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Março/Abril/Maio 2019 | Edição 37

CRIE SEU FILHO PARA SER UM ADULTO INDEPENDENTE DIAS DOS PAIS, DIAS DAS MÃES, OU DIA DA FAMÍLIA? CONHEÇA OS PROBLEMAS QUE UMA MOCHILA PESADA PODE CAUSAR

JÁ CONVERSOU COM SEU FILHO HOJE?

A DOR DE UMA CRIANÇA QUE FICOU ÓRFÃ. COMO OS FAMILIARES E AMIGOS DEVEM AJUDAR?


pbh.gOv.br

MIRELLA MENDES Aluna da Escola Municipal Jardim Felicidade

A PREFEITURA DE BELO HORIZONTE ESTÁ COLOCANDO A EDUCAÇÃO PARA FUNCIONAR DE VERDADE. Com muito trabalho e dedicação, temos feito o dever de casa para melhorar a educação para alunos e professores. MAIS VAGAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ampliação de salas, criação de milhares de vagas e implementação de um cadastro único, acabando com a fila de espera para crianças a partir de 3 anos.

KITS ESCOLARES: lápis, borracha, caderno, agenda, estojo e uniforme são alguns dos materiais entregues para todos os alunos das escolas infantis, creches parceiras e ensino fundamental.

VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES: aumento salarial na educação infantil e cursos de formação continuada, graduação e pós-graduação para os professores da rede municipal.

KITS LITERÁRIOS: entrega de mais de 100 títulos de livros para todos os alunos da rede municipal, incentivando o hábito da leitura e a formação cultural.

A GENTE SABE QUE AINDA TEM MUITA COISA PRA FAZER. MAS CIDADE DE VERDADE É ASSIM MESMO: TEM PROBLEMAS, MAS TEM GENTE SÉRIA TRABALHANDO PARA RESOLVER OS PROBLEMAS DE VERDADE.


ÍNDICE 6

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4 Como identificar uma urgência ou emergência em um pet?

19 Consulta ao oftalmologista pode ajudar a garantir um bom ano escolar

8 As novas tecnologias na educação: o que muda na relação aluno – escola e pais

20 O respeito às escolhas da criança gera adultos mais felizes

10 Como tirar a chupeta da criança?

21 Leveza e otimismo

11 Experts da tecnologia afastam completamente seus filhos de tablets e celulares

22 Criar seu filho para ser um adulto independente

12 A angústia que habita em nós 13 Já conversou com seu filho hoje? 14 A dor de uma criança que ficou órfã. Como os familiares e amigos devem ajudar? 16 Humanismo

24 Dificuldades comportamentais nas crianças: dicas e reflexões 25 Sobre a brevidade da vida e a necessidade de viver o momento presente 26 Conheça os problemas que uma mochila pesada pode causar

17 Dia dos pais, dia das mães, ou dia da família? 18 Como lidar com a síndrome da alienação parental Expediente Março, Abril, Maio 2019 ANO 10 - Edição 37 Diretor: Leonardo de Paula Editora: Ana Paula Meireles Jornalismo: Luciana de Freitas e Flávia Penido Revisão de Texto: Cecilia Euterpe Design e Diagramação: Ajna Design Web Designer: Construsite Brasil Colunistas: Guiomar de Grammont, Emiro Barbini, Cida Lopes, José Donizetti dos Santos, Denise Campos Duarte, Vini cius Murta.

Os anúncios e informações publicadas são de inteira responsabilidade de seus autores. É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta revista, com prévia autorização.

CNPJ: 10.334.887.0001-08 Rua Dom Carloto Távora, 502 Planalto - Belo Horizonte/MG

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Periodicidade: Trimestral. Tiragem: 18 mil exemplares impressos, 139 mil exemplares Online.

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Blitz em escolas, parques, praças, clubes e eventos. Acompanhe nosso Facebook e saiba onde acontecerão as blitz.

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CAPA Cauã Barreto

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A escola deve ensinar só português e matemática? Lilian Regina Neves Barbosa A escola deve ensinar boas maneiras ou só português e matemática? Qualquer escola exigente fará boas contribuições na formação das nossas crianças? Tirar boas notas significa uma formação integral? Essas e outras questões são muito relevantes na hora de estabelecer a parceria família e escola. Quando um estudante participa de uma aula, ele também desenvolve foco e escuta ativa. Ele tem a oportunidade da interlocução e do pensamento crítico. Quando realiza uma experiência investigativa em um laboratório, ele se elabora no fazer para resolução de problemas. Resolver problemas é, também, uma habilidade socioemocional. Resolver problemas é uma habilidade requerida para a vida. Estudar sozinho desenvolve metacognição e emancipação. Estudar com um colega permite o exercício da solidariedade e exerce a inteligência que se constrói coletivamente. Escrever uma boa redação requer capital cultural e criatividade. Criar um projeto potencializa o protagonismo e o autoconhecimento. Errar é também fonte de resistência às frustrações. A concentração em tarefas que exigem observação ou atenção podem também fortalecer a motivação pessoal, que é intrínseca, mas que muitas vezes acaba por ficar dependente de estímulos externos. Observe que o mesmo estudante opera, nas práticas na escola, tanto as habilidades de pensamento quanto as socioemocionais. São indissociáveis. Enquanto processa desafios à cognição, habilita-se no afetivo-emocional, no ético-social. Sendo assim, a escola será espaço de aprendizagem do português e da matemática, mas também contribuirá na formação do ser humano integral, de maneira integrada em suas dimensões:

habilidades do pensamento como lembrar, entender, consciência corporal, aplicar, analisar, vivenciar uma vida avaliar, criar. de qualidade

PESSOA

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ação do sujeito para além de si, considerando o próximo.

DÊ NC I A

estabilidade das emoções e exercício das virtudes morais.

N TRA

N SCE

Estudos recentes realizados por organizações internacionais ajudam-nos a compreender a importância do desenvolvimento das competências socioemocionais. A OCDE comprova, em suas pesquisas, que estudantes que apresentam tais competências demonstram melhora dos resultados. Constata aumento de índices de sucesso educacional, social e no mercado de trabalho. Outras organizações, como a Unesco, enfatizam, por sua vez, as contingências socioculturais do século XXI e descrevem quais competências seriam necessárias aos jovens para serem bem-sucedidos na vida contemporânea, considerando também os aspectos profissionais e acadêmicos. Algumas delas são: pensamento crítico, resolução de problemas, colaboração, flexibilidade, liderança, iniciativa e habilidades interculturais. No Brasil, temos recém aprovada uma legislação sobre organização do currículo escolar: a Base Nacional Curricular Comum. Ela traz uma meta de direitos de aprendizagem e competências gerais, vários deles relacionados à temática das habilidades socioemocionais. Nesse sentido, as escolas deverão obrigatoriamente considerar esses saberes em seus programas e cursos. Sendo assim, contribuir na formação dessas competências e habilidades socioemocionais é bem representativo ao trabalho da escola. E, como tudo em educação, só é possível ensinar aquilo que se aprendeu e que se é. Desta forma, faz-se requerido que o educador também desenvolva criticamente suas habilidades socioemocionais, promovendo um espaço de reconhecimento, reflexão e exercício – de si, do outro e da ação moral. Lilian Neves lilian@weleto.com.br Assessora na Rede Batista de Educação

Há mais de 100 anos ensinando valores para a vida. Esse é o Colégio Batista Mineiro.


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Como identificar uma urgência ou emergência em um Pet?

O

s hospitais veterinários estão, cada vez mais, equipados para

algo que ajude a identificar o que foi usado. Vasculhar pela casa,

atender qualquer necessidade dos bichos de estimação.

na boca do animal, qualquer vestígio do que possa ter causado o

Mas, em casos de emergência, grande parte do processo

envenenamento. Isso facilitará o veterinário a saber qual substância

depende da rapidez do tutor em identificar os sintomas alarmantes e

está agindo no organismo. Se o agente for produtos de limpeza,

levar o pet a tempo para receber o atendimento necessário.

deve-se levar o recipiente para a clínica.

Antes de tudo, é necessário saber a diferença entre urgência e

No caso de uma intoxicação causada por algo em contato com a pele,

emergência. A primeira consiste em um perigo que pode ser alarmante

banhar o animal com água fria, para tirar o excesso do veneno, com

no futuro, caso não seja identificado. Já a emergência implica em um

mínima absorção pelo corpo, pode ajudar a minimizar os problemas.

cuidado imediato, o que depende muito do tutor agir corretamente em

De toda forma, é preciso encaminhar o animalzinho imediatamente

um primeiro momento.

para o hospital. Já no caso de animais que apresentam vômito, diarreia e prostração, estes podem receber soro caseiro, para

Mas como identificar essas emergências? Se o animal estiver muito

ajudar a evitar a desidratação, mas também devem ser levados para

prostrado, com salivação excessiva associada a vômito e diarreia

tratamento médico veterinário hospitalar.

com sangue, deve-se encaminhá-lo imediatamente ao hospital veterinário. Apresentar alterações neurológicas após trauma, como

Os bichos que sofrem atropelamentos também precisam de

andar em círculos, perda de movimento dos membros e vocalização,

atendimento emergencial. O que pode ser feito para amenizar a dor é

também é indício de possíveis problemas.

dar Dipirona (1 gota por quilo do animal) no caminho para o hospital. Estes pacientes devem ser levados ao hospital de maneira rápida

Já as urgências não precisam da agilidade de uma emergência, mas

para receberem tratamento imediato, para uma possível cura. Na

podem significar uma preocupação futura. Um sintoma não tratado

maioria das vezes, os animais chegam poli traumatizados e precisam

de maneira correta, por exemplo, pode levar o animal a um quadro

de um atendimento especializado e correto

de emergência. Dentre estes sinais estão manqueira com “frouxidão”

para o sucesso no tratamento.

no membro afetado (o que pode indicar uma fratura), alteração neurológica, como paralisia das patas traseiras, hemiparesia (paralisia de um lado do corpo), salivação leve com vômito ou diarreia associados, dificuldade respiratória, língua roxa, secreção purulenta na vulva, prostração, vômito, diarreia e inapetência. No caso de intoxicação por ingerir veneno, é indicado que o tutor procure

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Dr. Marcelo Simões Dayrell

Diretor da Animed; Graduado em medicina veterinária pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Pós graduado em traumatologia e ortopedia; Membro AOVET.


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As novas tecnologias na educação: o que muda na relação aluno – escola e pais

N

os últimos anos, a aplicação de novas tecnologias nas escolas vem sendo intensificado. A tecnologia se tornou aliada do aprendizado, tanto para alunos, quanto para professores.

Supor que uma instituição com essa carga de atividade seja capaz de dar conta daquilo que é responsabilidade da mãe ou do pai é não entender direito o que está acontecendo.

O uso de ferramentas tecnológicas ampliou o acesso ao conhecimento de forma global. E esse novo viés educacional tem provocado impactos não somente nas instituições de ensino, mas também, nas famílias.

O uso da tecnologia dentro das escolas veio para melhorar processos, aprimorar resultados, intensificar a relação escola/pais. A escola não pode assumir ainda mais responsabilidades.

Em pleno século XXI não é mais possível ensinar no “modo tradicional”, utilizando apenas o “quadro negro” e livros didáticos. A tecnologia desenvolve a criatividade, a curiosidade dos alunos, integrando o tradicional com o novo.

Agora está muito mais fácil os pais identificarem os pontos fracos dos filhos e corrigirem enquanto é tempo, e os pontos fortes, aprimorá-los, incentivá-los.

Nesse contexto, professores e pais devem ficar atentos com a utilização dessa tecnologia pelos filhos. Ela deve ser aplicada como aliada no processo educacional, e não como pilar. O papel do professor é de mediador, auxiliando o aluno a alcançar o seu melhor, desfrutando ao máximo todos os benefícios educativos que os recursos tecnológicos podem oferecer. Mas o uso da tecnologia no processo educacional não diminuiu a responsabilidade de cada um – aluno – escola – pais. Quanto mais informações os pais receberem sobre o rendimento escolar dos filhos, melhor será a relação família/escola. Atualmente se joga muita responsabilidade na escola. Mas, qual é o limite entre os deveres dos pais e da escola na educação? Simples, a função da escola é a escolarização: é o ensino, a formação social, a construção de cidadania, a experiência científica e a responsabilidade social. As escolas do século XXI tentam preparar os estudantes para a vida. Ensinam educação para o trabalho, educação para o trânsito, educação sexual, educação física, artística, religiosa, ecológica e ainda as tradicionais, como português, matemática, história, geografia, língua estrangeira moderna, novas tecnologias...ufa, é uma carga pesada. A escolarização é apenas uma parte do educar, não é tudo. Já tem personal trainer, personal stylist, agora querem personal father, personal mother? Não dá, é inaceitável!

Qual pai ou mãe de hoje que nunca escondeu um boletim? Hoje isso é impossível, os pais praticamente assistem junto aos filhos às aulas, comparecem em eventos, conversam com diretores, professores, participam de tudo. Mas existe uma diferença entre interferir e participar. A escola tem que ser sim aberta à participação dos pais, mas quando essa participação extrapola um limite e passa a ser interferência, é sinal de que está mal organizada. Os pais devem ter em mente que sua relação com a escola não pode ser ancorada no Código de Defesa do Consumir. Uma relação de compra e venda. A relação tem que ser mais próxima, mais humana. Nas 24 horas de um dia, seus filhos passam 1/4 na escola. Em muitos casos, passam mais tempo com professores do que com vocês. A relação família versus escola tem que ser de parceria, não de compra e venda. Essa relação tem que ser rompida para que ambos saiam ganhando. O conhecimento só é construído de forma colaborativa. São muitos os benefícios dessa relação, desde que esteja claro a responsabilidade de cada ente envolvido nesse processo de aprendizado – aluno – escola – pais.

Prof. Emiro Barbini

Diretor Geral do Grupo Colégio M2 Presidente da FENEM – Federação das Escolas Particulares de Minas Gerais, Vice-Presidente da CONFENEM – Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino e por dois mandatos Presidente do Dindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais - SINEPE –MG.

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Como tirar a chupeta da criança?

Q

uando a decisão de oferecer chupeta ou mamadeira para a

da chupeta (respirar mal, ter dentes tortos, apresentar dificuldade

criança é tomada, é importante considerar que esse objeto

na mastigação etc.), ela costuma entender que não faz bem. Além

considerado tão útil e que traz conforto pode travar uma

disso, combine de diminuir o uso gradativamente, um pouco menos

batalha bem difícil e sofrida quando chega a hora de tirar, tanto para a

a cada dia. Estabeleça que em lugares públicos, por exemplo, ou na

criança quanto para a própria mãe.

casa dos parentes não deve ser usada. Depois, combine de usar

.

só à noite, tirando a chupeta durante o dia, ou vice-versa. Tudo isso

Muitas crianças se acalmam com a chupeta e algumas chegam a

contribui para ela ir se acostumando com a ideia de que deve se

usá-la bem depois dos 2 anos. Às vezes a chupeta também ajuda

separar do objeto.

a criança a aliviar o estresse ou a se adaptar a situações novas e desafiadoras, como começar a ir à escolinha, ou fazer uma viagem

Cuidado para não tentar tirar a chupeta em um momento de

muito longa quando ela não tem esse costume.

instabilidade emocional da criança, como a chegada de um irmão ou a entrada na escola, pois será ainda mais difícil. Escolha uma

O ideal é limitar o tempo do uso da chupeta a partir dos 6 meses de idade, e tirá-la de vez até o primeiro aniversário. E mesmo que a criança

fase da vida em que ela esteja tranquila e relaxada.

já seja mais velha, sempre é o momento de começar o processo.

Veja abaixo alguns truques possíveis:

Para facilitar o processo, esteja atento ao que acalma a criança: pode ser uma música, um colo, um jeito próprio para niná-la ou conversar com ela... Quanto melhor conhecer seu filho, maiores serão as chances de sucesso.

O ideal é

começar a limitar o uso a partir dos 6 meses de idade.

Diminua aos poucos os períodos em que permite o uso da chupeta, restringindo a momentos mais críticos, como a hora de dormir, ou quando a criança está doente ou se sentindo mal. Assim que a

Então, recarregue suas energias e sua paciência, saiba que, talvez,

criança dormir, retire a chupeta da sua boca.

será preciso adotar diferentes tipos de abordagens de acordo com a personalidade da criança, e confira algumas dicas de como tirar a

Não use cordinhas ou paninhos para prender a chupeta à roupa da

chupeta do seu filho sem causar trauma ou drama para a família toda.

criança. Além do risco de sufocamento, o hábito faz com que o bico fique disponível por mais tempo. É melhor que a criança esqueça a chupeta

Para os bebês, a dica é substituir a chupeta gradualmente por outra

em cima da mesa quando estiver distraída com algum brinquedo.

peça ou atividade que supra o conforto e a segurança que ela oferece ao seu filho. Por exemplo: em vez de dar o objeto para acalmá-lo,

Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras,

tente conversar, cantar uma música, contar uma história, dar colo ou

passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples que irão

oferecer um paninho. Se ele tem o hábito de dormir com ela na boca,

substituir a função da chupeta, que é acalmar e confortar -- não dê

tire assim que pegar no sono, para evitar a sucção durante a noite

doces a ela no lugar da chupeta.

inteira. E nada de pendurá-la na roupa da criança durante o dia, pois isso só incentiva o uso desnecessário. Ter mais de uma, de vários

No caso de uma criança maior, fique de olho em quando ela quer a

tipos e cores, uma para cada ocasião, também é desaconselhado

chupeta e providencie algo para substituí-la. Se ela pega a chupeta

pelos especialistas. E atenção: adiar a compra de uma chupeta nova

quando está entediada, ofereça alguma atividade mais interessante,

pode desencorajar o uso, pois o bico desgastado é menos atrativo –

como um brinquedo ou um livro para folhear.

só não dê caso o bico esteja “esfarelando”, pois é perigoso.

Procure nunca oferecer a chupeta. Se ele não pedir, não dê, mesmo

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Se a criança já tiver mais de 2 anos e for capaz de compreender,

que ele esteja acostumado a dormir com o bico. Para encorajar seu

converse e explique o que pode acontecer em decorrência do uso

filho, elogie sempre que ele conseguir ficar sem a chupeta.

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Experts da tecnologia afastam completamente seus filhos de tablets e celulares

P

or terem um maior conhecimento sobre o funcionamento de celulares, tablets, programação e afins, alguns especialistas em tecnologia decidiram manter seus

filhos longe dos aparelhos visando evitar problemas com vícios, atrasos no desenvolvimento, insônia, exposição exagerada e

É preciso, sim, impor regras e limites para o uso, mas extinguir é impossível, afinal, a tecnologia e tudo que faz parte dela, inevitavelmente, está inserida na sociedade, as pessoas precisam e utilizam as redes para tudo, em escolas, empresas, na própria vida, e abolir algo que passou a ser parte da cultura é algo inviável.

até ansiedade e depressão. A ex-pesquisadora de computação social Kristin Stecher, também casada com um engenheiro de

Há quem acredite que na falta da tecnologia e outros elementos que

rede social, acredita que proibir o contato é melhor do que

vieram com seus avanços, as pessoas reverteriam para um estado

permitir o uso esporádico, pois ainda não se sabe qual o tempo

de utopia, mas a natureza humana, como sabemos, não funciona

máximo de uso sem que haja tantos malefícios.

dessa forma. Antes da existência de tablets, celulares e internet, a maioria das crianças dos anos 80 e 90 (e que hoje, na faixa dos

O uso destes dispositivo é controlado pelos centros de prazer

trinta e poucos anos, são pais de crianças que adoram seus tablets),

do cérebro, e o controle acaba indo além da capacidade de

mesmo que brincassem na rua, também tinham acesso a vídeos

entendimento dos pais. Quem enxerga só desvantagens por

games com jogos de todos os gêneros, e televisão a vontade, onde

ter um conhecimento maior numa determinada área a ponto de

passavam programas com mulheres quase nuas rebolando nas

proibir o uso até uma determinada idade, provavelmente são

telinhas no meio da tarde, para qualquer família tradicional brasileira

pessoas com melhores condições de vida e que não precisam

assistir, coisa que atualmente já não é tão livre. E na época isso

se desdobrar em casa. Pais e mães que se sacrificam para

era algo normal, ninguém ficava escandalizado ou escrevias

manter o sustento da casa, que trabalham fora, ou ficam

textos de repúdio ou protesto em lugar nenhum. Levando isso em

por conta dos afazerem domésticos e dos filhos o dia inteiro

consideração, é importante frisar que as coisas evoluem e mudam

também são humanos, e precisam de um mínimo de tempo

com o passar do tempo. Se antes a rua era um lugar relativamente

para descansarem suas cabeças de um dia exaustivo. Às

tranquilo para se brincar, hoje é um perigo, e sabemos que não

vezes, meia hora que a criança fica distraída no tablet, significa

há lugar mais seguro para as crianças do que dentro de casa.

meia hora de descanso para uma mãe esgotada. E uma mulher

Celulares e tablets não precisam ser terminantemente proibidos,

nessas condições sabe o quanto é necessário ter um tempo

basta moderação e uma boa supervisão.

para si mesma, para que não entre em um colapso mental.

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A angústia que habita em nós

A

angustia é e sempre será consequência da nossa existência

O homem, ao contrário, vai se definir ao mesmo tempo por

humana. Mas, também o motor de nossos desejos de eterna

sua liberdade, não obedece a programas definidos, não é pré-

busca de felicidade. Para sempre incompleta. A angústia

determinado.

não é nossa condenação, é nossa condição de existir. É angustiante nascer e mais angustiante a constatação da morte. Imagina se existisse somente uma única cor, um único sabor, uma

Somos seres afetivos e mortais. E a morte, não tem uma lógica,

única forma de prazer, um único trabalho, uma única mulher, um

uma sequência, uma “fila”, com ordem certa. A finitude é a única

único homem, que te fizesse apaixonar por toda sua vida. Ou,

garantia da vida. Como conciliar o desejo de vida, por nós e por

mesmo existindo várias cores, vários sabores, várias formas de

todos que amamos diante da soberania da morte? Ao conhecermos

prazeres, e tudo que há no mundo, você seria predeterminado,

o amor, o afeto, o desejo, automaticamente, nos deparamos com

direcionado a somente uma entre todas as possiblidades. E nada

o medo e com a angustia.

mais lhe chamaria atenção. O que você perderia? E o que você

perder. Somente por isso, a felicidade perde a possibilidade de ser

ganharia?

garantida. Mas também por isso, a vida se revela como mistério.

Quanto mais amor, mais medo de

Uma aventura. A morte que é tão temida, dá ainda mais sentido a Talvez você esteja pensando: Seria enfadonho, monótono, previsível

vida. A incerteza que nos angustia é a mesma que nos impulsiona

demais. Mas convenhamos, por outro lado, muito reconfortante.

a viver. Um provocação a nossa liberdade para driblarmos e irmos

Seria a quietude. Seria a ausência da angústia que nos marca como

mais além do que somos.

humanos. Fantasticamente, vamos atrás daquilo que sabemos que nunca Mas por que a angustia nos caracteriza como seres humanos?

vamos encontrar movidos pela liberdade de ser.

Porque o homem sabe que sabe, por isso se angustia e o animal por não saber que sabe, apenas cumpre o que é da sua natureza. Luc Ferry, aponta que o que difere o homem dos animais é a liberdade. O animal agi por seu instinto natural, inato a toda espécie, uma espécie de software do qual nunca pode desviar-se. E por isso, está fadado a repetição, privado da liberdade de escolha. É o que é, por natureza.

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Cida Lopes Psicóloga, Sexóloga, Educadora Sexual Autora de livros sobre a Sexualidade Humana


Já conversou com seu filho hoje? M uitos dos problemas na relação entre pais e filhos surgem pela falta ou pelas falhas de comunicação. Em muitos momentos, os pais não compreendem algumas atitudes dos filhos, e numa situação assim, o diálogo é um caminho fundamental para que exista maior participação e integração com os filhos.

Existem várias formas de diálogo, inclusive, muitas vezes, o silêncio é uma forma de expressão significativa, que deve ser respeitada e compreendida. Em outros momentos, longas conversas descontraídas podem revelar ideias, e as emoções podem fluir naturalmente. A comunicação implica em saber ouvir, perceber e compreender as várias maneiras de expressão de uma pessoa. A afirmativa de que o diálogo deve se fazer presente entre pais e filhos é recorrente, mas isso não se resume em reclamações, repreensões e cobranças quando os filhos se comportam mal. Dialogar vai muito além disso. É importante que os pais manifestem interesse no que os filhos fazem e falam para que não seja criado um abismo entre eles. A comunicação familiar é fundamental para que os filhos desenvolvam a habilidade de se comunicarem em outras situações, principalmente nas futuras, como na profissão ou nas relações afetivas e sociais. É também importante para a própria saúde emocional dos familiares que convivem juntos e passam por tantos momentos particulares. A comunicação, ou a falta dela, acaba afetando a dinâmica interna do lar. É através da comunicação que os sentimentos e opiniões podem fluir livremente, propiciando um relacionamento mais intimo e verdadeiro.

Preste atenção à linguagem corporal da criança: tristeza, irritação, felicidade são aparentes. Pergunte o motivo do comportamento, deixe ela falar o que aconteceu, o que está sentindo e procurem resolver a situação juntos. Se seu filho se comportou de maneira adequada,

valorize isso, mostre pra ele que você percebeu, por menor que seja esse bom comportamento. Elogios sempre motivam as crianças.

Demonstre interesse pela vida de seu filho, pergunte o que faz na escola, quem são seus amigos, o que aconteceu durante seu dia. Sabemos que a vida é corrida, e muitas vezes não temos tempo ou disposição para conversas, mas é preciso aproveitar as oportunidades e os mais breves momentos para dar atenção aos pequenos. Num momento de nervosismo, por exemplo, não é incomum ouvir gritos e xingamentos. Contudo, pedir desculpas pelo excesso é importante para que as crianças aprendam que errar é humano, e reconhecer o erro para se redimir é algo de extremo valor. Não espere que seus filhos tenham comportamentos, pensamentos ou vontades que sempre estejam dentro das suas expectativas. Respeite as escolhas que os façam felizes.

E então, que tal conversar com seu filho?

Num relacionamento entre pais e filhos é importante que ocorram essas interações, e mais importante do que isso, é que elas sejam de qualidade:

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A dor de uma criança que ficou órfã. Como os familiares e amigos devem ajudar?

M

uitos adultos acreditam que a criança não entende nada

e além de uma conversa franca sobre o que aconteceu é fundamental

sobre a morte e, por isso, não precisa saber nenhum detalhe

para que a criança se sinta amparada. A criança deve ficar à vontade para

quando alguém bem próxima a ela vem a falecer. Entretanto,

exprimir os seus sentimentos pois é a forma dela lidar com a situação. Não

é provável que esta mesma criança já tenha perdido algum bicho de

devemos obrigá-la a ir ao enterro ou velório caso ela esteja assustada.

estimação ou assista alguma cena de morte na televisão. Quando a criança perde uma pessoa querida de sua família como pai, mãe, irmão ou irmã, avós, ela fica triste e confusa. Os sentimentos que acompanham a morte são intensos e multifacetados, afetando emoções, corpos e vidas por um longo período de tempo.

E quando esta mesma morte é sofrida por seus familiares, que em luto, estão sem condições de manter a intensidade de cuidado e atenção que antes dirigiam a ela, é importante que o momento de crise passe para que essa criança volte a ter a devida atenção para se sentir segura. A morte de alguém essencial para a segurança da criança pode desencadear as mais diversas reações ou mudanças de comportamento,

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Existem outros meios de se fazer uma despedida através de fotos ou lembranças que não causa maiores traumas. Caso ela manifeste desejo de participar do velório ou enterro, informe-a sobre o que verá, explique a razão de estarem ali, deixando-a livre para perguntar e para ficar o tempo que desejar. E independente da intensidade da reação frente a essa triste notícia, os familiares podem - e devem - ajudar a criança a lidar com essa perda. > Acolher a criança; > Não deixá-la sozinha, pois é importante que ela saiba que tem um adulto atento ao seu sofrimento, mas ela não deve ser forçada a ser abraçada, falar ou participar de atividades; > Mais do que dizer algo para consolá-la, deixar a criança expressar suas emoções e só ouvir;


> Responder às perguntas da criança, sem eufemismos como “foi

As questões de enlutamento, à medida que afetam o comportamento da

viajar”, “está dormindo”, “foi para o céu”;

criança, mudando o curso de seu desenvolvimento devem ser avaliadas

> Se a criança estiver agressiva, deixe claro que todos entendem

com extremo cuidado, para que possa ser delineada a intervenção

e respeitam sua dor, mas que isso não lhe dá o direito de agir com

necessária. Se a elaboração do luto não for feita adequadamente,

violência e descontar nos colegas;

poderá causar sérios comprometimentos a curto e a longo prazo.

> Explique o que é o cemitério, velório, dia de Finados; > Organize um ritual de homenagem com a participação de todos,

A conclusão de uma conversa franca com uma criança, sobre a morte,

pode ser uma cerimônia simples, como plantar uma árvore, para se

sem medo, tem sempre um tom positivo. O fato de estar perto, falando

lembrar da pessoa, um desenho coletivo ou individual;

a respeito e ouvindo, já ajuda muito. Todos os seres humanos aceitam a

> Se a criança frequenta a escola, tenha uma conversa com a

morte de uma forma singular. Devemos respeitar, no mínimo, a maneira

professora para expor a situação e para que ela oriente os coleguinhas

que as crianças encontram para superar o momento da morte. Elas têm

a lhe darem apoio;

perguntas e buscam o conhecimento e, nós, adultos que muitas vezes

> Sugira para a criança levar fotos para a escola para diminuir o

acreditamos que sabemos muito, ouvimos delas as melhores respostas

desconforto da ausência;

para as perguntas que não saberíamos responder.

> Incentive-os a falar da tristeza e da raiva que surgem pela perda e o que cada um sentiu quando alguém morreu; > Nunca reprima ou tente conter o choro, pois as emoções fazem parte da vida e precisam ser expressadas.

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humanismo E

ntendemos o paradigma humanista como um modelo antiautoritário. O humanismo se refere ao estudo e a promoção aos processos integrais das pessoas, porque as

pessoas devem ser estudadas em seu contexto interpessoal e social. O ser humano cria sua personalidade através das escolhas e das

Algumas características do educador humanista: - Um educador interessado no ser como uma pessoa total; - Procura manter uma atitude receptiva e com novas formas de ensinar; - Estimular no ambiente o espírito cooperativo;

decisões que continuamente assume frente à situações e problemas que vão apresentando no decorrer da sua vida. O ser humano é coletivo, porem capaz de eleger seu próprio destino. É livre para estabelecer suas próprias metas de vida e responsável por suas próprias escolhas.

- É autêntico e genuíno como a pessoa; - Tenta entender as pessoas se colocando no lugar delas e atuando com muita sensibilidade à suas percepções e sentimentos; - Rejeita as posturas autoritárias e egocêntricas; - Se coloca à disposição das pessoas através de seus conhecimentos e experiências, assim com a certeza de que quando eles precisarem poderão contar com ele;...

Pessoas motivadas a seguir coisas que irão ajuda-las a alcançar todo o seu potencial como seres humanos. Esta necessidade de realização e crescimento pessoal é o motivador chave de todo comportamento das pessoas que estão sempre à procura de novas formas de crescer, tornarem-se melhores, aprender coisas novas e experimentar um crescimento psicológico, alcançando assim a autorrealização, a criatividade e a individualidade. A pedagogia humanista se define como um tipo indireto, pois através dela os professores permitem que os alunos aprendam enquanto estimula e promove todas as explorações, as experiências e os projetos que eles preferencialmente iniciam ou decidem empreender a fim de conseguir aprendizagem vivida com sentido. De acordo com o paradigma humanista, os alunos são seres individuais, únicos e diferentes dos demais. Pessoas com iniciativa, com necessidades individuais para evoluir, com potencialidade para desenvolver atividades e solucionar problemas de forma criativa. Nesta concepção, os estudantes não são apenas seres que só

“Como os povos do mundo exigem liberdade e autodeterminação, é urgente que aprendamos como diversas comunidades de pessoas habilitadas, com liberdade de construir suas próprias histórias e identidades, possam viver juntos em paz mútua. Talvez não seja uma esperança vã que a vida em tais comunidades pode levar ao avanço na consciência humana além de qualquer coisa que já tenhamos experimentado.” Maureen O’Hara , ex-presidente da Associação de Psicologia Humanista O desenvolvimento do ser conectado com o todo constrói pessoas independentes, responsáveis, autodeterminadas, com discernimento e que busquem o seu próprio crescimento. Para isso é necessário criar um bom ambiente de convívio e ser um bom exemplo. O objetivo maior é a percepção e vivência dos valores morais.

participam da coletividade, se não pessoas com afeto, interesses e valores particulares a quem devemos considerar sua personalidade total. Assim, educar não é o processo final do educador humanista, se não preparar os aprendizes a tomar decisões dentro do âmbito, onde prioriza o respeito dos direitos das pessoas e entender o justo e injusto como dogma que deve ser questionado.

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Vinicius Murta Pai, Palestrante, YouTuber do canal Aventuras com o Papai. Idealizador dos projetos: Famili@ Conexão social.

vinimurta


Dias dos Pais, Dias das Mães, ou Dia da Família?

N

ovos arranjos familiares ou situações

Assim, muitas escolas tem optado em

de perda começaram a transformar

promover o Dia da Família para comemorar o

as comemorações tradicionais nos

papel de quem cuida, está sempre presente

colégios, e isso acaba provocando algumas

e é responsável por aquela criança.

reflexões na sociedade. Há quem concorde em consideração às crianças, mas há quem

Essa

não aceite em abrir mão do seu dia por

comemoração mais universal é um passo

causa dos problemas dos outros.

importante para que as famílias consideradas menos

decisão

de

convencionais

proporcionar

se

sintam

uma

mais

Nos dias de hoje a diversidade familiar é

acolhidas nas redes de ensino, ampliando

algo comum e que deve ser considerado

a participação de outras figuras afetivas

e trabalhado nas escolas. Se por um lado

dos alunos em seu ambiente escolar. Não

existem crianças que vivem num ambiente

devemos falar em exclusão quando a

tradicional, por outro há crianças que

questão é a inclusão. É impossível agradar a

vivem com seus pais solteiros, pais ou

todos, mas e é preciso chegar num consenso

mães homossexuais, ou ainda as crianças

para que todos possam ficar felizes nessas

que são órfãs ou são cuidadas por outros

comemorações. Seja os pais casados e

familiares. Algumas crianças ainda tem os

presentes, seja a mãe solteira que também

pais, mas pela correria do dia-a-dia, pela

faz papel de pai ou seja a tia que cuida do

divisão de tarefas por ter mais filhos, ou até

sobrinho como filho. Todos devem ter espaço,

por negligência, eles são ausentes e não

todos devem ser tratados com respeito, e

participam com altivez da vida da criança

todos merecem um dia de festividades para

e a responsabilidade, muitas vezes, acaba

comemorar com as crianças.

recaindo sobre outra pessoa. Tudo isso deve ser analisado para que as comemorações promovam o devido acolhimento para todos e ninguém se sinta excluído ou triste. Antes de pensar em si mesmo, é preciso

Antes de pensar em si mesmo, é preciso pensar nos sentimentos e nas emoções das crianças que estão crescendo, se desenvolvendo e construindo seu caráter, para que algo que pareça ser tão pequeno para os outros, não afete seu comportamento e sua vida adulta.

Com o tempo e com a vivência dessa experiência, as famílias irão perceber que a criança ficará feliz e agradecida por poder participar de uma comemoração em homenagem às pessoas que ela gosta, confia e se sente segura, afinal, os relacionamentos são feitos a base de pessoas que se amam, que cuidam e compartilham momentos e sentimentos umas com as outras, e uma nomenclatura acaba não tendo um peso tão importante frente a esses fatos, pois o que importa é a ligação e o sentimento envolvido.

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como lidar com a síndrome da alienação parental

A

Síndrome da Alienação Parental (SAP) é uma grave

Em face desse panorama, em agosto de 2010, foi sancionada no

situação que ocorre dentro das relações de família, em

Brasil a Lei nº 12.318, que dispõe sobre a alienação parental e,

que, após o término da vida conjugal, o filho do casal é

assim como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do

“programado” por um de seus genitores para “odiar”, sem qualquer

Adolescente e o Código Civil, tem o objetivo de proteger a criança

justificativa, o outro genitor.

e seus Direitos Fundamentais, preservando dentre vários direitos o seu convívio com a família.

O tema é delicado, complexo e polêmico, e vem despertando atenção de vários profissionais, tanto da área jurídica como da

Por mais difícil e dolorosa que uma separação possa ser,

área da saúde, por ser uma prática irresponsável e que vem

principalmente por impactar diretamente na rotina e na própria

sendo denunciada de forma recorrente, pois coloca em risco o

estrutura familiar, é essencial que a decisão de se separar não

desenvolvimento e a saúde emocional da criança.

afete o convívio e a saúde do relacionamento entre pais e filhos. É preciso cuidado e atenção para não transferir a frustração para

Atualmente a Alienação Parental é uma forma de maltrato ou abuso;

as crianças.

é um transtorno psicológico que se caracteriza por um conjunto de sintomas pelos quais um genitor transforma a consciência de seus filhos,

Todos precisam se esforçar para se adaptar a uma nova rotina e

mediante diferentes formas e estratégias de atuação, com o objetivo de

encontrar novas maneiras de conviver. Portanto, se queixar do ex

impedir, criar obstáculos ou destruir seus vínculos com o outro genitor,

na frente das crianças é um comportamento extremamente nocivo,

sem que existam motivos reais que justifiquem essa condição.

e o término da relação não pode afetar os vínculos existentes.

Os casos mais comuns da ocorrência da alienação parental estão ligados a situações de ruptura da vida conjugal, pois, após a separação ou divórcio, o ex-casal nem sempre consegue seguir em frente, lidando com a separação emocional, e continua vivenciando desilusões e mágoas profundas sofridas no casamento. Assim, como forma de vingança, usam as crianças como instrumento para atingir o ex-cônjuge.

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Os filhos necessitam da presença de ambos os pais para um desenvolvimento sadio e equilibrado.


Consulta ao oftalmologista pode ajudar a garantir um bom ano escolar

O

baixo rendimento nos estudos ou desinteresse pelas atividades podem estar relacionados com dificuldades de enxergar.

A nossa mudança de hábito também ajuda. O que se observa é que crianças que tem maior tempo de atividade ao ar livre tem menor índice de ser míope.

Os problemas de visão mais comuns na infância são hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto) e miopia (dificuldade para enxergar de longe), mas as crianças também podem desenvolver astigmatismo (dificulta visão de longe e perto), estrabismo e insuficiência de convergência (dificuldade dos dois olhos em trabalhar coordenadamente, causando diversos sintomas). Como as crianças não percebem que têm dificuldade para enxergar, é importante que os pais fiquem atentos no comportamento delas. Quando a criança tem alguma dificuldade visual, costuma ter dores de cabeça, desinteresse pelo estudo, baixo desempenho escolar, fica muito próxima da televisão e de aparelhos eletrônicos ou tem mania de franzir os olhos para conseguir enxergar. Caso perceba essas atitudes em seu filho, é importante procurar um oftalmologista.

O uso de celulares e computadores por muitas horas diárias pode levar ao aumento de grau. É preciso sempre equilibrar o tempo gasto online e tentar praticar mais atividades ao ar livre, tomar sol. Segundo os oftalmologistas, o ideal é que o acompanhamento seja realizado anualmente e iniciado antes mesmo da alfabetização. A primeira consulta da criança deve ser feita entre os seis a 12 meses de idade, quando já é possível verificar a existência de um grau mais elevado, diferença de visão entre os olhos, diferença de grau ou fixação do olhar. Desse período até ela ser capaz de se expressar sozinha, o exame é feito pela avaliação dos olhos depois de uma dilatação da pupila. A partir do momento em que a criança já consegue se comunicar e se demonstra colaborativa, já começamos também a usar imagens de desenhos, números ou letras.

As mudanças de atitudes tem influenciado na visão. A população esta ficando mais míope, não só pelo uso de aparelhos, mas esse é um ponto importante. Alguns estudos orientais dizem que o aumento da população míope esta sendo passado de geração em geração.

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O RESPEITO ÀS ESCOLHAS DA CRIANÇA GERA ADULTOS MAIS FELIZES

M

inha netinha Flora, de 5 anos, começou a fazer balé,

Em tempos em que se discute tanto a questão dos gêneros

como sua irmã Aurora, nove anos mais velha, que

sexuais, sem deixar ao indivíduo a escolha de suas opções, a

dançou no espetáculo “Gisele”, em uma montagem

estreia de Rufo no balé causou sensação em todos que viram

memorável, feita por sua escola, o grupo Id de dança

ou souberam. O caso se tornou um exemplo de educação

contemporânea, na Praça Tiradentes em Ouro Preto. Como

com respeito e liberdade. Meninos e meninas precisam

faz balé desde pequena, Aurora equilibrava-se lindamente nas

experimentar o mundo, conhecer todas as possibilidades de

pontas das sapatilhas, revoluteando no palco.

se relacionar com o Outro. E a arte é o campo por excelência do exercício dessas potencialidades criativas. As distorções só

O entusiasmo das irmãs com o balé contagiou Rufo. Como ele e

acontecem quando há pressões e interdições. Aquilo que era

Flora são gêmeos, lhe parecia muito esquisito que ela fosse sozinha

apenas uma expressão lúdica, um prazer de criança, pode vir

para a aula de balé, sendo que tudo o mais eles fazem juntos. Minha

a se tornar um problema, uma angústia ou dificuldade. Muitos

filha concordou imediatamente quando ele pediu para ir à aula de

grandes bailarinos enfrentaram a oposição dos pais diante de

balé, já assistida por alguns jovens rapazes, dançarinos primorosos.

sua opção pelo balé. Não sei se meu netinho se tornará um

Ele adorou e começou a frequentar as aulas.

bailarino, talvez não, mas não importa.

Ao final do ano, fomos assistir à primeira apresentação dos

Sei que um dia ele será um adulto feliz, criativo, consciente de

pequenos. Rufo roubou a cena, tão encantado estava de

si mesmo, capaz de lutar por suas ideias e desejos. Isso é tudo

dançar no palco. Em um dado momento, o enfeite do cabelo

que alguém pode esperar que aconteça aos seus descendentes.

de uma das menininhas caiu no chão e, imediatamente, ele parou de dançar e se dedicou a tentar recolocar a flor no cabelo dela, sem conseguir, pois ela não parava de dançar. As desajeitadas tentativas arrancaram gargalhadas da plateia,

Guiomar de Grammont

foi um sucesso. Ele não se incomodou, consciente de que

Diretora do Instituto de Filosofia da (UFOP)

era a maior atração da noite. Nós rimos muito, lembrando do

Escritora, Dramaturga, Historiadora, Idealizadora

espetáculo e enviamos o filme a todos os amigos e familiares

e Organizadora do Fórum das Letras (Ouro Preto)

que não tinham comparecido.

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PORTA VOZ DA EDUCAÇÃO! TRANSFORMANDO A HUMANIDADE ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO

LEVEZA E OTIMISMO T

odas as manhãs, logo cedinho ao despertar, exercito o agradec-

Vida que segue. E para não perdermos o prumo, o lembrete íntimo de

imento.

recarregar as energias.

São tantos os motivos! Deus me presenteia de maneiras diversas, o que

Abraços afetuosos, olhares conectados, orações ao Pai que tudo sabe e

me faz ser privilegiada e vigilante.

tudo pode. Pobre daquele que não tem fé!

Driblar tantos acontecimentos num único dia, não é tarefa fácil!

Em busca da leveza, me espelho na Pollyana, aquela menina/moça que procurava ver sempre o lado bom das coisas. Tem que ter uma men-

Desemprego, índice de violência geral, expectativa em relação à Econo-

sagem positiva ao final para nos fortalecermos!

mia, tantas tragédias! Tem sido pesado... Os convido a pensarmos positivamente para criarmos uma corrente. Há uma comoção generalizada que clama por orações e fé, indepen-

Precisamos uns dos outros!

dente da religião. É impossível não vivenciar gritos por ajuda, por solidariedade.

Vamos nos fortalecer e na leveza que conseguirmos atingir, otimizar os acontecimentos diários.

É tão bonito de se ver o quanto juntos podemos! Como somos fortes e guerreiros diante da necessidade do outro. São lições para a vida inteira! Á “duras penas”, certamente.

Tarefa lançada!

Denise Campos Duarte Diretora Pedagógica

Sinto a necessidade de parar, respirar fundo, orar e prosseguir. Várias vezes ao dia... com ou sem lágrimas.

Sócia Proprietária do Centro Educacional Iza Rizzotti

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Crie seu filho para ser um adulto independente H

oje em dia o mundo está cada vez mais difícil, e a cobrança para que as pessoas sejam cada vez mais independentes e proativas só aumenta. Estimular as crianças desde pequenas a serem independentes e realizar tarefas próprias para a idade delas sozinhas, é um hábito que vai ajudá-las a se tornar adultos muito mais capazes de lidar com os problemas da vida. Filhos que são muito dependentes dos pais tendem a se tornar adultos ansiosos, inseguros e com dificuldades para lidar com obstáculos, pois se prendem à ideia de que sempre haverá alguém para resolver as coisas difíceis por ele. É importante deixar a criança ter as próprias experiências, realizando novas tarefas, criando responsabilidades e descobrindo o mundo. Se os pais não permitem esse contato e se comportam de forma superprotetora, a construção da autonomia dessa criança acaba sendo interrompida e ela deixa de fazer as coisas necessárias esperando que seus pais façam em seu lugar. Ver um filho crescer e se tornar independente é difícil para alguns pais e, a fim de protegê-los, muitas escolhas erradas são tomadas na melhor das intenções, mas resultam na criação de filhos que se tornarão adultos inseguros e dependentes e que, provavelmente, não vão saber lidar com questões envolvendo falhas ou rejeição com a devida maturidade, afinal, não aprenderam isso na época necessária. Vale lembrar que os pequenos estão em constante processo de aprendizado, e que as cobranças devem ter limites também, respeitando o tempo e a capacidade da criança. É preciso ensinar com paciência e entender que somente a prática leva a perfeição, e que no meio do caminho haverá dificuldades que deverão ser compreendidas e contornadas, com muito carinho, para que a confiança e o sentimento de segurança não se abalem no processo. Confira algumas dicas de como os pais podem ajudar os filhos a se tornarem independentes e mais preparados para o mundo lá fora:

3 a 5 anos

Mostre para seu filho a importância de realizar pequenas tarefas. Nesta faixa etária, por exemplo, comece a incentivar se filho a arrumar os próprios brinquedos depois de usá-los.

5 e 6 anos

Estabeleça tarefas um pouco mais complexas na rotina da criança, mas sem exigir perfeição. Ela já pode ajudar a lavar louças (as de plástico que não oferecem riscos de quebrar e causar ferimentos), arrumar o quarto, recolher a roupa suja para ter noção das responsabilidades que é manter a organização em casa. Elogiar pela tentativa é um incentivo muito melhor e que vai trazer mais benefícios para a criança do que reclamar e refazer algo incompleto ou mal feito.

7 a 9 anos

Aos poucos, seu filho vai ganhando mais independência e realizando as pequenas tarefas rotineiras de forma mais satisfatória. Por volta desta idade ela já pode ajudar na cozinha preparando receitas simples ou até

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retirar a roupa seca do varal, dobrar, separar as roupas de cada um (e ela sabe de quem são as roupas) e guardar em seus devidos lugares.

Pré-adolescência

Dos 10 aos 12 anos, a criança pode aprender a lavar o banheiro e varrer a casa. Se a escola do seu filho for próxima à sua casa e em uma rua com pouco movimento de carros, talvez seja a hora dele começar a ir sozinho para aula ou junto com um amigo.

Deixe a criança opinar

Qual roupa seu filho quer usar pra sair? O que quer comer? Dê chance a seu filho de opinar e expor suas preferências, mas lembre-se que ele não pode impor a escolha. É possível considerar algumas escolhas desde que haja bom senso, mas a criança deve entender que a decisão final, enquanto ela é pequena, é dos pais.

Não faça as coisas que ele consegue fazer sozinho

Mostre que você confia na capacidade dele realizar o que já aprendeu a fazer. Se ele tiver dificuldades ou não conseguir fazer alguma coisa, ensine-o com paciência, mostre o erro e qual é a maneira certa de fazer. Com a correria do dia-a-dia é difícil ter paciência e manter o bom humor, mas quando o assunto é ensinar e educar as crianças, não existe outra forma de fazer.

Incentive e elogie seus feitos

Comemore as pequenas conquistas do seu filho, encoraje-o com palavras positivas e bastante carinho, e, se for necessário fazer críticas, que sejam construtivas em vez de destrutivas.

Não coloque seu filho dentro de um potinho

Erros, frustrações, quedas e feridas fazem parte da vida. Impedir que essas coisas aconteçam é inevitável. É preciso ensinar a criança a lidar com esses problemas e deixa-la se levantar sozinha diante dos desafios que apareçam. Quando a criança tentar fazer alguma coisa e não conseguir, deixe que ela tente novamente em vez de fazer por ela. Os pais devem estar por perto para oferecer suporte, e não para fazer tudo pelos filhos e passar a mensagem de que os pequenos são incapazes. Criar um filho para que ele seja independente não é uma tarefa fácil, principalmente se pensarmos que fazendo isso estamos nos tornando cada vez mais “desnecessários” à medida que eles crescem. Mas, acima de tudo, queremos criar nossos filhos para que sejam adultos capazes de alcançar seus objetivos e viver uma vida feliz e cheia de conquistas. Nossos filhos são como passarinhos que precisam do incentivo dos pais para aprender a voar por conta própria. Criamos nossos filhos para o mundo.


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Dificuldades comportamentais nas crianças: Dicas e reflexões C

omo neuropsicóloga há mais de 10 anos recebo crianças com questões comportamentais muito parecidas, embora cada história seja única. A avaliação neuropsicológica, explicada de forma resumida, é um “mapeamento” que se faz, através de testes e observações clinicas/ambientais de como a pessoa (pode ser criança, adulto ou idoso) está funcionando no momento. Os resultados apontam caminhos para intervenção mesmo que não tenha havido enquadre em algum critério diagnóstico. Percebo que há muita angústia e vontade de saber o que a criança “tem” como se fosse possível enquadrar a complexidade de um ser humano num único rótulo. Mesmo quando há diagnóstico compatível com os manuais da área da saúde é preciso focar no funcionamento e em como agir especificamente com aquela pessoa, pois ninguém vivencia o mesmo quadro do mesmo jeito. Desta forma, a avaliação ajuda a intervir com base em resultados concretos já que é um desafio encontrar equilíbrio para não superestimular nem subestimular a criança. De forma geral, percebo que algumas ações costumam funcionar mais que outras e, assim, mesmo sabendo que não existem receitas nem fórmulas mágicas para educar crianças, compartilharei um pouco da minha experiência: • Corrija sem comprometer a autoestima: Ao invés de dizer: “Você está errado!” seria melhor “Sua atitude esta errada!”. É importante separar o agente da ação. O que queremos corrigir são as atitudes e isto tem que ficar claro. Caso contrário à criança pode entender que ela é errada, que os pais se envergonham dela, que ela não é amada porque não consegue ser como os pais querem. Assim, ao invés de uma questão para resolver teremos duas ou mais criando um efeito bola de neve sem perceber. • Não surpreenda a criança com castigos. Quanto mais cedo noções de reponsabilidade forem assimiladas melhor. Precisamos compreender que somos livres para escolher, mas não somos para arcar com as consequências das nossas escolhas. Por isto as consequências das atitudes da criança devem ser estipuladas antes. Exemplo: Se você não cumprir com sua obrigação de arrumar seu quarto a semana toda ficará um dia sem vídeo game. Assim, se a criança não cumprir não será surpreendida quando ficar sem o vídeo game pois sabia que a consequência seria esta. Desta forma, se ela tentar convencer os pais de tirá-la do castigo, eles poderão responder com tranquilidade, que se ela não quer ficar sem o vídeo game ela deve escolher outras atitudes. O que deve ficar claro é que ela escolheu uma atitude que gerou aquela consequência. Por isto, o diálogo é fundamental junto com a correção. Afeto e disciplina é uma dupla certeira. • Controle o acesso a mídias eletrônicas. Há vários estudos mostrando os prejuízos de uma exposição excessiva e imprópria de conteúdos de tablets, vídeo games, celular e computadores. A luz de Led deixa o

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cérebro superexcitado não sendo indicado por muito tempo nem próximo ao dormir. A classificação indicativa de jogos, aplicativos e vídeos na internet deve ser rigorosamente respeitada assim como o tempo de acesso indicado para cada idade. Costumo lembrar os pais que muitas vezes eles deixam a criança na internet para que ela não “dê trabalho”, mas esta atitude pode gerar um “trabalho” muito maior depois com os vícios e consequências desta exposição. • É preciso valorizar o esforço e não o resultado final- Avalio crianças com superdotação/altas habilidades e percebo que elas costumam requerer tantos cuidados quanto às crianças que tem déficit cognitivo. As escolas geralmente não estão preparadas para receberem crianças fora da média e em ambos os casos a orientação é de valorizar o esforço. Para a criança com alta habilidade saber que precisa se esforçar mesmo tendo “facilidade” é importante para sua socialização e desempenho na vida, pois ter inteligência desenvolvida não significa que se saberá usá-la. Já as crianças com dificuldades precisam ter o esforço valorizado para que se motivem a avançarem cada vez mais. • Observe e tenha qualidade na interação com seu filho- Nenhuma criança altera o comportamento sem motivos. Geralmente ela responde a algo da forma como está dando conta. Tenha sempre espaço para diálogos e construa confiança. Se ela mudou de comportamento algum recado está sendo dado e quanto antes for ouvido melhor. Percebo que há um excesso de cobrança e culpas em relação aos cuidadores de uma criança. Não é fácil a tarefa de educar e acredito que deveríamos ser mais solidários uns com os outros. Criar rede de apoio é uma boa alternativa, procurar trocar experiências com outras pessoas, ler sobre o assunto, não fazer comparações desnecessárias, ter “válvulas de escape” para aliviar as tensões, manter o lazer em dia, dividir tarefas e se for preciso procurar ajuda profissional. Apesar de não ser fácil, é maravilhosa a oportunidade de ajudar a criança a desenvolver seu potencial. No fim das contas perceberemos que todos crescem com os desafios enfrentados e que a beleza de existir está na travessia e não no resultado final.

Luciana Gaudío Martiz Frontzek Neuropsicóloga e terapeuta | CRP 04/25693 Pós-doutoranda em psicologia clínica e social pela Puc Minas; Doutora em Saúde Coletiva pela Fio Cruz; Especialista e Mestre em psicologia pela UFMG; Professora universitária.


PORTA VOZ DA EDUCAÇÃO! TRANSFORMANDO A HUMANIDADE ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO

SOBRE A BREVIDADE DA VIDA E A NECESSIDADE DE VIVER O MOMENTO PRESENTE

D

ias atrás, lembrei-me de quando entrei numa sala de aula pela primeira vez como educador. Era uma turma de adolescentes na antiga 5ª série do 1º grau, no Colégio Cristo Redentor, no Barreiro de Cima, região operária de Belo Horizonte. Tal oportunidade, que definiu minha vida pessoal e profissional dali para frente, foi-me dada pelas mãos generosas e coração confiante do ilustre professor e educador José Cabral de Mello. Com ele, pude aprender muitas lições sobre relacionamentos humanos, práticas pedagógicas diferenciadas, acolhimento e respeito pelo jeito de ser de cada pessoa, a desafiadora arte de conviver com as diferenças. Embora eu tenha a nítida sensação de que isso aconteceu “ontem”, já se passaram 41 anos... Se bem que, talvez não seja o tempo que passa, senão nós que passamos por ele. E, cada vez mais, passamos os dias de maneira tão desatenta ao que está acontecendo no momento, imersos em pensamentos estressantes relacionados ao passado ou em planejamentos futuros, que não nos damos conta de que a vida está cada vez mais breve! Não raro, experimentamos a sensação de que não estamos vivendo de fato, mas apenas correndo contra o tempo atrás de uma felicidade que, quase sempre, escapa entre nossos dedos, fazendo-nos perder a oportunidade de vivenciar o único momento que realmente existe: o momento presente. O cientista e filósofo Blaise Pascal já dizia que nunca estamos no presente. Antecipamos o futuro no afã de acelerar o curso de algo que demorará muito a chegar, ou relembramos o passado na tentativa de detê-lo, como algo que passa rápido demais. Somos tão ingênuos que vagamos por tempos que não são os nossos e não pensamos no único que nos pertence. Sonhamos com tempos que não existem e evitamos o único que realmente temos! Em 2010, os psicólogos Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert da Universidade de Harvard desenvolveram um aplicativo para iPhone que enviava em intervalos aleatórios uma mensagem para 2.250 voluntários perguntando o quão felizes estavam, o que estavam fazendo naquele momento, e se estavam pensando em sua atividade atual ou sobre outra coisa. O relato dos voluntários foi surpreendente: em cerca de 46,9% do tempo suas mentes vagavam, ou seja, estavam envolvidas mental e emocionalmente com outra atividade muito diferente daquilo que estavam fazendo no momento. O estudo mostrou que esta “perambulação” mental seria um modo de operação padrão do cérebro humano; nossas vidas mentais são permeadas, de modo considerável, pelo não-presente. A mente humana é uma mente dispersa, e uma mente dispersa é uma mente infeliz, escrevem Killingsworth e Gilbert.

Estamos vivendo sob os domínios de uma sociedade contemporânea extremamente competitiva, comandados pela pressa, incertezas e pela urgência exigente de manter-nos conectados 24 horas por dia, ligados e 100% produtivos. Totalmente no piloto automático! Assim, somos submetidos a um desequilíbrio do nosso ritmo biológico, podendo provocar uma série de distúrbios, tais como estresse, síndrome do pânico, ansiedade, fobia social, insônia e depressão, esta considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das doenças mais incapacitantes do planeta. Numa realidade assim, torna-se essencial, no mínimo por uma questão de qualidade de vida, resgatar o valor de viver com intensidade o momento presente, o aqui e o agora. Isso não como mero clichê cansativo ou simples aconselhamento de autoajuda. Em muitos casos, trata-se de uma questão de vida ou morte. E esta necessidade já não é mais um privilégio dos adultos. Segundo a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, estudos sugerem um alto nível de incidência de sintomas depressivos na população escolar, variando desde 13% em crianças até 20% em adolescentes. Para Eckhart Tolle, autor de vários livros, entre eles “O Poder do Agora”, quando cada célula do nosso corpo estiver tão presente que possamos sentir sua vibração vital, e quando sentirmos cada momento dessa vitalidade como sendo a alegria do Ser, então poderemos dizer que estamos livres no tempo. O problema não são as contas a pagar. Também não é a morte do corpo físico. A perda do Agora, do momento presente é o problema que gera verdadeiro sofrimento. A perda do Agora é a perda da essência do Ser. O melhor indicador do nosso nível de consciência é a maneira como lidamos com os desafios da vida quando eles surgem. Aqui e agora!

José Donizetti dos Santos Diretor do Colégio Maria Clara Machado Filósofo e Educador, Instrutor de Mindfulness pelo MTI - Mindfulness Trainings Internacional. Especialista em Neurociência Aplicada à Educação.

Por uma educação do cuidado: de si, dos outros, do mundo e da vida. Colégio Maria Clara Machado Avenida Raja Gabáglia, 589 Belo Horizonte/MG (31) 2551-3648 / 2551-3649 revistaplanetakids.com.br

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Conheça os problemas que uma mochila pesada pode causar om os estudos, a lição de casa e as atividades extracurriculares,

C

- Hipercifose:

ir à escola pode fazer as crianças sentirem o peso do mundo

ombros e pescoço inclinados para a frente e formando uma

nas suas costas. E às vezes isso é literalmente o que

corcundinha. Os sintomas são dores nas costas, braços e mãos.

acontece. Depois de incluir lanche, cadernos e livros (que pesam cerca

- Pinçamento do nervo: A coluna tem uma espécie de amortecedor

de 1,6 kg cada um), com isso o peso que ele carrega para cima e para

entre uma vértebra e outra. A má postura ou movimentos bruscos

baixo ou até as mochilas que são de puxar (de Rodinhas) pode ser

pode fazer com ele saia do lugar e comprima a medula. Resultado: dor

enorme... e potencialmente perigoso trazendo danos a coluna, se não

aguda na hora de fazer um determinado movimento.

forem usadas corretamente.

- Hérnia de disco: Quando aquele amortecedor (ou disco) sai do lugar,

Aumento da curvatura no meio da costas, deixando

pode dar origem a uma hérnia na coluna, limitando os movimentos. Cerca de 5.000 crianças vão parar no pronto- socorro todo ano por causa de lesões ligadas a mochilas, e pelo menos 14.000 crianças

Como reduzir o peso

recebem tratamento por esse motivo. • O tamanho da mochila deve ser exatamente o necessário, pois se houver Para serem seguras, elas devem estar ajustada na altura dos ombros

espaço sobrando, certamente a criança levará peso extra;

e do quadril de quem a carrega, mas nem sempre é isso que acontece.

• A mochila deve ter alças largas, acolchoadas, ajustáveis nos ombros

Usar as mochilas de forma inadequada pode causar dores nas costas

(as estreitas podem causar danos nos nervos), um acolchoado na parte

e no pescoço, além de comprometer a postura.

de trás e compartimentos no interior para que os itens mais pesados possam descansar contra as costas da criança;

Os modelos que possuem rodinhas podem ser uma alternativa, mas o

• É preciso ajustar as alças de modo que a parte inferior da mochila,

puxador deve ser do tamanho adequado à sua altura e a postura deve

quando cheia, não fique a menos de quatro centímetros abaixo da cintura;

estar correta

• Levar a mochila num só ombro porque isso desequilibra a distribuição de peso;

A dor na região aparece quando a mochila puxa os jovens para trás,

• Embora não seja a preferida das crianças, as mochilas de carrinho

dobrando a coluna e fazendo um arco com as costas. Esta posição

aliviam o excesso de peso. No caso a altura deve estar adequada de

pode comprimir a coluna, com as vértebras pressionando os discos

modo que evite torção ou inclinação do tronco. A criança deve ficar

entre elas. Se a criança tem que se inclinar para frente ao caminhar

reta. Crianças menores devem usar rodinhas maiores.

com uma mochila nas costas, ela realmente está muito pesada. Quando a criança apresentar algum incômodo ou dor muscular, fique alerta Os problemas podem ser notados no curto ou no longo prazo. Se você

e certifique-se de levá-la ao especialista para saber a origem do desconforto.

não quer que seus filhos tenha um dos problemas abaixo, causados pelo uso incorreto e pela carga levada nas costas, preste atenção: o

O Quiropraxista é o profissional ideal para avaliar a sua coluna e

peso da mochila não deve exceder 10% do peso do corpo, segundo o

também a de seu filho pois sua formação é especializada em detectar,

Dr. Bernard Mattei, Quiropraxista fundador da Clínica Saúde & Coluna,

analisar, corrigir e principalmente prevenir todas as enfermidades

especialista com o cuidado da Coluna Vertebral de crianças.

relacionadas a coluna vertebral.

Confira quais os problemas que podem ser causados á coluna da criança: - Escoliose: A coluna entorta para um dos lados e deixa um ombro mais alto que o outro. Isso pode acontecer se você carrega a carga em apenas um dos ombros. Os sintomas são dores nas costas, braços e pernas.

- Hiperlordose: O bumbum fica empinado porque há um aumento da curva que fica próximo à base da coluna. O sinal do problema costuma ser principalmente dores nas pernas.

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Todas as crianças assim como visitam seu dentista regularmente, devem visitar um Quiropraxista para avaliar o estado de saúde da coluna vertebral, se educar de forma específica e eficaz sobre como deve cuidar da Coluna e assim evitar desenvolver problemas, contribuindo assim para reduzir a estatística de hoje que diz que mais de 80% das pessoas na fase adultas sofrem de algum tipo de problema relacionado a Coluna Vertebral.


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Revista Planeta Kids edição 37  

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