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Outubro/Novembro/Dezembro 2018 | Edição 35

ENTENDA A PRÉ-ADOLESCÊNCIA. COMO AGIR QUANDO A INFÂNCIA DÁ LUGAR A ESSA FASE.

FILHO EMPREENDEDOR.

DICAS PARA SEU FILHO SER UM. MASTURBAÇÃO INFANTIL, É NORMAL?

COMO CRIAR UM FILHO IRRESPONSÁVEL.

O QUE AS PLANTAS ENSINAM AO SEU FILHO?

CONHECAM ALGUMAS DICAS DE PLANTAS PARA SUA CRIANÇA CULTIVAR EM PEQUENOS ESPACOS. revistaplanetakids.com.br

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ÍNDICE 12

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6 Os gêmeos 8 O desafio de preparar alunos para o séc. XXI 10 Filho empreendedor: dicas para seu filho ser um 12 Entenda a pré-adolescência: como agir quando a infância dá lugar a essa fase 13 Crianças pequenas são as maiores vítimas de envenenamento doméstico

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22 Dificuldades escolares e de aprendizagem: como a avaliação neuropsicológica pode ajudar 23 Lições para a vida e pela vida 24 Bullying: os motivos vêm de fora, os recursos vêm de dentro 25 Sobre o resgate da elegância nas relações 26 Como criar um filho irresponsável

14 Valorização da vida

28 Masturbação infantil: é normal?

16 O que as plantas ensinam ao seu filho? Conheça algumas dicas de plantas para sua criança cultivar em pequenos espaços

29 A sobrancelha perfeita para a mulher da atualidade

18 Vamos nos refrescar?

30 Minha criança come muito. O que fazer?

19 Higiene infantil: a educação começa desde cedo 20 Pais, fiquem atentos. A perversidade infantil existe! Expediente Outubro, Novembro, Dezembro 2018 ANO 10 - Edição 35 Diretor: Leonardo de Paula Editora: Ana Paula Meireles Jornalismo: Luciana de Freitas e Flávia Penido Revisão de Texto: Cecilia Euterpe Design e Diagramação: Ajna Design Web Designer: Construsite Brasil Colunistas: Guiomar de Grammont, Emiro Barbini, Cida Lopes, José Donizetti dos Santos, Denise Campos Duarte, Vini cius Murta.

CAPA

Periodicidade: Trimestral Tiragem: 18 mil exemplares

Foto: Wander Fernandes

Os anúncios e informações publicadas são de inteira responsabilidade de seus autores. É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta revista, com prévia autorização.

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os gêmeos A

luz ainda estava acesa no quarto, eu tinha colocado os gêmeos para dormir em uma cama de solteiro, pois estávamos na casa da minha mãe. Eles se acomodaram em lados opostos da cama, com os pezinhos se tocando. Com seus três aninhos, Flora tem os cabelo escuros e encaracolados, já tocando os ombros. Anéis castanhos emolduram o rosto cheio do Rufo. A mãe deles, minha filha Raíssa, nunca tinha cortado seus cabelos, e ficou impressionada de ver que os cabelos de Flora cresciam mais rápido do que os do irmão. Estávamos sempre curiosas sobre como a definição deles como menina e menino pareciam aparecer naturalmente, sem que impuséssemos comportamentos. Dávamos bonecas e carrinhos para ambos, brincávamos de casinha com os dois, juntos. Ali, na cama, eles riram um pouco da brincadeira de tocar os pezinhos e, agora, tinham começado a chatear um ao outro. Vim ver porque ainda não tinham dormido e perguntar se queriam que eu contasse uma história, mas logo percebi o motivo da confusão. Flora balançava a cabecinha, inflexível:

Rufo soluçava tanto, que me sentei na cama e o peguei no colo, rindo, com Flora ao meu lado. Pedi que ela o abraçasse, pois ele estava triste e, finalmente, ela cedeu. Os dois se abraçaram, juntos, deitados no mesmo travesseiro. Acariciei suas cabecinhas e logo o sono os dominou. Fiquei olhando-os muito tempo e refletindo sobre os caminhos da vida, que nos levam a tantos lugares. Eu entendia os sentimentos do meu netinho. Não é fácil pensar que as pessoas que amamos terão outras vidas, que poderão um dia viver longe da gente. Ainda mais sendo gêmeos, como eles eram. Partilharam do mesmo útero, se desenvolveram como era possível, se tocando e se enrolando mutuamente, no mesmo ventre, em um balé de espaço mínimo. Mas um dia teriam que se separar, e essa separação já começara no nascimento. A primeira separação que vive um ser humano, para eles, tinha sido dupla: da mãe e um do outro.

- Vou sim, eu vou!... Rufo chorava.

Chorando, com certo desespero, Rufo apelava: - Não Flora, não vai! Você não vai fazer isso! Não vai!

As pessoas vivem de formas diferentes essa dispersão pelo mundo que já vem apontada na Bíblia. A vida pode nos levar a direções inusitadas, determinadas por fatores que ultrapassam nossa vontade, e que muitas vezes nos surpreendem: estudos, empregos, companheiros... Mas a separação será sempre difícil, sempre haverá algo ou alguém que fica e que gostaríamos de levar conosco pela vida afora.

Ela repetia, encantada com a aflição do irmão: - Vou sim! Eu vou!

E levamos.

- O que é que está acontecendo? Perguntei. - Rufo, porque você está chorando?

Essa parcela de afeto e união com o outro, tão profunda no caso dos gêmeos, jamais nos deixará. Ficará dentro da gente, por mais que se transforme e pareça esvanecer-se, diante das urgências da vida. O que é sólido não se desmancha no ar, como quiseram advertir Marx e Engels. Esse afeto que vivemos é o amálgama, o modelo a partir do qual iremos construindo as outras experiências da vida. Por isso mesmo, é tão importante. A nossa relação com o mundo e com os outros, pela vida afora, será determinada pela forma como vivemos esses afetos primordiais, que vivem em nós, para sempre. É como uma língua que aprendemos na infância, que se torna orgânica, parte de nós, e é a partir dela que passamos a nos

Retruquei: - Mas como, assim? Vai aonde? Tá na hora de dormir, não é hora de ir a lugar nenhum!

Ele explicou, mal conseguindo falar, em meio aos soluços: - Vovó, Flora falou que quando crescer vai casar e vai morar em outra casa, longe de mim! E voltou-se para a irmã, chorando: - Você não vai, Flora, não vai... Ela continuava repetindo, fazendo biquinho: - Ah, vou sim! Claro que vou! Eu os olhei, sorrindo, sem saber o que dizer, em um primeiro momento, pois não queria mentir. Depois descobri uma via: - Que é isso, meus amores? Vocês vão estar sempre perto um do outro, a vovó sabe, mesmo quando estiverem longe, viajando, cada um num lugar, vão estar sempre conversando, falando sobre tudo, sempre juntos... - Eu não, vovó! Eu vou morar em outra casa, longe dele!

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expressar, por toda nossa existência.

Guiomar de Grammont Diretora do Instituto de Filosofia da (UFOP) Escritora, Dramaturga, Historiadora, Idealizadora e Organizadora do Fórum das Letras (Ouro Preto)


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O desafio de preparar alunos para o século XXI

P

ara escolas que estão em busca não só de inovação, mas de

mento e da comunidade em seu entorno.

causar um impacto positivo e sustentável na vida de seus alunos e sociedade existem desafios a serem superados como, por ex-

Para que o indivíduo dê conta dessas exigências, faz-se necessário

emplo, o fato de que 85% das profissões a serem exercidas em 2030

o desenvolvimento de competências socioemocionais, aprenden-

ainda nem existem, de acordo com um estudo realizado pela Dell Tech-

do a controlar suas emoções, manter o foco, ser empático, manter

nologies em parceria com o Institute for the Future (IFTF).

relações sociais positivas e, sobretudo, ser ético na tomada de decisões de, entre outros.

Podemos destacar, entre as principais habilidades da educação para o século XXI, o bilinguismo, as competências socioemocionais e o pens-

Para além do modismo, o desenvolvimento dessas habilidades sempre

amento computacional. Estar preparado e preparando os alunos é apo-

foi uma preocupação da educação, porém sempre deixado em segundo

star fortemente numa gestão assertiva que busca a inclusão dessas

plano. É necessário que a inclusão de competências socioemocionais

habilidades em sua grade curricular. Vamos tratar brevemente de cada

na educação seja intencional e não uma fórmula mágica. Acredito que

uma dessas habilidades de forma a compreender como podem ser in-

iniciar o trabalho de forma sistemática é imprescindível até que se torne

corporadas e, assim, causarem a transformação necessária e desejada

um elemento indissociável das demais aulas e projetos da escola.

na educação.

Ensino Bilíngue

Pensamento Computacional A tecnologia está em alta e as novas gerações estão expostas a ela des-

Num mundo interligado e conectado como o que vivemos, conhecer e

de o nascimento, mas, como afirma João Lacerda, presidente da Mind

dominar um novo idioma produz um efeito profundo no cérebro, mel-

Makers, “Inegavelmente, a geração atual é comandada pela tecnologia.

horando as habilidades cognitivas como a percepção, atenção, memória,

Mas não é por ter nascido em uma época com tecnologia abundante que

raciocínio, imaginação e linguagem.

a criança será capaz de controlá-la. É preciso fornecer conhecimento para que, no lugar de um simples usuário, o jovem consiga produzir por

Após uma pesquisa no mundo todo sobre educação bilíngue, a psicólo-

meio dela”. Cabe, portanto, à escola esse papel fundamental de desen-

ga Elizabete Flory, doutora em bilinguismo pelo Instituto de Psicologia

volver com os estudantes um pensamento crítico e, sobretudo, de uso e

da USP, constatou as vantagens cognitivas desse ensino, explicando

domínio responsável e inteligente das tecnologias disponíveis.

que “A primeira é uma certa antecipação da consciência metalinguística – eles se dão conta de que o objeto tem palavras diferentes para repre-

As aulas de pensamento computacional devem extrapolar o domínio

sentá-lo e diferenciam com qual língua falar com cada pessoa” e, outro

dos conceitos matemáticos e de lógica, conduzindo a um pensamento

benefício é uma possível antecipação de pensamento cognitivo em cál-

estratégico de resolução de problemas, trabalho colaborativo e as com-

culos: “Isso está ligado ao desenvolvimento da lógica, pois as crianças

petências socioemocionais, entre tantas outras vantagens.

bilíngues aceleram essa forma de pensar”. Podemos iniciar a transformação da educação em pequenos e rápidos É importante que o trabalho com a segunda língua se inicie ainda na

passos em direção à formação integral desses profissionais do século

Educação Infantil, pois segundo estudos na área de desenvolvimento

XXI focados inicialmente nessas habilidades e atentos ao que o mercado

humano, é na primeira infância que o cérebro está mais receptivo a esse

de trabalho tem exigido de seus profissionais. A escola precisa trans-

tipo de aprendizagem.

por seus muros mais do que nunca. Esse artigo não pretende esgotar

Competências socioemocionais

o assunto sobre possibilidades de vencer desafios atuais, mas de instigá-lo a refletir e buscar soluções que modifiquem a educação atual sem que sua escola fique para trás.

Os profissionais do século XXI deverão ser preparados de forma integral, considerando a formação humana e as possibilidades de relacionamento intra e interpessoal como eixos fundamentais dessa formação. Empresas de vanguarda já exigem de seus candidatos a vagas de emprego, protagonismo em seu próprio desenvolvi-

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por DIR. VIVIANE RAQUEL ROCHA Diretora da Unidade Lagoa Santa


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Filho empreendedor: Dicas para seu filho ser um

S

egundo o dicionário, o empreendedor é aquele que se lança à

explicar o valor das coisas, de maneira simples e prática para que elas

realização de coisas difíceis ou fora do comum; ativo, arrojado,

possam compreender a importância de não gastar com coisas que elas

dinâmico. E, com pequenas dicas, seu filho pode aprender

querem, mas não precisam.

desde cedo a ter noções básicas sobre planejamento financeiro e se tornar bem sucedido no que fizer da vida.

Poupar dinheiro Sempre que seu filho quiser comprar algo, mostre a ele as diferenças

Estimular o empreendedorismo nos filhos pode não ser uma tarefa

entre os preços e o que ele consegue comprar com o dinheiro que tem.

tão simples quanto parece, mas explicar à criança, desde cedo, o

Se o produto que ele quiser for mais caro, explique que economizar é

significado real das coisas e ensiná-la a administrar o próprio dinheiro,

importante e estimule a prática da poupança.

ajudará ela se tornar um adulto mais responsável e consciente. Esses ensinamentos, quando aplicados corretamente à rotina dos

É importante aconselhar os filhos a anotarem todas as compras que

pequenos, ajudam a incentivar as novas gerações a pensarem de

fizerem, com o custo de cada item. Esse hábito é simples mas ajudará

forma empreendedora, e desperta nos pequenos, o gosto pelos

a criança a ter mais controle sobre suas contas e a verificar com quais

negócios. Confira algumas dicas a seguir:

artigos ela gasta mais dinheiro.

Administrar e ganhar o próprio dinheiro

Herança x Educação

As crianças devem aprender a lidar com a parte financeira desde

Não deixe que eles saibam que a herança que você pode deixar será

cedo. Isso inclui descobrir o preço das coisas e saber poupar. Essa

suficiente para deixá-los totalmente tranquilos (e acomodados). A

consciência pode ser adquirida por meio de tarefas simples feitas em

maior herança que os pais podem deixar para os filhos é a educação!

casa, que as permitam ganhar o próprio dinheiro.

Ajude seu filho a aprender sobre dinheiro desde cedo. Aprender a

Errar é humano, e todo mundo pode aprender com os erros É fundamental que as crianças aprendam a tirar algo de bom de todas

empreender e a realizar bons investimentos fará com que ele cresça saudável financeiramente, com os conceitos e atitudes vencedoras, sem ter que depender de sua herança no futuro.

as experiências que têm, mesmo as negativas, e a perceber o que

Seja o exemplo

pode ser feito de maneira diferente da próxima vez.

De nada adiantará ensinar aos pequenos sobre como fazer um bom

O valor das coisas

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Controlando gastos

trabalho de administração de gastos se você costuma estar sempre endividado. Crianças que convivem num ambiente cheio de dívidas

As crianças ainda não possuem discernimento suficiente para

acabam achando isso normal e tendem a reproduzir essa atitude com

distinguir o que é muito ou pouco dinheiro. Por isso, é necessário

sua mesada e também na vida adulta.

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Entenda a pré adolescência: Como agir quando a infância dá lugar a essa fase

É

dos 8 aos 12 anos que acontece o maior desenvolvimento do cérebro de um ser humano. Nessa fase, a chamada préadolescência, o corpo muda numa velocidade assustadora e os

pais deixam de ter uma criança pequena em casa mas que ainda não é um adolescente. Como lidar com tantas mudanças em tão pouco tempo? A fase é de descobertas, de formação das referências e de adquirir

Lidar com essa fase não nada fácil, mas é preciso se atentar e não cometer exageros. O comportamento excessivamente liberal de alguns pais podem colaborar para a antecipação dessa fase. Muitos adultos, sem perceber, acabam deixando o filho sem limites, aceitando, por exemplo, a pressão de crianças de quatro anos para terem celulares, usarem sandálias com pequenos saltos ou permitem que, aos dez, passeiem em shoppings sozinhas com os amigos.

valores que fazem parte do processo de amadurecimento físico e

Sexo e drogas não podem ser tabus, assim como o bullying que

emocional tão importantes para a formação do adulto.

causa muito sofrimento pra quem sofre com ele e é uma prática intolerável. No caso das meninas, a sexualidade pode e deve ser

Lidar com uma nova imagem pessoal e com tantas mudanças significa

abordada com naturalidade quando ocorrer a menstruação. Tudo sem

entender e absorver o ganho de peso e altura, a redistribuição da

exageros. Mas é fundamental elas entenderem as mudanças no corpo

massa corporal, alterações na voz, mudanças hormonais, a primeira

para evitar conflitos. O mesmo com os meninos quando a voz começa

menstruação para as meninas, e o início do interesse natural pela vida

a mudar, ou quando eles começam a entender melhor o que é sexo.

sexual. No lado psicológico, inicia-se um processo de desligamento da infância

É preciso buscar o equilíbrio. Conversar bastante para explicar, com

e da conquista da autonomia, o que inclui assumir suas próprias

propriedade, que existe hora certa para tudo acontecer, já que impedir

decisões e arcar com as consequências, o que é algo totalmente novo

só gera revolta e desentendimentos desnecessários.

para quem acabou de sair da infância e não tinha capacidade de ter discernimentos sobre determinados assuntos.

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Crianças pequenas são as maiores vítimas de envenenamento doméstico

C

rianças sempre exigem cuidados constantes, e, enquanto estão por mais tempo em casa, como nas férias ou longos recessos escolares, o cuidado deve ser redobrado. Um levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde apontou que as maiores vítimas por envenenamento e intoxicação decorrente de produtos de limpeza, como detergentes, inseticidas e alvejantes, ou até medicamentos, são crianças entre 1 e 4 anos de idade. A ingestão acidental acontece, na maioria das vezes, devido ao fácil acesso, como armários baixos ou destrancados, superfícies acessíveis e até mesmo o reaproveitamento de embalagens de bebidas e alimentos, cujos rótulos ainda chamam a atenção dos pequenos, para a conservação de produtos químicos ou de limpeza. Também é preciso ter cuidado e atenção para que baldes cheios não sejam esquecidos a fim de evitar não só um possível envenenamento por algum produto diluído na água, mas também o afogamento. Muitos acidentes podem ser evitados se a atenção dos pais ou responsáveis estiverem voltadas exclusivamente para as crianças, mas com as tarefas do dia-a-dia nem sempre isso é possível. Logo, por medidas de segurança, é válido investir em produtos com tampas de segurança que impedem ou dificultem que as embalagens sejam abertas pelas crianças. Em caso de envenenamento e intoxicação, a primeira medida a ser tomada é ligar para a equipe de resgate e manter a vítima deitada de lado. Não se deve oferecer líquidos ou tentar provocar vômito para que o produto não cause ainda mais prejuízos ao organismo já debilitado.

Confira algumas recomendações para evitar acidentes por envenenamento, intoxicação ou por exposição às substâncias químicas e nocivas à saúde: - Mantenha caixas, vidros ou cartelas de medicamentos em armários e prateleiras no alto, fora do alcance de crianças; - Não reutilize embalagens de refrigerantes, sucos ou doces para armazenar produtos químicos ou de limpeza. As embalagens podem atrair e confundir até mesmo adolescentes e adultos; - Mantenha medicamentos e produtos de limpeza em suas caixas ou embalagens originais, ou com etiquetas para fácil identificação, em locais altos e arejados; - Descarte alimentos, medicamentos e outros produtos que estejam fora do prazo de validade; - No caso de acidentes pela ingestão acidental desses produtos, acione imediatamente a equipe de resgate médico pelo telefone 193; - Enquanto aguarda o resgate, mantenha a vítima calma e deitada de lado e em local arejado, evitando assim que ela se machuque em caso de desmaio ou engasgue ao vomitar; - Não ofereça qualquer tipo de líquido e não peça para que a vítima provoque vômito.

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valorização da vida V

iver nos permite entender que errar, acertar e continuar

que é realmente significativo em nossa existência. Não precisamos

aprendendo é o processo que nos leva ao progresso.

estar ao lado do outro para dizer eu te amo, não precisamos

Muitas vezes, a dor nos chega como um alerta e na maioria

arrepender para pedir desculpas e não precisamos morrer para

das vezes a transformamos em sofrimento. Todas as nossas aflições

querer viver.

tem o porquê guardado dentro do nosso íntimo e precisamos de ajuda para conseguir encontrar o melhor caminho a seguir.

A melhor opção é viver “o aqui e agora”, valorizar o que somos, com aquilo que temos, fazendo sempre o melhor para a nossa

Se não tivermos atentos a isso, vamos acumulando angústias e

vida. Uma boa terapia é servir ao próximo, dessa forma, desperta

mágoas, que nos levam ao sofrimento, sem sinalizar tamanha

a esperança em nossos corações e diminui nossas aflições.

carência íntima até chegar à depressão.

Seguir adiante e não desistir nunca, isso se chama perseverança. Enfrentar a dor, se traduz em coragem. Reconhecer o sofrimento e

Estamos vivendo uma epidemia silenciosa de depressão a nível

pedir ajuda, é algo importante e também um ato de humildade. Os

global, precisamos de ajuda e devemos ajudar também. Podemos

valores da vida estão na simplicidade do viver!

começar aprendendo a falar dos nossos desequilíbrios antes que eles se transformem em uma tempestade emocional ou até mesmo psicológica e/ou psíquica.

Juntos somos melhores que sós!

Muitos dos nossos “problemas” deveriam ser avaliados como oportunidades, pois muitas vezes são eles que nos despertam para as verdades e responsabilidades. Uma dor de cabeça pode sinalizar a falta de ingestão de líquido, por exemplo. A rebeldia pode sinalizar a carência afetiva, portanto, devemos estar atentos a alguns comportamentos, que são verdadeiros “sintomas” que algo na nossa vida está indo por um caminho “errado”. Nossa atenção em relação ao outro, pode salvar vidas, não devemos ignorar um pedido de ajuda e incentivar as pessoas a

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar sobre suas angústias ou sofrimento, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.

Ligue – 188 www.cvv.org.br

buscar ajuda de um profissional. Vamos observar essa história: Um pai preocupado com a felicidade do seu filho o pergunta: - Filho o que o papai pode fazer para você ser feliz? O filho de seis anos responde: - Papai, eu não preciso de mais nada, eu já tenho de tudo. Naquele momento, o pai que estava preocupado com tantos problemas materiais, aprendeu que o amor e atenção dedicados ao seu filho, permitiram que ele estivesse em paz e feliz. Essa e muitas outas histórias nos ensina que os valores da vida estão relacionados com o que fazemos no momento presente e não com o que temos ou desejamos para o futuro. Estejamos atentos ao

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Vinicius Murta Pai, Palestrante, YouTuber do canal Aventuras com o Papai. Idealizador dos projetos: Famili@ Conexão social.

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O que as plantas ensinam ao seu filho? Conheça algumas dicas de plantas para sua criança cultivar em pequenos espaços

Q

ideia super bacana e que trará vários benefícios no desenvolvimento

Antes mesmo de colocar sua nova planta na terra, é preciso se atentar

das crianças. A atividade pode proporcionar mais tempo com os filhos

a detalhes como o tamanho do vaso, que deve ser proporcional ao

e significar um contato único com a natureza, além de ser uma forma

tamanho da planta, e aos furinhos no vaso, que servem pra água não

eficaz para aliviar o estresse da rotina cansativa.

ficar acumulada. Outra dica é colocar uma primeira camada de argila,

uer propiciar alguns momentos divertidos em família e estimular uma alimentação mais saudável nos pequenos? Cuidar de plantas ou fazer uma pequena horta caseira é uma

O ideal é deixá-las perto de janelas e ambientes mais arejados.

Preparando o vaso e a terra

seguida por uma manta de bidim (pode ser substituída por um pano em E isso não é algo difícil de se fazer e manter, mesmo pra quem mora em

desuso). Ela tem a função de drenar, para que os nutrientes não sejam

casa ou apartamento pequeno. Otimizar espaços para deixar o ambiente

perdidos junto com a água.

funcional também traz harmonia e praticidade para o dia-a-dia. A terra deve ser preparada de forma especial. Serão necessários

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Algumas plantas são sensíveis e requerem cuidados especiais pra

apenas 3 itens: areia, terra e composto orgânico. Basta fazer uma

crescerem, e, por esse motivo, antes de começar com este projeto é

mistura com a mesma porção dos três itens ou comprar um pacote

preciso avaliar as condições do ambiente, do espaço e da iluminação.

pronto em casas de jardinagens ou em supermercados.

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É importante se atentar aos sinais que a planta dá durante seu desenvolvimento: se estiver com folhas amareladas, murchas ou caindo, podem ser indicativos de falta de água ou falta de espaço para crescer.

Regando as plantas A água é um dos fatores mais decisivos para a vida das plantas, portanto regar da forma correta vai te ajudar a mantê-las por mais tempo. Se atente ao aspecto da terra evitando deixala seca ou encharcada demais, tudo em excesso é prejudicial para qualquer ser vivo. O ideal é regar a planta uma vez ao dia, mas é importante pesquisar sobre a sua espécie para saber se ela exige pouca ou muita água.

Criando uma pequena horta caseira Uma ótima opção é cultivar uma pequena horta na área ou na cozinha do seu apartamento. Além de fazer bem à saúde por acrescentar alimentos orgânicos e livres de agrotóxicos à sua mesa, as hortaliças, ervas e temperos podem te ajudar a economizar em mercados e feiras. Envolver as crianças nessas atividades pode tornar o consumo desses alimentos muito mais prazeroso. As melhores e mais fáceis opções para plantar são alecrim, manjericão, hortelã, pimenta,

coentro, cebolinha, cenoura, espinafre, salsinha, alface, tomate e orégano. Você pode começar plantando uma muda ou uma semente: a primeira opção permite a colheita mais rápida, enquanto a segunda demora, pelo menos, sete dias para passar pelo processo de germinação. No caso das crianças, é bem interessante que ela presencie o processo desde o início. Além da paciência que ela irá dedicar ao crescimento, haverá a aprendizagem sobre o início daquele ciclo de vida. O tempo de colheita varia de planta para planta e pode ser influenciado por vários fatores como época do ano, qualidade do solo, irrigação etc. Pacotes de semente geralmente indicam a previsão de colheita na embalagem. Então, mãos à obra… Ou melhor, na terra!

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Vamos nos refrescar? O

s bebês e as crianças aguentam o calor com mais dificuldade. São muito mais sensíveis às temperaturas extremas. Isso porque o seu sistema termorregulador interno ainda não está completamente maduro. Sua temperatura corporal sobe até cinco vezes mais rápido do que a de um adulto. Por isso, os pais têm que ajudá-los a sobreviver nas altas temperaturas e, sobretudo vigiar sua hidratação.

Nesse calor vamos ajuda lós a se refrescar de forma saudável ,deliciosa e fácil de fazer.

PICOLÉ CREMOSO DE MORANGO

Bata no liquidificador 1 pote de iogurte integral + pedaços de morango. Com a mistura em potinhos próprios para picolé ou até mesmo forma de gelo mais funda, espete um palito de sorvete e leve ao freezer.Rende uns 4 picolés

PICOLÉ DE LIMÃO E COCO

3 xícaras de leite de coco (pode ser de vidrinho, mas dê preferência ao caseiro!), 5 colheres de sopa de mel, 1/2 xícara de suco de limão. Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata por mais ou menos 5 minutos. Despeje nas forminhas e congele!

PICOLÉ DE CHOCOLATE SURPRESA

Bata no liquidificador 1/2 litro de leite (o consumido pela criança) com 2 bananas (nanica ou prata) picadas e parcialmente congeladas (deixe uns 30 minutos no freezer) e 3 colheres de sopa de cacau em pó (você pode usar achocolatado também, mas o cacau em pó é mais saudável). Coloque nas forminhas de picolé, espete o palito e leve ao freezer.

PICOLÉ DE ESPINAFRE E FRUTAS 1 xícara de manga picada, 1 xícara de pêssego descascado e picado, 2 bananas fatiadas, 2 xícaras de espinafre .1 xícara de água de coco ou suco de laranja. Bata bem no liquidificador, coloque nas forminhas e voilà. O sabor fica leve e a criança nem perceberá que por trás do sorvete delícia tem um verdinho vitaminado.

PICOLÉ DE LEITE MATERNO

É muito simples fazer o picolé de leite materno: é só tirar o leite, colocar em uma forminha própria para picolés, deixar gelar e dar para o bebê. Se você não tiver forminhas próprias, utilize uma forminha de gelo comum e coloque palitos de sorvete. A atenção deve ser especial na hora de tirar o leite para que não ocorra contaminação. Antes de fazer o procedimento, lave muito bem as mãos. Certifique-se que as forminhas também estão esterilizadas.

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Higiene infantil:

A educação começa desde cedo

N

ão há uma idade certa para que as crianças comecem a

problemas bucais que deverão ser tratadas com um dentista, e é

participar ativamente dos cuidados com a própria higiene.

difícil que as crianças gostem desse “passeio”. Nos primeiros dias,

Além da capacidade para compreender as etapas de cada

o ideal é fazer uma inspeção para garantir que a criança fez tudo

tarefa, os pequenos precisam ter estrutura física que comporte os

certo, depois, deixe que ela faça sozinha enquanto supervisiona.

movimentos e o devido equilíbrio para desempenhá-las, o que

Com o tempo ela entenderá que poderá fazer totalmente sozinho

acontece por volta dos quatro anos de idade.

e bem feito.

A criança precisa ser capaz de compreender a importância dos

Lavar as mãos

hábitos de higiene, assim como avaliar as consequências de suas

Até os quatro anos, os pais devem levar a criança para lavar as

escolhas. A partir dos seis anos, a criança já tem capacidade

mãos antes das refeições, depois de usar o banheiro e quando

de compreensão que permite que lhe seja atribuída uma maior

chegam da rua. Depois dessa idade, podem apenas reforçar o

responsabilidade e autonomia.

recado, mas deixando que o façam. Lembre-se de ensinar cada passo - água, sabão, enxágua e enxuga. As crianças devem saber

Depois de aprender algo, a tendência é que as crianças queiram

que na rua há germes que podem causar mal a saúde, e a melhor

fazer tudo sozinhas, pois ficam satisfeitas com o próprio progresso,

forma de evitar algumas doenças é lavando a mão com sabão.

dessa forma, ser responsável pela própria higiene é um passo importante na vida da criança para a conquista da independência,

Pentear os cabelos

mesmo que seja algo que não aconteça da noite para o dia.

Para os meninos, essa tarefa é mais fácil. Já para as meninas, o

Os pais devem criar hábitos como sempre lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes após cada refeição e antes de dormir, usar o fio dental, tomar banho e pentear os cabelos. Com o tempo, eles vão se acostumar a essas atividades e vão fazê-las sem pensar. Pode parecer chato fazer tudo igual, todos os dias e quase sempre no mesmo horário, mas essa rotina faz bem para o desenvolvimento das crianças.

cuidado deve ser maior até os oito anos de idade, principalmente para lavá-los e penteá-los. O importante é ensinar desde cedo a pentear o cabelo ao acordar e depois do banho. Manter o cabelo limpo e penteado evita coceiras, caspas e o temido piolho.

Tomar banho

Veja a seguir o que a

É preciso que a criança tenha uma hora marcada para tomar o

criança deve aprender sobre higiene pessoal:

banho e ter seus próprios utensílios, como sabonetes, xampu,

Escovar os dentes

condicionador e toalhas, que devem estar sempre ao alcance quando estão aprendendo a tomar banho sozinhas. Os pais devem

Os pais devem explicar a maneira correta de fazê-lo, como

mostrar a maneira certa de lavar as partes íntimas, os pés e todo o

escovar a língua e como usar o fio dental. É importante explicar

corpo. Elas precisam de auxílio até uns seis anos, quando podem

que a falta da escovação faz com que apareçam cáries e outros

exercer essa atividade totalmente sozinhas.

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Pais, fiquem atentos, a perversidade infantil existe! P

equenas maldades e mentiras são absolutamente comuns na infância. De 100%, cerca de 97% têm comportamento normal e,ao amadurecer, saberão diferenciar o certo do errado e desenvolverão a empatia. Mas e os 3% que faltam? Serão obrigatoriamente personalidades antissociais na vida adulta, seres sem empatia? Os especialistas são taxativos ao afirmar que não se cura transtorno de conduta. Ele será no máximo, amenizado se tratado a tempo e houver sempre algum tipo de vigilância. Na maior parte dos casos, porém, isso não acontece. E o resultado de ninguém ter notado esses sinais durante a infância aparece de forma trágica.

“ Essa criança poderá ser um político corrupto, um fraudador, até um torturador físico ou emocional, chegando a um assassino em série”, dizem especialistas da área. Um obstáculo para o tratamento de crianças com sinais de transtorno de conduta é o próprio tabu da maldade infantil. O senso comum afirma que as crianças são inocentes. Aos pais que tentam conter uma perversidade excessiva de seus filhos resta lembrar que ninguém vai conseguir ensiná-los a amar. O que se pode fazer é moldá-los de tal forma que tenham medo de desrespeitar as regras da convivência em sociedade.

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Indícios de perversidade Infantil - Mentiras cada vez mais elaboradas; - Tentativas de manipulação pela via emocional ou por chantagens; - Roubos; - Maldade sistemáticas com irmãos e amigos, sem sinais de culpa ou arrependimento; - Gosto por experiência mórbidas com animais; - Nenhuma tolerância a frustração; - Explosão ao ser contrariado; - Mania de culpar os outros por seus erros; - Egocentrismo exacerbado; - Pouca ou nenhuma mostra de solidariedade; - Dificuldade em manter amizades reais; - Arrogância extrema até com os pais; - Demonstração de prazer ao ferir ou humilhar o próximo; - Atos de vandalismo.


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Dificuldades escolares e de aprendizagem: Como a avaliação neuropsicológica pode ajudar

H

oje em dia é muito comum ouvirmos a respeito de problemas

ou da escola, problemas físicos como audição, visão, ou mesmo mais

de aprendizagem. Cada dia mais aumenta o número de

de um destes associados.

crianças que necessitam de um olhar mais cauteloso em

relação a sua vida escolar. Nem sempre é fácil para os professores,

É preciso tomar cuidado para que um problema não acarrete outro

pais e responsáveis compreenderem porque a criança não

gerando um efeito "bola de neve". A criança não consegue

consegue se concentrar, porque suas notas estão baixas ou até

aprender e começa a ser excessivamente cobrada e isto compromete

mesmo porque ela não consegue acompanhar sua turma. Diante de

sua autoconfiança, abaixa sua autoestima e pode aumentar a

tantas dúvidas há uma avaliação que pode contribuir muito para a

desmotivação. O estresse pode facilmente se instalar neste contexto

compreensão do que está acontecendo que é a neuropsicológica.

e um problema que poderia ser resolvido com intervenção adequada

Trata-se de uma avaliação abrangente que só pode ser feita por

transforma-se em vários problemas gerando necessidade de

um psicólogo especialista e inclui dados coletados a partir de

intervenções de áreas diferentes.

testes psicológicos e neuropsicológicos associados a observação clínica. Avalia-se os domínios cognitivos, como a inteligência (QI),

Dentre os vários motivos existentes citados e não citados, a avaliação

desempenho escolar, a velocidade que a criança precisa para realizar

neuropsicológica auxiliará na forma de compreender e de ajudar essa

as tarefas, a atenção, memória, personalidade, dentre outros.

criança a encontrar meios que facilite seu aprendizado independente do diagnóstico. O mais importante não é saber se a criança tem uma

A avaliação neuropsicológica possibilita aos profissionais que

patologia, mas compreender como ela funciona e qual caminho se

acompanham a criança, maior clareza em relação a melhor intervenção

mostra mais eficiente com ela que é única e cheia de potencial. Não

a ser aplicada. O exame gera indicações para escola, família,

existe criança que não aprenda nem que não evolua. Com estímulos

psicopedagogo, neuropediatra e\ou outros que forem necessários.

certos podemos melhorar o desenvolvimento e o foco deve ser na

É importante salientar que os resultados revelam o momento atual

potencialidade da criança. Seu esforço deve ser mais valorizado que

da criança pois não existem padrões fixos já que o ser humano

o resultado. O bem estar, a motivação e a autoestima da criança

está passível de mudanças e cada um é um processo dinâmico em

devem ser priorizadas pois outras questões fluirão melhor se não

andamento. A escola, os responsáveis e profissionais  devem agir

perdemos de vista o cuidado com o mundo

conjuntamente para obterem maior eficácia.

interno da criança.

O baixo rendimento escolar de uma criança pode ser resultado de diversos fatores: falta de motivação (que é o primeiro passo do processo de aprender), dispersão, agitação excessiva (causada por TDAH ou não), dislexia, questões emocionais, falta de adaptação à

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Silvana da Silva Souza CRP 04/51911

Psicóloga do Cesepsi com experiência em atendimento clinico infantil e avaliação neuropsicológica.

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PORTA VOZ DA EDUCAÇÃO! TRANSFORMANDO A HUMANIDADE ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO

É

LIÇÕES PARA A VIDA E PELA VIDA

impressionante como as crianças nos surpreendem dia a dia!

passariam de geração em geração. São momentos, que destroem

Quando aprendem sobre algum tema e o internalizam de fato,

ricos aprendizados.

transferem o que aprenderam com maestria. Sigamos bons exemplos!

É na Escola desde a Educação Infantil, que as lições de Cidadania começam a ser aprendidas e aplicadas.

E quem sabe, num futuro próximo, nós brasileiros, consigamos passar por crises de combustível utilizando bicicletas, sem ter que

Brincando de velotrol no pátio da Escola por exemplo, se familiarizam

correr para as filas nos postos, pagando mais caro. Afinal, o que os

com as placas de trânsito e ficam atentas para respeitá-las. Espe-

moradores de Amsterdã têm de diferente de nós? Bicicletas foram

ram a vez do outro, andam devagar para não “trombar”, tem atenção

a solução e nós também as temos no Brasil. Ainda faltam ciclovias,

para não esbarrar nos colegas que atravessam na faixa de pedestres,

semáforos para ciclistas, que param nos cruzamentos respeitando

demonstrando cuidado com o outro e a consigo mesma.

a vez dos motoristas dos poucos veículos que circulam pelas vias, porque sair de casa com veículos é fora de moda, é falta de consciên-

Aprendem que o semáforo deve ser respeitado porque os acidentes

cia ecológica.

de trânsito muitas vezes acontecem devido a desatenção aos mesmos. Elas aprendem sim!

Temos muito em que pensar...

Aprendem inclusive que devem andar nos carros, no banco de trás,

Que não seja apenas na semana do Trânsito, em 25 de setembro.

na cadeira própria para a sua segurança, e que, jamais o motorista deve usar o celular quando estiver ao volante, no trânsito.

As lições estão aí, a olhos vistos.

Dirigir acima da velocidade permitida?

Podemos mudar o nosso país se pensarmos nas crianças, no presente e no futuro próximo.

Fila dupla na porta da Escola? É possível! Xingamentos no trânsito? Afinal: Jamais! “O maior de todos os erros é não fazer nada por achar que se faz pouco.” Crianças aprendem que é preciso respeitar as leis de trânsito, primando por valores tão importantes, como a Ética.

COMECE DANDO BONS EXEMPLOS!

Mas... Infelizmente, os exemplos que assistem contradizem o que aprendem. Pais, Mães, padrinhos, avós e afins são heróis. E o que era verdade absoluta, conhecimento adquirido, se perde quando a permissivi-

Denise Campos Duarte Diretora Pedagógica Sócia Proprietária do Centro Educacional Iza Rizzotti

dade, a pressa, o mau humor etc, destroem lições que certamente

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bullying:

os motivos vêm de fora, os recursos vêm de dentro

O

começo do ano letivo para os pais , filhos e educadores é sempre uma época de sonhos, planos e também preocupações.

Pensando no bullying, uma provocação: Somente as ofensas originadas dos colegas de escola são consideradas como bullying ou vale também para as provocações vindas dos irmãos, pais, parentes e amigos? Temos a mesma indignação quando o bullying acontece dentro das nossas casas? Tomamos as atitudes que cobramos que a escola tome?

Bullying nas escolas, problemas da escola? Seria o Bullying nas escolas, problema somente da escola? Certamente não, mas o que se vê frequentemente a cada reportagem é o ato de educar ser delegado à escola. Como consequência, a família é poupada da sua responsabilidade. É de senso comum que essa prática é aprendida. Quase sempre se retrata na rua o que é vivenciado em casa. Maus tratos, falta de limites, de valores como respeito, solidariedade, necessidade de subjugar o outro para se valorizar, convivência diária em ambiente de intolerância às diversidades, ao diferente. A família sempre será a referência para os filhos. A família é permanente, a escola é “passageira, transitória”. Escolas podem ser inúmeras; a família é única.

A minha preocupação é: Da forma como estamos defendendo as vítimas do bullying nas escolas, não estamos também reforçando ainda mais a vulnerabilidade delas? Por mais que, como pais, desejemos proteger nossos filhos, todos nós estamos no mundo, rodeados por pessoas e situações. Então, já que estamos expostos a todos os motivos daí de fora, o melhor é ter recursos dentro de nós, para podermos resolver nossos problemas de um jeito melhor para nós mesmos e também para os outros. Acredito que, além de focarmos na reeducação dos agressores, devemos principalmente fortalecer as habilidades dos agredidos, para que possam desenvolver recursos próprios de resolução de seus problemas de forma mais eficaz.

Pare e pense As “brincadeiras de mau gosto”, atualmente batizadas de bullying, sempre existiram. Qualquer “diferença” entre os garotos e garotas quase sempre foi motivo de provocação: usar óculos, ser gordinha ou ser

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muito magrinha, ser muito alto ou ser baixinho, não ter tanto dinheiro ou dinheiro nenhum, uma menina ser menos cor de rosa ou um menino menos azul e tantas outras coisas, coisinhas e “coisonas”. O porquê de essas “diferenças” fazerem tanta diferença para as pessoas merece, sim, ser questionado.

O outro lado da história: Por que meninos e meninas com “diferenças semelhantes” reagem de forma distinta diante de uma mesma “brincadeira de mau gosto”, quando provocados? O que faz um garoto, que é baixinho, achar graça quando os meninos implicam com ele, e o outro menino, também baixinho, brigar com todos eles?

Por que as pessoas reagem de forma diferente diante de uma mesma situação? Não estaria aí o ponto central que deveríamos atuar? Precisamos avaliar o quanto estamos sendo vulneráveis para delegarmos aos outros o poder de determinarem o nosso próprio valor. Afinal, viramos heróis, quando somos elogiados e nos tornamos insignificantes, quando somos criticados. Assim como existem alguns perfis de agressores, também existem perfis de vítimas, que são caracterizadas pela insegurança, timidez e passividade. Alvos perfeitos para o bullying, independentemente do lugar que estejam, escolas, praças, clubes, residências, etc.

Uma coisa é certa! Vivemos hoje, em tempos de conflitos éticos. Mais do que nunca, como pais e educadores, temos o compromisso de ser para as novas gerações, exemplo vivo de referência e defesa dos valores humanos. A hora não é de procurar culpados e, sim, soluções. Este momento é de urgência! Precisamos unir nossas forças, família e escola, falando a mesma língua num ato de cuidado aos nossos filhos e alunos.

Cida Lopes Psicóloga, Sexóloga, Educadora Sexual Autora de livros sobre a Sexualidade Humana


PORTA VOZ DA EDUCAÇÃO! TRANSFORMANDO A HUMANIDADE ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO

SOBRE O RESGATE DA ELEGÂNCIA NAS RELAÇÕES Parece-me que o termo elegância está um tanto em desuso nos variados contextos da sociedade e, aqui, quero destacar para a importância de resgatar o valor do referido termo, nos diversos contextos em que vivemos. Muita gente parece considerar que ser elegante está relacionado, simplesmente, ao vestuário ou à aparência. Creio que todos nós conhecemos pessoas que se apresentam impecavelmente vestidas e, no entanto, comportam-se de forma minimamente elegante. Algumas vezes, como se diz na linguagem popular, comportam-se com uma enorme “falta de educação”. A verdadeira elegância mostra-se, cotidianamente, em pessoas que desenvolvem a arte de escutar seu interlocutor e, ao falar, o fazem de modo suave e respeitoso. Mostra-se naquelas que cultivam hábitos saudáveis em suas relações, tais como saber agradecer e apresentar-se com otimismo e compaixão - no sentido do cuidado e preocupação com os sentimentos e sofrimentos dos outros. Elegantes são pessoas empáticas, capazes de colocar-se no lugar e na situação dos outros, buscando compreender o que e como eles estão vivendo. Pessoas empáticas esforçam-se para se livrar de ideias preconcebidas e julgamentos a respeito dos outros, desenvolvendo mente de principiante - mente que está disposta e aberta para ver tudo e todas as pessoas com quem nos relacionamos como se fosse a primeira vez - sem julgamentos. Ver as coisas e pessoas como são de verdade, sem passar pela distorção de nossas lentes e planos, segundo conceitos de Jon Kabat-Zin. Apesar de todas as semelhanças, segundo o austríaco Martin Buber, cada situação da vida tem, tal como uma criança recém-nascida, um novo rosto, que nunca foi visto antes e nunca será visto novamente. A verdadeira elegância transcende, conforme já mencionei antes, aparências efêmeras. Ela nasce e cresce se cuidada na alma e expressada nos gestos, nas palavras e nas posturas assumidas frente a si e às pessoas com quem se relaciona. Tenho visto filhos tratando os pais como se fossem “ninguém”. Tenho ouvido pais referirem-se aos filhos

com tremenda descrença em seu potencial. Professores desconectados de sua verdadeira missão de educar, acomodados na “arte” de transmitir conteúdos “enferrujados” pelo tempo e sem nenhuma relação com o diaa-dia dos estudantes. Estudantes acomodados, preguiçosos e dependentes de jogos eletrônicos e redes sociais, imaturos que são quanto ao uso de tais meios.

Torna-se urgente resgatar o sentido e o valor das práticas de comportamentos e atitudes elegantes em nosso cotidiano, já que pessoas elegantes possuem a alma inquieta e não se conformam com a mediocridade, estando sempre em busca de algo mais que possa aperfeiçoar sua performance como seres humanos. Isso significa melhorar a si mesmo nas diversas dimensões de sua humanidade: intelectual, física, mental e espiritual. É o Cuidado de si. Mas não só! Pessoas elegantes sentem-se comprometidas com a melhora da performance das pessoas com quem convivem diariamente. É o Cuidado com o outro. Mas, não só! Pessoas elegantes desenvolvem espírito de solidariedade, convictas de que somos todos filhas e filhos do mesmo Pai e, por isso, irmãos na fraternidade humana do mundo, fazendo-nos “crer numa humanidade que trata humanamente seus semelhantes, como disse Leonardo Boff. É o Cuidado no mundo! Acredito que o resgate do valor de práticas elegantes nas relações interpessoais e nas relações em geral é um dos maiores desafios tanto para a educação realizada no âmbito familiar, como, principalmente, no âmbito escolar, em todos os segmentos de ensino! Desafio que urge ser assumido pelos responsáveis pela educação, os pais e nós, educadoras e educadores!

José Donizetti dos Santos Diretor do Colégio Maria Clara Machado Filósofo, Educador e Coach Educacional, Master Practitioner em PNL e Especialista em Neurociências Aplicadas à Educação

Por uma educação do cuidado: de si, dos outros, do mundo e da vida. Colégio Maria Clara Machado Avenida Raja Gabáglia, 589 Belo Horizonte/MG (31) 2551-3648 / 2551-3649 revistaplanetakids.com.br

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COMO CRIAR UM FILHO IRRESPONSÁVEL

Q

uando o assunto se refere a criação que os pais dão para

É importante salientar que ser responsável não é o mesmo que ser

seus filhos, as coisas podem ser bem delicadas. Quando

obediente ou dócil. Algumas crianças aparentam ser responsáveis

se cria mal, de forma que a criança passa por algumas

e normalmente fazem o que lhes é dito, entretanto, na falta de

necessidades ou é negligenciada a ponto de se sentir inferiorizada e

vigilância de pais, responsáveis ou educadores, mudam rapidamente

sem valor, ela terá problemas quando chegar na fase adulta devido

de comportamento. Nestes casos, fica bem evidente que a criança

ao trauma que passou durante o momento em que deveria ter apoio.

é motivada a agir de acordo com suas conveniências, com a ideia

Mas, por outro lado, quando a criança é criada de forma que suas

de conseguir um prêmio ou evitar um castigo. Sendo assim, ser

necessidades e seus “caprichos” são prontamente atendidos, ela

responsável implica que a criança seja capaz de valorizar a situação

pode crescer acreditando que todos devem atendê-la sempre que

na qual se encontra tendo em conta tanto suas próprias necessidades

quiser, se tornando uma pessoa mimada, egoísta e dependente dos

e desejos como as exigências de seus pais e professores, e que

outros em todos os âmbitos da vida.

também seja capaz de tomar uma decisão por conta própria e agir corretamente.

De forma geral, podemos dizer que uma pessoa é responsável

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quando é capaz de tomar decisões eficientes por si próprio e com

Para que isto ocorra, é importante proporcionar à criança um ambiente

plena noção das consequências de seus atos e escolhas.

no qual lhe é oferecida opções para que possa escolher, lhe mostrar

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as consequências dessa escolha, assim como ensinar e proporcionar todos os recursos necessários para que ela escolha bem. Sendo assim, não há responsabilidade sem que haja liberdade. Os pais não devem limitar-se a dizer a seus filhos o que têm que fazer,

Por mais que doa no coração, a aprendizagem necessita de um componente de esforço pessoal aliado a um “sofrimento produtivo”, que é aquele que envolve a dedicação, a disciplina, a tolerância à frustração e por que não dizer a dor? Pessoas das quais não são cobradas responsabilidades jamais serão responsáveis.

mas ajudar-lhes a tomar suas próprias decisões colocando-lhes frente a suas responsabilidades.

Quer saber se você está tomando decisões que farão seu filho ser irresponsável? Confira abaixo algumas atitudes que podem estragar

Se a criança quer um brinquedo, um passeio, ou qualquer coisa que possa ser considerada um “prêmio”, antes de mais nada, deve fazer por merecer. Apenas ser filho, neto ou sobrinho não é motivo suficiente. Aquele argumento frequente dos pais de que “meu filho vai ter o que eu não tive” não é válido nesse caso e nem reforça o conceito de despertar responsabilidade nos pequenos. Para ter, deve-se antes merecer.

o futuro da criança: - Dê tudo o que seu filho quiser, quando quiser; - Quando ele disser nomes feios, ache graça; - Apanhe tudo o que ele deixar jogado (roupas, livros, comida), arrume todas as bagunças que ele fizer; - Dê todo dinheiro que ele quiser, nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro a fim de evitar que ele aprenda a dar valor ao trabalho;

Ao fazer esse tipo de ação, de satisfazer os desejos dos filhos

- Satisfaça todos os seus desejos supérfluos de comida, bebida e

sem que haja mérito para tal, os pequenos aprendem que eles, de

conforto;

uma forma ou de outra, não precisar fazer nada para conseguir o

- Tome o partido dele contra os vizinhos, professores mesmo quando

que querem. Assim, ao crescerem, podem acreditar que o mundo

ele estiver errado;

terá obrigação de servi-los, ou se sentirem no direito de terem seus

- Não o oriente com relação as amizades ou relacionamentos, mesmo

desejos sempre satisfeitos pelos outros, gerando para si uma série

que parecem ser pessoas ruins ou oportunistas;

de relacionamentos dependentes, conflituosos e cheios de jogo de interesses, do contrário ficarão frustrados ou até violentos por terem sido contrariados, ou por simplesmente não saberem lidar com o não.

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Masturbação Infantil:

É normal? A

dificuldade do adulto em lidar com a masturbação infantil

A masturbação infantil é um comportamento normal, mas devemos

ou atos de interesse nos próprios genitais ou nos das

ter o cuidado de explicar que ela faz parte da intimidade e que não

outras crianças está marcada pela carga cultural que

deve ser algo a se fazer de forma exposta, e sim sozinho, além de

envolve a sexualidade.

orientar que nenhuma outra pessoa pode tocar seu corpinho. Também é importante falar que não se deve mexer nas partes íntimas com as

Enquanto o adulto liga o prazer proporcionado pela masturbação

mãos sujas, nem introduzir objetos que possam machucar a região.

ou pelo sexo a algo voltado à necessidade física, para a criança, é apenas uma (de várias) experiência sensorial. Ao explorar o corpo,

O que devemos observar é a intensidade e a frequência com que

ela descobriu que é gostoso, e vai repetir pela experiência ter sido

ocorre, pois tudo que é demais não é saudável. A masturbação pode

prazerosa, quase como comer um pedaço de chocolate.

ocorrer com mais frequência nas crianças quando elas estão mais ansiosas, tristes, sonolentas ou tensas, por proporcionar, além de

No passado, Freud revelou suas descobertas sobre a sexualidade

prazer, um alívio das tensões, mas também é válido chamar a atenção

infantil e quebrou paradigmas sobre a “pureza” das crianças. Para o

delas, sem briga, para outro brinquedo ou brincadeira, fazendo com

psicanalista, a sexualidade dos pequenos se divide em cinco fases e

que elas se distraiam.

tem suas próprias características: A masturbação só se torna um problema quando a criança se isola

Fase oral (de 0 a 1 ano): a boca é a região de prazer, por isso, a

muito, não quer fazer outra coisa ou sofre de baixa autoestima. Nesses

criança leva tudo que consegue pegar à boca;

casos, pode haver um conflito emocional mais grave que indica sinal

Fase anal (de 2 a 4 anos): o ânus é a área de maior satisfação, a

de alerta, e pode ser necessário recorrer à ajuda de um especialista.

criança descobre que pode controlar as fezes;

Fase fálica (de 4 a 6 anos):

nesse estágio, a criança volta sua

Embora o assunto seja delicado, não se preocupe se você se deparar

atenção para o genital e começa a examiná-lo e estimulá-lo por gostar

com seu filho ou filha se masturbando. Lembre-se que todas as

da sensação causada pelo estímulo

crianças precisam se conhecer e se explorar em diferentes âmbitos.

Fase de latência (de 6 a 11 anos): a criança concentra sua energia

Basta ter paciência e entender que se trata de algo natural para

em atividades sociais;

encarar o assunto com tranquilidade, e orientar os pequenos sobre sua

Fase genital (a partir dos 11 anos): resgate dos impulsos sexuais,

individualidade com carinho para que o assunto deixe de ser um tabu.

ruptura com a identidade infantil.

Os pais devem criar hábitos como sempre lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes após cada refeição e antes de dormir, usar o fio dental, tomar banho e pentear os cabelos. Com o tempo, eles vão se acostumar a essas atividades e vão fazê-las sem pensar. Pode parecer chato fazer tudo igual, todos os dias e quase sempre no mesmo horário, mas essa rotina faz bem para o desenvolvimento das crianças.

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A Sobrancelha perfeita para a mulher da atualidade

N

a rotina de beleza de toda mulher, nenhum detalhe pode ficar de fora, pois tudo é valido na hora de realçar a beleza. A sobrancelha, por exemplo, também é parte essencial na vida das mulheres. Finas, grossas, retas ou arqueadas, as sobrancelhas são muito mais que uma mera faixa de pelos que brota acima dos nossos olhos. Elas conferem expressão e personalidade à face e são fundamentais para definir primeiras impressões. Mesmo assim, às vezes não damos a devida atenção para as sobrancelhas, mas elas fazem sim, uma enorme diferença no nosso visual. Você já ouviu falar em Micropigmentação de sobrancelhas? Este é um procedimento estético que pode promover muitas melhoras na sua aparência, autoestima e super eficiente no seu dia a dia. Seus benefícios:

A Micropigmentação Modela e Corrige Sobrancelhas O uso de pinça, cera ou fio pode acabar prejudicando o formato das sobrancelhas, provocando falhas. Acidentes, como cortes, também podem impedir que os pelos nasçam na área afetada. Para corrigir esses problemas, a micropigmentação se configura como uma solução eficiente, prática e acessível. Como se não bastasse, o resultado estético promovido pela micropigmentação ajuda a dar um “up” na autoestima.

Em Belo Horizonte temos a fera das sobrancelhas a empresária Nilda Durães que oferece em sua clínica diversos serviços que, além de embelezarem, descomplicam muito a rotina diária das mulheres e muitas delas mães, avós... Aqui na clínica o nosso tratamento é personalizado. Usamos produtos ortomoleculares e orgânicos, como no banho detox, tratamento metabólico que elimina as toxinas do organismo; e a sobrancelha com o visagismo, estudo das proporções adequadas para cada tipo de rosto”, explica. A clínica Nilda Durães já esta no mercado há 13 anos, mas não foi sempre que a diretora pensou em atuar no setor da beleza. Formada em Pedagogia e em Terapia Ortomolecular, com especialização na Europa.

Nilda destaca que seu foco está na autoestima de suas clientes, uma vez que consegue, por meio de pequenas mudanças previamente elaboradas, definir e imprimir poder e personalidade no rosto da mulher, com uma sobrancelha adequada e natural. Ela acredita também que toda mulher precisa de um toque especial, capaz de revelar os seus pontos fortes e transmitir como cada uma realmente quer ser vista. “E uma bela forma de nos mostrarmos ao mundo, sem perdermos a nossa essência.

O Procedimento é Simples e Rápido

A micropigmentação não é um processo estético complexo. Ela dura cerca de uma hora e meia em média e é realizada com uma espécie de caneta que fixa o pigmento.

O Resultado é Duradouro

Se você busca praticidade e não tem tempo de ir ao salão fazer o design de suas sobrancelhas com frequência, a micropigmentação é a melhor alternativa.

O Efeito é Natural

O mais bacana da micropigmentação, especialmente a fio a fio, é o seu efeito natural. A técnica realça os traços das sobrancelhas e linha dos olhos, corrige as falhas naturais de maneira leve, deixa o olhar definido, sem parecer artificial, e os pigmentos utilizados podem se aproximar ao tom do cabelo e harmonizar com a cor da pele.

A TÉCNICA É LIBERTADORA Quem faz a micropigmentação pode dar adeus à henna, pode dar sossego para as maquiagens de retoque de sobrancelhas e pode se livrar do medo de ficar com as sobrancelhas falhadas demais, finas demais ou com design deformado. Com as sobrancelhas micropigmentadas você vai ficar mais linda e autoconfiante. Pode apostar! R. Desembargador Jorge Fontana, 398 - Belvedere 31

3284-0287

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www.clinicanildaduraes.com.br

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Minha criança come muito.

O que fazer? A

lguns pais reclamam que o filho não se alimenta, enquanto outros se queixam que ele exagera. O fato é que comer em demasia não é bom e isso pode estar ligado a fatores fisiológicos, alimentares ou psicológicos. Por isso, é preciso atenção para saber equilibrar a alimentação de seu filho. Muitas vezes crianças que querem atenção dos pais ficam pedindo comida. Se achar que não anda passando tempo suficiente com seu filho, procure abrir uma brecha para alguma atividade só de vocês dois, assim você poderá reforçar o quanto ele é importante para você. Comer com frequência, desde que alimentos nutritivos, não é problema para crianças pequenas. Só as curvas de crescimento controladas pelo pediatra poderão indicar com precisão se seu filho está acima do peso ou não, e se é necessário uma reeducação alimentar em caso de sobrepeso. Porém, os pais ou responsáveis devem se atentar ao hábito de comer demais quando há ligação com algum tipo de transtorno psicológico, pois dessa forma a criança compensa com comida o que está lhe afetando emocionalmente.

Ansiedade ou depressão Crianças ansiosas precisam extravasar a ansiedade com passeios ou atividades físicas. Oferecer um maior número de refeições por dia, porém em menores quantidades de forma que a o alimento não supere a quantidade de ideal que o corpo precisa também é uma boa opção para crianças que querem comer a todo momento. Porém, quando a criança se isola ou tem crises de choro com frequência sem motivo aparente, e só se consola temporariamente com comida, é preciso procurar ajuda profissional com um psicólogo, pois ela pode estar sofrendo de depressão.

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Vício O consumo de alimentos ricos em açúcar, gordura, sabor artificial e glutamato monossódico, em longo prazo e em quantidades exageradas, pode causar vício, além de gerar compulsão. Prefira sempre alimentos naturais e evite estocar em casa o que não é saudável.

O café da manhã é a principal refeição do dia O café da manhã é a principal refeição para o nosso corpo. Ele é fundamental para se ter boa energia durante todo o dia e também boa saúde no decorrer da vida. Omitir esta refeição pode aumentar o risco de doenças, como a obesidade, por exemplo, pois reforçar outras refeições não tem o mesmo impacto no organismo.

Estímulos Quem ensina seu filho a se alimentar? Os estímulos visuais podem ser os principais responsáveis pelos excessos alimentares do seu filho. Se ele passa muito tempo na frente da TV, ou assistindo a vídeos na internet com várias propagandas ou referências que aguçam o desejo dos pequenos por doces e outras porcarias, ele certamente pode ser influenciado pelo que está assistindo. Aprender a comer bem em horários certos, saber o que será ingerido a fim de saber quais os seus benefícios ou malefícios, são formas de se manter saudável. Independente de qual motivo leva o seu filho a comer em demasia, a educação nutricional, junto com acompanhamento do profissional adequado, sempre será uma aliada nessa situação.


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Revista Planeta Kids edição 35  

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