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Edição 032

| Novembro/Dezembro 2013

ESPECIAL A força do hipismo catarinense

CONSUMO Shopping apostam em prêmios caros para conquistar clientes

IMPOSTO

Micro e pequenas empresas na mira da Fazenda


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Novembro/Dezembro - 2013


Novembro/Dezembro - 2013

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APEDIDO

Dr. Waltoir Menegotto Por volta de 1981/82, conheci o Dr. Menegotto, que já exercia a advocacia em Florianópolis. Foram contatos rápidos, episódicos e lembro que ele apoiava a Diretoria presidida pelo saudoso Dr. Evilásio Caon, que, na verdade, não tinha opositores ferrenhos, tal o respeito pessoal e profissional que todos dispensavam ao Dr. Caon. O Dr. Menegotto, embora não compusesse a Diretoria ou o Conselho da Ordem, prestou valioso apoio interno ao Presidente Caon na organização da Conferência Nacional, aqui realizada em 1982, um grande acontecimento na história da OAB catarinense. Na eleição seguinte, Menegotto acompanhou a corrente do Dr. Lenzi e no período seguinte a do Dr. De Bem, conquistando então, num pleito bastante disputado, uma cadeira. Começava Menegotto uma caminhada fulgurante na OAB, evidenciando sua capacidade de trabalho, sua lealdade com os companheiros de chapa e sobretudo à instituição, conquistando passo a passo a admiração e o respeito de quantos ligados à Ordem. Em 1986, numa eleição memorável, em que uma corrente de advogados, sob a liderança do ex-Presidente Sadi Lima, empenhava-se com grande afinco por mais um período no comando da OAB, formamos um grupo do qual faziam parte jovens advogados que revelavam nítida liderança em questões associativas da advocacia, entre eles João Henrique Blasi, Fernando Carioni, Jorge Mussi e Antônio Hugen. Pela idade, acabei coordenando a chapa de uma corrente que estava há cerca de seis anos fora da direção da Ordem. Percorremos o Estado inteiro, em caravanas de fins de semana, levando uma mensagem de renovação a todos os advogados, animadas as longas viagens de ônibus pelo saudoso Cláudio Carioni, com suas tiradas bem humoradas e a primorosa imitação caricatural. Do outro lado os Caon; Amauri Ferreira, cuja liderança oabiana - expressão criada ou difundida pelo Lenzi -, despontava com muita firmeza; Menegotto, Iran Wosgrau, Nicolau Pitsica e, naturalmente Sadi Lima, formavam uma chapa imbatível. Vinte e quatro vagas no Conselho, a situação elegeu 12 e a oposição igualmente 12. Fiéis da balança, os membros natos votaram em maioria com a oposição. Fui eleito Presidente e iniciamos o mandato em fevereiro de 87, para um período que se prognosticava trabalhoso e afirmativo. Amauri e Menegotto, já agora opositores, sentavam-se nas primeiras cadeiras do plenário da rua Padre Miguelinho. Vigilantes, atentos a tudo, manifestavam-se com muita competência e interesse em quase todas as matérias. Sem renegar suas convicções opositoras, am-

bos não hesitavam em apoiar a Diretoria nas questões de interesse da Ordem. Foi um período de frequentes viagens ao interior do Estado em visita às Subseções em que o trabalho e a participação do conjunto de conselheiros, da situação ou oposição, era extremamente relevante e necessário, até porque, a par de encontros de Subseções no interior, tencionávamos sediar em Florianópolis um Congresso Estadual de Advogados, ao ensejo mesmo dos trabalhos constituintes, em plena efervescência e concretização. No meio do mandato, o 1º Secretário, João Henrique Blasi é convocado pelo saudoso Governador Pedro Ivo Campos para substituir o também saudoso Dr. Cid Pedroso, Secretário da Justiça, que fora nomeado Desembargador. Aberta a vaga, teríamos nomes de expressão dentro da nossa chapa para escolher o substituto do Dr. João Henrique na 1ª. Secretaria.Mas a figura do Dr. Waltoir Menegotto, presente em todos os instantes da vida da Ordem, nas sessões ordinárias ou comemorativas, nas comissões, em viagens ou em outras eventuais missões que lhe eram confiadas, levou-nos, de imediato, a convidá-lo para integrar a Diretoria, o que ele acolheu com o sorriso franco e aberto que sempre ostenta, certo de que poderia prestar mais uma excelente colaboração à Ordem. Dias depois, foi sufragado com expressiva votação e manteve, nos meses seguintes, como o faria nos anos que se sucederam, sua profunda devoção às coisas da Ordem, uma conduta ética irrepreensível, uma dedicação insuperável a tudo quanto dissesse respeito à entidade. Foi mais um dos eficientes e leais companheiros de Diretoria da OAB que tivemos em nossos saudosos mandatos de presidente. Não se desligou mais da Ordem, a não ser após o último pleito, em que, Vice-Presidente na gestão Paulo Borba, não conquistando a vitória a sua chapa, soube perder com muita dignidade. É um profissional dedicado, competente e operoso, chefia prestigiada banca de advogados, em cuja equipe também trabalham seus filhos, desfrutando do maior apreço e respeito em toda a cidade. É um homem cordial, amigo de seus amigos, adversário sempre leal, é, enfim, um vitorioso, que colhe, agora, justas e merecidas homenagens pelos 35 anos de honrados e valiosos serviços à advocacia. Integro-me com muita alegria a esse momento de felicidade que desfruta com sua mulher, D. Jane, seus filhos e netos e seus amigos, entre os quais orgulhosamente me incluo. João José Ramos Schaefer


APEDIDO

Agradecimento Dr.João José Ramos Schaefer, colega e amigo do coração. Você é brilhante advogado, destacado profissional que acumula credibilidade por onde atua e atuou. Foi destacado Desembargador e Presidente do egrégio Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Foi ilustre, digno, honrado, operoso e incomparável Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção de Santa Catarina, por mais de uma oportunidade.

São 35 anos de trabalho sério, baseado na ética profissional fruto de sua invejável memória, competência e inteligência, foram e o melhor presente que poderia tercom recebido completei no comprometimento osquando clientes 35 anos de atividades profissionais como advogado e de dedicação à nossa OAB/SC. e com a sociedade. Suas palavras em retrospectiva à minha atuação profissional nestes longos anos,

A OAB/SC, não é reconhecida somente pelo seu presente ou aquilo que possa realizar no futuro, mas simconquistadas pelo seu passado, Opor reconhecimento e as amizades por sua história, pela de seus membros e pela dedicação destes

são consequências naturais, às lutas que enfrentaram e venceram. mas manifestação apreço Dr.cada Schaefer, você é um destesde homens, orgulho dos Advogados Catarinenses. que recebemos é motivo de orgulho e confirma que há mais de três décadas Teu sempre fiel amigo. escolhemos o caminho certo. Waltoir Menegotto.


Prezado leitor,

Terezinha Bonfanti / Cabelo e maquiagem Marlene Fernandes (Le Visage)

EDITORIAL

Andreia Thives Borges

A

Expediente

nossa matéria de capa tem o tom de alerta: as micro e pequenas empresas catarinenses estão na mira do Fisco estadual. A fiscalização, que começou em 2012 e será intensificada a partir de dezembro desse ano, tem como

base um grande cruzamento de dados que permite encontrar in-

DIREÇÃO Andreia Thives Borges

consistências nas prestações de contas. Ouvimos representan-

JORNALISTA RESPONSÁVEL

tes do Estado e de entidades de classe para ajudar nossos leito-

Carla Pessotto - MTb 21692 - SP

res a entender esse movimento e regularizar as pendências. Para

TEXTOS

completar, na entrevista, o secretário nacional das MPEs, Guilher-

Carla Pessotto - MTb 21692 - SP

me Afif Domingos, fala das ações que o governo federal está rea-

Luciane Zuê - SC 00354 -JP Márcia Quartiero

lizando para incentivar esses negócios, principalmente relacionadas à redução da burocracia.

DESIGN GRÁFICO

Já que estamos falando em empreendedorismo, nessa edi-

Luciane Zuê PLANEJAMENTO EXECUTIVO

ção também temos um case que merece ser relatado: o do em-

Andreia Borges Publicidade Ltda

presário de Blumenau Salmo de Souza, que trocou o varejo de

COMERCIALIZAÇÃO

matérias de acabamento para a construção civil pelo negócio de

Andreia Borges Publicidade Ltda

desenvolver ralos diferenciados. O resultado apareceu na receita

contato@revistaoempresario.com.br andreia.revista@gmail.com

do primeiro ano da empreitada, que alcançou R$ 1 milhão. Outro destaque é uma reportagem especial sobre o hipis-

REPRESENTANTE

mo catarinense, mostrando o crescimento do esporte e quem

Virtual Brazil - Paulo Della Pasqua paulo@virtualbrazil.com.br FONES

são os atletas de destaque. Essa é a última edição do ano, por isso aproveitamos para desejar a você um Natal cheio de paz e um ótimo início de ano.

(48) 3034 7958 TIRAGEM

Boa leitura.

8.000 exemplares

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Novembro/Dezembro - 2013


índice

08 capa 10 construção civil 14 20 decoração & interiores case de negócios 24 coluna mercado 32 empreendedorismo 34 varejo 39 esporte 43 cultura 58 social 60 entrevista

Guilherme Afif Domingos, secretário nacional de MPEs

Micro e pequenas empresas na mira da Fazenda

Palhoça tem os primeiros edifícios verdes de Santa Catarina

Jardim em Conserva oferece terrários exclusivos e sustentáveis

Livrarias Curitiba planeja expandir ainda mais a atuação

Negócios & tendências

Como um ralo se transformou em negócio de R$ 1 milhão

Hippo começa expansão pela Pedra Branca

A força do hipismo catarinense

O duplo talento de Ruy Marschall

Os 35 anos da AM Sinduscon inaugura sede própria

Novembro/Dezembro - 2013

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ENTREVISTA / Guilherme Afif Domingos

"Simples universal vai expansão das MPEs” Redução da burocracia está relacionada ao aumento de investimentos, defende Secretário Nacional do setor Atualmente, cerca de 8 milhões de empresas no país estão inscritas no regime simplificado de tributação, o Simples Nacional. O número é bem superior aos 1,3 milhão de empreendedores cadastrados em julho de 2007, quando entrou em vigor o sistema. Mas pode aumentar ainda mais caso seja aprovado o projeto de lei em tramitação na Câmara de Deputados que permite a inclusão de todas as categorias no Simples, tendo como único parâmetro para participação o faturamento. Pelo texto, o acesso seria franqueado a quaisquer microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil e a todas empresas de pequeno porte (faturamento anual de até R$ 3,6 milhões). A universalização do Simples, como está sendo chamada a proposta, tem como um dos principais defensores o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, que também apóia o fim da substituição tributária para empresas inscritas no regime e a unificação de obrigações acessórias, bem como maior agilidade na abertura e fechamento de empresas por meio de uma rede unificada, a Redesim. Em entrevista a O Empresário, o ministro explica os benefícios que essas mudanças poderão trazer e garante: “Todas as micro e pequenas empresas, independentemente dos estados onde estão localizadas, são estratégicas para o desenvolvimento econômico do país”. O Empresário - Qual o impacto que a adoção do Simples universal poderá trazer para a economia? Há alguma estimativa no que se refere à geração de emprego e novos investimentos? Guilherme Afif Domingos - Existe uma ligação direta entre a redução da burocracia excessiva e o aumento da empregabilidade e dos investimentos por

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parte dos empreendedores. Com a universalização do Simples, os privilégios previstos pela Constituição de 1988, especificados no artigo 179, serão definitivamente consagrados, assegurando a efetiva expansão das micro e pequenas empresas, independentemente da atividade. OE - Quais setores serão os mais beneficiados? Afif – A ideia do Simples universal é corrigir a restrição atual, não selecionando nenhuma categoria em particular, mas, sim, beneficiando todos os segmentos. O que se quer é garantir que toda e qualquer empresa que fature até R$360 mil por ano, caso das microempresas, e até R$ 3,6 milhões por ano, limite em que incidem as pequenas empresas, sejam beneficiadas pelo Sistema. Não dispomos de prognóstico a respeito de quantas empresas poderão se beneficiar com a universalização, o que podemos dizer é que esta medida tem por objetivo alcançar o universo de todas as MPEs, que hoje somam mais de sete milhões de CNPJs, além de empresas formadas por profissionais liberais, como jornalistas, advogados, etc. OE - Em Santa Catarina, a Secretaria da Fazenda lançou no ano passado a Operação Concorrência Leal, cobrando o ICMS, relativo aos exercícios de 2011, das empresas cadastradas no Simples Nacional. Uma iniciativa praticamente idêntica à tomada recentemente pela Receita Federal, com a Operação Alerta Simples. Como o senhor analisa esse “cerco” fiscal às empresas do Simples, baseado principalmente em informações do cartão de crédito? O segmento tem como quitar esses débitos e as multas que podem chegar a 250%? Afif – Em caso de autuação, abre-se a possibilidade de ampla defesa, que será exercida segundo a situação de


ENTREVISTA / Guilherme Afif Domingos

com outros que geram obrigações acessórias, a exemplo do fisco municipal. Uma das propostas da SMPE é unificar todas as obrigações acessórias. A ideia é verticalizar as informações aos órgãos de governo tanto quanto o Simples verticaliza as obrigações principais (referente ao pagamento de impostos).

Foto: Divulgação

garantir a

cada empresa. Somente existirá débito se a defesa das empresas não for acatada. Não tenho notícias de que exista “cerco fiscal às empresas do Simples”. É absolutamente normal e esperado que haja fiscalização tributária em todos os setores de atividade. OE - Apesar da palavra “Simples”, as micro e pequenas empresas têm inúmeras obrigações acessórias para com a Fazenda Estadual e a Receita Federal. Como simplificar e desburocratizar os procedimentos? Afif– A meta da SMPE é reduzir as obrigações acessórias. Vamos centralizar as exigências, eliminando o que é redundante, desnecessário. Isso será possível com a criação do portal Empresa Simples. Criaremos uma única janela e, apenas com a digitação do CNPJ da empresa, será possível cumprir todas as exigências indispensáveis. OE - Da maneira como é colocado, parece que a empresa deixará de acessar a Fazenda ou a Receita Federal e passará a enviar informações para este portal. É possível esclarecer um pouco mais esse ponto? Afif - Não apenas com esses dois órgãos, mas também

OE - O senhor acredita que os Estados aceitarão abrir mão do regime de Substituição Tributária, um dos pontos previstos no projeto que pretende universalizar o Simples Nacional? Afif - Os Estados não precisam abrir mão do regime de Substituição Tributária. Ele pode e deve ser mantido para os setores com produção concentrada, comercialização pulverizada e relevância na arrecadação de imposto, que já possuíam esse regime antes da criação do Simples Nacional (combustíveis, cigarros, águas, refrigerantes, cervejas e vários outros). O que se discute hoje é que a ampliação da Substituição Tributária, depois da criação do Simples Nacional, anulou os benefícios do regime tributário favorecido para as MPEs. OE - A promessa de agilizar a abertura e fechamento de empresas é antiga. Como o senhor pretende, efetivamente, tirá-la do papel? Afif – Estas medidas estão consubstanciadas na Redesim, que foi criada por lei, e que é a Rede de Simplificação do Processo de Abertura e Fechamento de Empresas. A Rede, para o âmbito da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, será utilizada como um instrumento efetivo de desburocratização, de simplificação das relações entre o governo e o setor empresarial. Essa é uma diretriz da presidenta Dilma Rousseff e realizaremos uma revolução o empreendedor brasileiro é trata do. OE - Qual o conselho que o senhor daria aos micro e pequenos empresários catarinenses? Afif – Todas as micro e pequenas empresas, independentemente dos estados onde estão localizadas, são estratégicas para o desenvolvimento econômico do país. Na realidade, não há diferença alguma entre uma microempresa de São Paulo e outra de Santa Catarina ou do Piauí. Elas convivem com problemas e dificuldades idênticas, como, por exemplo, juros e burocracia que dificultam acesso ao crédito, incapacidade de prospecção de fornecedores e de exportar. Esses e outros problemas são os alvos da SMPE para implantar no Brasil um ambiente favorável ao empreendedorismo. Reportagem: Márcia Quartiero

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CAPA

Micro e pequenas

empresas viram alvo da fiscalização da Fazenda analisados.

A ação, bati-

zada de Concorrên-

Cerca de R$ 100 milhões em impostos atrasados foram recolhidos até setembro

E Adilson Cordeiro Presidente CRCSC

cia Leal, também marcou o início de uma nova fase na relação do Fisco estadual com as empresas de pequeno porte. “A frase ‘peixe pe-

m dezembro de 2012, a Secretaria da

queno não é pego’, ainda hoje utilizada por

Fazenda deflagrou uma operação que,

alguns empresários, deixou de ter senti-

numa tacada só, apontou irregularida-

do”, constata o presidente do Conselho

des em 72 mil micro e pequenas empre-

Regional de Contabilidade de Santa

sas (MPEs) catarinenses, dentro de um

Catarina (CRCSC), Adilson Cordeiro.

universo de 130 mil empreendimentos

O trabalho da Fazenda está calcado Foto: Divulgação

em um amplo cruzamento de dados, que seria praticamente impossível até poucos anos atrás. A partir de 2008, porém, com a implantação gradativa do Sistema de Público de Escrituração Digital (Sped), as empresas começaram a migrar para o universo digital, passando a enviar informações online para a Receita Federal e às secretarias da Fazenda ou de Finanças nos estados e municípios. Era o início da Nota Fiscal eletrônica (NF-e) e, também, do surgimento de equipes especializadas em “ler” as informações enviadas pelo contribuinte. Em Santa Catarina, criou-se o Grupo de Especialistas em Simples Nacional (Gessimples), que tem à frente o auditor Luiz Carlos de Lima Feitoza. De acordo com ele, no caso da Operação Concorrência Leal, foram confrontados dados decla-

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CAPA

FIQUE POR DENTRO Operação Concorrência Leal – Deflagrada em dezembro

Fiscalização - As empresas optantes do Simples Nacio-

do ano passado, apurou irregularidades em 72,7 mil em-

nal que não regularizaram espontaneamente a situação

presas enquadradas no Simples Nacional em Santa

(cerca de 10 mil) receberão a fiscalização a partir de fe-

Catarina, com base no cruzamento eletrônico das infor-

vereiro de 2014. Nas visitas, não serão analisados ape-

mações contidas na Declaração Anual do Simples Naci-

nas os dados de 2010 e 2011, mas documentos relativos

onal (DASN) com os dados de compras efetuadas pelo

a todo período prescricional ou decadencial.

Governo do Estado e pelas prefeituras catarinenses, além do Demonstrativo de Créditos Informados Previamente

Segunda Etapa –Ainda este ano deve ser anunciada a

(DCIP), da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e das

Operação Concorrência Leal II, referente ao ano de 2012.

credenciadoras de cartão de crédito e débito.

Ela será baseada no cruzamento de um número maior de fontes de informação, ampliando, dessa forma, os filtros e as malhas. Em 2014, entrarão no foco da Fazenda também as empresas transportadoras, que ficaram fora da primeira fase. Poder de fogo - A Fazenda adquiriu um computador (DW – Data WareHouse) que possibilitará cruzar e processar dados em poucas horas. O equipamento permite operacionalizar as rotinas de controle, a exemplo da Operação Concorrência Leal, em períodos contínuos, ficando os técnicos só com o trabalho de análise dos resultados e execução das tarefas. Será uma importante ferramenta para identificar empresas constituídas por meio de laranjas”, criadas exclusivamente para “diluir” o ganho de um empreendimento, quando este ultrapassou ou está prestes a ultrapassar o limite de faturamento do Simples e ser excluído do Sistema - muito mais vantajoso em termos tributários. (MQ).

rados em 2011 na Declaração Anual do

do equacionadas com uma simples cor-

Simples Nacional (Dasn) com valores ob-

reção nos dados, sem nenhum desembol-

tidos via NF-e, cartão de crédito e total de

so financeiro. A maioria, porém, teve que

vendas efetuadas a municípios e Estado

puxar o talão de cheques. Conforme

e, também, para empresas que não estão

Feitoza, entraram até setembro deste ano

enquadradas no Simples Nacional e que

nos cofres do governo cerca de R$ 100

são obrigadas a informar a aquisição para

milhões por conta da operação. Como o

poderem se creditar do valor. “Apuramos

ICMS corresponde a 25% do total dos

inconsistências entre a receita bruta infor-

impostos pagos por uma empresa do Sim-

mada e a efetivamente registrada”, diz Fei-

ples, o valor da conta ficou quatro vezes

toza. Feita a constatação, foi dado um pra-

maior, pois também foram calculados os

zo para as empresas espontaneamente

débitos referentes à União.

fazerem a retificação. Algumas pendências acabaram sen-

Reportagem: Márcia Quartiero

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CAPA

Novas cobranças ainda este ano

P

dação pública". As críticas à adoção do regime de substituição tributária para as MPEs têm o apoio incondicional do contador Valdir Pietrobon, presidente da Fenacon, entidade nacional que representa 400 mil empresas dos diversos segmentos do setor

ara o auditor Luiz Carlos de Lima

de serviços e tem uma posição destacada

Feitoza, o Estado está fazendo o seu

no movimento em favor da ampliação dos

papel, que é garantir condições iguais

benefícios do Simples Nacional (confira en-

de concorrência a todos. “Uma empresa que

trevista sobre o assunto nas página s 8 e

omite faturamento acaba ficando numa si-

9). “Pelos nossos cálculos, a substituição

tuação vantajosa em relação àquela que

tributária tira em média 20 a 23% da

paga seus tributos em dia”, observa.

competitividade das empresas enquadra-

O presidente da Fecomércio, Bruno

Até dezembro, será deflagrada segunda etapa da Operação Concorrência Leal

consequente aumento saudável da arreca-

das no Sistema”, ressalta.

Breithaupt, concorda em parte com esse

Independentemente das críticas, a

raciocínio. “Nossa entidade defende a

Secretaria da Fazenda dará andamento à

completa formalização das empresas e o

Concorrência Leal, visitando a partir de fe-

combate às práticas ilegais, valorizando o

vereiro 2014 as cerca de 10 mil empresas

bom comerciante, aquele que está em to-

notificadas em dezembro passado e que

tal conformidade com as leis”, observa.

não regularizaram a sua situação. Com o

“Entretanto, os governos estaduais têm de

agravante de que a orientação dada aos fis-

estar abertos a temas de forte relevância

cais é verificar os dados desde 2009. “Se

para as MPEs, como a substituição tribu-

fosse dar um conselho, diria a estes em-

tária, que vem corroendo de maneira ace-

presários que retifiquem o mais breve pos-

lerada qualquer tipo de benefício que o Sim-

sível as informações que por ventura es-

ples Nacional trouxe para o segmento”,

tejam pendentes”, observa o presidente do

acrescenta. Para ele, “o papel do governo

CRCSC, Adilson Cordeiro.

não é apenas aumentar a fiscalização, mas

Ainda este ano, o Fisco Estadual

também facilitar a vida do empresário, ge-

deflagra a segunda fase da operação, des-

rando desenvolvimento econômico e

ta vez referente aos dados de 2012, utili-

Foto: Cléia Schmitz/Divulgação

zando-se de um número ainda maior de fontes para verificar se o imposto foi pago corretamente. Já na esfera da União, a Receita Federal lançou recentemente o Alerta Simples Nacional, que tem como objetivo alertar as MPEs sobre irregularidades nas informações declaradas, para que elas possam retificá-las, evitando futuras autuações. (MQ).

Equipe do Gessimples: os auditores fiscais Júlio César Narciso (E), Luiz Carlos de Lima Feitosa e Soli Carlos Schwalb (D)

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Fotos: Divulgação

Rodolfo Grosskopf Presidente Fecontesc

Valdir Pietrobon Presidente Fenacon

Dica de especialistas para evitar problemas

O

CAPA

presidente da Federação dos Con-

à Receita”, exemplifica. Na sua avaliação,

tabilistas do Estado de Santa Cata-

além do contador, os técnicos do Sebrae têm

rina (Fecontesc), Rodolfo Grosskopf,

um papel fundamental para mudar a menta-

afirma que não adianta os micro e peque-

lidade e profissionalizar o segmento. Audi-

nos empresários tentarem esconder seus

tor fiscal, o deputado estadual Renato Hinnig

dados do Fisco. “Uma hora, eles acabarão

avalia que a primeira providência para man-

sendo pegos e terão que encarar multas

ter os fiscais longe da empresa é trabalhar

bastante elevadas”, observa. Na sua avalia-

dentro da legislação. “Ainda é comum se cri-

ção, esta é a hora de os empreendedores

ar empresas-laranja para não ultrapassar o

buscarem a ajuda dos seus contadores para

limite máximo de faturamento permitido no

efetuar os ajustes e planejamentos neces-

Simples”, observa.

sários.O presidente do CRCSC, Adilson Cor-

Já o auditor Luiz Carlos de Lima

deiro, reforça essa opinião: “O profissional

Feitoza, do Gessimples, aconselha os con-

da Contabilidade está inserido neste con-

tribuintes a ter um sistema gerencial que

texto e é a pessoa mais indicada para lhes

converse com o sistema contábil. “É mui-

dar as dicas diárias capazes de evitar abor-

to comum a contabilidade não refletir as

recimentos com o Fisco”.

transações nem a realidade financeira do

O presidente da Fenacon, Valdir

estabelecimento, o que torna ainda mais

Pietrobon, considera que a classe empresa-

transparentes omissões e eventuais tenta-

rial, via de regra, está mal preparada e des-

tivas de sonegação.” Para o representante

conhece as muitas obrigações exigidas pelo

da Fazenda, o empresário sonega porque

Fisco. “Ainda hoje, escuto empreendedores

acha que é ele quem paga o imposto e não

dizendo que encerraram as atividades sim-

o consumidor final, como acontece no caso

plesmente batendo a porta, sem comunicar

do ICMS. (MQ).

Boa parte da classe empresarial desconhece muitas das obrigações do Fisco

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Pedra Branca tem terceiro empreendimento a receber a pré-certificação Leed

L

Foto: Divulgação

CONSTRUÇÃO CIVIL

ançado oficialmente em setembro, o edifício comercial Atrium, localizado no bairro Pedra Branca Cidade

Sustentável, agrega-se a outros dois empreendimento do local a integrar o grupo de “edifícios verdes” ao receber a précertificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), um sistema de certificação reconhecida internacionalmente que identifica, classifica e estimula a implantação de estratégias de alta performance ambiental e eficiência energética de projetos e construções de edifícios.

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recebeu a primeira pré-certificação nível

Para receber a certificação, os em-

Gold de Santa Catarina. Antes disso, o

preendimentos são analisados segundo

Office Green, que tem previsão de entre-

sua categoria, levando-se em conta sete

ga para o final de 2013, havia conquistado

critérios que avaliam da eficiência do uso

o nível prata, e em janeiro deste ano a Tor-

de água e materiais e recursos, à priorida-

re I do Corporate Center também foi pré-

de regional, itens que rendem pontos na

certificada na mesma qualificação.

avaliação realizada pelo Green Building

De acordo com o presidente da Pe-

Certificaion Institute (GBCI). O uso de ma-

dra Branca Cidade Sustentável, Valério Go-

teriais reciclados e a implantação de solu-

mes, essas conquistam refletem a disposi-

ções como economizadores de água e de

ção da empresa em implantar um novo esti-

energia e outra tecnologias podem garan-

lo de vida, onde o conjunto das necessida-

tir, por exemplo, até 13 pontos no sistema

des diárias – moradia, trabalho, estudo, lazer

Leed de avaliação Green Building.

e convívio – esteja integrado em um mesmo

O Atrium - cujo projeto foi desenvol-

espaço, com qualidade e sustentabilidade.

vido pelo Studio Domo Arquitetura e

“O Atrium possui uma série de requisitos

Design - alcançou 62 pontos no somatório

relacionados à promoção da saúde humana,

das sete categorias analisadas e com isso

preservação ambiental e uso racional dos re-

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CONSTRUÇÃO CIVIL

SAIBA MAIS 

A certificação LEED fornece padrões que definem o que é um Green Building. Trata-se de um processo em que os critérios técnicos de avalia-

cursos naturais, que possibilitam a criação

ção propostos são constantemente revistos e aprovados através de um

eficiente de uma ponte entre trabalho e bem

processo de discussão aberto à participação de mais de 16 mil associa-

estar, indispensável quando se busca quali-

dos que fazem parte do U.S. Green Building Council (USGBC).

dade de vida”, explica. Entre os requisitos apontados por

 A pontuação conquistada nos diversos itens analisados define a classificação: Certificado (40 a 49 pontos), Prata (50 a 59 pontos), Ouro (60 a 79

Gomes estão a geração e uso de energia

pontos) e Platina (80 a 110 pontos).

renovável de placas fotovoltaicas na cobertura, economia de mais de 35% de água



Os produtos utilizados na obra têm peso na avaliação LEED, mas não basta que sejam “verdes”. É preciso que tenham qualidade, durabilidade,

potável, com vasos de duplo fluxo, mictó-

que se conheça a origem, as condições em que os produtos foram fabri-

rios e torneiras eficientes; central de arma-

cados, e se foram considerados fatores externos, como por exemplo o

zenamento e separação de resíduos para

transporte dos materiais, a distância percorrida pelo produto para chegar

reciclagem na fase de operação e sistema

até a obra, dentre outras questões.

de automação e controle predial, que per-



Embora em Santa Catarina só os três empreendimentos da Pedra Branca

mite a medição e verificação on-line do con-

Cidade Sustentável tenham conquistado a certificação, o Brasil está entre

sumo de água e energia do edifício.

os quatro países que mais possuem o selo de construção sustentável (presente hoje em 143 países). Segundo dados do Conselho de Construção

ONDE ENCONTRAR

Sustentável do Brasil (GBC Brasil), são, atualmente, 82 empreendimentos certificados e 620 em processo de obtenção do selo.

www.atriumpedrabranca.com.br

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CONSTRUÇÃO CIVIL

Depois de 33 anos, Sinduscon da Grande Florianópolis inaugura sede própria

E

ntidade que representa formalmente o segmento, o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon Grande

Florianópolis) comemorou no dia sete de novembro uma conquista importante, com a inauguração de sua nova sede, na Avenida Rio Branco, região central da Capital. Além de materializar um ideal que motivava diretoria e associados desde a fundação do Sinduscon local, há 33 anos, a nova sede evidencia em seu projeto a preocupação da entidade com aquilo que considera indispensável para o desenvolvimento do segmento, como itens relacionados à qualidade, sustentabilidade e atemporalidade. “O Sinduscon precisava de um local para comportar os eventos e também os treinamentos do Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci)”, explica o presidente do Sinduscon, Helio Bairros, que já no início do mandato tinha o objetivo de construir uma sede própria para a entidade. Assim, o sindicato passou de um local alugado para um edifício próprio, amplo e com estrutura para receber eventos, dividido em ambientes que consideram a utilização racional dos espaços, aliando bom gosto e soluções sustentáveis. No andar térreo funcionam recepção,

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Fotos: Divulgação

CONSTRUÇÃO CIVIL

xa absorção do calor e as amplas janelas permitem o aproveitamento da luz solar para poupar a energia elétrica. Na parte interna, na junção entre as duas edificações, foi criaespaço multifuncional, copa e um auditório

do um jardim vertical, que além de embelezar

com capacidade para 100 pessoas. No pri-

o local, ajuda na absorção de ruídos e na di-

meiro andar está localizado o Seconci, além

minuição da temperatura interna no prédio”,

três consultórios médicos e um odonto-

conta Cristina Piazza, que destaca também

lógico, a comissão de conciliação prévia

o tratamento acústico destinado aos dois au-

(CCP) e um segundo auditório, este com

ditórios, num processo que envolveu desde

capacidade para 50 pessoas. O segundo

a utilização de painéis acústicos e carpetes,

andar comporta os postos de trabalho dos

até o revestimento de piso em bambu.

colaboradores do Sinduscon, um lounge e

A nova sede do Sinduscon conta com

a confraria. No terceiro e último andar ficam

captação e armazenamento da água da chuva,

a sala da presidência e de reuniões.

que é utilizada nos vasos sanitários, irrigação

O projeto reuniu especialidades de

do jardim e para lavar a garagem. O projeto

três profissionais - Cristina Piazza, Maria Lú-

como um todo contemplou questões funcio-

cia Mendes Gobbi e Marília Ruschel – que

nais bastante específicas e de caráter racional,

trabalharam a partir de um edifício que já exis-

respeitando a linguagem arquitetônica já pre-

tia no lugar e passou por um retrofit (proces-

sente na edificação e considerando o uso es-

so de modernização), associado a uma nova

tendido dos ambientes.

edificação. Na parte reformada ficaram as

De acordo com Helio Bairros, a cola-

funções corporativas, enquanto os equipa-

boração de parceiros foi fundamental para a

mentos sociais foram deslocados para a

viabilização da nova sede. “Muitas empresas

edificação nova. Desde o início, a preocupa-

nos ajudaram na construção do prédio, e o

ção das arquitetas foi a integração entre os

Sinduscon deve muito a esses apoiadores,

dois prédios, e todas as decisões foram pen-

assim como à diretoria e aos associados”,

sadas considerando-se insolação, climati-

finalizou.

zação e iluminação e a junção de itens que garantissem características sustentáveis à

ONDE ENCONTRAR

obra. “Os vidros das fachadas garantem bai-

www.sinduscon-fpolis.org.br Novembro/Dezembro - 2013

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DECORAÇÃO & INTERIORES

Inovação no serviço para animais Loja com produto para festa dos bichinhos tem a criatividade como destaque

O

s brasileiros são apaixonados pelos seus animais de estimação e o crescimento da arrecadação do merca-

do destinado ao segmento é a prova disso. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil registra o segundo maior faturamento do mercado de animais domésticos e serviços destinados aos bichos de estimação, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. E a previsão é a de que em 2013 esse mercado cresça entre 8% e 15%. Apaixonados por pets e pelo universo de acessórios disponíveis para tratá-los e mimá-los, os sócios que têm seu projeto disponibilizado nesta edição da revista O Empresário decidiram inovar na oferta de serviços para este segmento e criar um espaço especializado em produtos para a organização de festas para os pets, e procuraram a designer de interiores Grasiela Iris para criar uma identidade para o ambiente.

O projeto Para instalar a Pet Party, os sócios alugaram duas salas que foram unidas para ganhar mais espaço. A ideia apresentada por Grasiela contemplou poucos ambientes fechados, destinados unicamente ao banheiro, ao estoque e a uma pequena copa. O maior espaço, integrado e amplo, foi destinado à caixa e exposição de produtos. A ideia fundamental foi baseada em trazer a decoração da vitrine para o meio da sala, disposta em uma espécie de “ilha”, numa proposta convidativa, que estimula o cliente a entrar na loja e ver mais de perto os doces e guloseimas feitos especialmente para os pets. Para dar um dinamismo ao ambiente, foram projetados armários em tons diferenciados, que ocupam as paredes da loja e deixam os produtos bem visíveis. O destaque da decoração está na escolha dos revestimentos das paredes: para camuflar a entrada do estoque, Grasiela propôs a utilização um adesivo com fotos de pets, e na parede que limita o banheiro e a copa a escolha recaiu em um papel de parede listrado, com tons alegres. Uma cor harmoniosa e marcante foi a sugestão para pintar a parede do fundo da área destinada ao caixa. Para complementar a decoração, dois quadros com moldura provençal contendo em cada um a foto de um animalzinho de estimação usando uma coroa e sentado em um trono, mostrando quem é o rei por ali. (Mande o croqui de sua sala, com medidas e informações a respeito de suas necessidades para contato@revistaoempresario.com.br ou contato@grasielairis. com.br. Seu e-mail pode ser escolhido e o seu projeto elaborado. Ou entre em contato com a designer para mais informações)

Empresa associada

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DECORAÇÃO & INTERIORES

Natureza

dentro do vidro Jardim em Conserva oferece terrários exclusivos e sustentáveis

O

negócio começou por acaso: Edson Egerland, biólogo por formação, mas há muito tempo afastado da atividade,

visitava o sítio de um amigo quando teve a ideia de fazer um terrário com os musgos que encontrou por lá, o que foi realizado com a criação de um microambiente em um vidro de palmito vazio. O resultado, além de bonito esteticamente, também trouxe de volta o prazer de lidar com as coisas da natureza. “A princípio, comecei criando para a decoração da minha casa e para presentear os amigos”, lembra. Passado um pouco mais de um ano, o Jardim em Conserva está sendo vendido em várias partes do país – já houve encomendas do Rio de Janeiro, Maranhão, Alagoas e Paraná – e ganhou uma loja física, no Floripa Shopping (antes, as vendas eram apenas pelo Facebook). A ideia está baseada na sustentabilidade e na oferta de um produto diferenciado e exclusivo, pois não há uma peça

Fotos: Divulgação

igual à outra. “O conceito é reciclar vidros que iriam parar no lixo, transformando-os em pequenos jardins autosustentáveis, de baixa manutenção e ecologicamente corretos”. Há também uma linha diferenciada de vidros para decoração, “mas sem perder o foco que é trazer o verde para dentro de

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Novembro/Dezembro Novembro/Dezembro -- 2013 2013


DECORAÇÃO & INTERIORES

casa, decorando o seu ambiente de maneira sustentável, com muito estilo”. Assim, pedras de rios, folhas secas, musgos e galhos de árvores são montados cuidadosamente, criando pequenas obras de arte. Além de produtos prontos, são feitos trabalhos personalizados em objetos pessoais – uma jarra antiga, por exemplo, que tem apelo sentimental. São criados dois tipos de ambientes: o úmido, feito com potes fechados com tampa, em que são usados os musgos, pequenas samambaias, avencas, miniorquídeas e outras plantas que gostem desse mesmo clima, umidade e claridade, mas sem sol direto, apenas luminosidade. O outro é o desértico, com a utilização de suculentas e cactos, que gostam de sol e de pouca água. Como é impossível transportar as peças a não ser manualmente, pois o paisagismo iria se desfazer, para as

Edson Egerland Biólogo

vendas fora da Capital foi criado um kit, que é enviado pelo correio todo o material necessário para que a pessoa possa criar o próprio jardim. ONDE ENCONTRAR www.facebook.com/jardimemconserva

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DECORAÇÃO & INTERIORES

Sofisticação com funcionalidade Conceito norteou o projeto do dormitório “Sonho do Artista”, na Casa Nova 2013

E

ntre os 30 ambientes projetados para

sui 40 m2 e pé direito de quatro metros e,

ambientar a Pinacoteca Casa Nova

para trabalhar com uma peça de dimensões

(veja quadro), o dormitório “Sonho do

tão diferenciadas, a dupla de arquitetos uti-

Artista”, desenvolvido pelos arquitetos

lizou uma combinação de materiais e re-

Carina Beduschi e Ernando Zatariano, do

cursos, que uniram criatividade e extremo

escritório IVVA – Construindo Valores, se

bom gosto. Numa composição equilibrada

destacava pelos recursos utilizados e pe-

(e ao mesmo tempo inusitada), madeira,

los detalhes do projeto. “Quando fomos

aço escovado, vidro e acrílico não estão

convidados a participar da Mostra, identi-

apenas dispostos, mas perfeitamente inte-

ficamos que havia uma carência em pro-

grados em um dormitório onde os detalhes

jetos de dormitórios, e resolvemos assu-

chamam atenção. “Os ambientes do Mesc

mir o desafio de criar

possuem dimensões muito generosas, mas

um ambiente aconche-

nossa proposta contempla ideias adaptá-

gante, que unisse sofis-

veis mesmo a pequenos espaços. O segre-

ticação e funcionalida-

do é o equilíbrio, e por isso é importante

de”, explica Carina.

pensar o projeto como um todo”, afirma

O ambiente pos-

Zatariano. No “Sonho do Artista” há muitas pe-

Ernando Zatariano e Carina Beduschi Arquitetos

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ças de marcenaria (cabeceira da cama, criados mudos, armário e mesa de trabalho),


DECORAÇÃO & INTERIORES

Fotos: Divulgação

O trabalho de marcenaria do ambiente “Sonho do Artista” foi desenvolvido pela Modecol, empresa com a qual Carina Beduschi e Ernando Zatariano mantêm uma sólida parceria. Pesam na escolha a certeza da qualidade dos materiais e da mão de obra, segundo explica Zatariano. “Além de podermos acompanhar de perto a produção das peças, a Modecol trabalha com os melhores fornecedores e gabaritos e a montagem é toda feita pelos marceneiros, com extremo cuidado e agilidade”, afirma. “Além disso, é uma empresa que aceita e dá conta de todos os desafios que a marcenaria pode criar”, complementa Carina. Criado há dois anos pelos sócios Carina e Ernando, o escritório IVVA – Construindo Valores trabalha com soluções completas em arquitetura e design de interiores. “Acreditamos que o trabalho compatibilizado é a melhor alternativa, pois além de minimizar a possibilidade de erro ou retrabalho, possibilita tirar partido dos pontos positivos do projeto, do início ao fim do processo”, comenta Ernando. O escritório oferece, também, estudos de fachadas e desenvolvimento de áreas comuns para condomínios residenciais e comerciais.

prática justificada por uma afirmativa de

acabamento em madeira e prateleiras em

Carina Beduschi: “A marcenaria enriquece

acrílico, que graças a um sistema de en-

qualquer projeto, possibilitando a exclusi-

caixes diferenciado parecem flutuar – e a

vidade e a personalização das peças”.

mesa de trabalho, de design exclusivo, com

A partir de uma paleta de cores em

acabamento em laca fosca e fórmica de

tons neutros, Carina e Ernando definiram a

aço escovado, que se tornou o ‘xodó’ do

utilização de papel de parede decorado,

ambiente. “Procuramos uma peça para

revestimentos e acabamentos em cores

compor o espaço, mas não encontramos

sóbrias, e as ‘pinceladas’ de cor vêm de

nada adequado. Criamos a nossa própria

algumas peças decorativas, com destaque

mesa, que foi produzida em tempo recor-

para a tela de Hugo Mabe, colocada na ca-

de e com todo o cuidado pela Modecol. O

beceira da cama. O piso de madeira origi-

resultado foi tão positivo que recebemos

nal do Mesc foi mantido, e o lustre escolhi-

diversas encomendas da peça”, comemo-

do é tão agradável de ser observado quan-

ra Ernando Zatariano.

do se está de pé quanto deitado na cama. Alguns itens chamam atenção especial, como as estantes embutidas - que têm

ONDE ENCONTRAR www.ivva.com.br

SAIBA MAIS Entre os dias 21 de setembro e 3 de novembro, o Museu da Escola Catarinense (Mesc), edifício histórico localizado no centro da Capital , sediou a 12ª edição de um dos mais tradicionais eventos locais de arquitetura e decoração, este ano batizado como Pinacoteca Casa Nova 2013. Administrado pela Universidade do Estado de Santa Catarina

(Udesc), o belo prédio, que possui características neoclássicas, é datado de 1922 e tombado pelo patrimônio histórico, e para receber a casa Cor passou por modificações estruturais – algumas viabilizadas pelos profissionais da Mostra e outras assumidas pela própria Udesc – que ficarão como um legado para a comunidade.

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CASE DE NEGÓCIOS

Foto: Divulgação

Loja de Sorocaba: investimento no mercado paulista

Longe

uma editora, acalentava o sonho do próprio negócio desde 1951, feito concretizado 12 anos depois, com a abertura de uma pequena loja de venda de livros di-

da crise

dáticos e jurídicos na capital paranaense. Pouco depois, começou a atender escolas de todo o Paraná e consolidou sua posição no estado vizinho.

Livrarias Curitiba projeta crescimento e planeja expandir ainda mais a atuação

O ano de 1965 marca o início da expansão, com a primeira loja em Santa Catarina, em Florianópolis. Nos 30 primei-

E

ros anos do negócio, a venda de materiais m 2012, as editoras brasileiras amarga-

didáticos foi priorizada. Em 1999, começou

ram uma queda de 7,36% nas vendas:

a ser implantado um novo conceito, com a

foram 434.920 milhões de exemplares

abertura das primeiras megastores da rede,

ante aos 469 milhões alcançados em 2011.

que reúnem um amplo mix de produtos –

Mas se há uma crise no mercado editorial,

livros, CDs, DVDs, presentes, games, ele-

está passando longe do grupo Livrarias

trônicos, artigos de papelaria e informática.

Curitiba, que inclui as Livrarias Catarinense:

Hoje, são 22 lojas com mais de 100 mil pro-

a expectativa é fechar o ano com um cresci-

dutos cada, entre livros, CDs, DVDs, presen-

Marcos Pedri

mento de 12% em relação a 2012 e 5,7 mi-

tes, artigos de papelaria e equipamentos de

Diretor comercial

lhões de livros comercializados, e alcançar ou-

informática.

Foto: André Kops/Divulgação

tros 10% de incremento em 2014.

Em 2013, ano do cinquentenário do

“Apesar de algumas informa-

grupo, foram investidos R$ 5 milhões em

ções indicarem a queda nas vendas

uma loja de mil metros quadrados do

de livros em 2012, tivemos resulta-

Shopping Cidade Sorocaba, a segunda no

dos muito positivos e fechamos o

estado São Paulo (a primeira, foi aberta em

ano como o melhor da empresa”,

2009, na capital), e mais R$ 6,8 milhões na

afirma Marcos Pedri, diretor comer-

aquisição de um terreno com 20,4 mil metros

cial e um dos sete herdeiros do fun-

quadrados na capital paranaense, que irá

dador Valentim Pedri que atuam no

sediar as novas distribuidora e sede admi-

negócio. “Para 2013 pretendemos

nistrativa. “No próximo ano vamos manter a

crescer ainda mais, expandir nossa

política de expansão, mas não podemos di-

área de atuação e melhorar ainda

vulgar ainda onde serão as novas lojas”, diz

mais nossos serviços”.

Pedri.

Catarinense de Jaraguá do

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Sul, o patriarca Pedri se mudou para

ONDE ENCONTRAR

Curitiba já adulto. Ex-funcionário de

www.livrariascuritiba.com.br

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CASE DE NEGÓCIOS

De olho no mercado de fusões

O

Potencial catarinense atrai interesse do grupo gaúcho Hanoff

Grupo Hanoff,

manter o crescimento após a mudança.

de Porto Ale-

Segundo Monique, a maioria das

gre, quer in-

transações mediadas pela Hanoff em em-

tensificar os negócios em

presas de médio e grande porte teve como

Santa Catarina. Com know

foco a saúde, prestação de serviços e TI.

how na área de fusão, aquisição

As empresas de micro e pequeno porte são

e venda de empresas há 30 anos, a

mais visadas no varejo e setor alimentício.

rede atua na prospecção, mediação e

Mas, independente da área de atua-

fechamento das transações e a intenção

ção ou tamanho da empresa, alguns aspec-

é disponibilizar aos empresários do Estado a

tos devem ser respeitados antes de ingres-

carteira de negócios à venda e o banco de

sar em uma empreitada dessa natureza,

investimentos da companhia.

caso contrário, o negócio pode se tornar

De acordo com a diretora da Hanoff

inviável. “O empresário precisa definir o

Consultoria e Negócios, Monique

preço da empresa com base em valores

Martins Hanoff, o mercado de

de mercado, e não com critérios emocio-

compra e venda de em-

nais. O tempo de dedicação à empresa não

presas movimen-

conta, mas, sim, seu valor real nos dias de

ta

cifras

hoje”, explica.

bilionárias e

O consultor e sócio da Nível 10

envolve

Consultoria, Moacyr França Filho, desta-

companhias

ca outro aspecto importante nessas tran-

conhecidas como Totvs, Petrobras e

sações. “Ao optar por vender, os sócios

Cooper. Nos primeiros oito meses de 2013

devem ter solidez na decisão, a qual deve

foram registrados 525 negócios dessa na-

ser tomada após a devida ponderação

tureza no Brasil, sendo 57% com investi-

sobre as possibilidades de interesse pelo

dores nacionais. “Santa Catarina é um Es-

ramo da empresa. É preciso, também,

tado potencial, especialmente o Vale do

analisar a capacidade de crescimento”,

Itajaí, motivo pelo qual estamos amplian-

avisa. Segundo Moacyr, o produto que

do nossas prospecções nesta área do

será fruto do negócio deve ser capaz de

país”, observa.

prosperar, o que só pode ser verificado

Parceira do grupo na região, a Nível

com transparência.

10 Consultoria Empresarial é responsável

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pela etapa de valuation (avaliação), assim

ONDE ENCONTRAR

como pela preparação das empresas an-

www.hanoffconsultoria.com.br/

tes e depois da transação, como forma de

www.nivel10consultoria.com.br/

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OPINIÃO

Por uma Justiça cada vez melhor Recentemente, recebemos em Santa Catarina cerca de 700 magistrados, que aqui estiveram para participar da quinta edição do Encontro Nacional de Juízes Estaduais. Este importante encontro se deu no exato momento em que a magistratura brasileira tem como desafio maior a retomada do debate sobre o seu papel na democracia e a sua importância para a manutenção do Estado de Direito. Mais do que nunca, os juízes brasileiros têm a consciência de que o futuro desta Nação que se quer grande, altiva, pujante e socialmente justa, depende de uma Justiça forte e absolutamente comprometida com os mais caros valores republicanos. E não há dúvidas de que a melhor forma de concretizar esta meta é tomarmos em nossas mãos a tarefa de melhorar o Poder Judiciário. Mais do que isso: precisamos não só batalhar por uma Justiça mais célere e efetiva, como também precisamos atentar para a necessidade de abrir canais de comunicação com a sociedade, para que ela conheça e reconheça o valoroso trabalho desempenhado pelos nossos magistrados. Mais do que alta produtividade,

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precisamos dar efetividade às nossas decisões. Estou absolutamente convencido de que a magistratura brasileira é plenamente capaz deste desafio. Mas para tanto, precisamos todos estar comprometidos e irmanados num amplo movimento de valorização da classe, atuando, prioritariamente no restabelecimento de um novo paradigma, focado na independência, modernização e disposição para construir um País mais justo e solidário. A nossa agenda não pode prescindir de uma nova abordagem, eminentemente estratégica, que vise uma aproximação maior da magistratura com os principais segmentos da sociedade civil organizada para, com eles, debater abertamente os grandes temas que interessam à coletividade e que tenham como foco a cidadania, a ética e a transparência nas relações entre Poder Público e sociedade.

Juiz Sérgio Luiz Junkes Presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC)


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ARTIGO

Solução para reter talentos Mudanças econômicas, empresariais, políticas e sociais, além do alto nível de exigência de qualidade nos serviços, afetam diretamente as condutas, expectativas, anseios e necessidades das empresas e pessoas. Neste contexto, os profissionais precisam ser mais flexíveis e estar constantemente atualizados, capazes de fazer parte de equipes multidisciplinares variáveis com o ambiente. Por outro lado, é fundamental aos gestores serem claros na comunicação com seus colaboradores e mostrarem como eles podem crescer na empresa. Uma das soluções gerenciais mais eficazes é a adoção de um plano de cargos e salários para contemplar, além da política de remuneração, a evolução da carreira e os benefícios aos profissionais. O plano pressupõe também a criação e a manutenção de uma estratégia salarial capaz de atrair, motivar e reter uma mão de obra competente. Deve incluir uma série de alternativas que permitam ao gestor administrar os colaboradores de forma instigante e competitiva, e valorizar o conhecimento, a competência e o desempenho da força de trabalho. Como a área de Recursos Humanos vem passando por grandes mudanças nas organizações, o plano de cargos e salários, além de garantir a coerência interna das iniciativas de RH e o alinhamento com a estratégia de negócios, atua como mais uma política de transformação organizacional, profissionalizando as relações estabelecidas, ajudando as organizações a vencerem simultaneamente o desafio da competitividade e os novos requi-

sitos relacionados às políticas de remuneração estratégica. Na área de TI, por exemplo, fica evidente um descompasso entre o crescimento das empresas e a falta de organização interna. Quando nos procuram para desenvolver este tipo de projeto, percebemos a ausência de diretrizes para tomadas de decisão no que compete à política de remuneração. Assim, muitas vezes nos defrontamos com empresas nas quais cada gestor possui, em sua área, um jeito próprio de avaliar o desempenho individual dos colaboradores. Esse formato, na maioria das vezes, passa por critérios bem subjetivos e difíceis de serem mensurados, causando desconforto e insatisfações internas. Além disso, há também a alta demanda por profissionais e um certo “leilão” dentre os melhores qualificados. Todavia, estes profissionais têm buscado empresas nas quais fica evidente a existência de programas de remuneração que sejam estratégicos com políticas de carreira, remuneração e benefícios mais agressivos e competitivos. Por este motivo, o plano de cargos e salários torna-se também um aliado para a retenção dos talentos da empresa. Carolina Pizolati Farah Diretora Comercial da Sinergia Recursos Humanos

Previdência para servidores públicos Os Regimes Próprios de Previdência Social, ou RPPS, são autarquias municipais ou estaduais que têm como objetivo assegurar a concessão dos benefícios previdenciários aos servidores públicos titulares de cargo efetivo, com a responsabilidade de manter o equilíbrio financeiro e atuarial dos recursos da autarquia. Contudo, para que o RPPS tenha uma vida prolongada baseada no equilíbrio financeiro, uma das atividades mais importantes é a gestão dos investimentos. O município deve buscar dar suporte e escolher bem a equipe que cuidará dos investimentos da autarquia. Existindo uma diferença entre os benefícios futuros (aposentadoria, invalidez, pensão) que deverão ser pagos aos participantes do RPPS e as reservas que deverão ser acumuladas ao longo do tempo para pagar estes benefícios, o município terá que injetar recursos no fundo, provocando prejuízo. Preocupado com esta questão, o Ministério da Previdência Social (MPS) publicou a portaria nº 170/2012, exigindo que o RPPS crie e mantenha um comitê de investimentos em sua estrutura. Este comitê possui a função de verificar a conformidade das aplicações com a Resolução do Conselho Monetário Nacional, auxiliando o gestor a realizar análise completa dos produtos que pretende investir. O MPS também introduziu a obrigatoriedade de que a pessoa responsável pela gestão dos recursos do RPPS esteja certificada junto a instituições reco-

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nhecidas, comprovando o conhecimento do mercado financeiro, conforme definição da portaria MPS nº 519/2011. Mas, além do gestor dos recursos, é importante estimular os membros do comitê para que adquiram a mesma certificação, já que estes também influenciarão nas decisões de investimentos. Olhando como um todo, fica fácil perceber que o RPPS é uma autarquia com funções importantíssimas. Fica clara também a dificuldade em manter o corpo técnico atualizado quanto a questões que envolvem benefícios previdenciários, mercado financeiro, entre outras exigências técnicas. Dentro deste contexto, acaba surgindo a necessidade da contratação de empresas de assessoria jurídica e consultoria de investimentos. Tais empresas geram transferência de conhecimento, facilitando o dia-a-dia dos gestores do RPPS, garantindo um adequado nível de segurança e promovendo a melhoria contínua dos conceitos de governança – indispensáveis à eficiência de todo o processo de gestão do RPPS. Rodrigo Scussiato da Costa Diretor da SMI Prime Consultoria


ARTIGO

Mudança de um comportamento Você já parou para pensar por que algumas pessoas conseguem modificar facilmente comportamentos e outras simplesmente desistem na primeira dificuldade? Esse é um tema que começou a chamar a minha atenção há algum tempo. Conversando com amigos e clientes, percebi que, para algumas pessoas, a ideia de mudança é desafiadora, algo que exige preparação, esforço e dedicação. Mas, por que é tão desafiante mudar um comportamento? Seguindo a visão da psicologia sobre o conceito de mudança, não podemos deixar de falar da relação mente racional e mente emocional. A mente racional relaciona-se muito bem com as ideias de perfeição, de completude, daquilo que é certo e moralmente correto. Já quando falamos do corpo emocional, levamos em consideração o lado da vida que, maioria das vezes, não está em harmonia com as ideias impostas pela razão. O corpo emocional está mais relacionado ao inconsciente. Para ilustrar melhor, podemos citar o exemplo da pessoa que fuma três maços de cigarro por dia (corpo emocional), tendo total consciência (mente racional) sobre os males que o fumo lhe causa. Ou podemos citar o comportamento da pessoa consumista, que sempre

quando passa ao lado de uma loja acaba gastando uma fortuna, mesmo consciente da sua falta de crédito e excesso de dívidas. Começamos a perceber que no cotidiano humano existem constantes conflitos internos entre a mente racional e a mente emocional, irracional e inconsciente. É por esse motivo, entre outros mais, que é tão desafiante mudar um comportamento da noite para o dia. A mudança em geral não é uma questão de capacidade; é quase sempre uma questão de motivação. No coaching trabalhamos muito com tomada de decisões e escolhas. Toda a mudança de comportamento exige uma decisão e uma escolha. Você decide o que quer mudar e escolhe colocar a sua energia e motivação na decisão. E você, o que decide mudar? Aline Senger, Coach, escritora e palestrante.

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MERCADO

Expansão O Boticário abrirá três novas lojas em Santa Catarina até o final do ano. A Grande Florianópolis contará com mais duas lojas, ambas no supermercado Imperatriz nas unidades do Estreito e de Jurerê Internacional. A terceira loja será em Santo Amaro da Imperatriz. Além disso, a marca também entrará para o setor de cortesias para hotéis, conhecido como amenities. O objetivo da empresa é

Empreendedorismo

fechar contratos com redes hoteleiras com propostas condizentes à linha Nativa Spa. O Boticário é a maior rede de fran-

Com o objetivo de fomentar a

quias do Brasil, conta com mais de 900 franqueados e 3,6 mil

cultura do empreendedorismo,

pontos de vendas em cerca de 1,7 mil cidades brasileiras.

acontece a Semana Global do

Fotos: Divulgação

Empreendedorismo 2013 (SGE), entre os dias 18 e 24 de novembro, em cerca de 130 países. Em Santa Catarina, com a promoção da Endeavor do Estado, estão previstos workshops, palestras, feiras e debates em Florianópolis, Joinville, Itajaí, Tubarão, Araranguá e Garopaba. A abertura oficial será na sede da Federação das Industriais do Estado de Santa Catarina (Fiesc), com palestras já

Sorteio de prêmios

confirmadas de Rafael Biasotto

Os prêmios da Ação entre Amigos, promovida pela Apae de São

(Uatt?) e Valério Gomes (Cidade

José, foram entregues em 25 de setembro, na sede da instituição.

Pedra Branca).

O sorteio ocorreu pela extração do dia 21 do mesmo mês (concurso

Informações em http://www.

04799). Foram sorteadas uma moto Dafra Speed 150, TV 29 polega-

semanaglobal.org.br.

das, micro-ondas e duas bicicletas. Os ganhadores foram recebidos pelos membros da diretoria com um café da tarde.

NET serviços

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A NET Serviços, maior empresa de serviços de tele-

uma rede própria de fibra óptica de última geração.

comunicações e entretenimento via cabo da Améri-

“É uma nova NET que está chegando para oferecer

ca Latina, agora tem operação própria em São José

os mais avançados serviços”, afirma o presidente da

e Palhoça – antes era licenciada para outra operado-

companhia, José Antônio Félix. Informações em

ra. Para isso, a empresa investiu na construção de

www.netcombo.com.br.

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MERCADO

Treinamento para coaching Para os interessados em seguir a carreira de coaching, com certificação internacional, entre 23 e 30 de novembro será realizado curso em Garopaba, ministrado pelo coach trainer Marcos Silva (foto), diretor da empresa Meta Insight. Segundo ele, “ser um coach com certificação internacional é um diferencial que poucos têm no Brasil e isso faz uma diferença enorme para quem é do meio. Em Santa Catarina e região Sul, somos o único reconhecido pela International Coaching Community (ICC)”, observa. O treinamento terá duração de 80 horas presenciais, em oito dias consecutivos e será realizado também na Espanha, Peru, México, Rússia, Portugal, Angola, Uruguai, Paraguai, Nova Zelândia, Panama, Chile, Venezuela, Dinamarca, Argentina, Moçambique, Suécia, Noruega e Tailândia. Informações em http:// www.metainsight.com.br/certificacao-internacional-coaching.

Bienal do Design Adélia Borges, jornalista, professora de história

poder aquisitivo. Também há uma compreensão

do design, autora de diversos livros sobre o tema

equivocada do design como um acessório cosmé-

e ex-diretora do Museu da Casa Brasileira, em São

tico, algo como a cereja em cima do bolo”. Segun-

Paulo, será a curadora da 5ª Bienal Brasileira de

do a curadora, num país com tantas desigualda-

Design, em maio de 2015, em Florianópolis.

des sociais, “é preciso discutir o conceito de design

O tema da Bienal já estava escolhido previamen-

para todos, ou design acessível, de forma a incluir

te, “Design para todos”. Adélia afirma que “esta é

também a questão do projeto voltado para as fai-

uma questão muito oportuna”, pois “no Brasil ain-

xas da população mais emergentes economica-

da persiste uma visão de que o design é algo

mente, garantindo assim o alcance democrático

elitista, voltado para as classes sociais de maior

do design”.

Casa do Construtor Com mais de 20 anos de experiência no ramo de locação de equipamentos para a construção civil, a Casa do Construtor, rede com atuais 150 lojas, está em plena expansão: cresceu de 48 lojas em 2009 para 120 em 2009 e tem perspectiva de chegar ao número de 250 unidades até 2015. Em Santa Catarina, além Blumenau, Itajaí, Palhoça, Florianópolis passa a contar com a franquia, sob o comando dos sócios Maikon Douglas Ferreira e Mariana Serafim da Silva (foto), também franqueados em Palhoça e que, em

para usuários até compactadores, betoneiras, painéis

razão dos resultados alcançados na primeira emprei-

e acessórios para andaimes para profissionais e cons-

tada, decidiram atuar também na Capital. São aluga-

trutoras. Informações em http://www.casado

dos desde equipamentos de pequeno e médio porte

construtor.com.br/loja/florianopolis. Novembro/Dezembro - 2013

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EMPREENDEDORISMO

Lucro

do ralo

Foto: Divulgação

que sai

Com um produto diferenciado, Linear alcança R$ 1 milhão em receita no primeiro ano de vida

Q

uando se pensa na construção de um imóvel, são poucos os que antecipam, num primeiro momento, como serão

os ralos das áreas molhadas (banheiro e

Ralo Square Oculto: com calha de PVC

de serviço, por exemplo). Pois o blume-

e berço em inox, tem o diferencial

nauense Salmo de Souza transformou uma

de fazer “desaparecer” a tampa

Foto: Marina Melz/Divulgação

boa ideia em um negócio que alcançou a marca de R$ 1 milhão logo no primeiro ano,

investir na nova empresa, focada em pro-

em 2010. “Até o final do ano devemos ter

dutos diferenciados e daí surgiu a Linear

75% de incremento e, para 2014, a previ-

Acessórios para Construção.

são é crescer mais 50%, em função dos

Produção e comercialização são

lançamentos que estamos preparando”,

terceirizadas. “Isso dá foco no desenvolvi-

afirma ele.

mento de produto e de mercado, e tam-

Com formação em Administração de

bém torna o processo menos oneroso,

Empresas e Comércio Exterior, até os 52

pois não é necessário se investir em

anos Souza comandava sua loja de materi-

maquinário, funcionários, espaço físico

ais de acabamento para construção. “Um

entre outros custos de um parque fabril”,

cliente comprou um piso de grande for-

explica. Hoje são 23 representantes que

mato e não conseguia instalar o ralo tradi-

vendem diretamente para as lojas parcei-

cional, ou seja, os pisos evoluíram e o ralo

ras e para grandes empreendimentos

continuava o mesmo”, lembra. “Foi ai que

(condomínios, hospitais, hotéis). “Atual-

tive a ideia para a fabricação de um ralo

mente, vendemos para todas as regiões

que se adequasse a situação e ao gosto

do País, sendo a Sudeste é uma das mais

do cliente”.

fortes, e para 2014 nossa expectativa é

O produto desenvolvido por ele, o

aumentar tanto o número de lojas parcei-

Ralo Linear, conquistou o bronze na Cate-

ras quanto de representantes, para que

goria Casa do IDEA Brasil 2009, o mais re-

cada estado tenha um”, antecipa.

presentativo prêmio de design, em sua

34

Salmo de Souza

única edição fora dos Estados Unidos. A

ONDE ENCONTRAR

Inventor e empresário

conquista foi o incentivo que faltava para

www.ralolinear.com.br

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Novembro/Dezembro - 2013


Novembro/Dezembro - 2013

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TECNOLOGIA

Segmento de automação residencial cresce rapidamente, baseado no conforto e segurança

O

avanço tecnológico está fazendo com que as pessoas incorporem ao cotidiano soluções que, há algumas

décadas atrás, eram possíveis apenas na casa dos Jetsons – para quem não conhece, um desenho animado mostrando como seria futuro em 2060, uma antítese dos Flintstones, que viviam na idade da pedra. Atualmente, segundo a Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside),

um dos clientes da Seventh, empresa que

no país são cerca de 300 mil residências

desenvolve sistemas de monitoramento

automatizadas, número que deve chegar

de imagens e automação. “Controlamos

1,5 milhão até 2015, um crescimento de

todas as funcionalidades via dispositivos

500%. Conforme a mesma entidade, são

móveis, como notebook, tablet, smart-

mais de 250 empresas que desenvolvem

phone ou smart TV. Basta acessarmos os

tecnologia para esse fim, que faturaram R$

dispositivos pelo software D-Guard Mobi-

4 bilhões no ano passado e que devem ter

le, da Seventh, para comandar o D-Guard

incremento de 30% em 2013.

Intelligence, software da Seventh, cérebro

Controle das venezianas, eletrodo-

36

|

da automação”, explica.

mésticos como sanduicheira e torradeiras,

A Seventh desenvolve o sistema D-

de luzes, de alarmes e motores (piscina,

Guard Intelligence há 5 anos. Segundo

boiler, portões, irrigação dos jardins) de

Carlos Schwochow, um dos diretores da

onde estiverem, via dispositivos móveis

empresa, a procura por automação

como notebook, tablet, smartphone ou

residencial é cada vez maior, não somen-

smart TV. Assim funciona a casa do conta-

te por conta do conforto e funcionalidade,

dor Douglas Laranjeira, na Capital. Ele é

mas também por segurança. “O mercado

Novembro/Dezembro - 2013


Foto: Divulgação

TECNOLOGIA

Oneon Home: portas ganham fechaduras digitais

Oneon prioriza simplicidade A implantação de alguns sistemas de automação residência exige quase uma minireforma. Pensando nisso, a simplicidade na instalação e na utilização foi o foco da Oneon, empresa nascente também de Florianópolis, que desenvolveu a linha de produtos Oneon Home. O sistema utiliza a infraestrutura padrão existente para comandar luminárias, ventilação, condicionadores de ar tipo Split, tomadas e persianas, sendo todos acionados por um único controle remoto infravermelho direcional de bolso. “É uma solução de rápida instalação que alia tecnologia, funcionalidade e estética, sem necessitar de muita intervenção no imóvel”, destaca o diretor executivo da Oneon, Osvaldo Capelari. Em média, a solução para um apartamen-

de automação é intimamente ligado ao

to de 125 metros quadrados custa R$ 6,5 mil. O sistema, de fácil

de segurança. Unir esses dois mercados

utilização, possibilita automação total das residências, permitin-

é o nosso foco de desenvolvimento atu-

do ligar e desligar lâmpadas, tomadas, sistema de ventilação e

al”, conta. Somente neste ano, segundo

refrigeração, cortinas e persianas, além de abrir portas com fe-

ele, a empresa já cresceu 55% em volu-

chaduras digitais. “O controle detém uma chave digital

mes de contas mensais do D-Guard - pri-

criptografada que permite cadastra-lo em todas as fechaduras do

meiro semestre relacionado ao primeiro

seu dia a dia, eliminando o excesso de chaves, e ainda tendo o

semestre do ano passado - e 100% em

controle de todos os ambientes de uma maneira muito objetiva e

número de projetos. “A intenção é, até o

intuitiva. A Oneon Home requer o mínimo de esforço e aptidão

final do ano, crescer mais 50% em volu-

para ser plenamente utilizada”, resume Capelari. A união da

me de contas e manter os 100% de cres-

tecnologia com um design inovador garantiu ao Oneon Home o

cimento em relação ao ano passado em

terceiro lugar do prêmio IDEA/Brasil 2013, na categoria Sala de

número de projetos”, antecipa o diretor

Estar e Quartos.

sem, no entanto, revelar números. ONDE ENCONTRAR

ONDE ENCONTRAR

www.oneonhome.com.br/

www.seventh.com.br

Novembro/Dezembro - 2013

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OPINIÃO

Chiquinha Gonzaga versus Sociedade Estivesse você na Europa nos idos da primeira década do século 20, teria a chance de conferir o talento da musicista brasileira Chiquinha Gonzaga, que por lá realizava uma série de apresentações. Sua consagrada carreira teve muitos desafios a serem vencidos, enfrentando a sociedade de então que não compreendia o direito de uma mulher ser livre – Chiquinha, claro, seria uma das apoiadoras da abolição, promulgada em 1888. Mas não foram necessariamente suas posições políticas que incomodaram a sociedade. Tendo casado aos 16 anos por imposição familiar, não aguentou os muitos anos de humilhação do marido e optou pelo desquite. Assim, estava criado o cenário para um escândalo na conservadora sociedade da época. Mãe divorciada, criou um de seus três filhos (os outros dois ficaram com o ex-marido) trabalhando como pianista em lojas de instrumentos musicais e professora de piano. Em 1867, juntou-se com o engenheiro João Batista de Carvalho, sendo mãe novamente. Viveram muitos anos juntos, mas terminaram por se separar e, outra vez, Chiquinha perdeu a guarda de sua filha. Após anos sozinha, iniciou um inesperado romance. Chiquinha tinha 52, e João Batista Fernandes Lage, o apren-

diz musical por quem se apaixonou, contava com somente 16 anos. Desta vez, para evitar o preconceito alheio em virtude da grande diferença de idade, Chiquinha fingiu adotá-lo qual um filho, chegando mesmo a viverem juntos por alguns anos em Lisboa. De volta ao Brasil, viveu ao lado de Lage até sua morte, em 1935. A capacidade de iniciar novos empreendimentos é um legado que a musicista deixa em contraponto à inércia de pensamento social. A empreendedora eficiente de hoje também utiliza seus conhecimentos para marcar posição, sendo uma estrategista de seus negócios e de sua própria vida. Seus números impressionam ainda hoje: trabalhou com músicas para 77 peças teatrais, e aproximadamente duas mil composições entre choros, fados, tangos e outros gêneros. Chiquinha Gonzaga versus Sociedade: você ainda tem dúvidas de quem venceu esse embate? Evandro Duarte Jornalista - evandroarte@gmail.com

Assédio moral no trabalho O assédio moral nas relações de trabalho está cada vez mais presente nas organizações. É uma realidade que deve ser controlada pelos proprietários e dirigentes de empresas, pois, além de ser uma perversidade praticada contra os seus colaboradores, pode lhes trazer sérios danos, tanto nas relações de trabalho (portanto, na produtividade) quanto em indenizações decorrentes de ações perante a Justiça. O assédio moral se caracteriza por atos praticados por pessoas com cargos superiores hierarquicamente ou do mesmo escalão na empresa, que causem humilhações, constrangimentos, exposição a vexames etc., ou qualquer conduta abusiva muitas vezes expressada através de gestos, palavras e atitudes praticadas tanto pelos proprietários de empresas como por seus diretores, gerentes, chefes, responsáveis, colegas etc., que atente contra a dignidade ou a integridade psíquica do empregado. Trata-se de verdadeiro psicoterrorismo. Este, por sua vez, devido ao medo da perda do emprego, resiste e se submete até onde pode, sofrendo a tal ponto que, em muitos casos, vê abalada, inclusive, a sua saúde. Como exemplos de condutas que podem configurar o assédio moral temos a agressão física ou verbal, a criação de dificuldades ao empregado assediado para desenvolver seu trabalho, a exigência de trabalhos urgentes além do normal e sem necessidade, a cobrança de tarefas que extrapolem a capacidade ou possibilidade do trabalhador, as brincadeiras de mau gosto com o empregado, a formulação de críticas na frente dos colegas, as ameaças insistentes de demissão etc. Deve-se deixar claro, porém, que não é qualquer atitude ríspida e indevida decorrente do poder de direção do empregador e de seus gestores que caracteriza o assédio moral. É necessário que tal conduta agressiva ou vexatória, se repita e que tenha por objetivo constranger e humilhar a vítima, fa-

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Novembro/Dezembro - 2013

zendo-a se sentir inferiorizada. No Brasil, este instituto ainda não possui uma legislação própria, mas doutrinadores do Direito do Trabalho e os tribunais vêm sabiamente o reconhecendo com muita frequência, e aplicando as devidas sanções. Em julgados exarados pelos magistrados da justiça do trabalho observa-se a nulidade de despedida e a reintegração do empregado, o reconhecimento da rescisão indireta (justa causa do empregador) e a condenação em reparação de danos materiais e morais. Destarte, os empresários devem ficar atentos a este tipo de problema, uma vez que não é necessário que ele próprio pratique tal ato, bastando que qualquer empregado (diretor, gerente, chefe etc.) pratique condutas desta natureza para que a sua empresa seja responsabilizada. Assim, senhores empresários, atentem-se e combatam atos desta natureza na sua empresa, pois além de estarmos respeitando a dignidade da pessoa humana - princípio basilar da Constituição Federal - suas ações lhes trarão melhorias no ambiente de trabalho (e consequentemente na produtividade) e evitarão também condenações em indenizações no âmbito da justiça do trabalho. Dessa forma ganham todos: empregados, empregadores e sociedade. Edson Telê Campos Advogado, professor universitário e doutor em Desenvolvimento Regional e Urbano.


Foto: Divulgação

VAREJO

Inspirada nas vias gastronômicas italianas com toldos e mesas nas calçadas, o Hippo tem espaço para café e refeições

Além da Ilha

E

stabelecido na Ilha há 16 anos, o Hippo

taladas no Centro da Capital, tendo restau-

começa a expandir a atuação para fora

rante, padaria e espaços para eventos e

dos limites da cidade. A primeira loja

degustações. Também oferece as linhas

dessa estratégia, inaugurada em 10 de no-

importadas e temáticas, alimentos especi-

vembro, é na Cidade Pedra Branca, em Pa-

ais para intolerantes à lactose e glúten, e

lhoça, e para 2014, está prevista a implanta-

uma equipe com chefs de cozinha,

ção de outra unidade no Continente, em lo-

nutricionistas e atendentes que auxiliam os

cal ainda não divulgado. “É a grande promes-

clientes durante as compras.

sa de crescimento, em função da superlo-

Em relação à sustentabilidade, a nova

tação da Ilha”, afirma a assistente de mar-

unidade conta reaproveitamento da água da

keting da rede, Tatiane Pereira

chuva para descarga de banheiros, limpeza

A escolha da Pedra Branca, segun-

de calçadas e regagem do jardim e usa ex-

do ela, foi definida por atender o quesito

positores de produtos congelados e refri-

acima e pelo conceito de sustentabilidade

gerados com porta. “Apenas com estas ini-

do bairro, “principalmente o projeto do Pas-

ciativas, vamos reduzir em pelo menos 40%

seio, onde está localizada a nossa loja, que

o consumo de energia”, pontua Tatiane. Para

é totalmente alinhado aos valores do

o sistema de refrigeração, a loja utiliza o

Hippo”. Nara Schutz, coordenadora do Pas-

Glicol, composto que reduz o efeito estufa.

seio Pedra Branca, também comemora a

“Também faremos a transformação do resí-

parceria. “Temos certeza de que a assina-

duo orgânico em adubo e, assim como as

tura com o Hippo irá atrair outras marcas

outras unidades, implantamos um progra-

qualificadas da Grande Florianópolis para

ma de gerenciamento de resíduos sólidos

cá. Quem ganha com isso não é só a Pe-

e usamos sacolas, carrinhos e caixas

dra Branca, mas, sim, todo o continente e

retornáveis”.

Hippo abre unidade em Palhoça e já planeja outra no Continente, para 2014

o município de Palhoça”. A terceira loja gourmet do Hippo mantém o mesmo conceito das duas ins-

ONDE ENCONTRAR www.hippo.com.br

Novembro/Dezembro - 2013

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VAREJO

Foto: Hermes Bezerra/Divulgação

Beiramar: maior promoção em 20 anos, com sorteio de dois automóveis

Foto: Divulgação

Itaguaçu: Papai e Mamãe Noel para atrair compradores

Jaguar

Para um bom Natal U

m universo de luzes, sons e cores está invadindo os shoppings com a chegada do Natal, encan-

tando crianças e adultos e impul-

Continente Park: árvore que irá receber os pedidos e também sorteio de uma BMW

sionando as vendas. Neste ano,

Prêmios, decoração e ações sociais são estratégias dos shoppings para vender mais

40

|

houve um expressivo investimento em

O primeiro a inaugurar sua decora-

decoração e nos prêmios que serão sorte-

ção natalina foi o Beiramar Shopping, ain-

ados entre os consumidores, a exemplo

da no final de outubro, aproveitando que

de veículos de luxo da marca BMW e Ja-

nesse mês o empreendimento completou

guar. Além das apresentações natalinas e

20 anos de início das atividades. Para co-

da presença do Papai Noel, as administra-

memorar as duas datas, foi lançada a mai-

dores de shoppings também não se es-

or promoção de sua história, com o tema

queceram do lado social e promovem

“20 Anos de Sonho - Você não vai sonhar

várias campanhas solidárias destinadas a

com outra coisa até o Natal”, que prevê o

tornar mais belas as festas de crianças

sorteio de dois automóveis Jaguar, mode-

atendidas por instituições assistenciais da

los, XF Luxury, 2.0 GTDI, 240 CV, de ano e

Grande Florianópolis.

fabricação de 2013.

Novembro/Dezembro - 2013


VAREJO

ros,

Além de sortear os car-

pras vale um cupom e s notas fiscais tam-

os

bém dão direito a kits de panetones espe-

executivos

do

Foto: Nathália Quintino/Divulgação

shopping também comemo-

ciais da Bauducco.

ram a chegada de novas e

O Floripa Shopping trouxe a Forneria

reconhecidas marcas nacio-

do Noel. A decoração inclui uma grande

nais, tais como Aramis,

árvore de Natal e um cenário com um Pa-

Bobstore, Intimissimi, Farm,

pai Noel Gourmet, que faz deliciosos

Havaianas e Maria Filó. A

panetones Bauducco e explica como nas-

cada R$ 250 em compras, o

ceu esta tradição, com direito a fotos com

cliente tem direito a um cu-

a criançada. Também há apresentações de

pom para concorrer aos prê-

corais todas as quartas-feiras, às 19h30, e

mios.

aos domingos, às 18h. Acumulando R$ 300 A campanha do Conti-

em compras o cliente ganha uma lata de 1

nente Park Shopping segue a

kg de Panettone Bauducco e ainda tem di-

linha adotada em todas as

reito a três cupons para concorrer ao sor-

cinco lojas do Grupo Almeida

teio de um Jeep Compass Sport 0 km.

Junior, de reforçar o senti-

Primeiro shopping center inaugura-

mento do Natal, de união e

do na região Sul do País, o Itaguaçu terá

alegria. No empreendimento

toda a sua campanha de final do ano ba-

localizado no município de

seada no tema “Natal da Família Noel”,

São José, foi montado um jar-

com projeto de decoração interna e exter-

dim, na praça central, cheio

na em torno da figura não apenas do Pa-

de flores, animais e luzes, e

pai Noel, mas também da Mamãe Noel.

com uma grande árvore, que

O shopping não informou sobre premia-

vai receber os pedidos das cri-

ções aos clientes.

anças de cinco instituições assistenciais. Nos corredores e nas entradas, árvores estilizadas e com iluminação diferenciada dão o tom à decoração. Cada R$ 200 em

Clima é de otimismo

compras dá direito a um cu-

A expectativa de vendas é boa. Em seu segundo Natal, o

pom para concorrer a um ve-

Continente Park Shopping pretende incrementar as vendas em até

ículo BMW 320i. No Shopping Iguatemi, dez árvores espalhadas pelo mall, com cartões com nomes e idades de três mil crianças aten-

15%. Já o Grupo Almeida Almeida Júnior como um todo prevê um crescimento de 14 a 32% nas demais unidades. No Iguatemi, a estimativa é um acréscimo de 10% em relação ao período anterior, que será alcançado em tanto apelo comercial.

didas pelo Lar Recanto do Carinho, Aape,

O superintendente do Floripa Shopping, Antônio Britto, ob-

Instituto Guga Kuerten e Pastoral da Cri-

serva que – assim como já vem acontecendo nos últimos anos - o

ança. Os clientes podem escolher um car-

clima do Natal, a decoração, o Papai Noel atraem as famílias e o

tão e comprar o presente para uma delas,

fluxo de pessoas aumenta cerca de 30%. “Esse aumento no núme-

que deverá ser entregue num posto de

ro de visitantes reflete diretamente na compra de presentes e no

coleta montado em frente às lojas Renner,

incremento das vendas”, diz. “Estamos com ótimas expectativas

no piso L2. O empreendimento irá sorte-

para este Natal”.

ar dois Cruze Sport – cada R$ 300 em com-

Novembro/Dezembro - 2013

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ESPECIAL HIPISMO

Glamour e títulos Com talentos promissores e trabalho de base, hipismo catarinense conquista premiações e frequenta pódios nacionais e internacionais

N

os últimos cinco anos o hipismo catarinense tem registrado conquistas expressivas nos cenários nacional e inter-

nacional, e atualmente se coloca como a terceira força nacional em todas as categorias de competição. Esporte que requer altos investimentos para a prática, especialmente de alta performance – um bom cavalo pode chegar a custar R$ 500 mil, e animais de padrão olímpico têm valores acima de R$ 1 milhão – o hipismo é geralmente relacionado a luxo e

44

|

glamour. Difícil encontrar alguém que não se

ção tanto com a comunidade Hípica

impressione com a beleza dos animais, ele-

Catarinense quanto com a Confederação Bra-

gância dos cavaleiros e amazonas e com o

sileira de Hipismo (CBH), órgão máximo do

ambiente das competições.

esporte no Brasil. “Com isso poderemos bus-

O que poderia ser considerado um di-

car formas de apoiar ainda mais e valorizar os

ferencial atrativo, talvez seja, de acordo com o

atletas que vão representar o estado e a Fede-

presidente da Federação Hípica Catarinense

ração nas competições fora de Santa Catarina”,

(FHC), Carlos Werner Heinzelmann, um dos

explica.

motivos para que o esporte não alcance junto

Enquanto a Federação faz sua parte,

aos meios de comunicação uma divulgação

os atletas seguem provando seu talento, an-

condizente com os resultados alcançados.

corados na maioria das vezes no apoio incon-

“Nosso esporte sofre pelo estigma de ser fe-

dicional dos pais, que participam ativamente

chado a uma elite, e embora os atletas, espe-

de todo o processo. “As competições acon-

cialmente a nova geração, alcancem resulta-

tecem praticamente todos os finais de sema-

dos expressivos em competições variadas, ain-

na, sempre em lugares diferentes, e por isso

da há pouco reconhecimento, seja por parte

há sempre alguém da família – quando não a

do público ou da imprensa”, lamenta

família toda – “escoltando” os atletas”, expli-

Heinzelmann, que assumiu a FHC em janeiro

ca Cristine Berger, que divide com o marido e

de 2012 e desde então tem executado um tra-

a filha mais velha a rotina de acompanhar a

balho estruturante, buscando maior aproxima-

amazona Gabrielle Berger, de 12 anos, em

Novembro/Dezembro - 2013


ESPECIAL HIPISMO Foto: Grace Carvalho/Divulgação

Carlos Werner Heinzelmann Foto: Divulgação

Presidente da FCH

suas competições e treinamentos pelo Brasil

rientes, compra de equipamentos e cuidados

e até em outros países.

com os cavalos. Sim, cavalos, porque para

A convivência constante entre atletas

competir de forma efetiva um atleta necessita

e suas famílias, contribui para que se crie uma

de pelo menos dois animais, para não correr o

comunidade, e os laços de amizade se es-

risco de sobrecarregá-los em competições su-

tendem além das competições. “Hoje, minha

cessivas, e em um esporte no qual as premia-

filha tem amigos em todo o Brasil, nos Esta-

ções financeiras demoram a aparecer, todos

dos Unidos e em países da Europa, todos

os gastos correm por conta das famílias.

conquistados durante as competições e perí-

Segundo Heinzelmann, esse investi-

odos de treinamento dos quais participa. E

mento forte já no início da carreira dos atle-

são amizades sólidas”, explica Maria Isabel

tas tem impacto direto em seus desempe-

Scheer, mãe de Sofia, que aos 18 anos já

nhos à medida em que vão evoluindo no es-

contabiliza dez de experiência no esporte. A

porte. Para ele, a perspectivas são promisso-

exemplo dos dois irmãos, Sofia chegou ao

ras. “Contamos com o apoio da comunidade

hipismo por intermédio da mãe, ela própria

hípica, que ‘sente’ o momento positivo do

praticante do esporte até hoje.

esporte em nosso estado, e se mostra sem-

Mas além da companhia da família, o

pre disposta a colaborar. Temos uma safra de

esporte requer muita dedicação e seriedade

atletas nas principais categorias do esporte,

nos treinos, além de uma serie de investimen-

que têm tudo para repetir em 2014 os resul-

tos, como a contratação de treinadores expe-

tados que conquistaram este ano”, afirma. Novembro/Dezembro - 2013

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45


ESPECIAL HIPISMO

Talento e treinamento

considerar o valor de um animal com nível olímpico (cerca de U$ 1,5 milhão). Nesse sentido, segundo afirma, o aprimoramento da raça ‘Brasileiro de Hipismo’ (BH), um cavalo de salto desenvolvido no Brasil, tornou o esporte mais acessível e motivou um desenvolvimento do esporte nos últimos anos. Esse avanço pode ser medido a partir do número de conjuntos que participam das provas organizadas. “Em provas fortes, com saltos de 1,5 m, por exemplo, já conseguimos

“O Além do dom para o esporte, acesso a cavalos competitivos e provas com elevado nível técnico qualificam competidores

46

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registrar 50 conjuntos, e em provas de 1,35 a hipismo brasileiro disputa em igualdade

1,40 – que chamamos de provas intermediári-

de condições, com equipes da América

as – temos que limitar o número de competi-

Latina, e quando se fala na América do

dores, devido à grande procura”, diz.

Sul, temos supremacia em praticamen-

Apesar de um intenso calendário nas

te todas as categorias. Temos talentos, ex-

provas destinadas às categorias de base, ain-

celentes resultados em provas de até 1,45

da há uma carência no que diz respeito a pro-

m, mas nos falta, ainda, grandes cavalos para

vas de nível internacional, que contribuem com

as provas fortes, que começam a partir de

o aperfeiçoamento dos competidores de alta

1,50”. A afirmação de Luiz Cassettari, juiz de

performance. Cassettari explica que as provas

provas e proprietário de uma escola de hipis-

de um Concurso de Salto Internacional Oficial

mo em Florianópolis, dá uma ideia do está-

(CSIO) podem ter de uma a quatro estrelas (que

gio em que se encontra o esporte no Brasil,

classificam o nível de dificuldade que a prova

e o que pode ser considerado como um obs-

apresenta). “CSIO quatro estrelas, no Brasil, te-

táculo a se transpor.

mos apenas uma prova, que é o The Best Jump,

Em quase 40 anos trabalhando com

em Porto Alegre, que reúne competidores dos

cavalos, Cassettari acumulou uma experiên-

Estados Unidos, do Canadá e da Europa. Parti-

cia invejável tanto no que diz respeito aos ani-

cipar de uma prova assim melhora a qualifica-

mais quanto ao talento dos praticantes do

ção do atleta”, justifica. Nas principais provas,

esporte, desde os primeiros momentos em

basileiras, são trazidos armadores estrangei-

que se lançam nas competições. Segundo

ros, que agragam novidades em termos de

explica, a idade ideal para se começar a pra-

traçado nas provas, contribuindo para aumen-

ticar o esporte é perto dos sete anos, quan-

tar o nível técnico das competições.

do seus osos e musculatura já estão prepa-

Aos poucos essa especialização co-

rados para a prática. Nesta fase, o treinador

meça a dar resultados, em todas as categori-

precisa prepará-lo não apenas tecnica men-

as. Se os pequenos competidores catarinen-

te, mas também emocionalmente para as

ses trilham um caminho de vitórias, também

competições.“Me impressiona a rapidez com

nas categorias mais avançadas o Estado co-

que esses novos talentos estão absorvendo a

meça a marcar posição. Na categoria Sênior,

técnica e conquistando resultados nas cate-

com saltos a partir de 1,45m, por exemplo,

gorias de base, mas nas categorias de alta

Santa Catarina nunca havia conseguido mon-

performance o hipismo torna-se um esporte

tar uma equipe para competir, mas em 2012

muito seletivo, e às vezes temos excelentes

a situação mudou. "Pela primeira vez conse-

competidores, que se não conseguirem um

guimos montar uma equipe, e conquistamos

patrocinador acabam ‘morrendo na praia’”,

o vice-campeonato brasileiro. Este ano

explica. De acordo com Cassettari, quando se

estamos registrando resultados muito bons

busca a profissionalização, o investimento fi-

até 1,45, e com isso nos qualificamos nova-

nanceiro é grande, e para exemplificar, basta

mente para o disputar o pódio", explica.

Novembro/Dezembro - 2013


Novembro/Dezembro - 2013

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47


ESPECIAL HIPISMO

Dedicação

A

vontade de se sentir mais segura

cavalo com seu manto”, diz. E tem dado cer-

para andar a cavalo nos finais de

to. Em 2012, Gabrielle recebeu o reconheci-

semana em hotéis-fazenda, levou

mento da Federação Catarinense de Hipismo

Gabrielle Fontoura Berger, 12 anos, às aulinhas

pelo seu desemprenho, e em 2013 a amazo-

de equitação na Sociedade Hípica Catarinen-

na contabiliza 18 resultados expressivos em

se, uma vez por semana. Junto com Gabrielle

diversos campeonatos.

entraram os outros três irmãos, que foram, aos

Além do apoio e companhia da família,

poucos, desistindo da prática, enquanto ela au-

segundo Cristine o senso de responsabilida-

mentou a frequência e a intensidade dos trei-

de e dedicação ao esporte que que Gabrielle

nos. Isso aconteceu há quatro anos, e logo

demonstra são marcantes. De terça a sexta

Gabrielle convenceu o pai, o empresário Dilmo

ela acorda às 6h00 e vai direto para a hípica,

Berger, a comprar um cavalo próprio. X-Pita foi

aonde fica na companhia do instrutor Oelinton

a primeira aquisição da amazona, que hoje pos-

Machado Feliciano (Elinho) até perto do meio

sui também Cora do Refúgio, Land Romanov,

dia. Nos finais de semana em que não partici-

Bandover e Kalandra, com os quais tem con-

pa de competições, a rotina se repete também

quistado uma série de títulos no Brasil e no

aos sábados. Como normalmente viaja às sex-

exterior. “Os títulos recentes mais importan-

tas para as competições, Gabrielle falta mui-

tes foram conquistados em junho, em São

tas aulas, mas mesmo assim dá conta de to-

Paulo, no Campeonato Brasileiro de Salto,

dos os deveres e, já no terceiro bimestre, suas

quando a Gabi foi campeã brasileira por equi-

notas anunciavam que passaria de ano com

pe e vice-campeã no individual, na categoria

folga.

Pré-mirim”, conta Cristine, a mãe de Gabrielle,

As conquistas da amazona contagiam

que fica ‘com o coração na mão’ durante as

a família, que se envolve, sobretudo emocio-

competições. “Peço sempre a proteção de

nalmente, de todo o processo. Em junho, por

Nossa Senhora, para que ela cubra a Gabi e o

exemplo, Land Romanov havia se machucaFoto: Divulgação

Em quatro anos de prática, desempenho chama atenção

que rende títulos

do, e Gabrielle precisava de mais um cavalo para fazer companhia a Cora para tentar o título brasileiro. “Procuramos um cavalo para alugar, e com a ajuda do ‘Elinho’ encontramos o Bandover. Em apenas três dias, eles desenvolveram uma sintonia tão grande, que juntos conquistaram o catarinense de amazonas, e em São Paulo o desempenho foi tão empolgante que o Dilmo decidiu comprar o cavalo antes mesmo de ela ir para a decisão”, conta Cristine. O resultado em São Paulo rendeu a classificação para o Sul Americano, no Uruguai, (CSI Children Rosario), de onde Gabrielle veio com a oitava colocação.

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ESPECIAL HIPISMO

Mãe e filho unidos no hipismo

C

porte completo, que além de ensinar a vencer obstáculos e superar desafios, ajuda a adquirir novas habilidades e tomar decisões. “São apenas dois minutos em média na pista, e neste tempo tudo precisa dar certo”, explica. Para isso, segundo Jeann, são necessários muita concentração e total interação entre cavaleiro e o animal. A primeira égua, Pérola, hoje está com a mãe, Daniela, mas ainda é lembrada pelo

om 23 anos e formado em Administração,

cavaleiro com muito carinho, devido ao tem-

Jeann Caldas Domingos ainda encontra

peramento do animal, e às alegrias e vitórias

tempo para treinar três a quatro vezes por

que conquistaram juntos. Atualmente Jeann

semana e participar de inúmeras competições,

tem formado conjunto com VDL Vivaldi, e

muitas delas acom-

competido na categoria Amador Top (1,30 m).

Fotos: Divulgação

Em dez anos de hipismo, o cavaleiro

panhado da mãe, Daniela

Caldas.

trouxe vários troféus para casa, com desta-

“Desde

criança

que para o terceiro lugar por equipes no Bra-

sempre fui apaixo-

sileiro de Amador, vários troféus de campeão

nado por cavalos.

do Ranking estadual (da categoria 1,00 m até

Aos 13 anos fui fa-

1,20 m), além de inúmeras classificações em

zer uma aula na So-

provas nacionais.

Hípica

No início da carreira, Jeann contou

Catarinense, e nun-

com as aulas do instrutor Oelintom Machado

ca mais parei”, lem-

Feliciado (Elinho), a quem credita boa parte

bra Jeann.

de seu aprendizado. A interação foi tão pro-

ciedade

Para ele, o hipismo é um es-

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veitosa, que Elinho é hoje seu instrutor particular.

Daniela Caldas foi seduzida pelo esporte

paz de proporcionar a sensações de liberdade

que o filho Jeann, passou a praticar. Aos 42 anos,

e alegria, e nos dá a oportunidade de explorar-

a amazona pratica o hipismo há cinco, e 2013

mos formas de lidar com os nossos próprios

foi seu último ano saltando 1,0 metro, na cate-

medos”, diz.

goria Amador B. Formando conjunto com Péro-

Sempre juntos nas competições, mãe e

la (que foi a primeira égua de Jeann), conquis-

filho tornaram-se ainda mais próximos por meio

tou o primeiro lugar por equipe e terceiro lugar

do esporte e dividem alegrias e conhecimento.

na categoria individual no campeonato brasilei-

“Quando o Jeann pode, está ao meu lado e cha-

ro, e em outubro conquistou a terceira coloca-

ma minha atenção para alguns detalhes que

ção no campeonato indoor, realizado em Curitiba.

para ele são muito claros, até pela convivência

Completamente apaixonada pelo espor-

anterior que teve com a Pérola. E eu tenho muito

te, Daniela treina quatro vezes por semana e lis-

orgulho de estar com ele em campeonatos”,

ta uma serie de benefícios que a convivência

vibra Daniela.

com os animais traz. “Essa troca entre amazona

Além da égua Pérola, Daniela possui

e cavalo mexe com a auto-estima e nos faz acre-

também Arthos da Ixía, que está sendo prepa-

ditar o quanto somos capazes de realizar gran-

rado por Leandro Cardoso, atual instrutor da

des coisas no nosso dia a dia. O hipismo é ca-

amazona.

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ESPECIAL HIPISMO

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ESPECIAL HIPISMO

Identificação veio com a Equoterapia

mente a Luiza desenvolveu muita identificação com os animais, o que foi uma motivação para se dedicar ao esporte”, explica Graziela Silva, mãe da jovem amazona. Em março de 2009 Luiza foi matriculada na escolinha da Sociedade Hípica Catarinese, e no final deste mesmo ano ga-

A

nhou seu primeiro cavalo, passando então a os treze anos de idade, Luiza Santos e

treinar com o professor particular Marcos

Silva já acumula uma serie de conquis-

Capra Castro. Os títulos começaram a apare-

tas no hipismo Catarinense e Brasileiro,

cer e registraram a evolução: 3º lugar no Cam-

fruto de muito treino, dedicação e total

peonato Catarinense de Escola 0,80 m, em

interação com os ani-

2010; bi-campeã catarinense na Categoria

mais que possui. O

Mini Mirim (altura 1,00), nos anos 2011 e 2012,

curioso, em seu caso,

vice campeã brasileira Mini Mirim em 2011,

é que sua relação

5º lugar no brasileiro de Mini Mirim em 2012,

com o esporte come-

entre outros. Em 2013, Luiza conquistou o

çou por meio de se-

vice campeonato catarinense Pré Mirim (1,10

ções de Equoterapia,

m) e foi campeã por equipe na mesma cate-

porque demonstrava

goria.

Fotos: Divulgação

Equilíbrio D

muita preocupação

Hoje Luiza treina de duas a três vezes

como comportamen-

por semana, intensificando a preparação nos

to dos cavalos. “As

períodos pré competições, e não consegue

seções aconteceram

imaginar seu dia a dia longe da rotina dos trei-

em 2008, e rapida-

nos e competições.

por meio do esporte

esde que Lara era pequena sua mãe,

ra veio me perguntar o que havia acontecido,

Adriana, quis que a menina interagisse

porque ela recuperou o atraso em tempo re-

com cavalos, pois acreditava que os be-

corde”, relembra Adriana.

nefícios de conviver com o animal seriam fun-

Lara possui dois cavalos - Alípio e SL

damentais para o amadurecimento da meni-

Steel – e atualmente está na categoria esco-

na. Por isso, quando tinha sete anos e estava

la, saltado a 90 cm de altura. Treina de quarta

na fase de alfabetização na escola, Lara foi le-

a sábado (às vezes também nas terças-feiras),

vada a dar seus primeiros passos no esporte.

por um período de aproximadamente três

“O hipismo trouxe equilíbrio para a

horas. No processo de amadurecimento no

Lara, exercendo influência positiva inclusive

esporte, o instrutor Leandro Jorge Cardoso

nos estudos. Na sala de aula

teve papel fundamental, principalmente no

ela estava atrasada em rela-

início, quando a jovem praticante ainda tinha

ção aos colegas, e a profes-

inseguranças em relação ao animal. “A pre-

sora até tinha programado a

sença dele foi fundamental para ela não pa-

recuperação para o mês de

rar no início. Com o Leandro, além da técnica

julho. Lembro que em maio

a Lara aprendeu o animal é um parceiro e os

ela começou com as aulas de

dois são um conjunto. Por isso ela não pode

equitação, e logo a professo-

imputar sempre a ele as faltas que eventualmente acontecem”, justifica Adriana.

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ESPECIAL HIPISMO

Apoio familiar é estimulante A

tuando na categoria Jovens Cavaleiros,

Porto Alegre, com o qual Mariana está traba-

Mariana Paladini, 17 anos, começou a mon-

lhando para desenvolver um entrosamento

tar aos nove anos e considera seu título mais

maior, e para isso conta com a ajuda do instru-

significativo a conquista do sétimo lugar no ge-

tor Nestor Deluchi. Dedicada, mesmo em fase

ral do Campeonato Brasileiro de Escolas, rea-

de preparação para tentar uma vaga na univer-

lizado em São Paulo há cerca de dois anos. “É

sidade, Mariana treina seis vezes por semana

Fotos: Divulgação

Um ano

um campeonato muito forte, com

– de segunda a sábado – pelo menos duas ho-

muitos conjuntos e uma exigência téc-

ras por dia.

nica muito alta. Por isso fiquei muito

O hipismo é, para Mariana, um esporte

feliz com o resultado que alcancei”,

completo e que só trouxe benefícios para sua

explica.

vida pessoal. Além de exigir responsabilidade

Mariana conta que foi à hípica

e dedicação na prática, ensina a se preocupar

por indicação de Maria Isabel Scheer,

com tudo que envolve a prática. “Não seria

amiga de sua mãe – Patrícia. Ela tinha,

fácil dar conta de tudo sozinha – nem das res-

então, nove anos, e nunca mais parou

ponsabilidades e muito menos dos custos –

de montar.Hoje, tem dois cavalos:

mas é muito gratificante contar com o apoio

Justus - que está aposentado - e La

da família, que vibra com minhas conquistas e

Maison Risisi Du Terron, um animal fran-

fica feliz por me ver crescendo naquilo que eu

cês comprado há cerca de um ano em

gosto de fazer”, diz.

especial

V

pou. “Mas acredito que o título mais importante foi Children International Jumping, da Federação Equestre Internacional (FEI), que

na categoria Pré Mirim e uma promessa

aconteceu em São Paulo. Foi a primeria vez

do hipismo. Ele salta 1,10 e está treinan-

que o título veio para Santa Catarina”, come-

do para passar para 1,20 em 2014, possui

mora Cleide. Em Em novembro, Vinícius co-

duas éguas em competição – Pocahontas

memorou a convocação para integrar a equi-

JMen II e Córdoba – e outros quatro animais

pe brasileira no campeonato “Cavalos Com-

que estão sendo preparados.

partidos”, que aconteceu entre os dias 14 e

De acordo com Cleide Leme, mãe de

17 de novembro, no Uruguai. Foi a primeira

Vinícius, que é proprietária de uma escola de

vez que usou a ‘casaca verde’, exclusiva para

equitação em Joinville, para aperfeiçoar sua

quem defende a bandeira brasileira em com-

técnica, Vinícius conta com dois instrutores:

petições internacionais.

trabalha diariamente, e o cavaleiro

olímpico

José

Roberto

Reinoldo, que acompanha o menino nas competições fora do estado e do país. O ano de 2013 foi particularmente especial para a carreira

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sivas em todos os campeonatos que partici-

inícius Leme é, aos 12 anos, destaque

Francisco Luis Viana, com quem

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de Vinícius, que trouxe classificações expres-

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ESPECIAL HIPISMO

Carreira planejada e em ascensão

E

m um esporte no qual as meninas são a maioria no início, e nas categorias de performance os meninos é que nor-

malmente passam a se destacar, Rodrigo Jardim da Rosa mostra desde cedo sua competência e disposição para a competição. Natural do Rio Grande do Sul, a família sempre teve ligação com o campo e os animais. “Quando pequeno, o Rodrigo era

orgulhosa porque o Rodrigo é muito seguro

uma criança muito agitada, e o contato com

quando está montando”, afirma Ana.

os cavalos trouxe uma serenidade maior para

Com uma serie de pódios e resultados

ele, que ficou muito mais tranquilo e seguro

positivos nas etapas do Circuito de Saltos Na-

na companhia deles”, explica Ana Maria Jar-

cional (ele foi recentemente, o primeiro colo-

dim, mãe de Rodrigo.

cado no GP de Curitiba - categoria mirim - e

Competindo desde os sete anos, des-

conquistou também o vice-campeonato ge-

de cedo o cavaleiro mostrou segurança e ta-

ral da prova, considerando-se a pontuação de

lento para o esporte, e hoje tem sua técnica

todas as categorias), Rodrigo vem conquis-

aperfeiçoada pela instrutora Mariana

tando pontos importantes para sua classifi-

Cassettari, de Florianópolis. Diariamente tra-

cação nacional em 2013.

balha com seus três cavalos: Duty Boy, Chi-

Atenta ao talento e disposição do fi-

ara e Capuava JMen. Graças aos treinos e a

lho, Ana investe de forma incisiva na carreira

uma dose do que a mãe classifica como um

de Rodrigo, e conta com uma empresa de

dom natural, desde 2010 Rodrigo tem cole-

assessoria para programar, divulgar e acom-

cionado conquistas em diversas categorias,

panhar a carreira do jovem. Além disso, des-

classificando-se sempre entre os três primei-

taca a importante colaboração da escola onde

ros colocados. Naquele ano, por exemplo,

Rodrigo estuda, que possibilita a compensa-

foi vice-campeão mundial na categoria pré-

ção das aulas perdidas devido às viagens e

mirim. No ano seguinte, conquistou o título

competições, com o estudo concentrado e

brasileiro.

direcionado. Segundo Ana, Rodrigo tem a

Até julho de 2013, Rodrigo liderou o

exata noção da importância do estudo para

ranking nacional na categoria mirim, mas fi-

sua formação e para o futuro de sua carreira.

cou um mês parado por causa de uma lesão

“Parece lugar comum, mas se tivesse que

no pé, e assim que voltou, em setembro,

voltar no tempo, faria tudo novamente. O

contabilizou uma conquista de peso: a con-

Rodrigo quer continuar competindo, tem ta-

quista da Copa das Nações, na Colômbia,

lento e vontade para se dedicar, e por isso

onde foi o único cavaleiro menor de 18 anos

pretendo manter este ritmo de trabalho, pelo

a competir. “Como mãe, fico com o coração

menos até que ele complete 18 anos”, afir-

na mão, mas ao mesmo tempo fico muito

ma.

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ESPECIAL HIPISMO

Paixão contagia mãe e filha Foto: Grace Carvalho

A

paixonada por cava-

çou a praticar o hipismo na Sociedade Hípica

los desde que era

Catarinense, mas logo depois, com a chega-

criança, Maria Isabel

da dos filhos, foi preciso parar. Em 1997, quan-

Scheer começou a praticar

do voltou a montar, foi já na companhia dos

equitação em uma escolinha

dois filhos mais velhos. “Os meus dois filhos

em São Paulo, e acredita que

começaram cedo. O mais velho nunca gos-

essa seja a porta de entrada

tou e logo parou, mas o do meio, Guilherme,

no esporte para a maioria das

começou aos sete anos, e aos 14 chegou a

pessoas. “Ela serve para ini-

conquistar medalha de prata no Sul America-

ciar qualquer praticante no hi-

no em Buenos Aires. A Sofia veio junto e com-

pismo. Independente de

pete até hoje”, diz.

você desejar ou não ser um

Atualmente Isabel Scheer compete na

atleta de alta performance,

categoria “Amador”, e salta a 1,20. “É uma

na escolinha você aprende a conhecer e con-

categoria que considero bem tranquila, que

trolar o animal: acelerar, trotar, parar....”, ex-

exige um pouco mais de habilidade no salto,

plica. Ali, segundo Isabel, a maioria das pes-

mas na qual os erros não são tão passíveis

soas descobre que o relacionamento com os

de acontecer. À medida em que a altura au-

animais é contagiante. “Tem gente que preci-

menta, a margem de erro diminui”, explica

sa de terapia. Tem gente que precisa de ca-

Isabel que considera que a cada ano que pas-

valo. Eu sou assim”, complementa.

sa o nível de exigência para que um pratican-

Em 1985, com o casamento e a mudança para Florianópolis, Maria Isabel come-

Sofia Scheer tem 18 anos, e chegou ao hipismo pelas

ta mais.

que transfere, também, para o dia a dia.

mãos da mãe, Maria Isabel Scheer, “No início eu tinha medo

Sofia tem dois cavalos europeus – Levin Z e Vanilla

e não amava o esporte e a convivência com os animais

Sky, esta última comprada este ano na Europa – e compete

como acontece hoje em dia. Agora, isso é o que me deixa

atualmente na Categoria Junior (1,40 m). De acordo com a

feliz”, afirma. Além de uma serie de vantagens apontadas

mãe da amazona, Isabel Scheer, a afinidade entre Sofia e

pela maioria dos praticantes – como o espírito de equipe, a

Levin Z é invejável, e eles formam um conjunto muito coe-

convivência saudável e pacífica, e o desenvolvimento do

so, acompanhado de perto pelos instrutores Raphael Brazil

Foto: Luís Ruas

respeito e res-

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Novembro/Dezembro - 2013

e Vitor Teixeira.

ponsabilidade

Com o charme e a vaidade características da idade,

– Sofia destaca

ela capricha não apenas na técnica em suas apresentações,

o reconheci-

mas se destaca também pelos cuidados com a aparência

mento da ex-

dos animais e com seus próprios equipamentos. Os estri-

periência de

bos rosa, por exemplo, chamam atenção e são marca

quem

tem

registrada.Entre os títulos mais importantes de sua carrei-

mais vivência

ra, Sofia destaca a medalha de ouro na Copa das Nações,

no

hipismo

em Wellington, nos Estados Unidos, e a Medalha de Prata

como

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te se destaque no cenário do hipismo aumen-

um

por equipe no Campeonato Sul Americano da Colômbia,

aprendizado

em 2009, mas se ressente por nunca ter conquistado um

importante,

campeonato brasileiro.


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CULTURA

Talento duplo A

Reconhecido pela capacidade de reproduzir figuras humanas, Ruy Marschall dedica-se também a ensinar

s paredes da casa que divide com a

se aventurar no mundo da pintura. Para

esposa, Maria Alice, hospedam deze-

onde quer que se olhe existem telas, pin-

nas de telas. Nos fundos do terreno,

céis, tintas e desenhos, que não deixam

a área (que seria de serviço) e a garagem

dúvidas a respeito de como é o dia a dia

foram adaptadas para funcionar como es-

de Marschall. E tudo muito organizado.

paço de trabalho e acomodar os muitos

Criado no Rio de Janeiro, ele lembra

alunos que recebem do artista plástico Ruy

que herdou da mãe – “Uma artista fantás-

Marschall, os primeiros ensinamentos para

tica e intuitiva” - o dom de pintar. A primeiFotos: Terezinha Bonfanti

ra obra (um retrato de um menino, com data de 1964) é guardada até hoje, e já anunciava o especial talento para reproduzir rostos humanos, com a capacidade ímpar de captar as expressões faciais em sua essência. Adulto, Ruy Marschall afastou-se da pintura por mais de 30 anos, enquanto trabalhava em uma multinacional, e foi só depois da aposentadoria que ele voltou a se dedicar à arte, e por um caminho curioso. “Estava passeando em Porto Alegre, na Rua da Praia, e fiquei observando os pintores trabalhando. Ao chegar em casa, caiu a ficha: ‘Eu sei fazer isso’, e dali para frente não parei mais”, disse. Quase na mesma época, o filho mais novo de Ruy (que também pintava) entrou para a academia de pilotos da aeronáutica, e delegou ao pai a missão de cuidar da caixa de pinturas que possuía. “A caixa chegou aqui em casa e não só cuidei dela, mas passei a usar, primeiro aventurando-me em pequenas telas e depois assumindo desafios maiores”, completa. Desde então, 20 anos se passaram

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Novembro/Dezembro - 2013


CULTURA

e muitas telas foram produzidas. Com as

artistas e aprimorando suas habilidades.

exposições realizadas surgiram convites

“Sou

para dar aulas, Marschall descobriu um

detalhista no processo, e exigente e críti-

novo talento: o de ensinar. “É fascinante

co com o resultado, independente da téc-

ter um primeiro contato com uma pessoa

nica utilizada”, explica o artista, que já

que nunca sequer desenhou, e constatar

comercializou inúmeras telas apresentadas

que após aulas teóricas e desenvolvimen-

em exposições realizadas na Assembleia

to da técnica, passa a criar obras próprias,

Legislativa, em galerias, museus e

com muita qualidade”, afirma o pintor. Ele

shoppings.

extremamente

meticuloso

e

garante que com a técnica adequada qual-

Hoje, além do

quer pessoa é capaz de pintar. “Tenho alu-

tempo dedicado às

nos de 13 a 60 anos, que se dedicam a

aulas, Ruy trabalha

apaixonam-se pela pintura”, completa. Sua

essencialmente para

habilidade para reproduzir figuras humanas

atender encomen-

fez com que fosse procurado por muitos

das particulares, em

estudantes de moda, que têm a necessi-

obras que têm, as-

dade de explorar a figura e as proporções

sim, endereço certo.

do corpo humano para desenvolver os cro-

“Atribuir valor a um

quis das roupas. “Acho que não existe uma

trabalho é algo fácil,

cadeira específica para isso na maioria das

mas determinar um

faculdades, e quase todos chegam aqui

preço é difícil, pois

achando que nunca aprenderão a desenhar

em cada tela há um

um corpo. Mas a proporção é a base de

pouco de você, de sua técnica, de sua de-

tudo”, ensina.

dicação e de sensibilidade. É por isso que

Apesar de demonstrar gosto e talen-

tenho uma relação muito forte com todos

to especiais para trabalhar com a figura

os meus trabalhos, e há alguns dos quais

humana, paisagens, anjos e naturezas-mor-

nunca irei me separar”, finaliza.

tas também fazem parte do repertório de Ruy Marschall, que admite investir muito

ONDE ENCONTRAR:

tempo estudando os trabalhos de grandes

Telefone: [48] 3259 8058

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SOCIAL

35 anos da AM Construções Fotos: Terezinha Bonfanti

F

oi entre amigos, parceiros, colaboradores e familiares que o

empresário Antônio Hillesheim e seus filhos, Milene e Douglas, comemoraram os 35 anos da AM Construções. Confira alguns momentos da festa, que aconteceu no dia 24 de outubro, na sede

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da empresa.

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01 - Milene, Antônio e Douglas Hillesheim | 02 - Pedro Paulo Borges (Aço Scaini) e Antônio Hillesheim | 03 - Milene, Sérgio Neves (Construtiva Representações) e Antônio Hillesheim | 04 - Sergne Gonçalves Junior , Antônio Hillesheim e Marcelo Weinert (Concrebras) | 05 - Antônio Hillesheim, Lorena Peter de Almeida, Delton Luis Batista | 06 - Zenito da Silva, José Nitro (Casas da Água ) Antônio Hillesheim e Emílio Medeiros | 07 - Antônio Hillesheim entre os advogados Clarete Vieira e Eduardo Franzoni | 08 - Aline Guedes, Edilse Cassol, Dione Magali, Milene Hillesheim da Silva e Marizilda Beatriz | 09 - Adv. Carlos Caldas e Antônio Hillesheim | 10 - Antônio Hillesheim entre Osvaldo Anacleto e Pedro Anacleto (PMG Pinturas) | 11 - Venício Petroski (Basetec Estaqueamento) e Antônio Hillesheim | 12 - Adairson Nienkotter (CEF) e Antônio Hillesheim .

Confira mais fotos em nosso site: www.revistaoempresario.com.br

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Foto: Cláudia Gomes

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13 - Marcela Martins, Edilse Cassol e Camila Saleh Bronoski (M&S Arquitetura) | 14 - Douglas Hillesheim, Marlon dos Reis, (RL Esquadrias) , Eduardo Brandão, Abrahan da Costa Filho | 15 - Antônio Hillesheim entre Tânia Magel Gumv e Bianca Merini (Bradesco) | 16 - Milene e Nilton César da Silva | 17 - Wallace de Souza (Vereador Tete, de São José), Adeliana Dal Pont, Prefeita de São José, Antônio Hillesheim e Clonny Capistrano, Vereador São José | 18 - Adriana Zytkuewisz (Cerâmica Portobello) e Antônio Hillesheim | 19 - Luiz Henrique Belloni Faria e Antônio Hillesheim | 20 - Rinaldo Araruama (Cica) (TV Record News), Sônia Peretti (TV Band), Antônio Hillesheim e Elaine Baron , Rádio Guararema | 21 - Sanderson de Jesus, presidente Câmara São José e Antônio Hillesheim | 22 - Andreia Borges, Jaime Rodrigues (Alumínio São José- Alcoa) e Lauro Cordeiro (Jornal Noticias do Dia) | 23 - Sérgio Zimmermann (Comesa) e Antônio Hillesheim | 24 - Cláudia Gomes (colunista social) e Antônio Hillesheim | 25 - Maryah e Ronald, com o avô Antônio Hillesheim | 26 - Funcionários da AM Construções

Confira mais fotos em nosso site: www.revistaoempresario.com.br Novembro/Dezembro - 2013

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SOCIAL

Inauguração da nova sede do Fotos: Terezinha Bonfanti

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o dia sete de novembro o Sinduscon da Grande Florianópolis inaugurou

sua nova sede, no Centro de Florianópolis, com uma festa grandiosa. Todos os ex-presidentes da entidade foram homenageados, em uma cerimônia que uniu singeleza e emoção, e a entidade estendeu a homenagem a parceiros que foram fundamentais na concretização do projeto. Acompanhe, nas próximas páginas momentos importantes

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deste evento.

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01 - Olavo Fontana Arantes, primeiro presidente do Sinduscon, e Hélio Bairros, atual presidente da entidade, descerram a faixa e inauguram formalmente a nova sede | 02 - Olavo Fontana Arantes e Hélio Bairros | 03 - Mário Cezar de Aguiar, primeiro vice presidente da Fiesc, recebe a homengem das mãos de Hélio Bairros e Olavo Fontana Arantes | 04 - Marcos Ricardo Klitzke, da AGP Allianz Andaimes, é homernageado pelo Sinduscon | 05 - Paulo Henrique de Souza, recebe a homenagem em nome da Alumínio São José | 06 - Sílvio Neto e Telbas Bassanto, representantes da Cassol, recebem a homenagem | 07 - Iara Katz, representante da Cecrisa, recebe a homenagem prestada pelo Sinduscon | 08 - Antônio Alves Pereira, representante da Docol - Grande Florianópolis, também recebeu a homenagem | 09 - Arcindo Dutra Knorr recebeu a homenagem em nome da Aços Gerdau | 10 - Cesar Corrêa, representante da Inkor, recebe a homenagem do Sinduscon | 11 - Olavo Fontana Arantes e Hélio Bairros entregam a homengaem a Cleusa Rodrigues, da Lockwell | 12 - Fernando Senn, da Pormade Portas, outro parceiro homenageado pelo Sinduscon | 13 - Eduardo Steinmetz , representante da Stylo Alumínio, é homenageado pelos presidentes Olavo Fontana Arantes e Hélio Bairros.

Confira mais fotos em nosso site: www.revistaoempresario.com.br

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14 - Kleber Sell. representante da tubos e Conexões Tigre, recebe a homenagem do Sinduscon | 15 - Renato Igor, da Rádio CBN e TVCom, entre Olavo Fontana Arantes e Hélio Bairross | 16 - O jornalista Carlos Damião recebeu homenagem pelo grupo RIC, pelo jornal Notícias do Dia e pela Rádio Record | 17 - Leonel Pavan, entre Olavo Fontana Arantes e Hélio Bairros, recebe homenagem prestada pelo Sinduscon | 18 - Aliator Silveira, vice-presidente de relações associativistas e de comunicação do Sinduscon, se une a Olavo Fontana Arantes e Hélio Bairros, para prestar homenagem a Maria Aparecida Nery, do Jornal Ilha Capital | 19 - Senador Luiz Henrique da Silveira também foi homenageado pelo Sinduscon | 20 - Amauri Beck (presidente entre 2004 e 2006, recebe homenagem do Sinduscon) | 21 - Adolfo Cesar dos Santos, que dirigiu o Sinduscon entre 1999 e 2004, recebe sua homenagem | 22 - Itamar José da Silva, presidente entre 1996 e 1999 é homenageado | 23 - Aliator Silveira, recebeu a homenagem em nome de José Joaquim de Souza, que dirigiu o Sinduscon entre 1990 e 1996 | 24 - Neide Maria Martins, viúva do ex-presidente Joci Martins, recebe homenagem prestada ao seu marido | 25 - Jair Philipp, presidente entre os anos de 1984 e 1987, foi homenageado por Olavo Fontana Arantes e Hélio Bairros | 26 - Olavo Fontana Arantes, primeiro presidente da Entidade, que dirigiu o Sinduscon entre 1979 e 1981, recebe a homenagem das mãos de Hélio Bairros | 27 - Uma homengame especial foi entregue ao vice-presidente de Tecnologia, Qualidade e Habitação do Sinduscon, Marco Aurélio Alberton | 28 - Edemir Frutuoso, vice-presidente de Administração e Finanças, também recebeu homenagem especial da diretoria | 29 Hélio Bairros é homenageado por Olavo Fontana Arantes, pela condução da construção da nova sede da entidade.

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30 - Fernando Philippi, Arno Manoel Philippi e Jeanbernat Tasso Silveira | 31 - Joel Tarciso da Silva (3G Alumínio), Eduardo Steinmetz (Stylo Alumínio e 3G Alumínio), Vitor Locks Rodrigues e Paulo Henrique de Souza (Alumínio São José) | 32 - Klaus Stucker e Sílvia Pereira | 33 - Nestor Deschamps (RDO Construtora), Carlos Julio Haacke Junior (Presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção - FIESC), Luise Deschamps (Rodes Construtora), Andreia Borges (revista O Empresário), Roberto Deschamps (Rodes Construtora) e Edemir Frutuoso, vice-presidente de Administração e Finanças do Sinduscon | 34 - Senador Luiz Henrique da Silverira, ex-governador Leonel Arcângelo Pavan, senador Paulo Bauer e José Castelo Deschamps (Beco Castelo) | 35 - Carlos Troian e Vânia Monteiro (AC Feiras), Bruna Joceli Pacheco (Alumínio São José) | 36 - Aloísio Wollinger (Formacco Cezarium), Mauri Espíndola (Cimes Contrutora) e Ion José de Souza Filho (Banco do Brasil) | 37 - Aliator Silveira e Kátia Bristot. Confira mais fotos em nosso site: www.revistaoempresario.com.br

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38 - Fabrizio Pereira (Superintendente do Sesi - SC), João Pedro (Jornal Folha), Tito Alfredo Schmitt (Vice, presidente da Fiesc para a região metropolitana), Edgar Martins (diretor Aemflo/CDL – São José), Carlos Henrique Ramos Fonseca (Fiesc) e Rodrigo Carioni (chefe de gabinete da Fiesc) | 39 - Jacemar Bittencourt de Souza (Caixa Econômica Federal), Jeanbernat Tasso Silveira, Fernando Philippi e Cláudio Hering (JHP Fundações) | 40 - Roberto de Oliveira e Nerilson Junior, do IBC | 41 - Arlete Rose, Orlíndio da Silva (Presidente do SIM) e José Fernando Rocha (Abigraf - SC) | 42 -Mauri Espíndola e Rafaela Espíndola, da Cimes Construtora | 43 - Marcelo Gomes (Pedra Branca), Nirdo Luz (Vereador Pitanta, Pres. da Câmara Municipal de Palhoça), Ana Rita Pagani Luz e Dilvo Vicente Tirloni, da ACIF | 44 - Marcelo Weinert e Sergne Gonçalves Junior (Concrebras), Wilian Veras e Gonçalo Nuno (Estenge Engenharia) e Carlos Alberto Kita Xavier (presidente do CREA). Confira mais fotos em nosso site: www.revistaoempresario.com.br

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45 - Bárbara Soares (Seconci), Kati Teles (Seconci), Raquel Freitas (Sinduscon), Caroline Menezes (designer/Sinduscon) e Ludmila Nascimento Custódio (economista do Sinduscon) | 46 - Monique Back de Almeida, Emília Back de Almeida, Sérgio Campos de Almeida, Elisa Back de Almeida e Rubens Back de Almeida | 47 - Advogados Waltoir Menegotto e Giovana Menegotto | 48 - Carlos Alberto Kita Xavier (presidente do CREA) e engenheira Francis Paulo Kun (Fechaduras Lockwell) | 49 - Nerilson Junior (Instituto Brasileiro de Cadastro) e Rubens de Abreu (Supporto) | 50 - Antônio Hillesheim (AM Construções), Aliator Silveira (Hantei) e senador Luiz Henrique da Silveira | 51 - Mario Motta, mestre de cerimônias do evento do Sinduscon, entre Sheila Prates e Luís Carlos Prates Confira mais fotos em nosso site: www.revistaoempresario.com.br

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52 - Diretoria do Sinduscon | 53 - Marília Ruschel, Cristina Piazza e Maria Lúcia Mendes Gobbi, arquitetas que assinam o projeto da nova sede do Sinduscon | 54 - Emanuel Mendes de Sá e Paulo Vinícius Souza de Miranda (Construtora Pioneira da Costa) | 55 - Orlíndio da Silva (Presidente do Sindicato da Indústria do Mobiliário da Grande Florianópolis) e Hélio Bairros | 56 - Hélio Bairros e Andreza Michelon (Bontempo Móveis, responsável pelo mobiliário da nova sede) | 57 - Hélio Bairros entre Reinaldo Garcia Duarte (Delegacia Especial de Polícia Marítima) e Gabriela Gonçalves (Assessora de Comunicação Social da Cesportos) | 58 - Tito Alfredo Schmitt (Vice, presidente da Fiesc para a região metropolitana), Hélio Bairros e Anselmo da Silva (Marmoraria Florianópolis). Confira mais fotos em nosso site: www.revistaoempresario.com.br

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59 - Carlos Alberto Kita Xavier (presidente do CREA) e Hélio Bairros, presidente do Sinduscon | 60 - Eliane Espíndola e Gabriela Melo (Sinduscon) | 61 - João Formento (presidente do Sinduscon de Itapema) e Adriana Regina | 62 - Ivo Stofella, José Leonel Martins Filho e Fábio Martins | 63 - Oscar Lobo (diretor executivo do Sindicato das Empresas do Transporte de Cargas - Sindicargas), Fernando Braga (conselheiro do Creci) e Júlio César Hess (presidente do Sindicargas da Grande Florianópolis) | 64 - Neide Maria Martins e Gelda Tavares da Silva (Itasa) | 65 - Jair Philipp e Olavo Fontana Arantes, dois ex-presidentes do Sinduscon .

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66 - Hélio Bairros entre Carlos Mello (Assessoria de Comunicação da Casan) e Ernesto São Thiago (consultor em desenvolvimento náutico) | 67 Sergne Gonçalves Junior e Marcelo Weinert (Concrebras) e Marco Aurélio Alberton , vice-presidente de Tecnologia, Qualidade e Habitação do Sinduscon 68 - Iara Katz (Cecrisa Portinari) e o esposo, Antônio Reginaldo | Luciano Adão da Costa e Ludmila Nascimento Custódio (Economista do Sinduscon) | 70 - Kátia Tomaz e Carlos Abraham (vice-presidente da Federação Nacional dos Engenheiros) | 71 - Luiz Carlos Soares, Robson Cardoso e César Corrêa (Inkor) | 72 - Sérgio Campos de Almeida e Emília Back de Almeida (Campos de Almeida) e a advogada Giovana Menegotto.

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73 - Beatriz Cardoso (Caixa Econômica Federal), Jaqueline Martins (assessora de projetos do Sinduscon) e Ludmila Nascimento Custódio (Economista do Sinduscon) | 74 - Alex (advogado), Beatriz de Oliveira (Sinduscon), Gilmar Oliveira (Ceranium Construção e Incorporação) e Alex Macedo (News Cobrança) | 75 - Jaime Antunes Teixeira e Nanci Silva Teixeira (Jat Engenharia) | 76 - Ana Rita Pagani Luz, Marília Teixeira e Gabriela Teixeira | 77 Sílvia Lenzi e Elisa Rehn (diretora de fiscalização da Floram) | 78 - Leonel Arcângelo Pavan, Hélio Bairros e Cláudia Gomes (colunista social) | 79 Eliane Espíndola (Sinduscon), Letícia Trindade, e o engenheiro Eduardo Santos.

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80 - Fernando José de Oliveira (vice-presidente do Sinduscon de Brusque), Rogério de Souza (Banco Itaú), Hector da Silva, Carlos Hacke (pres. da Câmara Cat. da Indústria da Construção, Carlos Humberto Silva (presidente do Sinduscon de Balneário Camboriú), Ademir José Pereira (pres. do Sinduscon de Brusque) | 81 - Eduardo Santos, Renata Fabiane Pereira, Ystefani Correa (Ceranium) e Fabiano Fonseca (Blu Arquitetura) | 82 - Marcelo Sá e Caco Ribas | 83 - Anselmo Malavazi e Juliana Gentil Malavazi (Gentil Construtora e diretoria do Sinduscon) | 84 - Maria Augusta Cavalheiro (assessora de comunicação do Sinduscon) e Felipe Alves | 85 - Felipe Paludo (Gerdau), Sandro Stallivieri e Gonçalo Nuno | 86 - Flávio Mazzucco (Ceranium), Jairo Andrade (Gralha Imóveis), Hélio Bairros e Jaime Clasen (Construtora Stylo.

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32ª Edição - Revista O Empresário