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Págs 14 Pág 22

Págs 40 à 48 Págs 27


Sumário

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FALA PRESIDENTE

ORIENTISTAS EM FOCO Nesse mês o Orientistas em Foco irá abordar como fazer uma leitura de mapa de orientação

O presidente da Federação Paranaense de Orientação, falou um pouco para a PrisMagazine

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POR TRÁS DAS LENTES

HISTÓRIA DA ORIENTAÇÃO

Conheça Nina Waldow umas das fotógrafas/orientistas que sempre nos presenteia com belas fotos

Saiba um pouco da evolução da fabricação de mapas de orientação.

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COMO FOI VII ETAPA DO CICOR

SEM PALAVRAS Alguns dos melhores registros sobre Orientação pelo Brasil.

Detalhes da 7ª Etapa do Circuito Catarinense de Orientação 2015

32 ATLETA DESTAQUE MIRIM

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Foto: Nina Waldow

Conheça Jean Jean Gustavo Gustavo Schmitd, Schmitd, Conheça aluno do do projeto projeto aluno Anojos da da Natureza Natureza Anojos

COMO FOI 6ª ETAPA DO CODF

Veja o que melhor aconteceu na 6ª Etapa do Circuito de Orientação do Distrito Federal

18 SEM PALAVRAS Veja as belíssimas imagens registradas pelo Brasil sobre a Orientação

28 ESCOLA DE ORIENTAÇÃO Conheça a Escola de Orientação, acolhida pela Acadêmia Sul-Americana de Orientação

30 ORIENTISTAS DO FUTURO

Projeto Anjos da Natureza, que leva os ensinamentos da Orientação a crianças carentes.


Editorial Iniciamos esse editorial novamente agradecendo todas as pessoas que nos mandaram mensagens sobre a revista de outubro. Como também a todas as pessoas quem contribuíram e vem contribuindo nas matérias para nossa revista. O mês de novembro, assim com foi o mês de novembro, é mais mês comemora vo, nesse mês é celebrado o combate ao Câncer de Próstata, com campanhas incen vadoras para realização de exame de próstatas para homens acima dos 40 anos, essa campanha é conhecida como “Novembro Azul”, logo a Revista PrisMagazine não poderia deixar de apoiar a causa, tanto que nossa logomarca durante todo novembro é apresentada na cor AZUL. O mês de novembro foi marcado pela realização do V Copa Nordeste de Orientação, com a par cipação de mais de 1000 atletas (incluindo atletas do II Campeonato de Inclusão Digital de Orientação), realizada no estado da Bahia, num belíssimo cenário da praia do Forte e Imbassaí. Também selecionamos algumas poucas das milhares de imagens registradas, para ilustrar um pouco de como foi o evento. Para homenagem do mês de novembro o Atleta Destaque será o campeão da categoria Elite Masculino do V COPANE, o atleta da seleção brasileira de Orientação, Joacy Dantas. “O Atleta-Destaque Mirim”, será novamente publicada, devido ao sucesso da coluna na edição de outubro, desta vez comum atleta pertencente de um projeto social de orientação de Curi ba, o Jean Gustavo Schmitd conta um pouco da sua história e conquistas. Também estamos exibindo novamente a coluna, “Na ponta do lápis”, para expor a orientação na visão das crianças, a par r de desenhos produzidas por elas. Lembrando que se você tem até 12 anos, e deseja que sua criação seja publicada, peça para seus pais nos enviar o seu desenho. Veja também, na edição desse mês, o que ocorreu de melhor nas etapas realizadas em novembro. Uma coluna bem bacana onde é contada a evolução das produções de mapas de orientação, feitos a mão até os dias de hoje altamente computadorizados. Sempre inovando, nesse mês temos uma coluna nova, “Por trás das lentes”, onde destacamos a cada mês e contamos a história de vida de fotogrados/orien stas, que nos presenteiam sempre com belíssimas imagens de orientação. A Revista contém uma entrevista com o Michal Hock, desenvolvedor do sistema de apuração Helga-O; dicas de saúde e treinamento sico; coluna do Junior Dias, destacando como fazer leitura de mapa de orientação; cobertura das etapas que aconteceram durante o fim de outubro e inicio de novembro; jogos e muito mais. Esperamos que o sucesso da primeira edição se repita nesta, e que possamos levar sempre o que há de melhor da orientação. Jeremias Araújo Diretor de Edição

Expediente Equipe Edição Jeremias Araújo Rafael Dantas José Alexsandro

Diagramação, arte e criação Jeremias Araújo - jqcaraujo@gmail.com

Colaboradores Riceler Waske - waske.preparadorfisico@gmail.com Junior Dias - otaciliodias-bsb@hotmail.com Rafael Dantas - rafael.dantass@gmail.com Joacy Dantas - joacydantas@hotmail.com Maria Cris na - crisorientacao@gmail.com Michael Hock - mho@helga-o.com Nina Waldow - ninawaldowmarcos@gmail.com

Marcia Libânea - marciaventuras@yahoo.com.br Joaquim Margarito - orientovar.blogspot.com.br Carlos A. Xavier - orien sta.xavier@hotmail.com Cleber Winkler - omibcmb@gmail.com Plínio Costa - plinio.pr@gmail.com

Contato Comercial: (83) 9-8878 - 6800 Email: revistaprismagazine@gmail.com Site: www.primagazine.com.br Facebook: h ps://www.facebook.com/revistaprismagazine Instagram: revistaprismagazine


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ORIENTISTA EM FOCO COMO REALIZAR A LEITURA DE UM MAPA DE ORIENTAÇÃO - ISOM 2000. ESSE MÊS VAMOS FALAR SOBRE OS MAPAS DE ORIENTAÇÃO, ESTES TAMBÉM CONHECIDOS COMO CARTAS NO MEIO MILITAR, ELAS SÃO REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS DE UMA ÁREA, CONTENDO INFORMAÇÕES VISUAIS DO RELEVO, DA VEGETAÇÃO E OBJETOS ESPECIAIS, ANTES QUE APAREÇA A DÚVIDA JÁ VOU EXPLICANDO Os mapas de orientação são sim um pouco diferentes dos mapas cartográficos tradicionais, principalmente pelo fato que nestes mapas a linha que serve de guia para o norte aponta para o norte geográfico da terra ou também conhecido como norte verdadeiro, enquanto os de orientação apontam para o norte magné co. Para efeito de conhecimento existem três pos de direções base a qual sempre apontam para um po de norte, ou o norte geográfico, ou o norte magné co ou ainda o norte da quadricula, onde ambos podem apresentar variações de direção dependendo da região a qual está sendo observada. Para mais informações vou deixar um link na descrição do vídeo uma apos la bem interessante de topografia que falam mais sobre este tema. Agora falando apenas dos mapas para orientação. Eles são confeccionados par r das especificações internacionais para mapas de orientação, editada no ano de 2000 pelo comitê de mapas da IOF, recebendo o nome de ISOM 2000. ele tem como finalidade padronizar a simbologia empregada no esporte e abranger os mais variados pos de terrenos existentes no mundo. Os símbolos estão classificados em 7 categorias dis ntas: relevo, terrenos rochosos e pedras, água e pântanos, vegetações, elementos construídos, símbolos técnicos e símbolos de percursos. Antes de detalharmos cada um, é importante saber que os mapas possuem 7 cores básicas as quais podem ter diferentes tonalidades e apresentarem simbologias dis ntas. Possuindo assim catalogação exclusiva dentro de cada categoria.

Foto: Mapa H21E - 7ª Etapa do XXII do COERJ

RELEVO (100) As formas de relevo são desenhadas na cor castanho e o indica vo 100, representam as curvas de níveis que são caracterizadas como uma linha imaginaria que une todos os pontos de igual al tude, em outras palavras, é como se cortarmos uma serra em camadas de 5 em 5 metros, e para facilitar a diferença destes níveis a cada 25 metros e adicionada uma linha mais cheia chamada de nível mestra. Alguns símbolos especiais também são representados pela cor castanha que são as cotas , as depressões, buracos, barrancos, erosões , taludes e objetos especiais de terreno. TERRENO ROCHOSO E PEDRAS (200) São representados na cor preta e alguns em coloração acinzentado. Possuem 12 pos sendo as principais o penhascos intransponíveis (201), aliás quando se fala intransponível é realmente impossível de passar, não invente de querer tentar, os penhascos transponíveis (203) e os rochedos (202). ÁGUA E PÂNTANOS (300) Água e pântanos são representados pela cor azul e detalham os rios, os córregos, as nascentes (301 a 3013) e o que é objeto especial relacionado a água (314) que pode ser desde uma caixa d'água a um bebedouro e etc.

VEGETAÇÃO (400) Vegetação é a categoria mais importante para o orien sta, pois indica a velocidade de progressão, a visibilidade e as dificuldades que o atleta encontrará durante a rota escolhida. A cor branca representa a floresta aberta de fácil progressão, a cor amarela e suas variações representam as áreas abertas e a cor verde e suas variações representam a densidade da floresta, as vegetações ra s t e i ra s e o s objetos especiais de vegetação como troncos, árvores isoladas e moitas. O orien sta esperto é aquele que sabe iden ficar as áreas em total amarelo e branco as quais serão de corrida livre e evitar na


07 ELEMENTOS CONSTRUÍDOS (500) São todos os objetos construídos pelo homem sobre a super cie terrestre, tais como estradas (504), trilhas (de 505 a 508), as edificações (526), ruínas (530), os muros e cercas (519 a 5 2 4 ) e o s o b j e t o s construídos pelo homem o (539 e o 540) que podem ser um churrasqueiras, um banco de praça e etc.

SÍMBOLOS TÉCNICOS (600) São os símbolos empregados em todos os pos de mapas e são representadas pela cor preta ou azul, as linhas que representam a direção do norte magné co (o 601 e o 601.1). Dentro desta categoria estão também as marcas de ajustes (602), o ponto cotado (603), e a al tude da cota (603.1). SÍMBOLOS DOS PERCURSOS (700) Estes são os símbolos u lizados no traçado dos percursos, representados na cor magenta. São elas a par da (701), a qual o topo do triângulo sempre estará apontando para o ponto de controle 1 e ligados pela linha de conexão (704). E por fim a rota balizada (705), chegada (706). Dentro do mapa podem apresentar outros símbolos de percursos mais os principais são as áreas perigosas (710) no qual o atleta é proibido entrar nesta área, pois pode haver uma colmeia de abelha ou outros, como também o ponto de reabastecimento (713), o famoso ponto de água. Uma dica é que o ponto de controle (703) possui a numeração do 1 ao 30 e ela está sempre paralela a direção da linha do norte magné co (601). Assim se o número es ver a sua frente então o norte também estará. Mas isso vamos abordar melhor nos próximos nas próximas edições da revista. Então orien sta você já pode começar a estudar a ISOM e compara em um mapa mais an go os símbolos assim você mentaliza melhor e nos próximos episódios ira começar a aplicá-las com a u lização de técnicas de deslocamento e a u lização correta da bússola.


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História da Orientação A EVOLUÇÃO DOS MAPAS DE ORIENTAÇÃO NO PARANÁ 1994-1999 COM O OBJETIVO DE COLABORAR COM ESTE IMPORTANTE MEIO DE DIVULGAÇÃO DO NOSSO ESPORTE E CONTAR UM POUCO DA HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DOS MAPAS DE ORIENTAÇÃO NO ESTADO DO PARANÁ, RESOLVI FAZÊ-LO A PARTIR DOS EVENTOS REALIZADOS NO CIRCUITO PARANAENSE DE ORIENTAÇÃO (CIPO), A PARTIR DA SUA 1ª EDIÇÃO EM 1994, QUE NESTE SE DENOMINOU CAMPEONATO ABERTO INDIVIDUAL DE ORIENTAÇÃO (CAIO). Assim sendo, todos os eventos de orientação realizados no Paraná até 1994, além de não seguirem um padrão preestabelecido, não eram regidos por regras ou regulamentos, ficando a critério de quem os organizava divulgar as normas que seriam seguidas naquela compe ção e, assim sendo, as invenções eram bem cria vas, algumas adequadas, outras nem tanto. Além disso, não havia categorias específicas por sexo, grau de dificuldade e nem mesmo por faixas etárias, ou seja, era a popular “vala comum”. Os percursos eram traçados para testar a resistências dos atletas, onde 10Km de distância era considerado “curto”, além de alguns pontos de controle serem colocados em locais de di cil acesso, onde se tornava um desafio e uma aventura tanto para localizá-los como para abordá-los. Não exis a Arbitragem e muito menos Júri Técnico, tudo era decidido na forma de “quem pode mais chora menos”. A maioria dos atletas eram militares, um ou outro civil que pra cava orientação com toda certeza já havia sido militar anteriormente. Ninguém nunca nha ouvido falar e nem mesmo sabia que exis a uma tal de “ISOM” (Especificações Internacionais para Mapas de Orientação), apesar da mesma ter sido editada a par r de 1969 (1ª), 1975 (2ª),1982 (3ª), 1990 (4ª) e 2000, que está vigente até hoje. Mesmo assim, foi enfrentando todas estas barreiras, restrições e dificuldades, que chegamos ao padrão que estamos atualmente e, ainda temos muito que evoluir em todos os quesitos do esporte, porém afirmo, com muita convicção que em se tratando de mapeamento estamos muito bem, diria até que estamos no mesmo nível dos mapeadores europeus, a única preocupação é que não está havendo renovação destes profissionais no Brasil. Neste ar go vou focar no relato da evolução da qualidade dos mapas de orientação no Paraná, até o ano de 1999, ano este que pode ser chamado de “divisor de águas” para a orientação brasileira, com a fundação da Confederação Brasileira de Orientação (CBO) em 11 de janeiro de 1999, na cidade de Guarapuava-PR, e a realização da 1ª etapa do I Campeonato Brasileiro de Orientação (CamBOr), realizada no distrito de Faxinal do Céu, Pinhão-PR, no dia 25 de abril de 1999.

Neste ar go vou focar no relato da evolução da qualidade dos mapas de orientação no Paraná, até o ano de 1999, ano este que pode ser chamado de “divisor de águas” para a orientação brasileira, com a fundação da Confederação Brasileira de Orientação (CBO) em 11 de janeiro de 1999, na cidade de Guarapuava-PR, e a realização da 1ª etapa do I Campeonato Brasileiro de Orientação (CamBOr), realizada no distrito de Faxinal do CNo Estado do Paraná, o Esporte Orientação teve o seu primeiro marco significa vo, com a realização do XVII Campeonato Mundial Militar de Orientação, promovido pelo Conselho Mundial de Esportes Militares (CISM) em 1983. A par r deste evento muitas a vidades espor vas de orientação passaram a ser realizadas, pois ficaram os mapas produzidos como legado. Mesmo assim, com o passar do tempo a maior dificuldade ainda era a falta de mapas, pois tanto no Brasil como no Paraná, não haviam mapeadores qualificados. Em 1997, o Clube de Orientação de Curi ba em parceria com o Clube de Orientação de Ponta Grossa, organizaram o II Campeonato Sul-Americano de Orientação na região metropolitana de Curi ba, u lizando um mapa produzido por três mapeadores Suecos, os quais ainda eram novatos na arte de mapear e veram as suas viagens patrocinadas pelo orien sta sueco Peo Bengtson, que na época era sócio da empresa Park World Tour, a qual agenciava viagens ao redor do mundo para pra car orientação. Infelizmente estes mapeadores não nos deixaram muita coisa como legado nesta oportunidade. Assim sendo, os eventos eram organizados com a u lização fotocópias (preto/branco) de cartas topográficas militares, em escalas 1:25.000, 1:50.000 e até 1:100.000 (isso mesmo, cem mil). Alguns orien stas mais dedicados pintavam manualmente alguns detalhes nos mapas, como a hidrografia (azul) e as trilhas (vermelho). Para isso eram u lizadas canetas hidrográficas e lápis de cor, sendo um trabalho muito demorado, cansa vo e desgastante, pois nha que ser mapa a mapa, mas já era o diferencial daquela época. Bússola de mapear Mod. 54 (a par r de 1999), GPS (a par r de 2004) e Google Earth (a par r de 2006), são tecnologias modernas u lizadas atualmente que até então nem se sonhava exis r algum dia. Os instrumentos u lizados eram improvisados e arcaicos, mas era o que nhamos, além de muita cria vidade e dedicação. Nos mapas expostos a seguir, poderemos constatar a considerável evolução ocorrida no período compreendido entre 1994 e 1999, principalmente a par r de 1995, com a fundação dos primeiros Clubes de Orientação do Estado, Clube de Orientação de Curi ba (COC), Clube de Orientação de Ponta Grossa (COP), Clube de Orientação Lobo Bravo de Guarapuava (COLB), Clube de Orientação Rio Mafrense de Rio Negro (CORM) e Cobra Clube de Orientação de Cascavel (CCO), e posteriormente a Federação Paranaense de Orientação (FPO), em 1998.éu, Pinhão-PR, no dia 25 de abril de 1999.


09 Até 1994, todos os mapas de orientação eram extratos de cartas militares ou ob das em órgãos das prefeituras municipais, impressos por meio de fotocópias em preto/branco, como podemos observar no mapa a seguir:

Vale destacar aqui que neste período todos os mapas traziam impresso uma frase bem conhecida de todos os orien stas daquela época, que de certa forma isentava os organizadores do evento de qualquer responsabilidade sobre a qualidade do mapa: “nem tudo que está no terreno consta no mapa e vice-versa”

MAPAS UTILIZADOS NO CIRCUITO PARANAENSE DE ORIENTAÇÃO (1994-1998) O mapa abaixo foi u lizado na 3ª etapa do Campeonato Aberto Individual de Orientação, realizada em 03 de maio de 1994, na região de Campo Largo, o qual deu origem ao Circuito Paranaense de Orientação (CiPO), que em 2015 esta disputando a sua XXII edição.

O CAIO foi disputado em uma única categoria e realizado em áreas abrangendo a região metropolitana de Curi ba, Ponta Grossa e Rio Negro, sendo a sua 2ª edição, a par r de 1995, passando a ser denominada CiPO, estendendo-se para todo o Estado.


10 A 1ª etapa do II CiPO/1995, realizada em Guarapuava, foi marcada pela impressão colorida dos mapas, porém con nuava sendo um extrato de cartas militares e fotocópia, mas para aquela época foi uma grande inovação em relação ao que se nha até então. Todos os mapas do CiPO daquele ano passaram a ter este padrão.

Com a fundação dos primeiros Clubes de Orientação do Estado no final de 1995, o III CiPO/1996 marcou mais uma inovação nos mapas, pois a par r desta edição, os mesmos deixaram de ser apenas extratos de cartas militares, sendo reambulados (atualizados) por orien stas mais experientes de cada clube, acrescentando mais detalhes do terreno e melhorando o desenho, mesmo que de forma manual.


11 O III CiPO foi disputado em 8 categorias que eram denominadas A, B, C, D, D1, E, F e G, sendo as categorias E e G exclusivamente para o público feminino, desta vez já contando com a par cipação significa va de 19 Damas.

Baseado na experiência do ano anterior, o processo de reambulação foi sendo aprimorado em 1997, padronizando alguns procedimentos e acrescentando mais detalhes nos mapas, conforme podemos observar no mapa a seguir, u lizado na 2ª etapa do IV CiPO.

Nesta edição, além do sexo, as categorias já estavam divididas por faixas etárias e graus de dificuldade, mais ou menos como são atualmente

Foi em 1997 também que foi dado o grande passo para o futuro, quando os Clubes existentes no Estado até então, por meio da popular “vaquinha”, adquiriram o OCAD 6.0 o qual foi u lizado pela primeira vez no desenho do mapa abaixo.


12 Mesmo com a aquisição do OCAD 6.0, a maioria dos orien stas não nham conhecimento da aplicação deste so ware ou mesmo não nha um computador para tal. Assim ainda con nuavam desenhando os mapas manualmente, porém de forma mais sofis cada, com a u lização de “penas de nanquim”, como pode ser observado no mapa abaixo, u lizado na 2ª etapa do V CiPO/1998.

Pode ser observado também que os percursos são traçados também de forma manual, pois o Ambiente de Percurso no OCAD somente foi disponibilizado a par r da versão 8.0, alguns anos mais tarde. Com a fundação da Confederação Brasileira de Orientação (CBO) em 1999, o esporte passou por uma rápida evolução de maneira geral e, consequentemente os mapas veram uma melhoria técnica muito significa va, como pode ser observado o mapa abaixo, u lizado na 1ª etapa do I Campeonato Brasileiro de Orientação (CamBOr), primeiro evento oficial da CBO. Após a fundação da CBO em 1999, consequentemente surgiram as Regras, os Regulamentos, os Cursos, o Quadro de Árbitros, o Quadro de Mapeadores e o Quadro de Técnicos, e a par r destes, iniciou-se um processo evolu vo do Esporte Orientação em todo o Brasil, começando pelo sul do país e estendendo-se para todas as regiões do país em menos de uma década.

A par r de 2000, já com a CBO ins tucionalizada, vieram os cursos de formação de mapeadores que, aliados à u lização do OCAD para o desenho dos mapas e com o surgimento das impressoras jato de nta coloridas (que eram o top da época) e posteriormente as impressoras laser, os mapas sofreram uma grande melhoria tanto nos trabalhos de campo com a u lização de novas tecnologias como GPS e Google Earth, proporcionando a produção de mapas georreferenciados e u lização de imagens de satélite como mapa base, facilitando a inclusão de detalhes, bem como a qualidade da impressão impressão em off-set e separação de cores. A par r de então, a evolução foi sendo aperfeiçoada constantemente, até chegarmos ao padrão dos mapas atuais.

TEXTO E IMAGENS CARLOS ALBERTO XAVIER – CBO nº 10 Diretor Técnico da Federação Paranaense de Orientação (FPO Presidente do Conselho de Árbitros da CBO


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JOACY DANTAS

ATLETA DESTAQUE DE FAMÍLIA HUMILDE DO INTERIOR DO RIO GRANDE DO NORTE, NASCEU EM 09 DE JUNHO DE 1979, EM NATAL – RN, SENDO O 2º FILHO DE 4 IRMÃOS. PASSOU POR NECESSIDADES, CHEGANDO A MORAR POR MUITO TEMPO EM CASA DE “TAIPA”. FASCINADO POR ESPORTES E TENDO O ESPÍRITO AVENTUREIRO TINHA COMO SONHO DE INFÂNCIA SER MILITAR. DESDE CRIANÇA GOSTAVA DE CORRER, NO ENTANTO CORRIA DE PÉS DESCALÇO POIS NÃO TINHA CONDIÇÕES DE COMPRAR TÊNIS. Sem imaginar que exis sse a Orientação, lembra que quando adolescente sonhou que par cipava de uma corrida diferente, onde corria com um mapa e nha que passar em pontos obrigatórios em área de floresta. Sua história na Orientação se confunde com sua carreira militar, pois foi durante o Curso de Formação de Sargentos realizado em Fortaleza-CE, no ano de 2002, onde teve o primeiro contato com o esporte, realizando naquele ano 2 percursos do an go CINEBO (Circuito Nordeste do Brasil de Orientação), organizado pelo Cel Sérgio Brito. Ocasião em que ficou intrigado, pois o que havia sonhado quando adolescente, realmente exis a. Foi para Manaus-AM, onde realizou algumas pistas de Orientação, vindo a compor a Equipe de Orientação do Comando Militar da Amazônia, nos Jogos Despor vos do Exército, realizado em Brasília-DF, no ano de 2005. Foi nomeado Monitor da Academia Militar das Agulhas Negras, nos anos de 2006 a 2008. Período em que pouco pra cou o esporte, realizando apenas algumas pistas. Um fato curioso o fez se dedicar ainda mais no esporte, foi quando da sua transferência para Brigada de Infantaria Paraquedista, no ano de 2009, o Chefe da Equipe de Orientação daquela Grande Unidade falou que ele não nha currículo nem tão pouco condições de integrar a equipe. Hoje ele é agradecido àquele chefe de equipe, pois o mesmo não sabe o quanto mo vou o atleta com suas palavras de reprovação. Joacy lembra que palavras como: não consegue, não tem condições, não dá, é impossível para você; não fazem parte do seu vocabulário. Estas palavras são como combus veis durante seus treinamentos e compe ções, fazendo-o mo var mais ainda. Considera o ano de 2009, como sendo o início no esporte, onde realmente começou a aprender a u lizar as técnicas previstas, como azimute, passo duplo, leitura da carta, ponto de ataque e etc. Realizou seu sonho no ano de 2014, que era o de fazer parte da Equipe de Orientação do Exército, ano em que não somente integrou a Equipe do Exército, como também fez parte da Equipe Brasileira Militar de Orientação no 47º Campeonato Mundial Militar de Orientação realizado em Gussing – Áustria em agosto de 2014. Elite, considera esta compe ção como sendo uma das principais compe ções do calendário nacional, pois é uma compe ção onde existe um grande congraçamento entre atletas de todos os rincões do país. Independente do resultado, todos se divertem, fazem festa e curtem a compe ção, que geralmente é organizada em lugares paradisíacos. Para o futuro, segue se preparando e treinando para as sele vas do 48º Mundial Militar de Orientação a ser realizado no Brasil ano que vem. Como Bicampeão da Copa Nordeste de Orientação na categoria


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PRINCIPAIS CONQUISTAS

COMPETIÇÕES MILITARES Ÿ 2º lugar por equipe dos Jogos Despor vos do Exército em Ÿ

Ÿ

Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ

2005, realizado em Brasília-DF; Tri-campeão das Olimpíadas da Brigada de Infantaria Paraquedista (2009, 2010 e 2013) realizado no Rio de Janeiro-RJ; Campeão por equipe das Olimpíadas do Comando Militar do Leste em 2013, realizado no Rio de JaneiroRJ; 2º lugar por equipe dos Jogos Despor vos do Exército em 2013, realizado no Rio de Janeiro-RJ; Integrante da Equipe do Exército no Campeonato Militar de Orientação das Forças Armadas em 2014; Integrante da Equipe Brasileira Militar de Orientação em 2014; 3º lugar no percurso longo dos Jogos Despor vos do Exército em 2015, realizado em Brasília-DF.

COMPETIÇÕES CIVIS Ÿ Campeão do I Troféu Sudeste de Orientação em 2009, Ÿ

Ÿ Ÿ Ÿ

na Cat H21A, realizado em Tremembé-SP; Campeão do I Campeonato Brasileiro de Orientação de Praia em 2009, na Cat H21A, realizado no Rio de Janeiro-RJ; 3º lugar do Campeonato Sul-americano de Orientação em 2009, na Cat H21A, realizado em Cascavel-PR; 2º lugar do Troféu UFF de Orientação 2009, realizado em Niterói-RJ; Campeão do Troféu UFF de Orientação 2010, realizado em Niterói-RJ; Ÿ Campeão Brasileiro de Orientação em 2011, na Cat H21A; Ÿ Campeão Sul-americano de Orientação em 2011, na Cat H21A; Ÿ 2º lugar da Copa Nordeste de Orientação em 2013, na Cat Elite; Ÿ Bicampeão da Copa Nordeste de Orientação (2014 e 2015), na Cat Elite.


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DICAS DE TREINAMENTO Riceler Waske dos Santos – CREF: 002577-G/PB

Começamos a caracterizar o esporte Orientação na edição anterior e a missão a par r de agora é facilitar ainda mais o entendimento dos nossos leitores no quesito preparação sica. Lembramos a vocês que o esporte Orientação tem as suas exigências tanto a nível sico quanto a nível cogni vo. Apresentamos um estudo cien fico (Kolb, Sobotka e Werner) apresentou em seus resultados a contribuição rela va dos vários componentes para a performance global da orientação, em um dos seus

resultados foram iden ficados um equilíbrio entre a capacidade cogni va (orientação/navegação 46%) e a capacidade sica (corrida 54%). Agora vamos explicar melhor sobre as valências/capacidades sicas básicas para o esporte Orientação e falar um pouco sobre os pos de treinos que o atleta poderá inserir na sua ro na de treinamento. Para simplificar o entendimento sobre as capacidades sicas inerentes ao nosso esporte vamos ao quadro didá co:


17 Num estudo muito interessante in tulado de “Caracterização da resposta fisiológica de uma prova de orientação de distância média em atletas de elite nacional: estudo compara vo de uma prova de orientação com e sem componente de navegação” do autor Bruno José Moita Calafate Nazário, podemos encontrar de forma ainda mais clara o que viemos tratar nessa edição:

Potência Anaeróbica proporciona capacidade de manter elevado o ritmo de corrida durante as subidas pronunciadas

Potência Aeróbica - conduz a capacidade de manter um ritmo elevado de corrida sem acumular fadiga

Velocidade - conduz à

Flexibilidade - conduz à maior

capacidade de correr rápido, quer no sprint nal quer na corrida a descer

parte da uência da corrida

Força e Resistência Muscular - capacidade de correr em subida pronunciada, manter a ecácia do trabalho muscular ao longo da prova

Quaisquer que sejam os obje vos do atleta no esporte

O treinamento e a prá ca espor va sem a orientação de um

Orientação, desde o simples desejo de bem-estar e qualidade de vida

profissional não levam o atleta profissional ou amador aos bons

até a busca de desempenho de elite, a preparação sica vem se

resultados, sem a devida orientação vamos apenas a um único lugar,

aperfeiçoando cada vez mais com técnicas aprimoradas.

lesão.


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SAIBA COMO FOI !! VII ETAPA - CIRCUITO CATARINENSE DE ORIENTAÇÃO 2015 Por Ademir R. H. Ruwer - Diretor Técnico da VII Etapa CiCOr

Nos dias 7 e 8 de Novembro, no Município de Campo Alegre – SC, o Clube de Orientação de Joinville (COVILLE) organizou a III Etapa do Circuito Catarinense de Orientação (CICOr) de 2015. Conforme o Regulamento do CICOr, o evento contou com uma prova de Sprint realizada no Centro da Cidade na tarde do dia 7 (sábado) e o tradicional percurso longo na manhã do dia 8 realizada no Haras Cavalo Árabe – da Tigre (domingo). Por ser a úl ma etapa, ocorreu a premiação final do CICOr, além da premiação da Etapa. Durante a semana de montagem do evento, o COVILLE ministrou uma clínica de iniciação ao esporte de orientação à alguns alunos e professores do Município de Campo Alegre, com instruções teóricas e prá cas, culminando com a par cipação em uma categoria própria na prova Sprint.

Mapa Percurso Sprint - D Adulto

Agradecemos o apoio da Prefeitura Municipal de Campo Alegre – SC e do Corpo de Bombeiros Militares do Estado de Santa Catarina, par cularmente o Grupamento de Bombeiros de Campo Alegre – SC, estas ins tuições ajudaram em muito a realização do evento. Não se pode deixar de registrar a presença de atletas do Clube de Orientação de Curi ba COC, Clube de Orientação Rio Mafrense (CORM), Clube de Orientação Cataratas do Iguaçú e Natura Clube de Orientação, abrilhantando ainda mais o evento. Campo Alegre e uma Cidade pequena acima da Serra Dona Francisca, com uma vegetação rica em araucárias e muito bela com sua natureza exuberante e belas cascatas e proporcionando aos atletas muita sa sfação. A frase que ouvimos de uma atleta após a Chegada "Parei olhei para a natureza e fiquei hipno zado observando aquela paisagem". O percurso Sprint foi urbano, por se tratar de cidade pequena ha uma variedade de áreas abertas e vegetação na va com e cachoeiras e Arvores. O percurso Longo foi bem exigente tecnicamente e fisicamente e os atletas de modo geral concluíram o percurso dentro do tempo es mado. Muitos foram os elogios na chegadas dos atletas ao final do percurso como também nas redes sociais sobre a prova e as belas fotos postadas confirmam.

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SAIBA COMO FOI !! VI ETAPA - CIRCUITO DE ORIENTAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL 2015 Por Cleder Winkler - CBO 6675 - Presidente do COMIB

No úl mo dia 18 de outubro deste ano, o Clube de Orientação do Colégio Militar de Brasília (COMIB) junto à Federação de Orientação do Distrito Federal (FODF), realizou a VI Etapa do Circuito de Orientação do Distrito Federal. Quinze foi o número de visitas feitas à região pelo mapeador (José Maurício) até aprontar o mapa, junto às visitas do traçador e arbitro, foi o inicio de um trabalho árduo, mas compensador. Com uma equipe de aproximadamente 15 pessoas durante a compe ção, espalhadas na largada, chegada, pontos de água, arbitragem, apuração... Todos do COMIB es veram focados 100% para que a IV Etapa do CODF fosse um sucesso. E o resultado não poderia ser outro. Com aproximadamente 200 atletas par cipando, a VI Etapa do CODF contou com um percurso com desnível muito acentuado, chegando a 235m, que adicionado a um dos dias mais quentes e seco do ano, causou um desgastes maior por parte dos atletas, o que fez com que o tempo de percurso também ficasse um pouco alto, em média de 80 minutos de prova, nas categorias Elite e Alfa. Mas nada que rasse o brilho nos olhos e a sa sfação de concluir o percurso. Por ter ocorrido em uma área inédita e com o terreno bastante movimentado, ocorreu a incidência de mata na va em torno do Córrego do Meio, e no restante foi o Cerrado. Como havia várias chácaras na área da carta, com muitos cachorros, houve a preocupação da organização, além de conferir se os animais estavam presos no dia, ainda colocamos algumas áreas marcadas como perigosas e fora da compe ção. Ao final a alegria por parte da montagem era ver os atletas chegando extenuados, porém, felizes e sorridentes. Alguns depoimentos: "hoje sim foi orientação", "fazia tempo que não nha um percurso assim", "quero pegar o traçador de percurso".


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SAIBA COMO FOI !! V ETAPA - CAMPEONATO PARAIBANO DE ORIENTAÇÃO 2015

NO ÚLTIMO DIA 18 DE OUTUBRO DE 2015, FOI REALIZADO A 5ª ETAPA DO CAMPEONATO PARAIBANO DE ORIENTAÇÃO. REALIZADO PELA EQUIPE AUTO ESPORTE ORIENTAÇÃO, A 5ª ETAPA ACONTECEU NO HOTEL FAZENDA CAMARATUBA, COM A PARTICIPAÇÃO DE MAIS DE 300 ATLETAS DE TODAS AS LOCALIDADES DO BRASIL. Mas as a vidades começaram muito antes. Em 2014 a diretoria do Auto Esporte já se reunia e discu a sua par cipação no CPO 2015. Após decidirem montar uma etapa em 2015 e a FOP acatar a decisão, o Auto Esporte Orientação foi incluído como organizador da V Etapa de 2015.

O evento foi realizado em um belo domingo de muito sol, logo na chegada do Hotel Fazenda, os atletas foram recepcionados com uma belíssima estrutura para os atletas e familiares. Um local cercado de natureza e com várias opções de diversão, como lago com pedalinhos, parques infan s, rolesa, piscina, touro mecânico e passeio de charrete. Tudo com a supervisão do Macaco Prego em sua ilha.

Após visitas a alguns lugares, o Hotel Fazenda Camaratuba apareceu como forte candidato a sediar o evento. Cercado por muita mata e com uma ó ma estrutura para receber os atletas, chamou logo a atenção da organização. Após apresentação de proposta a gerente do Hotel Fazenda, a Iolanda Silva, o martelo foi ba do e a par r deste momento a 5ª Etapa estava começando a tomar forma.

Foto:Déa Cajú

Às 8:30 o evento se inicio com a cerimônia de abertura e briefing, nesse momento foram realizadas todas as homenagens prestadas pela equipe do Auto Esporte Orientação, à todos os patrocinadores que apoiaram o evento e uma homenagem especial ao mapeador Rogério Oliveira, pelo belíssimos trabalho que vem prestando todos esses anos para a Orientação da Paraíba. Após as homenagens o hino nacional ecoou pelo Hotel Fazenda Camaratuba, nas vozes das mais de 300 pessoas presentes.

Foto aérea do Hotel Fazenda Camaratuba

Várias visitas técnicas e muito trabalho, esses foram as a vidades posteriores do mapeador, a vidades claramente reconhecida com excelentes mapas desenvolvidos para o evento, com muita vegetação, mata fechadas e terreno com alto disnível, o mapa forçou o rápido raciocínio dos atletas a procuras de rotas mais eficientes. Deste ponto em diante o trabalho ficou a cargo da primeira traçadora do Campeonato Paraíbano de Orietação, Mickella Farias, também desempenhando trabalho notório e de grande qualidade. Foto:Déa Cajú


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Às 9hs em ponto deu-se inicio a largada dos atletas, nesse momento todas as atenções estavam agora voltadas para o relógio, a cada minuto que passava um grupo de atleta adentrava na mata, todos com o mesmo obje vo, ir a busca dos prismas.

O destaque ficou para a premiação do Elite Masculino, que teve como campeão o atleta da seleção brasileira Joacy Dantas, no feminino a campeã foi atleta da casa, a Suênia Miliano do clube CORELE.

E logo se viu o trabalho da equipe de mapeadores e traçadores, com escolhas de terreno onde os desníveis fizeram presentes e foram marcantes. Os desgastes e preparos dos atletas foram colocados em prova, mas nada que rasse de todos o sorriso ao marcarem o prisma de chegada e desfrutarem uma maravilhosa mesa de frutas tropicais.

Foto:Déa Cajú

Foto:Déa Cajú

Após a apuração a organização realizou a cerimônia de premiação da etapa. Antes da entrega das premiações a organização junto a gerente da Hotel Fazenda Camaratuba, fizeram o anuncio oficial do lançamento da pista permanente no Hotel Fazenda, um marco muito importante para a Orientação na Paraíba, pois os orien stas agora terão mais um local para treinar. Na sequência foram premiados os 3 primeiros melhores atletas das 10 categorias com maior quan dade de atletas. A premiação foi entregue somente aos atletas presentes.

Foto:Déa Cajú

Após a etapa, o trabalho final do clube Auto Esporte Orientação ficou em desmontar toda a estrutura, recolher prismas e todo material e levar de volta para João Pessoa. Trabalho realizado com sa sfação pelo sucesso do evento, com a sensação de dever cumprido. Para a equipe o trabalho só acabou na madrugada da segunda feira … e acabou em pizza!

A equipe que organizou a #EtapaDoAuto: Diretor Geral e mapeador: Rogério Silva Tesoureito e árbitro de par da: Alex Silva Diretor técnico: Héd Cajú Traçadora de percurso e árbitra de chegada: Mickela Farias Divulgação e apuração: Rafael Dantas Diretor Administra vo e designer: Bruno Ataíde

Foto:Jeremias Araújo


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Michael Hock

ENTREVISTANDO Revista PrisMagazine (R.P.) - Quem é Michael Hock? Michael Hock (M.H) - Sou Belga tenho 42 anos, estou trabalhando na informá ca depois que terminei a faculdade em 1996. (R.P.) - Como a Orientação entrou na vida do Michael Hock? (M.H) - A Orientação chegou em 1984, quando meu vizinho (dois anos mais novo que eu) me convidou para irmos juntos a um treino. Depois nunca mais parei. (R.P.) - Qual o significado da Orientação para Michael Hock? (M.H) - A Orientação é minha vida, meu esporte e meu hobby de programador. Estou cuidando do site web do meu clube belga, onde trabalhei muitos anos na diretoria. As viagens de férias que faço quase sempre tem um des no onde há uma compe ção de Orientação; procuro contemplar esporte com turismo. (R.P.) - Como surgiu a ideia do desenvolvimento do Helga-O? (M.H) - Quando descobri os computadores em 1986-87, ja exis a um programa para gerar uma compe ção, feito para um membro do clube. Imediatamente fiquei interessado para todo o assunto, e con nuei o desenvolvimento do programma, quando o autor não teve mais tempo. O so se chamou “OLGA“, uma forma curta do nome completo do meu clube “OLG St-Vith ARDOC“. Ao mesmo tempo, surgiram alguns outros programas na Bélgica, entre outros, um do Robert Marique, chamando “HERMA“. Então, com a progressão do Windows nos anos 1990, ficou mais e mais complicado de con nuar com DOS. E quando começi de trabalhar em 1996, com Microso Access, imediatamente naceu a ideia de fazer um novo programa em Windows. E como já trabalhei muito com o Robert, decidimos de manter só um programa, de nome HELGA (conjunto de HERMA e OLGA). (R.P.) - Como Michael Hock vê a orientação antes e depois da Helga-O? (M.H) - Antes de HELGA, eu trabalhei na Orientação só para meu clube. Mas depois, foi à Bélgica inteira, pois em 1999, a Bélgica decidou comprar o equipamento de apuração eletrônica EMIT. E em pouco de tempo, ajustei o HELGA para falar melhor com o sistema EMIT. E todas as provas foram com HELGA... Entre outros, Campeonatos Interna onais como em 2004, o Mundial Estudan l em Bütgenbach (Bélgica) com a par cipação de Brasileiros e dos amigos Carla Maria Clausi e Itamar Torrezam! Em 2006 então começou a extensão para o Brasil com os cinco Dias de Orientação em Santa Maria, RS, e o Mundial Militar em Guarapuava/Faxinal do Céu, PR, da ini a va de Carla e Itamar, ao retornarem para o Brasil, depois de morar dois anos na Bélgica.

(R.P.) - O Helga-O tem ainda o que evoluir? (M.H) - Sim, sempre estou percebendo áreas no programa para melhorar. E a tecnologia não para; o câmbio de dados sera ainda mais importante no futuro, por exemplo, existe agora um formato unico de arquivo IOF para o calendário interna onal, inscrições, resultados etc. que aindo preciso incluir no HELGA. E, tenho ainda mais ideias sobre a parte Web.. (R.P.) - Podemos esperar uma apuração mais moderna? (M.H) - HELGA não é um produto “terminado“, e vive das sugestões dos usários, que estou adicionando no ritmo que meu tempo permite. (R.P.) - Qual a importância da Orientação do Brasil para o Michael Hock? (M.H) - Desde 2006 quando descobri o Brasil e seus Orien stas, fiquei fascinado pelo país. Sou membro do Clube de Orientação de Curi ba, então par cipei de muitos campeonatos ja, apoiando também a apuração com HELGA, seja sistema EMIT ou SPORTident. E hoje estou muito feliz com o uso do programa em quase todo o Brasil, do Sul até o Nordeste! (R.P.) - O quanto a Orientação do Brasil ajudou ao Helga-O? (M.H) - Quando o Brasil comprou o SPORTident, eu não ainda nha muita experiencia com isso, então passei muito tempo para ajustar e melhorar o programa. A França, outro país onde o sistema é u lizado em algumas regiões e que trabalha com SPORTident, foi mais devagar para adotar o HELGA. Assim o Brasil deu um retorno mais importante para o “interface” com SPORTident. (R.P.) - Qual o recado de Michael Hock deixa para os Orien stas de todo o Brasil? (M.H) - É uma grande família de Orien stas que passam um bom tempo juntos nas compe ções, ser irmão com um grupo de amigos...E o que gosto demais no Brasil!!!


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Escola de Orientação Por José Otáivo Dornelles - Academia Sul-America de Orientação

A Escola de Orientação em Tupanciretã-RS é uma inicia va da Profª Sandra Wander, do Ins tuto Estadual de Educação Mãe de Deus, que tem como obje vos oferecer aos alunos do IEEMD a modalidade orientação como a vidade interdisciplinar e de educação ambiental, além da par cipação em compe ções. O interesse surgiu com a inclusão da modalidade nos Jogos Escolares de Rio Grande do Sul e a par cipação de alguns alunos do IEEMD. A academia Sul-Americana de Orientação ciente da dedicação de professores e alunos na busca por esta modalidade e, tendo como uma das finalidades oferecer as condições para que o desporto Orientação seja ministrado nas escolas, em todos os níveis, como a vidade forma va e interdisciplinar, resolveu apoiar a criação da Escola de Orientação na cidade Tupanciretã – RS. Atualmente a Escola de Orientação encontra-se na fase de construção dos mapas didá cos, montagem da sequência pedagógica e capacitação dos professores. O próximo passo é oferecer aos alunos e comunidade em geral as aulas de orientação, previsto para o início do próximo ano.

Mapa produzido por alunos da Escola de Orientação em Tupanciretã - RS

Foto: Gentilmente cedido por José Otávio Foto: Gentilmente cedido por José Otávio


Realização:

Apoio

Organização:


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ORIENTISTAS DO FUTURO ANJOS DA NATUREZA A ESCOLA DO ESPORTE ORIENTAÇÃO – PROFESP ( P RO G R A M A F O RÇ A S N O E S P O RT E ) T E M P O R FINALIDADE FOMENTAR A PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA ALIADA À EXPLORAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO NO QUAL O PARTICIPANTE VIVE, CONHECE E CUIDA COM ATENÇÃO ESPECIAL A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE COM RESPEITO AO OUTRO E A SI PRÓPRIO.

O inicio das a vidades foram em março de 2006 na Rua da Cidadania do Carmo com os jovens do CRAS – Centro de Referência de Ação Social Iguape através da educadora Camila Bennon Rosa, jovens das demais a vidades espor vas PASE vivenciaram e começaram a par cipar. Em parceria com o a Unidade Militar 5º GA CAP Grupo de Ar lharia de Campanha Auto Propulsado desde 03 de março de 2007 realizamos nossas a vidades junto da natureza na floresta do quartel.

Por Maria Cris na Fernandes, professora do Projeto Anjos da Natureza

Persistência e determinação nas diversas situações da vida além de estudar as diversas possibilidades de localização de um determinado espaço geográfico, são os es mulos do PROFESP, pois sabe-se da necessidade da orientação espacial na vida das pessoas e de integrá-lo a sociedade, com um esporte não convencional capaz de atender as diversas faixas etárias e condicionamentos sicos de acordo com performance e vivências OBJETIVOS O PROFESP tem como obje vos principais: · ·

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Conhecer para aprender a valorizar cada vez mais e preservar o meio Ambiente; Desenvolver uma a vidade sócio educa vo voltada para a prá ca despor va do esporte Orientação, envolvendo a comunidade curi bana. Ocupar os jovens com a vidades lúdicas e espor vas diferenciadas junto a natureza

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Buscar o desenvolvimento e crescimento do desporto orientação no âmbito nacional;

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Aprimorar conhecimentos/técnicas e desenvolvimento de estratégias para o bom desempenho dos atletas;

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Desenvolver a autoes ma nas tomadas rápidas de decisões;

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Contribuir para o desenvolvimento da orientação despertando novos valores e talentos espor vos individuais;

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Par cipar de fes vais, campeonatos e circuitos de Orientação para divulgação da cidade de Curi ba.

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Manter vivo a vontade de con nuar a pra ca do esporte

Em junho de 2011 foi inaugurada a primeira PPO - Pista Permanente de Orientação em Curi ba no 5º GA CAP 5º GAC AP com a colaboração da FPO, ALL e UTFPR e o fomentador Professor Raul Friedmann desta forma aprimoramos nosso treinamentos possibilitando conquistar resultados expressivos. A equipe de atletas conhecida como “Anjos da Natureza” faz parte da turma de 60 alunos destes 20 são atletas de Orientação de varias faixas etárias, que se encontram em áreas de vulnerabilidade social. Competem em categorias de nível di cil e muito di cil com destaque em eventos metropolitanos, paranaense, brasileiro, copa nordeste e sul americano sendo campões nos diversos eventos de vulto nacional.

Foto: Gen lmen te cedido

por Maria Cris

na Fernandes


31 A relevância desta experiência tem sido a cooperação e integração entre a Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Organização Militar – 5º GAC AP as escolas e as comunidades circunvizinhas, a oportunidade de nos atletas da modalidade compar lhar conhecimentos sendo os Anjos da Natureza na acolhida de novos pra cantes e poder oferecer uma vivencia diferenciada com possibilidades de u lização de seus conhecimentos sistemá cos serem vivenciados junto a natureza e a possibilidade que o esporte Orientação fornece: preparar para vida, formar seres humanos decididos, seguros e prontos para a superação de desafios preservando o meio ambiente.

Foto: Gen lmente cedido por Maria Cris na Fernandes

As aulas são realizadas na unidade militar 5º GAC AP - Grupo de Ar lharia de Campanha Auto Propulsado, onde há a 1º PPO - Pista Permanente de Orientação de Curi ba, no projeto PROFESP – Forças no Esporte, contam com a colaboração do COC – Clube de Orientação de Curi ba, FPO – Federação Paranaense de Orientação, CBO – Confederação Brasileira de Orientação, UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná e as compe ções são realizadas em áreas naturais e de reflorestamento. As a vidades são desenvolvidas pela professora especialista de educação sica Maria Cris na Fernandes que também e atleta, técnica e arbitra de Orientação O período das aulas na manhã e tarde todos os dias da semana.

Foto: Facebook do Anjos da Natureza

Foto: Gen lmente cedido por Maria Cris na Fernandes


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Atleta Destaque

Mirim

Jean Gustavo Schmdit

Oi, eu sou Jean. Eu comecei na orientação a mais ou menos há 4 anos, naquela época eu não queria pra car nenhum po de esporte ou a vidade sica. Eu já havia tentado diversas escolinhas de esportes (como escolinhas de futebol), mas fui orientado a parar em todas. Eu não gostava de nenhum desses esportes e não conseguia me socializar com os outros alunos (na época eu não nha muitos amigos e não conseguia me comunicar direito com outras pessoas). Eu comecei na Orientação quando a minha mãe descobriu o esporte (conversando com a professora Maria Cris na) e me levou para fazer uma experiência, o esporte me chamou muito a atenção, no qual estou pra cando até hoje. Após um tempo minha mãe se machucou e com isso eu ganhei autonomia suficiente para poder par cipar de provas sozinho, e com o passar dos tempos eu consegui me tornar Vice-Campeão Paranaense, Brasileiro e Sul-Americano, em anos diferentes. Eu consegui evoluir muitos nesses 4 anos, na questão sica, social e de auto es ma. Quando eu comecei não conseguia conversar com outras pessoas, não corria mais de 10 metros sem me cansar, eu era uma pessoa muito triste. Hoje eu me socializo com pessoas das mais diferentes localidades, consigo correr pistas de 5km e me sinto muito feliz e disposto. Eu pretendo melhorar cada vez mais, além de ir a lugares mais além e me tornar amigos de várias pessoas de vários lugares. Minha meta atual é ir para o Campeonato Sul-Americano de Orientação no Chile em 2016.

Principais Conquistas Ÿ 2º Lugar Campeonato Brasileiro de Orientação 2012 Ÿ 3º lugar Campeonato Metropolitado 2013 Ÿ 2º Lugar Campeonato Sul-Americno 2013 Ÿ 4º Lugar Campeonato Sul-Americno 2014 Ÿ 2º Lugar Copa Noredeste de Orientação 2015 Ÿ 3º Lugar Circuito Paranaense de Orientação 2015 (resultado parcial) Ÿ 3º lugar Campeonato Metropolitado 2013 (resultado Parcial


SEM PALAVRAS ... Foto: Ricardo Lorençato Foto: Déa Cajú

Foto: Nina Waldow

Foto: Odete Rech

Foto: Ricardo Lorençato

Foto: André Pivoto

Foto: Ana Paula Matukiwa

Foto: Ricardo Lorençato

Foto: André Pivoto


Foto: Odete Rech

Foto: Ana Paula Matukiwa

Foto: Odete Rech Foto: Ana Paula Matukiwa

Foto: Ricardo Lorençato Foto: André Pivoto

Foto: Nina Waldow

Foto: Antônio Neto

Foto: André Pivoto


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POR TRÁS DAS LENTES

Por Nina Waldow

Meu nome é Aline Waldow Marcos, também conhecida por Nina Waldow. Sou casada com o Jadson, moramos em Curi ba/PR, tenho 34 anos, sou formada em Educação Física e de 3 anos e meio pra cá venho estudando sobre uma paixão que sempre ve, a fotografia. Minha história com a Orientação começou bem antes de eu ouvir falar a respeito deste esporte. Pra isso preciso voltar para junho de 2012, quando em uma par da de futebol, rompi o ligamento do joelho, o que me forçou a entrar na faca pra reconstruí-lo. Foi um período bastante doloroso e di cil porque eu sempre gostei de esporte e sempre fui muito elétrica. Nessa mesma época, com o joelho podre do jeito que estava, me matriculei num curso de fotografia, que sempre foi um dos meus desejos. Fiz a cirurgia em Setembro/12 e fiquei 8 meses sem poder fazer qualquer po de a vidade sica, a não ser o que a fisioterapeuta passava nas sessões diárias que fui obrigada a fazer. No final de Maio/13 pude recomeçar a pra car esporte, mas pra isso ve que voltar pra academia pra fortalecer a musculatura da perna operada. Na academia que me matriculei, através da professora (Evelyn Sereneski), conheci a orientação. Ela falou a respeito deste esporte que pra cava e fiquei encantada pela forma com que descrevia a orientação. Foi então que ela me mostrou uns mapas das corridas que havia feito e a çou mais ainda minha curiosidade em fazer uma das corridas. Depois da primeira corrida não larguei mais. Tá, mas o que tem a fotografia com isso? Tem tudo a ver! Levei minha câmera numa das etapas pra treinar sobre a teoria que aprendia nos cursos que estava fazendo. Foi então que ve a oportunidade de fazer a cobertura dos eventos aqui do Paraná tendo minhas fotos publicadas na fanpage da FPO (Federação Paranaense de Orientação). A minha paixão e visão sobre o esporte e a oportunidade de pra car a orientação me ensinou

e me ensina a buscar o movimento e a ter um olhar de atleta fotógrafa, e através dos "cliques" transmi r em imagens um pouquinho da vida de cada um, congelando na fotografia, um momento único e pessoal daqueles que fotografo. Amo fotografar as corridas. Amo esporte. Sou apaixonada pela orientação. Hoje posso dar graças a Deus por ter permi do que eu rompesse o ligamento do joelho (na época fiquei furiosa porque não ia poder mais jogar bola), pois através desse fato eu vim a conhecer esse esporte por quem sou tremendamente apaixonada. Minha vontade hoje é con nuar divulgando a orientação através das imagens e ver esse esporte ser divulgado com maior intensidade pra que mais pessoas venham a pra cá-lo. Você pode não me ver nas corridas, mas tenha certeza que eu vejo você, e na sua naturalidade tento captar o seu momento. Con nue a correr... e lá eu também vou estar, clicando.


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Plinio Costa Nascimento

Fala, Presidente Por Plínio Costa Nascimento - Presidente da FPO

A Federação Paranaense de Orientação (FPO) foi fundada em 30 de maio de 1998, sendo a segunda federação a ser fundada no Brasil. Seu primeiro Presidente foi o Sr. WALTER CHIARATO; após foi a vez de Sr. CARLOS ALBERTO XAVIER, seguindo por Sr. JAIME DEMARCHI; e a novamente o Sr. CARLOS ALBERTO XAVIER. Atualmente é presidida por PLÍNIO C NASCIMENTO. Atualmente existem 07 (sete) clubes em a vidade no estado do Paraná, o Clube de Orientação de Curi ba - COC, Clube de Orientação Lobo Bravo - COLB, Clube de Orientação Rio-Mafrense – CORM, Cobra Clube de Orientação - CCO e Clube de Orientação Cataratas do Iguaçu – COCI, Clube de Orientação Gralha Azul – COGA e o caçula Associação de Corredores de Rua de Pato Branco – ACORPATO fundado este ano. Neste ano a FPO homenageia um dos batalhadores pelo desenvolvimento do esporte no estado, que por força do des no nos deixou a 10 anos, o XXII CiPO foi em homenagem ao Sr SÉRGIO LUIZ MARTINS para os amigos “o véio”. O Clube de Orientação Gralha Azul – COGA em 2015 recebeu o troféu de Clube Campeão Brasileiro de Orientação, o Clube de Orientação de Curi ba – COC foi o Clube Vice Campeão Brasileiro e ambos estão em disputa ainda no Campeonato Sulamericano que acontecerá em dezembro. A Federação Paranaense de Orientação neste ano sagrouse Bi Campeã Brasileira, com os resultados ob dos pelos nossos atletas.

Presidente da Federação Paranaense de Orientação

Nestes mais de 18 anos de Orientação estadual já realizamos mais de 150 provas, com a par cipação de atletas nacionais e internacionais, nossas provas são de total dedicação por parte da equipe de organização que trabalha com entusiasmo por um bem maior, a sa sfação dos atletas par cipantes. Provas como o Campeonato Sulamericano de Orientação, a primeira prova nacional de Orientação - 1° CAMBOR, recentemente o encerramento do Campeonato Brasileiro do corrente ano, realizada na Pousada Rincão Alegre na região de Mandirituba-PR. Finalizando as a vidades do calendário no estado deste ano, será realizado a etapa final do XIX Circuito Oeste de Orientação Paranaense no dia 08 de novembro na região de Cascavel-PR, a etapa final do XXII Circuito Paranaense de Orientação (CiPO) e final do OrisPRint, nos dias 21 e 22 de novembro na região de Reserva do Iguaçu-PR, no dia 29 de novembro a final do XVII Campeonato Metropolitano de Orientação de Curi ba (CMOC) na região metropolitana de Curi ba-PR. Realizamos em conjunto aos clubes o Campeonato Metropolitano de Orientação de Curi ba – CMOC, o Circuito Oeste de Orientação Paranaense – COPO, Paranaense de Orientação Sprint, ainda são promovidos percursos treino para os nossos atletas e convidados e cursos de iniciação ao esporte para interessados e novos atletas. A FPO é uma Federação jovem, mas já tem muitas realizações e irá realizar muitas mais, aos atletas que vierem par cipar de uma prova em nosso estado serão recompensados com um nível técnico adequado a sua categoria, com percursos bem preparados e com todo nosso pessoal pronto para apoiá-los. Um abraço, e até breve. PIAU!!!


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PEL

ORIENTAÇÃO

BRA SIL

A V COPA NORDESTE DE ORIENTAÇÃO OCORREU ENTRE OS DIAS 30 E 31 DE OUTUBRO E 01 DE NOVEMBRO NAS PRAIAS DE IMBASSAI E DO FORTE NO MUNICIPIO DE MATA DE SÃO JOÃO, BAHIA. O EVENTO CONTOU COM A PRESENÇA DE QUASE 1000 ATLETAS DE TODO O BRASIL, INCLUÍNDO A PRESENÇA DAS CRIANÇAS DO PROJETO FORÇAS NO ESPORTE DO GOVERNO FEDERAL.

A manhã da sexta-feira foi reservada para o acolhimento dos atletas que estavam chegando, de diversos estados do Brasil, para par cipar do COPANE, ainda pela manhã houvea abertura da pista treino para os atletas começarem a sen r o gos nho do que lhes esperava. Treino de muito branco entre as altas árvores de Eucalipto. Na tarde da sexta feira ocorreu a abertura oficial do evento com a presença de atletas, representantes das forças armadas e sociedade. Após a abertura teve início o Sprint na Praia do Forte. Mapa com várias possibilidades de rotas aos atletas em meio aos becos da cidade. Lugar muito bonito e arborizado que somado ao final de tarde, proporcionou um ó mo ambiente para os atletas correrem, com um belíssimo pôr do sol. Ao final da prova os atletas foram surpreendidos com o úl mo ponto de controle antes da chegada sendo na areia da praia e todos molharam os pés no ro final!

Na noite do sábado houve o Lual do Orien sta na Praia de Imbassaí com direito a forró, jogo de capoeira, declamação de poemas e finalizando com o reggae da banda Utopia Celeste! Os atletas veram desconto em bebidas e alimentação. Já no domingo pela manhã na Praia de Imbassai houve o percurso médio com sol escaldante e areia fofa se fazendo presentes. Pista também em meio as ruas da cidade terminando de frente ao mar de Imbassai, que rendeu belas fotografias. A organização fez um grande trabalho para não faltar água, inclusive ofertando água de côco e guaraná na linha de chegada.

Foto: Mapa Pista Treino

Na manhã do sábado foi dado o início ao percurso longo e bota longo nisso, já que algumas categorias da Alfa e Elite beiraram os 10km na carta. A beleza de correr entre as árvores de Eucalipto, o ó mo mapa e traçado foram ofuscados pela falta de água no percurso. Atletas que largaram nos úl mos tempos ou os que permaneceram nela por muito tempo não mais encontraram água na pista e nem na chegada. Muitos atletas sen ram seus rendimentos prejudicados devido a falta d’água, inclusive gerando protestos oficiais.

Foto: Ricardo Lorençato


Foto: Ricardo Lorençato

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As 15 horas do domingo ocorreu a festa de premiação em um restaurante na beira do mar. Muita festa e animação no pódio, além de muitas e muitas fotografias. A Federação Baiana de Orientação e a Associação Caa nga Trekkers fizeram para os orien stas de todo o Brasil uma linda CopaNE, tanto no quesito técnico quando como evento. Infelizmente vemos alguns erros, porém não raram o brilho da V Copa Nordeste de Orientação.

Acredito que todos os orien stas presentes no evento veram suas expecta vas superadas por sua qualidade. Ficamos agora na ansiedade para a VI CopaNE, que voltará ao Ceará, onde ocorreu sua primeira etapa!

TEXTO RAFAEL DANTAS Correspondente da Revista PrisMagazine no V COPANE MAPAS Gen lmente cedidos por Sérgio Luiz Oliveira Foto: Mapa Percuso SPRINT


Foto: Antônio Neto

Foto: Ricardo Lorençato

Foto: Rafael Dantas

Foto: Déa Cajú

Foto: Antônio Neto

Foto: Ricardo Lorençato

Foto: Ana Pauta Matukiwa

Foto: Ana Pauta Matukiwa

Foto: Déa Cajú

Foto: Ana Pauta Matukiwa

Foto: Ana Pauta Matukiwa

Foto: Ricardo Lorençato

COPANE em foco !!! Foto: Ricardo Lorençato


Foto: Guilherme Porto

Foto: Déa Cajú

Foto: Ana Pauta Matukiwa

Foto: Ricardo Lorençato

Foto: Déa Cajú Foto: Ana Pauta Matukiwa

Foto: Déa Cajú

Foto: Ricardo Lorençato

Foto: Antônio Neto

Foto: Rafael Dantas

Foto: Ana Pauta Matukiwa Foto: Ricardo Lorençato

Foto: Ricardo Lorençato


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CARTA DE AGRADECIMENTO Nós do Clube Caa nga Trekkers, em 2013, fomos com 8 atletas até Natal par ciparmos da III Copane, eram apenas 13 atletas da Bahia. Reunimos com uma comissão da organização daquela edição, onde ficou definido que nós seríamos o organizador da COPANE em 2015. Desde então começamos a trabalhar em prol desse evento e no ano seguinte a Bahia foi para Maceió com aproximadamente 70 atletas. Agora, daí para frente, alguns membros do Caa nga, já estavam empenhados nessa tarefa. Em 2015 a equipe foi se comprometendo, man veram-se mo vados e a cada reunião os trabalhos se mul plicavam. Creio que todos deram o máximo de si e estão de parabéns. No meado deste ano, alguns membros da Federação Baiana de Orientação também começaram a colaborar de forma posi va para realização desta edição. Foram muitas reuniões, toda logís ca planejada e programada. O melhor de tudo foi que toda organização a cada dia estava mais unida e conseguimos nos manter assim até 3ª feira, quando ainda estávamos lá, nos intensos desarmes das estruturas, carregando caminhão e os veículos menores. Parabéns aos mapeadores e traçadores de percurso, pelo excelente trabalho, assim como à todos que trabalharam na arbitragem, apuração e na secretaria do evento. Agradecemos pela presença dos quase 500 atletas, vindos de todo Brasil, que com muita alegria, disciplina, companheirismos, garra, compreensão e muito mais, garan ram nossa festa nos dias do evento. Deixamos nossos agradecimentos a toda comunidade de Mata de São João, pois dentre as diferentes classes sociais, todos sempre muito presta vos e atenciosos, principalmente Imbassaí e Praia do Forte. Queremos expressar nossos agradecimentos ao Profesp, através do Ministério da Defesa, que nos apoiaram e numa parceria com a V COPANE, trouxeram a II Copa de Inclusão Social, com aproximadamente 500 crianças vindas de todo Brasil e dividimos nossa festa. Esta parceria abrilhantou o evento. Mas nem tudo foram flores, enquanto estava sendo dada a largada, sem que o diretor da prova autorizasse, muitos atletas consumiram, em excesso, frutas e mais de 800 copos de água que estavam des nados às reposições no percurso e à chegada dos atletas que haviam par do, resultado... faltou água e frutas na chegada dos atletas e no percurso. Lamentamos também pela falta de é ca e disciplina de alguns atletas e até mesmo dirigentes de clubes, terem sido vistos analisando mapas antes de largarem, alguns deles foram até fotografados. Em muitas provas de grande porte, como hoje é a COPANE, o mapa não é recolhido na chegada e os atletas sabem da proibição e nem precisava avisar no microfone. Nesta edição, sabíamos que estariam presentes atletas com experiência em provas internacionais e muitos campeões brasileiros. Esperamos que isso sirva de experiência para os menos experientes, pois agora sabem o quanto este ato é abominável no nosso meio espor vo. Nossa intenção foi trazer novidades que acontecem nos melhores eventos e passar para os atletas o que é certo. Não citaremos nomes para evitar esquecer alguém tão importante quanto. Agradecemos imensamente a Deus e a todos que contribuíram para que a V edição da Copane acontecesse aqui na Bahia, num local onde a natureza é caprichada e que concentra em poucas distâncias, muitas opções extras, lindas e diferenciadas para que o atleta passeasse nos dias do evento. Organizamos e realizamos a V COPANE com a sensação do dever cumprido e agora é seguir em frente, colaborando no que pudermos, sempre de forma posi va para o sucesso da COPANE 2016. O que nos deixou mais feliz foi ter recebido inúmeros elogios, principalmente os da maioria dos atletas da elite, que já correram provas renomeadas e muitos dos atletas agradeciam por termos proporcionado a eles sa sfação além do que eles esperavam encontrar aqui, diziam que o evento estava completo: pistas com exigência na orientação, lazer próximos e variado, praias à vontade, mapas bem feitos, premiação de qualidade, etc).

À Diretoria do V COPANE


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CLUBE EM DESTAQUE A ASSOCIAÇÃO CAATINGA TREKKERS, EXISTE HÁ 18 ANOS, ÊNIO PAULO, MAIS CONHECIDO COMO PAULINHO, É UM DOS FUNDADORES DO GRUPO E QUE ATUA ASSIDUAMENTE TODOS OS DIAS. HOJE, COM MAIS DE 600 MEMBROS, ESPALHADOS POR TODO O MUNDO. É um grupo interdisciplinar que realiza eventos espor vos, a vidades ligadas à natureza, ecoturismo, turismo de aventura e turismo rural. Elabora programas de Treinamentos individualizados; Planeja e opera viagens turís cas e expedicionárias, faz diversas campanhas sociais em comunidades carentes, etc. Abaixo um pequeno resumo: · Organiza, coordena, arbitra e supervisiona eventos espor vos; · Coordena programas em Parques Nacionais, Estaduais e Municipais; · Expedições em áreas pouco exploradas; · Serviços socioambientais; · Cursos em esportes de aventura; · Cursos para técnicas ver cais; · Curso de primeiros socorros; · Programas de Treinamento para atletas e pra cantes de diversas modalidades espor vas; etc. Uma das campanhas que acontece há diversos anos e que os membros se empenham em realizar e par cipar é a campanha de doação de sangue, com maior ênfase no mês de novembro, devido a ser o dia 25 o dia mundial do doador.

Em todas as grandes corridas em que Caa nga Trekkers organiza, sempre há, paralelamente, um trabalho social com a comunidade local, antes, durante e pós evento. Não somente as campanhas de doação de alimentos, ou que promova algo de bom ali para as pessoas da comunidade local, como também ações que sejam de relevância para o meio ambiente, como exemplo, em 2007 e em 2008, numa parceria com a SOS Mata Atlân ca, fornecemos equipamentos para 3 cidades da Chapada Diaman na, para monitorarem as águas de 3 grandes rios da região, junto à fundação de São Paulo. E, ao longo de vários eventos, o Caa nga Trekkers doou milhares de mudas de árvores para aliviar as emissões de CO2. Sempre, antes dos eventos, faz um cinema i nerante, onde visita todas as comunidades onde o evento irá passar, expondo, com palestras e vídeos, sobre o evento para os moradores locais. Nas Corridas de Aventuras Carrasco, este trabalho foi feito em todas as cidades e vilas dos 240 km que a Carrasco passava. Há 3 anos que não acontece uma Carrasco, mas há 4 anos organizamos uma prova de aventura mais compacta, a Cangaço, que faz parte do CICA- Circuito do Interior de Corrida de Aventura - com cerca de 50km de pura aventura


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Nas provas de aventura, visando uma maior interação com a comunidade local, sempre direcionamos a modalidade da largada, para que atletas na vos, de diversas modalidades, possam ter o prazer de correrem junto com os melhores atletas de aventura, vindos de todo Brasil, dando a oportunidade dos na vos sen rem uma adrenalina mais forte. São modalidades como Cross Country, MTB, Corrida de rua, remo, etc. Há duas provas paralelas, onde, no PC1, os atletas de aventura fazem a transição e seguem para os demais Pontos de controle e os da comunidade finalizam sua prova e recebem suas devidas premiações.

Foto: Gen lmente cedida por Marcia Libânea

Na COPANE não foi diferente, durante a organização e planejamento do evento, o Caa nga Trekkers, em parceria com a Federação Baiana, na Praia do Forte e em Imbassaí, fez palestras e oficinas de iniciação à orientação com a comunidade local, onde os resultados vierem lá mesmo. O Campeão da categoria Fácil dentre tantos inscritos e experientes no Sprint, foi de Imbassaí, este foi 2º colocado na H21N e vemos o campeão da H40N, também de Imbassaí. Os demais da comunidade que par ciparam também foram muito bem e ficaram muito empolgados para con nuarem e disseminarem o esporte na região.

O grupo não mede esforços para melhor atender os pra cantes do esporte e para servir ao próximo. O local escolhido para Copane é muito rico nas belezas naturais, mas não possuía estrutura alguma para recepcionar os atletas. Mais de 15 caa ngueiros, alguns deles nem pra cam esporte, foram diversas vezes ao local do evento para pintar paredes, capinar, fazer encanação hidráulica, instalações elétricas, rar cocos e palhas dos coqueirais para evitar acidentes, construíram uma ponte super segura para dar acesso aos atletas na chegada do percurso médio e desmontaram ao finalizar o evento e já planejaram o labirinto que foi colocado gratuitamente para os par cipantes da COPANE.

Foto: Rcardo Lorençato

Todos os anos, alguns membros do Caa nga Trekkers são convidados para ajudar na organização da Corrida que faz parte do circuito Mundial de Aventura, a Ecomo on, AR World Championship 2015 - Pantanal - Brazil. Está acontecendo no Pantanal, agora em novembro, com 32 equipes vindas de todo o mundo e Ênio Paulo está lá dando sua contribuição e representando a Bahia e o Caa nga Trekkers. O grupo é muito a vo, temos representantes em MTB, escalada, vôo livre, artes marciais, corrida de rua, corrida de montanha, natação, corridas de aventura, etc.

Foto: Ana Paula Ma kuwa Foto: Gen lmente cedida por Marcia Libânea


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Mas a ênfase do grupo hoje é na Orientação, com cerca de 200 pra cantes do Caa nga Trekkers, tendo em torno de 110 inscritos em cada etapa estadual. O Caa nga Trekkers é bicampeão nordes no, tricampeão baiano, tem diversos atletas campeões estaduais, nordes nos e brasileiros. Fazemos com crianças e com adultos, trabalhos de base, visando a renovação e a manutenção do esporte por muitos anos. Temos 6 Centros de Treinamentos para Orientação e fazemos oficinas de iniciação e depois proporcionamos aos atletas do grupo e aos novatos uma simulação de prova, o chamamos de “Vivências”. Temos professores de Educação sica que atuam com esporte Orientação nas suas aulas nas escolas.

A principal caracterís ca do Caa nga Trekkers é que seus membros são muito unidos e sempre dispostos a ajudar no que for preciso, sem pedir nada em troca. A intenção é estar contribuindo para os diversos esportes visando a manutenção, divulgação e crescimento do esporte. Passando para quem es ver começando que em todos esportes existem regras e que devem ser seguidas para que todos tenham igualdades nas disputas e para evitar conflitos. Na associação Caa nga trekkers, nunca houve cobrança de mensalidade, nem de anuidade. Ser caa ngueiro está no “sangue”, quem se sen r caa ngueiro de verdade, nunca mais deixará de ser, estejas onde es verem.


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CRÓNICAS NORTE ALENTEJANO

MAGIA

Ao longo da semana foi rejeitando liminarmente a ideia, mas quando o pai lhe disse que estava inscrito, deixou de ser o mesmo. Não falava, quase deixara de comer e nem o facto de saber que era apenas um percurso “Fácil Curto”, com nove pontos de controlo, e que a irmã e alguns “coleguinhas” da Escola também iam par cipar, parecia entusiasmá-lo. Ainda aceitou alinhar num pequeno apronto, mas a experiência mais o capacitou que aquilo não era para ele. Só no próprio dia se começou a notar a grande viragem. Estavam todos à mesa e o “acontecimento” era o único tema de conversa. Falava-se da importância de comer pouco e, sobretudo, de mas gar muito bem; dava-se pela enésima vez a “tá ca” e, claro está, desdrama zava-se o resultado. “A correr ou a caminhar, o importante é par cipar!”, era a máxima cul vada lá em casa e que agora, mais do que nunca, nha cabal aplicação. E o João, todo “palpites”, demonstrava um interesse inusitado, par cipava, alinhava. Quem o ouvisse, haveria de pensar que a vida inteira o pequeno rapaz não fizera senão Orientação… Chegados ao local da prova, foi vê-lo em animação crescente. Vaidoso, envergando a “t-shirt” do clube, as perneiras encarnadas, o “chip” bem preso no indicador da mão direita, seguiu sal tante ao lado do pai a caminho das par das. Não rava os olhos dos atletas à sua volta e que aguardavam a hora de saída. Alguns eram bastante velhos e muitos nham nomes estranhos nos dorsais. Sob um céu azul e em ambiente de verdadeira festa, ali estava ele, o mais pequenito entre os mais pequenitos, fazendo o “clear”, primeiro, depois o “check” e o “start”, só então arrancando para a sua primeira prova de Orientação, “a solo”. Cedo começaram as hesitações. Resis u uma, duas, três vezes a perguntar ondeestava, mas lá foi seguindo os trilhos cada vez mais cer nho. E mais depressa! O pai acompanhava-o “na sombra”, certo de que o pensamento da criança não se distribuía apenas pelo mapa e pelo terreno. A bússola era uma rosa-dos-ventos que o levava, como por magia, ao encontro de lugares misteriosos, princesas encerradas na torre mais alta do castelo mais alto, cavaleiros audazes, monstros horrendos, fadas boas e más, homens com máscaras de ferro e rapazes de bronze… E ele, herói solitário e destemido, no seu passito sal tante, miudinho, via o seu mundo de fantasia tornar-se realidade a cada ponto controlado. Já no corredor do “finish”, todas aquelas pessoas desconhecidas que agora o incen vavam e aplaudiam, eram disso a prova provada. E, se dúvidas restassem, no som era o seu nome que anunciavam. Finalmente, estendendo as mãozitas ainda trémulas, o saco que simpa camente lhe ofereciam materializava o Graal da sua gloriosa demanda. Entre o orgulhoso e o receoso, o pai aproximou-se. Ainda ofegante, a criança ofereceu-lhe um sorriso de “orelha a orelha”. E quando lhe perguntou “ - que tal, João?”, a resposta saiu pronta, plena de certezas e de sinceridade, bem ao seu jeito: “Delicioso, pai! Tudo delicioso!” Joaquim Margarido

[Extraído do livro “Crónicas Norte Alentejano O' Mee ng 2010”, de Joaquim Margarido]


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JOGO

SED

IVERS

テグ


DE EV

OUT / NOV 2015

Novembro dia 21

Dezembro

Local: Rio de Janeiro - RJ

VI Campeonato Paraibano de Orientação Local: Campina Grande - PB

Dezembro

dia 21 e 22

V Etapa do OriSPRINT + VI Etapa do Circuito Paranaense de Orientação

Dezembro

dia 13

Local: Santa Maria - RS

COLB

Novembro

Local: São Francisca de Paula - RS

VII Etapa do Campeonato Gaúcho de Orientação 2015

dia 22 COTROB

Novembro

Campeonato Sul-Americano de Orientação

NATURA

II Etapa CMORJ + Sprint MB Encerramento XXII COERJ

ADAAN

Novembro dia 22

dias 03 a 06

dia 13

V Etapa do Campeonato Baiano de Orientação - 2015 Local: São Gonçalo dos Campos - BA

CAATINGA

Local: Caldas Novas,GO

Local: Cruzeiro Novo - DF

CSO NATURA

V Etapa Campeonato Goiano

VII Etapa do Circuito de Orientação do Distrito Federal

COER

Novembro

dia 29 FODF

AGENENDTOAS

Local: Resenha do Iguaçu - PR

dia 13

IV Etapa do Campeonato Potiguar de Orientação 2015 Local: Baia Formosa - RN

COP

Dezembro


Revista PrisMagazine Nº 003 Ano I - Novembro 2015  

Em alusão ao Novembro Azul a Revista PrisMagazine vem com o seu logo em Azul #BigodeGrosso. Nesse mês traremos a cobertura do COPANE com bel...

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