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ANO XXIX Edição 03 MAIO 2018

São Vicente Pallotti e a ternura de Deus No dia 16 de maio, celebramos o bicentenário da ordenação sacerdotal de São Vicente Pallotti.

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um momento de reflexão para toda a Família Palotina. Lendo e ouvindo sobre o dinamismo apostólico deste Santo, fico imaginando a forma como ele tratava as pessoas com as quais se encontrava. Seu ardor apostólico não o deixava quieto, pois, quando não estava em oração, era visto com pessoas necessitadas, expressando-lhes a sua solidariedade, sua mais profunda caridade. Ele queria que todos tivessem um encontro profundo com a pessoa de Jesus de Nazaré. Sua atitude demonstrava que não importava qual a atividade exercida pelas pessoas na comunidade, ele queria que, em qualquer lugar, houvesse uma boa dose de ternura. De fato, como é triste ver pessoas exercendo suas atividades, de evangelização ou não, de cara amarrada e resmungando o tempo todo. Pallotti não queria que a missão de atendimento às pessoas fosse encarada como obrigação, castigo ou sacrifício. Pelo contrário, nas suas atitudes, ele demonstrava que a disponibilidade terna cria asas nos pés, fortalece o chamado de Jesus e desperta a solidariedade fraterna.


Nós, seguidores do carisma que herdamos de São Vicente Pallotti, nem sempre temos clareza do que seja a ternura, mas todos dela sentimos necessidade. Ternura deve exteriorizar uma atitude educada e sensível da parte de quem a comunica e, para quem a recebe, é um alento na vida, o que confirma uma necessidade humana de atenção e de carinho. Há quem diga: “Ternura não é tudo, ternura não dá lucro!” No entanto, se fosse possível escolher entre um ambiente em que é bem tratado e outro que trata as pessoas com rudeza, qual seria o escolhido? A rigidez das leis, o individualismo egoísta e o grande senso de desumanidade que imperam hoje podem produzir tais convicções. Sem ternura, a convivência humana torna-se um cenário desagradável de frieza, como um jardim sem flores. Exatamente quando os homens experimentam a desconfiança, o desânimo e a depressão, faz-se ainda mais necessária a ternura como recurso de esperança, humanização e transformação. As crianças de nosso tempo, muito mais do que de objetos de distração, necessitam contar com a terna atenção de um pai e de uma mãe que lhes ajude a educar o coração. Os jovens, aparentemente frios e autossuficientes, tantas vezes se rebelam através de suas formas de linguagem, como revolta por lhes faltar a compreensão, a ternura e o carinho dos adultos. Os homens e as mulheres de nosso tempo esperam que alguém os escute, lhes dê atenção. Todos sentem necessidade de palavras de ânimo e de consolo, gestos de apoio e de bondade, proximidade de perdão e de alegria verdadeira. Somos chamados a levar a todos o abraço de Deus, que se inclina com ternura de mãe sobre nós. A ternura de Deus é a expressão de sua misericórdia. Ele nunca chega para condenar, mas para salvar. Se necessitamos de vigor para não sermos como caniços agitados pelo vento, também necessitamos de ternura para não sermos como a terra árida do deserto. Com certeza, hoje, Pallotti diria que uma relação terna entre nós, membros da União do Apostolado Católico, supõe a sensibilidade para com as fragilidades que a todos podem atingir e que a verdadeira fraternidade do “vede como eles se amam” é o primeiro

e o mais acreditado Evangelho que devemos viver e comunicar aos outros. Como Deus se manifesta “na brisa suave” e não no trovão, assim o testemunhamos entre os humanos, quando o revelamos na ternura. Problemas existem e sempre existirão para todos, mas a forma terna de caridade com que os procuramos contornar poderá ser o remédio mais eficaz para as feridas que nos machucam e nos afastam uns dos outros. Pensemos sobre isso! No domingo, 13 de maio, Dia das Mães, gostaria de lembrar, com carinho e afeto, de todas as mães, tendo presente o exemplo da mãe de Jesus, o Ressuscitado. Mulher simples, mãe corajosa, que esteve sempre junto de seu Filho, até na cruz, acompanhando a sua agonia e a morte. Não interessa se disse uma palavra ou não, mas a sua presença falou e testemunhou o amor que sentia por seu Filho. A figura de Maria me faz lembrar tantas mães do nosso tempo que veem e acompanham de perto as alegrias, os sofrimentos e os sucessos dos filhos. Mães que sofrem, mas expressam com amor e ternura a misericórdia de Deus nos conflitos familiares, no ser presença junto ao filho, esteja ele no auge do sucesso ou doente, seja dependente químico ou encarcerado. O amor de mãe é capaz de vencer a barreira dos preconceitos para estar ao lado do filho que ama, de superar os limites humanos, porque traz consigo a ternura do amor divino. Penso que todos nós podemos aprender muito com nossas mães sobre a ternura. A ternura de quem olha para a vida, de quem sabe estar perto de quem ama, de quem não tem medo de fazer renúncias para cuidar da pessoa amada. Que a nossa ternura revele gratidão àquela que tantas vezes nos amparou nos braços e enxugou nossas lágrimas, quando ainda nem sabíamos o significado da palavra ternura. Que a explosão missionária, no Pentecostes, nos mantenha firmes na ação Evangelizadora da Igreja, pois reconhecemos que Deus, na Sua ternura, também efetua maravilhas em nós. Rainha dos Apóstolos e São Vicente Pallotti, rogai por nós!

Editor Pe. Sérgio Lasta, SAC Supervisão Editorial Pe. Jadir Zaro, SAC Projeto Gráfico e Diagramação Juarez Rodolpho dos Santos Revisão Flávia Polo Expedição Bianca Bugs e Bruna Braga - Revista Rainha dos Apóstolos Impressão e Acabamento Gráfica Editora Pallotti - Santa Maria Tiragem: 500 exemplares

Pe. Lino Baggio, SAC Vice-Provincial

ORIENTAÇÕES PARA ENVIO DE MATÉRIAS Seis perguntas básicas que devem ser respondidas ao escrever uma matéria para o Informativo Palotino: (o que , onde, quando, quem, como e por que?) Textos com no máximo 15 linhas em fonte 12 (Times New Roman), seguido de foto. Enviar até o dia 10 de cada mês, para o e-mail:

informativopalotino@gmail.com


ENCONTRO DE FORMAÇÃO DAS COMUNIDADES LOCAIS DO RS

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ntre os dias 09 e 12 de abril, em Vale Venêto (RS), estiveram reunidos os membros das Comunidades Locais do Rio Grande do Sul para o seu momento de formação anual. O palestrante convidado para lecionar foi o Professor Alex Vilas Boas, da PUC do Paraná, que desenvolveu o tema “A questão de Deus e a mudança de época”, em função da compreensão do Documento 105, da CNBB, sobre os leigos. O encontro contou com a presença de vários confrades que, de forma geral, ficaram contentes e impressionados com a desenvoltura do professor que proferiu as palestras com muito rigor científico e habilidade comunicativa, possibilitando conhecimentos novos sobre a temática. Em síntese, segundo o Prof. Alex, não é possível compreender a importância do apostolado leigo sem antes entender o contexto no qual se trata esse tema. Para isso, foi preciso fazer um resgate do processo dos fatos históricos e das ciências que resultaram nesta mudança de época em que vivemos, considerando a compreensão e a ação da própria Igreja e da Teologia nesse contexto. A partir disso, compreendemos que a Igreja precisa, através da hierarquia, ajudar o leigo a desenvolver o seu apostolado próprio nas fronteiras da sociedade, dando-lhe formação, incentivo e autonomia de ação. Com isso, a hierarquia deve ser a mediadora, não no sentido do poder, nem somente dos sacramentos, mas da sabedoria cristã e da fraternidade autêntica de vida, elementos fundamentais que contribuem significativamente para o bem-viver em sociedade. Uma hierarquia mediadora, no sentido estrito do termo, gera leigos mediadores para a sociedade que não querem construir uma Igreja hegemônica e totalitária, mas que, compreendendo as angústias do tempo presente, distribuem a sabedoria e o amor de Deus para que todos, não só os membros eclesiais, encontrem a esperança. É assim que o Evangelho é

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teologicamente comprovado como boa notícia. Do mesmo modo, a Teologia precisa ser entendida como um lugar comum de estudo onde todos podem fazer uma experiência existencial da importância do mistério para a edificação de uma sociedade justa e fraterna. Portanto, a Teologia deve ser elaborada numa perspectiva de diálogo com as demais ciências e cosmovisões, entendendo-se a si mesma como uma aposta sincera numa perspectiva conceitual, e não mais como uma verdade absoluta intransigente. O encontro de formação foi muito intenso em estudo teológico e muito rico em aquisição de conhecimento, tudo num clima fraterno permeado de momentos de oração e de partilha. Os participantes concluíram o encontro alegres e satisfeitos pelo que vivenciaram, e inquietos pelo desejo de aprofundar a teologia e o exercício do apostolado na promoção do laicato, como nosso carisma já incentiva, numa atividade missionária de fronteira seguindo as diretrizes do magistério do papa Francisco. Como mediadores da sabedoria e do amor de Deus, precisamos formar pessoas que vão às fronteiras existenciais, sociais e científicas para propor a quem esta lá uma forma de viver que lhes traga esperança, fraternidade e paz. Pe. Wellington Macedo, SAC.

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NOSSA SENHORA DA AMAZÔNIA RESENHA DE ACONTECIMENTOS E ATIVIDADES

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ia 04 de junho de 2017 foi o dia de Pentecostes. Nesta data, a Igreja em Manaus realiza todos os anos sua maior concentração popular no período da tarde, no Sambódromo. No palco, junto ao altar central, foi colocado um banner de Nossa Senhora da Amazônia e uma faixa com a frase: Vem, Espírito Santo, com Maria, cuidar da Amazônia. O banner servia de pano de fundo para o altar. A equipe de ornamentação transformou o altar central numa apoteose de beleza harmônica ao redor de Nossa Senhora da Amazônia. É uma festa muito bonita! Havia peregrinos que não contiveram suas lágrimas e, mesmo durante a missa, por diversas vezes foram vistas pessoas com lágrimas nos olhos. “O milagre de Pentecostes se renovou naquele lugar, porque o milagre de Pentecostes é o Amor, e por um momento sentimos o que seria um mundo

sem ódio, sem violência, sem ressentimentos e vingança. O milagre da unidade entre pessoas tão diferentes enche o coração de esperança”, disse Dom Sérgio Castriani – Arcebispo de Manaus. Este gesto de colocar Maria ao centro caracteriza a Igreja em Manaus com cunho mariológico. Que maravilha! Segundo estimativas, estavam presente mais de 110 mil participantes. Um grande grupo de fiéis da Área Missionária Nossa Senhora da Amazônia estavam muito entusiasmados, cantavam e rezavam. Obrigado, Mãe, por esta resposta tão rápida e forte que deste ao povo da Ponta Negra e a mim. Realmente queres um lugar para teu Filho em meio ainda à Mata Amazônica com a tua presença. Ao perguntarem como me sentia, também não contive as lágrimas e disse que me sentia um padre realizado, muito feliz, mesmo sem entender o que estava acontecendo, pois é muita emoção diante de um trabalho iniciado há apenas cinco anos e que se mantinha silencioso, quase escondido. Pe. Reneu P. Stefanello, SAC

Grupo da Área Missionária Nossa Senhora da Amazônia

Procissão com o clero de Manaus

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Dom Luiz S. Vieira e Pe. Reneu

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HINO OFICIAL NOSSA SENHORA DA AMAZÔNIA Nossa Senhora das águas, luz que a esperança alumia, rainha das ribanceiras: Mãe nossa de cada dia. Nossa Senhora das flores, nossa fé e nossa guia. Mãe da imensa Amazônia, Mãe nativa, Mãe Maria Maria, Mãe do mateiro, do caboclo pescador, do sofrido seringueiro, do esquecido lavrador. Mãe do índio destribado, dos que sofrem neste chão, Mãe da Amazônia e do povo que clama libertação. Nossa Senhora das luzes, Madrinha da ecologia, dai ao homem predador juízo e sabedoria. Nossa Senhora cabocla, Mãe de Jesus curumim, és a Rainha da paz, desta paz que habita em mim. Rogai por nossa Amazônia, pra que nunca tenha fim. Celdo Braga

Coral da UEA cantando a missa Amazônica na Comunidade Nossa Senhora da Amazônia.

GRATIDÃO

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á poucos dias, quando soube do falecimento de Nelsi Saurin, por muitos conhecida como Tia Nelsi, a primeira palavra que me veio à mente foi GRATIDÃO, assim, com letras maiúsculas. Falo isso por grandes e muitas razões. Colegas e pessoas mais antigas que eu deveriam escrever algo em meu lugar, pois conhecem mais profundamente a vida de Tia Nelsi. O que eu sei, com toda certeza, não é tudo, mas vou tentar, de forma simples, colocar para vocês. Por muito tempo, a história da Tia Nelsi fez parte da história do patronato Antônio Alves Ramos. Quando se fala de patronato, tudo tem a ver com internato de meninos(as) pobres. Houve um tempo em que o patronato Antônio Alves Ramos abrigava mais de duzentos alunos internos. Ali, eles passavam as 24 horas do dia, por anos e anos, recebendo alimentação e uma excelente formação humana e cristã. Inúmeras pessoas, hoje idosas ou já falecidas, foram gratas por terem sido alunas desta tão conhecida entidade. Tenho tido a oportunidade de conhecer algumas destas pessoas e ouvir seus testemunhos, sumamente positivo, não deixando de louvar aos céus pelo tempo passado no patronato. Diziam, agradecidos, que foi esta formação que os ajudou a ser alguém na vida. Tia Nelsi fazia parte deste tempo tão maravilhoso do patronato Antônio Alves Ramos. Desde sua juventude, segundo me contava muitas vezes, pelos seus 17 anos, começou a trabalhar no patronato, no setor de serviços gerais, principalmente os relacionados com a cozinha. Ao todo, foram 56 anos de vida no patronato, numa dedicação integral e total. Tenho clara convicção de que ela exerceu de forma intensa seu natural espírito de amor materno. Não sendo casada, não tendo filhos na-

turais, teve em abundância filhos adotivos, espirituais. É inegável que a maioria dos internos a chamavam de MÃE NELSI, pois grande parte deles eram meninos pobres, carentes de amor familiar, alguns órfãos ou abandonados. Seria uma grande injustiça descrever a história do patronato Antônio Alves Ramos, falando das tantas e beneméritas pessoas que por lá passaram, deixando de lado a Tia Nelsi, sempre humilde, simples, mas profundamente trabalhadora e dedicada. Entre os tantos anos que por lá passei e por lá vivi, enquanto trabalhava na economia da Província, sempre encontrei a Tia Nelsi batalhando na lida da cozinha, da pequena horta e das demais atividades. Parecia que não se cansava nunca. Estando longe de Santa Maria, nos meus períodos de férias, em fevereiro, quase sempre no dia de seu aniversário, ia visitá-la em sua casa, encontrando-a atarefada com seu jardim, horta e passarinhos que cuidava com tanto amor. E meu último encontro com Tia Nelsi foi justamente no dia 09 de fevereiro de 2018, quando completava 85 anos, agora internada numa Clínica de Idosos. Ao entrar em seu quarto, encontrei-a bastante debilitada, mas ainda conseguiu me reconhecer e dar um belo sorriso, principalmente, ao dizer-lhe que era o dia de seu aniversário. Como comunidade palotina, precisamos ser reconhecidos pela vida da Tia Nelsi, rezar muito pelo seu descanso junto do Pai, na eternidade, pedindo que tenha o prêmio de tanta dedicação junto ao patronato Antônio Alves Ramos. Tia Nelsi, descanse em paz, no Senhor. Pe. Valmor Righi, SAC MAIO 2018 | 5


PE. NELSI ZAMBERLAN (PE. PECA) Na tranquilidade de um sorriso sereno, mesmo marcado pela enfermidade, renasceu para Deus o nosso querido confrade Pe. Nelsi Zamberlan, ou melhor, o amigo de todos, Padre Peca.

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o longo dos anos, devido a sua simplicidade, simpatia e espírito empreendedor, Pe. Peca deixou bonitas sementes de amizade que se tornaram árvores esplendorosas e que hoje choram de gratidão e de saudade do velho amigo que, na velhice, doente, não perdia o seu chapeuzinho, sua fala mansa, suas piadas e o seu bom e agradável humor. Vale Vêneto tem a honra de receber em seu seio o corpo daquele que, como ele mesmo dizia, nasceu no “paraíso” de Val Veronês. Filho de Benjamim Luiz Zamberlan e Adele Cordero, Pe. Nelsi Zamberlan nasceu no dia 06 de abril de 1941, em Val Veronês, município de Faxinal do Soturno (RS). Sendo o primogênito de uma série de nove, Pe. Nelsi entrou no Seminário São José em 1953. Também estu-

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dou em Vale Vêneto e São João do Polêsine. Em 1962, fez o noviciado em Augusto Pestana. De 1963 a 1969 fez as faculdades de Filosofia e de Teologia no Colégio Máximo Palotino, em Santa Maria (RS). Nos anos de 1970 e 1971 realizou seu estágio pastoral na Paróquia São Roque, de Coronel Vivida (PR). Sua primeira consagração foi realizada no ano de 1964, sendo ordenado presbítero no dia 19 de novembro de 1972. Pe. Peca muito trabalhou pelo Reino de Deus em nossa Província. Em 1973, iniciou as atividades pastorais como integrante da equipe de missionários da renovação pós-conciliar. Já de 1974 a 1977, trabalhou como missionário em Manaus (AM). De 1977 a 1980, agora em Santa Maria (RS), atuou como reitor da Casa INFORMATIVO PALOTINO


de Retiros, dirigindo inclusive suas reformas e ampliações. Durante os anos de 1981 a 1984, Pe. Peca passou a coordenar as reformas do Seminário Rainha dos Apóstolos, de Vale Vêneto. Deixando de ser construtor, mas sem nunca perder seu dom empreendedor, passou a trabalhar com a imprensa, tornando-se, de 1986 a 2007, diretor da Gráfica Editora Pallotti de Santa Maria. Encerrada sua missão na Gráfica, de 2008 a 2016, passou a colaborar nas atividades administrativas junto ao complexo do Patronato. A mistura de seu empreendedorismo, espírito de serviço e obediência aos superiores, permeado por uma forte espiritualidade mariana e eucarística, fizeram do Pe. Peca um exímio palotino que em tudo apontava para Cristo Apóstolo do eterno Pai, desde o trabalho missionário até a convivência fraterna na comunidade Pe. Caetano Pagliuca. Nos anos colecionados em sua missão terrena, Pe. Nelsi Zamberlan trazia consigo elementos fundamentais que o animaram e deram coragem na missão. O primeiro deles é a alegria de ser Zamberlan. Pe. Peca tinha profundo amor pela família de sangue e sempre se recordava com muito carinho de sua infância e da vida familiar. Aprendeu a religião de seus pais e familiares devido a proximidade que estes tinham com os padres. A família Zamberlan sempre oferecia seu casarão para hospedar os padres palotinos. Dessa atitude de gentileza e amor à Igreja saíram dois ilustres padres palotinos, Valentim e o próprio Nelsi Zamberlan. O segundo elemento importante foi o seu amor pela terra onde nasceu que ele chamava carinhosamente de “paraíso” e que, segundo ele, “de lá saíram homens ilustres”. O amor pelas raizes bucólicas e poéticas da vida campesina, fizeram do Pe. Peca um homem simples e humilde, que sabia tratar as pessoas com amor e acolhida. Além disso, conservou da vida do interior o amor pela lavoura e pela pescaria, diversão e trabalho, que muito fecundaram seu serviço ao próximo. O terceiro elemento importante foi a sua espiritualidade, inspirada em Pallotti e apoiada pela devoção

mariana e eucarística. Pe. Peca via em Pallotti um sacerdote simples e de muitas realizações práticas, e era justamente essas virtudes que ele buscava imitar no Santo Fundador. A espiritualidade mariana nasceu em casa na oração do santo terço, mas ganhou força no seminário onde proferiu sua consagração total a Maria e lhe foi fiel por toda a vida. Já a devoção eucarística, apesar de tê-lo sempre acompanhado, ganhou maior intensidade quando Pe. Peca participou da preparação do Congresso Eucarístico realizado em Manaus. Por fim, um elemento fundamental da vida e missão do Pe. Peca foi o seu amor pela comunidade Palotina. Esse amor sempre foi evidenciado pela obediência, pelo trabalho incansável e pela alegria contagiante na vida fraterna. Quem teve a oportunidade de ir à Comunidade Caetano Pagliuca teve a satisfação de experimentar a alegria contagiante do Pe. Peca. Amado por seus confrades, por suas ovelhas e por seus colaboradores, Padre Nelsi Zamberlan parte para a vida eterna e, ao mesmo tempo, se eterniza na história de nossa Província. Nem mesmo a doença tirou a alegria do nosso confrade. Uma vez, perguntado sobre a sua saúde, ele respondeu: “Nunca fui doente, a doença que, às vezes, se manifesta é a própria natureza humana. Por que assustar-se muito quando ela aparece? O medo é normal, por isso estou tranquilo”. Assim, foi para Deus o Pe. Peca, alegre por ter feito aqui na terra a missão que Deus lhe confiou. Talvez ilustre bem essa passagem esta metáfora: “Eis que Deus olhou ao redor do jardim do céu e encontrou um lugar vazio. Então, voltou seu olhar para a terra e viu o seu rosto cansado. Ele colocou os braços ao seu redor e levantou você para descansar. O jardim de Deus deve ser lindo. Ele sempre leva o melhor”. Pe. Peca partiu para a Casa do Pai no dia 30 de abril de 2018, às 2h. Pe. Peca, descanse em paz e a luz do Cristo Ressuscitado te ilumine! Pe. Clesio Facco SAC Reitor Provincial

PROVÍNCIA NOSSA SENHORA CONQUISTADORA SANTA MARIA (RS) - BRASIL | Padres e Irmãos Palotinos CRONOGRAMA DAS VISITAS DO CONSELHO PROVINCIAL EM 2018 03 04 05 06 07 08 09 10 11

04 a 08/06/2018 07 a 08/06/2018 11 a 16/06/2018 18 a 22/06/2018 21 a 27/07/2018 27 a 30/08/2018 14 a 22/09/2018 02 a 05/10/2018 15 a 18/10/2018

Comunidade Local Pe. Senito Durigon (MS) Comunidade Local Caritas Christi (RS) Comunidade Local Pe. Aldo Piovesan (RO) Comunidade Local do Amazonas (AM) Comunidade Local São Vicente Pallotti (PR) Comunidade Local Pe. João J. Piovesan (PR) Comunidade Local Rainha dos Apóstolos (RS) Comunidade Local Pe. Mateus Giuliani (RS) Comunidade Local Pe. Gabriel Bolsan (RS)


60 ANOS DO COLÉGIO MÁXIMO PALOTINO

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om muita alegria, no dia 01 de maio, no Colégio Máximo Palotino, foi celebrada uma missa em agradecimento a Deus pelos 60 anos deste Seminário Maior. A missa foi presidida pelo Pe. Mercio J. Cauduro, que leu a crônica do dia 01 de maio de 1958, que trata da inauguração do Colégio Máximo Palotino, ao que toda a assembleia o ouviu com grande atenção. Somos agradecidos a Deus por todas as bênçãos recebidas. Rezamos pelos que contribuíram, ao longo da história, para que se efetivasse a construção deste Seminário. Rezamos também por todos que trabalharam aqui desde a sua inauguração: padres, irmãos, irmãs e tantos colaboradores. Rezamos

também por tantos jovens que passaram por aqui e, hoje, estão por tantos lugares do nosso país, e até mesmo fora dele. Já são 60 anos formando discípulos missionários para o Reino do Senhor! Louvado seja Deus por tudo isso! Que Deus abençoe a todos nós, que hoje fazemos parte da história deste Seminário: formandos, formadores e colaboradores, a fim de que esta casa continue cumprindo a sua missão, através de nós! Pe. Salvador L. Barbosa, SAC

ENCONTRO PROVINCIAL DOS FORMADORES

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os dias 04 e 05 de maio, nas dependências do Postulado São Vicente Pallotti em Palotina (PR), aconteceu o Encontro Provincial dos Formadores. Em um primeiro momento, servimo-nos do texto ‘‘Formar-se é transfigurar-se Inspiração Evangélica para a Vida Religiosa’’, de Jaldemir Vitório. Artigo esse extraído da Revista Convergência (2017/n. 506). A partir do escrito, pudemos estabelecer muitas relações similares com nossas casas de formação e conosco mesmos. Grande parte do encontro dedicamos às partilhas de vida e de como estamos nos sentindo em nossos ambientes apostólicos, ou seja, nos seminários. A partilha nos une e nos mostra que estamos trabalhando em unidade como Província nas diversas etapas da formação. Percebemos que cada vez mais a Ratio Institutionis está presente em nossas reflexões e atitudes, mostrando-nos, assim, o horizonte formativo a ser seguido. 8 | MAIO 2018

Por fim, todos os formadores saíram animados do encontro. Destacamos a presença do Reitor Provincial, Pe. Clesio Facco, que se fez presente durante todo o encontro. Diante disso, renovamos nossas forças e disposições em seguir os passos de São Vicente Pallotti no apostolado formativo. Sabemos o quanto Pallotti se dedicou na formação dos seminaristas. Rogamos a São Vicente Pallotti que interceda por nós e por todos os nossos formandos e vocacionados. Pe. Fabio Jr. Batistella, SAC INFORMATIVO PALOTINO


COLÉGIO ANTÔNIO ALVES RAMOS EM FESTA

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m 28 de abril de 2018, o Pallotti – Colégio Antônio Alves Ramos completou 57 anos de uma história vivida intensamente por muitas famílias santamarienses. Passadas cinco décadas, o colégio continua sendo um diferencial na educação que, inspirada na pedagogia palotina, busca amar e ensinar para a formação integral. Idealizado pelo Pe. Caetano Pagliuca e o senhor Antônio Alves Ramos, mantido pela Sociedade Vicente Pallotti, o colégio teve início como Patronato Agrícola Antônio Alves Ramos. Assim, com aproximadamente vinte alunos, todos oriundos de famílias carentes ou órfãos, em meados 1929, a instituição passou a oferecer, num regime de internato, aulas de formação intelectual, moral e religiosa. O Patronato Agrícola Antônio Alves Ramos mudou de nome em 28 de abril de 1961, passando a chamar-se Ginásio Industrial Antônio Alves Ramos. Neste momento surgia uma escola que, visando à formação intelectual, e profissional, oferecia aos estudantes oficinas de Marcenaria, Mecânica Geral, Eletricidade e Tipografia. Em ritmo cadenciado, o colégio avançava. E, no ano de 1972, as séries do ginásio passaram a denominar-se 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries do 1º grau. Dessa data até o ano de 1982, foram criadas as séries iniciais do 1º grau, inclusive a pré-escola. A partir daí, a instituição passou a denominar-se Escola de 1º Grau Antônio Alves Ramos.

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A trajetória do Colégio impôs uma mudança por muito tempo reivindicada pela comunidade local. Com isso, em 2013, já com o nome de Colégio Antônio Alves Ramos, ocorreu a implantação do Ensino Médio. São 57 anos de trabalho, dedicação e perseverança. Os 820 alunos do Pallotti – Colégio Antônio Alves Ramos, equipe diretiva, pedagógica, administrativa e corpo docente são prova do compromisso maior: a constante busca pela qualidade de ensino, sem deixar de lado a transmissão de valores necessários para a construção de uma sociedade justa, cristã, humana e solidária. Em comemoração ao aniversário do colégio, os estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio participaram de um Concurso de Desenho e Produção Escrita, o qual premiou os três primeiros colocados de cada categoria. O resultado foi divulgado no sábado, 28 de abril, ocasião em que a comunidade escolar pôde participar de um lindo momento de convivência e confraternização. O parabéns teve animação da banda dos professores da escola; além de bolo, muita alegria e diversão. Vida longa ao Pallotti – Colégio Antônio Alves Ramos! Geonice Zago Tonini Hauschildt Vice-diretora

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COMUNIDADE LOCAL RAINHA DOS APÓSTOLOS

Comunidade Local Rainha dos Apóstolos realizou dois encontros neste ano de 2018. O primeiro, no dia 05 de março, consistiu em uma Assembleia, em Vale Vêneto (RS), onde foi acolhido o Pe. Albino Puntel, que passa a integrar essa Comunidade Local. Ele reside no Centro Cultural Rainha dos Apóstolos, com os padres Lino Baggio e Danilo Cerezer, e auxilia na Paróquia de Vale Vêneto. Também foi acolhido o professo Emerson Gabriel de Souza Coutinho, que está na Paróquia Santo Antônio de Cachoeira do Sul (RS), junto com o Pe. Valdecir Luiz Felippe, e auxilia nas atividades pastorais. Depois, foi eleito o Pe. Aristeu Pivetta para o serviço de consultor na Comunidade Local Rainha dos Apóstolos, preenchendo a vaga aberta com a saída do Pe. Laércio dos Santos, que foi para outra Comunidade Local. Nessa mesma Assembleia, foram escolhidos os delegados e suplentes para a Assembleia da Sociedade Vicente Pallotti, que ocorreu em Santa Maria (RS), no dia 20 de abril. O segundo encontro da Comunidade Local Rainha dos Apóstolos aconteceu em Cachoeira do Sul (RS), no dia 07 de maio. Nessa oportunidade, foram aco-

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lhidos os padres Genuir Marmentini e Jocemar Malinoski, respectivamente pároco e vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, de Salto do Jacuí (RS). Ambos não puderam estar presentes na Assembleia da Comunidade Local, em Vale Vêneto, no mês de março. Depois, conversou-se sobre as assembleias da Entidade Palotina de Educação e Cultura e da Assembleia Provincial Ordinária da Sociedade Vicente Pallotti, ocorridas em Santa Maria, no dia 20 de abril. O Pe. Roque Groth ainda falou das missões populares franciscanas que acontecem na Paróquia de Faxinal do Soturno (RS), de 27 de abril a 26 de maio. A Assembleia e o encontro foram também uma oportunidade de estreitar os laços de fraternidade entre os confrades e de partilha de vidas e atividades. Além da participação nos encontros da Comunidade Local e os que ocorrem ao longo deste ano, também acontece a participação da maioria do pessoal nos encontros de formação, retiro e celebrações palotinas. Pe. Jeronimo José Brixner, SAC

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FRANCISCO E OS NEOCATECÚMENOS 50 ANOS

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princípio, julgava que se trataria de simples encontro do papa Francisco com alguns representantes das Comunidades Neocatecumenais. Após alguns dias deste encontro, ocorrido em 05 de maio, folheando jornais, surpreendo-me com o seguinte: “Celebração dos 50 anos da chegada do Caminho a Roma”; papa Francisco se reuniu no campus universitário de Tor Vergata para um solene Te Deum de agradecimento, participado por fiéis vindos de 135 países. A imprensa noticiou que, além do iniciador do Caminho, Kiko Argüello, participaram 16 cardeais, cerca de 90 bispos e algumas centenas de milhares pessoas. Representando as duas paróquias em que me movo, viajaram para Roma cerca de cem pessoas. Soube que, do Estado de Nova Jersey, participaram 1200, e alguns milhares de todo o país americano. Em contato com eles fui informado de que, viajando uns dias antes do evento, nesta peregrinação, tiveram a oportunidade de outras visitas. Estiveram nas Catacumbas de São Sebastião e aqui fizeram uma celebração penitencial, antes de descerem os nove metros, onde se encontram as tumbas dos cristãos dos primeiros séculos. Alguém do grupo quis certificar-se de quanto há de verdade na voz corrente de que os cristãos se refugiavam nas catacumbs e lá também celebravam a Eucaristia... A esta pergunta a guia, uma senhora inteligente, respondeu secamente: Mentira! Estes peregrinos iniciavam o dia com a celebração das Laudes e celebravam a Eucaristia quase todos os dias, visitaram as grandes Basílicas de Roma, a Roma Imperial e a do Renascimento. Um belo momento lembrado por muitos foi o caminhar do grupo pela cidade ao som do violão e bumbos, cantando canções sagradas, fazendo com que os turistas os acompanhassem com curiosidade e até com palmas. Inclusive os discretos policiais! A mim causou surpresa que, ao lhes perguntar o que mais os impressionara na peregrinação me tenham dito a subida, de joelhos, na Scala Santa! Outros, porém, me disseram que foi a visita a Assis, renovar a fé ante a tumba de São Pedro. Outro ficou impressionado com este alarme lançado pelo Kiko Argüello

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devido à solidão das pessoas: num país do Oriente, pessoas que vivem sós vão ao mercado e roubam para serem presas e, assim, na prisão, terem companhia! E afirmo eu o seguinte: não causou estupor que a primeira ministra britânica, Theresa May, tenha criado, em janeiro deste ano, o “Ministerio de la Soledad” para tratar o problema da solidão que afeta mais de nove milhões de pessoas no Reino Unido? E não é diferente aqui onde vivo. Com o discurso de Francisco em mãos, arrisco-me a sublinhar uns pontos que me parecem importantes. a) Ação de graças. “Depois de 50 anos, seria belo que cada um dissesse: Obrigado, Senhor, porque realmente me libertaste, porque na Igreja encontrei a minha família, porque através do Caminho me indicaste a via para descobrir teu terno amor de Pai.” b) “Caminhar juntos é uma arte que se deve aprender sempre, a cada dia.” “Ir” é o verbo da missão. O Senhor não nos diz “vai tu”, mas “ide” juntos. Ter o cuidado de não ditar o passo aos outros. Pelo contrário, se deve acompanhar e esperar, recordando que o caminho do outro não é idêntico ao meu.” c) Como se pode ir? E Francisco acrescentou referindo-se à comunidade cristã em geral: “Para ir é necessário ser ágil (...) Para anunciar precisa renunciar. Só uma Igreja livre de poder e de dinheiro, livre de triunfalismo e clericalismo testemunha de modo credível que Cristo livra o homem”. d) Vosso carisma: dom de Deus. E Francisco concluiu sua mensagem da seguinte forma: “Vosso carisma é um grande dom de Deus para a Igreja de nosso tempo. Demos graças ao Senhor por estes cinquenta anos!” Pe. Luiz Quaini - Fairview MAIO 2018 | 11


MONGE BENEDITINO PREGA RETIRO PARA PALOTINOS NO PARANÁ

P

ara o homem ocidental, agitado, movido pelo fazer e pelo acúmulo de riquezas, o silenciar é uma perda de tempo, é não fazer nada. Mas não foi esta a experiência que os 34 padres palotinos e dois professos estagiários, que exercem seu apostolado nos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul, sentiram ao participar do retiro de 08 a 12 de abril, com o pregador Dom Bento de Souza, do Mosteiro da Ressurreição de Ponta Grossa, no Santuário Nossa Senhora da Sallette, em Palotina (PR). Segundo o coordenador da Comunidade Local São Vicente Pallotti, padre Manoel de Pierre, o pregador tocou em temas que fazem parte da essência do ministério

ordenado. “Temas que traduzem a nossa vida e, de modo profundo, ele nos conduziu à reflexão da nossa vocação e serviço”, avaliou. É difícil traduzir e avaliar em palavras um retiro. O pregador meditou com os presentes sobre o encontro de suas liberdades, o seguimento de Jesus Cristo, ser no mundo outro Cristo, acolhida e escuta da Palavra de Deus, alegria da paternidade espiritual no exercício ministerial, do julgamento ao compromisso e a presença de Maria no ministério sacerdotal. O retiro colaborou para o encontro gratuito com a própria vocação, com Deus e com os irmãos, pois além dos momentos de oração, meditação e celebrações, houve espaço fecundo para o cultivo

Dom Bento de Souza

da vida fraterna. Além disso, vale lembrar que o pregador viveu seis anos na formação palotina (Província São Paulo Apóstolo), onde, durante o período de Noviciado, recebeu o chamado para a vida monástica. De acordo com dom Bento, a vida é boa quando se vive feliz, saudável, realizado na missão. Mas “muito melhor se torna a nossa vida quando percebemos que as pessoas estão felizes por causa de nós, da nossa atenção, do nosso sorriso, do nosso abraço, do nosso perdão. Devemos ser fiéis no nosso ministério, porque assim o tocar o coração das pessoas será uma constante inspiração na nossa missão de cada dia”, concluiu. Pe. Judinei Vanzeto, SAC

SEMINÁRIO DE PALOTINA COMPLETA 48 ANOS

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o livro História de Palotina, do Pe. Pedro Reginato, nós encontramos o seguinte: “No dia 10 de maio de 1970, depois de longa e intensa preparação espiritual, coordenada pelo Pe. Aquiles Redin, procedeu-se à solene inauguração do Seminário. Nunca Palotina sentiu tão de perto a alegria de um desejo comunitário alcançado”. Portanto, estamos celebrando 48 anos de existência do Seminário São Vicente Pallotti. Vivenciamos esta data com uma tarde de espiritualidade conduzida pelo nosso Reitor, Pe. Fábio Batistella. Nesse momento, nossa comunidade é composta por dez postulantes, quatro padres e duas colaboradoras. Nestes últimos dias, os postulantes vivenciaram momentos de intensa formação, especialmente por ocasião da preparação da ordenação do Pe. Rodrigo Menegatti, onde todos estivemos envolvidos, e da preparação da Festa de São Vicente, padroeiro de nossa Paróquia e de nossa cidade. A presença dos formadores da Província

em nossa casa, para o encontro ordinário do primeiro semestre, também foi um bom momento de entrosamento dos postulantes com os formadores. Agradeçamos a Deus o bem que nosso seminário fez no decorrer destes anos, formando muitos palotinos para a Província e centenas de discípulos-missionários para o Reino. Pe. Egidio Trevisan, SAC

Informativo palotino maio2018  

Informativo Palotino Maio 2018 - Sociedade Vicente Pallotti - Padres e Irmãos Palotinos Província Nossa Senhora Conquistadora - Santa Maria...

Informativo palotino maio2018  

Informativo Palotino Maio 2018 - Sociedade Vicente Pallotti - Padres e Irmãos Palotinos Província Nossa Senhora Conquistadora - Santa Maria...

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