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Quando você se interessou pelo audiovisual? “Desde a infância, na verdade. Desde quando eu tinha 13 anos minha mãe não me deixava sair muito de casa, ela dizia que não queria filho criado na rua. Por isso, eu fiquei muito tempo em casa e nesse tempo que eu passava lá, eu via TV exatamente no horário da Sessão da Tarde. Naquele período tínhamos grandes filmes e, assim, eu comecei a tomar gosto. Depois, quando veio o vídeo cassete em casa, comecei a alugar muito filme e quando vi já estava muito compulsivo. Hoje eu tenho um DVD e zilhões de filmes.” Quando você considera que entrou na área? “Eu via muito filme e lia muito sobre cinema, mas, entrar mesmo, considero que foi na universidade. Entrei no sentido de realizador porque antes eu era apenas espectador. A partir do momento que comecei a fazer isso, passei a vislumbrar algumas coisas que nem imaginava antes. Na hora que me tornei realizador, entendi a realidade das coisas.”

Tendo o audiovisual de Brasília como tema, como você enxerga ele hoje? “A gente não tem uma cena articulada nem pessoas que trabalham e interagem em projetos comuns, mas isso está mudando. Hoje, as pessoas se conhecem e começam a trabalhar e pensar cinema juntas. Em outros estados, como em Minas Gerais, as pessoas se juntaram para articular o audiovisual. Lá, existe a Teia e a O2 filmes, por exemplo. Isso está ligado à cultura do lugar. Em Brasília, as pessoas são muito independentes e não estão tão envolvidas com as outras. Porém, isso está mudando porque audiovisual não se faz sozinho.” Como surgiu o curta-metragem “O Filho do Vizinho”? “Eu estava ajudando minha namorada, que lida com coisas da infância, a fazer o roteiro dela. Ela tinha uma crônica e queria adaptar para um roteiro e a gente foi conversando e pesquisando muito, pois, para fazer isso tem é preciso muita pesquisa. A partir disso, apareceu a ideia de fazer um filme infantil. Eu sentei, escre

Revista Placenta - 9ª ed.  

Nasce a 9ª edição da revista Placenta, feita por alunos de Comunicação Social de Brasília. Tema: Publicidade e cultura.

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Nasce a 9ª edição da revista Placenta, feita por alunos de Comunicação Social de Brasília. Tema: Publicidade e cultura.

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