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Revista Ponto Fin@l Edição 06 | Ano 0

www.otempo.com.br/pontofinal

Eleitos o garoto e a garota Super-2011

Instituto de Educação e Cidadania: de olho na Copa e nas Olimpíadas Lixo: do Tio Sam para o Brasil

Arquitetura: a importância da cúpula Saiba o que é WorldSkills Apoio

foto: Leo Fontes/O Tempo


Índice 3.

Editorial | Elder Martinho

4.

5.

Galeria de Arte | NEIA LIMA

08.

EDSON PUIATI | GaSTRONOMIA

09.

DOCES D. JOANINHA

10.

DOUGLAS HENRIQUEs | ARTIGO

11.

INSITUTUTO DE EDUCAÇÃO E CIDADANIA

12.

DIAMANTINA GOURMET

13.

02 DE NOVEMBRO O DIA DA SAUDADE

Caricatura | Jorge Inácio

Matéria de Capa | GAROTO E GAROTA SUPER

Aristóteles Drummond | Política

Julio lellis | cinema

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16.

Chico Vartulli | Arquitetura

Paulo Antunes | CONTO

RAIMUNDO COUTO | VEICULO

Claudia Castelloes | Vinhos

MARIANNA VALETNE | MODA

15.

18. 21.

23. 24.

25. 27.

29.

30.

MEDALHA SANTOS DUMMONT

Moisés Mota | Imagem

OS ARTIGOS SÃO DA EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES, INCLUSIVE CÓPIAS, NÃO REPRESENTANDO NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DA DIREÇÃO E EDITORA DESTA REVISTA DIRETOR: ELDER JOSÉ MARTINHO PEREIRA JORNALISTA RESPONÁVEL: JOELMIR TAVARES EDITOR: MOISÉS MOTA CONSULTOR EDITORIA E REVISOR: PROF. MS. PAULO ROBERTO ANTUNES. LICENÇA CREATIVE COMMONS - ATRIBUIÇÃO - USO NÃO COMERCIAL - OBRAS DERIVADAS PROIBIDAS 3.0 BRASIL. COM BASE NA OBRA DISPONÍVEL EM WWW.OTEMPO.COM.BR/PONTOFINAL. PODEM ESTAR DISPONÍVEIS PERMISSÕES ADICIONAIS AO ÂMBITO DESTA LICENÇA EM WWW.OTEMPO.COM.BR/PONTOFINAL. REVISTA ELETRÔNICA, ATUALIZADA A CADA 15 DIAS. ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA, ALAMEDA JUCA MAIA, 52, CENTRO, CONSELHEIRO LAFAIETE - MG, CEP: 36.400-000 E-MAIL: REVISTAPONTOFINAL@OTEMPO.COM.BR


Editorial O sucesso das passarelas e o mega show

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Fabiano Domingos

Elder Martinho colunista do jornal O Tempo (BH), Correio da Cidade (C. Lafaiete) e Ponto de Vista (Ouro Branco) radialista e diretor da revista Ponto Fin@l

ntramos no penúltimo ano do mês com muitas novidades em nossas páginas. Afinal, nesta edição, estamos celebrando a manutenção periódica de um órgão informativo que, ao que tudo indica, veio para ficar. São muitos os acessos registrados à Revista Virtual Ponto Fin@l e essa busca dos leitores por novidades e artigos variados é o reflexo de nossa sociedade que está, gradativamente, habituando-se às mídias virtuais que, sem sombra de dúvida, são o futuro das comunicações. A partir deste mês, passaremos este órgão de informação a semestral, tendo em vista que muitos leitores sugeriram a mudança para que haja tempo suficiente para se ler as matérias de forma mais tranquila, pois nem todos estão conectados diariamente à Internet para a leitura de lazer, da informação descompromissada, de textos que fazem pensar e agregam conhecimentos muitos e outros. Também nossos articulistas, em sua maioria, são colunistas de outros órgãos informativos e possuem profissões diferenciadas que lhes tomam muito tempo. Assim, pensando inclusive neles, houvemos por bem a mudança de quinzenal para mensal, o que não comprometerá em nada a qualidade e excelência de nosso trabalho. Nesta edição está a cobertura completa do Concurso Garoto e Garota Super, uma tradicional promoção do jornal O Tempo que já faz parte do calendário de eventos do periódico mais vendido em Minas Gerais: o Jornal Super. Este ano, o evento contou com quase 15 mil pessoas que superlotaram o Mineirinho e se encerrou com show do popular e simpático cantor Luan Santana. O mais novo ícone da música sertaneja arrebatou a plateia e usou e abusou de efeitos especiais em seu show que durou mais de duas horas. A apresentação foi uma prova de que a aliança de boa música, bons textos cênicos e muita tecnologia são, na pós-modernidade, os ingredientes básicos para o sucesso, a fama e o êxito profissional de quaisquer artistas que se desejam no topo da carreira. Nossa próxima edição se dará no início de dezembro e continuaremos mantendo a mesma linha eclética de artigos, privilegiando o apoio às artes e à cultura e fazendo uma revista que, acreditamos, reflete o anseio dos públicos de diversificadas faixas etárias. Mês a mês continuaremos a construir a Ponto Fin@l com o mesmo idealismo e a mesma vontade de progredir e incentivar a leitura virtual. Obrigado por ser nosso leitor e continue fazendo contatos, dando sugestões, realizando críticas para nosso aprimoramento constante.

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Jorge

Inรกcio

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 - Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) Caricaturista jorgeluisinacio@oi.com.br Ipatinga - MG

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Campeões são escolhidos em noite de espetáculo Final do concurso Garoto & Garota Super, com show de Luan Santana, reúne 15 mil pessoas no Mineirinho Por Joelmir Tavares e Felipe Pedrosa fotos: Leo Fontes/O Tempo

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radicionalmente escolhido para ser o palco de emocionantes competições esportivas, o ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, recebeu no dia 22 de outubro um outro tipo de disputa: a final do Garoto & Garota Super 2011, concurso promovido pelo jornal Super Notícia, publicado pela Sempre Editora. Diante de um público de 15 mil pessoas, Guilherme Afonso Maia, 19, e Betânea Nery Bianchini, 22, foram declarados os vencedores. Eles superaram outros nove rapazes e nove moças. Desde então, muita coisa mudou na vida dos dois. Os campeões já começam a sentir o “gostinho” da fama proporcionada pela vitória em um dos princi-

pais concursos de beleza de Minas Gerais. O “assédio” começou no próprio dia da final. Durante o show de Luan Santana, que finalizou o evento, os campeões recebiam pedidos para tirarem fotos ao lado de convidados. “Percebo que, por onde passo, muitos olhares se voltam para mim”, conta Guilherme. E a tendência é que o sucesso só aumente. Nos dias seguintes à conquista, os dois já foram convidados para fazer editoriais de moda e desfiles. Neste ano, o júri foi composto por dez pessoas. Entre elas, estavam o diretor da revista PONTO FIN@L e colunista do jornal O Tempo, Élder Martinho, os vencedores do concurso Garoto & Garota Super 2010,


O concurso está na sétima edição. “Em 2012, cogitamos realizar a final em outro lugar, já que o Mineirinho deverá passar por obras. Estamos à procura de um local que comporte um público igual ou superior ao deste ano”, adiantou o diretor executivo da Sempre Editora, Heron Guimarães. “Estamos muito satisfeitos com o sucesso do projeto. O fato de o Mineirinho ter ficado lotado comprova a forçado evento”, ressaltou. Sobre a atração musical, Guimarães disse que já estão sendo feito contatos com artistas de grande popularidade, mas, no momento, os nomes não podem ser revelados. O presidente do Grupo Sada, do qual a Sempre Editora faz parte, Alberto Medioli, mencionou a seriedade da promoção. “A cada ano, é um evento de mais sucesso. Pretendemos continuar alcançando a mesma performance”, disse. Campeões viraram amigos durante concurso

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Matheus Guimarães e Joelma Pereira, e a empresária e fundadora da Água de Cheiro, Beth Pimenta. Os seis primeiros colocados na competição ganharam um curso de modelo e um book fotográfico. O vencedor e a vencedora do concurso levaram ainda uma moto, bolsa de estudos, viagem e vales-compra. Eles também serão orientados na carreira pela Thwa Agency. Já os dois candidatos que ficaram em segundo lugar levaram um iPad 1 cada, além de outros brindes, inclusive viagem e valescompra em lojas. Um iPhone 4 foi o prêmio principal para os classificados em terceiro lugar. Eles também faturaram viagem e vales-compra.

A amizade entre Guilherme Maia e Betânea Bianchini começou durante o concurso, por obra do destino. No primeiro desfile realizado em uma das lojas patrocinadoras do evento, os dois foram escalados para entrarem juntos na passarela. “Desde então, ficamos muito unidos. Só fomos ‘separados’ na final, quando cada um desfilou com outro par”, conta Betânea, que estuda Psicologia na Faculdade de Minas (Faminas), em Muriaé, na Zona da Mata. Tanto Guilherme quanto Betânea foram classificados para a final pelo júri e ficaram dispensados de passar pela fase da votação popular. Enquanto o dia da decisão não chegava, os agora campeões trocavam mensagens pela internet. Um até vigiava o outro para que não descumprisse a dieta. Radiantes com a conquista, Guilherme e Betânea querem conciliar suas atuais atividades com as passarelas. Ele, além de estudar Educação Física na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é jogador de vôlei e faz trabalhos como modelo. Ela faz estágio em um colégio de Muriaé quando não está na faculdade.


Luan Santana “enlouquece” fãs Luan Santana provocou lágrimas, sorrisos e até desmaios durante sua passagem por Belo Horizonte para se apresentar na final do Garoto & Garota Super. Os portões do Mineirinho, onde o sertanejo fez um show recheado de sucessos e efeitos especiais, foram abertos às 17h, mas boa parte dos fãs chegou bem antes. Alguns deram plantão no local desde a 1h. O cantor apresentou pela primeira vez em Belo Horizonte o show inspirado em seu DVD mais recente, gravado no Rio de Janeiro. “É bom demais vir pra BH, para Minas Gerais. Aqui tem uma galera que realmente curte música sertaneja. É uma galera que curte nosso trabalho. Eles, inclusive, fazem loucuras, como, por exemplo, dormir em fila”, afirmou.

Luan recebeu os vencedores do concurso no camarim. Ele os cumprimentou e posou para fotos. Quando o astro surgiu diante da plateia, em meio a fumaça e luzes, os gritos chegaram a abafar o som da música. Depois, foram duas horas em que os admiradores do jovem ídolo cantaram junto com ele hits como “Meteoro”, “Amar não É Pecado” e “Chocolate”. “Eu fico honrado de estar numa festa tão importante. Fiquei sabendo que todo ano tem um artista convidado, e, este ano, fomos nós. Estou muito feliz”, destacou. Sobre o público mineiro, Luan disse que sempre se surpreende. “É um público que gosta de participar, não ficar apenas assistindo de longe. Eles interagem. É bom fazer shows assim. Só tenho que agradecer à galera que veio aqui, que comparece”, encerrou.

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CANDIDATO NATURAL

Aristóteles Drummond

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ão Paulo é a mais importante cidade do Brasil. Pela população, pela sua economia, pelo papel que representa na vida nacional. Tem uma tradição de prefeitos importantes na história, desde Antonio Prado, passando por políticos de dimensão nacional como Adhemar, Jânio, Covas, Faria Lima, Maluf e Olavo Setúbal. Isso só para ficar nos mais conhecidos. O prefeito Gilberto Kassab surgiu e se projetou nacionalmente com a sua eleição e, agora, na liderança de um partido que é, inequivocadamente, uma realidade surpreendente. Agregou um grupo político grande e de qualidade acima da média nacional. É natural que sua prioridade seja eleger seu sucessor, por ser ele o prefeito em segundo mandato e pelo partido que precisa mostrar que tem força no seu berço. E tem um nome de invejável valor, conhecido em todo o Brasil, candidato que foi à Presidência da República na primeira e mais bonita eleição direta das últimas décadas, a de 89, que elegeu Fernando Collor, mas tendo na corrida nomes como Lula da Silva, Leonel Brizola, Maluf, Covas, Aureliano e Ulysses Guimarães. Trata-se do vice-governador Guilherme Afif Domingos que,

da atividade e da liderança empresarial, surgiu como um político de boa conduta e boas ideias. Foi um parlamentar exemplar na Constituinte. Seu nome transita entre as forças vivas da sociedade paulistana, políticas, sindicais, intelectuais e empresariais. O povo já o consagrou em eleição para o Senado, que perdeu por muito pouco. Fora os partidos de ideologias

O povo já o consagrou em eleição para o Senado, que perdeu por muito pouco.

panhará. Para uma sociedade que aspira a um nome acima de qualquer suspeita, limpo, preparado, cordial, inserido num contexto de desenvolvimento urbano com ética e transparência, o novo partido não saberá explicar ao eleitorado uma escolha diferente. O PSDB e, especialmente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não terá como discordar da indicação daquele que é o vicegovernador, aliado correto e escolhido pelas qualidades de homem público. E não por conchavos partidários. Ao que tudo indica, as forças políticas de São Paulo devem se ocupar apenas da escolha de quem enfrentará o candidato que, mais do que do PSD e do Prefeito Kassab, é um nome que surge naturalmente. Pelo menos para aqueles que, antes de pensarem em termos políticos, raciocinam em termos cívicos. Essa não é uma análise, muito menos uma posição política. É uma constatação que não pode – nem deve – ser ignorada. Por todos os motivos, São Paulo merece um gestor moderno, empreendedor, ético e aglutinador.

mais radicais, não sofre, nem poderia sofrer, qualquer resistência em outras agremiações igualmente importantes como o PSDB, de quem foi aliado nos dois últimos pleitos, dos Democratas, que o acolheram por muitos anos, do PP de seu companheiro de ideias liberais Paulo Maluf, do PTB, do chamado centro democrático e até do PMDB que, mesmo vindo a ter nome próprio, em segundo Jornalista, vice-presidente da Assoturno, naturalmente, o acom- ciação Comercial do Rio de Janeiro aristotelesdrummond@mls.com.br


PUNKS NA CASERNA

Julio Lellis Arquivo Pessoal

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o Rio de Janeiro, houve uma mostra sobre a cena “Punk” norteamericana. Assisti a um dos filmes, sem grandes pretensões, pois não tenho interesse nenhum em Punks e muito menos em suas músicas. Como essa seria a única exibição no Brasil de um diretor brasileiro radicado em Nova York, Peter Azen, seria a única chance. Lembrei-me de quando estive em Londres e comentei com um amigo, o editor e roteirista André Damin, “Vamos ver os punks”, e ele respondeume: “Desde quando punks são atrações? Lembre-se que são pessoas comuns”. O filme se chama “US of DIY ( Do it Yourself)” (Faça você mesmo). No filme, shows, lojas de discos, punks índios e urbanos, membros de bandas. Há um momento do filme em que uma moça joga bebida no guitarrista no palco, um outro punk diz a ela: “você vai estragar a corda da guitarra, e aí como eles vão viajar? Esta corda é cara, você pode estragar o show e na próxima cidade eles talvez não farão um show tão

bom como hoje”. Pois é, solidariedade entre os punks. Tal documentário nos mostra a lealdade e a integridade desses homens. Comecei a perceber e ver como os Punks são em sua comunidade, um ajudando o outro: eles fazem tudo, camisas, os próprios CDs, prestigiam shows de desconhecidos, dando dinheiro para que as bandas possam entrar em turnê. Lembrei-me do exército: existe um tipo de amizade que só existe lá dentro, na caserna,

Movam-se pelo mundo e nos ensinem a viver. nos quartéis. Um sentimento de solidariedade, lealdade indiscutível que se apossa do ser humano quando ele é tiranizado. Quando existe uma hierarquia superior que faz sofrer você e outros que vivem no mesmo lugar e situação, que passam pelas mesmas privações afetivas e de liberdade; um sentimento de amor fraternal, sem nenhuma conotação homossexual

se instala no coração e na mente dos homens envolvidos. Esse amor e compreensão da dor é que levantam os exércitos, é isso que cria as causas políticas, isso que faz um povo se rebelar contra a tirania e até morrer por isso. Um sentimento que só se experimenta quando se sofre as injustiças e agruras dos meses dentro de um quartel, na guerra, nos guetos. Assistindo ao filme de Peter Azen, eu vi o que é esse amor pelo companheiro. Vi como os Punks se protegem. Eu comecei a me descolocar. Olhei para o outro de uma forma que ainda não o tinha visto. Isso acontece, quando se assiste a um verdadeiro filme. Percebi como eles são capazes de ajudar um ao outro. Desejo que este documentário encontre outras saídas, outras exibições e que chegue ao Brasil. Obrigado Peter Azen, obrigado aos verdadeiros Punks por me ajudarem a ser um homem melhor. Venham mais Peters, mais Punks, mais quem se solidarize, que movam-se pelo mundo e nos ensinem a viver. Bons sonhos.

Cineasta sinisfilmes@gmail.com Rio de Janeiro - RJ

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As chaves e a vida

Paulo Antunes

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Arquivo Pessoal

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adarias são bons lugares para se encontrar e observar pessoas e amigos. Uma certa padaria que hoje não existe mais, já foi cenário para uma crônica minha. Texto que falava sobre pobreza, solidariedade e sonhos. Na semana passada aconteceu que, em uma padaria, deparei-me com Sílvio Pinto, antigo amigo de minha família e leitor assíduo de tudo que é bom. Homem culto e viajado, saboreia com a mesma intensidade uma página escrita quanto uma bela paisagem vista de dentro de um automóvel. Ele, um tipo humano desses que se escasseiam na modernidade: gente que gosta de ler livro sentindo o papel da página, o cheiro da tinta; sente prazer em ter “um dedo de prosa” com os amigos em qualquer hora; diverte-se e promove a diversão de outras pessoas... Pois é. Numa padaria ouvi Sílvio brincar com o rapaz do caixa. Disse-lhe em alto e bom som, enquanto procurava as chaves de sua residência: “Se eu perder a chave de casa, é como se eu perdesse a vida...”. E riram. Já escrevi sobre grades abstratas e concretas que as pessoas inventam para se prenderem na vida ou prenderem outras gentes. E ao ouvir a brincadeira sobre as chaves, passei a contemplar tais objetos com mais cuidado. Serão as chaves um símbolo da liberdade ou da opressão? A chave é o oposto da liberdade; como noite e dia se repelem e trocam farpas. Chaves existem para abrir portas, janelas e grades que prendem alguém. E se alguém está preso é porque alguma coisa no

Professor universitário, consultor-editorial e revisor da Revista Ponto Fin@l p.roberto.antunes@uol.com.br Conselheiro Lafaiete - MG

funcionamento do mundo e do homem não deu certo, pois todos nascem com o direito de ir e vir, tão sagrado como o direito à vida. Tolher os passos de um homem com um mero girar de chaves é o vestígio de uma falha no sistema. Hoje somos escravos de chaves. Em tempos outros, casas podiam ficar com janelas e portas escancaradas durante o dia e a noite, e nada de ruim acontecia. Apenas invadiam tais espaços os insetos e as pessoas amigas que, às vezes, nem precisavam se anunciar. Quando menos se esperava, a comadre ou o compadre estava lá, dentro de um lar, confabulando, reclamando um gole de café de bule, falando do tem-

A chave é o oposto da liberdade; como noite e dia se repelem e trocam farpas. po. Jogando conversa fora. Um fora tão interior que preenchia a vida das pessoas. É. Houve tempos em que a prosa jogada fora era alívio, alimento intelectual, lenitivo. Promessa de vida. Nas manhãs do presente, quando abrimos as janelas, damos de cara com grades que nos cercam - a ilusão de segurança. Nossos molhos aumentaram: antes tínhamos a chave da porta, de um quarto, um veículo. Hoje, carregamos a chave da porta principal, da garagem, do quarto, do corredor, do porão, de janelas, cofres... Com dificuldade e pesar carregamos, ainda, as chaves das grades que invisível e insensivelmente prendem-nos a língua, os

olhos, os ouvidos, a boca, os gestos, o olfato. Vivenciamos a escravidão do homem que, ao prender seu semelhante na cadeia da ignorância, da miséria, da pobreza, acabou por se prender em sua casa, prender-se em seus sentimentos, prender-se na pequenez de seu mundo. É só observar: quanto maior o número de chaves que um homem carrega no seu molho pessoal, maior sua falta de liberdade, maior sua solidão. E as chaves comandam o mundo e as pessoas. São elas, hoje, diferenciadas em tamanho e formato. Condomínios fechados são gigantescas chaves que impedem a presença do pobre no quintal do rico. Prédios com porteiros e parafernálias de segurança são chaves tentando afastar os moradores da violência da rua. Houve um tempo em que chaves abriam o mundo e as pessoas. O barulho das chaves era som de esperança: a chave da casa anunciava o retorno do marido à esposa, do pai aos filhos; a chave do carro dizia palavras doces e promessas de amor aos casais. Havia chaves e chaves e o mundo era menos trancado, as pessoas menos infelizes e inseguras. Pisava-se o chão com mais leveza e menos sensação de terremoto vindouro. Chaves metálicas estão sendo substituídas por chaves tecnológicas, a laser, programáveis. As chaves evoluem para prenderem o homem, condenarem-no a continuar a somente ver o próprio umbigo. Conte quantas chaves há no seu molho, criando volume no seu bolso ou bolsa. Elas lhe abrem as portas do prazer da vida ou do medo de viver?


Você faz parte desta história

Raimundo Couto

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indústria do automóvel - que segue secular seu caminho no mundo - contabiliza com maior ênfase passagem de datas “cheias” como 20, 30, 50 ou 80 anos, o que não significa que os aniversários que se intercalam não tenham, também, um importante significado. É caso da ilustre aniversariante Fiat Automóveis, que comemora, no começo do próximo mês, seu trigésimo quinto ano de inauguração e que neste tempo mudou o panorama econômico de Minas Gerais. Seus feitos significam muito mais do que a simples contagem que delimita o tempo no espaço. Quando falamos do que foi realizado e construído em três décadas e meia pela Fiat, desde sua instalação em Betim, em 1976, temos a certeza de que essa história de sucesso foi escrita com muito trabalho e sacrifício. Não há outra forma de obter êxito e os resultados atingidos pela montadora neste período se deram por completa e total dedicação à causa. No caso, aos consumidores e os seus anseios. Talvez esteja aí na antecipação da leitura do que deseja o cliente, - a fórmula, que nunca esteve pronta, para tantas vitórias em um tempo relativamente curto, ainda mais quando comparada a octogenárias marcas presentes em solo brasileiro. Maior é o mérito quando sabemos que hoje a Fiat é a número um do mercado à frente, sobretudo, de outras concorrentes que já estavam aqui e - diga-se de passagem - muito bem enraizadas quando os italianos aportaram. Nem o domínio total que a Volkswagen manteve por 42 anos, a solidez

das americanas, General Motors e Ford foram suficientes para deter o “ataque” italiano. O mercado brasileiro recebeu seus produtos com a cautela que é peculiar aos mineiros, degustou primeiro, testou e aprovou as inovações introduzidas e que viriam a estar disponível na concorrência tempos depois. Assim, pouco a pouco, a Fiat foi conquistando, além da simpatia, a preferência e depois a fidelidade que hoje se mostra consolidada, prova maior é a liderança que dura oito anos consecutivos.

Nem o domínio total que a Volkswagen manteve por 42 anos, a solidez das americanas, General Motors e Ford foram suficientes para deter o “ataque” italiano. Viajando no tempo e voltando 35 anos atrás, mais precisamente a um domingo, dia 11 de janeiro de 1976, poucos meses antes da inauguração, o jornal local - naquela época o de maior circulação - trazia em sua manchete “Fiat começa a fazer seu carro brasileiro”. A reportagem contava das dificuldades em implementar o projeto industrial, azeitar máquinas e componentes e começar a bateria de testes para o lançamento do produto. “Para o belo-horizontino, o carro que a Fiat vai produzir em Minas está se tornando a cada dia mais familiar, pois em toda parte da cidade tem sido notada a presença de um deles, nas mais diversas tonalidades de cor.” E continua. “O auto-

móvel é o resultante do Projeto 147 que em suas linhas externas é muito similar ao Fiat 127”. E termina assim a matéria de página inteira. “Estamos a cinco meses da data marcada para inauguração oficial do gigantesco empreendimento que está sendo levado a efeito nas cercanias de Belo Horizonte, num esforço conjunto do grupo italiano Fiat e do Governo mineiro. Um investimento que soma a 1 bilhão de dólares”. Doze milhões de carros depois e com a participação no mercado próxima a 24%, a Fiat está presente na vida e no cotidiano de Belo Horizonte como parte integrante do cenário urbano. Seja nas ruas com seus milhares de veículos rodando, seja no apoio às artes, cultura e esporte. Parabéns pelos 35 anos.

Jornalista raimundocouto@otempo.com.br Belo Horizonte - MG

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A Rolha do Vinho

Claudia Castellões

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A mais antiga e famosa rolha de vinho conhecida no mundo é a rolha de cortiça. Ela simboliza para os amantes do vinho todo charme, tradição e requinte, fazendo parte de um verdadeiro ritual ao se tomar um bom vinho. Só que, nos dias de hoje, esse ritual pode estar com os dias contados para a maioria dos vinhos, pois o que se comenta bastante atualmente são os motivos da substituição da rolha de cortiça pela rolha sintética e o uso das tampas chamadas “srew-cap”, que são as tampas de rosca. A tendência é realmente a sua substituição, isso devido a alguns fatores. Um deles é em relação ao cultivo da árvore que produz a cortiça que é chamada de “sobreiro”. Depois de plantado, o sobreiro leva cerca de 30 anos para que sua casca esteja grossa o bastante para que ela possa ser retirada para a produção da rolha e, depois disso, a colheita deve ser feita a cada 10 anos para retirar novamente. Além disso, o cultivo dessa árvore está cada vez menor e a mão-de- obra para esse tipo de trabalho tem diminuído a cada ano. Outro fator é a contaminação da rolha por fungos e bactérias que proporcionam um odor e gosto desagradável, estragando o vinho. Este é um dos fatores mais questionados para a substituição da rolha de cortiça, já que o fungo não escolhe o tipo de vinho que irá contaminar, gerando prejuízos ao fabricante. As rolhas sintéticas são feitas de poliéster, têm uma vedação

perfeita e não há perigo de contaminação por fungos, o que é um fator bastante positivo para o mercado. Já as rolhas de rosca são feitas de tampinha metálica como as de algumas garrafas de azeite. São utilizados, na sua maioria, em vinhos comerciais, de produção e consumo rápido, mas isso não quer dizer que o

Depois de plantado, o sobreiro leva cerca de 30 anos para que sua casca esteja grossa o bastante para que ela possa ser retirada para a produção da rolha e depois disso, a colheita deve ser feita a cada 10 anos para retirar novamente.

vinho não seja de boa qualidade. Embora a maioria das pessoas ainda tenha o preconceito em relação a essa nova tendência do mercado de vinhos , a utilização das rolhas sintéticas e as tampas de rosca “srew-cap” estão cada vez maiores no mercado e vieram para ficar, mas claro que haverão exceções em alguns vinhos como de tradicionais vinícolas da Europa, principalmente da França e da Itália, que permanecerão com suas rolhas de cortiça, para que sua tradição seja mantinda por muitos e muitos anos.

Enófila e empresária claucastelloes@yahoo.com.br Conselheiro Lafaiete - MG


In e out?!

Marianna Valente

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moda sempre foi vista que são especializados em pesatravés de suas tendên- quisas e lançam diretrizes estécias. Era como se uma ticas do que entrará em voga, fosse sinônimo da outra. Pensar mas o que é enfatizado e tem em moda era pensar nas tais forte presença é o universo de tendências, no que iria ser usa- cada marca, seu estilo e histódo na próxima estação, no que ria e mais ainda o universo de estava in ou out. Quem nunca cada indivíduo, que constroi de entrou em uma loja e a vende- maneira mais livre a sua pródora no seu esforço de conven- pria imagem, contando com a cimento discorreu sobre a peça, numerosa oferta de elemena cor ou o acessório que você tos que a moda proporciona. não podia deixar de ter? Aque- É o momento do “tudo pode”. le im-pres-cin-dí-vel??? Pois É como se as tendências fosé... ainda acontece, mas a dife- sem tantas e tão diversas que rença é uma das aquela ideia grandes caractede uma moda Quem nunca entrou em rísticas da moda massificada e como a vivemos uma loja e a vendedora h o m o g ê n e a nos dias atuais no seu esforço de con- perdesse esé que essas tenpara uma vencimento discorreu paço dências não são gama maior sobre a peça, a cor ou o mais tão impresde construcindíveis assim. acessório que você não ções. Vale o Não se apavore, short, a calça, podia deixar de ter? eu sei que você o romantisainda escuta muimo, a sobrieto sobre elas, mas a verdade é dade... é outra lógica que se que elas são muitas, não neces- instala: a de suplementação, sariamente excludentes e ainda o que entra em cena não exnem tão imperativas assim. A clui o que foi lançado anteriormoda que acontece nos nossos mente, ele vem para somar. dias não é mais a mesma das Dessa maneira nos sentimos à décadas passadas, em que a vontade para investirmos muito cada estação eram lançadas no- mais em estilo pessoal que em vas linhase e estas eram con- moda propriamente dita, não é trárias às da estação anterior. verdade? É ele que definirá se Era uma lógica de substituição: estamos in ou out e não a peça saía o longo, entrava o curto; recém-saída de um desfile. Ainsaíam cores fortes, entravam da assim podemos nos delitons neutros; após o minimalis- ciar e inspirar com as proposmo, peças superornamentadas. tas dos estilistas internacionais O panorama atual é diferente. para a primavera/verão 2012. Ainda existem os birôs de moda

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Designer e comunicadora mariannamcvalente@gmail.com Belo Horizonte - MG


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3 1: Detalhes da roupa e maquiagem Gucci: mulher forte, com inspiração Art Déco 2: Kate Moss desfila o romantismo orquestrado por Marc Jacobs para Loius Vuitton 3: Versace e uma das tendências do momento: barriga de fora 4: Tropicalismo na passarela Dolce&Gabanna 5: Lagerfeld se matém file ao clássico estilo Chanel

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IMAGEM

Moisés Mota Carina Couto

editor da RPF moisesmota@r7.com

“Amigo de verdade te leva a sério, te leva no riso, te leva no bico, mas te leva. Te carrega pra vida toda! Fernanda Gaona

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https://www.facebook.com/Poeticas


ARQUITETURA E DECORAÇÃO

Chico Vartulli BRUNO RYFER

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ara fazer a ambientação de qualquer local, um estudo de sua funcionalidade e utilização do dia a dia dever ser feito com muito cuidado. Ao projetar um local para criar um ambiente, seja ele qual for em nível de finalidade, dever ser feito por profissionais e seguindo regras especificas para que o erro nessa atividade seja minimizado ao máximo. Profissionais como arquitetos, decoradores e paisagistas são os que têm a missão de criar ambientes de forma a aliar conforto, preço e funcionalidade em cada um dos pontos a serem utilizados. A ambientação de qualquer local deve seguir regras próprias, pois não se pode ter o mesmo trabalho na criação de um banheiro e de uma cozinha, ou em um quarto, assim como uma sala de jantar. Fachada, o resultado mais visível do projeto e sua construção Para a demonstração do resultado de um trabalho, sua apresentação deve ser o ponto forte, pois a primeira impressão, quando se fala em uma obra, está diretamente ligada à impressão visual de um resultado voltado não somente à funcionalidade, mas também à estética. O desenvolvimento de projetos arquitetônicos demonstra a formação da construção da fachada. A visão de um arquiteto, por exemplo, pode ter seu projeto iniciado já com a ideia fixa de uma fachada com a organiza-

ção dos espaços voltados para a parte da frente da construção de forma a atingir um conceito.

dada como um triângulo curvado ou secional, e o SQUINCH, uma série de arcos sobrepostos.

Construção e Arquitetura das Cúpulas

Quarto de Casal

A cúpula é um dos tipos de estrutura mais significantes na história de Arquitetura. Uma verdadeira cúpula é central, mas, dependendo da forma do arco, a seção também pode ser apontada ou bulbosa. O uso de um plano forte pressupõe uma estrutura centralizada. Uma cúpula normalmente é erguida em cima de um vigamento de

cúpula é um dos tipos de estrutura mais significantes na história de Arquitetura. madeira chamado parte central. Como com todos os tipos de abóbadas curvadas construídas de pedras, a cúpula mostra uma pressão descendente e externa, enquanto resultando do puxe de gravidade em suas partes. Esse empurrão é contrariado por meio do limite ou apoio de dois dispositivos quadrados ou poligonais aos ângulos para efetuar a transição à cúpula circular ou, em muitos casos, para um tambor cilíndrico no qual a cúpula pode descansar. Esses dispositivos são as madeiras de uma estante trabalhada em marcenaria, amol-

A decoração dos quartos muitas vezes segue a linha que atenua uma continuidade das linhas arquitetônicas da casa, mas também pode ser norteada pelo perfil de idade ou de personalidade da pessoa que vai utilizar o quarto ou dormitório. Um quarto de hóspedes, por exemplo, deve seguir uma linha de cores e elementos de decoração com uma tendência a ser absolutamente neutro, o que permite ser utilizado sem nenhum constrangimento por qualquer pessoa e situação em que houver uma visitante do tipo um tio tradicional, de idade, vindo de uma cidade do interior, ou um amigo de seu filho que acaba de passar na faculdade. Como dá para comparar, a arquitetura e a decoração estão muito ligadas, lembrando que os profissionais da área sempre se preocupam em unir as duas coisas, com muita cautela.

Arquiteto vartulli@terra.com.br Rio de Janeiro - RJ


Oliving bem projetado,como ar condiconado na posição exata,iluminação perfeita.A decoração com obras de artes de grandes nomes e sofás desenhados.è a verdadeira parceria da arquitetura com a decoração. foto:Fábio Buellet

O jantar agregado com oliving,tem a vizualização completa,de todo trabalho de arquitetura,como gesso,piso iluminação.A decoração bem aparente com combinações perfeita e harmonia.

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foto:Fabio Buellet

A copa,mostra claramente o trabalho do arquitetocomo o design da mesa e uma decoração clean,faznedo a combinação perfeita. foto:Armando Araújo


Galeria de Neia Lima

Artista da Policromia

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Arte


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ascida em Rio Piracicaba-MG, considera-se filha adotiva da cidade de Mariana-MG. É artista revelação dos últimos tempos na policromia e escultura. Em busca do conhecimento, através de pesquisas, estudos e testes de técnicas tradicionais, vem aprimorando suas metodologias com o objetivo de resgatar e aprimorar as técnicas tradicionais da policromia, douramento e conservação, e utiliza-se de tintas a base de látex, tintas acrílicas, temperas gouache, materiais ainda mais resistentes do que as têmperas do passado. Já elaborou uma massa para pastíglio própria, utilizando materiais sintéticos mais resistentes ao tempo.

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Tela Meio Ambiente Nosso Tesouro - 60x120 Tecnica Mista - Textura, Douração e policromia Amante desta arte quase que extinta, tem sido convidada a participar de exposições e eventos em locais como Academia Brasileira de Arte, Cultura e História (Arte Sacra e Natalina – 2011-2012 e Arte nas Montanhas – 2011), Espaço Avelar, Novotel Jaraguá (Espaço Clóvis Graciano), Casa da Fazenda do Morumbi, Pampulha Iate Clube Tendo como inspiração o mestre Ataíde, marianense e maior mestre da pintura do 20 barroco brasileiro; como orientadores o pintor e escultor Elias Layon, a escultora Belkiss Diniz, a aprovação de admiradores e críticos de arte como Glauco Moraes e Celma Alvim, Néia Lima vem desenvolvendo esta arte rara a cada dia. Com um trabalho de qualidade e dedicação vem contribuindo para a arte mineira desse século! www.neialima.com.br neialima@neialima.com.br

Tela 80x100 - Mulheres Minhas Técnica do beijo e Douração de Florais


O Profissionalismo Brasileiro em evidência no mundo. WorldSkills London 2011

Edson Puiati Arquivo pessoal

Américas, há inclusive a WorldSkills Américas! Que acontece de 2 em 2 anos (anos pares). As etapas são as seguintes:

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que é WorldSkills? É uma organização sem fins lucrativos, aberta a agências ou organismos que têm como objetivo promover a educação e formação profissional em seus respectivos países/ regiões. Atua em nível mundial e é politicamente neutra. A Associação (WorldSkills) promove uma troca de experiências entre os países participantes dentro das mesmas habilidades profissionais nas áreas da Indústria e do Serviço. A competição promove novas técnicas e tecnologias inerentes a cada ocupação (profissão), trazendo sempre o melhor de cada país; é um verdadeiro “benchmarking internacional”, no qual ganha a escola, o competidor e seus avaliadores, promovendo sempre o bem-estar social dos povos em todo o mundo. A primeira competição WorldSkills foi em 1950, em Madrid,

na Espanha. São 61 anos de história e a cada dois anos um país participante se torna sede do encontro desses profissionais. O próximo já está marcado: será em 2013 em Leipzig – Alemanha. O SENAI é uma instituição que já esta há 50 anos participando da WorlSkills e, em 2001, criou a Olimpíada do Conhecimento, visando preparar os egressos de suas escolas profissionais para a WorldSkills que hoje é a maior competição de educação das

A competição promove novas técnicas e tecnologias inerentes a cada ocupação (profissão), trazendo sempre o melhor de cada país; é um verdadeiro “benchmarking internacional”,

•Etapa Escolar (identificação do talento e treinamento do potencial humano para a ocupação); •Etapa Estadual (quando ocorre a competição das escolas, em nível regional, depois que se descobrem os talentos); •Etapa Nacional/Américas (é a competição mais importante, quando o talento passa pela regional e consegue uma boa pontuação, ele é selecionado para a etapa nacional); •Etapa WorldSkills (esta é a última etapa. Para se chegar a ela há algumas restrições: ser menor que 21 anos e ter obtido uma pontuação extraordinária na etapa nacional, o que quer dizer que nem sempre uma medalha de ouro na etapa nacional já garanta uma vaga na WorldSkills). O SENAC entra em cena no WorldSkills a partir de 2008 com as ocupações de maquiador, cabeleireiro, cozinha, serviço de restaurante e técnico de enfermagem. Em 2009, já houve uma representação na WorldSkills em Calgary – Canadá, onde obteve-se o 27º lugar na ocupação de cozinha. Já neste ano um feito inédito: 4º lugar. Ficou-se atrás somente do Reino Unido, Noruega e Áustria. Um orgulho para os brasileiro. A aluna Chef de cozinha e gerente geral do Hotel Escola Senac Grogotó edson.puiati@mg.senac.br Barbacena - MG

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do Senac, Bahia Laysa, brilhou com competência e profissionalismo, além de muita técnica e preparos impecáveis durante os quatro dias de competição. Foram 31 países competindo na ocupação de cozinha e as avaliações são extremamente criteriosas, pois são pontuados fatores objetivos e subjetivos. Cada país tem seu instrutor/avaliador que forma o grupo de avaliadores, os quais avaliam cada um dos competidores. Tudo é observado minuciosamente como postura, relacionamento interpessoal, equilíbrio emocional, higiene, técnicas, organização, aproveitamento de alimentos, sobras, itens importantes para se pontuar e chegar ao pódium. Em Barbacena, na Escola Grogotó, pude acompanhar momentos do treinamento da Laysa. Foram vários dias de 12 a 14 horas diárias de treinamento, de segunda a segunda, mas valeu a pena, pois isso só nos deixa um legado: para se alcançar a vitória é preciso treinar, ....treinar..... e, treinar!! Não existe fórmula mágica, é preciso determinação, força de vontade, paciência, dedicação, comprometimento. Essas são as palavras de sucesso e que sempre nos levam ao sucesso. Preci-

samos ser profissionais austeros. Neste ano, o Brasil ficou em uma colocação privilegiada em se tratando de um país em crescimento: das 48 nações participantes, o país verde amarelo ficou em 10º lugar na pontuação geral, com seis medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze, além das 10 medalhas correspondentes às 10 ocupações por excelência. Foram 25 ocupações brasileiras, dentre elas também cabe ressaltar a aluna Priscila, do SENAI de Belo Horizonte, que garantiu o 6º lugar em confeitaria, recebendo a medalha por excelência. Estamos todos orgulhosos. É a “Copa do Mundo” nas Profissões.

Parabéns Minas Gerais, Parabéns Brasil! Que venha 2013 – na Alemanha.


Doces Joaninha em franca expansão Mineiramente, Luiz Augusto Nunes de Almeida, filho de Dona Joana D’arc e responsável por todo o empreendimento, não revela o faturamento, mas prevê que chegará ao fim de 2012 com crescimento de 15% em relação a este ano. Em compensação, Almeida não faz segredo dos próximos passos: uma loja virtual até fevereiro de 2012. Hoje em dia a Doces Joaninha tem um site pelo qual é possível fazer encomendas dos doces cujo processo ainda é manual.

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Doces Caseiros Joaninha possui 41 anos de tradição em adoçar a vida dos mineiros. A empresa nasceu em 1970, na cozinha de Dona Joana D’arc Almeida, objetivando ajudar a família que passava por dificuldades e só veio a se formalizar como microempresa individual com o nome de Luiz Augusto de Almeida, em 1996. Fabrica cerca de 2 mil quilos de compotas de doces de 40 tipos diferentes e comercializa para o Brasil inteiro. Conhecida pela qualidade dos doces, a indústria e comércio já virou ponto turístico em Araxá, no Alto Paranaíba. Pioneira na comercialização de compostas, antes só fabricadas pelas famílias para consumo próprio, a empresa mantém o mesmo processo artesanal de fabricação e embalagem. Os doces são feitos em tachos de cobre e esterilizados com água fervendo (vácuo), o que dá longa durabilidade aos produtos: dois anos para doces de frutas; um ano para doces de leite; e seis meses para ambrosia, cocada amarela e fios de ovos. Hoje em dia o processo pode ser acompanhado pelos visitantes que estão na loja através de um vidro que os separam da produção.

A intenção é ter uma loja virtual em que todas as operações possam ser feitas on-line. Há previsão, ainda, para um incremento de 30% nos investimentos em produção e um projeto específico de marketing até o fim de 2013. Todo esse investimento, explica Almeida, é a continuidade de uma mudança que começou em 2004, quando a empresa começou a passar por uma série de reformas que duraram até 2007. “Adequamos nossa produção aos critérios da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), triplicamos nossa loja, instalamos ar-condicionado, melhoramos as instalações dos funcionários como refeitório e banheiros e também o setor administrativo. Trabalhamos o paisagismo com um belo jardim na entrada da loja e a visualização da produção pelos clientes através de um blindex, enumera, tudo com recursos próprios, algo em torno de R$ 600 mil. Estratégico - O comércio das delícias é feito na loja da fábrica e em pontos estratégicos de Araxá como hotéis, lojas de artesanato, Associação dos Artesãos e Doceiros de Araxá, fábrica de sabão de lama, entre outros. Segundo explica Almeida, a empresa só vende no varejo pela escala reduzida de produção e também pela delicadeza dos produtos que continuam artesanais. “Distribuímos nossos doces direto para os con-

sumidores em todo o Brasil por meio dos Correios, em encomendas via Sedex”, explica o diretor. O mix de produtos da Doces Caseiros Joaninha vai além da produção própria. A loja oferece aos turistas e moradores de Araxá uma série de produtos típicos da região como farinhas, queijos e cachaças e o reconhecido artesanato local, que tem nas bonequinhas de Dona Beja o seu maior sucesso. Dos mais de 40 sabores de doces fabricados pela casa, o de queijo em calda, conhecido como ameixinha de queijo, foi dos primeiros a ser fabricado e continua sendo um dos preferidos. Para continuar agradando ao público, a empresa também se esmera em criar novidades como choconozes, creme noire (com avelã), cocada morena e tronquinho cremoso. Já os doces de frutas seguem as 23 safras e nem todos estão disponíveis durante o ano inteiro. O bom atendimento e a qualidade da matéria-prima também são destacados por Almeida. Além das tradicionais compotas em vidros de 600 ml, a empresa trabalha com o vidro oitavado pequeno, de 270 ml e tem investido em outros formatos. Há três meses comercializa as miniaturas redonda e oitavada de 50g. O empresário também aposta nas cestas de doces, kits e brindes que são feitos especialmente para eventos.


O lixo dos EUA

Douglas Henriques Arquivo pesoal

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alvoroço que tomou conta da imprensa por causa da importação de lixo hospitalar dos EUA é um bom sinal da inversão da escala de valores que tem dominado os nossos noticiários. Comprar contêineres de material hospitalar descartado pelo Tio Sam e os trazer ao Brasil com todas as infecções que carregam é péssimo, mas não é o pior que se pode fazer, em matéria de lixo, à nação brasileira. Veja-se a cultura importada há décadas na literatura, no cinema, na música, que tem sido exposta ao brasileiro que, desavisadamente, dança com alegria o funk da ignorância, de que ouve apenas o ritmo quase sem melodia e a letra da qual não compreende uma palavra sequer. O cinema, durante várias décadas, fez com que estadunidenses que nunca pisaram no Brasil fossem mais conhecidos do que brasileiros ilustres. Os costumes da América do Norte foram tão absorvidos que já transitam imperceptíveis nos redutos mais conservadores. A poesia perdeu o ritmo, a métrica e a rima. Imaginem: como vender traduções de Whitman, Eliot e outros abençoados se o brasileiro estivesse costumado à rica versificação do idioma

Português? Ora: considerando-se que é quase impossível traduzir versos mantendo a estrutura poética, seria preciso destruir as regras da poesia, favorecer os versos livres e brancos para que a literatura estadunidense pudesse ser aceita no Brasil. Não é uma boa estratégia? Então tentam convencer o povo de

O cinema, durante várias décadas, fez com que estadunidenses que nunca pisaram no Brasil fossem mais conhecidos do que brasileiros ilustres. que métrica, rima e ritmo, na poesia, são coisas arcaicas. A cada dia fica mais clara a sombra dos EUA por trás da recente ditadura que ainda não vencemos de todo, época em que os intelectuais brasileiros foram perseguidos a ponto de serem exilados e mortos, e suas obras, legítimas obras brasileiras, serem censuradas e proibidas, substituídas pelas de artistas que se venderam ou por cultura estrangeira. E, nesse turbilhão, está o cidadão que maneja e distribui o lixo. O pior cidadão,

em se tratando de lixo, não é o estadunidense que está corretíssimo em querer dominar o mundo para que ele tenha o seu conforto e viva bem à custa das nações que têm povos menos preparados. O pior cidadão é o brasileiro que, aqui no Brasil, recebe o lixo de fora e o distribui aos demais, em troca de favores e de um lucro miserável à custa dos seus compatriotas. Esse cidadão que vende a sua cultura e a sua gente, essas empresas que sufocam a cultura nacional disseminando a cultura estrangeira, a língua estrangeira, os costumes estrangeiros são, no meio disso tudo, o pior lixo que existe. E a imprensa não fala disso. Por essa razão é que estou convencido de que a escala de valores está invertida. Convenhamos: o que representa, no meio de todo esse lixo, duas ou três seringas infectadas ou meia dúzia de lençóis com sangue?

Advogado e presidente da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette douglashenriques@adv.oabmg.org. br


O Instituto de Educação e Cidadania – IEC – já está criando projetos de prática para melhor atender aos turistas durante a Copa e as Olimpíadas no Brasil

propor uma parceria entre professores e alunos, entre educadores da escola e familiares, entre escola e comunidade, objetivando auxiliar as equipes pedagógicas de escolas públicas a atingir a A diretora do IEC, Cleise Souza, e outros integran- meta de uma tes do Instituto durante festa de confraternização escola nãoexcludente”. autado na crença de que A educadora que conta a educação é um ato social viabilizado pelo mais de 28 anos em atuação, contexto coletivo em que desenvolve, desde 1993, traos vínculos sociais e afeti- balhos na formação de provos refletem atitudes e com- fessores. Em 2008, convidou portamentos no ensino e na um grupo de 15 profissionais aprendizagem, foi criado em de diferentes áreas do conhe2008, em Belo Horizonte-MG, cimento que se uniram numa o IEC – Instituto de Educa- Associação com o objetivo de ção e Cidadania, idealizado efetuar parcerias cm emprepela mineira de Teixeiras, sas sustentáveis. “O fato de educadora Cleise Aparecida termos como alicerce anos e de Souza que é mestre em anos de experiência e reflexão Discurso, Linguagem e Cultu- sobre a educação brasileira e ra, pós-graduada em Língua a realidade escolar no país, Portuguesa e Psicologia da credenciou o IEC a identificar Educação e especialista em problemas no sistema educacional e propor soluções”, exNeurolinguística. “Quando de sua criação, plica Cleise que trabalha em a entidade já tinha a finalida- parceria com várias escolas de social, sendo voltada para públicas e privadas do país e a prestação de serviços insti- faz com que as ações do IEC tucionais, preservando a qua- sejam solidificadas por meio lidade do trabalho e dos pro- de livros, palestras e cursos dutos oferecidos aos clientes que já foram oferecidos para em âmbito internacional, es- mais de 70 mil profissionais tadual e municipal”, assegura em todo o território nacional. Já somam quatro os lia diretora que vê a educação como uma dinâmica constan- vros publicados pelo Instituto te: “O IEC tem como missão (“Educação: uma visão pós-

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moderna”, “O prazer de ler”, “Viagem Interior” e “Educação Inclusiva”). As palestras e cursos, de alto cunho pedagógico, são interdisciplinares e diversificadas, pois o IEC oferece aos educadores e estabelecimentos de ensinos temáticas como: “Autoestima e motivação profissional”, “A arte de educar os filhos”, “A arte de saber ouvir”, “A arte de comunicar”, “Escola: teia de relações interpessoais”, “Ética e Cidadania”, “Interdisciplina na escola: um desafio na relação professor-aluno”, “O profissional do futuro”, “Inteligências múltiplas” e outras. Entre os principais clientes do Instituto estão a Polícia Civil de Minas Gerais, Emater, Rede Pitágoras de Ensino, Federaminas, Associação Comercial de Minas, Rede Sesi de Ensino de Minas Gerais, SESC-MG, Editora Saraiva, Correios e Telégrafos, Hospital Municipal de Betim. Somam-se a estes a Universidade Federal de Viçosa/ MG, Faculdade de Manhuaçu/ MG, Faculdade de Caratinga/ MG, Centro de Referência do Professor de BH, várias superintendências de ensino e secretarias municipais de educação. Cleise Souza acredita que o futuro de qualquer nação perpassa pela educação e por isso sempre viabiliza a prática de projetos eficientes e eficazes para o aprimoramento dessa área como o Projeto “A Educação Inclusiva: aplicabilidade da Neurolinguística na Educação”,

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Projeto “Ecologia Interna: aplicação da Neurolinguística na proteção ao meio ambiente”, Projeto “Teatro e Cidadania, Projeto “Roda de Leitura” e outros. Dentro do planejamento para os próximos anos, a educadora Cleise Souza informa já estar em andamento cursos de capacitação profissional para atender com excelência os visitantes no Brasil no período dos jogos da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016. “Isso fará com que se construa uma imagem positiva do Brasil lá fora e conscientize o povo brasileiro da necessidade de sermos melhores, já que somos um país em acelerado ritmo de crescimento e exemplo para o mundo em vários setores”, finaliza. Clientes e empresários de visão abrangente acrescem, a cada dia, a agenda das palestras e cursos do IEC que auxiliarão patrões e empregados a lidarem com alto grau de excelência em nível linguístico e prático laboral no trato com os estrangeiros que no Brasil já se fazem presentes e num futuro próximo em larga escala aqui se instalarão.

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Cleise Souza é especialista em Neurolinguística e fundadora do Instituto de Educação e Cidadania sediado na Capital Mineira


Diamantina Gourmet em ritmo de chorinho

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úsica e gastronomia. Essa é a proposta da segunda edição do festival Diamantina Gourmet. De 5 a 15 de novembro, a cidade de Diamantina estará repleta de aromas e melodias. Durante o período, dez estabelecimentos da cidade oferecerão menus especiais, que homenageiam um compositor de chorinho. Os preços variam de R$ 38 a R$ 45, por pessoa. O objetivo do festival é associar os temperos e receitas da culinária local ao estilo musical, proporcionando o intercâmbio entre música e gastronomia. Para participar do Diamantina Gourmet, cada estabelecimento criou um menu, com entrada, prato principal, sobremesa e drinque, de acordo com o compositor de chorinho que o restaurante estará interpretando. Para se ter uma ideia, o prato principal do Deguste Dressing é o Como é bom (crepe de lascas de lombo defumado ao molho de cerveja preta com lâminas de champinhom e abacaxi ao perfume de manjericão, acompanhado de geleia de pimenta com ananás), em homenagem ao compositor Joaquim Calado.

taurante Apocalipse criou o prato Abre alas (joelho de porco defumado com molho de mel e mostarda, acompanhado de farofa de couve, queijo minas empanado e linguiça calabresa).

de geleia de pimenta com abacaxi e cuia com cachaça curtida no coco) faz referência ao compositor Jacob do Bandolim. E Waldir Azevedo é representado com a entrada Brasileirinho (miniesfirra com oraErnesto Nazareth é lembra- pro-nóbis), do restaurante do no restaurante do Ho- Al Árabe. tel Diamante com o prato Gemendo, rindo e pulan- Também as sobremesas do (tornedor de filé mig- homenageiam a música. O restaurante O Garimpeiro destaca Garoto com Gente humilde (sanduíche No Dia Nacional da de queijo minas com doce Cultura (05/11), a cida- de abóbora com coco). E de de Diamantina está como não poderia faltar, Pixinguinha, um dos maiode encontro marcado res compositores da múcom a culinária. Nessa sica brasileira, é saudado data, terá início a se- pelo Espaço B Livraria e gunda edição do fes- Café com o drinque Levante, meu nego (caipirinha tival de gastronomia e de uvas verdes com geleia cultura de pimenta).

non com batata assada em manteiga Diamante - batida com salsa, cebolinha, café, manjerona, cachaça, sal e alho). Já o Recanto do Antônio homenageia Catulo da Paixão Cearense com o prato Ao Luar (costelinha “da lata” com arroz, pequi e coco queimado).

No Restaurante Caipirão a entrada Bandolim (linRelembrando as canções de guicinha defumada cozida Chiquinha Gonzaga, o res- com manga, acompanhada

Para quem preferir um lanche no meio da tarde, o Café Colonial Relíquias é uma ótima opção, pois servirá uma grande variedade de quitandas (chocolate quente, queimadinho, chá de hibisco, chá de ervas, sucos, bolo de fubá, bolo de laranja, pães, roscas, sequilhos, queijo minas frescal, pão de queijo, torradas, patê de galinha, patê de atum, geleia de jabuticaba e de abacaxi e outras delícias). Também está participando do fes-

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tival à delicatesse Athenas do Norte Empório, que está fazendo a harmonização de vinhos nos Menus especiais. Promovido pela ADELTUR, Associação Diamantinense das Empresas Ligadas ao Turismo e pela Prefeitura Municipal de Diamantina, o Festival de Gastronomia e Cultura Diamantina Gourmet consolida Diamantina como um destino turístico reconhecido em todo país. O evento conta ainda com o apoio do Sebrae MG, SENAC, Instituto Estrada Real/ Rota, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM, Banco do Brasil, Gravadora Biscoito Fino, GloboSat Canal GNT, IPHAN e das vinícolas Pizzato Vinhas e Vinhos e 28 Casa Rivas. Para a presidente da ADELTUR, Mariana Felício Pereira, o diferencial desta edição é o foco na musicalidade. “Diamantina é muito rica em história e cultura. É por esse motivo que decidimos destacar os grandes compositores do chorinho no festival”, comenta. Além disso, ela conta que e o evento difundirá e fortalecerá a gastronomia como manifestação cultural da cidade. “Com o Diamantina Gourmet, pretendemos estimular a continuidade de ações que possam valorizar e fortalecer a cultura local. E, assim, contribuir para planejamento turístico sustentável do município”, finaliza.


02 de novembro: o dia da saudade

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m dia de muita saudade. Dia 2 de novembro é dedicado às recordações e lembranças das pessoas queridas que já faleceram. Nessa data, fica ainda mais forte e presente o sentimento de perda. Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, passar por esse sentimento de tristeza e angústia é necessário para a superação de uma grande perda, como a morte de uma pessoa que amamos. “As pessoas ficam com a sensação de terem sido roubadas em algo a que tinham direito. Passam por um processo doloroso que envolve sofrimento, medo, raiva, culpa, depressão, isolamento, desinteresse pelas atividades costumeiras ou excesso de atividades (fuga). E apresentam sintomas físicos e psicológicos de estresse”, aponta a psicanalista para o misto de sentimentos que surgem depois da perda. As pessoas que convivem com um indivíduo que vivencia um luto devem ficar atentas para que esse estágio natural não se torne uma doença, como a depressão. “Isso ocorre quando a realidade passa a não ser aceita, e a pessoa deixa de lado sua própria vida para viver de lembranças”, explica. A perda de prazer, da criatividade, do apetite, o aparecimento de doenças

e a dificuldade em retomar a vida normal são os principais indicativos de que as coisas não vão bem. “O luto e a tristeza são processos naturais. O que não é normal é a depressão pós-perda. A pessoa fica entregue à morte do outro e pode até ter ideias de suicídio com a intenção de se juntar a esse outro”, orienta Soraya.

de um tempo, começa-se a querer e tentar voltar à vida normal e conviver melhor com a saudade”, diz a psicanalista. Ficar apenas na saudade

Para a psicanalista, a saudade é um sentimento benéfico e que faz parte do nosso cotidiano, mesmo sem nos darmos conPróximo ao Dia de Fi- ta disso. Esse sentimento aproxima das pessoas nados, psicanalista nos e das coisas que gostamos, orienta as pessoas a mas que por algum motivo enfrentar o luto e a vi- estão distantes. “A saudatem seu lado bom, uma venciar as boas lem- de vez que só sentimos falta branças e a saudade. de algo que marcou positivamente nossas vidas. É 29 a memória de algo ou alO Luto guém ausente, lembrança nostálgica e suave, que O tempo e a forma de vem junto da vontade de vivenciar um luto depen- ver novamente a pessoa.”, dem de alguns fatores, e explica Soraya. de pessoa para pessoa. Foto Renata Dugulin

A médica explica que, apesar de as pessoas sentirem e reagirem de formas diferentes, existem pontos em comum nas situações de perda. “O primeiro estágio é o choque e negação, passando para a fase da raiva, revolta e mágoa. A seguir, a tendência é retrair-se por algum tempo, afastando-se dos outros, enquanto busca-se alcançar um estado de entendimento, paz, compreensão; de aceitar aquilo que não pode ser mudado. Depois Soraya Hissa de Carvalho


Diretor da Revista Ponto Fin@l recebe a Medalha Santos Dumont

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governador em exercício Alberto Pinto Coelho presidiu, na sexta-feira (21/10), em Santos Dumont (Zona da Mata), a cerimônia de entrega da Medalha Santos Dumont, tradicionalmente realizada na Fazenda Cabangu, local onde, em 1873, nasceu o brasileiro inventor do avião e onde hoje está instalado um museu em sua homenagem. Empresários, políticos, secretários de Estado, militares, artistas, professores e pesquisadores que deram sua parcela de contribuição ao crescimento de Minas e do Brasil estão entre as 140 personalidades que o Governo do Estado agraciou neste ano com a medalha. Alberto Pinto Coelho ressaltou que o pioneirismo de Santos Dumont encurtou distâncias, derrubou fronteiras e uniu povos de todos os continentes. Ele destacou também os avanços da aviação civil nos últimos anos e as ações colocadas em prática pelo Governo de Minas para modernizar e ampliar a rede de aeroportos na capital e no interior do Estado. O resultado é que, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, o número de passageiros aumentou 1.755% entre 2004 e 2010. “O desenvolvimento da aviação civil em nosso país tem encontrado em Minas um grande momento. Para que se tenha ideia, o número de passageiros que usam o Aeroporto de Confins aumentou, de 388 mil por ano, em

2004, para 7,2 milhões em 2010. Os vôos regionais também se multiplicaram quase na mesma proporção. Em razão disso, o governo, além de abrir novas pistas, trabalha na modernização de 151 aeroportos do interior. Foram investidos nisso, R$ 290 milhões, dos quais apenas R$ 48 milhões aportados pelo governo federal”, afirmou o governador. Exemplo

O orador oficial da cerimônia, procurador-geral de Justiça do Estado, Alceu Torres Marques, defendeu a união dos mineiros na luta contra a corrupção. Ele afirmou que é preciso seguir o exemplo de Santos Dumont, que superou dificuldades para criar um mundo novo sem jamais se afastar dos valores éticos. 14-Bis

sidente Juscelino Kubischeck para homenagear o cinquentenário do primeiro voo do 14-Bis, realizado por Santos Dumont, em 23 de outubro de 1096, em Paris. O voo, considerado o primeiro com um aparelho mais pesado que o ar, foi registrado pela Federação Aeronáutica Internacional (FIA). Entre as personalidades agraciadas neste ano está o empresário Roberto Simões, presidente da Federação da Agricultura de Minas Gerais e do Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional, o presidente da Assembleia Legislativa, Diniz Pinheiro, o coordenador do curso de Engenharia Aeroespacial da UFMG, Ricardo Luiz Utsch, o colunista social do jornal O Tempo e diretor da Revista Virtual Ponto Fin@l, Élder Martinho e outras autoridades.

Os agraciados para o recebimento da honraria são A Medalha Santos Dumont divididos em três categorias: foi criada em 1956 pelo pre- graus ouro, prata e bronze.


UFMG reinaugura Acervo de Escritores Mineiros com novas obras

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Acervo de Escritores Mineiros da Faculdade de Letras da UFMG foi ampliado dia 20 de outubro, às 16 horas, com a inauguração dos espaços dos escritores Carlos Herculano Lopes, Fernando Sabino, José Maria Cançado, Lúcia Machado de Almeida, Octavio Dias Leite e Wander Piroli, bem como das coleções Achilles Vivacqua, Adão Ventura, Leopoldo Pereira e Paulo Emílio Rubião. Os acervos desses escritores vão se juntar aos de Abgar Renault, Cyro dos Anjos, Henriqueta Lisboa, Murilo Rubião e Oswaldo França Júnior. Na ocasião, será aberta a exposição O laboratório do escritor. A mostra procura evidenciar que a presença do escritor na literatura contemporânea não se restringe à

obra publicada e ao registro oficial de autoria, mas revela-se também nos bastidores da criação, nos primeiros traços da escrita e nas rasuras deixadas no manuscrito. O roteiro da exposição busca se

criação poética, reflexões sobre literatura e vida estampadas nos rascunhos e papéis soltos, originais guardados nas estantes, correções nas bordas dos escritos. O Acervo de Escritores Mineiros da UFMG fica no A mostra procura eviterceiro andar da Bibliotedenciar que a presença ca Universitária, no campus do escritor na literatura Pampulha (avenida Antônio Carlos, 6.627), em Belo Hocontemporânea não se restringe à obra publica- rizonte. O horário de funcionamento é de segunda à sexda e ao registro oficial de ta-feira, das 9 às 12h e das autoria (...) 14 às 17h. Visitas orientadas guiar pelo mapa desses bas- podem ser agendadas pretidores criativos, no sentido viamente pelo telefone (31) de se pensar a gênese da es- 3409-4624 ou pelo e-mail crita não apenas como mar- acervoem@yahoo.com.br. A ca do passado e da tradição, entrada é gratuita. Outras inmas como registro contínuo formações no sitewww.letras. da obra em progresso: cartas ufmg.br ou pelo telefone (31) trocadas entre os titulares, 3409-6079. conselhos de autores sobre a 31

Presidente do Conselho da UBA lança livro no Projeto “Sempre um Papo”

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presidente do Conselho da União Brasileira para a Qualidade (UBA), Maurício Roscoe, lançou recentemente o livro “A Evolução Humana: alguns gargalos e muitas oportunidades”. Ele é empresário da construção civil e ex-presidente do Sindicato Patronal (Sinduscon-MG) e também da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, além de conselheiro da Escola de Engenharia da UFMG, da PUC-MG e da Fundação Dom Cabral. Segundo o autor da obra, “a evolução humana se dá a partir da criação de oportunidades que devem ser desenvolvidas pelo próprio indivíduo por meio do comportamento sistematizado e ações estruturadas. Roscoe,

na obra, trata do crescimento individual como sendo resultado de um conhecimento aprofundado das metas que se deseja alcançar. O livro é voltado a jovens e adultos que têm interesse de ampliar seus conhecimentos com o objetivo de alcançar metas, analisando causas e consequências como forma de promover a evolução individual e coletiva. O lançamento da obra ocorreu por meio do Projeto “Sempre um Papo”, uma realização de encontros entre grandes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros. Trata-se de um livro importante e aconselhável para leitura no qual o autor

fala sobre a evolução estratégica e propõe a construção de um mundo mais competente e justo. A confecção do livro ficou a cargo da Editora Robertha Blasco.


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Edição VI  

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