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“Muitas vezes os nossos sonhos vão ficando grandes demais, e a empresa em que trabalhamos nem sempre é capaz de suportá-lo, daí a necessidade de experimentar algo novo” Everton Cruz

sada e planejada, que, em 2011, resultou na abertura da empresa”. Como havia a questão dos custos, os dois só saíram do planejamento para a prática quando Raphael foi demitido. “Logo nos primeiros meses, estabelecemos contratos importantes, ou seja, funcionou de forma bem natural, sem maiores complicações. Mesmo porque nosso investimento inicial foi relativamente baixo. A dificuldade inicial foi procurar um formato de negócio que cabia no bolso, inicialmente, sem entrar no vermelho, e entender como funciona a parte burocrática”, comenta Sagatio. Outra comunicadora que optou pelo MEI foi a Renata Gamelo, da Renata Gamelo Soluções Estratégicas para Setores Criativos (PE). Ela comenta que sempre teve uma postura curiosa, engajada e empreendedora. Renata via que, apesar da formação universitária não dar as ferramentas para vender o trabalho/serviço ou empreender seu próprio negocio de forma autônoma, ela foi buscando áreas de atuação que a fizessem se apaixonar e aprender. “Trabalhei em redação de jornal, agência de publicidade, escritório de design, empresa de embalagens, fiz trabalhos freelancers de cenografia e direção de arte para vídeo, teatro e exposições. Tive uma experiência de trabalhar por sete meses em uma pesquisa no Centro Metropolitano de Diseño, em Buenos Aires/Argentina, uma cidade onde o empreendedorismo é muito forte a despeito das crises e é também muito estimulado pelas políticas públicas locais”. Voltando ao Recife surgiu a oportunidade de dividir um espaço de trabalho inspirador com um grupo de amigos e também parceiros de trabalhos anteriores. “Estamos cada

Felipe Pereira, diretor da Unu Soluções: “Mensalmente as contas tinham que fechar e era complicado. Para conseguir, acabava aceitando qualquer serviço que aparecia e isso fez com que diversificássemos muito nossos serviços, perdendo o foco” 20

qual empreendendo seu negócio, em um espaço colaborativo comum e, eventualmente, nos integrando em projetos maiores. Temos uma equipe com fotógrafos, designers gráficos, designers de produto, cenógrafos e produtores. Alguns são MEI, outros Simples, a depender da demanda integramos as empresas para supri-la. Acho que o empreendedorismo no nosso Estado precisa ser melhor estimulado”. As obrigações trabalhistas são outro impedimento, na maioria das vezes. Pois tem empresa que não sabe lidar com isso e acaba atuando na informalidade, correndo riscos maiores, sem legalizar seu pessoal. “Aqui na Multi temos carteira assinada para todos, desde a experiência, mas não é uma prática do mercado. Muitas vezes as agências querem cumprir, mas não conseguem porque onera bastante os custos e a rotatividade é alta”, observa Patrícia Natuska. Um fato raríssimo por sinal, em se tratando de mercado de comunicação. Praticamente todos operam na ilegalidade trabalhista. Vale lembrar que, no dia que bater uma fiscalização, o prejuízo pode ser muito maior. UM NOVO SEGMENTO – Foi a necessidade de experimentar algo novo que levou Everton Cruz, da Agência Giravento (PE) a abrir uma empresa de comunicação. Everton era modelo na Europa, voltou ao Brasil e ficou sendo piloto de aeronave freelancer em São Paulo. E foi em uma viagem que

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Revista Pronews 158  

Edição de Maio de 2013 Criação da Capa: Cordel Comunicação (PE)

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