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Julho/Agosto/Setembro 2018 | Edição 34

Mantenha a privacidade

de seu filho.

Cuidado com as fotos publicadas na internet

Como Orientar meu filho na escolha da profissão

Tecnologia interfere no relacionamento infantil?

Machismo: Você ensina

seus filhos como respeitar as mulheres? CRIANÇAS MANIPULADORAS:

VOCÊ TEM UMA EM CASA?


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ÍNDICE 8

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8 Mantenha a privacidade do seu filho. Escolha corretamente quais fotos postar na internet 10 Bullying: quando a brincadeira vira violência 12 Tecnologia interfere no relacionamento infantil? 14 Machismo: você ensina seus filhos como respeitar as mulheres? 15 A importância de beber água no inverno 11 Crianças manipuladoras: você tem uma em casa?

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22 As avós 23 Pai nosso do respeito às diferenças 24 Berçário ou “bebezário”? Onde deixar meu bebê? 25 Tempo seco: tenha mais cuidado com a saúde das crianças 26 Sexo, solução ou problema 28 O cuidado certo para a coluna vertebral

17 Dicas de livros 18 Tolerância Capa: Modelos cedidos por Dviller

20 Como orientar meu filho na escolha da profissão

Crianças vestem Dviller

21 Qual o tamanho dos seus sonhos?

Expediente Julho, Agosto, Setembro 2018 ANO 10 - Edição 34 Diretor: Leonardo de Paula Editora: Ana Paula Meireles Jornalismo: Luciana de Freitas e Flávia Penido Revisão de Texto: Cecilia Euterpe Design e Diagramação: Ajna Design Web Designer: Construsite Brasil Colunistas: Guiomar de Grammont, Emiro Barbini, Cida Lopes, José Donizetti dos Santos, Denise Campos Duarte, Vini cius Murta.

Periodicidade: Trimestral Tiragem: 18 mil exemplares Os anúncios e informações publicadas são de inteira responsabilidade de seus autores. É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta revista, com prévia autorização.

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mantenha a privacidade de seu filho. escolha corretamente quais fotos postar na internet

C

om as redes sociais na moda, hoje em dia é comum que as

Pensando nisso, é possível tomar algumas medidas simples, mas

pessoas gostem de publicar fotos para compartilhar seus

que vão garantir a privacidade e a segurança da família na internet:

momentos e postar vídeos ou textos para expressarem

suas opiniões. Porém, por mais que a dica também sirva para

1. Ajuste as configurações de privacidade das redes para restringir

os adultos, quando o assunto envolve crianças o cuidado deve

o público dos posts. Dessa forma só as pessoas selecionadas terão

ser redobrado a fim de manter a privacidade e a segurança dos

acesso às suas publicações.

pequenos, pois nunca se sabe quais as reais intenções das pessoas que estão vendo essas publicações onde há algum tipo de exposição, ou como elas vão interpretá-las, mesmo que se trate

2. Não forneça informações da rotina familiar.

de um conhecido. É impossível controlar como esse conteúdo é

3.

usado por outras pessoas, principalmente por que, hoje em dia,

como o banho e o uso do peniquinho, ou de situações que possam

tudo é motivo de julgamento, por mais inocente que possa ser.

ser interpretadas como perigosas.

Os problemas vão desde o constrangimento futuro, até o risco da

Evite fotos ou vídeos de momentos íntimos e/ou embaraçosos,

própria segurança pessoal, e apagar a foto, o vídeo ou o texto não

4.

garante que eles já não tenham se espalhado por aí...

autorização dos pais delas antes de publicar. Eles podem não aprovar

Em caso da foto ter outras crianças, é importante pedir a

as fotos dos filhos sendo publicadas por aí.

Assim, por mais engraçado ou bonitinho que o momento registrado tenha sido, e a vontade de mostrar aquilo para todo mundo seja grande, é preciso escolher de forma cuidadosa e consciente o que pode ir pra rede, e o que não pode.

5.

Não discuta problemas de saúde ou de comportamento dos

seus filhos de forma pública. Existem fóruns destinados a todos os tipos de assuntos onde é possível discutir com outros pais sem, necessariamente, expor sua identidade e sua família.

Não que os pais devam simplesmente parar de compartilhar os

6. Entre em contato com quem usa a imagem dos pequenos, como

feitos marcantes dos pequenos, até mesmo por que as redes

escolas, clubes e hotéis.

sociais são uma ferramenta muito boa para manter contato e

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conversar com amigos e parentes, mas o bom senso deve falar

7. Não publique fotos dos seus filhos usando uniforme escolar. Muitas

mais alto, assim como a ideia de refletir sobre a real necessidade

pessoas mal-intencionadas podem usa essa informação como forma

de expor a vida o tempo todo é importante.

de localização.

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Bullying: quando a brincadeira vira violência

A

lei define o termo “bullying” “como todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas” e diz que a escola e clubes devem “promover a cidadania e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua”. Além disso, sob a ótica da legislação, a escola deve também capacitar docentes e equipes pedagógicas para ações de prevenção e implementar e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação. O “bullying” ganhou nome e fama agora, mas todos sabemos que ele existe há décadas: apelidos infelizes, brincadeiras de mau gosto, agressões físicas e violências psicológicas podem criar traumas e prejudicar uma vida inteira. Além de um provável isolamento e queda do rendimento, jovens que enfrentam o racismo e humilhações difamatórias podem desenvolver doenças psicossomáticas. O problema ultrapassa os limites do âmbito educacional: ele é, antes de tudo, uma questão social. A sociedade, em todas as suas esferas, já deveria ter resolvido esse problema há bastante tempo, antes de chegar ao ponto de se tornar lei. Nós, escolas e diretores, também somos responsáveis. Sempre tivemos a missão de promover aos nossos alunos uma educação plena: aquela voltada à construção de um ambiente pacificador, às práticas inclusivas, à profusão da diversidade, o incentivo ao respeito. Diversas instituições realizam programas e ações louváveis nesse sentido, mas sinto que ainda paira um despreparo na hora de lidar com os casos de agressão ou até mesmo indisciplina em sala de aula. A própria família, que cada vez mais transfere responsabilidade educativa para a escola, esquece que é preciso transmitir valores básicos na criação dos filhos, como o respeito e tolerância. Falta também preparo e capacidade do professor em identificar os casos em suas turmas, como também há uma resistência muito grande das escolas em falar sobre o assunto. A violência sempre existiu, vivemos

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em uma sociedade violenta e os nossos alunos nada mais são que frutos dessa mesma sociedade. Está na hora da escola admitir a ocorrência do bullying, mesmo sendo um tema desconfortável, e colocá-lo alinhado aos valores construtivos e pacificadores que sempre estiveram presentes na concepção do ambiente escolar. Está na hora de unirmos esforços para eliminá-lo, mesmo sabendo que o fim da violência não depende apenas da escola. A crise ou ausência de valores humanos tem conduzido o homem ao caminho da intolerância, do preconceito, do desrespeito, da falta de solidariedade. Neste contexto, a educação para a paz tem emergido como sentido da humanidade e da finalidade da educação. Há alguns anos, a Unesco tem falado sobre a importância de se pensar um mundo diverso e, ao mesmo tempo, pacífico. E a educação é uma das chaves para essa conquista. Desenvolver estratégias psicopedagógicas que envolvam a comunidade escolar é iniciativa imprescindível para o caminho da paz. Combater o bullying é transformar o ambiente da escola num ambiente cooperativo, onde diferentes possam conviver em harmonia e se desenvolver enquanto humanos. A paz não é apenas o contrário de guerra, mas a compreensão dos princípios e respeito pela liberdade, justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualdade e solidariedade.

Prof. Emiro Barbini

Diretor Geral do Grupo Colégio M2 Presidente da FENEM – Federação das Escolas Particulares de Minas Gerais, Vice-Presidente da CONFENEM – Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino e por dois mandatos Presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais - SINEPE –MG.


Tecnologia interfere no relacionamento infantil?

S

ão inúmeras as facilidades que a tecnologia trouxa para as nossas

Assim, por mais que se possa permitir o uso moderado de tablets,

vidas. Graças a ela, é possível ter qualquer tipo de informação

celulares, vídeo games e computadores, afinal, é praticamente impossível

na palma da mão. Dessa forma, muitos consideram celulares

abrir mão desses recursos nos dias de hoje, é preciso bom senso para

e tablets quase que uma extensão de si: não conseguem viver sem. E

que essa tecnologia seja usada a favor da família.

com as crianças dessa geração não é muito diferente. Elas se entretêm com as animações dos diversos aplicativos disponíveis, com as cores,

Dosar o tempo de contato entre as crianças e os aparelhos é fundamental,

as luzes e os sons que, de certa forma, contribuem para o aprendizado

ainda que não seja uma tarefa fácil. A recomendação da Sociedade

e o desenvolvimento cognitivo, trabalhando memória visual, habilidades

Brasileira de Pediatria é que o tempo total que o seu filho passa em

lógicas e estimulando a criatividade nos pequenos.

frente à tela não exceda duas horas por dia, sendo que cada sessão não deve passar 30 a 40 minutos. Não é uma tarefa fácil, mas ser pai

De forma moderada não há riscos, o problema é quando a tecnologia se

e mãe é a maior responsabilidade que alguém toma para si e o melhor

torna exclusividade e o contato social é o menor possível. As crianças

jeito de colocar limites nas crianças

precisam de interação social, precisam de afeto, precisam saber distinguir

a fim de mudar suas posturas é

e demonstrar expressões faciais, precisam brincar com outras crianças e

oferecer repertórios variados e estar

saber que há pessoas que estão ali para elas e por elas. Aplicativos não

disponível para elas pelo máximo

podem substituir nada disso.

de tempo possível. Passeiem juntos, proponha um jogo, uma

O excesso de contato com eletrônicos não causa somente dependência, mas distúrbios do sono, problemas de audição e de visão, queda no rendimento escolar, problemas de postura e até deficiência de vitamina D.

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nova brincadeira e lembre-se que nada substitui afeição, carinho e um abraço apertado.


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MACHISMO:

você ensina seus filhos como respeitar as mulheres?

A

educação dos filhos é o elemento fundamental que determinará como eles serão quando adultos. Numa sociedade como a nossa, onde o desrespeito e a violência contra a mulher atingem níveis bastante preocupantes, como podemos usar a educação a favor de todos para ensinar os pequenos a não reproduzirem o machismo? Através de pequenas atitudes podemos evitar a construção de estereótipos para que o respeito sempre possa prevalecer, e para que fique bem evidente que o machismo não traz nenhuma vantagem pra ninguém, muito pelo contrário.

Ninguém deve ser educado para acreditar ser melhor, ter mais direitos ou superior a outra pessoa...

Tarefas domésticas

Independente dos filhos meninos terem ou não irmãs, é importante que eles aprendam desde pequenos que as tarefas domésticas não são exclusivas das meninas. É preciso descontruir o conceito de que somente a mulher tem obrigações de desempenhar as funções do lar quando tudo pode - e deve - ser dividido de acordo com a capacidade de cada um.

Brinquedos

Antigamente as crianças foram ensinadas que brincar de casinha e boneca era coisa de menina, e brincar de carrinho e bola era coisa de menino. Um brinquedo é algo criado para promover diversão e aprendizado e todas as crianças devem – e merecem – se divertir, sem distinção de gênero. Brinquedos são para crianças, independente do sexo.

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“Homem não chora”

Todas as crianças devem expressar seus sentimentos sem serem repreendidas, independente do gênero. Fazer com que os meninos pensem que chorar não é “coisa de homem”, reforça estereótipos e ensina que eles não podem colocar seus sentimentos para fora ou demonstrar alguma sensibilidade.

Cores

Não existe nenhuma regra que determine que uma cor em particular é exclusiva de algum gênero. As pessoas são diferentes e tem gostos diferentes. Uma menina pode gostar de azul, e um menino pode gostar de rosa sem que isso afete personalidade, sexualidade e afins. Ensinar aos filhos que cores são responsáveis por definir gênero só reforçam a ideias das diferenças.

Não é não

Até hoje muitos homens acreditam, erroneamente, que quando uma mulher fala “não”, na verdade, ela quer dizer “sim”. Ninguém sabe de onde tal ideia absurda surgiu, mas quando uma menina fala “não”, pra situação ou pedido que a deixa desconfortável ou porque simplesmente não quer, essa vontade deve ser respeitada.

Seja o exemplo

Não adianta nada ensinar as crianças a dividir as tarefas e respeitarem o próximo, mas não fazer o mesmo. Os pais são os espelhos dos filhos, que absorvem o que presenciam. De nada adianta cobrar um tipo de comportamento se os pais agem de forma contrária. Não é fácil educar os filhos, mas fazê-los compreender que existem limites e que, não só as mulheres, e sim todas as pessoas merecem respeito de acordo com suas vontades, já é um começo para uma sociedade melhor onde os meninos verão as meninas como iguais.


A IMPORTÂNCIA DE BEBER ÁGUA NO INVERNO

C

hega o friozinho e a vontade de beber água diminui, mas a

A perda de água nessa época do ano, portanto, é maior, ao contrario do

importância do líquido para o nosso organismo permanece a

que se imagina. Beber em torno de 2 litros de água por dia é essencial

mesma, SUPER IMPORTANTE! O consumo de cerca de dois

para evitar que o corpo adoeça por desidratação. Tonturas e náuseas são

litros nesses dias mais frios é necessário para evitar problemas pulmonares

sinais de que pode estar faltando hidratação.

e respiratórios, problemas renais, doenças de pele e desidratação. Para aqueles que têm predisposição a problemas nos rins, o grande No inverno a tendência é que as pessoas percam mais peso do que no

filtro do corpo humano, o cuidado deve ser redobrado. A falta de água

verão, porque o corpo gasta mais energia para manter a temperatura do

pode fazer o incômodo insistir em ficar durante o inverno. Assim como

corpo aquecida. E com isso, costuma-se também perder líquido neste

os problemas de desidratação e de pele, que podem surgir pelo mesmo

processo.

motivo.

Muitas pessoas costumam trocar no inverno a água por bebidas quentes,

Só que para se hidratar com saúde, é preciso saber escolher a água certa.

como café, chá, cappuccino, chocolate quente. A água não pode ser

Alguns filtros, como o de barro, por exemplo, demandam manutenção

substituída nunca por outro tipo de bebida. Ela tem suas funções muito

cuidadosa. Já a água mineral em garrafas não é econômica e pouco

bem definidas. As bebidas quentes até ajudam a manter o corpo quente,

conveniente, principalmente para ser transportada.

mas só a água traz os benefícios da hidratação. Por isso, ter um purificador de água em casa é uma garantia incontestável:

Pra andar, trabalhar, dormir e até respirar, o organismo gasta mais energia no inverno. A energia que gastamos fazendo as atividades normais do dia a dia é maior porque ao mesmo tempo que as está desempenhando, o corpo também está se protegendo do frio, se autoaquecendo.

cômodo, econômico ,confiável e contribuem com a preservação do meio ambiente, já que dispensam garrafas plásticas.Beba água e faça desse um hábito de todos aqueles que você quer bem, inclusive durante o inverno.


Crianças Manipuladoras: Você tem uma em casa?

É

bem provável que mãe ou pai já devem ter escutado várias reclamações e presenciado pirraças dos filhos sobre as tarefas de escola, sobre a hora de dormir, o que ou quando comer, o que assistir, com o que brincar... Mas qual o limite para as crianças decidirem o que querem? É preciso ter atenção quando não é possível distinguir a diferença entre fazer suas vontades e ser manipulado, principalmente quando tal comportamento, aparentemente, é desencadeado por culpa dos próprios adultos. Confira algumas atitudes que acontecem em situações cotidianas e que podem indicar que a criança já aprendeu a usar a manipulação para ter o que quer:

1 – Convivência com adultos Não é incomum que, durante uma reunião entre adultos, a criança, muitas vezes por ciúmes, fique exigindo atenção dos pais, atrapalhando ou interrompendo a conversa. Esse excesso de liberdade em que a criança acredita que pode conviver de igual para igual com os adultos já é um indício de que elas conseguem manipular e terem suas exigências são atendidas. Essas atitudes devem ser controladas e a criança deve ser repreendida com firmeza para que ela respeite a conversa e o espaço dos outros, e também entenda que deve aguardar sua vez de falar quando permitido.

2 – Pirraça Para muitos pais, um simples passeio no shopping, uma ida rápida ao supermercado ou visitar alguém com os filhos, causa desespero. Negar um sorvete ou impor qualquer regra é um martírio quando é preciso sair com os filhos, e suas reações, que quase sempre não sabemos quais serão, vão desde gritos histéricos até deitar e rolar pelo chão quando não eles têm seus desejos atendidos. O constrangimento causado e a vergonha é tanta que a vontade é de não sair de casa nunca mais. Quanto menos firmeza durante a repreensão os pais tiverem, mais fortes e piores essas reações ficam.

3 – Hora de dormir A criança impõe aos pais onde, quando e com quem irá dormir. A cama compartilhada é benéfica, mas tudo tem limite. Os pais também precisam de liberdade e de momentos particulares entre eles, e abrir mão desses momentos tão importantes para o casamento para ceder às vontades da criança pode causar problemas no relacionamento a longo prazo. A criança deve ter horário e local adequado para dormir além de entender que é preciso respeitar o espaço dos adultos ou dos outros membros da família.

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4 – Escola Tudo bem que quase todas as crianças fazem alguma objeção sobre ir pra aula alguma vez na vida, principalmente nos primeiros dias ou quando muda de escola. Quando a ida a escola se transforma numa batalha e a criança acaba voltando para casa, é sinal de que ela conseguiu vencer a mãe ou o pai pelo cansaço e a tendência é essa situação se tornar cada vez mais comum, em outros setores que vão além da escola.

5 – Não pode ou pode? O cenário é mais comum do que parece: a criança quer uma panela cheia de brigadeiro e a mãe nega porque estraga os dentes, ou porque a criança não merece por ter deixado o dever de casa incompleto, ou qualquer outro motivo justo. Aos prantos por não ter o desejo atendido, ela corre para os braços da vovó ou de qualquer outro adulto que, prontamente, irá fazer o que ela pediu. É complicado criar filhos quando existem outras pessoas que passam por cima das regras impostas. As crianças se aproveitam dessa brecha para conseguirem o que querem sem pensar em nenhuma consequência e sem noção nenhuma do mal que isso lhe fará futuramente. E como se isso já não fosse ruim o bastante, a moral perdida e a frustração de quem teve a voz calada em nome de algum capricho vai ser difícil de ser recuperada. É necessário se impor e não deixar que outras pessoas passem por cima de uma ordem dada diretamente. Só assim a criança terá limites e saberá obedecer quando algo lhe for negado. É compreensível que alguns pais tenham receio de serem odiados pelos filhos caso se recusem a atender suas vontades, e por isso fazem o que eles querem, quando eles querem, mas na prática isso não é benéfico para nenhuma das partes. Os pais sabem o que é melhor para os seus filhos e se é preciso dizer não ou repreendê-los por qualquer motivo, eles não devem hesitar.

Embora a prática não seja muito fácil, já que os pais ficam esgotados demais sem saber o que fazer em casos assim, é preciso persistir e insistir com firmeza, se portando como adulto e figura de autoridade diante dos filhos, sem se posicionar ao nível da criança. Faz parte da criação e da educação da criança que os pais determinem o que ela pode ou não fazer, ou o que deve ou não ser feito, de modo firme e confiante, e não suplicando sua aprovação realizando todos os seus desejos. Aprender a lidar com o não é algo que ela vai precisar enfrentar na vida adulta, e isso se aprende desde criança, com os pais.

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TOLERÂNCIA

“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las” -Voltaire

T

olerância é uma palavra de etimologia latina que remete a sofrer em silêncio, logo a ideia que temos de tolerância é vista como submissão. Atualmente vivemos em uma cultura que não basta ter uma opinião, mas sim impor essa opinião, incapaz de respeitar pontos de vista diferentes. Não devemos negativar pessoas pelo seu ponto de vista, isso é um erro, e devemos aprender a ouvir. A maioria das relações amorosas românticas nascem do pouco convívio com as diferenças, porque quanto mais próxima a pessoa, mais é difícil aceitar as diferenças. Um exemplo é quando nossos filhos estão mal na escola ou foram reprovados, e a família se sente agredida e envergonhada pelo comportamento do filho. Isso acontece de maneira mais dramática ainda se houver diferença de orientação sexual. Não é a identidade ideológica, filosófica, religiosa, psicológica, sexual e outras mais que nos aproxima como seres de uma sociedade de fato. O que nos aproxima é o amor fraterno, que nos habilita a respeitar as diferenças. Para educar os nossos filhos é fundamental praticar a pedagogia afetiva e assim perceber as habilidades e inabilidades da criança, criando assim todo um potencial contexto de desenvolvimento afetivo e bússola moral. Uma sociedade de grau de tolerância saudável revela capacidade de empatia e capacidade amorosa do cidadão. O grau de intolerância revela a não aceitação de si próprio, negando ao outro a capacidade de ser. Se não estamos tolerando o outro, não estamos tolerando a nós mesmos. A intolerância fala de mim e não do outro. Por trás da intolerância existe o medo de que seu mundo desabe sobre si mesmo.

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“A intolerância fala de mim, e não do outro” -Vinicius Murta

Tolerância passiva e ativa A tolerância passiva é aquela que respeita a opinião do próximo desde que este não conviva com ele. A tolerância ativa é aquela que diz que só é possível viver em sociedade porque existe a diversidade, e a celebra como princípio básico de cidadania.

Tolerância na Internet Na atualidade, com tanta informação disponível na internet, muitos se colocam como autoridade sem ter qualificação. É fundamental que exista pessoas com diversas opiniões, inclusive contrárias a nossa, e respeitar que pessoas podem chegar a conclusões diferentes, e que cada ser é único. Tolerância é bem diferente de aceitar ofensas, e atualmente vivemos o inferno da desqualificação moral. Essas divergências tornam o mundo um local de livre expressão e não dá para padronizar nenhum ponto de vista como sendo verdade absoluta. Quem aceita isso é civilizado, pois viver em sociedade é uma negociação permanente. Tolerância é um exercício fascinante que nos desperta a humildade, a empatia, a compaixão e os bons exemplos, que pouco a pouco transformam a sociedade em um sistema mais civilizado e funcional de se viver.

Vinicius Murta Pai, Palestrante, YouTuber do canal Aventuras com o Papai. Idealizador dos projetos: Famili@ Conexão social.

vinimurta


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Como orientar meu filho na escolha da profissão M

uitos adolescentes que estão prestes a terminar o ensino

- Esteja aberto ao diálogo, ouça as preocupações e interesses dele, que

médio se pegam com uma enorme dúvida acerca de que

podem ser muito diferentes dos seus neste momento;

curso escolher e qual profissão seguir. O cenário econômico

do país não é um dos melhores e é comum que as dúvidas apareçam e

- Ajude o jovem a buscar informações no mercado sobre a profissão que

que os pais fiquem preocupados com a escolha que fará de seus filhos

escolheu. Dê orientações e estimule visitas às faculdades e contatos

bem-sucedidos ou não.

com profissionais da área. Entretanto, fique atento para não fazer essa tarefa por ele.

A ajuda já começa quando os pais ajudam os filhos a identificarem suas habilidades de acordo com seus interesses, assim como estimular e

- Recomende que a escolha não seja baseada apenas no prestígio e/

apoiar a busca por maiores informações sobre o mercado de trabalho.

ou retorno financeiro. A questão financeira é importante, mas é preciso levar em conta outros fatores, especialmente a satisfação e realização

Veja algumas dicas de como os pais podem dar esse apoio na hora de

profissional do seu filho;

escolher a carreira profissional: - Se o seu filho estiver com muita dificuldade para efetuar a escolha - Procure ajudar seu filho a identificar suas aptidões e a desenvolver

da carreira, proporcione a ele uma orientação profissional. Com um

o autoconhecimento. Há diversos testes vocacionais que ajudam a

bom método, o especialista possibilitará um maior autoconhecimento

identificar as melhores áreas de atuação de acordo com interesses,

e facilitará a livre decisão do seu filho. Sobretudo, estimule seu filho a

personalidade e habilidades;

continuar a estudar.

- Procure não colocar suas expectativas de sucesso em cima dele. Cuidado para não influenciar seu filho a abraçar uma profissão que você gostaria de ter seguido mesmo sabendo que é algo pelo qual ele não se interessa ou não gosta;

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Vale lembrar que nenhuma escolha, seja ela qual for, precisa ser definitiva. É possível mudar e recomeçar, seguir por novos caminhos e explorar novas escolhas. Nunca é tarde demais.


PORTA VOZ DA EDUCAÇÃO! TRANSFORMANDO A HUMANIDADE ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO.

QUAL O TAMANHO DOS SEUS SONHOS?

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erta vez um avô foi pescar com o seu neto. Á beira do rio, num determinado momento, o neto percebeu que o avô colocava no embornal apenas os peixes pequenos e soltava os grandes no rio para que continuassem nadando.

Nunca saí de Itabirito pra nada. Eu e meu marido Luiz, nos olhamos e claro, nem precisava tantos anos de convivência para entendermos que, atrás das montanhas, ali, logo atrás, estava Belo Horizonte.

Ao ser questionado sobre o motivo da seleção, o avô respondeu: - Pego apenas os pequenos porque a frigideira lá de casa é pequena, não comporta peixes grandes! O neto olhou pensativo e não compreendia o quão acomodado o seu avô fora. Ele nunca deixaria escapar um peixe tão bonito e robusto, que daria para alimentar toda a família! O partiria em alguns pedaços ou compraria uma frigideira maior, certamente. E pescaria mais e mais, cada vez mais e maiores peixes. E quem sabe, poderia vender peixes!! Os sonhos têm o tamanho que permitimos dar a eles. Devemos sair da nossa zona de conforto, literalmente desacomodar! Voltando de Juiz de Fora outro dia, paramos num restaurante para tomar um café, no município de Itabirito, a 40km de BH. A atendente, muito simpática, perguntou de onde éramos, eu e meu marido. Quando respondemos, de Belo Horizonte, ela sorriu, olhou em direção às montanhas e disse:

Nos despedimos da moça simpática, entramos no carro e fizemos um combinado. Em qualquer sábado ou domingo chegaríamos no restaurante, procuraríamos por ela e marcaríamos de pegá-la para no próximo final de semana, passear em Belo Horizonte. Afinal, apenas 40km separavam as cidades e realizar o sonho de alguém faz tão bem! Ao mesmo tempo... Se realmente fosse o sonho da moça, de verdade, bastaria pegar um ônibus, um táxi. Vai entender!... Ás vezes ninguém a ensinou a sair da zona de conforto, a correr atrás dos seus sonhos... Ainda a levaremos à Pampulha, à Praça do Papa, ao Zoológico e aí, quem sabe, ela “criará coragem” de ir para mais longe!... A frigideira dela será ampliada!...

- Tenho tanta vontade de conhecer lá! Não acreditamos! - Lá aonde? - Belo Horizonte. Dizem que é linda a cidade. Nasci e cresci aqui.

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Denise Campos Duarte Diretora Pedagógica Sócia Proprietária do Centro Educacional Iza Rizzotti

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AS AVÓS D

emorou, mas um dia compramos uma cama king size em uma liquidação. Mal Aurora a viu em meu quarto, jogou-se nela, deliciada com a cama, que lhe parecia do tamanho de uma piscina e, sem pestanejar, perguntou : - Vovó, quando você morrer, você me dá essa cama? Eu ri, e retruquei, para evitar que ela ficasse desejando que esse momento chegasse logo: - Não, querida, vou te dar uma cama assim, antes. Quando você se formar na faculdade, está bem?Ela concordou, de bom grado. Tinha soltado aquela frase só para chamar atenção, enfim, causar « efeito », mas me causou outro tipo de efeito. Comecei a refletir sobre as heranças… Sobre o que tinha ficado em mim das minhas avós. O que é que realmente herdamos de nossas avós? O pouco que me restara delas não tinha valor material: uma blusa de lã muito gostosa que eu usava de vez em quando, apenas para sentir o abraço da avó; um oratório com uma santinha de devoção; uma máquina de escrever que, agora, não passava de uma relíquia. Fotos, bilhetes e livros, vestígios, enfim, que provavam que um dia elas haviam existido. Mas havia mais: uma sensação de segurança, o fogo crepitando no fogão de lenha, aquecendo e confortando, o sabor inesquecível do pudim de leite… E um caráter enérgico, uma retidão de valores, que agora eu percebia em mim mesma. Apesar das gritantes diferenças, por incrível que pareça aos que as conheceram, seria possível descrever minhas duas avós, materna e paterna, da mesma forma : personalidades marcantes, intransigentes, porém, muito afetuosas, à sua maneira.

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São muitas as heranças possíveis, mas as mais importantes delas são impalpáveis, não podem ser tocadas, mas se imprimem em nosso espírito como uma inscrição de tempos imemoriais. Certamente minhas avós se tornaram as mulheres poderosas que eram porque outras mulheres fortes as educaram e amaram. Pensei, então, que o que posso deixar para Aurora é muito mais do que uma cama enorme: é todo um mundo de princípios e ensinamentos que, muitas vezes, não são feitos de palavras, mas se traduzem em experiências, em ações, em emoções partilhadas a cada momento. Tudo passa, e passa tão rápido, mas esses gestos ficam, incorporam-se ao espírito de nossos filhos e dos filhos de nossos filhos, em uma tessitura sem fim, que caminha para um horizonte que jamais conheceremos, mas estaremos ali, presentes e vivos. Sempre.

Guiomar de Grammont Diretora do Instituto de Filosofia da (UFOP) Escritora, Dramaturga, Historiadora, Idealizadora e Organizadora do Fórum das Letras (Ouro Preto)


PORTA VOZ DA EDUCAÇÃO! TRANSFORMANDO A HUMANIDADE ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO.

PAI NOSSO DO RESPEITO ÀS DIFERENÇAS

P

AI NOSSO, Tu que amas e cuidas igualmente de todas as tuas

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE. Mas não te esqueças de

filhas e de todos os teus filhos que habitam todos os cantos da Terra,

nós, Pai, nos próximos dias que virão. Que o nosso pão seja amassado e

cuida, de modo especial, do nosso coração e de nossa alma, para

misturado com o amor, a justiça, a igualdade e o respeito pelo jeito de ser e

que possamos reaprender a amar e redescobrir o valor da autenticidade

de viver de cada pessoa que habita aqui, nesta Terra, mãe e casa de todos.

do encontro com a própria verdade no mundo interior. E, assim, valorizar a verdade do outro, na dimensão do respeito às diferenças e dos pontos em

PERDOA AS NOSSAS OFENSAS para que nós também aprendamos a

comum de cada pessoa.

perdoar aquelas e aqueles a quem desrespeitamos com palavras, atitudes e pensamentos. Que nosso coração se embriague com o néctar da ternura,

QUE ESTÁS NO CÉU e na terra, mas, sobretudo estás, encantadoramente,

da bondade empática e da compaixão amorosa. Todos os dias!

no coração de cada mulher e de cada homem. Estás no coração das crianças, dos jovens e dos que já viveram muitos anos. No coração dos

NÃO NOS DEIXES CAIR NA TENTAÇÃO da preguiça, do desânimo e do

que sofrem e dos que sorriem. Estás na alma tanto dos que já se cansaram

pré-julgamento que condena. Dá-nos entusiasmo, persistência e garra para

como dos que ainda trabalham, incansavelmente, pela paz! Que estás, Pai,

trabalhar, sempre, pelo nosso crescimento e pelo crescimento de todas as

na vida da natureza, nas plantas, nos animais e nas aves voam nos céus.

pessoas que convivem conosco.

SANTIFICADO SEJA O TEU NOME, porque somente Tu sabes sussurrar

LIVRA-NOS DO MAL da violência e das agressões de qualquer natureza.

palavras verdadeiramente generosas e gentis no silêncio interior de todos

Queremos dormir hoje sonhando com a paz e amanhecer, todos os dias,

os seres que descansam no colo na Mãe Terra.

trabalhando por ela! Que nossa boca aprenda, por fim, a pronunciar somente palavras do bem e do belo, sempre com gentileza e amabilidade

VENHA A NÓS O TEU REINO, para que possamos construir aqui o nosso

no tom de nossa voz.

reino de paz e de amor. Afasta para bem distante todo egoísmo e toda indiferença.

ASSIM SEJA hoje, amanhã e sempre. Em todos os tempos. Em todos os lugares!

SEJA FEITA A TUA VONTADE pela manhã, pela tarde e por toda a noite. No lugar onde moras e na casa em que vivem tuas filhas e teus filhos, sobretudo aqueles e aquelas que sobrevivem em lugares e casas, cujas condições beiram a precariedade sub humana.

José Donizetti dos Santos Diretor do Colégio Maria Clara Machado Filósofo, Educador e Coach Educacional, Master Practitioner em PNL e Especialista em Neurociências Aplicadas à Educação

Por uma educação do cuidado: de si, dos outros, do mundo e da vida. Colégio Maria Clara Machado Avenida Raja Gabáglia, 589 Belo Horizonte/MG (31) 2551-3648 / 2551-3649 revistaplanetakids.com.br

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Berçário ou “Bebezário”? Onde deixar o meu bebê?

U

ma rápida reflexão: Orquidário é o lugar das orquídeas, berçário é o lugar dos berços e “Bebezário” é o lugar dos bebês. Parece simples, mas não é. Segundo o dicionário Aurélio, em hospitais, o berçário é o lugar onde ficam os berços para acolher os recém-nascidos. Ou ainda: “estabelecimento no qual os bebês são deixados pelos pais durante o dia para que possam ser guardados e alimentados”. E é assim que várias escolas concebem os seus espaços para receber os bebês.

São os chamados “Berçários Assistencialistas”, que tem como filosofia dar assistência às necessidades básicas dos bebês. Já o “Bebezário” tem uma ideologia diferente. Conhecido como “Berçário Desenvolvimentista”, é o lugar reservado aos bebês. Voltando à reflexão, assim como as orquídeas, os bebês precisam de mais atenção do que apenas os seus cuidados básicos para se desenvolverem. Neste tipo de berçário é oferecido aos pequenos, atividades de estimulação como um todo. Um dos objetivos é promover o desenvolvimento da criança, visando prepará-la para uma etapa seguinte, com coleguinhas com idade acima de um ano. Respeitando sempre o tempo individual de cada um.

ambiente adequado Para acontecer esse desenvolvimento global a escola precisa ter um espaço preparado e não apenas um cantinho da escola. Itens como, espaço dos berços - para um sono tranquilo e reparador; ambiente amplo para estimulação psicomotora; local reservado e devidamente higienizado para a alimentação e lactário, devem fazer parte da estrutura. Sem esquecer os banheiros preparados para banho e, cozinha, para preparação de alimentos. Tudo devidamente, esterilizado e adequado ao cuidado que os bebês merecem.

ESTÍMULOS PARA O DESENVOLVIMENTO Além disso, na rotina, durante a permanência na escola, devem ser incluídas atividades externas como, banho de sol, musicalização infantil, aulas especializadas de educação física com estimulação psicomotora, massagens, desenvolvimento motor e outras de incitação ao movimento. Tudo com bastante afeto e carinho. Seja no período parcial, ou integral, incluir atividades e rotinas aos bebês é essencial para um pleno desenvolvimento a aprendizagem do autoconhecimento dos pimpolhos. Em especial, para crianças que não têm irmãos. Conviver com outros bebês possibilita um melhor sono em casa, uma

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alimentação mais regular e estável, uma relação terna e serena com os familiares, depois de um dia cheio de estímulos na escola.

PLENO DESENVOLVIMENTO Com o passar do tempo é perceptível os avanços dos bebês de um Berçário Desenvolvimentista. São crianças tranquilas no convívio familiar, com autonomia e comunicação fácil, prontas para avançar cada dia mais no objetivo central, o pleno desenvolvimento. Não há dúvidas quanto à importância do convívio dos bebês com outras crianças. A socialização é um dos aspectos mais importantes a ser trabalhado até os 3 anos. A criança cresce a partir dos estímulos variados que recebe (psicomotor, sensorial, linguagem oral, ampliação do conhecimento social) e a convivência com os iguais, enriquecida pela rotina , desencadeia um desenvolvendo que somente o Berçário Desenvolvimentista proporciona. Por isso fazer a escolha por esse tipo de Berçário é, ao mesmo tempo, optar por oferecer o que há de melhor para seu bebê: associar o cuidar com estímulos oferecidos por profissionais sérios que entendem e sabem da necessidade de sua criança nessa primeira fase da vida. Através desse trabalho consciencioso, será possível identificar no bebê um diferencial, o que o tornará uma criança futura, mais autônoma e feliz. Caso contrário, quando o estímulo ao desenvolvimento não faz parte da rotina dos pequenos o resultado são mães e pais se questionando, “meu bebê não fala nada ainda”, “o meu não fica sentado até hoje”, “a minha só dorme após chorar muito”, “o meu estranha todo mundo”. Nestes casos, a resposta é simples. Na maioria das vezes, essas e outras dificuldades dos bebês se devem ao fato deles não conviverem com os seus semelhantes. Entre familiares e adultos, ele reina plenamente. Daí, para fazer o que bem entende, é um pulo! Por isso, fazer a escolha por um Berçário Desenvolvimentista é optar por colher resultados bem mais satisfatórios para o desenvolvimento do bebê.

por Prof. Harlem Renato DIRETOR DA CORUJINHA ESCOLA INFANTIL E BERÇáRIO


Tempo seco

Tenha mais cuidado com a saúde das crianças

É

comum que em algumas épocas do ano a umidade relativa do ar fique abaixo da média, principalmente em longos períodos sem chuva. Como resultado, a pele fica mais ressecada, os lábios rachados, há ardência nos olhos, dificuldade para se respirar e, em alguns casos, até sangramento nasal. Assim, é preciso redobrar os cuidados com os pequenos durante esses períodos a fim de evitar quadros graves de saúde. Reclamações sobre cansaço, fraqueza e indisposição podem ser sinais de desidratação, assim como o escurecimento ou a redução do volume da urina. As atividades ao ar livre podem ser prejudicadas porque a concentração de poluentes, aliada à baixa umidade, interfere na qualidade do ar. Muita água, frutas, alimentos frescos e picolés de fruta são bem-vindos. Confira algumas dicas para manter as crianças saudáveis quando o tempo está seco:

- Use

e abuse de hidratantes para a pele;

- Evite banhos com água muito quente e demorados. Quanto mais quente o banho, mais ressecada a pele fica; - Em caso

de irritação nos olhos e nariz, use soro fisiológico;

- Mantenha o ambiente umidificado, seja com toalhas úmidas, baldes com água ou umidificadores de ar; - Em caso de sangramento nasal, não deite a criança. Peça pra ela se sentar ou ficar de pé com a cabeça inclinada para a frente e pressione as narinas com um papel macio e descartável a fim de interromper o sagramento; - Em caso avaliação.

dos problemas persistirem, procure um médico para


SEXO, SOLUÇÃO OU PROBLEMA

C

omo você está se sentindo diante desse mundo com tantas

Triste ilusão que nos leva à frustração, pois, quanto mais acreditamos e

histórias fantásticas de experiências sexuais e performances

nos cobramos sermos, também, protagonistas das propagandas desse

extraordinárias?

mundo de sexo ideal, mais nos sentimos inadequados.

Eu ando intrigada, irritada e pensativa.

O sofrimento de quem vivencia alguma dificuldade ou disfunção sexual é quase sempre solitário. Os sentimentos de fracasso, vergonha,

Como nós, homens e mulheres comuns, independentemente da idade,

tristeza, são individuais, pois, muitas vezes, não temos liberdade

com todas as nossas inseguranças e dificuldades sexuais, vamos

nem coragem de compartilhá-los com quem vivem perto de nós, pais,

sobreviver e conviver com esse paraíso de prazer e gozo permanente?

irmãos, parceiros.

Com quem vamos compartilhar nossos medos e dúvidas sexuais, sem o receio de nos sentirmos cada vez mais um ET, frente a tantas receitas

Penso que, somente construindo o nosso próprio modelo de

mágicas?

sexualidade, levando em consideração os nossos reais objetivos, desejos e necessidades, poderemos ser mais livres e leves, para

Ao constatar estes dois mundos, o mundo dos onipotentes e o mundo

vivermos relações mais autênticas, prazerosas e realistas.

dos impotentes, tento identificar o que é real e o que é ideal, o que é propaganda e o que realmente é praticado.

Texto do Livro SEXO solução ou problema. Adquira o seu exemplar através do site: WWW.CIDALOPES.COM.BR

Tento entender... Como nos cobrar sermos “resolvidos” sexualmente, se somos filhos de uma teoria de uma liberdade sexual, mas netos de uma repressão sofrida na pele?

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Cida Lopes Psicóloga, Sexóloga, Educadora Sexual Autora de livros sobre a Sexualidade Humana


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O cuidado certo para

a colunA vertebral A

dor nas costas é um problema que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das pessoas vão experimentar pelo menos um episódio durante a vida. O que pouca gente sabe é que o mau uso da coluna vertebral pode começar ainda na infância, mas como ela é uma estrutura muito resistente, os sintomas demoram, muitas vezes mais de 20 anos para aparecer. Assim, o processo degenerativo vai avançando silenciosamente e o mais comum é procurar o atendimento especializado quando o quadro já está agravado. No entanto, hoje em dia, cada vez mais crianças e adolescentes estão apresentando dores e problemas estruturais na coluna vertebral, contribuindo para o aumento destas estatísticas. A Quiropraxia é uma profissão da área da saúde reconhecida em mais de 112 países no mundo e que agora vem ganhando espaço no Brasil, justamente pelo diferencial da abordagem precoce com o objetivo de preservar a saúde da coluna vertebral e evitar problemas graves. Segundo a Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ), o país já tem 1mil profissionais graduados. O Quiropraxista Bernard Mattei, graduado pela Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul, e com especialização na Palmer College of Chiropractic, nos Estados Unidos, explica que, por mais que passem despercebidos durante muitos anos, os problemas de coluna se manifestam desde muito cedo.

Na maior parte dos casos, o mau uso da coluna inicia-se ainda na infância, com as quedas naturais da aprendizagem do caminhar. Estima-se que uma criança tenha mais de 400 quedas até os 5 anos. De forma geral, posturas erradas em casa ou na escola, uso de mochila de forma incorreta e a prática de esportes podem gerar danos muito precoces na coluna. “Além da dor, dificuldade de se movimentar, desalinhamento dos ombros ou de regiões na coluna são sinais de que ela está precisando de atenção urgentemente”, salienta. O especialista explica que esse mau uso rotineiro da coluna vertebral gera o que a Quiropraxia chama de subluxações vertebrais. “O nome científico é usado para identificar as vértebras da coluna que perdem a sua posição normal ou a relação articular normal entre elas. Essa é a principal causa de todos os processos degenerativos da coluna como: artrose e hérnia de disco, alterações posturais (escoliose) e pinçamentos sobre os delicados nervos da coluna vertebral, causa de mais de 90% das dores nas costas”, explica. O tratamento consiste em devolver a função articular normal a coluna. Para isso, o especialista realiza o ajuste quiroprático, procedimento que consiste na correção do desalinhamento das vértebras da coluna vertebral que estão Subluxadas. O ajuste pode ser feito através de técnicas manuais ou com o auxílio de aparelhos específicos do Quiropraxista. O acompanhamento da evolução do quadro é feito pela comparação de raio X, (ressalvo em gestantes, onde o exame não é indicado) que é solicitado na primeira consulta e que vai sendo repetido ao longo do tratamento, afim de acompanhar a resposta do tratamento.

Benefícios na gestação Bernard Mattei salienta que a gestação é o principal fator que faz com que, estatisticamente, as mulheres sofram mais de problemas de coluna que os homens. “Esse é um período de muitas mudanças. O ganho de peso muda o centro de gravidade do corpo, principalmente da região lombar da coluna, o que sobrecarrega os discos, ligamentos, nervos espinhais e músculos, todos importantes para a função e melhor funcionamento da coluna vertebral”, observa. Segundo ele, outro fator que auxilia o aparecimento de problemas na coluna durante a gestação é a ação da relaxina, hormônio responsável por relaxar os ligamentos e criar espaço entre as articulações da pelve para acomodar o bebê. “Esse hormônio acaba atuando sobre todas as articulações, aumentando o movimento articular e favorecendo também o aparecimento de subluxações vertebrais e desvios na coluna. Além disso, os maus hábitos posturais, relacionados à nova fase de vida, durante e após a gestação, contribuem para o agravamento da condição”, enumera. O Quiropraxista é habilitado e treinado para avaliar e ajustar qualquer desalinhamento encontrado na coluna na gestante e também de seu futuro bebê. As técnicas são eficazes e os ajustes são seguros e precisos, proporcionando bem-estar, saúde e equilíbrio para a futura mamãe, alem de ser o método mais eficaz para aliviar as terríveis dores na coluna durante a gestação.

Escoliose em crianças A escoliose se inicia sempre na infância e é a principal alteração de coluna das crianças. No entanto, quem é pai ou mãe, sabe que atenção à coluna vertebral não é um assunto abordado com o pediatra em consultas de rotina. “A incidência de dor nas costas é alta, justamente pelo fato de não termos uma cultura de educação e cuidados preventivos com a coluna vertebral, a nossa saúde depende 100% do estado de funcionamento dela”, observa Bernard Mattei.

SAIBA MAIS A Quiropraxia surgiu em 1895, nos Estados Unidos, e está entre as três profissões da área de saúde que mais crescem no mundo. No Brasil, ainda é recente e, por ser uma novidade, existem profissionais não habilitados atendendo pacientes, o que é considerado um risco para a saúde da população. Por aqui, existem somente duas universidades que oferecem a graduação, que tem duração de cinco anos, uma no Rio Grande do Sul e outra em São Paulo. Sempre que procurar um Quiropraxista, exija o registro da Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ).

Bernard Mattei Quiropraxista Graduado pela Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul, e com especialização na Palmer College of Chiropractic, nos Estados Unidos.

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Revista Planeta Kids/ Edição 34  

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