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tatuavam por questões religiosas ou como medalhas de vitórias nas guerras. Várias outras tribos estampavam, nos corpos dos seus membros, o número de pessoas que executavam em guerras, ou, simplesmente, utilizavam as tatuagens para se embelezar. Além disso, as tatuagens eram comumente usadas entre as mulheres da corte dos faraós. Na Ásia, elas sempre foram muito apreciadas, como, por exemplo, entre o povo indígena japonês (Ainu) ou na máfia (Yakuza). Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas tatuavam um número no corpo dos judeus, a fim de identificá-los nos campos de concentração. Não podemos esquecer da tribo Maori, com sua tatuagem tribal. Muitos membros da aristocracia europeia eram tatuados, entre eles, o rei inglês Eduardo VII e o czar Nicolau II, da Rússia. Os marinheiros dos Estados Unidos aderiram fortemente ao estilo como uma forma de expressão pessoal, bem como de reconhecerem os corpos dos que permaneciam perdidos no oceano e se protegerem do recrutamento forçado na Inglaterra. Em 1959, o dinamarquês Knud Gegersen se tornou o primeiro tatuador profissional a atuar no Brasil.

Estilos em alta

Significados

Maori, tribais, animais repletos de simbolismos, frases em outros idiomas. Existem as tatuagens tradicionais, que não saem de moda, mas, cada vez mais, surgem estilos diferentes, que fascinam os que entendem do “riscado”. A tatuagem 3D, que já era produzida na década de 80, voltou com tudo e atrai pelo realismo que transmite. Com ela, são criados objetos, que parecem estar em movimento, e ilusões, que simulam uma pele arrancada, dentre outros. O estilo da aquarela, em que a tatuagem é preenchida com cores vivas, dentro do desenho escolhido para se tatuar, também ganhou espaço, atualmente. A técnica colore com manchas leves, respingos e fusão de cores, como em uma tela de pintura. As geométricas utilizam traços finos e pequenas formas para criar um desenho maior e o pontilhismo abusa dos detalhes em torno das imagens tatuadas. Esses três estilos têm sido frequentemente usados com desenhos de animais selvagens e flores.

Apareceu a vontade de fazer uma “tattoo”? Veja o significado de alguns modelos populares de tatuagem e inspire-se: Âncora: Era utilizada por marinheiros, porém, foi amplamente difundida. Pode ser interpretada como segurança, firmeza e esperança. “La Catrina”: A caveira mexicana, que está em alta, surgiu da ilustração do artista José de Guadalupe Posada e possui como objetivo lembrar que mesmo os mais ricos enfrentam a morte. Além disso, remete à paz de espírito daqueles que já se foram, não com pesar, mas com alegria. Carpa: O peixe colorido, tradicional da cultura oriental, simboliza prosperidade e alegria. Alguns o tatuam simbolizando a força para lutar e alcançar seus objetivos (apontado para cima) ou que seus objetivos já foram alcançados (apontado para baixo). Flor de Lótus: Simboliza superação de dificuldades. É considerada sagrada na Ásia, e, no hinduísmo, está relacionada à criação do universo e é um dos oito símbolos mais promissores do ensino budista.

COMO AS TATUAGENS SÃO FEITAS? Nos métodos mais antigos, cortava-se a pele da pessoa e aplicava-se cinzas sobre o ferimento. Depois disso, as tribos passaram a fazer uso de palitos, pregos, cinzéis e lanças para perfurar a pele e injetar os pigmentos na derme. Em 1891, Samuel O’Reilly adaptou uma máquina de gravação, inventada por Thomas Edison, e criou a máquina de tatuar rotativa.

Pouco se alterou depois da invenção de O’Reilly, que contava com um motor elétrico para guiar o eixo rotatório, levantando e abaixando a agulha. As máquinas mais modernas possuem uma bobina que aumenta a eficiência do condutor e causam menos danos à pele. O que o mercado oferece de mais moderno compreende as máquinas pneumáticas, movidas a gás e com riscos mínimos de infecção.

Foto: Knud Harald Lucky Gregersen mais conhecido como Lucky Tattoo, o primeiro tatuador profissional no Brasil.

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Revista QShow fevereiro/março 2016 - O Luxo do Lixo  
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