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r e v i s ta b r a s i l e i r a d e a d m i n i s t r a ç ã o

Ano XXIV • Nº 101 • Julho/Agosto de 2014

Entrevista

Adm. Sérgio Bezerra defende a criação de escolas técnicas profissionalizantes

Pleito

Sistema CFA/CRAs inicia os preparativos para realizar as suas eleições

Vote consciente

Participar do processo eleitoral é mais que demonstrar interesse pela política. Trata-se de uma opção que influencia de forma direta o futuro do Brasil

Branding, uma força para a sua marca Ação e investimentos ajudam a fidelizar clientes, fornecedores e funcionários

Personalidade e postura dão toque especial Quando os currículos são parecidos, traços pessoais

9 771517 200009

00101

passam a valer pontos

R$ 9,90

O exemplo de empreendedorismo a base de cupcakes e o líder desprendido que encoraja a inovação.


ELEIÇÕES 2014 SISTEMA CFA/CRAs - 15 de OUTUBRO ELEIÇÕES PARA CONSELHEIROS

PROFISSIONAL DE ADMINISTRAÇÃO Dia 15 de outubro de 2014 vote pelo site www.votaadministrador.org.br. Este ano as eleições serão novamente online, em todo território nacional.

COLÉGIO ELEITORAL Verifique se o seu nome está no Colégio Eleitoral. Informe-se no seu Conselho Regional. ATUALIZE SEU CADASTRO Faça a sua atualização cadastral junto ao Conselho Regional do seu estado. Não deixe para a última hora. FIQUE ATENTO AOS PRAZOS Acesse o portal do CFA (www.cfa.org.br) e confira o Calendário Eleitoral das Eleições 2014.


CDI

15 de OUTUBRO em todo BRASIL

VOTE ONLINE Exerça sua cidadania profissional. Contribua com a sua profissão.

Mais informações: www.votaadministrador.org.br


Editorial

Exercício da

democracia O

futebol é impor-

A matéria de capa sobre as eleições vem acompanhada nesta

tante

os

edição por reportagens sobre gestão de marca ou simples-

para

brasileiros. Mas,

mente branding, como preferem chamar os profissionais

passada a Copa do Mundo, é

que se dedicam a cultivar a relação de afeto entre consumi-

hora de concentrar esforços

dores e produtos; do diferencial apresentado por aqueles

para as eleições do próximo

que levam toques de sua personalidade e postura para os

mês de outubro. O futuro do

ambientes de trabalho; a força empreendedora que está modi-

Brasil está em jogo e parti-

ficando o perfil do brasileiro já é sentida e provoca bons resulta-

cipar de todo o processo elei-

dos; e a atribuição do responsável técnico dentro das empresas.

toral é uma questão de cidaADM. SEBASTIÃO LUIZ DE MELLO Presidente do CFA

dania. A omissão é o mesmo que aceitar os desmandos, a corrupção e fugir da responsa-

bilidade de lutar pelo desenvolvimento social e econômico do País. O momento exige engajamento. Mais que o envolvimento com a escolha de deputados, senadores, governadores e presidente da República, os eleitores - e a população brasileira em geral - devem se preparar para acompanhar o trabalho dos escolhidos durante todo o período do mandato. Não é possível e muito menos aceitável que o nome dos eleitos sejam esquecidos logo após o pleito, pois os cargos eletivos devem ser ocupados por quem, obrigatoriamente, representa os desejos e anseios da população e, assim, a conexão entre representantes e representados tem que ser selada por laços permanentes. O ato de votar é o mais puro exercício da democracia. É o momento em que a sociedade manifesta sua vontade e deve ser respeitado. A discussão sobre o tema aflora nesta época, quando a campanha toma as ruas e invade os veículos de comunicação. A Revista Brasileira de Administração (RBA) também entra em campo para trazer luz sobre as informações de cunho eleitoral.

4

rba | revista brasileira de administração

No espaço reservado para a entrevista, o experiente Administrador Sérgio Bezerra, que é especialista em Administração Financeira e Pesquisa Operacional e Mestre em Administração, com ênfase em Administração de Recursos Humanos, se mostra um defensor da educação como meio para se buscar a evolução da gestão. Liderança e empreendedorismo pautam o conteúdo compartilhado entre a RBA e a conceituada publicação HSM Management. Cabe destacar que o ícone Mike Myatt afirmou à equipe de reportagem que o desprendimento do líder encoraja a inovação e atrai a colaboração. Para Myatt, os melhores líderes são aqueles que mais investem na reflexão e incentivam suas equipes a refletir. A seção conta ainda a história de duas jovens empreendedoras responsáveis pela inclusão da palavra “cupcake” no dicionário gastronômico. E como a preocupação com a saúde deve ser constante, a coluna “Bem-estar” traz dicas de como se alimentar durante a jornada laboral. É bom prestar atenção, pois especialistas recomendam que o mais indicada é comer a cada três ou quatro horas para manter o metabolismo do organismo funcionando adequadamente. Boa leitura!


Sumário Ano XXIV • Nº 101• JULHO/AGOSTO DE 2014

ENTREVISTA

TRABALHO

AVANÇO

10

18

21

Administrador e professor Sérgio Be-

Conforme está previsto em lei, empre-

Antes, o sucesso profissional estava

zerra defende que não investir o que é

sas que exploram atividades relacio-

relacionado à conquista da “vaga per-

devido e não ter a consciência da im-

nadas à Administração devem contar

feita” numa grande empresa ou na

portância da educação como atividade

com

“devidamente

aprovação em concurso público. Hoje,

transformadora da realidade organi-

registrado e no pleno gozo de seus di-

o caminho da felicidade com o traba-

zacional se constituem nas maiores

reitos sociais”. A obrigatoriedade legal

lho também passa pelo empreendedo-

e mais graves falhas ainda praticadas

reflete uma reserva profissional de

rismo, na execução de ideias próprias

por empregador e empregado.

mercado exclusiva à profissão.

em negócios próprios.

Bezerra aponta educação como redenção para os “pecados”

Responsabilidade técnica exige comprometimento e dignidade

Administrador

LEITOR | 08

ARTIGOS

CONEXÃO | 49

16

CONSELHO | 54

Brasileiros deixam para trás o receio de empreender

ADM. SEBATIÃO LUIZ DE MELLO Agora é oficial!

24

EDUARDO PEDREIRA O problema das pessoas centralizadoras

32

ADM. CÍCERO CAMPOS DE MENDONÇA JÚNIOR A importância do líder nas organizações

34

ADM. HÉLIO MEIRIM Tecnologia e logística – Uma dupla de sucesso

6

rba | revista brasileira de administração


revista brasileira de administração

CAPA

26

Voto consciente: o peso de quem decide o futuro O próximo mês de outubro será de eleições no Brasil. O ato de votar e a participação em todo o processo eleitoral que antecede o dia de votação são essenciais para que o eleitor escolha bem seus representantes e assim contribua com a construção do futuro do País. Não há como ficar de fora, pois os beneficiários da alienação são os maus políticos. O envolvimento e a busca por informações são as melhores armas contra os desmandos e a corrupção.

36

38

50

A cada três ou quatro horas é indicado

Conteúdo compartilhado entre a RBA

Convivência, comunicação e reci-

que se coma para manter o metabolis-

e HSM Management traz a história

procidade ajudam a estabelecer elo

mo funcionando adequadamente. Para

do empreendimento que cresceu a

de confiança e bom sentimento entre

evitar excessos e se alimentar da ma-

base de cupcakes e a entrevista com

consumidor e produto. Para alimentar

neira correta no ambiente de trabalho,

Mike Myatt, uma autoridade quando o

tal relacionamento, empresas inves-

há opções mais nutritivas.

assunto é liderança.

tem cada vez mais em branding.

Cuide com o que você come no trabalho

HSM: lição de empreendedorismo

Boa gestão da marca traz resultado

62

Aposta na marca pessoal tende a render A absurda competitividade no mercado de trabalho e a “padronização” dos currículos têm feito com que empregadores valorizem as características pessoais dos seus pretendentes a colaborador.

julho/agosto – 2014 | nº 101

7


LEITOR

As mensagens para a RBA podem ser enviadas para SAUS, Quadra 1, Bloco L, Edifício Conselho Federal de Administração, Brasília/DF, CEP 70070-932, e-mail: rba@cfa.org.br ou fanpage: facebook.com/cfaadm

O conteúdo está cada vez mais interessante, por ser apresentado em uma linguagem que instiga o desejo de ler; o design, inovador, alegre. Uma sugestão para as matérias: a inserção de uma área para os estudantes de Administração divulgarem seus artigos/ estudos. Isso pode aumentar o número de assinantes com esse perfil. Raissa Padilha INFORMAÇÃO CFA: Raissa, é muito importante a

participação de nossos leitores na construção da RBA e, em relação à sugestão, encaminharemos para o Conselho Editorial da Revista.

Este já é o segundo ano que pago a anuidade dentro do prazo estabelecido, que promete aos administradores um ano de recebimento da Revista. Até onde vamos ensinar o PDCA onde o próprio Conselho não utiliza adequadamente estas ferramentas? Em tempos de transparências, está na hora de mostrarmos que também incorremos em erros. Só nos resta reconhecermos, voltar atrás e executar reparos para que a credibilidade aumente. Gesimar Teixeira Lima INFORMAÇÃO CFA: Gesimar, já acionamos a

distribuidora da Revista para verificar o que está acontecendo. Hoje, o índice de reclamação de não recebimento da RBA é de menos de 1% – procedimento documentado pela ISO 9001 – e focamos o nosso trabalho no PDCA para que possamos diminuir, ainda mais, esse índice de reclamação. Agradecemos por suas ponderações que são muito importantes para balizarmos o nosso trabalho.

8

rba | revista brasileira de administração


Leitor da RBA, mantenha sempre o seu endereço atualizado. Se houver qualquer alteração, encaminhe-a para rba@cfa.org.br ou pelo telefone: (61) 3218-1818.

EXPEDIENTE

Editor | Conselho Federal de Administração Presidente | Adm. Sebastião Luiz de Mello Vice-Presidente | Adm. Sergio Pereira Lobo

A matéria de capa da RBA 99 ficou excelente, retratando bem a realidade da mobilidade urbana do nosso país e como a falta de um planejamento em longo prazo acabou afetando a Copa do Mundo. Parabéns! A RBA melhora a cada edição! Cícero Júnior

Acabei de receber o meu exemplar da revista RBA, edição 99, e fiquei muito feliz. Estou me deliciando com a sua leitura, porém, não recebi a edição de nº 98. Podem me encaminhar? Carla Mutti INFORMAÇÃO CFA: Carla, a sua edição 98 foi reencaminhada e pedimos aos assinantes que deixaram de receber algum exemplar da RBA que notifiquem pelo CFA por meio do e-mail rba@cfa.org.br , para que possamos fazer o reenvio do exemplar.

CONSELHEIROS FEDERAIS DO CFA 2013/2014 Adm. João Coelho da Silva Neto (AC) • Adm. Armando Lobo Pereira Gomes (AL) • Adm. José Celeste Pinheiro (AP) • Adm. Nelson Aniceto Fonseca Rodrigues (AM) • Adm. Ramiro Lubián Carbalhal (BA) • Adm. Francisco Rogério Cristino (CE) • Adm. Rui Ribeiro de Araújo (DF) • Adm. Hércules da Silva Falcão (ES) • Adm. Dionízio Rodrigues Neves (GO) • Adm. José Samuel de Miranda Melo Júnior (MA) • Adm. Alaércio Soares Martins (MT) • Adm. Sebastião Luiz de Mello (MS) • Adm. Gilmar Camargo de Almeida (MG) • Adm. Aldemira Assis Drago (PA) • Adm. Lúcio Flávio Costa (PB) • Adm. Sergio Pereira Lobo (PR) • Adm. Joel Cavalcanti Costa (PE) • Adm. Carlos Henrique Mendes da Rocha (PI) • Adm. Rui Otávio Bernardes de Andrade (RJ) • Adm. Ione Macedo de Medeiro Salem (RN) • Adm. Valter Luiz de Lemos (RS) • Adm. Paulo César de Pereira Durand (RO) • Adm. Carlos Augusto Matos de Carvalho (RR) • Adm. José Sebastião Nunes (SC) • Adm. Silvio Pires de Paula (SP) • Adm. Adelmo Santos Porto (SE) • Adm. Renato Jayme da Silva (TO) CONSELHO EDITORIAL Prof. Adm. Idalberto Chiavenato • Prof. Carlos Osmar Bertero • Prof. Milton Mira de Assumpção Filho CONSELHO DE PUBLICAÇÕES Adm. João Coelho da Silva Neto • Adm. Gilmar Camargo de Almeida • Adm. José Sebastião Nunes • Adm. Renato Jayme da Silva • Adm. Francisco Rogério Cristino COORDENAÇÃO DOS CONSELHOS EDITORIAL E DE PUBLICAÇÕES Adm. Adelmo Santos Porto

Sou registrado no CRA-DF e um

Gostei muito da publicação

profundo admirador da RBA.

de minha participação na

Aproveito para parabenizá-los

edição 100. O jornalista Rafael

pela qualidade editorial desta

abordou muito bem a matéria

respeitada publicação.

comemorativa. Parabéns.

Adm. Givaldo Antônio

Adm. Schirlei Mari

Machado Cardoso

Freder

Gostaria de agradecer pela pronta

Gostaria de agradecer aos

entrega da edição nº 99 da RBA

responsáveis e informar que já

que faltava receber. Chegou

estou com o exemplar da RBA

também a deste bimestre, a nº 100.

em mãos.

Justina Inêz Alessi

Adm. Ailton Oliveira

Quero registrar, com muita

Gostaria de agradecer pela

satisfação, que recebi as duas

presteza em resolver meu

revistas, sendo uma referente

atraso na revista nº 98.

ao ano de 2013 e a primeira

Adm. Ana Rachel

relativa à assinatura de 2014. Fico muito agradecido. Adm. Jackson Gomes

PRODUÇÃO Coordenação Editorial: Straub Design • Diretor Executivo: Adm. Wilgor Caravanti • Editor–Chefe: Francisco José Z. Assis • Diretor de Criação: Ericson Straub • Diretor de Arte: Fernando Ratis • Redação: Adriana Franco, Ana Graciele Gonçalves, Cinthia Zanotto, Mara Andrich, Nájia Furlan e Rafael Fontana • Revisão: Mônica Ludvich • Diagramação: Fernando Ratis, Patricia Bianco e Rafaela Lech • Impressão: Plural Indústria Gráfica • Tiragem: 120 mil exemplares REPRESENTAÇÃO COMERCIAL Conecta Marketing Direto (Wladimir Reis) Tel.: (11) 98969-6075 E-mail: publicidade@cfa.org.br ASSINATURAS E-mail: rba@cfa.org.br | Portal: www.revistarba.com.br Telefone: (61) 3218-1818 | Fax: (61) 3218-1833 A RBA é uma publicação bimestral do Conselho Federal de Administração sob a responsabilidade da Câmara de Desenvolvimento Institucional, Conselheiros: Adm. Adelmo Porto, Adm. Dionizio Neves e Adm. Carlos Augusto, e da coordenadora técnica RP Renata Costa Ferreira. As matérias não refletem necessariamente a opinião do CFA. *Todas as imagens não creditadas são de propriedade do banco de imagens Shutterstock. A RBA é certificada pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) como de circulação controlada de conteúdo dirigido

julho/agosto – 2014 | nº 101

9


ENTREVISTA POR_Mara Andrich

Experiência

diversificada Adm. Sérgio Bezerra defende a verticalização das atividades educacionais das instituições de ensino superior com a criação de escolas técnicas profissionalizantes

G

raduado em Administração pela Universidade

Revista Brasileira de Administração (RBA):

do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 1971,

Com sua experiência como mestre em Adminis-

o professor Sérgio Bezerra é especialista em

tração, com ênfase em Recursos Humanos, como

Operacional

o senhor avaliaria e apontaria o grande “pecado”

pela Confederação Nacional da Indústria e mestre em

das empresas, hoje, quando o assunto é Recursos

Administração, com ênfase em Administração de Recursos

Humanos (RH)? A maneira como alguns empre-

Humanos, pela Universidade de Fortaleza.

gadores agem hoje em dia pode deixar a relação

Administração

Financeira

e

Pesquisa

Defensor da educação para melhorias da gestão, Bezerra acredita que o Brasil ainda passa por problemas estruturais – o que pode levar ao chamado “custo Brasil” e à deterioração da moeda – e pela baixa produtividade na indústria, o que pode fazer com que os produtos brasileiros não consigam mais competir com as mercadorias de outros países. Preocupado com a interferência constante de profissionais de outras áreas na Administração, o professor, que já representou órgãos de classe, vê a falta de unidade de propósitos

10

empregado-empregador muito difícil e complicar, assim, o bom andamento do trabalho. O que o senhor apontaria que mais ocorre, hoje, de erro por parte do empregador e também do empregado? Como administrar isso dentro de uma corporação? Sérgio Bezerra (SB): A área de Recursos Humanos adquiriu a condição de uma das mais consistentes especialidades da Administração ao final da década de 1980, com a expansão da economia dos países ricos e com a instauração da democracia como modelo de governo

e a autoproteção como os principais problemas da categoria

em várias nações da América Latina e do Leste Euro-

e defende a verticalização das atividades educacionais das

peu. Esses fenômenos permitiram, de maneira defini-

instituições de ensino superior com a criação de escolas

tiva, a inserção da política no ambiente organizacional

técnicas profissionalizantes.

como fator de negociação entre o capital e o trabalho.

rba | revista brasileira de administração


Foto: Divulgação


Entrevista A partir desse momento, tanto o seg-

maiores pecados ainda praticados

mento empresarial quanto a classe

pelo empregador e pelo empregado.

trabalhadora perceberam a necessidade de adquirir um preparo intelec-

Não investir o que é devido e não ter a consciência precisa da ação da educação como atividade transformadora da realidade organizacional constituem, a meu ver, os maiores pecados ainda praticados pelo empregador e pelo empregado.

tual mais enraizado para os embates políticos que se configuravam, cuja perspectiva de vitória perpassaria, inevitavelmente, pela absorção do conhecimento formal. O empregador tratou de obter uma melhor qualificação e passou a adotar técnicas mais apuradas e procedimentos operacionais mais eficientes, bem como está a promover medidas para exercer um estilo de gestão mais humanizado – este último de difícil execução haja vista a cultura de autoritarismo e mandonismo que vigora nas instituições, notadamente nas empresas privadas. O empregado, por sua vez, vem de despender esforços para obter uma capacitação profissional mais qualitativa ao participar, com maior frequência, de cursos profissionalizantes de ensino médio e superior. Além disso, o conhecimento adquirido permite maior conscientização quanto à defesa de seus interesses, levando-o à filiação a sindicatos e a entidades classistas, organismos capazes de patrocinar reivindicações e ganhar causas históricas, em particular aquelas que se referem a melhorias salariais e condições laborais. Esse cenário remete à necessidade imperiosa de as empresas e os Recursos Humanos terem a noção exata da importância da educação como poderoso instrumento de melhoria de gestão, a beneficiar entes tão antagônicos quanto o capital e o trabalho. Não investir o que é devido e não ter a consciência precisa da ação da educação como atividade transformadora da realidade organizacional constituem, a meu ver, os

12

rba | revista brasileira de administração

Foto: Divulgação

RBA: Com larga experiência no ambiente acadêmico, como o senhor avalia os cursos de Administração na época em que começou a lecionar e hoje? Houve evolução? O senhor acredita que os cursos de Administração são muito abrangentes? Acredita mais no profissional que “sabe um pouco de tudo” ou naquele que se especializa? SB: Fui avaliador do MEC/INEP de 1997 a 2006, período em que se deu a grande expansão dos cursos de Administração no Brasil, tendo a oportunidade de perceber e vivenciar profundas mudanças na área, em especial aquelas relativas à elevação da titulação dos docentes nas instituições públicas. Sou aposentado da Universidade Federal do Ceará e, quando ingressei na Faculdade de Administração, no ano de 1980, havia apenas um mestre no corpo docente constituído, à época, por cerca de 20 professores. Hoje, passados 34 anos, o quadro foi expandido para 41 docentes, dos quais 90,9% são doutores e 9,1% são mestres. Tal fenômeno também ocorreu nas instituições privadas, muito embora em menor escala, a influenciar de forma muito positiva a melhoria do ensino ministrado. Outro ponto a considerar foi a implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) pelo Ministério da Educação, em 2004, o qual, apesar de requerer permanentes ajustes, está a prestar um excelente serviço ao ensino superior brasileiro. Aspecto favorável a ser destacado é o envolvimento do Sistema Conselho Federal de Admi-


nistração na avaliação da qualidade dos cursos, a promover a institucionalização do processo e a ensejar uma efetiva participação dos CRAs nos cursos existentes em sua área geográfica de atuação, além de proporcionar uma salutável aproximação entre a academia e os organismos

Algumas instituições de ensino superior já entenderam a importância de verticalizar as suas atividades educacionais, mediante a oferta de cursos de graduação e a criação de escolas técnicas profissionalizantes em sua estrutura.

fiscalizadores da profissão. O curso de Administração possui a tendência natural de ser generalista, multicultural e multifacetado, a adotar uma visão histórica e abrangente do mundo dos negócios, cuja ênfase deverá sempre recair sobre a valorização do ser humano como principal sujeito de qualquer processo organizacional. É válido observar que um bom curso deverá levar o aluno a adquirir, ao longo de quatro anos, uma formação específica e motivadora nas várias especialidades

da

Administração

(recursos humanos, marketing, produção, finanças, métodos e sistemas, material, gestão etc.) que o remetam à pós-graduação, porquanto em um mundo cada vez mais competitivo o estudo permanente e a atualização do conhecimento são atitudes obrigatórias para quem deseja alcançar o sucesso profissional. RBA: Como professor e representante de diversos órgãos, como o senhor avalia a situação econômica do país hoje? O senhor acredita que estamos no caminho certo? Está otimista? Em que setores nós, brasileiros, temos que nos envolver mais?

alcançar alguns objetivos funda-

a ser resolvida é a baixa produtividade

mentais para o país, quais sejam:

da indústria, cujos produtos não conse-

a) debelar o mal crônico da inflação;

guem competir em situação de igual-

b) fincar as bases para um consistente

dade com as mercadorias similares

processo de crescimento; e c) possibili-

de países ricos por conta da falta de

tar às pessoas, ao governo e às empre-

investimento em pesquisa e tecnologia

sas um planejamento de médio e longo

e da baixa qualificação profissional do

prazos. O Plano Real ensejou, também,

capital humano nacional.

ganhos de renda para a população e impulsionou os investimentos estrangeiros. Essas conquistas permitiram ao Brasil inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico. Entretanto, apesar de estar consolidado, corre-se o risco de sucumbir a alguns perigos por conta da ausência da implantação

RBA: Em outubro temos eleições, e o voto consciente está cada vez mais escasso, pois sabemos que o brasileiro, de modo geral, não se envolve com política e até esquece em quem votou. Como mudar essa situação?

de medidas necessárias à sustenta-

SB: Trata-se de uma excelente opor-

bilidade da moeda. O que se viu nos

tunidade para se eleger candida-

últimos anos foi um desgaste dos indi-

tos sérios, honestos, competentes,

cadores de inflação, da taxa de juros e

comprometidos com a melhoria das

do desequilíbrio das contas públicas.

ações de educação e de saúde, capa-

Não foram feitas as reformas política,

zes de contribuir para a criação de

agrária e fiscal, a desfavorecer o saldo

uma infraestrutura eficiente e eficaz

positivo do Plano. Os problemas estru-

de energia, estradas, navegação de

turais são outro entrave e, se não forem

cabotagem, portos e aeroportos e que

resolvidos em curto prazo, os preços

façam o povo superar a máxima dita

começarão a aumentar, novamente, por

por Pelé há mais de 30 anos, de que

conta do chamado “custo Brasil”, fenô-

o brasileiro não sabe votar. Mesmo

SB: Pode-se afirmar que o Plano Real,

meno que leva à deterioração da moeda.

com todas essas agruras, julgo estar

cujo aniversário de 20 anos comemo-

É válido observar ser a confiança a base

o Brasil a evoluir de forma positiva

rou-se em fevereiro de 2014, foi um

da moeda e para que essa confiança

e que a minha geração ainda verá o

exista a economia tem de estar em uma

país atingir o seu destino de ser uma

situação de equilíbrio. Outra questão

grande nação.

marco significativo para a economia brasileira,

porquanto

conseguiu

julho/agosto – 2014 | nº 101

13


Entrevista RBA: Já existem algumas medidas

RBA: Como é seu trabalho à frente

relevantes no Brasil em relação a

do Instituto de Desenvolvimento,

plantação de cursos e faculdades

isso, não é?

Inovação e Cidadania (INDIC)? O

e de escolas técnicas profissiona-

SB: Medida relevante para essa moda-

RBA: O senhor presta serviços de consultoria técnica para a im-

lizantes de ensino médio em todo

que o instituto desenvolve?

lidade de ensino foi o lançamento do

SB: Trata-se de uma instituição sem

Programa Nacional de Acesso ao Ensi-

fins lucrativos, dedicada à elaboração

no Técnico e Emprego (PRONATEC),

de projetos e estudos nas várias mo-

criado pelo Governo Federal, em 2011,

dalidades da educação e à execução

com o objetivo de ampliar a oferta de

de pesquisas, diagnósticos e pareceres

SB: Em 1942, quando da criação do

cursos de educação profissional e tec-

nas áreas social, econômica e finan-

Serviço Nacional de Aprendizagem

nológica, cuja meta é atingir o total de

ceira. O último trabalho realizado foi

Industrial (SENAI), um de seus idea-

8 milhões de matrículas até o final de

a elaboração de projeto para a criação

lizadores, o engenheiro suíço Roberto

2014, em 220 cursos técnicos e 646 cur-

da Faculdade de Ciências e Tecnolo-

Mange, já alertava o país para a ne-

sos de qualificação, com investimentos

gia do Nordeste (FACINE) e da Escola

cessidade da formação de técnicos de

da ordem de R$ 14 bilhões. Creio ser um

Técnica MRH, pertencentes ao Grupo

ensino médio, alegando que para cada

campo de atuação muito promissor

MRH – Gestão de Pessoas –, conside-

profissional de curso superior deveria

para as escolas técnicas e para um

rado o maior conglomerado da área de

haver pelo menos três de nível mé-

expressivo contingente de jovens caren-

recursos humanos do Ceará, a atuar

dio. Hoje, 72 anos após essa diretriz,

tes de uma qualificação profissional.

em vários estados do Nordeste.

o Nordeste do país. Como é esse trabalho? Qual a importância, em sua opinião, do ensino técnico -profissionalizante?

percebe-se que tal objetivo ainda não foi alcançado. É lamentável a existência dessa lacuna, uma vez que tal

Sérgio Bezerra

carência se reflete de forma negativa no ambiente laboral, a constituir uma das causas da baixa produtividade das empresas brasileiras. O fenômeno é

Registrado no Conselho Regional de Administração do Ceará (CRA-CE) sob o número 1486

mais visível no segmento industrial, principalmente no que diz respeito às profissões da área de tecnologia. Algumas instituições de ensino superior já entenderam a importância de verticalizar as suas atividades educacionais, mediante a oferta de cursos de gradu-

Graduado em Administração pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1971; especialista em Administração Financeira e Pesquisa Operacional pela Confederação Nacional da Indústria (CNI/1972); mestre em Administração, com ênfase em Administração de Recursos Humanos, pela Universidade de Fortaleza (1998)

ação e a criação de escolas técnicas profissionalizantes em sua estrutura. Nesse sentido, julgo existir um grande potencial de mercado a ser atendido

no SESI (Departamento Nacional – ambos sediados no Rio de Janeiro),

no Nordeste do país, que está a obter

entre 1970 e 1977. No mesmo ano de 1977 voltou para Fortaleza para

um elevado índice de crescimento

desenvolver trabalhos administrativos no SESI do Ceará. Ingressou na

econômico nos últimos anos e que

Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1980 e aposentou-se da insti-

precisa de mão de obra qualificada

tuição em 2009, exercendo vários cargos. Acadêmico fundador e Diretor

para as inúmeras empresas já instaladas

Administrativo da Academia Cearense de Administração.

ou a serem implantadas na região.

14

Atuou na iniciativa privada durante dez anos, em especial no SENAI e

rba | revista brasileira de administração


OPINIÃO

Agora

é oficial! É possível criar uma organização sem o mínimo de planejamento, mas é difícil mantê-la funcionando sem uma administração profissional

16

rba | revista brasileira de administração


A

o assinar a Lei n° 12.967, em

tir daí, os egípcios passaram a adotar

Com o progresso muitas vezes vertigi-

6 de maio de 2014, a presi-

um modelo de Administração pública

noso em todos os campos do conheci-

dente da República, Dilma

sistematizada e organizada e os chine-

mento, a evolução e o aperfeiçoamento

Rousseff, oficializou o 9 de setembro

ses, mestres também na arte de admi-

dos cursos de Administração atraem

como o Dia Nacional do Administrador,

nistrar, instituíram a Constituição de

cada vez mais jovens empenhados em

dando uma nova dimensão à data em

Chow, com seus oito regulamentos e as

se destacarem no cenário empresarial.

que a profissão foi regulamentada

Regras de Administração. Nesse con-

Entre as diversas graduações do país,

pela Lei nº 4.769, há quase cinco dé-

texto, duas instituições se destacaram:

esta é a que apresentou o maior nú-

cadas, quando também foram criados

a Igreja Católica Romana, considerada

mero de matrículas em 2012: 848.915,

os Conselhos Federal e Regionais de

a organização formal mais eficiente da

de acordo com o Censo da Educação

Administração (CFA e CRAs), fortale-

civilização ocidental, e as corporações

Superior INEP/MEC. É importante

cendo e ampliando o reconhecimento da

militares, com sua rígida hierarquia de

comemorar também o fato de que,

categoria para o conjunto da sociedade.

poder, passaram a adotar os princípios,

em janeiro de 2014, foram contabi-

práticas e estratégias administrativas

lizados 343.647 profissionais regis-

utilizados pelas grandes empresas.

trados nos Conselhos Regionais de

Este é, portanto, um bom momento de ressaltarmos o aparecimento da or-

Administração (CRAs). Esse excelen-

ganização empresarial e da moderna Administração atual, que ocorreria apenas no final do século 18, com o fenômeno da Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra com a invenção da máquina

Com o progresso muitas vezes vertiginoso em todos os campos do

a vapor por James Watt. Finalmente,

conhecimento, a evolução

no início do Século 20, a Administração

e aperfeiçoamento dos

obteve o status de ciência, quando

cursos de Administração

o engenheiro americano Frederick Winslow Taylor publicou, em 1911, sua mais importante obra, “Princípios de Administração Científica”. Outros importantes estudiosos da Ciência da

atraem cada vez mais jovens empenhados em se destacarem no cenário empresarial”

Administração – Henry Fayol, Max Weber, Frank Gilbreth, Henry Ford e, mais recentemente, Peter Drucker e Idalberto Chiavenato, entre outros – transformaram a arte de administrar na ciência que hoje congrega uma eficiente comunidade espalhada por todo o planeta. Comemorando mais este passo importante, não é demasiado relembrarmos um pouco da história da Administração — que remonta há 5000 a.C., quando o povo sumério desenvolveu a escrita cuneiforme, possibilitando os primeiros registos administrativos, econômicos e políticos de que se tem notícia. A par-

te desempenho se deve, entre outros fatores, ao vasto mercado de trabalho brasileiro, que se encontra à disposição desse profissional, no setor privado ou público, com vínculo de emprego ou atuando como autônomo, consultor ou gestor de seu próprio empreendimento empresarial. Lembremos que é possível criar uma organização sem o mínimo de planejamento, mas é difícil mantê-la funcionando sem uma Administração profissional. O deputado Sandro Mabel (PMDB-GO),

No atual patamar de desenvolvimento da sociedade moderna a figura do administrador assume relevância cada vez maior, o que torna esse profissional cada vez mais requisitado nas tarefas de planejar, organizar, coordenar e controlar as atividades e processos das organizações – públicas ou privadas. E sua maior contribuição é a de proporcionar o desenvolvimento socioeconômico e da sociedade em geral, com atuação nas diversas áreas organizacionais: produção,

autor da lei que criou o Dia Nacional do Administrador, fez uma declaração que tenho orgulho de transcrever: “Sou administrador e sei que a categoria merece essas e outras vitórias. Admiro muito esses profissionais que dedicam sua vida para e pela Administração. Temos que valorizar isso. Vou continuar trabalhando para que os administradores sejam ainda mais reconhecidos”. Agora é oficial! 9 de setembro é o Dia Nacional do Administrador.

finanças, patrimonial, logística, mercadológica, administração de pessoas, orçamento, sistemas e métodos, etc.

Adm. Sebastião Luiz de Mello Presidente do CFA

julho/agosto – 2014 | nº 101

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RESPONSÁVEL TÉCNICO POR_ CINTHIA ZANOTTO

Responsável técnico:

prêmio e risco O Administrador é o único profissional habilitado para assumir a responsabilidade técnica na sua área de atuação em uma empresa e a tarefa requer, principalmente, comprometimento e dignidade

E

m todas as empresas onde é explorada de alguma forma a atividade da Administração

– conforme determinado na Lei 4.769/65 –, é preciso encontrar ao menos um Administrador “devidamente registrado e no pleno gozo de seus direitos sociais”, determina o artigo 12 do Decreto nº 61.934/67. Qualquer entidade fora desse padrão descumpre a lei. Essa obrigação prevista na legislação garante ao Administrador uma reserva profissional no mercado exclusiva à profissão, que é assumir a responsabilidade técnica (RT) dessas organizações. Segundo o Administrador Rui Ribeiro de Araújo, diretor de Fiscalização e Registro do Conselho Federal de Administração (CFA), a função de responsável técnico só pode ser exercida por um profissional da área, pois cabe a ele realizar “atividades nos campos da Administração junto a uma empresa que explora serviços”, como prevê o

18

rba | revista brasileira de administração


do Administrador. Quando estabelecido o contrato para atuar em uma organização, as responsabilidades pelos serviços

Foto: Divulgação

Manual de Responsabilidade Técnica

prestados pela empresa recaem sobre o RT, tenha ele vínculos empregatícios com a mesma, ou atue na posição de prestador de serviços, sócio, proprietário ou Administrador- Procurador. Ao se tornar o responsável técnico, o Administrador poderá, conforme

Adm. Rui Ribeiro de Araújo, diretor de fiscalização e registro do Conselho Federal de Administração (CFA).

A função de responsável técnico só pode ser exercida por um profissional da área, pois cabe a ele realizar “atividades nos campos da Administração junto a uma empresa que explora serviços”, como prevê o Manual de Responsabilidade Técnica do Administrador”

explica o Manual, materializar seus serviços “por meio da emissão de

viços de um RT. Senão, o órgão poderá

Ao não darem importância ao exer-

planos e projetos que assina e por to-

exigir a contratação do profissional.

cício de seu papel dentro das insti-

das as atividades que compreendem a

Atualmente, no CRA do Paraná estão

Administração, tais como: pesquisas,

registradas 1.070 empresas. Pressupõe-

estudos, análises, implantação, coor-

se, como apontam os números, a es-

denação, controle de trabalhos etc.

timativa de que exista, no mínimo, a

pareceres, elaboração de relatórios,

Também faz parte de suas atribuições manter regularizada tanto a sua situação quanto a da empresa perante o Conselho Regional de Administração na localidade onde atua”, diz Araújo. A

regularização

é

importante

para os Conselhos Regionais de

mesma quantidade de responsáveis técnicos atuando no Estado. Porém, não é possível precisar um valor, pois existe a possibilidade de um profissional atuar em mais de uma organização, explica o Administrador Gilberto Serpa Griebeler, presidente do CRA-PR.

tuições e não valorizarem o trabalho de RT, os Administradores podem vir a enfrentar situações desconfortáveis decorrente das falhas cometidas pelas empresas. Para evitar possíveis problemas, é necessário que os responsáveis técnicos entendam o real significado do seu cargo e saibam estipular um preço justo a ser pago pela organização ao contratar os seus serviços, aponta Griebeler.

Administração (CRAs) e para o CFA,

Mesmo com todos esses registros e as

pois ajuda a controlar e a fiscalizar o

inspeções realizadas pelo Conselho,

andamento das atividades exploradas

ainda há dificuldade de cobrar do res-

em empresas pelo Brasil afora e, tam-

ponsável técnico a responsabilidade

bém, assegurar que o profissional não

por falhas e descuidos cometidos pe-

venha a ser cobrado e penalizado por

las companhias. O motivo é porque

erros cometidos em entidades onde

Administradores continuam a empres-

não trabalha mais. Ainda com a atua-

tar seus nomes para empresas de ami-

Araújo reconhece a função do res-

lização periódica das informações da

gos ou conhecidos sem cobrar por isso

ponsável técnico como um prêmio

empresa junto aos Conselhos, é possí-

nem sequer acompanhar as ações delas

e ao mesmo tempo um risco, pois

vel conferir se a mesma dispõe dos ser-

no mercado, diz o presidente.

é o Administrador quem precisa

Para ele, o profissional deve estabelecer a cota “em função do capital da empresa e do que ele pode realizar na entidade”.

julho/agosto – 2014 | nº 101

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estar comprometido “em garantir

Para justificar sua afirmação, Araújo

ao consumidor a qualidade do ser-

usou uma empresa de vigilância como

viço prestado” pela empresa, diz o

exemplo, pois este estilo de entidade

Manual. Se algo sair errado, o RT vai

precisa prestar contas aos CRAs/CFA

responder civil, penal e eticamente

para selecionar, contratar, treinar e

“por possíveis danos que possam vir

alugar mão de obra. Sob uma hipótese,

a ocorrer ao consumidor, uma vez

é indicado à companhia realizar um

caracterizada sua culpa (por negli-

curso de reciclagem para os funcioná-

gência, imprudência, imperícia ou

rios a cada seis meses e, diferente do

omissão)”, completa o documento. Se

recomendado, a empresa não segue as

o Administrador “assina só por assi-

instruções, deixa de realizar as aulas e

nar, ele deverá ser responsabilizado”,

o responsável técnico não se posiciona

reforça o diretor de Fiscalização, que

a respeito. Caso um dos vigilantes, du-

costuma chamar esse profissional de

rante o horário de trabalho, atire em al-

“canetinha”. “Quem age assim banali-

guém, ferindo ou matando essa pessoa,

za e prejudica não só a categoria, mas

se o inquérito apontar como falha a não

também o Sistema CFA/CRAs e a so-

realização da reciclagem, o RT respon-

ciedade”, afirma.

derá junto à companhia por negligência.

Foto: CRA-PR

Responsável Técnico

Adm. Gilberto Serpa Griebeler, presidente do Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR).

Prevenção e conscientização Os transtornos ocasionados por não

nal de Administração do seu valor pe-

cumprir de maneira correta a função

rante o mercado e mostrar às empresas

de responsável técnico não precisam

a forma como o RT pode trazer bons re-

existir, indica o Manual. Se agir com

sultados à organização por meio de sua

responsabilidade, honra, dignidade

atuação. O esforço do Conselho é para

e estando comprometido em satis-

fazer ambos – empresa e Administrador

fazer os clientes, “utilizando todos

– entenderem a responsabilidade técni-

os recursos disponíveis, dominando

ca como “um instituto ético profissional,

e aprimorando seus conhecimentos

criado com o intuito de fazer com que as

técnico-científicos em benefício do

empresas e entidades registradas nos

cliente, da Administração e da so-

CRAs cumpram com fidelidade, eficiên-

ciedade”, o profissional estará livre

cia e qualidade os seus objetivos sociais,

das confusões e penalidades. “Para

contratos de prestação de serviços e de

tanto, precisa conhecer as leis, porta-

fornecimento de produtos, em defesa

rias, resoluções e decisões que regu-

dos seus tomadores e da sociedade”,

lam sua profissão, o Código de Ética

conforme publicado no Manual.

Profissional do Administrador e o Código de Defesa do Consumidor, no que se aplica à prestação de serviços”, acrescenta o documento. A conscientização é outro método encontrado pelo CRA-PR, explica Griebeler, para lembrar o profissio-

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rba | revista brasileira de administração

O Manual de Responsabilidade Técnica do Administrador está disponível no Portal do CFA (www.cfa.org.br) no Menu “Serviços” – “Publicações”.


EMPREENDEDORISMO POR_Nájia Furlan

Mudança de hábito... O Brasil está deixando para trás o receio de empreender e os resultados começam a aparecer

A

té há bem pouco tempo, ter sucesso na pro-

número de pessoas que apostam em suas próprias ideias,

fissão significava encontrar a “vaga perfeita”,

dentro de empresas próprias, com novos negócios. Tem au-

a posição mais alta em uma grande empresa,

mentado no Brasil, assim como no mundo, a quantidade de

um emprego fixo, de preferência em empresa ou órgão

pessoas arrojadas, que se propõem, que tentam e que fazem.

público que, mediante concurso, de quebra ainda garan-

Isso é, segundo o dicionário, ser empreendedor.

tia a tão almejada estabilidade.

E, como mostra uma pesquisa recente do Serviço Brasilei-

Porém, assim como vêm mudando as características gerais

ro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo

da humanidade, muda também o perfil dos profissionais que, cada vez mais, o que querem mesmo é se encontrar; nem que para isso tenham que trocar o certo pelo risco de um mercado que, hoje em dia, também está mais “agitado”.

(Sebrae-SP), “o brasileiro tem DNA empreendedor (43,5% sonham em ter um negócio próprio) e uma determinação férrea em ter sucesso”. Mas, afinal, o que tem mudado? O consultor do Sebrae Paraná Paulo Tadeu Graciano, responde: “Antes abria-se um novo negócio por necessidade,

O caminho para essa busca constante no setor profissional

em um mercado estagnado. Hoje, não. Isso se faz por opor-

tem sido o empreendedorismo. Cada vez mais aumenta o

tunidade, em um mercado dinâmico e globalizado”.

julho/agosto – 2014 | nº 101

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Foto: La Imagem

Mudança de hábito Visão + garra = o sucesso de Kenneth Kenneth Corrêa tem 31 anos. É Administrador, formado pela Universidade

Segundo o especialista, hoje, quando se pensa em um novo negócio, é pre-

solucionar problemas, tínhamos um negócio”, revela o empresário. Ele mesmo admite que a ideia não era

com pós-graduação em Gestão Empre-

novidade. O diferencial foi enxergar o

sarial pela Fundação Getúlio Vargas

que muitos ainda não tinham sequer

(FGV). Além de professor universitário

notado. “Foi uma oportunidade de

de graduação e pós-graduação, ele tem

mercado que vimos à época, agarra-

experiência profissional nos segmentos

mos com unhas e dentes, e construí-

de concessão de energia, imóveis, agro-

mos uma empresa. Aliamos a isso nos-

negócio e consultoria.

sa experiência em gestão – eu e mais

formação que fez questão de buscar, poderia ter sido um excelente empre-

um sócio somos administradores de formação –, que nos ajudou a planejar o crescimento”, conta.

gado, executivo, em qualquer grande

A primeira empresa do grupo foi a

empresa. Porém, resolveu “arriscar”.

Gestão Ativa Soluções Web, que ofe-

Ele é um empreendedor.

rece Desenvolvimento Web + SEO, com sede em Campo Grande, no Mato

ciso pensar em oferecer algo a mais –

“Sempre pensei em ter meus próprios

não apenas o melhor preço, o melhor

negócios! Já abri vários; alguns deram

serviço, o melhor atendimento; tem

certo, outros não”, conta. A “aposta”

que ser uma boa proposta de valor. Isso

certa veio em 2005, quando resolveu

expansão.

que, segundo Tadeu, tem feito com que

criar a empresa que, hoje, se transformou num grupo empresarial com

Em 2012, o grupo abriu uma filial

os empreendedores estejam ainda mais comprometidos com essa oportunida-

atuação nacional.

de que está disposto a agarrar.

Como lembra Corrêa, a ideia começou

Quando é a melhor hora para arriscar?

com uma ligação de um amigo, que

Quem já passou por isso pode dizer:

sabia que ele desenvolvia sites (como

“Se você está numa empresa onde não há oportunidade de ter autonomia e

freelancer). “Ele me perguntou se eu poderia atender um amigo dele, que a

conduzir atividades na direção que

família era dona de uma fábrica.”

acha correta, a hora, com todos os in-

Com aquela oportunidade, aparente-

centivos e conhecimentos disponíveis para novos negócios, é de correr para

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entregando uma solução e a gana de

Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS),

Pelas experiências que adquiriu e pela Paulo Tadeu Graciano, consultor do Sebrae Paraná: a abertura de um negócio deve se basear na oportunidade.

visão de mercado para apoiar o cliente

mente simples, o Administrador enxergou longe. “Resolvi que seria melhor

Grosso do Sul. Bastou sete anos de consolidação para partirem para a

comercial em São Paulo. Em 2013, passaram por um processo de fusão e adquiriram outra empresa. No começo deste ano já fizeram mais uma aquisição, formando o Grupo WTW. “Somos um grupo empresarial com mais de 50 pessoas e a motivação agora é continuar construindo um grande negócio. Hoje meu desafio é evoluir do espírito empreendedor para a liderança empresarial e, principalmente, formação de líderes em meu negócio, no qual

iniciar seu novo negócio! Não vai atra-

atender como empresa (apenas crian-

palhar ter juntado um pouco de grana,

do a marca) do que como freelancer.

e também conhecer bastante da área

Fizemos isso em três sócios. Depois

de atuação, para que você (que pro-

que vimos que as empresas que atu-

vavelmente não vai começar com um

avam no segmento à época não tinham

time formado) tenha um valor real

boa qualidade de serviço (atendimento

Ainda cheio de ideias, mas focado,

para agregar a alguém”, afirma o Admi-

e produto), e que nossa equipe tinha os

hoje diretor comercial e de tecnologia

nistrador Kenneth Corrêa.

conhecimentos técnicos necessários, a

do próprio grupo, Corrêa incentiva

rba | revista brasileira de administração

minha experiência profissional prévia e na participação de alguns conselhos de administração têm me ajudado bastante”, comenta o Administrador.


O Brasil empreendedor De acordo com o Book de Pesquisas sobre Micro e Pequenas Empresas (MPEs) Paulistas, apresentado no início deste ano, na Feira do Empreendedor Sebrae-SP, no Brasil, existem mais de cinco milhões de pessoas que são empresários. “O Estado de São Paulo possui 1,5 milhão desses negócios (28,8% do total do país)”, estando à frente de países como Holanda, França, Bélgica, Dinamarca, entre outros. Segundo a pesquisa, quase metade desses negócios, no país, se encontram no setor

outras pessoas a empreender, tan-

massa. Elas têm espaço para isso. Fora

to os profissionais da própria equipe

isso, agora que estamos maiores já te-

quanto de outras empresas. “Na em-

mos uma rede de fornecedores dentro

presa temos várias pessoas com perfil

e fora do país que já depende do giro de

empreendedor. São pessoas que estão

negócios gerados pelo grupo, estamos

num ambiente com oportunidades de

ajudando algumas empresas a crescer,

negócio, em que elas podem se anteci-

além dos clientes que estão começan-

par aos fatos e também botar a mão na

do seus negócios, desde um pequeno

Foto: Arquivo Pessoal

negócio “físico” que precisa de um site para aparecer para seus clientes, até negócios virtuais (como um eCommerce), que existem apenas online”, afirma o empresário.

dessas novas empresas (ainda pequenas e micro) está em serviços. Ainda são mais homens (67%) que mulheres (33%) esses empreendedores e, acreditem, os mais velhos estão arriscando muito mais: em sua maioria, os empreendedores brasileiros se encontram na faixa etária entre 35 e 64 (69%). Os mais jovens – de 25 a 34 anos – representam 23% do total. Outro dado interessante é que o empreendedor pode não querer montar uma empresa; hoje também é grande o número de microempreendedores individuais: são

Para encurtar essa história de sucesso

3,6 milhões de pessoas no Brasil.

– pelo menos aqui no texto –, não é só

Para quem quer empreender, o consultor

uma boa ideia que faz o futuro de um

do Sebrae Paraná, Paulo Tadeu Graciano,

empreendedor. Como Corrêa mesmo

orienta: “Se já me planejei, já pesquisei, já

garante, o negócio é executar e poder

fiz tudo o que depende de mim. Aí é hora

contar com um bom time, “que esteja

de arriscar. Se o mercado estiver aquecido,

envolvido em transformar a boa ideia

ótimo. Se não, vou precisar apenas me

em um negócio promissor”. Ou seja, a Adm. Kenneth Corrêa, o empreendedor aliou experiência em gestão com a oportunidade de mercado.

do comércio. O segundo maior ramo

inspiração não basta. Tem que transpirar (e “perseverar, independentemente das adversidades”).

esforçar um pouco mais e ser mais agressivo para conquistar a minha porção. Porém, vou ter garra para isso, pois vou estar fazendo algo pelo qual tenho excelência e, principalmente, paixão”, afirma.

julho/agosto – 2014 | nº 101

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OPINIテグ

O problema das pessoas

centralizadoras

24

rba | revista brasileira de administraテァテ」o


O

*Este artigo não reflete necessariamente a opinião do CFA.

bservo com satisfação as

paz de fazer tão bem quanto elas aqui-

ninguém age de maneira proativa, dei-

respostas que Neymar Jr.

lo que tem que ser feito. Sim, a centra-

xando tudo para cima de suas costas.

tem dado às perguntas (in-

lização é um sintoma de arrogância!

Não percebem que sua atitude inibe a

sinuações) dos repórteres colocando-o

Por isso mesmo é tão difícil lidar com

iniciativa e, portanto, a natural conse-

como o responsável absoluto pelos su-

tais pessoas, pois sentimos o cheiro

quência será carregar o peso de ter to-

cessos da nossa Seleção. O craque sem-

da sua vaidade no ar. Quando a pessoa

dos os problemas sendo trazidos para

pre reage com uma espécie de mantra,

centralizadora pelo menos é talento-

serem resolvidos em sua mesa. Óbvio

repetindo que não joga sozinho e os

sa, ainda que não queiramos, incons-

que o resultado desse processo é um

bons resultados se explicam a partir

cientemente a respeitamos em algum

cansaço insuportável gerador de frus-

de um trabalho de equipe. Não saberia

nível. Casos patéticos são aqueles nos

tração, associada à ira e agressividade.

dizer se essa acertada visão é fruto de

quais pessoas sem a menor competên-

uma boa assessoria de imprensa ou já

cia arvoram-se para si o direto de se

é uma maturidade alcançada por nosso

intrometer em tudo, dando opiniões

jovem talento. Fato inegável é que essa

sem qualquer fundamento.

postura manda uma mensagem para to-

Já perdi a conta das vezes nas quais ouvi algo como: “Meu problema é que eu sou centralizador(a)”. Ditas assim, essas palavras podem parecer uma confissão, um reconhecimento de que ser centralizador(a) é um problema. Nem sempre! Pelo menos em minha

A centralização é sim um problema de pessoas que se percebem como o centro ao redor do qual tudo dentro da equipe deve girar”

experiência, a esmagadora maioria pa-

duzidos por um time são insuperáveis. é tão completo a ponto de dar conta de todas as coisas. Uma dose significativa de humildade será necessária para se reconhecer óbvio: a vitória é a abençoada recompensa de um grupo cuja diversidade das contribuições é sua maior força. Sem dúvida, os talentos fazem uma enorme diferença, especialmente nos momentos decisivos, mas o gol nunca é uma obra de arte de um craque isolado. Certamente, se as pessoas centrali-

rece encarar a centralização mais como uma virtude do que como um vício. Em

Outro agravante das pessoas centraliza-

alguns casos percebi até certo glamour,

doras, é que terminam sendo péssimas

um rasgo de orgulho por gerenciar de

gestoras do seu tempo. Por quererem

forma tão centralizadora. E, se os resul-

controlar todos os processos, introme-

tados são bons, aí mesmo as aparentes

tendo-se em áreas que melhor funcio-

consequências positivas autenticam

nariam se não fossem sua constante in-

uma causa negativa; ou, por outras pa-

tervenção, desperdiçam horas fazendo

lavras, se o time ganha o campeonato,

o trabalho dos outros e assim deixam de

logo conclui-se que isso foi mesmo um

realizar o melhor do seu potencial.

feito do “principal” jogador.

ples premissa de que os resultados pro-

zadoras conhecessem a doce paz de sabe conjugar o sucesso no plural, abandonariam a obsessão de querer sempre ser singular. Foto: Divulgação

para as pessoas centralizadoras.

pessoas necessitam acreditar na sim-

Por mais talento que se tenha, ninguém

dos quantos estão no papel de liderança dentro das organizações. Especialmente

Para abandonar a centralização, tais

Certamente, uma das mais graves

A centralização é, sim, um problema

consequências dessa centralização é

de pessoas que se percebem como o

uma dependência daquele(a) que tudo

centro ao redor do qual tudo dentro da

decide. É exatamente nesse ponto

equipe deve girar. No fundo se acham

que as pessoas centralizadoras vivem

craques que tem o total domínio da

uma angústia psicológica provocada

bola. Nessa condição, trazem consigo a

por uma contradição elementar: cen-

desconfiança de que ninguém será ca-

tralizam e depois reclamam de que

Eduardo Pedreira é professor de Sustentabilidade Corporativa da Fundação Getulio Vargas. É um dos autores do livro Gestão de Negócios Sustentáveis. prof.eduardofgv@terra.com.br

julho/agosto – 2014 | nº 101

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capa POR_ mara andrich

somos todos

responsáveis Em ano eleitoral, em meio a um período turbulento no País, a importância do voto consciente e da responsabilidade dos políticos torna-se ainda muito maior

“N

ão há nada de errado

envolver por não entenderem do tema,

com aqueles que não

ou porque não aguentam mais tanta

gostam de política,

corrupção e desonestidade.

simplesmente serão governados por aqueles que gostam.” A frase do filósofo e matemático grego Platão traduz a ideia da falta de pertencimento de

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rba | revista brasileira de administração

Talvez a imaturidade diante da política tenha raízes históricas, já que a trajetória do sistema eleitoral no Brasil ca-

alguns brasileiros ao seu próprio país

minhou a passos lentos e a conquista

quando o assunto é política. Muitas

pelo voto tal qual ele é hoje não foi nada

pessoas não querem saber de discutir

fácil. Além do que, vivemos em uma de-

o assunto, acreditam que não devem se

mocracia relativamente “jovem”.


Em 1821, somente um ano depois da

mais uma vez para escolher presiden-

Independência, é que ocorreu a pri-

te, governador, senador, deputado es-

meira eleição brasileira nos moldes

tadual e federal. E é este o momento em

de hoje. Três anos depois é que o sis-

que as pessoas podem tentar mudar

tema eleitoral foi colocado em normas,

algo em seu país. Mas é preciso tomar

pois Dom Pedro I outorgou a primeira

consciência disso e entender que to-

Constituição. Nessa época, ele tam-

dos são responsáveis porque têm uma

bém criou a Assembleia Geral (que co-

grande arma nas mãos: o voto. Aliás,

meçou a fazer as leis), composta pelo

um grande problema a ser solucionado

Senado e pela Câmara dos Deputados.

neste momento, na visão do cientista

Somente em 1894 é que foi realizada a

político e professor de Ciência Política

primeira eleição direta para presiden-

do Centro Universitário Internacional

te da República, quando Prudente de

Uninter, Doacir de Quadros. “O eleitor

Morais foi eleito. Mas foi eleito com os

deve valorizar o seu voto e usá-lo de

votos de apenas 2% da população.

maneira consciente para fiscalizar o

Anos e anos depois, em 1934, é que foi

seu representante”, afirma.

consolidado o Código Eleitoral. Mas

Mas, no Brasil, a falta de interesse no

ainda com muitas ressalvas, princi-

voto – ou na política – é tão grande que a

palmente em relação ao voto femini-

pessoa esquece em quem votou um mês

no, que só passou a ser obrigatório em

depois das eleições. No ano de 2010,

1946. Muito tarde em relação a outros

uma pesquisa do Tribunal Superior

países, como a Austrália, por exemplo,

Eleitoral (TSE) revelou em números

que teve o voto das mulheres reconhe-

essa constatação. O esquecimento foi

cido em 1902. Na América Latina, o

maior em relação aos cargos de deputa-

Equador mesmo reconheceu isso an-

do estadual (23% dos eleitores não lem-

tes do Brasil, em 1929.

braram em quem votaram nesse caso) e

Mas de lá pra cá muita coisa mudou. E continua mudando. Hoje o Brasil já conta com muitos movimentos sociais,

deputado federal (21,7%). A pesquisa foi realizada com 2 mil pessoas de 136 municípios brasileiros.

ONGs e associações preocupadas com

Para o professor de Ciência Política,

a política e o voto consciente. Algu-

a pesquisa até representa um parado-

mas leis também já foram conquis-

xo, já que o eleitor brasileiro não teria

tadas, como a Lei da Ficha Limpa, a

motivos para esquecer em quem vo-

Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei

tou, pois, de um modo geral, vota na

de Acesso à Informação, entre outras.

pessoa, e não no partido. Mas ainda

Além, é claro, das recentes manifesta-

assim traduz a falta de pertencimento

ções – embora algumas sejam desor-

e comprometimento do eleitor, a falta

deiras – nas ruas, o que vem mostran-

de conhecimento e algumas confusões.

do a insatisfação da população. Talvez

“Tal esquecimento pode ser explicado,

tudo isso seja o início de uma grande

em parte, pelo funcionamento do sis-

mudança no país, que pode iniciar-se

tema eleitoral vigente. Atualmente, o

até mesmo no próximo mês de outu-

eleitor é convocado de dois em dois

bro, quando todos terão que ir às urnas

anos para votar no preenchimento de

julho/agosto – 2014 | nº 101

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Capa cargos, o que traz uma certa confusão

vida. Você guarda melhor o nome de um

ponsabilidade de todos, segundo Ma-

entre os candidatos a serem escolhi-

representante na cidade que seja de seu

chado. Principalmente pela Justiça.

dos. Essa confusão decorre do voto

bairro, quase um vizinho”, justifica.

“Se a justiça não fosse tão discreta no

superficial e não informado, da falta de comprometimento do eleitor com a sua escolha, do excesso de candidatos e cargos, da falta de conhecimento sobre quais são as atribuições do vereador e do deputado, por exemplo, entre outros”, comenta.

pela corrupção e pel a desonestidade, é outro fator apontado pelos especialistas para essa amnésia eleitoral. O promotor de justiça do Estado do Piauí e doutorando em Direito Público pela Universidade de Paris I- Sorbonne,

Outra pesquisa, desta vez da Ipsos

Ruszel Cavalcante, acredita que essa

Public Affairs, mostrou mais um pro-

situação de descrença e consequente

blema: nem um terço da população

esquecimento de seus representan-

brasileira declara fidelidade a um ou

tes é resultado de um reflexo cultural.

outro partido. Managing director da

Para ele, as pessoas não deixaram de

Ipsos Public Affairs, Dorival Machado

acreditar na política. “Não é que o bra-

acredita que a maturidade política do

sileiro desistiu de acreditar na política

cidadão vai ocorrendo com o exercício

ou nos políticos, pois isso é reflexo do

da democracia. E ele é otimista. “Fi-

que somos e a culpa não é nossa edu-

camos muitos anos de nossa história

cação, mas sim, nossa identidade en-

democrática de alguma forma supri-

quanto povo”, analisa. Segundo o ma-

midos nas ditaduras Vargas e militar,

gistrado, essa situação é lamentável,

mas mesmo assim conseguimos iden-

pois ele acredita que a corrupção é um

tificar, eleição após eleição, sinais de

dos motivos pelos quais o brasileiro

um voto mais consciente”, acredita.

está tão descrente de seus represen-

Para ele, o sistema de representação é um problema que pode ser solucionado e também amenizar essa questão da amnésia e da falta de consciência. Por isso, Machado defende o voto distrital.

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A descrença nos políticos, motivada

tantes. O promotor escreveu o livro “Corrupção, Origens e uma Visão de Combate”, no qual pontuou a questão da necessidade do cidadão ter a sua própria identidade.

“Assim, o cidadão precisa entender a

Essa percepção da corrupção que

política não como uma coisa à parte,

acarreta na falta de credibilidade é

mas como parte importante de sua

uma discussão que passa pela res-

combate à impunidade não haveria políticos corruptos”, opina. Para ele, o fato de o Brasil contar com muitos políticos desonestos não justifica o distanciamento da política por parte dos eleitores. “Entre aqueles que consideram corruptos, escolhem os que acreditam que sejam mais interessantes para si, mas o que também não justifica não lembrarem o nome desses políticos”, observa.

Ficamos muitos anos de nossa história democrática de alguma forma suprimidos nas ditaduras Vargas e militar, mas mesmo assim conseguimos identificar eleição após eleição sinais de um voto mais consciente


Uma pesquisa feita no site do Conselho Federal de Administração (CFA) com os profissionais em Administração revelou que a maior parte deles é a favor do voto facultativo (89,36% dos votantes) e não obrigatório (10,63% dos votantes). Outra pesquisa feita pelo DataSenado mostrou que 65% dos eleitores preferiam que o voto no

Foto: Divulgação

Consciência e responsabilidade

Não é que o brasileiro desistiu de acreditar na política ou nos políticos, pois isso é reflexo do que somos e a culpa não é nossa educação, mas sim, nossa identidade enquanto povo

Brasil fosse facultativo. Segundo o professor Quadros, outras pesquisas mais completas, que levaram em conta faixa etária, sexo, es-

Ruszel Cavalcante, promotor de justiça do Estado do Piauí e doutorando em Direito Público pela Universidade de Paris I - Sorbonne.

colaridade, renda e região do eleitor,

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Foto: Arquivo pessoal

Capa

O eleitor deve valorizar o seu voto e usálo de maneira consciente para fiscalizar o seu representante Doacir de Quadros, cientista político e professor de Uniter

deram conta de que o Brasil está di-

Ele acredita que a descrença nos políticos

exercício da cidadania, mas a nossa

vidido entre as duas opções. “Acredi-

é o que faz grande parte dos eleitores es-

herança identitária está mais ligada à

to que a preferência pelo voto facul-

quecerem em quem votaram.

preguiça, ao deixa pra lá, ao empurrar

tativo esteja nos grandes centros do país”, analisa.

não podem) perder a capacidade de

com a barriga, e isso tem um reflexo na questão política”, analisa.

Mas qual seria a solução – ou pelo

se indignar, até com protestos, mas

O autor do ensaio “Amnésia eleitoral:

menos um caminho – para a falta de

também com outras ações, como, por

em quem você votou para deputado

interesse por política? “Assim como

exemplo, iniciar tendo consciência de

em 2002? E em 1998”, publicado no

Bertolt Brecht, acredito que o pior

como funciona todo o processo eleito-

livro “Reforma Política: Lições da His-

ral e, assim, saírem da situação de pas-

tória Recente”, o professor e cientista

sivos e manipulados para participan-

político Alberto Carlos Almeida ana-

tes. “E pesquisar antes de votar, exigir

lisa o esquecimento do voto por parte

de nossos representantes projetos que

do brasileiro. Na sua opinião, o sistema

se concretizem em benefícios sociais,

eleitoral brasileiro, no qual as pessoas

reclamar e reivindicar quando os ru-

votam em indivíduos, e não em par-

mos estiverem incorretos e, assim, nos

tidos, é um dos fatores que levam à

alcançarmos na política como partici-

amnésia. “É muito mais fácil lembrar

suas próprias demandas e buscam a

pantes efetivos”, explica.

o partido do que o nome de um candi-

reprodução do poder. Os brasileiros

O promotor Cavalcante acredita que

não percebem, nas agremiações par-

o cidadão tem que acompanhar o pro-

Ele defende algumas mudanças no

tidárias, uma articulação para a defesa

cesso eleitoral, mas também cobrar

sistema eleitoral para evitar essa am-

dos interesses da sociedade civil”, opi-

os resultados de seus representan-

nésia eleitoral. Uma delas seria mudar

na o Administrador Luís Rabelo.

tes. “Isso está diretamente ligado ao

o sistema para proporcional, com voto

analfabeto é o político. Mas não acredito, também, não ser esse o caso da maioria dos brasileiros. Infelizmente, os brasileiros deixaram de acreditar na política, principalmente da forma como ela é praticada atualmente. Hoje os partidos se constituíram em máquinas sem vida e que só representam

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Para ele, os brasileiros não devem (e

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dato”, acredita.


em lista. Ou seja: o eleitor votaria no

Na opinião do promotor Cavalcante,

partido, e não no candidato. Outra mu-

o cidadão precisa também ficar cada

dança defendida por ele é o voto distri-

vez mais de olho no orçamento públi-

tal – quando o voto é na pessoa –, mas

co. “Se não queremos que uma obra ou

são poucos os candidatos.

gasto seja realizado, temos que impe-

O Administrador Rafael Freitas de Araújo acredita que as pessoas devem continuar se informando cada vez mais sobre seus representantes e também denunciando na mídia, para que todos fiquem sabendo das boas e más ações de cada político. “O povo está desistindo

dir a sua previsão no orçamento. Eis a fórmula, o que acontece hoje, por exemplo com os gastos com as obras que patrocinaram a Copa, é apenas um eco. Para evitar mesmo, teríamos que ter tido mais atenção à produção das peças orçamentárias que fizeram

de acreditar na política devido à rouba-

essa previsão de gastos”, opina.

lheira, à impunidade, ao descaso com o

Machado, da Ipsos Publica Affairs,

dinheiro público”, comenta. O professor Quadros compartilha dessa

lembra que os cidadãos não devem pensar apenas na força da manifestação nas ruas, mas também que o

nas ruas e nos meios de comunicação de

voto é um poderoso protesto frente

massa, além das passeatas, além da le-

à corrupção. Ele defende o voto se-

gislação eleitoral e a legislação da admi-

creto e diz que o brasileiro ainda não

nistração pública são bons instrumen-

tem maturidade para o voto faculta-

tos de reivindicação do eleitor. “O voto

tivo. “Precisamos mudar primeiro

deveria ser usado de modo estratégico,

as questões de forma de represen-

como recompensa ao bom político que

tação, partidarização e punição an-

durante o seu mandato cumpriu o que

tes de nos preocupar com o voto do

prometeu”, alerta o cientista político.

cidadão”, acredita.

Foto: Arquivo pessoal

opinião. A organização de campanhas

Dorival Machado, Managing director da Ipsos Public Affairs, acredita que a maturidade política do cidadão vai ocorrendo com o exercício da democracia.

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ARTIGO DO LEITOR

IMPORTÂNCIA

DO LÍDER nas organizações

P

eriodicamente, a cultura

vez mais. São as pessoas que detêm

fluencia e motiva as pessoas em prol

organizacional das empre-

o conhecimento mais precioso de

de um objetivo comum e é responsá-

sas passa por processos de

como alcançar resultados e, também,

vel por desenvolver pessoas e encon-

mudanças que, consequentemente,

de como identificar e resolver proble-

trar oportunidades.

geram impacto nos negócios. Hoje, o

mas, tornando assim o capital tangí-

olhar empresarial não está mais vol-

vel das empresas mero coadjuvante.

tado para o capital tangível das empre-

gam sem rumo. É necessário alguém

Hoje, as empresas estão em busca de

que aponte o norte a ser seguido. Esse

pessoas que motivem, influenciem

alguém é o líder, que tem a capacidade

e coordenem pessoas com total de-

de expressar de forma clara, simples e

dicação pelo que fazem. Como essa

objetiva, conduzindo à direção correta.

As organizações são formadas por

maior importância dada às pessoas,

A cada dia que passa, as empresas per-

pessoas e a importância dada a elas é

surge a figura do líder como peça

cebem a importância de ter e manter os

o diferencial para que cresçam cada

fundamental, pois é ele quem in-

líderes dentro da organização.

sas, mas sim para o ativo mais valioso que as empresas possuem, ou seja, o capital intelectual.

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Sem direção, os colaboradores nave-

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*Este artigo não reflete necessariamente a opinião do CFA.

Segundo Drucker (1996, p. 76), “a base

é fundamental, pois ele pode ser res-

DRUCKER,

para uma liderança eficaz na socieda-

ponsável pelo sucesso ou fracasso da

Administrando para o futuro: os

de do conhecimento é compreender

organização, haja vista que é ele quem

anos 90 e a virada do século. Tradução

a missão da organização, defini-la e

contrata e demite e que determina o

de Nivaldo Montigelli Júnior. São

estabelecê-la de forma clara e visível”.

andamento dos processos, delegando

Paulo: Pioneira, 1996.

O líder de hoje difere-se totalmente

tarefas para que se tenha maior tempo

GEHRINGER, Max. Super dicas

e motiva as pessoas a alcançarem os

Um líder não conseguirá fazer tudo

objetivos da empresa, sentindo-se

sozinho; para isso, delegar é impor-

parte dela; o chefe apenas formava pessoas subordinadas, que temiam sofrer punições. Hoje, as organizações precisam cada vez mais dos líderes.

tante. Somente delegando é que o líder conseguirá extrair o máximo de sua equipe. Para delegar é preciso que

Ferdinand

para impulsionar sua carreira. São Paulo: Saraiva, 2008. Foto: Divulgação

do chefe do passado. O líder influencia

dedicado à sua equipe.

Peter

o líder confie em seus liderados, as-

Para Gehringer (2008), o bom líder é

sim como os liderados tenham total

aquele que forma uma equipe capaz

confiança em seu líder. Uma maneira

de cumprir seus objetivos. Mas o me-

de demonstrar confiança é valorizar

lhor líder é aquele que forma líderes,

as ideias apresentadas pela equipe,

pois em todos os níveis da empresa

simplificando os processos de tra-

está presente a liderança, desde o

balho, de modo que a equipe alcance

operacional ao estratégico. E seu papel

mais facilmente seus objetivos.

Adm. Cícero Campos de Mendonça Júnior Pós-graduado em Gestão Estratégica de Marketing e atua junto à administração da Construtora ELO Ltda., em Nova Serrana (MG).

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ARTIGO DO LEITOR

Tecnologia & Logística

uma dupla de sucesso

Como profissional de logística, ve-

conseguirmos superar esses e outros

leitura do código de barras, é possível

nho acompanhando, com muita

desafios logísticos.

capturar informações de forma rápi-

atenção, a evolução do uso da tecnologia e dos sistemas de informação como elementos essenciais na gestão dos processos logísticos.

midores estão cada vez mais exigentes

da e confiável, facilitando bastante o processo operacional.

(com razão) e desejam ser informados

• EDI – Electronic Data Interchange

sobre promoções, novidades e, após

(Intercâmbio Eletrônico de Dados) –

A busca pela otimização dos fluxos

efetivação da compra, esperam ter to-

Tem como grande objetivo agilizar

de informação pode ser observada na

tal visibilidade do ciclo de seu pedido

o processo de comunicação, por

definição do conceito de logística do

(da entrada à entrega).

meio da transmissão automática de

Logo, entendemos que, para atender a

informações entre os diversos elos

Council of Logistic Management, que a define como o “processo de planejar, implementar e controlar a eficiência, o fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e informações correlatas, do ponto de origem ao ponto de consumo, com o objetivo de atender às exigências dos clientes”. Percebemos que, com o aumento da competitividade e da complexidade dos negócios, as organizações precisam investir cada vez mais na melhoria dos processos logísticos, visando à elevação dos níveis de serviço ao cliente e a busca por custos operacionais adequados ao negócio. Nesse sentido, o uso da tecnologia e dos sistemas de informações possui papel fundamental para

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Observamos, também, que os consu-

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esse novo cenário, é necessário que o

da cadeia produtiva.

profissional de logística esteja atento às

• ERP – Enterprise Resource Planning

possibilidades que a tecnologia e os sis-

(Sistemas Integrados de Gestão) –

temas de informação podem propiciar

Sistemas de informação que bus-

para a melhoria da gestão dos processos

cam integrar todas as atividades do

logísticos de sua organização. Atualmente, já dispomos de diversas ferramentas que facilitam a gestão das informações ao longo da cadeia de suprimentos. Procuraremos mencionar algumas delas, a saber: • Código de barras – Existe uma padronização mundial para a leitura de

negócio (finanças, marketing, produção, recursos humanos, compras, logística), dispondo dos dados dessas áreas em um banco de dados centralizados, o que possibilita, além da integração, uma possibilidade de assegurar uma uniformidade nas informações usadas por todas as áreas.

código de barras, que tem um papel

• GPS – Global Positionning System

decisivo nos processos de automação

(Sistema de Posicionamento Global)

dos processos logísticos. Através da

– Possibilita o monitoramento,


*Este artigo não reflete necessariamente a opinião do CFA.

através da utilização da comunicação,

previamente estabelecidos, entre

entre um aparelho receptor (GPS) e

compradores e vendedores, sobre o

satélites que apontam a localização

planejamento de vendas e a quantida-

do aparelho receptor. Atualmente, é bastante usado no monitoramento e rastreamento de veículos.

de de estoque desejado de um produto, fornecedores recebem informações (via EDI) sobre os níveis de estoque,

• RFID – Radio Frequency Identification (Identificação via Rádio Frequência) – A captura automática de dados através da interação entre etiquetas inteligentes, transmissores, antenas e decodificadores possibilita realizar

possibilitando assim uma agilidade nos processos de reposição.

As pessoas envolvidas precisam estar engajadas no projeto e capacitadas no uso da tecnologia escolhida”

• WMS – Warehouse Management System (Sistemas de Gerenciamento de Armazéns) – Possibilita a integra-

tecnologia a ser adotada seja sempre lembrado que os objetivos da tecno-

a leitura sem o contato com o código

ção das informações desde o momen-

de barras. Isso traz grandes vantagens

to do cadastro do item, localização do

operacionais, como, por exemplo, dis-

produto no armazém, controle de en-

por uma etiqueta inteligente dentro

tradas e saídas, controle e utilização

• Proporcionar visibilidade dos pro-

de uma embalagem de um produto e

da capacidade produtiva da mão de

cessos (ambiente interno e externo);

obra, gestão e otimização do espaço

• Possibilitar suporte a operação e

sem ter que o desembalar.

do armazém (ocupação).

• RTLS – Real Time Location System (Sistema de Localização em Tempo Real) – Utiliza rede Wi-Fi, o que permite a localização e o gerenciamento de objetos e pessoas. A localização é

Como podemos perceber, nessa pequena lista, que com certeza pode ser complementada, temos uma série de ferramentas disponíveis e que, se

possível através do uso de pequenos

bem utilizadas, podem proporcionar

tags que possuem baterias potentes

inúmeros benefícios para a gestão

com dispositivo wireless. Os tags são

logística. Entretanto, não podemos

baseados em RFID, que podem ser

esquecer que a ferramenta é apenas

colocados em produtos, equipamen-

um meio e não um fim, por isso, gos-

tos, crachás de colaboradores etc.

destacando que antes de pensar em

System (Sistemas de Gerenciamento

que tecnologia ou sistema escolher,

de Transportes) – Tem como objeti-

devemos avaliar criteriosamente as

(tarifas, operação, monitoramento de entregas, atendimento a cientes e outros) e vem sendo bastante utilizada por empresas de transporte, visando uma melhor gestão de todo o seu processo (coleta a entrega).

de (racionalização, automação ...) E não podemos esquecer que as pessoas envolvidas precisam estar engajadas no projeto e capacitadas no uso da tecnologia escolhida, pois delas dependerá o sucesso desse novo momento da empresa.

adequada, evitando assim cair na tentação de seguir somente os modismos tecnológicos. objetivo deve ser a informação e não o uso da tecnologia. Nesse sentido, reco-

Fornecedor) – Através de acordos

mendo que, no processo de seleção da

Administrador

• Possibilitar ganhos de produtivida-

sos, selecionando a solução mais

pelo

(Estoque

apoio a tomada de decisão;

reais necessidades de seus proces-

Devemos ainda ter em mente que o

• VMI – Vendor Managed Inventory

de da informação;

taria de concluir esse pequeno artigo

• TMS – Transportation Management

vo gerir os processos de transportes

• Assegurar a qualidade e integrida-

Foto: Divulgação

poder realizar a leitura dessa etiqueta

logia de informação são:

ADM. hÉLIO MEIRIM CEO da HRM Logística Consultora & Treinamento, tendo atuado por mais de 20 anos no Brasil e no exterior, em cargos executivos de empresas nacionais e multinacionais.

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BEM-ESTAR POR_cinthia zanotto

Pausa para o

lanche saudável Boas escolhas também devem ser feitas para saciar a fome durante o período de trabalho e no intervalo de grandes refeições

A

cada três ou quatro horas é indicado consumir

“As três grandes de refeições – café da manhã, almoço e

alimentos para manter o metabolismo do orga-

jantar – devem ser completas e equilibradas. Já os lanches

nismo funcionando adequadamente. Como a

precisam quebrar os longos períodos de jejum, que não é

maior parte dos profissionais dedica oitos horas diárias ao

saudável para ninguém. Essas pequenas refeições devem

trabalho, é normal sentirem a necessidade de fazer um lanche

ser compostas de alimentos não muito calóricos, que sejam

entre o intervalo das principais refeições. Para evitar exces-

fontes de nutrientes benéficos à saúde”, acrescenta.

sos e se alimentar da maneira correta, há opções mais nutritivas e menos calóricas para saciar a fome nesses momentos.

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Entre eles estão as frutas e os cereais integrais, que são alimentos complexos e fonte de carboidratos, essenciais

Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação

para dar energia ao corpo humano. Ao contrário, os doces

Brasileira de Nutrologia (ABRAN), aponta as opções saudá-

com muito açúcar, acompanhados de grande quantidade de

veis e ricas em nutrientes como as melhores alternativas

gorduras, são os contraindicados, especialmente para quem

para serem consumidas em qualquer hora do dia.

deseja evitar somar quilos a mais na balança.

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“Isso não quer dizer que um chocolate não possa ser consumido de vez em quando, pois nada ingerido esporadicamente faz mal”, afirma a médica. Mas a barra ou o bombom escolhido, mesmo que eventualmente, precisa concentrar mais cacau na formulação. Aqueles com 70% são os mais indicados. “Porém, um chocolate com 50% de cacau já é melhor opção que o chocolate ao leite”, completa. Ainda é necessário ter cuidado para não adquirir o hábito de comer doces após as refeições, principalmente no almoço. Os alimentos adocicados, sem adição de açúcar, podem ajudar a controlar o desejo por essas guloseimas. E, novamente, as frutas e uma quantidade mínima de chocolate amargo aparecem como alternativas. Na parte dos líquidos, durante os lan-

Hábitos saudáveis

ches o refrigerante de qualquer tipo

Os surtos de fome no trabalho são evi-

deve ser evitado, até mesmo os qualificados como “diet”. O café cai bem quando passado e hidratado há no máximo 30 minutos, ingerido em quantidade adequada (quatro xícaras diárias) e com pouco açúcar. Os chás, também não adoçados, são a melhor pedida, seja quente ou gelado. A água, mesmo vital ao ser humano, só ajuda a saciar a vontade de comer mo-

tados também quando as grandes refeições são realizadas de maneira equilibrada e boas escolhas são feitas na hora do lanche. “Frutas frescas ou secas, sementes oleaginosas e alimentos integrais devem estar em mãos para um intervalo e para consumir antes de um momento de compulsão”, afirma. Para não comer por impulso quando se

Vale lembrar que há um único cuidado a ser feito nesses intervalos – o de consumir somente a fruta ou lanche programado para a pequena refeição, deixando de ingerir alimentos adicionais. Para auxiliar os trabalhadores nesse sentido, surgiram no mercado empresas que entregam frutas. A ideia do negócio é levar aos funcionários de diferentes companhias frutas frescas e fatiadas para serem consumidas no mesmo dia e no próprio

está sob estresse ou pressão no traba-

ambiente profissional. “Para quem

lho, a sugestão da médica é interromper

puder contar com esse serviço, é

todas as atividades e, na sequência, ali-

uma ótima opção, até mesmo para

as pessoas sentem sede e consomem

mentar-se. Conforme explica, o consu-

criar bons hábitos, como o consumo

alimentos porque não têm o costume

mo excessivo ocorre, frequentemente,

de frutas e quebrar o longo jejum

de beber água. Esses podem se bene-

quando as pessoas não fazem pequenas

do período da tarde que algumas

ficiar”, declara a nutróloga.  

pausas para comer.

pessoas fazem”, completa.

mentaneamente. É bom frisar que o hábito de sua ingestão com frequência é totalmente indicado. “Muitas vezes,

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POR_ Carolina Suárez, colaboradora de HSM MAnagement

Crescer

sem perder a doçura Em 1996, duas jovens empreendedoras incluem uma nova palavra no dicionário gastronômico: cupcake. Dez anos depois, Steve Abrams compra a marca Magnolia e dá novo impulso ao negócio, tornando a marca famosa mundialmente, sem investir um único centavo em marketing. Nesta entrevista exclusiva, ele conta um pouco de sua receita de sucesso

S

teve Abrams tem 55 anos, é magro e, confessa, não come cupcakes; ele quer manter a forma. Tampouco faz cupcakes com

as próprias mãos. No entanto, é ele quem cuida do negócio que é sinônimo de cupcake no mundo, a Magnolia Bakery. Em sete anos sob seu comando, a marca disseminou-se de modo impressionante e hoje conta com sete lojas nos Estados Unidos e cinco no Oriente Médio. Quem fundou a Magnolia Bakery, em 1996, foram Allysa Torey e Jennifer Appel, cujo livro de receitas, The Magnolia Bakery Cookbook, virou um bestseller. Abrams era amigo pessoal delas e adquiriu a empresa, em 2006, dando-lhe outra escala e visibilidade. E os planos de expansão daqui para a frente são ainda mais ambiciosos: contemplam a abertura de mais 120 pontos de venda nos próximos cinco anos. HSM Management entrevistou Abrams com

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exclusividade em Nova York, para conhecer os bastidores da proVocê comprou a Magnolia com sua poupança, não é isso?

Saiba mais sobre a Magnolia Bakery

Para expandir a marca, precisou recorrer a empréstimos

Ano de fundação: 1996

dução e da venda desses doces que estão na boca de todo mundo.

ou buscar sócios? Quando estava para abrir a terceira loja, precisei de capital e vendi 25% da empresa a uma família. Mais para a frente, para continuar crescendo, optamos pelo modelo de franquias –se buscasse mais

Ano em que Steve Abrams comprou a marca: 2006 Total de funcionários: 1.200

investidores, correria o risco de perder o controle do negócio.

Funcionários nos Estados Unidos: 400

Quais são as vantagens competitivas da Magnolia?

Faturamento anual (2012):

Competimos em um setor de atividade comoditizado, mas no nicho de mercado “doceria com estilo da época de nossas avós”. Produzimos e assamos tudo o que vendemos no mesmo dia, em cada uma de nossas lojas. Além de bolos frescos, somos sinônimo de bolos sem conservantes, e o que sobra vai para a caridade. Essa é nossa força e nossa fraqueza, pois não nos permite aumentar o negócio de forma exponencial –não podemos abrir muitas lojas em diferentes cidades e deixar a produção totalmente nas mãos de terceiros. Quais os maiores desafios que você enfrentou? O primeiro foi levar o conceito original da primeira loja para um novo ponto de venda. Tivemos de analisar quais eram os elementos diferenciais da loja da Bleecker Street para manter o mesmo espírito –cozinha aberta, forno à vista dos clientes, decoração romântica,

US$ 23,6 milhões Produção mensal de cupcakes em Nova York: 4 milhões Produção de outros doces por hora: 65 em quatro fornos Lojas nos Estados Unidos: cinco em Nova York (Bleecker Street, Grand Central Terminal, Bloomingdale’s, Upper West Side, Rockefeller Center), uma em Los Angeles, uma em Chicago Lojas no Oriente Médio: duas nos Emirados Árabes Unidos (Dubai, Abu Dhabi), uma em Doha (Catar), uma na Cidade do Kuwait (Kuwait) e uma em Beirute (Líbano) Próximas lojas previstas: Tóquio, Moscou e Cidade do México

ambiente aconchegante– e repetir tudo isso com eficiência. O desafio seguinte foi conseguir sócios investidores. Tivemos muita sorte, porque encontramos sócios leais e compreensivos. Então, chegou o momento de conquistar novos mercados: Los Angeles e Chicago. E agora estamos concentrados nas franquias, uma tarefa que implica conhecer potenciais interessados, avaliar o histórico deles e escolher os mais apropriados. Qual foi a lição mais dura que aprendeu? Aprendo e faço prova todos os dias. Cometemos muitos erros: na localização e no tamanho de lojas, na contratação de funcionários que não se adequaram ao perfil da Magnolia etc. Empreender é tomar decisões e, ao colocá-las à prova, aprender lições. Pode não haver segunda chance: as lições devem ser aprendidas “de primeira”.

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Saiba mais sobre

Steve Abrams Quem é: CEO e controlador da Magnolia Bakery. Trajetória: era amigo das fundadoras, tornou-se franqueado em 2006 e, em um mês, adquiriu o negócio. Característica-chave: é “empreendedor em série”; além da Magnolia, tem um bar, um restaurante e uma construtora.

FOCO EM RELAÇÕES PÚBLICAS Carrie e Miranda estão sentadas no banco do lado de fora da Magnolia na Bleecker Street, perto da casa da personagem de Sarah Jessica Parker na série norte- -americana Sex and the City. Antes de a câmera fechar nas duas, lê-se facilmente o nome da marca no toldo da porta da frente. Em seguida, Carrie fala de uma nova “paixonite”, entre uma mordida e outra no cupcake. Inserções de TV como essa ajudaram a difundir a Magnolia –nos Estados Unidos e no mundo. Veja no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=CYSsHEdWhi4

Os cupcakes tiveram seu apogeu há 12 anos. Como se

em suas sete lojas no país. Dia após dia buscamos melhorar

manter em alta na gastronomia?

a experiência de nossos clientes.

As tendências gastronômicas são parecidas com as da in-

Como equilibrar crescimento por franquias com do-

dústria da moda; os críticos sempre querem impor sua

ceria da vovó?

agenda. Por isso, o fundamental é manter-se relevante. Os cupcakes tiveram seu apogeu há 12 anos, mas ainda são um fenômeno internacional. Para manter nossa liderança, precisamos renovar o cardápio a cada seis meses e lançar novos produtos. Temos mais de 160 receitas e geralmente oferecemos entre 50 e 60 no cardápio. Contamos sempre com sete variedades de cupcakes, seis de brownies, seis opções de bolos, sete sabores de

que são os dos produtos artesanais em um mundo que quer industrializar tudo. Então, continuo fiel a esses valores, e os anos de sucesso comprovam que minha decisão foi correta. É provável que a Magnolia pudesse ser cinco vezes maior do que é atualmente se abrisse mão desses princípios, mas seria uma empresa diferente, com produtos também diferentes.

cookies e sete cheesecakes diferentes, além de outras espe-

Crescer sem perder a qualidade implica escolhas. Por exem-

cialidades. E todas as temporadas lançamos novos produtos.

plo, quando produzimos um sabor novo já em uma escala

Ao mesmo tempo, analisamos periodicamente nossa oferta para melhorar a proposta de valor. Há alguns meses, por exemplo, fizemos uma parceria com a Peet Coffee, famosa marca da Califórnia, que conquistou o primeiro selo Leed

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Comprei a Magnolia porque compartilhava seus valores,

grande –3 mil cupcakes–, a probabilidade de cometermos erros é alta. Se há erros, o que fazemos é descartar o produto e absorver os custos. Em geral, a melhor decisão de negócio é ganhar menos dinheiro, mas manter os valores da marca.

(Leadership in Energy and Environmental Design) dos

Quando você é dono da empresa, está disposto a sacrificar

Estados Unidos, na categoria ouro, por seu processo de torra

os lucros em nome da qualidade e, nesse sentido, crescer

de grãos de café. Agora a Magnolia oferece o café da marca

com franqueados é o segredo, porque eles também são do-

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nos. Mas é preciso encontrar pessoas que estejam alinhadas com essa nossa premissa para que sejam franqueadas e também é necessário conquistar-lhes a confiança. Vocês conseguem controlar a qualidade dos franqueados? É nisso que muitos tropeçam... Sim, fazemos acompanhamento regular das franquias. E, no Oriente Médio, além de nosso profissional fazer o controle periódico, ele também as ajuda a resolver problemas em suas visitas. Como se preservam valores e cultura com mais funcionários? Contratando pessoas dispostas a servir e a ser treinadas. Não é possível ensinar alguém a ser agradável, por exemplo; já o resto se pode aprender. Desde o presidente da empresa até o caixa, todos devem compartilhar a paixão por servir. Como é –e deve ser– o marketing em um negócio artesanal?

Diferencial artesanal É provável que a Magnolia Bakery pudesse ser cinco vezes maior do que é hoje em dia se o valor dos produtos artesanais fosse deixado de lado, mas Abrams se dispõe a sacrificar lucro em nome da qualidade.

Não investimos um único centavo em marketing. Nosso foco está em assessoria de imprensa. Contamos com um departamento interno para isso; em Nova York, não delegamos a tarefa a nenhuma agência.

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Até contamos com o apoio de agên-

dial, com mais de 3 mil artigos publi-

A Magnolia faz parte da vida das pes-

cias de relações públicas terceiriza-

cados na imprensa em 2013, além da

soas, seja no primeiro aniversário, na

das –em Los Angeles, em Chicago e

presença na TV e em filmes.

formatura, no bar Mitzvah, no casamen-

nas cidades do Oriente Médio em que estamos presentes por meio de franquias–, mas coordenamos a

dependentes de Manhattan?

mensagem a ser passada em nosso

A Magnolia é para todos. Não há parâ-

departamento central.

to ou quando alguém quer festejar seus 80 anos. É sinônimo de celebração. Como será a Magnolia de 2020?

metros de idade, sexo, raça ou religião

Com centenas de lojas, mas nunca

Foi desse modo que conseguimos

para comprar nossos produtos. Todos

milhares, e firme em relação a nos-

que a Magnolia se tornasse uma

gostam de se gratificar com um doce

sos valores, nossas metodologias e

marca reconhecida em âmbito mun-

de vez em quando.

nossa qualidade.

O Brasil está nos planos Os cupcakes começaram a fazer sucesso no Brasil, principalmente no eixo São Paulo-Rio de Janeiro, em 2006. Apareceram primeiro em festas e eventos, como sobremesas ou lembranças. Logo passaram a ser vendidos por encomenda e não demorou para surgirem as primeiras lojas, tornando-se um negócio promissor, inclusive para pequenos empreendedores. Não há estimativas precisas do potencial desse mercado no Brasil, mas tudo indica que os cupcakes não são apenas um modismo e vieram para ficar. A própria Magnolia Bakery já mostrou interesse no mercado brasileiro. Há cerca de dois anos, Steve Abrams anunciava em entrevistas à imprensa que buscava investidores para abrir loja nas capitais do país. “Somos uma marca que lida com estilo de vida. Amamos São Paulo e Rio, que são apropriadas para a abertura de lojas”, chegou a dizer. Muitos brasileiros visitam as lojas da Magnolia quando viajam a Nova York –e ele o percebe.

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Seus clientes são as mulheres in-

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Os dois começos da magnolia o espírito empreendedor não é sÓ de quem funda uma empresa 1996. Duas amigas, Allysa Torey e Jennifer Appel, abrem uma padaria de bolos e pães em West Village, Nova York, com apenas três funcionários. A demanda aumenta e, para o espaço pequeno render melhor, passam a fazer pequenos bolos durante a noite aproveitando as sobras de massa dos grandes. Surgem os cupcakes, que provocam furor entre os clientes; formam-se filas enormes só para comprá-los. 2006. Steve Abrams é amigo de Allysa e Jennifer, empreendedor –começou a trabalhar aos 12 anos e aos 19 fundou sua primeira empresa– e gosta de riscos e de diversão, pois também pilota carros de corrida e toca bateria. Certo dia, durante um bate-papo informal, propõe a elas abrir uma franquia da Magnolia. Um mês depois, as duas lhe fazem uma contraproposta irresistível: que ele compre a marca. Abrams gasta toda a sua poupança e adquire a padaria de menos de 190 metros quadrados por US$ 1 milhão.

TAKEAWAYS 1. Analisar periodicamente a oferta, para melhorar o valor proposto aos clientes.

2. Aprender “de primeira” com os erros; pode não haver segunda chance.

3. Vender participação minoritária a um investidor –leal– para crescer.

4. Seguir crescendo com franquias, para não perder o controle e porque franqueados também são donos e fazem sacrifícios, se for preciso fazê-los.

5. Crescer com qualidade e coerência implica fazer escolhas.

julho/agosto – 2014 | nº 101

43


POR_ Sílvio Anaz, colaborador de HSM MAnagement

Hacker de líderes Uma autoridade quando o assunto é liderança, Mike Myatt afirma que o desprendimento do líder encoraja a inovação e atrai a colaboração e que os melhores líderes são aqueles que mais investem na reflexão e incentivam suas equipes a fazer isso 44

rba | revista brasileira de administração

M

ike Myatt sempre fica impressionado com a quantidade de líderes talentosos que vê subutilizar a principal ferramenta que os levou ao sucesso: seu cérebro. “Não é que os líderes não pen-

sem; o problema é que não pensam o suficiente”, diz ele, que é um dos mais respeitados especialistas em liderança da atualidade. E, quando pensam, muitos perdem tempo com temas errados, de forma errada e no tempo errado. Para Myatt, se um líder quer fazer mais, precisa pensar mais. HSM Management entrevistou Myatt sobre seu mais recente livro, Hacking Leadership, segundo o qual, no desempenho dos líderes, há sistematicamente “pontos cegos” e brechas que comprometem sua liderança. O que o especialista propõe como solução para o problema é “hackear” a liderança, o que significa desafiar as ideias convencionais sobre ela, conceitos muito distantes da realidade que nos ludibriam, com o objetivo de eliminar o que a compromete essencialmente. Ele propõe uma ação concentrada em 11 pontos críticos. Leia, a seguir, os principais tópicos da entrevista, feita com exclusividade.


O especialista identificou 11 pontos críticos que podem levar ao fracasso do líder e que são fatais para a empresa se não forem diagnosticados e hackeados. Eles dizem respeito a futuro, mediocridade, cultura, talento, conhecimento, inovação, expectativas, complexidade, propósito, fracasso e liderança. Os líderes devem gastar mais tempo explorando o que não sabem sobre esses pontos do que enfatizando o que já conhecem. Têm de procurar conhecer opiniões diversas e até mesmo discordantes das suas, buscando o que é certo, mais do que se preocupando com quem levará o crédito. Ele insiste que as empresas que querem criar uma cultura de liderança, como é o discurso atual, precisam necessariamente encontrar caminhos alternativos e jeitos inteligentes para lidar com as 11 questões.

propósito “inside” como Hackear e os 11 pontos críticos Hackear a liderança significa descobrir caminhos alternativos e atalhos para ela, assim como acessar e desvendar códigos culturais, decifrar a complexidade, influenciar resultados e customizar de maneira inovadora metodologias existentes e ultrapassadas. Myatt propõe uma série de ideias e ferramentas para isso. Essa “atividade pirata” possi-

Para que o líder não se importe com levar o crédito sobre estar certo, é preciso que ele tenha um propósito. “Liderança

Pensar versus rotina Líderes realmente eficazes sabem, segundo Myatt, que suas melhores contribuições ao negócio ocorrem depois de períodos planejados de isolamento, usados para autorreflexão, introspecção e pensamento crítico. E sabem também que isso vale para as contribuições de seus liderados. De que vale ter na organização pessoas realmente talentosas se não se dá a elas tempo para fazer uma imersão criativa e pensar na solução dos problemas? Assim, uma das principais recomendações de Myatt é esta: “Não seja um líder que condene pessoas talentosas a rotinas que paralisam sua mente, como preparar inúteis apresentações em PowerPoint ou participar de várias reuniões mal planejadas; seja o líder que favorece uma cultura que valoriza o espaço para pensar e refletir”. Aí é que reside um dos maiores problemas de todas as empresas.

disciplina, busca, prática, paixão, habi-

continuum (com mudança)

lidade, competência ou obrigação. Em

Myatt enxerga a liderança como um

tem vários significados. Pode significar

qualquer um deles, ela pode ser efetiva, mas a liderança realmente torna-se interessante quando combina todas essas características na direção de um propósito”, afirma Myatt.

bilitará, segundo ele, que o líder se tor-

Para ele, quando os líderes se compro-

ne mais autoconsciente para diagnos-

metem com um propósito, é como se

ticar rapidamente os problemas que

tivessem uma revelação. “Geralmen-

afetam seu desempenho e, assim, poder

te é essa revelação que transforma os

oferecer à equipe e à organização todo o

líderes apenas no título em líderes de

seu potencial de liderança.

fato, apaixonados.”

“continuum”. Trata-se de um modo de evoluir constantemente por meio da mudança, do crescimento e do desenvolvimento. “Costumo dizer que a liderança existe para interromper a mediocridade. Na prática das empresas, isso significa que os líderes devem pensar além dos resultados e focar não somente o que existe, mas todas as possibilidades seguintes.”

julho/agosto – 2014 | nº 101

45


fraqueza como força Um dos pontos mais interessantes e provocativos das teorias de Myatt é

Para Myatt, todos os líderes têm ideias,

a proposta de que, para se tornar um

mas poucos são inovadores. “Quan-

grande líder, este tem de aprender a

do temos ideias, estamos sonhando;

“se render”, capitular e renunciar em

quando somos inovadores, estamos

determinadas situações.

agindo.” Ele entende que ideias em

Trata-se de um conceito normalmente associado à fraqueza, que, para Myatt, constitui um dos principais pontos fortes de um líder. Mas essa “rendição” não deve ser confundida com desistir. “Sugiro que o líder aprenda a sutil arte do desprendimento, do deixar acontecer”, explica ele. “Um líder simplesmente oferece seu melhor quando compreende que sua habilidade de influenciar é muito mais frutífera do que sua capacidade de controlar.” Segundo o especialista, a arte do desprendimento praticada por um líder encoraja a inovação e atrai a colaboração, enquanto a liderança controladora inibe talentos, limita as iniciativas e restringe os potenciais das equipes.

tos aleatórios e não lapidados, o que os torna pouco úteis. Inovação é algo tangível, que conduz a uma ação e a um resultado. Líderes têm de ser inovadores e patrocinar a inovação.

Mediocridade é fatal “A mediocridade é o beijo da morte para o líder”, declara Myatt. Para ele, um líder existe justamente para acabar com a mediocridade, e, para tanto, a liderança nunca pode ser uma postura passiva ou regressiva. O especialista cita como prova irrefutável disso a existência de centenas de estudos segundo os quais as empresas que focam o crescimento durante os períodos de retração econômica são mais bem-sucedidas do que aquelas

líderes controladores simplesmente

que esperam a economia melhorar.

quanto os que praticam o desapego distribuem a autoridade.

rba | revista brasileira de administração

si são pouco mais do que pensamen-

Myatt conta que, em sua experiência, estão tentando consolidar poder, en-

46

ser inovador não é ter muitas ideias

Myatt observa que grandes líderes não adotam simplesmente o novo, mas procuram constantemente criar uma nova

E insiste: “Controle diz respeito a po-

versão do novo. Pois o novo dá a opor-

der, não à liderança. Controle dura um

tunidade de reexaminar tudo, abando-

período, enquanto a arte do desprendi-

nando pensamentos ultrapassados e

mento deixa um legado”.

desafiando a lógica dominante.


reexame Se quiserem hackear sua liderança, os gestores precisam atacar suas ideias convencionais sobre o assunto. Por exemplo, em vez de adotarem o novo, devem criar uma nova versão do novo, o que lhes dá oportunidade de reexaminar tudo

aviso às empresas de países emergentes Empresas com estrutura hierárquica rígida e verticalizada, seja nos países emergentes, seja nos desenvolvidos, devem urgentemente transformá-la em uma comunidade colaborativa, recomenda Myatt. Isso se de fato desejarem desenvolver seus potenciais, crescer e aparecer. “Quanto mais hierárquica uma organização, mais limitada é sua capacidade de desenvolver talentos, inovar e crescer. Quanto mais rígida a estrutura administrativa, operacional e organizacional, mais dificuldades existirão para criar uma cultura de liderança.” O especialista enfatiza que liderar não é criar processos e plataformas, mas desenvolver pessoas. “Grandes líderes

de uma cultura de liderança distribuída, mais do que de um líder”, explica Myatt. Com essa visão, ele garante que a liderança existente em uma empresa é o maior obstáculo para o desenvolvimento de uma nova liderança dentro dela. Quando os líderes acreditam que não um aspecto central do negócio, a

do organograma, e sim as libertam.

mediocridade se enraíza e vai lenta-

Grandes líderes não ‘alavancam’ as

mente sufocando o desejo de mudan-

pessoas, e sim criam alavancas para

ça e de inovação.

maiores líderes empresariais mundiais. Ele conta que os melhores entre estes são os que não se cercam de seguidores que alimentam seu ego, mas de quem os desafia.

“Nunca conheci uma organização

Myatt avisa aos líderes de empresas

com excesso de liderança; vi, isso,

dos mercados emergentes que, no

sim, empresas excessivamente ge-

mundo atual, eles só ficarão para trás

renciadas”, compara. Para ele, o obje-

na competição com as dos mercados

tivo de qualquer organização deveria

desenvolvidos se mantiverem estrutu-

ser ter uma liderança onipresente;

ras ultrapassadas.

Myatt conhece de perto muitos dos

é necessário focar a liderança como

não colocam as pessoas em ‘caixinhas’

que elas mesmas façam isso.”

sem seguidores

antes disso, o trabalho de um líder

Obstáculos à cultura

não está terminado.

“Se você está em posição de líder, você

marcas dominantes deixam de existir

liderará, mas a pergunta é: você lidera

justamente porque fracassaram em

bem? Por isso, toda organização precisa

criar uma cultura de liderança.

Segundo Myatt, muitas empresas e

Saiba mais sobre Mike Myatt Quem é: considerado um dos mais importantes especialistas em liderança da atualidade, faz parte do conselho da Fortune 500 CEOs. Empresa: está à frente da empresa de consultoria N2growth. Livros: Hacking Leadership (ed. Wiley) e Leadership Matters... The CEO Survival Manual (ed. Outskirts Press).

julho/agosto – 2014 | nº 101

47


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CONEXÃO O diabo veste Prada Interpretada por Meryl Streep, a carrasca chefe de redação da revista de moda Runaway Miranda Priestly exerce sua liderança de maneira muito própria, grosseira e desrespeitando colaboradores. Muitas vezes abusa das ofensas e domina através de ameaças, deixando o ambiente de trabalho degradante e favorecendo a competitividade sem limites éticos. Por outro lado, a personagem Miranda Priestly se dedica 100% à empresa, é eficiente e conta com respeito e influência todo o seguimento da moda. Porém, liderar pelo medo é condenável. O melhor caminho Foto: Divulgação

é fazer com que colaboradores se transformem em seguidores dos gerentes, é criar ambientes que favoreçam o trabalho e o bom relacionamento. Direção: David Frankel | Elenco: Meryl Streep e Anne Hathaway | Nome Original: The Devil Wears Prada | Ano: 2006 | Duração: 109 minutos | País: Estados Unidos | Classificação: Livre | Gênero: Comédia.

Foto: Divulgação

APPs Flipboard Trata-se de um dispositivo que reúne notícias de interesse do usuário e as disponibiliza como uma revista personalizada. O APP também permite que

Foto: Divulgação

artigos sejam armazenados e o compartilhamento de conteúdos.

O site disponibiliza orienta-

Atende aos fãs de controle do tempo, pois organiza ideias off-line e acha-

res e Tecnólogos que quei-

dos online. O APP pode ser melhor utilizado com a criação de blocos de

ram participar do programa

notas com nomes de pessoas específicas e lugares. Assim, é possível, por

de Certificação Profissional

exemplo, organizar as visitas ao supermercado, pois, ao criar um bloco de

Foto: Divulgação

ções para os Administrado-

do Sistema CFA/CRAs.

ao longo do tempo e consultá-la quando estiver a caminho do mercado.

saudeetrabalho.com.br

Google Drive

Trata-se de um portal temá-

O serviço ajuda no armazenamento de dados, como fotos e documentos,

tico sobre segurança e saúde

e faz com que tais arquivos fiquem sincronizados com a cópia guardada na

no trabalho. Também fornece

nuvem Google Drive.

Foto: Divulgação

certificacao.cfa.org.br

Evernote

notas para compras, o usuário pode abastecê-lo com sua lista de produtos

Waze O aplicativo auxilia na navegação urbana e é abastecido com dados gerados pelos próprios usuários. Ele fornece informações em português sobre intensidade do trânsito em determinadas regiões ou ruas e até trata do preço de combustíveis em postos.

Foto: Divulgação

SITES

informações a respeito de higiene, engenharia e medicina do trabalho, ergonomia e toxicologia ocupacional.

www2.uol.com.br/ canalexecutivo/ O canal possui ampla pro-

Voice Reader

dução de matérias e artigos

Transformar textos em arquivos de áudio automaticamente ficou menos

São informações de interesse

complicado. O APP permite que, por exemplo, enquanto se dirige o carro

para quem vive o dia a dia

em pleno trânsito, as notícias selecionadas sejam escutadas a partir da co-

empresarial e está atento ao

nexão, via bluetooth, de um smartphone ao som do veículo.

sobre o mundo corporativo.

mercado de trabalho.

julho/agosto – 2014 | nº 101

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MARKETING

Foto: Divulgação/Straub Design

POR_ CINTHIA ZANOTTO

Branding, para o bem da marca

Os investimentos aplicados na gestão de um “bem importante” colaboram para manter clientes, fornecedores e funcionários fiéis à empresa

P

ara um bom relacionamento é preciso haver con-

Ou seja, além do preço, outros aspectos eram levados em

vivência, comunicação e reciprocidade. Quem

conta pelo consumidor antes de efetivar a compra. A partir

não ouviu falar sobre isso, principalmente quan-

daí, esses profissionais concluíram que havia necessidade

do o assunto é no campo sentimental? Já quando se relacio-

de realizar a gestão de relacionamento da empresa com todo

nar passa para a esfera profissional e de negócios, vale cum-

o seu público, conforme explicou Marcos Bedendo, profes-

prir os mesmos requisitos. E como no mercado de venda de

sor de branding da Escola Superior de Propaganda e Marke-

produtos e serviços as relações não envolvem somente duas

ting de São Paulo, a ESPM-SP.

pessoas, geralmente, foi criada uma área para tratar especificamente desse tema dentro das empresas, o branding.

50

“Quando nos referimos ao branding estamos falando de todos os pontos de contato que uma determinada marca

Conhecido como gestão de marcas em português, essa

exerce para com seu público. Ele é a percepção construída so-

disciplina nasceu no mundo coorporativo quando execu-

bre a marca, seja num simples atendimento telefônico, num

tivos de marketing e gestores perceberam também uma

olhar de uma etiqueta de preço a uma excelente ou frustrada

resposta emocional do público ao consumirem determinado

experiência vivida por um cliente consumidor. O branding

produto ou serviço.

é a construção do significado exercido por uma marca junto

rba | revista brasileira de administração


Foto: Divulgação

Ao centro, Bruno Galvão, com os membros da sua equipe, Paulo Bertoni e Rafaela Menezes.

ao seu público”, acrescenta Bruno Galvão, brand designer da Bertoni Design + Branding. Já o professor resume branding como a lembrança e a sensação sentida por alguém quando pensa em determinada marca, independente se é um cliente, fornecedor ou funcionário. Nesse quadro, o papel do profissional de branding é direcionar os esforços para fazer com que todos os pontos de contato da companhia estejam conectados a ela de alguma forma. Pode ser por

Quando nos referimos ao Branding estamos falando de todos os pontos de contato que uma determinada marca exerce para com seu público” Bruno Galvão, brand designer

de publicidade e propaganda, no design de logotipo e embalagem, comunicação, atendimento e por aí vai. Por isso, não se deve confundir design,

rem parte importante dentro da organização. “O branding gera poder de venda e de convencimento. Ele pode sustentar promessas e um desejo de pertencimento”, completa o designer. Embora a gestão de marcas esteja cada vez mais presente no vocabulário de muitas empresas, alguns profissionais ainda não tiveram contato com os reais benefícios da área para o crescimento da instituição. “Os profissionais de Administração não estão preocupados e não se atentam

meio de ações realizadas na arquitetura e decoração do prédio empresarial,

para fazer esses colaboradores se senti-

Segundo Bedendo, o branding é uma ideia ou conceito capaz de se tornar real quando é executado pelos profissionais dessas diferentes áreas de atuação e a gestão de marca precisa ser

ao fato de que o branding bem aplicado pode melhorar e trazer aumento no valor da marca”, afirma o administrador Wilgor Caravanti, sócio -proprietário e gestor de negócios da

pensada para se comunicar de dentro

agência curitibana Straub Design.

com gestão de marcas. “O Design é uma

para fora da empresa.

Atualmente, os serviços e produtos

ferramenta que trabalha a favor da con-

Marcas fortes estabelecidas no merca-

oferecidos no mercado são muito se-

cretização do branding. Ele é uma das

do tendem a contratar serviços ou com-

melhantes. “Estão virando commodi-

partes tangíveis do branding. O Design

prar produtos de seus fornecedores

ties”, diz Caravanti. “Para se destacar,

se personifica numa identidade visual

por um valor reduzido e, ainda, contar

é preciso investir na marca, pois um

de marcas, nas formas e conceitos cons-

com funcionários mais comprometi-

trabalho de branding pode trazer esta

trutivos de um produto”, declara Galvão.

dos quando incluem no branding ações

diferenciação”, afirma.

arquitetura e nenhum outro campo

julho/agosto – 2014 | nº 101

51


Foto: Divulgação/Straub Design

Marketing

Atualmente, os serviços e produtos oferecidos no mercado são muito semelhantes. ‘Estão virando commodities’. Para se destacar é preciso investir na marca, pois um trabalho de Branding pode trazer esta diferenciação” Adm. Wilgor Caravanti, sócioproprietário e gestor de negócios da agência curitibana Straub Design.

Galvão cita a Harley Davidson como

investimentos na área, esses clientes

exemplo. A marca conseguiu conquistar

têm a preocupação de se relacionarem

um público que não só compra a moto,

com os consumidores de forma efetiva,

mas as vestimentas, os acessórios e ain-

trabalhando a imagem corporativa.

da o estereótipo de quem se denomina um “harleyro”. De acordo com o designer, “eles têm o DNA (da marca), tatuagens e roupas que os diferenciam das demais tribos. Esse é um exemplo claro de devoção a uma marca e os Administradores devem considerar essa ferramenta para o sucesso da empresa”. Engana-se quem pensa que o branding está somente ao alcance de grandes corporações. Governo, ONGs e atletas são alguns exemplos de entidades que contratam os serviços de um profissional de gestão de marca

Foto: Divulgação/Straub Design

para se comunicarem com sua rede de

52

rba | revista brasileira de administração

contatos. “Todas acabam utilizando até intuitivamente questões de branding”, acrescenta Bedendo.

Para o professor Marcos Bedendo, pequenos e microempreendedores podem se apoiar na gestão de marca ao abrirem a empresa e enquanto se estabelecem no mercado, para definir qual é o propósito e os diferenciais a serem trabalhados em frente à concorrência, pois o branding é feito para qualquer tipo de organização. Estabelecer a marca e manter o relacionamento com todos os pontos de contato é essencial. “O branding é tudo. Não existe empresa sem marca, não existe marca sem branding”, afirma o designer. Para ele, é preciso não medir esforços e separar uma parte do orçamento para realizar a gestão de marca. “Faça o máximo possível com a

Caravanti atende também pequenas

verba disponível para a construção do

empresas no seu estúdio. Ele conta que,

branding, ou estarão fadados ao esque-

mesmo sem conseguirem fazer altos

cimento”, completa Bedendo.


Prêmio

Guerreiro Ramos de Gestão Pública

Faça parte desta história

Edição 2014

Alberto Guerreiro Ramos evidenciou o contraditório, a dimensão social, a dualidade, a experiência do significado, os limitadores de sobrevivência que nos condiciona, mas que nos revela transformadores socialmente existentes da sociedade.

Participe do Prêmio Guerreiro Ramos nas modalidades:

Gestor Público

Pesquisador Guerreiro Ramos

Apresentação do trabalho para o CRA: até o dia 29/08/2014 CRAs apresentarem as candidaturas para o CFA: até o dia 30/09/2014 Julgamento do Prêmio pelo CFA: até o dia 28/11/2014

Mais informações pelos sites: www.cfa.org.br www.guerreiroramos.org.br facebook.com/CFAADM

E-mail: cgp@cfa.org.br Telefone: (61) 3218-1821


CONSELHO POR_ Wellington Penalva/CFA

Simples Nacional é debatido em reunião do CFA

com ministro Guilherme Afif Um dos itens discutidos na reunião foi o Programa de Capacitação e Formação de Multiplicadores do Conhecimento, destinado aos administradores registrados nos Conselhos Regionais de Administração (CRAs) e às lideranças e representantes das instituições de apoio das Micro e Pequenas Empresas. Outro assunto debatido foi o Projeto de Lei Complementar nº 221/12, que atualiza a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/06), mais conhecida como Super Simples, cujo texto-base foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados no dia 7 de maio. No dia 3 de junho, a casa concluiu a votação do projeto

O 54

aprovando as 19 emendas pendentes. ministro da Secretaria da Micro e Pequena

Com a mudança, será ampliado o número de setores en-

Empresa, Guilherme Afif, reuniu-se com

quadrados no Super Simples. A aprovação permitirá que

o presidente do Conselho Federal de

cerca de quase 500 mil micro e pequenas empresas que

Administração (CFA), Adm. Sebastião Luiz de Mello.

faturam até R$ 3,6 milhões por ano sejam incluídas no

O encontro contou com a presença do presidente do

regime de tributação do Super Simples. Dessa forma, a

Conselho Regional de Administração do Distrito Federal

classificação das empresas passa a ser pelo porte e pelo

(CRA-DF), Adm. Carlos Alberto Ferreira Júnior e dos

teto de faturamento e não mais em função da atividade do

conselheiros federais Adm. José Samuel de Miranda

empreendimento. O projeto segue para análise do Senado

Melo Júnior e Adm. Rui Ribeiro de Araújo.

antes de ir à sanção presidencial.

rba | revista brasileira de administração


I

niciativa do Conselho Federal de Administração (CFA), o Plano Brasil de Infraestrutura e Logística (PBLog) tem sido mencionado em importantes reuniões

sobre a área. A publicação esteve presente nas discussões da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE/AM) e foi citado, também, durante o discurso da deputada Rebeca Garcia (PP/AM) na Câmara Federal, em Brasília. Durante a mesa-redonda “Soluções para a melhoria do sistema logístico brasileiro”, na ALE/AM, o PBLog foi apresentado em meio à discussão como “uma visão global da logística no país, permitindo entender onde está o foco da necessidade de investimento” pela deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM). O vice-presidente do Conselho Regional de Administração do Amazonas (CRA-AM) e coordenador do projeto, Adm. Antônio Jorge Cunha Campos, também esteve presente na reunião. Rebecca Garcia voltou a usar o PBLog como exemplo ao discursar na Câmara dos Deputados, em Brasília. A deputada fez duras críticas ao atual sistema logístico do país e constatou: “É mais barato trazer contêiner da China para São Paulo que da Zona Franca de Manaus para São Paulo”. Ao falar sobre as formas de reverter a situação Rebecca acrescentou: “O CFA acaba de oferecer ao Brasil o PBLog, um trabalho com sugestões para a harmonização dos modais ferroviário, rodoviário, hidroviário, aeroviário e até dutoviário”. Fruto do projeto Plano Brasil de Infraestrutura e Logística (PBLog), o livro reúne o resultado do trabalho realizado pelo CFA, em parceria com instituições nacionais. Por quase um ano, a equipe do PBLog percorreu as regiões brasileiras a fim de debater questões acerca da logística brasileira. Desses seminários saíram propostas para a melhoria da infraestrutura brasileira com foco na mobilidade de produtos para o aumento da competitividade nacional e internacional. Acesse a publicação na íntegra no portal do CFA www.cfa.org.br – na seção “Publicações”.

PBLog em pauta julho/agosto – 2014 | nº 101

55


Conselho

Certificação já é fato na carreira de profissionais

de Administração O

Programa de Certificação

comercial e de recursos humanos, re-

primeira Certificação, que foi para o

Profissional, lançado pelo

cebeu o título no Conselho Regional de

Adm. Sérgio Campos Pereira Ramos.

Sistema CFA/CRAs, já

Administração do Piauí (CRA-PI).

certificou administradores em vários estados brasileiros. Com o objetivo de inserir profissionais capacitados no mercado, contribuindo para o fortalecimento da imagem e credibilidade da profissão, a Certificação está crescendo enquanto educação continuada,

em receber a Certificação e declarou:

Costa Miranda e José Carlos Vidal

“Tenho prazer em apresentar a carteira

Leite, também receberam, na sede do

profissional aonde vou. Tenho orgulho

Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), a Certificação do Sistema CFA/CRAs. “Sou graduado desde 1981 e a

verso da Administração no Brasil.

Certificação vai agregar bastante ao meu currículo”, disse Miranda.

por ser Administrador”. O Adm. Sérgio Campos ressaltou a importância da Certificação e encerrou o momento agradecendo aos profissionais de sua empresa: “Brindo com a equipe, pois eu não seria nada sem ela”. Idealizado para atestar a qualidade

foi entregue no Rio Grande do Sul.

Leite defendeu a importância da

O Adm. Ricardo Antônio Gallina re-

Certificação na sua carreira: “Sempre

cebeu o título na sede do Conselho

trabalhei com RH. Há dez anos pensei

Regional de Administração do Rio

em um plano B. Hoje tenho uma em-

Grande do Sul (CRA-RS). Na ocasião,

presa que gerencia acordos sindicais

Gallina destacou: “Sinto-me honrado.

com as empresas. A certificação vai

Eu sempre sentia falta de algo que pu-

ao encontro de meu desejo de mostrar

Humanos na modalidade prova em

desse fortalecer a nossa profissão”.

ao mercado a minha experiência e a

todo o país.

No Piauí, outra profissional rece-

56

Os administradores Gilmar Sérgio

além de ser item de destaque no uniNo mês de abril, a primeira Certificação

O Administrador disse estar muito feliz

chancela do CRA é tudo de bom”.

profissional e agregar valor à carreira dos Administradores e Tecnólogos, a Certificação permanece sempre atual e fiel à eficiência do profissional. Neste segundo semestre de 2014 teremos a Certificação Profissional em Recursos

Para obter Certificação é preciso atentar

beu a Certificação. A Adm. Patrícia

O Conselho Regional de Administração

para alguns requisitos. Confira as nor-

Carvalho Freitas Rodrigues, diretora

de Minas Gerais também entregou sua

mas em www.certificacao.cfa.org.br.

rba | revista brasileira de administração


Colegiado Eleitoral dos CRAs se reuniu para debater

a próxima eleição

E

m maio, o Colegiado das

Acompanhado

pela

Comissão

Mais uma vez, o CFA realizará o

Comissões

Permanentes

Permanente Eleitoral formada pelos

pleito pela internet por meio do

Eleitorais dos Conselhos

conselheiros federais, Adm. José

site www.votaadministrador.org.br.

Regionais de Administração (CRAs)

Samuel de Miranda Melo Junior

Entretanto, o Conselho faz um

se reuniu para discutir as propostas

(MA), Adm. Paulo Cesar de Pereira

alerta para que Administradores

para as eleições do Sistema CFA/

Durand (RO) e Adm. Ione Macedo de

e Tecnólogos registrados e em dia

CRAs 2014. Contando com a presença

Medeiro Salem (RN), o presidente

dos representantes dos 27 Conselhos,

do CFA ressaltou a importância

o presidente do Conselho Federal de

da ocasião: “É um momento ímpar

Administração (CFA), Adm. Sebastião

para o Sistema CFA/CRAs estarmos

endereço e e-mail – atualizados.

Luiz de Mello iniciou o encontro

todos aqui reunidos, o que demonstra

Esse procedimento é necessário

agradecendo pela presença e peloo

unidade em nosso processo de

para que o eleitor receba a senha

comprometimento dos Regionais.

conquistas relativas à profissão”.

para votação via internet.

com os Conselhos Regionais de Administração (CRAs) mantenham seus dados cadastrais – como

julho/agosto – 2014 | nº 101

57


ENBRA POR_ CRA-CE

XXIII ENBRA EM FORTALEZA/CE

P

or decisão da Assembleia de Presidentes do

mática, que ora se faz presente em todos os fóruns de

Sistema CFA/CRAs realizada em 30/10/2013,

negócios do mundo, além de proporcionar aos Admi-

o Conselho Regional de Administração do

nistradores, tecnólogos e universitários de Adminis-

Ceará (CRA-CE) realizará e sediará em Fortaleza o XXIII

tração a oportunidade de conhecerem o pensamento de

Encontro Brasileiro de Administração (ENBRA) que

especialistas nos nove eixos em que se desdobra o tema

acontecerá no período de 28 a 31 de outubro próximo, ten-

central, os quais apresentarão suas versões técnicas, em

do como local o Centro de Eventos do Ceará. Foi definido como tema central do evento, “Gestão da Ino-

ção de serviços e bens então vigentes, que se encontram

vação Tecnológica”, pela crença de que promoveremos a

submetidos a elevado nível de exaustão.

discussão de uma questão estratégica, que virá substan-

Assistiremos a discussões diversas, tais como sobre o

cialmente contribuir para o aumento da produtividade, quer nas organizações públicas assim como na área privada. E, nestas últimas, vir a converter-se em decisivo fator de incremento da competitividade perante todos os mercados e, de modo especial, nos mercados emergentes.

58

contraponto às antigas convicções de padrões de produ-

papel dos gestores e colaboradores neste espaço, por serem eles os responsáveis pela criação das regras para o alcance das metas, objetivando a implantação dos novos processos de inovação tecnológica. Estes, passarão a ser vistos por meio de lentes de refração de suas experiên-

O momento será por demais oportuno para promover-

cias acumuladas, por serem potenciais geradores de re-

mos uma alentada discussão sobre tão estratégica te-

sistências para a implantação das mudanças esperadas.

rba | revista brasileira de administração


Tudo isso acha-se contido na grade te-

desenvolvimento, indo Muito Além

mática do evento, sendo definido como:

do Óbvio.

“a equação ciência, tecnologia, educação e gestão como eixo estruturante do crescimento da Instituição pública e da empresa nacional.” O contexto econômico social mundial está a cobrar novas formas tecnológicas de operação, formas estas que venham gerar dinamismo e modernidade aos empreendimentos públicos e privados. E responsável por isso, é a própria dinâmica da inovação tecnológica, que assume presença decisiva em todos os segmentos da atividade humana e tem sido responsável pelas mudanças dos paradigmas de Gestão Corporativa até então adotados. Também é fato que essa tendência não mais atravessará o mundo numa única direção, saindo dos centros tecnológicos mais adiantados para os países em desenvolvimento. O crescimento da inovação nas economias mundiais é explosivo e todos estão aprendendo e aplicando “truques novos” para se manterem em seus níveis de sustentabilidade.

O lógico é a inovação ajudar a definir novos posicionamentos operacionais e mercadológicos, esquecendo as posturas tradicionais. É um desafio diante das resistências paradigmáticas. No evento que o CRA-CE realizará, o tema Gestão da Inovação Tecnológica vai além do âmbito do mundo organizacional, migrando para uma questão muito particular da Região Nordeste: a seca no semiárido e suas devastadoras consequências para a população e a economia nordestina. Quer nos parecer que as autoridades públicas esqueceram de se debruçar sobre essa grave situação, que não é um acontecimento eventual mas, cíclico e cujas causas e consequências danosas são por demais conhecidas. Faltou-lhes, até hoje, supomos, a capacidade para bem definirem uma visão estratégica, com vistas à elaboração de uma modelagem inovadora de gestão para a área, o que se torna extremamente imperativo – devendo ser, tam-

Fica patente que os países emergentes

bém, tecnicamente discutida.

podem receber e validar essas inova-

O ENBRA, em sua edição XXIII, vol-

Mais informações:

ções, transformando-as em oportu-

ta a acontecer em Fortaleza, após 30

nidades que proporcionem a geração

www.euvouproenbra.com.br

anos, quando em 1984 o então CRA-3ª

de empregos mais qualificados, novas

(85) 3421-0909

Região realizou o V ENBRA, que se

formas de organização para melhor

constituiu à época em um marco den-

atender às exigências da comunidade/

tro do Sistema CFA/CRAs, pois reu-

consumidores nas regiões/mercados

niu um público recorde e teve partici-

onde atuarem, questões estas, que são

pação ativa de governadores, prefeitos

clássicas da Gestão Corporativa.

e gestores públicos e privados, além de

As mudanças com o advento da ino-

conferencistas do mais alto nível.

vação podem ser facilmente imple-

A expectativa é de que, no próximo even-

mentadas, bastando para tanto que se-

to, um sucesso bem maior venha a se ve-

jam identificadas e ignoradas algumas

rificar, resultando em uma efetiva con-

regras, idéias e crenças “antigas”,

tribuição para a consolidação da profis-

passando a adotar novas culturas de

são do Administrador em nosso país.

julho/agosto – 2014 | nº 101

59


CRAs

Conselhos Regionais de ADministração

CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO ACRE (CRA-AC) Presidente:Adm. MARCOS CLAY LÚCIO DA SILVA Av. Brasil nº 303 - Sala 201 - Centro Empresarial Rio Branco - Centro - 69900-191 - RIO BRANCO/AC Fone: (68) 3224-1369 E-mail: craacre@gmail.com Home Page: www.craac.org.br Horário de funcionamento: 8h30 às 14h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE ALAGOAS (CRA-AL) Presidente: Adm. ALAN HELTON DE OMENA BALBINO  Rua João Nogueira nº. 51 - Farol - 57021-400 MACEIÓ/AL Fone: (82) 3221-2481 - Fax: (82) 3221-2481 E-mail: cra@craal.org.br Home Page: www.craal.org.br  Horário de funcionamento: das 8h às 17h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO AMAPÁ (CRA-AP) Presidente:Adm. EDILJANE MARIA CAMPOS DA FONSECA Rua Jovino Dinoá nº 2455 - Central- 68900-075 MACAPÁ/AP Fone: (96) 3223-8602 E-mail: cra.macapa@gmail.com Horário de funcionamento: das 8h às 17h/Atend. Público 9h às 15h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO AMAZONAS (CRA-AM) Presidente:Adm. JOSÉ CARLOS DE SÁ COLARES Rua Apurinã, 71 - Praça 14 - 69020-170 - MANAUS/AM Fone: (92) 3303-7100 - Fax: (92) 3303-7101 E-mail: conselho@craamazonas.org.br Home Page: www.craamazonas.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 17h30 CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DA BAHIA (CRA-BA) Presidente:Adm. ROBERTO IBRAHIM UEHBE Av. Tancredo Neves nº 999 - Ed. Metropolitano Alfa - Salas 601/602 - Caminho das Árvores - 41820021 SALVADOR/BA Fone: (71) 3311-2583 - Fax: (71) 3311-2573 E-mail: cra-ba@cra-ba.org.br Home Page: www.cra-ba.org.br Horário de funcionamento: das 9h às 17h30 CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO CEARÁ (CRA-CE) Presidente: Adm. ILAILSON SILVEIRA DE ARAÚJO Rua Dona Leopoldina nº 935 - Centro - 60110-001 FORTALEZA/CE Fone: (85) 3421-0909 - Fax: (85) 3421-0900 E-mail: presidente@cra-ce.org.br Home Page: www.craceara.org.br Horário de funcionamento: das 8h30 às 18h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL (CRA-DF) Presidente:Adm. CARLOS ALBERTO FERREIRA JÚNIOR SAUS - Quadra 6 - 2o. Pav. - Conj. 201 - Ed. Belvedere 70070-915 - BRASÍLIA/DF Fone: (61) 4009-3333 - Fax: (61) 4009-3399 E-mail: presidencia@cradf.org.br Home Page: www.cradf.org.br Horário de funcionamento: das 9h às 17h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO ESPIRITO SANTO (CRA-ES) Presidente: Adm. MARCOS FELIX LOUREIRO Rua Aluysio Simões, 172 - Bento Ferreira - 29050-632 - VITÓRIA/ES Fone: (27) 2121-0500 - Fax: (27) 2121-0539 E-mail: craes@craes.org.br Home Page: www.craes.org.br Horário de funcionamento: das 8:30h às 17h30 CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE GOIÁS (CRA-GO) Presidente: Adm. SAMUEL ALBERNAZ Rua 1.137, Nº 229, Setor Marista - 74180-160 GOIÂNIA/GO Fone: (62) 3230-4769 - Fax: (62) 3230-4731 E-mail: presidencia@crago.org.br Home Page: www.crago.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 18h

Listagem atualizada até o dia 07/05/2014

CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO MARANHÃO (CRA-MA) Presidente:Adm. ISABELLE CRISTINE RODRIGUES FREIRE MARTINS Rua José Bonifácio, 920 - Centro - 65010-020 - SÃO LUIS/MA Fone: (98) 3231-4160/3231-2976 - Fax: (98) 32314160/231-2976 E-mail: crama@cra-ma.org.br Home Page: www.cra-ma.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 14h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE MATO GROSSO (CRA-MT) Presidente: Adm. LUIS CESAR SIMÕES DE ARRUDA  Rua 05 - Quadra 14 - Lote 05 - CPA - Centro Político e Administrativo - 78050-900 - CUIABÁ/MT Fone: (65) 3644-4769 - Fax: (65) 3644-4769 E-mail: cra.mt@terra.com.br Home Page: www.cramt.org.br Horário de funcionamento: das 9h às 17h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE MATO GROSSO DO SUL (CRA-MS) Presidente:Adm. HARDUIM REICHEL Rua Bodoquena nº 16 - Amambaí - 79008-290 - CAMPO GRANDE/MS Fone: (67) 3316-0300 E-mail: presidencia@crams.org.br Home Page: www.crams.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 17h30 CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE MINAS GERAIS (CRA-MG) Presidente:Adm. SÔNIA FERREIRA FERRAZ Avenida Afonso Pena nº 981 - 1o. Andar - Centro - Ed. Sulacap - 30130-907 - BELO HORIZONTE/MG Fone: (31) 3274-0677 - 3213-5396 - Fax: (31) 32735699/3213-6547 E-mail: presidencia@cramg.org.br Home Page: www.cramg.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 18h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO PARÁ (CRA-PA) Presidente:Adm. JOSÉ CÉLIO SANTOS LIMA Rua Osvaldo Cruz nº 307 - Comércio - 66017-090 BELÉM/PA Fone: (91) 3202-7889 - Fax: (91) 3202-7851 E-mail: gabinete@crapa.org.br / presidencia@crapa.org.br Home Page: www.crapa.org.br Horário de funcionamento: das 9h às 15h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DA PARAIBA (CRA-PB) Presidente:Adm. FRANCISCO DE ASSIS MARQUES Av. Piauí nº 791 - Bairro dos Estados - 58030-331 JOÃO PESSOA/PB Fone: (83) 3021-0296 E-mail: crapb@crapb.org.br Home Page: www.crapb.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 12h e de 13h às 17h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO PARANÁ (CRA-PR) Presidente:Adm. GILBERTO SERPA GRIEBELER Rua Cel. Dulcídio nº 1565 - Água Verde - 80250-100 CURITIBA/PR Fone: (41) 3311-5555 E-mail: presidencia@cra-pr.org.br Home Page: www.cra-pr.org.br Horário de funcionamento: das 9h às 18h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE PERNAMBUCO (CRA-PE) Presidente:Adm. ROBERT FREDERIC MOCOCK Rua Marcionilo Pedrosa nº 20 - Casa Amarela - 52051330 - RECIFE/PE Fone: (81) 3268-4414/3441-4196 - (81) 3268-4414 E-mail: cra@crape.org.br Home Page: www.crape.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 14h / Atend. Público 8h às 12h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO PIAUÍ (CRA-PI) Presidente:Adm. PEDRO ALENCAR CARVALHO SILVA Rua Áurea Freire, nº 1349 - Jóquei - 64049-160 TERESINA/PI Fone: (86) 3233-1704 - Fax: (86) 3233-1704 E-mail: administrativo@cra-pi.org.br Home Page: www.cra-pi.org.br Horário de funcionamento: das 12h às 19h

CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO RIO DE JANEIRO (CRA-RJ) Presidente:Adm. WAGNER SIQUEIRA Rua Professor Gabizo nº 197 - Edf. Belmiro Siqueira Tijuca - 20271-064 - RIO DE JANEIRO/RJ Fone: (21) 3872-9550 - Fax: (21) 3872-9550 E-mail: secretaria@cra-rj.org.br Home Page: www.cra-rj.org.br Horário de funcionamento: das 9h às 17h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE (CRA-RN) Presidente:Adm. KATE CUNHA MACIEL  Rua Coronel Auriz Coelho nº 471 - Lagoa Nova - 59075050 - NATAL/RN Fone: (84) 3234-6672/9328 - Fax: (84) 3234-6672/9328 E-mail: cra-rn@crarn.com.br Home Page: www.crarn.com.br Horário de funcionamento: das 12h às 18h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL (CRA-RS) Presidente:Adm. CLÁUDIA DE SALLES STADTLOBER Rua Marcílio Dias nº 1030 - Menino Deus - 90130-000 PORTO ALEGRE/RS Fone: (51) 3014-4700/3014-4769 -  Fax: (51) 3233-3006 E-mail: diretoria@crars.org.br;secretaria@crars.org.br Home Page: www.crars.org.br Horário de funcionamento: das 8h30 às 17h30 CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE RONDÔNIA (CRA-RO) Presidente:Adm. ANDRÉ LUIS SAONCELA DA COSTA  Rua Tenreiro Aranha, nº 2988 Olaria – 76801-254  PORTO VELHO/ROFone: (69) 3221-5099/3224-1706 - Fax: (69) 3221-2314 E-mail: presidencia@craro.org.br Home Page: www.craro.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 17h /Atend. Público 08horas às 14 horas CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE RORAIMA (CRA-RR) Presidente: Adm. UBIRAJARA RIZ RODRIGUES  Rua Prof. Agnelo Bitencourt, 1620 - São Francisco 69.305170 - BOA VISTA/RR Fone: (95) 3624-1448 - Fax: (95) 3624-1448 E-mail: craroraima@gmail.com Home Page: www.crarr.org.br Horário de funcionamento: das 7h30 às 18h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE SANTA CATARINA (CRA-SC) Presidente: Adm. ANTONIO CARLOS DE SOUZA  Av. Prefeito Osmar Cunha, 260 - 7º andar Salas 701 a 707/ 801 a 807 Ed. Royal Business Center - Centro 88015-100 Florianópolis – SC Fone: (48) 3229-9400 E-mail: crasc@crasc.org.br Home Page: www.crasc.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 18h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE SÃO PAULO (CRA-SP) Presidente:Adm. WALTER SIGOLLO Rua Estados Unidos nº 865/889 - Jardim América - 01427001 - SÃO PAULO/SP Fone: (11) 3087-3208/ 3087-3459 - Fax: (11) 3087-3256 E-mail: secretaria@crasp.gov.br Home Page: www.crasp.com.br Horário de funcionamento: das 8h às 17h30 / Atend. Público 9h às 17h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE SERGIPE (CRA-SE) Presidente: Adm. DIEGO CABRAL FERREIRA COSTA Rua Senador Rollemberg, 513 - São José - 49015-120 ARACAJU/SE Fone: (79) 3214-2229/3214-3983 - Fax: (79) 32143983/3214-2229 E-mail: atendimento@crase.org.br ; Home Page: www.crase.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 14h CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE TOCANTINS (CRA-TO) Presidente: Adm. ROGÉRIO RAMOS DE SOUZA 602 Norte Av. Teotonio Segurado Conj. 01 Lt 06 - 77.7006700 -PALMAS/TO Fone: (63) 3215-1240/3215-8414 E-mail: atendimento@crato.org.br Home Page: www.crato.org.br Horário de funcionamento: das 8h às 18h


PROFISSIONAL COM SELO DE QUALIDADE, UM DIFERENCIAL PARA AS ORGANIZAÇÕES

CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL SISTEMA

CFA/CRAs

Recursos Humanos

O Sistema CFA/CRAs oferece um novo referencial de qualificação profissional para as organizações: o Programa de Certificação Profissional em Recursos Humanos. O programa atesta as aptidões e competências do profissional, proporcionando para as empresas mais segurança e confiabilidade na escolha das contratações. Informe-se sobre o Programa que coloca em evidência os melhores profissionais. Acesse: certificacao.cfa.org.br.

COMPETÊNCIA COMPROVADA, ADMINISTRAÇÃO VALORIZADA


CARREIRA POR_ Adriana Franco

Aposta na

marca pes A

competitividade cada vez

do lugar-comum, e lançar mão de mui-

objetivo se pretende alcançar. Pessoal-

maior no mercado de tra-

ta dedicação e esforço quando se quer

mente, ele diz apostar em assinaturas

balho tem feito com que os

alcançar um lugar de destaque na área

de revistas de inovação e negócios, em

profissionais sintam o aumento do grau

em que se atua. “É preciso ler muito,

livros com foco em gestão e empre-

de exigência de forma mais intensa.

estudar, especializar-se, buscar cursos

endedorismo. Além disso, acompa-

Para conseguir ser diferente em meio

extras e atuais, manter-se informado

nha o desenvolvimento de startups de

à tamanha disputa por um lugar de

sobre o mercado. Investir em uma boa

destaque nas organizações, investir na

carreira requer tempo e estar ciente de

marca pessoal é um dos alvos indicados

que alguns momentos da vida pessoal

para aproximar-se do caminho do su-

precisarão ser sacrificados. Mas no final

cesso. Tempo, dinheiro, planejamento,

é sempre muito compensador”, afirma.

humildade, dedicação e persistência são elementos básicos para o autodesenvolvimento, tanto daqueles que Ilustração: Shutterstock

estão começando a vida profissional

62

quanto para os mais experientes.

O professor do Núcleo de Inovação Tecnológica & Comissão Inovação do Instituto Federal do Piauí, Adm. Rafael Leite, reforça a ideia de que é preciso investir tempo e dinheiro em

Para o diretor-presidente da Rhumo

qualificação

Consultoria, Adm. Sérgio Campos Pe-

nal, mas lembrando

reira Ramos, é preciso sair da inércia,

sempre de qual

rba | revista brasileira de administração

profissio-

tecnologia criadas por seus alunos. “Eles me levam para o que tem de mais interessante no mundo da tecnologia digital hoje”, declara.


ssoal

Profissionais estão acrescentando nas suas receitas de sucesso traços de sua personalidade e de sua postura diante dos desafios do dia a dia

Com mais de 30 anos de experiência

em qual segmento vai atuar”, explica,

“É evidente que tudo isso implica

na área acadêmica, o professor PhD

ao enfatizar que, mesmo que mais à

uma mudança de comportamento e

em Administração Adm. Walter Lerner

frente haja uma mudança de rumo,

atitude, exigindo do profissional sair

comenta que nunca foi tão necessário

com certeza não terá sido perdido

da condição de espera para a busca e

adaptar-se e vencer obstáculos como

tempo, porque o mercado de trabalho

implementação de ações voltadas ao

nestes últimos dez anos. “Os Adminis-

busca profissionais ágeis, que sabem

tradores que quiserem ficar em situa-

o que querem, com humildade para

autodesenvolvimento”, pontua. Ele

ção de vantagem em relação aos demais

aprender, desprendimento para en-

precisam ter maiores qualidades em

sinar e, principalmente, que tenham

performance sobre liderança, finanças,

o DNA da empresa.

de decisões, delegação, cultura de compartilhamento de ideias, conhecimento global e específico, experiência vivenciada no ramo em que atua e, principalmente, investimento na parte de capital humano”, alerta Lerner.

Planejamento e ação “Planejação.” Esse é o nome dado à filosofia desenvolvida e seguida pela Rhumo Consultoria. De acordo com Ramos, o alcance de qualquer uma das metas pessoais ou profissionais de cada um depende, em boa parte, da própria colaboração por meio de um planejamento, seguido rapidamente de uma ação. “Com certeza, a filosofia do ‘planejação’ é a mais re-

soas terem mais experiência pode ser um importante diferencial na hora de escolher uma formação que real-

E, para aqueles que estão já há al-

mente poderá trazer mais oportuni-

gum tempo no mercado, mas ainda

dades. O oposto do que ocorre com

não conseguiram se encontrar pro-

aqueles que ainda não estão prontos

fissionalmente, se sentem fora do

para fazer suas próprias escolhas e

páreo, Ramos lembra que sempre é

seguem influências da família ou da

tempo para tentar entrar no “jogo”.

ocasião em que se encontram.

Foto: Marcos Higa

clientes, sistemas, processos tomada

lembra ainda que o fato de essas pes-

Nunca foi tão necessário adaptar-se e vencer obstáculos como nestes últimos dez anos” Adm. Walter Lerner, professor PhD em Administração

comendada e deve ser implementada logo quando o profissional decidiu

julho/agosto – 2014 | nº 101

63


Carreira

É preciso ler muito, estudar, especializar-se, buscar cursos extras e atuais, manter-se informado sobre o mercado. Investir em uma boa carreira requer tempo e estar ciente de que alguns momentos da vida pessoal precisarão ser sacrificados. Mas no final é sempre muito compensador” Adm. Sérgio Campos Pereira Ramos

Quatro passos para o início de uma carreira Sair de uma faculdade e buscar um lugar no mercado diante da competitividade existente nos dias de hoje pode ser algo assustador e causar muita intimidação aos jovens. Segundo o professor Rafael Leite, há quatro passos importantes a serem dados para conseguir driblar as adversidades do início de uma carreira e se destacar: conhecimento, envolvimento, aceitação dos pares e a capacidade de inovar. O conhecimento é classificado por Leite como o mais bási-

pessoal diante das posturas tomadas. Após conquistada a aceitação, Leite diz que é chegada a hora de investir na capacidade de inovar. De acordo com ele, este é o “momento mágico” do destaque profissional de quem está começando e que, em breve, será uma exigência básica em qualquer profissão escolhida. Para conquistar tal feito, o professor lembra da importância de abrir-se para o mundo, para as novidades, não apenas da área em que atua, mas olhar para aquilo que está ao redor, que possa ser inspirador.

co, porque qualquer profissão requer que a pessoa tenha,

Marca pessoal

no mínimo, ciência do que é necessário em termos de

Ainda sobre os jovens profissionais, o professor Walter Ler-

formação para alcançar seus objetivos profissionais. Já o

ner ressalta a importância de criar uma marca pessoal des-

envolvimento o professor considera como a atitude mes-

de a universidade. “É muito importante buscar estágios em

tra que desencadeia as mais diversas habilidades. “Para

locais que realmente vão agregar conhecimento, garantir

alcançar um bom envolvimento é preciso entender, o mais

possibilidade de treinamento e desenvolvimento profis-

rápido possível, os elementos culturais aceitos dentro do contexto organizacional em que se está inserido e atuar dentro daquilo que é mais esperado”, explica.

64

contexto e, com isso, garantir um aumento da imagem

sional, isso possibilita a consolidação do conteúdo teórico aprendido na sala de aula. Destacar-se com um administrador pode ser o sonho de muitos recém-formados, mas é

A aceitação dos pares está ligada à importância de en-

preciso uma imersão completa na carreira antes mesmo de

tender os valores de uma organização, atuar conforme o

entrar efetivamente no mercado”, acrescenta.

rba | revista brasileira de administração


Foto: Arquivo Pessoal

Mais informações: Adm. Sérgio Campos Pereira Ramos, diretor-presidente da Rhumo Consultoria, recebendo seu certificado profissional da presidenta do CRA-MG, Adm. Sônia Ferraz

CertificaDo como diferencial Um dos passos para serem trilhados por aqueles que buscam um diferencial e se destacar profissionalmente é o envolvimento com as entidades de

Certificação Profissional do Sistema CFA/CRAs certificacao.cfa.org.br facebook.com/cfaadm (61) 3218-1800

classe que representam a categoria na qual atuam e busca pela certificação profissional. O administrador Sérgio Campos, que foi certificado pelo programa de Certificação Profissional do Sistema Conselhos Federal e Regionais de Administração, lembra que o mercado cada vez mais busca profissionais referendados por associações, instituições e conselhos que os validem. “Este certificado ilumina e fortalece ainda mais o caminho que o Administrador tem pela frente, porque tem como base o CFA, uma instituição com total visibilidade e reconhecimento”, diz Ramos, ao ressaltar é uma honra ter recebido tal certificação. “Realmente para todo profissional, e em especial para mim, que atuo na área de Recursos Humanos, isso vem reconhecer, brindar e validar meu trabalho, minha persistência e a minha carreira profissional”, comemora. Bastante atuante em entidades de classe, inclusive ligadas ao Sistema CFA/CRAs, Walter Lerner enfatiza que todos os Administradores profissionais devem compreender a importância efetiva de priorizar relacionamentos e alianças estratégicas na sua vida profissional. “Desde o começo deste ano existe a prática de Certificação Profissional de profissionais de Administração pelo Sistema CFA/CRAs, representando uma ótima hipótese de reforçar o currículo do profissional, nesta oportunidade já vigente para a área de Recursos Humanos por medição avaliativa do fator experiência e vida profissional”, explica Lerner.

julho/agosto – 2014 | nº 101

65


POR_FRANCISCO JOsÉ z. ASSIS | FOTOGRAFIA_FERNANDO RATIS

Para colar de tudo E

la – ou ele – está em todos os lugares. Nas casas, nos escritórios, nas escolas, nos estabelecimentos comerciais. E o melhor: é multiuso e versátil. A fita adesiva transparente é item quase que indispensável no cotidiano doméstico e laboral. Mas será que quando se pensa no produto – quase um utensílio – a definição soa de emissor para receptor

como “fita adesiva”? Ou simplesmente se chama pelo “apelido” Durex? A força da marca e do pioneirismo, além da qualidade e da ampla aplicação prática, conferiram ao fabricante o título de cair na graça popular e de poder ver “batizado” o produto com o mesmo nome da sua marca. Do ponto de vista industrial e comercial, o feito é incrível.

Nasce o mito

Resistente à crise

Operação Brasil

Fundada em 1902 em Minnesota, nos

Em

Unidos

Em pesquisa recente, a 3M descobriu

Estados Unidos, a 3M desembarcou no

mergulharam numa grande crise

que Durex é a marca de fita adesiva

Brasil em 1946 sob a razão social Durex,

econômica ocasionada, entre outros

lembrada por 93% dos brasileiros.

Lichas e Fitas Adesivas Ltda. O nome

fatores, pela quebra na Bolsa de

A prova do êxito é reforçada pelo

Durex surgiu a partir da corruptela

Nova York. O cenário nos meses que

carinhoso apelido que a empresa

do próprio nome do cientista que

se seguiram ao fato era desolador e

ganhou

inventou, no início da década de 30, a

nada propício para o lançamento da

atividades no Brasil: “Durequinha”.

fita adesiva transparente, Richard G.

fita adesiva transparente descoberta

Portanto, a importância do produto

Drew. Funcionário da 3M, Drew fez a

pela 3M. Porém, a empresa insistiu

nas operações da 3M no país beira o

descoberta do produto quando testou

em levar o produto ao mercado,

incontestável. Atualmente, a indústria

passar cola no papel celofane utilizado

mesmo que de forma mais tímida.

possui unidades fabris nos estados de

para embalar as fitas adesivas de crepe.

De nada adiantou o acanhamento.

São Paulo e Amazonas, além de deter

Os primeiros resultados não foram

Os

o controle da Incavas, instalada no Rio

satisfatórios, mas produziram pontas

as qualidades e a versatilidade do

de animação e a empresa decidiu

Durex. Tudo o que estava quebrado

seguir pesquisando como desenvolver

ou rasgado ganhava nova vida com o

a fita adesiva transparente.

invento. A partir de 1932, as vendas

1929,

os

Estados

consumidores

descobriram

avançaram e motivaram a criação do hoje tradicional “porta-rolo”, que, além de abrigar a fita, possui uma pequena serra que ajuda a fracionar o uso do produto. Após o término da Segunda Guerra Mundial, o Durex atingiu sucesso absoluto.

66

rba | revista brasileira de administração

quando

Grande do Sul.

iniciava

suas


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quer saber

sua opinião, leitor! Opine, critique, elogie e sugira

e com isso contribua na produção do maior veículo de comunicação da Administração do país.

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