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comunistas no Pará caravana para o Norte, integrando Hercolino Cascardo (depois foi proibido pelo Ministro da Marinha Protogenes Guimarães); Benjamim Cabello e o Coronel João Cabanas, além da Sra. Mary Martins, representante da União Feminina Brasileira, e outros. No sul anunciavam-se grandes conflitos entre Aliancistas e Integralistas. Felinto Müller colocou inclusive investigadores disfarçados no navio que trouxe a caravana da ANL ao Norte. Ainda em 1934, o aparecimento agressivo do Integralismo na cena política dividiu e radicalizou as cama-

das médias urbanas, acrescentando ao intenso movimento grevista as lutas de rua contra os fascistas nacionais. A movimentação popular serviu de pretexto para o governo pedir a aprovação da Lei de Segurança Nacional e no final do ano, com nova onda de boatos sobre possíveis golpes, desta vez “subversivos”, pretendia-se justificar a aprovação da LSN, chamada pelos setores democráticos de “Lei Monstro”. Foi nesse ambiente político que as forças antifascistas começaram a se organizar. O movimento de oposição, bastante heterogêneo, tinha como grande fator de unidade o sentimento antifascista. A partir desta unidade

básica, que se expressava contra o integralismo, dentro do país, e contra a guerra, no plano internacional, tornouse possível estabelecer um programa de luta, que acabaria por levar à organização da Aliança Nacional Libertadora. Em julho de 1935, o governo Vargas decretou a Lei de Segurança Nacional e, dois meses depois, a ANL foi posta na ilegalidade. Em resposta, agrupados em torno da Aliança Nacional Libertadora organizaram levantes armados em Natal, Recife e Rio de Janeiro. Essas revoltas isoladas foram rapidamente esmagadas, iniciando-se uma fase de violenta perseguição aos comunistas.

www revistapzz com br  

Edição Especial da Revista PZZ sobre a militância política de Dalcídio Jurandir

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