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2014 começa com novidade: Vem aí a Coleção Pró-TV pág. 10

Janeiro/Fevereiro 2014 | Nº 120

pró_tv

Esta é uma publicação gratuita da Pró-TV / Museu da TV Brasileira - www.museudatv.com.br

revista


editorial

Vida Alves

Novo Ano...Vida Nova...Será? Todos nós, os mortais, os humanos, os seres normais, gostamos de usar tabelas , normas , regras . Não é mesmo? E temos por norma mudar alguma coisa, quando o ano acaba, e quando o ano começa. E essas mudanças muitas vezes são planejadas, às vezes até escritas, pautadas, registradas. Mas, aí vem a pergunta: cumpridas?

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Será que são

Ah, como seria bom que fossem! Ah, como seria construtivo, como seria benfazejo, como seria vantajoso, para cada um de nós. Imaginemos aqueles que fumam, e que na passagem do ano jurassem: Nunca mais fumarei . Ou aquele namorador contumaz , aquele que as mulheres amam, querem, se derretem, mas temem, pois são: galinhas . Oh! Perdoem-me essa palavra tão vulgar, tão grosseira, tão boba até, pois se há galinhashomens , por certo há também as galinhasfêmeas . Viram como consertei um pouco o meu machismo? E, tal qual eles, que não resistem a um rabo de saia, há aquelas que se lançam nos braços de um tipo qualquer. Nem escolhem. Jogam-se à toa. Com fúria, com sofreguidão.Que

tal um pouco de controle, gente? Que tal a norma , a regra , a ordem ? Longe de mim, acreditem, que esta crônica seja uma lição de moral. Longe de mim conselhos idiotas, que não resolvem nada, nem são seguidos por ninguém. Apenas.... apenas.... o que escrever agora? Faltou-me a palavra, faltou-me a expressão correta, faltou-me tudo, faltou-me foi o direito de aconselhar. Afinal, quem sou eu? No quê sou diferente? No quê sou melhor? Em nada, por certo. Em coisa nenhuma. E fico muda, calada, sem ter o que falar.... Mas de repente me vem algo a dizer, que espero lhes seja útil.Como estamos no começo do ano, e queiramos ou não, faremos planos, teremos sonhos, que eles, os sonhos e os planos sejam apenas encaminhados num sentido único, sejam portanto um só: Que neste ano, que agora começa, que eu seja melhor, que eu queira bem ao próximo, que eu seja feliz e que eu colabore, um pouco que seja, para que este mundo seja de paz! E de amor! É isso! Só isso! Que sejamos mais felizes, todos nós! TODOS NÓS!!!

Festa de final de ano Todo ano, quando chegamos ao final, não podemos deixar de fazer um encontro festivo. Afinal, somos amigos, somos amantes da mesma causa: a preservação da memória da televisão. Neste ano, a festa aconteceu em 14 de dezembro, sábado e foi um coquetel. Compareceram 50 pessoas. Alegres, amigas, certas de estarem colaborando com a causa, que sabemos nobre. Houve ainda algo a mais, o livro: Vida Alves Sem Medo de Viver de autoria de Nelson Natalino, um dos diretores da entidade, estava à venda. Uma publicação da Imprensa Oficial, dentro da coleção: Aplauso . E foi sucesso. Alegria geral, e gratidão, pois apesar de termos às vezes dificuldades, caminhamos, vamos em frente sempre. E caminharemos ainda mais, no ano que está entrando. Se Deus quiser. V.A.

Nelson Natalino e Vida Alves durante sessão de autógrafos no encontro de final de ano da Pró-TV


acervo 3

Comediante Lulu Benencase em cena com atriz Lia de Aguiar


história

Fábio Siqueira

20 anos sem Benjamin Cattan O ano de 2014 já se inicia com um importante registro dos 20 anos do falecimento do ator, diretor e produtor de TV Benjamin Cattan. Paulistano, nascido em 21 de abril de 1924, Cattan se projetou inicialmente como ator da companhia teatral, criada por Maria Della Costa e Sandro Polônio, o TPA (Teatro Popular de Arte). Em 1954, fez parte do elenco da montagem da peça O Canto da Cotovia , com direção de Gianni Ratto (19162005). Essa peça inaugurou a ribalta do Teatro Maria Della Costa, em 28 de outubro de 1954. Cattan permaneceu trabalhando com Maria Della Costa e Sandro Polônio, em sua Companhia de Teatro até 1961. E em 1956 estreou na TV, no Teleteatro Grande Teatro Tupi Três Leões , na Peça De Luto Vestiu-se Electra , com direção e produção de Sergio Britto (1923-2011). Seguiram-se memoráveis trabalhos como ator, valendo até mesmo um convite de Cacilda Becker (1921-1969) para Cattan trabalhar em sua Cia. Teatral, no princípio dos anos 60. E em 1966, chegava a vez do próprio Cattan dirigir Cacilda Becker, na novela Ciúme . Em 1961, Cattan colaborou de forma decisiva para a implantação da teledramaturgia, na nascente TV Cultura. Ao lado de mestres do quilate de Raul Roullien, Benedito Corsi, Eugenio Kusnet e Gaetano Gherardi e a cenografia primorosa de Oscar Melliant, levaram ao ar espetáculos diversos. Essa fase da TV Cultura impulsionou carreiras de grandes nomes da historia da TV como Rubens de Falco e Tarcisio Meira. Em 1962, Benjamin Cattan foi eleito por seus colegas como Presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo, onde permaneceu na presidência por dois mandatos, defendendo os interesses da classe artística. *Arquivo Pessoal

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Nesse mesmo ano, regressou a TV Tupi, canal 4 de São Paulo, e foi convidado por seu diretor artístico

Cassiano Gabus Mendes (1927-1993) para trabalhar no Departamento de Teleteatros, na emissora pioneira. Ao lado de colegas talentosos, como Wanda Kosmo e Geraldo Vietri, impulsionou os esmerados programas de exibição de peças teatrais ao vivo na Tupi, com grande sucesso de público e de critica. Em 1964, já como diretor do TV de Vanguarda, levou Shakespeare a telinha , com a Clássica Hamlet, protagonizada por Rildo Gonçalves, Laura Cardoso e Rita Cleos. No mesmo ano, ousou e encantou, dirigindo a primeira adaptação televisiva da obra do grande dramaturgo santista Plínio Marcos (1935-1999), Réquiem para um Tamburim . Em 1966, mais uma vez marcou a história da Televisão ao dirigir Aracy Balabanian, na Peça Antígone , do grego Sófocles. Com a progressiva redução dos teleteatros na Tupi, no final dos anos 60, Cattan passou a trabalhar com as telenovelas e em 1970 obtém seu maior sucesso como novelista, ao escrever a adaptação de Simplesmente Maria , protagonizada pelo par romântico Yona Magalhães e Carlos Alberto. Já numa época de predomínio das novelas da Rede Globo, esse folhetim adaptado por Cattan permaneceu um ano no ar, obtendo grandes elogios da critica especializada. Sua novela seguinte. Hospital foi fulminada por um fato bastante triste, o falecimento da estrela Glauce Rocha, em 12 de outubro de 1971. Mas Cattan congregou o elenco, e mesmo sob a dor dessa tragédia tão inesperada, conseguiu concluir esse trabalho bastante marcante. Com o desaparecimento da Rede Tupi de Televisão, Cattan passou a trabalhar nas outras emissoras, a partir da década de 80, como na Bandeirantes, na Cultura, no SBT e a convite de seu amigo Lauro César Muniz fez em 1989 sua primeira novela na TV Globo O Salvador da Pátria . Curiosamente, dois outros autores que também tiveram grande interação com Cattan nas décadas de 50 e 60, reencontraram esse grande artista nos anos 90: Dias Gomes, em Araponga (1990) e Manoel Carlos em Felicidade (1991). Esse é um breve panorama da obra televisiva do grande profissional de TV Benjamin Cattan, tão querido e respeitado pelos colegas, tão premiado pela imprensa (é detentor de 4 Trofeus Roquette Pinto e de 4 Troféus Imprensa) e tão aplaudido pelos telespectadores nessas cinco décadas de história na TV, encerradas com seu falecimento em 09 de janeiro de 1994, aos 69 anos.

Benjamin Cattan na década de 1980


2014 com o pé direito

*Divulgação TV Globo

acontece

Elmo Francfort

Depois de um 2013 cheio de mudanças, a Rede Globo começa com outro fôlego o ano de 2014. O clima de férias imperou em sua grade de programação, com grande ênfase à teledramaturgia. Às noites, tivemos uma bela grade de filmes brasileiros na sessão Cinema Nacional , com títulos como Até 5 Que a Sorte nos Separe , O Palhaço , Tropa de Elite 2 e muitos outros. Outros destaques do cinema foram apresentados em forma de série, como O Tempo e o Vento e Isis Valverde e Cauã Raymond Serra Pelada , ambos no lançamento de “Amores Roubados” da Globo Filmes. Destacou-se também a série em 10 capítulos, Amores Roubados , com Cauã Reymond. Já na terceira semana de janeiro foi a vez do Vale a Pena Ver De Novo apresentar uma novidade: a partir de 13 ela passou a ser apresentada numa dobradinha a última semana da reprise de O Cravo e a Rosa com a primeira de Caras e Bocas logo em seguida. Para terminar, a Rede Globo lançou o portal GSHOW (www.gshow.com), voltado a toda área de novelas e séries. Outro destaque positivo, à parte da dramaturgia, foi o Sai do Chão . Este programa musical, dominical, foi apresentado por talentos como Anitta, Luan Santana e Thiaguinho. Nele trouxeram amigos, cantaram suas principais canções e falaram de suas carreiras.

Rápidas ... Quem estava com saudades de Ione Borges, pode vê-la nas férias de Ronnie Von no Todo Seu , de 13 a 19 de janeiro, na TV Gazeta. ... Confissões de Adolescente , sucesso na Cultura e na Band nos anos 90, agora virou filme. Vale a pena ir ao cinema!

*Divulgação

... O SBT está apostando todas as fichas, na série Patrulha Salvadora , uma extensão da novela Carrossel .

Parte do elenco da nova versão de “Confissões de Adolescente”


especial

Maria Thereza Gregori: muita saudade Falar de Maria Thereza Gregori é falar de saudade. É falar de lembranças boas. É falar de televisão criativa, justa, grandiosa. Mas como usar palavras tão intensas, se estamos nos referindo aos princípios de nossa televisão?

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Há quem diga, com ar de desprezo, que aquela era a época da televisão à lenha . Que seja! A parte técnica, sem dúvida, era primária, sem grandes charmes, quase artesanal. Mas e o conteúdo? E o contexto e a criatividade? Maria Thereza Gregori, descendente de família italiana, começou a trabalhar cedo, formou-se em Contabilidade e foi assessorar o Dr. Alfredo Mesquita, diretor da Escola de Arte Dramática de São Paulo. E qual não foi sua surpresa e até seu susto, quando a TV Tupi de São Paulo a convocou para apresentar a Revista Feminina , o primeiro programa inteiramente dedicado à mulher, e que deveria preencher toda a tarde televisiva, até então sem programação. Para dirigi-la foi convocado o grande Abelardo Figueiredo. E a dupla fez sucesso total. Todas as áreas, que até hoje enfeitam os programas femininos, foram criados por eles. TODOS. Sem exceção. Moda, arte, culinária, assuntos médicos, divulgação de eventos, música.... Ah, quanta coisa! E que cantores ali estiveram? Até Roberto Carlos pediu uma vaguinha à Maria Thereza. E ela, a mais educada, carinhosa e prestativa, atendia a todos, e recheava o programa com grandes números.

Maria Thereza Gregori no programa "Revista Feminina" da TV Bandeirantes

Falar de Maria Thereza Gregori, é falar de uma moça fina, amiga, verdadeira excelência da categoria. Irmã de José Gregori, que foi por duas vezes ministro do governo federal do Brasil, Thereza ficou no ar na TV Tupi por 13 anos. Depois foi para a TV Bandeirantes e TV Gazeta. Ao todo seu programa ficou 25 anos no ar. Amiga de todos, tinha por Vida Alves um carinho e respeito especial, no que era inteiramente correspondida. Na foto da página ao lado, ei-las no Palácio dos Bandeirantes, de São Paulo, aos seus maridos. O de Vida, o engenheiro Gianni Gasparinetti e o de Maria Thereza, o publicitário Átila. E ali estavam para um jantar e a recepção da rainha Elizabeth II, da Inglaterra, em visita a nossa pátria. Maria Thereza nos deixou nos mês passado, no dia 17 de dezembro de 2013. Choramos. Assim como choraram seus filhos Marcelo e Átila Junior e todos os seus familiares, amigos e fãs. Mas, por mais que a lembremos e choremos, jamais lhe daremos o troco, pelo tanto que ela fez por nós, e pela televisão brasileira. Ela foi realmente grandiosa. Que Deus a tenha em bom lugar. Pois ela merece. V.A.


especial 7

Vida Alves, Maria Thereza Gregori e seus respectivos maridos


para ler

Marcela Bezelga

Para ler, ouvir e se emocionar Lançado em 2002, A Hollywood Brasileira Panorama da Telenovela no Brasil , de Mauro Alencar, é mais um dos livros que está disponível na biblioteca da Pró-TV. A obra traça um panorama de toda a trajetória das telenovelas brasileiras desde Sua Vida me Pertence , primeira novela a ir ao ar no Brasil em 1951, estrelada por Vida Alves e Walter Foster. A cronologia das telenovelas é sempre entrecortada por muitas informações sobre as emissoras brasileiras, o início das transmissões no país e o desenvolvimento da televisão no Brasil.

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Além da riqueza em detalhes históricos e técnicos sobre cada uma das telenovelas retratadas o autor aborda também com muita clareza a questão da influência das tramas na vida e nos costumes dos telespectadores, mostrando que a telenovela brasileira é companhia importante em milhares de lares e faz parte das conversas familiares e entre amigos, sendo um espelho da realidade. Uma obra não apenas para ser lida, mas para ser ouvida também, pois vem acompanhada de um CD com 18 temas de importantes telenovelas. Você vai reviver momentos e se emocionar com as lembranças dessas telenovelas que fizeram parte da história da TV brasileira e da vida de muitos telespectadores. Visite nossa biblioteca e conheça esse e outros livros. De segunda a sexta-feira das 10h às 18h (agende sua visita pelo telefone 3872-7743).

Reginaldo Rossi, conhecido e amado como Rei do Brega, nos deixou em 20 de dezembro de 2013. Morte muito sentida, pois além de grande cantor e compositor, era ele um homem culto, professor de física e matemática.

*Arquivo Pessoal

Adeus, Reginaldo Rossi!

Começou imitando Roberto Carlos, mas criou estilo próprio e ganhou todo o Brasil. Seu jeito brincalhão, maroto, criativo, ganhou as platéias e vendeu inúmeros discos. Ninguém o esquecerá jamais. Um grande cantor. Uma maravilhosa criatura humana. Descanse em paz! V.A.

Reginaldo Rossi durante um de seus shows


Saudade: Marly Marley Muitos dos que viam aquela mulher simpática e emotiva julgando os calouros do programa Raul Gil sabiam da trajetória da grande artista que foi Marly Marley. Jurada fixa do programa desde 1987, Marly Marley foi uma das poucas vedetes (foto ao lado) que venceu na carreira artística após o declínio do Teatro de Revista no final dos anos sessenta, sem ficar com o estigma de artista do rebolado. Marly de Souza Pinheiro Machado Bellinati Salco nasceu, em 5 de abril de 1938, na cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso, e sonhava ser professora. Mas aos dezesseis anos viu seus planos mudarem completamente. De férias com a família em São Paulo, conheceu a vedete Iracema Vitória, que estava hospedada no mesmo hotel que ela. Iracema apresentou Marly para o produtor Silva Filho, que logo a contratou para integrar o elenco (com documentos falsos) da peça Da Vassoura ao Crevrolet (1954), uma paródia sobre seu conterrâneo Jânio Quadros. Marly, agora Marley, passou a integrar a companhia de operetas de Pedro Celestino, permanecendo por dois anos. Depois retornou às revistas, estrelando o espetáculo Quo Vardis (1957), da companhia de José Vasconcelos. Nesta época, Dercy Gonçalves precisava de uma moça jovem e bonita e contratou Marly para atuar na peça Dona Violante Miranda (1958) e foi aí que a atriz ganhou evidência. Mas a revistas eram o verdadeiro palco de Marly Marley, que integrou as companhias de Otelo Zeloni, Ronald Golias, Gibe e outros, atuando em peças como Elas Não Usam Baby Doll (1959), Mulheres em Bossa Nova (1960), De Umbigo de Fora (1962), Miss Universo é Nossa (1963), Ta Sobrando Mulher (1963), Vai Acabar em 1969 (1963), Esta é de... Fru Fru

(1964), Só Porque Você Qué (1964), O Ex Cunhado do Presidente (1964), Pega Mata e Come (1965), etc. O Teatro de Revista nunca obteve em São Paulo o mesmo sucesso que fazia no Rio de Janeiro, e poucas companhias paulistas foram bem sucedidas. Mas foi em São Paulo que Marly Marley reinou absoluta, tornando-se a mais popular das revistas paulistas. Sua coroação definitiva ocorreu em 1963, quando foi eleita Rainha do Teatro de Revista de São Paulo , e seu castelo era o Teatro das Bandeiras (demolido para dar lugar ao Terminal Bandeira, de ônibus). Sua estreia em televisão foi em 1959, pelas mãos de Abelardo Figueiredo, que a levou para embelezar o elenco do programa Folias Philips , na TV Tupi. No mesmo ano, Marly Marley assinou contrato com as Organizações Victor Costa, e lá começou a trabalhar no programa Ronda do Bairros, apresentando por Silvio Santos. Não era eximia cantora, mas dava seu recado, gravando algumas marchinhas de carnaval e apresentou-se como cantora em inúmeras boates paulistas e até em rádios no Uruguai e Argentina. Na OVC também Marly apresentou o programa Miss Campeonato, no ano de 1961. O Teatro de Revista tornava-se cada vez mais apelativo, e Marly começou a ficar desgostosa do gênero, aderindo de vez a televisão. E foi no programa Silvio Santos que ela participou de seu primeiro júri. Em 1968 inaugurou a TV Bandeirantes, participando do programa do cômico Ankito. E neste programa conheceu o humorista Ary Toledo, com quem se casou no mesmo ano, permanecendo casada até o final de sua vida. Também passou pela TV Record antes de fixar-se definitivamente no SBT. Em 1987 entrou para o programa Raul Gil e também retornou aos palcos, desta vez atuando e produzindo o enorme sucesso O Vison Voador, que ficou em cartaz por mais de dois anos. Fez filmes com Mazzaropi nos anos 60 e retornou ao cinema no filme Chega de Saudades (2008), de Laís Bodanzky. Marly Marley faleceu em 10 de janeiro de 2014, aos 75 anos, vítima de câncer de pâncreas.

Festa para Nelson Natalino Guarulhos é uma cidade grande. De mais de um milhão de habitantes. E, ainda que tão próxima a São Paulo, não é São Paulo. E qual a grande diferença? A amizade, a fraternidade, a ligação de todos com todos, pois faz pouco tempo que cresceu e se tornou enorme.

Na que dedicou a Nelson Natalino, autor de vários livros, entre os quais: Vida Alves Sem Medo de Viver , convidou Vida Alves, que não podia deixar de comparecer.

A livraria Nobel é grande. Sua diretora Vera Novo, uma grande mulher. Não apenas vende livros, mas reúne amigos, faz palestras.

E a reunião foi mais que palestra, ou sarau. Foi confraternização, foi festa. Teve músicas, abraços, beijos e venda de livros, claro. Foi uma ótima noitada . Adoramos. V.A.

de olho na arte

Diego Nunes

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cidade da tv

Dobradinha para o Verão 2014 Suas férias ainda não terminaram? Com este calor nós indicamos que conheçam a Cidade da TV, em São Bernardo do Campo, e a Cidade da Criança, que fica ao seu lado. É uma ótima opção para o verão. Lá o visitante poderá caminhar, conhecer a Vila Redenção, visitar os brinquedos, e claro: conhecer toda história da televisão de uma forma divertida.

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São duas boas opções para as férias. Sobre a Cidade da TV, conheça mais no site www.cidadedatv.com.br. Ela e a Cidade da Criança ficam na Rua Tasman, 301 Jardim do Mar, em São Bernardo do Campo (SP). Ingresso: R$ 5,00 (por pessoa) ou R$ 35,00 (dentro do Passaporte da Cidade da Criança). Funciona de terça a domingo, das 9h às 17h. Visitem!

2014: O ano da Coleção Pró-TV A Coleção Pró-TV está chegando. Em 2014 vários títulos serão lançados neste selo feito em parceria entre a Editora In House e a PróTV. Parte da renda será revertida aos trabalhos de nossa associação.

em dramaturgia no Brasil, com a supervisão do doutor em teledramaturgia da USP, Mauro Alencar.

Com muita informação e recheada de fotos raras, vai o destaque para Televisão Brasileira: O Primeiro Beijo e Outras Curiosidades , de Vida Alves, que conta o início da história da TV e da telenovela no Brasil.

São centenas de verbetes, com novelas de todas as emissoras. Há também Regiani Ritter: Além dos Vestiários , de Letícia Antunes a biografia de uma das grandes profissionais do esporte no rádio e na televisão, que hoje dá nome ao troféu da ACEESP Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo.

Entre os primeiros livros estão a reedição de um clássico da literatura especializada em TV: Memória da Telenovela Brasileira , de Ismael Fernandes, numa versão atualizada das produções

Em 2014 teremos vários lançamentos. Em breve, os livros serão vendidos pelo site www.inhousestore.com.br e nas principais livrarias do país.


01 Ricardo Gouveia 01 Wilma Peramezza 01 Reimy 01 André Dias 02 Débora Duarte 02 Rita Guedes 03 Flamineo Fávero 03 Paulo Vilhena 04 Elias Gleizer 06 Carlos Manga 06 Cássia Kiss 06 João Kralik 06 Márcia Real

07 Nicette Bruno 09 Paulo Goulart 09 Paulo Afonso Miessa 11 Patrícia Pillar 13 Renato Aragão (Didi) 13 Jéferson Cardoso 14 Joelmir de Oliveira 14 Marco Aurélio Dias 16 Éderson de Oliveira 17 Taumaturgo Ferreira 17 Mel Lisboa 18 Nelson Gonçalves Jr. 19 José Sebastião

20 Marina Toledo 22 Marília Pêra 23 Brancato Júnior 25 Beth Goulart 25 Carolina Ferraz 27 Dan La Laina Sene 27 Ary Fontoura 27 Raul Gil 28 Maitê Proença 28 Marcello Antony 28 Fernando Loureiro 31 Maurício Schermann

Fevereiro 01 Luiz Francfort 01 Nadir Fernandes 01 Adriana Lessa 02 Luiz Gustavo 02 Maximira Figueiredo 02 Vivian Regina Bifulco 03 Bárbara Fázio Durst 04 Sabrina Sato 05 Laurindo Guzzi 05 Wanda Stefânia 05 Regina Duarte 05 João Roman Neto 06 Cláudia Ohana 08 Vanessa Vheelker

10 Josemar A.P. Fuzari 10 Cauby Peixoto 10 Roberto Petri 11 Paulo César Grande 11 Flávio Prado 11 Guy Loup 11 Edwin Luisi 11 Mário Prata 12 Regina Martinez 13 Bóris Casoy 13 Dino Moreno 15 Tito Bianchini 16 Valter Leite 17 Dayse Bregantini

O Brasil se calou Morreu Márcio Antonucci, um dos VIPS. A dupla de irmãos apareceu no tempo da Jovem Guarda . E fez sucesso. Escolheram o nome: VIPS. Seus nomes: Ronaldo Luis e Marcos Augusto. Sempre dedicados ao rock and roll. Entre seus sucessos, salientaram-se: A Volta , Largo Tudo e Venho te Buscar e principalmente: É Preciso Saber Viver . Venderam 3 milhões de discos. Sucesso total. Marcio Antonucci nos deixou em janeiro de 2014. Estava com 68 anos de idade. Grande perda, para todos.

Adeus, Nelson Ned Nos deixou também o pequeno grande cantor. Quase impossível acreditar. Um corpo tão pequeno e uma voz tão grande. E não

aniversariantes

Janeiro

11 18 Cristiane Torloni 18 Cuberos Neto 18 Priscila Fantin 18 Fábio Rolfo 19 Alberto Dines 21 David José 22 Aracy Balabanian 24 Antonio Bellini 25 Mohamad Said Mourad 26 Celso Luiz Tavares 27 César Monteclaro 28 Ruvin José

apenas grande, mas perfeita, bem colocada, forte, maravilhosa. Nelson Ned foi o primeiro cantor brasileiro a alcançar a vendagem de um milhão de discos. E não conquistou só o Brasil. Fez sucesso em muitos países, entre os quais, os Estados Unidos. O mundo jamais esquecerá: Tudo Passará , Meu Jeito de Amar , Jesus está Voltando . E tudo o mais que ele gravou e nos presenteou. Nelson Ned nos deixou em 5 de janeiro de 2014. Jamais esqueceremos o O Pequeno Gigante da Canção . A ele toda a nossa emoção e a nossa gratidão. V.A.


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Expediente Direção: Vida Alves | Design: Elmo Francfort e Nelson Gonçalves Junior | Redação: Vida Alves, Elmo Francfort, Élida Alves, Fábio Siqueira, Nelson Gonçalves Junior, Diego Nunes e Marcela Bezelga Fotos: Francisco Rosa e Acervo Pró-TV | Secretaria: Lú Bandeira Tel: (11) 3872.7743 | Site: www.museudatv.com.br | Twitter: @museudatv E-mail: protv.museudatv@gmail.com | Facebook: www.facebook.com/museudatelevisao.protv Expediente: Segunda a sexta - 10h/18h | Venha nos visitar. Agende sua visita!

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