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ediÇÃo

ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO

1 aNo

iSSn 2317-1995

r$ 4,90

nÚMero 11 ano 1 edição 11 dezeMbro 2013

Cult De bancário a forrozeiro. saiba mais sobre santanna, O cantador Eu Sou um publicitário que não se limita apenas aos ensinamentos da faculdade Comigo foi assim a determinação é a melhor escada para o sucesso

superar é vencer a força para enfrentar desafios vem de onde menos se espera Com o apoio da família, nenhum obstáculo é grande o suficiente a vitória sobre o mal traz uma sensação que não tem preço

exemPlOs Que ValORizam ainDa mais O seR HumanO

entreVIstão: o adVogado henrIque olIVeIra esclarece alguns questIonaMentos sobre os dIreItos que enVolVeM a relação entre bIÓgrafos e bIografados. aInda dentro do teMa abordado, a censura ganha destaque.


listão

22 dezembro 2013 edição 11

Frases de impacto Para inspirar o leitor, a cada abertura de seção a Revista Olha! interage com fras

olha! nossa capa foto lucas gomes na capa ytalo yuri marques (paciente do instituto do câncer infantil do agreste - ICIa) foto das aberturas de seção lucas gomes MODELO das aberturas de seção Jéssica Vieira (do produtor Augusto Cavalcanti) as fotos das aberturas de seções foram produzidas no parque das Rendeiras, no bairro Rendeiras, em caruaru

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16 Superação Quando a trajetória de vida de uma pessoa esbarra em um obstáculo, como o câncer, por exemplo, como fazer para lidar com a baixa auto estima, problemas decorrentes do tratamento e com a dúvida, entre a cura ou não da doença? Respondendo a algumas dessas perguntas, conheça a história de superação de Karolayne Beatriz e Pedro Henrique.

30 Entrevistão De um lado personalidades do meio artístico querendo ter suas vidas resguardadas. Do outro, biógrafos lutando pelo direito de publicar suas obras. Veja o que explica o advogado Henrique Oliveira.

Eu mesmo

22 Seriados Deixar-se envolver por histórias de ficção é uma realidade cada vez mais presente na vida das pessoas que acompanham séries de televisão. Veja o quanto elas podem interferir no dia-a-dia.

Os outros

34 Eu sou Obrigações profissionais todo mundo tem. Mas deixar de fazer o que gosta está fora dos planos do publicitário Júnior Mehiel, que divide seu tempo entre o trabalho e seus hobbys. 36 Deu/Não Deu Uma Emenda Constitucional deve estabelecer reservas de vagas para deputados negros na Câmara Federal. Veja qual a opinião das pessoas sobre o assunto.


Olha! No seu bolso Para acessar sua Olha! pelo celular: 1. Abra o leitor QR Code em seu celular; 2. Foque o código com a câmera; 3. Clique em Ler Código para acessar o conteúdo. Não tem leitor? Para baixar o leitor acesse www.i-nigma.mobi

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ses de impacto de escritores brasileiros.

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40 Comigo foi assim Investir em uma carreira profissional sólida é visto como objetivo de vida para muitas pessoas. Para Iara Lima, diretora-presidente da Kianda Comunicação e Lilac Promo, tudo isso faz parte de uma realidade. Apaixonada pela área de Administração em Marketing, sua realização se dá pela dedicação em correr atrás dos seus sonhos.

44 Cult Desde a infância, a música sempre esteve presente na vida de Santanna, O Cantador. Porém, em nenhum momento, a família incentivou-o a seguir em frente. Embora tenha tentado dar outro norte para a sua vida profissional, o contato com Luiz Gonzaga, Rei do Baião, ajudou a confirmar a sua verdadeira vocação.

Fora do ar

Ser, ter e escolher

46 Consumão O cheiro marcante de uma pessoa pode ser um forte aliado para a construção da sua personalidade. Conheça um dos lançamentos da marca Paco Rabanne, o “Invictus”. 48 Campanha Em 1997, Steve Jobs voltou à Apple com a missão nada invejável de virar pelo avesso a empresa que havia fundado em 1976. Esse é o enredo principal do livro “Jony Ive - o Gênio Por Trás Dos Grandes Produtos da Apple”, de autoria de Leander Kahney. Uma das indicações de leitura que a Olha! traz nesta edição. 50 Fim


mente aberta seguidores na rede

nossos

“Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”

Santo Agostinho

Completar um ano de circulação pode até parecer algo fácil, difícil mesmo é chegar a esse resultado garantindo a aprovação dos leitores. Criar, sonhar, lutar, correr, mas nunca desistir. Com esse primeiro ano da Revista Olha! muitos momentos marcantes ficarão para sempre dentro da mente e do coração daqueles que acompanharam esse trabalho. Inicialmente tudo se resumia a um sonho, uma vontade gigante de construir um projeto inovador. Mas não criar uma revista qualquer. A intenção é sempre contar com a participação de cada leitor. Foi um caminho repleto de dificuldades, mas de forma prazerosa chegamos a esse primeiro ano com a sensação de dever cumprido. Mais do que meramente enaltecer a nós mesmos, temos hoje que reconhecer aqueles que nos ajudaram a chegar até aqui. Hoje com o sonho realizado agradeço aos grandes parceiros que acreditaram em minha ideia e me ajudaram a dar vida a esse projeto. Inicialmente, idealizei a criação de uma revista em conjunto com o jornalista Fernandino Neto. O projeto não teve continuidade. Com a criação da Olha! ele se tornou colaborador nas primeiras edições. Agradeço também a Fauzia Emannuelly que sempre batalhou para o crescimento da revista. Ao jornalista Sandemberg Pontes, que como em um retrato falado, deu vida às ideias propostas e a todos os profissionais e parceiros que contribuíram para esse primeiro ano

da Revista Olha! Nesta data especial posso falar com muita satisfação desta revista, que possui um padrão nacional de qualidade em todos os requisitos, tratando de temas totalmente integrados à realidade de cada leitor, trazendo do futuro para o presente um olhar diferenciado sobre a vida, o comportamento, as emoções e, principalmente, o amor e a superação de cada um. O assunto que abordamos nesta edição tem muito a ver com a trajetória da Revista Olha!. Iremos falar de superação e falar de dificuldade não é algo simples. Independente de motivos, a dificuldade é desanimadora, mas o mais importante são os resultados, a vontade de vencer. O poder da superação nos faz vencer todo e qualquer gigante que tenhamos que enfrentar em nossas vidas. Enfim, convido a você leitor, para mais uma vez nos acompanhar, nesta edição especial, colhendo junto conosco todo amor plantado durante esse ano e se emocionando com a história de superação de algumas crianças especiais. Comprometemosnos em nos superar a cada edição e dar a vocês o entusiasmo de a cada mês esperar pela próxima edição. O meu muito obrigado e que possamos comemorar e eternizar esse projeto por muitos e muitos anos. Obede Gueiros Neto - diretor

Envie sugestões, comentários, críticas e dúvidas pelo e-mail jornalismo@revistaolha.com.br, ou ainda participe de nossas redes sociais Daniel Carvalho Nota 10 para toda a equipe da revista, excelente qualidade nas matérias e ótima diagramação. via facebook

Thomás Alves Claro que imprescindível deve ser o conteúdo de uma publicação e nisso a Olha! se destaca. Mas, o que me chama muita atenção é o visual. A diagramação, artes e fotografias combinam entre si para deixar um ambiente clean ao leitor. Resultado: prazerosa de ler e chamativa pela criatividade. Não só digna de prender a visão do leitor, a Olha! seduz por completo os sentidos da atenção. via facebook

Natalia Lima A revista se diferencia das demais por ter um conteúdo dinâmico e inteligente, olhando para vários aspectos sociais importantes, e traz assuntos atuais e interessantes. via facebook Alessandro Feitosa Sempre é bom ter um olhar inovador, competente e responsável. A arte de agregar e a forca de se comunicar marcas fiéis de uma revista, que Olha!, com a verdade. via facebook Catarina Lacerda Eu, como singela leitora, adoro a revista como um todo. Estão de parabéns pela inovação em matérias superinteressantes e bem produzidas, tanto no quesito informação e saúde, trazendo questões importantes, como também na questão de entretenimento. via facebook

Allison Lima A Olha! vem apresentando uma identidade visual limpa e bonita desde sua primeira edição, e vem apresentando uma crescente qualidade em seu conteúdo, podendo muito em breve ser uma das melhores da região! via facebook Remulo Chianca Valadares Gostei muito dessa última edição da revista, porque particularmente me amarro demais na música regional, e ainda tem uma entrevista sobre relações humanas e educação,o que passeia pela minha área de atuação. via facebook Caroline Casé A revista Olha! me proporciona momentos de descontração, cultura, e interesse público com matérias diferentes e de fácil entendimento. É muito bom poder contar com uma revista que é totalmente caruaruense. via facebook Caetano Neto Ao contrário de muitas revistas que já vi da região, a Olha! verdadeiramente ao passar das páginas, você passa a olhar de forma diferente, é uma revista bem diagramada e com conteúdos interessantes tanto para quem lê, quanto para quem anuncia. via facebook


Santanna nasceu na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará, em 29 de fevereiro de 1960. Desde a infância, teve contato com a música através dos pais e avós. Antes de dedicar-se à música, trabalhou como vendedor de medicamentos e bancário. Foi através de Luiz Gonzaga, um dos seus grandes ídolos, que o artista deu os primeiros passos como cantor profissional. Seu primeiro trabalho foi lançado no ano de 1995.

Henrique Oliveira é formado

em Direito pela Faculdade Asces. Tem especialização em Direito Lato Sensu pela Escola Superior da Magistratura de Pernambuco (Esmape) e também em Direito Empresarial pelo LFG. O bacharel também é conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil, em Caruaru, e presidente da Comissão de Advocacia Pública, também pela OAB Caruaru.

Iara Lima sempre teve alguns objetivos

profissionais a conquistar. Dedicada, ela fez alguns cursos de qualificação profissional, o que lhe rendeu boas experiências para levar à frente o sonho de gerar seu próprio negócio. Com vasta experiência em publicidade, Iara é dona da Kianda Comunicação e Lilac Promo, além de ser pósgraduada na área de Gestão Empresarial e recémaprovada para um mestrado em Buenos Aires.

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colaboradores

Sheyla Martins

formou-se em Psicologia no ano de 2001 pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fez residência na mesma área no Hospital do Câncer de Pernambuco. No Instituto Nacional do Câncer, ela também fez um curso de curta duração. Há 10 anos atua prestando assistência psicológica aos pacientes atendidos pelo Instituto do Câncer Infantil do Agreste (Icia).

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Eloisa Ferreira Adoro a revista, é muito interessante e sempre fala de temas atuais e divertidos. Espero que as próximas edições continuem assim. via facebook

André Nunes Matérias muito bem elaboradas com design gráfico excelente. Parabéns a toda a equipe da revista. via facebook

Filipe Alencar A revista é muito boa, gostei muito, vale muito a pena adquirir e estar por dentro das notícias que há nela. via facebook

Dênis Torres Ótima revista. Bastante interativa e informativa. Espero que ela continue por várias edições. via facebook

Glebson Bezerra A qualidade com que é produzida a revista Olha! é realmente impressionante, é visível a preocupação com o social além da atualidade dos temas abordados, assunto para todo mundo, sem falar na criatividade que acompanha cada edição lançada. Muito boa mesmo! Parabéns a toda equipe por proporcionar uma leitura agradável e que consegue deixar o leitor preso. Muito boa mesmo! via facebook

Mateus Teixeira Silvestre A revista Olha! consegue se destacar por meio de seus conteúdos contemporâneos e interessantes, nos levando para um “passeio” por universos culturais, sociais e históricos, através de uma leitura leve e descontraída. Em qualquer momento do meu dia, a Olha! se encaixa perfeitamente, seja no periódico impresso, no facebook ou instagram. via facebook

Cyelen Veloso Acompanho sempre a Olha! e percebo que a revista está surpreendendo a cada edição. Conteúdo superdinâmico e abrangente, sem falar na qualidade do material impresso. Estão pensando fora da caixa, parabéns a toda a equipe! via facebook Cleyton Muniz Ótima abordagem da revista Olha! sobre a musicalidade que move a nós brasileiros. Por incrível que pareça, essa é uma das melhores e mais antigas formas de dar força e garra para os jovens. Força essa que é transmitida de geração em geração. via facebook Douglas Souza Ótima qualidade, bem produzida e matérias interessantes! Isso torna a revista mais apropriada para os leitores, fazendo com que se destaque entre tantas outras. Resultado de bons profissionais reunidos e ligação entre eles. Com tudo isso, encontrase um novo conceito em revistas desse nível. via facebook


OLHA! LEVA AOS LEITORES CONHECIMENTO DE QUALIDADE. UMA REVISTA QUE TRAZ AS IDEIAS DO FUTURO PARA O PRESENTE. COM LINGUAGEM LEVE E AGRADÁVEL, OFERECE AOS LEITORES UM MIX DE REPORTAGENS, SEÇÕES, ENTREVISTAS, CRÍTICAS, OPINIÕES E PEQUENOS ENSAIOS. EM CADA EDIÇÃO, APRESENTA UMA GAMA VARIADA DE ASSUNTOS, APONTA TENDÊNCIAS, ANALISA, OPINA E ESTIMULA O DEBATE DE IDEIAS. FÓRMULA QUE TRANSFORMARÁ NA PRINCIPAL PUBLICAÇÃO DO GÊNERO NA REGIÃO. OLHA! É UMA REVISTA ABRANGENTE, QUE ATENDE UM PÚBLICO CADA VEZ MAIS QUALIFICADO, SENDO UMA PUBLICAÇÃO VIBRANTE E ACESSÍVEL.

EDIÇÃO ESPECIAL DE 1 ANO

ANUNCIE LIGUE: 81 3101-2950 comercial@revistaolha.com.br SITE revistaolha.com.br REDES SOCIAIS revistaolha E-MAIL

revista


se liga O resultado da pesquisa é usado na elaboração de políticas públicas

mercado

Mulheres ocuparam 65,6% dos empregos criados em 2012 O aumento da participação feminina no mercado de trabalho não significou que a remuneração paga tenha alcançado a dos homens

fotoS: divulgação

convênio O reitor da União de Instituições para o Desenvolvimento Educacional, Religioso e Cultural (Uniderc), Dr. Jabes Moura, assinou, em Assunção, no Paraguai, dois importantes convênios de Cooperação Técnica Científica e Acadêmica com a Universidade Tecnológica Intercontinental (Utic) e a Universidade Del Sol. Os contratos visam atender às demandas dos Governos do Brasil e Paraguai integrando os dois países. A partir destes acordos, estudantes do Brasil e Paraguai matriculados na Uniderc e alunos destas unidades internacionalizarão suas carreiras com o aproveitamento de Estudos, seminários Internacionais e Certificação Mercosul. Para Jabes Moura, convênios como estes provocam “a mudança de paradigma na educação do Brasil”.


Dos 1.148.081 de empregos criados no ano de 2012, 754.260 foram ocupados por mão de obra feminina – o que representa 65,6% do total, segundo revelam os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2012, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego no último mês de novembro. Os dados também mostram que, do total de mulheres com novos empregos em 2012, 59,7% têm ensino médio completo e 45,9%, ensino superior completo. Em relação ao ensino médio, foram 450 mil mulheres a mais com essa formação inseridas no mercado de trabalho no período. Com ensino superior completo, foram 346,7 mil. Por meio de nota, o Ministério do Trabalho informou que “a mulher vem aumentando consistentemente a sua participação no mercado de trabalho formal e o vem fazendo, sobretudo, nos ensinos médio completo e incompleto e superior completo”. O aumento da participação feminina e a constatação da qualificação das mulheres não significou, no entanto, que o salário delas alcançou o dos homens. A remuneração média da mão de obra feminina em 2012 foi R$ 1.850; a dos homens, R$ 2.250, uma diferença de R$ 400. Em 2011, o salário médio das mulheres era R$ 1.802, teve aumento de R$ 48 em 2012 em relação à remuneração do ano anterior, 2,62% a mais. Ainda assim, tanto o aumento quanto o salário total delas ficou abaixo da média nacional no ano passado (R$ 60 e R$ 2.080, respectivamente). Segundo a pesquisa, 2012 gerou metade dos empregos formais verificados em 2011. Em 2012, foram cerca de 1,1 milhão de postos de trabalho formais a mais. No ano anterior, foram aproximadamente 2,2 milhões. A pesquisa é um registro das declarações anuais e obrigatórias de todos os estabelecimentos existentes no país. Gerenciadas pelo Ministério do Trabalho, os dados são as principais fontes de informações sobre o mercado de trabalho formal brasileiro, sendo usados pelo governo na elaboração de políticas públicas que visam a qualificação profissional e a inserção de profissionais no mercado. Vale ressaltar que a sondagem também mostra onde é necessário investir em melhoramento.

Ao todo, Caruaru conta com um total de seis museus espalhados pela cidade para todos

Projeto Museus vai às escolas e incentiva proximidade cultural Para cada exposição, serão escolhidos temas que fazem parte dos acervos dos museus de Caruaru Com o intuito de disseminar a cultura, encurtando a distância que existe entre os museus e os estudantes, a Prefeitura de Caruaru, através da Fundação de Cultura e Diretoria de Museus, desenvolveu o “Projeto Museu vai às escolas”. A cada oito dias, de forma itinerante, uma escola por vez será escolhida para receber um pouco do museu nas suas dependências. Assim, ao invés de os estudantes irem ao museu, o museu é que irá até eles. A exposição será montada no hall da instituição, para que os interessados

possam se aprofundar sobre o tema exposto. Um professor de História e outro de Arte ficarão à disposição para apoio pedagógico e esclarecimento de dúvidas. “Queremos estimular nossos jovens a consumirem um pouco mais de cultura. No balanço que fizemos no final do ano passado, vimos que mais de 40 mil pessoas foram nos visitar, mas ainda sentimos muita falta das crianças e jovens em nossos espaços. Daí surgiu a ideia de ir a esses públicos”, conta a diretora de Museus, Regina Lúcia.


se liga [1]

Caso seja contemplado com o título, Sebá receberá um salário vitalício

No páreo. Cada vez mais perto de sair a definição sobre os artistas que concorrem ao título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, uma surpresa. Sebastião Alves, mais conhecido como Sebá, teve sua indicação habilitada para a disputa. Ou seja, ele está concorrendo na última fase por uma das três vagas ao título, juntamente com outros 53 candidatos de todo o Estado de Pernambuco que também foram indicados. O anúncio do resultado está previsto para ser divulgado nesse mês de dezembro. Natural de Sertânia, aos 14 anos veio para Caruaru em busca de se tornar dramaturgo, chegou a participar de várias peças teatrais como “Solta o Boi na Rua”, “A Noite dos Tambores Silenciosos”, “Auto das Sete Luas de Barro”, “Olha pro Céu Meu Amor”, entre tantas outras. Além do teatro, e do cinema sua grande paixão era a arte dos Mamulengos, sendo o responsável pela criação do Teatro de Mamulengo Mamusebá, buscando a difusão da cultura para todas as classes.

fotos: [1] Marcelo Soares e divulgação

reconhecimento O curso de Tecnologia em Gestão Comercial oferecido pela Fafica foi reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) com nota quatro, numa escala onde a maior nota atribuída é cinco. O reconhecimento é a segunda etapa da validação do curso no meio acadêmico e representa, como o próprio nome diz, o reconhecimento oficial de que a instituição está qualificada a oferecer o curso. O processo de avaliação levou em consideração a infraestrutura da Faculdade e a titulação dos professores. Na visita do MEC foram vistoriadas as salas de aula, salas de professores, banheiro, cozinha e biblioteca para conferir se as condições físicas são adequadas. A equipe do MEC também realizou entrevistas com estudantes, professores, egressos do curso e teve acesso a documentos como os Planos de Desenvolvimento Institucional, os Projetos Pedagógicos da Faculdade e do Curso e os Diários de Classe. O curso de Tecnologia em Gestão Comercial da Fafica foi autorizado a funcionar em 2007. Anualmente oferece 50 vagas anuais e funciona no horário noturno.


2014

matrícula os alunos novatos devem ficar de olho no calendário

A Secretaria de Educação, Esportes, Juventude, Ciência e Tecnologia deu início ao calendário de matrículas para alunos nas escolas da rede municipal. Estudantes novatos solicitarão matrícula no período de 23 de dezembro a 17 de janeiro de 2014. O processo será online, através do Sislame, sistema que integrará os dados da rede municipal. Assim que o banco de dados for concluído, o endereço estará disponível para realização do cadastro. As matrículas para os retardatários acontecerão de 20 a 24 de janeiro, na Secretaria de Educação, para verificar a existência de vagas.

O programa visa promover a interação dos estudantes com sistemas competitivos bilingue

Governo incentiva estudantes a cursar francês e espanhol

o projeto visa atender aos candidatos que desejem se candidatar a uma bolsa do Ciência sem Fronteiras Pensando na qualificação dos jovens, o Ministério da Educação (MEC) criará programas para incentivar estudantes a dominar um segundo idioma. A ideia é que, além do Programa Inglês sem Fronteiras, já em vigor, os estudantes tenham a possibilidade de aprender o francês e o espanhol. Os programas devem seguir o padrão adotado no idioma inglês, que começou a ser executado este ano. Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação de universidades públicas e particulares que tenham al-

cançado no mínimo 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em edição posterior a 2009. Suas ações incluem a oferta de cursos à distância e presenciais além da aplicação de testes de proficiência. O projeto também deve atender aos candidatos que desejem se inscrever a uma bolsa no Programa Ciência sem Fronteiras. A intenção é promover a interação dos estudantes com sistemas educacionais competitivos nas áreas de tecnologia e inovação e já superou a oferta de 59 mil bolsas.

Curso O curso de Saúde Coletiva é uma das novidades da Faculdade Asces para o ano de 2014. As vagas já foram disponibilizadas no vestibular desse ano, que aconteceu no mês de novembro. O curso promove o estudo de uma área que integra conhecimentos de campo, como a gestão de saúde, epidemiologia, ciências sociais e biológicas integradas às tecnologias de saúde. O profissional da área também pode ser chamado de Sanitarista, sendo capaz de identificar as necessidades sociais de saúde e atuar como gestor de processos coletivos de trabalhos em saúde. Educação A Educação a Distância (EAD) ganha reforço da recém-criada Rede de Cooperação. O projeto pretende apoiar ações de ensinos superior a distância promovendo qualidade de formação. Estão envolvidas instituições de ensino superior federais e estaduais de Pernambuco que possuem curso a distância. A rede EAD tem como seu objetivo articular ações, desenvolver programas de planejamento e projetos executivos voltados para a educação a distância, levantar as demandas do curso e apoiar programas e tutoria reforçando os Pólos de Apoio Presensial.


eu “A verdadeira arte de viajar... A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa, Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali... Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!” Mário Quintana

me


mesmo

parque das rendeiras, bairro rendeiras, Caruaru


sUPeraÇ Lidar com um problema que exige garra e determinação para vencer é uma realidade na vida de muitos guerreiros. O apoio de familiares e amigos é quase indispensável na luta em favor da felicidade.


ÇÃo


capa texto Robson Meriéverton fotos lucas gomes personagem das fotos ytalo yuri marques 1

O Icia é uma entidade sem fins lucrativos, que surgiu a partir de uma ideia do médico Luiz Henrique Soares. O objetivo da organização é proporcionar tratamento, amenizar o sofrimento de crianças com câncer, oferecer apoio e atendimento gratuito e multidisciplinar para pacientes e familiares. Em 19 de setembro de 2003 Dr. Luiz Henrique Soares reuniu um grupo de quarenta pessoas, entre médicos, comerciantes, profissionais liberais, empresários, para fundar, em Caruaru, o Instituto do Câncer Infantil do Agreste, o ICIA. As primeiras iniciativas para arrecadação de recursos e disseminação de informações sobre o câncer infanto-juvenil surgiram com campanhas como a Caminhada pela Vida, que é realizada desde 2004 e a Caravana Diagnóstico Precoce, que atinge todo interior do Estado de Pernambuco.

A vida insiste em pregar peça nas pessoas. Talvez seja para testar sua fé, ou quem sabe capacidade de superar os desafios. Pode parecer um caso a se pensar, mas a dificuldade não escolhe cor, raça, muito menos classe social. Ela vem de maneira sorrateira, ou, em alguns casos, avassaladora. Nesse ponto, o câncer, considerado uma das doenças mais temidas que mexe no aspecto psicológico dos pacientes e também dos familiares, é mesmo um grande obstáculo. Na luta para vencê-lo, um verdadeiro aparato de guerra é montado, desde os tratamentos com quimioterapia, passando por sessões com psicólogos, até a cura e a consequente reinserção social. Enfrentamento à parte, o que vale é mesmo a fé e a vontade de vencer. Karolayne Beatriz, hoje com 6 anos de idade, é considerada pela mãe, Maria do Carmo, 29 anos, uma verdadeira guerreira. Sua história de luta contra um câncer na região da face, próximo à boca, começa desde o nascimento. Assim que Karolayne foi concebida, os pais e os familiares perceberam que ela tinha uma pequena manchinha no canto esquerdo da boca. A mãe, por sua vez, não ficou muito preocupada por achar que se tratava de uma mancha normal, que sumiria a partir do crescimento e desenvolvimento da menina. Com seis meses de idade, a mancha começou a crescer, induzindo os pais a procurarem auxílio médico. “Chegamos a procurar todos os tipos de médicos nas mais variadas especialidades. E não obtivemos resposta”, diz a mãe. Já aos nove meses de idade, a filha de um ex-patrão do marido sugeriu que eles procurassem o Instituto do Câncer Infantil do Agreste (Icia) 1 . Foi lá que a família encontrou respostas para o mal que já havia se instalado no organismo da pequena Karolayne. “Era mesmo um câncer. E os exames preliminares que fizemos constataram que se tratava de um Emagioma, um tumor benigno”, lembra Maria do Carmo. Junto com o diagnóstico veio o choque e o desespero por parte de toda a família. O primeiro questionamento que surgiu na cabeça da mãe, depois do desespero, foi “por que aquilo estava acontecendo?”. Para ela, até Deus era culpado. Passado o primeiro momento de choque, a mãe, juntamente com toda família, teve de buscar forças para ajudar a filha a enfrentar a doença. A primeira sessão de quimioterapia aconteceu aos dois anos e meio de idade. Esse é um tratamento muito agressivo para o organismo, pois interfere no funcionamento de todos os órgãos do corpo, trazendo sensação de desconforto, náuseas e a queda do cabelo. Esse último, porém, para a mãe, foi um dos momentos mais difíceis do tratamento. “É muito difícil para uma mãe ver o seu filho, principalmente numa idade tão frágil da vida, passar por todo esse sofrimento. Quando o cabelo dela começou a cair, me vi em um pesadelo. Procurei me agarrar a todas as forças que tinha e que não tinha por ela. Só para ajudar nesse momento de tanta fragilidade”, lembra emocionada. De acordo com a psicóloga do Icia, que acompanhou o desenvolvimento da doença de Karol - como é carinhosamente conhecida - o câncer é uma doença muito difícil de ser aceita, principalmente quando vêm as consequências do tratamento. “Inicialmente

é um choque. Porque, quando o paciente descobre que tem uma doença grave, principalmente o câncer, geralmente ele associa à morte. Dependendo da idade, o paciente não tem noção ao certo do que está acontecendo”, explica Sheyla Martins. Quanto ao caso de Karol, sobretudo em relação à queda do cabelo, a profissional diz que teve de desenvolver um tratamento bem específico com Maria do Carmo, porque o grande problema da perda de cabelo estava relacionado diretamente à mãe. “Na verdade, ver Karol sem cabelo era uma dificuldade da mãe, e não de Karol. Ela tinha vergonha de sair com a menina. Então, a gente foi mostrando para ela que essa era uma dificuldade dela, e que ela precisaria aceitar a filha naquela situação”, completou Sheyla. Em certos momentos, algumas situações inusitadas aparecem de forma inesperada e que tem o poder de mudar toda a realidade em questão. Certo dia, quando o cabelo de Karol já estava caindo bastante, a ponto de ser impossível esconder. Sua irmã do meio, Maria Gabriela, colocou-a na frente de um espelho. Emocionada e com um sorriso de satisfação no ar, a mãe faz questão de completar a passagem. “Quando Karol se deparou com a sua imagem refletida no espelho, sua alegria era tão grande, que ela não segurou o riso”. Esse momento mexeu tanto com Maria do Carmo que, a partir daí, a aceitação da doença da filha foi mais fácil. “Olhando aquela cena eu me questionava: como é que ela, que está passando por tudo isso tem toda essa alegria e vontade de viver, e eu não?”, emendou a mãe. Além do momento ser um exemplo de superação para a própria Karol, a mãe também teve de passar por cima dos seus valores, ou talvez, preconceitos, para aceitar a doença e poder entregar-se mais incisivamente ao tratamento da doença da filha. “A família é o suporte. É ela que está ali levando ao médico, tomando conta da medicação. Então, essa família também precisa ser cuidada. Imagina só o quanto é doloroso para uma mãe se deparar com o filho passando por um tratamento com esse grau de agressividade. Haverá um momento que essa família não vai mais querer que o tratamento seja levado a frente, pois o paciente vai estar sofrendo. É aí que o apoio psicológico faz toda diferença”, justifica Sheyla. Hoje, quem vê Karol não imagina que ela passou por toda essa provação, vencendo uma batalha a cada dia. Por conta do cuidado que a doença exigiu, a pequena não segue uma vida escolar como outras crianças da mesma idade. Ela atualmente está no Jardim II. Quanto às brincadeiras e ao contato com outras crianças da mesma idade, a mãe faz o impossível para que isso seja mantido, até porque Karol é uma verdadeira espoleta. Ela não para quieta um só minuto. “Quando se junta com a irmã Maria Gabriela, de 11 anos, e o irmão Carlos Gustavo, de 13, fica praticamente impossível de controlar”, conta a mãe. Fora isso, Karol corre, brinca na rua e, dentro das suas limitações, é uma pessoa que leva uma vida normal. “Costumo dizer que ela é minha grerreirinha, pois não é todo mundo que passa por tudo isso e carrega toda essa vitalidade”, diz Maria do Carmo.


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dezembro 2013 www.revista

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capa dezembro 2013 www.revista

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Nesse sentido, a pouca idade de alguns dos pacientes pode ser vista como um diferencial no tratamento do câncer. “Muitas vezes a família ou os próprios pais veem muita vida na criança. E, o fato de eles não terem muita noção da gravidade de tudo isso ajuda a que eles revertam com mais facilidade a situação a seu favor. A criança não associa o câncer à morte, como faz a maioria dos adultos. Então, talvez seja esse o motivo de haver essa reversão de papéis de hora de enfrentar a doença”, interpreta Sheyla Martins. Com essa mesmo história de superação, seja pelo lado do próprio paciente ou também em relação à família, a vez agora é de saber um pouco da vida de Pedro Henrique, 11 anos, também acometido por um câncer 2 . Ele vivia uma vida considerada normal para um menino na sua idade. Ano passado, descobriu que havia desenvolvido um tumor no linfoma, região do pescoço. A princípio, os sintomas apresentados pela doença eram semelhantes à papeira, com inchaço acentuado. Só que, com o passar dos dias, a dificuldade quanto à ingestão de alimentos e até mesmo de líquidos, piorava. A respiração também estava sendo comprometida. Depois de recorrer a vários hospitais e postos de saúde, Edjane da Silva, 37 anos, chegou com o filho Pedro ao Icia. Diagnosticado como portador de um câncer, Pedro foi encaminhado para o bloco cirúrgico para que fosse feita uma cirurgia para retirar parte do tumor, para uma biópsia. O tratamento foi iniciado com previsão de que o garoto passasse por um ciclo de 84 sessões de quimioterapia, sendo com intervalo médio de oito dias, entre uma e outra. Uma batalha difícil de ser superada por qualquer pessoa, seja de qual for a idade. Os sintomas, comuns nesse tipo de tratamento, foram um desafio a parte para Pedro. As tonturas, enjôos e dores de cabeça eram uma constante nos seus dias. “Eu chorava muito por ver meu filho passando por toda aquela situação. Não conseguia me controlar e, mal tinha forças para manter a cabeça no lugar”, lembra Edjane. Antes de descobrir a doença, a mãe de Pedro trabalhava como costureira em uma pequena confecção no bairro onde mora. Como a dedicação para com o filho teria de ser de forma integral, Edjane não hesitou em sair do emprego. Na casa de Pedro moram ele, a mãe e o padrasto. A renda mensal para o sustendo da família vinha do trabalho de Edjane e de alguns bicos feitos pelo esposo. “Nossa vida nunca foi fácil, o salário de um acabava complementando o outro, e assim dava para a gente levar as despesas”, lembra Edjane. A doença de Pedro veio como um baque na família. Porém, o lado bom de tudo foi a maturidade com que Pedro contornou a situação. Como aconteceu com a mãe de Karol, Edjane foi buscar forças na vitalidade de Pedro, que em nenhum momento fraquejou, mesmo com toda problemática que estava vivenciando. Como o estado de saúde dele inspirava muito cuidado, as idas à escola tiveram de se resumir à condição que ele se encontrava no dia. “Como o tratamento exigia muito de mim, e fazia com que eu ficasse bastante debilitado, não eram todos os dias que tinha condições de ir à escola. Havia semana que chegava a fazer três ses-

sões de quimioterapia, e minha imunidade baixava muito. Eu não podia abusar da sorte e ficar levando uma vida normal, até porque isso era praticamente impossível, naquele momento”, descreve Pedro. A tão temida fase da doença, que o cabelo começava a cair, estava chegando para mexer mais uma vez com a estrutura da família. Nesse ponto, a ajuda e a força para superar veio de onde menos esperava. Todos os homens da família de Pedro rasparam a cabeça, ficando totalmente carecas. “A família sempre foi unida. E essa foi mais uma demonstração de que estávamos juntos para enfrentar qualquer batalha”, conta Edjane, que fez questão de enaltecer o ato. Com as constantes idas ao hospital, Pedro começou a se agarrar nos exemplos de vitória de outros pacientes que enfrentavam o mesmo problema. “De certa forma a presença frequente no hospital muda a rotina de qualquer pessoa, sobretudo a criança, já que ela deixa de ir à escola para correr atrás do tratamento. Tem algumas fases que o comportamento muda muito. Inicialmente o mais visível é a negação. A família nega estar doente, chegando até a procurar a opinião de outros médicos, tudo para entender o que está acontecendo”, explica Sheyla. Mesmo com todo o apoio prestado aos pacientes e familiares, nem sempre a forma de enfrentamento segue um modelo fixo no andamento dos casos. “Há muitos pacientes que barganham, perdem a fé e, de repente chegam mais forte do que antes. Eles precisam de uma resposta para o que está acontecendo. O mais importante é manter sempre viva a fé na recuperação. Quando essa fé é abalada, ele também questiona Deus, por que tudo isso está acontecendo com ele”, explica a psicóloga. Um ano depois de ter descoberto a doença, Pedro dá um verdadeiro exemplo de superação. Com o fim do ciclo de quimioterapia, ele vem retomando sua rotina diária. Sua presença nas aulas já é maior, assim como o contato que tem com os amigos. “Nesse ponto tem de haver uma preparação quanto ao colégio e professores para que eles entendam as necessidades que os pacientes têm. É importante que exista um trabalho de aceitação por parte das outras pessoas que convivem com vítimas do câncer. Vale lembrar que essa é uma doença até menos agressiva que outras. O que choca, além da queda do cabelo, é o estado frágil que o paciente se encontra”, completa Sheyla. Depois que todos os desafios em relação à cura são superados, esses pacientes ainda têm de enfrentar uma outra barreira, que vem do preconceito das pessoas na reinserção social. “Esse paciente vai voltar para a escola, para o trabalho, e, como as pessoas olham isso. Eles têm de estar conscientes do que estão prestes a enfrentar, que tiveram uma doença grave, e que precisam ter força”, ressalta a profissional. Em relação a Pedro, o sorriso de satisfação estampado no seu rosto aparece como um símbolo de toda a batalha e garra que ele teve de ter para superar esses obstáculos. “Sou uma profunda admiradora da força desses pequenos heróis. Isso acaba servindo de exemplo para outros pacientes que começam a enfrentar novas batalhas a cada dia”, finaliza Sheyla Martins.

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O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima cerca de 580 mil casos novos casos da doença para 2014. De acordo com a publicação “Estimativa 2014 – Incidência de Câncer no Brasil”, lançada no último dia 27 novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, no Ministério da Saúde, os cânceres mais incidentes na população brasileira no próximo ano serão de pele não melanoma (182 mil), próstata (69 mil); mama (57 mil); cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil) e estômago (20 mil). Ao todo estão relacionados na publicação os 19 tipos de câncer mais incidentes, sendo 14 na população masculina e 17 na feminina. Lançada a cada dois anos, a Estimativa é a principal ferramenta de planejamento e gestão pública na área da oncologia, orientando a execução de ações de prevenção, detecção precoce e oferta de tratamento. Excetuandose pele não melanoma, a ocorrência será de 394.450 novos casos, sendo 52% em homens e 48,% entre as mulheres.


seriado Sob os olhos de quem os vê, a vida real parece, por alguns momentos, se unir à ficção. Viver à sombra de superheróis e personagens da TV está ganhando cada vez mais espaço entre os jovens.


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modelos Gabriela Raiane Italo Guedez Clara Melo Zanderson Hermandez maquiagem Thuany Souza figurino Estyllu’s Fantasias

comportamento

texto Anny Katleen fotos lucas gomes


Breaking Bad, The Walking Dead, Games of Thrones, Supernatural, The Big Bang Teory, Friends, Two and a Half Men, Gossip Girl, The Vampire Diaries e Lost, são alguns dos seriados que fazem o público entrar no fascinante mundo das séries, que vêm conquistando cada vez mais telespectadores, fazendoos esperar semanalmente por mais um capítulo, só para poder ver seu personagem favorito, o vilão, a mocinha e o galã. Ou simplesmente entender o porquê do desfecho surpreendente do episódio anterior. com um formato mais curto, e semanal, disponibilizado nas redes pelo mundo todo, os seriados vêm se tornando uma fonte crescente de entretenimento. não se sabe ao certo, quais os ingredientes usados pelos autores e produtores para resultar nessa combinação perfeita entre o sucesso e o fascínio popular que os seriados exercem. eles criam tendências, ditam moda e até mobilizam pessoas que organizam paradas mundo a fora. Ha pouco, dificilmente se imaginaria caminhar tranquilamente pelas ruas, e num pestanejar, esbarrar com um exército de ‘mortos-vivos’ durante o percurso. Hoje o fato já se tornou comum. a parada conhecida como zumbi Walk se tornou um verdadeiro ponto de encontro para os jovens e adultos que não dispensam a oportunidade de se caracterizar, entrar no personagem e viver a série no mundo real, criando laços de amizades reais no mundo além das telas, caminhando todos juntos pelos grandes centros urbanos, dando ‘vida’ a seus personagens e comunicando-se entre si, cada um com sua linguagem própria, seja com grunhidos, gemidos ou até mesmo gritos por “cérebros” e “miolos”. embora o Brasil se dedique á produção de seriados como A Mulher Invisível, Louco Por Elas, A Grande Família; o seu forte são as telenovelas, de modo que as super-produções americanas tomam conta do gosto popular brasileiro. contudo, até que ponto essas produções podem interferir positivamente ou negativamente no dia-a-dia de quem as consome? ligar a tV e parar para assistir algum programa, sem muita obrigação, é algo que não causa mais tanto efeito sobre a nova geração dos jovens conectados, que em sua maioria, usam a televisão como pano de fundo no seu quarto enquanto assistem à seus seriados favoritos pelo computador. é assim que define o efeito dos seriados na atualidade o jovem estudante de economia, da universidade federal de Pernambucano (ufPe), Júlio césar, 19 anos. “eu gosto de séries, tanto quanto eu gosto de animes, ou de filmes. Quando vejo que aquilo tem qualidade, quando noto que é um entretenimento divertido para mim, e consigo parar pra assistir eu percebo que aquilo está me acrescentando alguma coisa. claro! sempre vai ter muitas coisas que vão te acrescentar nada, mas que divertem”, enfatiza. Para os apaixonados por séries é quase impossível não se encantar com as suas histórias, não se encantar pelo pacato professor de química Walter White, que se arrisca com seu negócio de metanfetaminas, ou então tentar resistir à acompanhar a história de um simples xerife que acorda de um coma em um mundo pós-apocalíptico rodeado de zumbis, e até mesmo desviar a atenção da luta incessante pe-

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lo controle do Trono de Ferro entre os Sete Reinos, na Europa Medieval em Games Of Thrones. Segundo o Psicólogo Clínico Taciano Valério, formado pela Universidade Estadual da Paraíba (2005), e também diretor e produtor de filmes curta-metragem, os seriados exercem um poder positivo sobre os telespectadores, porque os induzem a pensar sobre o tema abordado nas séries. “Ao mesmo tempo que aparece o sujeito se drogando, mais para frente se mostra o efeito devastador que a droga possui. De certa forma, tratar temas como esse nos seriados acaba induzindo o telespectador a pensar”, afirma Taciano, ao revelar acompanhar Breaking Bad desde a sua primeira temporada. Apesar de ainda não proporcionar toda a reflexão necessária para temas muitos tocados na sociedade, os seriados estão no caminho certo, já que as pessoas não estão mais ‘perdendo’ muito tempo em uma sala de cinema, por uma, ou duas horas, tendo a comodidade de baixar todo o conteúdo pela internet e assistir em casa a episódios curtos de 40 a 50 minutos. Esse hábito já esta se incorporando ao cotidiano de várias pessoas que não têm todo o tempo que gostariam para ficar em frente a uma televisão assistindo a novelas. Hoje, muitas famílias têm condições de pagar por canais fechados e, com isso, acabam tendo um leque de escolhas de entretenimento para passar seus dias, e nisso se incluem consequentemente os seriados, que são fortemente exibidos pelos canais pagos como a HBO, Discovery, e The CW. Já para o estudante de Design Gráfico pela UFPE, Leonardo Leite, 21 anos, sem a exibição dos seriados a vida seria bem mais monótona, não se teria mais os círculos de amizades que criaram graças à eles. “O público é muito grande aqui. Pessoas que se enturmaram por conta das séries. O acesso que não é difícil. Acredito que o sucesso vá se perpetuar por muito tempo”, afirma. Leonardo é autor do livro ‘Antares’ dedicado a escrever sobre o mundo apavorante dos Zumbis mais conhecidos como ‘mortos-vivos’. As séries trazem sempre consigo muita aventura e suspense. Os seriados tornaram-se, hoje, uma grande fonte de entretenimento familiar, um meio atraente e lucrativo que chama, cada vez mais, a atenção de anunciantes. As séries têm a fórmula perfeita para seguir arrastando centenas de fãs. Seja nos mais diversos gêneros, terror, comédia, ficção científica, drama, ou vampirescos, os seriados se tornaram uma febre mundial, entre a grande massa que espera semanalmente por mais um episódio, mais uma nova temporada, que faz dos seus personagens figurinhas carimbadas na sua vida e se sentem órfãos quando o seriado chega ao fim.


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“Quando eu canto o seu coração se abala Pois eu sou porta-voz da incoerência Desprezando seu gesto de clemência Sei que meu pensamento lhe atrapalha Cego o sol seu cavalo de batalha E faço a lua brilhar no meio-dia Tempestade eu transformo em calmaria E dou um beijo no fio da navalha Pra dançar e cair nas suas malhas Gargalhando e sorrindo de agonia Se acaso eu chorar não se espante O meu riso e o meu choro não têm planos Eu canto a dor, o amor, o desengano E a tristeza infinita dos amantes Don Quixote liberto de Cervantes Descobri que os moinhos são reais Entre feras, corujas e chacais Viro pedra no meio do caminho Viro rosa, vereda de espinhos Incendeio esses tempos glaciais.” Alceu Valença

outros parque das rendeiras, bairro rendeiras, Caruaru


entrevistão reportageM ROBsOn meRiéVeRtOn foto ROBsOn meRiéVeRtOn

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Legislação. Uma polêmica en-

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Um código, na área do Direito, é um conjunto de normas legais sistemáticas que regulam uma determinada matéria de forma unitária. O Código Comercial, por exemplo, reúne as normas e os preceitos que regulam as relações mercantis. O Código Civil é um conjunto ordenado, sistematizado e unitário de normas do foro do direito privado. Trata-se, como tal, das normas que regulam as relações civis das pessoas singulares e jurídicas, sejam privadas ou públicas (neste último caso, quando as pessoas agem na sua qualidade de particulares). O Codex Maximilianeus Bavaricus Civilis de 1756 foi o primeiro corpo de leis a usar a denominação de Código Civil. O conceito foi evoluindo com o passar do tempo e, a partir do século XIX, a maioria dos países foi promulgando os seus próprios códigos civis. O primeiro Código Civil moderno e que mais se assemelha aos atuais códigos é o Code Civil des Français (Código Civil dos Franceses) promulgado por Napoleão Bonaparte em 1804. Napoleão tencionava reunir as várias vertentes da tradição jurídica francesa num único corpo legal, de modo que a estrutura jurídica do Antigo Regime deixasse de surtir efeitos. O Código Napoleónico viria a servir de inspiração para o desenvolvimento dos Códigos Civis da maior parte dos países europeus e americanos. Ainda que cada caso seja um caso, os códigos civis têm algo em comum: o direito das pessoas, as obrigações (como os contratos) e as coisas (os bens). Na sua estrutura, deve-se fazer a distinção entre as pessoas (personam), as coisas (res, dividem-se, por sua vez, em sucessões e obrigações) e as acções (actiones).

volvendo artistas e escritores ganhou as páginas dos noticiários nos últimos dias. De um lado personalidades do meio artístico querendo ter suas vidas resguardadas. Do outro, biógrafos lutando pelo direito de publicar suas obras. Nesse embate, quem tem a razão? Esclarecendo algumas dúvidas sobre o assunto, entre eles: legislação, bom senso e censura, o advogado Henrique Oliveira. Nos últimos dias, um caso envolvendo o direito de publicação de obras biográficas de artistas consagrados vem chamando a atenção das pessoas. De acordo com a legislação brasileira, é necessário que se tenha mesmo uma autorização prévia? Sim, o Código Civil 1 vigente é bem claro no seu Artigo 20 quanto à necessidade de autorização prévia. Ele diz ainda que poderão ser proibidas tais divulgações de escritos a requerimento ou quando causar dano à parte, caso atinja a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se destinarem a fins comerciais. Também no texto do Artigo 21, a vida privada é inviolável. Qual a sua opinião sobre o caso? É mesmo necessário que exista essa autorização resguardada por lei? Na minha opinião existe de fato inconstitucionalidade desses Artigos do Código Civil, pois eles vão de encontro à Constituição Federal que prevê a liberdade de expressão e o direito à informação. Isso é uma forma de censura que deve ser rechaçada integralmente do ordenamento jurídico brasileiro. Mas, repito, o Código Civil está em vigor e não pode ser suprimido apenas por existir posições a favor da liberação das biografias, é preciso que as alterações na lei sejam feitas para que exista a liberação. Até lá, permanecem as limitações que a lei impõe. Preservação de direitos? Como advogado, não podemos deixar de seguir o que a lei determina, e havendo prejuízo ao direito íntimo à preservação da honra ou imagem de uma pessoa, a lei permite que haja uma reparação disso, sob a forma de indenização por dano moral ou até processo criminal a depender do fato.   Entre a liberdade de expressão e o direito à pri-

vacidade, quem está com a razão, com base na Constituição Federal? A Constituição sempre deve prevalecer, ela é a lei máxima do país, mas ao mesmo tempo, o fato de existir outra lei vigente (o Código Civil) exige seu cumprimento. Essa oposição confunde as pessoas, mas, sendo bastante didático, acredito que cada caso deve ser visto individualmente. Sugiro aos biógrafos que tenham cuidado de guardar provas concretas do que escrevem em seus textos e aos biografados que poderem se os fatos ali publicados realmente ferem sua honra ou imagem antes de tomar qualquer medida judicial. Caso uma biografia seja publicada sem autorização, quais os danos legais para o escritor e para a editora? Segundo o Código Civil, autorizar ou deixar de autorizar, não é o problema em si. Este reside no fato de que determinada publicação causou ao biografado algum tipo de constrangimento de tal gravidade que provoque dano moral ou que se destine a fins comerciais. Portanto, mesmo não autorizando, se a publicação não tem fins comerciais e não atinge a honra do biografado, não existe prejuízo nem para o escritor nem para a editora.   Esse caso, em específico, faz com que venha à mente das pessoas um período quando a produção intelectual dos artistas e de outros pensadores era vigiada de perto pelo governo militar. A proibição pode ser uma forma maquiada da volta da censura 2 ? De certa forma sim, só que antes a censura era expressa e executada de forma agressiva pelo regime militar. Hoje ela se limita a alertas (em caso de obras impróprias para determinadas faixas etárias, por exemplo) e individualmente nos casos de publi-

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“Antes a censura era expressa e executada de forma agressiva pelo regime militar. Hoje ela se limita a alertas (em caso de obras impróprias para determinadas faixas etárias, por exemplo) e individualmente nos casos de publicações de biografias não autorizadas.”

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Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas ações de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte.

cações de biografias não autorizadas, onde apenas o biografado ou sua família podem questionar a publicação. A censura fere o direito à liberdade de expressão, previsto na constituição. Para o país, isso significa um regresso na sua legislação, ou os artistas têm a sua razão? A censura existe como alerta e não como proibição. Cito como exemplo os filmes ou programas impróprios para determinadas faixas etárias, onde há o alerta, mas, mesmo assim, são exibidos. Houve um retrocesso do legislador ao editar o Código Civil no início da década de 2000, ao inserir no texto a proibição de biografias, pois ela, da forma como está escrita, viola o texto constitucional. Por outro lado, os artistas também possuem uma vida privada, e eles, assim como as pessoas comuns, segundo a lei, tem direito à sua preservação, pois a própria Constituição Federal 3 no seu Artigo 5º, inciso X diz que são invioláveis a honra, a imagem e a vida privada das pessoas, sendo assegurado o direito à indenização em decorrência de sua violação.   Hoje, existe censura? Tecnicamente falando sim, porém sob a forma de alerta, como já dito. A proibição do Código Civil pode ser encarada como um tipo de censura, porém restrita à divulgação de escritos, imagem de uma pessoa e limita-se a requerimento desta ou de familiares caso a vítima da violação já tenha falecido.   Em outros países as biografias dos artistas não passam por essa avaliação. Existe alguma explicação para o caso ser tão polêmico aqui no Brasil? A polêmica reside justamente no fato de que a Constituição Federal diz uma coisa e o Código Civil diz outra, razão inclusive da Ação Direta de Inconstitucionalidade movida para modificar este Código. Alio isso ao fato de que pessoas nacionalmente, conhecidas como o cantor Roberto Carlos, tomaram partido na situação e expuseram publicamente sua posição. Isso aumenta muito a polemização do tema.   A Constituição Federal considera livre e independente de censura a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação. Por sua vez, o Código Civil brasileiro determina que a divulgação de escritos e o uso da imagem de alguém necessita de autorização prévia se atingir

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A Constituição Federal é um livro onde estão determinados os direitos e deveres dos cidadãos e cidadãs brasileiras. É a lei mais importante do país. Todas as outras leis têm que ser feitas respeitando o que diz a constituição. Em 1988, no Brasil, aconteceu um movimento que envolveu homens e mulheres, na luta para incluir muitos direitos que os governantes não asseguravam a toda a população. A atual constituição é conhecida como a constituição cidadã, pois, a partir dela, todas as pessoas passaram a ter diretos iguais, sem diferença de ser homem, mulher, homossexual, heterossexual, branco, negro, índio, quilombola, de qualquer religião ou sem religião, ou seja, respeitando todas as diferenças do povo brasileiro. A constituição cidadã reúne direitos e deveres fundamentais. É preciso exigir que eles sejam respeitados e vividos por todas as pessoas.

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a honra do biografado ou se a destinação da obra for comercial. Considera também a vida privada inviolável, cabendo ao juiz impedir a ofensa. No final das contas, o que isso interfere no produto final? Acho que interfere na liberdade da informação, pois engessa a divulgação de todos os fatos sobre determinada pessoa. Como disse, acho que a censura sob a forma de proibição não deve existir. O que não pode deixar de existir é o direito que cada pessoa (seja ela pública ou não) tem de, caso se sinta ultrajada ou ofendida com determinado fato publicado sobre sua pessoa, procurar a justiça. Existe um projeto de lei tramitando no Congresso que pretende alterar o artigo 20 do Código Civil de 2002, incluindo um parágrafo que, no caso de pessoas públicas, permite a publicação de imagens e textos com finalidade biográfica sem a autorização do biografado ou de seus familiares. No final do processo de informação, quando a obra biográfica já está pronta, o leitor não sai perdendo no que diz respeito à informação que é passada? Conversando com algumas pessoas nesta área, percebe-se ser muito comum aquelas biografias direcionadas, ou seja, o próprio biografado exige que apenas as “coisas boas” da sua vida sejam colocadas no livro. Acho que não deveria ser assim, ou a pessoa proíbe a divulgação com base na legislação em vigor ou deixe-se biografar. Caso os fatos publicados não sejam coerentes com a realidade e se traduzam em dano moral ou crime de injúria, calúnia ou difamação, que o biógrafo seja processado garantindo-lhe o direito à defesa. Por isso o biógrafo deve se cercar desses cuidados antes de publicar qualquer matéria.   Nas biografias autorizadas, legalmente falando, a única condição que a torna livre é a vontade do biografado de permitir a sua publicação? Sim, o texto do Código Civil é claro. Basta que ele autorize. É interessante que essa autorização se dê por escrito e de forma clara para que não reste dúvidas quanto à eventual constrangimento que o biografado sofra após a publicação do material.   Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade foi apresentada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Associação Nacional de Editores de Livros (Anel) em defesa da liberdade de expressão e direito de informação. O que isso pode trazer de concreto para o futuro do caso? Se a ação for julgada procedente, o texto do Código


Civil será declarado inconstitucional e, portanto na prática a proibição deixará de existir. Não é contraditório para os artistas que lutaram contra a censura na época da ditadura, hoje, esteja lutando a favor dela? Onde fica o respeito ao público, nesse caso? Até as pessoas públicas têm uma vida privada. A forma como elas tratam isso é que varia (não é a toa que existem artistas contra e a favor). Tem gente que se ofenderia caso fossem divulgadas informações pessoais, traições, uso de entorpecentes

etc. Já outros não se importam, dizem que suas vidas são “um livro aberto”. Particularmente entendo que, sendo pessoas públicas, a exposição é inevitável e consequentemente é incoerente com sua atividade exigir restrições à divulgação de fatos de sua vida. Por isso, em relação às pessoas públicas, acho que não deve haver nenhum tipo de censura, mas que as publicações sejam sérias, pautadas em fatos concretos e que não sejam fruto de mentiras ou acusações falsas, pois aí estaríamos falando da possibilidade de danos morais e até de crime de calúnia, injúria ou difamação a depender da situação.


eu sou reportagens Anny Katleen fotos lucas gomes

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Junior Mehiel, 22 anos, estudante de Publicidade e Propaganda na Faculdade Vale do Ipojuda (FAVIP) de Caruaru, nascido, e criado aqui. Considera-se um cara versátil e apaixonado pelo que faz, tanto pelo seu trabalho, quanto pelos seus hobbys, os quais encabeçam uma lista de A a Z que parece não ter fim, graças a sua versatilidade e disposição para conhecer sempre mais e descobrir coisas novas.

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Flexibilidade. Esta é a palavra que define o estudante de Publicidade e Propaganda Júnio Mehiel, quando o lado profissional se une à diversão Com 22 anos de idade, Júnior Mehiel 1 tem vários planos para o seu futuro. Quando pensou em escolher um curso superior para dedicar-se, muitas opções vieram a sua cabeça, entre Direito, Psicologia, Jornalismo e a carreira de professor universitário. Porém, foi a Publicidade que acabou sobressaindo. Para ele, o curso não se resume apenas aos conhecimentos nesse campo, e sim à possibilidade de enxergar tudo mais além, sobretudo quando o que está em jogo é a carreira profissional. Apaixonado pelo curso, Mehiel está convicto de que, para ser um bom profissional, é preciso que se entenda um pouco de cada coisa, e o conhecimento na área não vem somente da faculdade. Washington Olivetto, por exemplo, não é formado, e faz muitas outras coisas, além de ser publicitário. “Ser criativo! Fazer publicidade é isso. É você sempre estar em contato com coisas novas, e tudo que você faz pode se transformar em uma ideia para um trabalho. Uma vez uma pessoa disse que, para ser publicitário, não basta ser somente estudioso, ele tem que ser uma pessoa interessante. E para ser interessante tem de ter um conhecimento abstrato de muita coisa”, explica. Mesmo com todos os planos e versatilidade, Mehiel ainda consegue arrumar um espaço entre o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e a prática do seu hobby preferido: a patinação. O esporte faz parte da sua vida desde muito cedo, graças a um desenho chamado “Super Patos”, onde os personagens principais patinavam. Hoje, ele faz parte de um grupo de patinação, que possui cerca de 90 membros. “Não dispensamos longas tardes e noites dedicadas ao esporte. É um verdadeiro prazer”. O lado profissional e o hobby se difundem ao gosto do jovem, já que fazer o que gosta é fator de ordem nos seus dias. Para se ter uma ideia da versatilidade de Mehiel, basta dar uma olhada no seu currículo. Ele já foi fotógrafo, editor de vídeos de um programa de TV, trabalhou em uma agência de publicidade e também já tentou formar uma banda, já que a música também é uma das suas paixões. O publicitário define o seu trabalho como a gestação de um feto. “A preparação para com o projeto, o início do processo criativo, até chegar a sua conclusão, tudo faz parte de uma sequência de responsabilidades que se deve ter com a concepção de um trabalho. O processo é desgastante, mas quando o seu projeto é aprovado e sai do papel, é muito gratificante”, conclui o estudante.


Na Cultura, aprender inglês é mergulhar numa nova cultura, que agrega a visão de outros povos, permitindo a construção de novos referenciais. É por isso que a Cultura acrescenta essa dimensão cultural aos seus cursos, promovendo o interesse pela leitura, teatro, cinema, música e costumes de outras nações de língua inglesa. Embarque nessa viagem, e curta, você também, a vida com mais cultura! Caruaru (81) 3721.4749


deu/não deu texto Anny Katleen robson meriéverton

esse é um espaço para que os leitores e especialiistas discutam os fatos bacanas, polêmicos ou esdrúxulos que caíram na boca do povo e os que passaram batido na imprensa

Deu. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da

Câmara dos Deputados aprovou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece reserva de vagas para parlamentares de origem negra na própria Câmara e nas assembleias legislativas. Segundo a proposta, o percentual das vagas destinadas aos parlamentares corresponderá a dois terços da população que se declarou preta ou parda no último censo demográfico do IBGE. FONTE, SITE G1 (www.g1.globo.com), em 30/10/2013 1

“A ideia é interessante. No entanto, como vivemos em uma sociedade democrática, cabe à população escolher seus representantes. Se, do jeito que está “já é uma bagunça”, imagina colocando cotas para diferenciar brancos e negros. Acredito que sendo aplicada essa emenda, a situação dos representantes tende a ser mais critica. Por exemplo, se uma pessoa receber cinco mil votos e for branca, vai ficar de fora, e uma pessoa caracterizada negra com três mil votos vai ocupar o cargo. Isso pode ser injusto, porque a opinião de duas mil pessoas deixará de ser considerada.” Fábio Portela “A proposta estimula o debate sobre uma série de questionamentos que, certamente, são muito úteis para o entendimento do sistema democrático brasileiro. A reserva pode – e esta é uma visão muito particular – abrir espaço para que pessoas que não representam a diversidade de pensamentos ingres-

sem na carreira política. Ao dizer que existe a necessidade de garantir vagas através do sistema de cotas, está sendo desconsiderado que todos somente chegam a ocupar tais cargos através do voto. E que estes são dados por pessoas que enxergaram nesses candidatos bons representantes. Se a maioria deles é branco, o que há de errado nisso? Talvez ainda não tenhamos uma quantidade suficiente de candidatos negros com propostas e perfis convincentes. Ou talvez eu esteja errado, e o problema esteja na forma como costumamos observar a política.” Diogenes Barbosa “A princípio, por trata-se de um assunto que gera bastante debate, temos que observar com muito discernimento a PEC de autoria do deputado baiano Luiz Alberto. É importante também ressaltar que qualquer critério racial não é bom na construção dos valores e do debate no campo das ideias, e a re-


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Não deu. A busca por produtos importados tem

se tornado uma crescente no mercado brasileiro. Não é de hoje que o deslumbramento por eles chama atenção entre os consumidores. Os mais comercializados são os produtos eletrônicos. Uma questão bastante comentada é em relação ao preço, em alguns casos chegando a ultrapassar o triplo do valor estipulado ao sair da fábrica, gerando uma discussão grande sobre o assunto para os consumidores.

ferida PEC fere o fundamento da igualdade perante a lei, onde, por exemplo, numa suposta eleição, o eleitor depositaria seu voto habitual e depois votaria em outro candidato, para preencher as cotas. Numa confusão dúbia, que fere o primeiro fundamento da democracia, que é a liberdade total do voto. Precisamos descolar a cor da pele dos preconceitos sociais, e para isso existem vários dispositivos, não pelo formato do fatiamento da Câmara Federal e das Assembleias Legislativas pela regra racial.” Raffiê Dellon *** “Fiquei surpreso com o preço extremamente abusivo do console, levando em conta que nos Estados Unidos está 100 dólares mais barato em relação ao seu principal concorrente, o XBOX ONE. A Sony se pronunciou a respeito do preço do video-ga-

me (PS4) no Brasil, ela disse que iria batalhar para poder deixar-lo por menos de mil reais, o que infelizmente não se concretizou. É indiscutível que os impostos no Brasil são extremamente abusivos, porém, neste caso eu não acredito que seja só isso.” José Dornelles “O brasileiro, hoje e sempre, revelou-se grande consumidor de mercadorias estrangeiras. Não sei o porquê disso, mas talvez por aparentar serem melhores que os nacionais. Muitas vezes é só ilusão. Muita gente sabe, mas prefere não saber que os produtos brasileiros são tão bons quanto os de outros países. Há ótimos produtos nacionais que trazem ótimos resultados, por exemplo os cosméticos. Não sou de desvalorizar nada do local, do regional, nem do nacional. Não sou nenhum Policarpo Quaresma, mas sei da grande importância do Brasil no mundo.” Joel Almeida

Não há previsão de quando a proposta será votada no plenário. Antes, o texto ainda terá de ser submetido a uma comissão especial a ser formada especificamente para analisar a proposta. Para alterar a Constituição, uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, por maioria de três quintos dos membros de cada uma das casas (308 deputados e 49 senadores). Se a PEC estivesse em vigor hoje, dois terços dos 50,7% corresponderiam a 173 vagas para negros entre os 513 deputados da Câmara. A proposta aprovada na CCJ também determina que o percentual de vagas destinadas a parlamentares negros não pode ser inferior a 20% ou superior a 50% do total de vagas. O texto é de autoria do deputado Luiz Alberto (PT-BA). De acordo com o projeto, a reserva de cotas raciais teria validade por cinco legislaturas (o equivalente a 20 anos).


“Se alguém varre as ruas para viver, deve varrê-las como Michelângelo pintava, como Beethoven compunha, como Shakespeare escrevia.” Martin Luther King

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Objetivos. iara lima divide sua paixão entre administração em marketing e a Publicidade. a busca por objetivos profissionais concretos foi o norte que serviu de guia para a hoje empresária iara lima, dona da agência de comunicação Kianda. natural de gravatá, iara diz ter levado uma vida cigana, mudando de uma cidade para outra. na Região metropolitana do Recife, ela passou toda a infância e início da adolescência, até que, teve de mudar mais uma vez de cidade. “Quando cheguei a caruaru, achei tudo muito pacato”, lembra. aos 16 anos, seu sonho era fazer Direito ou contabilidade, mas, por insistência do pai, acabou enveredando para o magistério. um ano depois, teve a primeira experiência em sala de aula. mas, devido às dificuldades comuns na profissão, iara resolveu da outros rumos para sua vida. trabalhou como assistente de crediário em uma empresa que fazia empréstimos. “Para mim, tudo era válido como experiência”, afirma. não demorou muito para que viesse a oportunidade de crescer mais um pouco e migrar para uma empresa maior. “fiquei por lá quatro anos. foi um período que me proporcionou muita experiência”. O sonho de ingressar em um curso superior não ficou esquecido. nesse meio tempo, iara não se acomodou, correndo atrás de cursos e especializações. Quando, enfim, veio a possibilidade de tentar vestibular, iara não perdeu tempo. foi aprovada em administração em marketing na universidade federal da Paraíba (ufPB) e fafica. mesmo com toda vontade de cursar, preferiu priorizar o estágio em uma agência de comunicação, o que lhe rendeu boas experiências de vida, que mais tarde foram úteis para o próximo passo profissional. após seis anos trabalhando com atendimento, e com toda a experiência que havia acumulado, iara resolveu abrir sua própria agência de comunicação. “chega uma hora em que você pensa, ou vai, vou vai. se eu errar, eu errei, se eu acertar vamos continuar acertando”, ressalta. além da Kianda, iara também resolveu investir em uma empresa de promoção, a lilac Promo, pela carência que o próprio mercado sofria. “agencia não é apenas para fazer comerciais e jogar para um cartaz, é muito mais do que isso. é trabalhar com as redes sociais, com a parte promocional e também o contato com a clientela”, completa iara.


ser, ter e


“Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói?” Arnaldo Jabour

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cult santanna

Mesmo contra a vontade dos familiares, Santanna não ignorou o chamado da música. Apesar de ter trabalhado como vendedor de medicamentos e bancário, foi no forró que o artista encontrou sua verdadeira vocação profissional.

A trajetória de sucesso de um dos mais conhecidos cantores nordestinos começa em Juazeiro do Norte, Ceará, precisamente no dia 29 de fevereiro de 1960. Batizado com o nome de Cícero Pereira de Souza, até ser conhecido por Santanna, o Cantador 1 , muita água rolou. Ou melhor, muitos acordes e canções envolveram a história de um artista que via em Luiz Gonzaga um espelho para a sua carreira. Pode-se dizer que o envolvimento de Santanna com a música começou desde cedo. Filho de pais cantores, porém anônimos, o artista já foi vendedor de medicamentos, bancário, até tomar a música como sua companhia. Desde os primeiros anos de vida, na infância, a vida de Santanna não foi muito diferente das de outros meninos nordestinos. Seus pais se separaram quando ele ainda tinha um ano de idade. Assim que dona Josefa Pereira engravidou de Santanna, o patriarca da família saiu de casa. Em toda a infância, Santanna foi criado também com ajuda dos avós. Talvez tenha sido desse contato que ele herdou o gosto pela música. “Eu ouvia música o dia inteiro. Minha mãe e meu avô materno eram meus incentivadores”, lembra Santanna. O repertório que se ouvia por lá era bastante variado, indo desde os clássicos do forró, com Luiz Gonzaga, Marinez e tantos outros artistas que passaram a influenciar no gosto e na carreira de Santanna, até Ary Lobo, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves, considerados referência na seresta. “Acho que a seresta é uma das maneiras mais intrínsecas de uma pessoa externar seus sentimentos. Aquele eterno amor pela mulher, onde se chegava no batente da janela para cantar para ela”, afirma o artista. Com o passar dos anos, Santanna começou a despertar um dom peculiar com outras vertentes artísticas. Como sua família tinha poucos recursos, ele mesmo construía seus brinquedos. “Pegava tijolo

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O nome Santanna, surgiu como forma de homenagear as muitas mulheres da família do artista. Santanna também é um nome comum para os dois gêneros, masculino e feminino, e que também iria servir como forma de protestar sobre a influência do machismo no forró. Sobre o complemento, O Cantador, este surgiu como forma de diferenciar o artista nordestino do guitarrista mexicano, também chamado de Santanna. “Eu não queria ligar meu nome a nenhuma cidade ou chão. Como nós somos descendentes de judeus, queria algo vinculado à família, porque judeu não tem terra. Então, depois de tudo, acabou ficando mesmo Santanna, O Cantador. É dessa forma que me tornei conhecido”.

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e aquelas serras de madeira, para esculpir carros para brincar”. Pode-se dizer que Santanna, apesar das origens humildes, soube aproveitar bem a infância. Mas, nem tudo eram flores. “Tive de enfrentar alguns problemas devido à saúde frágil que tinha. Sempre fui refém de remédios que controlavam minha alergia e sinusite. Mas, nem por isso deixei de ser feliz”, conta Santanna. Para alguns dos seus familiares quem andasse com um violão debaixo do braço era apontado como vagabundo. Por isso, na adolescência, Santanna já teve que se virar para conseguir seu próprio dinheiro. “Já fui vendedor de medicamentos e bancário. Em ambas as profissões o que me dava uma querência de continuar na área era a proximidade com as pessoas, o contato mesmo. Até porque, sempre gostei de ser popular”. Aproveitando desse gosto, Santanna cultiva muitas amizades por onde passava. Um dia, passeando perto de um loja de discos, no centro do Recife, deparou-se com o seu idolo, Luiz Gonzaga. O encontro foi tão simples, e ao mesmo tempo, cheio de significado, que Santanna lembra até hoje. “Nesse dia fiquei bastante emocionado quando vi Gonzaga perguntando se o seu disco novo havia chegado. Eu não consegui esboçar nenhuma reação. Fiquei olhando para ele sem falar nada. Para mim esse contato era enorme o bastante por simplesmente estar ali, perto do meu ídolo”. Em um desses caprichos do destino, Santanna foi transferido para trabalhar na agência bancária da cidade de Exú, no cargo de subgerente. Com a proximidade do ídolo, Santanna acabou se tornando um grande amigo do de Luiz Gonzaga. “A conta dele era a número um da agência. Acabei falando para ele sobre esse meu gosto pela música. Não demorou muito para me convidar para participar do seu show. Sua generosidade era tanta que, no meio do show, ainda chegava a cantar quatro ou cinco músicas na sua companhia”. Em 1989, ano que Luiz Gonzaga faleceu, Santanna já estava planejando gravar o primeiro disco. Tanto que, o ano de 1992 marca esse lançamento. “Nesse período eu conciliava a carreira no banco com a artística. Eu era um bancário que cantava. Luiz Gonzaga olhava para mim e dizia que eu não poderia mais demorar na profissão, que tinha de sair do banco. Mas como eu ganhava bem por lá, ele ainda aceitava”. No ano de 1995, Santanna foi demitido do banco. Curiosamente, sua portaria de demissão é datada de 13 de dezembro de 1995, dia do aniversário de Luiz Gonzaga. Desde então, a vida artística de Santanna passou a ser norteada pela música e pelos sucessos que surgiam a cada novo trabalho. Um deles, Ana Maria, de autoria de Janduy Finizola, é visto como um divisor de águas.


Santanna nasceu na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará. Desde a infância, teve contato com a música através da mãe e dos avós, considerados por ele, artistas natos. Antes de se dedicar à música, já trabalhou como vendedor de medicamentos e bancário. Foi através de Luiz Gonzaga, um dos seus grandes ídolos, que o artista deu os primeiros passos como cantor profissional. Seu primeiro trabalho foi lançado no ano de 1995, quando foi desligado do banco.

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consumão reportagem Anny Katleen fotos divulgação

Cheiro marcante. Após o sonho de ser uma estrela do rock, rico e famoso, a marca Paco Rabanne te convida a descobrir uma nova fantasia: ser vitorioso!

Em evidência

Qual seria a sensação de ser um vitorioso? A novidade que a loja Soff, que funciona no North Shopping Caruaru, traz é a jornada por uma nova fantasia, a de se sentir um campeão invejado com a nova fragância masculina “Invictus”. A experiência de sensações diferentes já começa do frasco, que já remete á vitória. O vidro que acompanha a fragrância é em forma de troféu, e carrega uma refrescância complementada pela madeira de guaiac, patchouli e um acorde de âmbar cinza que conferem sensualidade e masculinidade ao perfume. “O designe da embalagem é perfeito. Sem contar que a fragância faz com que a gente viaje além do que se pode imaginar. O perfume é um verdadeiro objeto de desejo, seja pela própria concepção do produto no que diz respeito à embalagem, e pelo cheiro. O Invictus me coloca agora perante um cruel dilema: desejo mais o objeto ou a fragrância? A resposta é curta e clara: ambos.” Magnum Alexandre “Utilizo produtos Paco Rabanne há mais ou menos 2 anos. Desde a primeira vez que usei um produto da marca, identifiquei-me por se tratar principalmente de perfumes com uma imensa fixação. Uso até hoje o perfume One Million da Paco Rabanne sobre o qual muitos falam em relação ao custo, mas como diz o ditado “Tudo que é bom custa caro” é enquadrado perfeitamente nos produtos Paco Rabanne. Em pesquisas sobre a marca, conheci mais um do seus produtos: o novo perfume da marca, o “Invictus”. Já tive a curiosidade da adquirir o produto pelo frasco em formato de “taça”, entendendo que se trata de um perfume forte, masculino e realmente vitorioso.” Roberto Florencio


É impossível pensar em educação sem levar em conta os ensinamentos que ficam para a vida. 1 Os alunos do Colégio Antenor Simões tiveram oportunidade de mostrar todo o desempenho artístico em mais uma edição do Recital de Poesias. Na ocasião, os alunos encenaram passagens e vivências do homem nordestino, inspirados em poesias de quem ajudou e ajuda a divulgar o Nordeste pelo mundo. 2 A peça teatral A flor e o sol do gru-

po de Teatro Ená Iomerê do Colégio Diocesano de Caruaru foi vencedora da Mostra Estudantil do teatro, no 23º Festival de Teatro do Agreste (Feteag). 3 Alunos do Colégio Alternativo de Caruaru fazem visita ao laboratório do HEMOPE para aprimorar os seus conhecimentos nas áreas biológicas. Atentos às orientações, eles puderam aprender um pouco

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social clube

Boas experiências

reportagem Anny Katleen fotos divulgação

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mais sobre a doação de sangue. 4 O estudante Gabriel Bortoloto e o professor Gabriel Faustino, do Colégio Diocesano, chegaram recentemente da IX Jornada Espacial, que foi realizada de 10 a 15 de novembro, em São José dos Campos-SP. Lá, eles vivenciaram uma experiência única no campo da astronomia brasileira, tendo contato com as mais recentes pesquisas na área e com estudiosos de todo o Brasil. Uma das atrações do evento foi o astronauta Marcos Pontes, primeiro astronauta brasileiro, que falou sobre a Missão Centenário. 5 Os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Diocesano participam de uma palestra ministrada pelo consultor pedagógico do Sistema Ari de Sá (SAS), Marlos Lima, que orientou os jovens vestibulandos.

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campanha

Desligue a TV e vá ler um livro. Nós que trabalhamos na Olha! indicamos quatro livros para você parar o tempo à sua volta e se entregar aos prazeres da leitura Peça-me o que quiser, agora e sempre Megan Maxwell (Suma de Letras)

O livro traz a continuação da surpreendente história de amor e sexo entre uma espanhola e um alemão, Judith terá que tomar a decisão mais difícil de sua vida. Será que viver sua paixão é tudo o que realmente importa? Decidida a se afastar para sempre de Eric Zimmerman, Judith pede demissão da empresa Müller. Ela resiste o quanto pode, mas a atração entre eles continua forte, e as fantasias sexuais mais vivas do que nunca. Mas desta vez é Judith quem impõe suas condições, e ele deve aceitar para não perdê-la. Tudo parece bem outra vez, até que uma ligação inesperada obriga o casal a interromper a reconciliação: a família de Eric o chama com urgência, e os dois voam para Munique. Judith procura se adaptar ao novo ambiente numa cidade que lhe parece hostil. Longe de seu mundo, terá de decidir se deve de fato dar uma nova oportunidade ao relacionamento.

Em busca do sentido da vida Augusto Cury (Planeta do Brasil)

Este romance é sobre um colecionador de lágrimas que, depois de experimentar terríveis perdas e sofrer derrotas inimagináveis, transforma-se num colecionador de esperanças. O professor Júlio Verne, um célebre intelectual de seu tempo, vive asfixiado por rotina, fama e conforto. Sua vida não tem um sentido existencial nobre. É então que ele descobre a “lei vital da psiquiatria/psicologia”: uma pessoa só é verdadeiramente feliz quando procura irrigar a felicidade dos outros e promover seu bem estar. Assim, em busca de um sentido existencial, o professor aceita participar do inédito e incrível projeto tecnológico de viajar no tempo. Seu objetivo: impedir que a Segunda Guerra Mundial aconteça e varrer das páginas da História as piores atrocidades já cometidas pelos homens.

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A casa do céu

Sara Corbett e Amanda Lindhout (Novo Conceito) Quando criança, Amanda escapava de um lar violento folheando as páginas da revista National Geographic e imaginando-se em lugares exóticos. Aos 19 anos, trabalhando como garçonete, ela começou a economizar o dinheiro das gorjetas para viajar pelo mundo. Na tentativa de compreendê-lo e dar sentido à vida, viajou como mochileira pela América Latina, Laos, Bangladesh e Índia. Encorajada por suas experiências, acabou indo também ao Sudão, Síria e Paquistão. Em países castigados pela guerra, como o Afeganistão e o Iraque, ela iniciou uma carreira como repórter de televisão. Até que, em agosto de 2008, viajou para a Somália — “o país mais perigoso do mundo”. A Casa do Céu” é a história íntima e dramática de uma jovem intrépida e de sua busca por compaixão em meio a uma adversidade inimaginável.

Jony Ive - o gênio por trás dos grandes produtos da Apple Leander Kahney (Portfolio/penguin)

Em 1997, Steve Jobs voltou à Apple com a missão nada invejável de virar pelo avesso a empresa que havia fundado em 1976. Certa noite, Jobs descobriu na sede da Apple um designer britânico de apenas trinta anos se matando de trabalhar, cercado por centenas de projetos, esboços e protótipos. Foi quando se deu conta de que havia encontrado um talento que poderia reverter o longo declínio da empresa. O jovem designer era Jony Ive. A colaboração de Ive com Jobs produziria alguns dos mais desejados produtos tecnológicos de todos os tempos — entre eles o iMac, o iPod, o iPhone e o iPad. Esses projetos não apenas reverteram a queda livre das ações da Apple, mas transformaram indústrias inteiras, criando uma base leal de fãs e uma marca de poder global.


Este espaço é todo seu: pode reclamar, dar dica, mandar opinião, bater boca ou também pode dar os parabéns, que é bom e a gente gosta!

Diretor obede Gueiros neto Departamento Comercial Fauzia Emannuelly Editor Robson Meriéverton Jornalista Visual Sandemberg Pontes Reportagens Robson Meriéverton e Anny Katleen (estagiária) Fotografia Lucas Gomes Edição de Imagem Lúcio Moreira Revisão Chalice Pinheiro Mídias Sociais Sandemberg Pontes (coordenação), Anny Katleen (produção) Projeto Gráfico Sandemberg Pontes Publicidade para anunciar na Olha!, ligue para: (81) 3101.2950 Permissões da Olha! para usar selos, logos e citar qualquer avaliação da revista, envie um e-mail para a redação jornalismo@revistaolha.com.br. Nenhum material pode ser reproduzido sem autorização por escrito. Saiba que os artigos assinados pelos colaboradores da Olha! não expressam necessariamente a opinião da revista. A Olha! não se responsabiliza pelo conteúdo dos textos de colunas e anúncios. É permitida a reprodução das matérias publicadas pela revista, desde que citada a fonte. Olha! 11 (ISSN 2317-1995), ano 1, número 11, é uma publicação mensal da Editora Gueiros, com distribuição comercializada, por R$ 4,90 e distribuição dirigida para as principais instituições de ensino das redes públicas e privadas, assim como nas escolas municipais, estaduais e particulares de Caruaru. Impressão Gráfica Flamar, com tiragem de 5 mil exemplares. Redação e correspondência Rua do Norte, 48, 2º andar, sala 201, Centro, Caruaru, Pernambuco, tel. (81) 3101.2950, de 2ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h. E-mail: jornalismo@revistaolha.com.br Contato Comercial Ailton Lima, tel. (81) 9544.1794, das 8h às 12h e das 14h às 18h, de 2ª a 6ª feira. E-mail: comercial@revistaolha.com.br

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“A Olha! deu um ‘novo gás’ para as publicações de Caruaru e região, trazendo sempre assuntos relevantes para nosso cotidiano. Além de, é claro, em cada edição identificarmos nossos colegas e amigos nas páginas da revista. Sou leitor assíduo e curto bastante a maneira com que são tratadas as matérias, trazendo sempre para a nossa realidade.” Élder de Lima

“Tenho que parabenizar a Olha! por vir abordando temas atuais e necessários, sem esquecer “nossa terrinha”. A Olha! faz isso de um modo que realmente convida e instiga o leitor. Eu sugeriria um tema que parece fugir da linha que a revista vem seguindo, mas que é um tema que precisa ser amplamente discutido, um tema polêmico que acredito que a Olha! o traria de forma instrutiva, que incentivasse a criticidade dos leitores: a homossexualidade, em especial, a família com pais homossexuais.” Thaís Ribeiro “As musicas hoje em dia estão cada vez mais mercantilizadas. As bandas não possuem mais identidade própria, na busca por venda de CDs, assumem a “identidade do momento” e acabam ficando justamente, sem identidade. Enquanto Vinícius, Jobim e os nossos tímpanos se contorcem, o jeito é re-

zar para que a boa música dos poucos bons músicos vivos, e que não se contaminaram, se renove sem que, para isso, tenham que abdicar de sua identidade original.” Nyverson Moura

“Achei muito interessante a revista Olha! este mês passado, o tema abordado foi muito interessante, pois em uma local conhecido como “A Capital do Forró”, trouxe outros estilos musicais que atingem pessoas que gostam daquele tipo específico e o quanto a música faz parte da vida de cada pessoa, falando pessoalmente, a música me estimula a continuar vivendo. Obrigado, revista Olha!, por nos dar a oportunidade de conhecer um pouco mais de cada pessoa e de cada estilo musical.” Nadson Lins “Revista bastante inte-

ressante e diversificada. Com temas do nosso diaa-dia, região, cultura, economia e reflexões. Informativa para o consumidor que procurar o melhor negócio. Um bom tema que a revista poderia tratar seria tecnologia, como smart phones, sua praticidade, sua contribuição cada vez mais forte no trabalho e na comunicação. E também uma comparação entre eles, suas novidades, perfis de acordo com o consumidor e custo beneficio.” Sandrinho Oliveira

boca no mundo

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“Aceitar-me plenamente? É uma violentação de minha vida. Cada mudança, cada projeto novo causa espanto:meu coração está espantado. É por isso que toda minha palavra tem um coração onde circula sangue.” Clarice Lispector

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Revista Olha! - 11ª edição  

Olha! Levando aos leitores conhecimento de qualidade. Uma revista que traz as ideias do futuro para o presente.

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