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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MSN raggadrops@hotmail.com

Luana Piovani fala sobre polêmicas, paparazzi e teatro Página 2

Jambolada Fomos até Uberlândia para conferir o festival Página 8

Girl power O Ragga Drops viajou no tempo para resgatar algumas vozes femininas que você já ouviu

Páginas 4 e 5

CARLOS HAUCK/ESP. EM

Hoje, bandas como a Hey Ladies!, de BH, conservam a tradição de mulheres que fazem música


ESTADO DE MINAS

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

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Menina veneno Lado a lado

Nunca senti uma aproximação de um meio de comunicação tão grande como o que o Ragga Drops tem com o público. Sou muito fã de vocês! Alana Mendes (17), de Paraopeba, pelo MSN E nós somos muito fã de vocês, leitores. Por isso que a gente está sempre no MSN, Orkut, Twitter e qualquer outra ferramenta que aparecer!

Luana Piovani é polêmica e namoradeira. Mas não faz nada o tipo “loira burra”

Supersimpática, Luana fez um “Ragga” especial para a gente com sua câmera e ainda contou quem tirou a foto: o namorado, Felipe Simão

POR Guilherme Torres

Quem é Ragga

ARQUIVO PESSOAL

A cada edição o Ragga Drops fica ainda mais “ragga”. As matérias são o máximo e os assuntos são atuais. Parabéns a todos pela produção do melhor boletim jovem do mercado. Desde o layout, apuração, redação e fotografia. Tudo! Breno Nunes (17), pelo MSN Valeu demais, meu caro! Sua carta foi muito bem recebida aqui na redação. É um prazer fazer o que a gente faz. E melhor ainda é ver que os leitores estão gostando. Grande abraço! Blink 182

Pô, galera, já passou da hora de fazer uma matéria sobre o Blink. Essa é uma banda que realmente fez a diferença na década de 1990. Muita coisa que existe hoje na música é por conta do Blink. Fica a sugestão. Valeu! Juliano Cardoso (22), de Belo Horizonte, via MSN Aí está uma verdade, Juliano. Blink 182 é, realmente, uma banda que influenciou muita gente que está na música hoje. Vamos, sim, fazer uma matéria sobre eles!

www.raggadrops.com.br MANDA O SEU:

raggadrops@hotmail.com agência de expedienteragga comunicação integrada (31) 3225-4400

Lucas Fonda Bruno Dib DIRETOR FINANCEIRO J. Antônio Toledo Pinto JORNALISMO Bernardo Biagioni, Sabrina Abreu, Bruno Mateus, Daniel Ottoni e Izabella Figueiredo DESIGNERS Marina Teixeira, Anne Pattrice e Maytê Lepesqueur FOTÓGRAFOS Bruno Senna e Carlos Hauck ARTICULISTA Lucas Machado COLABORADORES Fernanda Oliveira, Guilherme Torres, Natália Martino e Pílula Pop DIRETOR GERAL

DIRETOR DE MARKETING E PROJETOS ESPECIAIS

Uma simples volta de bicicleta na praia, comprinhas no shopping ou tomar um sorvete com o namorado, não importa: tudo que ela faz é notícia e estampa as capas dos sites de fofoca internet afora. A vida de Luana Piovani mais parece uma novela e ela concorda, pontuando: “Sou eu quem escreve os capítulos!”. No auge dos 33 anos (com corpinho de 23), Luana coleciona mais de 20 trabalhos na TV, seis peças de teatro, sete filmes, além de um amontoado de participações especiais, comerciais e capas de revistas. E experimente colocar o nome dela no Google para ver no que dá. Protagonista de um dos maiores barracos amorosos dos últimos tempos, ela agora só quer saber de trabalhar e curtir os bons frutos da carreira de atriz de teatro e a nova fase como produtora. Sumida da telinha desde 2006, quando deixou o programa Saia justa, do GNT, e fez o especial de fim de ano que levou seu nome, Luana Piovani é Lu, na Globo, ela vem se dedicando cada dia mais à sua grande paixão: o teatro. No cinema, o sucesso não ficou por menos. Seu último trabalho, o filme A mulher invisível, bateu o recorde de arrecadação da Warner Bros para uma produção brasileira. Longe das câmeras e, principalmente, das lentes dos famigerados paparazzi, Luana Piovani pouco lembra a celebridade com ar de antipática e de pavio curto. De riso fácil e papo descontraído, ela conversou com o Ragga Drops. Confere aí:

Você anda meio sumida da TV e firme no teatro. Foi uma escolha? Ou rolou uma “geladeira” para você na TV? Não, foi uma escolha minha. Desde que comecei a produzir teatro, nunca mais parei. Gosto mais de teatro, me satisfaz mais pessoal e profissionalmente. Você já foi modelo, atriz e apresentadora. Qual dá mais prazer? Ser atriz. A coisa que mais amo na minha vida é estar no palco de um teatro. Não troco por nada. Você já ficou com galãs da TV por quem as meninas são loucas. O que é fundamental na hora da conquista? Acho que o fundamental é aquela coisa de “olho no olho” e, principalmente, o olhar bater. Mas não me acho muito boa de paquera. Você se diz uma pessoa humilde, simples pra caramba, dessas que faz amizade na praia. Seu problema então é com a imprensa? Não sei o que ocorre, mas realmente sou assim. Acho que o problema é que não gosto de falar da minha vida pessoal e sim de trabalho. E isso que às vezes os irrita (imprensa). Você se lembra de alguma paranoia de quando era adolescente? Rs. Sim! Quando comecei como modelo, com 14 anos, me achava muito “bunduda”, pois tinha que ter 90cm de quadril e tinha 98cm. Ficava pensando: “Meu Deus, como vou esconder isso?”. Era uma paranoia horrível, eu contava as calorias de tudo.


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

manda o seu!

NO LANÇAMENTO DO EP MONÓLOGO, DA BANDA UTOPIA!

Banda Utopia!

João Eduardo (18) e André Sanna (18)

João Pedro Ferreira (18) e Fernanda Parreiras (17)

Guilherme Jorge (17), Tomás Godoi (16) e Gabriel Castro (16)

Luisa Lamounier (16), Matheus Pires (18) e Isabela Castro (17)

Sarah Dias (16) e Marie Torres (16)

Galera

LUIZA FERRAZ/ESP. EM

FOTOS: BRUNO SENNA/ESP. EM

Fernanda Bombonato (16) e Carolina Rossi (16)

Luiza Alvarenga (15), Fernanda Vieira (16) e Ana Clara (16)

, escolheu Edson Rocha, de 20 anos n, Ma bermuda e camiseta Art chó e bre de combinadas com lenço conta Ele s. tênis da Sergio’s Calçado or cal o ra que a opção é perfeita pa dando da an o belo-horizontino, que nã dar um ra pa foi trégua, e o uso do lenço . ção du pro toque de sofisticação à Essa coluna é assinada pelas meninas do blog ameixajaponesa.blogspot.com. Passa lá!


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

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Elas no comando O êxito das mulheres nos palcos não é de hoje, mas o preconceito continua como sempre

Letícia, Paulinha, Leca e Isadora a banda Hey Ladies! em seu local de ensaio


CARLOS HAUCK/ESP. EM

Levante a mão o primeiro que nunca sonhou em ter uma banda! Não importa o estilo, a maioria das pessoas que curtem ouvir música já pensou em fazer parte do tentador mundo da fama tocando o próprio som. Desses candidatos a ídolos, poucos persistem na ideia. A verdade é que, por trás de cada artista bem-sucedido e milionário, há um trabalho árduo, pesaroso e ininterrupto. E quando se trata de mulheres, o esforço é ainda mais tenso e complicado. É, apesar de estarmos para lá dos anos dois mil, a mulherada ainda sofre preconceito e não é levada a sério no mercado fonográfico. Mesmo arrancando boas palavras da crítica conservadora, cantoras como Ana Cañas e Marina de La Riva não chegaram onde estão por mera ação do destino. São exemplos claros de mulheres que conseguiram, com dedicação e personalidade, furar o bloqueio de uma sociedade silenciosamente machista. A sorte é que a ala feminina não se deixa abater por comentários infelizes e, a todo custo, continua firme na ideia de fazer música. Ganhando cada vez mais espaço nos palcos e na mídia, as vozes femininas surpreendem desde amantes do axé até os críticos mais indies espalhados pelo país.

Como nada vem de bandeja, o jeito é correr atrás, como é o caso das meninas da banda de rock belo-horizontina Hey Ladies!, formada por Isadora Lins, de 18 anos, na bateria; Leca Novo, de 23, no baixo; Letícia Filizzola, de 20, na guitarra; e Paula Kfuri, de 16, nos vocais. A Hey Ladies! toca, além de músicas próprias, releituras de clássicos dos Ramones, Michael Jackson e The Hives e é composta só por meninas porque “quando tem garotos e garotas em uma mesma banda, o mérito acaba sendo deles”, conta Leca. Para as mineiras, ser mulher no mundo musical não é nada fácil. “O assédio é tanto que chega a beirar a falta de respeito”, diz a guitarrista Letícia, seguida pela baterista Isadora, que confessa já ter jogado uma baqueta em “um cara abusado no meio do show”. Elas dizem achar estranho o fato de o público feminino aceitar melhor a banda do que os espectadores homens: “Muitos caras vão ao show e ficam analisando se sabemos tocar mesmo”, lamenta Leca. Embora as garotas sejam amigas de outras bandas formadas unicamente por homens, a turma da Hey Ladies! prefere não ser associada a elas, justamente para “alcançar uma identidade própria”. A tão sonhada identidade própria também é

prioridade para a banda Submarino cor-de-rosa. Formada por Luisa Godoy e Samia Costa nos vocais, Daniel Godoy na guitarra, Neném Godoy na bateria e Raphael Righi no baixo, a banda tem um repertório baseado em músicas lado B dos Beatles com uma pegada folk. “Batizamos nosso estilo de foldie, pois são músicas pouco conhecidas com uma pegada nossa. Somos a única banda do Brasil que canta Beatles com mulheres no vocal”, orgulha-se Samia. Mesmo com os shows sempre lotados, as vocalistas confessam ser alvo de preconceito, inclusive de alguns amigos, que não acreditavam no sucesso do grupo. “Continuamos recebendo críticas e olhares de reprovação, mas não damos tanta importância. A certeza de que estamos fazendo um trabalho fiel à proposta inicial já nos deixa muito contentes”, contam. Em todo caso, há quem diga que, enquanto houver o homem, existirá o preconceito. A melhor receita para vencer isso e a falta de estímumo do mercado é o bom trabalho e a dedicação. Diante das mais recentes contribuições das mulheres para a música nacional (veja abaixo), fica evidente que o reinado delas já está engatinhando. E talvez seja até a hora de dizer para que todo mundo se prepare, porque agora é que são elas!

balaram as festas dos jovens que não tinham celular, MSN nem iPods. Apesar da grande projeção alcançada pelas mulheres, nenhuma década foi tão forte nessa categoria quanto a de 1990. Além das cantoras de MPB Adriana Calcanhotto e Cássia Eller, a era também foi carimbada pela explosão do axé music, consagrando Daniela Mercury como um dos maiores fenômenos da música pop brasileira e, mais tarde, Ivete Sangalo e sua Banda Eva, entre outras. Grupos de pagode como É o Tchan reinaram nas paradas por muito tempo graças, também, às

LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

MARIO L. THOMPSON/DIVULGAÇÃO

ados de 1970, muitos cantores e compositores estavam fora do Brasil, mas a música popular mostrou um grande poder de renovação e se revelou uma das grandes marcas da resistência ao duro regime da censura. Gal Costa (do movimento tropicalista) e a grande revelação Maria Bethânia, irmã de Caetano Veloso, foram boas surpresas daquela época, apesar de todo o sofrimento e as restrições proporcionados pela gestão militar. Com o fim da ditadura, uma geração de jovens politicamente conscientizados se formou e mais uma vez as mulheres marcam território. Nos anos 1980, cantoras como Marina, Marisa Monte, Rita Lee (filha do Tropicalismo) e bandas cujo sucesso não seria o mesmo se não fossem as simpáticas mocinhas, como Blitz (Fernanda Abreu e Márcia Bulcão), Kid Abelha (Paula Toller) e Metrô (Virginie), em-

DANIEL KLAJMIC/DIVULGAÇÃO

Em 1927, a substituição do obsoleto processo de gravação mecânico pelo digital revolucionou a indústria fonográfica brasileira. Foi assim que, se valendo de equipamentos como microfones sensíveis e amplificadores potentes, os estúdios abriram as portas para mulheres como Elizeth Cardoso e Araci de Almeida, que praticamente não tinham vez no processo mecânico. Nos anos 1950, o samba-canção revelou belas vozes, como Ângela Maria, Elis Regina e Maysa, precedendo a bossa nova que, nos anos 1960, fez escola não só no Brasil, mas em todo o mundo. Vinícius de Morais, João Gilberto e Tom Jobim ajudaram a coroar sucessos interpretados por Astrud Gilberto e Nara Leão, algumas das mulheres que presidiram várias edições dos festivais da canção, concursos musicais comuns da época. No auge da ditadura militar, em me-

PAULO VASCONCELOS/DIVULGAÇÃO

E só estamos começando... DIVULGAÇÃO

a: u o

manda o seu!

Elizeth, Elis, Gal, Daniela e Vanessa belas e rebolativas dançarinas. Nos últimos anos, as mulheres vêm desempenhando trabalhos ainda mais ricos, diversificados e com a preocupação de preservar as raízes da música brasileira. A nova MPB nada mais é do que uma junção de antigas influências com experimentalismos do século 21. Isabela Taviani, Ana Cañas, Céu, Marina de La Riva, Malu Magalhães, Vanessa da Mata, Roberta Sá e Aline Calixto são alguns exemplos de cantoras cheias de frescor, disposição e com poucos e bons discos no currículo.


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VEST

que vem da paz/////////////////

Evento reúne bandas em prol de uma sociedade mais sossegada

POR Fernanda Oliveira

Quem passou pela Praça da Estação no dia 24 passado, teve a oportunidade de curtir um fim de semana diferente. Danças, artesanato, praça de lazer, capoeira, exposições de projetos sociais, oficinas e shows de várias bandas. Essas e outras atividades foram atrações do BH na Paz, evento marcado pela proposta de promover a paz por meio da inclusão cultural.

é a formação humana de crianças jovens e adultos pela arte, trabalhando valores de paz”, resume o coordenador do BH na Paz, Anderson Martins. O cantor da banda católica Dominus, Leo Rabello, foi um dos idealizadores do projeto Arte para Todos. Segundo ele, centenas de jovens são beneficiados com o projeto, que oferece diversas oficinas culturais para a população carente.

A vontade de prevenir a violência estava por toda parte, principalmente entre os jovens, que veem em todas as formas de manifestações artísticas uma maneira de seguir pelo caminho do bem. “É muito interessante ver a iniciativa da galera. O BH na Paz conscientiza todos e evita que os jovens façam coisas erradas”, relata Carlos Henrique, de 16 anos.

Os cantores André Valadão, André Leono e as bandas Dominus, Adoração e Vida e 14 Bis foram as principais atrações, que deram uma incrementada no evento. A mistura de MPB, gospel, católico e rock mostrou que, independentemente da religião, a intenção era promover a paz. “Sempre que tiver esse tipo de evento que envolva uma boa causa o 14 Bis vai estar presente”, afirma Cláudio Venturini, vocalista e guitarrista da banda. A campanha BH na Paz é promovida pela Associação Arte pela Paz, organização sem fins lucrativos criada em 2002 que propicia o acesso dos cidadãos aos bens culturais e artísticos.

POR Braulio Lorentz

DIVULGAÇÃO

Weeeezer

Já vagam pela internet trechos da nova dezena de músicas do Weezer, banda californiana que une guitarras pesadas e refrões ganchudos desde que lançou o primeiro disco, há 15 anos. Na primeira orelhada já ficam claras as intenções da banda do nerd boa-praça Rivers Cuomo. Raditude, sétimo álbum do grupo, mantém a mesma pegada pop do disco anterior. O primeiro single é (If you’re wondering if I want you to) I want you to. A banda narra o romance desengonçado entre um geek vegetariano e uma moça de família. Ficou curioso? Ouça em tinyurl.com/weezernovo.

Dicas de como estudar Com o objetivo de direcionar os estudos de vestibulandos, a professora Carla Couto, orientadora profissional do Colégio Magnum Cidade Nova, elaborou um guia com dicas bem bacanas. Vamos publicar aqui algumas delas e o texto completo você vê no nosso site (raggadrops.com.br). ESTUDAR É TRABALHAR No momento de preencher um documento, qual profissão você escreve? “Estudante”. Essa é a sua profissão e, como um “profissional competente”, você jamais poderá se limitar a reler um texto somente na última hora, um dia antes da prova. Isso não é um bom trabalho! Atenção para os fatores externos e internos: Fator externo (ambiente) O ambiente adequado para o estudo deve ser: • Sossegado, de preferência sem música • Com boa iluminação • Com uma mesa (somente com os materiais básicos para o estudo, para que não haja distração com outras coisas: mural de fotos, revistas, computador, celular etc.) • Uma cadeira confortável • Um bom dicionário não pode faltar

BRUNO SENNA/DIVULGAÇÃO

A paz pode ser entendida em valores como a solidariedade, o respeito, a prevenção à violência e a fraternidade. Todos esses conceitos, ligados à cultura, têm o poder de cativar e chamar a atenção das pessoas para uma grande causa. “Nossa missão

Preparacao

////////Arte

conta aí!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fator interno (motivação) Um fator que determina o bom estudo é a vontade de querer saber mais e encontrar um motivo para estudar, ou seja, uma motivação. Sem essa vontade e sem esse motivo o aluno não chegará a nenhum lugar. Para que isso ocorra, o aluno deve saber onde quer chegar. Enfim, ter os objetivos bem definidos. E se a ansiedade aparecer, a melhor forma de lidar com ela é desenvolver a autoconfiança.

AGENDA

Quer saber das melhores baladas de BH e interior de Minas? Acesse: raggadrops.com.br


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quinta-feira, 4 29de dejunho outubro de 2009 de 2009

manda o seu!

Leandro Roque já foi de pedreiro a ilustrador. Hoje, é nome recorrente na mídia. Nas inúmeras vitórias nas batalhas de freestyle, ganhou o apelido de Emicida, matador de MCs. Concorreu no VMB, da MTV, nas categorias rap

tradicionais como Os Racionais e inesperadas, como Cartola. “A gente vai hoje a um show e não acha estranho encontrar emos, punks, patricinhas. Isso é uma conquista e é meu ideal”, orgulha-se. Ele acredita que combate preconceitos ao colocar essas pessoas cantando juntas em um mesmo lugar.

e videoclipe. Tudo isso sem apoio de gravadoras. Produziu sua mixtape e vendeu 6 mil cópias em 6 meses, a R$ 2 cada. Na capa, um boneco com uma fita cassete no lugar do rosto. Usando chapéu de palha e óculos escuros da MTV, o rapper mostrou à Ragga suas ilustrações. Entre elas, vários bonecos como os dos CDs representavam diferentes artistas, de Djavan a Bob Marley. Só uma amostra da variedade de influências absorvidas por ele. Seu rap apresenta inspirações

A derrota no VMB não o incomoda. Acredita que a vitória significaria dizer que não são necessários grandes investimentos para fazer sucesso. “Seriam levantadas questões que não são interessantes para a mídia. Acredito que esse foi o motivo real de a gente não ter chegado lá”, explica. Olhando para frente, Emicida quer gravar um CD oficial, sozinho de novo, se preciso, e investir no site noiz. com.br. Medo do futuro? “Não, o que tenho que fazer, eu faço. Não tenho sonhos, tenho projetos.”

ÊNIO CESAR/DIVULGAÇÃO

POR Natália Martino

Emicida: “Não tenho sonhos, tenho projetos” Circo eleitoral

A política no Brasil, inevitavelmente, já virou piada faz tempo. Quem nunca parou para dar uma risada durante as propagandas eleitorais? O que não falta é candidato bizarro prometendo o impossível, apelando para a baixaria e se fantasiando das figuras mais inesperadas. E, nessa brincadeira, até um macaco ganhou alguns minutinhos de fama. O grande circo eleitoral, com a seleção dos “melhores” candidatos, você confere em um vídeo do Dzaí.

Vai lá: migre.me/9GiP Manifeste seu mundo. Publique um blog, notícia, vídeo, foto ou podcast no Dzaí. A gente está de olho, e quem sabe seu conteúdo não vem parar no jornal?


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

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Por Bruno Mateus*

Em sua quinta edição, Jambolada se afirma como um dos principais festivais de música independente do país

FOTOS: CARLOS HAUCK/ ESP.EM

Canibal, da banda pernambucana Devotos, mostrou um pouco da música que vem sendo produzida no Nordeste

Pato Fu agitou Uberlândia com os maiores clássicos da banda

UBERLÂNDIA – Por cinco dias de impregnante calor, o Jambolada 2009 transformou Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na capital nacional da música independente e espaço de debates sobre cultura e arte de diversas regiões do país. O evento rolou entre os dias 21 e 25 deste mês. Contando com atrações de peso como Devotos, Pato Fu e Sepultura, o Jambolada, realizado pela primeira vez por dois coletivos da cidade, o Goma e o Valvulado, chega à quinta edição e se afirma como um dos mais importantes festivais de música independente do Brasil. Para completar a maratona de 32 shows, uma programação com cinema, fotografia, debates sobre literatura, cultura digital e o 1º Encontro do Circuito Fora do Eixo Minas, uma reunião dos coletivos mineiros. “O Jambolada reúne coletivos de música, literatura, cinema e fotografia. O nascimento de outros grupos possibilitou essa multiculturalidade do evento”, afirma Talles Lopes, integrante do coletivo Goma. “O festival é o instrumento para fomentar essa cultura independente”, completa Alessandro Carvalho, do Valvulado. Na primeira noite de shows, os pernambucanos do Devotos, pela primeira vez em Uberlândia, fizeram um show marcante. Às duas da madrugada soma-

das a um quarto de hora, a 13ª e última banda a pisar no palco de sexta-feira foi o Pato Fu, que teve suas músicas cantadas pelo público. Na segunda noite, outras 13 bandas retumbaram seu som. As mineiras 4instrumental e Porcas Borboletas estavam entre elas. Canastra, banda carioca do ex-baterista do Los Hermanos Barba, foi a última a se apresentar antes da principal atração da noite: Sepultura. O grupo se apresentou na cidade depois de 18 anos. “É um prazer muito grande voltar aqui depois de tanto tempo. A outra vez que a gente veio, era diferente. Agora todo mundo tá sabendo o que está rolando na região e que tem uma porrada de gente tocando”, diz Paulo, baterista da banda. O último dia do festival foi especial. Em uma praça da cidade, onde podiamse ver piqueniques e churrascos improvisados, 2 mil pessoas – foram quase 10 mil nos três dias de shows – assistiram às seis bandas. A belo-horizontina Graveola e o Lixo Polifônico era uma das mais esperadas. No último show do Jambolada 2009, a sambista mineira Maria Alcina botou todo mundo para dançar. .“Tenho muitos anos de carreira e não me lembro de ter feito um show tão emocionante”, disse a artista, que até chorou no palco.

*Repórter e fotógrafo viajaram a convite da organização do evento.

Por que as loiras demoram para beber um iogurte? Porque no rótulo está escrito “consumir em uma semana”.

Por que as plantinhas não falam? Porque elas são mudas.

Por que o elefante não pega fogo? Porque ele já é cinza.

Por que a mulher se divorciou do Hulk? Porque ela queria um homem mais maduro.


Ragga Drops #88