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Expediente

Editorial

Edição # 216

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3119.7148

Novo normal?

editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: 8photo/Freepik Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

Filiada à

V

ivemos um período de incógnitas: a pandemia do coronavírus já é passado ou ainda está presente na nossa realidade? Na maior parte das regiões do Brasil o vírus já não é motivo para isolamento ou distanciamento social. As indústrias estão atuando em plena capacidade, o comércio aberto e a população tentando seguir seu dia a dia da forma mais natural possível. Evidentemente o receio de uma nova onda de contágio e hospitalizações existe em todas as regiões, mas é preciso retomar as atividades tendo em vista a queda dos números. Essa novela só será desvendada no último capítulo. Antes disso, tudo será especulação. Mas há algo que desde o início ronda a mente das pessoas: haverá um novo normal, com mudanças de hábitos e relacionamentos mais solidários, bons aprendizes que somos com nossas lições. A pergunta é: haverá mesmo? Você acredita nisso? Há quem pense que sim, viveremos novos tempos. Há quem acredite que não: “vejo pouco novo e muito normal”, afirma um executivo no conteúdo desta edição. E realmente ele está certo. Novos formatos de consumo se estabilizarão, a transformação digital acelerará e o home office parece que será mais percebido mesmo após este susto sanitário. De resto, talvez sigamos exatamente iguais. O plástico, por exemplo, durante a pandemia foi melhor visto pela sociedade, já que pelas suas características evita propagação de contágios. Além disso as indústrias investiram pesadamente em soluções inovadores contra o inimigo chamado Covid.19. Mas será que quando tudo isso passar, o material continuará na mentalidade da sociedade como herói e não mais como vilão? Vamos torcer para que no pacote do “o novo normal” o plástico seja visto com conscientização do seu valor e também do seu potencial de reciclabilidade. Essa resposta só o tempo nos dirá. Boa leitura!

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas Marca Registrada:

Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 44 > Plástico > Plástico Sul Sul >>> >>>


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DestaqueSalvando Vidas

Material, muitas vezes injustamente tratado como vilão do meio ambiente, foi um dos maiores aliados no combate à pandemia, demonstrando seu verdadeiro valor no combate à propagação de vírus e outras doenças transmissíveis

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urante a pandemia do novo Coronavírus, alguns materiais ganharam espaço nos lares brasileiros. Uma delas é o plástico. Tratado injustamente como um dos principais poluidores da natureza, o plástico se mostra cada vez mais importante no combate ao vírus, seja na fabricação de materiais de proteção seja na sua utilização para o descarte de outros materiais. “O plástico é um material central do símbolo da luta contra o coronavírus. Ele compõe as embalagens para serviços de delivery e retirada de alimentos em restaurantes e bares, o que permitiu o funcionamento desses estabelecimentos. É o plástico que armazena os recipientes de álcool, de álcool gel, produtos de higiene e limpeza diversos e de embalagens que envolvem e que compõem as máscaras, luvas, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e outros materiais”, considera é coordenador de sustentabilidade da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e membro do Comitê Técnico do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), MauricyKawano.

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ELLIOT ALDERSON/PIXABAY

O plástico na linha de frente

Nos hospitais, suas resinas estão presentes desde lençóis, cortinas, no piso e até mesmo em seringas, desfibriladores e equipamentos de imagens. Kawano ressalta o polipropileno e o PVC, que estão presentes no tubo de oxigênio, nas bolsas de soro e sangue, cateteres e tubos para exames. Há ainda o policarbonato, que está presente em componentes de sistema de respiração artificial e reanimação mecânica, como as máscaras, conectores de tubos e mangueiras, recipiente de umidificação de ar em ambiente de UTI, além de outras resinas presentes em ventiladores e máscaras pulmonares, dutos, filtros de ar, entre outros itens. “Todas elas produzidas para que não haja qualquer tipo de contaminação no ar e para que ele possa chegar limpo aos pulmões dos pacientes”, explica o coordenador. Segundo a ONG americana focada na sustentabilidade dos ambientes hospitalares PracticeGreenhealth, cerca de 25% dos resíduos produzidos por hospitais são de plásticos. “O plástico tem uma importância essencial no descarte de substâncias contaminadas. É nos sacos plásticos de diferentes cores e com sinalização adequada que os materiais com o vírus são colocados e descartados até chegar a uma estação adequada de tratamento ou a um aterro sanitário. Isso sem falar do seu uso para descarte do lixo comum e reciclável. Mesmo em residências, o plástico é um aliado. Assim que uma pessoa chega em casa, pode utilizar sacos plásticos para colocar roupas, sapatos e objetos antes de serem higienizados. É possível reaproveitar as sacolas plásticas desde que sejam higienizadas adequadamente”, sinaliza Kawano. Ele ressalta porém que, com o aumento do consumo do plástico, se faz necessário pensar em novas formas de reciclagem desses materiais. O plástico possui um alto potencial de reaproveitamento por meio da reciclagem mecânica que possibilita a transformação em materiais como pisos, embalagens (não alimentícias), mangueiras e sacos de lixo; da reciclagem química, que realiza a transformação substâncias químicas e para a matéria-prima em refinarias e centrais petroquímicas; e na reciclagem energética que permite o aproveitamento do plástico como energia e combustível. “As possibilidades são muitas mas também há barreiras. Os processos são caros e o Brasil ainda tem um longo caminho pela frente”, revela. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), o país consumiu 6,5 milhões de toneladas de transformados plásticos e recicla 25,8% do total. “Precisamos investir em novas técnicas e estratégias para aumentarmos o índice de reciclagem e reaproveitamento do plástico. O plástico é uma substância vital para a nossa sociedade, especialmente em um período crítico como o do combate ao novo Coronavírus. Por isso, a reciclagem dessa substância se torna cada vez mais essencial. Se torna uma questão que vai além dos


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impactos ambientais, mas também tem efeitos sobre a saúde e toda a nossa vida em sociedade”, diz.

Máscaras respiratórias antivirais

Com o coronavírus na cola do brasileiros, muitas empresas inovaram na busca por alternativas que viabilizassem segurança aos trabalhadores que não tem condições de fazer home office. Devido à flexibilização do isolamento social e a retomada gradativa do trabalho presencial, a Destra Brasil, uma das principais fornecedoras de equipamento de proteção individual do país, resolveu desenvolver máscaras respiratórias antivirais. “Para que a rotina seja retomada, os trabalhadores precisam se sentir seguros. Como os nossos produtos sempre foram voltados justamente para isso, percebemos que era nossa responsabilidade ir atrás de um material antiviral para protegê-los agora também do coronavírus”, afirma Miguel Gricheno, sócio-fundador da marca. O produto da Destra Brasil conta com filtro N95 e faz uso de borracha com nanopartículas de prata capazes de neutralizar o Sars-CoV-2 em até 5 minutos, em um método já certificado por especialistas, com 99,9% de eficácia comprovada. A máscara veda o rosto, impedindo contato com partículas de fora, como acontece quando se faz o uso da tradicional de pano. Além disso, a tecnologia impede a contaminação cruzada, aquela pelo contato com alguma superfície infectada. Para colocar 30 mil unidades do produto no mercado, a Destra Brasil fez um investimento inicial de R$ 300 mil. Ainda triplicou o número de funcionários e prestadores de serviço para dar conta da demanda. O produto da empresa conta com certificado de aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho.

Tecidos inteligentes

Outro desenvolvimento que merece destaque é a tecnologia antiviral já disponível no mercado, que inativa também bactériase fungos a partir de somente 30 segundos de contato. com os micro-organismos. A Dalila Têxtil e a TNS Nanotecnologia uniram esforços para a produção de tecidos inteligentes, com tecnologia antiviral, para roupas e máscaras de proteção individual no Brasil. Já disponíveis no mercado, os itens são compostos por nanopartículas de prata adicionadas à fabricação dos tecidos e oferece proteção contra vírus e bactérias, como o Covid-19, com inativação de 99,9% do vírus em um minuto de contato.A ação antiviral do tecido inteligente se dá a partir de apenas 30 segundos do contato com os agentes patológicos e consiste na destruição da camada lipídica dos micro-organismos, impossibilitando os riscos que ofereçam à saúde. Entre os exemplos de produtos que já possuem a tecnologia é possível citar linha casual, fitness, cama mesa e banho e, infantil. O aditivo teve eficácia comprovada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo

Embalixo: Tecnologia ‘EmbaCycle Antivírus’ age diretamente na membrana e protege o material genético do vírus

renomado laboratório brasileiro Núcleo Vitro. É o único do mercado dermatologicamente testado, com laudos de comprovação que demonstram o sucesso na colaboração entre as empresas. Além do Covid-19, o produto também foi aprovado com, no mínimo, 99,99% de eficácia contra a Cutibacterium acnes, bactéria causadora da acne. Por ser um produto natural a base de prata e extrato de folhas de uvas, não causa prejuízo ao meio ambiente e não é citotóxico, ou seja, não há danos às células do corpo humano. Com a incorporação do aditivo da TNS Nanotecnologia, a Dalila Têxtil já está exportando os tecidos para Colômbia e Bolívia, com projeções para Equador, Paraguai e Guatemala. No mercado nacional, já é possível encontrar os produtos com material antiviral nas redes de varejo especializadas como Hering, C&A, Live!,Oriba, Aramis, entre outras.

Filmes plásticos e tapete que eliminam o covid-19

Pensando ajudar a combater as doenças dentro de casa e de locais com alto fluxo de pessoas, a PROMAFLEX, maior empresa de proteção de superfície da América Latina, em parceria com a empresa de tecnologia Nanox, lançaram a linha PROMASAFE, que garante a proteção e segurança antimicrobiana ao toque. Marcio de Mello Velletri, diretor da empresa diz que: "PromaSafe foi desenvolvido para ser a mais recente e eficaz defesa contra os microrganismos que ameaçam nossa saúde, e é eficiente, especialmente, no combate ao vírus Sars-CoV-2, ou doença chamada de COVID-19. Vale ressaltar que é o primeiro e único filme no mundo aprovado contra o desenvolvimento do vírus circulante. Outros que alardeiam esta eficácia foram <<< Plástico Sul < 7


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DestaqueSalvando Vidas

Além do plástico, a indúsria de nãotecidos e tecidos técnicos também ganha destaque nessa batalha

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testados apenas contra a SARS COV de 2002, ou seja, não o vírus após as mutações. Promasafe atua como barreira ao bloquear o crescimento de vírus, fungos e bactérias que entram em contato com sua superfície". A linha é composta por dois produtos: Filme Adesivo Antimicrobiano (60cm x 20m, 10cm x 15cm, 05cm x 15cm ou em formato circular - e outras medidas sob consulta) e Tapete Adesivo Antimicrobiano (40cm x 60cm), bem como passadeiras que oferecem a proteção necessária na rotina cotidiana, combatendo o novo vírus em diversas superfícies e podem ser usados em diferentes estabelecimentos como supermercados, bancos, restaurantes, transporte público, shopping centers, escolas e industrias , entre outros. De fácil instalação e remoção, PROMASAFE é ideal para o uso em superfície como maçanetas, carteiras escolares, botões de elevadores, catracas de metrô, corrimãos de ônibus e metro, carrinhos e cestas de compras, máquinas de cartão, provadores, mesas de refeição, produtos industriais e quaisquer áreas de toque na entrada e saída. Sua limpeza pode ser feita com água e sabão (pano umedecido com detergente) e recomenda-se a troca do material a cada 90 dias, com período máximo de 180 dias, conforme sua manutenção. Márcio Mello, ainda explica que: "O princípio de funcionamento contra vírus e, especialmente, contra Sars-CoV-2, deve-se a propriedade da nanopartícula de prata, a qual atua diretamente na camada lipoproteica que reveste o vírus, oxidando-a, e assim criando espaços que causam a desestabilização da partícula viral e, resultando no bloqueio da multiplicação celular e, por consequência, na sua inativação. Contra bactérias gram positivas e negativas, o princípio ativo da nanopartícula de prata

atua diretamente modificando a permeabilidade da membrana plasmática das bactérias, e uma vez penetrando no interior da célula, impede as fases da síntese proteica bacteriana. Já no caso dos fungos como mofo/bolor, filamentosos se desenvolvem através de esporos, com as hifas crescendo através destes esporos e liberam uma toxina prejudicial à saúde. São microrganismos heterotróficos nutrindo-se por absorção, a nanopartícula da prata é responsável pela formação de um halo de inibição, o que causa asfixia e, por consequência, inibe a alimentação extra corpórea, levando-os a morte". Além de teste de inativação do vírus realizado em laboratório especializado em estudos com SARS-CoV-2, PROMASAFE tem princípio ativo regulado e registrado pelos órgãos Anvisa e FDA. Nos resultados, as análises comprovaram a eficácia de eliminação em curtos períodos de contato. Ou seja, sua função é imediata. Após 2 minutos em teste de laboratório, o vírus do SARS COV2 já tinha sido inativado, chegando a 99,46%.

Plástico que elimina coronavírus

O primeiro plástico capaz de inativar até 99,999% do Coronavírus MHV-03 (mesmo gênero das espécies SARS-CoV-1, SARS-CoV-2, MERS e outros) acaba de ser desenvolvido por uma indústria brasileira. Produzido pela equipe de P&D da empresa, a tecnologia é incorporada no plástico durante a fabricação, dessa forma, o Embalixo Antivírus atrai e elimina a Covid-19 em contato com o vírus. Criada pela Embalixo – líder nacional na categoria de sacos para lixo, que tem o objetivo de criar produtos inovadores e sustentáveis que facilitem o dia a dia do consumidor -, a solução teve a eficácia comprovada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) por meio de um teste virucida, seguindo as recomendações da Anvisa e metodologias prescritas nas normas. A Tecnologia ‘EmbaCycle Antivírus’ – antiviral e antibacteriano – age diretamente na membrana que envolve e protege o material genético do vírus. A partir de componentes, o produto inativa as proteínas e gorduras e quebra a estrutura genética, impedindo a transição para células humanas e, consequentemente, a contaminação. “O diferencial deste novo produto é o efeito permanente, ou seja, a proteção antiviral e antibacteriana é conservada durante todo o tempo de vida do produto. Ele trabalha como uma armadilha para o COVID-19, com sistema que atrai o vírus ao Embalixo Antivírus e o elimina em 99,999%. Dessa forma, a contaminação cruzada entre a embalagem e o usuário é eliminada, evitando que o saco para lixo atue como um agente transmissor do vírus, além de eliminar, também, as bactérias, deixando o ambien-


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te, seguro, mais higiênico, e livre do mau cheiro causado pelos resíduos”, explica o diretor comercial da Embalixo, Rafael Costa. Pensando nos profissionais de limpeza, todos os sacos serão fabricados na cor prata, assim facilitando o consumidor a identificar o produto, e dar maior tranquilidade aos profissionais de coleta de lixo ou a quem for manusear o saco com o lixo acondicionado, pois o mesmo estará protegido. A Embalixo destaca que esta tecnologia inovadora é uma barreira adicional no combate à contaminação cruzada de vírus e bactérias. O uso do Embalixo antivírus não elimina a necessidade de cuidados de higienização frequente, segundo as instruções de segurança da OMS (Organização Mundial da Saúde) perante o cenário de pandemia do novo coronavírus.

Tecnologia inglesa blinda embalagens

A tecnologia não é nova (ela existe no Brasil desde 2016), mas o uso nunca se mostrou tão decisivo quanto agora. Isso porque recentes testes feitos pelo laboratório Eurofins detectaram a redução de mais de 99,84% do Coronavírus nas superfícies dos plásticos analisados, conforme norma internacional ISO 21702-2019. O aditivo d2pAM é um conjunto de substâncias desenvolvido pela multinacional Symphony Environmental que protege as embalagens contra a proliferação de vírus, bactérias, fungos e mofos. É uma tecnologia não tóxica e os componentes do aditivo estão em conformidade com os regulamentos e resoluções da FDA, da ANVISA e União Europeia para contato com alimentos, medicamentos e cosméticos. A solução é indicada para produtos e embalagens em geral que tenham alto risco de contaminação cruzada como, por exemplo, embalagens de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza, em sacos e sacolas plásticas, cartões de crédito e/ou débito, filmes de cobertura para terminais bancários, teclados, bandejas de restaurantes, tintas, tubulações de água, sacos de lixo, EPIs como máscaras, luvas, gorros, aventais e muitos outros produtos. A blindagem proporcionada é permanente pelo tempo que durar o plástico, protegendo todos que tocarem no produto, desde a produção até a coleta e reciclagem. Além da sociedade civil, diversos setores da economia podem ser beneficiados pela inovação, entre eles o médico-hospitalar, laboratórios, fooddelivery, consultórios, bares, restaurantes e e-commerce. "Segundo estudos, os vírus podem sobreviver em plásticos por até nove dias em temperatura ambiente e alguns agentes infecciosos sobrevivem em hospitais por até 46 meses. Acredito que muita coisa vai mudar pós-pandemia no que diz respeito

a controles sanitários e de higiene. A população já tem adotado alguns hábitos novos, como limpar sacolas e embalagens de produtos depois de chegar do mercado ou da feira. Então tudo o que vier para facilitar a rotina e trazer segurança será bem-vindo", avalia Eduardo Van Roost, diretor da RES Brasil, representante exclusiva no país para comercializar as tecnologias e aditivos d2pAM.

Destra Brasil, fornecedora de equipamento de proteção individual, desenvolveu máscaras respiratórias antivirais

Materiais avançados

O primeiro reanimador manual 100% autoclavável e que suporta uma temperatura de 134º C foi desenvolvido no Brasil pela Protec, empresa líder nacional na fabricação de reanimadores manuais e circuitos respiratórios.A criação do produto contou com a utilização do polímero especial o apoio do polímero especial UDEL® PSU (polisulfona) do Grupo Solvay, um material avançado que permite a produção de peças resistentes a alta temperaturas. O reanimador manual é equipamento essencial em UTI’s e em salas de emergência médica, e em situações de resgate médico. Sua finalidade é a promoção de ventilação artificial com o envio de ar comprimido ou enriquecido de oxigênio para os pulmões do paciente. É usado no enfrentamento de parada respiratória, asfixia, afogamento, infarto ou outras situações que podem levar o paciente a sofrer uma parada cardiorrespiratória.“Com essa linha Premium de reanimador manual desenvolvida no Brasil, nós estamos dando nossa contribuição para o setor de equipamentos médicos hospitalares. E contamos com o apoio da Solvay, que é reconhecida internacionalmente nessa área de polímeros especiais”, diz Alexander Massadi, Diretor da Protec Export.“Com esse apoio, acrescenta - pudemos desenvolver vários <<< Plástico Sul < 9


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DestaqueSalvando Vidas

Acrílico é usado em projetos como escudos protetores, divisórias e cubas

produtos com excelente qualidade e durabilidade, que oferece resistência, repetibilidade e confiabilidade em reanimação (Ambú), circuitos ventilatórios e conectores para produtos respiratórios. É por este motivo que hoje no Brasil somos a única empresa a atender os mais renomados fabricantes mundiais" A Protec, de capital nacional, tem se tornando reconhecida como desenvolvedora de tecnologia nacional na fabricação e comercialização de equipamentos de suporte à vida, dentro dos mais rigorosos níveis de qualidade exigidos pelo setor médico -hospitalar. Sua atuação tem sido ampliada em nível nacional, uma vez que é empresa fornecedora de itens essenciais aplicados no combate à pandemia da COVID-19. Do mesmo modo, a Solvay, que no Brasil também atua com a marca Rhodia, tem adotado ações adicionais para apoiar os projetos de desenvolvimento de seus clientes nesse período de pandemia de coronavírus, segundo informa Mônica Martins, gerente do mercado Healthcare da Solvay SpecialtyPolymers na América do Sul. Uma dessas ações foi acelerar a importação para o País de polímeros especiais para os clientes empenhados em atender à crescente demanda por equipamentos e instrumentos médicos hospitalares.

Projetos em acrílico

O distanciamento social virou uma regra, pelo menos até que exista uma vacina ou tratamento eficaz para a Covid-19. Enquanto isso, quem trabalha com o público precisa se precaver para não se contaminar e nem contaminar aos outros. E é justamente neste sentido que o acrílico têm sido peça-chave. Leve, resistente, fácil de limpar e totalmente transpa10 > Plástico Sul >>>

rente, o material é usado em projetos como escudos protetores, divisórias, cubas e até viseiras médicas, entre outros itens. Vistas pela primeira vez na Europa e na Ásia, as barreiras de proteção em acrílico para restaurantes permitem que as pessoas se encontrem e sentem-se juntas à mesa, sem que tenham contato direto. As peças podem ser facilmente instaladas em mesas e balcões e se adaptam bem em qualquer ambiente, podendo ser também moldadas e impressas à laser. Nesses projetos, a enorme variedade de espessura das chapas, além de cores, ainda pode contribuir para que o estabelecimento possa aliar sua identidade visual ao projeto de proteção. Esses escudos se mostram fundamentais em épocas como essas, mas a verdade é que permitem a proteção de quem trabalha com o público durante todo o ano, não apenas do Coronavírus. Por isso, sua instalação em balcões de atendimento, como os de bancos e até caixas de supermercados, correios, lotéricas, farmácias e padarias, têm sido ampliada e deve se tornar cada vez mais comum. E não é só em estabelecimentos comerciais padrões que as barreiras acrílicas podem ajudar a diminuir a contaminação. Essas divisórias também estão sendo usadas no setor de transporte de passageiros, como táxis e aplicativos. Como o acrílico é um material fácil de moldar, foi possível criar, através dele, uma barreira bonita, sofisticada e visualmente agradável para o interior de veículos. Ela é apoiada no encosto dos bancos dianteiros e divide a cabine do carro em dois ambientes. Assim, motorista e passageiros tem o menor contato possível. O produto, que é feito e oferecido por diversas empresas associadas ao INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico), tem se tornado cada vez mais comum. Há inclusive empresas de locação de carros que oferecem o item como opcional. Fácil de instalar e de limpar, a peça pode ser adquirida inclusive pela internet. "Fazemos o produto com chapas cristais de 3 ou 4 mm de espessura. Modernas, elas atendem a demanda do setor por mais segurança sem comprometer o visual do carro", explica Isabella Covre, relações públicas da Emporium Acrílicos. Embora alguns desconheçam, a área médica não é novidade para as empresas do setor de acrílico. A produção de incubadoras e berços em acrílico hospitalar para recém-nascidos são alguns dos itens comuns desenvolvidos pelo segmento e algumas das empresas ligadas ao INDAC. Assim, nada mais natural que as empresas deste setor ofereçam aos hospitais, além de outros segmentos, inúmeros outros projetos e produtos, como viseiras protetoras para profissionais da saúde e cubas, usadas na intubação de pacientes, além dos mais diversos tipos de porta-objetos. Segundo Carlos Marcelo Thieme, Diretor


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DestaqueSalvando Vidas identificados como críticos, como “bens relacionados à saúde e perecíveis, principalmente alimentos”. Confira a seguir porque as conservadoras em EPS DaColheita fabricadas pela Termotécnica (termotecnica.ind.br) garantem mais segurança para proteger, armazenar e transportar os FLVs:

Facilidade na logística

Albano Schmidt lidera a Termotécnica, fabricante das conservadoras em EPS DaColheita, que garantem segurança aos alimentos

Presidente do INDAC, esse não é um período fácil para ninguém, nem para as pessoas, nem para as empresas. Mas os associados do INDAC têm procurado se reinventar e ajudar o país da maneira que sabem, trabalhando com o acrílico. Além das vendas, muitas empresas ligadas à entidade têm doado material para hospitais e centros de atendimento que atuam no combate ao Covid-19. "Acreditamos que esse é o Brasil que dá certo, quando cada um contribui com o que pode", conta Ralf Sebold, diretor da Bold.

Embalagens em EPS

Com a pandemia de Covid-19, cerca de 81% dos consumidores brasileiros demonstraram preocupação com a higiene e segurança dos alimentos de acordo com pesquisa realizada em março pela PMA (pma.agr.br), associação que reúne produtores de FLVs (frutas, legumes e verduras). Por outro lado, o consumo de produtos frescos de qualidade é fundamental para manter a saúde e os níveis de imunidade altos. Os supermercadistas, inclusive, já relatam aumento significativo de 40% na procura por estes alimentos. Essa nova realidade vem alterando o comportamento do consumidor que está buscando adquirir produtos frescos já embalados. O que era à granel agora vem sendo embalado para maior segurança alimentar, isso porque as embalagens proporcionam menos interação humana em todo o processo de produção, movimentação, exposição no ponto de venda, até a mesa dos consumidores. O assunto ganhou tanta força que na Europa a Organização de Embalagem e Meio Ambiente solicitou à Comissão Europeia, em março, que reconhecesse a embalagem como um componente essencial para manter o fluxo ininterrupto de grupos de produtos 12 > Plástico Sul >>>

À medida que os consumidores mudam seus hábitos alimentares e de compra, supermercados e toda a cadeia de fornecimento, por sua vez, estão sofrendo grandes alterações nos negócios. Com a redução da frequência dos consumidores nas lojas físicas, o mercado de FLV vem crescendo sua representatividade no e-commerce. E os aplicativos de entrega de comida, como o Ifood, antes dedicados aos estabelecimentos de gastronomia, já estão realizando as entregas para os supermercados. Adquiridos via e-commerce e entregues por delivery, os produtos frescos embalados ganham ainda mais força, para garantir que cheguem até a casa do cliente mantendo sua qualidade e segurança. E mesmo nas compras feitas pelo computador mas retirados em um ponto de venda, é preciso que já estejam embalados e prontos para serem levados pelos clientes. Ainda quanto as questões logísticas, as conservadoras DaColheita eliminam despesas também com fretes de retorno, já que o EPS é one-way e pode ser 100% reciclado no local de destino. Isso torna as soluções DaColheita sustentáveis e adequadas para acondicionar as FLVs do campo à mesa. Além de reduzir a absorção de impactos no transporte, manter e melhorar a exposição no varejo reduzindo o contato humano com os produtos em toda a cadeia. Com tecnologia e designs patenteados, as conservadoras em EPS DaColheita permitem alto isolamento térmico, absorção de impactos, facilidade no empilhamento, transporte e exposição dos produtos. Isso representa também dias a mais com FLVs saudáveis e fresquinhos nas gôndolas com muitas vantagens para o varejista. Os produtos embalados também ganham importância uma vez que a rastreabilidade dos produtos é fundamental tanto para garantir a sua procedência e qualidade quanto no processo de entrega. Redução do contato humano no manuseio de alimentos evitando riscos de contaminação No artigo “Coronavírus: cuidados na produção, no processamento e no consumo de hortaliças” publicado em seu portal, a Embrapa salienta que “até o momento, não há relatos de que alimentos, incluindo produtos frescos, estejam associados à transmissão do SARS-CoV-2”. No entanto, alerta que as etapas a serem seguidas devem ser realizadas com rigor e responsabilidade, desde o recebimento e a seleção das hortaliças na agroindústria; no processamento,


durante o embalamento de FLVs processados; até o transporte refrigerado do produto para os pontos de comercialização. As embalagens em EPS da Termotécnica não apenas preservam a qualidade dos FLVs e prolongam sua vida útil, mas também atuam como uma barreira física que impede o contato dos produtos com as mãos. Mantendo-os protegidos durante todo o processo, evitam o contato humano diretamente sobre os produtos frescos até serem adquiridos pelo consumidor. Com isso, consequentemente, o risco de contaminação de frutas, verduras e legumes durante a cadeia de suprimentos é efetivamente eliminado.

Ampliação do shelf-life

Outra mudança no comportamento do consumidor em tempos de isolamento social é a redução da frequência de idas aos supermercados e a presença de um maior volume de compra de uma só vez. As embalagens em EPS atrasam efetivamente os processos de amadurecimento e envelhecimento, inibem a decomposição microbiana e preservam a qualidade e o valor nutricional das frutas e legumes embalados prolongando o tempo em que podem ser consumidos. São amplamente utilizadas também

para armazenamento prolongado e remessas de longa distância de produtos frescos. Isso é fundamental em um momento em que as cargas de exportação de FLVs, por exemplo, não estão sendo descarregadas no prazo e deixados parados em armazéns por longos períodos. Os exportadores e importadores de produtos frescos preocupam-se com o fato de que quando a produção chegar ao cliente, a qualidade se deteriorará consideravelmente, impactando seu valor e aumentando o desperdício. A formulação exclusiva das conservadoras em EPS DaColheita também demonstrou recursos para preservar o valor nutricional de produtos frescos após armazenamento prolongado mantendo sua qualidade por mais tempo e evitando, ainda, o desperdício de alimentos. Certificados por testes em laboratórios europeus (AgroTropical e HDG), as embalagens em EPS DaColheita podem estender o shelf-life de produtos frescos em 30%, oferecendo vantagens para todas as partes interessadas na cadeia de suprimentos de FLVs e ajudando a enfrentar estas questões logísticas.

Mais higiene em toda a cadeia

As soluções de embalagens em EPS DaColheita mantêm a atmosfera ideal para prolongar a vida útil das

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DestaqueSalvando Vidas FLVs e podem ajudar a aliviar muitas das preocupações dos consumidores na hora de comprar produtos frescos. O EPS é um material totalmente inerte, higroscópico (repele a umidade) e pode ser lavado, proporcionando o nível máximo de higiene. As conservadoras DaColheita também podem ser produzidas com o Safe Pack, matéria-prima antimicrobiana que reduz em até 99,9% a ação e presença de microrganismos, uma proteção à mais que torna as superfícies de contato e produtos livres das ameaças invisíveis do cotidiano. Embalagens térmicas doadas pela Termotécnica farão transporte de amostras para testagem do Covid-19 em Joinville (SC), sede da empresa.

interação, mas protegem também todos os envolvidos na cadeia logística, ou seja, todos aqueles que têm contato com a embalagem, da indústria até as mãos do consumidor. Projetado para o uso seguro em diversas embalagens plásticas, DeepDefense® dá ao plástico novas propriedades que alteram sua estrutura e o tornam capaz de eliminar muitas das ameaças microscópicas que nos colocam em risco. Graças a um aditivo que se integra às próprias moléculas do plástico, a ação virucida de DeepDefense® é capaz de eliminar o vírus do Coronavírus, e outros, em até 10 minutos. Finalmente, DeepDefense® tem respaldo científico e sua eficácia como agente virucida foi testada com o mesmo grupo Coronavírus que contamina seres humanos.

DeepDefense®

De forma pioneira, o Valgrouptransformou a maneira como vemos o plástico. Agora, embalagens plásticas não apenas transportam e servem de meio de

Herrmann-Engineering Software-Tools contra a Covid-19 Respiradores e testes do coronavírus foram reforçados na luta contra a doença. A Herrmann Ultrassom fornece os fabricantes conhecidos com tecnologia de soldagem para a montagem dos componentes necessários para isso, como peças de contato bocais e nasais, flutuadores, filtros e caixa. As duas ferramentas de software FSC e SonicCalibrate desenvolvidos pela Herrmann desempenham um papel importante com relação a qualidade no processo de soldagem por ultrassom. Para garantir a precisão e a estanqueidade necessárias na união, as ferramentas de software suportam o controlador do sistema de ultrassom. Eles permitem a reprodutibilidade e rastreabilidade para o processo de fabricação e um ajuste de precisão, além do controle de amplitude para materiais sofisticados.

SonicCalibrate para ajuste constante

Para obter um resultado da soldagem reprodutível e realizar um processo de soldagem constante, os mesmos valores relevantes para os parâmetros da máquina devem ser garantidos de forma reprodutível. O software SonicCalibrate serve para a calibração e a verificação do caminho de soldagem, força da solda, velocidade do sonotrodo e amplitude. A velocidade corretamente ajustada evita 14 > Plástico Sul >>>

danos a geometrias da soldadura sensíveis. Além disso, ela influencia a velocidade de união máxima de junção na curva de união seguinte e o deslocamento da massa fundida. A amplitude é decisiva para a introdução da potência acústica no componente e é, portanto, dominante no processo de formação de massa fundida e curva de união. Isto é especialmente importante para peças médicas difíceis.

FSC para registro de log do processo

Este software oferece a funcionalidade de rastreamento, muitas vezes é exigida nos setores alimentício, farmacêutico e médico, cumprindo assim com os regulamentos rigorosos da FDA americana (21 CFR, parte 11). Isto inclui a administração e autenticação de usuários, assim como o controle de autorizações de usuários. Além disso, as alterações no sistema são registradas em uma trilha de auditoria. A Herrmann Engineering oferece um apoio abrangente no desenvolvimento de processos de soldagem: Testes de soldabilidade, peças de amostra, perfis da soldadura, implementação técnica, análise TCO, ferramentas de protótipos e treinamento. O conteudo foi elaborado pela equipe técnica da Herrmann

UltraschalltechnikGmbH&Co. KG, empresa com sede em Karlsbad, Alemanha, fundada em 1961, que define, há vários anos, padrões na técnica de união por ultrassom para plásticos, não-tecidos e embalagens. Sua gama de produtos inclui máquinas de soldagem por ultrassom completas, bem como módulos de soldagem por ultrassom e geradores de ultrassom integrados nas instalações automáticas. Possui know-how especializado na fabricação de ferramentas de soldagem, os chamados sonotrodos, os quais vibram com uma frequência de ultrassom e, assim, provocam a fundição dos materiais através do calor de fricção. As máquinas da Herrmann Ultraschall para a soldagem de peças moldadas por injeção são aplicadas na técnica médica, na área automotiva, eletrônica e na produção de eletrodomésticos. Os módulos de ultrassom são utilizados pela indústria de embalagem para produtos alimentares e medicamentos; a indústria da higiene une os camadas não-tecidos (por exemplo, fraldas e máscaras cirúrgicas), o que também é válido para o ramo da filtragem e da técnica médica. Para melhor servir os clientes no mercado brasileiro, desde 2013 a Herrmann Ultrassom tem um representante no Brasil, baseado na região de Campinas-SP. Contato: info@ herrmannultrassom.com Mais informações: www.herrmannultrassom.com


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GERD ALTMANN/PIXABAY

EspecialMasterbatches

Foco em soluções

criativas e sustentáveis Indicado para atuar na coloração das resinas termoplásticas, ao ser combinado com aditivos o masterbatch oferece benefícios adicionais e ganha força no processo

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esde o surgimento do primeiro plástico totalmente sintético e comercialmente viável, o Bakelite, criado pelo químico belga Leo Baekeland, em 1907, provocando uma verdadeira revolução no sistema produtivo, muita coisa mudou. Desde o advento dos plásticos modernos à base de petróleo, carvão e gás natural, a tecnologia do plástico evoluiu graças aos investimentos em pesquisas e desenvolvimento. E entre os produtos adicionais ao processo de produção, está o masterbatch, um composto de resina plástica combinado com diferentes produtos como pigmentos, corantes, aditivos, cargas minerais, entre outros, utilizado para colorir e/ou incorporar outras propriedades à resina termoplástica desejada.

Atualmente o masterbatch se tornou praticamente indispensável ao processo de fabricação. Normalmente indicado para adicionar ou modificar a cor das resinas termoplásticas, ao ser combinado com aditivos o masterbatch oferece benefícios que vão muito além da coloração porque pode, ainda, conter aditivos que facilitam o processamento, conferem propriedades como estabilidade térmica, proteção à radiação ultravioleta (UV), resistência à propagação de chamas, efeito bactericida, dissipação de calor e condutividade elétrica e térmica. Para atender às diferentes necessidades dos transformadores, as tecnologias voltadas ao desenvolvimento de masterbatches evoluíram e surgem novas soluções com extrema rapidez. Entre estas novidades estão os concentrados indicadores de índice UV e os térmicos – termocrômi-


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ANALOGICUS/PIXABAY

EspecialMasterbatches

As cores são fundamentais como diferencial competitivo e ainda, aliadas a aditivos, oferecem valor agregado

cos e termosensíveis. E também com relação ao masterbatch é o uso de materiais feitos a partir de fontes renováveis e biodegradáveis, focados, principalmente, na redução do impacto ambiental. Por isso o masterbatch é hoje uma solução sustentável e requisitada, dada a crescente preocupação do mercado com os impactos produtivos no meio ambiente.

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Cromex destaca sustentabilidade

Juliano Barbosa, Coordenador de Tecnologia de Produtos da Cromex 18 > Plástico Sul >>>

Entre os fabricantes de masterbatches com forte presença no mercado está a Cromex, que investe pesado na busca de soluções para garantir mais competitividade aos transformadores. Juliano Barbosa, Coordenador de Tecnologia de Produtos da empresa, destaca a atuação no setor quanto à linha de produtos disponibilizados. “A Cromex atua em praticamente todos os segmentos, suprindo o mercado com diferentes soluções atendendo desde os clientes mais exigentes, que necessitam de produtos de altíssima performance, até aqueles que buscam um bom custo-benefício’, explica. A Cromex entende que para se manter em evidência é preciso investir em pesquisa e soluções. Juliano Barbosas revela quais são as novas tendências para mercados específicos, ressaltando o foco em sustentabilidade. “A Cromex realizou importantes lançamentos recentemente, em sua maioria ligados à economia circular e responsabilidade ambiental, gerando novas oportunidades no mercado como a linha de pretos rC-Black®, que utiliza negro de fumo recuperado de pneus inservíveis, sendo, portanto, além de um produtos de alta performance e poder tintorial, uma solução para redução do acúmulo de lixo no meio ambiente, a linha de pretos NIR é isenta de negro de fumo permitindo que embalagens pretas sejam detectáveis por classificadores automáticos

nas esteiras de seleção de produtos recicláveis, já que o negro de fumo impossibilita a identificação do tipo de polímero, e a linha de aditivos para Reciclagem, que proporciona melhorias no processo e nas propriedades mecânicas e no aspecto de produtos que contém resina reciclada em sua composição, entre outros”, informa. O executivo também comenta sobre quais os produtos que a empresa considera que fazem a diferença no segmento. “Com grande diferencial, a inovação no Aditivo com ação Antiviral, que atua na redução dos pontos de contaminação de superfícies que são focos de propagação do vírus”, ressalta. Esse tema, inclusive, tem sido motivo de muitas pesquisas, acentuadas pela pandemia do coronavírus. E Juliano Barbosa enfatiza a questão relacionada aos benefícios e ganhos de qualidade que os masterbatches da Cromex oferecem aos fabricantes de produtos plásticos. “Depende do produto, mas os principais ganhos podem ser em desempenho, redução de custo, aumento em produtividade ou até mesmo acessar um mercado que o transformador ainda não consegue por não possuir a matéria-prima correta”, completa.

Termocolor destaca proteção antiviral

Com sede em São Paulo, a Termocolor, outra fornecedora com destaque no setor, oferece uma linha de produtos que atende a um mercado muito diversificado segundo Wagner Catastra, Gerente Comercial para a América Latina. “Nosso portfólio e muito amplo, temos masterbatches para aplicação em todas as tecnologias, Injeção, Extrusão, Sopro, Multifilamento e Rotomoldagem. Em nosso portfólio oferecemos masterbatches coloridos e aditivados para todos os segmentos de mercado, como por exemplo: Alimentício, Automotivos, Construção civil, Agrícola entre outros”, ressalta. O executivos acrescenta que “a Termocolor também atua na linha de compostos e tingimentos, entregando uma linha completa de produtos na cor e já aditivados”. E quando se trata de comentar sobre quais são as novas tendências em masterbatches para o mercado, se há destaque para algum segmento em especial, o executivo da Termocolor é extremamente taxativo, e com justificativas irrefutáveis. “Neste ano pandêmico que estamos vivendo, sem dúvida a tendência está totalmente direcionada a produtos com proteção antiviral – nosso diferencial e entregar ao cliente um produto já aditivado seja ele bactericida ou antiviral na cor por ele especificada”, explica o executivo. E esse foco é justamente o que considera um grande diferencial da Termocolor. “Como informado anteriormente, entendemos que aditivos antivirais irão fazer a diferença no mercado hoje, e nós estamos bem avançados nesse quesito, inclusive com a produção de um item que atua também na proteção do Covid-19”, diz.


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FOTOS: DIVULGAÇÃO

EspecialMasterbatches

Colorifix: linha Colorid e Marble, efeito branco street tie dye

Quanto aos ganhos em qualidade e benefícios adicionais pela aplicação dos masterbatches oferecidos pela empresa, Wagner Catastra explica que a Termocolor tem um sistema de atendimento peculiar. “Analisamos caso a caso as necessidades de nossos clientes, e buscamos oferecer os produtos mais adequadas para a sua aplicação, desta forma entregamos ao nosso cliente um produto exatamente conforme a sua necessidade juntamente com o melhor custo benefício”, revela o executivo. A pandemia da Covid-19 provocou mudanças na economia como um todo e durante o período mais crítico os mercados consumidores sofreram um forte impacto, entre eles, o de empresas do setor plástico. Wagner Catastra comenta sobre quais tipos de masterbatches foram mais procurados. “Inicialmente houve uma grande retração no mercado, somente os itens de necessidade essenciais foram procurados, já a partir de maio houve uma forte retomada nos consumos, porém sem desenvolvimentos novos, somente itens de linha”, explica.

Inovação, o forte da Colorfix

Wagner Catastra, Gerente Comercial para a América Latina da Termocolor 20 > Plástico Sul >>>

Dona de um portfólio extremamente diversificado e criativo, a Colorfix, com sede em Colombo, região metropolitana de Curitiba (PR), a empresa se dedical intensamente na busca de novidades em masterbatches, oferecendo opções interessantes aos transformadores, como ressalta o superintendente Francielo Fardo. “A Colorfix oferece uma ampla linha de masterbatches em cores e aditivos. A empresa que tem forte em seu DNA a Inovação, nos últimos anos apresentou ao mercado novas tendências em

cores, efeitos e também um aplicativo. Esse último chamado de Color ID, auxilia no processo da escolha da cor diretamente no cliente de forma eletrônica, abortando o desenvolvimento do produto e desta forma agilizando o processo de venda para ambas as partes”, explica o executivo. Francielo Fardo destaca, entre outras soluções, uma novidade muito bem rececida pelo mercado, a Linha Marble, que ganhou novos integrantes. “Recentemente lançamos a Linha Marble que inicialmente contava com os efeitos madeira e mármore, atualmente essa linha expandiu para os efeitos madrepérola, quatzo stone e tie dye. Além destes efeitos, a Colorfix pode desenvolver o efeito com as cores desejadas pelo cliente e este ter um produto totalmente personalizado e exclusivo. O Marble é um masterbatch convencional, ou seja, o cliente não necessita investir em novas tecnologias para usá-lo”, esclarece o superintendente. Sobre as tendências de um segmento que precisa estar constantemente em evolução, Francielo Fardo, ressalta a questão da sustentabilidade e que a Colorfix está atuando nesse foco. E para fazer a diferença promete novos lançamentos. “Acreditamos que nos próximos anos o foco será em medidas que tragam produtos e processos mais sustentáveis para todos os segmentos de transformação. A Colorfix tem observado essa movimentação no mercado consumidor e na cadeia de transformação e diante disso tem tomado diversas medidas internas que envolve todas as áreas da empresa e também nossos fornecedores e clientes. A empresa está estruturando uma nova marca que irá abranger toda


a linha sustentável da empresa. Em breve estaremos lançando estes”, avisa. Não há dúvidas sobre a importância do uso do masterbatch adequado para que o processo seja bem executado e o produto final não apenas atenda às expectativas, mas que as supere. Segundo o superintendente da Colorfix, “a qualidade do masterbatch traz muitos benefícios para o transformador, sendo os mais fortes a repetibilidade dos lotes evitando retrabalho e parada de produção; transtornos com devolução e prazos não atendidos, fidelização do cliente, custo com retrabalho, entre outros”, destaca. E acrescenta: “É importante lembrar que para se ter um produto de qualidade todos os processos da cadeia devem estar envolvidos, iniciando pela coleta de informações técnicas para o desenvolvimento do produto, as MP utilizadas para o desenvolvimento devem atender estas características e o lote produzido também deve seguir as características aprovadas pelo cliente”, comenta. O período mais crítico da pandemia da Covida-19 acarretou problemas para muitas empresas, mas quem se preparou e tinha os produtos para atender o mercado, as dificuldades não foram tão impactantes. Foi assim com a Colorfix, conforme rela-

ta Francielo Fardo. “Em nossa empresa não houve um impacto significativo em linhas de produtos devido a pandemia, nosso mix abrangia os bactericidas que passaram a ser mais requisitados neste momento, e como já atendíamos os mercados de produtos considerados essenciais, nosso atendimento aos clientes foi imediato as suas demandas”, diz. Se o aspecto técnico da pandemia foi superado, não significa que não foram detectados problemas. O executivo da Colofix revela o que trouxe preocupação. “Neste período o que mais impactou foi a questão cambial para compra de matéria-prima (MP) e mais recentemente a falta de algumas MP, tornando esse momento desafiador em nossa indústria, pois a oferta de produtos químicos com base de preços em Reais é muito escassa. O padrão é sempre base dólar, independente se um fornecedor produz localmente com maioria dos insumos nacionais, ou um comercializa insumos importados localmente”, explica Francielo Fardo.

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Controle Térmico

& Mercados

ARMENNANO/PIXABAY

Tendências

De olho no futuro

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iante dos desafios vividos em 2020 e do cenário desenhado para 2021, entrevistamos duas importantes empresas da área de refrigeração em busca de opiniões e perspectivas sobre os caminhos trilhados e os que estão por vir. Aquatech, empresa do Grupo Piovan dedicada a soluções para resfriamento industrial, e Mecalor avaliaram os passos a seguir e apresentaram suas soluções em refrigeração para auxiliar o transformador no ganho de produtividade e qualidade do produto final.

Cenário positivo

A Aquatech, empresa do Grupo Piovan, desenvolve suas inovações com base nas novidades do mercado europeu, conforme desenvolvimentos da sua Matriz.Conforme o vice-presidente para a América Latina, 22 > Plástico Sul >>>

Ricardo Prado, além disto, há um time de desenvolvimento local no Brasil, que já criou soluções em equipamentos inovadores e mais sustentáveis, tendo inclusive exportado os projetos para a filial chinesa. “A Aquatech trabalha com todo tipo de solução para refrigeração e/ou aquecimento de processos. Propomos chillers, Unidades de água gelada, Aquecedores de moldes, Termochillers e Drycoolers, além de projeto e instalação de linhas de refrigeração, tanques, bombas, etc. Também podemos oferecer sistemas com inverter para adequação automática à demanda do cliente”, explica Prado. O executivo salienta que o objetivo de uma solução de controle térmico é o de possibilitar a máxima produtividade, menor descarte e ótima qualidade, através de uma aplicação específica e de mínima variação de temperatura em torno do set point. “Por

isto, equipamentos similares, nem sempre resultam em ganhos parecidos, pois as condições de precisão e vazão podem variar muito”, sinaliza. Quando o assunto é mercado, Prado diz que o ano de 2019 foi um bom para a empresa, que veio crescendo consistentemente desde janeiro, para encerrar o ano muito forte. Já 2020 começou também muito potente com a inércia do final de 19, arrefeceu levemente em abril e maio e já em junho retomou sua trajetória de crescimento que continua até o momento.“Não tivemos um ano difícil. A Aquatech está cada vez mais reconhecida no mercado e ainda contando com soluções customizadas para necessidades especiais de alguns clientes. Enfrentamos a Pandemia com muito otimismo e aumentando o suporte aos clientes para ajudá-los a passar este período desafiador. Além das


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óbvias ações internas para segurança dos colaboradores, traçamos uma estratégia que nos possibilitou manter toda a operação trabalhando a pleno durante todo o período”, pontua o CEO. E o "novo normal"? Ricardo Prado é enfático: “Vejo o novo normal pouco novo e muito normal”. Ele explica que obviamente alguns costumes vieram para ficar como higiene adicional e cuidados. “Tudo isto é muito positivo para o mundo dos plásticos”, salienta. “Ao longo dos anos o Grupo Piovan tem se especializado em soluções de automação e processo que visem aumentar a sustentabilidade das operações e influir positivamente na economia circular. Assim, vemos muito positivamente o ano de 2021”.

Crescimento sustentável

Há 60 anos atuando no segmento de engenharia térmica, a Mecalor fabrica chillers, drycoolers, termoreguladores, unidades de ar frio, unidades de ar seco, climatizadores de precisão, termochillers, câmaras climáticas e câmaras para ensaios de estabilidade para os mais variados segmentos da indústria. Entre os setores em que atua estão indústria de transformação do plástico, o mercado hospitalar, alimentício, ar condicionado de precisão, farmacêutico, automotivo e químico. “O que diferencia a empresa é a utilização de componentes ‘estado da arte’ nos equipamentos, o foco na produção de máquinas de alta eficiência energética,pós-vendas competente e agilidade no suporte

Ricardo Prado: Aquatech está cada vez mais reconhecida no mercado e conta com soluções customizadas para necessidades especiais dos clientes

técnico”, avalia o CEO János Szegö. A indústria do plástico representa cerca de um terço do faturamento da Mecalor e, segundo o executivo, nesse ano de pandemiaa empresa está investindo centenas de milhares de reais em desenvolvimento; não só em novas linhas de equipamentos, como em processos, qualidade, incluindo contratação de pessoas na área da engenharia. “A Mecalor investe 3% do seu faturamento anual em desenvolvimento e pesquisa”, revela. Além da injeção financeira em P&D, Szegö explica que a Mecalor tem investido pesadamente em assegurar confiabilidade, durabilidade e pós-vendas de alto padrão. “Cerca de 20% dos nossos colaboradores atuam em engenharia de projetos ou de aplicação”. São cerca de nove equipamentos dedicados ao controle térmico, aplicados a todos os processos de transformação do plástico; para aquecimento e resfriamento (condensação dos moldes). “Hoje ninguém duvida que equipamentos desse tipo melhoram a qualidade e a produtividade da indústria”, diz. A Mecalor tem tido um crescimento sustentável próximo a dois dígitos ao longo dos últimos 15 anos, incluindo o período de crise econômica e até mesmo agora, neste ano durante a pandemia. Entre os fatores <<< Plástico Sul < 23


que sustentaram esse crescimento estão as exportações para países da América do Sul e Central. Conforme o CEO da empresa, as vendas internacionais representam hoje cerca de 10% do faturamento. “Esse bom desempenho levou a abertura de uma filial no México em abril de 2018, com o objetivo de ampliar as vendas para a região”, revela. A despeito do susto inicial nos primeiros meses da pandemia,Szegö explica que os investimentos continuaram, contratando e evitando demissões ou reduções de salário. “O resultado previsto para o ano será próximo à meta estabelecida no fim de 2019. O mercado também retraiu nos primeiros meses, mas houve uma volta gradual”, acredita. Quando perguntado sobre o “novo normal”, o executivo revela: “Ao longo da existência da Mecalor, as mudanças fizeram parte da nossa rotina. Para nós não tem novo normal. Vamos nos ajustando ao mercado. Estamos continuamente nos reinventando e para nós crises e surpresas fazem parte do negócio”. Os produtos da Mecalor para a indústria da transformação do plástico são usados, de uma maneira geral, em aplicações de injeção, extrusão, sopro, termoformagem e flexografia. São eles: - DryCooler Modular (injeção e sopro) - Concebido para manter água industrial limpa operando em circuito fechado. A água é mantida a uma temperatura constante na faixa de 30°C a 35°C, tudo isto com um mínimo de consumo de água e com alta eficiência energética. O conceito modular permite adequar o tamanho do Drycooler à necessidade do cliente, além de ser ideal para projetos com expansão futura. - DryCooler Compacto (injeção e sopro) - Solução compacta e econômica, para aplicações de baixa carga térmica, com capacidade nominal de resfriamento de 70 kW. Equipamento fornecido com bomba de processo e reservatório de água integrados. Essa versão facilita a instalação e diminui expressivamente o custo de interligação hidráulica. É ideal para aplicações onde a carga térmica é reduzida, possibilitando a interligação de até 4 unidades em paralelo. - TermoRegulador (injeção, sopro, flexografia, extrusão, laminação e termoformagem) - Aplicados em moldes de injeção de plástico ou borracha e nos processos de extrusão. Serve para controle de 24 > Plástico Sul >>>

Controle Térmico

& Mercados

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Tendências

temperatura e vazão de água, entre 20ºC e 140ºC com água e até 250ºC com óleo térmico. É um equipamento que se apresenta com bomba de processo, resistência de aquecimento, válvulas proporcionais e sistema de controle preciso com possibilidade de comunicação externa. O TermoRegulador também é projetado em versão sem resistência, com o nome de Estabilizador de Temperatura ETZ. - Linhas de Chillers (injeção, sopro, flexografia, extrusão, laminação e termoformagem e corte e solda) - São equipamentos para resfriamento de água, soluções anticongelantes ou óleo. Os Chillers (unidades de água gelada) Mecalor podem variar entre 1 TR até 420 TR, condensação a ar ou água. Esses Chillers são largamente utilizados nos mais diversos processos de fabricação pela indústria de forma geral. - Termo Chiller DUO (Flexografia) Termochiller DUO incorpora os sistemas de refrigeração e aquecimento em um gabinete compacto, fornecendo dois fluxos de água independentes com controle preciso na faixa de 5°C a 90°C. Ideal para ser instalado ao lado da injetora ou sopradora. Esse equipamento só é fabricado com condensação a água. - Termo ChillerFlexo (Flexografia) - As modernas flexográficas imprimem sobre os filmes plásticos em até 12 cores. Para garantir a qualidade de impressão, a temperatura do tambor central precisa ser mantida a 30°C com precisão. Por outro lado, para assegurar altas velocidades de bobinamento do filme, é recomendado manter as calandras de resfria-

János Szegö, CEO da Mecalor, afirma que vendas internacionais representam cerca de 10% do faturamento da empresa, que em 2018 abriu filial no México

mento a cerca de 15°C. O termochillerFlexo foi desenvolvido para atender esta necessidade com dois fluxos de água independentes em um único equipamento. Esse equipamento é fabricado somente na versão com condensação a ar. - Unidades de Ar Seco (Injeção e Sopro) - Desumidificador de ar para moldes e injeção. Tem como diferencial a economia de energia por meio de um sistema de refrigeração de expansão direta sem uso de dissecantes químicos. A regeneração do ar é feita pelo condensador sem uso de resistências. - Unidades de Ar Frio (Extrusão) Equipamento para gerar ar frio, com controle de temperatura, para extrusão de balão, com precisão de 5ºC a 25ºC, independentemente da condição ambiente, gerando estabilidade ao processo do cliente. É muito econômico em termos de energia, por ser um sistema de expansão direta. Essa linha de equipamento garante ganhos de produtividade e estabilidade do balão, além da melhoria de qualidade como menor variação de espessura, brilho e resistência.


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Artigo

A sustentabilidade como diferencial competitivo nos negócios Por Jennifer Zuliani*

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sustentável, pois é por meio da circulação de riquezas e da criação de valor que são gerados os empregos e se proporciona à comunidade a possibilidade de melhoria de suas condições de vida. Entretanto, preocupar-se com toda a cadeia de partes interessadas envolvidas em suas atividades, além de ser uma exigência cada vez maior do consumidor, que muitas vezes se recusa a utilizar produtos e serviços que não estejam de acordo com práticas sustentáveis, passa a ser um tema cada vez mais relevante na visão dos investidores. Investir com propósito, ou seja, segundo prática dos critérios ESG passa a ser um fator de avaliação do valor de mercado de uma empresa, determinante para que o lucro do acionista ocorra. Portanto, estar comprometido com agenda de desenvolvimento sustentável não é mais opcional para quem quer crescer, hoje é fator competitivo e oportunidade de negócio As empresas que adotam práticas ESG dentro de uma estratégia de longo

ROAD LIGHT/PIXABAY

oje em dia, o termo ESG (Environmental, Social e Governance), ou seja, Governança Ambiental, Social e Coorporativa, está em alta seja no mundo empresarial, quanto na sociedade em geral. Isso porque as empresas e indústrias entenderam que desenvolvimento pode andar aliado à sustentabilidade e ao meio ambiente e os consumidores, em todos os segmentos, estão cada vez mais atentos, críticos e exigentes, desde a cadeia de produção até o consumo ou compra final. O tema Desenvolvimento Sustentável, integrado em três dimensões (econômica, social e ambiental) não é novo, apesar de muitos de nós remetermos sustentabilidade somente ao pilar ambiental. O entendimento de que o progresso de que um pilar limita o outro já está exaurido. A relação entre os conceitos de economia e ecologia pode ser identificada em

suas próprias origens. Ambas originam do elemento “Eco”, que vem do grego “Oikos” e significa casa, lar, meio ambiente. Um modelo econômico sustentável considera a gestão responsável dos recursos naturais e práticas de desenvolvimento social como fatores determinantes de sucesso e performance de resultados superior. Uma empresa de práticas sustentáveis atua não somente no impacto de seus produtos e serviços no meio ambiente e nas comunidades que atendem, mas também no tratamento justo e igual às pessoas que emprega, entendendo seu papel na sociedade e adotando mudanças, apresentando soluções para problemas sociais e ambientais. Outras empresas, ainda acreditam que seja possível manter-se somente no pilar econômico da tríade, focando em suas linhas de negócio e resultados e fechando os olhos para os acontecimentos sociais e climáticos que ocorrem ao redor do mundo. Sabemos que a viabilidade econômica é o elemento central do desenvolvimento

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prazo tornam-se mais competitivas, pois reduzem riscos em momentos de crise, os custos através de processos mais otimizados e aumentam a receita e a criação de valor, em consequência do maior interesse e identificação de valor percebido pelos clientes. Uma pesquisa de 2018 com gestores de ativos conduzida por professores da Harvard Business School mostrou que agora mais de 80% dos investidores consideram os critérios ESG ao tomar decisões de investimento. O fato ocorre não apenas por causa da crescente demanda do cliente, mas também porque tais investidores acreditam que as informações ESG são essenciais para o desempenho do investimento. Mas o que as empresas devem fazer para adaptarem seus negócios e contribuírem efetivamente para um ambiente mais sustentável? No âmbito corporativo, é preciso transformar a sustentabilidade em valor relevante para a definição da identidade da companhia e trabalhar para frequentemente incorporar esses princípios na cultura e operações diárias. É papel das organizações estimular comportamentos individuais conectados à cultura organizacional sustentável, através de capacitação, promoção e estímulo ao desenvolvimento e incorporação de novos projetos sustentáveis aos processos atuais, acompanhando por meio dos indicadores sustentáveis e compondo essa nova prática organizacional com o objetivo de longo prazo de desenvolver uma estrutura que produza modelos operacionais mais justos e ambientalmente sustentáveis para os negócios no futuro. Nesta jornada, é imprescindível contar com um time de liderança que vivencie esta estratégia, buscando cooperação entre as diferentes áreas e identificando as questões mais relevantes do setor de atuação e negócio como um todo, maximizando o desempenho em sustentabilidade, através de uma gestão de processos mais eficiente. Mas como a Gestão de Processos interfere na Sustentabilidade? Ambos estão fortemente relacionados. Através de uma Gestão de Processos contínua e eficiente é possível ter uma visão ampla da cadeia de valor do negócio e, com isso, buscar tecnologias e ações que contribuam com a minimização ou eliminação de desperdícios e impactos socioambientais negativos causados pelas operações ou serviços.

Agora mais do que nunca, os significados amplos de negócio, propósito, ecologia, economia, sociedade, inovação, eficácia, eficiência e consciência estão deixando de ser percebidos como antagônicos para serem entendidos como complementares numa visão de sustentabilidade, segundo os critérios ESG. Dentro de um pilar de governança é importante que as companhias desenvolvam práticas que incentivem o bem-estar dos colaboradores, a equidade e a transparência nas relações e prestação de contas. Estes fatores são essenciais para que a empresa gere valor para os stakeholders e garanta sua perenidade. Nesse sentido, é importante que a governança da sustentabilidade não seja atribuída somente à liderança, mas sim à toda a organização, a fim de garantir um programa de ESG eficiente, que considere controles focados na sustentabilidade, relatórios e indicadores chave de desempenho (KPIs). Assim, as empresas que adotam o conceito ESG passam a identificar ameaças e problemas como oportunidades de negócios e obtém vantagem competitiva, através do desenvolvimento de processos mais otimizados, produtos mais inovadores e relações mais sólidas. Pensar em sustentabilidade no mundo corporativo, como se pode ver, deixou de ser um luxo ou modismo para ser um diferencial competitivo e uma obrigação para aqueles que querem seguir no mercado. Adaptar-se, se modernizar e pensar nos três pilares com paridade na gestão é essencial. *Head de Pessoas no Grupo Innovatech, com 14 anos de experiência na área de Recursos Humanos e desenvolvimento organizacional. Foi parceira de negócios de RH na WestRock Company e coordenou o processo de desenvolvimento de pessoas na Benteler Automotive. Formada em Administração de Empresas pela Faculdade Santa Lucia, é pós-graduada em Gestão de Pessoas pela FGV, com Especializações em Psicodrama pela ABPS, Relações Trabalhistas e Sindicais pela WCCA, além de formação de coach pela ICI.

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MICHAEL GAIDA/PIXABAY

Foco no Verde Iniciativa de reciclagem de isopor® é testada no conceito de solução para cidades inteligentes

Por Albano Schmidt*

A

Termotécnica é uma das parceiras do Projeto Isopor® Amigo, lançado no Ágora Tech Park, parque tecnológico localizado no Perini Business Park, em Joinville (SC). No lançamento, além do Simpesc - Sindicato da Indústria de Material Plástico de Santa Catarina, do qual sou presidente, também representei a ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, e a CNRPLAS - Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos. Realizado primeiramente dentro do projeto Perini City Lab, que acontece no ambiente do Perini Business Park, o objetivo da iniciativa é conscientizar e promover junto ao público a reciclagem de bandejas e recipientes de isopor® utilizados para embalar alimentos, promovendo a economia circular na prática. O EPS é um tipo de plástico, mais conhecido pela população como isopor® (marca de empresa terceira), o material pode ser totalmente reciclado, desde que seja descartado corretamente e destinado para a reciclagem. O Perini City Lab, é o primeiro one-stop shop do Brasil de soluções para cidades inteligentes, um projeto do Ágora Tech Park. Como Living Lab – permite que empresas, desde startups até multinacionais utilizem a infraestrutura do Perini Business Park - maior parque empresarial multissetorial da América Latina -, como campo de testes para tecnologias e iniciativas voltadas às cidades inteligentes. São 2,8 milhões de m², 15 quilômetros de ruas internas pavimentadas, com circulação diária de mais de 8 mil pessoas. Como uma “cidade privada em ambiente controlado”, o parque é perfeito para desenvolver, validar, implantar e demonstrar soluções e programas para melhoria da qualidade de vida de quem mora nas cidades, permitindo que sejam realizadas simulações antes de levar para os ambientes públicos, que têm suas particularidades em termos de legislação e políticas a serem atendidas.

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Sem inovação e parcerias para apoiar a rápida urbanização, as cidades do futuro não poderão dar suporte aos seus cidadãos, principalmente os mais desassistidos e vulneráveis. E a geração e destinação do lixo que pode ser reciclado e reaproveitado como matéria-prima é um dos problemas que se agravam cada vez mais nas principais cidades. No entanto, o uso de dados, tecnologia e integração entre os atores da cadeia gera um grande potencial econômico para soluções inovadoras e melhoria da vida urbana. É um movimento extremamente necessário para repensar a inovação e a sustentabilidade como coirmãs. Neste ecossistema integrado, as soluções e programas são desenvolvidos, testados, modificados e entregues ao mercado, ao poder público e à sociedade com velocidade e efetividade. Como mais uma iniciativa em teste no Perini City Lab, o Projeto Isopor® Amigo conta com a instalação de PEVs (pontos de entrega voluntária) para recolhimento e reciclagem deste material no Ágora Tech Park, nas empresas e em espaços comuns do parque. 'O projeto Isopor® Amigo vem a compor o ecossistema de sustentabilidade do Perini City Lab e se une aos projetos de coleta de lixo seletivo e de lixo eletrônico que já acontecem no parque, reforçando toda a nossa preocupação, responsabilidade e comprometimento com o desenvolvimento sustentável', reforça Jean Vogel, diretor executivo do Ágora Tech Park. O Perini Business Park e o Ágora Tech Park de primeira hora se prontificaram a sediar uma ação concreta para o Projeto Isopor® Amigo disponibilizando a sua infraestrutura e o seu know-how, através da gestão do projeto efetuada pela Macnica DHW. Serão testadas a comunicação da campanha, o tamanho, formato e identidade visual dos PEVs, a mecânica do recolhimento e destinação do material. No Perini City Lab poderemos responder a questões como “Funciona ou não funciona?”, “Onde estão as dificuldades e onde estamos acertando?”. A partir deste beta teste, o Projeto Isopor® Amigo poderá ser empacotado e escalado para além do ambiente controlado do Perini. A ideia é que, futuramente, seja ampliado para outras cidades e estados. * Presidente da Termotécnica


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Anunciantes

Bloco

de Notas

Unipac lança embalagens inteligentes com sistema de autenticidade

Bühler Cromex Dry Color Exxonmobil Herrmann Imerys Mecalor Piovan Procolor Replas Sepro Termocolor

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A Unipac, considerada uma das indústrias de transformação de polímeros mais tecnificadas e completas do Brasil, apresenta para o mercado as embalagens plásticas inteligentes, que fazem uso da tecnologia para comunicar as condições de um produto. A empresa atenderá, inicialmente, o segmento de defensivos agrícolas e a novidade mostrará tanto para o fabricante como para o produtor rural e demais públicos envolvidos que o conteúdo da embalagem é autêntico. Desenvolvido em parceria com o CIAg - Centro de Inovação no Agronegócio (fundação sem fins lucrativos, criada e mantida pela controladora do Grupo Jacto, do qual a Unipac faz parte), o sistema que contribuirá com o mercado de defensivos agrícolas fará a leitura - via aplicativo de celular - de uma tag aplicada no selo colocado na tampa da embalagem. A partir disso, todos os dados e informações disponíveis em banco de dados na nuvem para confirmar a autenticidade do produto podem ser acessados. A identificação é feita com a tampa fechada, pois, uma vez aberta, a tag fica destruída. Quando a embalagem sai da linha de envase, um leitor de radiofrequência captura o número identificador único, presente em cada tag, e o carrega num banco de dados. Desse ponto em diante, a simples abertura da tampa permitirá a identificação da violação por meio do aplicativo. Dentre os principais benefícios do novo sistema estão: o combate à ilegalidade, preservação da imagem da marca, maior segurança ao produtor, aumento de market share por menor interferência de produtos adulterados e falsificados e a possibilidade de explorar outros tipos de informações pertinentes ao negócio, além de contribuir positivamente com a economia formal. A solução proposta pela Unipac elimina subjetividades na autenticação da embalagem pelo olho humano, como ocorre no caso de selos holográficos. Além disso, impede o reenvase de produto oriundo de contrafação em embalagem original, pois serve justamente para provar se a embalagem foi ou não violada. Havendo a constatação de rompimento por meio do sistema da Unipac, provavelmente o produto não é autêntico ou pode ter sido adulterado. Outras vantagens que merecem destaque: o sistema não afeta a reciclabilidade da embalagem; e não precisa alterar a linha de envase do cliente – é necessário somente a instalação do leitor NFC após a indução dos selos, um investimento muito inferior, se comparado às vantagens que a solução apresenta. Embalagens próprias e de clientes - A solução já está em teste e a previsão é que as embalagens com o sistema desenvolvido pela Unipac estejam no mercado a partir de 2021. O pré-lançamento contempla a aplicação de tags nas versões de 1 litro e de 5 litros do portfólio da Unipac. Para o próximo ano, haverá expansão para as embalagens de 20 litros e a empresa já possui iniciativas de prospecção em outros mercados potenciais. As embalagens inteligentes da Unipac serão comercializadas por módulos de serviços, como leitura de autenticidade, relatórios de vendas, mapas de locais ondem mais ocorrem adulterações, inteligência de mercado com base em informações capturadas e recomendações de mercado. O aplicativo estará disponível para Android e, em breve, IOS, e utilizará o leitor NFC dos smartphones. Também poderá ser acessado via web. “O ponto central das embalagens inteligentes no momento é a autenticidade, porém a Unipac pode propor outras soluções, a exemplo da rastreabilidade (leitura passiva). E há, ainda, outras frentes previstas, como uma maior interação do agricultor com o fabricante”, comenta André Silvestre, Gerente de Vendas do Segmento Embalagem da Unipac. Um sistema mais que necessário - De acordo com um estudo produzido em 2019, pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social das Fronteiras (IDESF), cerca de 20% dos defensivos agrícolas comercializados no Brasil são de origem ilegal. Cálculos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) apontam que o mercado ilegal de agroquímicos causa um prejuízo anual estimado de aproximadamente R$ 8 bilhões.


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