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REUNIÃO DE PAUTA PEDRA DO SINO QUASE INVISÍVEIS RICARDO GOMES ANTENADO CASA DO PONTAL TRIBOS DIA INTERNACIONAL DO FUSCA LINHAS VERDES CRÔNICA DE VILMAR BERNA


Há cerca de dois anos, entre uma ou outra aventura em meio à Natureza, no que podemos chamar de “ócio criativo” eu e meu amigo Gutto despretensiosamente conversávamos sobre a possibilidade de criar um meio onde pudéssemos compartilhar experiências, falar de cultura, ecoturismo, percepções urbanas, assim como pessoas e assuntos interessantes. Após muitas conversas sobre o assunto acompanhadas de pastéis e alguns quilos a mais – falo por mim, não por ele – resolvemos finalmente que faríamos uma revista. No meio da concretização desse sonho, ganhamos uma aliada, Gabriela Siqueira, minha esposa e editora de algumas matérias, revisora de outras... rs... é... como toda mulher, ela adora dar palpite em tudo... mas suas dicas são preciosas! Depois de muito brainstorming ou “chuva de palpites”, como preferirem, chega agora até vocês a Revista Rastros. Ainda tímida, mas cheia de vida, de vontade de crescer, de cair no mundo levando e colhendo impressões. Sejam bem-vindos aos olhares da nossa batalhadora e insistente equipe, mas contamos também com você! Participe, sugira, vamos fazer juntos essa nossa revista! A cada edição vamos procurar levar até vocês histórias de pessoas que fazem diferença, que têm sua pequena parcela de participação para um mundo cada vez melhor. Venha com a gente nessa viagem e deixe também os seus rastros por aqui. Jayme Rocha

JORNALISTA Especialização em: Comunicação Empresarial

na Rastros faz: Ediçao

Colaboradores dessa edição Vilmar Sidnei Demamam Berna Escritor e jornalista ambiental

Camila Rodrigues DESIGNER

Turismologa e Artista Plástica

Especialização em: Produção Cultural

na Rastros faz: Arte

Jayme Rocha Jornalista responsável MTB 29719 / RJ

ADMINISTRADORA

Contatos Jayme: 21 9173.4866 Gutto: 21 9947.9731

Especialização em: Marketing

na Rastros faz: Redação e Revisão

redacao@revistarastros.com


CARPE DIEM

com FELIPE DALLORTO

LINHAS VERDES Crônica Vilmar Berna + Dicas de Sustentabilidade

QUASE INVISÍVEIS

Em meio a multidão um respiro para a arte de rua

ANTENADO

Refugio de cultura na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro

REUNIÃO DE PAUTA Equipe da Revista Rastros encara a trilha da Pedra do Sino

TRIBOS

Carreata de comemoração do Dia Internacional do Fusca

COLUNA RASTREANDO

Ficamos sabendo, estamos divulgando.


Os sonhos e o meio ambiente Vilmar Berna

E

xistem sonhos que alienam e escravizam e sonhos que libertam. Exemplo de sonhos que escravizam são aqueles que nos fazem consumir além de nossas necessidades, com a falsa promessa de felicidade e reconhecimento social. Exemplo de sonhos que libertam são aqueles que nos fazem buscar a felicidade nas emoções e prazeres do dia a dia, numa boa música, no domínio de uma arte, no prazer do contato ou contemplação da natureza, de um por de sol, no abraço gostoso de uma criança, a presença física e espiritual dos amigos, da pessoa amada, a companhia solidária e incondicional de nossos irmãozinhos, os animais, etc. Sem dúvida que a vida é feita de escolhas, mas estas escolhas não surgem do nada. Elas se baseiam nas informações que recebemos, nas idéias e valores que temos sobre nós próprios e sobre o mundo e os outros e, principalmente, em nossos sonhos! Se as informações forem falsas, tendenciosas, manipuladoras, mentirosas, nossas escolhas, assim como nossos sonhos, poderão nos escravizar em vez de libertar! Não é por um acaso que os primeiros a sofrerem censura numa ditadura são os jornalistas, escritores, músicos, poetas! Os sonhos são a matéria prima dos artistas e podem ser libertadores e revolucionários! Também não é a toa que em plena democracia exista tanto interesse de políticos e dos poderosos em manter a posse e propriedade dos meios de comunicação! O mundo não é o que é, mas é uma espécie de imagem, quase uma ilusão, que construimos em nossa mente, aí mesmo, onde vivem os sonhos e ideais! Um mesmo rio pode ser visto como uma deusa, um ser sagrado para um povo, como o Ganges é para milhões de indianos, e ao mesmo tempo ser visto apenas como um recurso hídrico para gerar eletricidade e riquezas. Ou seja, o rio é o mesmo, mas na visão de realidade de um, o rio tem valor em si, na visão

de outro, esse valor só existe se for para atender nossas necessidades. O que sonhamos para nós, ou para nossos filhos,no futuro? Que tipo de país ou de mundo imaginamos para o amanhã? Alias, imaginamos um amanhã? Sem os sonhos, a vida que já é tão curta ficaria também pequena e bem poucos sacrifícios valeriam a pena. Para que estudar, e investir na formação dos filhos se não houver o sonho de um futuro melhor onde existirão oportunidades?

mais dinheiro, controle e poder! Por isso é tão importante nos manter críticos e de olhos, mente e coração abertos, por que as verdadeiras prisões não são as que impedem nosso corpo de ser livre, mas as que impedem os nossos sonhos de serem livres e acreditar, querer e lutar por um mundo melhor que só pode existir primeiro em nossos sonhos.

Para que investir no amor, se as pessoas são todas iguais e irão te ferir de qualquer jeito, mais cedo ou mais tarde! Vilmar Sidnei Demamam Berna Sem sonhos de que as pessoas podem Escritor e jornalista ambiental Prêmio Global 500 da ser diferentes, e podem mudar para meONU Para o Meio Amlhor, ou que o próprio mundo pode ser biente e Prêmio Verde melhor, não valeria a pena nem tentar das Américas. amar ou lutar para  mudar o mundo! Editor da Revista do Mas, atenção com a idéia de ‘melhor’! Meio Ambiente, do www.portaldomeioamO que para uns pode significar um biente.org.br e do boletim Notícias do mundo mais fraterno, solidário, jus- Meio Ambiente publicados pela REBIA to, sustentável ambientalmente, para -Rede Brasileira de Informação Ambienoutro pode significar um mundo de tal: vilmar@rebia.org.br


Nesse espaço, vamos sugerir algumas medidas simples para preservarmos um pouco mais o nosso planeta.

Você sabia que 20% da população mundial não tem acesso à água potável e que milhares de crianças morrem diariamente no mundo por infecções decorrentes do consumo de água contaminada? E quem já não viu aquele senhor ou aquela senhora que cisma em “ varrer” com uma mangueira de água as calçadas em frente às suas residências? Em apenas 15 minutos 280 litros de água são desperdiçados nesta “ atividade”! Você pode fazer a diferença conscientizando essas pessoas, por exemplo. Se todos fizermos isso já será uma grande mudança para nosso planeta!

Sabemos que o livre arbítrio é premissa básica de todo ser humano, mas usá-lo de forma consciente, o mais sustentável possível, pode fazer toda a diferença! Outro hábito muito comum atualmente é a utilização de fraldas descartáveis. O que muitos não sabem é que uma fralda descartável pode levar até 300 ANOS para se decompor na natureza, e esse item é o terceiro mais encontrado nos lixos de todo o mundo. Não precisamos ser radicais e condenar as fraldas descartáveis. Vamos apenas incentivar a redução de sua utilização, Atualmante, comprar gar- conciliando seu uso com rafões de água mineral de as fraldas de pano. Este já 20 litros é bastante comum. será um imenso passo em Claro que a água é mais sau- direção a um mundo medável do que qualquer outra lhor para esse bebê. Este bebida industrializada como é um belo exemplo de susos refrigerantes. Mas, em tentabilidade e respeito vez de beber água de garra- ao planeta que, desde o fão, por que não comprar fil- nascimento, pode ser ensitros? Hoje, existe uma varie- nado às novas gerações. dade de filtros que são acoE você? Possui alguma dica plados às torneiras e, assim, de sustentabilidade? O que não ocupam espaço além de você faz para preservar nosso serem bem práticos e alguns planeta? Conte pra gente: bem bonitos. A água da torredacao@revistarastros.com neira já recebe tratamento e e até a próxima! podemos, com tranquilidade, beber a água na “fonte”, da torneira de nossa casa, bastando utilizar um desses filtros e, assim, também exercemos nosso dever de sustentabilidade, reduzindo o impacto no ambiente com os vasilhames plásticos e até mesmo com o combustível que, às vezes, os transporta até sua casa.


Pintor garante seu sustento expondo sua arte urbana diferenciada Por: Jayme Rocha Vez ou outra, caminhando despretensiosamente pelas ruas, acabamos por nos surpreender com algo... As ruas, vielas, avenidas... podem nos revelar muitas coisas, bastando apenas percorrê-las de coração aberto. Poderíamos até mesmo sentir sua pulsação ou simplesmente observar os diversos personagens que surgem pelo caminho. Assim aconteceu um dia desses, quando entre um e outro compromisso, eu caminhava pela rua da Uruguaiana, veia nervosa de nossa cidade. De repente, me deparei com um dos inúmeros aglomerados de gente que, como formigas em torno de um torrão de açúcar, se juntam para assistir a algum “ espetáculo”, fato comum no centro do Rio de Janeiro. Esse em especial me chamou a atenção, pois se tratava de um artista autodidata, pintor, que aos seus 41 anos de idade me contou que há 30 se dedica à arte da pintura. Ricardo Gomes se considera um pintor eclético que ora retrata o cotidiano nas grandes cidades, ora a natureza exuberante da Cidade Maravilhosa... E, vez ou outra, dá asas à sua imaginação através da pintura abstrata. Ricardo faz de sua arte seu meio de subsistência pois, mesmo sob a incompreensão da maioria das pessoas, insiste em viver de seu ofício, de sua paixão e assim realiza sua exposição itinerante pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro tornando-as grandes galerias a céu aberto.


“Minhas pinturas são vendidas, em média, a R$20,00. Porém, algumas vezes, de acordo com a clientela, preciso baixar o preço para cerca de R$10,00. Dependo do público, do reconhecimento pelo meu trabalho” Afirma, durante uma pequena pausa, nosso pintor itinerante. Debruçado horas sobre telas de papel acartonado e cercado não só por curiosos, mas por dezenas de latas de tinta spray, os famosos “jets”, associadas muitas vezes a pichadores, ele saca uma lata atrás da outra em um ritmo frenético pintando belas cachoeiras em meio à mata, praias paradisíacas, altivas

telas como tampas de forno microondas, pedaços soltos de papelão e o que mais surgir próximo às suas hábeis mãos. Pois é, Ricardo pratica o conceito de sustentabilidade em seu trabalho e utiliza materiais que muitas vezes iriam direto para a lixeira. Tiro do bolso o meu celular e começo a registrar um pouco do processo, pois em palavras sabia que seria difícil explicar o inexplicável, e além das fotos que acompanham a matéria, postei no site um vídeo mostrando o processo de criação de uma de suas obras - não deixe de assistir e se surpreender! Agradeço ao artista e saio dali feliz, a mente um pouco mais arejada e uma das obras embaixo do braço – sim, me rendi, comprei “uma grande queda de cachoeira em meio à mata”. Continuo no meu caminho e o artista Ricardo Gomes segue colorindo as ruas do Rio com sua arte e seu jeito diferente de criar.

montanhas e paisagens interplanetárias entre outros temas que lhe vêem na cabeça no momento da criação. Ele, respeitosamente, me pede desculpas por não ter tempo para me dedicar atenção devido ao ritmo acelerado de seu trabalho. E eu, é claro, entendo perfeitamente o pedido pois sei o quanto é importante para Ricardo não perder tempo. O processo de criação é um show à parte em que, quase descrentes, anônimos observam a tela branca ser tingida por cores e vêem surgirem formas e se tornarem uma verdadeira obra de arte. Além disso, Ricardo chama a atenção pelos materiais inusitados para a criação das

Ah! Caso não tenha a sorte de esbarrar com ele por uma das ruas do centro, fale com ele pelo celular: 21 8288-6792. Aposto que ele terá o maior prazer em atender você!


Museu Casa do Pontal Um oásis da arte popular brasileira ainda a ser amplamente descoberto.

    O Museu Casa do Pontal, situado no Rio de Janeiro, é considerado o maior e mais significativo museu de arte popular do país. Seu acervo - resultado de quarenta anos de pesquisas e viagens realizadas por todo país pelo designer francês Jacques Van de Beuque - é composto por cerca de 8.000 peças de 200 artistas brasileiros e recobre a produção feita a partir do século XX. A exposição permanente do Museu reúne, em 1.500 m² de galerias, obras representativas das variadas culturas rurais e urbanas do Brasil. Mostradas tematicamente, abrangem as atividades cotidianas, festivas, imaginárias e religiosas.    Situado em um sítio no Recreio dos Bandeirantes, seus amplos jardins foram especialmente desenhados para promover uma perfeita integração entre a vegetação, as galerias do museu e a reserva ecológica que se estende em torno. Em 2004, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, após visitar o espaço declarou “O Museu Casa do Pontal é o 3x4 do país”.   Em seus mais de 30 anos de atuação, o Museu Casa do Pontal empenhou-se em construir alicerces que permitissem que o seu acervo fosse socialmente protegido e amplamente usufruído. Foram realizadas mais de 40 exposições parciais do acervo no Brasil e em outros treze países. Desde 1996, foi desenvolvido um Programa Social e Educacional que envolve visitas teatralizadas, exposições itinerantes e formação continuada de educadores e ges-

Galeria 03 baixa

tores de projetos culturais e sociais. Desde 2006, o Museu atua também como Ponto de Cultura, ampliando a oferta de atividades culturais para o público e, especialmente, para moradores da Zona Oeste, região carente de espaços com essa importância e estrutura. Além disso, oferece programas de atendimento direcionados a turistas nacionais e estrangeiros, como monitoramento e visitas musicais em diferentes idiomas.  Para o sucesso de todos estes esforços, foram essenciais as parcerias estabelecidas ano a ano. Hoje, o Museu conta com o patrocínio institucional da Vale, Petrobras, BNDES e Ministério da Cultura, com apoio institucional da Light e a parceria da UNESCO e do IBRAM.


Arte Popular Brasileira: uma imagem do Brasil  A arte popular brasileira expressa com extrema criatividade, humor e poesia, aspectos da vida dos vastos segmentos populares que integram o país. As obras que integram este gênero de arte têm sido consideradas como manifestações que expressam os contrastes presentes no Brasil, país continental, plural e multiétnico.

Galeria 01 baixa

Exposição: A ARTE DO BARRO E O OLHAR DA ARTE

VITALINO E VERGER

Museu Casa do Pontal e Fundação Pierre Verger homenageiam o centenário de Mestre Vitalino com exposição de fotos e esculturas.   Com o objetivo de celebrar o centenário de nascimento de Vitalino Pereira dos Santos, Mestre Vitalino, que transcorre em 2009, o Museu Casa do Pontal e a Fundação Pierre Verger trazem a público a Exposição A ARTE DO BARRO E O OLHAR DA ARTE – VITALINO E VERGER. São 81 fotografias, pouco vistas - feitas pelo fotógrafo e pesquisador francês Pierre Fatumbi Verger, além de uma refinada seleção de esculturas de Vitalino, que integra o acervo do Museu Casa do Pontal.     Entre as esculturas estão presentes, entre outras: violeiros, noivos a cavalo, vaquejada, mulher no pósparto, família na lavoura, casal no boi, ordenha, além dos antológicos bois zebus. Também são apresentadas 15 músicas recolhidas nos anos 1950, recuperadas em mídia digital, onde se pode ouvir o pífano de Mestre Vitalino. Além disso, são exibidos trechos de filmes do cineasta Fernando Spencer. Vale a pena conferir!

Exposição Vitalino

Exposição “A Arte do Barro e o Olhar da Arte - Vitalino e Verger” Terça a domingo, das 9h30 às 17h GVB Galeria de Arte Museu Casa do Pontal Estrada do Pontal, 3.295, Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ. Tel.: (21) 2490-3278 / 2490-4013

Fachada

www.museucasadopontal.com.br e www.popular.art.br

O ingresso à exposição permanente do Museu dá acesso livre à galeria. Exposição Vitalino

Jardim


Por: Jayme Rocha


Luz e sombra

Fala mansa, olhar atento, um receptivo Felipe Dallorto, 28 anos dos quais hĂĄ 11 exercendo sua grande paixĂŁo, a escalada, recebeu a equipe da Revista Rastros e nos contou um pouco sobre suas recentes conquistas. Ficamos impressionados com sua sede por desafios:


ELE QUER MUITO MAIS! Para Felipe, o paredão definitivamente não é o limite, e sim, o início de projetos, de sonhos e de conquistas. Em setembro de 2009, Felipe conseguiu realizar o 1º Psicobloc no Brasil, no Lago do Hieme, em Jacarepaguá, popularmente conhecido como Lago da Pedreira, inserindo assim o Brasil como destino aos praticantes dessa modalidade de escalada. Em Abril de 2010, junto a escaladora Flávia dos Anjos, grande companheira de aventuras e desafios, mais um projeto concretizado: realizaram o 1º Psicobloc em mar aberto do Brasil, na cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.

Entrando na Sonhos de Verão Foto Cláudio Brisighello


Essas conquistas renderam o reconhecimento através de duas matérias veiculadas no Esporte Espetacular, da TV Globo, além de exposição em outros veículos. A divulgação do esporte proporcionou uma crescente migração de turistas brasileiros e estrangeiros para os dois locais, Jacarepaguá e Arraial do Cabo, incentivando assim a prática consciente dessa modalidade de escalada que é uma das menos invasivas por produzir menor impacto ambiental, já que não há a utilização de cordas ou perfuração de rochas. A paixão de Felipe pela escalada começou há pouco mais de 10 anos quando junto a outros parceiros fez um trabalho de preservação das trilhas do Parque da Pedra Branca, na Zona Oeste, e trabalhou na redescoberta e manutenção das vias de escalada da região formada por, pelo menos, 25 montanhas ideais para a escalada e mais de 200 vias em seus paredões de granito. Na época, Felipe não fazia idéia de que, alguns anos mais tarde, se tornaria ainda maior o desejo de valorizar as belezas naturais e o potencial da região. Desde 2001 lutava para unir os escaladores em torno de uma associação local e Felipe foi persistente, não esmorecendo nunca e, assim em 2008 teve seu sonho concretizado com a criação da U.E.J – União dos Escaladores de Jacarepaguá. Porém, a sede pela evolução do esporte e a crença em seus ideais, fez com que ele e Flávia conseguissem mais uma vitória com a

Lagartos da Noite, Falésia do Valqueire


“Nossa missão é formar

escaladores

e educar ambientalmente, acima de tudo com ética e responsabilidade”.

Felipe Dallorto.

Psicobloc Foto Nayara Lucide


criação, em março deste ano, do Centro de Escaladas de Jacarepaguá. O local oferece muros de escalada com diferentes níveis de dificuldade e é um dos três locais especializados em escalada indoor no Rio de Janeiro e o único em toda Zona Oeste. Quando pergunto sobre planos, de cara ele revela mais um grande objetivo para esse ano que me fez jurar não revelar ainda... Mas, após uma leve insistência, revela outros planos como o desejo de escalar o Pico da Pedra Branca, ponto mais alto do Rio de Janeiro, abrindo assim a 1ª rota de escala-

da no local. Além disso, Felipe está empenhado em descobrir novos Psicoblocs pelo Brasil, revelando novos potenciais para o esporte sem precisar “sair de casa”. Outro projeto que ele adoraria tocar em paralelo aos seus desafios, é o de ensinar escalada a deficientes visuais, pois acredita que essas pessoas reúnem aptidões especiais para o esporte. Porém, para realizar esse objetivo, ele busca apoio em forma de patrocínio, para assim realizar uma mudança positiva na vida de muitas pessoas através deste esporte. Foto Nayara Lucide

UEJ (União de Escaladores de Jacarepaguá) www.escaladoresdejacarepagua.org Centro de Escaladas www.escaladajpa.com.br Aulas de escalada (21) 3327-1690 / (21)8807-8964 / (21)9987-9447 felipedallorto@yahoo.com.br


Por: Jayme Rocha

Nascer do Sol na Pedra do Elefante Foto: Gutto Rodrigues

Criamos a seção “Reunião de pauta” com o objetivo oposto do seu significado formal. Para a equipe Rastros, Reunião de Pauta é uma pausa na correria da nossa redação, na vida de cada um de nós. Momento de respiro, de esvaziar um pouco a mente dos problemas cotidianos e nos deixar levar antes que os compromissos nos tomem por completo... É o momento perfeito para trocar ideias, jogar papo fora, enfim, nos sentirmos realmente vivos no mais amplo sentido do verbo VIVER!


Antes de tudo Para a primeira reunião de pauta escolhemos um lugar incrível e uma das melhores opções de trekking no Rio de Janeiro: a Pedra do Sino, ponto culminante da Serra dos Órgãos com seus 2.275 metros de altitude, em Teresópolis, cidade localizada a cerca de 100 km do centro do Rio de Janeiro. Para esta aventura, convidamos nossa amiga Camila Rodrigues que, prontamente, aceitou se juntar à nós. Nossa trip começou numa terça-feira, 8 de junho, quando eu, Gutto e Camila nos encontramos na Central do Brasil. Em meio à multidão cotidiana, passamos quase “imperceptíveis” com as mochilas cargueiros de 60 litros além das barracas de camping. Olhares curiosos nos acompanhavam, fazendo nos sentirmos verdadeiros Ets. Nos dirigimos ao Terminal Rodoviário Américo Fontenele e pegamos o bus da Viação Regina para a cidade de Guapimirim(R$7,10) de onde partiríamos para Teresópolis. Uma hora e quinze minutos depois, chegamos à cidade. Em Guapimirim, o combinado era ligar pra um taxista local que já havia me auxiliado numa aventura anterior. Conseguimos falar com ele mas, para nossa triste surpresa, soubemos que agora ele estava trabalhando em Macaé, região litorânea, muito distante de onde estávamos e, portanto, não poderíamos contar com sua ajuda desta vez. Nos restou procurar outro meio para chegar ao nosso destino, antes que a noite caísse e o único som a nos acompanhar fosse o dos nossos estômagos, roncando de fome... Após a valiosa dica da aten-

dente de um restaurante local muito entretida em matar moscas e abelhas com aquela famosa raquete elétrica que todos conhecemos, conseguimos pegar um ônibus para Teresópolis, e 30 minutos depois chegávamos finalmente ao PNSO – Parque Nacional Serra dos Órgãos, onde fica localizada a trilha para a Pedra do Sino. Nos identificamos ao segurança na portaria onde fomos muito bem recepcionados. A estrutura de vigilância do Parque nos impressionou tanto pelo controle de entrada e saída, pelas rondas realizadas durante todo o dia ou pelos treinamentos constantes para socorro em casos de acidente. Eu mesmo, durante uma de minhas idas ao PNSO, pude ver de perto as providências para o socorro de um acidentado e percebi que todos os procedimentos são realizados com muita responsabilidade e zelo. Quem deseja subir a Pedra do Sino precisa assinar um termo de responsabilidade assumindo os riscos e tomando ciência de que estará em um ambiente selvagem. Mas não é isso que queremos? Após essa pequena burocracia, fomos para a área de camping onde passamos a primeira noite, para iniciarmos a trilha pela manhã. A estrutura do camping é boa, conta com uma bancada que serve de cozinha, banheiros com chuveiro elétrico e uma pequena varanda além da área confortável gramada para as barracas. No camping, que fica na parte baixa do PNSO, já estava fazendo bastante frio que aumentava ainda mais à medida que a noite avançava... Barracas montadas, rango no fogareiro, o básico Miojão e suas variações. Gutto, o vegetariano do grupo, juntou sua carne de soja a um molho secreto com um sem número de temperos... Bem, mas para que tempero?!? À aquela altura, o melhor tempero mesmo sem dúvida era a fome! Após o nosso almoço/jantar fomos exercer o ofício do ócio... Com muito frio e nada para se fazer o jeito foi tirar algumas fotos noturnas e “pular que nem maluco ao som de O Rappa”... tudo na tentativa de nos esquentarmos um pouco. Após essas performances impagáveis fomos tentar dormir... É claro que durante a madruga acordamos algumas vezes talvez por causa do frio (ou será que foi por conta do meu ronco?!?)... Não, acho que deve ter sido o funga-funga do Gutto ou o ranger de dentes da Camila, ou o conjunto dessa “sinfonia”... rs

Vai um café frio? O esperado amanhecer com um tímido solzinho teve um complicador que não esperávamos: o fogareiro travou e não conseguimos desentupi-lo de forma alguma. Resultado: nada de café ou chocolate quente, além de um processo lento e cuidadoso para esvaziar o cartucho de gás a fim de evitar acidentes, o que acabou retardando nossa subida.


Panorâmica topo Pedra do Sino Foto: Gutto Rodrigues

A subida Equipados e dispostos a iniciar a trilha, fomos surpreendidos por um grupo de 10 crianças de uma escola pública local que nos acompanharam com suas inúmeras perguntas até o início da trilha. Enfim, por volta das 12h, começamos a trilha para a Pedra do Sino sob uma neblina densa e frio insistente que fazia com que cada parada fosse uma tortura devido à velocidade acelerada em que nosso corpo esfriava. Apesar dessa época do ano ser mais fria, a escolhemos porque é justamente no inverno que o tempo fica mais estável com pouca possibilidade de chuvas. o que permite com que a trilha fique em boas condições. Após 4 horas de caminhada, o sol finalmente parecia que ia dar o ar da sua graça.

O caminho A trilha em si é bem aberta, sendo praticamente impossível que alguém se perca, apesar de que, vez ou outra, alguém acaba conseguindo essa proesa, causando muito trabalho para os bombeiros de Teresópolis. É uma delícia percorrer os trechos com mata abundante, árvores longilíneas e uma quietude cortada apenas pelo som do bastão de caminhada e dos calçados contra o chão, além da variedade de cantos de pássaros da região. Uma outra vantagem é não ter trechos íngremes, apesar de algumas partes terem muitos pedregulhos no caminho, o que requer atenção redobrava e atrasa um pouco nosso trajeto. Tombos? São inevitáveis, a questão não é não cair, e sim, como cair para evitar um dano maior pois ao longo dos doze quilômetros de extensão da trilha, essa com certeza é uma das lembranças que se leva da aventura... Eu, por exemplo, levei dois belos escorregões dessa vez, a Camila estreou com o pé-direito ao cair quase sentada após uma derrapada, sorte que a mochila absorveu o impacto, já o Gutto, foi o primeiro a tomar um estabaco, abrindo a sessão. Com certeza uma das coisas mais bacanas dessa trilha além das belas cachoeiras, é a visão do vale à medida que vamos subindo e atingindo alguns mirantes naturais.


A chegada ao abrigo Em suma, a trilha não é complicada, porém, é longa e exige paciência. Com uma bagagem nas costas de mais ou menos 13 kilos, é necessário dosar a energia e preservar o corpo. Nosso objetivo era chegar ao Abrigo 4 mas, após 5 horas de caminhada a ansiedade é mais um desafio a lidar... perceber a vegetação rasteira de montanha ir surgindo e nada do abrigo, acaba sendo um pouco frustrante, mas a cuca está firme no objetivo e chegar com certeza é apenas uma questão de tempo. Após 5:30 de caminhada começa a escurecer rápido e o nevoeiro limita muito nossa visão não permitindo identificarmos para onde estamos indo... Mas com atenção redobrada e lanternas devidamente sacadas, vamos seguindo tentando evitar algum buraco mais fundo que possa nos pregar uma peça. Chegando a noite a tensão com certeza aumenta, mas o nervosismo na voz da Camila perguntando de 2 em 2 minutos se estamos perto do abrigo, me faz dar respostas afirmativas pouco convincentes, tentando tranquilizá-la e ao mesmo tempo observando áreas em nossa passagem para montar a barraca caso fosse necessário acionar o plano B.

Mas, a trancos e barrancos após 6:10 de muito chão, de natureza exuberante e de alguns pequenos perrengues, avistamos o simpático e acolhedor chalé que nos abrigaria essa noite, o Abrigo 4, um pequeno oásis de proteção ao vento, frio e chuva que acometem os montanhistas.

O Abrigo 4 O Abrigo 4 é um ponto de apoio importante para quem sobe a Pedra do Sino, principalmente para os montanhistas que fazem a travessia entre as cidades de Petrópolis e Teresópolis, uma das mais belas do Brasil. A administração é privada e para usar suas instalações são cobradas taxas de acordo com o serviço utilizado. Já a área de camping em volta do abrigo é gratuita. Pode-se utilizar a cozinha e fazer uma gororoba no fogão por R$10,00, descansar o corpo triturado em uma das 12 camas por R$20,00 ou montar

seu saco de dormir no quarto por R$15,00 ou até tomar um banho quente de 5 minutos por R$8,00. O ambiente é aconchegante e tanto a cozinha quanoo o mesão de madeira na sala são convidativos para um bom bate-papo em que podemos trocar experiências com outros hóspedes. Ah! A energia do abrigo é fornecida por meio solar e eólico que gera apenas 12 volts, necessários apenas para iluminação noturna... Então de nada adianta levar algo para ligar numa tomada ok?


O Charles No abrigo sempre há um funcionário que zela pelo funcionamento, atendimento e organização. Nessa oportunidade, quem estava lá era o Charles,

um cara ímpar. Esse camarada um tanto quanto tímido, aos poucos foi ficando mais à vontade e pudemos perceber um pouco da sua sensibilidade e prestatividade. Assim que chegamos e colocamos uma roupa seca, ele nos ofereceu um chocolate quente que fez grande diferença àquela altura. Percebemos no abrigo um lado socialmente responsável, seja pela pequena exposição de sacolas de papel antigas, num canto da sala, ou pelo discurso quanto ao desperdício

Jayme, Camila e Charles Foto: Gutto Rodrigues

da sociedade que joga tantas coisas boas ou até que poderiam ser reutilizadas no lixo, inclusive móveis e outros objetos de uso cotidiano. Agora um momento que nos surpreendeu foi quando Charles empolgado nos falou sobre o “baile” que acontece aos sábados. Trata-se de um programa que passa na Paradiso FM e que o rádio à pilha devidamente sintonizado aliado a um desses pequenos globos de luzes multicoloridas piscantes chineses, encontrados no Saara (Mercado Popular no Rio de Janeiro), fazem a alegria dos exaustos mas felizes hóspedes do abrigo. Registramos aqui a atenção dispensada pelo nosso amigo em relação à equipe, acordando com a maior disposição às 5 da matina para irmos ver o nascer do sol, nos guiando até a Pedra da Baleia e ao Cume da Pedra do Sino.

2.275 metros Estar no ponto mais alto da Serra dos Órgãos e um dos mais belos roteiros do montanhismo do Brasil é uma emoção única tanto pelo visual magnífico quanto pela superação dos próprios limites, físicos ou psicológicos. Uma experiência que engrandece a alma e nos faz querer mais, sonhar mais, realizar mais...


Agradecimentos: Ao Marcus Machado Gomes, da Coordenação de Educação Ambiental e Uso Público do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que nos deu apoio para a produção da matéria. Aos membros da equipe que administra o Abrigo 4 que nos recepcionou com toda a atenção. ICMBIO – Parque Nacional Serra dos Órgãos 2152-1100 | www.icmbio.gov.br/parnaso .Abrigo 4 (21) 2642-8365 ou pelo e-mail: abrigo4@uol.com.br * Valores de utilização dos serviços do abrigo devem ser consultados com antecedência.

Confiram no site o vídeo com o making-of dessa aventura a 2.275m de Altitude


Vendo o mundo de dentro de um “besouro” No dia 20 de junho, o charmoso carro, amado por muitos, é homenageado em todo o mundo e a Revista Rastros fez questão de acompanhar a comemoração no Rio de Janeiro. Colecionadores do Fusca se encontraram no Estádio do Maracanã para o início de uma carreata pela cidade do Rio de Janeiro e a equipe da Rastros acompanhou o grupo Rattewagens para narrarmos de dentro do “ besouro” toda a emoção que envolve esta comemoração.


Dando uma rezinha na história para entendermos melhor o surgimento do famoso Fusca, voltamos a 1935 quando Ferdinand Porsche lançou na Alemanha o então Volkswagen Sedan, com sua refrigeração a ar e ótima durabilidade. No Brasil, o automóvel ganhou o nome FUSCA. Apesar de vários modelos terem sido fabricados, o design arredondado sempre foi mantido, imortalizando a principal característica do carrinho. O Fusca cativou tanto o público que foi para as telinhas do cinema em um clássico: “SE MEU FUSCA FALASSE”, de 1969. Neste longa metragem, o nosso conhecido fusca recebeu o nome de Herbie, um carro de corrida com atitudes muito humanas. Voltando aos dias de hoje, a Rastros, representada aqui por Gutto Rodrigues, esteve no Maracanã (Estádio Mário Filho) para acompanhar a comemoração carioca do Dia do Fusca. Carros enfileirados atraíram curiosos que passeavam no entorno do Maracanã num domingo ensolarado. Olhares atentos e muitas perguntas

encheram de orgulho os donos dos fuscas. De lá, todos partiram rumo à Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul da Cidade Maravilhosa. Gutto embarca no Búfalo, um fusca azul fabricado em 1971. Apressados pelo relógio já que haveria naquele dia o jogo do Brasil contra a Costa do Marfim pela Copa do Mundo 2010, Gutto e demais ocupantes do Búfalo, Lepletier e Guedes, partiram pelas ruas cariocas acompanhados por batedores da Guarda Municipal e de mais trinta e três carros, do Maracanã até a Lagoa Rodrigo de Freitas, para uma rápida exibição dos Fuscas. “Percorrendo o asfalto e observando as faixas de rolamento das ruas e avenidas ficando para trás, a sensação que tive foi indescritível“ - lembra Gutto “Parecia ter voltado no tempo com aqueles “pequenos insetos” perfilados, com suas buzinas e piscadas de farol chamando atenção de pessoas de todas as idades no decorrer da carreata com aquele ronco inconfundível de seus motores... “

O percurso incluiu uma passada pelo centro da cidade através de uma das avenidas mais importantes - a Av. Rio Branco - que naquele momento mais parecia a “ passarela dos fuscas“. Pouco depois, o Aterro do Flamengo com sua natureza exuberante recebeu os intrépidos. À essa altura, atravessando o túnel do Pasmado, em Botafogo, pisca-alertas sinalizando a presença dos fusquinhas (como se fosse necessário...) e continuando o percurso passam valentes pelos arcos da Ladeira do Leme.


“ISSO É INEXPLICÁVEL!”

Porém, nosso amigo Gutto e os integrantes do Búfalo, foram surpreendidos logo depois, em Copacabana. Enquanto pararam para que Gutto capturasse algumas imagens, o motor não resistiu... E o jeito foi curtir a paisagem da bela Copacabana enquanto esperavam o reboque para levar Búfalo para casa... Gutto não pôde completar a cobertura do evento, mas com certeza ficou bastante satisfeito com a aventura: “Na minha primeira participação em um encontro de carros antigos, este contra-tempo abreviou a cobertura da matéria pois me mantive solidário, porém culturalmente foi muito válido pois me permitiu conhecer um pouco mais sobre o Rattewagens, grupo do qual pertence o Búfalo e seus proprietários“. “Ouvindo as histórias de uma viagem à São Pedro da Aldeia que também foi registrada em um DVD, percebi que é realmente o estilo de vida desses caras, eles respiram isso de uma forma

constante e intensa, e quando o pergunto o que os motiva a ter essa paixão, a resposta que ouço do Guedes é: “ISSO É INEXPLICÁVEL!”. Bem, imprevistos acontecem, não é? No final, tudo valeu à pena! Não só pelas imagens captadas durante a carreata e que a equipe Rastros compartilha aqui com vocês mas também porque permitiu com que fizéssemos esta matéria. Além disso, as boas risadas à espera do reboque sentados no meiofio em Copacabana foram inesquecíveis. O grupo Rattewagens se formou em Janeiro de 2010 com o intuito de registrar em vídeos e fotografias tudo que estiver relacionado aos veículos Volkswagen com refrigeração a ar, não se limitando ao Fusca apenas. O grupo tinha ainda a nobre missão de produzir um DVD com imagens da comemoração carioca do Dia do Fusca.


Gutto aproveitou a oportunidade para perguntar ao grupo se realmente o Dia Internacional do Fusca comemora-se em 20 de junho. Foi aí que descobriu que “a data é comemorada mesmo no dia 22 de junho mas, se esta data for um dia útil, a carreata ocorre no domingo anterior ou posterior à data para que os colecionadores tenham a oportunidade de exibir seus Fuscas. Além disso, há o Dia Nacional do Fusca, comemorado em 20 de janeiro“, lhe explica Guedes, orgulhoso proprietário do modelo 1971 no qual embarcamos nesta viagem. Fica o agradecimento a este grupo que nos recebeu com tanta cordialidade. Obrigado ao JOSAIR, ao LEPLETIER e ao GUEDES, orgulhosos proprietários do seus fuscas ano 1966, 1962 e 1971 respectivamente. Não muito tempo depois o reboque chega e olhares de curiosos veem o Búfalo ser rebocado, para que tão logo já esteja de volta ao asfalto. Todas as imagens fotográficars por: Rattewagens (www.rattewagens.com.br) Confira no site o vídeo com um pouco mais da carreata. Esta matéria foi editada por Gabriela Siqueira baseada no depoimento de Gutto Rodrigues.


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