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A REVISTA DA COMUNICAÇÃO Estamos comemorando dez edições. Você faz parte deste sucesso e nada melhor que um número especial para brindar este crescimento. A publicação ganhou novos articulistas, projeto visual e agora está mais com a sua cara.


REALIZAÇÃO:

ANUNCIE!

PRODUÇÃO:

EDIÇÃO ESPECIAL | EDUCAÇÃO E CULTURA

Veiculação: DEZ/08 e JAN e FEV/09 Fechamento: Dia 10 de cada mês


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Participe com a gente! Mande hoje mesmo sua opinião ou comentário para cartas@pqn.com.br Sua opinião é muito importante. Sugestões de pauta também serão bem-vindas. Aguardamos seu contato! “Gostei muito da nona edição da revista PQN, principalmente da capa, das chamadas para as matérias. As reportagens são muito interessantes e de bom conteúdo. A revista é bonita, fácil de ler e muito bem elaborada. Chega a ser gostosa como saborear um pão de queijo! Parabéns e sucesso sempre!”

“Gostei muito da última edição da revista PQN. Altíssima qualidade. As reportagens estão ótimas. A diagramação está cada vez mais primorosa, um orgulho para todos os comunicadores. Parabéns!” Déborah Rajão Programa Revista da Tarde Rádio Inconfidência - BH/MG

Osvaldo Reis, o Pequetito Rádio Globo - Belo Horizonte/MG “Sempre que recebo a revista PQN me surpreendo. A publicação fica sempre melhor a cada edição, quer na qualidade gráfica como na redacional. Uma revista importante para jornalistas, relações públicas e publicitários, principalmente porque tem circulação nacional.Cada vez mais abrangente, torna-se indispensável aos profissionais de Comunicação. Aproveito para parabenizá-lo e agradecer pela exatidão da matéria onde sou citado. A PQN está fazendo história na imprensa mineira e nacional. Parabéns!” A. Ponce de Leon Belo Horizonte/MG “A revista PQN 9 está linda de ver e com ótimos conteúdos. Li tudo, gostei e recomendo. Muito interessante a reportagem sobre os pauteiros e a gloriosa e competente Kátia Gontijo brilhando na matéria com altas dicas. Nada melhor que a experiência para retratar onde e como farejar boas pautas. Não é à toa que ela é tripauteira no Prêmio PQN de Ouro.” Rosângela Rabelo Núcleo de Rádio da ALMG - BH/MG

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“ADOREI. Do início ao fim, as matérias da nona edição da revista PQN estão sensacionais. Mas, tenho que destacar o início com suas palavras escritas como na web. Os artigos do André de Abreu e da Adriana Nadaes estão fantásticos. Mas a que mais Medo”. me marcou foi “Cicatrizes do Medo” Apesar de não ser jornalista, vivi esse período da ditadura e tive conhecidos que sumiram, fugiram. E o medo que tínhamos, de falar algo? E, para finalizar, nada como a leveza e a graça dos casos da Paula Rangel. Parabéns a todos os seus colaboradores e, para você, quatro anos de palmas e mais palmas”. Luciana Sabino Rádio Alvorada - BH/MG

“O conteúdo da revista PQN 9 está muito bom. Você vem conseguindo levantar assuntos áridos sem soar muito acadêmico. Precisando deste humilde colaborador, é só acionar. Parabéns!” Heraldo Leite Repórter de Política do jornal O Tempo BH/MG

“Acabei de assinar a PQN e, ao receber a nona edição, lamentei por não ter assinado antes! Temas atuais, de impacto, que estimulam a reflexão e mostram a realidade do mercado de Comunicação, com todos os seus encantos e mazelas. Adorei a matéria sobre Web 2.0. É um tema que invadiu nosso cotidiano e merece toda a atenção.A abordagem, que incluiu o ponto de vista da comunicação empresarial, foi muito interessante. Parabéns e sucesso nas próximas edições!” Ariadne Lima Jornalista - BH-MG “Recebi a PQN 9, que saboreei imediatamente. Achei-a simplesmente excelente. Gostei da revista toda. Deu-me saudade ler a matéria dos Pauteiros. Também fui pauteiro, na Rede Globo. Parabéns!” Juraci Barbosa Lima Espinosa-MG “Folhear a PQN9 foi um festival de entretenimento e conhecimento, pois sempre me questionei sobre o novo jornalismo e eilo materializado: É a PQN. Uma revista ágil, moderna, arrojada e engajada. Na matéria As Cicatrizes do Medo, PQN9 tocou num assunto delicado, ao discorrer sobre os traumas de muitos profissionais de comunicação na fantasmagórica época da ditadura e nas possíveis consequências entre duas áreas distintas e competitivas: a RP e o jornalismo. Como transito em ambas, congratulo-me pela abordagem histórica e parabenizo especialmente o competente editor Robson Abreu, pois esse tema, espinhoso, sempre será atual. Sonia Brazão Jornalista e RP - São Paulo/SP


A NOSSA REVISTA DA COMUNICAÇÃO!

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alácio das Artes, dezembro de 2004. Uma festança para 600 convidados, show das bandas Zapatta e Elipse no Grande Teatro e um farto coquetel para lançar a Revista PQN. Até parece que foi ontem. Ninguém acreditava no que estava vendo e lendo. Uma publicação tipicamente mineira, com a cara da gente, com cheiro e sabor do legítimo pão-de-queijo. A responsabilidade em criar a publicação e a vontade de fazer algo novo era inerente em todas as pautas, em seu moderno projeto visual e editorial. Nem eu mesmo acreditava que seria capaz de levar adiante tanta ousadia. Assim como essa nossa deliciosa iguaria dos deuses mineiros, conquistamos, a partir da segunda edição, o mercado brasileiro e a preferência dos comunicadores por um veículo novo, sem vícios como tantos outros. Os elogios foram tantos que aí me dei conta de que a idéia era genial e bem original. Quanto mais a revista circulava, mais profissionais se interessavam em ler a já famosa PQN, que hoje é a marca da comunicação, reconhecida pelos profissionais que amam o que fazem. De Minas vieram os primeiros colaboradores que logo, logo, se espalharam por São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Sorocaba, Vale do Aço e Campo Grande. Depois, Aracajú, Brasília, Barueri e Pouso Alegre, por enquanto! É interessante ver como os comunicadores se mostraram solidários quanto ao projeto e ávidos por se tornarem repórteres da revista. Pautas e mais pautas pipocaram da minha mente, freneticamente extasiado com tantos assuntos que poderíamos abordar. Fomos o primeiro veículo impresso a falar de temas tabus como o assédio moral e as cicatrizes ainda abertas nos comunicadores que viveram os horrores do período da ditadura militar. Esta edição é mais do que um presente para você, leitor e amigo. Ela vem coroar o nosso compromisso de sempre trazer assuntos significativos, uma editoração primorosa, boa qualidade de conteúdo e, o melhor, servir de espelho para grandes profissionais - como você! Espero que abra este seu presente com toda a alegria do coração, assim como fazíamos quando crianças e ganhávamos aquele presente de Natal que esperávamos o ano inteiro. Ah, e não se esqueça deste importante detalhe: ao abrir e ler faça um pedido assim – que em 2009, todos nós profissionais da Comunicação estejamos empregados e fazendo o que mais gostamos – COMUNICAÇÃO!

Feliz Natal, um magnífico Ano Novo e que venham muitas surpresas para todos nós! Boa leitura! Robson Abreu Editor

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EXPEDIENTE Editor-chefe: Robson Abreu Edição: Robson Abreu e Pedro Paulo Taucce Revisão: Janaina Rochido, Jussara Ferreira, Liliane Martins e Marcelo Moreira Projeto gráfico e diagramação: Bruno Scalioni e Lidimar dos Santos Ilustrações/Artes: Lidimar dos Santos e Robson Abreu COLABORADORES: André de Abreu - Eulene Hemétrio Fabiana Moreira - Guilherme Ávila Janaina Rochido - Márcio Reis - Paula Rangel Pollyanna Palhares - Priscila Armani Raphael Lucca - Rodrigo Borges - Rodrigo Capella Rosilene Souza Suelen Pessoa - Valéria Flores SUCURSAIS: ESPÍRITO SANTO: Elisangela Teixeira RIO DE JANEIRO: Tânia de Miranda eViníciusVelloso SÃO PAULO: Daniel Zimmermann SOROCABA: Douglas Lara TOCANTINS: Ana Maria Negreiros VALE DO AÇO: William Saliba

“Todos os textos publicados na revista PQN tiveram seus direitos autorais doados pelos seus autores, não tendo esta publicação qualquer ônus por parte de cada autor. As reportagens redigidas pelos estudantes de Comunicação foram orientadas pelo editor-chefe”. PUBLICIDADE: Para anunciar: (31) 8428-3682 publicidade@pqn.com.br ASSINATURA: assinar@pqn.com.br Pessoa física: R$ 60,00 para 4 edições Pessoa jurídica: R$ 100,00 para 4 edições CARTAS À REDAÇÃO: cartas@pqn.com.br PQN, a revista da Comunicação é uma publicação da Publicità Comunicação e Propaganda Ltda. Belo Horizonte – Minas Gerais. Acesse o site: www.pqn.com.br


A PQN, a revista da Comunicação está comemorando 10 edições.Assuntos variados voltados aos comunicadores fizeram parte da publicação que, a cada dia conquistas novos leitores em todo o Brasil.Ainda engatinhando no mercado editorial, PQN apresenta uma linha editorial diferente, um projeto visual e gráfico primoroso, semelhante a veículos produzidos pela imprensa especializada européia.Tudo para atrair sua atenção, desde a primeira página.Vários profissionais fazem parte do projeto e mostram como é importante a colaboração para assim fortalecer a categoria e o melhor, unir e interagir os profissionais como nunca antes havíamos visto no mercado da Comunicação. CAPA: Montagem das nove edições da revista PQN - Lidimar dos Santos

INDÚSTRIA DA PREMIAÇÃO

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Várias empresas investem em premiações para a imprensa e, com isso, os veículos de comunicação estão investindo em reportagens para conquistar prêmios em dinheiro, certificados ou até mesmo troféus. O Prêmio PQN de Ouro chegou em sua quinta edição. Até agora mais de 120 profissionais já foram agraciados.

CONGRESSO

Belo Horizonte sediou em dezembro a segunda edição do Congresso PQN de Comunicação. Na pauta temas importantes como empregabilidade, tecnologia e webcomunicação.

NATERRA DE GAUDI Vários clubes esportivos estão investindo na web. São as webTvs para os torcedores.

Barcelona é, sem dúvida, uma cidade de contrastes. Está entre o mar e a montanha, entre a loucura e a sensatez, entre o colorido e o cinza, entre a vanguarda e a tradição.

AQUECIMENTO GLOBAL Até que ponto os comunicadores investem no visual para andarem na moda? Você sabe como se vestir no dia-a-dia?

Muito se fala em meio ambiente, devastação e tudo mais, mas até que ponto estamos fazendo a nossa parte? A mídia é responsável por boa parte da falta de informação correta sobre o assunto. É necessário uma mudança de atitude.

PQN Cidadão - 08 Case - 16 PQN Digital - 22 Acontece em Sorocaba - 31 Vale do Aço - 38 Robson Abreu - 39 Entrevista - 40 Calçadão - 42 Márcio Reis - 46 Fabiana Moreira - 54 PQN RP - 60 Pipoca Literária - 61 Fora Nosso - 62 7


Valéria Flores Divulgação

CIDADÃOS DO MUNDO

Júlia Prazeres, gerente de marketing do jornal Hoje em Dia, em Belo Horizonte, era toda sorrisos na cerimônia de premiação dos 14 vencedores, entre os 68 projetos sociais inscritos na edição 2008 do Prêmio Cidadãos do Mundo – caderno EU ACREDITO! HOJE EM DIA, realizada em 19 de novembro, na sede da Associação Comercial de Minas. Júlia e sua equipe, há três anos organizam, com muita competência, o evento, que este ano trouxe uma novidade: a categoria Projeto Piloto. “Essa categoria reconhece um projeto ainda não executado como forma de promover sua viabilização”, disse. O prêmio destaca e divulga ações inscritas nas categorias Responsabilidade Social Empresarial, Organização do Terceiro Setor e Iniciativa Cidadã. Arquivo pessoal

TUDO DE BOM O caderno EU ACREDITO! HOJE EM DIA, produzido pela Política Pública Comunicação, conta com dois novos colunistas na área social: Guilherme Torres e Litza Mattos. Na coluna Circuito Cultura,Torres mostra o que acontece no nosso rico cenário cultural mineiro: teatro, música, dança, cinema, shows diversos, acessíveis ao público, por meio de patrocínio de organizações responsáveis socialmente. No mesmo foco da inclusão, com o viés da vida sustentável, Litza traz informações inéditas sobre eventos, moda, design, artesanato, decoração e outros, produzidos sob o conceito da sustentabilidade. Não deixe de conferir. Arquivo pessoal

ALÔ DANIEL

Relações Públicas e especialista em Gestão Estratégica da Comunicação, Daniel de Araújo Moreira, integra a equipe de colaboradores do Instituto Hartmann Regueira (IHR). O IHR atua na integração de empresas privadas e organizações da sociedade civil, com o intuito de unir iniciativas com resultados e disposição com mobilização, além de valorizar o processo de investimento social. Entre os projetos implementados pelo IHR, está o Alô Cidadão! que utiliza a tecnologia do serviço de mensagens curtas (SMS), para enviar informações de conteúdo sociocultural e de interesse dos moradores de comunidades de baixa renda, como vagas de emprego, eventos culturais, atividades comunitárias, campanhas de saúde, entre outros.

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Vem crescendo consideravelmente o número de organizações sociais preocupadas com a criação e a profissionalização de seus setores de comunicação. A mudança é cultural e, por isso, caminha a passos lentos, mas já é possível observar as transformações. Quem disse que investir em Comunicação e Marketing, na área social, é pecado ou antiético? Ninguém! Esse pensamento equivocado é resultado de um consenso demagógico impregnado no universo do segmento. Comunicação é ferramenta de transparência, mobilização, multiplicação e, portanto, de sustentabilidade dos projetos e ações. E por isso, como qualquer outra área de uma organização, merece atenção e qualidade na sua produção. Que seja bela e honesta, ou seja, planejada com ética e estética. Quer participar? Envie suas sugestões ou notícias para o meu e-mail: pqncidadao@pqn.com.br

O FUTURO DE PEDRO

Arquivo pessoal

Estudante do último período de Comunicação Social, habilitação Publicidade e Propaganda, Pedro Melo, já tem em seu currículo excelentes atuações na área social e de eventos culturais. “Tenho essa cultura enraizada no lar, por isso comecei a trabalhar com produção de eventos culturais e de responsabilidade social muito cedo, aos 15 anos”, explica. Pedro atuou em projetos como o Festival Internacional de Teatro (FIT-BH), Festival Mundial de Circo (FMC) e projetos sociais com foco na prática esportiva, entre outros.Após nove meses como estagiário, Pedro Melo foi contratado, em março deste ano, para integrar o quadro de profissionais do Instituto Telemar/Oi Futuro, em BH. No projeto, todas as ações, oficinas, performances e papos interativos são gratuitas, como forma de democratizar o acesso ao conhecimento, através das tecnologias de informação e comunicação. O Oi Futuro desenvolve vários projetos sociais, culturais e educacionais em todo o Brasil. Divulgação

PARCERIAS Criado em 1999, o Instituto Xopotó para o Desenvolvimento Social, Econômico e Ambiental atua em uma região repleta de diversidade cultural e ambiental, na cidade de Brás Pires, na microregião da Zona da Mata mineira. A jornalista Sheila Cristina integra o setor de comunicação da ONG que, além dela, tem apenas uma diretora de Comunicação. O instituto acaba de ser reconhecido com o Prêmio Cidadãos do Mundo, na categoria Projeto Piloto, com o programa Agente Ambiental. Com suas ações, o Xopotó promove a sustentabilidade da região, denominada Nascentes do Rio Doce, por ser o local onde nascem os rios Piranga e Xopotó, os primeiros formadores do rio Doce. É uma região de grande potencial, mas que ainda possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.


PRÊMIO

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Respeitável público...! O Prêmio PQN de Ouro 2008 foi realmente um sucesso! Realizado no dia 24 de julho, no auditório do Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte, a solenidade reuniu 350 profissionais da Comunicação e, a noite, foi de grandes surpresas. Para começar, a Comenda Dídimo Paiva de Jornalismo, uma homenagem ao mestre Dídimo Paiva. Foram homenageados os jornalistas Tom Paixão, Mônica Miranda e Valéria Said.Todos, agraciados por seu amor ao jornalismo brasileiro e, pela determinação em continuar na profissão, apesar de tantas adversidades.

BREU & ROBSON A O PAIVA DÍDIM

Dídimo Paiva, em seu discurso, mostrou-se muito emocionado ao receber uma comenda de tamanha importância e que e leva o seu nome. Segundo ele, é preciso ter muita força para enfrentar a profissão, principalmente hoje com tanto problemas que envolvem a regulamentação do diploma. E o espetáculo não terminou aqui, veja quem subiu ao picadeiro e levou para casa o Troféu PQN, em aço inox e banhado a ouro.

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TOM PAIXÃ

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O Prêmio PQN de Ouro foi para...

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Fotos: Valmir Costa Roberto Caiafa

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GUSTAVO WERNECK por Inês Maria

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MÁRC

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É com grande satisfação, que eu, Adriana Bagno, apresento os grandes vencedores. E o Prêmio PQN de Ouro vai para... Melhor Repórter de Cidades: Gustavo Werneck - Estado de Minas Melhor Repórter de Esporte: Antônio Anderson - O Tempo Melhor Repórter de Economia: Luciana Sampaio - Diário do Comércio Melhor Repórter de Cultura: Marcelo Fiúza - O Tempo Melhor Repórter de Rádio: Márcia Barroso - Rádio Itatiaia Melhor Repórter de Rádio: Camila Dias - Rádio Itatiaia Melhor Colunista: Paulo César de Oliveira - Hoje em Dia

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ELISANGELA COLODETI

RCUS l SID MA e Macie in t is r C por

EUGÊNIO MORAES ANDRÉ

VASCO N

CELOS

ALAN MARQUES

ROBERTA ZAMPETTI

DENISE ALVES

REDE COMUNICAÇÃO DE RESULTADOS TA REVIS E RD DA TA E o Prêmio PQN de Ouro foi para...

SECOM-MG SÉRGIO ESSER

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Melhor Repórter de TV: Sid Marcus - Rede Record Melhor Repórter Fotográfico: Eugênio Moraes - Hoje em Dia Melhor Repórter Revelação: Elisangela Colodeti - Globo Minas Melhor Portal de Conteúdo Web: O Binóculo Melhor Apresentador de Telejornal: André Vasconcelos - TV Alterosa Melhor Apresentadora de Programa: Roberta Zampetti - Rede Minas Melhor Assessoria de Imprensa: Rede Comunicação de Resultados Melhor Programa de Rádio: Revista da Tarde Melhor Assessoria de Imprensa Governamental ou de ONG: Subsecretaria de Comunicação do Governo do Estado de MG


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MARLENE MACHADO

SANDER MARCELO

E o Prêmio PQN de Ouro vai para... Melhor Jornal do Interior: Leia Agora Melhor Jornal de Bairro: Folha de Venda Nova Melhor Jornal Institucional: Jornal da AMMG Melhor Repórter Cinematográfico: LUIZ C ARLOS Saulo Luiz - Globo Minas Melhor Narrador Esportivo: Osvaldo Reis Melhor Assessoria de Divulgação de Projetos de Responsabilidade Social: Instituto Telemig Celular Melhor Leitor PQN: Marcelo Sander e Luiz Carlos D’Ávila Melhor Profissional de Comunicação: Marlene Machado - Vale Melhor Matéria da Revista PQN: Assédio Moral - Francisco Tovo

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VALÉRIA FLORES RODRIGO CAPELLA

LIDYANE PONCIANO

MARIANA LARA

ALÉCIO CUNHA

KÁTIA GONTIJO

MIRIANGELI ROVENA VALÉRIA SAID

MAÍRA ROLIM

RAFAEL MARTINS

ALINE DO ESPIRITO SANTO

JANAINA ROCHIDO

DENISE ALVES

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CASE

EFEITO INFORMAÇÃO EULENE HEMÉTRIO Assessora de Imprensa da Mais Notícia Comunicação

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pós 33 anos de funcionamento em Belo Horizonte, o tradicional Mercado Distrital do Bairro Cruzeiro foi ameaçado de demolição por um Projeto de Lei apresentado pela Prefeitura. Até então, poucas e restritas informações foram veiculadas pela mídia sobre o impasse vivido entre os lojistas do mercado e a PBH. Surpreendidos pela iniciativa do poder público e com receio de presenciarem a destruição do último dos distritais da capital, os comerciantes recorreram aos serviços profissionais da Mais Notícia Comunicação para reverter esta crise junto à comunidade, uma vez que o projeto já estava sendo votado na Câmara Municipal “em caráter de urgência”. Para que a comunidade tomasse conhecimento da situação e as informações pudessem ser divulgadas corretamente, o primeiro passo foi estabelecer um porta-voz adequado para entrevistas e contatos. A presidenta da associação dos comerciantes foi a escolha feita. Ela precisava de orientações e preparo para representar os associados em contatos com a imprensa e reforçar seu nome como uma fonte oficial sobre o assunto. A cada entrevista, eram avaliados os diversos pontos a serem abordados e as mensagens- chave. Posteriormente, era feito um balanço da entrevista e o que deveria ser melhorado com orientações sobre posicionamento oficial, postura, segurança e firmeza nas declarações. A primeira fase foi bastante complicada, uma vez que a imprensa tinha acesso direto à entrevistada, sem o menor monitoramento das informações transmitidas e matérias veiculadas. Em situações de crise, é fundamental acompanhar todo o processo e as partes envolvidas para evitar “ruídos” na comunicação, principalmente. Além de garantir que o público tenha acesso aos fatos para sua própria avaliação. Logo na primeira semana de parceria e, mesmo após diversas recomendações, a porta-

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voz fez comentários indevidos sobre um boato no Mercado durante entrevista ao vivo em uma emissora de rádio, o que poderia comprometer a credibilidade de ambos. Novas orientações foram repassadas aos diretores da associação sobre a importância de informar somente o que pode ser comprovado. O trabalho da assessoria de imprensa se concentrou em abastecer os jornais com informações corretas sobre a história do Mercado, sua relevância social e econômica. Os profissionais responsáveis pelo contato com a imprensa repassavam dados sobre a quantidade de lojistas e empregos gerados, assim como o número de visitantes por semana. Foram redigidos vários releases sobre eventos realizados no Mercado, revelando sua importância como referência cultural, turística e gastronômica. Os jornalistas compreenderam a situação e publicaram diversas matérias mostrando a importância dos mercados distritais e a tendência nacional de valorização desses espaços. A cada reportagem e notas publicadas, os lojistas receberam dezenas de manifestações de apoio da comunidade, empresários e artistas, o que deixou claro o entendimento da sociedade sobre o que estava ocorrendo. Os resultados das reuniões entre permissionários e membros do Executivo ou Legislativo também eram repassados aos jornalistas para que acompanhassem o processo e informassem à sociedade, assim como textos expondo a opinião dos lojistas diante das ações da PBH e dos vereadores. Com seis meses de trabalho e dezenas de matérias e notas sobre o assunto, os vereadores perceberam a força do Mercado e passaram a dar apoio integral aos comer-

ciantes através da apresentação de emendas que garantiam os direitos deles. A comunidade sensibilizou-se com a causa do Mercado e também enviava e-mails para o gabinete do Prefeito contra o projeto apresentado. Assim, os vereadores foram adiando a votação do Projeto de Lei e pediram até mesmo uma diligência junto à PBH para prestação de contas sobre os custos a serem gerados. Depois de várias negociações e reportagens questionando o que a Prefeitura pretendia fazer no local, inclusive lembrando que poderia ser mais um distrital fechado para ser utilizado como depósito, finalmente foi apresentado um projeto substitutivo, em comum acordo com os permissionários, aprovado por unanimidade pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Fernando Pimentel. A batalha dos permissionários do Mercado do Cruzeiro ainda não está totalmente concluída. Entretanto, pelo menos, já foi possível ampliar o conhecimento das pessoas sobre a importância do Mercado, suas necessidades e problemas. Afinal, um trabalho de relacionamento e de divulgação correta de informações foi crucial para que a causa do Mercado Distrital do Cruzeiro repercutisse em todos os âmbitos da sociedade, provocando assim uma sensibilização da população e do próprio poder público. cca hael

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PRISCILA ARMANI Vรกrios clubes esportivos estรฃo aproveitando a onda da internet e lanรงando suas TVs na grande rede. O fanatismo dos torcedores vem garantindo o acesso. Ferramenta de marketing ou jornalismo virtual?

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res. Além da TV alguns clubes fazem transmissões de jogos ao vivo pelas web-rádios que também disponibilizam em seus sites.

Fla TV: tudo sobre as partidas e as estrelas da casa

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televisão on-line é cada vez mais assistida por inúmeros internautas brasileiros. De acordo com dados de 2007 do Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet no Brasil, 27,5% dos brasileiros acessam a internet para assistir televisão ou ouvir rádios on line. Desse percentual, quase 35% são jovens, na faixa etária de 16 a 24 anos. E o número de homens que assiste tv pela web é um pouco maior que o de mulheres: 28,8% contra 26,1%. Os dados acima poderiam até justificar o número cada vez maior de clubes de futebol brasileiros que estão inaugurando suas emissoras de televisão pela rede mundial de computadores. Clubes de destaque nacional como Corinthians, Atlético Mineiro, Grêmio, Cruzeiro e Goiás inauguraram ou estão planejando colocar no ar programação com conteúdo exclusivo para seus torcedores. Em alguns clubes o acesso será irrestrito. Outros planejam formas de como vender o conteúdo. Existem no Brasil 390 clubes esportivos filiados à Confederação Brasileira de Futebol. Para se ter uma idéia de como está em alta a febre da webTV no futebol, dos 20 primeiros colocados no Ranking da CBF, apenas o Guarani e o Bahia ainda não possuem vídeos ou programação dedicada ao clube disponibilizada para os internautas torcedo-

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O Grêmio, de Porto Alegre, tem planos de transmitir 24 horas de conteúdo gravado e ao vivo com imagens de jogos, treinos, boletins e entrevistas com jogadores. A assessoria do time criou a TV e a rádio Grêmio para aumentar a interatividade com os torcedores. E deu certo. De acordo com o coordenador da assessoria do clube, Haroldo Santos, em julho de 2007 a transmissão do Campeonato Estadual Júnior ao vivo pela TV gerou sete mil acessos/dia. Santos informa que a TV existe desde maio de 2005 e, em julho de 2007, foi inaugurado o estúdio da emissora, com mais de 200 metros, dentro do estádio Olímpico, em Porto Alegre. Pela TV, antes de cada partida, é veiculado ao vivo o programa “Conversa Tricolor”. Pela Rádio Grêmio, qualquer torcedor que acessar o site pode ouvir a transmissão simultânea das partidas pelo “Bola Rolando”. A TV Grêmio não transmite as partidas porque há um contrato de exclusividade com as emissoras de televisão. Mas tudo indica que no futuro, as coisas poderão ser diferentes. “Está em fase de implantação um programa diário na TV Grêmio, o ‘Grêmio News’, com imagens de jogos e treinos. Nossos planos são de transmitir 12 horas de programação ao vivo e 12 horas de programação gravada. Tudo para satisfazer a paixão dos nossos torcedores”, ressalta o coordenador. Já o Clube Atlético Mineiro, o Galo, paixão de grande parte dos mineiros, que lançou a TV Galo em novembro de 2007, disponibiliza para os internautas vídeos de acompanhamento de todos os jogos e eventos Sônia Mineiro, ex-Globo Minas, e atual contratada da TV Galo

dos quais participa. Mas ainda não há transmissões ao vivo das partidas. De acordo com o assessor de imprensa do Atlético, Cássio Arreguy, o objetivo da emissora é atingir os torcedores que não têm acesso aos noticiários esportivos em Belo Horizonte, no Brasil e no mundo. “A visibilidade do clube aumentou bastante, principalmente no âmbito internacional. Temos recebido contatos de várias partes do mundo, de atleticanos emocionados ao verem imagens de bastidores, dos jogos, entrevistas, enfim, uma série de imagens que somente com o surgimento da TV Galo tornou-se possível”, declara o assessor de imprensa. Sobre a cobrança ou não do conteúdo disponibilizado na TV Galo, o assessor acredita que será inevitável que o torcedor pague futuramente uma taxa pelo acesso parcial ou total. Atualmente, lembra ele, o custo de produção é alto e, a não ser que o time consiga parceiros que viabilizem o projeto, será necessária a cobrança. Por enquanto, o material é gratuito para todos os internautas. Arreguy informa que o conteúdo da TV é produzido na ilha digital dentro da central de multimídia do Atlético. Dois profissionais foram contratados com esta finalidade e um estúdio deve ser construído para a realização de um programa semanal, entrevistas, gravações e transmissões ao vivo. Inclusive a jornalista Sônia Mineiro, ex-Globo Minas, foi contratada para cuidar da TV Galo.Atualmente, informa Arreguy, a TV vem mantendo recorde de acessos. “Há matérias, como as do Centenário, que tiveram mais de 20 mil cliks. O que comprova o sucesso da iniciativa entre os internautas”, avalia o assessor. Divulgação Atlético


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O negócio parece ser tão promissor que, a diretoria do Atlético Mineiro pensa em criar programas curtos e comercializá-los às emissoras de sinal aberto ou a cabo.Tudo dependerá dos patrocinadores que já estão de olho na programação. E também deve ser lançada uma web-rádio do Galo. Mas, a data certa para tudo isso acontecer ainda não foi definida.

10 REAIS POR MÊS PARA O TIME DO CORAÇÃO A Timão TV, do paulistano Corinthians, também já está no ar. A emissora virtual oferece vídeos de entrevistas com jogadores, treinos, coletivas de imprensa, concentração antes das partidas, pré-jogo e os melhores momentos. O conteúdo é dividido em duas partes. Existe uma área para cadastrados, onde o internauta torcedor preenche uma ficha e tem acesso liberado a algumas partes do site após uma semana. E existe também o conteúdo restrito para assinantes. De qualquer maneira não é qualquer internauta que pode assistir a tudo. O Coordenador de Marketing do Corinthians, Caio Augusto de Oliveira Campos, afirma que, na fase inicial, o acesso era gratuito e disponível a todos, mas atualmente está sendo cobrada dos torcedores uma taxa de R$ 10 por mês para ter acesso ao conteúdo restrito. A cobrança é feita por meio de boleto bancário ou cartão de cré-

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Conversa Tricolor: veiculado pela TV Grêmio, o programa já registrou no portal do time mais de 7 mil acessos/dia. Um recorde para uma webTV do segmento, ainda mais que o acesso é pago

dito. Os inadimplentes têm o serviço cortado, da mesma forma como é feita numa assinatura de TV a cabo. O motivo da cobrança é, segundo Campos, o fato de que o canal visa o lucro financeiro. “Para que o acesso a todo o conteúdo permanecesse gratuito, teríamos que ter um número de patrocinadores considerável”, justifica ele. O objetivo da TV é estabelecer um contato maior entre a torcida corinthiana e o clube, além de contribuir para que o número de torcedores aumente. Campos acredita que, nos primeiros dois meses de existência do site, o número de cadastrados chegou a 20 mil. E ele espera que o número de torcedores aumente com a Timão TV no ar.“O conteúdo que estamos disponibilizando gera grande interesse em torno do time”, avalia o coordenador.

CONTEÚDO DE PRIMEIRO MUNDO Se aqui no Brasil os times de futebol começam a aderir às transmissões pela internet, em outros países a estrutura está bem mais desenvolvida. E em todos os grandes clubes a prática é a mesma: cobram pelo acesso ao conteúdo, mas oferecem serviço

de qualidade à altura. Um dos maiores times do mundo, o Barcelona, tem, dentro de seu site oficial, a Barça TV Online, um verdadeiro canal de televisão pela web. O conteúdo inclui tudo o que faz referência ao time, com noticiário diário, reportagens especiais, documentários, mesa-redonda, arquivo com as partidas do time de todos os campeonatos em que está e esteve e até mesmo clipes musicais. E o torcedor tem acesso a tudo isso pela modesta quantia de 50 Euros por ano, o que dá aproximadamente R$ 130,00. Nada muito diferente da assinatura anual de R$ 105,00 da Timão TV. O Bayern, de Munique, é outro clube que oferece conteúdo que impressiona. Mas a FCB TV também só é acessível aos torcedores que pagam pelo serviço. O pacote pode incluir o acesso à emissora, a visita ao catálogo de produtos da loja on-line do Bayern, informações especiais como curiosidades históricas, a participação em chats e fóruns, além do direito a receber a newsletter com notícias do time e ingressos para os jogos. A tv pela web oferece também programas especiais que falam dos oponentes do time antes de cada partida, notícias, arquivo de vídeos, acesso exclusivo ao estádio do clube e até mesmo um close-up na vida dos jogadores que são as estrelas do clube. Quanto custa tudo isso? Uns 36 Euros por ano. Cerca de R$ 93,00 aproximadamente.

Timão TV: mais de 20 mil cadastros e torcedores afoitos para consumir notícias do time preferido

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do computador. Mas ter a possibilidade de assistir aos jogos do conforto do seu lar, com certeza, é interessante, no caso de eu não poder comparecer à partida”, brinca ele.

tários sobre as matérias veiculadas pela tv on-line. Caso o acesso ao conteúdo passe a ser cobrado no futuro, para ele não existirá nenhuma diferença. “Não muda nada para a Galoucura”, ressalta.

NÃO FAZ DIFERENÇA

TVGalo: divergências entre o Clube e a torcida organizada

Mas, se em todo o mundo os torcedores aderem à prática do pagamento, no Brasil não é assim. Bruno Augusto Pontes Ferreira, webdesigner da BHTec e torcedor do Atlético Mineiro, é um dos que não pagaria para assistir à TV Galo se o acesso fosse cobrado. Ele considera que o acesso pela internet deveria ser gratuito, da mesma forma que os canais de televisão aberta. O atleticano assiste às matérias do site principalmente depois dos jogos do clube. Apesar de não ser um espectador muito assíduo, considera o conteúdo produzido pela emissora bom, com riqueza de informações sobre os jogos e sobre os objetivos do time. E acredita que a mídia digital permite acesso a um número maior de torcedores. “Muitas pessoas, como eu, não têm tempo para assistir aos programas de esporte transmitidos pelas emissoras ‘convencionais’. Elas buscam as informações sobre o seu clube na internet. E isso faz com que a idéia das TVs on-line cresça a cada dia”, ressalta o webdesigner. Ferreira não hesitaria em assistir às partidas pela internet caso o clube também as disponibilizasse on-line. Ele prefere assistir pelo computador que pela televisão. Mas, quando se trata da possibilidade de ver a partida ao vivo, não titubeia.“Prefiro estar no estádio. É bem melhor do que estar em casa, na frente

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Apesar da evidente admiração pelo time mineiro, Anderson Arcebispo, Conselheiro Administrativo do Grêmio Cultural e Recreativo Torcida Organizada Galoucura, raramente assiste à TV Galo. Ele acredita que a emissora oferece conteúdo muito restrito e que não sabe divulgar o próprio produto. Na sua perspectiva como conselheiro, Arcebispo percebe que poucos torcedores entendem ou sabem do que trata a TV Galo, porque não sabem da sua existência. Ele sugere uma divulgação maior sobre a emissora nos jogos, com panfletos e cartazes informando aos torcedores como assistir aos programas. “Quem tem computador em casa ou acessa a internet de lan houses não faz nem idéia do que seja a TV Galo”, enfatiza. O conselheiro não acha que uma emissora pela web aumentaria o acesso ao conteúdo pelos torcedores. Para ele, é o contrário: restringe. Isso porque, em sua opinião, a Galoucura é uma torcida a qual nem todos os componentes possuem acesso à internet. Segundo Arcebispo, “o Atlético Mineiro é um time de massa. Usamos reuniões, shows e bailes para trabalhar junto ao público. Não é interesse da Galoucura produzir conteúdo para a TV Galo”. E a torcida organizada também nunca cogitou a possibilidade de uma “TV Galoucura” pela web. Na página da torcida organizada não há links para a TV Galo, apenas para o site do Clube Atlético, o que evidencia ainda mais o desinteresse do Grêmio Recreativo pela emissora. Segundo Arcebispo, o site da Galoucura possui mais de 60 mil visitas mensais e nele raramente há comen-

PROFISSIONAIS DESPREPARADOS PARA O FUTURO A professora de Jornalismo On-line do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Lorena Tárcia, percebe implícita na TV pela web a idéia de convivência das mídias. Ela não acredita no desaparecimento de nenhum tipo de mídia e não acha que os canais de televisão aberta ou por assinatura teriam algo a perder se todos os times de futebol criassem seus canais pela internet. Isso porque o telespectador ou internauta não quer ser um editor e coletar informações dispersas na web. “Por isso, o mercado das tvs abertas continuará existindo. Já o interesse de quem busca informação de seu time na web é diferente. Não são serviços concorrentes ou excludentes”, observa Lorena. Na percepção da professora, a idéia de uma TV de clubes de futebol pela web só será uma tendência de futuro entre os torcedores brasileiros se for baseada em um plano de negócios consistente e em pesquisas de mercado. Ela não sabe dizer se aqueles que gostam de futebol irão aderir ao produto, porque ela mesma não é atraída pelo serviço, já que não é torcedora. “Mas eu certamente pagaria por um produto de qualidade que fosse de meu interesse”, reforça.

Bruno: se fosse possível acompanhar a partida no conforto da minha casa, eu até pagaria

Arquivo Pessoal


Arquivo Pessoal

Lorena: na televisão o telespectador pode se assentar, relaxar e assistir qualquer programa. Na internet, o usuário busca e seleciona somente aquele conteúdo que realmente deseja

Lorena enfatiza que são duas experiências completamente diferentes: a de assistir televisão e de acessar uma TV pela web. Na televisão, o telespectador é passivo, só senta, relaxa e assiste. Já na internet, ele tem de participar como usuário, buscando e selecionando o conteúdo que deseja. Ela aponta que existe um momento apropriado para cada experiência. Mas que os dois suportes brigarão cada vez mais pelo tempo do público. “As mídias aumentam, mas o dia continua a ter 24 horas”, brinca. A docente do Uni-BH não vê mal algum na cobrança de taxas para liberação do conteúdo multimídia dos sites dos clubes. Esse tipo de conteúdo geralmente custa caro e se não for coberto por publicidade, será de baixa qualidade ou não será gratuito. Ela percebe o pagamento por parte dos torcedores como uma questão de mercado. Se o público pagar e sustentar um produto de qualidade, tudo bem para os clubes. Mas, se os torcedores não estiverem dispostos a colocar a mão no bolso, uma nova estratégia para viabilizar o produto terá de ser criada. Já com relação ao mercado de trabalho, a professora não acredita que os clubes investirão em grandes equipes para compor tvs ou rádios pela web. Isso porque Comunicação não é o negócio de um time de futebol. Os profissionais precisarão estar preparados para acumular funções como a de re-

pórter, editor e revisor. E terão de entender sobre as diversas linguagens das mídias.“Não tem ninguém completamente preparado para o que está por vir. As novas tecnologias são muito recentes e dinâmicas. Está todo mundo correndo atrás, desde os clubes de futebol até as escolas de Comunicação. Estará à frente o profissional que ousar mais, investir mais (não apenas dinheiro, mas tempo e criatividade) e conquistar o público com serviços de qualidade e projetos consistentes”,analisa Lorena.

QUANDO A PAIXÃO ULTRAPASSA OS LIMITES

Futebol é uma febre nacional, isso ninguém duvida. Mas essa tal paixão pode ser geradora de uma série de problemas. Exemplo recente disso foi o desentendimento entre os comentaristas Serginho e Bolívar, do programa Alterosa Esporte, da TV Alterosa, na capital mineira. Durante a final do Campeonato Mineiro, os representantes do Cruzeiro e Atlético se desentenderam dentro da cabine da TV Alterosa no primeiro tempo da partida. E quase chegaram à agressão física. Dois colegas de trabalho, que conviviam pacificamente no dia-a-dia, se tornaram vítimas das emoções mais exacerbadas. E saíram do estádio do Mineirão demitidos pela emissora.Tal amor pelo clube de futebol não seria exagero?

E ele toma atitudes socialmente não aceitáveis, como a briga, o comportamento que incita a violência ou até mesmo o choro. Quando se torna um comportamento patológico, a atitude do fanático lhe faz mal. Dentro desse contexto, ela avalia que a TV pela web dos clubes de futebol não é um reflexo do fanatismo. A psicóloga acredita que a TV é mais uma ferramenta de conteúdo esportivo à disposição dos torcedores e que a pessoa fanática constrói esse comportamento desde a infância. Não é a TV que causa o fanatismo e nem contribui para ele. “O que podemos cogitar é se a decisão de criar a emissora não é um reflexo do fanatismo de seu criador. Mas veja bem, isso pode ser verdade ou não”, explica. Considerando o perfil do torcedor brasileiro, a moda das TVs de clubes vai pegar no país, isso é fato. Mas ninguém se arrisca a aconselhar os apaixonados pelo esporte sobre as melhores formas de fazer uso da TV pela web. “Acho que essa é uma decisão muito pessoal, que varia muito de acordo com o perfil do torcedor. Aquele que é fanático, mas é “da paz” pensa de uma forma. Já o fanático violento faria outro uso do veículo. Não daria esse tipo de conselho”, pondera Júlia. BarçaTV: 32 Euros por ano para saber de tudo sobre um dos times mais tradicionais da Europa

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A psicóloga Júlia Vieira acredita que sim. Ela define o fanatismo, em geral, como um ato humano contrário ao socialmente aceitável, um ato extremo. Mas, segundo ela, existe o fanático “da paz” e o violento. Para ela, o fanático, seja por futebol ou por qualquer outra paixão, não aceita a diferença e seu comportamento é considerado patológico quando ele bloqueia as relações construtivas em que poderia aceitar opiniões alheias.Assim, sem ouvir ninguém, o pensamento do fanático não evolui.

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O ERRO 1.0 DAS AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO 2.0

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bolha de 2000 foi um marco na história da internet. Ela nos fez aprender que, apesar de virtual, a web está intrinsecamente ligada à nossa realidade cotidiana. Entretanto, algumas lições da época não foram aprendidas. Um exemplo disso é a recente moda das agências de comunicação brasileiras criando seus braços digitais.

Recentemente, uma agência de comunicação me procurou para uma consultoria sobre o assunto e revivi lembranças de oito anos atrás. Naquela época de efervescência, as empresas começaram a exigir de suas agências de publicidade ações que contemplassem a nova mídia. As agências, por sua vez, não faziam idéia de como lidar com isso, porém não podiam falhar com seus clientes. A solução? Contratar os principais entendidos do mercado – afinal, em terra de cego quem tem um olho é rei – e criar uma ‘filial’ digital da agência para atender esses projetos. Passados alguns anos, o mercado web foi à bancarrota e, em pouco tempo, todas essas divisões digitais tiveram suas operações encerradas. Entretanto, o digital não abandonou as agências de publicidade. Elas perceberam que o correto não é criar uma divisão digital, mas, sim, fazer com que o digital permeie os departamentos da agência de forma transversal. Afinal, a nossa sociedade e a nossa realidade funcionam assim. Não somos digitais apenas as quartas de manhã ou as sextas à noite. O nosso cotidiano é permeado pelo digital; se mistura e se confunde com as nossas vidas. Após esse entendimento, temos agora uma única criação publicitária que compreende a necessidade do cliente e apresenta a ele soluções às vezes analógicas, às vezes digitais, uma combinação das duas ou o uso de ambas em uma estratégia complementar.

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Apesar desse histórico, tudo está acontecendo de novo. A bolha da vez é a web 2.0. As empresas estão sentindo que a participação de usuários em blogs, sites e comunidades virtuais interferem, sim, na imagem e na economia real da corporação.

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ANDRE DE ABREU Especialista em Jornalismo Multimídia pela PUC-SP, coordenador do portal corporativo da TAM, professor de jornalismo digital da Universidade Anhembi Morumbi e jurado das categorias digitais do Prêmio ABERJE. (www.andredeabreu.com.br)

Para monitorar esse movimento, a solução natural é apelar às agências de comunicação. Entretanto, a maior parte delas não sabe ainda como lidar com tudo isso. Por isso, elas estão caindo no mesmo erro das agências de publicidade nos idos de 2000 e criando seus departamentos digitais. A minha recomendação durante a consultoria foi justamente na contramão desse movimento: contrate um profissional sênior e digitalize sua agência ao invés de criar uma ramificação. Para um crescimento sustentável e em consonância com a realidade, as empresas de comunicação precisam, aos poucos, fazer com que os seus departamentos já existentes incorporem zeros e uns. Isso pode ser feito em sessões de counseling com a alta gestão, treinamento das equipes, palestras internas com profissionais e estudiosos da área, criação de grupos para o intercâmbio de conhecimento, valorização da inovação e a promoção de debates regulares entre os funcionários. Além de melhorar o clima interno, essa estratégia faz com que a empresa não perca os anos de experiência pré-digital acumulados pelos seus funcionários. O papel desse ‘empregado-guru’ será o de canalizar toda a expertise em comunicação das equipes da agência para o mundo digital. Afinal, apesar da ubiqüidade da tecnologia atual, o ser humano e as empresas ainda querem - simplesmente - comunicar.

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COMPORTAMENTO

MAS, EU PERGUNTO:

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ROBSON ABREU & POLLYANNA PALHARES

O vestir profissionalmente pode ser um problema na vida da maioria dos comunicadores. Mas o importante é sentir-se bem e não fazer feio no escritório, na redação, na frente das câmeras ou do entrevistado.

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erá que estamos e andamos sempre na moda? Quais as dicas que os experts podem nos dar para andarmos sempre bem-vestidos? PQN,a revista da Comunicação, foi ouvir gente chique e famosa, mas o resultado não foi lá dos mais agradáveis. Alguns comunicadores mostram bom gosto ao vestir, outros nem tanto. Já temos o estigma de andarmos mal-vestidos, então, o jeito é mesmo prestar mais atenção e não descuidar do visual. Somos comunicadores e nossa imagem é observada por todos em qualquer ambiente, mesmo que assim, de rabo de olho. Ninguém gostaria de levar umas agulhadas do Esper. É bom ficar esperto!

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Atualmente as tendências estão muito mais democráticas, mas sempre existem cores que se destacam nos editoriais de moda e nas vitrines. Para qualquer estação, o preto não pode faltar, mas é bom saber como usar e quando usar, que materiais escolher, com o que combinar. Apesar do frio, as cores desta estação remetem aos tons pastéis puros, como o bege e o cinza, porém em novas tonalidades. As cores radiantes e quentes, traduzem uma energia natural de amarelos, lilases e violetas. Para as peças mais delicadas, cores novas e contrastantes como o rosa e o pink avivam tons suaves. Além disso, verdes, marrons e cinzas em tons fortes ou neutros dão o tom das coleções primavera/verão 2008/2009.

Mas para o dia-a-dia nada melhor que a multifuncionalidade das peças, sem esquecer da necessidade de proteção, praticidade e funcionalidade. Graças às pesquisas e o investimento da indústria da moda, o mercado vem ganhando coleções com tecidos anti-chama, antialérgicos, anti-odor, antimicrobiano, secagem rápida, anti UV e algodão orgânico colorido, além dos bistretch (elasticidade nos dois sentidos) e dos efeitos de estruturas e acabamentos Heloísa: no ambiente de trabalho, a mulher deve sempre está bem vestida

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MAS, COM QUE ROUPA EU VOU? Para os bureaus de tendências internacionais, a moda deve concentrar-se em questões pessoais. “Cada um deve construir uma roupa confortável e buscar tecidos inteligentes e cada vez mais leves”, diz a jornalista da coluna Última Moda, do jornal Folha de São Paulo, Vivian Whiteman. Se for mesmo para seguir a moda, a colunista afirma que os profissionais da comunicação devem ter, nesta estação, um guarda-roupa que favoreça o desenvolvimento sustentável da moda, com tecidos leves que suportem o dia-a-dia de uma redação. Lady Campos, repórter de moda do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, considera que cada profissional tem seu próprio estilo. “As pessoas não precisam ser escravas da moda, pois melhor do que vestir é sentir-se bem e confortável. Não é tudo que está na moda que deve ser usado”, alerta. Conforto, estilo pessoal e um pouco de bom senso são fatores importantes para se vestir bem. Para alívio das mulheres, os vestidos continuam em alta, soltinhos arredondados,

Segundo a consultora de moda e professora de Jornalismo de Moda Contemporânea da Universidade Fumec, a jornalista Moema Tedesco, as calças para a estação têm um toque oriental no estilo sarouel ou caminham justinhas em busca de uma túnica com ar de quimono japonês., com pernas larguinhas ou skinny - as mais práticas são as cheias de bolsos. “E não esqueçam dos acessórios, que sempre dão um toque essencial na produção, como os óculos, de preferência com ar vintage ou comprado em brechó, com mega-armação colorida. Pulseiras, de todos os tamanhos e tipos e

PQN

O jeans é uma peça que sempre vem sendo reinventada pela moda e agora agrega tramas coloridas e acabamentos diferenciados com listras, poliamida com grafismos. Até a seda foi misturada e malhas com fios flamê, geométricos e simétricos, ganhando um ar mais leve e chique.

E neste calor mesclado com frio, nada melhor que modelos de sandálias fechadas, feitas com elástico na modelagem ou rasteiras em nobuk e couro. Para as jovens, sapatos mais leves, como as Melissas e Sabrinas em material sintético. E cores fortes, como o vermelho, pink, roxo, dourado, prata e o preto básico. O salto estará em alta e, acreditem, escarpins, salto agulha, mas as rasteirinhas são sempre uma boa pedida.

longos de malha ou plissados em tecidos leves. O jeans aparece lavado, com listras, poliamida, acabamento diferenciado e prático. O que, certamente, pode ser aproveitado no dia-a-dia da redação.

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Já os tecidos em tons da terra, do sol e do mar, traduzem a energia natural das fibras vegetais e animais. Tudo para mostrar a força da natureza em tecidos de estruturas básicas ou com pequenos maquinetados, mesmo em superfícies muito lisas. Os bordados também continuarão tendo seu lugar, até mesmo por cima de estampas, como o jersey listrado e estampado.

especiais. Para os ecoconscientes, novidades como as fibras de bambu e de curauá, totalmente natural.


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Roberto Caiaf

cores e materiais”, aconselha a consultora mineira. Para a jornalista Heloísa Aline, exrepórter do caderno Feminino e Masculino do jornal Estado de Minas, as mulheres devem estar sempre bem vestidas em seu local de trabalho. Repórter ou não, elas devem evitar decotes muito pronunciados, alcinhas, t-shirts muito curtas aparecendo a barriga, calças que deixam o “cofrinho” à vista e vestidos muito curtos. Em geral, as roupas muito decotadas, curtas demais ou transparentes não caem bem durante o expediente. Heloísa ainda dá uma dica: os shorts nunca devem ser usados para trabalhar. “Pessoalmente, aceito até a bermuda retinha, na altura do joelho, que acho supermoderna, jogada com as túnicas ou batas”, aconselha ela.

BÁSICO PARA OS HOMENS? Para os homens a moda sempre reserva o básico, a linha casual. A alfaiataria tem seu lugar, com um aspecto mais fresco, das camisas aos ternos mais despojados, para serem utilizados de uma forma mais casual. As listras aparecem por toda parte e o xadrez vem um pouco mais tímido e discreto. As calças têm cortes que vão dos mais retos aos mais ajustados. As combinações variam entre os blazeres, proporcionando elegância aos looks, e os cardigans e jaquetas leves, um maior despojamento. Já as gravatas e lenços podem ser drapeados, longos ou curtos, mais juntos ao pescoço ou mais soltos. Uma forma de valorizar a parte superior do corpo masculino. Os cintos podem vir marcando a cintura. “Outro detalhe do blazer é que ele tem uma abertura traseira”, conta Luís Henrique Sampaio em seu blog LH Consultoria - Mercado de Luxo. Os paletós têm agora modelagem mais ajustada ao corpo e lapelas mais estreitas. Ainda está em alta o uso de trajes sem gravatas.

Rodrigo: para as mulheres o tailleur com saia ou um tubinho são uma boa opção para o dia-a-dia

As calças neste inverno seguem a modelagem slim fit,, mais justas ao corpo e sem pregas. O roxo é a cor da estação. Os azuis profundos em tons discretos dão um ar mais sóbrio ao look masculino. Desta vez, as cores forão inspiradas em temas da natureza e trazem os amarelos, marrons e o verde musgo. A mistura de tons como vermelhos, rosas,

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Lady Campos chama a atenção para os acessórios indicados para os homens. “Os relógios com pulseiras mais grossas ou colares de continha de madeira estão em alta e não agridem o visual básico diário”, diz a repórter.

IMAGEM COMBINA COM A MODA? Para os profissionais que exploram mais a imagem, o jornalismo exige um figurino extremamente discreto e clássico, sem cair na

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Em qualquer tipo de cobertura jornalística, é necessário que a imagem seja austera e que transmita a credibilidade que a profissão exige.A simplicidade aliada à elegância é quesito básico para que o repórter não roube a cena da notícia. A informação sempre será o foco da questão. Para os profissionais de TV, as regras são sempre as mesmas em qualquer estação. A diferença são os tons das roupas, que variam a cada lançamento. Segundo Alex Dário, figurinista mineiro e diretor da A3, as inovações da moda não se aplicam ao figurino de jornalismo. “Na redação, cada profissional terá um perfil, Lady: as pessoas não precisam ser escravas da moda, pois melhor do que vestir é sentir-se bem e confortável

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Para os homens, o ideal é a camisa de manga longa com gravata e terno em tons mais escuros, principalmente para as passagens e matérias externas. Nas chamadas de redação, o repórter pode apresentarse com uma camisa de manga longa sempre com uma gravata, de maneira mais informal. Bem tropical”, explica Alex Dário. O figurinista diz que ainda é possível que paletó seja de uma padronagem diferente da calça. “Mas é bom manter a gravata, a camisa social e meias sempre da cor do sapato ou da calça. Sempre!”, diz o mineiro”. Já para as mulheres, ele indica os terninhos

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O xadrez que vem emplacando há no mínimo cinco anos, apresenta nesta nova temporada um desenho diferente e, isso é o novo. Os paletós de dois botões parecem ter desbancado os de três e o colete promete voltar a acompanhar o terno. As listras antigas que vêm desde o verão passado, tendo aquecido o inverno, aparecem em tons fluo. O rosa e verde vibrantes colorem coleções. Quanto às meias, é unanimidade entre todos os estilistas: elas devem combinar com os tons da calça. “Isso vale para os escritórios, principalmente as assessorias de comunicação que pedem um vestuário mais casual. Redação, nunca, não combina nem em dia de plantão interno. No máximo, uma slim com uma camisa de manga comprida, chique, mas não tão formal”, lembra Moema.

uma personalidade. Dependendo do cargo que ocupa na emissora, pode ser encontrado desde Ronaldo Fraga e Fause Haten, para os mais estilosos, como também mais clássico, como Patachou e naldo Lourenço”, alerta.

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fúcsia, e roxos fazem uma combinação ousada.As cores primárias em tons vivos fazem forte contraste com os tons mais sóbrios.

tentação de acompanhar em demasia os lançamentos e as riquezas de detalhes da moda. É fundamental trabalhar certas cores do vestuário para não incomodar o telespectador, principalmente os apresentadores e repórteres de TV. O repórter deve chamar a atenção pela informação que transmite, e não pelo que veste. O vestir bem diante do público ou das câmeras não é uma questão de estar na moda, e sim uma obrigação que o profissional tem com a sua imagem. “Moramos em um país tropical e é terrível, no alto verão, ver um jornalista trajando preto na televisão, pois tem que haver um equilíbrio. Jornalista tem que perder o preconceito com a moda”, destaca Moema Tedesco.

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uma emissora poderosa, poderia investir em roupas de primeira linha e de bom gosto”, alfineta Ésper, e sem dó!

NADA DE EXAGEROS

Moema: é terrível ver um jornalista de preto na TV, não há equilíbrio. Temos que perder o preconceito com a moda, usar cores

com mangas no máximo até a altura dos cotovelos; brincos de tamanho discreto e que não balancem; maquiagem natural; cabelo sempre limpo e bom corte, atualizado ou curto, “para facilitar o uso em externas e para que esteja sempre arrumado, independente do vento”, lembra Alex. Para o produtor de moda Rodrigo Cezário, os trajes mais adequados são os costumes sóbrios e bem cortados. “Para as mulheres o tailleur com saia ou um tubinho são uma boa opção”. Ele ressalta que, em casos que exijam menos formalidade, o profissional poderá adotar um estilo mais esportivo, usando jaquetas e camisas sempre de boa qualidade, não necessariamente de marca. “Especialmente no quesito conforto, tecidos que não amassam, com elastano e poliamoda, permitem uma liberdade de movimento”, afirma.

SEM DÓ DE NINGUÉM! Embora as redações não sejam uma passarela e o jornalismo especializado em moda ainda não renda manchetes de capa, o vestuário dos profissionais da notícia pode ser motivo de uma boa discussão. Em países onde cada vez mais estilistas e modelos se tornam cartas marcadas no concorrido mundo da moda, alguns jornalistas criam estilos e tendências dentro da profissão, destacando sua imagem. Fruto de uma elegância natural, o jornalista Carlos Tramontina, âncora do SPTV 2ª Edição e editor-chefe do programa Antena Paulista, destaca-se no padrão de bem-

vestido da TV brasileira. Moema Tedesco afirma que ele é o jornalista mais chique do momento. Sabe combinar bem uma gravata, usa ternos bem cortados e ainda combina seus sapatos. Um composição de dar inveja a muitos apresentadores”, diz. O jornalista Hermano Henning é outro profissional que os consultores enchem de elogios - que o digam o estilista mineiro Alex Dário e Ronaldo Ésper. Para Dário, Henning transmite credibilidade ao telespectador por seu belo vestuário.“Podemos observar que os ternos dele são muito bem cortados, ou seja, não são ternos de carregação, da rua José Paulino”, diz. Para Cezário, Renato Machado, editor-chefe e apresentador do Bom Dia Brasil, é sinônimo de elegância. Como a ancoragem e a apresentação dos telejornais não estão restritas ao universo masculino, as jornalistas e seus terninhos bem compostos também chegam a ditar moda – que o digam Fátima Bernardes; Renata Vasconcellos; a comentarista Mírian Leitão, e Ana Paula Padrão - exemplos de elegância no jornalismo feminino. “Ana Paula é muito discreta e nunca se veste no estilo ‘perua’”, concorda Ésper. Seguindo a linha dos bem-vestidos, não podiam faltar os mal-vestidos. E a lista é enorme entre apresentadores e repórteres. Ronaldo Ésper aproveitou seu quadro “Alfinetadas” para apontar os piores modelitos da TV, como o editor-chefe do Jornal Nacional, Willian Bonner, ao contrário de sua companheira profissional e pessoal, Fátima Bernardes. “Não que ele seja deselegante, mas por ser editor-chefe da Rede Globo,

Para compor um belo look no ambiente de trabalho, você poderá usar os tons bege e marrom, pois são mais neutros. Mas, nesta estação, a maquiagem vem com um visual marcante, embalada pelas cores fortes, que tendem a aquecer este frio. O vermelho forte, laranja, dourado e violeta vêm com força total, dando vida à maquiagem do outono/inverno 2008. Os tons preto e violeta estarão com tudo na noite. E para as ocasiões especiais, delineadores em tons diferentes e cores vibrantes. Para aqueles que trabalham com as câmeras, uma maquiagem clean e saudável é mais do que o essencial. Base e pó compacto cor da pele, blush discreto e batons cor de boca. Os olhos podem ser realçados por um traço fino de lápis. E, para a noite, sombras em tons claros com brilho dourado. Alex Dário afirma que a maquiagem depende muito da personalidade de cada mulher. “Para uma repórter que está no batidão do dia-a-dia, recomendo uma sombra em tons de terra, o que vai realçar os pontos de luz e definir as áreas certas como maçãs do rosto, boca, olhos e cílios”, lembra. Hoje os acessórios também são importantes. Brincos, colares, anéis e pulseiras são o forte do verão, mas devem ser usados sem excesso. Em todo o caso, o equilíbrio é essencial e depende do estilo de cada uma. Divulgaçã

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Ronaldo: Ana Paula Padrão é muito discreta na sua forma de vestir. Já Willian Bonner poderia invertir em ternos melhores

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Coincidência ou reconhecimento? Reportagens focadas nas premiações estão alimentando este segmento, mas até que ponto um bom prêmio pode pautar o trabalho da imprensa? RAPHAEL LUCCA & ROSILENE SOUZA

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aixão, consciência, indignação, engajamento e responsabilidade social, prestação de serviço, reconhecimento profissional e, como não poderia faltar, dinheiro. Estes são alguns dos ingredientes que têm incentivado vários profissionais do Jornalismo a participar de concursos organizados por diversas empresas e entidades. Com a grande quantidade de oportunidades de garantir um lugar de destaque junto à classe, as reportagens jornalísticas procuram atingir seu objetivo junto ao público, mas também são moldadas para agradar às comissões julgadoras. Surge aí um novo nicho de negócio – a talentosa indústria da premiação –, bom para o repórter, melhor ainda para o veículo de comunicação. E também o maior beneficiado: o leitor.

Existem no Brasil, segundo a Associação Nacional de Jornais (ANJ), mais de 80 premiações que reconhecem reportagens bem elaboradas por meio de premiação em troféus, dinheiro, viagens ou certificados. A participação e eventual boa colocação podem gerar uma valorização do currículo do jornalista e, consequentemente, em seus ganhos mensais, melhorando seu “passe” no mercado de trabalho.

Alberto Dines, em seu artigo “3º setor imita os outros - Prêmios não garantem excelência em Jornalismo”, publicado no site do Observatório da Imprensa (http:// www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/ jd200220021.htm), afirmou: “Que os marqueteiros recorram aos prêmios de jornalismo para vender a imagem de suas empresas, produtos ou serviços, não é novidade. O número de prêmios nacionais de jornalismo é enorme. Difícil de precisar, porque não há um controle sobre Arquivo PQN eles, seus critérios, procedimentos e mesmo resultados. A Fenaj e a ABI, naturalmente indicadas para disciplinar essa enxurrada, Paola: os prêmios que não fazem o acompanhaganhei, conferiram mento. Raros são os cercredibilidade ao meu tames que escapam aos artrabalho e receptividade ranjos e combinações incom diversas fontes formais onde todos levam alguma coisa e ninguém reclama...” Os prêmios, sejam eles re-

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gionais, nacionais ou internacionais, são patrocinados por empresas ou entidades em ramos diferenciados de negócio.Apostam em temas específicos como infância e adolescência, sustentabilidade, responsabilidade social, educação, seguridade social, tecnologia, saúde, transporte, entre outros. Os valores pagos vão de R$ 1 mil a R$ 110 mil, ou mesmo troféus e reconhecimento profissional, como é o caso do Prêmio PQN de Ouro que, em 2009, entra em sua sexta edição. A premiação mineira já contemplou mais de 120 profissionais e é a única no Estado promovida para os profissionais de forma democrática. São os comunicadores que votam em cada indicado em 30 categorias. Não existe a avaliação de matérias e temas, e sim o conjunto de reportagens publicadas, aliado à prestação de serviço dada pelo autor e sua postura ética no Jornalismo. Para o coordenador de jornalismo da Rádio Inconfidência, em Belo Horizonte, Gustavo Abreu, a iniciativa de premiar uma reportagem assume um caráter positivo quando as empresas organizadoras dos concursos aparecem para o público sem a mesma publicidade ou apelo comercial normalmente utilizados em suas divulgações. Mas cabe aos jornalistas avaliar até que ponto um troféu servirá para dificultar a avaliação do valor-notícia de determinado assunto. “Antes de pensar em um prêmio, precisamos observar a intenção de quem realiza a premiação”, avalia o coordenador.


Roberto Caiafa

Claudinei: o dinheiro ganho é dividido entre a equipe. Nada é repassado ao veículo

Há casos em que a reportagem se enquadra perfeitamente no tema apresentado pela comissão organizadora de determinado concurso. Assim aconteceu com a ex-repórter do Diário do Comércio e atual repórter do Estado de Minas, Paola Carvalho. Em 2004 ela ganhou o prêmio do Conselho Regional de Engenharia,Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG).A matéria vencedora foi criada como uma reportagem especial de fim de semana.“Estava fazendo uma outra pauta, quando uma informação me chamou a atenção: a precariedade das rodovias também é provocada pelo excesso de peso nas estradas”, lembra. A partir daí, ela desenvolveu a pauta. Com a divulgação do prêmio pela entidade, Paola percebeu que sua matéria enquadrava-se no perfil proposto. Além desta premiação, a jornalista traz em seu currículo duas outras conquistas - o PQN de Ouro, como Melhor Repórter de Economia em 2005, e o prêmio da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais de Minas Gerais (Apimec-MG) pelo conjunto de suas reportagens publicadas no Diário do Comércio. Ela recorda que nesse caso não houve inscrições de matérias nem mesmo valor em dinheiro. “Estes foram os melhores prêmios que eu já ganhei, pois conferiu credibilidade ao meu trabalho. Depois deles, a minha receptividade com diversas fontes aumentou”, afirma a assessora.

E QUANTO VALE? Os valores das premiações enchem os olhos de muitos repórteres, ainda mais

em tempos de precarização da profissão e os baixos salários que rondam grande parte das redações brasileiras. Um exemplo é o prêmio da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), onde o autor da melhor reportagem pode receber R$ 80 mil. Os trabalhos inscritos devem obedecer a temas jurídicos em três categoriais: jornalismo nacional (R$ 10 mil), jornalismo regional (R$ 5 mil) e associações regionais (R$ 5 mil). Quando se fala em prêmio, muitos profissionais direcionam seu desejo ao Esso, criado há 53 anos e considerado um dos mais importantes do Brasil. O Prêmio Esso é para os brasileiros o que o Pulitzer é para os americanos. O Pulitzer é administrado pela Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque. Foi criado em 1917 por Joseph Pulitzer que, antes de morrer, deixou dinheiro à Universidade. Parte do valor foi usado para começar o curso de jornalismo na universidade em 1912. O primeiro Prêmio Pulitzer foi entregue em 4 de junho de 1917, e é anunciado sempre no mês de abril. Os indicados são escolhidos por uma banca independente. Assim como o Prêmio PQN de Ouro, ele é anual e dividido em 21 categorias. Em vinte delas, os ganhadores recebem um prêmio de dez mil dólares em dinheiro e um certificado. O vencedor na categoria Serviço Publico de Jornalismo ganha uma medalha de ouro; o prêmio de Serviço Público é sempre dado a um jornal, e não a um indivíduo, mesmo que ele seja citado.

que aquele de grande vulto financeiro. A idoneidade e a credibilidade do organizador também contam nessa hora. Que o digam os organizadores do Prêmio PQN de Ouro, visto como o Oscar da Imprensa Mineira, e também do Comunique-se, que premia basicamente os jornalistas no eixo Rio-São Paulo. Ambos não oferecem dinheiro e já se mostram tradicionais entre a imprensa de seus estados. “O que importa é o trabalho do repórter como um todo, seu engajamento, e não o destaque em determinada matéria ou tema”, avalia Robson Abreu, criador do Oscar da imprensa mineira.

QUANDO A VAIDADE FALA MAIS ALTO Tantas oportunidades em garantir um prêmio podem aflorar o lado negativo desta talentosa indústria da premiação. Em alguns casos, têm surgido nas redações profissionais que, em busca de saciar suas vaidades, propõem pautas relacionadas aos temas dos concursos, como destaca o editor-chefe do MGTV 2ª Edição, Claudinei Moreira. Ele afirma que há profissionais que fazem pesquisas sobre os prêmios existentes e se empenham em produzir matérias que possam ser inscritas. Conforme verifica o editor, um forte incentivo para concorrer é quando a premiação é feita em dinheiro. Alguns conseguem ganhar prêmios de quantias relevantes, muitas vezes bem maiores que os salários que recebem anualmente. Divulgação Hoje em Dia

Já o famoso e cinquentenário Esso, idealizado por Ney Peixoto do Valle, é concedido ao melhor trabalho publicado na imprensa no período de um ano. As reportagens são avaliadas por uma Comissão de Julgamento que é formada por profissionais de comunicação, independente de eles terem suas empresas participando do concurso. Outras 13 categorias recebem prêmios específicos para trabalhos em jornais e revistas. De 1955 a 2007, mais de 20 mil trabalhos já concorreram ao Prêmio Esso. Mas não é somente o valor em dinheiro que pode agradar aos profissionais. Alguns concursos, mesmo entregando troféus e certificados, têm o mesmo peso Lindenberg: o jornal estimula a inscrição e facilita com o que for necessário

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Mas nem todos assumem que buscam realmente casar suas matérias aos prêmios existentes. Apesar de ser uma atividade comum nas redações, os jornalistas não querem admitir que existem pautas pensadas em cima da oportunidade de disputar determinado concurso, principalmente os de maior reconhecimento profissional e financeiro como o Esso. Asmânio Seleme, chefe de redação do jornal O Globo, no Rio de Janeiro, afirma que não é sempre que as matérias que disputam prêmios são aquelas encontradas nos cadernos especiais. “Há casos em que cadernos são indispensáveis, mas na maioria das vezes é melhor deixar o material especial dentro da editoria correspondente, o que a valoriza e atrai mais leitores”, observa Seleme, que já participou várias vezes da comissão julgadora do Prêmio Esso. Segundo o ex-ombudsman da Folha de São Paulo, Marcelo Beraba, a decisão sobre participar ou não dos prêmios

é do próprio jornalista. “A Folha nunca realizou pautas pensando na premiação, mas sim em informar seus leitores”, garante. Rodrigo Miotto, redator e repórter da Band News FM, também afirmou que o mesmo acontece na rádio e vai mais além: às vezes os produtores também inscrevem as matérias. Já no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, informa Carlos Lindenberg, diretor de redação, as matérias são inscritas após a sua publicação e de acordo com o desejo do seu autor ou autores. “O máximo que fazemos é estimular a inscrição, e, neste caso, o jornal facilita com o que for necessário”, diz o diretor. Em O Globo, disse Seleme, é garantido o apoio administrativo para que o repórter possa inscrever suas matérias nos concursos. “A secretária faz cópias das matérias, cataloga e as encaminha. Para o repórter e o jornal é muito esti-

mulante receber um prêmio importante”, completa. Na maioria dos veículos de comunicação, o prêmio sempre fica com o jornalista que redigiu ou é dividido com a equipe que ajudou a realizar a matéria, como acontece na Rede Globo Minas. “O dinheiro conquistado é dividido entre repórteres, produtores, editores, cinegrafistas, auxiliares e até motoristas. Nenhum valor é repassado ao veículo”, garante o editor-chefe do MGTV 2ª Edição, Claudinei Moreira. “No mineiro Hoje em Dia, os prêmios em dinheiro são de propriedade dos autores das reportagens”, garantiu Lindenberg. Os troféus correspondentes, em sua maioria, vão para a galeria do jornal. E em O Globo, o prêmio também é dividido entre aqueles que fizeram a reportagem. Nada mais justo com quem apurou e deu vida e imagens às boas e premiadas histórias.

VAI ENCARAR? Prêmio PQN de Ouro www.pqn.com.br

Prêmio CONASS de Jornalismo www.conass.org.br

Prêmio BNB de Jornalismo www.bnb.gov.br

Prêmio CNT de jornalismo www.cnt.org.br

Prêmio Esso de Jornalismo www.premioesso.com.br

Prêmio Andifes de Jornalismo www.andifes.org.br

Prêmio AMB de Jornalismo www.amb.com.br/premio

Prêmio Assespro www.assespro.org.br

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos www.sjsp.org.br

Prêmio IGE de Jornalismo www.premioigedejornalismo.org.br

Prêmio Capixaba de Jornalismo www.aracruz.com.br

Prêmio Abecip de Jornalismo www.abecip.org.br

Prêmio FEAC de Jornalismo www.feac.org.br

Prêmio Sebrae de Jornalismo www.portalimprensa.uol.com.br/premiosebrae

Prêmio AGF Seguros de Jornalismo www.agf.com.br

Prêmio SAE BRASIL de Jornalismo www.saebrasil.org.br Prêmio de Jornalismo José Chalub Leite www.sinjac.com.br Prêmio Abracopel de Jornalismo www.abracopel.org.br Prêmio Internet Segura de Jornalismo www.internetsegura.org Prêmio Mongeral Imprensa www.premiomongeralimprensa.com.br Prêmio Vega Ambiental de Jornalismo www.premiovega.com.br Prêmio Ocepar de Jornalismo www.ocepar.org.br Prêmio Caixa/Unochapecó de Jornalismo www.unochapeco.edu.br

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Prêmio Pulitzer www.pulitzer.org Prêmio Santos Dumont de Jornalismo www.premiosantosdumont.com.br Prêmio Ethos de Jornalismo www.premioethosjornalismo.org.br Prêmio Imprensa Embratel www.embratel.com.br Prêmio de Jornalismo de Interesse público www.sjpmg.org.br

Prêmio Caixa de Jornalismo www.portalimprensa.uol.com.br/premiocaixa/home.asp Prêmio Unisys de Jornalismo www.unisys.com.br/premio Prêmio Abril de Jornalismo www.premioabrildejornalismo.com.br Prêmio de Reportagem sobre a Diversidade da Mata Atlântica www.biodiversityreporting.org

Prêmio Comunique-se www.comuniquese.com.br Prêmio ESMPU de Jornalismo Universitário www.esmpu.gov.br/premiojornalismo Prêmio Aberje www.aberje.com.br/novo/premio2008 Prêmio Associação do Aço de Jornalismo www.aars.com.br

Prêmio ABCR de Jornalismo www.abcr.org.br

Prêmio New Holland de Fotojornalismo www.premionewholland.com.br

Prêmio AGERGS/ Banrisul de Jornalismo http://www.agergs.rs.gov.br

Prêmio Bovespa de Jornalismo www.bovespa.com.br

Prêmio Porto Digital de Jornalismo www.premio.portodigital.org

Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo http://senna.globo.com

Prêmio INCA de Jornalismo www.inca.gov.br

Prêmio João Valiante de Jornalismo www.abal.org.br

Prêmio CNH de Jornalismo econômico http://www.premiocnh.com.br

Prêmio ABP de jornalismo www.abpbrasil.org.br

Prêmio Senai de Reportagem www.senai.br/premio


Sorocaba está fervilhando com tantas novidades. Mais ainda com a décima edição da nossa querida e saborosa PQN, a revista da Comunicação. Sinto-me cada vez mais orgulhoso em fazer parte dessa nova forma de se fazer jornalismo – com criatividade, transparência, ética e muito, mas muito talento. Parabéns para todos nós é pouco! Merecemos mesmo é uma salva de palmas, assim como diz Robson Abreu em suas newsletters diárias!

PERIFERIA NO CENTRO A jornalista Fernanda Marques, repórter da TV Com e co-autora do livro “A Síntese da Exclusão”, escrito em parceria com o também jornalista Felipe Shikama, ficou com o segundo lugar na 8ª edição do Prêmio ASI de Direitos Humanos pela reportagem intitulada “Biblioteca Comunitária: uma alternativa para a periferia”. Divulgação

FILHOS DA PÁTRIA O jornalista angolano João Melo acaba de lançar pela Editora Record o livro Filhos da Pátria. A obra traz contos de Luanda de hoje e ontem e é publicada pela 1ª vez no Brasil. Lançado em 2001 em Angola, este belo e impactante livro é um dos principais trabalhos do autor, que tem entre suas publicações romances, poemas e um ensaio jornalístico.

NOVOS COLARES I

ZIRALDO EM SOROCABA A segunda edição da expo-literária, realizada em nossa cidade, encerrou-se com a presença do escritor Ziraldo, que falou sobre o tema “Ler é mais importante que estudar”. A palestra teve tradução simultânea do Português para Libras (linguagem dos sinais). Além de Ziraldo, muitos nomes se destacaram, como Mário Prata, Gabriel Pensador, Arnaldo Antunes, Fabrício Carpinejar, além da participação de vários escritores sorocabanos que expuseram seus trabalhos e comentaram com o público o processo de criação de suas obras.

Divulgação

No dia 07 de novembro o presidente da Ordem Nacional dos Escritores, José Verdasca dos Santos, diplomou e entregou colares aos novos associados juntamente com este colunista, que também é coordenador do núcleo de Sorocaba. A cerimônia aconteceu no salão de exposições da Fundação de Desenvolvimento Cultural (Fundec) e contou com a presença de mais de uma centena de pessoas. Entre os diplomados, estavam cinco escritores adolescentes, todos com trabalhos já publicados na antologia “Rodamundinho 2008”. A cerimônia contou também com o lançamento de três livros:“O Lobvampiro”, do jovem José Estevão Pinto de Oliveira, “Saudade e uma Canção Desesperada”, do escritor Guilem Rodrigues da Silva, e “Vidas Entrelaçadas”, do escritor e poeta Nicanor Filadelfo.

NOVOS COLARES II Em dezembro teremos mais uma cerimônia de imposição dos colares da ONE. O encontro será no Gabinete de Leitura Sorocabano.Vários outros escritores, interessados na sociedade, receberão os colares e poderão contar com a Ordem para divulgar suas obras. Entre novos associados estão o jornalista e escritor Pedro Viegas, que trabalhou no Jornal Cruzeiro do Sul como jornalista e fotógrafo.

SINDICATO O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo inaugurou, em dezembro, sua sede regional de Sorocaba. O evento contou com a participação do presidente da entidade, José Augusto Camargo, e de muitos profissionais de imprensa. Quem responde pela sede sorocabana é José Antônio Rosa. A diretoria regional funciona na rua Cesário Mota, nº 482, no Centro. Também fazem parte da diretoria Adriane Mendes (Jornal Cruzeiro do Sul), Carla de Campos (do Jornal Bom Dia) e Patrícia Divulg ação Machado (de Itu). Boa sorte aos amigos nessa nova batalha!


CAPA

A PQN É

DEZ! Nossa publicação chegou à décima edição com mais fôlego e cheia de novos projetos para 2009. Linha editorial, conteúdo e projeto gráfico são pontos fortes da PQN, na opinião de anunciantes, da equipe e de colaboradores. JANAINA ROCHIDO Dez. Dez são os dedos das duas mãos. Dez foi o total de matérias da primeira edição. Até dez nós aprendemos a contar na infância. Dezena, decímetro, decena, está tudo lá, no sistema métrico decimal, nas referências matemáticas e em tantas outras áreas da vida. Assim, eis que chegamos à edição dez da PQN, a revista da Comunicação. Referência nacional nas publicações de comunicadores para comunicadores, ela agora chega a mais uma marca importante. Centenas de matérias, dezenas de colaboradores, entre colunistas, articulistas, estudantes e outros

profissionais, pessoas que acreditaram e que acreditam no projeto e no poder da força de vontade de outro jornalista que, um dia, teve a ousadia de criar um veículo realmente nosso. Robson Abreu é um cara inteligente, articulado, bem-humorado, mas não se deixe enganar, porque a cabeça dele não pára: fervilha de idéias o tempo inteiro. Assim ele começou a newsletter que tem hoje mais de 180 mil cadastrados. Da news de sucesso para a revista foi um pulo: a PQN nº. 1 saiu em dezembro de 2004, tendo como matéria de capa o tão falado Conselho Federal de Jornalismo. No editorial, Abreu perguntava: “Nasce uma estrela?”. A questão pode ser respondida hoje, quatro anos depois, pelas centenas de leitores, assinantes e pelo importante time de colunistas, articulistas e colaboradores. Todo o projeto PQN tem como premissa o marketing de relacionamento. Não acredita? Pode acreditar, a idéia foi tão fantástica que até eu me apaixonei pelo PQN e tive minha primeira experiência em revista na edição de número quatro. E podemos dizer que a estrela nasceu e está bri-

lhante, ofuscando outras publicações do segmento. A linha editorial da PQN é voltada para o lado humano do profissional da Comunicação - sem aquele foco monótono em tipos de celebridades - para tecer suas ótimas reportagens, o que a diferencia de todos os títulos encontrados no mercado brasileiro. Para Leila Said Tótaro, professora de Gestão da Comunicação Empresarial e Marketing do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), a revista PQN possui um conteúdo acordado, tanto na prática quanto na teoria, e com isso “nós, leitores, ganhamos muito a cada edição”, afirma. A publicação apresenta em suas páginas um design atual, inovador e - por que não? - provocador. “Acredito que muito de sua credibilidade advém de sua audácia em compor questionamentos tão preciosos ao nosso cotidiano. Indiscutivelmente temos, hoje, uma publicação relevante para a disseminação do conhecimento produzido em várias áreas da Comunicação”, avalia Leila. Atualmente a revista PQN pode ser encontrada em capitais como São Paulo, Rio


fora de Belo Horizonte, já que as empresas que fazem o trabalho de distribuição cobram, em média, 52% do preço de capa do exemplar para executar o serviço.

de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília,Aracajú, entre outras, mas também em algumas cidades de porte médio como Sorocaba, Jundiaí, Campinas, Ipatinga, Cachoeiro do Itapemirim, entre muitas outras. Seus 20 mil exemplares são distribuídos estrategicamente e chegam aos que fazem a Comunicação acontecer.

A relações-públicas carioca Tânia de Miranda Martins, responsável pela coluna Calçadão, acredita que este problema de logística não é fácil de corrigir, apesar de também não ser impossível. “Há lugares onde eu levo a revista em que as pessoas não conhecem o produto, mas não é por desinteresse e sim por não encontrá-la, por não terem acesso”, conta. Seguindo raciocínio semelhante, Valéria Flores, autora da coluna PQN Cidadão, sugere uma periodicidade maior, para não dar tempo da revista “sumir” da memória dos leitores.

Todo o projeto PQN tem aguçado a curiosidade e a participação de vários profissionais de todo o Brasil. Não é à toa que todos nós queremos degustar este delicioso pão de queijo. Essa guloseima tradicional mineira também ultrapassou as fronteiras e conquistou todo o país, digo, comunicadores famintos por qualidade. Segundo Robson Abreu, o futuro da PQN e de outros produtos como a newsletter, e o portal de notícias e eventos, já está traçado. Para 2009, novas colunas e correspondentes internacionais farão parte da publicação, além de abrir espaço ao mercado empresarial e aos publicitários. Outra novidade será a coletânea de artigos que serão publicados em um suplemento especial; um roteiro dos melhores locais de diversão, gastronomia e noite indicado pelos comunicadores, além de um catálogo com os contatos das principais assessorias do país. “A intenção é promover uma grande interação e integração com os profissionais da comunicação, rompendo fronteiras e construindo uma grande rede de comunicadores”, informa o jornalista.

Já o paulistano André de Abreu, autor da coluna PQN Digital, acha que a PQN tem de investir em outros produtos com a marca da revista, uma vez que o futuro dos veículos impressos é cada vez mais questionado, seja pelo avanço da tecnologia, seja pelas ações, cada vez maiores, de contribuir com o meio ambiente, poupando 2007 9 /04/ 22:0 1 29005 out25/4/2 :Lay xp 06 emag em.q agnt ntMo Mo CapaCapa

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Apesar de todos os elogios colhidos ao longo do caminho e do crescimento visível da PQN, muita coisa ainda pode ser explorada em prol da distribuição da revista Brasil afora. Aqueles que convivem com o Projeto PQN são como Robson Abreu: fervilham de idéias e reparam em tudo. Entre várias sugestões apontadas pelos colaboradores está, principalmente, a dificuldade de encontrar a publicação

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Outra hipótese vem de Daniel Zimmermann, relações-públicas paulistano que escreve a coluna PQN RP. Ele acha que a revista ainda não tem a visibilidade que merece por ser um produto editado fora do eixo Rio – São Paulo, o que gera certo “ciúme” entre os vizinhos do Sudeste, apesar dele mesmo concluir que essa possível resistência já está sendo vencida.

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ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS NO CANADÁ

DIFICULDADES POR SER INDEPENDENTE

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papel. “Poderia haver mais produtos e eventos com a marca PQN, as colunas dariam bons livros, as fotos dos fotojornalistas que contribuem poderiam render calendários e livros também, para que a revista não se resuma só a um maço de papéis”, sugere Abreu.

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Eu faço a PQN! Roberto Caiafa

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o, do nosso Estad “É o dia-a-dia e sotaque com o nosso de queijo!” o pã gostinho de solvi amigos e re dicações de in com r as po in a M st vi oduzida em onheci a re pr ra ei im pr ser a ação de todo assiná-la por s da Comunic ai on o si is of pr do aos que mostram das matérias conteúdo volta or m te te lo ão pe aç ic o atraíd a publ o Brasil. Fui Eu acho que as e ssa profissão. ade das paut no id rs da a ve di di aà as diaaç cia gr ên e, ng , a abra da edição ntros do país evoluído a ca ce ais id pa nv ci co in r pr nos honra se aos colunistas n onal. Foi uma so ci ob na R te do en ia am ic do a estratég an dela está prat er o id nã ns ro co cent lunista, Aço como um do do para ser co e de al s V ai o on si ou profis entific formação de Abreu, que id as também de m os veículos im rs o, ic ve di ôm on am tr en só ec nc ço co pa se es um , e onde na se tornou Comunicação A minha colu nos bastis. ce co te ni rô on et ac el e pressos e ais e do qu on si is of pr s do de divulgação Vale do Aço. ia regional do íd m da s re do

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todos emas, tudo t e d É de iano. licida multip nosso cotid ando uma a l e p c o e ao -me enfo plorad fissão atraiu hata, PQN à nossa pro a revista c a tema é ex á tinha m s d .J ligado , não fica u o disso! Ca rias plurais redito c t o é i t d u a a . i a m r m t a s A s bem v – eu gosto isto torna a ndo coluni da classe e só ei vira ntes e eresse evolução coisa itas fo rias e acab mas de int u ma m até Néu com revista de te . A PQ luiu para a as. E árias m um canal v m é o t b i é fe ci am vo e notí revista tter, e disto t que a r faz parte m a newsle te portal d o o en o hum começou c lo e intelig l, be a ! r í u a m t r u a n po m coisa stá co e já e vem muita e sei qu

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PETRÔNIO GONÇALVES articulista da PQN, assessor de comunicação da AMIRT – Associação M ineira de Rádio e T V

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“É louvável o fe ito do Robson Ab reu em querer cong regar uma classe como a no ssa!”

esde o primeiro número que eu acompanho a re Tornei-me colu vista. nista após conh ecer o Robson Fui levado à pu blicação pelo de Abreu. staque das matér um veículo que ias, por ser queria abrir jane las, contribuir co nicação, e vi qu m a Comue tudo que me di sseram era verd crevo porque é lo ade. Eu esuvável, e merec e todo o apreço. Robson em quer O feito do er congregar um a classe vaidosa como a nossa é e desunida ímpar em nosso mercado. O prim mento em fazer eiro sentiparte desse projet o é de orgulho e é de gratidão pe o segundo lo convite e pelo espaço que a pu oferece a quem blicação não está na gran de imprensa.

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AND R colun É DE AB R a coord PQN Di EU gital enad e or corpo rativ do portal o da T AM “É mu ito difíc il so por que é todo o proc e uma r evista sum ho de mem só!”

omei c por u onhecimen ma m intere ensa to primei ss e entã ante, fui p gem na lis ro da news ta es le o mente me cadas quisar par Jornalistas tter, acho a desc que trei p , o Ro d aW ar obrir me pa b do qu eb. Achei ra esc son estava a receber e a área e re se a este a ver a colu mpliando news - coi tratava de a n n cresc ssunto está a PQN D a revista e cidenteer igi co m como o site muito, ain uito em vo tal, já que nvidou, que da m eu so PQN g a . A ai u sã c p proce hegar a to o oportun s com os o ublicação da idade do o sso, t tenutros B s o mas e p rasil. do po de faz la E r er a m rodutos, editor é de uma que é um u sei que ensag é a ia im e merca l e por ap portância revista de muito difíc m um h do e, il o resen muito o t tras p a ar um m g ublica o mesmo a pos rande por em só, te ções do ra mpo, mai tura mais sua linha mo, q s v ue sã descontra oltada ao o mai s sisu ída que ou das. -


Robson Abreu

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CAPELLA RODRIGO Literária, oca coluna Pip oeta e o escrit r, p jornalista

DAN colun IEL ZIMM aP ER dor d QN RP e MANN o cur coord s Públi o de Rela enacas d çõesa Un iso “A

a por prensa ocult “O que a im N P róprios, a Q interesses p !” m lé muito a revela e vai

única revista coisa que fa lta co o eixo nquistar de é a Rio - S v ão Pau ez lo!”

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ia coAloise Bah sé Jo o ir e min e sobre a e escritor son Abreu b o R geo jornalista re to para su omigo sob i em conta ree mentou c tr sc n E e . o í, a d nhecen partir d o c A . s o ta n is a v s p bamo mos ra sua re xtos e aca portunidade que te te s a n u lg a rir ao o feitos n PQN é um os que estão send e u q o sm lh ver para a li e jorna ns traba d o o b p s ti o m d r u mostra ltural, r conta a scasso po alismo Cu e rn is Jo A a o m d ia a áre scândalos. cada d tem por e o espaço m je u o h r e la d e v está com ia re que a míd aço para preferência a Literária é um esp stas ao falar de lili c a o s jorn coluna Pip çadas pelo ertos dos erros e ac s obras lan ressantes a s r o a o lg c u u o iv p ed inte es, além d s autores N vros e film unicadores e outro nal. A PQ io c n e v n m o o c c ia s ro o íd p ri a m p pró de se ço na riam espa de revelar, astidores te , e o rt ã n fo e a u st q po sb m uma pro ão que melhor vê o or nasceu co aç ndo o leit c a li v b le u , p o a c ti m rí u c sÉ e so r. u n a q fund . Os nta o se ma notícia u ão e fome , ss u so fi o is ro e d p lm m a d ro, fi s, alé tar um liv o são óbvio fazer: pesã n z fa a interpre N s que a PQ as deveria s. tionamento aioria dos jornalist as tratado m s, nos tem a to e n u u q ss o a z s fa r no aprofunda quisar, se

u já c o muni nhecia o R c a obson ção e revist ,q Ab a vários e disse que uando ele reu do me olhar s e r i a um me conto rcado da A par es, eu ud veí Co ti sobre r daí, surg achei fant culo que i o projeto ástico ria co da iu o o RP, nte co e cado, a inclus bordando nvite para dei todo o mplar reper a visã ive as que e apoio cu o várias ssão foi m diferenças do estuda u escreves . s nte e u d do m e Relaç colunas so ito boa, p e região erpara ões-P orque bre d r ú e mente iverso blicas gião. a pub s A l quere recebo e- e Comuni assuntos, icação tin m ha c ndo p m a a ç i e l ã s n o os so de pr articip produ Empr bre of es ç a cação ão da PQN r. Os com issionais d arial. Atu a u e le bali n e t n i o c glob do ado o Rob z son é am muito am todas res envol o país vidos as áre muito b na as criter em o que ioso e está e da comu niscrito comp , porq etente ue .

S FLORE VALÉRIA Cidadão e QN coluna P caderno Eu o d a r o edit rnal o!, do jo it d e r c A ia D Hoje em medo e não tem “A revista al, coisa profission valoriza o não existia!” que antes

innto no S lançame erais. Eu e d to n ve sG m um e de Mina nda, mas revista e ssionais ve e d s onheci a Jornalistas Profi to Roos pon d s o m d o que o u h c to dica . Eu a ão em ç te ma a n u c a r li a in b s ri u s aap rnei a va de c to ti e ia m ic is in comprav s o li mo mpo dep ce aplausos pela ão e profissiona da pouco te ç re a e in term , que ain reu só m tanta de o nosso ação, do o m bson Ab o m c o , c a a raç cífico ientiz r ter revista n úblico tão espe ntido de consc e p muito po s o m o ç u n e d r o ra it g u para a m u e a d fala ida. E avançar ncia ótim ar com mais un ê e ri s precisa e s p la x c e lh uma traba r uma que que é se N que é ossibilidade de o na PQ p bacana é os ç o a a s it p s s u e e m re o b um h re o c s b a a so e eu colegas e clarez coisa qu e com os riedade p is. Uma emos qu ia ro T c p . o a o s it d s e u m m m m fo o e projeto s c ar in ração fala lasse tem, e fala iço, de d rv e s zia a public e c d a ção guém fa as que de presta que nin a a h problem is n o li c a l, s r nes siona continua alorizar o profis v e o ã maç antes.

DA E MIRAN TÂNIA D o lçadã e coluna Ca rketing e Ma gerente d x Vidro lu y V da

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Eu leio a PQN! EDUARDO COSTA Jornalista e âncora do programa Chamada Geral na Rádio Itatiaia

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“Sonhar um projeto desses todo mundo sonha, mas viabilizá-lo é uma tarefa de Davi!” Como eu já era membro da newsletter PQN, tomei conhecimento da revista através da rede de amigos criada pelo Robson. Eu gosto da publicação porque trata de assuntos que dizem respeito à categoria, com foco em Minas Gerais e isso é único, porque os outros veículos focam muito o eixo Rio-São Paulo. Fazer uma revista nacional, mas com os temas tratados a partir de Belo Horizonte torna-a mais atraente. A evolução da publicação a gente pode ver pelas matérias mais completas, buscando entrevistar os profissionais mais novos e os das antigas, o que é um ponto de equilíbrio fundamental. A revista está ótima, mas eu sugiro uma pauta interessante – um dia na vida de um repórter de redação de rádio, TV, impresso e assessoria, um mergulho nos percalços desses profissionais, entrar no coração deles, estar na pele do lobo.

RICARDO SAPIA Jornalista, apresentador do Minas Urgente, na TV Band Minas

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“Eu acredito que é o principal veículo de comunicação honesto do Brasil!” Eu conheci a revista PQN através do jornalista Tom Paixão. Acredito que ela provou que em Minas Gerais não existe essa do Estado e do município comandar a imprensa. A publicação provou que isso é uma lenda, porque permitiu criticar e colaborar com a sociedade. A PQN é corajosa por fazer o que outras revistas da mesma área fazem, o fazer regionalmente para abranger nacionalmente. Acredito que isso seja o interessante da estratégia do Robson Abreu, divulgando a realidade da profissão nua e crua.

PEDRO PAULO TAUCCE Jornalista veterano, trabalhou em alguns dos principais veículos de comunicação do país e atualmente é Consultor em Comunicação e professor de Português para comunicadores e pré-vestibulandos. É subeditor e revisor da PQN. Ro

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“Fui atraído não pelo encanto pessoal do Robson Abreu, essa figura de quem é impossível fugir, mas pela proposta dele, que sensibiliza, incentiva e entusiasma qualquer profissional da Comunicação!” Acho que peguei o bonde da PQN ali pelo número 4, se não me engano. É uma proposta clara, de integrar o meio e os meios, pelo debate e exposição dos nossos problemas, oferecendo aos mais novos a oportunidade da participação ativa e do complemento do aprendizado, e, aos veteranos a possibilidade da discussão de velhas e de novas dificuldades. Sugestões? Tenho duas. Primeira, abordar uma ou duas matérias técnicas por edição; segunda, instituir uma coluna de crítica e análise dos meios de comunicação. Meu desejo mais imediato a respeito da PQN? Simples: fazer a matéria sugerida pelo meu amigo Eduardo Costa, sobre um dia na vida de um repórter de rádio, impresso, TV (e da Web, tá, Eduardo?).

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Eu anuncio a PQN! MIGUEL CARNEIRO Cerveja Wals

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“A revista PQN anuncia para quem entende e faz Comunicação!” A revista PQN “conversa” direto com o comunicólogo, para o formador de opinião. Anunciar em um veículo especializado é falar para muitos ao mesmo tempo e com qualidade! A publicação, que começou como um sonho, tornou-se uma deliciosa realidade informativa. Comunicar com excelência para os próprios comunicólogos é um desafio que até então ninguém tinha tentado com tanto êxito. A evolução da revista foi fantástica, começou como uma criança curiosa e, agora, podemos dizer, sem dúvida, que já está adulta e cheia de experiência para compartilhar, com um invejável espírito de inovação jovial.

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ÉRIKA PESSOA Pessoa Comunicação e Relacionamento “As pessoas reclamam que ninguém faz nada, mas elas não apóiam quem faz!” Eu acho que o mais legal em contribuir é mostrar a responsabilidade que toda empresa de comunicação deveria ter em apoiar um projeto que dá visibilidade aos assuntos que podemos discutir e que os veículos tradicionais não dão espaço. A visibilidade é muito boa, porque a publicação é direcionada aos profissionais da área. Para a Pessoa Comunicação, uma empresa nova, isso é muito importante. Você percebe que a revista deu um grande salto, a qualidade editorial aumentou e a qualidade gráfica também. O que eu acho mais interessante é a publicação trazer à tona assuntos de interesse dos comunicadores. São assuntos que têm a ver com a gente, com a nossa realidade, coisa que as grandes revistas não fazem - elas falam do mercado, mas não do nosso mercado, do nosso jeito de ser.

VERA LIMA Eficaz Comunicação “O produto PQN se propõe a ser uma pauta útil, de agregar conhecimento.” A principal vantagem é a possibilidade de se comunicar com um publico dirigido, mostrar o trabalho da nossa empresa ao segmento da Comunicação. Eu venho percebendo que a proposta é oportuna, que vem a contento no mercado e trazendo assuntos de interesse geral, sempre evoluindo com novas propostas, com mais ênfase no lado empresarial, no meio ambiente, na questão da empregabilidade. Também acho interessante a revista fazer uma publicidade multidisciplinar, dos mercados de Publicidade, Relações Públicas, Marketing e Jornalismo. A publicação mostra um caminho que a Comunicação tem trilhado. Atualmente não somos só jornalistas dentro da empresa, precisamos estar atentos às novidades do mercado. Todo mundo acha um pedacinho da revista útil. Sempre que eu pego a revista para ler, aprendo alguma coisa.

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Dez edições.Até parece que foi ontem que tudo começou. Estamos crescendo muito e com certeza muitas novidades estão por vir. E a região do Vale do Aço está fazendo parte disso tudo com muito orgulho. É bom saber que temos uma publicação que tem a nossa alma. Participe, envie sua sugestão pelo e-mail para williamsaliba@pqn.com.br

REVISTA QUIS O superintendente do Shopping Vale do Aço, Washington Pimenta, reuniu a imprensa da região Vale do Aço, no novo restaurante Xiang, na praça de alimentação, para o lançamento de mais uma edição da revista “Quis”, órgão de divulgação do centro de compras. A nona edição traz a atriz Priscila Fantin (a talentosa baiana, criada em Belo Horizonte). No encontro, brindado com almoço oferecido a imprensa, Pimenta agradeceu aos jornalistas o apoio na divulgação dos eventos do mall em 2008. A revista Quis, editada pela Editora Turismo e Negócios, é dirigida pelo jornalista Lúcio Reis. A redação ficou a cargo do jornalista Moysés Matta.

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OPINIÃO E por falar em Moysés Matta, ele é o responsável pela original revista de cultura “Opinião”. Produzida com recursos da Usiminas, através da Lei de Incentivo Cultural, “Opinião” traz um projeto gráfico inovador, assinado por Charley Fernandes e Bruno Avelar, da Faz Comunicação. As ilustrações são do talentoso chargista Jorge Inácio.

ASSESSORIA O Hospital Vital Brasil, em Timóteo, implantou seu departamento de assessoria de imprensa. Foi convidada para ocupar o cargo, a jornalista Lilian Cacau, que atuava como repórter da TV Cultura Vale do Aço.

OLHOS DE NEON O jornalista Bráulio Piovezana, que atua na “Carta de Notícias” e na sucursal do “Hoje em Dia”, em Ipatinga, faz sucesso como vocalista da banda Olhos de Neon. O grupo está no mercado de bandas de baile e shows desde 1991, com um currículo de apresentações em mais de 300 cidades, entre os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. A Olhos de Neon se apresentou também numa turnê de 50 dias pelos Estados Unidos, passando por várias cidades dos estados de Nova Jersey e Nova York. Foi premiada diversas vezes como banda revelação, destaque na área musical e como Agente Cultural do Vale do Aço.

ANIVERSÁRIO A Câmara Municipal de Ipatinga promoveu sessão solene, no dia 11 de dezembro último, para homenagear os 30 anos de fundação do “Diário do Aço”. Recebeu as homenagens, em nome da equipe do jornal, o seu diretor Válter Oliveira. O “Diário do Aço” foi fundado, há três décadas, pelo saudoso jornalista Marcondes Tedesco, em Coronel Fabriciano. Na década de 80, com a aquisição de novo parque gráfico, o jornal foi transferido para Ipatinga.

Fotos: Carta de Notícias

Acompanhada da filha Florence, a colunista do jornal Vale do Aço, Silmara Freitas

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Gente que faz colunismo com muito talento: Janete Carneiro e Dora Chaves

O casal de jornalistas Tânia Rabe e Reuber Sales, atuantes no Vale do Aço


É isso mesmo, gente! Dez edições. Dez PQNs na praça não é moleza! É muita garra, vontade de fazer um jornalismo diferente. E estamos conseguindo. Agradeço a todos os colaboradores, leitores, anunciantes e aos críticos, esses que me desafiam a fazer melhor, sempre. Uma salva de palmas para todos nós. Estamos fazendo história e contaremos muitas histórias, podem crer! Muitas novidades? Conta pra mim por e-mail: robsonabreu@pqn.com.br

“BUNITINHAS DEMAIS”

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Flávia Rios e Rogério Isler estão rindo à toa.Também, pudera! Olha só: nasceram Stela e Letícia, as gêmeas mais fofas do ano. Aqui na redação da PQN ficamos babando nas meninas. Dá vontade de apertar as bochechas e encher de beijos. Que Deus e os anjos reservem um futuro grandioso para as duas. Estamos torcendo por vocês. Sejam bem-vindas Stela e Letícia! Uma salva de palmas para vocês!

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INTERATIVIDADE

PARABÉNS A Link Comunicação Empresarial, dos jornalistas Thilde Rocha e André Lamounier, completa 10 anos de atuação no mercado mineiro. A agência conta com mais de 30 profissionais e grandes clientes como Petrobras, Rede Renasce (leia-se BH Shopping e Diamond Mall), além de ter feito um brilhante trabalho durante o “Diálogos da Terra no Planeta Água”, evento internacional que reuniu grandes personalidades para discutir o meio ambiente. Parabéns à toda a equipe!

MERECIDO II Além da Pessoa Comunicação e Relacionamento, receberam o prêmio os relações públicas Loir Jorge Vasconcelos (um dos educadores mais reconhecidos na área) e Honório Tomelin (fundador da Una e responsável pela implantação do Conrerp em Minas Gerais). A homenagem aconteceu na nova sede da entidade, recém-inaugurada no Centro de BH. Fiquei todo orgulhoso, tanto por Erika quanto por Valdeci que vem desenvolvendo um brilhante trabalho à frente do Conrerp. Além disso, os conselheiros da entidade são de uma competência só. Haja vista que a presidente do Conferp também é mineira e minha amiga, não é mesmo, Angelina! Tô podendo!

A F.biz, uma das principais agências de interatividade do Brasil, foi premiada em duas categorias do VII Prêmio Abanet/IAB Brasil. O case de Seda Teens conquistou o ouro na categoria web - Campanha de Marketing de Relacionamento e Fidelização. Já o projeto desenvolvido para a Vivo e intitulado “Vivo em ação 4” foi contemplado com o bronze na categoria Projetos Especiais – Plataformas Diferenciadas. Este é o principal prêmio digital do mercado. Marcelo Castelo e Paulo Loeb, sócios da F.biz, comemoram o reconhecimento, já que a iniciativa contempla as agências que acreditam no uso da interatividade na construção de marcas e negócios para grandes empresas. A F.biz possui mais de 40 clientes e realiza dezenas de projetos para grandes marcas e operadoras no País. ação

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MERECIDO I Erika Pessoa, uma Relações Públicas pra lá de especial, acaba de ser homenageada com o Prêmio Relações Públicas Jorge Caixeta pelo Conselho Regional de RP (CONRERP 3ª Região), através do grande presidente e meu amigo, Valdeci Ferreira. A Pessoa Comunicação e Relacionamento foi considerada uma agência de comunicação referência na área, pela atuação, buscando visibilidade, posicionamento e credibilidade do profissional e da atividade de Relações Públicas nas organizações e no mercado de trabalho. E parabéns para Paulinha, Iaçanã, Viviane, Anna e claro, a mascote, Julinha!

NOVO CONCEITO O Grupo Casablanca acaba de criar um novo conceito em soluções de manipulação de imagem que integram arte e tecnologia à uma idéia. É a Casablanca Art Work. A novidade ficou por conta de Arlette e Patrick Siaretta, empresários no segmento de entretenimento e publicidade, e Ely Silva e Sergio Pasqualino, coloristas e profissionais de renome no segmento de tratamento de imagens. A primeira empresa a utilizar a solução é a Claro, em seu projeto Claro Curtas. O objetivo da empresa de telefonia móvel é fazer com que as pessoas explorem a imaginação e reflitam sobre as questões relativas à acessibilidade e à inclusão.

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ENTREVISTA

COMUNICAÇÃO, RISCO E

SUSTENTABILIDADE ORGANIZACIONAL Para a francesa Arlette Bouzon, na Europa a lei é o desenvolvimento sustentável e o desenvolvimento sustentável é lei para todos. Essa transparência é mais do que obrigatória para os comunicadores.

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asada, mãe de três filhos, a professora e pesquisadora francesa Arlette Bouzon, confessa ser uma apaixonada pelo Brasil. Pela segunda vez no país, ela destacou, durante o II Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp), realizado na Puc Minas, a comunicação organizacional e a sustentabilidade na perspectiva dos profissionais europeus.

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Arlette é pesquisadora da Universitè Paul Sabatier Toulouse III e participa de várias associações de Comunicação na França. Além disso, atua como pesquisadora nas áreas de Comunicação Organizacional e Tecnologia da Informação. Em 2006 foi eleita diretora e tesoureira da Sociedade Francesa das Ciências da Informação e da Comunicação, e é presidente da sessão de Comunicação Organizacional Estratégica da Associação Européia de Ensino e Pesquisa de Comunicação (ECREA).Autora dos livros “La Communication Organisationnelle en question: Méthodes et Méthodologies e La Recherche Action en Communication Organisationnelle”, além de ser co-autora e organizadora de várias outras coletâneas. Carismática, Arlette Bouzon disse-nos que foi uma honra ser entrevistada pela PQN, uma publicação voltada aos profissionais da Comunicação. A seguir, a professora e pesquisadora traça um panorama do setor em seu país e como os profissionais da Comunicação vêm trabalhando a questão da sustentabilidade.

Arlette: passamos por crise muito forte em relação ao meio ambiente, na Europa, e estamos vivendo uma transição

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Revista PQN: Como são realizados os estudos de Comunicação Organizacional na França? Arlette Bouzon: Atualmente existem vários níveis de estudo em Comunicação. Os universitários fazem uma escolha por um trabalho de campo. Mas não há, necessariamente, muitas atividades, principalmente na área da Comunicação Organizacional. Existe, sim, muita reflexão sobre o tema. Na graduação, os acadêmicos têm a oportunidade de fazer uma pesquisa de uma organização específica, como um estudo de caso. No primeiro ano do mestrado, eles fazem um relatório de pesquisa sobre a questão. E no segundo ano surge a oportunidade de acompanhar a vivência na área. O mais marcante nesses casos é viver uma experiência profissional na comunicação organizacional. Já no nível do Doutorado, os alunos têm a obrigação de não fazer apenas mais um estágio profissional, e também não podem executar um estudo de caso de uma única organização. Sua atividade agora se resume em fazer um estudo comparativo entre empresas ou, quando isso não é possível, um estudo comparativo, como, por exemplo, como um segmento de mercado tem atuado em vários lugares. Na verdade, em cada um desses níveis (Licenciatura, Mestrado e Doutorado), há um tipo de reflexão sobre a Comunicação Organizacional. O mais importante deles é o Doutorado, quando se tem uma experiência maior de reflexão, inclusive em termos metodológicos e teóricos. PQN: De que maneira as empresas européias investem na comunicação organizacional? Arlette: No anos 80, a questão da Comunicação Organizacional nas empresas foi mais em termos internos. A partir dos anos 90, ela tomou uma dimensão de Comunicação, tanto externa como interna. Na esteira do que foi o processo nas empresas, outros tipos de organização - como as associações públicas, filantrópicas e organizações nãogovernamentais (ONGs) - também seguiram esse tipo de caminho. Há cinco anos as organizações não têm apenas a preocupação de divulgar sua imagem, mas sim de fortalecer os canais com os meios internos e externos. PQN: Como são as atividades do profissional de Comunicação Organizacional?

Qual é a relação de seu trabalho com o de Relações Públicas? Arlette: Temos dois tipos de profissionais: aquele que trabalha na organização, ou dentro de uma agência de comunicação. Nesse caso, eles possuem o mesmo perfil; e o outro, o que faz a comunicação com os públicos da empresa. Para atingir seu objetivo, ele trabalhará muito com a opinião pública. Neste caso, ele pode ser chamado de Relações Públicas. Quando ele faz a comunicação de uma organização, ele realiza o que chamamos de comunicação publicitária. A diferença está aí. Quando tenho que me dirigir ao público externo, eu uso as Relações Públicas. Quando estou vendendo um produto, eu faço uma comunicação mais publicitária, trabalhando a imagem da marca daquela empresa. Tanto os RP quanto os publicitários estariam no mesmo lado. Um outro tipo de comunicação organizacional é o que denominamos de comunicação de empresas. Vou exemplificar: quando a empresa tem que fazer uma comunicação para falar dos seus riscos, da sua estrutura, de questões financeiras, ou seja, do negócio organizacional, surge aí a Comunicação Empresarial. Podemos ter um profissional que tanto se ocupa de cada uma dessas áreas ou também um profissional que faz tudo. Isso vai depender de cada empresa. PQN: Qual a importância que o profissional de comunicação assume na estrutura de uma organização? Arlette: Nas empresas, foi criado o cargo de Diretor de Comunicação. Ele é muito importante para a organização, pois está ligado diretamente aos postos estratégicos. Ele ajuda a gerir toda a comunicação da instituição, inclusive com os stakeholders. Além disso, ele deve conhecer as questões estratégicas da empresa e auxiliar em todos os outros departamentos a fim de gerir essa comunicação. PQN: Os veículos de comunicação europeus dão destaque para a comunicação que vem das empresas? Arlette: Quando o assunto diz respeito à questão entre opinião pública e a atividade dos profissionais de relações públicas, há uma ligação muito forte com o jornalismo. Mas, no meu ponto de vista,

esta é uma questão bastante delicada e complicada. Pois é uma questão de opinião pública, e a mídia vive de quê? Vive da venda de espaços publicitários nos jornais. Então, hoje, o cidadão desconfia muito do que lê sobre as empresas, porque, na verdade, as empresas compram esses espaços na mídia para falar delas. PQN: A senhora acha que as empresas francesas estão engajadas na preservação do meio ambiente? Arlette: Estamos vivendo um momento de transição nesse sentido, pois a Europa passa por uma crise muito forte em relação ao meio ambiente. Por isso as organizações estão investindo nisso. Muitas delas divulgam seus discursos na internet como forma de chamar a atenção do cidadão. Na Europa a lei é o desenvolvimento sustentável e o desenvolvimento sustentável é lei. A transparência quanto a isso é obrigatória. PQN: Atualmente, muitas organizações buscam o desenvolvimento durável, mas, antes de tudo, não seria preciso evocar o desenvolvimento sustentável? Arlette: Com certeza. Ao oferecer seus produtos, bens ou serviços, as organizações precisam pensar principalmente nas gerações futuras. E, ao investir nos processos de Comunicação, elas devem buscar a pluralidade de saberes para dominar os riscos associados. Mas sempre com a consciência de que o risco zero não pode existir. PQN: Os ambientes organizacionais estão cada vez mais complexos e competitivos. Como os profissionais da comunicação devem lidar com isso? Arlette: Essa é uma questão de extrema importância, pois a pluralidade de conhecimentos para os mais diversos atos praticados no interior das empresas precisam ser relativizados. No entanto, o profissional da comunicação tem que perceber que essa mobilização pode trazer agregadas muitas incertezas que acabam por constituir ou aumentar os riscos desta complexidade de ações organizacionais. Mas, mesmo assim, o risco é subjetivo e agrega duas dimensões: a gravidade do acontecimento ou a sua probabilidade. A comunicação pode constituir um risco para si mesma, se não for bem utilizada.

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Parabéns pra nós! Dez edições da revista da Comunicação. Estou orgulhosa em fazer parte deste sucesso que é a PQN. Nós, cariocas, merecíamos uma publicação assim, que fala da nossa profissão com ética, respeito e muito profissionalismo. É muito bom mostrar nossas ações para este público maravilhoso.Viva e vida longa! Escrevam para mim: taniademiranda@pqn.com.br

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TÂNIA MARTINS DE MIRANDA

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A inauguração aconteceu no dia 29 de novembro e foi transmitida ao vivo por várias redes de TV

ATENDIMENTO A Textual está com novo cliente, a Árvore de Natal da Bradesco Seguros & Previdência. A equipe é formada por Marina Ivo, Adriana Vallim e Guilherme Maniaudet. A coordenação dos trabalhos de comunicação é de Adriana Moreira. Ao todo são 85 metros, o que equivale a um edifício de 28 andares. A peça ocupa 810 metros quadrados da Lagoa Rodrigo de Freitas e pesa 530 toneladas. 2,9 milhões de microlâmpadas iluminam toda a árvore, além de 52km de mangueiras luminosas, que produzirão os efeitos do tema, e 1.600 estrobos, os efeitos de estrelas. Para a montagem, manutenção e desmontagem foram envolvidas 1.200 pessoas.

CASA NOVA Aghane Carvalho chega ao Rio de Janeiro para trabalhar com comunicação corporativa. A jornalista mudou-se para o Rio de Janeiro vinda de São Luís do Maranhão. Por aquelas bandas ela trabalhava na Clara Comunicação e atendia a clientes como Vale, Petrobras e consórcio da Usina Hidrelétrica de Estreito. A profissional tem experiência na implantação de projetos de grande porte e procura agora uma colocação na área da comunicação corporativa. Para contratá-la: aghane.carvalho@gmail.com

SUSTENTABILIDADE Consuelo Sánchez é a responsável pelo curso Comunicação e Sustentabilidade, que será ministrado em janeiro de 2009 na Facha (RJ). A profissional tem experiência de 12 anos em jornalismo diário, na cobertura de economia, finanças e meio ambiente, e de oito anos em Comunicação Empresarial. Ela foi também professora dos cursos de Jornalismo da UERJ e da Estácio de Sá. Informações pelo www.facha.edu.br

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MAIS CASA RIO A jornalista Isabela Rosa Cardoso assina a produção do Mais Casa Rio, bloco carioca do programa da TV Claret, afiliada da TV Cultura. O programa vai ao ar todos os sábados, às 13h30m, com reprise pelo canal 25 da NET. Isabela produz quatro quadros semanais, com entrevistados vip do segmento Arqui Decor carioca, além de apresentar novidades no ramo da construção, design, arquitetura e decoração. Integram a equipe do Mais Casa Rio, o diretor cinegrafista Renato Spyrro, da Spyrro Filmes; a roteirista Regina Pombo, com passagens pelo Fantástico e JN, e o jornalista Marco Reis, como assessor de comunicação.

Publius Vergilius

Equipe do portal durante caminhada de lançamento do Ciclo Comunicar Saúde, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro

NA SAÚDE Cartão postal do Rio de Janeiro e uma verdadeira academia ao ar livre, a Lagoa Rodrigo de Freitas foi o cenário escolhido para a caminhada de lançamento do Ciclo Comunicar Saúde, iniciativa do portal de comunicação corporativa Nós da Comunicação. O evento contou com a presença de professores de educação física, que orientaram sobre práticas de alongamento e deram dicas de saúde e bem-estar, além de massoterapeutas. O Ciclo Comunicar é uma série de eventos virtuais que irá abordar, a cada dois meses, temas específicos do dia-a-dia das empresas por meio de chat, matérias especiais e enquetes. Para a estréia, foi escolhido o tema Saúde, um dos que mais evoluíram sob o ponto de vista de comunicação e marketing frente às mudanças do mercado. Segundo Jaíra Reis, diretora de relacionamento com o mercado da Nós da Comunicação, o Ciclo Comunicar será uma verdadeira maratona de informação e de debates sobre o tema no portal.


EVENTO

EMPREGABILIDADE X TECNOLOGIAS Comunicadores se reúnem para discutir o futuro da profissão e encontrar caminhos que resultem em novos postos de trabalho aliados ao ‘mondo’ web. ROBSON ABREU E RODRIGO BORGES

B

elo Horizonte recebeu, nos dias 05 e 06 de dezembro, o II Congresso PQN de Comunicação, promovido pelo PQN - Pão de Queijo Notícias. O evento reuniu 150 profissionais e, como pauta, temas importantes e atuais: empregabilidade, tecnologias e webcomunicação. Jornalistas, publicitários, relações-públicas, aposentados, professores e estudantes de vários estados puderam discutir o momento e o futuro da profissão, vendo e ouvindo palestrantes dotados de grande expertise em suas áreas de atuação. O resultado provou, mais uma vez, que esses eventos são uma saída inteligente para qualificar, atualizar e promover uma verdadeira revolução nos meios convencionais do ensino, além de dar uma lavada na reciclagem do saber para fazer. Mas nem todos os profissionais estão atentos a isso, pois sentem-se realizados em seus lugares de trabalho e acreditam haver chegado ao topo da carreira. Mas os que se dispõem a dedicar seu tempo na busca da formação, sempre saem ganhando. E, melhor, absorvem as novas facetas do mercado, cada vez mais inovador e competitivo. Para o consultor de marketing e criador do PQN, jornalista Robson Abreu, o mercado de trabalho deve ser pautado nas relações humanas, no bom relacionamento entre os comunicadores. Exemplo disso é o Projeto PQN, que há cinco anos tem a premissa de valorizar, unir, integrar e interagir com todos os

profissionais da Comunicação através de diferentes formatos: a Newsletter PQN, um informativo modelo batepapo, mediado por ele; a Revista PQN, publicação com linha editorial humanística focada no comunicador; o Prêmio PQN de Ouro, considerado o Oscar da Imprensa Mineira; o Portal de Notícias PQN e ainda os Eventos PQN, formados por cursos, seminários e congressos, como este II Congresso PQN de Comunicação. Mas, além do relacionamento, é necessário que os comunicadores aliem a profissão às novas tecnologias, ou seja, os conhecimentos que antes passavam desapercebidos por muitos. “O contexto do atual mercado de trabalho, aliado às novas tecnologias, deve ser premissa básica para todos os comunicadores, além de um bom relacionamento. A empregabilidade deve ser encarada como um novo desafio, já que se manter no mercado é uma tarefa árdua a qualquer comunicador”, afirma Ricardo Mendes, professor e gerente da FSB Comunicações, de Brasília. E uma boa peça de alta tecnologia foi apresentada durante o congresso por Fernanda Lara, diretora da GaterList. A empresa desenvolve ferramentas e busca de veículos e jornalistas na internet, aproximando ainda mais os comunicadores que procuram qualidade e agilidade. Para Thaïs de Mendonça Jorge, Doutora em Comunicação e docente da Universidade de Brasília (UNB), essas novas tecnologias e ferramentas da web, como os blogs e sistemas de busca, estão mudando a vida profissional dos comunicadores, principalmente neste mercado

Thaïs de Mendonça Roger Victor

competitivo, carente de informações e de relacionamento entre seus públicos. “Antes os blogs eram vistos como diários virtuais. Hoje, se bem trabalhados, estão se tornando ferramentas poderosas de consulta, como o blog do Noblat, o do Juca Kfoury, e muitos outros”, lembrou a doutora. Atualmente, qualquer profissional pode ter seu veículo próprio na internet. Segundo os jornalistas e blogueiros, a paulista Letícia Castro e o mineiro Wander Veroni, blog não é mais só sinônimo de diário, mas uma excelente alternativa profissional para quem trabalha ou quer atuar com notícias. Com a ferramenta virtual, um novo vocabulário foi incorporado ao trabalho do comunicador e cada um tem que estar atento às novas expressões utilizadas, como podcast, videocast, feed e RSS. “Os blogs profissionais devem fazer parte do cotidiano do comunicador. Se ainda há dúvidas quanto à seriedade dos blogs de notícias, o trabalho de pesquisa e apuração de um jornalista virtual é o mesmo de quem trabalha nas mídias tradicionais”, lembram Wander e Letícia.

MÍDIAS ALTERNATIVAS Veículos comunitários, como rádios web e jornais de bairro, também podem ser uma boa alternativa em se tratando de empregabilidade. Sérios, estes veículos podem ser considerados como fontes de renda para aqueles que querem ser donos do próprio nariz. Para o diretor do Grupo 1 de Jornais, o jornalista paulista Nino Cecílio, a força dos jornais de bairro é muito maior do que pensa a grande

Daniel Zimmermann Nino Cecílio

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Fotos: Marcelo Moreira

maioria dos comunicadores. Segundo ele, o veículo deve ter como prioridades principais a geração de emprego e defesa da região onde circula. “Inclusive é um fator que ajuda a atrair os anunciantes e comercianteslocais”, pondera o diretor. Geralmente, lembra o jornalista, os jornais de bairro têm pautado boa parte da grande imprensa, mas é preciso uma identidade, um estilo próprio, criando vínculo entre o jornal e o leitor.

investir em mídias alternativas, mas faltam profissionais empreendedores. O empreendedorismo e a possibilidade de se pautar o que a grande imprensa não faz, avalia, são motivos para que um jornal de bairro seja um sucesso, principalmente “se o empresário conhecer de fato a região onde reside. Hoje, sou meu próprio patrão e vi que meu sonho era possível. Basta acreditar e ter peito para enfrentar tudo e todos”, diz o diretor.

Alguns jornais podem começar como periódicos de bairro e evoluir sua linha editorial e de ação, passando à condição de veículos regionais. Cecílio lembra que foi assim que aconteceu com os jornais do Grupo 1 – Tribuna de Santo Amaro, Gazeta de Pinheiros, Jornal do Butantã, Morumbi News e São Paulo News – todos com décadas de circulação. “As cinco publicações eram formatadas e segmentadas na categoria de jornais de bairro. Com a minha contratação, promovi uma abrangente reformulação, implantando um projeto editorial com aplicação gradual e conseqüente expansão dos limites de presença e ações jornalísticas.A partir daí, as iniciais investidas nas publicações passaram à categoria e ao padrão de jornais regionais, atraindo novos anunciantes e novos leitores”, informa o diretor.

Para aqueles que não querem se aventurar no meio impresso, a internet também é uma boa saída, ainda mais que os custos são bem reduzidos. De acordo com o jornalista, relações-públicas e editor da Rádio Mega Brasil Online, o paulista Marco Rossi, a Rambo, como é conhecida no meio da comunicação corporativa, é um projeto pioneiro na mídia digital brasileira, tocando músicas e notícias sobre o mercado, 24 horas por dia. Além da interatividade que proporciona ao segmento, a Rambo mantém uma rede de colaboradores em diversos estados brasileiros e até fora do país. Em Minas Gerais, o correspondente da emissora virtual é o criador do PQN, jornalista Robson Abreu.

“O mercado para jornais de bairro em Belo Horizonte é ainda muito tímido, porém promissor”, revela o diretor da Folha de Venda Nova, o empresário Roger Victor. Segundo ele, a capital mineira possui 890 bairros com potencial para

As oportunidades, quando bem aproveitadas, podem abrir novas possibilidades no mercado de trabalho, principalmente na web. Segundo Kica de Castro, publicitária paulista e pós-graduada em Fotografia, o comunicador deve testar todas as vertentes antes de reclamar da falta de emprego que se alastra por todo o Brasil. Com o intuito de elevar a auto-estima de paraplégicos e demais portado-

Valdeci Ferreira

INCLUSÃO SOCIAL

res de necessidades especiais, ela criou uma agência de modelos, reinserindoos ao ‘mondo’ publicitário, que, em sua grande maioria, é formado por muito preconceito. “Tudo é possível quando há vontade e disposição. Na Comunicação, até a inclusão social pode ser trabalhada com primor pelos comunicadores, basta ter criatividade e força de vontade para encarar o novo. Estou vencendo o preconceito e, com muita batalha, inserindo meus modelos no mercado publicitário. Sempre há espaço na Comunicação para aqueles que não têm medo de ousar. É preciso comunicar com as novas gerações e o preconceito não pode existir em nenhuma área”, pondera a fotógrafa.

NOVAS GERAÇÕES Mas, como comunicar para uma geração que cresceu atrelada aos vídeos-games, ao boom da internet e da TV a cabo? Esta é uma pergunta que preocupa a todos os comunicadores atentos às mudanças na Comunicação a partir da década de 80. De acordo com o especialista em Jornalismo Multimídia e gerente de Comunicação Interna da TAM, André de Abreu, essa geração, conhecida como Y ou Millennials, está chegando à faixa economicamente ativa – dos 19 aos 49 anos – segundo o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. “E é um público que tem gostos William Caldas

Ricardo Mendes Inácia Soares

Daniela Gebhard

Fabiana Moreira Fernanda Lara

Kica de Castro


diferentes e prefere a internet e o celular à televisão ou jornal impresso”, alerta . Pensando nesses novos públicos, o mercado carece de bons profissionais que pensem a Comunicação de forma estratégica. As empresas estão mudando e esperam isso de seus profissionais. Mas, ao contrário do que muitos pensam, esta é uma boa notícia. “Como até na Comunicação algumas atividades vêm sendo terceirizadas, uma visão ampliada e a coragem de se arriscar criarão novas oportunidades aos comunicadores, não só de consumo, mas de empregos reais”, lembra o bacharel em Turismo e especialista em Gestão Estratégica de Marketing, Cristiano Lopes. Para a apresentadora do programa Mesa de Negócios, da TV Horizonte, em Belo Horizonte, Inácia Soares, jornalistas, relações-públicas e publicitários que se atualizam, ganham mais espaço no mercado de trabalho. “O mercado muda e as empresas precisam de um profissional capaz de se adaptar, de aceitar mudanças”, emenda o consultor de empresas William Caldas. Para melhorar a carreira, todos são unânimes: é preciso inovar, mudar, treinar e fazer aquilo que não se espera de você!

RELAÇÕES PÚBLICAS 2.0 Muito se fala no conceito Relações-Públicas 2.0, mas isso não quer dizer sobre a atuação do profissional na web e, sim, a atuação destes comunicadores voltada para os resultados esperados pelas empresas. Segundo o RP e Mestre em Comunicação e Mercados, o paulista Daniel Zimmermann, o RP 2.0 trabalha usando a web 2.0, que reúne as redes sociais, os blogs e outras tecnologias, como o MSN.. “Estas ferramentas são vistas

como ótimos meios para os relaçõespúblicas realizarem seu trabalho de construção de imagem das empresas”, garante Zimmermann. “A web não é tecnologia, ela é feita por pessoas. Sem pessoas nos computadores, ela não é nada”, completou Fabiana Moreira, Relações-Públicas da ONG Junior Achievement, de São Paulo. Para Valdeci Ferreira, presidente do Conselho Regional de Relações-Públicas 3ª Região, a necessidade do uso das redes sociais no cotidiano do profissional de RP vem se mostrando fundamental. “O futuro do trabalho de RP depende da virtualização da atividade”, analisa o presidente.

TERCEIRO SETOR Outra boa área que tem gerado oportunidades de trabalho para os comunicadores é o Terceiro Setor. Mas os profissionais da Comunicação precisam saber e perceber as variáveis desse mercado, principalmente quais as ações desempenhadas pelas Organizações Não Governamentais (ONGs), que acabaram virando sinônimos do setor. O conceito de Terceiro Setor é legalmente definido pelas associações e fundações. Para Valéria Flores, jornalista e editora do caderno “Eu Acredito!” do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, a Comunicação precisa ser vista como ferramenta na busca da sustentabilidade dos projetos sociais. Os comunicadores precisam ouvir as comunidades envolvidas nos projetos, além de promover melhor entendimento das pautas levantadas pelos veículos de comunicação, em divulgar as boas ações

para empresas e o público. “Os formuladores dos projetos devem prever verbas para os processos de Comunicação e Marketing, de forma honesta, em seus planejamentos”, alfineta a editora. Maria de Fátima Ocani Rosa é mestra em Sistema de Gestão, Linha de Pesquisa em Responsabilidade Social. Ela afirma que seria necessário que todos os comunicadores trabalhassem pela erradicação da pobreza, o que poderia gerar novas formas de se trabalhar o Terceiro Setor e, conseqüentemente, postos de trabalho. “Segundo o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), um bilhão de pessoas ainda vivem na linha da miséria”, alerta Maria de Fátima. Segundo Daniela Gebhard, jornalista e diretora executiva da Valor Social - Consultoria Socioambiental e Cultura - para impulsionar novas vagas no mercado de trabalho, é preciso que a imprensa seja melhor capacitada para lidar com a divulgação do Terceiro Setor e, principalmente, fazer com que seus profissionais desenvolvam ações de trabalho voluntário. “Só assim o profissional vai adquirir maior conhecimento e sensibilidade sobre o Terceiro Setor, informando melhor à sociedade em suas reportagens. Algumas entidades chegam a abrir mão de seus ideais para conseguir os recursos das empresas. Isso poderia ser evitado com um espaço mais bem construído na mídia. Não basta doar, é preciso fazer uma transformação cultural, temos que nos envolver realmente”, disse Daniela. Maria de Fátima

Valéria Flores

Christiano Lopes Letícia Castro André de Abreu

Marco Rossi

Wander Veroni


Arqu

l essoa ivo P

Jornalista, formado em Comunicação Social pela UNESA (RJ) desde 2005, e escritor amador. Atualmente trabalha na Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura de Itapevi (SP). Também faz alguns serviços freelancers para jornais e revistas de São Paulo.

ACORRENTADO!

Q

uarta-feira, 19 de julho de 2006. Fim de tarde em um município da Grande São Paulo. Eu e um amigo fotógrafo batemos insistemente na porta de uma casa antiga, situada na periferia da cidade. Enfim, depois de alguns minutos, uma mulher abriu. Era a esposa de Reinaldo* que nos recebia e, com um sorriso cansado no rosto, nos convidava a entrar. Ele se encontrava deitado no sofá da sala. Era para ouví-lo que estávamos ali. Preso a uma corrente de 3,8 metros, protestava contra o que chamava de “perseguição política”. Essa foi a forma encontrada por ele para chamar atenção para o problema. Exvigia concursado da Prefeitura, Reinaldo não podia ver qualquer irregularidade, que não pensava duas vezes antes de denunciar. Bueiros sem tampa, esqueletos expostos no cemitério local... Tudo o que via, o homem entregava à Ouvidoria Municipal. Resultado: em questão de meses, foi transferido quatro vezes de setor, perdendo benefícios trabalhistas. Um aumento de 20% no salário dos funcionários da Câmara Municipal apro-

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vado pelos vereadores foi, para ele, a gota que faltava para o copo transbordar. Reinaldo questionou publicamente o presidente da Câmara e autor do projeto de lei. Novamente foi enxotado para uma barragem, bem longe de qualquer sinal de vida inteligente. “Ainda me passaram para o turno do dia, que era justamente o horário que eu usava para fiscalizar”, lamentava. Também perdeu o adicional noturno e as horas extras que complementavam seu salário. Indignado e concluindo que não havia mais nada a perder, resolveu fazer ainda mais barulho. Adquiriu uma corrente e soldou-a na cintura. A outra ponta prendeu, com um cadeado, no batente da porta do banheiro. Passou, inclusive, a dormir em um sofá de dois lugares na sala, já que não tinha mais acesso ao quarto. Permanecia assim há 32 dias, tendo sido exonerado por abandono de emprego. Sentamos em uma pequena e bagunçada mesa. Durante algumas horas, ficou a nos mostrar, com imenso orgulho, as pilhas de papéis que guardava com a própria vida. Eram dezenas de denúncias encaminhadas à Ouvidoria. Falava sobre cada uma delas com um ar de herói justiceiro, defensor dos bons costumes. Fisicamente, ele passava longe disso. Seus cabelos eram quase brancos, se não fossem algumas mechas pretas que insistiam em aparecer aqui e acolá. Vestia uma camisa desbotada cinza e uma calça bege, como, ironicamente, aquelas existentes em presídos paulistas. O cavanhaque

que mantinha dava-lhe uma aparência mais debochada do que séria. “Estou sendo privado de minha liberdade. Mesmo após perder o emprego, permanecerei atado a esta corrente, enquanto eu tiver vida”, bradava ele. Pagar as contas passou a ser uma função exclusiva de sua mulher. Para ajudar de alguma forma, Reinaldo cuidava do filho mais novo do casal, um menino de apenas oito anos que parecia não entender por que diabos seu pai estava amarrado dentro de casa. Na verdade, Reinaldo nada mais era do que um dos poucos brasileiros que ainda se incomodam com as ausências e os abusos do poder público. Enquanto seus colegas, para não se prejudicar no emprego, fingiam não ver os problemas, ele botava a boca no mundo e, por isso, era visto como uma espécie de câncer dentro da administração municipal. Agora estava desempregado, mas com um bom motivo para se orgulhar. Fizemos algumas fotos dele, sentado à mesa da sala, exibindo a corrente que o mantinha preso. Saímos de lá quando já anoitecia. Impossibilitado de nos acompanhar até a saída, foi sua esposa quem nos abriu a porta e agradeceu nossa visita. Sem ter muita opção, Reinaldo permaneceu sentado, a arrumar a pilha de documentos. No sábado seguinte, sua história ocupava meia página no Diário de São Paulo. *Para resguardo de identidade, o nome da pessoa aqui citada é fictício.


TURISMO

Barcelona é, sem dúvida, uma cidade de contrastes. Está entre o mar e a montanha, entre a loucura e a sensatez, entre o colorido e o cinza, entre a vanguarda e a tradição. É uma cidade cosmopolita por vocação, que já nasceu como lugar de passagem de mercadores e viajantes de todo o mundo. O comércio costeiro sempre foi o forte do lugar, mas Barcelona também é dona de uma lista quase infinita de galerias de arte, museus, monumentos e edifícios de grande interesse.Viaje neste roteiro com a gente! GUILHERME ÁVILA E SUELEN PESSOA

Atlântico.As diferenças entre o brasileiro e o espanhol começaram na forma mais básica de tratamento, a hospitalidade. Aliviados, seguimos para Castelldefels. Um pueblo, ou melhor, um distrito, que faz parte de Barcelona, mas que é fora do grande centro. A divisão política da Espanha é altamente estranha para nós, brasileiros, e, às vezes, difícil de explicar e entender. Para se ter idéia, imagine um país que é um reino, dividido em mais de-

zessete países dentro, cada qual independente, porém subordinado ao rei. Cada uma dessas comunidades autônomas, como são chamadas, possui um presidente, que é eleito pelo voto do povo. Barcelona é a capital da Catalunha, uma dessas comunidades. A Catalunha é dividida em quatro províncias: Lérida, Tarragona, Gerona e Barcelona. A cidade de Barcelona é a ca-

Arquivo Pessoal

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ão foi preciso entender nenhuma palavra em espanhol ou catalão para compreender que não fomos tão bem-vindos quanto esperávamos no Aeroporto de Barcelona. Fomos barrados pelo controle de imigração e convidados a “passear” de camburão pelo aeroporto. Traumas à parte, quase quatro horas depois, tivemos nossos passaportes carimbados e fomos liberados para entrar no país e conhecer outras águas salgadas, que não as do

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pital da província de Barcelona, e em volta existem os pueblos, que são como distritos. Os pueblos também são independentes e cada qual tem seu Ayuntamiento (parecidos com as prefeituras). Resumindo: o pueblo onde estamos hospedados, Castelldefels, faz parte de Barcelona e, ao mesmo tempo, não faz. Entendeu? Dissemos que seria complicado explicar. E ainda hoje não compreendemos direito como funciona. Os primeiros choques culturais acontecem logo nos primeiros dias ao se chegar à cidade. A rotina diária do espanhol é bem distinta da nossa. O dia divide-se em seis partes: matinada (5h-7h), matí (8h12h), migdia (13h-14h), tarda (15h-18h), vespre (19h-21h) e nit (22h-4h). Acordar cedo aqui significa 8 horas da manhã (horário em que o céu começa a clarear). As lojas abrem às 9 horas e tudo fecha às 14 horas para a peculiar siesta e só voltam a funcionar por volta das 18 horas e continuam até às 21 horas. As refeições também são feitas em horários mais avançados: o almoço é depois das 14 horas e o jantar depois das 22 horas. Para sair para a balada, começamos a nos arrumar por volta das 23 horas, pois a vida noturna começa só depois das duas da manhã.

BONS DE GARFO Em Barcelona come-se pelo menos quatro refeições diárias, assim como no Brasil. Mas a quantidade de comida é impressionante. Em nosso primeiro almuerzo, em uma taverna basca, descobrimos que se deve pedir o primeiro, segundo e terceiro pratos. A fome era tanta que pedimos, no primeiro prato, ovos com bacon e, no segundo, entrecort, que nada mais é do que bife com batata frita. De cara, veio um prato gigante com dois ovos mal passados e quilos de bacon. Custamos a comer e já chegou o segundo, com uma

bisteca gigante - mal passada - e tanta batata frita que daria umas duas porções de boteco. Tudo com muito pão. Dispensamos, claro, o terceiro prato. Com o tempo pegamos o jeito do que pedir nos restaurantes. Outra coisa bem diferente é que os espanhóis não costumam fazer comida em casa. As refeições são feitas nos milhares de estabelecimentos que estão espalhados por todos os quarteirões da cidade. O prazer da culinária praticamente é inexistente. Os supermercados estão cheios de produtos descascados, esterilizados, cozidos, embalados, congelados, cortados, e, muitas vezes, temperados. O mais difícil de engolir (literalmente) na gastronomia catalã é a ausência de tempêro. Tudo leva apenas sal, e pouco. As únicas essências realmente saborosas estão nas combinações de frutos do mar, carnes de porco e frutas secas. A paella é um bom exemplo, mas para paladares brasileiros, parece algo muito próximo de um prato de acarajé misturado com arroz. A comida típica daqui vem direto do mar – camarões, lagostas, mexilhões, lula, polvo – e tudo muito barato. É possível encontrar uma bandeja de filés de salmão defumado por apenas quatro euros, cerca de R$ 10,00. E os típicos arroz e feijão são caros e vêm em embalagens pequenas. Os bocadillos (sanduíches) comandam as listas dos mais pedidos nos bares e cafés, sendo servidos de variadas formas. Quentes ou frios, com tomates e azeite, com jamón serrano (presunto de parma) ou jamón dulce (presunto normal). Já o pãozinho tipo brioche e a Crema Catalana, um tipo de pasta doce e com a casca crocan-

te, é o que há de mais gostoso entre as sobremesas.

OLHA A LÍNGUA! Outra característica que pode parecer estranho ao turista brasileiro é a língua espanhola. É bom ler bastante sobre a cultura e história da Catalunha. Os catalães não gostam de ser confundidos com os espanhóis e por isso não falam o castelhano. Realmente existe o Movimento Separatista Pró-Catalunya, mas há tantas pessoas de tantas partes do mundo por aqui que é fácil se comunicar, seja em espanhol, francês, inglês ou mesmo em português. Como bons latinos que são, os espanhóis também falam muito alto e, às vezes, parecem estar brigando. É possível passar por várias situações engraçadas por causa do idioma, principalmente com os falsos cognatos. Muitas palavras existem tanto em português quanto em espanhol, mas com significados muito diferentes nos dois idiomas. Piso, por exemplo, é o andar do prédio. E habitación é o quarto. Pagar propina para a camarera significa dar gorjeta para a garçonete. Chamar as pessoas de tio ou tia, não quer dizer que sejam irmãos de nossos pais, mas é como a maioria dos jovens se referem uns aos outros por aqui. Contestar o telefone não significa reclamá-lo, mas atendê-lo. Dizer que você quer ligar para alguém requer um pouco de cuidado. Ligar significa “ficar”. E se dizemos que vamos pegar al-

Cores, cores e mais cores: a arquitetura espanhola tem a mesma alegria de seu povo

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guém, isso quer dizer que queremos bater na pessoa. Dizer que vai folhear uma revista também causa certos constrangimentos, pois foneticamente se parece com follar, ou seja, manter relações sexuais. Apellido é sobrenome. Sobrenombre é apelido. Oficina é escritório. Mas se falamos de uma oficina de carros usa-se taller. Os talheres que usamos para comer chamam-se cubierto, mas coberta de dormir é manta mesmo. Acreditamos que já assimilamos grande parte do repertório dessas “palavras-pegadinhas”, e vamos voltar para o Brasil com várias delas fazendo parte do nosso vocabulário.

FLORA E FAUNA A vegetação também é muito diferente de tudo que é visto no Brasil. Nada da exuberância da flora nem na diversidade da fauna brasileira. Não se vê muitas plantas ou árvores, sequer insetos. “Nas regiões frias que visitamos, nos Pirineus, só conseguimos identificar uma única planta: pinheiros, muito parecidos com as árvores que enfeitam o nosso natal. A diferença é que a neve aqui é bem real e a paisagem é muito l

essoa

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Fotos

Neve de verdade: paisagem nas regiões frias dos Pirineus lembra os campos do cinema

similar à de Nárnia, do filme ‘As Crônicas de Nárnia’”, lembra o jornalista Guilherme Ávila. O clima nessa parte da Espanha é mediterrâneo, o contrário no Brasil: chuvoso no inverno e seco no verão. Isso faz com que a sensação térmica durante os meses de frio fique muitos graus abaixo do que são marcados nos termômetros. No calor as temperaturas chegam aos 40º. Em Castelldefels, venta muito e o ar é úmido pela proximidade com o mar. A sensação que se tem quando se está na rua, principalmente à noite, é que o vento Harmonia nas ruas: pedestres, bicicletas, carros e ônibus dividem o espaço espanhol

está atravessando o corpo e gela os ossos. Não é possível acreditar na temperatura que marcam os termômetros espalhados pela cidade, pois parece que faz muito mais frio.

TRANSPORTE FÁCIL Para se deslocar de um lado a outro da cidade é muito fácil. Barcelona foi pensada com muito carinho para que os turistas pudessem se locomover. A cidade é bem sinalizada. Dá para visitar tudo utilizando apenas o metrô. Cinco linhas se cruzam em todas as direções, além da integração entre as estações e se paga apenas um bilhete. Os ônibus são climatizados, com música ambiente e com grandes janelas que permitem apreciar a paisagem. Para os mais perdidos, letreiros indicam a próxima parada. Mais fácil impossível. O sistema de transporte público é integrado e a passagem é cara, cerca de € 1,60, se comparada ao transporte de São Paulo, R$ 4. Existem também os bilhetes chamados T-10 que permitem fazer 10 viagens a € 7,60, convertendo, R$ 19. Estes servem para trens, metrô e ônibus. Algumas linhas de ônibus circulam de madrugada, os chamados Nit Bus, que passam a cada 20 minutos. Os táxis também são abundantes e baratos.

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A IMPRENSA ESPANHOLA A imprensa espanhola sabe muito bem utilizar as novas tecnologias, tanto a internet, com blogs, fóruns de discussão e redes como Orkut e Youtube, quanto as mídias móveis, como celulares e sistemas GPS. Para se ter idéia desta interatividade que vem dando certo, a emissora de TV Cinco convidou os eleitores a gra-

Igreja Sagrada Família: um dos bons e belos exemplos da arquitetura gótica na Espanha

var vídeos com perguntas aos candidatos ao cargo de primeiro ministro e a postar no Youtube, no canal da emissora. Os vídeos foram assistidos ao vivo pelos candidatos durante debate promovido pela emissora. Ações como essas são muito freqüentes. Os jovens daqui não são tão “internéticos” quanto os do Brasil, mas as pessoas já estão muito bem adaptadas aos novos usos que o computador, o celular e outros dispositivos vêm ganhando nesses novos tempos. Mas um fato que chama a atenção de todo profissional da Comunicação é que o Jornalismo e a Publicidade de Barcelona são muito sem graça e sem criatividade, principalmente os jornais impressos e os anúncios de TV. É preciso assistir vários dias de TV para encontrar alguma propaganda que realmente chame a atenção. Assistir TV à noite é um convite ao sono, pois os intervalos duram 10 minutos e, a cada cinco comerciais, pelo menos dois são de perfume e dois de automóvel. O único jornal impresso que realmente é bem produzido é o ADN, uma publicação regional e de distribuição gratuita, com bom projeto gráfico e fotografias profissionais. Muitos jornais têm distribuição gratuita e podem ser encontrados nos bares, cafés, metrôs e até mesmo nas bancas de fruta. Dizem que os espanhóis são os que menos lêem entre os europeus. A maioria dos periódicos distribui uma quantidade de brindes na intenção de ganhar o leitor – de bolsas de marca e impressoras multifuncionais a jaquetas do time de futebol Barcelona –, não muito diferente dos jornais e revistas brasileiros. Muito popular também são as editoras que trabalham com fascículos ou coleções que podem ser compradas todas as semanas por um preço muito baixo.

SEXO, DROGAS E DIVERSÃO! Uma coisa muito curiosa da cultura espanhola, que talvez tenha relação com o fato de os espanhóis não lerem muito, é que aqui os filmes que passam no cinema são todos dublados. Além disso, as estréias de filmes na cidade acontecem

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La Boqueria: lugar propício para um lanche apreciando a agitada vida noturna espanhola

depois do resto do mundo, devido ao tempo gasto para dublar uma película. “Por esse motivo só pudemos assistir a filmes como Cloverfield ou Crimes de Oxford bem depois que brasileiros já haviam assistido”, lembra a publicitária Suelen Pessoa. Outro fato interessante é a naturalidade com a qual o espanhol lida com o tema “sexo”. Várias ‘sex-shops’ estão espalhadas por todos os lados, e o acesso é fácil para todos, podendo até confundir aqueles que buscam uma papelaria. Nem os menores de idade têm entrada proibida. O uso da camisinha é bem difundido entre a população, exemplo disso são as várias máquinas que vendem preservativos em diversos sabores em pontos estratégicos da cidade. A forma com que as pessoas dançam e se vestem, também transpira muita sensualidade. As músicas contêm letras altamente picantes, aos moldes do funk carioca. Alguns destes hábitos ainda são tabus no nosso país, mas é o Brasil que leva a fama de ser liberado sexualmente. Mas, o mais preocupante é o consumo liberado de drogas, principalmente de ma-

Bairro todo em estilo gótico: detalhe de um dos portões dos muito prédios da cidade

ivo Pessoal

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conha e cocaína. Existem tabacarias que comercializam tudo o que é necessário para que você plante, processe e fume sua própria maconha em casa, bem ao estilo ‘faça-você-mesmo’. Algumas varandas ostentam vasinhos de ‘marijuana’ bem tratadas. E o cuidado com o vocabulário tem que ser constante, pois chegar a um restaurante e pedir uma coca pode ser um pouco constrangedor, pois coca não é utilizada para denominar Coca-Cola, e sim a cocaína. Em recente estudo promovido pelos órgãos do governo espanhol, mostrou a quantidade de droga que é consumida na província de Barcelona. Para isso, foi analisada a água do esgoto das residências, a fim de verificar indícios da droga. Foi constatado que são consumidas, nessa região, 73.000 “raias” de cocaína todos os dias. Maconha é algo bem comum de se ver na cidade e o consumo é feito por pessoas de todas as idades em parques públicos, praças e ruas movimentadas. A prostituição também é algo espantoso. Segundo o tele-

jornal de uma famosa rede de TV, essa “indústria” movimenta 2% de todo o PIB espanhol. É muito dinheiro, ainda mais que essa não é uma atividade regularizada e é praticada por estrangeiras que saíram de seus países e estão em situação ilegal na Espanha. Muitas, com certeza, enviam grande parte do faturamento de volta ao país de origem e, mesmo assim, o dinheiro que fica aqui ainda representa 2% da renda. Os veículos de comunicação afirmam que Barcelona e Madrid são as capitais internacionais da prostituição no mundo. Mesmo com todas essas particularidades, a qualidade de vida em Barcelona é de encantar. É por isso que todos querem morar na cidade. O povo catalão é bem tradicionalista e festeiro. Por todos os lados há placas onde se lê “Respeite o descanso dos mais velhos”, pois a maioria da população é idosa, principalmente nos pueblos no entorno de Barcelona. E o centro fica sempre tomado de jovens turistas ‘baladeiros’ e barulhentos. Barcelona é rival de longa data da capital, Madrid, em aspectos que vão muito além do que vemos nas partidas entre o Real Madrid X F.C. Barcelona. O touro, símbolo da Espanha, encontra aqui seu inimigo, o Burro Catalão, espécie típica de burrinho que esteve à beira da extinção mas que, por um esforço do governo da Catalunha, hoje é um protegido símbolo do caráter trabalhador e leal desse povo que zomba daqueles que os chamam de espanhóis.

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um lugar para ser visitado com pressa, mas para se perder horas entre os artistas de rua, animais, flores, frutas e bancas de jornal que vendem periódicos de diversas partes do mundo. Apesar das várias culturas em movimento e do sentimento de animação ouvido em línguas diferentes, nas Ramblas tudo é muito caro. Uma garrafa de água nas calçadas desta avenida custa, no mínimo, o dobro do preço que encontramos ao virar a esquina e andarmos mais uns dois quarteirões ruelas adentro.

Contraste: luzes noturnas versus praias durante o dia

FAZENDO TURISMO O mais óbvio ao se falar de Barcelona, além de mencionar sua agitada vida noturna, é citar Las Ramblas. Rambla vem do árabe ‘ramla’ e significa o caminho que a água da chuva faz no chão em direção ao mar. E o percurso mais natural para conhecer essa avenida é exatamente esse: saindo da Plaza Catalunya e descendo até o porto, onde está o monumento a Cristóvão Colombo, que indica com o dedo a direção das Américas. Aqui, os seculares prédios escondem bares, cafés e lojas modernas que rodeiam a larga avenida por onde transita o principal fluxo de pessoas na cidade. Não é

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À direita de quem desce está o Mercat Sant Josep, popularmente conhecido como La Boquería, onde o turista encontra frutas, legumes, carnes, cogumelos, insetos comestíveis e toda sorte de animais marinhos – ainda vivos. Quase no fim da avenida, em uma rua estreita à esquerda, fica o Museo de Cera. Um palacete do século XIX e que contém uma grande coleção de personalidades mundiais feitas em cera. Saindo do museu, existe um curioso bar anexo com uma pequena placa antiga onde se lê “Bosc de Fades”. Definitivamente é o melhor lugar para se passar a primeira noite na cidade. Com uma temática interessante, uma mistura de taverna medieval com um bosque repleto de surpresas, o ambiente pode parecer estranho à primeira vista, mas é muito legal. Destaque: o primeiro item da carta de coquetéis é a brasileiríssima caipirinha! Enquanto se desce as Ramblas, o turista será tentado a desbravar as ruelas sinuosas e úmidas do Bairri Gótic. Esta parte da Ciutat Vella é uma das regiões mais

antigas de Barcelona. Este bairro parece estar escondido nas sombras da história, mas, ao contrário do que se pode imaginar, é o lugar perfeito para as compras dos descolados-moderninhos-alternativos-contemporâneos. No meio do caminho, há um curioso camelo que convida a entrar em uma galeria chamada El Mercadillo. Lá encontram-se várias coisas estranhas, desde largas calças turcas a um tipo de pano para se usar no pescoço chamado “palestino”, passando por uma considerável variedade de utensílios voltados para o consumo de drogas, até roupas para bebês com estampas de bandas punk. É também no Mercadillo que o turista se informa da agenda de baladas e shows alternativos que fervilham na cidade, uns com entrada grátis. ‘Trash’, porém divertidos. Outro local que todos os turistas devem visitar é o L’Aquárium, um dos maiores aquários da Europa. Um túnel transparente convida a observar tubarões nadando em meio a arraias e peixes das mais diferentes espécies e tamanhos. Para os mais românticos, a Font Màgica, que fica pertinho na Plaza Espanya. As águas da enorme fonte dançam ao som de música clássica em um espetáculo de luz e cor realmente fascinante. Centenas de pessoas se reúnem por lá todos os dias da semana, no início da noite, para ver uma apresentação inesquecível.

ARQUITETURA CATALÃ Destacando-se dos homogêneos prédios da cidade, as obras do arquiteto Antoni Gaudí, despertam uma profunda admiração. Gaudí está para Barcelona assim como o Niemeyer está para Brasília. Suas obras estão espalhadas por todos os lados. Dentre os edifícios mais badalados e projetados por ele, estão o Templo de la Sagrada Família, que está em eterna construção; o sinuoso edifício La Pedrera, onde não existem linhas retas; a imponente transformação feita na Casa Batlò, no meio do Passeig de Gracia (que sem dúvida é a avenida mais chique da cidade) e o audacioso projeto


do Park Güell. Esse último é especialmente belo porque é fruto da mais pura fantasia do arquiteto, moldada a partir das irregularidades do terreno. É difícil diferenciar o que foi produzido pela natureza e o que foi invenção do artista. Juntando tudo isso ao colorido dos mosaicos feitos com cacos de cerâmica, agora é concordar com Ariano Suassuna que certa vez disse que Gaudí não tinha medo nem da imagina-

ção nem da cor. Já do outro lado de Barcelona, em Montjuïc, a única elevação presente no sul da cidade proporciona uma visita aos modernos parques, museus e estádios que foram construídos para sediar os Jogos Olímpicos de 1992. Para subir, nada melhor que ir confortavelmente de teleférico até o Castelo no topo do monte. A construção serviu de refúgio para os membros da resistência durante a ditadura Espanhola. A vista panorâmica sobre a cidade e o porto é magnífica.

FORA DO CIRCUITO A Catalunha como um todo é um lugar interessante e compensa visitar outros locais, além da agitada Barcelona. Castelldefels também tem seus encantos, como um castelo do século X que está praticamente perfeito. Atualmente passa por reformas, mas é possível adentrar suas muralhas e tocar em uma construção humana que é muito mais antiga que o Brasil. Mas a atração maior é a praia, com sua infinidade de bares e discotecas de todos os tipos, gostos e bolsos. Existem quatro bares brasileiros. Aliás, Castelldefels possui uma quantidade muito grande de brasileiros por metro quadrado. E sair para a balada nesses bares é certeza de não sentir mais saudade do Bra-

sil.Todo mundo fala português, bebe cerveja Brahma, toma guaraná Antártica, come feijoada e, claro, toma muita caipirinha. Não é difícil trombar por aí com o Ronaldinho, jogador de futebol do Barça, que por aqui é idolatrado. Um lugar bastante divertido é o pueblo de Sitges. É um lugar lindo, muito parecido com Ouro Preto. A igreja principal da cidade fica em cima de um rochedo, à beira do mar. Há algumas décadas, o local ficou internacionalmente conhecido como o lugar perfeito para as férias ou mesmo para residência do público gay, graças à tolerância de seus habitantes. Na Espanha é permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Existe uma extensa rede de comércio e locais dirigidos ao público gay. A cidade também tem o melhor carnaval da região, quando milhares de pessoas vão fantasiadas para as ruas. O monastério de Monserrat também é orgulho para toda a Catalunha. A construção cravada na pedra da montanha é fascinante. Para chegar até no alto existem dois caminhos: de carro, percorrendo o ziguezague da topografia ou de trem, que mais parece uma montanha russa, chamado Cremallera. Ele sobe o paredão de pedra íngreme, praticamente na vertical. São múltiplas as oportunidades que um lugar como este pode oferecer. É certo também que todo turista levará para casa a sensação de que deveria ter aproveitado um pouco mais. Mas é isso que nos faz ter vontade de voltar para cá sempre, e depois retornar – sempre! Só assim entendemos porque saudade é uma palavra que só existe para nós, brasileiros!

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Mirantes, igrejas, mercados: há passeios para todos os gostos

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Relações Públicas graduada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Responsável pela área de Comunicação da Junior Achievement São Paulo.

METAMORFOSE AMBULANTE Q

uando eu estava no colegial, hoje conhecido como ensino médio, aprendi que o átomo era a menor partícula da matéria. In-di-vi-sível. Aprendi também que os neurônios não nascem novamente da mesma forma que a pele se recupera quando sofremos um corte. Ok! Fissão Nuclear e quarks já deixaram claro que não. O átomo como menor unidade da matéria e indivisível é a reposta errada, hoje, para você que errou isso na prova alguns aninhos atrás.

Sexta-feira, 28 de novembro, o Globo Repórter mostrou uma série sobre os avanços da ciência e tecnologia na área da medicina. Quem sofreu um AVC - Acidente Vascular Cerebral - ou sofre de epilepsia, tem esperanças em reconstituição das células perdidas. Opa! Os neurônios também! Conceitos em metamorfose! Hoje? Não, querido amigo. Sempre! A evolução permitiu isso. O homem busca constante aprimoramento. A questão é que os conceitos mudam o tempo todo. Logo, não pense que apenas a sua área vai deixar você ficar aí quietinho e confortável com o que tem experiência e sabe que vai dar certo. O termo 2.0 tem intrigado o mundo off-line, mas no mundo on-line existem, hoje, 29 de novembro, às 18h15m, 1.140.000.000 na web, no Brasil, 12.800.000. A idéia vaga está em torno de tecnologia e internet. Caminho certo. O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide

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Web, a tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização e compartilhamento de conteúdo. Segundo dados divulgados pela União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (27), o número de usuários de internet, entre usuários de redes fixas e móveis, chegou à marca de 1,5 bilhão no mundo.

A, J GOR

OSÉ?

à mercê da forma como é tratada no diálogo digital. Em Acesso Total, Regis McKenna afirma que “Embora a tecnologia possa mudar, seu papel nunca muda: é sempre o agente da transformação econômica e mundial”. E complementa: “A tecnologia é maior catalisador de mudança no marketing”. As mudanças nos paradigmas da comunicação 2.0 provocaram indagações quanto ao futuro da profissão, e na própria rede encontramos quem diga que as alterações tecnológicas causarão o seu fim, dentre outras profecias.

É preciso conhecer a nova realidade ro me a a fundo, ultrapassar ceticismos, rer a ç an om c E, A c l pensar as estratégias e investir em a o ã are nica alteraç inform nconhecimento e ferramentas de u m a a e co rofund undo d ica. Co d trabalho modernizadas. A intera p o u m A for sofreu que o m hierárq unicaçã net deixou de ser o cartão de visiz cado 2.0, em a rigide da comrevelam tas. Não basta criar um site com ins u b e s o We perde stulad ente s renoformações institucionais e apresentação ados po rapidam ndo de ção do negócio. É preciso avaliar consa l r t i a g ss sa tucion tantemente sua visitação, manter contenece insti çados, údos atualizados e canais de interatividaa e am o. de. Não deixe para colocar no ar amaã vaç nhã o que você pode postar hoje! É importante atentar para a personalização de mensagens de acordo com as necesComunicação com ida e volta. Re- sidades particulares e sair do “menu de torno e resposta. Interferências e inter- respostas”. pretações. Sendo a internet o canal de comunicação que mais cresceu nos úl- O mais importante dessa nova realidade timos 5 anos, muita coisa tem mudado é encarar o internauta não mais como para atender às demandas de interativi- mero receptor das mensagens que a emdade e velocidade do mercado. Com a presa escolheu para ele. Este internauta fragmentação da audiência, o declínio do tem iniciativa, quer ser único e que suas mass media e as constantes inovações necessidades tenham importância. Caso das mídias da comunicação 2.0, quem contrário, nem se daria ao trabalho de detém o poder, atualmente, é o usuário. estabelecer qualquer contato com a orO que faz com que a informação esteja ganização. O feedback, seja ele positivo


ou não, pode servir como uma oportunidade de relacionamento. Se a organização está preparada para responder na medida em que é acionada prontamente, estabelece-se um canal, a via de mão dupla, e a imagem da organização é favorecida por confiança nas informações. Algumas ferramentas vieram para ajudar muito o trabalho de auditoria em Relações Púbicas. Invista tempo nas ferramentas que o Google oferece. O Google Reader, por exemplo, é excelente. Use os rastreador Technoratti, informe-se com o Twitter, faça networking com o Via 6, visite o Facebook, My Space, Hi-5, seja DJ no Blip.fm, use e abuse dos Feeds, há inúmeros aplicativos fáceis para ajudar seu trabalho além do You Tube e Orkut. A interatividade ultrapassa a área Fale Conosco e, só para lembrar, é bom falar mesmo antes que as buscas virtuais mostrem em algum blog o que sua empresa deixou de falar. Como quem conta um conto acrescenta um ponto, a tarefa das relações públicas está mais árdua. As conversas podem alavancar ou destruir sua estratégia na vastíssima blogosfera. Neste ambiente com inúmeras ofertas a fidelização fica mais complicada ainda. Isso implica discutir a relação. Então, vale lembrar que não basta sair “ficando”

com seu público-alvo por meio de um post aqui, uma mensagem para o Twitter ali, ou alguns feeds inscritos nos seu Google Reader. O usuário não quer apenas “ficar”. E se o interesse é criar relacionamento, o melhor profissional para estabelecer isso é o RP. Para formar vínculos você tem que conquistá-lo, cortejálo, namorá-lo! Diversas variáveis devem ser previstas com o poder corrosivo de rumores e comentários negativos que possuem a partir da capacidade e rapidez que as informações têm de se propagar. Mesmo que remediados, boatos nunca são inofensivos. Geram dúvidas e suspeitas. O Relações Públicas deve estar atento às ações preventivas e a um plano de comunicação rápido, intenso, aberto e transparente. Se manter a imagem positiva já é trabalhoso, perdê-la é perturbadoramente instantâneo, caso não exista u ma gestão cuidadosa também com a Web 2.0. Se o modelo tradicional esperava que formadores de opinião ou a mídia transmitissem uma mensagem para os públicos de interesse, com esse modelo existe a oportunidade da empresa conversar diretamente com esse cliente. Conquistar a credibilidade. E, o que é melhor, fazer com que a organização vire fonte de

informação respeitada e sem muitos intermediários. Não há mais o controle da conversa. É preciso ouvir os usuários, responder os questionamentos, adaptar estratégias, conhecer as preocupações e usar a competência: persuasão. A comunicação interativa, indicadores estabelecidos, a avaliação dos resultados e a retroalimentação de conteúdos e serviços permanentemente, ajudam na manutenção e fortalecimento de vínculos. Com profissionais atualizados, alinhados ao discurso da organização e estratégias bem delineadas, o canal deixa de ser o foco, e coloca no eixo o relacionamento, diga-se de passagem, lugar de onde nunca deveria ter saído. Não há fórmulas garantidas de sucesso, é importante experimentar com consciência. Se tanta gente brinca um pouco de “guru”, no que envolve o tema discutido, vou me permitir também. Arrisco dizer que não presenciarei mudança de um conceito: INFORMAÇÃO É PODER. E dizer também que: pode mudar a forma de poder, mas o uso da informação nunca deixará de exercer poder. E o que hoje comprova nossa necessidade disso é continuar afirmando que Darwin tinha razão, portanto, ADAPTE-SE!


MEIO AMBIENTE

TUDO É UMA QUESTÃO DE

EDUCAÇÃO E CULTURA Comunicadores preocupados com a devastação do planeta acreditam que a mídia vem cumprindo seu papel de mobilizador social, mas ainda precisa melhorar a educação de seus leitores e dos cidadãos. RAPHAEL LUCCA

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iosfera, meio ambiente, lixo, Dia Internacional do Meio Ambiente, conscientização, sustentabilidade, emissão de CO2, ativos poluentes, clima e coleta seletiva. Estas são algumas palavras-chave que, digitadas em qualquer site de busca, produzem centenas ou milhares de reportagens sobre o Aquecimento Global. Cada uma delas sob a ótica de um veículo de massa específico. Mas, todas com o mesmo objetivo: conscientizar o cidadão sobre os efeitos da devastação do planeta Terra. Pode parecer modismo, mas reportagens sobre o tema deve-

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riam ser mais enfatizadas e servir como elemento mobilizador de uma sociedade consumista que vem degradando o planeta. Segundo Renato Fonseca, repórter do caderno Minas do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, a imprensa nacional tem abordado amplamente a questão ambiental, colocando sempre de forma clara, a importância do meio ambiente e o que devemos fazer para preservá-lo. “É importante estar atento às questões ambientais e seus reflexos na sociedade”, concorda o colunista social do jornal Ponta News, de Ponta Porã (MS), Eurico Rosa.

Fonseca afirma que, antigamente, a maioria das pessoas não conseguia enxergar a importância do meio ambiente. Destruíam florestas e poluíam os rios sem pensar nas conseqüências futuras. Atualmente, observa o repórter, a destruição não diminuiu, mas gerou uma sociedade mais consciente e atenta ao que a devastação vem causando a toda a biosfera. “O ser humano começa a tomar consciência desta ‘invasão de privacidade’ da Terra. Há sinais de mudanças e as práticas de preservação ganharam grande destaque. Contudo, ainda precisamos fazer muito e urgente. Mas já é um início, embora tardio, que já começou e a mostrar resultados”, diz o mineiro. Mudar o mundo ou as pessoas? Esta é uma questão fácil de ser respondida, mas é preciso a conscientização de todos os cidadãos. Todos nós sabemos

Ione: tudo é uma questão de educação e cultura e o problema é mais sério do que imaginamos


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E O QUE FAZER NO TRABALHO? Há 42 anos trabalhando no serviço público, Ione Bernadete Dias pondera que os detalhes podem fazer muita diferença na preservação do meio ambiente, principalmente no local de trabalho. Bom exemplo é o alto consumo de copos descartáveis. Cada um, diz ela, deveria trazer um copo de casa ou reutilizar o descartável. Assim evitaria o desperdício desenfreado. É muito comum ver as pessoas usando um copo para beber água e depois jogando-o fora. Em pouco tempo, repete a mesma ação. “Porque não guardá-lo e utilizá-lo várias vezes ao dia?”, indigna-se a servidora.

Felipe: o funcionário deve incentivar o colega e a família à consciência ambiental

que poluir faz mal à saúde do planeta. Então agora é partir para a ordem prática, agir e reduzir nossos atos poluentes. É preciso divulgar essa atitude em todos os meios de comunicação de massa. A jornalista e servidora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Ione Bernadete Dias, afirma que a grande mídia deveria atuar no sentido de mostrar à sociedade a urgência dessa problemática ambiental. É necessário incentivar as pessoas a mudar seus hábitos. “Tudo é uma questão de educação e cultura. O problema é mais sério do que imaginamos. Basta observar como o clima do planeta está alterado. O aquecimento global está aí, deve ser sempre a pauta da hora”, preocupa-se a jornalista.

Eurico Rosa concorda com a servidora e diz que algumas atitudes podem fazer a diferença. “Sempre que posso, planto uma árvore. E olha que já tenho muitas no quintal de casa”, brinca o colunista sul-mato-grossense. “A coleta seletiva também é muito importante. Procuro sempre separar o meu lixo, ainda mais que agora a Prefeitura de Belo Horizonte vem recolhendo seletivamente o lixo em vários bairros da capital. Temos que pensar na sociedade do futuro e fazer a nossa parte, sempre. Além disso, é nosso dever incentivar nossos filhos e amigos para que façam o mesmo. A cooperação é essencial”, observa Ione. Felipe Menhem, analista de marketing da LabTest Diagnóstica, afirma que o laboratório também já demonstra essa consciência em prol do meio-ambiente. São ações pequenas se comparadas ao preocupante cenário mundial, mas que vêm mudando o hábito de todos

os funcionários. A empresa propõe coleta seletiva e a redução do consumo de água, energia, material descartável e resíduo. “Cada funcionário tem que fazer a sua parte e incentivar o colega e a família a integrarem este urgente processo de conscientização ambiental, aponta Menhem. “Se todos tivessem consciência a respeito do meio ambiente, não estaríamos padecendo com nossas florestas sendo devastadas e nem os rios sendo ameaçados. Teríamos um planeta melhor para se viver”, aponta o colunista Eurico Rosa. “Temos que pensar muito nesta questão se quisermos deixar preservado um futuro para os nossos netos e bisnetos”, completa Ione. Arquivo Pessoal

Renato: é importante estar atento às questões ambientais e seus reflexos na sociedade

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O QUE FAZEM OS VEÍCULOS? Incentivar os funcionários a criar uma consciência ecológica de preservação. Pode parecer difícil, mas esta tem sido uma das tarefas diárias do diretor de redação da Rádio CBN Minas, Luiz Henrique Yagelovic, o Ike. Segundo ele, na redação da emissora, os papéis utilizados são separados e encaminhados para os catadores de papel. A sugestão da jornalista do TJMG, Ione Bernadete Dias, também foi implantada na CBN, conforme lembra Ike. Todos receberam canecas e garrafas squeeze, dentro da filosofia interna de evitar o desperdício, principalmente de copos descartáveis. “Na redação, o departamento de RH tem promovido campanhas internas de incentivo, visando ações no local de trabalho e também em casa”, completa o diretor. Todos os jornalistas da CBN Minas já utilizam o gravador digital, evitando o uso de pilhas e fitas cassete e, consequentemente, o envio desses materiais para o lixo. “Acompanho as novidades tecnológicas da comunicação a fim de ter um ambiente mais limpo, um local de trabalho agradável”, observa Ike. Ele afirma que ainda há muito que ser feito, por isso quer a participação de todos os colegas da emissora. “Cada ação feita será usada para o benefício de todos”, completa. No parque gráfico dos jornais, a pauta do dia é a mesma para todos – economizar e zelar pela redução de materiais.Toneladas de papel são usadas diariamente para imprimir os jornais. Segundo o coordenador de materiais do grupo Diários Associados, Roberto Marcus de Oliveira Souza, a reciclagem é a melhor manei-

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ra para eliminar as sobras de papel. “Não há como fugir dessa realidade, a questão hoje é de sobrevivência”, diz ele. Com uma tiragem de 130 mil exemplares aos domingos, o Estado de Minas compra, mensalmente, cerca de 1.300 kg de papel de fornecedores como Norke-Skog, Pisa, Bowater, Abitibi e Suzano. “Cem por cento do material que sobra das impressões é destinado à reciclagem”, afirma Souza. Todo o excedente é vendido pelo jornal a empresas que apresentam licença ambiental ou, dependendo do caso, incinerados. Outra empresa que também investe na reciclagem de sobras de jornais é a Sempre Editora, responsável pelos jornais O Tempo, Super Notícias, Pampulha, Tempo Contagem e Tempo Betim. De acordo com o gerente Industrial Guilherme Reis a gráfica da editora mantém parceria com a Folhabel, que faz o recolhimento do papel e de outros materiais utilizados no parque gráfico. “Tudo o que sobra, desde bobinas até folhas usadas pelos setores do jornal, é aproveitado pela empresa, que recicla e encaminha o material a seus clientes”, conta. Até as chapas de alumínio utilizadas nas gravações das páginas do jornal são reaproveitadas. A Sempre Editora investe, em média, R$ 2 milhões na aquisição de 1.500 toneladas de papel todos os meses e também instalou em suas dependências coletores diferenciados para fazer coleta seletiva.

O BRASILEIRO É CONSCIENTE? Em recente pesquisa promovida pelo IBOPE, através da ferramenta Target Group Index, foi detectado que a maior parte dos brasileiros se interessa pelo assunto Meio Ambiente e deseja contribuir de alguma forma com a questão. Quando pergunta-

dos sobre se estariam dispostos a trabalhar como voluntários para uma causa nobre, 65% dos entrevistados disseram que sim. Apenas 18% da amostra pesquisada afirmaram não ter muito interesse com a proteção do meio ambiente. Pelo contrário, grande parte dos indivíduos (76%) disse apreciar o fato de entender mais sobre natureza e meio ambiente. Quando o tema é reciclagem, os brasileiros também demonstram disponibilidade para colaborar. 85% por cento dos entrevistados consideram a reciclagem um dever de todo cidadão. Mesmo assim, muitos ainda não fazem a sua parte. Pouco mais da metade, cerca de 57%, disseram fazer um esforço consciente para reciclar os produtos que consomem, principalmente em casa. O estudo também identificou uma maior abertura da população brasileira para produtos que de alguma forma tragam vantagens para o meio ambiente. Quando perguntados se estariam dispostos a pagar mais por um produto que seja saudável para o meio ambiente, 70% concordaram. Em relação ao consumo de alimentos orgânicos, menos da metade (45%) disseram que compensaria pagar um pouco mais por alimentos dessa natureza.

MEIO AMBIENTE NÃO DÁ IBOPE? O meio ambiente tornou-se a grande vedete da mídia mundial e constitui-se em um desafio para os veículos de comunicação e instituições. Só se fala nisso, porque, acredita-se, é o que dá ibope. A cobertura não satisfaz aos ambientalistas, às autoridades, aos estudiosos e a sociedade fica refém de uma mídia que mostra apenas o que é de seu interesse mercan-


Para a Secretária Municipal do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, Flávia Mourão, falar se cobertura da mídia à temática ambiental ou falar se a mídia tem dado atenção ou não ao meio ambiente, é preciso, antes de tudo, destacar que a mídia que mais se vende em todo o país é o denuncismo. “As pessoas gostam de ler sobre o que o outro fez de errado ou até sobre o castigo imputado a alguém que agiu fora da lei. Mas, isso não leva a lugar nenhum, até porque o país está precisando de uma reforma jurídica, já”, alerta Flávia. Segundo ela o meio ambiente está intimamente ligado à mudança de comportamento, de hábitos e de costumes, ao estilo de viver da sociedade. Ao abordar esse assunto, toca-se em todos os aspectos da vida humana. Falar de meio ambiente, acredita, não é tão simples como se pensa. Tem-se que examinar outras disciplinas. Esse modelo de cobertura de querer mostrar apenas aquilo que eles supõem que vende, precisa ser mudado. Para a secretária, a mídia precisa deixar de acreditar que o que o povo procura com mais insistência são as tragédias e quando se fala algo sobre meio ambiente,

restringe-se a mostrar as belezas da natureza somente. De acordo com alguns ambientalistas a mídia está convencida de que o tema “Meio Ambiente” não dá audiência. Se a imprensa deixar de evidenciar apenas os espaços negativos, então, os grandes projetos ambientais em que a natureza está sendo preservada serão conhecidos da população. Seria útil se os meios de comunicação investissem mais tempo em programas educativos ambientais, mostrando os hábitos simples da vida comum, tais como não jogar resíduos na rua, não consumir pelo simples hábito de comprar. Até a informação é vendida como produto de consumo. “Como se acredita que há uma preferência por notícias ruins, fica-se nisso e o meio ambiente vai ficando esquecido. “Quais os valores que a gente quer ver na mídia? É só provocar paixão nas pessoas? Se o jornalismo não acredita, não está sensível às causas ambientais, não poderá entender que a questão ambiental permeia as políticas públicas de todas as áreas. A imprensa precisa saber que é um tabu para os empresários falar de formas sustentáveis de vida”, critica a secretária. Para os jornalistas cubanos da Unión de Periodistas de Cuba (UPEC), Ariel Terrero, chefe de Informação e Investigação Nacional da revista Bohemia, e Maribel Damas, repórter do Sistema Informativo da Televisão Cubana, os jornalistas que

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tilista ser revelado. Nesse circo de meias notícias, quase não se lembra de que a natureza já sofreu danos irreparáveis e que o avanço capitalista é incompatível com a sua conservação, rebaixando-a para segundo, terceiro ou até décimo plano.

Flávia: é preciso uma mudança de atitude de toda a sociedade

cobrem e escrevem sobre meio ambiente devem ter especialização na área, estudar semântica, conhecer de economia financeira, de demografia, saber sociologia, antropologia, etc. para se aventurar a ser um dos amantes e defensores da natureza. “É necessário que os profissionais estudem mais sobre o tema para que os programas sejam mais jornalísticos e tenham mais reportagens. Quando falamos disso, vemos que o problema é da educação”, afirma Ariel. “Se essas coisas não são ensinadas na infância, fica muito difícil esperar que um adulto mostre sensibilidade em suas atitudes para com os recursos da natureza, que, em geral, só dão uma única safra, conclui Maribel” Com colaboraboração de Jussara Ferreira.


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Não falei que nossa coluna seria um grande sucesso? Foram tantas notas e sugestões recebidas que ficou até difícil escolher as melhores para publicar nesta terceira edição de PQN RP. Como bons Relações Públicas, temos que divulgar aos quatro cantos do mundo que temos uma publicação que nos valoriza e traz reportagens sobre o nosso mercado. Eu divulgo todo dia, e você? Obrigado a todos que participaram e continuo esperando sua colaboração! Quer participar? Mande um e-mail para mim: dzzimer@pqn.com.br

ESFORÇOS PESSOAIS A The Jeffrey Group, a maior agência internacional independente de Relações Públicas e líder em comunicação integrada com foco no público latino-americano, organizou o estudo The Blogosphere in Latin America: An Analysis of the Region’s Webfluentials para investigar as tendências em expansão que estão modificando a maneira como as organizações, pessoas comuns e a mídia se comunicam online. O estudo, exclusivo, analisa o estágio atual da blogosfera na América Latina, o futuro e as influências que ela exerce sobre as corporações e instituições. E revela que a blogosfera está cada vez mais consolidada, impactando mais pessoas e crescendo mais que a própria internet no Continente e que o impacto do blog pode influenciar a mídia tradicional, assim como a percepção pública das empresas, organizações, instituições públicas e a sociedade como um todo, inclusive influenciando e determinando tendências em todo o mundo. Arq uivo P

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OPORTUNIDADES

SOLIDAY

O blog Rede RP inova, trazendo para um único espaço virtual oportunidades profissionais nas áreas de Relações Públicas e Comunicação Organizacional.A maioria das vagas é para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, mas existem oportunidades para todo o Brasil, que vão desde estágios a cargos de gerência e diretoria.Além disso, o blog traz ainda matérias pertinentes ao âmbito de atuação, sistema de busca e links interessantes. Para acessar o blog e procurar a primeira ou uma nova oportunidade profissional, visite http://rederp.blogspot. com. Para postar vagas: rederp@gmail.com. O portal PQN também oferece vagas de emprego e estágio diariamente. Basta acessar o site www.pqn.com.br e procurar a melhor oportunidade. Boa sorte!

Os alunos de RP (4º módulo) da Uni Sant’Anna desenvolveram um evento em prol da Associação do Voluntariado do Instituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas (VER) grupo de voluntários que lutam contra as DSTs, dando apoio a pacientes e fazendo campanhas contra a disseminação das doenças. Com o objetivo de arrecadar alimentos, roupas e fraldas para os pacientes do hospital, os futuros RPs desenvolveram um projeto no qual, a cada trimestre, uma noite de uma grande casa noturna GLS da capital paulista funcionará em nome da solidariedade com renda e arrecadação em benefício da instituição. O primeiro SOLIDAY aconteceu em parceria com a Casa Tunnel, num domingo (dia de maior movimento da casa), com a participação dos DJ’s Jura, Ginger, Paulo,Ander, Edu,Alexx e Gustavvo e com o cachê revertido para a causa, assim como as drags Nanny People,Thália Bombinha, Silvetty Montilla e Dillah Delluz. O resultado foi fantástico! Agora São Paulo aguarda a próxima noite SOLIDAY em pleno carnaval.

RP PARA TODOS

ação

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RELAÇÕES PÚBLICAS E MKT O livro Relações Públicas e Marketing: convergências entre Comunicação e Administração lançado pela Conceito Editorial, é a mais nova referência sobre o papel da Comunicação no contexto de mercado. A obra é fruto das reflexões e experiências de mais de três décadas de atuação profissional, atividade de ensino e pesquisa na Faculdade de Comunicação Social da UERJ e em outras instituições acadêmicas de Manoel Marcondes Machado Neto. Didático e conciso, o livro é leitura obrigatória e apresenta temas indispensáveis para quem quer entender o atual ambiente de negócios e a convergência entre RP e Marketing.

Jornalistas e publicitários estão de volta às universidades em busca de aperfeiçoamento. Essa é a constatação da pesquisa realizada pela egressa de Comunicação Social da ULBRA, Cíntia Santana. O seu TCC foi escolhido entre os três melhores do Brasil na categoria Valorização da Profissão e disputa a grande final do Prêmio ABRP 2008, promovido pela Associação Brasileira de Relações Públicas. A pesquisa buscou desvendar o porquê de jornalistas e publicitários retornarem à universidade para estudar RP. Foi constatado que o curso conecta os conhecimentos das outras áreas da Comunicação. “O estudo de RP oportuniza uma prática profissional mais harmônica e adequada às atuais demandas de mercado”, afirma Cíntia. O aperfeiçoamento, diz, servirá principalmente para quem deseja atuar em assessoria de comunicação, visto que essa atividade requer uma visão mais estratégica.


Arquivo Pessoal

Jornalista, escritor e poeta. Autor de vários livros, entre eles “Transroca, o navio proibido”, que está sendo adaptado para o cinema, e “Rir ou chorar”, que desvenda os bastidores do cinema brasileiro.

UMA BOA DOSE DE SORTE!

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que mais chama a atenção na sétima arte não são as imagens ou o roteiro, mas, sim, o que está por trás deles. Poucos foram, entretanto, os filmes que exploraram esta faceta e conseguiram apresentar detalhes interessantes dos chamados bastidores. Para suprir essa escassez, as editoras colocaram no mercado livros inspirados em filmes, que ganharam força, principalmente neste século. A consolidação veio com Fahrenheit 11 de setembro – o livro oficial do filme, lançado em 2004, por Michael Moore – o polêmico cineasta e rival declarado de George W. Bush. Com a proposta de revelar detalhes ainda mais polêmicos sobre o atentado contra as torres gêmeas, o livro trouxe provas utilizadas durante as filmagens e apresentou também artigos, cartas e fotos. Com o sucesso da obra Fahrenheit, as estantes das livrarias foram imundadas por livros apoiados em filmes, atores e diretores, contribuindo para uma sensível melhora deste tipo de gênero literário, que pode ser notada nos lançamentos Conversas com Almodovar e Conversas com Woody Allen. Ambos, em uma primeira análise, parecem se apoiar bastante no clássico livro Hitchcock/Truffaut: Entrevistas, resultado de uma série de conversas que o ção

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diretor de “Os Pássaros” teve, na década de 50 e 60, com o também cineasta François Truffaut, de “O Homem que amava as mulheres”. Mas, essa impressão, leiga por sinal, rapidamente se desfaz: enquanto o livro do mestre do suspense restrigue-se a detalhar a trajetória com o objetivo de desfazer uma então má impressão que os americanos tinham de Hitchcock – consideravam-no mediano e comercial -, os livros de Almodovar e Woody Allen nasceram com propostas distintas. Conversas com Woody Allen, de Eric Lax, é resultado de mais de 30 anos de entrevistas, a primeira delas em 1971, e revela inquietudes, processo criativo e, principalmente, métodos de filmagens: “anoto o tempo inteiro - às vezes, quando começo a filmar no set, penso comigo mesmo: essa cena vai ficar fantástica se eu usar música clássica, e não jazz”. Mostra também curiosidades, como tomadas preferidas de câmeras – “pessoas andando na calçada, e a câmera está na calçada oposta, paralelamente”. Mas, sobretudo, apresenta um Woody Allen que ainda teima em se auto-definir como inconsciente, mesmo tendo levado ao cinema filmes como Match Point, com fortes elementos da obra Crime e Castigo, de Dostoyevsky.

Já Conversas com Almodovar é uma obra bem mais pessoal e facilmente aceita em um momento de Big Brother. O livro revela, além de detalhes de filmagens e trajetória, algumas preferências deste cineasta, como livros, filmes e até mesmo cor – “o vermelho está sempre presente nos meus filmes, não sei por quê. Mas, é possível encontrar uma explicação. A mais insólita é que na cultura chinesa o vermelho é a cor dos condenados à morte “. Mostra também um Almodovar admirador de esporte:“os esportistas têm um físico extraordinário, o físico de pessoas que sofreram, que lutaram”. E que revela, sem fazer mistério, as suas jogadoras preferidas: “nesse aspecto meu sentimento continua muito nacional, a Arantxa Sanchez é minha preferida. Mas também gosto de Monica Seles, apesar de ser uma espécie de demônio na quadra”. É, Almodovar mostra ter um razoável entendimento do tênis, esporte que norteia o filme Match Point, de Woody Allen. Teria ele, então, feito um longa-metragem mais impactante? É difícil afirmar. Divulg

Fica claro, porém, que após a leitura desses dois livros, o cinema dos grandes cineastas, assim como a vida real, é feito – em alguns casos - com uma boa dose de sorte.

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É, gente, nossos “causos” não param e não têm como parar. Comunicador que se preze tem sempre que dar um fora. Foca ou experiente, não tem jeito. A gargalhada é garantida. Mas, pra gente rir, você precisa enviar seus “foras” para o meu e-mail: paularangel@pqn.com.br Algumas pérolas da linguagem policial, que chegam às redações por e-mail:

TERREMOTO? Na rua Santo Agostinho, bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, um solicitante chama o Corpo de Bombeiros afirmando que sua residência foi abalada por tremores. Nada constatado. No local, um apartamento vizinho ligou o exaustor e a solicitante teve a impressão de tratar-se de abalo sísmico.

CRUCIFIXO Outra apreensão: “... um crucifixo da marca Inri”.

FUGITIVO Um corpo foi encontrado boiando à margem de um rio. Policiais são chamados ao local e esperam a chegada da perícia. Enquanto isso, o nível da água sobe, e o corpo acaba sendo arrastado rio abaixo. O policial não hesita em relatar: ‘...foi encontrado um corpo, que no entanto, evadiu-se do local...’

MESA ASSASSINA Relato de materiais apreendidos em uma residência por policiais: motos, carros, aparelhos eletrônicos, CDs, jóias, documentos, e vários móveis, como cadeiras e uma “mesa de comer velha...”

MANCHETES EXDRUXÚLAS - Pirulito cresce 15 centímetros! - Roseanne Sarney expõe racha no PMDB!

MORTO-VIVO Esta é do grande repórter mineiro Fábio Vieira, hoje aposentado, durante a cobertura do desabamento da Gameleira. Trabalhando pela Rádio Guarani, em Minas, o jornalista estava esgotado depois de dez dias de cobertura, acabou encostando-se no chão e dormiu profundamente. Tão profundamente, que os policiais colocaram-no em uma maca e, em seguida, no rabecão. O repórter foi acordar no Instituto Médico Legal, para susto dele e da equipe do IML.

NO ALVO O saudoso repórter Délio Rocha cobria manobras do Exército no interior de Minas, acompanhando o treinamento de tiro dos militares. A certa altura, o jornalista percebeu que havia bois pastando bem na área dos alvos e avisou o general, que não fez caso do alerta. O resultado: vários bois mortos a tiros e a tropa comeu um excelente churrasco à noite.

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BIG

Praça do Papa / Paredão da Serra

A gente pode se orgulhar de morar na melhor capital do Brasil.

68 parques municipais

Espaço BH Cidadania

A Prefeitura de Belo Horizonte tem recebido prêmios nacionais e internacionais por ações que transformam a cidade e melhoram a qualidade de vida de todos. É o Orçamento Participativo e suas mil obras entregues; o Vila Viva, que virou modelo para o Brasil; a Escola Integrada, com educação de qualidade em tempo integral; o Primeira Escola e suas inovadoras UMEIs; o Centro Vivo, que revitalizou a região central da cidade; o Projeto Nascentes, que recupera córregos e constrói novos parques; os Restaurantes Populares, que servem milhares de refeições por dia. Obras como a duplicação da avenida Antônio Carlos, o novo Complexo da Lagoinha, a revitalização da Lagoa da Pampulha, o Centro Metropolitano de Especialidades Médicas, as novas UPAs e centros de saúde, centros culturais, praças e seus 68 parques também preparam Belo Horizonte para os desafios do século 21. Por isso todo mundo diz: valeu, BH!

Centro Vivo

PQN 10  

Décima edição da revista PQN, uma publicação de variedades, moderna, com circulação nacional, periodicidade trimestral. Assine hoje mesmo: a...

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