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Lenguas vivas

Oferenda Prevaleceste nos meus frágeis dias como esse mausoléu que vencera o tempo em cada um dos seus limites. Hei-de recompensar a tua persistência com duas lâmpadas para oferendar-te: numa recolhi a ventania intacta das selvas e noutra roubei o aquilão melancólico do norte,

esse que sempre me pediste.

Trago também desde o meu escarpado coração dálias e tochas tâmaras e açucenas, e uma implacável promessa: permanecer sempre em ti entre as ruínas da capital que quisemos para nós e que não desapareceram. Que dirás então? Mostrar-me-ás por acaso essa indefesa nudez que protegia quando sonhavas com soldados e fantasmas? Então vejo todos os teus vestidos deslizar em ti

como o vinho de um copo transbordado,

e no deleite de teus mamilos seduzidos por esta minha boca que os profana, escondida e interminável começa este nosso amor inclemente e exaltado.

PERIPLO • DICIEMBRE 2011 • Vol. XII • 75 •

PERIPLO. Los límites del cuerpo  

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