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ISSN 1983760-7

PRA VOCÊ conteúdo de primeira www.felizcidade.net

Quem somos

Única revista semanal da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Tem como objetivo veicular matérias das mais diversas que informe, sensibilize e traga satisfação aos leitores, especialmente os de nossa região. Nossa preocupação maior é a de levar boas notícias, qualidade editorial e excelência quanto a forma, linguagem e conteúdo.

Conselho Gestor

Carlito Paes - Erich Prates - José Luiz Ovando Lázaro Carvalho – Marcos Madaleno

Editores

Erich Prates - Mariana Madaleno

Delírios de Consumo Mariana Madaleno faz parte da equipe editorial da Revista Felizcidade, conecte-se com ela

Coordenação Executiva Erich Prates

Jornalista responsável

Talyta Grandchamp – MTB 57.760

facebook.com.br/mariceruks @mari_crks

Revisores

Aline Costa e Viviane Godoy

Direção de Arte Felipe Cavalcanti

Projeto Gráfico

Allan Marcel - Erich Prates

Designers

Lucas Anacleto - Júlio César Silva - Wagner Bonfim

Fotos

Acervo de fotografia Felizcidade

Voluntários

Luma David e Evelyn Ribeiro

Anuncie (12) 3911-2228

anuncie@felizcidade.net - Márcio Keske

Informações

(12) 3941-4108 | contato@felizcidade.net Rua Euclides Miragaia, 548 - Centro – CEP: 12245-820 São José dos Campos - SP A Revista FelizCidade é uma publicação semanal da Editora Inspire em parceria com a PIB em São José dos Campos. As publicidades contidas nesta edição são de única e exclusiva responsabilidade dos anunciantes, não cabendo a Editora Inspire qualquer obrigação de responder sobre o conteúdo e veracidade de tais peças. Fica também a critério da Editora Inspire selecionar as propagandas que serão veiculadas. O conteúdo e informações contidos nas matérias e artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos articulistas.

Circulação

Caçapava, Jacareí, Jambeiro, Paraibuna, São José dos Campos e Taubaté

Impressão

Allcor Gráfica

Distribuição

3.500 exemplares Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia. Para solicitar autorização envie e-mail para revista@felizcidade.net

Auditagem __________________________________________________

Diretor Executivo Márcio Keske

Diretora de Redação

Mariana Ceruks Madaleno

Coordenação Editorial Viviane Godoy

Gerente Financeiro Natália Albuquerque

Informações

(12) 3911 2228 contato@editorainspire.com.br www.editorainspire.com.br

Q

uem nunca passou por uma vitrine de loja, e desacelerou o passo? Imaginou-se usando aquela roupa, aquele sapato, falando naquele celular. No filme “Delírios de Consumo de Becky Bloom”, a jornalista compulsiva por compras, atrasada para uma entrevista de emprego, é tentada ao ver uma echarpe verde no pescoço de um manequim. Sem hesitar, ela compra o produto, porque, segundo a personagem, ele “a definia”. Exagero? Talvez não menos do que quando dizemos que certo objeto é “muito eu”! Quase sem perceber, a aquisição vira identidade. E, em meio à disputa pelo seu dinheiro, não há muita gente apontando a síndrome do consumismo que se alastra silenciosamente pelos corredores dos shoppings. Nossa matéria de capa traz o relato de pessoas que reconheceram o problema, fizeram algo a respeito e mudaram para melhor. Como resultado, não apenas deram uma virada no cenário de suas contas bancárias, mas também descobriram como lidar com as próprias inseguranças e desejos. Sendo você um consumista declarado ou não, sendo você apenas mais um consumidor que, como eu, é bombardeado com propagandas sugestivas, certamente aprenderá com esses exemplos. Muitas vezes, associamos a imagem do “consumista” com a mulher. Porém, nossa edição da semana mostra outra face cada vez mais comum do sexo feminino: pesquisas apontam que as mulheres no Brasil têm estudado mais.  Parece que a mulher tem almejado algo além do que sapatos e perfumaria: o conhecimento. Só podemos esperar que, com o desenvolvimento do pensamento crítico, tanto mulheres quanto homens possam ser mais responsáveis em seus gastos, em sua vida pessoal e familiar. Nossa entrevista da semana é realmente especial: Daniel Dias, dono de seis medalhas de ouro das Paralimpíadas, conta à FelizCidade sobre sua trajetória e suas vitórias em Londres, como venceu as próprias inseguranças e se tornou o maior campeão paralímpico da história do Brasil. Por vezes, o mundo nos sugere delírios: de consumo, de prazer, de preconceitos. Identidades e valores se confundem. E contra delírios, o bom mesmo é uma boa dose de sensatez. E, por mais que pareça insosso, aprendemos com histórias como essas que este é um importante passo, para uma vida equilibrada e feliz. Aproveite! felizcidade.net | 3


DIZ AÍ expressão e atitude

“Excelente reportagem sobre tatuagem, parabéns a equipe que produz a revista semanalmente com tanta excelência!” Thiago Ribeiro Via FB

Acompanho a revista FelizCidade e me tornei admirador, tendo em vista, a seriedade e contemporaneidade dos assuntos, sem perder a essência. Parabéns! Pastor Marcos Panisset - Salvador - BA via e-mail

Queremos sua participação no conteúdo da revista FelizCidade. Envie suas sugestões de matérias e faça parte da revista.Você pode estar na proxima edição. Você também pode acessar as edições anteriores da revista FelizCidade pelo site www.felizcidade.net e conferir todo conteúdo.

revista@felizcidade.net facebook.com/revistafelizcidade

#ERRAMOS No texto de CAPA – Tatuagem o trecho bíblico correto é Levítico 19.28 e não 19:18.

NESTA EDIÇÃO

06 09 11 13 14 15 22

Quem? Daniel Dias - Campeão na vida e nas piscinas Humm Churrasco do bom Eles Pequenas atitudes de grandes homens Reflita Silêncio no liquidificador Família Mesada para crianças Estar bem Mitos dos exercícios Cabide Cores cítricas

23 25 29 32 33 35 38

Volume Em sintonia Conteúdo Mulheres em busca de conhecimento Solidariedade Apoio aos moradores de rua Etc Notícias de destaque Radar Notícias da comunidade PIB

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CAPA

Quando o consumo vira necessidade para existir

Trajetória Famílias restauradas Pense Bem Vida nova pra você

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QUEM? vida que faz a diferença • Texto Talyta Grandchamp • Fotos CPB Comitê Paralímpico Brasileiro

Superação é a palavra da vida de Daniel Dias O mineiro nunca deixou a deficiência física parar seus sonhos e hoje é o maior medalhista Paralímpico da história do Brasil

“Espero sempre passar boas influências, principalmente às crianças.”

P

ara muitos, a palavra LIMITE no dicionário tem forte influência na vida. Mas para o jovem Daniel Dias, que cresceu no interior de Minas Gerais, ela simplesmente não existe. A má formação congênita dos membros nunca foi problema para ele, que deixava os pais malucos com a mania de quebrar as próteses e sempre estava na rua jogando futebol com os amigos. Mas a paixão pela bola não foi maior do que pela piscina. A mania de quebrar coisas ainda continua. Agora ele quebra todos os recordes nas piscinas, seja onde for. Em Londres, a palavra mais usada do dicionário foi VITÓRIA, com seis ouros em seis provas individuais que disputou. Esse “patrimônio” é nosso daqui do Vale do Paraíba, ele mora com a família em Bragança Paulista e só dá orgulho a nossa região. Agora o nadador deixa de ser apenas mais um entre tantos outros e passa a ser o maior atleta paralímpico da história. Ficou inspirado para superar seus limites? Confira mais sobre esse campeão das piscinas e da vida.

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#RAPIDINHAS Time do coração: Corinthians Vida: Pra ser vivida Amor: Minha futura esposa Esporte: Natação Paralimpíadas: Pequim e Londres País: Base Deus: Sem Ele, nada somos

#CONECTE

Conte sobre essa história de quebrar as próteses. Quando criança, se sentia rejeitado? Rejeitado não. Mas sentia que existia um pouco de preconceito. As próteses quebravam, pois eu praticava todos os tipos de esportes que meus colegas faziam, na escola ou na rua mesmo. A forma como seus pais educaram você tem parcela nesse resultado? Graças a Deus sim. Deus deu muita sabedoria a eles para saber me educar. Principalmente nos caminhos do Senhor. Sempre gostou de esporte? Quando foi que viu no esporte uma maneira de ganhar a vida? Sim, sempre gostei de esportes e, como bom brasileiro, pensava em futebol. Mas, graças a Deus, descobri a natação. Na verdade, não vi no esporte uma “maneira de ganhar a vida”, mas, a partir do esporte, de mostrar a muitos que também posso realizar muitas coisas. Como se sentiu na primeira vitória em Paralimpíada? É difícil descrever a emoção que sentimos quando estamos no lugar mais alto do pódio. É uma emoção que não tem como descrever. É demais... A minha primeira medalha paralímpica foi em 7 de setembro de 2008. Agora, dá pra imaginar você ganhar uma medalha nessa data e ouvir o Hino Nacional, estando do outro lado do mundo? Como é ser o maior nadador paralímpico da história do Brasil? Uma honra, um privilégio e, ao mesmo tempo, muita responsabilidade. O que passa pela sua cabeça antes de mergulhar? Estou sempre muito concentrado, estudo a prova, procuro aplicar o que treinei e fazer o meu melhor. E quando está nos metros finais? Conseguir chegar ao final da piscina com a certeza de que fiz o meu melhor.

atletadanieldias.blogspot.com.br www.danieldias.esp.br

Imaginava que chegaria onde está hoje? Não. Mas sempre almejei fazer o melhor e os resultados, graças a Deus, apareceram. Sua participação em Londres foi o que esperava? Graças a Deus, foi melhor do que eu esperava. Você se sente como um dos maiores atletas, como a mídia enfatizou? Pelos resultados alcançados, sou hoje o maior medalhista paralímpico da história do Brasil, graças a Deus. Mas confesso que tenho ainda muito que aprender. Além de ganhar medalhas, você conquistou recordes. Como foi isso na sua cabeça? Procuro trabalhar bem isso e vejo como resultado dos meus treinamentos. Esses jogos ficam de que forma em sua memória? Eu os vejo como um marco na história dos Jogos Paralímpicos, pois foram quebrados muitos recordes e, com isso, mostrou ser um evento de muita competição e profissionalismo. Isso pode ser um aperitivo para o que os brasileiros vão apreciar nas Paralimpíadas aqui? Acredito que sim. As paralimpíadas do Rio serão muito fortes e com bastante profissionalismo. Você tem ideia de quantas crianças se inspiram em sua superação de recordes nas piscinas e na vida? Espero sempre passar boas influências, principalmente às crianças. Como você definiria este ano? Tive bons e maus momentos. Perdi minha avó, a quem eu tanto amava (a dois meses das paralimpíadas), e minha mãe passou por duas cirurgias – quase não pode estar comigo em Londres. Mas, graças a Deus, tudo passou e consegui os bons momentos nas Paralimpíadas e principalmente estando ao lado de meus pais e minha noiva.

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Hummm bom apetite

• Texto Chef Marco Antonio Pinheiro

DICAS PARA UM ÓTIMO CHURRASCO

F

azer um churrasco para reunir os amigos e familiares é algo que quase todos os brasileiros gostam muito de fazer. Cada um tem o seu jeito de fazer o churrasco e os acompanhamentos, mas gostaria de dar algumas dicas que podem tornar o seu churrasco tão especial que os convidados ficarão muito impressionados. Carnes - Picanha, alcatra e contrafilé não podem faltar, pois agradam a todos. Corte em bifes de 2 cm de espessura e utilize apenas sal grosso. Coloque a carne apenas quando o fogo estiver bom. Assim, a carne assa rapidamente e não fica cozinhando. Quando começar a brotar sangue em cima da carne, você deve virá-la e deixar até o ponto desejado. Coração, asinha de frango e linguiça suína não podem faltar. Você pode variar utilizando peito de frango, é menos gorduroso e mais saudável. Temperos – Para as carnes bovinas, além do sal grosso, você pode utilizar um sal temperado com caldo de carne em pó, páprica e cominho na mesma proporção ou, ainda, o meu preferido: sal, pimenta do reino e noz moscada. Para as carnes de frango, tempere um dia antes com alho, sal, salsa, cebolinha, páprica e tomate batido. Vegetariano ou light – Você pode assar tomate, pimentão, berinjela, abobrinha, batata doce e mandioquinha na brasa. Quando estiverem assados, é só acrescentar sal e azeite extra virgem. Petiscos – Queijo assado e pão com alho todos adoram. Misture maionese, mostarda, cebola e alho batidos e passe no pão. Para o queijo, utilize uma chapa de ferro sobre a grelha.

Acompanhamentos - Arroz branco, vinagrete, salada de maionese e farofa não podem faltar. Mas você pode variar misturando ovos cozidos, bacon e salsa no arroz ou fazer uma farofa de banana. As saladas podem ser mais sofisticadas com tomate cereja, mussarela de búfala, azeitonas pretas (Azapa – tipo de azeitona) e vinagre balsâmico. Sobremesas – Nada melhor que finalizar um churrasco com um docinho feito na brasa: abacaxi com açúcar e canela é sempre o mais pedido e ajuda na digestão.

Asas de frango com shoyu e mel 1 kg de asas de frango 200 ml de molho shoyu 50 g de sal grosso 50 ml de mel Misture todos os ingredientes e deixe as asas marinando nesse tempero de um dia para o outro, virando de vez em quando. Asse na brasa. Fica uma delícia.

#CONECTE

www.aboacozinha.com facebook.com/aboacozinha.gastronomia aboacozinha@hotmail.com

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ELES uma jornada de conquistas • Texto Marcos Madaleno - @marcosmadaleno

Pequenas atitudes de grandes homens Um dos conceitos mais questionados e, ao mesmo tempo, mais desafiadores da vida de um homem é o exercício da liderança. Sempre me deparo com alguém rechaçando ou ridicularizando o “homem banana”, aquele que não toma atitude, que não consegue tomar decisões e que deixa a vida seguir o seu curso sem que interfiram em coisa alguma. Era uma manhã de sábado, tudo estava caminhando bem. Havia chegado em casa tarde no dia anterior, após uma rotina intensa de trabalho. Pouco depois que o sol nasceu, eu já estava em pé. Aproveitei um pouco do tempo com meu pequeno filho e logo percebi que as coisas entre eu e a minha esposa não estavam muito bem. Pensei no que poderia ter causado o mal estar e não encontrei nada. Tínhamos um dia intenso pela frente, ela tinha alguns compromissos, e eu estava no dia mais intenso da semana devido ao meu trabalho. Uma decisão a tomar e o clima já esquentou. Entendi, a meu ver, que não tinha muito o que fazer e, então fui levando o dia acreditando que logo as coisas iriam melhorar. Ela foi resolver algumas coisas e eu me prontifiquei em ficar em casa para cuidar do bebê. Quando retornou, eu já precisava sair. Foi quando a situação complicou um pouco mais. Mais algumas horas e vi que estávamos tão agressivos um com o outro, que me assustei. Conversamos um pouco mais tarde, com calma, e tudo foi resolvido. Foi então que entendi que meu papel de homem não tinha sido exercido. Eu pequei em uma questão muito simples. O que eu poderia ter feito para evitar tudo aquilo era simplesmente conversar com minha esposa após um tempo de oração e decidir com ela sobre tudo que poderia ser feito no dia. Perguntas simples: Quais são as suas necessidades hoje? O que precisamos fazer como família? Vamos fazer as compras juntos, e depois eu te deixo no seu compromisso? O tempo que temos é suficiente? O que podemos resolver amanhã? Deixar um dia intenso acontecer no modo automático foi o meu erro. Isso nos custou um final de semana em paz e produtivo em família. Certa vez ouvi do Pr. Cláudio Duarte que não são as grandes coisas que destroem um casamento, mas as pequenas coisas. Assim também, não são somente as grandes coisas que formam um grande homem, mas as pequenas, o dia a dia, as decisões cotidianas.

Imagine sua esposa, filhos ou pais olhando para você, que sai de reuniões e de uma rotina de trabalho cansado, mas não empenha nenhum esforço por eles. Não seja um homem que vê a sua casa apenas como um lugar para receber descanso e pessoas te servindo. Que, quando não encontra o que quer, logo procura algumas opções para fugir de lá, como sair sozinho com os amigos, jogos ou outras coisas. É neste momento que o “banana man” surge. Um homem sem atitude é aquele que foge do que precisa resolver. Se você quer ser um homem de verdade e ter grandes momentos em consequência disso, enfrente e tome pequenas atitudes. Comece fazendo alguns dias o que não quer, para ter um dia inteiro como você realmente gostaria de viver, com diversão, carinho, realizações e relevância.

Atitudes simples que farão grande diferença: • Planeje a semana juntos. • Façam algumas coisas juntos de vez em quando, como fazer compras, buscar as crianças e resolver coisas do cotidiano. • Tenha um momento pessoal e familiar com Deus. • Quando tirar um tempo para ficar com sua esposa e/ou filhos, seja intencional, olhe no olho, converse, elogie, pergunte sobre como estão. • Tire regularmente um tempo para resolver coisas em casa que só você pode resolver. • Converse sobre os gastos da família. • Saia para jantar com a sua filha adolescente e crie um momento realmente especial. • Faça um programa de aventura com o seu filho, como pescar, jogar algo, viajar por aí. • Surpreenda regularmente com o que você já sabe: cartões, rosas, chocolates. Decida ser um grande homem!

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REFLITA valores para vida

SILÊNCIO DE LIQUIDIFICADOR

H

oje em dia, muitos falam sobre ela. É um tema que se preserva extremamente atual e envolve todas as áreas da vida: a comunicação. É muito comum assistir ao ser humano cada vez mais silencioso, tratando seus relacionamentos através de redes sociais na internet. Em quaisquer grupos sociais, existem falhas na comunicação. Nas empresas, gestores esboçam a dificuldade em se comunicar nas reuniões, motivar e desenvolver suas equipes. Diante de todo o cenário corporativo mundial, as exigências pela qualificação do trabalhador crescem muito. Afinal, a imagem da empresa é construída, dentre outros fatores, sobretudo, pelo que é repassado aos clientes através dos próprios funcionários. A fonoaudiologia empresarial diz que a comunicação é uma das principais habilidades para conquistar melhores posições no plano político, econômico e social. Nesse sentido, a comunicação eficaz é a principal ferramenta entre clientes, fornecedores, parceiros e equipe nos processos de negociações e resoluções. Tanto na vida pessoal quanto na profissional, a comunicação é a chave para estabelecermos pontes entre as gerações e melhorar os relacionamentos! No entanto, essa poderosa aliada se desvaloriza e é mal aplicada.

O fato é que muitas pessoas estão com dificuldades na área da comunicação. Existem até aquelas que são muito comunicativas, mas não conseguem falar o que precisam de fato. Uma descrição que eu considero muito verdadeira e partilho é que a comunicação é um processo de passar informação e compreensão de uma pessoa para outra. Se não houver compreensão, não houve comunicação. É muito importante lembrar que somos resultados da comunicação (falada ou corporal) que aprendemos em nossa infância e durante toda a vida. As falhas de comunicação implicam a perda de negócios, atrapalham o relacionamento profissional e pessoal, prejudicam a felicidade, entre tantas outras coisas. Estudos neurológicos atestam que a fala provém diretamente de uma prática consciente. Todavia, as fronteiras entre a consciência e inconsciência, o racional e emocional se misturam durante a comunicação. Por isso, é importante compreender qual é o grau da consciência sobre a sua forma de se comunicar, pois ele pode interferir em sua vida pessoal e profissional. Quanto mais focada e consciente a sua comunicação for, mais ela atinge os seus objetivos. Um exemplo disso é a alta intensidade da voz durante uma reunião. Isso pode gerar efeitos negativos repercutidos em seu trabalho. Somente quando se adquire a consciência dos efeitos de uma comunicação ruim, é possível querer mudar sua forma de se comunicar. A consciência é um facilitador para o processo de mudança. Pesquisas atestam que em qualquer diálogo, a expressão corporal tem 55%, a voz 38% e a palavra 7 % de importância

Vivian Cristina Nuñez Salas é business e executive coach, psicóloga e palestrante, analista comportamental pós-graduada em teologia e psicologia transpessoal e mestranda em gestão de pessoas com coaching vivian@coachingalliance.com.br

no processo de comunicação. Por isso, é possível transmitir uma informação completa só com a expressão corporal! É importante perceber e sentir como você fica com seu corpo quando você se comunica. Muitas vezes, ele conversa com as pessoas e você nem percebe... É fato que tudo pede esclarecimento e confirmação e, no final das contas, terá que ser dito o que foi comunicado não verbalmente. Às vezes, pessoas querem ser claras e objetivas e, quando percebem, estão sendo prolixas ou repetitivas. Outras vezes, querem ter uma longa conversa, mas as palavras desaparecem e ficam borbulhando nos pensamentos, fazendo um barulho ensurdecedor, como um silêncio de liquidificador. Não desenvolva este tipo de silêncio, comunique a sua voz interna! E, se você possui algumas dessas dificuldades, é importante tratar, corrigir suas falhas e aprimorar a comunicação. Afinal, existem três necessidades básicas do ser humano, dentre elas, falar e ser ouvido na essência. Contribua para a evolução dos relacionamentos e para um futuro mais compreensivo e menos conflitivo. Comunique-se melhor!

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FAmÍLIA as relações que importam • Texto Douglas Santos

É HORA DA MESADA?

M

uitos pais perguntam: com que idade a criança deve administrar o dinheiro? É bom ou ruim dar mesada para nossos filhos? Como já escrevemos em outros artigos, a única forma de seu filho criar responsabilidade é delegando a ele de acordo com sua faixa etária e maturidade. Portanto, se quer que seja responsável com o dinheiro, terá que dar uma quantia para que ele administre. Em princípio, para uma criança de quatro ou cinco anos é aconselhável não dar mesada, mas é importante que disponha de um lugar (uma lata, um cofrinho) onde possa colocar o dinheiro. Aos sete anos, pode ser uma boa idade para começar a dar uma pequena mesada com a intenção de que economize e junte dinheiro para conseguir algum objetivo, como um patins ou uma bola. E também para reparar, com seu dinheiro, as coisas que perde de seu material escolar, seu uniforme. Desta forma, começa a conhecer o valor das coisas e a administrar o dinheiro. A partir dos nove, dez anos você já pode dar uma quantia fixa semanal, ou mensal, para que aprenda a administrá-la. É importante que a quantia seja fixa mesmo! Caso a mesada acabe antes, ajude seu filho a entender que a outra quantia será dada somente no dia combinado. Para isso, é importante que conheça o valor das coisas. Peça que ele acompanhe às compras e, com isso, adquira o sentido de quanto as coisas custam. A partir dos 12 anos minha sugestão é que você acostume seus filhos a ganhar algum dinheiro trabalhando. Não convém gratificar aquelas atividade que são dever habitual deles: estudar ou ter responsabilidades na casa, mas eles podem ser recompensados por alguns trabalhos extras: arrumar o quartinho da bagunça, lavar o carro, dar banho no animal de estimação.

Podostet

Zilene de Oliveira Podóloga

Clín ica d e Po d o lo gia

Av. Andrômeda, 693 - sala 4 1º andar - Espaço Andrômeda Jd. Satélite - SJCampos - SP

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Tel.:(12)3021.3050 Cel.:(12)8174.6057

Mas o mais importante é você ensinar seu filho a ser generoso! Nos dias de hoje, a generosidade está em baixa e cada vez mais perdendo o valor. Ensine seu filho através do exemplo! SEJA GENEROSO e dê sem pretensão de receber! É como diz a Bíblia: há maior felicidade em dar do que receber!

#CONECTE

@douglasjr5 facebook.com/douglassantos


ESTAR BEM vida em movimento • Texto Felipe Lobo

Mitos e verdades sobre exercícios físicos

A

corrida é grande por um corpo bonito e, acima de tudo, saudável. Nesse processo, é comum tentarmos encontrar soluções para reduzir o tempo e nosso esforço físico. Mas é exatamente nessa hora que nos deixamos enganar por algum mito que nos sirva como um atalho para os resultados desejados. Existem inúmeros mitos sobre os exercícios físicos correndo soltos por aí. Certamente você já deve ter ouvido algum na academia, lido em uma revista ou visto na internet. Mas devemos ter muito cuidado, pois essas crenças podem acabar prejudicando a sua busca pela boa forma e por um corpo saudável. Para ajudar, selecionamos alguns dos principais boatos que circulam entre aqueles que se exercitam e cuidam do corpo. Mito # – Para perder peso, você deve fazer apenas exercícios aeróbicos: Enquanto o treino aeróbico ajuda a queimar uma grande quantidade de calorias, o trabalho de musculação contribui para a redução da gordura corporal, para o aumento da massa muscular e para um gasto mais eficiente de calorias.

Mito # – Os resultados aparecem quando você sente dor: Sentir um pouco de incômodo quando começa um novo treino ou usa um aparelho diferente é natural, mas esse incômodo não pode se transformar em dor. Se você estiver muito machucado, provavelmente está exagerando.

Mito # – Fazer musculação deixa as mulheres fortes: Boa parte das mulheres foge da musculação por achar que os exercícios vão deixá-las fortes, musculosas. Na verdade, o peso dos aparelhos não vai fazer nada no seu corpo além de melhorar sua flexibilidade. A musculação é muito importante, pois ajuda a prevenir a osteoporose, já que a estrutura muscular e óssea feminina é mais fraca e favorece o desenvolvimento da doença. Mito # – Praticar exercícios em jejum é a melhor maneira de perder peso: Os especialistas recomendam a ingestão de uma fruta ou vitamina cerca de 1 hora antes dos exercícios para aumentar os níveis de energia do corpo e permitir que seus músculos possam trabalhar intensamente durante o treino. Mito # – O alongamento deve ser feito antes dos exercícios: Os estudos nos mostram que eles causam uma redução muscular que afeta a nossa capacidade. O mais recomendado é deixar o alongamento para ser feito depois das atividades físicas. Então, agora você já sabe: da próxima vez que ouvir ou ler alguma coisa sobre exercícios, desconfie. Sempre que tiver dúvidas, procure um profissional de educação física ou seu personal trainer – eles são especialistas e certamente saberão desmistificar a prática de exercícios físicos e garantir os resultados do seu treino com muita saúde e segurança.

Mito # – Pessoas obesas não conseguem aproveitar os benefícios da prática de exercícios: Alguns estudos já mostraram que pessoas obesas que participam de programas de atividades físicas regulares têm riscos menores de mortalidade.

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Capa

A necessidade do gastar para existir

Quando o gasto toma conta da vida, é hora de parar e fazer uma autoanálise. Você pode ser um consumidor compulsivo e cair no escuro das dívidas sem fim. Mas existe ajuda. Vá em busca dela! Fazer compras! Essa é a frase que anima muita gente. Algumas mulheres arranjam desculpas em tudo para ir às compras e melhorar o estresse. Até a famosa TPM vira motivo. Os homens não ficam para trás também, muitos são “viciados” em roupas de grifes ou em equipar seus carros. A realidade é que vivemos em uma sociedade bombardeada por publicidades e conceitos mais no “ter” do que no “ser”. Esse estilo de vida vira, em pouco tempo, uma doença, uma compulsão em consumir. É preciso aceitar a existência do problema e correr em busca de ajuda. Anime-se é possível viver bem, com a conta positiva, sem ter que agradar o mundo.

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CAPA “Sou o filho mais novo de uma família de quatro irmãos. Vivi uma infância/adolescência rígida e com muitas privações. Durante meus anos de estudos no ensino fundamental, por vezes, me deparei com situações em que gostaria de ter e usar coisas que meus amigos tinham, mas por motivos diversos meus pais não achavam aquilo necessário e/ou importante. No fundo, para mim, eles eram”, conta Alexandre (nome fictício).

É assim que o consumismo pode nascer. Vivemos bombardeados pela publicidade e suas imposições. A cada dia, novos aparelhos eletrônicos são lançados, coleções de roupas a cada estação, carros a lista é infinita. Hoje, o existir parece depender do ter. Se você tem um Smartphone, mais novo e da melhor marca, se usa roupas de grife, se tem o carro do ano, se mora em uma casa ou apartamento de luxo está no padrão almejado e aplaudido pela sociedade moderna. O contrário também é verdadeiro. Muitas vezes, quem não tem o que o mundo impõe, está fora de determinados grupos. Muitos se sentem realmente envergonhados em não serem “iguais” aos outros. Podem surgir problemas emocionais, sentimentos de necessidade de autoafirmação e falta de autoestima. É aí que mora o perigo. Mesmo sem poder, pessoas começam a comprar para alcançarem status, para construir uma imagem. Essa compulsão também pode surgir da carência. Muitos pais que trabalham sem parar, buscando garantir o futuro dos filhos e dar a eles tudo de que precisam, se esquecem de estar com quem amam. Para suprir a falta que fazem nos dias e noites de trabalho, “presenteiam” os filhos com bens para não se sentirem culpados, e cedem a todos os desejos dos pequenos, os futuros consumistas. “Esses podem se tornar pessoas consumistas ao extremo, pois encontram apenas na compra e no ‘ter’ a saída para suas tristezas e carências. Pesquisas apontam que já somam 3% da população as pessoas com a chamada ‘doença da dívida’”, afirma o Psicólogo Clínico e especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva pela USP, Fábio Passos.

Promoção!

Não perca Liquidação... Ver essas palavras em uma vitrine pode significar necessidade extrema de comprar. Para os consumistas, não há o balanço, o questionamento: “Será que realmente preciso disso? Ou apenas quero isso?” Essas perguntas são importantes na decisão de comprar. “Fazia loucuras das mais diversas, não podia ver uma placa ‘Promoção’, ‘Liquidação’, ‘Oferta’, que eu nem queria saber o que era. Entrava e comprava, para ‘aproveitar’ o preço... Me lembro de um Natal em que comprei um presente muito caro, com o cartão de crédito, para ‘fazer um agrado’ à minha gerente do banco para que ela aumentasse meus limites de cheque especial e do cartão de crédito. Gostava de presentear pessoas só para me sentir aceito entre elas e poder fazer parte de um grupo, ao qual, no fundo, eu sabia que não pertencia, mas fazia tudo que achava que valia a pena”, conta Alexandre. Especialistas em finanças pessoais concordam que, não é porque está em promoção,

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que você precisa comprar. “Me lembro de um dia estar passeando com minha esposa e ela me falar: ‘Olha lá, você não quer comprar um cofre?’, não entendi o motivo: ‘Um cofre? Pra que eu preciso de um cofre?’ Ela me disse: ‘Ah, sei lá! Você não precisa, mas está na promoção, olha lá’. Foi nessa brincadeira dela que percebi que tinha um problema”. Uma boa saída é comprar o que realmente precisa apenas quando as coisas entram em liquidação. Assim é possível economizar, comprando o que precisa quando o preço está mais em conta. A pesquisa é também sempre importante. Mas cuidado, o que pode parecer um bom negócio, pode também ser uma armadilha. Por estar mais barato, você pode desejar comprar mais do que precisa para “aproveitar o preço”. Não caia nessa, os produtos sempre entrarão em promoção e o preço dos eletrônicos sempre vai cair. É preciso aprender a controlar a ansiedade de ter as coisas no momento do desejo. Cultive a paciência e a consciência de que nossa essência é bem mais do que o bem que possuímos.


MO FUJA DO CONSUMIS u galerias de compras

o em shoppings eiro para o • Evite passear r algo, leve apenas o dinh es u ra • Se vai comp xe em casa cartões e cheq te manteei D u . q ém e que precisa hado de algu an p m o ac vá • Sempre vo diária enas no objeti nha firme ap para vencer essa batalha io • Procure apo

Linha fina entre o saudável e a compulsão “Aos 14 anos, comecei a trabalhar. Tinha o meu dinheiro, as minhas coisas e podia viver a minha ‘independência’. Comprei tudo o que sempre tive vontade de ter. Gastava dinheiro com coisas fúteis. Imagine um garoto de pouco mais de 16 anos e um guarda roupas com mais de 150 camisetas, todas de grifes, tênis que muitas vezes doava sem ao menos ter usado, enfim, tudo comprado sem planejamento, sem pensar, somente pelo puro prazer de poder dizer, eu tenho, é meu, eu posso”, afirma Alexandre (fictício). O poder de aquisição não significa que tudo que se vê deve ser comprado. Mas o prazer na compra não raro é usado para aliviar sintomas apenas no momento. O sentimento que leva a fazer essas compras desesperadas não passa com a sacola cheia. Apenas te leva para um buraco, cada vez mais fundo de dívidas. “Aos vinte anos, começaram os reflexos dessa vida desordenada. Acumulei uma dívida com cartões de crédito, cheque especial e com amigos de mais de 40 mil reais. Cheguei a ter mais de 120 cheques protestados, nome incluso no SERASA. Gastava meu dinheiro como se não houvesse amanhã, sem planejamento nenhum, sem nunca me preocupar com futuro”, relata ele. Alguns conseguem deixar a fase consumista após a fase adolescente/jovem, tornando-se adultos com conceitos diferentes acerca do dinheiro. Mas, para quem sofre de consumismo, passar por essa “virada” sozinho é muito difícil. “Me casei, e as prioridades mudaram. Precisava ser ‘responsável’. Não podia mais viver aquela vida de ‘playboy’, tinha agora uma família e precisava cuidar da minha casa. Mas o tempo passou e de novo me afundei em dívidas, em gastos, em cartões e cheque especial.” felizcidade.net | 19


CAPA

A VIRADA DO JOGO Infelizmente, pessoas que vivem dessa forma estão sempre endividadas, viciadas em um consumo descontrolado fazendo compras obsessivas e se negam a admitir o que fazem. A culpa normalmente é atribuída a outros e a coisas. É importante parar e analisar. Especialistas recomendam que, como primeiro passo, se faça uma planilha com seus ganhos e gastos, se as despesas forem maiores do que seu rendimento, você está gastando mais do que deve e, com certeza, vai entrar no vermelho ou, se já entrou, vai demorar a sair dele. Planeje suas despesas. Faça um controle a cada gasto, seja na compra de um pão de queijo, a de um apartamento. Lembre-se de sempre deixar um valor considerável na poupança para momentos de “urgência”. Veja bem, é para momentos de urgência mesmo, como: problemas de saúde, desemprego –

Onde e como buscar ajuda? Um assunto tão delicado, muitas vezes negado pela maioria, nem sempre é fácil de ser tratado. É preciso um acompanhamento especial, ou até mesmo psicológico, para descobrir qual a causa dessa compulsão. Só com a causa tratada o problema pode ser controlado. Mas, assim como um alcoólatra, o consumista precisa viver a vitória um dia de cada vez. “Depois que percebi meu problema, encontrei um grupo de apoio específico para esse assunto, no programa Celebrando a Recuperação, da PIB em SJC. Hoje participo na Igreja da Cidade em meu município. Foi aí que descobri que não estou sozinho e, infelizmente, muitas pessoas lutam todos os dias contra a compulsão financeira, alimentar, lutam contra a ira, o desejo sexual desenfreado. Enfim, pessoas normais que, como eu, têm fraquezas e dificuldades, mas que juntas conseguem vencer suas batalhas diárias. É nesse caminho que hoje estou recuperando minha vida financeira e vivendo um dia de cada vez”, finaliza ele. O caminho para abandonar uma compulsão e reestruturar a vida financeira nunca é fácil ou curto. Mas histórias como essa mostram que é possível, e que vale a pena. Afinal, não podemos por um preço em nossa própria tranquilidade.

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não para a necessidade desesperada de comprar algo. Alexandre conta que pouco tempo antes de sua mãe falecer, ela deixou uma lição de vida a ele. Preocupada com a tristeza do filho, descobriu que ele estava com a conta negativa. Ele se surpreendeu ao descobrir que uma aposentada tinha condições de ajudá-lo a sair do vermelho. “Pensei, ‘ela não poderia me ajudar, afinal, ganhava pouco mais de um salário mínimo’. Para minha surpresa, ela disse que tinha uma reserva no banco e que ia me ajudar. Aquilo foi um ‘baque’. Como minha mãe, ganhando o que ganhava, tinha todo esse dinheiro no banco, e eu não conseguia poupar, e pior, vivia no vermelho, sempre endividado. Foi a partir desse episódio que eu reconheci que tinha um problema, que precisava de ajuda e que precisava me tratar”, relata ele, emocionado.


CABIDE do seu estilo

• Texto Paula Talmelli

Inspire-se com as tendências do Verão 2013: Cores Cítricas

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ando continuidade às Tendências do Verão 2013, apresento a vocês as “Cores Cítricas”! Já falamos aqui também da cor laranja e suas diversas tonalidades. Sim, o laranja é a principal cor cítrica do verão, mas para quem não gosta de laranja temos cores para todos os gostos! Ao lado dos tons pastéis, as cores cítricas são um dos hits da temporada: rosa-choque, laranja e turquesa vibrantes, verde-limão e amarelo-limão chegam com força total para esquentar nosso visual. Veja abaixo algumas dicas para acertar usando as cores cítricas: • A moda praia é a que mais usa as cores cítricas. Biquínis, maiôs e saídas de praia nessas cores têm tudo haver com o verão! • Se for usar no dia a dia, misture com peças de cores neutras como preto, bege, branco e cinza. Também é chique usar um look de cor neutra com um acessório cítrico: colar, brinco ou bolsa. Um de cada vez, tá, gente?! • À noite você pode ousar mais, com um vestido inteiro de cor cítrica ou um sapato cítrico com um vestido preto.

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• Misturar duas cores cítricas não é uma boa opção. Na maioria das vezes, fica exagerado. • Se você optar por usar uma calça de cor cítrica, combine com peças bem básicas em cores neutras e sem detalhes. • Tons de pele mais bronzeados são favorecidos por peças laranja e amarelo-limão, já as mais claras, principalmente loiras, ficam melhor com peças turquesa e rosa. • Para um visual informal, combine uma peça cítrica com jeans. Um top cítrico com blazer branco, calça jeans e sandália bege cria um lindo look casual chic! • Para o trabalho e ocasiões mais formais, combine a roupa cítrica com peças de alfaiataria branca, bege ou preta. Uma saia lápis, de cor neutra, com uma blusa soltinha de cor cítrica (por dentro da saia) e um salto médio é uma ótima opção para o trabalho.

#CONECTE

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VOLUME no tom da conversa • Texto Lucas Anacleto

EM SINTONIA

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abe quando você escuta aquela música e diz: “Puxa! Que música boa de ouvir!” Pois é, isso realmente é muito bom! Um dos motivos que nos leva a dizer isso é o que chamamos de cumplicidade. Isso mesmo, cumplicidade! Numa conversa, quando um fala, o outro ouve, certo? Pelo menos, deveria ser sempre assim. Na maioria das vezes, ouvimos músicas com vários instrumentistas, e eles também conversam entre si, musicalmente falando. O que ouvimos é o resultado desse diálogo. Na música, cada um tem seu espaço, seu momento, sua função. Saber respeitar isso faz com que o resultado final seja cada vez melhor. É fácil perceber algo diferente em bandas ou grupos que já têm bastante tempo de estrada. Eles falam a mesma língua, conhecem um ao outro, sabem exatamente qual é a parte de cada um no todo. Isso faz uma grande diferença! Não estou dizendo que as bandas que têm menos tempo de existência não tenham isso. Mas é como nos relacionamentos familiares, conjugais, relacionamentos de amizade, enfim, quanto mais tempo é investido, maior é a cumplicidade. Quando a cumplicidade e o diálogo são interrompidos, até mesmo fora dos palcos, isso se refletirá diretamente na música. Temos vários exemplos disso. Já vimos muitos cantores discutirem nos palcos, em plena apresentação, como a dupla Zezé de Camargo e Luciano e, recentemente, a Banda Charlie Brown Jr, em cujo show, o vocalista Chorão fez um desabafo

desaforado a respeito do baixista da banda, Champignon. Dificilmente esses desentendimentos começaram ali, mas, sim, há algum tempo – e, em um dia ruim, simplesmente saíram na hora errada. A cumplicidade vem com o tempo e, pode parecer redundante, mas também com tempo investido. Isto é, ela vem com a intenção, como alguém que deseja construir essa casa tijolo por tijolo. É claro que os desentendimentos vêm, fazem parte do relacionamento. Ninguém é igual ao outro, porém, se a visão é a mesma, o objetivo, a motivação forem os mesmos, será muito mais fácil lidar com tudo isso. A música é como a vida da gente: começa com uma introdução, um início, um indício do que está por vir. Depois, vêm as estrofes, que são o desenvolvimento de uma ideia, o amadurecer de um objetivo, de um propósito. O refrão vem depois de um tempo, aí chegamos aonde deveríamos estar. Os solos, as pontes, são uns toques que dão um brilho a mais na música da nossa vida, que realçam o propósito para o qual fomos criados. Assim como a música, que a nossa vida gere um som agradável, um reflexo de cumplicidade, diálogos ricos e relacionamentos verdadeiros e profundos!

#CONECTE

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CONTEÚDO amplie seu conhecimento

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CONTEÚDO amplie seu conhecimento

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mulher, que conquistou durante anos o seu espaço, continua em sua busca incansável para alcançar os objetivos profissionais. E, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quando se trata de estudo, elas ganham dos homens. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2011) mostra que as representantes do sexo feminino economicamente ativas (com dez anos ou mais de idade) têm média superior aos homens, ou seja, estudam por mais tempo que eles. O considerado sexo frágil arregaçou as mangas, se agarrou aos livros e mudou mesmo o jogo. Em 2010, 63% de todos os títulos acadêmicos de nível superior, concedidos no Brasil, foram recebidos por mulheres. Não há como contestar: elas são maioria – representando de 52% a 77% do total de títulos – nas áreas de educação, humanidades e artes, saúde, ciências sociais, direito e administração e serviços. Tornam-se minoria, no entanto, nos setores de engenharia, manufatura e construção (28%), ciência (38%) e agricultura (41%).

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Mas a minoria não quer dizer muita coisa. Polyana Alves Radi Gonçalves, de 29 anos, é um exemplo prático disso. Casada há dois anos, com o marido advogado, ela é graduada em Química, fez Mestrado e Doutorado em Engenharia de Materiais. E não parou por aí, ingressa no Pós Doutorado para carreira de pesquisadora, seu grande sonho. Você pode até pensar: “Ah! Ela fez tudo isso porque é filhinha de papai!” Que nada! Estudou a vida toda em escolas públicas, todos os cursos foram feitos em Universidades Federais ou com bolsa de estudos. Dedicação: essa é a palavra. “Estudei no INPE e no ITA. O objetivo das minhas pesquisas é desenvolver materiais para aplicação espacial, algo que melhore o que temos hoje”, conta ela. A renda profissional fica no contraponto da pesquisa. Embora a formação superior aumente a renda, os homens continuam ganhando mais do que as mulheres, mesmo que tenham formações iguais. A renda de um brasileiro com diploma universitário pode ser até 2,7 vezes superior à de um que só tenha ensino médio e 3,2 vezes maior do que a de um sem esse diploma. As mulheres também demoram mais para atingir seu potencial máximo de renda: a faixa etária mais bem remunerada para as detentoras de diploma é a de 55 a 64 anos. No caso dos homens, a renda é maior entre 25 e 34 anos, declinando depois, a partir dos 55.


Mulheres em dobro

Um reflexo da expansão da renda e do ingresso de 40 milhões de brasileiros à classe média nos últimos 10 anos está diretamente ligado à queda na oferta de mão de obra de empregadas domésticas. De acordo com o Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o número de empregadas domésticas no país caiu de 6,7 milhões (17% do total de mulheres trabalhadoras) em 2009 para 6,2 milhões (15%). Para as que resistem no mercado, o preço fica cada vez mais alto: a mão de obra de uma diarista/faxineira, que antes custava em média R$ 40 para um apartamento de dois quartos, hoje custa R$ 70, sem contar a passada de roupa, não inclusa. Isso gera nas mulheres um acúmulo de funções. É preciso ser uma boa profissional, boa estudante, boa mãe, boa esposa, boa dona de casa (isso inclui faxina, passar roupa, fazer comida)... Ufa! São muitas funções, acumu-

ladas com o desejo da mulher de buscar mais – algo para se realizar como profissional. Não que ser dona de casa não seja uma realização, mas muitas sonham em somar a tudo isso a profissão idealizada. Polyana vive assim, entre um afazer e outro, organizando o tempo para não deixar nada para trás. “Tento conciliar da melhor forma possível, separo um tempo para estudar, para cuidar da casa, para cuidar do marido. Antes ficava frustrada porque não dava conta de tudo, mas encontrei o equilíbrio”, diz Polyana. Com essa rotina – em que o casal se separa pela manhã e só se encontra no fim do dia, após muito trabalho ou estudo – é preciso que haja compreensão. “Meu marido é muito compreensivo, entende quando estou cansada e me ajuda. Isso faz toda diferença!”, finaliza ela.

Nunca é tarde

Muitos não tiveram a oportunidade de estudar no período considerado comum e largaram os estudos. Mas nunca é tarde para recomeçar. A dona de casa Suzerlei Faustino Rodrigues, 37 anos, parou os estudos no sexto ano do ensino fundamental. A vida seguiu e formou uma família. Em 2009, aos 34 anos, queria fazer um curso de liderança na PIB em SJC, mas, para isso, era recomendado ter Ensino Médio e, foi aí que a vontade de estudar voltou. “Comecei a fazer o Ensino Supletivo. Mas, desde criança, tinha paixão por livros, então, investi nisso, comprei muitos. Hoje tenho quase 200 exemplares e já li boa parte deles. Foi neles que aprendi muita coisa, cresci como pessoa. Minha vontade de aprender, querer saber mais, só aumenta a cada leitura. Meus desejos cresceram comigo. Quero terminar meu supletivo e fazer um curso técnico de Web Desing. Minha ideia é trabalhar em casa, desenvolver um site com produtos que já tenho em mente e, assim, conciliar a atenção aos meus três filhos e esposo, com a carreira profissional”, conta Suzerlei. Seja criança, jovem, senhora, a educação e os livros podem e devem fazer parte de nosso cotidiano. Afinal, a vida é um aprendizado. Nessa “disputa” entre homens e mulheres, o que vale mesmo é a satisfação e alegria em realizar sonhos, projetos, sempre um em acordo com o outro. A compreensão do marido com a esposa e vice-versa faz parte de um bom relacionamento e aprendizado em comum.

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SOLIDARIEDADE o que vale é a ação

• Texto Sergio Ivo

AJUDA AO MORADOR DE RUA ABAP pelas ruas da cidade em iniciativas que fazem a diferença

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ções que mudam vidas e escrevem novas histórias. É com esse intuito que surgiu a Casa AMOR – Casa de Apoio ao Morador de Rua e o Projeto RUAS – Resgate Uma Alma Sofrida. Criado em setembro de 2005, o projeto acolhe pessoas que moram nas ruas da cidade, e a Casa AMOR, por sua vez, recebe esses moradores para atendimentos de suas necessidades imediatas como banho, alimentação e apoio espiritual, por meio de relacionamentos que buscam mostrar as boas-novas do Evangelho. Cerca de 240 moradores de ruas são atendidos por mês pelo projeto Casa AMOR na ABAP. Mais que acolher, o RUAS reintegra essas pessoas à sociedade e tem se tornado um trabalho de ação social referência na cidade joseense. Joab Ribeiro, um dos voluntários do projeto e líder de uma das equipes, relata as diversidades entre os abordados. “Na rua é possível encontrar pessoas com histórias surpreendentes de vida, alguns graduados, com profissão, outros que falam mais de um idioma e que chegaram àquela condição, pois deram espaço às drogas, bebidas e prostituição. Entre esses moradores há um grande número de conhecedores da Palavra de Deus, e que no decorrer da caminhada cristã se afastaram de Cristo”, conta. ABORDAGEM – Atualmente o Projeto RUAS realiza os atendimentos na ABAP, aos domingos pela manhã, a 40 moradores de rua. Os assistidos passam por triagem, tomam banho na CASA AMOR e um café da manhã. Somente é permitida a entrada daqueles que não se encontram em estado de embriaguez ou sob influência de drogas. Nesse período a Palavra de Deus é apresentada. “Muitas vezes após a Palavra podemos perceber as lágrimas, olhares de reflexão sobre a própria vida e o desejo de mudar a sua história”, relata o líder do projeto RUAS, Ricardo Correia. Para ele, esse é um trabalho que requer paciência, e muita oração. As abordagens acontecem também em períodos noturnos. Antes de ir às ruas a equipe prepara lanches (pães e refrigerantes), e ora pela ação. Durante a abordagem, integrantes da equipe oferecem o lanche e iniciam uma conversa para o porquê de ela estar na rua. “Este é um ponto diferencial, pois muitas pessoas somente passam, distribuem algum alimento e vão embora. No momento em que estamos ali, conversando sem qualquer tipo de preconceito, é possível ver pessoas abrindo os seus corações e permitindo que possamos ajudá-los em seus problemas”, explica o líder.

ABAP – Associação Beneficente de Ajuda ao Próximo Registro de Utilidade Pública Municipal: Lei n° 5.758 de 05 de outubro de 2000. Registro de Utilidade Pública Estadual: Lei nº 13.520 de 29 de abril de 2009. Avenida Deputado Benedito Matarazzo, 8333. Vila Betânia - São José dos Campos/SP. Contato: (12) 3923-1544

Contribua para a continuidade dos projetos. Banco Bradesco: Agência: 2858-4 Conta Corrente: 19780-7 CNPJ da ABAP 01.372.496/0001-97

#CONECTE-SE

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PASSATEMPO um pouco de cultura, lazer e afins

#DICAS Graça – Max Lucado (Lançamento Thomas Nelson) Graça – Mais do que merecemos. Maior do que imaginamos. Nas palavras do autor, a graça é a melhor ideia de Deus. Nada escapa de seu alcance. Nada pode modificar tão profundamente a vida humana quanto ela. Diferentemente de qualquer outra manifestação religiosa ou conceituação filosófica, a graça expõe a própria dinâmica de vida proposta por Deus. Descubra neste livro uma graça ativa, surpreendente e irresistível que acontece na vida em toda a sua plenitude. Graça é a obra mais importante da vida de Max Lucado.

CD – David (Diante do Trono) - Lançamento Amigo - Ana Paula Valadão O Bom Comportamento - Ana Paula Valadão E Arleson Samuel A. Esteves A Bíblia É A Palavra De Deus - Ana Paula Valadão e Participações Quem Será O Novo Rei? – Israel Salazar E Tião Batista O Senhor É O Meu Pastor - Ana Paula Valadão E Guilherme Fares O Seu Dia Vai Chegar - Arleson Samuel A. Esteves Davi e Golias – Ana Paula Valadão, Guilherme Fares e João Lúcio Tannure Se o Espírito de Deus Se Move Em Mim (David Danced) - Ana Paula Valadão Cada um dá Aquilo Que Tem - Ana Paula Valadão E Tião Batista Genealogia de Jesus - Ana Paula Valadão e Participações Os Milagres de Jesus - Gustavo Soares e Participações

#NOVIDADES

LIVRO FILME Comece hoje a dizer “Eu te amo”

“E aí, comeu?”

Em Comece hoje a dizer “Eu te amo”, Stephen Arterburn e Carl Dreizler reúnem dezenas de dicas e sugestões muito simples e eficazes para demonstrar seu afeto por alguém muito querido, seja qual for o tipo de relacionamento. São ideias novas (ou antigas, mas resgatadas de uma maneira original) para tornar mais intensos os laços de carinho e respeito, especialmente quando se trata daquelas pessoas que falam mais alto ao seu coração.

O filme tem muito apelo sexual, gerou inclusive reação na Câmara dos Deputados, com uma notificação à Polícia Federal e a Vara da Infância e da Juventude, contra a Globo Filmes. Na história três amigos discutem em uma mesa de bar sobre suas crises sentimentais. A discussão está relacionada a liberação para menores de 14 anos, quando deveria ser para 18 anos. O uso de crianças com frases e assuntos sexuais torna o filme de muito mal gosto.

#nostALGIA Invictus (2009)

Recentemente eleito presidente, Nelson Mandela (Morgan Freeman) tinha consciência que a África do Sul continuava sendo um país racista e economicamente dividido, em decorrência do apartheid. A proximidade da Copa do Mundo de Rúgbi, pela primeira vez realizada no país, fez com que Mandela resolvesse usar o esporte para unir a população. Para tanto chama para uma reunião Francois Pienaar (Matt Damon), capitão da equipe sul-africana, e o incentiva para que a seleção nacional seja campeã.

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FILME

Diário de um banana

Não é fácil ser criança. E ninguém sabe disso melhor do que Greg Heffley, que se vê mergulhado no ensino fundamental, onde fracotes subdesenvolvidos dividem os corredores com garotos que são mais altos, mais malvados e já se barbeiam. Em “Diário de um banana”, o autor e ilustrador Jeff Kinney nos apresenta um herói improvável. Como Greg diz em seu diário: “Só não espere que eu seja todo ‘Querido diário’ isso, ‘Querido diário’ aquilo”. Para nossa sorte, o que Greg Heffley diz que fará e o que ele realmente faz são duas coisas bem diferentes.

LIVRO


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ETC notícias de bolso

Premiação na Expo Cristã 2012 O pastor Carlito Paes autor de 14 livros, sendo quatro pela Editora Vida, foi homenageado na noite do Prêmio Top Vida 2012, pelo livro “Igrejas Brasileiras com Propósitos” (Editora Vida), que esgotou em apenas três meses e já prepara nova edição. Ele esteve presente com toda família e ficou honrado por ser o autor homenageado da noite. “Agradeço pela parceria de longa data com a editora e pelos novos projetos que estão por vir”, disse Carlito Paes. A noite também premiou os 50 lojistas e distribuidores que mais venderam produtos da Editora Vida. A Loja Inspire (da Primeira Igreja Batista em SJC) subiu de posição esse ano, de 25ª para 18ª, concorrendo com grandes distribuidoras. O evento contou com a participação de diversos pastores e empresários do ramo editorial de todo o Brasil.

Mudanças em financiamentos na CEF A Caixa Econômica Federal anunciou novas condições para o cartão destinado à aquisição de materiais de construção. As taxas de juros de 0,9% ao mês mais Taxa Referencial (TR) e prazo de até 72 meses para pagar, atendem à parcela da população com menor renda. A taxa de juros passa a valer a partir de 1º de outubro. Nos últimos cinco anos, o cartão atendeu a cerca de 1,2 milhão de famílias, financiando um total de R$ 15 bilhões. A partir dessa mesma data a Caixa começa a trabalhar com um cartão para financiamento de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A expectativa é que o Moveiscard atenda a 1,6 milhão de famílias até o final de 2013. O cartão possibilita o financiamento de até 100% do bem, com prazo de até 60 meses, com juros que variam de 0,9% a 1,8% ao mês.

#LIGEIRINHAS Remédios para doença pulmonar no SUS

Os pacientes que sofrem com a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), um problema causado por enfisema ou bronquite, podem respirar mais aliviados. Os medicamentos para controle da doença passam a integrar a lista de remédios do Sistema Único de Saúde (SUS). Os medicamentos devem ser disponibilizados dentro de 180 dias. Também estão inclusos exames diagnósticos, oxigenoterapia domiciliar e vacina contra influenza.

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Jovens brasileiros de ouro

O Brasil levou duas medalhas de ouro e três de prata na 4ª edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa). A edição realizada na Colômbia reuniu jovens de oito países da América Latina. Os medalhistas de ouro foram Amanda Seraphim Pedarnig (Valinhos, SP) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). E os de prata, Larissa Fernandes de Aquino (Olinda, PE), Luis Fernando Machado Poletti Valle (Guarulhos, SP) e Victor Venturi (Campinas, SP). Dentre tantas atividades os estudantes participaram de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais.

Reclamações de sites de compras coletivas disparam

Já são mais de 400% no 1º Semestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. Com esse dado alarmante o Procon-SP decidiu convocar as empresas para buscar soluções e melhoria nos serviços oferecidos. Esse mercado movimentou R$ 731 milhões no 1º trimestre.


RADAR fique ligado • Texto Luma David

Musical Casas e Próxima Parada, juntos por um único motivo

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o último dia 21, a equipe do Musical Casas e o grupo de evangelismo “Próxima Parada”, foram para o Rio de Janeiro. Esta foi a primeira vez que o musical se apresentou fora do estado de São Paulo. A viagem reuniu 44 jovens, sendo 30 do elenco do musical e 14 do grupo de evangelismo. O convite para a apresentação foi feito por duas igrejas que fazem parte da Rede Inspire, a Batista Carioca, localizada no bairro do Méier, que conta com aproximadamente 700 membros e a Igreja Batista Monte Horebe, com cerca de 6 mil membros, localizada em Campo Grande. As igrejas do Rio de Janeiro se empenharam na divulgação do musical e o público superou as expectativas. Entre cristãos e pessoas não convertidas, as duas apresentações reuniram um total de aproximadamente 5 mil pessoas. O evangelismo, apenas no curso de domingo de manhã contou com cerca de 160 adolescentes, interessados em aprender mais sobre esta ação. Após o curso os adolescentes aplicaram na prática o que aprenderam, e muitas vidas foram salvas. Com a ação conjunta do musical e do evangelismo, 180 pessoas decidiram entregar a vida para Jesus, no último final de semana. “O objetivo do musical é ser uma ferramenta de transformação de vidas”, explica a ministra Paula Roscito, que é a Gestora executiva da Rede Inspire. O musical tem a agenda lotada até maio do ano que vem e vai passar por cidades como, Tubarão, Itajaí, ambas em Santa Catarina, Manaus e Rio de Janeiro. Saiba mais sobre a Rede Inspire e o grupo de evangelismo Próxima Parada através do telefone (12) 3911-2228, falar com a ministra Paula Roscito, ou enviei um e-mail para paula@redeinspire.com.br

Você é um cristão ateu?

Muitas vezes mesmo dentro da igreja questionamos e limitamos o poder de Deus. Dividida em nove semanas a série “Cristão Ateu”, tem levado as pessoas a uma profunda reflexão. O tema foi escolhido com a intenção de nos mostrar que acreditar e não viver como se ele de fato existisse é o mesmo que não crer. A vergonha do passado e a falta de intimidade foram alguns temas abordados pela série que começou no dia 16 de setembro e vai até o dia 11 de novembro, durante os domingos, em todos os campi da Primeira Igreja Batista.

#CONECTE

www.redeinspire.com.br facebook.com/missoesproximaparada

Pesquisas feitas nas ruas para ilustrar a série, nos revelam que a maior parte da população acredita em Deus, mas admite não manter um relacionamento com Ele. Temas como perdão, dinheiro e fé ainda serão abordados. Faça parte e descubra se você tem vivido o melhor de Deus ou se tem deixado algumas partes da sua vida longe do alcance dEle. Fuja de ser um Cristão Ateu e aproveite esta oportunidade para reavaliar suas atitudes, é tempo de refletir e mudar o que precisa ser mudado.


TRAJETÓRIA histórias de vida • Texto Luma David

Relacionamentos restaurados Os dados de divórcios são alarmantes e quem mais sofre com isso são as crianças. Conheça formas de aproximar famílias separadas

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número de pais divorciados nunca foi tão alto. Em 2000, os números apontavam 1,7% de divórcios; em 2010, houve um salto para 3,1%, quase o dobro. Esses dados fazem parte do Censo de 2010 e foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso gera impacto direto nos filhos. Um estudo brasileiro, coordenado pelo Instituto Glia Cognição e desenvolvimento, avaliou 5.961 crianças e adolescentes de 5 a 18 anos de idade em 17 estados do país, para saber qual o impacto do divórcio na vida dos filhos. Os resultados indicaram que filhos de pais separados têm mais chances de ter um baixo desempenho escolar. O estudo serve para reforçar a importância da base familiar. Fabiana é filha de pais separados e ficou mais de 10 anos sem contato nenhum com o pai. Recentemente ela sentiu vontade de participar da Alvorada da Vitória na Primeira Igreja Batista em São José dos Campos e, ao chegar à campanha, sentiu vontade de pedir pelo relacionamento com o pai. Durante esse período em que estiveram afastados, Fabiana ligou algumas vezes para o pai, que chegou a pedir perdão pela distância, mas não tinha coragem de ir ao seu encontro. Após o início da Alvorada da Vitória, Deus agiu, e o pai de Fabiana apareceu no portão da casa dela. “Aconteceu o que Deus planejou, e a benção foi liberada. Deus sabia que eu não teria a capacidade de ir até o meu pai, então o colocou na porta da minha casa”, afirma Fabiana. Ela entendeu que essa é uma oportunidade de renovar os laços familiares e está decidida a honrar o seu pai. A Alvorada da Vitória acontece toda terça-feira às 6h30, em todos os campi da PIB. Dedique as primeiras horas do seu dia e entregue você também os seus sonhos para Deus.

Informações (12) 4009 4300 www.pibnet.com.br Campus Colina – Rod. Dutra – km 145 sentido RJ Campus Betânia – Av. José Longo, 1195 – Vila Betânia Campus Centro – Rua Euclides Miragaia, 548 – Centro Campus Primavera – Av. Nelson Tavares, 1861 – Jd. Primavera


ANUNCIANTES

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Depósito Betânia Materiais para Construção

Tel: (12) 3907-6786 e-mail: depositobetania@gmail.com Estrada do Bairrinho, no 1.300 - Santa Hermínia - São José dos Campos-SP

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Pense bem pra viver melhor

VIDA NOVA PARA VOCÊ

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odos nós gostamos de coisas novas. Casa nova, roupas novas, carro novo, ideias novas. O novo é atraente, mas precisamos ter atenção e cuidado, pois nem tudo que é antigo é ruim, e nem sempre o que é novo é bom. De uma forma geral, somos receptivos ao novo. Steve Jobs já dizia: “se o velho não morrer, o novo não pode surgir”; porém isto não é um conceito exclusivo dele, pois Jesus já deixou em seu testamento para nós este princípio de vida: “Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.” (João 12.24). Com essa realidade, desejo expandir esse conceito para nossa vida de forma mais ampla. Por que viver uma vida velha e desgastada, se podemos trocar por uma nova? Isto é possível? Como recomeçar? Talvez não nos demos conta que dentre todos os milagres providenciados por Deus à humanidade, sem dúvida, o maior de todos é a conversão. É o começar de novo, deixar o velho para trás e renascer! Muitos se questionam como alguém que professava o ateísmo, a fé em outro tipo de doutrina ou filosofia possa posicionar-se quanto ao sacrifício do Senhor, como forma perfeita de redenção de pecados e em consequência, uma vida perdoada na eternidade com Deus. E esta nova vida é para todos! Se você está cansado de viver sua velha vida, não precisa dar fim a ela, você pode decidir pela fé, nascer de novo e assim viver uma vida nova com Cristo! Como? Jesus explicou: “Em resposta, Jesus declarou: ‘Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo’. Perguntou Nicodemos: ‘Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!’ Respondeu Jesus: ‘Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo’”. (João 3.3-7).

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Cada vez mais pessoas de todas as idades decidem viver esta nova vida, através do ato da conversão ao evangelho! Realmente é algo tremendo e inexplicável falar da conversão, pois para cada pessoa, a sua definição acontece de maneira diferente, ficando a sua generalização complicada, quanto à manifestação de um fenômeno que não pode ser estudado. É o produto da experiência chamada fé que se manifesta de forma pessoal para cada pessoa. Pessoas que se convertem ao evangelho de Jesus aprendem de Deus e não conseguem mais adorar aquilo que não é Deus, tendo a sua vida espiritual alicerçada na pessoa do Senhor Jesus Cristo, que revela àqueles que chama, a nova identidade estabelecida segundo o propósito do Reino de Deus, mediante a revelação da sua Palavra. Enfim, não somos mais aquilo que éramos quando homens naturais, agora todos somos servos que recebem dons, indiferente a nossa realidade anterior a conversão. Somos aquilo que o Espírito determina, em função do corpo chamado Igreja. Quando decidimos receber a vida nova em Cristo, também recebemos uma nova família espiritual para crescermos que é a Igreja. Antes de conhecer Jesus de forma pessoal, todos nós estávamos mortos espiritualmente, nada poderíamos fazer para mudar a nossa situação. Estávamos vivos na carne, porém separados de Deus em espírito, pois apesar de bons e praticando boas obras, estávamos mortos em delitos e pecados. Esta ideia torna todo ser humano, sem exceção, indigno diante de Deus, ninguém estaria em posição de justiça para que Deus pudesse dizer que não éramos tão depravados assim. Esta percepção nos mostra que a depravação da humanidade é total, não cabendo a ninguém o direito de exigir a benevolência de Deus. O chamado de Deus não estabelece a condenação humana e sim a salvação da criação que estava perdida, Deus por pura misericórdia, sem mérito algum dos perdidos, tira do meio da iniquidade alguns. Esse ato pode ser considerado loucura para os sábios e entendidos deste

Carlito Paes Pastor Sênior da Primeira Igreja Batista em São José dos Campos/SP facebook.com/carlitopaesoficial @carlitopaes

mundo, pois confundirão através da Palavra de vida, que a nova vida em Deus produz uma retórica que não será experimentada na sabedoria deste mundo, mas em uma apologia de experimentação em um conhecimento que vem do alto, acima dos principados e potestades, deixando o presente século confuso, pelo conhecimento de uma realidade que o homem natural não pode com os olhos humanos contemplar. A fé cristã não é um agente de condenação de pessoas, mas de salvação de vidas! Deus coloca fé onde havia incredulidade, manifestando a graça, que além de favor imerecido é o agente instalado nesta nova criatura, que nos faz aptos para viver as boas obras, servindo ao nosso próximo. A nova vida que provém de Deus é uma experiência de fé, onde a teologia aplicada reconhece a queda humana e a soberania de Deus, como doutrinas de vida. Onde Deus movido por pura graça salva do pecado aquilo que estava perdido, cheio de amor e misericórdia. Sem contar as obras humanas, livra do pecado aquele que por si, teria apenas como salário a condenação, mostrando assim que o poder procede apenas de Deus, que é infinito em amor. Amor que só pode ser experimentado quando nascemos de Deus e nos tornamos seus filhos, por méritos do sacrifício doado na cruz pelo Senhor Jesus àqueles que por pura graça ouviram o chamado da morte para a vida. Portanto, vida nova para você também. Pense bem nisto!


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