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A visita do Papa em maio a São Paulo, mexeu com a nossa emoção, com nossa espiritualidade. Sejamos nós católicos, como é a maioria dos brasileiros, pentecostais, ortodoxos, espíritas, messiânicos, ou o que quer que sejamos, ao ver a multidão contrita; nós também nos voltamos ao íntimo de nosso ser e procuramos ligá-lo ao divino. E foi por isso que aqui, no Jornal PRÓ-TV, resolvemos publicar uma linda homilia escrita por Frei Yves, pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima, quando da última missa em ação de graças às almas dos artistas mortos no ano que se findou. E Frei Yves a dedicou a todos os artistas: “ E se eu quisesse fechar os olhos por instantes de eternidade e apenas fruir dos sons do universo, a quem pediria música? E se Deus quisesse passear seus olhos pelo amoroso encontro das cores, pelas paisagens sempre renovadas, pelos traços das faces que escondem segredos, a quem pediria que lhe servisse de guia? E se Deus quisesse sentir o frio da pedra e da argila, transforma-se no vigor das formas e dos volumes, a quem pediria conselho? E se Deus silenciasse seus anjos e o coro dos serafins e dos querubins, e o céu só glorificasse no silêncio, a quem pediria para cantar e encher a imensidade de harmonia? E se Deus quisesse rir muito ou chorar um pouco, ou se quisesse pensar de outra forma na vida, no amor, nas dores e nas lutas dos homens, quem escolheria como companhia? E se Deus quisesse enternecer ainda mais com a beleza e quisesse navegar entre as palavras num infinito recriar de emoções, a quem pediria que o encantasse, lendo, declamando, recitando? Deus não precisaria querer tudo isso, porque nele mesmo está a fonte e a inspiração de toda beleza, de toda música, de toda arte. Mas Deus é pai e preferiu querer estar entre os homens, preferiu contar com os artistas. E Deus preferiu sentar-se com os poetas, ouvir os músicos e os cantores, rir e chorar com os atores, sonhar com os pintores e escultores. Deus poderia guardar em si toda a beleza, mas preferiu reparti-la entre os homens e deu a todos os artistas o dom de multiplicar as artes. Que Ele seja sempre a nossa inspiração, o nosso maior desejo, o nosso grande amor, toda a plenitude da beleza que buscamos e perseguimos, paciente e fielmente”. (Yves Terral ) Frei Yves é um religioso, um orientador, um pastor de almas, mas é também um amigo, que faz questão de dar a todos nós artistas, um presente, que vai buscar no fundo de seu coração e o derrama sobre nossas almas, para nossa alegria, nosso crescimento e nossa eterna gratidão. Vida Alves


Record ultrapassa Globo com “O Aprendiz” Na quinta-feira, 17 de maio, a Record superou a Globo em audiência. Foi por 35 minutos durante a exibição de “O Aprendiz 4 – O Sócio”. O programa teve média de 13 pontos no Ibope, com picos de 16. A atração de Roberto Justus tem mantido a média de 10 pontos, com picos de 14. Nesta edição, Justus não demitiu nenhum candidato, causando polêmica na imprensa no dia seguinte.


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Frei Yves é um religioso, um orientador, um pastor de almas, mas é também um amigo, que faz questão de dar a todos nós artistas, um presente...