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Caderno de Tecnologia

1.5 • Declividades No projeto, a primeira declividade ensaiada para a galeria é a do greide da via, em obra rasa, com um mínimo de volume escavado, evitando escoramentos caros e rebaixamento de lençol freático. Porém, buscando: máxima eficiência econômica2, regime permanente e uniforme e sem remanso; a cota de deságue; velocidade admissível ou adequar-se à seção disponível; um trecho pode ter inclinação própria. Diante disso, o projetista da via e o da drenagem devem buscar uma solução técnica e economicamente adequada. Num trecho, a declividade do terreno é a razão entre a diferença de cotas, nos topos dos PVs, de montante e de jusante, e a distância L, em planta, desse trecho (Fig. 4). I(terreno) = CtM – CtJ)/L (4)

Figura 4 - Desnível e declividades entre dois PVs

A declividade (m/m) de um trecho de galeria é a diferença das cotas de fundo do PV de montante e de jusante (desconsiderando algum aprofundamento para evitar remanso), dividida pela distância L entre os PVs (Fig. 4). I(trecho) = (CfM – Cf J)/L = D h / L (5) Na Tabela 5 são recomendadas declividades para o projeto de galerias. Tabela 5 – Declividades recomendadas para galerias

Declividade

Valor (%)

Mais econômica

a do terreno (do greide da via) ou a que leva à menor seção de galeria

Faixa limite

0,3 < I < 4

Mínima da boca coletora ao PV

0,5 (em BH é 3)

1.6 • Cota do fundo de um poço de visita (PV) 1) Primeiro poço a montante A Figura 5 mostra como determinar a cota de fundo do primeiro poço de visita, usando a seguinte expressão: Cf 2

≅ Ct – ( Cob. + DN + e )

(Eq. 1)

Em dutos tubulares, um tirante de água de 0,83xD conduz ao maior raio hidráulico e consequente velocidade em condições de estabilidade do fluxo.

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Revista Pavimentação Ed. 41  

Galeria de águas pluviais (GAP) . . . . . . . 10 Francisco José d’Almeida Diogo Efeito da variação de espessuras no desempenho de pavimento...

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