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FOTO: WAGNER ROCHA

| TURISMO

Qualidade cultivada no alto da Serra O peculiar e diversificado potencial de Senador Amaral.

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a edição de janeiro, mostramos como a cidade se tornou uma referência nacional em gestão em saúde. Contudo, esse é apenas um dos aspectos que fazem de Senador Amaral uma referência. São pouco mais de cinco mil habitantes vivendo na Serra da Mantiqueira, a mais de 1.500 metros de altitude, onde é possível desfrutar do que é considerado um dos melhores climas do mundo. A temperatura amena, com máximas e mínimas entre 26°C e -5°C, somada ao solo e à geografia com características raras, garante um potencial agrícola exclusivo. Além de o município ter conquistado fama e reconhecimen-

to graças ao cultivo de flores de diversas espécies, tamanhos e cores, Senador Amaral é um dos maiores produtores de hortaliças da região, tais como a batata, mandioquinha e brócolis. O solo e a geografia também são considerados ideais para a plantação de frutas vermelhas, como morango, framboesa, amora preta, ameixa e mirtilo. O clima também potencializa essa produção durante todo o ano, garantindo um sabor mais açucarado e maior durabilidade das frutas. Outra característica fundamental para o sucesso agrícola é a proximidade com a Rodovia Fernão Dias (18 km), que possibilita economia e agilidade no escoamento da produção.

Turismo: Montanhas ideais para prática de caminhadas e montanhismo entre cachoeiras de águas límpidas e vistas deslumbrantes são os principais atrativos turísticos do município. O mirante oferece uma visão panorâmica da Serra da Mantiqueira, de onde é possível avistar o ponto mais alto da região, a Pedra de São Domingos, 30

e, ao fundo, a Pedra do Baú, já no estado de São Paulo, na região de Campos do Jordão. Um dos destaques é a Pedra da Onça, local propício para a prática de rapel. Tudo isso constitui um verdadeiro paraíso natural capaz de garantir momentos de reflexão, aventura e integração com a natureza.

Por Leonardo Miranda

Breve Histórico: A história de Senador Amaral tem início no século XVIII, quando a família Borges doou ao município de Cambuí uma área para a construção de uma igreja em honra a São Sebastião. Logo, as primeiras residências compuseram o lugarejo, batizado primeiramente de “São Sebastião da Lagoa Grande”, devido ao santo padroeiro da região e pela existência de uma grandiosa lagoa nas imediações. Tempos depois, com a ocorrência da extinção (quase total) da lagoa, o povoado veio a se chamar “São Sebastião dos Campos” ou “Capelinha”, para só depois ser nomeado “Senador Amaral”, em homenagem ao Senador Eduardo Amaral. Todas essas mudanças de nomes antecederam a elevação a distrito em 1948. Mas, foi só no ano de 1992 que o município finalmente adquiriu sua independência político-administrativa.

Revista QShow fevereiro/março 2016 - O Luxo do Lixo  
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