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Empreendedorismo De empregado a patrão: conheça dois exemplos de iniciativas de sucesso

Construção civil Beco Castelo investe em projetos de alto padrão comercial e residencial

Licenciamento ambiental Mercado está em expansão, mas ainda é preciso desatar nós como a burocracia excessiva 1


Ambientes projetados pelos arquitetos Rafael Caramori e Silvana Margarin


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Terezinha Bonfanti

EDIT ORIAL EDITORIAL

Prezado leitor, Andreia Thives Borges

Expediente DIREÇÃO Andreia Thives Borges

A

ssunto de grande interesse do setor produtivo – afinal, qualquer tipo de empreendimento necessita enfrentar essa etapa para funcionar –, o licenciamento ambiental é a nossa reportagem especial dessa edição. O tema teve avanços nos últimos anos, mas ain-

da é preciso resolver questões como a burocracia, falta de infraestrutura dos órgãos públicos e demora nos processos. Aqui, mais

JORNALIST A RESPONSÁVEL JORNALISTA

do que abordar os problemas, apresentamos cases de empresas do

Carla Pessotto - MTb 21692 - SP

segmento, mostrando as estratégias para avançar em um mercado

TEXT OS TEXTOS

que, somente em 2009 (último dado disponível) na área de bens e

Carla Pessotto - MTb 21692 - SP

serviços do País, movimentou US$ 15,9 bilhões e tem potencial de

Luciane Zuê - SC 00354 -JP

crescimento exponencial.

Mirela Maria Vieira - SC 00215 JP

Nessa edição abrimos um espaço maior para o segmento de

DESIGN GRÁFICO

decoração & designer de interiores, com uma boa novidade para nos-

Luciane Zuê

sos leitores: a partir de agora, em uma parceria com a designer Grasiela

PLANEJAMENT O EXECUTIV O PLANEJAMENTO EXECUTIVO

Iris, vamos oferecer um projeto personalizado e gratuito, a partir das

Andreia Borges Publicidade Ltda

demandas apresentadas e com a proposta de ajudar na funcionalida-

COMERCIALIZAÇÃO

de e na agregação de valor ao negócio. Detalhamos ainda a forma

Andreia Borges Publicidade Ltda

peculiar de trabalho da dupla de arquitetos Marcelo Martins e Felipe

contato@revistaoempresario.com.br

Schneider e como a Modecol se transformou em referência quando o

andreia.revista@gmail.com REPRESENT ANTE REPRESENTANTE

assunto é marcenaria sob medida. Também tem destaque a trajetória de dois personagens, com

Virtual Brazil - Paulo Della Pasqua

histórias recentes na área do empreendedorismo, que souberam usar

paulo@virtualbrazil.com.br

a experiência como empregados para se tornarem donos do negócio.

FONES (48) 3034 7958 / 7811 1925 TIRA GEM TIRAGEM 8.000 exemplares

8

Juliana Sales começou como atendente do Outback e hoje é proprietária do único restaurante da rede em SC e, João Francisco Sobrinho, ex-office boy da H. Stern, criou sua própria marca de jóias, a Personalité. Boa leitura.


índice

10 capa 12 20 construção civil 26 decoração & interiores cases de negócio 36 coluna mercado 40 42 empreendedorismo 46 crédito 50 automóveis gestão pública 58 64 gastronomia 62 entrevista

Cecília Häsner, especialista da área ambiental

Licenciamento ambiental: mercado em expansão

Beco Castelo – Concrebras

Projetos comerciais exigem atenção especial

Marmoraria Biguaçu completa 25 anos projetando expansão Mondo Viagens e Turismo aposta em diferenciais para crescer

Negócios & tendências

De empregado a dono do próprio negócio

Badesc facilita acesso aos financiamentos

Peugeot 208 chega ao mercado catarinense

Os desafios de Florianópolis e São José

A proposta diferenciada do La Cave

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ENTREVIST A / Cecília Häsner ENTREVISTA

"O Brasil precisa de ambiental própria” O licenciamento ambiental está inserido no mercado de bens e serviços ambientais (BSA), setor da economia mundial que movimentou US$ 772 bilhões em 2009. O Brasil lidera na América Latina: movimentou US$ 15,9 bilhões com potencial de expansão exponencial, pelo ciclo de desenvolvimento econômico positivo e por liderar a lista dos 17 países mega-diversos. Para isso, precisa romper com a dependência das chamadas “tecnologias verdes” estrangeiras, criar um marco regulatório para o setor de BSA, instituir políticas de incentivos fiscais e reduzir a carga tributária. Estes os principais pontos apontados pela bióloga capixaba Cecília Häsner. Especialista em gestão ambiental, mestre em Propriedade Intelectual e Inovação, sócia-diretora da Prospective Inovação Tecnológica e Ambiental, pesquisadora e consultora do Instituto Ideias - responsável por estudo inédito deste mercado, realizado no Espírito Santo - ela concedeu entrevista exclusiva à Revista O Empresário. O Empresário - Existe uma classificação padrão do que sejam bens e serviços ambientais, nos âmbitos nacional e internacional? Cecília Häsner - Não há ainda definição clara dos BSM em nível mundial, mas podemos destacar três abordagens. A primeira, imposta pelos países desenvolvidos, os bens e serviços ambientais são conhecidos como tecnologias “fim de tubo”, pois visam remediar os impactos gerados pelas indústrias poluidoras e não contemplam a prevenção. Ademais, não inclui produtos e serviços de interesse dos países em desenvolvimento e mega-diversos (lista de 17 países liderada pelo Brasil que concentram 70% da biodiversidade em menos de 10% da superfície do planeta). Já os produtos derivados do manejo e uso sustentável da biodiversidade fazem parte dos Produtos Ambientalmente Preferíveis (EPPs), abordagem definida pela Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). A terceira deriva da sugestão do Banco Mundial em incluir os bens e tecnologias amigáveis com o clima na liberalização comercial de bens e serviços ambientais, com o foco de estimular o uso e o desenvolvimento de produtos, tecnologias e serviços relacionados com a mitigação do efeito estufa. Esta última proposição tem motivado o surgimento iniciativas como a “Iniciativa Economia Verde”, proposta pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), ou pelo movimento de “patentes verdes” da Organização Mundial

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de Propriedade Intelectual (OMPI), onde se percebe que as tecnologias verdes são o principal motor para uma mudança global voltada para o desenvolvimento sustentável. OE OE-- Quais as projeções em termos de números para o mercado de BSA no Brasil e no mundo? CH - Devido à falta de entendimento do que é um mercado de bens e serviços ambientais, não existe uma mensuração sistemática nos países. Nos Estados Unidos, a Environmental Business International Inc. gera relatórios anuais do mercado ambiental e do mercado do câmbio climático, porém, são fontes de difícil acesso, pois são pagas e o valor cobrado é bastante alto. No estudo que realizamos no Espírito Santo em 2010, adquirimos estes dados para poder ter uma noção real do tamanho do mercado ambiental e os dados são bastante coerentes com o descrito na literatura. A projeção do mercado ambiental mundial em 2009 foi de US$ 772 bilhões, sendo que 76% estavam concentrados nos EUA, Europa e Japão. A América Latina ficava com uma parcela de 4%, tendo o Brasil na liderança, com um volume de US$ 15,9 bilhões. Já os estudos realizados no Espírito Santo mostraram que a economia de BSA movimentou em 2009, 1,74% do PIB estadual, ou seja, R$ 1,21 bilhões, sendo a gestão de resíduos sólidos o principal setor. O mais animador é que as taxas de crescimento deste mercado são muito elevadas em


ENTREVIST A / Cecília Häsner ENTREVISTA

Foto: Divulgação

tecnologia

países em desenvolvimento, principalmente na Ásia. O Brasil também possui taxas altas, um crescimento estimado entre 10% e 12% anual. OE - O que é preciso para incentivar os negócios ““ver ver ver-des” no país? CH - Carga tributária elevada, a falta de incentivos fiscais e de organização do setor são obstáculos a vencer. Temos uma economia intensiva em recursos naturais, mas somos dependentes da tecnologia verde estrangeira como tecnologias de energia eólica, equipamentos para tratamento de resíduos, entre outros. É preciso estimular a inovação e a pesquisa, hoje centralizadas nas universidades. O foco no desenvolvimento econômico do país deve se alinhar às tendências de mercado global e não somente aos interesses comerciais de um determinado setor, caso do etanol de canade-açúcar. O Brasil lutou muito para colocar o etanol de cana-de-açúcar produzido por fermentação no mercado global, porém, somente agora está produzindo etanol de 2ª geração (proveniente do bagaço da cana). É importante destacar que o maior estímulo ao mercado ambiental está nas compras governamentais e nas legislações, que fomentam práticas sustentáveis como o reuso de água nas indústrias ou a co-geração de energia, estimulando assim a implantação de painéis solares ou aerogeradores de energia elétrica.

Para especialista do setor, país ainda necessita de marco regulatório no segmento de bens e serviços

OE - T emos condições de competir com outros paíTemos ses e desenvolver nossas soluções? CH - Há esforços que estão sendo realizados para alavancar a inovação no país, principalmente depois da promulgação da Lei da Inovação, em dezembro de 2004. Dentre as medidas do governo, destaca-se o Programa Piloto de Patentes Verdes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), destinado a acelerar o exame dos pedidos de patentes que se encaixem nos setores de energias alternativas, transporte, conservação de energia, gerenciamento de resíduos e da agricultura. Porém, os incentivos à inovação devem estar atrelados a incentivos econômicos para o desenvolvimento industrial do país. Atualmente, existe uma alta concentração de patentes nas universidades, e não nas empresas. Este é um desafio que o país deverá superar. OE - Comparativamente a outros países, é possível avaliar a qualidade dos estudos para licenciamento realizados no Brasil e da nossa legislação ambiental? CH - O Brasil tem um arcabouço legal muito bom em termos ambientais, invejáveis para muitos países vizinhos, portanto, não considero que o problema radique nas legislações, mas, sim, no cumprimento das leis que estão em vigor, o que pode ser realizado com mais rigor nas fiscalizações. Há falta de qualidade nos relatórios de estudos de impacto ambiental e, neste sentido, a organização do setor pode melhorar este processo mediante programas de capacitação. A centralização do processo de licenciamento dificulta a agilidade. Em termos de legislação específica sobre bens e serviços ambientais, existe um projeto de lei sobre o tema de 2010, mas que irá depender de uma definição clara dos BSA relevantes para o Brasil. Reportagem: Mirela Maria Vieira

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CAPA

Licenciamento mercado A em expansão

demora na liberação do licenciamento ambiental é alvo de críticas pesadas do setor produtivo no Brasil. As reclama-

ções vão do excesso de burocracia à insegurança jurídica e falta de estrutura dos órgãos ambientais. No contraponto, o arcabouço legal brasileiro para o setor é considerado de bom nível por especialistas no mercado de bens e serviços ambientais (BSM), que projeta taxas de crescimento entre 10% e 12% anuais. Os problemas centrais, afirmam, são a excessiva centralização dos processos de licenciamento nos órgãos federal e estaduais, a falta de rigor

Com taxa de crescimento de 10% ao ano, setor ainda precisa desatar nós como burocracia excessiva e baixa qualidade dos estudos

na fiscalização e de qualidade dos estudos apresentados pelos empreendedores. Estes, na avaliação de consultorias ambientais consolidadas há mais de uma década no mercado catarinense, pecam por não integrar o conceito de gestão ambiental integral ao planejamento inicial do empreendimento. Também afirmam que falta competência e seriedade a algumas Foto: Divulgação

consultorias. Em fevereiro deste ano, a Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), contabilizava sete mil processos de licenciamento ambiental, número que varia diariamente pela entrada de novos pedidos nas 14 Coordenadorias Regionais e na central, em Florianópolis. Do quadro de pessoal de 484 servidores, 110 destes lotados nas regionais, 366 técnicos acumulam a fiscalização e as análises e pareceres dos processos de licenciamento. Soma-se a isto, o atendimento de solicitações e consultas do Ministério Público e da Justiça, decorrentes tanto da complexidade da legislação ambiental quanto do Gean LLoureiro oureiro Presidente da Fatma

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caráter quase sempre conflituoso das questões referentes ao meio ambiente, as quais,


CAPA

ambiental: legalmente envolvem a participação direta das comunidades que sofrerão os impactos do empreendimento. “Mesmo que dobrássemos hoje o número de técnicos, não conseguiríamos dar conta da demanda”, afirma o novo presidente do órgão estadual, Gean Loureiro. Neste contexto, os prazos previstos pelo artigo 38 do código ambiental catarinense dificilmente conseguem ser cumpridos em processos de maior impacto. Tal complexidade também exige maior qualificação do quadro de técnicos, o que se torna quase impossível frente à demanda existente. Além disso, segundo a Associação dos Servidores do órgão (Afatma), falta estrutura física e políticas de valorização profissional. A Fundação tem apenas 115 veículos para atender todo o estado, frota que a Associação afirma estar sucateada. Assédio moral e atrasos no pagamento de diárias aos técnicos em trabalho de campo também estão entre as denúncias frequentes da entidade. Soma-se a este quadro, a demora do Estado em chamar os aprovados no concurso de 2008: 50 foram efetivados somente no ano passado. Junte-se a este contexto, a demora dos municípios em assumir as responsabilidades delegadas pela Lei Complementar Federal 140/2011, a falta de qualidade dos estudos ambientais encaminhados pelos empreendedores ao órgão estadual e as divergências de interpretação do arcabouço legal do meio ambiente e está instituído um quadro permanente de conflito e empreendimentos paralisados.

SAIBA MAIS  O licenciamento ambiental é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e possui como uma de suas mais expressivas características a participação social na tomada de decisão, por meio da realização de Audiências Públicas.  O artigo 38 do Código Ambiental catarinense estabelece prazos de no máximo três meses para a Fatma emitir a Licença Ambiental Prévia (LAP) e a Licença Ambiental de Instalação (LAI). O prazo para emitir a Licença Ambiental de Operação (LAO) é de dois meses.  Licença Ambiental Prévia (LAP) - consulta de viabilidade, em que o empreendedor consulta o órgão ambiental sobre a possibilidade de executar o empreendimento projetado num determinado local. A LAP não autoriza a construção da obra, apenas atesta sua viabilidade naquele local.  Licença Ambiental de Instalação (LAI) - emitida a LAP, o empreendedor deve apresentar em detalhes o projeto físico e operacional da obra e as medidas para atender às condições e restrições impostas pela LAP. A obra só começa com a LAI expedida.  Licença Ambiental de Operação (LAO) - Ao final da obra, o órgão ambiental realiza a vistoria local para verificar se foi construída de acordo com o projeto apresentado e licenciado, principalmente em relação ao atendimento das condições e restrições ambientais. Qualquer desacordo pode causar o seu embargo. Com tudo certo, é expedida a LAO e o empreendimento pode começar a funcionar.  Estudos de Impacto Ambiental (EIA) - diagnóstico detalhado, realizado antes do início do empreendimento, das condições ambientais da área de influência do projeto. São analisadas as conseqüências de sua implantação, considerando-se o solo, o subsolo, o ar, as águas, o clima, as formas de vida, os ecossistemas naturais e o meio sócio-econômico, seus impactos positivos e negativos, as medidas amenizadoras desses impactos e as formas de acompanhamento e monitoramento.  Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (Rima) - reflete todas as conclusões apresentadas no EIA. Deve ser elaborado de forma objetiva e possível de ser compreendido pela comunidade, ilustrado por mapas, quadros, gráficos, e outros recursos de comunicação visual.

Reportagem: Mirela Maria V ieira Vieira

13


CAPA

Agroindústria sofre

Foto: Divulgação

com burocracia Setor é apenas um exemplo das consequências nefastas de problemas dos órgãos ambientais

E

14

m plena semana de Carnaval, explo-

ponsável pela fiscalização e emissão de li-

diu a crise provocada no Oeste do

cenças no meio rural e urbano em 48 muni-

Estado pela não renovação de licen-

cípios da região. O paliativo, no entanto, “co-

ças ambientais de 733 suinocultores e avi-

briu um santo para despir outro”, deixando

cultores - setor que corresponde a 35% do

a descoberto os procedimentos nos outros

total de processos em tramitação na Fatma.

setores, como a construção civil, nas áreas

Sem a renovação das licenças, o sistema

urbana e rural. Também foi anunciada a con-

financeiro se recusa a conceder créditos de

vocação de 40 técnicos aprovados no con-

custeio ou de financiamento aos produto-

curso realizado no final de 2012, mas sem

res, embora a LC 140/2011 estabeleça a

data ou locais de lotação dos novos servi-

prorrogação automática da validade destas

dores definidas.

licenças até que o órgão responsável emita

Outra medida anunciada por Gean

uma nova, desde que o pedido de renova-

Loureiro neste caso foi a renovação do con-

ção seja feito 120 dias antes do prazo de

vênio com o Sindicato da Indústria da Car-

validade expirar.

ne e Derivados no Estado de Santa Catarina

O problema provocou uma reação

(Sindicarne), nos moldes do que funcionou

pública e a exigência formal de regulariza-

até setembro de 2012, disponibilizando téc-

ção por parte dos Sindicatos de Suinoculto-

nicos terceirizados para vistoria das propri-

res, de Avicultores e da Federação das In-

edades.

dústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc)

O novo presidente também pediu a

ao governador Raimundo Colombo. A solu-

ajuda do Sindicato para implementar o pro-

ção emergencial foi remanejar dois técni-

cesso de municipalização dos licencia-

cos para auxiliar os cinco que atuam na

mentos ambientais, começando com o se-

Coordenadoria da Fatma de Chapecó, res-

tor em foco. (MMV).


Senai/SC se prepara para ser centro de

Foto: Divulgação

CAPA

referência nacional Pioneirismo e serviços oferecidos credenciou unidade para integrar programa da Confederação Nacional da Indústria

O

parque industrial catarinense se des-

o coordenador do Núcleo/Instituto, Rodrigo

taca no cenário nacional na aplica-

Bortoli.

ção de programas de gestão

As primeiras iniciativas do Senai/SC

ambiental. Segundo levantamento feito pela

na prestação de serviços ambientais remon-

Fiesc em 2009, 90% das grandes e 72% das

tam ao final da década de 1980, quando

médias indústrias têm políticas de

foram realizados estudos de avaliação hídri-

gerenciamento de meio ambiente. Atual-

ca no parque dos frigoríficos do Oeste e, na

mente, todas as grandes indústrias do esta-

sequência, do setor têxtil, na região de

do possuem o Certificado ISO 14000, além

Blumenau, que resultou na instalação do pri-

de outras certificações, como o Öko-Tex, do

meiro laboratório de análises do Núcleo/Ins-

setor têxtil, e o FSC, das de base florestal.

tituto, o Laboratório de Análises de Águas e

Este cenário se deve, em grande parte, ao

Efluentes (Lanae). “Em meados da década

pioneirismo na oferta de serviços ambientais

de 1990 começamos a trabalhar com

pela Rede Senai/SC de Consultoria

consultoria em projetos de implantação de

Ambiental, por meio do Núcleo de Meio

gestão ambiental, primeiramente nas indús-

Ambiente, sediado em Blumenau, que o

trias do setor têxtil da região de Blumenau”,

credenciou a integrar o Programa Senai de

relata. Hoje, são oferecidos serviços de con-

Apoio à Competitividade da Indústria Brasi-

formidade legal e normativa, ecoeficiência -

leira, lançado em abril do ano passado pela

um plus para as companhias que desejam

Confederação Nacional da Indústria (CNI).

implementar programas ambientais - e ser-

Com isto, o Núcleo está em fase de

viços complementares como programas de

transição para se tornar Instituto de Tecno-

educação ambiental, garantindo, além da

logia Ambiental e receberá investimentos

atuação dentro do que exigem a legislação

de R$ 9 milhões nos próximos cinco anos

e as normas ambientais, otimização de de-

para ampliação física e contratação de téc-

sempenho nos processos. “Isso resulta em

nicos. “Estávamos nos preparando para nos

maior rentabilidade e fortalece a compe-

transformar em Centro de Referência

titividade tanto no mercado interno quanto

Ambiental. Com o lançamento do Progra-

no externo”, assinala Bortoli.

ma, fomos encaixados como Instituto, que vai permitir a ampliação e otimização do

ONDE ENCONTRAR

trabalho que já vínhamos fazendo”, explica

www.sc.senai.br

15


CAPA

Ambiens foca setores de portos e energia

C

Empresa nacionaliza atuação de assessoria e gestão ambiental om 12 anos de existência e mais de

foram dados e, atualmente, a empresa con-

700 projetos, 90% deles na área

ta com um escritório no Rio de Janeiro,

condominial, a Ambiens Consultoria

presta serviços à Brasilinvest, em São Pau-

Ambiental se prepara para disputar

lo, e à Samarco, empresa de mineração

prospecções nos setores de portos, petró-

sediada no Espírito Santo. “Áreas como

leo e gás, fora dos limites do estado. Os

petróleo e gás, que causam grandes im-

passos para nacionalizar sua atuação já

pactos ambientais, por exemplo, não são

Fotos: Divulgação

significativas em Santa Catarina. Este será um ano de grandes apostas da Ambiens”, afirma o diretor técnico da empresa, Emerilson Gil Emerim. A experiência conquistada com um trabalho profissional em assessoria e gestão ambiental, segundo ele, credencia a Ambiens a alçar voos mais altos no mercado nacional. Pesa ainda na decisão do empresário uma postura cultural de empreendedores locais ainda em descompasso com a expansão da “economia verde”. “O que mais atrapalha o mercado ambiental é a visão de que estudo ambiental é formulário e órgão ambiental é cartório. Este paradigma tem que ser quebrado”, sintetiza.

16


CAPA

De acordo com ele, os custos de um

ção, é o tratamento alarmis-

estudo ambiental para licenciamento de

ta dado a empreendimentos

qualidade representam de 1% a 5% do to-

que provocam impactos

tal a ser investido no empreendimento. “Por

ambientais mais visíveis.

isso, não aceitamos planejamento fecha-

“Impacto ambiental é comu-

do de empreendimentos, pois o estudo

mente confundido com cri-

ambiental deve estar inserido desde o iní-

me ambiental”, resume o di-

cio no projeto e é um processo complexo

retor técnico da Ambiens,

que implica na mediação de conflitos dos

que tem em seu portfólio,

stakeholders (partes interessadas), com a

clientes como o Complexo

participação nas audiências públicas, por

Jurerê Internacional, para

exemplo”, descreve. Neste contexto, sur-

quem realizou o Programa

ge um dos principais problemas do mer-

de Recuperação de Degradação Ambiental,

cado ambiental catarinense, de acordo com

iniciado em 2007, e o condomínio Terra

Emerim, o ‘facilitador’. “É a figura que faz

Nova Palhoça, para o qual realizou o estu-

um estudo para licenciamento ‘bem bara-

do e o gerenciamento do licenciamento

to’, não sei se com a conivência ou não de

ambiental. No setor de geração de ener-

técnicos da agência ambiental”, comenta.

gia, a empresa executa desde 2008 o moni-

O problema, assinala, é reflexo da falta de

toramento da fauna do complexo eólico

normatização para atuação dos profissio-

localizado no município de Água Doce, no

nais neste setor, decorrente do seu cará-

Oeste de Santa Catarina. (MMV)

Emerilson Gil Emerim Diretor técnico da Ambiens

ter multidisciplinar. Outro fator que prejudica o mercado de serviços ambientais, em sua avalia-

ONDE ENCONTRAR www.ambiensconsultoria.com.br

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CAPA

Prosul aposta na liderança de mercado Empresa é citada em relatório do Ibama pela qualidade do trabalho oferecido

Foto: Divulgação

“O

Antonio Odilon Macedo Diretor de Energia e Meio Ambiente da Prosul

de 525 Kv, Salto Santiago (PR) - Itá (SC) Nova Santa Rita (RS), com extensão de cerca de 500 Km, fosse expedida em tempo recorde: apenas 90 dias. A licença de instalação foi liberada em cinco meses, ao

Brasil deve investir cerca de R$ 500

contrário da média mínima de 18 meses.

bilhões em infraestrutura nos próxi-

“Existem muitos mitos alimentados por

mos dez anos. Portanto, podemos

interesses algumas vezes questionáveis

falar em investimentos em serviços

com relação aos licenciamentos”, assina-

ambientais neste setor correspondentes a,

la Macedo.

no mínimo, R$ 50 bilhões. Já nacionaliza-

Sem descartar a necessidade de

mos nossa atuação e queremos apenas li-

aparelhamento e fortalecimento das agên-

derar este mercado”. A afirmação é de

cias ambientais, ele credencia a maior

Antonio Odilon Macedo, Diretor de Ener-

parte dos problemas durante os proces-

gia e Meio Ambiente da Prosul - Projetos,

sos de licenciamento à falta de compro-

Supervisão e Planejamento Ltda, pioneira

misso efetivo dos empreendedores com

no alinhamento de projetos de engenharia

a sustentabilidade ambiental e de serie-

de grandes obras de infraestrutura em San-

dade e competência das consultorias. “Na

ta Catarina a aspectos ambientais.

maioria dos casos, os investidores têm

Com uma trajetória que começou no

uma visão equivocada em relação aos cus-

final da década de 1980, com as obras ro-

tos ambientais e fazem economia que gera

doviárias financiadas pelo Banco Intera-

“deseconomia”, refletida nos atrasos de

mericano de Desenvolvimento (BID), que

operação e faturamento”, sintetiza. Ele

já exigia que os projetos de engenharia con-

também refuta as críticas ao arcabouço

siderassem aspectos ambientais, o traba-

legal, usadas como justificativa tanto por

lho feito pela Prosul foi citado em entrevis-

setores públicos quanto privados para os

ta do coordenador geral de infra-estrutura

freqüentes conflitos. “Os serviços estão

de energia elétrica do Ibama, Thomaz

sendo demandados por existir uma legis-

Miazaki de Toledo, em janeiro deste ano,

lação e uma estrutura burocrática corres-

como prova do argumento da agência de

pondente. Se a legislação pode e deve ser

que os atrasos na liberação dos licencia-

aprimorada, se a gestão pública ou priva-

mentos pela agência decorrem, na maio-

da deve ser mais eficiente, não significa

ria dos casos, da baixa qualidade dos es-

que lei não deva ser seguida e os seus

tudos apresentados pelos empreendedo-

trâmites respeitados”, ensina. (MMV)

res. O estudo feito pela Prosul, citado por

18

Toledo, permitiu que a licença prévia das

ONDE ENCONTRAR

obras da linha de transmissão de energia

www.prosul.com


19


CONSTRUÇÃO CIVIL

Diferenciais de luxo P

20

Hamilton Araújo Top Residence, assinado pela Beco Castelo, é o primeiro empreendimento do gênero na Beira Mar Continental

rimeiro residencial de alto luxo a ser

controle remoto de acionamento dos

construído na Beira Mar Continental, o

portões com botão de pânico, monito-

Hamilton Araújo Top Residence tem

ramento estratégico de todas as áreas, cen-

como proposta se destacar entre os de-

tral de cadastramento de visitantes e

mais empreendimentos do segmento. Para

prestadores de serviço com registro de

isso, conta com uma serie de diferenciais

acessos e infra estrutura completa para

que vão da localização privilegiada – que

operação remota da portaria. Além disso, o

garante facilidade de acesso e, sobretudo,

condomínio possui gerador próprio de ener-

uma vista invejável da Ilha – ao cuidado dis-

gia para as áreas comuns e elevadores.

pensado a cada detalhe implementado no

Nas áreas de uso comum, lazer e

projeto arquitetônico, inspirado nos prédi-

comodidade são garantidos com equipa-

os mais inovadores do mundo.

mentos como piscina com raia, borda infi-

Recém-lançado pela Beco Cas-

nita e deck molhado, sala de fitness com

telo, o empreendimento tem caracte-

aparelhagem de ponta e ampla sala de jo-

rísticas marcantes, tanto nas áreas so-

gos. Para os pequenos, espaço infantil de-

ciais quanto em cada uma das unida-

corado e mobiliado

des, que possuem plantas idealizadas

Nos apartamentos, a equipe de pro-

para atender as necessidades de mo-

jetistas investiu nos detalhes para garantir

radores exigentes e que buscam se-

a satisfação dos moradores. O Hamilton

gurança, sofisticação e conforto.

Araújo dispõe de plantas com área entre 120

Em relação à segurança, aos

e 167 m2, com três e quatro dormitórios,

itens tradicionais o projeto agrega

sendo duas ou três suítes. As unidades pos-

componentes de última geração, o

suem lavabo, áreas íntimas preservadas,

que demonstra sintonia com as ten-

amplas salas de estar com vista total para o

dências do mercado. De acordo com

mar, complementadas por sacadas de fren-

Elídia Franke, geren-

te para a Beiramar Continental, com chur-

te de vendas da

rasqueira a carvão e o conforto de uma ba-

Beco Castelo, mere-

nheira spa para quatro pessoas.

cem destaque o con-

No acabamento, persianas automa-

trole de acesso com

tizadas nos dormitórios, piso porcelanato,

scanner facial na por-

infraestrutura para instalação de Split e

taria do condomínio,

água quente, além de alguns confortos


CONSTRUÇÃO CIVIL

tecnológicos, como o controle inteligente de iluminação interna e possibilidade de controlar por smartphone todos os equipamentos automatizados. Todas as unidades são equipadas com medidores individuais de água, e o morador pode optar por duas ou três vagas de garagem, com hobby box individual. “Temos certeza de que todo o cuidado dedicado ao projeto resultou num empreendimento único, e o Hamilton Araújo Top Residence já é considerado um ícone da arquitetura contemporânea de Florianópolis”, afirma Elídia Franke. ONDE ENCONTRAR www.becocastelo.com.br SAIBA MAIS Hamilton Araújo Top Residence Endereço: Rua Fúlvio Aducci, esquina com a rua Dr. Heitor Blum, com acesso tanto pela Fúlvio Aducci quanto pela Beira Mar Continental Número de pavimentos tipo: 17 Área dos apartamentos: 120 a 167 m2 de área privativa Vagas de garagem: 2 ou 3 vagas, com hobby box

21


CONSTRUÇÃO CIVIL

Direcionado para os

negócios A&A Philippi Business Center, também da Beco Castelo, une versatilidade e funcionalidade

F

ocada nas pesquisas que colocam Florianópolis entre as melhores cidades para se investir no Brasil, a Beco

Castelo movimenta o mercado imobiliário comercial da capital com o lançamento do A&A Philippi Business Center, um centro executivo localizado em área privilegiada e com valorização crescente. O novo empreendimento começa a ser construído no Estreito, a menos de 50 metros da Beiramar Continental, próximo a agências bancárias, restaurantes, comércio variado e com facilidade de acesso e deslocamento, características essenciais em um empreendimento voltado ao segmento comercial. Na concepção do A&A Philippi

Business Center, a Beco Castelo empregou conceitos que unem funcionalidade e versa-

22


CONSTRUÇÃO CIVIL

SAIBA MAIS A &A A Philippi Business Center Endereço: Rua Fúlvio Aducci, esquina com a rua Dr.Heitor Blum, com acesso tanto pela Fúlvio Aducci quanto pela Beira Mar Continental Área total construída: Número de pavimentos tipo: 14 Metragem das salas: 62,69 a 91,7 m2

tilidade, que o qualificam como uma desta-

ção individual de ar condicionado tipo Split

cada oportunidade tanto para investimento

será entregue pronta pela construtora.

quanto para a instalação de negócio próprio.

O projeto do A&A Philippi Business

A fachada tem linhas contemporâneas e, as-

Center possui uma sala de conferência que

sim como suas características estruturais, foi

será entregue mobiliada e equipada, gara-

inspirada em projetos que representam o que

gem privativa, estacionamento rotativo e ge-

há de mais atual em tecnologia da constru-

rador próprio de energia para áreas comuns

ção de centros de negócio. As salas têm en-

e elevadores. De acordo com as caracterís-

tre 62,69 e 91,7m2, e as unidades contíguas

ticas indispensáveis aos empreendimentos

poderão ser integradas. Isso amplia conside-

comerciais, o condomínio terá controle de

ravelmente o leque de combinações de am-

acesso às áreas comuns, central de cadas-

bientes que o proprietário pode fazer.

tramento de visitantes e prestadores de ser-

Característica das construções

viço com registro de acesso, monitoramento

residenciais da Beco Castelo, o cuidado com

estratégico de todas as áreas de acesso e

o acabamento foi incorporado também ao

circulação, com câmeras IP de alta resolu-

empreendimento comercial, e as salas rece-

ção e gravação inteligente.

berão piso porcelanato, forros de teto em

“Todo o projeto foi desenvolvido para

gesso, lavabos com azulejo até o teto e pia

converter o A&A Philippi Business Center no

com bancada de granito e metais de qualida-

melhor ambiente para a evolução dos negó-

de. Além disso, seguindo o conceito de

cios de nossos clientes”, conclui Elídia Franke,

disponibilizar ao cliente todas as condições

gerente de vendas da Beco Castelo.

de incrementar o conforto e as potencialidades de seu imóvel, toda a infraestrutura

ONDE ENCONTRAR

para cabeamento estruturado e para instala-

www.becocastelo.com.br

23


CONSTRUÇÃO CIVIL

Negócios

aliado ao crescimento do mercado gera uma necessidade de investimento. “Foi necessário implantar novas estratégias para atendermos as demandas que se apresentavam, dando continuidade a um

em alta Concrebras amplia atuação Santa Catarina, mercado estratégico para a empresa

A

sua plena satisfação”, explica Weinert. Para que todas as unidades se mantivessem no patamar de atendimento desejado, diversos procedimentos foram colocados em prática, com destaque para o aumento da capacidade produtiva da empresa. Assim, no segundo semestre de 2012 as unidades de Joinville e Itajaí passaram por ampliações, garantindo uma relação ainda mais eficiente entre demanda e capacidade de atendimento. Em

tenta ao promissor mercado da

2013, será a vez das unidades de Floria-

construção civil, que registra cres-

nópolis e São José, sendo que em Flori-

cimento médio entre 10 e 15% ao

anópolis as obras de ampliação foram

ano, a Concrebras investe na moderniza-

Marcelo W einert Weinert Gerente

modelo de atuação focado no cliente e em

concluídas já no mês de fevereiro.

ção de suas instalações e equipamentos

Em termos percentuais, o incre-

com o objetivo de aumentar a sua capaci-

mento na capacidade de produção deve

dade de produção e ampliar o atendimen-

alcançar uma média de 30%.

to em suas unidades catarinenses. Atual-

Essas modificações resolvem o que,

mente a empresa detém a liderança do

segundo Weinert, poderia se transformar

mercado local, e segundo o engenheiro

em “gargalo” ao longo de 2013. “Sabemos

Marcelo Weinert, gerente da Concrebras,

que no início teremos uma certa ociosida-

o compromisso de manter essa posição

de, porque ainda não há demanda para Fotos: Divulgação

absorver todo o potencial produtivo gerado pelo novos investimentos, mas, considerando a sustentação do crescimento da construção civil, nossa expectativa é de estarmos preparados para atender o mercado pelos próximos anos”, justifica. Uma das pioneiras na produção e venda de concreto na Grande Florianópolis, a Concrebras tem sede no Paraná e atua no mercado catarinense há mais de 30 anos, e atualmente o concreto vendido no estado corresponde a 50% da produção total da empresa. ONDE ENCONTRAR www.concrebras.com.br

24


CONSTRUÇÃO CIVIL

Central Joinville

Mudança organizacional dá novo tom de gestão A expressiva expansão da pro-

ação da capacidade produtiva, a em-

dução da Concrebras é resultado de

presa aposta nos diferenciais de aten-

um processo que se iniciou há cerca

dimento e projeta, para 2013, um cres-

de seis anos, estruturada a partir de

cimento sustentável.

modificações no quadro organizacio-

De acordo com o Marcelo Wei-

nal, da criação de um plano de cargos

nert, seguindo seu estilo próprio de ges-

e salários além de uma série de incen-

tão a Concrebras identificou a demanda

tivos na formação e capacitação dos

que o mercado geraria e se preparou

gestores. Isso possibilitou a criação de

para isso. “Nenhuma empresa consegue

um comando bem estruturado, que se

adivinhar o futuro. O que fazemos é

traduz na baixa rotatividade verificada

montar uma equipe de pessoas com

nos cargos-chave da empresa.

competência para coletar e elencar in-

Além disso, a Concrebras sem-

formações relevantes. Com isso, plane-

pre investiu pesado no incremento e

jamos investimentos e ações com me-

renovação de sua frota, que tem ida-

nores possibilidades de erro. Esse é o

de média inferior a três anos.

segredo da gestão eficiente, comprova-

Agora, segundo Weinert, com investimentos mais efetivos na ampli-

da através de indicadores operacionais e de qualidade.”, finaliza.

25


DECORAÇÃO & INTERIORES

Ambientes corporativos exigem atenção especial

De acordo com a profissional, definição de cores e materiais, disposição de ambientes, projeto de mobiliário e contratação de mão de obra capacitada são etapas relativamente simples para quem está acostumado a este tipo de trabalho, mas que podem ‘tirar o sono’ de quem se aventura a cuidar de tudo. Para ela, o profissional tem um olhar mais apurado e está acostumado

Trabalho especializado garante funcionalidade e segurança, transmitindo credibilidade ao negócio

C

a identificar as potencialidades dos espaços, propondo alternativas que se harmonizam onsiderada por muitas pessoas um pas-

com o gosto, necessidades e possibilidades

so importante na conquista da credi-

do cliente. “A aparência de um lugar tem in-

bilidade profissional, a abertura de um

fluência direta sobre as opiniões que forma-

escritório próprio é normalmente cercada por

mos a respeito de quem trabalha ali: impres-

uma série de dúvidas, relacionadas não ape-

sões como segurança, estabilidade e até

nas à localização do espaço, mas também

competência profissional podem ser trans-

aos detalhes para criar um ambiente ao

mitidas pelas cores, harmonia e organização

mesmo tempo aconchegante, funcional e

do ambiente”, ensina Grasiela, que aponta

personalizado. Acrescente-se a essas carac-

painéis e portas de correr como alternativas

terísticas, a necessidades de se adaptar aos

para criar privacidade e facilitar a circulação

espaços cada vez mais reduzidos dispo-

nas áreas reduzidas da maioria dos escritó-

nibilizados nos empreendimentos, e dificil-

rios atuais.

mente as soluções surgirão sem que se recorra à ajuda profissional.

Materiais como gesso acartonado, vidro e pisos laminados são materiais de rápi-

“Normalmente as pessoas acreditam

da instalação, deixando o ambiente pronto

que estarão economizando ao fazer tudo por

para receber o mobiliário em pouco tempo.

conta própria, mas algumas vezes detalhes

Os móveis são, segundo Grasiela, os ele-

comprometem o resultado, e isso pode pro-

mentos que levam mais tempo para ficar

vocar retrabalho, estender o prazo para a

prontos, mas a partir do projeto bem elabo-

finalização das tarefas e elevar o custo final,

rado é possível estabelecer um cronograma

além de gerar ansiedade e frustração no pro-

que permite finalizar as outras etapas en-

prietário”, explica a designer de interiores

quanto o mobiliário está em produção.

Grasiela Iris, habituada a criar ambientes desGrasiela Iris Design de interiores

26

tinados a empreendedores e jovens profis-

ONDE ENCONTRAR

sionais.

www.grasielairis.com.br


DECORAÇÃO & INTERIORES

Projeto personalizado Designer de interiores, Grasiela Iris irá desenvolver soluções específicas e gratuitas aos leitores de O Empresário

O

que parece simples pode se

uma parceria com a designer de inte-

transformar em problemas

riores Grasiela Iris, e disponibiliza aos

de grandes proporções devi-

leitores a oportunidade de ter seu

do à falta de experiência e de plane-

escritório projetado pela profissional.

jamento. O que fazer em um espaço

A cada edição, partindo das

vazio, de forma que se transforme

medidas do ambiente fornecidas pelo

um ambiente funcional, onde cada

leitor - com fotos e um croqui do es-

coisa tem seu lugar, e exista harmo-

paço –, Grasiela desenvolverá gratui-

nia independente do estilo do clien-

tamente um projeto adequado às ne-

te ou da profissão que exerce?

cessidades, criando um ambiente de

A partir desta edição a revista O Empresário desenvolve

bom gosto, com bom aproveitamento de espaço e funcional.

A primeira proposta foi elaborada a partir da planta de uma sala com 29m2, idealizada para um advogado em início de carreira, parceiro da revista O Empresário. Usando os materiais já mencionados, Grasiela projetou um ambiente que comporta recepção, lavabo, copa e sala principal. Uma divisória de gesso acartonado esconde a entrada do lavabo e limita o ambiente da copa, que pode ser acessada tanto a partir da recepção quanto da sala principal. Na recepção, projeto delimita espaços para uso da secretária e para clientes. A divisória com a sala principal é feita com portas de correr de vidro, ampliando o ambiente e facilitando a circulação. Persianas horizontais cumprem o papel de garantir a privacidade durante os atendimentos. Armários baixos atrás da mesa e uma estante em toda a lateral da sala abrem espaço para guardar livros, arquivos e material de trabalho. No lado oposto da mesa do profissional, Grasiela elaborou um “espaço coringa”, e o que foi originalmente concebido como um ambiente de leitura, mais tarde, pode se transformar em local de trabalho para dois estagiários.

(Mande o croqui de sua sala, com medidas e informações a respeito de suas necessidades para contato@revistaoempresario.com.br ou contato@grasielairis.com.br. Seu e-mail pode ser escolhido e o seu projeto elaborado. Ou entre em contato com a designer para mais informações).

27


DECORAÇÃO & INTERIORES

Praticid aliada ao Dupla de arquitetos Marcelo Martins e Felipe Schneider desenvolve peças exclusivas

H

com peças produzidas por eles mesmos. A união da praticidade com o inusitado marca dos trabalhos executados pela dupla, conquistou clientes da área comercial como o restaurante Yaah Cozinha Oriental, que os chamou recentemente para reformar e redecorar

á cinco anos, os arquitetos Marcelo

o ambiente projetado por eles em 2008, quan-

Martins e Felipe Schneider começaram

do foi inaugurado.

uma parceria que alia projeto arquite-

Um dos elementos da nova decora-

tônico e de interiores à decoração, criando

ção é um lustre criado por Schneider, com-

ambientes exclusivos e funcionais decorados

posto por 43 flores de origami protegidas

Fotos: Divulgação

por verniz e fixadas em uma estrutura de metal. No centro de cada uma delas, o arquiteto instalou uma lâmpada de LED, cujo efeito delicado e encantador pode ser visto da rua onde se localiza, em Florianópolis. "Além de exclusivo é inusitado. Esta é a nossa marca desde o princípio", resume Martins. Sustentabilidade socioambiental e "gentileza urbana" também são linhas mestras do trabalho que realizam. "Em 2012, atendemos à loja da Toyota, em Itajaí, tudo feito sob as normas da ISO 14000. Para se ter uma idéia, os funcionários da oficina usam uniforme branco", comenta. Sobre a "gentileza urbana", dois projetos arquitetônicos no bairro Saco dos Limões, na Capital, foram aprovados pela prefeitura pelas contrapartidas de adoção da praça local, pintura da escola estadual do bairro e construção de um bicicletário público. Os diferenciais, conforme Martins, oneram os custos em cerca de 30% a 35%,

28


DECORAÇÃO & INTERIORES

ade inusitado

comparativamente aos projetos padrão, mas agregam valores tangíveis e intangíveis para ambas as partes. Um exemplo disso foi a escolha deles por um grande grupo de fora do estado para projetarem

guns trabalhos de

um centro empresarial, avaliado em R$ 2

ambientação e de-

milhões e com previsão de inauguração

coração do portfó-

para o final deste ano. O empreendimento

lio destes arquite-

será construído na SC-401, em Florianó-

tos, como o balcão

polis, sob concepção de total susten-

principal da rede

tabilidade ambiental. "A estrutura da obra

de confeitarias

utilizará metal e vidro e na área externa ha-

Chuvisco, para a

verá um labirinto", antecipa Martins, sem

qual criaram um forro com cara de confeito

dar detalhes do que estão planejando para

de cupcake, ou a parede de molduras cola-

a decoração. Também a nova loja da Harley

das no Churrasquim Espetinhos Gourmet,

Davidson, que funcionará no Estreito, na

todos na capital catarinense.

capital catarinense, terá a marca deles. Enquanto estas novidades ainda não

ONDE ENCONTRAR

estão concretizadas, vale a pena conferir al-

www.smarq.com.br

29


Foto: Andreia Borges

CASE DE NEGÓCIOS

Marcenaria de qualidade

entre todas as marcenarias da região, e esse é um processo que não tem fim. Apesar de termos uma posição de destaque e reconhecimento junto aos clientes, a evolução constante é indispensável”, explica Silva, que credita parte do sucesso de sua empresa ao fato de buscar a perfeição em cada peça produzida. Para garantir o melhor acabamento no produto final, o empresário faz questão de utilizar matéria-prima de alto padrão. Da

Matéria-prima de primeira linha e acabamento de alto padrão marcam produtos da Modecol

Q

madeira de reflorestamento auto-clavada utilizada na estrutura dos móveis, às tintas e ferragens, tudo é escolhido levando-se em consideração a qualidade do produto, mes-

uando adquiriu a então recém-criada

mo que isso signifique um custo mais ele-

Modecol, há 35 anos, a ideia do empre-

vado. Enquanto boa parte das marcenarias

sário Orlíndio da Silva era estruturar a

utiliza ferragens de origem chinesa, por

marcenaria e convertê-la em uma fábrica de

exemplo, a Modecol importa mais de 80%

grande porte, distribuidora de móveis para

de suas peças da Áustria, considerada re-

lojas especializadas. Cinco anos mais tarde,

ferência nesse tipo de material. “O preço é consequência, mas nos-

Orlíndio da Silva entre os filhos

jetivo de se transformar na melhor empre-

sos móveis trazem valor agregado e são

Anna K arina, Analy K aroline Karina, Karoline

sa no segmento de marcenaria de alta clas-

direcionados a clientes que dão importân-

e Jean Ricardo

se da Grande Florianópolis, trabalhando ex-

cia a isso”, justifica Silva, que faz questão

clusivamente com

de que as peças sejam montadas pelo mes-

móveis sob medi-

mo marceneiro que trabalhou em sua fabri-

da. “Observei o

cação. Essas práticas se traduzem em fide-

mercado e há 30

lidade por parte dos clientes, e com isso o

anos estabeleci co-

percentual de retorno chega a 80%. “A

mo meta fazer da

Modecol tem essa característica, e em nos-

Modecol a melhor

sa carteira temos clientes que estão com a

Foto: Andreia Borges

mudou os planos e passou a investir no ob-

30


Fotos: Divulgação

CASE DE NEGÓCIOS

empresa há mais de 25 anos. Em alguns

Para Orlíndio da Silva, é indispensá-

casos, já mobiliamos o imóvel da terceira

vel estabelecer metas e manter o foco na

geração de uma família, e para nós isso é

forma de alcançá-las. “Quero ver a Modecol

motivo de muito orgulho”, explica Anna

completar 50 anos, sempre se destacando

Karina da Silva Padilha, que, a exemplo de

no mercado”, finaliza.

dois de seus irmãos, trabalha com o pai, Orlíndio, na condução da empresa. De acordo com Anna Karina, que é

ONDE ENCONTRAR www.modecol.com.br

gerente de vendas e responde também pela gestão da produção da marcenaria, o início de 2013 foi atípico, não apenas em relação à quantidade de peças na linha de produção, mas também no que diz respeito à prospecção de vendas. Com isso já é possível projetar uma movimentação positiva nos negócios até a metade do ano. Ao longo de seus 35 anos, a Modecol se firmou no mercado como uma empresa familiar e registra um crescimento que Silva classifica como sólido e constante, comprovado pelas centenas de imóveis da Grande Florianópolis que possuem em seus móveis a etiqueta com a marca da empresa . “Nunca tive pressa ou urgência em realizar as coisas. Conheço o mercado e aprendi a dar importância ao que realmente faz diferença no segmento dos móveis sob medida, especialmente os de alta classe”, justifica o empresário, que lista o cumprimento de prazos, a organização e o atendimento pós-venda, como itens que garantem

Sob medida para clientes corporativos De olho em uma fatia do mercado que procurava móveis sob medida, mas com preços mais acessíveis, há cinco anos foi criada a Marcenaria Catarinense, uma extensão da Modecol, destinada a trabalhar com uma linha onde qualidade e economia pudessem andar juntas. “Nossa linha de produção estava sempre repleta, e deixávamos de atender o segmento corporativo, que busca móveis sob medida, com qualidade, mas não necessariamente de alto padrão”, explica Orlíndio da Silva, que apostou em uma nova empresa para suprir essa demanda. Em pouco tempo, a Marcenaria Catarinense passou a atender também, a clientes residenciais, e hoje a realidade do mercado coloca lado a lado, em um mesmo imóvel, móveis da Modecol e da Marcenaria Catarinense. “Não é raro que salas, cozinhas e lavabos – peças que tem alta visibilidade – sejam contratadas junto à Modecol. Quartos, áreas de serviço e banheiros, são menos visados, e uma linha mais econômica cabe melhor no orçamento da maioria das pessoas”, explica Anna Karina.

os diferenciais em relação à concorrência.

31


CASE DE NEGÓCIOS

Futuro na palma da mão Expansão do uso de conexões móveis é cenário para a criação da Tech Front, voltada ao mercado de games educativos e publicitários

A

seus smartphones e tablets”, afirma o empresário, ancorado na experiência de quem praticamente desbravou esse nicho e hoje conhece a fundo os hábitos e a cultura dos

té 2017, a internet, que hoje já é o se-

consumidores brasileiros. Este conhecimen-

gundo meio mais utilizado para publici-

to, diz ele, aliado à rede de relacionamentos

dade, vai superar a televisão, atualmen-

construída ao longo de 17 anos de atuação

te na primeira colocação. Simultaneamente,

no mercado digital, é um dos fatores decisi-

segundo estudo realizado pela GSMA

vos na disputa com as corporações interna-

Association, que congrega mais de 800 ope-

cionais pelo mercado interno.

radores de dispositivos móveis em 220 paí-

A Tech Front está sendo gestada com

ses, o país terá 135 milhões de conexões

base em R$ 15 milhões de investimentos

móveis em banda larga em 2014. Atualmen-

realizados pelas empresas de Ferla em pes-

te, o Brasil já é o 4º maior mercado mundial

quisa, desenvolvimento e inovação, e está

e o primeiro da América Latina em conexões

na fase de montagem da equipe, outros dois

móveis ativas, conforme a Associação. Além

ingredientes fundamentais para o sucesso

disso, os negócios em e-

nesse setor, conforme o empresário. “Para

commerce em território na-

ter sucesso nos negócios digitais você pre-

cional registraram um cres-

cisa de uma equipe multidisciplinar, que in-

cimento de 25% em relação

tegra várias especialidades, da informática

a 2011, e os m-commerce,

ao marketing, e capaz de oferecer produtos

realizados por meio de dis-

inovadores pelo menos uma vez a cada se-

positivos móveis, duplica-

mestre”, resume ele.

Foto: Divulgação

Luiz Alberto F erla Ferla CEO de grupo de empresas digitais

dois ou três anos, estarão fazendo tudo dos

ram, saindo de 5% para

Com projeção de faturamento global

10% do total das compras

do pool de empresas de R$ 70 milhões para

feitas via rede virtual, de

este ano, Ferla anuncia ainda o lançamento

acordo com a Câmara Bra-

da marca mãe para o grupo até abril. “Será

sileira de Comércio Eletrô-

a primeira no Brasil construída de forma di-

nico (Câmara-e.net).

gital, Lançamos um prêmio em fevereiro,

É neste contexto que o empresário

por meio de uma rede internacional, com

Luiz Alberto Ferla, CEO de um grupo de

os conceitos que queremos para a nossa

empresas totalmente digitais (confira os en-

marca e teremos propostas de todo o mun-

dereços abaixo) prepara o lançamento da

do”, afirma.

Tech Front, voltada ao mercado de games

32

educativos e publicitários para dispositivos

ONDE ENCONTRAR

móveis. “Os brasileiros são muito

Talk - www.talk2.com.br

conectados. São 85 milhões de pessoas,

Knowtec - www.knowtec.com

usuários finais, conectados na rede. Só no

DDBR - www.ddbronline.com

Facebook são 60 milhões. E, em menos de

KeepingUp - www.ebakana.com


33


CASE DE NEGÓCIOS

para o pequeno empreendedor Nexxcity vai oferecer soluções tecnológicas de gestão financeira e corporativa no ambiente virtual

D

financeira e corporativa no ambiente virtual de negócios desenvolvidas pelo grupo em seus 20 anos de atuação no mercado. “Nosso objetivo é promover a inclusão digital do

epois de fechar o ano de 2012 com

micro e pequeno empreendedor, que terá

o lançamento de quatro novas

acesso a estas soluções com menos de R$

startups e um faturamento 26% mai-

100,00 mensais. De maneira geral, eles não

or em relação a 2011, totalizando R$ 50 mi-

têm como desembolsar R$ 100 mil para

lhões, o grupo catarinense Nexxera prepa-

montar a estrutura necessária para isso”,

ra-se para descer do topo da pirâmide que

afirma o presidente do Grupo Nexxera, Ed-

caracteriza sua cartela de clientes e lança,

son Silva.

ainda em março, a Nexxcity, voltada exclusivamente às micro e pequenas empresas.

34

recerá as soluções tecnológicas de gestão

Precursora no mercado brasileiro em tecnologia para integração de instituições

A nova startup demandará investi-

financeiras, o Nexxera tem atualmente mais

mentos de R$ 1 milhão em dois anos e ofe-

de 400 mil pontos de conectividade que in-


Foto: Divulgação

CASE DE NEGÓCIOS

Edson Silva Presidente do Grupo Nexxera

2013,

a

Nexxpago,

direcionada ao potencial empreendedor brasileiro que contabiliza, segundo Silva, 35% de micro e pequenos empreendedores sem acesso à conta bancária. “A Nexxpago vai oferecer uma solução baseada nos cartões pré-pagos, tendo o celular como terligam em nuvem computacional a rede

interface e o cartão de plástico como alter-

de valor (clientes, fornecedores e bancos)

nativas em locais onde a telefonia móvel

de organizações como Bradesco, Santan-

inexiste ou é ineficiente”, explica Silva, que

der, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômi-

projeta para este ano um crescimento supe-

ca Federal, Walmart, GM, Bosch, Cemig,

rior a 30% no faturamento do grupo.

Sadia e Tim. A Nexxcity, destaca Silva, resulta de dois fatores principais: os investimentos em

ONDE ENCONTRAR www.nexxera.com/pt/

pesquisa e desenvolvimento de novos produtos - que foram ampliados em 30% só no ano passado - e a prospecção de novos nichos de mercado proporcionados pelo crescimento econômico brasileiro. Pesa ainda nesta equação, segundo o empresário, a responsabilidade socioambiental que caracteriza as ações da corporação que preside desde a sua fundação, em 1992. Sobre esta premissa está ancorada a outra novidade nos negócios do Grupo para

SAIBA MAIS O Grupo Nexxera investe cerca de 3% da receita líquida atual em projetos de responsabilidade social em comunidades da Grande Florianópolis, por meio do Instituto Nexxera. Cerca de mil pessoas já foram beneficiadas com os programas de inclusão digital, capacitação e qualificação profissional de moradores em periferias; de inclusão pelo esporte, que desenvolve a prática esportiva para crianças e adolescentes; e pelo Floripa Viva Hip Hop, que beneficiou recentemente a primeira turma com 76 alunos em oficinas desse estilo musical ajudando na transformação das comunidades envolvidas. Em 2010, iniciou a publicação dos Relatórios Anuais de Sustentabilidade, consolidando seu compromisso com a transparência organizacional preconizada pelas boas práticas de governança corporativa.

35


CASE DE NEGÓCIOS

Marmoraria Biguaçu:

25

Empresa projeta dobrar estrutura e produção nos próximos cinco anos

N

36

Anos

gócios implantado desde o início, quando os irmãos Juvenal e Anselmo da Silva criaram a empresa, e que é utilizado até hoje.

o ano em que completa 25 anos de

Nesse intervalo de tempo, duas mu-

fundação, a Marmoraria Biguaçu co-

danças na sociedade modificaram a estru-

memora não apenas a conquista de

tura gerencial da empresa, que desde 2005

uma posição de destaque no mercado de

tem como diretor-presidente Valério da Sil-

mármores e granitos na Grande Florianó-

va, filho mais velho de Juvenal. Para ele,

polis, mas também o sucesso de um es-

apesar de ter passado por momentos difí-

tilo de administrar com foco na evolução

ceis, a empresa conseguiu prosperar, ex-

constante, nos investimentos em mão-

perimentando um crescimento considerá-

de-obra e equipamentos, no trabalho sé-

vel ao longo de sua história. “Consegui-

rio e na proximidade com o cliente. Tra-

mos estruturar a empresa, torná-la compe-

ta-se de um modo de condução dos ne-

titiva e, com simplicidade, muito trabalho


CASE DE NEGÓCIOS

e honestidade fomos conquistando nosso

completamos as aquisições para a linha de

espaço no mercado”, afirma.

produção com a instalação de uma ponte

Nos últimos sete anos, por exemplo,

rolante para manuseio das chapas. Para

a Marmoraria Biguaçu registrou um cres-

operar as máquinas, tivemos que capaci-

cimento de 130%, e hoje tem produção

tar nosso pessoal e com tudo isso tivemos

média de 21,6 mil m por ano. Para ala-

um salto na produção, passando de 600

vancar esse desempenho, especialmente

m2/mês para 2,5 mil m2”, afirma o empre-

nos últimos dois anos, Valério da Silva in-

sário, que calcula ter investido cerca de

vestiu forte tanto na compra de equipamen-

eportagem: R$ 1 milhão nesse processo. (R (Reportagem:

tos quanto em treinamento e capacitação

Luciane Zuê)

2

frota, importamos da Espanha uma máqui-

ONDE ENCONTRAR

na de corte totalmente automatizada e

www.marmorariabiguacu.com.br

Valério da Silva Diretor presidente

Satisfação ao cliente orienta trabalho

Fotos: Andreia Borges

de mão-de-obra. “Além da renovação da

Mas é na relação com os clientes que a Marmoraria quer deixar cada vez mais evidente seu amadurecimento. A empresa contabiliza seis mil clientes, com cerca de dois mil em atividade constante, e investe na qualidade do acabamento de suas peças como diferencial para ampliar ainda mais o leque de atendimento. “Desde que a empresa foi criada, meu pai sempre foi exigente com o acabamento e me ensinou que o atendimento é a base de tudo. Se um dos maiores desafios é manter ativa nossa carteira de clientes, então temos que trabalhar para isso, com mão de obra capacitada, variedade de materiais e custo coerente com o mercado”, justifica Valério, que para aumentar a proximidade com o mercado consumidor planeja, a médio prazo, a criação de um show room. Concentrado no objetivo de manter o ritmo de crescimento da empresa, Valério da Silva tem projetos ousados para os próximos anos, todos embasados na qualidade e eficiência que, segundo afirma, marcam o desempenho da empresa. “Em cinco anos quero dobrar a estrutura e a produção da Marmoraria, e melhorar ainda mais nosso desempenho no que diz respeito à pontualidade. Não tenho pressa para fazer as coisas. Sei que é indispensável trabalhar sério e saber aproveitar as oportunidades que o mercado oferece, e as consequências aparecem”, conclui.

37


CASE DE NEGÓCIOS

De SC para o mundo D Mondo viagens investe em diferenciais para crescer até 20% esse ano

de as pessoas credenciadas pela empresa poderem, diretamente em nossa página na internet, emitir suas próprias passagens aéreas bem como efetuar reservas de hospedagem, com faturamento ou por meio de cartão de crédito”, afirma Marco, que reúne no site da agência as principais empresas aéreas. Com essas iniciativas, a agência firmou contratos com empresas de Florianópolis, Joinville, São Paulo e Rio de

esde que foi criada, em 1993, a Mon-

Janeiro e ampliou sua área de abrangência.

do Viagens e Turismo tem como pro-

Para dar mais segurança ao sistema

posta se distinguir em um mercado

de vendas online, que nos últimos dois

competitivo, a partir da oferta de serviços

anos se destacou nos negócios da agên-

especializados e personalizados, sempre

cia, a Mondo implantou um sistema de se-

no sentido de suprir as necessidades e de-

gurança contra a clonagem de cartões de

mandas apresentadas pelo setor em des-

crédito, aumentando confiabilidade desta

tinos como Nova Iorque, Miami, Londres

modalidade. “Com o atendimento pós-ven-

e Paris, justamente os preferidos dos bra-

da, damos todo o suporte para solucionar

sileiros. “Temos como objetivo garantir

dúvidas, efetuar alterações de programa-

conforto, comodidade e segurança a quem

ção e solucionar eventuais problemas,

procura nossa agência, e para isso

atendendo o que se hoje configura como

estamos sempre inovando, tanto na forma

a maior fonte de reclamação de quem com-

de atendimento quanto na gama de servi-

pra pela internet, que é a falta de retorno”,

ços oferecidos”, explica Marco Aurélio

explica Marco. Segundo ele, entre os produtos mais

Mondo, diretor da Mondo. E foi com essa preocupação que

procurados pelos clientes estão os paco-

Marco criou na agência um setor exclusi-

tes de compra nos Estados Unidos, de

vo para atendimento a empresas, com

degustação de vinhos na Argentina e as tra-

plantão 24 horas e atendimento emergen-

dicionais viagens de férias para a Disney,

cial via rádio e celular. Além de gerenciar a

mas a observação do mercado fez com que

compra de passagens aéreas, reservas em

a equipe passasse também a investir na

hotéis no Brasil e no exterior, locação de

organização e logística de feiras e eventos

carro também na-

e na formação de grupos para shows naci-

cional e internaci-

onais e internacionais.

onal e traslados, a

De olho nas demandas e focado na

Mondo oferece

qualidade do atendimento, Marco Mondo

uma alternativa de

justifica a projeção de crescimento da agên-

autonomia às em-

cia para o ano de 2013 (entre 15 e 20%): “Tra-

presas que aten-

balhamos pensando em diversidade, quali-

de. “Acredito que

dade e competência, itens indispensáveis para

no

conquistar o mercado”, diz.

ambiente

corporativo nosso

38

grande diferencial

ONDE ENCONTRAR

está possibilidade

www.mondoviagens.com.br


39


MERCADO

Amantes de cerveja sil. Além disso, na plataforma são compartilhadas

de cervejas especiais, de Joinville, acaba de rece-

histórias, dicas de harmonização e degustação, mo-

ber aporte de capital da HFPX Participações, tam-

dos e maneiras que tornem ainda mais prazerosa a

bém da cidade. A

apreciação de uma boa cerveja. Além do aporte, a

startup promove,

HFPX participa com know-how e networking para

por meio de um

aprimoramento do sistema. Para o segundo semes-

serviço de entre-

tre, a Beercrew prepara o lançamento de um e-

ga em domicílio,

commerce para a venda de cervejas especiais, com

degustação peri-

rótulos exclusivos importados de diversos países.

ódica de cervejas

O e-commerce estará disponível também para ce-

de

qualidade,

lular. Na foto, os sócios da Beercrew Rafael Couto

mas pouco en-

(E), Evandro Dutra, Gustavo Cardoso. Em

contradas no Bra-

www.beercrew.com.br e www.hfpx.com.br.

Fotos: Divulgação

A startup Beercrew, um clube para amantes

Setor de vestuário precisa investir Para oferecer informações estratégicas do setor de vestuário aos empresários catarinenses, o Sistema de Inteligência Setorial (SIS), um projeto do Sebrae/SC, preparou um relatório de análise com perspectivas do mercado interno e externo. Os analistas recomendam investimento no aumento da produtividade, que vai resultar em moderni-

Alimentação fast and fresh

zação de maquinários e sistemas, novos processos produtivos e mão de obra qualificada. Enquanto a China apresenta uma perspectiva de redução no ritmo de crescimento em 2013, e a economia da Europa e dos Estados Unidos está em fase de atenção, o Brasil deve ter um crescimento econômico de 4%. “O País apresenta, historicamente, uma taxa de desemprego baixa, a renda do trabalhador brasileiro está em crescimento e há expansão de crédito no País. A conjugação destes fatores permite maior aces-

de alimentação fast and fresh, acaba de ser inaugurada no Floripa Shopping, na Capital. Além de mais de 20 variações de sanduíches (montados na hora) que têm entre 300 e 450 kcal e são livres de gorduras transgênicas e conservantes, o estabelecimento também possui saladas, sopas, sobremesas e bebidas. O franqueado é Evandro Cezar Santos, empresário com experiência no ramo de alimentação e entretenimento e proprietário, ainda, das casas Cervejaria Original e Duun African Bar. Hoje são mais de três mil lojas em 30 países e, no Brasil, a Quiznos também possui lojas no Distrito Federal, Goiás,

so da população ao consumo”, explica o

Minas

gestor do SIS, Douglas Luis Três. Em

www.floripashopping.com.br.

www.sebrae-sc.com.br/sis.

40

A primeira unidade da rede norte americana Quiznos,

Gerais,

Paraná

e

Rio

de

Janeiro.

Em


MERCADO

Casa Cor Santa Catarina em dose dupla

Eventos em alta

Em 2013, a Casa Cor Santa Catarina terá ação inédita

O Florianópolis e Região

no país, com a realização do evento em duas cidades, si-

Convention & Visitors Bureau

multaneamente na avenida Beiramar, em Florianópolis, e

(FC&VB) fechou o ano de 2012 com

na Praia Brava, em Itajaí. Um único ingresso dará o direito

resultado além do projetado. Foram

de visitar as duas sedes, independente da dada de compra.

27 eventos conquistados no perío-

Realizada de 18 de maio a 30 de junho, a edição desse ano,

do, cinco a mais do número esti-

terá, ao total, cerca de 45 ambientes, distribuídos em 3,5

pulado no planejamento estratégi-

mil metros quadrados. Empresas como Deca e Todeschini

co. Na agenda, 17 deles serão dis-

(patrocinadores nacionais) e WOA Empreendimentos Imo-

tribuídos na alta temporada e dez

biliários, Balaroti e Unilux (patrocinadores locais), estão en-

nos meses considerados mais cal-

tre os expositores. Na foto, o Hotel Boutique, dos arquite-

mos para o turismo da cidade. Jun-

tos Moacir Schmitt Jr. e Salvio Moraes Jr., eleito o Melhor

tos, vão garantir o desembarque de

Projeto da edição 2012. Em www.casacor.com.br/

mais de 59 mil pessoas na região.

santacatarina.

O calendário de eventos é resultado do trabalho realizado pela entidade, que atua na projeção do destino, na participação em feiras de negócios e turismo – só em 2012 foram 11 Brasil afora e no exterior também -, na disputa por grandes eventos e na ampliação e organização do trade. A representação das prestadoras de serviços para o setor ganhou mais adesões. O ano encerrou com o ingresso de 47 novas empresas integradas à rede Florianópolis Convention. Em www.florianopoliscvb.com.br.

Mercado de livros Prestes a completar 50 anos, em outubro, Gru-

de exemplares, quantia 19,93% superior a 2011. Para

po Livrarias Curitiba – que reúne as redes Catarinense

2013, a previsão é de chegar aos 5,7 milhões de uni-

e Curitiba – comemora o incremento de 22% na ven-

dades. O grupo também investiu R$ 5,5 milhões na

da de livros no varejo em 2012. Um dos destaques foi

abertura de duas novas megastores, uma no Conti-

trilogia erótica Cinquenta Tons de Cinza, da autora E.L.

nente ParkShopping, em São José, outra em Maringá

James, com a comercialização de mais de 80 mil uni-

(PR). Para 2013, R$ 5 milhões serão investidos em outra

dades nas 21 lojas, enquanto a média de vendas naci-

unidade, em Sorocaba (SP), e R$ 6,8 milhões na aqui-

onal de um bestseller gira em torno de 30 mil. No ano

sição de um terreno com 20,4 mil metros quadrados

passado, o montante de livros vendidos em toda rede

em Curitiba, para sediar nova distribuidora e sede ad-

– que atua no atacado e varejo - chegou a 5,2 milhões

ministrativa. Em www.livrariascatarinense.com.br.

41


EMPREENDEDORISMO

A arte da Ex-office boy da H. Stern, João Francisco Sobrinho criou sua própria marca de jóias, a Personalité

A

rte pouco conhecida e raramente difundida no Brasil, a ourivesaria fascinou o proprietário da Personalité, João Francisco Sobrinho,

aos 15 anos, quando conseguiu uma vaga de office boy da joalheria H. Stern da capital paulista. Cinco anos antes, ele havia realizado um dos seus mais acalentados sonhos de infância, quando, pela primeira vez na vida, sentou num banco escolar, depois que seus pais - um marceneiro e uma dona de casa - decidiram pegar os sete filhos e deixar a pacata São João do Paraíso (MG) para tentar a vida em São Paulo. O fascínio do adolescente não passou despercebido aos proprietários da joalheria e, aos 19 anos, ele foi promovido a auxiliar de ourives. Logo foi desafiado a criar e construir uma peça, um pingente, que conquistou um cliente e o alçou ao cargo de meio oficial de ourives. Fez os cursos técnicos de cravação (corte de pedras), gemologia (estudo de pedras preciosas) e de torneiro mecânico, que lhe permitiu criar alianças torneadas. Em 1993, com 25 anos, aceitou uma proposta de emprego em Florianópolis, onde se graduou em História e em Artes Visuais para aperfeiçoar sua arte. Trinta anos depois do seu primeiro contato com a ourivesaria, reuniu os irmãos, entre eles um administrador de empresas e outro ourives como ele, e abriu uma pequena oficina de prestação de serviços, criando e

42


“esculpindo” peças únicas e peças padrão, como anéis de noivado e de formatura, comercializadas por diversas joalherias em todo o estado. “Eu estava bem feliz sendo

Foto: Divulgação

EMPREENDEDORISMO

funcionário. Ganhava bem e não tinha dores de cabeça, mas surgiu a vontade e a oportunidade com a vinda dos meus irmãos para cá”, diz. Em pouco tempo, negócio familiar saiu dos limites da oficina e se transformou em uma nova marca. As peças são criadas e concretizadas na pequena fábrica que funciona no centro da capital catarinense e dali saem tanto para a Personalité quanto para outras joalherias do estado. Peças exclusivas podem variar de R$ 600 a R$ 600 mil. A grande diferença é que

João F rancisco Sobrinho Francisco

quem entra na joalheria do ourives mineiro terá todas as informações sobre as jóias que lhe despertem o interesse: do material aos processos e técnicas utilizados. “Hoje, numa joalheria comum, o máximo que os vendedores conseguem informar aos clientes é o nome da pedra ou se é de ouro ou prata”, lamenta. E é por isso que o próximo sonho deste ourives nascido na “terra do doce de marmelo”, é criar um curso de pós-graduação na área. “A ourivesaria não é uma produção em série. Exige conhecimento profundo sobre os materiais, de onde vêm, e tem processos específicos para cada material ser transformado numa peça”, ensina. Reportagem: Mirela Maria V ieira Vieira ONDE ENCONTRAR contato@personnalitejoias.com.br

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EMPREENDEDORISMO

Juliana Sales começou como atendente do Outback e hoje é proprietária do único restaurante da rede em SC

Talento comandar Juliana Sales

para

Q

44

uem chega ao restaurante Outback

mos realizar juntas. Dei continuidade aos

no Beiramar Shopping, em Flori-

planos e o Outback é a realização desse

anópolis, se depara com a placa aci-

sonho”, traduz Juliana Sales, sócia-propri-

ma da porta identificando nominalmente o

etária do único restaurante da rede em

“proprietor”. A tradução literal da palavra

Santa Catarina.

inglesa, no entanto, não comporta seu sig-

Paulista, já na adolescência vivida na

nificado real para a mulher morena clara

região do Grande ABC, Juliana demonstra-

que recebe os clientes e cujo sorriso con-

va uma capacidade nata de liderança em

vida a entrar e dar uma pausa no estresse

ambientes competitivos, com objetivos

cotidiano tomando um copo de chopp ou

definidos e muita determinação para

uma taça de vinho, acompanhado de um

alcançá-los. “Nunca esperei soluções pron-

delicioso steak ou um prato de massas,

tas. Aos 16 anos precisava de dinheiro para

com molhos especiais, tudo elaborado com

os estudos e comecei a trabalhar como

o mesmo cuidado e carinho da cozinha ca-

instrutora de informática”, diz ela. Quando

seira. “Ter um negócio próprio era um so-

começou a cursar a faculdade de Adminis-

nho meu e da minha mãe. Porém, devido a

tração em Comércio Exterior, percebeu que

problemas de saúde dela, não consegui-

era essencial ter fluência em outra língua e


decidiu viajar para Londres para estudar inglês. Apesar da surpresa ao ver a jovem de 19 anos com a bagagem pronta para par-

Fotos: Divulgação

EMPREENDEDORISMO

tir, a atitude encheu a mãe de orgulho e de alegria. “Mesmo quando não aprovava as minhas decisões, ela nunca me impediu de nada e sempre soube me mostrar as dificuldades de cada caminho”, relembra Juliana. O ano vivido fora do país, com fases ruins e muitas dificuldades, ensinou a menina-mulher a “valorizar o trabalho que tinha”. De volta ao Brasil, foi morar sozinha na capital paulista, voltou a trabalhar como instrutora de informática e ainda conseguiu ingressar na Itautec, como vendedora. Aos 22 anos, foi promovida à gerente comercial da empresa e simultaneamente iniciou sua trajetória no Outback, trabalhando nos finais de semana como atendente. Durante um ano, aliou as duas atividades, até que decidiu ficar só no restaurante. Em 2005, foi convidada pelo sócio-proprietário do Outback de Porto Alegre a partir para novos desafios. Lá, ascendeu rapidamente e, em 2011, foi avaliada como opção para operar o restaurante em Florianópolis. No dia 8 de maio de 2012, Juliana Sales e seu sorriso cativante recepcionaram, pela primeira vez, os clientes do seu restaurante na capital catarinense. Reportagem: Mirela Maria V ieira Vieira ONDE ENCONTRAR

SAIBA MAIS O Outback no Brasil é resultado de joint venture entre um grupo de brasileiros e os controladores do Outback Steakhouse International. Até o final de 2012, totalizava 41 lojas em todo o país, em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Goiânia, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Vitória, Florianópolis e Recife. Os restaurantes não são franquias, pertencem à própria companhia que admite um único sócio como empreendedor para operar o negócio, com todas as responsabilidades inerentes à sua posição. Em contrapartida, o operador selecionado recebe um pró-labore fixo e uma porcentagem dos resultados. 60% dos sócios proprietários são ex-funcionários da rede.

http://www.outback.com.br

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CRÉDITO

Dinheiro mais fácil A

Foto: Divulgação

Badesc tem linha de financiamento com proposta feita pela internet e com menos documentos exigidos

Luiz Antônio Ramos Vice-presidente e diretor de Operações do Badesc

46

cumentos, o processo se completa em quatro ou cinco dias. O processo de implantação do Badesc Fácil teve início em abril de 2012, e no seu desenvolvimento a agência catarinense utilizou a experiência do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que pratica essa modalidade há algum tempo. “Trata-se de uma economia três vezes maior do que a catarinense, e eles fe-

mais nova modalidade de financiamen-

charam o ano de 2012 com três mil proces-

tos oferecida pela Agência de Fomento

sos. Nossa meta para este primeiro ano é

de Santa Catarina (Badesc) é considera-

chegar a mil operações, com valor médio de

da uma linha de crédito diferenciada, não

R$ 50 mil por financiamento efetuado”, com-

apenas pelo acesso via internet dos clientes,

para Ramos.

mas também pela redução do número de

Pelos valores oferecidos, a nova linha

documentos necessários para a contratação

disponibilizada deve atender basicamente a

do financiamento. O Badesc Fácil, que ofere-

microempresário, mas não há restrição de

ce créditos entre R$ 15 mil e R$ 100 mil, en-

setor ou porte de empresa contratante. Para

trou em operação em janeiro e, antes ainda

Moriguti, o Badesc Fácil vai ajudar, inclusi-

de completar dois meses já registrava sete

ve, a quebrar o conceito de que o Badesc se

mil visitas ao site, das quais 698 se converte-

destina apenas a grandes empresas ou que

ram em propostas de financiamento.

o acesso às suas linhas de crédito é muito

“Como agência de fomento, nosso

complicado. “O ‘Fácil’ é um conceito. E é re-

objetivo é estimular a economia em todas

volucionário não apenas na forma de aces-

as regiões do Estado. Com essa modalida-

so e na agilidade, mas também na proposta

de de crédito queremos chegar também aos

de desburocratização, e isso passa por uma

municípios que não conseguimos acessar,

mudança de cultura, interna inclusive. Base-

e que talvez sejam os que mais precisam

ados nas dúvidas e questionamentos que

dessa ajuda”, explica Luiz Antônio Ramos,

chegam à nossa central de atendimento já

vice-presidente e diretor de Operações do

temos uma demanda para fazer algumas

Badesc. “Por meio do site, disponibilizamos

modificações e facilitar ainda mais o proces-

ao empresário uma linha de crédito 24 ho-

so”, explica.

ras por dia, sete dias por semana”, comple-

Para aumentar a capilaridade da linha

ta Ricardo Moriguti, gerente de Operações

de crédito, o Badesc vai credenciar contado-

Especiais do Badesc.

res que atuarão como correspondentes, re-

A proposta é feita via internet. No site

cebendo remuneração de 0,75% do valor da

específico da linha de financiamentos, o in-

operação contratada. “Acreditamos que com

teressado preenche um formulário e faz uma

a entrada dos contadores no processo, alcan-

simulação da proposta. O próprio sistema já

çaremos maior eficácia, atingindo aproxima-

faz uma análise de crédito e lista os docu-

damente 30% de propostas efetivadas em

mentos necessários para a comprovação das

relação às consultas. Hoje esse percentual é

informações. Moriguti calcula que com to-

de 10%”, afirma Ramos.

dos os dados em mãos, o preenchimento da proposta demora cerca de 20 minutos, e

ONDE ENCONTRAR

desconsiderando o prazo de trânsito de do-

www.badescfacil.com.br


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ARTIGO

Investimentos no Brasil dos juros baixos Depois de muito tempo sendo almejado especialmente por empresários, o Brasil finalmente realizou em 2012 um processo de redução da taxa de juros. Isso trouxe muitas vantagens, especialmente para quem precisa tomar dinheiro emprestado para por em prática seus projetos. Mas o rendimento dos investimentos nunca foi tão baixo. O brasileiro está acostumado com apostas tradicionais, normalmente disponíveis no banco em que tem relacionamento. A maioria utiliza caderneta de poupança e fundos com rentabilidade atrelada ao CDI. Com a taxa de juros em patamares elevados, os investidores viam seu dinheiro crescer, sem muito esforço ou grandes oscilações. Entretanto, com a queda da taxa de juros a rentabilidade de investimentos tradicionais deixou a desejar. Muitos ficaram, inclusive, abaixo da inflação. Como o cenário de juros altos ficou para trás, as tradicionais modalidades conservadoras perderam espaço para as de maior risco na preferência dos investidores. Obrigatoriamente, quem quiser ganhar mais vai ter de assumir risco. Assim se destacam os fundos multimercados que, diferente dos investimentos tradicionais, podem investir de várias formas, optando pela melhor estratégia de acordo com o panorama econômico. Os multimercados conseguem aplicar no que é mais vantajoso no momento, tornando-se alternativas interessantes em cenários econômicos incertos ou com poucas opções rentáveis.

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Apesar de mais arriscados, os multimercados fazem operações protegidas, criando e mantendo limites de perda bem definidos. São esses limites que determinam a rentabilidade dos fundos: quem assume mais risco normalmente vai obter melhores retornos. Mas, por não renderem de maneira linear, o investidor deve estar preparado para oscilações ao longo do tempo. Portanto, o investidor deve conhecer muito bem o próprio perfil, os objetivos e o horizonte de tempo dos investimentos. Isso é muito importante para evitar desconforto e resgates na hora errada. O segundo desafio é escolher bons gestores, que não estão em bancos. Apesar de normalmente iniciarem a carreira em banco, os gestores que se destacam optam por gerir seus próprios fundos. Como isto exige conhecimento e tempo, o ideal é o aconselhamento de um profissional especializado, credenciado para o exercício da função de consultor e que atue de forma isenta, sem vínculo com instituições financeiras. A atuação desses profissionais é muito comum em mercados mais maduros e, sem dúvidas, o ganho de rentabilidade com o investimento dos recursos da forma correta vai pagar com folga a contratação desse profissional.

Alexandre Amorim Analista de Investimentos CNPI, consultor de valores Mobiliários credenciado pela CVM e sócio da Par Mais Planejamento Financeiro


ARTIGO

Contribuição previdenciária

Entre as diversas medidas instituídas pelo Plano Brasil Maior, foi editada a Lei 12.546/2011, que visa uma maior desoneração sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos a autônomos, administradores, trabalhadores avulsos e individuais. A legislação altera a base de cálculo e alíquota das contribuições destinadas à seguridade social. Até 31 de dezembro de 2014, empresas de segmentos específicos passarão a recolher até 2,5% sobre a receita bruta a título de contribuição à seguridade social (patronal), ao contrário dos usuais 20% sobre a folha de pagamento. Dentre os setores, destacamos: autopeças, ônibus, naval, aéreo, “design houses” (chips), móveis, plásticos, materiais elétricos, bens de capital - mecânico, hotéis, têxtil, confecções, couro e calçados, tecnologia da informação e call center. A lei diz que, até 2014, as empresas contribuirão com 2% sobre o valor da receita bruta, excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos em substituição à contribuição anterior. Da mesma forma, lei também determina que a contribuição será de 1% sobre o valor da receita bruta, excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, para as empresas que fabricam os produtos classificados na Tipi, aprovada pelo Decreto no 7.660. Tendo em conta as características do “novo” tributo, que possui incidência similar a outros tributos conhecidos, podemos concluir pela existên-

cia de outras verbas que, muito embora não reconhecidas pela legislação, poderiam ser excluídas da base de cálculo da contribuição, via medida judicial própria, tais como tributos inseridos no “preço” da mercadoria ou serviço (ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS), Devoluções de mercadorias, bonificações, operações de circulação de mercadorias para a Zona Franca de Manaus e Operações de circulação de mercadorias realizadas dentro da Zona Franca de Manaus. Nos casos em que a empresa, contrariamente ao pretendido pelo Governo Federal, tenha sofrido um incremento nos seus recolhimentos da Contribuição Previdenciária, é possível pleitear-se, judicialmente, o retorno ao regime anterior. Por fim, destacamos que a redução no valor de arrecadação previdenciária é de 46,4% para os segmentos econômicos incluídos no art. 7º e de 35% para os abrangidos pelo art. 8º da Lei nº 12.546/2011. Essa perda corresponde, em valores atualizados para 2012, a R$ 1,68 bilhão para os segmentos desonerados pelo art. 7º e a R$ 5,38 bilhões para os desonerados pelo art. 8º, totalizando R$ 7,06 bilhões para o conjunto dessas empresas, em valores correntes de 2012, conforme dados da ANFIP - Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil.

André Eduardo Dantas Advogado tributarista e sócio do escritório Gasparino Advogados

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AUTOMÓVEIS

Peugeot 208 chega ao mercado catarinense

O Novo modelo compacto é mais robusto, com interior inovador

50

mês de abril marca o lançamento nacio-

desenho limpo e as lanternas traseiras pos-

nal do Peugeot 208, novo modelo com-

suem um diferenciado formato de bume-

pacto da marca, que chega ao mercado

rangue.

nacional menos de um ano após seu lança-

Mas é no interior que o 208 deve sur-

mento mundial, e evidencia, mais uma vez,

preender. De acordo com Gilmar Fachini,

o cuidado característico que a montadora

diretor comercial da Florence, concessioná-

dispensa ao acabamento de seus veículos.

ria Peugeot em Florianópolis, o modelo par-

O Peugeot 208 tem design moderno

te de uma proposta totalmente inovadora,

e atraente, totalmente sintonizado com o

com painel elevado, volante com posição,

estilo contemporâneo que a montadora tem

tamanho e formato diferenciados, além de

utilizado em seus modelos mais recentes,

itens de conectividade nunca antes encon-

e se destaca muito dos demais modelos de

trados em um modelo compacto. “Trata-se

seu segmento. O 208 tem uma aparência

de uma proposta totalmente inovadora em

mais robusta, mas os detalhes formam um

termos de interior, considerando-se tanto os

conjunto harmônico que fez sucesso junto

materiais de acabamento quanto a ergono-

ao público durante o Salão Internacional do

metria, A Peugeot segue o conceito de cons-

Automóvel, que aconteceu no final de 2012,

truir o carro de dentro para fora, pensando

em São Paulo. A lateral do carro tem um

primeiramente no bem estar do motorista


AUTOMÓVEIS

Fotos: Divulgação

e passageiros”, explica ele. Com a elevação do painel, instrumentos e informações são visualizadas sobre e não mais por entre o volante, significando segurança e facilidade de acesso. O modelo de série vem com motor 1.5, que proporciona maior economia e registra baixa emissão de poluentes. Essas características seguem um conceito voltado ao cuidado com o meio ambiente, e atendem inclusive às exigências do mercado europeu, que é muito mais exigente que o brasileiro nessa área. Entre os itens de segurança, air bag duplo e freios ABS, além de três anos de garantia. Em relação aos itens opcionais, o 208 oferece teto panorâmico, central multimídia touch screen, GPS e bluetooth.

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AUTOMÓVEIS

Premier: para poucos Para comemorar o lançamento do 208, a Peugeot lançou a serie Premier, limitada a 208 unidades disponibilizadas a clientes selecionados pela própria montadora, e que receberão o veiculo um mês antes do lanA versão top de linha apresenta câmbio automático e motor 1.6. Segundo Fachini, as primeiras unidades do 208 estarão à venda a partir de 13 de abril, mas a partir da segunda quinzena de março a concessionária já estará recebendo reservas dos clientes interessados. A expectativa de vendas do modelo é bastante promissora, uma vez que Florianópolis tem um comportamento diferenciado da média do mercado, justificado principalmen-

çamento oficial. A serie é personalizada e entre os itens exclusivos estão uma cor especial fosca e rodas de 16 polegadas. No interior, bancos que mesclam tecido e couro, pedais em alumínio e a numeração da unidade no painel. O número cinco já pertence ao procurador de Justiça Basílio Elias De Caro, único cliente Peugeot de Florianópolis escolhido para adquirir o modelo. O 208 é o quinto veículo da

te pelo nível de escolaridade, periodicidade

Peugeot comprado por De Caro, que

de viagens para o exterior e conectividade

afirma ter levado em consideração a

com as novidades. “O comportamento da

relação custo-benefício no momento

marca na capital normalmente corresponde

em que decidiu se candidatar para a

ao dobro do número de vendas do merca-

compra. "Acredito que nesse segmen-

do nacional. Com o 208 não deve ser dife-

to a Peugeot possui os carros mais

rente”, finaliza Fachini.

bem acabados e com a maior quantidade de itens de fábrica. São veículos

ONDE ENCONTRAR

com materiais de qualidade diferenci-

www.peugeotflorence.com.br

ada. Nunca tive queixas em relação a consumo, manutenção e motor, e classifico o conforto do carro como um diferencial que merece destaque", explicou De Caro, que vai presentear o filho mais novo com o 208 Premier.

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53


OPINIÃO

Poder Judiciário: o espelho da sociedade Certa vez me perguntaram se a sociedade merece o Judiciário que tem. Eu respondi que sim. O Judiciário é a própria sociedade em movimento, nua e crua. Talvez, por isso, ele inspire no brasileiro um sentimento ambíguo de amor e ódio. Por um lado, o brasileiro aprecia ouvir e falar de tudo o que diz respeito ao universo do Judiciário. Por outro, é severo e duro ao criticá-lo. O Judiciário é o próprio espelho da sociedade, por isso, às vezes, exerce um forte magnetismo sobre o brasileiro e, outras, o incomoda tanto. O brasileiro, ao criticar tanto o Judiciário, fala de si próprio. Revela de um lado quanto lhe angustia tanta injustiça no meio social e, de outro, toda a sua frustração, a sua sensação de impotência frente à perpetuação deste quadro. Há tanta coisa a ser “consertada”: pobreza, saúde, habitação, saneamento, educação, segurança, abusos econômicos etc. Alguém tem que fazer alguma coisa! Ora, isso tudo a lei não diz que são direitos? O Judiciário que os assegure...

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Infelizmente não é possível acabar com esses problemas por decreto e nem pela sentença de nenhum juiz, por mais que também esse o desejasse. Só com o trabalho, com o dinamismo e a criatividade da coesão social esse cenário pode mudar. O Judiciário, sem dúvida, é um grande aliado da sociedade, mas jamais poderá substituir o protagonismo indispensável daquela. Enfim, a inquietação, demonstrada paradoxalmente pela busca e, ao mesmo tempo, pela repulsa ao Judiciário, longe de trazer preocupação deve nos servir de alento. É sinal de que já houve o despertar da sociedade para os seus graves problemas e sobre a necessidade inadiável de enfrentá-los. Esse é o primeiro passo para superá-los. E quando isso acontecer, não haverá cidadão algum que não se orgulhe do Judiciário que tem e da sociedade em que vive.

Juiz Sérgio L uiz Junk es Luiz Junkes Presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC)


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OPINIÃO

Defensoria Pública em Santa Catarina Com quase 25 anos de atraso, Santa Catarina vai instituir a Defensoria Pública Estatual, em cumprimento ao art. 134 da Constituição Federal de 1988. Não espontaneamente, mas em obediência à decisão do Supremo Tribunal Federal, prolatada no início de 2012. Criada pela Lei Complementar Estadual nº 575, de 2 de agosto de 2012, a Defensoria Pública operará, inicialmente, com 60 defensores públicos e 90 servidores, números que se mostram, de antemão, irrisórios para atender toda a população vulnerável catarinense. Para que a instituição desempenhe sua função constitucional, é urgente a criação, por lei, de novos cargos de defensores e servidores. Conforme preceitua a Constituição Federal, a Defensoria Pública constitui uma instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação e defesa jurídicas em todos os graus dos necessitados, assim definidos como aqueles cuja situação econômica não lhes permita pagar as custas processuais e os honorários de advogado, sem prejuízo do sustento próprio ou da família. Em verdade, trata-se de um eficaz instrumento de ampliação e democratização do acesso à Justiça, indispensável ao Estado Democrático de Direito, sobretudo num país marcado pela desigualdade social. É por isso que a Carta da República erigiu ao status de

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garantia fundamental a assistência jurídica integral e gratuita aos hipossuficientes, a ser prestada pelas defensorias públicas. No entanto, em descumprimento à Constituição, ela vinha sendo prestada, em Santa Catarina, por meio de convênio com a OAB, em sistema de nomeação, por sorteio, de advogados dativos para atuarem nos litígios judiciais. Não havia, assim, assistência jurídica integral, mas mera assistência judiciária (em processos judiciais), ficando os hipossuficientes despidos de assistência extrajudicial, como na celebração de acordos e em processos administrativos, e de orientação jurídica em geral, incluindo na celebração de contratos, o que vem a ser suprido pela Defensoria Pública. Por fim, cumpre advertir que a instituição de uma Defensoria forte beneficia não apenas a população carente, mas a sociedade como um todo. A propósito, se já estivesse operante com eficiência a Defensoria, que tem também por atribuição atuar permanentemente nos presídios, é de se questionar se Santa Catarina seria manchete na mídia nacional pela crise em seu sistema carcerário e na segurança pública. Edson T elê Campos Telê Advogado, professor e doutor em Desenvolvimento Regional e Urbano.


OPINIÃO

Desmatamento e vida

Segundo pesquisas recentes, são sacrificadas anualmente grandes extensões de florestas nativas no planeta terra, e cujas respectivas práticas agrícolas destroem milhões de toneladas de solo fértil e arável. E isso é muito grave, pois é a flor da terra que vai embora para as bacias hidrográficas do mundo, atingindo os oceanos e mares. Essa matriz nutriz que vai embora causa miséria e fome em nossas vidas, destruindo a cadeia alimentar. A recuperação dessa camada superior da terra em torno de 15,25 cm rica em húmus e sais minerais requer um período aproximado de 10 mil anos de reciclagem. Estima-se que a região amazônica será um deserto semelhante ao deserto do Saara se continuarmos a agredir suas terras de maneira irracional e irresponsável. Mas não é só no Brasil que as florestas no mundo estão desaparecendo com uma rapidez alarmante; pois cerca de um terço de total de florestas do planeta estarão destruídos nos próximos 15 anos e a cada ano desaparece uma extensão de florestas

equivalente a metade do Estado de Santa Catarina. Grande parte dessa destruição ocorre nos países do Terceiro Mundo, para saciar o apetite de alimentos “fastfood” das populações de países de Primeiro Mundo, bem como outros artigos valorizados como açúcar, café, chá e cacau. Por outro lado, há necessidade de se afirmar que nessas florestas são encontradas essências que poderiam ajudar os seres humanos a controlar enfermidades de maneira natural, como nos ensinam os estudiosos médicos orientais. As florestas também reciclam o ar que respiramos conservando a biodiversidade natural, cuja ausência provoca maior aporte de CO2 à atmosfera. Como vemos, há necessidade urgente da tomada de responsabilidades de governos e sociedade na conservação e proteção da própria vida na Terra.

Ivani Zechini Bueno Professor da UFSC, mestre em Engenharia, agrônomo e gestor ambiental.

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GESTÃO PÚBLICA

Apesar do alto índice de qualidade de vida, cidade enfrenta consequências da falta de planejamento

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mente caótico e na falta de planejamento urbano seus problemas mais evidentes. Fundada em 23 de março de 1726, a capital de Santa Catarina chega aos 287 anos carecendo de ações efetivas que orientem

lorianópolis é uma cidade de contras-

seu crescimento econômico com equilíbrio

tes. Enquanto seu Índice de Desen-

ambiental e social, como forma de contra-

volvimento Humano (IDH, segundo

balançar alguns destes índices contras-

relatório divulgado pela Organização das

tantes que as pesquisas mostram. “É no

Nações Unidas em 2000) é de 0,875, o que

município que as pessoas moram e é de

a coloca entre as cidades brasileiras com

seus governos que a população espera a

melhor qualidade de vida, ao mesmo tem-

solução para seus problemas mais presen-

po, a capital recebe cerca de 10 mil novos

tes”, explica o prefeito Cesar Souza Junior,

moradores por ano, além de dobrar sua po-

em uma afirmação que reforça a respon-

pulação durante a temporada de verão.

sabilidade da administração municipal em

Esse crescimento incontestável, desorde-

apresentar alternativas nesse sentido. E,

nado até, chega a gerar transtornos para a

segundo, acrescenta, há muito o que se

população, que tem no trânsito habitual-

fazer para resgatar, por exemplo, a capaci-


GESTÃO PÚBLICA Foto: Mauro Goulart

Setor de TI já responde por 45% do PIB Fundado pelos bandeirantes, que chegaram às belas terras inicialmente ocupadas pelos índios tupi-guaranis, o povoado de Nossa Senhora do Desterro foi elevado à categoria de Vila em 1726, quando não passava de um aglomerado com pouco mais de 30 casas. Só cerca de 20 anos mais tarde, com a chegada dos colonizadores açorianos é que esse quadro começou a se alterar de forma marcante. Desterro passou a ser Florianópolis, e com o passar dos anos a cidade cresceu muito, mas continuou sendo referência por suas belezas naturais. Uma das três ilhas-capitais do Brasil, em 2011 Florianópolis, possuía, segundo estimativa do IBGE, uma população de 427.298 habitantes, número que a coloca como a segunda cidade mais populosa do estado, superada apenas por Joinville. A economia de Florianópolis é alicerçada nos segmentos da construção civil, turismo, comércio e prestação de serviços, e nos últimos anos também o setor da tecnologia ganhou destaque, sendo responsável por mais de 45% do Produto Interno Bruto (PIB) do município.

dade de investimentos da prefeitura – “hoje

pio e estamos colocando em prática iniciati-

em torno de 4%, para pelo menos 12% já

vas que nos darão condições de disponibilizar

no primeiro ano” - , e para isso prevê, ain-

mais quatro mil vagas”, destaca. Além disso,

da nos primeiros meses de governo, ações

a prefeitura assinou convênio com 53 entida-

relacionadas à modernização administrati-

des, destinando R$ 11,7 milhões para a edu-

va, controle de gastos, ética pública e

cação de quase 6 mil crianças, adolescentes

desburocratização.

e jovens atendidos por ONGs.

Conforme demandas apontadas ain-

Na saúde, na primeira semana de

da durante a campanha à Prefeitura, as

março a administração municipal deu iní-

ações mais contundentes serão referen-

cio ao Mutirão de Exames, viabilizado pelo

tes às áreas de planejamento urbano, edu-

investimento de cerca de R$ 1 milhão. Com

cação, saúde e infraestrutura. Foi em rela-

isso, a expectativa é de que os 23.210 exa-

ção ao planejamento urbano, por exemplo,

mes na fila de espera sejam zerados em

a determinação mais polêmica do início de

até seis meses. E ainda este ano o prefeito

mandato do prefeito, a suspensão, por três

pretende entregar à cidade a entregar a Uni-

meses, da emissão de alvarás para gran-

dade de Pronto Atendimento (UPA) do Jar-

des empreendimentos.

dim Atlântico, através de ação conjunta das

Na área da educação, conforme promessa de campanha, César Souza Junior

secretarias municipais do Continente, de Obras e da Saúde.

aponta como prioridade zerar as filas de espera nas creches. “Atualmente 11,2 mil cri-

ONDE ENCONTRAR

anças são atendidas nas creches do municí-

www.pmf.sc.gov.br

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GESTÃO PÚBLICA

desafios marcam aniversário No ano em que comemora 263 anos, município precisa avançar nas áreas da saúde, educação e infraestrutura

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uma mulher – Adeliana Dal Pont, eleita no pleito de 2012 com mais de 60% dos votos válidos – que ainda em campanha afirmava que sua administração seria planejada, transparente e marcada por grandes ações.

uarta cidade mais populosa do esta-

Em ritmo intenso de trabalho, a ad-

do, (atrás apenas de Joinville,

ministração municipal colocou em prática

Florianópolis e Blumenau), São José

um plano de governo que estabelece me-

chega, em março, aos 263 anos em meio

tas para 100, 180 dias e um ano de gover-

aos desafios para assegurar seu cresci-

no, nas quais se encaixam ações de todas

mento e ao mesmo tempo, garantir o

as secretarias, que tiveram seus titulares

bem-estar dos cidadãos. Para isso, tem

escolhidos a partir de critérios técnicos.

dedicado especial atenção às áreas da

Para garantir recursos, a prefeita reforça a

saúde e educação, consideradas prioritá-

necessidade de implantar um novo estilo

rias pela administração municipal, sem

na administração do município. “Vamos

deixar de investir na infraestrutura e no

reduzir os gastos e utilizar o dinheiro públi-

desenvolvimento econômico.

co de forma eficiente, com condutas que

Pela primeira vez em sua história, o

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município tem à frente do poder executivo

vão do controle da conta de luz à diminui-


GESTÃO PÚBLICA

ção de custos com telefonia e frota de veículos”, explica Adeliana. Tanto nas áreas da saúde quanto da educação, o plano para os próximos meses prevê a melhoria da qualidade do atendimento aos cidadãos, com algumas mudanças implantadas desde os primeiros dias de governo. Na área da Educação, por exemplo, a administração municipal ampliou o atendimento a crianças a partir de quatro meses de idade e, de acordo com a prefeita, estão programadas reformas nas escolas municipais além da abertura de novas unidades. Já na Saúde, Adeliana comemora a redução das filas para a realização de exames laboratoriais como uma das primeiras conquistas da pasta. “A marcação de um simples exame de sangue, por exemplo, chegava a demorar 90 dias. Reduzimos este tempo de espera para uma semana e em breve estes exames de laboratório serão realizados no dia seguinte ao agendamento”, diz a prefeita, que des-

Setor industrial fortalecido Fundada pelos açorianos em 1750, a cidade nasceu como São José da Terra Firme, e ainda conserva em seu Centro Histórico os casarios tradicionais construídos pelos seus primeiros moradores. Sua história é diretamente ligada à da capital de Santa Catarina, Florianópolis, município com o qual faz divisa a leste. Ao norte, seus limites encontram os de Biguaçu e Antônio Carlos, e, ao sul Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz. O rápido crescimento da região tornou as fronteiras entre esses municípios quase imperceptíveis em alguns pontos, formando a região metropolitana da Grande Florianópolis, que concentra mais de um milhão de moradores. Segundo dados do Censo 2010 do IBGE, naquele ano a população de São José era de 209.804 habitantes, com renda per capita de R$ 20.786,92 mil. Com pouca vocação turística, o município é atraente para pequenas indústrias e para o comércio em geral, ocupando o quinto lugar no ranking da economia dos municípios catarinenses, graças, sobretudo, ao grande número de empreendimentos localizados na área industrial que se formou ao sul de São José. Em função do crescimento populacional dos últimos 15 anos, o município vem vivenciando um boom imobiliário, e devido às suas características demográficas, São José é considerada uma das dez cidades mais verticalizadas do país.

taca também a contratação de profissionais, a retomada das obras da Uni-

Fotos: Glaicon Covre

dade de Pronto Atendimento (UPA) em Forquilhinhas como ações efetivas para resolver os problemas na área. Secretária da Saúde de São José por quase dez anos, Adeliana dal Pont acredita que estão nessa área as maiores carências do município. “O presente que gostaria de dar para São José, e estamos trabalhando muito para isso, é melhorar os serviços de saúde para que todos tenham o atendimento que merecem, com dignidade. Acho que em breve poderemos assoprar esta vela e comemorar”, finaliza. ONDE ENCONTRAR www.pmsj.sc.gov.br

Adeliana Dal P ont Pont Prefeita

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SAÚDE

Home care, uma clínica, dentro de casa O atendimento domiciliar (home care) é um conceito de prestação de serviço na área de saúde, enfocando o binômio paciente/família. Este serviço de saúde, capaz de romper os limites da internação hospitalar, permite que sua estrutura convencional seja transferida para um ambiente no qual o paciente provavelmente se sentirá melhor: sua própria residência. O termo home care é de origem inglesa. A palavra home significa lar, e a care traduz-se por cuidados. Portanto, a expressão designa literalmente: cuidados no lar. Em home care, a condição clínica ou enfermidade do paciente torna-se parte de um plano de tratamento global integrado, cuja finalidade é a ação preventiva, curativa e reabilitadora. Por mais de um século, o home care tem sido considerado uma prática muito natural nos Estados Unidos, sinônimo de família e associado à noção de conforto, compaixão e segurança. Com isto, os familiares e amigos procuraram cada vez mais esse serviço, para obterem o apoio necessário. Dentro do conceito de que a saúde deve ser sempre prioridade, a expansão do mercado de home care no Brasil é uma forma de reduzir os gastos com a saúde, ampliando a possibilidade de assistência aliada ao conforto dos pacientes. A fisioterapia possui papel importante na

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melhoria da qualidade de vida de pacientes e familiares. A fisioterapia home care tem o tratamento semelhante ao de uma clínica fisioterápica. Os mesmos recursos são aplicados e a maior afinidade com o fisioterapeuta garante uma recuperação mais eficiente, prazerosa e segura. O objetivo desses atendimentos são de diminuir os números de internações, prevenir futuras internações, manter os cuidados necessários, dar continuidade nas rotinas de pacientes e familiares e controlar situações que possam prejudicar a saúde e recuperação dos pacientes, ser tratado nas acomodações e no conforto do seu lar; ter maior privacidade, ter maior controle e segurança física; ter maior dignidade em um ambiente que não alimenta a ideia de enfermidade; estar em um ambiente de maior socialização; poder contar com o apoio, atenção e carinho da família; recuperar a saúde no menor prazo possível (já foi comprovado que a recuperação, com tratamento na própria casa, é mais eficiente e mais rápida); evitar riscos de infecções cruzadas e receber tratamento e cuidados com qualidade superior à do hospital. Evite hospitais. Trate em sua própria casa. Adriano T iezerini Tiezerini Fisioterapeuta, especialista em Ortopedia e Traumatologia Desportiva Registro Crefito n0 5735 - LTT - F - PR


SAÚDE

Chlorella, o superalimento

Derivado do prefixo “chloros” (verde) e do sufixo “ella” (pequeno), a chlorella é uma alga unicelular de água doce, referindo-se ao extraordinário conteúdo de clorofila que lhe dá a característica cor de esmeralda verde. Durante seu crescimento, a chlorella consegue acumular uma enorme quantidade de nutrientes essenciais ao bom desempenho das funções biológicas do organismo, podendo servir também como uma fonte de alimento, devido a sua eficiência fotossintética, compondo alta proporção de proteínas e nutrientes na sua composição. O alto teor em fósforo proporciona uma melhor e maior atividade cerebral. Seus principais componentes são: vitaminas A, B1, B2, B6, C, E, K, ácido patogênico, ácido fólico, proteínas (18 aminoácidos essenciais) e sais minerais (cálcio, ferro, fósforo, potássio, magnésio, zinco, iodo). As principais indicações são para ajudar na redução de peso; repor nutrientes, vitaminas e sais minerais; diminuir o apetite, melhorar o sistema imunológico e as funções intestinais, para anemia, fraqueza, azia, gastrite, regeneração celular; normalizar a digestão e a função intestinal; estimular o crescimento e a recuperação de tecidos; reduzir o envelhecimento precoce, promover a desintoxicação orgânica, auxilia no restabelecimento da saúde e da pele; ajuda na hipertensão, distúrbios digestivos e cardiovasculares. A chlorella pode ainda ajudar: Nas refeições: para iniciar o dia com maior disposição. Como fonte nutricional extra, principalmente quando legumes e verduras não integram a alimentação cotidiana;

Crianças e adolescentes: Por necessitarem de uma nutrição adequada para garantir um completo desenvolvimento biológico. Ajuda a suprir e aproveitar melhor a absorção dos minerais e outros nutrientes; Fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas: Para compensar as falhas na absorção dos nutrientes não assimilados da alimentação diária e na desintoxicação; Idosos: Permite uma melhor ação e absorção de nutrientes e seleção enzimática. Na terceira idade ocorre uma tendência natural de eliminação dos nutrientes ingeridos. O idoso terá um auxilio na regularização da função intestinal; Atletas e desportistas: Fornecimento de agentes antioxidantes e nutrientes necessários, cooperando com maior vigor e ajudando a evitar fadiga. Para aqueles que buscam mais massa muscular e melhora do peso magro associar ao Colágeno hidrolisado. Em nosso dia-a-dia procuramos selecionar melhor os grupos de alimentos, porém, muitas vezes o moderno ritmo de vida faz com que nos privemos dos alimentos verdes em nossa mesa, sendo, portanto, uma ótima opção para suplementarmos a nossa alimentação. Márcia R eis Reis Terapeuta holística e naturopata – Sint/SC 051 marciareis@hotmail.com

Paralisia cerebral e fonoaudiologia

A paralisia cerebral, também chamada encefalopatia crônica, não progressiva, é uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada pela falta de oxigênio em suas células. Esta lesão pode ocorrer antes, durante ou após o parto, podendo ocorrer através da prematuridade, hemorragia cerebral, má formação do cérebro ou infecção contraída pela mãe durante as primeiras semanas de gestação (rubéola ou citomegalovírus). De acordo com o grau de comprometimento que afeta o tônus muscular, a postura e alterações do desenvolvimento da criança, esta pode vir a apresentar convulsões, distúrbios de comportamento, da cognição, da percepção, distúrbio sensorial e de comunicação. A atuação do fonoaudiólogo no processo terapêutico em crianças portadoras de paralisia cerebral irá intervir nos aspectos da linguagem, fala, deglutição, sucção, mastigação e respiração, além das hipotonias e/ou hipertonias de lábios, língua e bochechas, levando-se em conta a forma, o grau da paralisia cerebral e o nível de locomoção da criança.

Os recém-nascidos apresentam dificuldades na alimentação e incoordenação na sucção-deglutiçãorespiração. Cabe ao fonoaudiólogo orientar pais e/ou os que cuidam da criança portadora de paralisia cerebral sobre a postura, manuseio com a criança, posicionamentos facilitadores, maneiras adequadas de higienizar e alimentar a mesma, além das formas de interagir e estimular esta, através de atividades diárias. Qualquer duvida, com relação a paralisia cerebral, procure um fonoaudiólogo. Dra. Suani Bueno CRFa 8047-SC/Audiologia 5601/2011 Fonoaudióloga e Especialista em Audiologia Clínica e Ocupacional. / suanibueno@ig.com.br

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GASTRONOMIA

Proposta

diferenciada U

ma casa de vinhos que traz o conceito

escolhidos cuidadosamente e diretamen-

de gastrobar, oferecendo a possibilida-

te com os produtores na França.

de de degustar novidades da alta gas-

Para acompanhar os vinhos, há as

tronomia e bons vinhos, em um ambiente

tapas elaboradas pelo Chef Nelson Valbue-

aconchegante e informal. Essa é a propos-

na, que tem formação em casas da França

ta do La Cave, aberto recentemente em

e Espanha. Aqui, os aperitivos ganham um

Florianópolis. A idéia foi inspirada no Cave

perfil da culinária francesa, preparados com

35, bar à vin da famosa cidade francesa de

ingredientes locais e importados, mas sem-

Nice, do qual Ludovic Boudouin, um dos

pre preservando um tom informal. Em mar-

proprietários do La Cave, também é sócio,

ço, estreia o novo cardápio que terá, entre

em parceria com os amigos Gustavo Este-

outras receitas, o Atum vermelho com aba-

ves de Alcântara, Isadora Gomes Rubim e

caxi caramelizado, camarão confitado e

Priscila Moreira da Silva.

vieiras.

Um dos diferenciais da casa é a ofer-

O projeto arquitetônico, desenvolvido

ta, em taça, de rótulos de diversas regiões da França, entre eles espumantes, cham-

Nelson V albuena Valbuena Chef do La Cave

panhes, tintos, brancos e rosés. A WineSta-

FAÇA TAMBÉM

tion, um moderno equipamento, permite

Atum vermelho com abacaxi caramelizado, camarão confitado e vieiras

servir vinho em taça, preservando a qualidade e as condições originais da bebida, mesmo depois de a garrafa aberta, e mantendo o vinho na temperatura ideal e em

Fotos: Divulgação

excelente estado por até 60 dias. Assim, o enófilo pode ter acesso às bebidas mais refinadas – e com preços mais elevados -, pois pode degustar apenas uma taça. Os vinhos selecionados pelo La Cave são resultado de uma parceria com a importadora Empório Mundo, do francês Didier Simon. Os produtos são

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Ingredientes 150g de atum vermelho 100 g de abacaxi 2 unidades de camarão 2 unidades de vieira Manteiga Açúcar mascavo Champanhe rosé Cointreau Azeite de oliva Para a redução das frutas vermelhas Variedade de frutas vermelhas Manteiga Açúcar Cointreau Cognac Vinho tinto


GASTRONOMIA

Degustação de vinhos nobres franceses em taças e tapas preparadas cuidadosamente são as atrações do La Cave

por Henrique Pimont, se inspira em modelos europeus. O ambiente combina materiais naturais, rústicos e tecnológicos. Predominam o preto do alumínio e o cinza do concreto. No terraço foi utilizado mobiliário de madeira de demolição e de alumínio, valorizando cada peça pelo contraste. O La Cave funciona de segunda a sábado das 14h às 03h e todos os vinhos oferecidos no menu estão também à venda na boutique anexa ao bar. ONDE ENCONTRAR www.lacavebar.com.br

Para a decoração Flores comestíveis Sal negro do Havaí Sal persa azul Preparo Descascar o abacaxi e cortar em 2 pedaços retangulares idênticos. Envolvê-los de açúcar e manteiga, caramelizá-los numa frigideira até que adquiram uma coloração dourada. Cortar o atum em 2 pedaços retangulares, dourar e flambar com Cointreau e reduzir com champanhe. Dar volta e volta no camarão e vieiras numa frigideira bem quente, com pouco azeite, 20 segundos cada lado. Redução das frutas vermelhas: Numa frigideira, colocar as frutas, o açúcar e a manteiga por 5 minutos, mexendo delicadamente algumas vezes.

Flamear com Cointreau, Cognac e acrescentar o vinho com o champanhe rosé até que reduza o liquido e reservar. Montagem Pincelar o prato com o molho, seguir com o atum como ponto focal do prato. Guarnecer com o abacaxi caramelizado com os camarões e vieiras. Decorar o prato com as flores, o sal do Havaí e sal persa.

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OPINIÃO

A determinação de Rosa Parks

Imagine-se sozinha contra um passado opressivo, de histórias quase sempre tristes, temendo as incongruências do presente, mas com a consciência necessária para acreditar em mudanças futuras. Pode ser dessa forma que uma empresária recém-chegada ao mercado enxergue um mundo que se diz economicamente estabilizado. E, se for o caso, nada mais apropriado que conhecer a história da costureira Rosa Parks, mulher símbolo da determinação para mudar. Nascida no Estado do Alabama, nos Estados Unidos, Rosa Louise McCauley, ou apenas Rosa Parks, como viria a ser internacionalmente conhecida, decidiu que não era diferente das demais pessoas por causa da cor de sua pele. E assim, num dia comum, mais precisamente em 01/12/1955, a costureira negra não concordou em ceder seu lugar no ônibus para uma pessoa de cor branca, num tempo em que isso era a lei. Desde 1932, Rosa estava casada com Raymond Parks, membro da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP). Com sua determinação, a costureira tornou-se militante pelos direitos civis dos negros – o que culminou com a sua inequívoca recusa dentro do ônibus.

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Aquele foi, então, o estopim para uma forte onda antissegregacionista. Martin Luther King Jr, o pastor que pregava o combate à desigualdade racial através da não violência e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, apoiava a atitude de Rosa e ainda incentivava que as outras pessoas também fizessem o mesmo. O pequeno gesto mostrava a sua real grandeza. Os tempos são outros. Aqui como lá fora, as possibilidades para pessoas de todas as cores são maiores, apesar de que o equilíbrio ainda está distante. Econômica e socialmente a sociedade sempre precisará daquele tipo de líder que enxerga no outro sua própria identidade. De tal modo, a empresária que adquire a determinação para mudar pode ir até mesmo além do que imagina, superando não só os obstáculos (e os preconceitos) do passado e do presente, mas transformando o universo ao seu redor porque o futuro promissor é construído, também, com pequenos gestos.

Evandro Duarte Jornalista - evandroarte@gmail.com


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28ª Edição - Revista O Empresário