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Págs 22 à 29

Págs 14 10 à 16 12

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Sumário

06 PALAVRA DO PRESIDENTE Conra as palavras do presidente da CBO para todos os leitores.

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49 CALENDÁRIO 2017 Veja os principais eventos de Maio2017

INFORMATIVO TÉCNICO No informativo técnico desse mês o Gilson aborda um tema que vem gerando muita discussão entre os atletas a mudança das categorias para 2017

10 COMUNICADO CBO A A CBO CBO emitiu emitiu um um comunicado comunicado aos aos clubes, clubes, informando informando os os procedimentos procedimentos para para aa realização realização de de eventos eventos para para oo WOD2017, WOD2017, conram. conram.

18 ORIENTAÇÃO E A ESTRADA REAL Texto enviado pelo leitor Carlos Alberto, falando sobre a corrida de orientação e a região da Estrada Real

32 COMO FOI

22 1ª ETAPA CAMBOR 2017 Conra detalhes da 1ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação, realizado em Tiradente-MG.

Conra os que rolou nos principais campeonatos de orientação do Brasil em abril


Editorial Editorial Olá amigos e amigas orien stas! Mais um mês e aqui estamos, trazendo as principais no cias da orientação do Brasil. A Revista PrisMagazine de Abril 2017, número 18 ano II, está apresentando um compilado do que de melhor ocorreu na 1ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação, ocorrida na cidade de Tiradentes-MG. Contamos com a contribuição da organização do evento e da Federação Mineira de Orientação para elaboração da matéria. O atleta destaque desta edição será Carlos Henrique, uma promessa no esporte. O atleta foi 2º colocado na 1ª etapa do CamBOr e faz parte da equipe brasileira que par cipará do WOC2017. Ainda contamos com a coluna fixa de nossa revista, assinada pelo o nosso presidente CBO, o Sr. Luiz Sergio Mendes em sua coluna “Palavra do Presidente”, destaque também para um comunicado da CBO falando sobre o WOD 2017. Também temos a coluna “Informa vo Técnico”, sempre assinada pelo diretor técnico Gilson Schropfer, que traz neste mês um assunto que vem gerando muitas discursos entre atletas e federações, “Novo formato de Categorias adotadas em 2017”. Acompanhe nesta edição detalhes dos eventos que movimentaram o mês de abril, na coluna “Como Foi”. Uma matéria enviada pelo atleta Carlos Alberto de Almeida, Corrida de Orientação e a Estrada Real, vale a pena conferir. Veja ainda o calendário de eventos programados para o mês de Maio de 2017. Aproveitem e se mantenham informados com a REVISTA PRISMAGAZINE. Gostaríamos de agradecer a todos os leitores por acompanhar e divulgar nossa revista, é um trabalho árduo, mas gra ficante.

Jeremias Araújo Diretor de Edição

Expediente Equipe Edição Jeremias Araújo Rafael Dantas

Diagramação, arte e criação Jeremias Araújo - jqcaraujo@gmail.com

Colaboradores Luiz Sergio Mendes - preside.cbo@gmail.com Gilson Schropfer - diretortecnicocbo@yahoo.com.br Antonio Dmeterko - antonio.dmeterko@uol.com.br Marden Sousa - guerreiro_ef@yahoo.com.br Alberto Mello - amaralmello@hotmail.com Andre Pivoto - pivotoandre@gmail.com

COCAMP P I A U - c.o.campinas@hotmail.com Nilo Cesar - nilo@qembalagens.com.br Aislan Bacha - aislanbacha@gmail.com Evandro Prieto - evandroprieto@gmail.com Valmir Bispo - st92vbsantos@gmail.com

Contato Comercial: (83) 9-8878 - 6800 Email: revistaprismagazine@gmail.com Site: www.primagazine.com.br Facebook: h ps://www.facebook.com/revistaprismagazine Instagram: revistaprismagazine


PALAVRA DO PRESIDENTE O todo é mais do que a soma de suas partes A força e a energia de uma ins tuição como a CBO residem em suas en dades de prá ca, os clubes. Considerando que a cria vidade, o aprendizado, o desenvolvimento e a mudança são comuns a todos os sistemas vivos, como estes processos se manifestam em nossa organização humana? Para responder a tal pergunta, precisamos nos voltar a uma caracterís ca fundamental dos seres vivos; a emergência natural de uma nova ordem. Nos seres vivos, esta emergência ocorre em momentos de desequilíbrio. Portanto, a emergência surge na criação de novidades, que muitas vezes são diferentes daquilo que as originou. Na natureza isso é chamado de “avanço cria vo da natureza” e é uma caracterís ca fundamental dos seres vivos. Numa organização como a nossa, a emergência de uma nova ordem pode surgir de um simples comentário de insa sfação de um atleta em uma compe ção, que para muitos nem importância tem, mas que é muito significa vo para quem opta por ser “incomodado” por ele. Este fato gera uma onda de vários ciclos de resposta e se amplifica até que a organização não pode mais absorvê-lo em seu estado atual e conclui-se que é preciso mudar. Quando isso acontece, um ponto de instabilidade é a ngido. O sistema não pode mais conviver com alguns pos de situação e é forçado a abandonar algumas de suas estruturas, comportamentos ou crenças. O resultado inicial é um estado de confusão, incerteza e dúvida, mas desse estado semicaó co, emerge uma nova ordem, organizada em torno de um novo significado. A nova ordem não foi planejada, mas emergiu como resultado da cria vidade cole va da organização. Este processo exige alguns estágios dis ntos. De início, é necessário haver uma dose de abertura na ins tuição (ou nas ins tuições, se consideramos as federações também), a fim de colocar o processo em movimento. Também é preciso que exista uma rede a va de comunicação para absorver as respostas emi das por quem está insa sfeito. Este movimento de emergência de uma nova ordem não é um movimento linear e nem é fácil de ser entendido. Por esta razão, temos dificuldade para assimila-lo e ficamos meio perdidos. A tendência de muitos é se fechar em copas perante as crí cas a um evento que organizou. É mais ou menos isso que estamos vivendo na orientação brasileira; um momento de emergência de uma nova ordem, uma nova forma de fazer as coisas. Neste processo, teremos eventos muito bem organizados e outros tendendo às velhas prá cas e resultando em frustração e reclamações. É preciso entender que vamos superar esta fase pois as estruturas humanas, como a CBO, possuem estruturas planejadas e estruturas emergentes. As planejadas são as estruturas formais da organização, descritas nos seus documentos e regras oficiais. São elas que norteiam a condução e dizem como os eventos devem ser. As estruturas emergentes são criadas pelas redes informais e pelas en dades de prá ca. Elas são diferentes, mas ambas são necessárias e fundamentais ao desenvolvimento ins tucional. Entenda-se que as estruturas planejadas oferecem as regras e ro nas necessárias ao seu funcionamento e as emergentes fornecem a novidade, a cria vidade e a flexibilidade. E são as estruturas emergentes, aliadas às planejadas, que podem oferecer eventos de grande qualidade, mas também, eventualmente, oferecem eventos de qualidade indesejável quando se está preso à velhas prá cas. É neste ponto que volto ao tulo desta matéria: O todo é mais do que a soma de suas partes. Quem es ver atento poderá observar que não podemos julgar o todo em função de apenas um evento e que a tendência é de melhoria. Neste ambiente complexo, cabe às en dades de prá ca dar o tom do desenvolvimento do nosso esporte dentro do Brasil. São as pessoas que as formam as responsáveis por organizar nossos eventos e para isso seguem as normas planejadas, mas para que possam ter resultados de alta qualidade é necessário que saibam u lizar as estruturas emergentes, ou seja, que abandonem os velhos hábitos e busquem inovar, fazer a diferença e atender ao que o nosso público alvo (os atletas par cipantes) quer: eventos bem organizados, com mapas de qualidade, sem atrasos, sem erros grosseiros de organização e que ofereçam diversão e desafio aos que dele par cipam. Sem que isso seja entendido, não será possível crescermos, pois na medida em que conquistamos adeptos ao esporte em um dia, os perdemos no outro quando lhe oferecemos eventos improvisados, com baixa qualidade de organização. Portanto, cabe a todos nós entendermos o todo e focarmos na parte, para que esta seja sempre executada na melhor qualidade possível. Não é tão di cil assim. LUIZ SERGIO MENDES Presidente da CBO


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INFORMATIVO DIRETOR TÉCNICO CBO Por Gilson Schropfer Diretor Técnico CBO

NOVO FORMATO DE CATEGORIAS ADOTADAS 2017 NA

CBO

Texto: Gilson Schropfer, Direto Técnico CBO

Fazendo parte do obje vo de buscar prá cas que contribuam sempre com a evolução da orientação, estamos adotando novas posturas que atendam as normas em vigor e cada vez mais buscando atender aos anseios dos orien stas brasileiros. Houveram algumas mudanças em nossas regras onde todas as decisões tomadas foram decorrentes de propostas onde todos podem par cipar com suas ideias, que são analisadas pela nossa Comissão de Regras e colocadas em votação perante a Conferência das Federações, sendo assim uma forma democrá ca com ampla par cipação. Neste ano de 2017 estamos colocando em prá ca um novo sistema de divisão de Categorias, que diferencia um pouco os eventos Regionais, Estaduais e Municipais do Evento maior de nível nacional CamBor, que a par r de 2019 passa a ser em uma única Etapa. Foram apresentadas algumas propostas de redução das Categorias, que após um grande debate aberto, foi posta em votação e aprovada pela Conferencia das Federações, o novo modelo que abaixo será detalhado. Antes de se fazer esta mudança foi preciso fazer uma profunda analise de todas as conseqüências. Para evitar conseqüências nega vas foram adotados estes modelos, por já estarem em uso em mais de uma Federação por mais de 2 anos, onde já foram testados e analisados, obtendo bons resultados. O SITE CBO está dinamizado, e trás diariamente novas informações, portanto é uma ferramenta que está a disposição de todos os orien stas. Concito a todos que acessem www.cbo.org.br e visualizem os documentos onde trazem as informações mais importantes sobre Regras e Compe ções. O Item 02 - RGOP 2017 trata de maneira Geral de todas as Regras da modalidade; O item 03 - Regulamento de Compe ções, é um documento novo onde versa sobre todas as compe ções oficiais da CBO. NOVO FORMATO DE CATEGORIAS ADOTADAS 2017. COMPETIÇÕES NACIONAIS: Na RGOP 2017/ Regra 21: apresenta a “N” como categoria não compe va, com fins exclusivos para o aprendizado dos compe dores novatos, sendo subdividida por idade conforme se segue: HIN/DIN .................Infan l (até 12 anos) HJuvN/DJuvN.........Juvenil (de 13 a 16 anos) HJN/DJN.................Junior (de 17 a 20 anos) HAN/DAN…………..Adulto (de 21 a 34 anos) HMN/DMN...............Máster (de 35 a 44 anos)


08 HSN/DSN................Sênior (de 45 a 54 anos) HVN/DVN................Veteranos (de 55 a 64 anos) HVIPN/DVIPN.........VIP Very Important Person (acima de 64 anos) Obs: Apenas houve a mudança das Categorias dos Novatos, as outras não sofreram nenhuma alteração. Premiação: O grau de dificuldade “N”, por não ser considerado compe vo, tem o obje vo de aprendizado do atleta. Todos os atletas que par ciparem das categorias com este grau de dificuldade receberão medalha de par cipação, sem dis nção de classificação, no início da cerimônia de premiação.

COMPETIÇÕES REGIONAIS, ESTADUAIS e MUNICIPAIS: O CAPÍTULO VI do Regulamento de Compe ções apresenta um novo formato para estas compe ções, que serão realizados com as seguintes formações de Categorias para fins de distribuição dos atletas: HOMENS REGIONAL/ ESTADUAL H INFANTIL N H INFANTIL B H JUVENIL N H JUVENIL B H JUVENIL A H JUVENIL E H JÚNIOR N H JÚNIOR B H JÚNIOR A H JÚNIOR E H ADULTO N H ADULTO B H ADULTO A H ADULTO E H MASTER N H MASTER B H MASTER A H SENIOR N H SENIOR B H SENIOR A H VETERANO N H VETERANO B H VETERANO A H VIP N H VIP B H VIP A HN1 HN2 HN3

HOMENS NACIONAL H10N / H12N H12B H14N / H16N H14B / H16B H14A / H16A H16E H18N / H20N H18B / H20B H18A / H20A H18E / H20E H21N H21B H21A H21E H35N / H40N H35B / H40B H35A / H40A H45N / H50N H45B / H50B H45A / H50A H55N / H60N H55B / H60B H55A / H60A H65N e acima H65B e acima H65A e acima HN1 até 10 anos HN2 10 a 14 anos HN3 15 anos acima

DAMAS REGIONAL/ ESTADUAL D INFANTIL N D INFANTIL B D JUVENIL N D JUVENIL B D JUVENIL A D JUVENIL E D JÚNIOR N D JÚNIOR B D JÚNIOR A D JÚNIOR E D ADULTO N D ADULTO B D ADULTO A D ADULTO E D MASTER N D MASTER B D MASTER A D SENIOR N D SENIOR B D SENIOR A D VETERANO N D VETERANO B D VETETANO A D VIP N D VIP B D VIP A DN1 DN2 DN3

DAMAS NACIONAL D10N / D12N D12B D14N / D16N D14B / D16B D14A / D16A D16E D18N / D20N D18B / D20B D18A / D20A D18E / D20E D21N D21B D21A D21E D35N / D40N D35B / D40B D35A / D40A D45N / D50N D45B / D50B D45A / D50A D55N / D60N D55B / D60B D55A / D60A D65N e acima D65B e acima D65A e acima DN1 até 10 anos DN2 10 a 14 anos DN3 15 anos acima

Pre-Para(referência para o termo Paraolímpico): categoria da Orientação de Precisão para portadores de desvantagem funcional, devido a uma inaptidão permanente;

Pre-Ab.(referência para o termo Aberto): A categoria aberta da Orientação de


09 As Categorias de Acompanhados são des nadas aos atletas iniciantes, os quais deverão ser conduzidos e orientados por um atleta experiente, sem preocupar-se com o tempo de realização do percurso. É responsabilidade dos dirigentes dos clubes a adequada distribuição/inscrição dos atletas nas categorias disputadas nos eventos REGIONAIS, ESTADUAIS e MUNICIPAIS, tanto técnica como sica. Os atletas não serão prejudicados no Ranking CBO, pois os mesmos serão reposicionados conforme orientações no Regulamento de Compe ções. O reposicionamento é de responsabilidade da Federação de cada estado. As Federações e Clubes deverão adotar ações nos eventos para que os atletas se adaptem sem dificuldades ao novo modelo e deverão estar atentos aos efeitos da nova grade de categorias para que eventuais resultados nega vos sejam corrigidos. Faz-se necessário um controle maior para que os atletas estejam correndo dentro das categorias corretas de acordo com seu nível Técnico e condicionamento sico. Pedimos que Dirigentes e Atletas estejam a par do que esta ocorrendo na Orientação, dando condições para as respostas necessárias a situações diversas, tomem conhecimento das normas em vigor e cumpram os padrões em vigência, visando mantermos os obje vos de evoluirmos e termos homogeneidade em todos os nossos eventos. As normas constantes deste ar go visam o aperfeiçoamento de nossos atletas, conduzindo-os a uma evolução progressiva dentro do esporte, buscando de forma justa a ngir a plenitude de suas potencialidades com desenvolvimento sustentável da orientação brasileira. “Dúvidas ou sugestões estamos sempre a disposição em esclarecer e ajudar no que for preciso”

“Nenhum de nós é tão bom como todos nós juntos”


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COMUNICADO CBO WOD 2017

CBO


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A T E L T A E U Q A T S DE

CARLOS HENRIQUE


15 Me chamo Carlos Henrique Souza de Araújo. Tenho 22 anos. Pra co Orientação, que me lembre, desde 1998, quando fiz um percurso acompanhado pelo meu pai, Carlos Alberto, mais conhecido como C.A. A Orientação, foi fundamental na formação do meu caráter, junto com a educação privilegiada que ve dos meus pais. No começo, imagino que a ideia do meu pai, era me levar para que passássemos mais tempo juntos em família, e incen vando ao mesmo tempo uma prá ca espor va, que vesse contato com a natureza. Nada melhor que o esporte Orientação, onde se enquadrava perfeitamente nessa necessidade. Um esporte onde une par cularmente a vidade sica, a total concentração mental, e o contato direto com a natureza. Com o tempo, fui ganhando gosto, e hoje sou um faná co por esse esporte mágico. Devo muito aos meus pais pelas oportunidades e conquistas que esse esporte me concedeu. Em 2014, com todo esforço de treinos, instruções e resultados conquistados, o esporte resolveu escancarar uma porta e me dar a oportunidade de ingressar nas forças armadas e mudar a minha vida de vez. Esse ano, completo 3 anos como Aleta de Alto Rendimento da Aeronáu ca, e em julho representarei junto com outros 5 atletas o Mundial Civil, que será realizado em Tartu, na Estônia e World Games, que será realizado em Wroclaw, na Polônia. Tenho conseguido ó mos resultados, onde entre os expressivos na categoria principal, fui Campeão Metropolitano em 2016, Vice-Campeão no Campeonato Paranaense 2016, Campeão SulAmericano de Sprint 2016, resultado que me deu vaga direta para o World Games, Campeão da 1ª Etapa do Campeonato Paranaense 2017 e Vice-Campeão na 1ªEtapa do CambOr deste ano, onde consegui a vaga pelo Ranking da CBO para disputar o Mundial Civil. Tenho 3 ídolos na Orientação, em que uso como espelho para aperfeiçoamentos. São eles: Meu pai, campeão de diversos campeonatos, entre eles Sul-Americano, Campeonato Brasileiro e Campeonato das Forças Armadas; Leandro Pasturiza: Na minha visão, o atleta mais completo da história do Brasil. Campeão várias vezes do Campeonato Sul-Americano, Campeonato Brasileiro e Campeonato das Forças Armadas; E nosso eterno campeão Juscelino Karnikowski: Um dos melhores atletas da história do Brasil, também campeão de diversos campeonatos, entre eles, Campeão das Forças Armadas em 2009. Atleta e amigo, o qual ve honra de disputar diversos campeonatos e ter o orgulho realizar o sonho de ganhar uma etapa desse mestre. Nesse ano de 2017, con nuarei o treino intenso, visando a vaga para representar o Brasil em mais um Mundial, dessa vez no Militar a ser realizado no mês de junho em Hamina, na Finlândia. Ve n h o t re i n a n d o m u i to p a ra aperfeiçoar minha parte técnica, conseguir me manter entre os melhores do Brasil, sempre em busca de evolução , de ó mos resultados e visando ficar entre os 4 primeiros no Campeonato Brasileiro.


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CORRIDA DE ORIENTAÇÃO Por Gilson Schropfer E A ESTRADA REAL

Diretor Técnico CBO

Primeira Parte Texto: Carlos Alberto de Almeida - CBO: 1421

Rota: Segundo o dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, Michaelis, é o “caminho que se escolhe para ir de um ponto a outro; i nerário, rumo, trajeto. ” [1] Para os Orien stas não se faz necessária a definição do dicionário, haja vista que na execução de qualquer etapa de uma “Corrida de Orientação” o que fazemos o tempo todo é procurar boas rotas, ou seja, o melhor rumo e o melhor i nerário a seguir de um ponto de controle ao outro. Na par da de um percurso de Orientação, lá está o atleta, com a bússola e o mapa nas mãos estudando qual o melhor caminho a seguir, e com os olhos atentos ao traçado do percurso, por entre estradas, trilhas, elevações, campos, riachos e tantos outros acidentes do terreno, enveredamos por aquela que nos pareceu a melhor rota. Este é o desporto Orientação, o “esporte da natureza”, e como não poderia deixar de ser, por encontrar em meio à própria natureza o seu “campo de jogo”, a Corrida de Orientação nos proporciona experiências incontáveis a cada percurso realizado, uma a vidade que fica bem definida na citação a seguir: Os Orien stas são homens e mulheres da solidão. No momento da par da, ultrapassaram já a barreira da civilização. Seguem pelo ins nto e pela inteligência um caminho imaginário e têm por únicos companheiros os seus violentos ba mentos do coração, a sua feroz vontade de correr e o c-tac de relógios invisíveis. Respiram o ar balsâmico das florestas através das estações. À chegada, regressam ao seio dos seus semelhantes, e precisam de algum tempo para sair do seu isolamento. [2]

Figura 1: Orien sta [Foto do autor] A prá ca da Orientação, por si só, já nos permite estas tantas experiências, mas, por meio deste modesto texto, venho ressaltar outras experiências que a Orientação tem nos proporcionado, além daquelas vividas em cada percurso. Com o obje vo de par cipar do Troféu Sudeste de Orientação 2017, realizado no mês de março, e organizado pelo Clube de Orientação do Colégio Militar de Belo Horizonte, na cidade de Santa Luzia (MG), lançamo-nos à primeira a vidade, qual seja, além dos prepara vos logís cos, e incluso nestes, foi preciso escolher o melhor caminho a seguir de nossas residências até o local da prova.


19 Eu, par cularmente, ao estudar o mapa da Região Sudeste do Brasil, constatei que a melhor rota a seguir teria como eixo principal a BR-040, passando pelas cidades de Petrópolis, Juiz de Fora, Santos Dumont, Barbacena, Ressaquinha, Carandaí, Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Belo Horizonte, e enfim, Santa Luzia. Em uma analogia perfeita a um percurso de Orientação, o i nerário a seguir, para quem par ria da cidade do Rio de Janeiro, nha como pontos de controle os marcos da Estrada Real, sim, a Estrada Real, aquela que era usada no século XVII para o transporte do ouro, extraído das Minas Gerais, até a cidade do Rio de Janeiro.

A Estrada Real é a maior rota turís ca do país. São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a iden dade e as belezas da região. A sua história surge em meados do século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real. [3]

Figura 2: Mapa da Estrada Real [4] Os três caminhos principais da Estrada Real são: o “Caminho Velho”, também chamado “Caminho do Ouro”, e liga Ouro Preto à Paraty; o “Caminho Novo”, criado como rota mais segura entre Ouro Preto e o porto do Rio de Janeiro; o caminho dos Diamantes, aberto a par r de Ouro Preto com o obje vo de alcançar Diaman na (principal cidade de exploração de diamantes), e o “Caminho de Sabarabuçu”, que surgiu da busca de uma rota alterna va entre Ouro Preto e o Caminho Velho”. Voltando à rota escolhida para chegar até Santa Luzia, local da execução do Troféu Sudeste de Orientação 2017, podemos constatar que foram percorridos trechos dos quatro Caminhos principais da Estrada Real, pois ao sair da cidade do Rio de Janeiro até a ngir os limites da cidade Conselheiro Lafaiete, passamos pela maioria dos municípios que norteiam o “Caminho Novo”. Prosseguindo de Conselheiro Lafaiete, na direção de Congonhas, já fomos contemplados com um trecho do “Caminho Velho”. E por fim, ao chegarmos em Santa Luzia, passando antes por Belo Horizonte, com oportunidade de visitar Jabo catubas, aos pés da exuberante Serra do Cipó, já estávamos nas cercanias do “Caminho dos Diamantes” e do “Caminho de Sabarabuçu”. Guardadas as devidas proporções, nossa busca pelas melhores rotas, por entre trilhas e caminhos, às vezes passando por pequenos trechos de floresta, riachos e banhados, se parece com a aventura daqueles homens, os Bandeirantes, principalmente, que adentrando o sertão desconhecido nham que escolher as melhores rotas para escoar o ouro com segurança e prover a subsistência daqueles, que de alguma forma ou de outra, contribuíam para a logís ca da exploração e transporte do metal precioso.


20 Os percursos de Orientação são balizados pelos pontos de controle, onde, em cada um deles, nos deparamos com o tão almejado “prisma”, que ao ser encontrado nos dá a certeza que estamos navegando pelo caminho certo.

Hoje, por inicia va do Ins tuto Estrada Real, os trechos mais prováveis de terem pertencido aos Caminhos que compõem a Estrada Real, são balizados com marcos numerados, e que contêm informações para que os caminhantes, ciclistas, cavaleiros, e todos os demais que se propõem a percorrer trechos desta Estrada, possam cer ficar-se de estarem no caminho certo.

Figura 3: Prisma de Orientação [Foto do autor] No entanto, como disse Á la Godoy, um dos idealizadores do projeto Estrada Real, ...mesmo que aquela pessoa, ou o cavaleiro, que vier pela Estrada Real perca o caminho por aí, que ele não se aflija, que ele con nue noutras estradas que ele estará na Estrada Real, de alguma forma ele estará na Estrada Real, não é apenas aquele traçado fixo, e olha, o que se procura numa trilha, e o que o bom turista, o que o bom viajante procura numa trilha, é viver experiências, e se for tudo programado, planejado, sair de acordo com o planejamento, você viveu pouca experiência, não é? Agora, se por acaso errou, foi para outro lugar, criou novas trilhas, andou por lugares diferentes, você está vivendo novas experiências, não é? Está vivendo aquilo que é o imprevisto, e o imprevisto enriquece a alma, enriquece a alma, elimina os medos... [5] Figura 4: Marco da Estrada Real [Foto do autor]

Da mesma forma, aquele Orien sta que perder o caminho, não se aflija, con nue em outra rota, e desde que “não saia do mapa”, prossiga, você estará sempre no percurso, você estará criando novas rotas, e ao cruzar a faixa de chegada, você terá vivido muitas experiências. Referências [1]. Michaelis Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Disponível em: <h p://michaelis.uol.com.br>. Acesso em 6 de abril de 2017. [2]. Orientação - o desporto do mapa na floresta. Disponível em: <h p://desportodafloresta.weebly.com> Acesso em 6 de abril de 2017. [3]. Ins tuto Estrada Real. Disponível em: <h p://www.ins tutoestradareal.com.br> Acesso em 6 de abril de 2017.

[4]. Tiradentes.Net. Disponível em: <h p://www. radentes.net> Acesso em 6 de abril de 2017. [5]. Estrada Real - A verdadeira história por trás do Ins tuto, Disponível em: <youtube.com/watch?v=qK5qKUwfgqk> Acesso em 6 de abril de 2017.


23 A primeira etapa do XIX Campeonato Brasileiro de Orientação ficou a cargo da Federação Mineira de Orientação e o clube de Orientação Serra do Lenheiro (COSELE) que realizaram um belo trabalho nas cidades históricas de Tiradentes e Prados em Minas Gerais nos dias de 06 a 09 de abril 2017. O evento teve o apoio da Prefeitura de Tiradentes, Prefeitura de Prados e Prefeitura de Santa Cruz de Minas. Contou com a par cipação de 595 atletas de todo o pais de 63 clubes e representantes de cada uma das 15 federações estaduais. As inscrições oficiais foram encerradas no dia 17/03 e a organização seguiu à risca as regras da orientação e publicou a lista de inscritos, bole m número 03 e listas de par das com todos os horários com bastante antecedência permi ndo aos atletas se organizarem para aproveitarem melhor seus dias e conciliar o esporte com o Turismo caracterís co da região. Já na quinta feira (06/04) as delegações começaram a chegar na cidade. A organização montou uma boa Fotos: Emerson Gomes Fotos: Aislan Bacha estrutura de acantonamento que contava com piscina, bar e amplo espaço para o acantonamento. Na sexta feira pela manhã foram ofertados os dois percursos Treino tanto o tradicional percurso modelo quanto o percurso treino para Orientação de Precisão. A estrutura ficou disponível com os mapas para todos os atletas inscritos das 09h às 13h.

SPRINT A compe ção deste ano pela primeira vez teve a sua prova inicial do revezamento subs tuída pelo formato de SPRINT que prevê uma compe ção individual de alta velocidade. A organização então solicitou que fosse feito um teste na programação do evento alterando o seu início tradicional das 14h para as 17:30h. O obje vo foi realizar a prova como um SPRINT NOTURNO visto que a cidade histórica de Tiradentes possui boa iluminação noturna, baixo trânsito de veículos e ruas de pedra com muita história. A cidade foi fundada em 1702, quando os paulistas descobriram ouro nas encostas da serra de São José. Com a Proclamação da República, a cidade recebeu o atual nome para homenagear o alferes Joaquim José da Silva Xavier, representante da Inconfidência Mineira. Em 1938, o conjunto arquitetônico da cidade foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Ar s co Nacional. Foram nestas ruas que a compe ção teve seu início.

Foto: Odete Rech


24 O traçado de percurso procurou explorar bem as ruas e becos da cidade. O percurso da Elite Masculina teve 3,0Km e os demais todos foram de distâncias menores. A chuva no dia da compe ção e o piso bem escorregadio fizeram com que os atletas diminuíssem o ritmo para evitar lesões e quedas. Mesmo com todo o cuidado o atleta João Pedro Cardoso da ADAAN fez uma prova magnífica e fez o tempo de 15m51s ficando assim em primeiro lugar. Foi seguido pelos atletas Sidnaldo Farias também da ADAAN com 16m29s e Everton Daniel do COSM com 16m38s. Na elite feminina foi a vez da Raquel Sales do IDESP Dourados vencer a prova com 18m52s. Ednéia Roniak do COGA e Maisa Franco do COC completaram com os tempos de 19m10s e 20m06 respec vamente. Apesar de todo o cuidado da organização e seu obje vo de proporcionar um grande evento houveram alguns pontos nega vos que atrapalharam o primeiro dia da compe ção. Uma alteração do local da abertura do evento devido à troca do calçamento do Largo das Forras (Praça principal da cidade) para a Praça da Rodoviária prejudicou a cerimônia de abertura e premiação. O local estava muito mal iluminado e a estrutura montada não fez jus à importância do campeonato Brasileiro. Uma procissão católica também prejudicou alguns atletas forçando-os a alterarem suas rotas. A premiação ocorreu neste mesmo dia e foi bastante rápida visando o bem estar dos atletas que ainda teriam dois dias bastante intensos e com percursos bem desafiadores.

LONGO No sábado 8, a compe ção con nuou no distrito de Bichinhos do município de Prados a pouco mais de 8km de Tiradentes. O deslocamento era por uma estrada de terra que já dava sinais de como seriam os percursos. Um terreno bastante movimentado e com grandes variações de al tude. Esta estrada proporciona uma vista belíssima da Serra de São José. Foto: Odete Rech

Foto: Odete Rech

A organização ofereceu transporte aos atletas saindo do acantonamento até o local da prova. Foram ofertados 3 horários. Neste primeiro dia houve um pequeno atraso na par da do primeiro ônibus mas isso não gerou problemas para os atletas que chegaram a tempo do início.


25 A arena montada movimentou o distrito que contou com o apoio da comunidade local. Na par da e chegada havia um quiosque com café da manhã, lanches e água que foram comercializados pelos moradores e trazendo assim um singelo retorno para a comunidade com relação à organização de um evento nacional na cidade. As 9:20h par ram os primeiros atletas. O percurso longo foi bastante desafiador. O terreno era bastante acidentado com talvegues e poucas trilhas e composto por vegetação variada, com campos abertos, matas densas e charcos com al tudes variando de 920m a 1010m acima do nível do mar. Predominando vegetação 408 e 410 com várias áreas de 403 combinados com 407 e 409. Quanto aos resultados, na Elite masculina no percurso Longo o primeiro lugar ficou com Claudinei Nitsch, do CASUSA com o tempo de 1h22m37s seguido por Carlos Henrique do COGA com uma diferença de apenas 2 segundos com o tempo de 1h22m39s e por Gelson Andrey, também do COGA com 1h25m52s. A Elite feminina teve no lugar mais alto Camila Luisa do COSM com 1h13m06, seguida pela Le cia da Silva da ADAAN com 1h13m18s e Ednéia Roniak do COGA com o tempo de 1h16m13s. Percebe-se que a elite de nosso esporte está em al ssimo nível com diferença de poucos segundos entre cada colocação. Para as categorias acima de 45 anos os resultados ficaram acima dos intervalos previstos na RGOP. A al tude e o traçado do percurso impediram que os atletas fizessem tempos inferiores a 90 minutos. Um ponto nega vo foi a ausência de pontos de hidratação em quan dade suficiente tanto nos percursos quanto no local de par da. Após a compe ção os atletas puderam desfrutar um pouco do Turismo na região. Os compe dores veram, ainda, acesso a descontos no comércio local mediante apresentação de pulseira de iden ficação e puderam admirar a arquitetura de Tiradentes e Bichinho, passear por trechos da Estrada Real, contemplar as inúmeras igrejas da região, comprar artesanatos e, ainda, fazer o famoso passeio de Maria-Fumaça.

MÉDIO O úl mo dia da compe ção começou com um ó mo clima. Tempo coberto com nuvens e temperatura bem agradável. Apesar da redução nas distâncias, os tempos de prova con nuaram altos. Mais uma vez houve um desvio dos tempos previstos. Apesar deste fator vários atletas ao completarem a prova mostraram-se bastante sa sfeitos. Para todos as dificuldades foram grandes e saíram de lá com um gos nho de superação pessoal. Todos os atletas que passaram pela linha de chegada foram contemplados com uma medalha de par cipação. A medalha era especial.. uma bela homenagem ao atleta Murilo Geraldo de Souza Cabral o atleta de número CBO 18, um dos precursores da modalidade no estado de Minas Gerais.

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26 Na elite masculina houve troca de posições ficando o atleta Gelson Andrey do COGA em 1o lugar com 54m31s seguido pelos atletas Sidnaldo Farias da ADAAN e Carlos Henrique do COGA com os tempos de 55m05s e 56m45s respec vamente. Na elite feminina em um di cil percurso de 5,1 km ficou em primeiro lugar a atleta Elaine Dalmares da ADAAN com 1h10m03s seguida das atletas Franciely de Siqueira do COSM com 1h13m37s e a atleta Maisa Franco do COC com o tempo de 1h16m03s. No local de chegada havia frutas, água e também barracas para banho, banheiros, lanche e almoço. As delegações então foram para área de acantonamento no Tiradentes Serra Clube, local da premiação. PREMIAÇÃO A premiação teve início as 15h com a presença do presidente da CBO o Sr. Luis Sergio Mendes e representantes de pra camente todas as federações. Foi montada uma bela estrutura com pódium, tendas para os atletas. Tudo montado em um mirante com privilegiada visão da Serra de São José. A premiação ocorreu dentro do tempo esperado e há registro de todas as premiações nas centenas de fotos disponíveis nas redes sociais. Todas as informações foram rapidamente publicadas e ao final os atletas receberam um email com um link para responder à uma pesquisa de sa sfação. Os resultados completos estão disponíveis no site www.cbo.org.br/evento/105 A organização agradece imensamente aos atletas que pres giaram o evento, à revista Pris Magazine pela cobertura e divulgação e aos nossos patrocianadores: GF Supermercados, Lex Corretora de Seguros, Orien sta, Serra Verde Representações, Frut Bras e Madereira Belato & Pagani.


Foto:FanPage oficial FMO Foto: Odete Rech

Foto: Odete Rech

Foto: Odete Rech Foto: Orientista em Rota Foto: Odete Rech

Foto: Orientista em Rota Foto: Orientista em Rota

Foto: Orientista em Rota

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CamBOr em foco...

Fotos: Jeremias Araújo

Foto: Odete Rech

Foto:FanPage oficial FMO


Foto:FanPage oficial FMO

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Foto: Odete Rech Foto:FanPage oficial FMO

Foto: Odete Rech Foto: Odete Rech

Foto: Odete Rech Foto: Odete Rech

Foto: Odete Rech

Foto: Odete Rech

Foto:FanPage oficial FMO


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1ª ETAPA DO XIII CAMPEONATO CEARENSE DE ORIENTAÇÃO - 2017

Fotos gen lmente cedido por Marden Sousat Texto: MARDEN SOUSA

Havia entre os orien stas uma expecta va geral pela primeira Etapa do XIII Campeonato Cearense de Orientação/2017, seja pela organização sempre primorosa do Clube Coqueiro e do Grupo Orien stas Lagoa do Jirau, seja quadra invernosa que o Estado enfrenta, com volumosas e bem-vindas chuvas para o nosso solo nordes no. E não foi diferente, naquele domingo, dia 26 de março, que começou com nuvens carregadas no céu, logo transformadas em uma chuva intermitente que se prolongou por toda a compe ção. O hasteamento do pavilhão pátrio ao som do hino nacional brasileiro, abriu oficialmente o XIII Campeonato Cearense de Orientação com pompa e respeito pelos nossos símbolos nacionais – hino e bandeira. Aquele tempo, paradoxalmente, ao invés de esfriar, aqueceu os ânimos e os resultados não poderiam ser melhores, já que os índices alcançados demonstraram uma performance excepcional dos atletas par cipantes. Desviar de uma poça de água aqui, pisar na lama mais a frente e passar um riacho com água na canela foram alguns dos desafios enfrentados com garra e determinação. No final, estavam todos sa sfeitos pela vitória alcançada e pelos limites superados. Dizendo assim, até parece que tudo se passou muito rápido. Ledo engano. A preparação iniciou-se com mais de 6 meses de antecedência, com os primeiros contatos com o proprietário do local da compe ção e as primeiras visitas de avaliação, o trabalho de mapeamento se deu com muita dificuldade devido o quadro chuvoso naquela região.

Neste ponto, faz-se necessário abrir um parênteses para a destacar a recep vidade e a fidalguia do casal Sr. Dilson e Sra. Fá ma, proprietários do “Si o Joaquinzinho”, nossos anfitriões. Durante os trabalhos de mapeamento, nos prepara vos para a compe ção e, principalmente, no dia da Prova, o apoio foi total e sem limites. Para culminar, a cereja do bolo: uma exposição de carros an gos foi montada e organizada pelo proprietário, Sr. Dilson, apresentando exemplares raríssimos e extremamente bem conservados e funcionando perfeitamente. Os cuidados da organização com o conforto e o bem-estar dos atletas e familiares, marca registrada das provas organizadas pelo Coqueiro/Jirau, refle u-se na abundância de água nos percursos e, na chegada, mais hidratação, frutas e uma feijoada de dar água na boca. Outra caracterís ca do nosso esporte, a confraternização de familiares e entre famílias, está cada vez mais evidente e vem servindo para atrair novos adeptos que iden ficam uma nova maneira de reunir avós, pais, filhos e netos em uma a vidade sica saudável e ecológica. Foi realmente um domingo maior, que deixou saudades, vontade de par cipar da próxima etapa do campeonato e acirrou o espírito compe vo dos clubes par cipantes.


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1ª Etapa do Campeonato de Orientação do Distrito Federal

Fotos: André Pivoto

Texto: Alberto Amaral Melo, Presidente do COMIB

No dia 26 de março de 2017 correu a I Etapa da CODF/2017, tendo como base de par da e chegada o Haras Terra Vermelha, que fica situado próximo a cidade de Planal na -DF, de propriedade da Sra. Renata Mello Guerra. O organizador foi o Clube de Orientação do Colégio Militar de Brasília (COMIB), com apoio da Federação de Orientação do DF (FODF). A etapa contou com 230 inscritos, com par cipantes entre 10 e 65 anos de idade, de ambos os sexos. A organização contou com uma equipe de 10 pessoas durante a compe ção, as quais fizeram várias visitas prévias ao local e que não mediram esforços para que a mesma fosse um sucesso. Agradeço a toda equipe de trabalho que não mediram esforços para realizarem uma excelente etapa de Orientação, mantendo o alto nível técnico de todas as etapas do Campeonato de Orientação do Distrito Federal. A etapa contou com um mapa inédito, com percursos de elevado nível técnico e desnível que chegou a 250 m, os quais exigiram um grande esforço dos atletas, principalmente por ser a primeira etapa do ano. Como pontos posi vos temos o fácil acesso ao local, a hospitalidade da proprietária e funcionários e, sem dúvida, o aconchego das instalações e as belezas naturais que os atletas encontraram no Haras Terra Vermelha. A dificuldade ficou mesmo somente na parte dos excelentes percursos, obrigando os atletas a uma navegação bem apurada devido à compar mentabilidade do terreno, deixando alguns atletas exaustos na linha de chegada, mas, ao mesmo tempo, com o sen mento de ter completado um excelente percurso de orientação para abrir temporada de 2017. Convido a todos para visualizarem as fotos do evento que está disponível em nossa página do Facebook. Ao final, foi muito alto o nível de sa sfação dos atletas pelo feedback que os mesmos nos trouxeram, como se pode comprovar nos registros fotográficos feitos.


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XXIV

CIRCUITO PARANAENSE DE ORIENTAÇÃO

CAMPEONATO PARANAENSE DE SPRINT Texto: JOSÉ LUIZ PETROCELI – 1º Vice Presidente FGO 2015/2016

Nos dias 25 e 26 de março de 2017, aconteceram a 1ªEtapa do OriSprint - Campeonato Paranaense Sprint e a 1ª Etapa do XXIV Circuito Paranaense de Orientação. Os eventos foram realizados pelo Clube de Orientação de Curi ba na cidade de Ma nhos/PR, região litorânea do Estado.

Fotos: Odete Rech

A 1ª Etapa OriSprint (25/03) foi noturna, na parte residencial da Praia Mansa de Caiobá, com ruas pavimentadas, alamedas e parte da orla, área com pouco desnível, fazendo do mesmo um percurso veloz. Par cipam deste Evento 140 atletas. No Dia 26, 1ª Etapa do Circuito Paranaense, percurso tradicional, realizado no Parque Aguas Claras e adjacências, região com alguns locais com grande desnível do terreno, já que fica próximo a serra do mar, com inúmeros talvegues, linhas de agua e charcos. Vegetação com grande áreas de pastagens. Área de prova englobou toda a Fazenda incluindo a parte interna do parque.

Sagrou-se Campeão na categoria Elite Masculina Carlos Henrique Souza de Araújo - COGA, e na Elite Feminina a vencedora da prova foi Sara Fabrina Soares Dornelles Weis - COGA. Par ciparam do Evento 220 orien stas de clubes do Paraná, Santa Catarina e Brasília. Parque Aguas Claras, foi o grande apoiador da prova, nos oferecendo toda sua estrutura para realização do Evento, bem como fez valores diferenciados aos atletas, que puderam usufruir de todo o espaço no final de semana da prova. A 361º apoiou o Evento com tênis aos ganhadores da Elite Masculina e Feminina.


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I

CIRCUITO SUL MINEIRO DE ORIENTAÇÃO

Fotos retiradas do Facebook da FMO

Texto: NILO CESAR DE MENDONÇA Presidente do COVAR

O COVAR (Clube de Orientação de Varginha), realizou no dia 02 de abril de 2017 a II Etapa do Circuito Sul Mineiro de Orientação, realizado na AABB) Associação Atlé ca Banco do Brasil em Varginha – MG Nesta segunda etapa vemos 220 inscritos, mo vo de muito orgulho para nós do COVAR, atletas vindos de várias regiões de Minas COESA, CEFET, CODIV, COSELE, CORDF, COEPCAR e COFERD// Rio de Janeiro COMPASS // Brasília – COR/DF // São Paulo - ADAAN, COCAFA // Mato Grosso do Sul – CODAC. Para abrilhantar nosso evento, vemos a honra de receber 17 atletas da Elite da Aeronáu ca que estavam em Minas para treinamento e par cipação na II Etapa do Cambor 2017 em Tiradentes – MG, visando a sele va para os Jogos Mundiais Militares que acontecerá em junho na Finlândia. Dentre as atletas estava a Campeã Brasileira da Elite Feminina 2016 – Franciely De Siqueira Chiles. O COVAR que foi fundado em 2002 pelo nosso amigo Odacir Fernandes quanto esteve em Varginha no Comando do Tiro de Guerra TG-04-034 até 2006, após sua transferência, o COVAR passou por momentos de poucas a vidades, e se manteve até a data de hoje com poucos atletas, mas com a união de alguns clubes, criamos o Circuito Sul Mineiro com obje vo de massificar os clubes do interior de MG, fazendo etapas sem grandes deslocamentos e assim despertar o interesse de novos atletas pelo esporte Orientação.

Organizar uma etapa de orientação não é tarefa fácil, ainda mais si tratando de poucas pessoas dispostas a trabalhar com o obje vo de oferecer o melhor aos par cipantes em cada prova, mas ficamos orgulhosos ao final de cada etapa que tudo tenha ocorrido sem maiores problemas, isso não quer dizer que sen mos acomodados, pelo contrário, temos consciência que sempre podemos fazer mais e melhor. Nossa programação de 2017, temos o CEMO (Campeonato Estudan l Mineiro de Orientação) nos dias 20 e 21 de maio. Clinicas: Várias programadas CEFET, AABB, UNIS e Clube Campestre. Na úl ma Etapa do Circuito Sul Mineiro em novembro, o COVAR vai fazer uma etapa especial em comemoração aos 15 anos de fundação.


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Texto: JEREMIAS ARAÚJO, Dir. de Marketing do evento

Organizar uma etapa de orientação não é tarefa fácil, ainda mais si tratando de poucas pessoas dispostas a trabalhar com o obje vo de oferecer o melhor aos par cipantes em cada prova, mas ficamos orgulhosos ao final de cada etapa que tudo tenha ocorrido sem maiores problemas, isso não quer dizer que sen mos acomodados, pelo contrário, temos consciência que sempre podemos fazer mais e melhor. Nossa programação de 2017, temos o CEMO (Campeonato Estudan l Mineiro de Orientação) nos dias 20 e 21 de maio. Clinicas: Várias programadas CEFET, AABB, UNIS e Clube Campestre. Na úl ma Etapa do Circuito Sul Mineiro em novembro, o COVAR vai fazer uma etapa especial em comemoração aos 15 anos de fundação.

Em paralelo ao evento foi realizado a já tradicional Pista Kids de Orientação, organizado e coordenado pela Ten. Coronel Carla Clausi, as crianças das duas categoria kids (Dente de Leite e Pirulito) mostraram animação e disposição para enfrentar o terreno encharcado, mas que ao final virou uma deliciosa brincadeira na lama. As quase 30 crianças que par ciparam das pistas deram o seu melhor e foram agraciados com brindes, mapas e muito carinhos dos pais e da própria Carla Clausi, que a cada criança que completava o percurso sorria e comemorava junto a ela mais um sucesso conquistado. Enquanto as crianças brincavam na possas, os orien stas tentaram superá-las para conseguir o melhor tempo, e logo que os primeiros atletas iriam chegando era visível, pelo desgaste sico e pelo estado das ves mentas dos atletas. Mas a sensação de dever cumprido e a felicidades nos rostos dos atletas estampavam a sa sfação de mais uma prova de orientação. Na chegada os atletas foram presenteados por uma mesa repleta de frutas tropicais e sucos deliciosos. Para quem preferisse havia a presença de um foodTruck, a NaFeijoada disponibilizou a venda de uma deliciosa feijoada, que foi a festa para os par cipantes e familiares.

Fotos: Déa Cajú e Carla Clausi

Ao final do evento, mesmo com alguns pequenos problemas ocorrida, a sensação da equipe de organização foi de sucesso no evento. Ficando agora a expecta va para a 2ª Etapa, então o bastão está nas mãos do CORELE.


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2ª ETAPA DO XXII CAMPEONATO PAULISTA DE ORIENTAÇÃO Texto: GEOVANE NIGRIS MARTINS, Diretor Secretário da FOSP

Aconteceu em Itape ninga interior de São Paulo no domingo (2) a Segunda Etapa da vigésima segunda edição do Campeonato Paulista de Orientação. O evento foi organizado pela Federação de Orientação do Estado de São Paulo (FOSP), en dade presidida pelo Capitão R1 Joaquim de Jesus Picardo e contou com o apoio da Prefeitura e do Tiro de Guerra do município chefiado pelo Subtenente Valmir Bispo dos Santos. O local escolhido para a compe ção foi a Estação Experimental de Itape ninga (Horto Florestal) onde a vegetação predominante é composta por áreas de reflorestamento (pinus e eucalipto), o mapa foi confeccionado em fevereiro de 2017 pelo cartógrafo Carlos Alberto Alves Hackmann, Diretor Técnico da prova e Vice-Presidente da FOSP. As a vidades veram início com o canto do Hino Nacional Brasileiro e após alguns avisos foi dada a largada aos primeiros atletas. Na compe ção es veram presentes 108 atletas distribuídos em 31 categorias com destaque para as equipes do Clube de Orientação de Campinas (COCAMP), atual clube campeão Paulista, Clube de Orientação da Escola Preparatória de Cadetes e o Clube da Escola de Especialistas da Aeronáu ca. Segundo o atleta do COCAMP João Carlos da Silva, vencedor da categoria “Master A” com o tempo de 53 minutos, a prova foi de excelente nível técnico destacando a precisão dos detalhes no mapa como fator decisivo para o seu desempenho na prova. A próxima etapa do campeonato está marcada para o dia 07 de maio de 2017 e acontecerá na cidade de Agudos-SP, inscrições e maiores informações pelo site www.fosp.com.br ou pelo fone/whatsapp: (14) 981148355.

Foto: Carlos Roberto Alves Harckmann


AGENENDTOAS

DE EV Maio

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MAIO 2017

dias 06 e 07

3ª Etapa do CAMPEONATO PAULISTA DE ORIENTAÇÃO Local: Agudos - SP

Maio

2ª Etapa do XXI CAMPEONATO DE ORIENTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL Local: Fortaleza - CE

Local: Fortaleza - CE

dias 28

3ª Etapa do CAMPEONATO GAÚCHO DE ORIENTAÇÃO

dia 28

3ª Etapa do CAMPEONATO FORTALEZA DE ORIENTAÇÃO

COSC

Maio

COCI

Local: Foz do Iguaçu - PR

Maio

Local: Rio Pardo - RS

Maio

dias 27 e 28

1ª Etapa do XII CAMPEONATO GOIANAO DE ORIENTAÇÃO Local: Opameri - GO

Informações retiradas do portal oficial da CBO: www.cbo.org.br

COFORT

dia 21

2ª Etapa do CIRCUITO OESTE PARANAENSE DE ORIENTAÇÃO

dia 21 COFORT

Local: Bom Despacho - MG

Maio

Local: Fortaleza - CE

dias 20 e 21

X CAMPEONATO ESTUDANTIL MINEITO DE ORIENTAÇÃO

dia 14

2ª Etapa do VII CIRCUITO PARKTOUR DE ORIENTAÇÃO

COVAR

Maio

COARI

Local: Belém - PA

Maio

CODL

dia 13

1ª Etapa do V CAMPEONATO PARAENSE DE ORIENTAÇÃO

dia 07 FOSP

Local: Bom Despacho - MG

Maio

COFERD

Local: Pouso Alegre - MG

dia 07

1ª Etapa do CAMPEONATO CENTRO OESTE MINEITO DE ORIENTAÇÃO

Maio

3ª Etapa do I CIRCUITO SUL MINEIRO DE ORIENTAÇÃO

CODIV

Maio

dia 07

COER

Local: Mandirituba - PR

Maio

COGA

2ª Etapa do XXIII CIRCUITO PARANAENSE DE ORIENTAÇÃO


Revista PrisMagazine Nº 019 Ano II – Abril2017  
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