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lis, Machado, Lavras, Monte Belo, Serrania e Santana da Vargem. Só da cidade de Alfenas, o aterro recebe cerca de 1.500 toneladas por mês de lixo, ao custo de R$99,98 por tonelada. Segundo o Secretário de Meio Ambiente desse município, John Strauss, além de o aterro de Alfenas contribuir diretamente para a preservação do meio ambiente regional, ele também alavanca as arrecadações do município. Com a licença definitiva para o tratamento dos resíduos sólidos, no município, a arrecadação com ICMS Ecológico praticamente duplicou, passando de R$17 mil para R$34 mil, já no primeiro mês. Contudo, falta muito para Alfenas se adequar completamente à PNRS. A coleta seletiva, por exemplo, está muito distante de fazer parte da vida dos

alfenenses. A cidade de Varginha, por outro lado, está entre as muitas que ainda não se adequaram à PNRS, depositando os seus resíduos em lixões. O processo de adequação começou em dezembro do ano passado, quando a Prefeitura Municipal celebrou um contrato com a Copasa para a regularização do espaço no qual funcionará o aterro sanitário convencional do município. Tal aterro ficará na Fazenda das Posses, na zona rural do município, a 6 quilômetros do Posto Pedra Negra, localizado na Avenida dos Imigrantes. O investimento estimado é de cerca de R$500 mil para a adequação e impermeabilização da plataforma do aterro, lagoa de armazenamento de chorume, poço de monitoramento da qualidade

LIXÕES

LIXÕES, ATERROS SANITÁRIOS E ATERROS CONTROLADOS:

Recebem resíduos vindos de residências, indústrias, hospitais e feiras. Tudo é simplesmente amontoado em grandes depósitos a céu aberto, oferecendo riscos ao meio ambiente, como a contaminação da água, do ar, do solo e do lençol freático. Os lixões comprometem a saúde da população, pois são focos de germes patológicos, moscas, mosquitos, baratas e ratos, gerando doenças, como: dengue, febre amarela, febre tifoide, cólera, disenteria, leptospirose, malária, esquistossomose, giardíase, peste bubônica, tétano e hepatite. Muitos lixões são clandestinos, visto que, nesta destinação, não existe nenhum critério sanitário de proteção ao meio ambiente. O chorume, liberado da decom-

da água do lençol freático, instalações elétricas e hidráulicas, além do prédio da administração, dentre outros serviços. O início dessas obras está previsto para meados de fevereiro e a previsão é que tal aterro comece a funcionar já no segundo semestre deste ano, momento em que a Copasa também assumirá essa operação por um período de 26 anos. Além da adequação do aterro sanitário, a referida companhia realizará as ampliações necessárias no local, bem como avaliará a utilização de novas tecnologias de reciclagem que possibilitem o aumento da vida útil do espaço. Com a ativação do aterro sanitário, o “lixão” de Varginha, que recebe cerca de 3,9 mil toneladas de lixo orgânico por mês, será desativado.

posição dos resíduos, escorre com o auxílio da chuva e penetra na terra, chegando aos lençóis freáticos localizados abaixo do lixão e contaminando as águas. Além do biogás, outro poluente é liberado pela decomposição do lixo, sendo formado por gases (como o metano, o gás carbônico e vapor d’água) e liberado diretamente para a atmosfera (sem antes passar por algum tipo de tratamento).

ATERROS SANITÁRIOS

Seguem as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Assim, o solo precisa de tratamento de impermeabilização, adequado para receber tanto o lixo residencial quanto o industrial, que foram impermeabilizados. O terreno é nivelado e a selagem das bases é feita com a argila e mantas de PVC. Os aterros sani-

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Revista QShow fevereiro/março 2016 - O Luxo do Lixo  
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