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intenso da Amazônia e a cultura soviética. Descemos e depois dos vistos entramos no restaurante do aeroporto. Antes vimos nas vizinhanças algo tão familiar para todos naquele primeiro domingo soviético. Jovens jogavam futebol; apenas um tinha calção. Vestiam roupas de várias cores e falavam nos vários lances. Como no Brasil. Os jovens eram rápidos e jogavam com agilidade e sem violência. Um guarda do aeroporto assistia placidamente.

Noutro lado da cerca, duas pessoas acompanhavam o jogo. Sob um pequeno pavilhão, dois guardas conversam sossegadamente. Havia em tudo um ar de família, de paz, de sabor dominical. No restaurante, comemos caviar e cognac. A moça que nos servia era gorducha e loira, muito clara. Os guardas da Alfândega tinham um aprumo e uma correção cordiais. Chegavam alguns aviôes civis. Lembro-me de um casal, que iam e vinham, não sei se à es-

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pera do embarcar ou se gostavam de caminhar ali como qualquer casal do mundo naturalmente falando de seus interesses que, creio eu, eram coisas do coração. Era um domingo claro e tépido. E a primavera estava chegando. Não sei porque naquele aeroporto de uma cidade na fronteira da U.R.S.S, eu me senti em família, em meio verdadeiramente do povo. Minsk foi uma cidade terrivelmente mutilada pelos alemães. Sofre até hoje as conseqüências

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Edição Especial da Revista PZZ sobre a militância política de Dalcídio Jurandir

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