e tratamento Jean, Rui, André Azevedo Wesley e Wilson

Administrativo Andresa Santos

Assistente de Arte Fernanda Costa e Pedro Xavier

ca não me visitava, e os produtos estavam lindos. Fui logo ligando para a fábrica solicitando a nova coleção deles. Ainda bem que vocês apareceram no meu caminho, fiz ótimos negócios através das publicações da Risa. Gomes Fonseca Mococa/SP Um dia lendo uma matéria na Revista Risa, percebi a importância de se entregar no que estamos fazendo, com isso faço bem melhor minhas tarefas e me destaco dos outros de minha equipe. Obrigado por me darem mais força nos momentos complicados dos negócios. Maria Aparecida Cunha Fortaleza/CE Sou designer de calçados, fico com os olhos brilhando com a diagramação de vocês, sei como é complicado conciliar vários tipos de produtos em um pequeno espaço. A maneira que é distribuído as matérias, quebram os anúncios cheios de produtos. Parabéns a toda a equipe Risa. Ronaldo Barros São Paulo/SP Já anunciei em várias revistas do setor calçadista, até hoje eu recebo ligações somente dos anúncios publicados na Revista Risa, por isso vou continuar divulgando somente com vocês. Parabéns pelos 15 anos de sucesso! E que venham os próximos quinze. Celso (XByRio) Nova Serrana/MG

Banco de Dados Rogério Xavier Astra Informática Atendimento Nova Serrana/MG Miller Magno (37) 3226-3229

Franca/SP - (16) 3017-0007 Matriz Rua Rio Araguaia, 301 Amazonas Nova Serrana/MG Cep: 35519-000 atendimento@risanet.com.br

A Risa Revista do Calçado não se responsabiliza por conceitos emitidos nos anúncios, artigos assinados e nos informes publicitários.

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Curiosidade I I

Em cima dos saltos Um dos ícones do cinema em todos os tempos, Marilyn Monroe, conhecida por se equilibrar em saltos altíssimos, sempre declarou que as mulheres deveriam agradecer a quem inventou os saltos altos. Mas essa idolatria pelos “high heels” não nasceu nos anos 50. A procura por saltos perfeitos tem atravessado séculos.

XVIII, como uma marca de privilégio social. Só os ricos e bem nascidos podiam usá-los. Em 1800, os saltos descobriram a América, o cenário ideal para crescerem ainda mais. Em 1955, o desenhista de sapatos francês Roger Vivier criou para o costureiro francês Christian Dior o salto agulha, tão fino que exigia uma estrutura de ferro para não quebrar. Desde então, para o desespero dos ortopedistas, os saltos não pararam de aumentar na importância e nos centímetros, evoluindo para muitas outras opções de design. Indecência Durante os anos 1930 e 1940, os sapatos de dia que mostrassem os dedos dos pés eram considerados indecentes. Imaginem isso nos dias de hoje, com as sandálias Havaianas espalhando-se mundo afora? Entrar de sola E quem nunca ouviu a expressão “entrar de sola”? Sabe de onde isso remonta? Os egípcios e os romanos desenhavam as caras dos seus inimigos nas solas das sandálias para que pudessem literalmente pisá-los. Uma demonstração de poder e humilhação que serve de fetiche, até hoje, para os adeptos de práticas sexuais pouco ortodoxas.

O formato estileto ou agulha, preferido da estrela de “Quanto mais quente, melhor” e “O Pecado mora ao lado”, é um dos responsáveis pelo seu sucesso como símbolo sensual. Na verdade, trata-se de um desenho novo se lembrarmos que os mais antigos saltos, descobertos em tumbas egípcias, datam de 1.000 a.C!!! Importados de Paris A invenção do salto alto próximo

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ao que se conhece hoje é atribuída a Catarina de Médici. Filha de uma distinta família italiana de Florença, ela foi a Paris para se casar com o futuro Henry II da França. Por ser pequena, carregou na bagagem vários sapatos feitos por um artesão italiano com saltos que a deixava mais alta. A novidade virou moda na aristocracia francesa, fazendo homens e mulheres subirem literalmente “no salto”, durante os séculos XVII e

Coração em ponta Na França, antes do casamento, o costume era que o noivo fizesse o sapato para sua futura esposa. Quanto mais alta era a ponta, maior era o amor dele por sua amada. Faraós As sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro ou de fibra de palmeira e era comum andar descalço e carregar as sandálias usando-as apenas quando necessário. Já os gregos chegaram a lançar moda, como a de modelos diferentes para os pés direito e esquerdo.


Curiosidade II

A rasteirinha Havaianas é um dos ícones do Brasil Quem tem o costume de viajar para o exterior, conhece bem a história: tem sempre alguém que conhece alguém que está esperando no aeroporto o pacote da tia... e, neste “pacote”, invariavelmente tem café, feijão, goiabada, guaraná em pó, sabonete Phebo e um ou mais pares de sandálias Havaianas. A verdade é que Havaianas virou sinônimo de Brasil. E isso desde 1962, quando a primeira sandália surgiu, inspirada em uma típica sandália japonesa chamada Zori, feita com tiras em tecido e solado de palha de arroz (por essa razão, seu solado de borracha possui uma textura que reproduz grãos de arroz). E passam-se os anos, sucesso crescente: em 1970, era criado o famoso slogan “Havaianas, as legítimas”, aquelas que “Não deformam, não soltam as tiras e não tem cheiro.” A partir do final dos anos 90, foram criadas novas estam-

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pas, cores e modelos, até mesmo para quem mal tinha aprendido a andar... as Havaianas Baby. Em 1998, Para a Copa do Mundo, foi lançado um novo modelo de Havaianas, com uma pequena bandeira do Brasil na tira. Essa sandália logo se tornou objeto de desejo no exterior e motivo de orgulho para os brasileiros. Já em 2000, a sandália se internacionaliza; estrangeiros compram no Brasil e levam para seus países. Hoje, podem ser encontradas em mais de 60 países. A partir de 2003, a Havaianas participa do Oscar, presenteando cada um dos indicados com sandálias exclusivas. E, como os diamantes são eternos, as sandálias brasileiras também. Em 2004, foi lançada uma edição especial assinada pela joalheria H.Stern, com acabamento em ouro 18K e diamantes. Um luxo só!!!


Século XXI

Zeca Perdigão

Sem medo

de ser ridículo

Zeca Perdigão é um dos mais prestigiados, autênticos e incensados estilistas de moda da capital de Minas Gerais. Autor de um estilo próprio, inconfundível, especial e irônico, aceitou nosso convite para esse mini editorial de moda, onde apresenta algumas novidades que, certamente, estarão nas passarelas e também nos pés das cinderelas de plantão. (Henrique Leal).

Se solte na linha retrô! Os sapatos sempre foram objetos de desejo e puro fetiche; agora mais do que nunca, a moda das bag bolsas passou e eles estão agora no auge, são vários estilos e você pode descobrir o seu. Não tenha medo de arriscar,vale tudo: afinal, moda é para quem não tem medo de ser ridículo!!! Podem ser loucos, exagerados ou estranhos, tem um pé para cada um, grandes marcas estão investindo muito em estilos diversos. Prada lançou plataformas, bem

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no estilo gueixas; Christian Dior apresenta outro, que parece que você não está usando um sapato, ele some nos pés... Sapatilhas coloridas, estampas de animal, brilhos e cores, para que sua roupa fique mais valorizada. Sapato velho com roupa nova, não rola; roupa velha com sapato novo, valoriza a roupa... Se solte na linha retrô... eles são tudo!!!! punks tacheados, cores e audácias, é assim que se faz moda!!!


Vaticano

Sapataria do Papa

A pequena sapataria situada no número 30 da via del Falco, ao lado do Vaticano, pode passar despercebida por quem percorre as ruas da região em busca das grandes atrações turísticas. Mas para os comerciantes da área e para um público seleto formado por padres, bispos e cardeais, desde a aclamação de Bento 16 como sumo pontífice em 2005, o local ficou famoso e ganhou a apelido de “sapataria do papa”. Proprietário e único funcionário do lugar, o peruano Antonio Arellano, de 43 anos - que vive na Itália há mais de 20 anos -, enche-se de orgulho ao contar que começou a calçar os pés do agora papa emérito quando ele ainda era apenas o cardeal Joseph Ratzinger, em 1998. “Comecei a fazer sapatos sob medida e, pouco a pouco, a congregação dos monges e os cardeais começaram a me procurar. Um dia, Bento 16 veio aqui e fez uma encomenda”, diz Arellano. O peruano lembra de como ficou feliz quando soube da escolha de Ratzinger para o papado. “Eu falava para todos que ele era meu cliente.” Os até então sapatos pretos feitos na oficina da via Del Faco parecem ter encantado tanto o alemão que, após virar papa, ele continuou encomendando pares para seus pés de número 42 no local. Além dos famosos sapatos vermelhos, Arellano diz também ser responsável pelas pantufas usadas nos momentos de descanso do pontificado e por reparos em outros calçados. “Ele não apareceu mais aqui depois que virou papa, mas mandou funcionários encomendarem.” O mais curioso é que, antes de ficarem conhecidos em todo o mundo, os sapatos de Aurellano chegaram a ser confundidos com os da marca Prada. A informação chegou a ser veiculada em jornais americanos e a Igreja Católica precisou negar publicamente que os calçados usados pelo sumo pontífice fossem da grife italiana. A polêmica trouxe ainda mais fama para a pequena sapataria do peruano, que não revela o preço dos pares feitos para o papa por uma “questão de ética”. Embora não fale em valores, o artesão confirma que o cliente importante fez aumentar o faturamento de seu negócio. Tanto que aguarda ansioso para deixar de ser apenas o sapateiro de Bento 16 e tornar-se também o sapateiro do papa Francisco. “Eu espero que ele me procure. Ficarei honrado”, diz.

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Aniversário

Por Henrique Leal

No embalo dos 15 anos

Para quem não se lembra, a palavra debutante era usada para designar a adolescente que completava seus quinze anos de idade. A palavra vem do francês debutante, que significa iniciante ou estreante. O baile de debutantes era, então, um rito de passagem, ao qual as jovens eram submetidas, em uma linda festa de comemoração, onde ela seria apresentada oficialmente à sociedade, começando assim uma nova fase de sua vida. A partir do seu “début”, a jovem moça passava a frequentar reuniões sociais, a usar roupas mais adultas e tinha permissão para namorar. Normalmente, na recepção dos convidados, a garota usava um belo vestido, e depois, à meia-noite, dançava uma valsa com o pai; tudo para representar que ela deixava de ser menina para se tornar uma mulher. O baile de debutantes ainda hoje frequenta o imaginário feminino, com enormes variações, mas com o mesmo significado: um ritual de passagem. Assim, é com o mesmo sentimento de entusiasmo que a Revista Risa Calçados chega aos seus 15 anos, uma menina-moça que tem muito ainda pela frente, mas que já pode se dar ao luxo de dançar conforme a música: no ritmo do sucesso, da competência, do profissionalismo e da certeza do dever cumprido. Que venham outros 15 anos, e assim sucessivamente, é o que esperam todos aqueles que têm no polo calçadista de Nova Serrana sua identidade, e aqui trabalham, criando oportunidades que colocam a cidade entre as mais prósperas do estado de Minas Gerais, e também do país.

O mistério do sucesso Dizem que sucesso é pra quem pode. E nem todo mundo consegue. Os fatores que levam ao famigerado sucesso são por todos conhecidos: muito trabalho, esforço, persistência, profissionalismo, educação no trato com o próximo, uma boa dose de sorte, e, por que não? uma pitada de loucura. E, por vezes, mesmo assim, o fracasso bate à porta. O que nos leva a seguinte conclusão: o sucesso tem seus mistérios, seus meandros... nenhuma fórmula mágica, nenhuma receita de bolo. Sabe-se, aparentemente, como ele é. Mas pode-se chegar a ele (ou não), das mais diversas formas. Ricardo Xavier Corgosinho nasceu na cidade mineira de Bom Despacho, em 1971 e, já aos 18 anos, partia para a capital Belo Horizonte em busca de novas oportunidades. Como sempre

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gostou muito de mexer com computadores, prestou vestibular para o curso de Sistemas de Informação. Com o tempo, e precisando trabalhar para se manter na capital (“nunca tive berço de ouro; meus pais sempre lutaram com dificuldade para educar os filhos”), Ricardo foi chamado por um amigo para fazer um treinamento em uma agência de publicidade. Daí em diante, passou a fazer trabalhos diversos na computação e, para ajudar no orçamento, dava aulas particulares. Convidado, pouco tempo depois, para vir para Nova Serrana, o empresário viu na cidade do centro-oeste mineiro não só um desafio, mas também a certeza de que a cidade tinha tudo para tornar-se o grande polo do calçado nacional que é hoje. “Vim a pedido do amigo e médico Caio Túlio

Andrade e, em 1998, após conversar com alguns empresários, fundei a Revista Risa”, recorda ele. Estabelecido na cidade, tem quatro filhos (Rafael, Pedro, Miguel e o caçula Henrique), é casado com Leidiane Xavier e, hoje, é um dos empresários mais proeminentes da região. A partir daí, fez-se a história: em meados de 1998 nascia a Revista Risa Calçados, com apenas 20 páginas. A revista logo cresceu e passou a circular em todo o Brasil, chegando a 308 páginas. Uma das publicações mais antigas em circulação na região Centro -Oeste de Minas, a Risa Editora possui hoje três revistas segmentadas: uma voltada aos lojistas (Risa Calçados), outra para os fabricantes (Risa Máquinas e Componentes) e uma direcionada ao Comércio regional (Risa Comércio).


Aniversário

Os primeiros

exemplares O primeiro exemplar da Revista Risa, em 1998, foi intitulado como “Risa Agenda do Calçado”. A publicação trouxe um pequeno texto sobre a cidade de Nova Serrana e a divulgação de algumas empresas de calçados instaladas no município e região, como, Korra, Refil, Scaleno, Via Vip, entre outras. Muitas que já nem existem mais. Já a segunda edição da Revista Risa, publicada já em 1999, contou com 24 páginas e teve editorial redigido pelo diretor da revista. Vale lembrar que a primeira atriz a estampar suas capas foi Danielle Winits, na edição n. 5, de novembro de 2000. E que a edição n. 6, estampada pela cantora Sandy, fez enorme sucesso na Couromoda de 2001. Sem falar que empresas como TipToe, Ferracini, Ricsen expuseram suas marcas na “Risa Agenda do Calçado”. Algumas empresas estão com a Risa desde a primeira edição. É o caso das marcas Scaleno, e Via Vip. “São 15 anos de uma bela e vitoriosa história. É a realização de um sonho: gerar ne-

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gócios e valorizar as marcas de Nova Serrana para o Brasil”, diz o fundador. Ele vai mais além: “hoje, aos 15 anos de vida, contamos com mais de 60 mil leitores; nossas revistas tem circulação trimestral, com mais de 40 mil exemplares, o que as colocam entre as maiores do país”, exalta Ricardo, para quem o crescimento extraordinário e constante da Risa, desde a sua criação, “é resultado do trabalho de um afinado time de profissionais, que vai do comercial, passando pela redação, indo até a publicidade, contando ainda com o apoio de empresas comprometidas em produzir e distribuir a revista”. Segundo ele, “de todos os números vencedores, o que mais nos gratifica é o que aponta a confiança dos leitores na revista; mais de 95% deles aprovam o nosso trabalho que, diga-se de passagem, é realizado com muito carinho e profissionalismo”. Em abril de 2005, a Risa inova mais uma vez, ao lançar a Revista Máquinas e Componentes, publicação que traz conteúdo relacionado ao setor calça-

dista, com ênfase nas novidades em equipamentos. Com textos e artigos voltados a empresários e fabricantes de todo o país, a revista circula a cada três meses. Além de mostrar os modelos que possam servir de inspiração aos empresários do setor, a Risa Máquinas e Componentes possui um leque de maquinários e materiais que podem ser usados na produção de calçados de qualidade. E, sem perder o foco e apostando, mais uma vez, no desenvolvimento sócio-econômico da cidade, Xavier lança, em janeiro de 2006, a Revista NS, hoje Revista Risa Comércio, publicação voltada ao comércio local e regional. A publicação está em sua edição de número 20. Como se não bastasse, sempre investindo forte em novas tecnologias, foi criado o site da Risa, onde é possível ler as revistas através do endereço eletrônico www. risanet.com.br e, mais recentemente a Fan Page, cujo endereço é www.facebook.com/revistarisa. Outra ferramenta de divulgação é o Twiter.


Aniversário

A repercussão dos empresários Na edição em que a Risa Calçados comemora seus 15 anos, fomos buscar alguns exemplos de sucesso também no setor do empresariado, que sempre nos apoiou e que mantém parceria constante no desenvolvimento não só de nossa empresa, como também do país. Sem o apoio incondicional do setor, não chegaríamos ao número impressionante de quase um milhão de revistas ao longo destes anos de muito trabalho, conquistas e realizações. Pepita E um destes parceiros que sempre esteve ao lado da Editora Risa é João Batista Donizete de Brito, diretor e proprietário da Calçados Pepita, uma empresa que há 10 anos, desde a sua fundação, anuncia em nossas publicações, ininterruptamente. “Trabalhava como empregado, era um ótimo funcionário e resolvi abrir meu próprio negócio, pois sabia comprar e vender bem”, relembra João, para quem o segredo do sucesso está em “cair fora dos maus pagadores, dos impostos muito altos e procurar sempre fazer o melhor, com honestidade”. Segundo o empresário, a Pepita tem hoje perto de 50 funcionários e a previsão para 2013 é produzir 3500 calçados/pares por dia. Para ele, seria ótimo se houvesse uma redução na alíquota dos impostos para alavancar o setor. “Com certeza, isso facilitaria nosso negócio, que deverá melhorar muito com os eventos internacionais, como a Copa do Mundo”, admite ele, que quer investir em produtos populares, como as “sandálias rasteirinhas, em todas as estações”. Para o empresário, “nossa parceria com a Risa está completando 10 anos de muito sucesso; anunciamos

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em todas as edições da revista e, através dela, muitas portas foram abertas. A revista está de parabéns”, encerra João Batista. Aeros Outra parceira de sucesso é a Aeros, há quase 20 anos no mercado, atualmente com 45 funcionários e 1000 pares/calçados produzidos por dia. “Começamos com 12 pares”, exalta Valdenei Otaviano da Costa, diretor e proprietário, que hoje produz calçados esportivos (tênis adulto, masculino, feminino e infantil) para todo o território nacional. “Vamos seguir as tendências em nylon colorido, não deixando escapar a beleza, conforto e qualidade”, destaca ele, em relação às novidades para o ano, quando espera um crescimento de, pelo menos, 20% na marca. “A parceria com a Risa foi e é essencial para o desenvolvimento e crescimento de nossa empresa”, comemora o empresário. Wilhans De igual forma, a calçados Wilhans tem, na parceria com a Risa, um dos pilares de seu sucesso. “Anunciar na revista traz bons resultados, sempre recebo ligações originadas pela publicação”, admite o proprietário Celso Rodrigues dos Santos Junior que, desde 2004, está à frente da empresa de tênis de corrida, adulto e infantil, com 20 funcionários e produção/dia de 500 pares/calçados. Com comercialização em todo o Brasil, a empresa aposta nos tênis com cores diferenciadas e espera aumentar consideravelmente a produção para o próximo ano. “Queremos conseguir novos mercados, tanto internos quanto externamente”, adiante Celso.

Brenda Gilson Max da Silva, proprietário da Brenda Calçados, está no mercado há 8 anos e, atualmente, a empresa tem 16 funcionários, com produção/ dia de 500 pares/calçados. “Nossos produtos são voltados para esportes como caminhadas, e produzimos para todo o Brasil tênis masculinos, femininos e infantis”, adianta ele, para quem a expectativa é a melhor possível para os próximos anos. “A cada ano estamos investindo mais na melhoria dos nossos produtos e a parceria com a Risa é muito importante, já que a propaganda é a alma do negócio e, como a Revista é distribuída em todo o Brasil, isso ajuda muito”, finaliza o diretor. Rayon Fundada em 1999, atualmente com 40 funcionários e 1000 pares de calçados produção/dia, a Rayon é outra empresa de produtos esportivos, com destaque para o tênis masculino, feminino, casual e chuteiras. Sua distribuição é em todo o Brasil, principalmente no nordeste. “Os produtos da nova coleção tem como principal novidade o visual arrojado e o uso de materiais mais leves”, destaca Rodolfo Israel Santos, diretor proprietário, ao lado de Cláudio Israel Chagas. Segundo ele, a perspectiva para os próximos anos “é excelente, pois a coleção foi muito bem desenvolvida”. Em relação aos 15 anos da Risa, o diretor é taxativo: “Um excelente trabalho nestes anos todos; não só acompanho, como faço parte e sei da importância da revista para o nosso polo calçadista. A parceria com a Risa é sempre bem-vinda, devido às oportunidades de novas conquistas que ela traz para a nossa empresa”.


Aniversário

Na qualidade,

a diferença

Sempre preocupado em levar as novidades do setor calçadista aos seus leitores e anunciantes, a Risa participa das principais feiras do setor calçadista realizado no país. “Temos estande próprio; fazemos a distribuição gratuita da revista nestas feiras, onde visamos destacar nossos anunciantes junto aos visitantes”, diz. “Durante estes eventos, em nosso estande, concretizamos inúmeros negócios através dos visitantes que conheceram a revista durante sua passagem pelas feiras e para quem tem interesse em receber as próximas edições em sua casa ou empresa”, comemora. Outro grande diferencial dos produtos da Risa sempre foram as capas com modelos e atrizes renomadas no Brasil e também do mundo, e, entre as beldades que já abrilhantaram os produtos Risa, destacam-se: as atrizes Flávia Alessandra, Bruna Marquezine, Mariana Ximenes, Angelina Jolie, Paloma Bernardi, Natália Dil, Ana Carolina Dias e, recentemente, Roberta Almeida; as cantoras Cláudia Leite, Madonna, Ivete Sangalo, Paula Toller, e Shakira e, como não poderia deixar de ser, nossa top model interplanetária, Gisele Bündchen, para citar algumas tops. Desde a primeira edição, a editora já entregou mais de um milhão de revistas para o Brasil inteiro. “Com publicações segmentadas, nossas revistas falam diretamente com o seu público. E não podemos esquecer que várias empresas estão migrando ou abrindo filiais em Nova Serrana, de olho nas inúmeras oportunidades que a Capital Nacional do Calçado Esportivo oferece. Nossa cidade é um dos municípios que mais cresce em Minas Gerais. Uma reportagem publicada pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, destaca que Nova Serrana é a terceira melhor cidade do Brasil para se investir, dentre os municípios com até 100 mil habitantes. Ao todo, são mais de mil fábricas de calçados no polo”, finaliza o empresário, ao comemorar seus primeiros 15 anos de sucesso. Vale lembrar que a BR 262, que passa dentro do polo e liga o município a BH, Vitória, Brasília e RJ, atrai investidores para Nova Serrana,

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devido a facilidade de transporte e a excelente condição de tráfego da rodovia, duplicada entre Contagem e a cidade. A Risa, uma empresa sólida e respeitada em todo o Brasil, tem orgulho de ter sede própria em Nova Serrana, e o respeito e a satisfação das empresas anunciantes em nossas páginas, consideradas as mais procuradas pelas indústrias e pelos leitores. Os veículos de comunicação se multiplicam e trazem com todas as mudanças do mercado a necessidade de discernimento sobre quais as melhores mídias para divulgar cada tipo de produto. O interessante é que quando se trata de revistas, as vantagens são muitas e possibilitam um retorno bastante significativo para quem anuncia. De acordo com artigo publicado pela Associação Nacional de Editores de Revistas, “elas tornam-se imbatíveis par atingir o público certo de maneira exata e de modo eficiente e objetivo. Há uma revista certa para cada tipo de consumidor e há um consumidor certo para cada tipo de revista”. A Risa está neste pilar: com publicações segmentadas, “fala” diretamente com o seu público e garante que ele entenda a mensagem que sua empresa quer transmitir. Anunciando de forma contínua e eficaz, você transforma em número de vendas cada anúncio publicado.

O criador e a criação


Curiosidade I

Você sabia?

Na cultura Iorubá, o nível de realeza era indicado pela quantidade de contas e padrões nas botas. Maria Antonieta tinha 500 pares de sapatos e um empregado cujo único trabalho era catalogar os pares por cor, data e estilo. Os tamancos de madeira holandeses eram usados para tampar os buracos onde se colocavam os bulbos de tulipa; Na China, usavam-se plataformas altíssimas para catar laranjas; No auge do período Vitoriano na Inglaterra, as mulheres deviam usar saias que tocavam o chão e botas de cano alto para que nenhum pedaço de carne ficasse descoberto; Foi somente entre 1801 e 1822 que foram feitos, na Filadélfia, nos Estados Unidos, os primeiros pares de sapato com pé direito e pé esquerdo. Antes o molde era o mesmo para os dois lados. Os aborígenes australianos que andavam descalços davam aos seus carrascos sapatos de cabelos humanos e penas de ema para que eles não fossem reconhecidos. Depois de ficar fora de moda por quase mil anos, as sandálias caíram no gosto das mulheres nos anos 1920. Pelo menos 88% das mulheres já compraram alguma vez sapatos um número menor do que o tamanho do seu pé. Na Hungria, o noivo faz um brinde à noiva e bebe de seu sapato. Na China, um dos sapatos vermelhos da noiva é jogado do teto da casa para garantir a felicidade do casal; Nos EUA, sapatos são amarrados atrás do carro dos noivos para lembrar os dias em que o pai dava ao noivo um sapato da filha como um símbolo de troca de protetor. Quando escreveu “O Mágico de Oz”, no começo do século 20, L. Frank Baum imaginou sapatos prateados para Dorothy. Foi o roteirista do filme, Noel Langley, que os transformou nos sapatos de rubi, já que a cor prata não iria se destacar tanto na telona. Seis pares foram feitos para o filme e quatro ainda existem. Um deles está no museu Smithsonian e outro nos estúdios Disney/MGM. Um outro par foi vendido em um leilão da Christie’s por U$165 mil.

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Consumo

Criança também quer moda! Nos 15 anos de aniversário da Revista Risa, não poderíamos deixar de lado um dos setores que mais cresce na preferência popular: o de calçados infantis. Foi-se o tempo em que cada criança tinha um sapato para “ver Deus”, normalmente utilizado nas missas de domingo, e outro para o dia a dia. Hoje, o público infantil está cada dia mais exigente, fashion e antenado com as novidades, e coleções de estilistas frequentam as passarelas do mundo todo para atender tal demanda. E, como sempre acontece, passado o Dia dos Namorados e, após o Dia dos Pais, em agosto, vem aí o Dia das Crianças, em 12 de outubro. Portanto, já é hora de nossos lojistas começarem a comprar as novidades que estarão nas prateleiras no mês dedicado às crianças de todas as idades. Danguinho Uma empresa de Nova Serrana que também faz aniversário é a Danguinho que, em 2013, atinge a sua “maioridade”, completando seus 18 anos. “O sucesso da nossa empresa parte inicialmente da nossa gestão familiar, do nosso comprometimento, de sempre querer realizar o melhor para todas as

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partes envolvidas na nossa empresa”, diz Zilá Camilo Silva que, ao lado do marido Geraldo Moreira da Silva e do filho Dyan, dirige a empresa. Segundo ela, “a empresa é pequena, mas consegue atender a grandes clientes com competitividade e excelência, com produtos que acompanham as tendências, e inovação sempre dinâmica, o que caracteriza uma gestão inovadora e enxuta. A confiança que adquirimos durante esses 18 anos, o trabalho sério, dedicado, as amizades e parcerias que sempre resultaram em negócios produtivos e saudáveis, é esse o sucesso da Danguinho”. A empresa, relembra Zilá, surgiu de uma demanda pouco explorada na época, a do segmento infantil em Nova Serrana. Percebendo isso, os sócios começaram devagar em um pequeno galpão com a produção 60 pares/dia. As dificuldades foram muitas, mas a demanda só crescia. “O dinheiro era pouco para investir, maquinário também não proporcionava as facilidades atuais, o serviço era feito quase que de forma artesanal. Com o tempo, economia e dedicação, conseguimos avançar com os pés no chão e hoje nos mantemos como uma empresa independente e saudável”.

Segundo Zilá a Danguinho tem perspectiva de crescimento melhor possível, com uma equipe de vendas bem estruturada, produtos que atendem às exigências do mercado, além de uma estrutura nova “que nos possibilitou um aumento organizacional e produtivo, mesmo com o mercado altamente competitivo, o que faz com que todas as empresas apertem os cintos e evitem gastos e despesas desnecessárias”. Entre as novidades para o setor, que já se prepara para o verão 2014, Zilá destaca a utilização de estampas florais e corais, e promete várias novidades em seus produtos. “Creio que Nova Serrana está se tornando um polo dinâmico, temos produtos masculinos, femininos, infantis, de variados preços e qualidades; claro que se compararmos o setor infantil com o número de empresas do segmento feminino, perdemos, mas quem produz infantil sabe que esse mercado é muito competitivo e talvez mais complicado que o feminino. Ainda assim, podemos afirmar que Nova Serrana não é somente a Capital Nacional dos Calçados Esportivos, mas um polo diversificado, onde é possível se fechar várias compras em um só lugar”.


Consumo

Via Vip Ao completar 17 anos, a Via Vip também é uma empresa de Nova Serrana dedicada ao setor infantil. Tendo à frente o casal Cintia Costa Soares e Antônio de Deus Soares, tem como “receita de sucesso” o trabalho de 12 a 14 horas por dia e “uma boa dose de otimismo, dedicação e persistência”, segundo a proprietária Cintia. Fundada em março de 1996, iniciou sua produção com 120 pares/dia e, já em 1999, produzia 1200 pares/dia. No ano de 2000, o casal Antônio e Cintia decidiram unir suas forças, se tornaram sócios e a empresa foi transferida para o atual endereço. A partir de então, investindo sempre em novas tecnologias, a empresa cresceu e, além do tênis, incluiu em sua linha de produção sandálias, sapatilhas, botas, papetes e sapatênis. Atualmente, com 330 colaboradores, a empresa produz, em média, 6 mil pares de sapatos/dia. “Todas as ações direcionam a empresa e seus funcionários, garantindo sempre um excelente padrão de qualidade de seus produtos, reafirmando-se como empresa sólida, segura e eficiente, com visão de futuro”, destaca Cintia, que estará apresentando na Francal 2014, que acontece em julho próximo, em São Paulo, uma “coleção diversificada, alegre e contagiante.

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Bodas de prata

Minipé comemora 25 anos Aqui em Nova Serrana uma empresa é destaque na fabricação de calçados infantis, qual seja a Minipé, uma empresa que completa este ano 25 anos de muito trabalho, sucesso e crescimento. Para falar sobre o sucesso da empresa, fomos entrevistar Gustavo Fernandes Lacerda, um dos diretores. Segundo ele, a receita do sucesso é “ter sempre Deus na frente, muito trabalho, honestidade e humildade, olhando sempre o bem do próximo”. Fundada em junho de 1988 por Gilvando José de Lacerda (Baixinho) e seu ex-sócio Jamir Emidio, a Minipé começou fabricando 36 pares/dia de tênis infantil. “Passamos por vários planos de governo, mas graças a Deus superamos as dificuldades e seguimos em frente”, relembra Gustavo, que continua: “no final de 2003, a sociedade terminou porque Gilvando iria trabalhar com seus filhos. Em 2004 iniciamos uma nova batalha, com Gilvando, sua esposa Marta e seus filhos Gilmar, Edmar e Gustavo”. Por essa época, admite o diretor, a produção não ultrapassava 300 pares/dia. Para alavancar ainda mais os negócios, a Minipé investiu pesado em modelagem, tecnologia, conforto e qualidade,e foi alcançando novos mercados. “As crianças aceitaram bem o tênis Minipé porque é produzido com muito amor, carinho e atenção; com isso, a marca passou a ser conhecida em todo o Brasil e, atualmente, nossa produção é de cerca de 300.000 pares/ano. Esta-

O pai Gilvando Lacerda e os filhos Gilmar e Gustavo

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Bodas de prata

mos sempre inovando e acompanhando as exigências do mercado. Temos uma cartela de produtos diversificada e priorizamos a qualidade, pontualidade na entrega e a satisfação do cliente”, explica o diretor. Verão 2014 Para ele, “a Minipé é uma empresa sustentável, que se preocupa sempre com o meio ambiente, utilizando-se de técnicas de reciclagem e destinação correta dos seus resíduos; nos preocupamos também com a qualidade de vida dos nossos funcionários, que trabalham com prazer em um ambiente limpo e saudável”. Segundo Gustavo, “nosso público continua sendo somente o infantil e, para o ano, as perspectivas são as melhores possíveis. “Temos orgulho de estar no mercado há 25 anos, calçando o futuro do Brasil. A perspectiva para o ano é das melhores. Este tem sido um ano muito bom e, com produtos inovadores, esperamos um crescimento significativo nas vendas. Somos uma empresa familiar, todos unidos em um único objetivo, renovando sempre. À frente da empresa estão Gilvando e sua esposa Marta, os filhos Gilmar, Edmar e Gustavo e sua afilhada Fabiane”. E Gustavo completa: “a tendência do mercado para o ano é o solado em EVA, que é leve e confortável, com cores vibrantes para o verão”.

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Modernidade

Tendências, vá entender! Vira e mexe, entra número e sai número, a gente sempre se depara com alguma publicação de revista, como a Risa Calçados, exaltando esta ou aquela tendência da moda. Mas raramente paramos para pensar o que vem a ser isso, ou de onde saem esta ou aquela ideia sempre inovadora dos estilistas e pessoas ligadas ao milionário mundo da moda.

Então, mãos à obra: pode-se definir tendências como sendo formas de comportamento que se desenvolvem entre uma grande quantidade de pessoas e são seguidas com entusiasmo coletivamente por um período de tempo, curto ou longo. Diz-se, no linguajar comum, que “a moda pega” quando o número de pessoas que se utilizam dela (das tendências) é crescente, aumenta repentinamente. Nesse tocante, as novelas de TV têm um papel de destaque no imaginário tupiniquim: quem não se lembra dos turbantes da Viúva Porcina em

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“Roque Santeiro”? ou das meias de lurex hipercoloridas que a estonteante Sônia Braga usava em “Dancing Days”? do corte de cabelo “Joãozinho”, com o qual a pimentinha Elis Regina virou capa de todas as revistas do país, tamanho o escândalo, na época? ou a moda dark, oriunda dos saltitantes vampiros de “Vamp”? e, mais recentemente, os camisões estampados da delegada Helô, em “Salve Jorge”? Embora o termo “tendência” possa ser utilizado lado a lado com “moda”, moda é geralmente considerada como um comportamento

que tende a desaparecer igualmente rápido quando a percepção de novidade desaparece (ou ao término de uma novela, por exemplo...), ao passo que tendência é um comportamento que evolui para uma mudança relativamente permanente. As tendências, a bem da verdade, vêm dos ciclos da moda resultantes do ritmo do mercado consumista em lojas de todo o mundo. É ampla, globalizada e determinante. Uma calça jeans é um bom exemplo disso. E como ocorre esse verdadeiro milagre que, da noite para o dia, infesta


Modernidade as vitrines do planeta com determinada cor (recentemente, o roxo era pule de dez?). São feitas pesquisas de acordo com o consumo, análise de valores de produtos e desejos; junte-se a isso fatores políticos e econômicos, a criatividade (absurda) dos estilistas em geral, a música e até o tempo... Na verdade, as tendências podem aparecer a partir de várias coisas, desde ídolos, personagens, culturas ou costumes. Para o consumidor, o importante são as novidades e os lançamentos que devem atender aquilo que cada um está procurando. Ou seja: é uma via de mão dupla: de um lado, a indústria, ávida pelo consumo desenfreado, e de outro o grande público, sempre afeito às novidades. E como ocorre essa transformação? Através da produção dos desfiles de moda, para que as pessoas assistam e consigam sentir o que aquelas peças representam, ou qual a sua influência. É aí que entram os grandes

Livro sobre a “Pimentinha” é distribuído em escolas públicas do país Quem é eterna, jamais sai de moda. O livro “Viva Elis”, recentemente lançado pela editora Master Books, é a mais nova biografia da cantora Elis Regina (1945-1982). O livro, escrito por Allen Guimarães (também curador da mostra de mesmo nome, Viva Elis, que está rodando por cinco capitais brasileiras e já esteve no Palácio das Artes, BH), é resultado de uma pesquisa de quase uma década. De acordo com o autor, trata-se de uma “biografia artística” e a narrativa é feita em ordem cronológica. Há passagens bem interessantes e ignoradas por biografias anteriores (a mais famosa é Furacão Elis, da jornalista Regina Echeverria), como a do disco que Elis planejava lançar apenas com músicas do compositor Vinicius de Moraes. “Viva Elis” está sendo distribuído em várias escolas públicas do país, o que reafirma a extrema vitalidade da maior cantora do Brasil em todos os tempos (Henrique Leal).

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designers de moda de todo o mundo, os grandes criadores também do ramo calçadista, e o seu papel nesta que é uma das maiores indústrias do planeta, a indústria da moda, que movimenta bilhões, ano a ano. E por falar em sapatos, um mercado que evoluiu junto com o mundo da moda foi o dos calçados em geral, hoje muito mais estilizados e tecnológicos do que no começo da sua história. Senão, vejamos: determinadas marcas sempre dão um show e lançam novas tendências em seus desfiles. Gucci, Versace e Louis Vuitton, por exemplo, estão em toda parte do mundo. Inclusive os sapatos dessas marcas são simplesmente objeto de sonho, mostrando que conhecem sua consumidora como ninguém, o que nos deixa sempre com vontade para ver a próxima coleção que será lançada. Hoje, marcas de sapatos como Jimmy Choo e Christian Louboutin são sucesso absoluto no mercado de luxo, e seus

designs em sapatos se tornam tendências marcantes em toda a indústria do calçado (o solado vermelho de um Louboutin é copiadíssimo, todos sabem...). E, não se pode mesmo esquecer, um dos motivos do sucesso é a quantidade de estrelas que calçam publicamente os sapatos destas marcas. Uma passadinha com um Versace em um tapete vermelho, por exemplo, custa milhões! Que o diga a briga de foice, anual, na festa do Oscar, quando estilistas de roupas, calçados e joias disputam a honra de assinar o look das indicadas e indicados ao prêmio máximo do cinema americano. Assim no tapete vermelho, como na calçada do seu bairro, é a moda quem dita o que vestir, calçar ou ostentar. Na verdade, uma ditadura sem muita oposição querendo democracia!


Capa

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Ela é a atração máxima na noite de abertura do Rock in Rio, em 13 de setembro, e, no dia 11 do mesmo mês (quarta-feira), estará no Mineirão, como parte integrante da turnê “The Mrs. Carter Show”. Nascida Beyoncé Giselle Knowles, em setembro de 1981, em Houston, no Texas, Beyoncé é cantora, compositora, atriz, dançarina, coreógrafa, arranjadora vocal, produtora, diretora de vídeo e empresária norte-americana. Cantora desde a infância, Beyoncé se tornou conhecida no ano de 1997, como vocalista do grupo feminino de R&B Destiny’s Child, que já vendeu mais de 50 milhões de discos mundialmente. Em 2003, ela lançaria seu álbum de estreia em carreira solo, “Dangerously in Love”. Sucesso imediato: o álbum estourou com os singles “Crazy in Love” e “Baby Boy”, que alcançaram o primeiro lugar na Billboard Hot 100. No ano seguinte, já foi premiada com cinco Grammy Awards. Em 2006, ao lançar seu segundo álbum de estúdio, B’Day, conseguiu o segundo disco

consecutivo em primeiro lugar na Billboard 2008. O single “Irreplaceable” deste trabalho foi o que mais se destacou por permanecer por dez semanas consecutivas em primeiro lugar nas paradas de sucesso. Seu terceiro álbum, I Am... Sasha Fierce, foi lançado em novembro de 2008 e a música “Single Ladies (Put a Ring on It)” se tornaria o seu quinto single em primeiro lugar na Billboard. Para se ter uma ideia do poderio da norte-americana, na indústria fonográfica mundial, atualmente, basta dizer que no Grammy Awards de 2010, ela tornar-se-ia a artista feminina mais premiada em apenas uma edição da premiação, por vencer seis das dez categorias em que estava concorrendo. Atualmente, Beyoncé já ganhou ao longo de sua carreira 17 Grammys (14 em carreira solo e 3 com o grupo Destiny’s Child). Mas o sucesso da estrela não para aí. Beyoncé também tem uma carreira paralela como atriz e, pelo recente “Dreamgirls”, recebeu duas indicações

ao Globo de Ouro nas categorias Melhor atriz em um filme, comédia ou musical e Melhor canção original para a música “Listen”. Como garota-propaganda, Beyoncé já trabalhou para marcas como Pepsi, Tommy Hilfiger, Armani e L’Oréal. Em 2009 a revista Forbes elegeu Beyoncé como a cantora mais rica do mundo com menos de 30 anos de idade, por ter arrecadado mais de 87 milhões de dólares no período de 2008 a 2009. Ao longo de sua ainda curta carreira, ela já vendeu mais de 75 milhões de discos em todo o mundo, o que faz da doublé de cantora e atriz uma das artistas da música que mais venderam discos em todos os tempos. Não sem razão, em 2011, durante a premiação do Billboard Music Awards, Beyoncé recebeu o prêmio de Billboard Millennium Award e a revista Forbes, no mesmo ano, a listou em primeiro de sua lista das mulheres afro-americanas mais poderosas dos Estados Unidos.


Capa Rock in Rio

Os fãs que estavam querendo ver Beyoncé no Rock In Rio e não conseguiram ingressos terão mais uma chance de assistir à cantora de perto. Ou melhor dizendo, quatro chances, já que a “The Mrs. Carter Show World Tour” deverá passar não só pelo festival carioca, mas também por Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e Recife. Esta será a segunda vez que a cantora se apresentará no país. Ela esteve por aqui em 2009, quando a “I Am... World Tour” passou pelas capitais do Rio de Janeiro, da Bahia, de São Paulo e Santa Catarina. Em seu novo show, sucessos como “Crazy In Love” e “Run The World”. Excentricidades Como toda superstar que se preze, Beyoncé tem dado trabalho aos produtores brasileiros com suas idiossincrasias, digamos assim... A

maior delas diz respeito a cor dos papéis higiênicos em todas as toilettes: vermelho (!!!). De quebra, ela ainda contratou um jatinho particular da frota do executivo Alan Sugar, o chefão da versão britânica do reality show O Aprendiz, para voar em torno do mundo durante os quatro meses de sua turnê “Mrs. Carter Show”. A cantora utilizará um jatinho avaliado em U$ 35 milhões para realizar seus voos entre Europa, Estados Unidos e América do Sul. Na Inglaterra, recusou-se a ficar em hotel e alugou mansão no condado de Berkshire, exclusivo dos ricos e famosos. Ainda no item exigências, proibiu que toda a produção se abasteça das famosas “junk food”, e exigiu amêndoas e biscoitos em pratos de vidro (???). Há cerca de um mês, a cantora teria ainda proibido a presença de

Beyoncé no Brasil

• No Brasil, Beyoncé já vendeu mais de 1 milhão de cópias; • “I am... Sasha Fierce” foi o álbum internacional mais vendido de 2009 e 3º álbum no top 10 de 2009 no Brasil (fonte APBD); • A cantora fez 5 apresentações no Brasil em 2010: São Paulo (maior público da carreira, 65 mil espectadores), Florianópolis, Salvador, Rio de Janeiro (2 datas); • Público total estimado no Brasil, cerca de 150 mil pessoas; • Beyoncé emplacou 6 singles entre as músicas mais tocadas no país em 2010: “If I Were a Boy”, “Single Ladies”, “Halo”, “Diva’, “Video Phone” e “Ego”; • “If I Were A Boy” ficou em # 1 no internacional radio chart por 24 semanas consecutivas; • Considerada pela Billboard a “mulher do ano” de 2009 e do Milênio em 2010; • “Halo” foi a música mais executada de 2009 nas rádios (incluindo ranking internacional e geral). • 17 semanas consecutivas com “Halo” em #1 em rádio (fonte Crowley Brasil). Vendagem • CD I Am... Sasha Fierce – Diamante Duplo (mais de 500 mil unidades vendidas); • DVD I Am... World Tour – Platina Duplo (mais de 60 mil unidades vendidas); • CD I Am… World Tour – Ouro (mais de 20 mil unidades vendidas); • CD I Am… Yours An Intimate Performance At Wynn Las Vegas – Platina (mais de 40 mil unidades vendidas) • DVD I Am… Yours An Intimate Performance At Wynn Las Vegas – Platina Duplo (mais de 60 mil unidades vendidas).

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fotógrafos de agências e de imprensa de acompanharem sua nova turnê, em torno do mundo. O motivo: evitar que fotos feias ou estranhas fossem publicadas sem sua permissão. A decisão seria um reflexo aos cliques indesejados feitos durante sua apresentação no intervalo do SuperBowl, em fevereiro de 2013. Casada há quatro anos com o rapper Jay-Z, com quem tem uma filha, Beyoncé revelou o segredo para seu casamento estável e feliz. “Nós éramos amigos antes de tudo. Antes de começarmos a sair, ficamos nos falando por telefone por um ano e meio”, confidenciou. “Esta base é muito importante numa relação, além de ter alguém que você gosta e que é honesto”, emendou a cantora, referindo-se a Jay-Z como o homem que sempre sonhou.


Curiosidade I

Sapatos mais bizarros Confira essa lista incrível e decida se você teria coragem de calçar alguma dessas “obras de arte”

Kabkabs (Líbano) Chinelos altíssimos de madeira foram, na Idade Média, a solução que as mulheres encontraram de proteger seus pés e suas roupas da sujeira das ruas. Os calçados das mais ricas eram decorados com madrepérola ou prata. O nome, kabkab, como no caso do okobo, também é uma onomatopéia, que derivava do som dos calçados no chão de mármore dos palácios. Em ocasiões especiais, como em casamentos, os calçados eram inteiros decorados com prata e outros ornamentos – e eram especialmente usados para que as noivas, normalmente muito novas, parecessem mais altas. Socialmente, eles eram usados apenas por mulheres, mas em casas de banhos os homens também usavam modelos mais simples, sem nenhum enfeite. Sapatos de tronco (Finlândia)

No meio do século XX, as mulheres finlandesas usavam sapatos feitos com casca de árvore diariamente, com tecidos enrolados nos pés que serviam como uma espécie de meia. Eles também eram usados, comumente, como uma capa para sapatos de couro, que protegiam o material mais frágil quando estava chovendo. Normalmente, eram feitos com a casca de bétula, mas tinham uma desvantagem: duravam apenas uma semana de uso contínuo.

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Chopines (Itália) Hoje existem apenas alguns poucos exemplares de Chopines em museus – e se você analisar bem o sapato, não é difícil imaginar porque eles não fazem sucesso até hoje. Eles surgiram na renascença e, assim como outros sapatos da lista, sua altura vertiginosa serve para proteger os vestidos e os pés das moças. Eles eram muito caros e, com seus 18 centímetros de salto, faziam com que as mulheres mais ricas pudessem se destacar.

especialmente no Japão. Agora elas estão à venda por lojas online que as enviam para o mundo todo. Padukas (Índia)

Sapato alto sem salto Trazendo um design mais moderno para a lista, esses sapatos foram usados por Victoria Beckham. Mas, apesar de terem sido fabricados na atualidade, não parecem tão confortáveis assim – no entanto, o Designer Antonio Berardi afirma que eles não causam nenhuma dor à usuária. Já especialistas afirmam que eles não só podem machucar seus pezinhos como causar danos aos seus tornozelos e à coluna. Sapatos nupciais de madeira (França) Não, não são pequenos barquinhos vikings. Eles surgiram no distrito de Ariege no século IX. Antes do casamento, o costume era que o noivo fizesse o sapato para sua futura esposa. Quanto mais alta era a ponta, maior era o amor dele por ela. Conta a lenda que as mulheres da vila foram sequestradas por mouros. Os homens conseguiram resgatá-las e depois furavam os corações dos invasores com a ponta dos seus sapatos. Botas de bailarina Elas têm pontas similares à das sapatilhas de bailarinas profissionais, duras. Começaram como um sapato “de fetiche”, mas agora viraram moda,

Essa moda indiana pegou no Brasil. Vemos por aí várias rasteirinhas com o modelo inspirado em uma Paduka. Na Índia é o mais velho modelo de sapato conhecido. Eles não são mais do que uma sola com uma espécie de “maçaneta” situada entre os dois primeiros dedos do pé. A maçaneta poder ser feita de inúmeros materiais – desde madeira até marfim ou prata. Algumas pessoas usam uma versão do calçado feita especialmente para o masoquismo, que teria espinhos na maçaneta. A dor, depois de um tempo, faria com que o organismo liberasse substâncias relaxantes, que aumentariam o prazer sexual.


Curiosidade I Gaga é pop Ela ficou conhecida não só pela música, como também pela maneira extravagante de se vestir e, principalmente, pelos sapatos que usa (o Tatu do Alexander McQueen não nos deixa mentir...). Seu nome é Stefani Joanne Angelina Germanotta, nascida em Nova Iorque, em março de 1986, mas o mundo a conhece pela alcunha de Lady Gaga. Seu álbum de estreia, intitulado The Fame, de 2008, alcançou um sucesso inacreditável em todo o mundo, permanecendo em primeiro lugar nas paradas de sucesso no Reino Unido, Canadá, Áustria, Alemanha e Irlanda, enquanto nos Estados Unidos alcançou a segunda posição na célebre Billboard. O seu segundo álbum de estúdio, Born This Way, lançado em maio de 2011, vendeu 2,2 milhões de cópias nos EUA e 8 milhões mundialmente. Há quem ame, há quem odeie, mas ninguém fica indiferente à musa. E a extravagância no vestir e calçar tem lastro: ela não se cansa de admitir que artistas como David Bowie, Michael Jackson, Madonna e Fred Mercury, do Queen, sempre foram seus grandes ídolos.

Sapatos Lótus (China) A tradição chinesa Han dura milhares de anos e diz que, para que uma mulher seja considerada bela, seus pés devem ser amarrados para parecerem pequenos. Como parte do seu dote, a mulher devia fazer vários sapatos à mão, para mostrar suas habilidades de costura, além de ter os pés pequenos. Okobo (Japão)

Bem antes dos anos 70, mais precisamente no século XVIII, as Maiko, as aprendizes das Gueixas, já usavam

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plataformas. Os Okobo poderiam vir em forma de sandália, ou como tamancos. O motivo pelo qual as moças usavam esses sapatos não era pura vaidade – quando você está usando um quimono que vale uma fortuna, você não quer sujá-lo de lama quando anda fora de casa. A sola do Okobo é feita de madeira, caso você esteja se perguntando, mas não madeira maciça (para a sorte das gueixas). Ele tem um furo no meio, que produz um som muito distinto enquanto alguém caminha – na verdade, o nome “okobo” é uma onomatopéia que imita o barulho característico. O salto mede, normalmente, 15 centímetros. Salto alto para homens (Europa) Em 1700 a moda disse que os homens deveriam ter pernas bonitas e fortes, que acompanhassem as calças curtas e bufantes e as meias justas. Então eles quiseram um sapato que os fizesse parecer mais atléticos, ao mesmo tempo em que complementasse seu look. Daí surgiram os saltos masculinos. Boa parte dessa moda foi difundida pelo rei Luis XIV, que, até hoje, dá nome à tendência.

Sapatos tatu Alexander McQueen criou esses sapatos que foram “popularizados” por Lady Gaga e outras celebridades, que não se preocupam em parecer extravagantes demais. O grande problema é que, apesar do sucesso, os ortopedistas não viram com bons olhos a pose de bailarina. Convenhamos: a posição do pé não deve ser das mais confortáveis.


Rapidinhas

Leva&traz&Leva

Quem gosta de sapatos – e quem não gosta? – encontra aqui algumas dicas sobre o melhor meio de transporte de todos! Seguro, rápido e eficiente (só levanta poeira...).

Nobuk Se o seu sapato for produzido em napa ou em nobuck, saiba que existem produtos tipo aerosóis que protegem e impermeabilizam seu calçado, evitando que ele suje muito e tornando-os praticamente impermeáveis a água e umidade. É o mesmo processo, basicamente, utilizado em capas de sofá.

Nobuk II Ainda para calçados em nobuck ou camurça, muitíssimos utilizados agora, na meia estação e inverno, passe uma escova e ou esponja de espuma nos calçados secos para não danificá-los. Se for de napa, existem também produtos específicos nas lojas especializadas que podem ser aplicados após a limpeza.

Organização Mesmo que você tem o famoso complexo de centopeia, sempre tem aquele par de sapatos que pode ser doado, sem problema... Analise a qualidade e o estado de conservação de cada par, eliminando aqueles que não tem mais condições de uso ou aqueles que já não gostamos mais. Lembre-se: sempre tem alguém que vai achar lindo e confortável aquele seu sapato da estação passada. Sem falar que nunca é demais uma boa ação: faz bem para a alma. Geladeira Esqueça aquela história da carochinha de colocar sapatos e outros apetrechos na parte de trás da geladeira da cozinha. Pode até secar seu sapato mais rápido, mas a geladeira, certamente, terá sua vida útil bastante reduzida. Outra dica é não expor seu calçado ao sol para secá-lo ou para eliminar mau cheiro. Além de ter alterada sua cor, ele perderá a maciez. Se o calçado estiver molhado, a melhor solução é deixá-lo secar à sombra, em local bem ventilado.

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Rapidinhas

Leva&traz&Leva Classificação Mesmo que você tenha espaço de sobra no closet, é sempre conveniente ordenar os sapatos, não só por uma questão de praticidade como também para que você saiba a hora de procurar um psiquiatra e curar esse vício das centopeias... Brincadeiras à parte, a melhor forma de classificar seus sapatos é com o bico para frente, o que facilita na escolha e separação dos pares.

Metodologia Apenas uma ideia de como guardar seus sapatos: faça uma prateleira para calçados esportivos, usados em academia, caminhada, corridas, etc; outra para calçados de salto baixo ou sem salto, as famosas “rasteirinhas”; mais uma para os de salto alto e, por fim, uma ou mais para calçados para festas. Esse processo tornará sua organização efetiva e trará praticidade ao seu dia-a-dia.

Máquina de lavar Nunca lave seu calçado em máquinas de lavar, tanque ou mesmo água corrente. O couro é transpirante e, portanto, também permeável. Por isto, água em excesso pode deformá-lo, alterar sua cor e roubar-lhe a maciez. Além disso, prejudica outros componentes do calçado. Já se o assunto for tênis, pode-se lavar em velocidade baixa, colocando-se um par de cada vez.

Conservação Ao descalçar o sapato, limpe-o com um pano úmido e nunca o guarde de imediato. Inclusive, não é recomendado a utilização de sapateiras acopladas ao guarda-roupa (os solados podem ter germes, o que não será muito agradável à saúde). O ideal é deixar os sapatos “respirar” por algum tempo antes de guardá-los no armário/closet, evitando que a umidade danifique o calçado ou que fungos e outros bichinhos se proliferem. Sem falar que, ao guardá-los úmidos, sua vida útil se reduzirá pela metade.

Galochas Nem sempre é possível, lógico, mas evite usar o calçado sob a chuva, já que a água em excesso prejudica o couro e a estrutura do calçado. Além do mais, determinados tipos de couro podem soltar tinta, tanto na parte interna como na externa, podendo manchar os pés e até as meias. A melhor solução – sempre – são as famosas galochas, que hoje voltaram à moda com força total, em padronagens diversas, tanto para mulheres como para homens. É a tal história: se você sentir uma vontade irresistível de dar uma de Gene Kelly em “Cantando na Chuva”, melhor dançar de galochas.

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Em Nova Serrana, a empresa RCA produz galochas arrojadas e modernas, contato: (37) 3226-1353


Empreendedorismo

Calçados Seleção No mercado desde 2010, a Indústria de Calçados Seleção teve seu início em um pequeno galpão, produzindo poucos pares de rasteiras. “Trabalhávamos no setor calçadista, atuando cada um em uma área; como em Perdigão, na época, tinha poucas empresas no segmento de calçados femininos e infantil (modinha), resolvemos optar por este ramo”, relembra a proprietária Juliana Ferreira. “Enfrentamos todos os dias dificuldades para nos manter no mercado: a concorrência, altos tributos, manter um quadro de funcionários qualificados, entre muitas outras. Mas a força que empurra o empresário para o sucesso é, sem dúvida, a vontade de enfrentar o desafio de manter o próprio negócio. No início, nossa empresa produzia modelos de sandálias e sapatilhas femininas, porém ao longo do tempo fomos investindo em maquinários, em qualidade, e na variedade dos nossos produtos, acompanhando tendências do mercado”. Para ela, somada a essa vontade tem de haver disposição para adquirir conhecimentos. “São qualidades do verdadeiro empreendedor: assumir riscos, ficar atento e perceber no momento certo as oportunidades que o mercado oferece. O conhecimento pode vir da experiência prática, de informações obtidas em publicações, em centros de ensino, ou mesmo de dicas de pessoas que montaram empreendimentos semelhantes. Ser seu próprio patrão, e buscar a independência, é meta importante na busca do sucesso”. Atualmente, a Calçados Seleção conta com 30 funcionários e a previsão de produção para 2013 é, em média, 700 a 800 pares/dia, disponibilizados para o mercado nacional. Para Juliana, o ideal seria que o governo concedesse incentivos fiscais, o que seria de importância fundamental para o ramo calçadista. E, em relação às perspectivas para o futuro, como o ano da Copa do Mundo, depois Olimpíadas, ela espera que estes eventos “alavanquem o cenário nacional, incluindo, é claro, o setor calçadista. E que o Brasil se mantenha forte perante as crises nacional e mundial. Nesse cenário, conseguiremos manter nossa empresa, satisfazendo nossos clientes”. Por fim, Juliana Ferreira falou sobre a importância da parceria com a Revista Risa Calçados: “é fundamental, pois nos permite divulgar nossos produtos no mercado nacional; vários representantes e clientes que temos hoje foram adquiridos através da parceria com a Risa. Acreditamos, sempre, no poder do marketing e no reconhecimento de nossa marca”.

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Juliana Ferreira com os primos e sócios Ivan Luis Ferreira e Luis Antônio Ferreira


Curiosidade I I

Você sabia? - O designer italiano Salvatore Ferragamo ganhou fama mundial ao calçar Marilyn Monroe. Ele dizia que o andar estonteante da atriz era resultado dos sapatos desenhados especialmente para a curvatura dos pés dela. A musa de Hollywood tinha mais de 40 pares criados por ele. - Aliás, também Audrey Hepburn era fã do sapateiro. Por falar nela, a atriz foi responsável pela febre das flats no fim dos anos 50, quando estrelou o filme Funny Face. Ela tinha mania de usar calçados um ou dois números acima do seu para ficar mais confortável. - Quando Courtney Love o adotou, o tradicional Mary Jane se tornou referência para o movimento grunge, cuja estética noventista retornou para as ruas. Na mesma década, uma tribo bem diferente – encabeçada por Alicia Silverstone e suas amigas em “Patricinhas de Beverly Hills”, também espalhou a mesma moda. - Nos anos 60, a produção de sapatos teve um boom com o uso de materiais como o PVC, que reduziu os custos. O plástico tinha tudo a ver com o mood futurista e pop da década – e a personagem Barbarella e Paco Rabanne, estilista pioneiro no uso do material, são os maiores ícones deste estilo. - Você sabe como é calculado o número dos seus calçados? Não? Então vamos aprender mais esta curiosidade, que pode ajudar as mamães a escolher a numeração correta para seus filhos. Uma coisa é certa. Todo mundo sabe que se usarmos calçados muito grandes, ou muito pequenos, com certeza teremos sérios problemas futuramente, então vamos aprender uma fórmula matemática, que nos permite ter uma noção bem aproximada da numeração correta de nossos calçados. Seja o número do calçado = (5p+28)/ 4 sendo p igual ao comprimento do pé em centímetros. Assim: Se tivermos um pé com 24 centímetros para medir, então o seu sapato deverá ter: Número do sapato = (5. 24+28)/4 = (120+28)/4 = (148)/4 = 37 Observação: Nem sempre teremos o resultado exato, mas com certeza, bem próxima de uma numeração correta.

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Exposição

Victor Barbieratto e Giovana Nicoleti

Vitrines Tudo o que você sempre quis saber

O conceito de vitrine surgiu e se desenvolveu com o comércio. Há quem garanta que a prática de expor produtos teve início na Mesopotâmia e no antigo Egito, evidentemente antes de Cristo. Na antiguidade, a primeira manifestação de publicidade e identificação das lojas eram placas de madeira ou pedra com um único símbolo que identificava a mercadoria vendida naquele estabelecimento: uma uva entalhada na pedra sinaliza-

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va que ali se vendia vinho; se na placa tivesse uma cabra, vendia-se leite e pão, e assim por diante. Quando se visita a cidade de Pompéia, na Itália, tais manifestações são evidentes. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., que provocou uma intensa chuva de cinzas sepultando completamente todos os moradores. A cidade se manteve oculta por 1600 anos,

até ser eventualmente reencontrada em 1649. Cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exato como foram atingidas pela erupção. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.


Exposição Vantagens das Vitrines

Objetos e corpo preservado pelas cinzas em Pompeia

Topo de fachada de loja, onde se pode ver o ícone do produto vendido

Contudo, foram os árabes que deram a forma definitiva ainda hoje encontrada pelos quatro cantos do mundo. Os primeiros mercados árabes já ostentavam mercadorias expostas sobre tecidos ou bancadas e todos separados por grupos de produtos afins e cores, pois eles sabiam do encantamento das cores sobre o homem. Na Inglaterra, durante a era vitoriana, surgiram os primeiros manequins nas janelas, com tecidos cobrindo a nudez das peças e luzes difusas. Porém, somente com o advento dos shoppings centers, após a II Grande Guerra, que o boom do consumo realmente eclodiu. Pode-se afirmar que as vitrines são a interface entre a loja e o consumidor, tendo como função não apenas expor os produtos, mas também de levar o conceito e a dinâmica dos produtos e do estabelecimento em si, atraindo e despertando o desejo do consumidor. Para que todas essas mensagens cheguem ao consumidor de maneira direcionada, é preciso saber qual é o perfil do consumidor que se pretende atingir e qual será a linguagem utilizada. Para tanto, as seguintes análises devem ser feitas: 1ª Análise: O que será exposto, sua respectiva função, dimensões, cores, formas; 2ª Análise: Perfil do consumidor, suas características, valores, hábitos e linguagem; 3ª Análise: Qual será a mensagem a ser passada e de que forma ela será passada.

Cabe ressaltar aqui que a alta competitividade no setor comercial gera uma demanda de vitrines cada vez mais atraentes e criativas. A vitrine deve ser concebida de modo que seja a essência do que é a loja e de tudo o que ela oferece e simboliza, pois quando habilmente apresentada com imaginação e sedução, tem a eficácia da publicidade, além de atrair os olhares do mundo exterior para si e trazer o consumidor para dentro da loja.

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As vitrinas trazem do consumidor uma resposta imediata. Após sua montagem, o consumidor estará frente a frente com o produto e se a mesma estiver atraente seu impulso de compra será instantâneo. E, como a resposta é imediata, torna-se muito mais fácil corrigir erros eventuais de rota, ao contrário das campanhas publicitárias, cujo desempenho só pode ser medido após um considerável período. Se analisarmos os recursos necessários paras outros tipos de mídia, tais como catálogos, folders, televisão, rádio, revistas, jornais, etc., o custo de montagem de vitrines é infinitamente menor. Elas custam mensalmente menos que um vendedor, com a diferença que são as responsáveis diretas por mais de 70% das vendas. Alguns dados sobre o comportamento dos consumidores: - 91% das pessoas que saem para shopping ou comércio de rua acabam consumindo sem precisar. - 51% compram mais do que o previsto - 33% compram apenas o previsto - 18% compram menos que o previsto


Exposição Funções das Vitrines

Por ser um meio promocional econômico, imediato e seguro, a vitrine deve estar sempre de acordo com o seu público alvo. De acordo com especialistas do setor, algumas funções devem ser sempre consideradas, tais como: as funções comemorativas, publicitárias, oportunistas, do cotidiano e institucional.

Comemorativas São as vitrines montadas para as datas festivas sempre levadas em consideração pelo comércio, tais como o Dia das Mães, Pais, Crianças, Natal, Dia dos Namorados, etc;

Publicitárias É uma vitrine aliada a uma campanha publicitária desenvolvida pela loja, utilizando os mesmos elementos, cores e peças fotografadas;

Oportunistas Trata-se das liquidações de fim de estação, promoções em geral e eventos esporádicos como a Copa do Mundo;

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Exposição Cotidianas A partir do próprio produto, cria-se um tema, com as inspirações do momento. As estações do ano, por exemplo. São as vitrines mais corriqueiras, que duram um tempo menor do que as outras, mas aumentam a rotatividade dos produtos expostos.

Institucionais Não há exposição do produto em si, o ideal é trabalhar a imagem ou assunto em comum. São vitrines mais trabalhadas por grandes lojas próprias, que vinculam a venda de seus produtos ao conceito de marca, divulgando-a também em suas vitrines. Este é um passo interessante, pois a vitrine acaba chamando a atenção dos consumidores para todos os produtos da marca, sem ênfase a nenhum deles.

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Exposição Elementos das Vitrines Para selecionar os elementos que comporão a vitrine, devem sempre ser levados em conta o público-alvo, a localização da vitrine e o valor dos produtos que estão sendo expostos.

DECORAçÃO

Um dos elementos de vitrine que serve para atingir o público -alvo. É através da decoração que a criatividade do vitrinista é colocada à mostra, e os produtos atingem um visual diferenciado e contextualizado. Grandes marcas utilizam diversos elementos que se repetem em suas vitrines, montando assim uma temática geral entre suas lojas. Abaixo seguem imagens das vitrines com o tema CIRCO, da Louis Vuitton em New York. Vários elementos circenses foram utilizados, bem como os planos de fundo são elevados a um nível de participação extremo, com cores e desenhos geométricos.

preço

Obrigado por lei no Brasil e em alguns países, o preço deve estar sempre visível e informando claramente os valores dos produtos expostos. Lembrando que a mensagem a ser passada deve ser clara e direta, com a indicação do preço de cada peça exposta.

PRODUTO

Iluminação

Responsável por destacar as mercadorias, decorar os espaços e definir o estilo e personalidade da loja. A iluminação deve ser estudada de maneira que favoreça e ressalte os produtos em exposição. Quando mal utilizada pode acentuar imperfeições da arquitetura da vitrine e desvalorizar a mercadoria exposta. Nesta vitrine da Dior abaixo, por exemplo, a iluminação verde e lilás faz a ambiência e agrega valor aos produtos expostos.

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Item principal de uma vitrine, o produto deve ser realçado a partir de uma boa decoração e uma iluminação eficiente. Todo o entorno é montado para que ele seja o foco da atenção dos consumidores. Exemplo disso é a exposição dos produtos nas vitrines da Lanvin, em Paris.


Exposição Merchandising Exposição e apresentação adequada dos produtos: Os produtos devem ser expostos de forma com que sejam valorizados e que não influenciem negativamente os produtos próximos.

Exposição Correta dos Preços: Os preços devem estar devidamente posicionados perto dos produtos, de forma que fique clara a referência de cada peça exposta. Verificação níveis de estoque: Os produtos expostos na vitrine devem pertencer em quantidade satisfatória no estoque da loja, pois o volume de vendas deste produto tem grande chance de ser maior do que dos outros.

Verificação data de validade dos produtos: Os produtos expostos devem ter a data de validade revisada, visando uma correta avaliação dos consumidores. Produtos próximos à data de vencimento ou vencidos nunca devem ser expostos em vitrine.

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Exposição Cores Nesse item, todo cuidado é pouco, pois a cor pode arruinar ou ressaltar seu produto. Não existem regras a serem aplicadas numa montagem, apenas o uso do bom senso aliado a um conhecimento básico da influência das cores nas sensações dos consumidores e também de seu impacto na vitrine, uma vez que podem alterar significantemente as cores dos próprios produtos expostos. A utilização das cores sofre a influência de uma série de fatores, tais como as estações do ano, o público-alvo (idade, nível socioeconômico e cultural), a moda e a iluminação.

O quadro abaixo traz o significado das cores no vitrinismo:

VERMELHO

aumenta volume, peso e calor. É estimulante, dominador, excitante, agressivo. Lembra atitude, força, poder e paixão;

LARANJA

criatividade, aumenta os volumes, passa a impressão de calor. Vitalizante, motivador de euforia, lembra o Sol, saúde, verão e iluminação;

AMARELO

aumento de volume, impressão de calor. Estimula sistema nervoso, convida à ação e esforço. Lembra luz, ação e vida;

VERDE

frescor e limpeza. Acalma e dá a sensação de paz. Lembra vegetação, esperança e juventude;

AZUL

diminuição do peso e impressão de frescor. Repousa, acalma e revigora. Descanso, recolhimento e equilíbrio;

VIOLETA

diminuição de volume, sensação de frio. Mística, melancólica e fria. Lembra profundidade, introspecção, distanciamento, religiosidade;

BRANCO

pureza, leveza, limpeza, delicadeza, aumento de volume;

PRETO

elegância, seriedade, austeridade, diminuição de volume;

CINZA

neutralidade, distinção.

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Exposição Iluminação A iluminação figura como um dos elementos mais importantes para as vitrines e interiores de lojas, dos mais diversos segmentos. A preocupação com vários aspectos de luz muda a percepção dos clientes e faz aumentar o valor percebido pelos produtos, justamente a maior função de uma vitrine. Luz quente: Permitem criar efeitos de claro e escuro e podem ser de facho aberto ou dirigido. As luzes quentes NÃO ALTERAM as cores dos produtos, contudo não são muito econômicas e emitem calor. Algumas lâmpadas podem até mesmo danificar o produto quando utilizadas muito próximas a ele e por um tempo de exposição prolongado. Luz fria: Emite uma luz de cor branca, com distribuição de luz por igual em todo o ambiente. É mais econômica e não emite calor, porém cria uma atmosfera fria e pouco interessante, o que torna necessária a implantação de pontos de luz quente.

Dicas Algumas dicas para que se mantenha um alto nível de vendas A gôndola voltada à direita ocupa a área nobre da loja, pois os consumidores sempre que entram em um ambiente, tendem a buscar o lado direito primeiro. Os produtos com maior destaque devem estar, preferencialmente, posicionados a 1,5m do chão, na altura dos olhos. Estes são os primeiros produtos que serão visualizados e tocados pelos consumidores.

As vendedoras (ou vendedores) devem, preferencialmente, utilizar uniforme. Isso evita que o cliente não encontre o funcionário, ou até o confunda com outros clientes. Uma boa dica é evitar relógios (tanto nas paredes da loja, quanto nos pulsos dos funcionários), para que os clientes percam a noção do tempo. Quanto maior a permanência dentro da loja, maiores são as chances do consumidor efetuar uma compra.

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Exposição Em caso de produtos com embalagens, tais como máquina fotográfica, eletrodomésticos ou até mesmo sapatos, nunca utilize as caixas na vitrine, pois normalmente elas são muito coloridas e quase nunca fazem um conjunto harmonioso com o restante. Outra dica é procurar sempre trabalhar com, no máximo, três cores. Quando se utiliza mais do que isso, corre-se o risco de provocar uma grande poluição visual. Na dúvida, mantenha sempre o charme dos clássicos (o preto e branco é infalível). Tome cuidado ao utilizar os brilhos: o que brilha numa vitrine é o produto. Outro item importantíssimo: a luz não é um detalhe, e sim parte integrante da cor. Lembre-se que a luz pode alterar algumas cores; portanto, escolha as cores de acordo com a luz, e vice-versa. Também é necessário prestar atenção no tipo de lâmpada utilizada. As cores influenciam psicologicamente no comportamento do cliente, é o que chamamos de psicodinâmica das cores. Muitas cores levam a impulsos de compra sem que o cliente perceba. Essa resposta do ser humano às cores está no nível da consciência e muitas no subconsciente. O nível consciente está ligado a fatores como moda, classe social e cultural ou mesmo a idade e a região onde se vive. O subconsciente está mais relacionado a acontecimentos da infância, medo, necessidades de afeto, aceitação, e assim por diante. As ações e reações das cores têm reflexos fisiológicos no ser humano e o que determina a aplicação com sucesso é o equilíbrio do seu uso. Linhas, curvas e formas devem ser usadas com cuidado. Por meio delas determinam-se o movimento e o direcionamento da composição e até mesmo emoções: Linha curta – vivacidade Linha comprida – firmeza Linha horizontal (senhoras e senhores) – calma/repouso Linha vertical (público masculino) – segurança/energia Linha diagonal (público jovem) – movimento/deslocamento Linha ondulada (público feminino) – leveza/movimento/graciosidade Linha quebrada (público adolescente) – ritmo/violência Quadrado (público masculino) – firmeza/estabilidade Triângulo (público masculino e feminino) – equilíbrio/energia Círculo (público feminino) – perfeição/movimento Losango – elegância/ sofisticação

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Exposi��ão

Atente para o uso de materiais

O quadro abaixo ilustra o que funciona e o que não funciona numa montagem de vitrina:

Materiais que funcionam

Materiais que não funcionam

isopor • bola de parque ou de silicone

flocado

puff • biombos • bambolê • moldura de quadro

paetê

plumas e penas • plástico-bolha

lamê

móveis antigos • lustre • baú

TNT - tecido não tecido

caixa de presente • asa de borboleta

metaloide

bambu • madeira • vidros • jarros e vasos

glitter, lantejoula

galhos secos • vime e rattan • sulfite

espelho em vitrine não pode ser usado. Se for usado

guarda-chuva

deve ter inclinação para o chão ou para os manequins

disco-ball

pipoca só se for de isopor

gaiola (ABERTA, para simbolizar liberdade)

não usar água

relógio (sem ponteiros)

não usar fita métrica (conotação de pessoa fora de for-

personagens de filme e celebridades

ma)

estampas animais - vitrine feminina (se for masculina,

NUNCA usar: arma, cigarro, bebida alcoólica e imagem

apenas utilizar zebra)

de santos e divindades

flores • painel de vinil • papel de parede • gesso

cetim

Periodicidade O tempo de vida útil de uma vitrine é curto. Prolongá-la pode ser um grande erro, é como ler jornal antigo. As vitrines, de modo geral, devem ter duração de uma semana, estendendo-se este prazo em até no máximo duas semanas. Caso tenham duração maior, os produtos devem ser trocados a cada semana. Em lojas de shopping, onde o movimento é intenso, devem ser trocadas com menor tempo em relação às lojas de rua. O correto é que se desenvolva um calendário de substituição da vitrine, evitando assim o improviso. Em casos de datas promocionais, deve-se respeitar o tempo ditado pelo período. No caso de vitrines de Natal, por exemplo, nada mais desagradável do que uma vitrine natalina exposta no dia 27 de dezembro.

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Exposição Segredos

Conte uma história, escolha um tema e siga adiante. Para um Dia das Bruxas, por exemplo, um monte de vassouras pode fazer um efeito bem legal e criativo. Antes de começar a organizar os itens para expor na vitrine, marque o vidro com uma fita na altura dos olhos das pessoas. Isso facilita a organização. Um dos grandes exemplos de elementos de vitrinismo que mudaram totalmente o visual das lojas da marca, fazendo com que o público chegasse perto para ver melhor, é esta série de vitrines de avestruzes, da Louis Vuitton em New York. Sem dúvida alguma, o animal causou estranhamento e cumpriu seu dever – chamar a atenção dos consumidores.

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Exposição É importante manter alguns itens suspensos no teto e outros na base, próximos ao piso (este tipo de exposição atrai mais o público idoso), mas o foco deve estar na altura média dos olhos dos consumidores. Use também cores fortes e formas inusitadas: pelo menos 20% das pessoas são atraídas por vitrines coloridas. E também não adianta encher sua vitrine com todos os produtos da loja. Nesse caso, menos é mais. Para chamar a atenção, vale, por exemplo, usar uma dúzia de itens de um mesmo modelo. E, sob pena de perder a clientela, jamais esqueça a boa iluminação. As luzes devem ser direcionadas aos pontos de atenção, mas com o cuidado de não formar sombras. À noite, deixe as luzes da vitrine ligadas. Não importa se sua loja é grande ou pequena, sua vitrine precisa chamar a atenção de quem passa.

Victor Barbieratto é graduado em Design de Produto pela Unesp, com MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Realizou trabalhos de desenvolvimento de coleções de calçados para clientes do Brasil, Venezuela, México, Guatemala, França e Itália. Atuou como designer de calçados da Penalty nas linhas infantis, casuais, running e futebol. Atualmente, está à frente do Creek Design Studio (Ribeirão Preto/SP), desenvolve projetos em parceria com a Assintecal e é professor da escola de design Immaginare. Contatos: victor@creek.com.br

Giovana Nicoleti Brusantin é arquiteta e urbanista. Graduada pela Unesp, possui em seu curriculum diversos projetos de edificações, dentre eles residenciais e comerciais. Com passagens por diversos escritórios de arquitetura, planejamento urbano e engenharia, Giovana também faz projetos de decoração e vitrinismo. Contato: giovana@creek.com.br

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Lançamento

Kildare é casual no verão 2014

Com apelo jovem e urbano, a Kildare celebra a próxima temporada primavera/ verão com um preview para homens que prezam por um andar confortável e cheio de estilo. A casualidade, sempre presente nos calçados da marca de artigos masculinos, fica ainda mais evidente nas altas temperaturas, já que surgem produtos leves e com a cara da estação. Entre as novidades, estão novos modelos de sapatos, mocassins, siders, chinelos e sandálias. Os artigos para a estação quente valorizam construções de sucesso da grife, porém com roupagem ajustada para o conceito da nova coleção. Os materiais eleitos para o período são macios e confortáveis, com espaço especial para couros lisos e camurças. A paleta de cores traz, para o calor, tons de azul, vermelho e verde, além de uma gama de superfícies terrosas, já clássicas dentro do universo masculino. Além disso, os tradicionais preto e branco também marcam presença. A estação ainda conta com solados leves em EVA injetado e borracha vulcanizada produzida pela própria empresa. A Calçados Jacob S.A., detentora da marca Kildare, é uma das mais tradicionais indústrias brasileiras do setor calçadista, fundada em 22 de dezembro de 1928. A empresa possui unidades fabris em Maratá (RS) e Cachoeira do Sul (RS), e matriz administrativa em Novo Hamburgo (RS), empregando um total de 600 pessoas. Atuando em mais de 30 países, as exportações respondem por 15% dos negócios da companhia.

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Designer

Outro estilista convidado para os 15 anos da Risa Calçados é o mineiro Cellso Afonso, também sinônimo de elegância, bom gosto e sofisticação, que já assinou editoriais de moda em Revistas como a Elle e a Vogue, só para citar algumas. No mercado desde 1988, Cellso é arquiteto de formação, o que talvez explique sua constante busca por novas formas, cores, texturas e volumes, sem falar em sua constante atualidade na análise de mercado. Sua produção inicial foi de bolsas, cintos, bijouterias e acessórios, porém atualmente seu foco são também os calçados femininos. Sempre antenado com as tendências da moda, mundo afora, a griffe Cellso Afonso é sinônimo do clássico, prático e renovado (Henrique Leal).

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Designer

Nova Serrana se consolida como polo do calçado feminino

Descobri Nova Serrana há pouco tempo, quase cinco anos. É claro que eu, como estilista e empresário da área de calçados e artefatos, já tinha ouvido falar muito da cidade. Entretanto, foi por intermédio de um convite do meu amigo Henrique Soares, da Henso, que a visitei pela primeira vez. Naquela época, fizemos um “tour” pela cidade, onde ele me contou um pouco sobre o “modus operandi” de Nova Serrana, suas peculiaridades, sua história e cultura industrial. Como logo em seguida iniciei um trabalho com a Henso, como designer de bolsas e acessórios, passei a ir com mais frequência à cidade. Surgiu, a partir de então, uma proveitosa convivência com a empresa e a cidade, criando uma relação profissional que perdura até os dias de hoje. Fui então, paulatinamente, conhecendo outras pessoas, fazendo amigos e criando novas parcerias. Atualmente, presto uma consultoria de moda e estilo para a Leveflex, marca do segmento comfort da cal-

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çados Katya. E tenho percebido que Nova Serrana vive um momento de extraordinária ebulição: uma acelerada transição rumo a outros mercados, buscando novas direções, focos e objetivos. Amadurecido, o empresário da cidade quer agora trilhar novos e próprios caminhos, buscando, para tal, suporte técnico na criatividade e experiência de profissionais do setor. De minha parte, fico feliz em participar ativamente deste momento na cidade, na certeza de poder, cada vez mais, consolidar novas parcerias na cidade. Quero que escrevamos juntos este novo capítulo da história: a vertiginosa consolidação de Nova Serrana como principal polo de moda em calçados femininos do Brasil. E aproveito para parabenizar a Risa pelos seus 15 anos e pela contribuição na divulgação da cidade em todo o Brasil. Cellso Afonso é proprietário de sua marca homônima de bolsas, calçados e acessórios. Presta também consultoria na área de criação e estilo para fábricas de calçados.


História

De Cataguases a Tiradentes

Município incrustado na região centro-oeste do estado de Minas Gerais, Nova Serrana tem sua história recheada de lendas e mitos, até se transformar em um dos principais polos calçadistas do país. Antiga terra dos índios Cataguases, a cidade foi anteriormente denominada Conquista, devido às lutas ocorridas no período de sua criação, por volta de 1675. Inicialmente, o povoado constituiu-se em uma das fazendas de Bento Pais da Silva, bandeirante paulista que chegou a Pitangui em busca de ouro. Elevada à categoria de distrito em 1869, Nova Serrana só viraria cidade em 1953. Do antigo arraial, entretanto, Nova Serrana conservou muito pouco, ou quase nada. Mesmo ostentando o título de capital nacional dos calçados esportivos (são mais de mil fábricas espalhadas por seu território, sendo que, atualmente, 56% de sua produção é de cal-

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çados femininos), boa parte de seu patrimônio histórico perdeu-se anos a fio. Entretanto, uma casa chama a atenção dos transeuntes, no centro da cidade. Uma casa simples, com pilares, portas e janelas de madeira, é a última recordação de uma época que não volta mais.

(...) são mais de mil fábricas espalhadas por seu território, sendo que, atualmente, 56% de sua produção é de calçados femininos (...) Contam os antigos moradores, através da tradição oral, que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, fez dali uma de suas casas de passagem.

Tempos depois, a Igreja local utilizouse do imóvel para a guarda de artigos religiosos usados nas cerimônias locais. E diz-se, até mesmo, que um dos assessores diretos do ex-presidente Juscelino Kubitschek também viveu por ali, sendo que seus herdeiros detêm até hoje a guarda do lugar. Se os “causos” são verdadeiros, ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: as condições da lendária moradia não vão nada bem. As portas, janelas e assoalhos estão apodrecidos, as paredes trincadas e o piso rachado, como atestam pesquisas da UFMG. Não sem razão, parte da população quer que o local seja um centro de memória da cidade, para que a antiga fazenda de Bento Pais da Silva, bandeirante paulista que chegou a Pitangui em busca de ouro, seja reconhecida nacionalmente não só como a capital nacional do calçado esportivo.


Raridade

Sapato mais antigo do mundo Local onde foi encontrado o sapato mais antigo do mundo

O par de sapatos de couro mais antigo de que se tem notícia está descrito em artigo publicado na revista científica de acesso livre PLoS ONE. Em notável estado de preservação, os calçados têm cerca de 5,5 mil anos e foram encontrados em uma caverna na Armênia. Feitos a partir de um corte único de couro, os sapatos foram feitos no tamanho exato para envolver os pés do dono e empregam cadarços. Com 24,5 centímetros de comprimento (equivalente ao tamanho 36 no Brasil), as peças podem ter sido usadas por mulheres ou mesmo homens, uma vez que se encaixam nos tamanhos dos representantes do período Calcolítico, segundo o grupo internacional de arqueólogos responsável pela análise. Os cientistas encontraram resíduos de grama no interior dos calçados, que poderiam ter servido para que as peças não perdessem seu formato ou para manter os pés aquecidos. A caverna onde foram encontrados está situada na província de Vayotz Dzor, próxima à fronteira com o Irã e com a Turquia. As condições da caverna – seca, fria e com ambiente estável – permitiram a conservação de diversos

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registros de interesse arqueológico. Além disso, o chão da caverna foi coberto por uma camada espessa de fezes de ovelha, que “selaram” as peças, ampliando ainda mais suas condições de preservação.

“Pensamos inicialmente que os sapatos e outros objetos ali encontrados tivessem entre 600 e 700 anos, por conta de suas excelentes condições. Somente quando o material foi datado por radiocarbono e espectrometria em dois laboratórios – em Oxford (Reino Unido) e na Califórnia (Estados Unidos) – é que soubemos que eles eram mais antigos até do que o Ötzi, o Homem de Gelo”, disse Ron Pinhasi, da Universidade de Cork, primeiro autor do artigo. Ötzi é uma múmia masculina bem conservada, com cerca de 5,3

mil anos, encontrada em 1991 em uma geleira dos Alpes de Ötztal perto do monte Similaun, na fronteira da Áustria com a Itália. Os sapatos foram encontrados por Diana Zardaryan, do Instituto de Arqueologia e Etnologia da Armênia, quando fazia seu pós-doutorado. “Fiquei impressionada por ver como até mesmo os laços estavam tão bem preservados”, disse Diana, outra autora do artigo. Outro detalhe interessante, segundo os cientistas, é que os calçados de couro se assemelham bastante aos modelos que eram usados comumente até a década de 1950 nas ilhas Aran, no oeste da Irlanda. “Há enormes semelhanças entre a técnica de manufatura dos sapatos encontrados na caverna na Armênia com outros usados por toda a Europa posteriormente, o que indica que esse tipo de calçado foi usado por milhares de anos em regiões de climas e ambientes bem distintos”, disse Pinhasi. O artigo First Direct Evidence of Chalcolithic Footwear from the Near Eastern Highlands, de Ron Pinhasi e outros, pode ser lido em dx.plos. org/10.1371/journal.pone.0010984


Celebridade

Por Beth Barra

O calçado antimonotonia

Com mais de 100 anos de história, o All Star segue sua trajetória de estilo e modernidade

Modelo Chucky, imbatível desde 1917

Na série moda e design, coleção de livros lançada pelo Design Museum de Londres, que ganhou edição nacional pela Editora Autêntica, um dos livros é dedicado aos calçados: Os 50 Sapatos que Mudaram o Mundo apresenta do Plimsoll, confeccionado em lona e lançado em 1830, pela Liverpool Rubber Company, ao stiletto de Roger Vivier. Entre os 50 ícones selecionados pela equipe do prestigiado museu londrino, com a supervisão de Deyan Sudji, diretor do espaço, estão também marcas celebrizadas por sua aparente simplicidade, entre elas, o Converse All Star e,

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para citar o Brasil, as interplanetárias Havaianas e a Melissa. “O sapato exerce claramente um fascínio no imaginário popular”, observou Deyan Sudji, na abertura da edição. O livro é uma viagem pela história de homens e mulheres, famosos e anônimos, marcas e estilistas. Criadores obstinados ora com a estética, ora com a arte, ora com o desenvolvimento de tecnologias para que o calçado seja, ao mesmo tempo, confortável e bonito. Ou, unicamente, impactante. No caso do All Star - a Converse, fabricante do tênis mais conhecido do mundo - comemorou em

2008 seu centenário - um conjunto de acasos, estratégias, parcerias e marketing elevou o tênis, então de lona preto, à condição de ícone de gerações. O All Star é um prodígio de estilo e faz parte da lista de jornalistas de moda como item indispensável do guarda-roupa - tal como o vestido preto, a camisa branca de shape masculino, as sapatilhas ou ballerines, o colar de pérolas, o trench coat, o jeans, as t-shirts, o pullover e cardigã, e outros itens que resistem às mudanças de estação, décadas e moods de temporada. A jornalista espanhola Nina Garcia, que se tornou conhecida


Celebridade

O modelo branco, em lona, é um dos ícones da marca e, para os modernos, quanto mais sujinho, melhor.

no Brasil com a publicação de “Os 100 +, o Guia de Estilo que Toda Mulher Fashion Deve Ter” (Editora Best Seller, 2009), dedicou um dos 100 ao tênis Converse: “atualmente são encontrados ao lado dos Loubountins e dos Manolos nos guarda-roupas femininos”, escreveu a expert, que logo depois lançou “O Livro Negro do Estilo”, com outras preciosas dicas. A Converse encarou diversas crises, embora o All Star não tenha perdido o posto de queridinho dos modernos, mesmo ao enfrentar a competição de marcas poderosas como Nike, Reebok, Puma e Adidas, especialmente nos anos 70, e quando estilistas e grifes começaram a incluir

modelos de tênis em suas coleções, fazendo acelerar os desejos de consumo de milhares de mulheres. Sim, porque tendo nascido como um tênis de basquete, e para os pés masculinos, o All Star caiu no street style e foi adotado pelas jovens, criando um círculo virtuoso - o gosto de usar (e até colecionar) o Converse atravessa gerações e atualmente a idade não é uma barreira. O uso do All Star faz parte de um certo estado de espírito, disposição intrínseca, muito além das ditaduras de tendências, bem de acordo com o slogan da marca - “All Star Stay True”, algo como continue sendo verdadeiro. Tanto que a Converse mantém a linha básica - e preferida pela maioria, por

sua característica old, sempre charmosa e quase vintage. Os fabricantes mantinham os clássicos e adorados modelos Chuck Taylor e Jack Purcell, porém, seguiam inovando. O cano curto, lançado em 1966, tornou-se conhecido como Oxford Sneaker, e agregou outros materiais à clássica lona, como couro, camurça e vinil.

O All Star vermelho, de cano médio, entra na lista de um dos mais desejados pelos fãs da marca

O apelo fashion do modelito dourado não perdeu o design clássico da marca

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Celebridade Use sem contraindicações e não escorregue no estilo Com tantas história, fãs e milhares de pares vendidos desde o lançamento do modelo Chuck Taylor, em 1917, o All Star tornou-se um curinga do guarda -roupa feminino. É preciso que ocorra uma sinergia entre consumidor e calçado para que os looks com o Converse não se tornem over. Nesse quesito, valem o estilo, a persona e o bom gosto para investir em produções hi lo. Quem tem uma vibe personalíssima sabe, exatamente, como misturar seu All Star com sobretudos ou vestidos leves, e tem o natural talento para inventar produções inusitadas e impactantes. Mas, em tempos de looks ladylike, botas de cano curto e muito salto alto, algumas dicas são preciosas: * Cano médio - Os modelos de cano médio permitem looks ainda mais inusitados e com mix de peças em edição hi lo (camiseta com alfaiataria, vestidos levinhos com jaquetas de couro ou casacos em estilo militar, itens grifados com uma t-shirt branca, básica e baratinha; saias de renda com moletons). * Combo - O trio jeans, camisa ou camiseta branca e All Star nos pés já é um clássico. Reinventar esse look, sempre fácil de usar, é investir em acessórios: cintos de couro com fivelas da temporada, um máxicolar sobre a t-shirt, faixas na cabeça (na última coleção inverno Max Mara as tops desfilaram com largas faixas nos cabelos presos e óculos escuros imensos) e investir em um All Star em edição fashion, como os modelos em cano médio dourado ou de oncinha. Nos dias mais frios, adicione trench coat ou casaco oliva em shape militar. * Terno com All Star ainda dá rock? - O tênis, até por sua vocação rock n’ roll, pode, sim, enfrentar um terninho, especialmente as mulheres. Mas não dá para ir a um evento formal com um belíssimo e caro terno e de tênis. A não ser que você seja uma estrela pop, que lance trends. Tênis com terninho pede hoje informalidade, e o melhor é usar de dia (ou no happy hour), com camisa de shape masculino, t-shirt com pontos de luz (tipo “podrinha de grife”). Os tênis clássicos, de cano curto e lona preta, vão bem com terninhos escuros, de corte masculino; acompanham também os ternos de modelos em brim, informais e em tons do deserto - como nude, bege. * Calça de alfaiataria - Peça-chave de uma produção com mix de elementos, no melhor do hi lo. O modelo marinho ou preto, em corte flare menos aberto, ou de cintura alta, ganha graça com camisetas e jaqueta jeans (a temporada de frio elegeu os modelos cropped, mais curtos, ou mais sequinhos, acentuando ligeiramente a cintura). Vale usar um modelo de tênis em couro ou dourado e uma bolsa média - de couro, design atualizado e boa marca.

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O All Star em produção rocker de butique, nas ruas de Nova York: jaqueta e short de couro, Converse nos pés. Perfeito! Reprodução/web


Celebridade * Vestidos e All Star continuam uma dupla must have - Os vestidos leves, vapororosos e de alcinhas ou decotados podem ser usados com sobretudo e paletó, tirando o excesso de açúcar da produção. O All Star de cano médio, de couro ou lona, pode ser usado até mesmo com meias finas, com minipoás. * Dress 2 - Vestidos de inverno, em tweed, veludo ou lã com All Star? Depende do shape (corte e silhueta) do modelo. Os secos, que remetem aos tubinhos dos anos 60, em estilo jumper (sem mangas) e decote redondo mais amplo, podem ser usados com um cardigã leve por baixo (como fez Miucha Prada na Miu Miu), meia fio 40 e All Star à escolha. * Rockabilly - Vestidos cinquentinha, de cintura marcada e roda discreta, ficam lindos com All Star básico, substituindo a ballerine (sapatilha). Use com jaquetinha jeans ou cardigã curtinho. * Perigo: saia-lápis e tênis costumam não ser elementos que se misturam bem. É preciso muita persona para envergar a saia que deixa a mulher mais sexy com calçados baixos. Nesse caso, deixe a diva emergir e vá de stilleto ou bota de cano curto, mas com salto.

A atriz Charlize Theron flagrada em passeio com o filho adotivo e Converse nos pés Reprodução/web

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Celebridade

Sucesso, falência e reinvenção

Coleção Converse x Oscar Niemeyer, lançada no segundo semestre de 2011 - alguns modelos trazem o poema “A Curva” impresso.

Dos representantes do old rock às celebridades do século 21, o All Star, oficialmente lançado em 1917, como parte de uma linha esportiva da Converse, tornou-se parte da história mundial por sua longevidade e pela presença nas revoluções dos usos e costumes, que permeiam não apenas a indústria da moda, mas sua interface com as artes, a política, o cinema, a música. Nomes lendários da telona, como James Dean e sua perfecto de couro, camiseta branca, jeans e All Star, marcou a juventude dos anos 50 com sua rebeldia, beleza e morte precoce. Outras estrelas da época, incluindo Elvis Presley, também adotaram o modelo, enquanto Bruce Springsteen, Graham Nash e Eddie Van Halen estremeciam os palcos calçando um par de All Star. Bem antes de atores e músicos adotarem o All Star, o modelo - feito de lona, sola grossa e biqueira de borracha revolucionou o basquete, especialmente após Charles “Chuck” Taylor ser convocado para ser o garoto propaganda do tênis nas quadras de basquete.

A atriz e comediante Sarah Silverman faz seu hi lo de vestido com cintura marcada e All Star vermelho - Reprodução/web

Chuck Taylor foi além: em 1921, sugeriu algumas mudanças no desenho da sola (para ganhar mais tração), além de uma proteção no calcanhar para melhorar o apoio dos jogadores. Em 1923, o Converse All Star Chuck Taylor foi lançado nos Estados Unidos, com as mudanças e batizado com o nome do jogador de basquete. Sete anos depois, o Chuck já era o tênis oficial do basquete norte-americano e outro modelo inovador foi lançado. O jogador de badminton, Jack Purcell, projetou um novo modelo, considerado igualmente inovador na década de 30, com design limpo, confortável, resistente e durável - o que ainda hoje caracteriza um legítimo All Star, dos clássicos às edições em couro, com desenhos assinados por estilistas e artistas plásticos e centenas de variações, com modelos extremamente femininos, outros masculinos e os tradicionais e imbatíveis unissex. Em 2001, a Converse enfrentou a maior crise de sua história e suas ações despencaram na bolsa norte -americana, chegando a valer menos de US$ 1. A empresa caiu no capítulo 11 da lei americana de

A jornalista Beth Barra é editora de Moda e Beleza do jornal Hoje em Dia e assina a coluna Necessaire no Portal HD www.hojeemdia.com.br

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O ícone Chuck Taylor All Star ganhou versão da grife carioca Dona Coisa, em couro malhado branco e preto

empresas em falência e foi assumida pelo grupo Footwear Acquisition, por 125 milhões de euros. Com isso, a produção foi deslocada para a Ásia, e as filiais estrangeiras fechadas ou convertidas em distribuidoras, com contratos de licenciamento. Dois anos depois, a Nike comprou a Converse, em uma estratégia de mercado: oferecer tênis mais baratos. O negócio foi fechado por US$ 305 milhões, o que equivalia praticamente ao valor da marca. Mas, graças à Nike, o tênis voltou ao mercado fortalecido, com foco global, redes seletivas de vendas e valor agregado, com campanhas de marketing e divulgação. Hoje, o nome All Star representa mais de US$ 2 bilhões em venda, e retomou seu slogan: “All Star Stay True”.


E-Commerce

Daniel Calçados

Única loja de vendas de produtos Grendene por atacado na web

Tradicional loja da região do Brás, em São Paulo, inova ao lançar a primeira página de compras de produtos Grendene por atacado online, com entrega para todo o Brasil.

A Daniel Calçados, tradicional loja de atacado da região do Brás, em São Paulo, representante exclusiva dos produtos Grendene, decidiu sair na frente dos concorrentes que oferecem atendimento aos lojistas apenas em suas lojas físicas. A empresa concluiu que deveria investir na tecnologia de uma loja virtual que facilitasse o atendimento às necessidades dos clientes de todo o Brasil, que encontravam dificuldades para realizarem as suas compras de produtos Grendene, a fim de preencherem os seus estoques. O departamento comercial da empresa direcionou suas atenções para a venda de calçados por atacado online, meio que foi desenvolvido para pos-

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sibilitar que o lojista reponha o seu estoque sem precisar sair do seu escritório, no momento que achar conveniente, recebendo os produtos em sua loja na data prevista. Essa necessidade do mercado e mais a visão empresarial de crescimento financeiro resultaram no lançamento do site oficial de vendas da Daniel Calçados, em junho de 2012, uma das primeiras páginas da web neste segmento e a única que vende exclusivamente produtos Grendene, com a finalidade de estabelecer um acesso direto e facilitado aos clientes para a realização de compras por atacado online. Na página, o cliente encontra os

produtos divididos nas categorias masculino, feminino, infantil e promoção. Os calçados são acompanhados pelas descrições de referência, modelo, valor unitário, valor da caixa, numeração, além das fotos da disponibilidade de cores de cada produto. A Daniel Calçados possui um grande estoque de todos os produtos apresentados no site. Sua metodologia de trabalho possibilita ao lojista a compra mínima de uma caixa com 12 pares, facilitando a aquisição de uma maior variedade de produtos e linhas, ao contrário de outros estabelecimentos que vendem um mínimo de 48 pares. As caixas com 12 pares são do mesmo modelo e da mesma


E-Commerce

cor, porém com tamanhos variados, conforme a descrição de cada grade. A quantidade mínima por compra é de uma caixa. Dessa forma, o cliente tem mais facilidade para encontrar o que ele realmente precisa. No que diz respeito às formas de pagamento disponibilizadas no site, a Daniel Calçados tem como opção o pagamento com cartão de crédito, podendo dividir a compra em dois cartões (3X sem juros), débito online (3% de desconto) e boleto bancário à vista (3% de desconto). A loja trabalha com pronta entrega para todo o Brasil. O site ainda reserva espaço para o atendimento aos clientes por meio de um chat online. Além disso, a Daniel Calçados possui uma página no Facebook que apresenta informações sobre produtos e promoções, servindo também para o contato e o esclarecimento de dúvidas de lojistas de todo o Brasil. De acordo com Adolfo Faria, gerente comercial da Daniel Calçados, o diferencial da loja está em investir sempre para melhor atender os par-

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ceiros lojistas em todas as suas necessidades. “Temos que estar sempre atentos para as novas tendências do mercado atacadista de calçados, e o e-commerce, além de facilitar o processo de compra para o lojista, representa um importante meio de contato e relacionamento com o cliente”. Para obter mais informações sobre os produtos e as promoções da Daniel Calçados, acesse: www.danielatacado.com.br Sobre a Daniel Calçados A empresa Daniel Calçados foi fundada em 23 de agosto de 2010 e está localizada na Rua Cavalheiro, no bairro do Brás, endereço considerado o mais tradicional em comércio atacadista de calçados de São Paulo. A Daniel Calçados traz consigo um know how de mais de 30 anos no ramo de atacado de calçados, sendo oriunda do grupo Distribuidora Wilson, tradicional fornecedor de produtos da Rua Cavalheiro, no bairro do Brás, na região metropolitana de São Paulo.

Além de ter herdado experiência e capacidade para se destacar neste segmento comercial, como especialista em distribuição de calçados por atacado, a Daniel Calçados conta com um fator preponderante, que a diferencia das demais concorrentes. A loja é representante e exclusiva da empresa Grendene, que desde 1971 é referência na concepção de produtos de alta qualidade, sendo considerada atualmente a mais avançada fábrica de calçados injetados do mundo. A Daniel Calçados distribui todos os produtos, marcas e lançamentos fabricados pela Grendene, para todo o Brasil, sempre com preços competitivos, prazos de pagamentos compatíveis com o mercado e entrega confiável. A loja trabalha com estoque próprio e atualizado com todas as novidades de cada estação, o que a credencia a oferecer produtos para pronta entrega, atendendo todas as necessidades dos clientes e lojistas do setor de varejo.


Rede

BanBan também faz 15 anos Uma das maiores redes de calçados do país também está em ritmo de baile de debutantes... a BanBan Calçados, que possui 15 anos no mercado de calçados no Ceará e está entre os líderes do setor em todo o Brasil. Hoje, são 5 lojas distribuídas pela capital Fortaleza e cidades importantes do Ceará, como Caucaia e Maracanaú. Com quase 400 funcionários, a BanBan Calçados está estruturada em diversos departamentos, como Compras, Marketing, Financeiro, Moda e outros. Durante esses 15 anos, a BanBan transformou-se em uma grande rede de lojas de calçados femininos, masculinos, infantis e acessórios e tem-se destacado por sempre antecipar tendências e oferecer marcas nacionais consagradas do mercado calçadista nacional.

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Pekeno-Pé

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Criações Roger

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Pulma

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Clamart

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Procampo

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Clovis

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Randall

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Daniel Calçados

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Raster

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Danguinho

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Rayconn

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Darus

(37) 3226-6289

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Ray-ker

(37) 3226-1696

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Espelho Meu

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Red Fox

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Evydency

(37) 3225-0222

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RCA

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Fenova

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RDW

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Frad

(11) 4220-4788

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Rekoba

(37) 3225-9999

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Francal

(11) 2226-3122

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Replay

(37) 3287-0279

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Gibizinho

(37) 3226-4672

13

Riccal

(37) 3226-5160

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Gogowear

(16) 3720-8286

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Roliman Juliet

(37) 3227-1210

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Hawai

(83) 3333-3931

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San Remo

(37) 3226-2520

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Host

(37) 3225-2334

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Stay

(16) 3721-7013

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Izalu

(37) 3525-1415

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Scaleno

(37) 3226-2615

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Jet Crazy

(37) 3226-2990

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Sport Fire

(37) 3228-2340

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Juliana Azevedo

(37) 3287-1702

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SP Treend

(14) 3416-1634

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Juliana Amaral

(37) 3228-8600

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Talya

(37) 3226-3660

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(37) 3226-3463

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Kiko e Kuka

(37) 3226-6888

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Tandder

Kombat

(14) 3372-1334

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Texas

(37) 3227-1118

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Letícia Morais

(37) 3225-1973

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Tomadella

(37) 3226-5236

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Levindo Assesoria

(37) 3225-4011

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Try Now

(37) 3226-1621

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Let’S

(37) 3226-2501

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Try Way

(37) 3226-3094

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Lindíssima

(37) 3226-0673

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Trento

(37) 3226-8070

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Lorenzza

(37) 3226-3882

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Vaquejada

(37) 3227-1135

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Magia da Terra

(37) 3226-2208

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Via Euro

(37) 3226-3016

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Marina Carvalho

(37) 3226-3574

21

Velluti

(37) 3228-0000

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Marina Rio

(37) 3226-1552

70

Via Sol

(83) 3341-4163

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Mikelly

(37) 3226-0348

02

Via Vip

(37) 3228-9000

04

(37) 3287-0055

77

Mini-Pé

(37) 3226-3100

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Wilhans

Mouser

(37) 3225-1981

17

X-By Rio

(37) 3226-1864

89

Nara Martins

(37) 3226-1016

79

Zagga

(37) 3226-0777

31

Empresas do Encarte

Ferrati (37) 3225-9300 • Ferratinho (37) 3225-9300 • Star UP (37) 3225-1823

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Risa Revista do Calçado - Edição 56