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Não é de hoje que o mercado publicitário está cada vez mais globalizado. Para se dar bem profissionalmente, independente de qual seja sua carreira, é quase que obrigatório, para não dizer somente “obrigatório”, ter o domínio de mais de uma língua. Trabalhar em outro país parece ser uma boa não só para requintar o currículo. Passar por uma experiência ímpar como essa possibilita conhecer a fundo determinada cultura e adquirir mais conhecimento. Saber a língua local, ou a inglesa é mais que o básico para isso acontecer. Agora, não quer dizer que se você manjar tudo de inglês vai conseguir entrar para a sede da AlmapBBDO em Nova York, uma das agências mais top do mundo. Pensando nisso, a PLACENTA conversou com profissionais que conseguiram chegar ao tão sonhado “lá” de muitos publicitários. “Lás” distantes do nosso “cá”, como Helsinki (Finlândia), Dubai e Los Angeles. • Helsinki, Finlândia O carioca Bruno Ribeiro, de 30 anos, estudou Publicidade e Propaganda aqui em Brasília e trabalha desde fevereiro na agência Hasan & Partners da capital da Finlândia, em Helsinki. Antes disso passou pelas brasilienses: Produtora Adjetiva, Agência Interativa, TBWA, Fischer América e Bees Publicidade. Chegar aonde ele chegou foi difícil. Foram

seis meses mandando seu portfólio via e-mail para dezenas de empresas do mundo inteiro – Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Emirados Árabes, Finlândia, Inglaterra, Singapura e Suécia. Mandar e-mails parece ser simples, mas não é. É ruim esperar a resposta e pior é receber um não. No caso em questão, Bruno levou uma média de 30 “nãos”. Nas agências que lhe deram “talvez”, passou por entrevistas via Skype e por telefone. A única entrevista cara a cara foi da empresa que o contratou. Os publicitários brasileiros são conhecidos por trabalharem muito, além do horário estabelecido, e passarem noites em claro e fins de semana sem descanso. Na Finlândia não é assim, Bruno explica que lá é mais tranquilo e que o profissional é mais respeitado pela agência, pois trabalha das 08h às 17h. Além disso, os clientes entendem como é o trabalho dos publicitários: “a agência é um importante parceiro e não só um prestador de serviços que tem que cumprir prazos apertados e trabalhar à noite e nos fins de semana”, diz Bruno. Ele afirma ainda que os finlandeses são mais calmos e amenos e compara com os brasileiros: “No Brasil nos ensinam a resolver tudo rápido e com a melhor qualidade possível. Aqui eles dão mais valor ao processo para que tudo dê certo no final”. No Brasil, Bruno era diretor de arte, mas

Revista Placenta - 9ª ed.  

Nasce a 9ª edição da revista Placenta, feita por alunos de Comunicação Social de Brasília. Tema: Publicidade e cultura.

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Nasce a 9ª edição da revista Placenta, feita por alunos de Comunicação Social de Brasília. Tema: Publicidade e cultura.

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