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3VSBM SOBRECAPA PUBLICITÁRIA

DRONES COMO FERRAMENTAS DE PULVERIZAÇÃO Conheça mais sobre essa tecnologia durante a feira MARCAS TAMBÉM MOSTRAM TECNOLOGIAS Soluções para agricultura e pecuária no centro das atenções

VEM AÍ A MAIOR FEIRA AGRO DA REGIÃO! De 12 a 14 de dezembro, em Frederico Westphalen

Acompanhe novidades da feira

1 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


CONTEÚDO APRESENTADO POR

Ao completar 62 anos, Cotrifred vive um novo momento nos negócios

O

ano de 2019 foi e tem sido de muita expectativa para a equipe da Cotrifred, liderada pelo presidente, Elio Pacheco. São vários investimentos em andamento que prometem uma nova etapa nos negócios da cooperativa de produção, criada em 1957 e que em 10 de novembro completa, portanto, 62 anos de fundação. A indústria de laticínios – prestes a ser inaugurada –, a realização da Feira em Campo - Agronegócio em Foco, uma feira técnica e alicerçada no uso da tecnologia no setor, além de outros investimentos em unidades de municípios de abrangência, fazem com que a cooperativa se posicione em outro patamar no mercado. – Acreditamos que esta fei-

ra vai dar uma visibilidade para os negócios da cooperativa não somente em nível regional, mas também estadual e nacional. Esse clima de pré-feira, aliado à inauguração do laticínio, tem gerado um clima muito otimista. Estão confirmados em torno de 70 expositores e estimamos um público de 3 mil a 5 mil pessoas – assinala o presidente, Elio Pacheco. Além de ser uma oportunidade de fortalecer o relacionamento da cooperativa com seu público associado, a feira será mais uma oportunidade de qualificar o produtor rural, seja ele agricultor ou pecuarista de leite. Inovação, tecnologias para o campo, cooperação e valorização do agronegócio são conceitos que estão norteando todo esse trabalho.

Corteva Agriscience™: portfólio completo e muita tecnologia disponível ao produtor Uma das parceiras da Cotrifred na realização da Feira em Campo – Agronegócio em Foco é a Corteva Agriscience™, que vai estar presente em toda a programação do evento. Com o portfólio completo de soluções em sementes e em defensivos agrícolas, a marca promete atualizar o produtor visitante sobre as novidades para os próximos ciclos produtivos. – Demonstraremos os potenciais de variedades de milho e soja Pionner®, além de soluções para controle de ervas daninhas, insetos e doenças na cultu-

ra da soja e milho. É claro que o produtor poderá conhecer mais sobre toda a nossa linha de proteção de cultivos e grandes novidades, uma delas é o lançamento de uma nova solução para controle de percevejos nas culturas da soja e milho. O objetivo é que possamos mostrar todas as soluções da marca, do início ao fim do ciclo produtivo da lavoura, com muita inovação e resultado para o produtor – explica o representante comercial da Corteva Agriscience™ na região, Bruno Morlin.

Segundo ele, o propósito da Feira em Campo Cotrifred, em potencializar o uso de tecnologias na lavoura, vai ao encontro do trabalho que a marca faz no dia a dia com o produtor rural. – Isso mostra a força da cooperativa e como ela vem se posicionando com foco em favorecer tanto o agricultor associado como a comunidade em geral. Estamos apoiando essa iniciava de forma integral com um objetivo em comum, que é levar as melhores soluções para o produtor – reforça Morlin.

DSM Tortuga® mostra soluções para pecuária e lança novo produto na feira Outra presença de peso na Feira em Campo Cotrifred será da DSM, detentora da marca Tortuga®, considerada pioneira em saúde e nutrição animal no Brasil. A DSM Tortuga® é mais uma das parceiras da cooperativa nesta primeira edição do evento. Segundo o supervisor técnico comercial Frederico dos Santos Trindade, além de produtos já consagrados nas linhas de bovinos de leite e de corte, como a linha Fosbovi® e a Bovigold®, também Revista Novo Rural 02 Novembro 2019 2 | Revista Novo de Rural | Novembro de 2019haverá lançamentos. Um deles é o Bovi-

gold® Extra Plus, considerada uma solução completa para produtores de leite de alta performance. – Este é um produto com tecnologia avançada em minerais de alta biodisponibilidade a assimilação pelos animais e também elevados níveis de vitaminas A, D e E. É um suplemento nutricional completo que oferecer aos animais alguns aditivos alimentares fundamentais para altas produções de leite e saúde animal, tais como biotina, monensina ou óleos

essenciais crina – ressalta Trindade, observando que no espaço da marca na feira os pecuaristas poderão sanar dúvidas e interagir com uma equipe especializada no assunto. Hoje a DSM Tortuga® é a maior produtora de suplementos minerais para animais de produção no Brasil, figurando também entre as maiores do mundo. Além da pecuária de leite e de corte, a marca também atua nas áreas de aves, suínos, equinos, ovelhas e cabras.


região do Médio Alto Uruguai gaúcho também ingressa no circuito de feiras direcionadas para o agronegócio graças a uma iniciativa da Cotrifred, que prepara uma série de novidades para a primeira edição da Feira em Campo – Agronegócio em Foco, para os dias 12, 13 e 14 de dezembro. A estrutura será montada em uma área de 4,6 hectares às margens da rodovia RS-150, em Frederico Westphalen, na saída para Caiçara. Entre as diversas novidades que devem ser mostradas aos milhares de visitantes que são esperados está a utilização de drones para monitoramento e pulverização de lavouras. – Com essa tecnologia hoje é possível identificar áreas que têm problema com ervas-daninhas, por exemplo, para depois fazer a validação a campo e analisar a possibilidade de aplicação localizada de herbicidas – explica o agrônomo e fundador da Dronagro, Guilherme Busanello. Ele e o sócio Diego Berté, que também é agrônomo, estão animados com a mais recente parceira, a Cotrifred. Através da cooperativa, eles fazem parte de um projeto de fortalecimento e expansão de outra star-

tup, a Arpac, que surgiu no Rio Grande do Sul, tem sede em Porto Alegre e também um escritório em Piracicaba/SP, região que vem sendo denominada como “Vale do Silício” brasileiro. – É uma ferramenta importante para uma tomada de decisão mais rápida em relação ao manejo da lavoura. Já tivemos casos de aplicar a taxa variável na aplicação de nitrogênio na cultura do milho e conseguir reduzir custos sem deixar de atender à necessidade das plantas – pontua Busanello. Segundo o gerente de compras da

Rafaela Rodrigues

Tecnologia e inovação a serviço do produtor A

CONTEÚDO APRESENTADO POR

Cotrifred, Joni Duarte, o serviço já está à disposição dos associados da cooperativa para esta safra 2019/2020. Inicialmente, algumas áreas demonstrativas auxiliarão a difundir essa tecnologia. Durante a feira, os equipamentos também estarão à disposição para os produtores conhecerem e sanarem suas dúvidas. Hoje, o drone pode pulverizar defensivos em áreas de até 50 hectares por dia. Já com o uso de agentes biológicos é possível fazer até mil hectares por dia, uma vez que é um produto mais leve e de fácil aplicação.

Yara: mais produtividade e rentabilidade na agropecuária Com mais de 100 anos de história e experiência em inovações, a Yara preza em levar para os agricultores e pecuaristas de leite soluções tecnológicas para os mais diversos cultivos. O intuito é auxiliar os produtores a alcançar altos níveis de produtividade e a tão esperada rentabilidade. – Por isso, estamos trabalhando junto à região de Frederico Westphalen para tra-

zer muito mais do que uma linha de produtos inovadores voltados para os negócios do produtor, mas trazendo soluções e trocando conhecimento com nossos parceiros e clientes, para que eles possam empregar esse conhecimento em seus negócios e, assim, ter um crescimento contínuo e sustentável – pontua o agrônomo e consultor técnico comercial da Yara, Afonso Rodrigo

Luft, comentando sobre a participação da marca na Feira em Campo Cotrifred. Nesse trabalho, um dos pilares mais consolidados da marca no mercado é em relação ao conhecimento que compartilha com o produtor. “É isso que torna constante a nossa caminhada em prol do desenvolvimento e do crescimento”, reforça Luft.

Agroeste™: lançamentos e agricultura digital à disposição Além dos híbridos já consagrados no mercado, como o AS 1677 PRO3® e AS 1666 PRO3®, a Agroeste terá lançamentos em milho para a safra 2020. O intuito, segundo o representante comercial Maicon Capeletto, é trazer soluções que garantam a rentabilidade para o produtor ru-

ral. Além de híbridos de milho, a marca também mostrará variedades de soja com bom desempenho para o clima da região. Outro atrativo da marca é a agricultura digital, com a parceria da plataforma Climate Field View™. “Esta é uma plataforma que está revolucionando a agricultura.

Vamos mostrar de forma prática e objetiva como essa ferramenta funciona e pode contribuir com a rentabilidade de lavouras de soja, trigo e milho”, pontua Capeletto, reforçando que a expectativa para a feira é positiva, principalmente pelo cunho tecnológico que imprime.

Shimizu: um estímulo a mais para a lavoura Na área de bioestimulantes e produtos que tornam mais eficiente a aplicação de defensivos agrícolas em lavouras e pomares, a Feira em Campo Cotrifred contará com a participação da Shimizu. O agrônomo e coordenador comercial da marca no RS, Bruno Aguiar, ressalta que o foco será nas chamadas grandes cul-

turas – apesar de na região a marca também atuar nas áreas de videiras e citros. – Isso vai ao encontro da proposta da feira, em criar mais proximidade com o agricultor da região, levando em conta a valorização das características regionais da agricultura que é praticada – assinala Aguiar.

Segundo ele, a principal mensagem que a equipe da Shimizu deve deixar para o público da Feira em Campo é a necessidade de mais eficiência na agricultura, priorizando o uso de produtos que potencializem o produção e tornem a tecnologia de aplicação ainda mais precisa nas Revista Novo Rural 032019 lavouras e nos pomares da região. Novembro de 2019 de 39 | Revista Novo Rural | Novembro


CONTEÚDO APRESENTADO POR

Programe-se para a maior feira agro do Médio Alto Uruguai gaúcho! 12 de dezembro · 13h30min: Abertura · 14h15min: palestra sobre qualidade do leite e padrões exigidos pela legislação, com Silvana Trindade, da CCGL.

13 de dezembro

1º SEMINÁRIO REGIONAL DA SOJA Apoio: Corteva, Yara e Granular Local: Pavilhão principal

· 8h40min: credenciamento · 9 horas: palestra com Bruno Visconti, engenheiro-agrônomo da Granular Insights, sobre “Agricultura digital, uma nova visão no agronegócio · 10h15min: palestra com Dejalma Zimmer, engenheiro-agrônomo, doutor em Ciências e Tecnologia de Sementes e comentarista do Canal Rural, sobre “Os desafios da soja para alta produtividade” · 11h45min: encenrramento

· 8h30min: abertura da feira · 19 horas: encerramento

1º SEMINÁRIO REGIONAL DO LEITE 14 de dezembro · 8h30min: abertura da feira, exposição de animais de estimação e brinquedos infláveis · 9h30min: Vivendo a Terceira Idade · 15 horas: encerramento

Apoio: Sicredi e Emater/RS-Ascar

· 13h40min: credenciamento dos participantes · 14 horas: palestra sobre “Mercado e tendências para o setor de leite”, com um representante da CCGL · 15h15min: palestra com Rafael Amaral, zootecnista, mestre em Ciência Animal e Pastagem, gerente da América Latina de Nutrição na Delaval e idealizador do canal do YouTube Doctor Silage. Ele explanará sobre “Indicadores de desempenho na produção de silagem” · 16h30min: encerramento

INSCREVA-SE NOS SEMINÁRIOS ATRAVÉS DO LINK feiraemcampo.cotrifred.com.br Sistema disponível a partir de 20 de novembro

Acesse o código e garanta sua inscrição nos seminários

Revista Novo Rural 04 Novembro de 2019| Novembro de 2019 40 | Revista Novo Rural

Conteúdo produzido pela Novo Rural


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3VSBM Ano 4 - Edição 36 - Novembro de 2019 | Exemplar R$ 10,00

PECUÁRIA DE LEITE

Projeto Meu Tambo, Meu Futuro difunde conhecimento em tardes de campo LOGÍSTICA

Ponte da Integração é inaugurada em dezembro e gera novas perspectivas

A AGRICULTURA QUE DÁ CERTO Veja como o holandês Henricus Aernoudts construiu uma vida alicerçada na agricultura acompanhando de perto a transformação agro. Além disso, o consultor Alexandre Gazolla Neto dá dicas para a implantação das lavouras de soja

3 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Novo Rural

ESPECIAL

Três anos

compartilhando, inspirando e valorizando conhecimento e pessoas

C

onteúdo com qualidade, produzido com informações fornecidas por técnicos preparados com o foco em nossa realidade. Este foi o compromisso que renovamos em mais um ano de atuação da Novo Rural. Também cumprimos, em cada edição, com outro importante propósito do nosso trabalho, que é contar histórias inspiradoras, que mostrem as iniciativas positivas

ao mesmo tempo que reconhecem o esforço daqueles que se propuseram ao desafio de fazê-las. Há um ano comemorávamos os primeiros 24 meses da Novo Rural e anunciávamos o início de um novo ciclo, com uma nova gestão, que qualificaria tecnicamente ainda mais a Novo Rural e a transformaria em mais do que uma revista, a NR se desafiou a ser uma plataforma de conteúdo e

De 2016 a 2019 foram

1.408

páginas publicadas

392

reportagens especiais

144

matérias sobre produção de grãos

4 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

147

páginas dedicadas a conteúdo para a pecuária de leite

disseminação de conhecimento. Para que isso se cumprisse, ampliamos algumas frentes, com a inserção de vários artigos técnicos, a geração de conteúdo para a plataforma on-line, que por sinal cresceu muito nestes últimos doze meses, e a grande novidade deste ano, que foi a realização de cursos de qualificação, com renomados profissionais, do Brasil e do exterior. Foi um ciclo de muito trabalho, inves-

timento e crença no setor primário. Por isso, nesta edição de aniversário, quando comemoramos os três anos da NR, podemos novamente compartilhar alguns números, que expressam a nossa trajetória, mas principalmente, o quanto estamos comprometidos em ser parceiros do desenvolvimento do meio rural. Seguindo os mesmos critérios do balanço publicado em 2018, mostramos alguns números de áreas específicas


Novo Rural Cooperativismo CooperAtivas

94

pĂĄginas de reportagens e artigos sobre o cooperativismo

PEDRO LUĂ?S BĂœTTENBENDER Doutor em Administração, mestre em GestĂŁo Empresarial, especialista em Cooperativismo e administrador. É professor pesquisador da UnijuĂ­, assessor e associado de cooperativas E-mail: plbutten@gmail.com

ESPECIAL

OPINIĂƒO

39

Crescendo e se fortalecendo no cooperativismo A cooperativa, formada por uma sociedade de pessoas, tem no econômico apenas um dos seus focos. Na crise econômica, política ou social, mais do que um mecanismo para enfrentå-la, as cooperativas se constituem em estratÊgia e instrumento para construir a superação da crise, fazendo dela LQFOXVLYHXPDSRVVtYHORSRUWXQLGDGH$VVLPRFRRSHUDWLYLVPRFRQÀUPD a sua missão maior de promover o desenvolvimento econômico e social equilibrado dos seus membros e da sociedade onde estå inserido.

matĂŠrias especiais abordando sustentabilidade e tecnologia

O

cooperativismo estå vivenciando novas dinâmicas no âmbito da governança, sustentabilidade e alavancando o desenvolvimento econômico e social dos seus membros e das regiþes onde atua. Sem deixar de vivenciar, reconhecer e investir na superação dos seus desaÀRVDWXDLVHIXWXURVRFRRSHUDWLYLVPRFUHVFHHVHIRUWDOHFH9LVWRHUHFRQKHFLGRFRPR sistema, estratÊgica, movimento, organização, sociedade de pessoas, organizaçþes jurídicas com objetivos que são mais amplos que apenas gerar lucros e promover a reprodução e acumulação do capital. Como pesquisador nas åreas do cooperativismo, administração e desenvolvimento, com muitos trabalhos realizados abrangendo vårias åreas do conhecimento, destacando humanas, políticas, econômicas, sociais, tecnológicas, ambientais e da gestão, Ê comprovado na pråtica e experiência que o cooperativismo Ê verdadeiro promotor da inclusão social, a igualdade e equidade humana, da promoção da democracia e a justiça social, da solidariedade e ajuda mútua, do empreendedorismo coletivo e a promoção do desenvolvimento de seus membros e da sociedade. O cooperativismo tem se apresentado, na sociedade pós-moderna, como uma das IRUPDVPDLVLQRYDGRUDVGHRUJDQL]DomRVRcial e econômica, gerando oportunidades de trabalho e geração de renda, promovendo a distribuição mais igualitåria e equitativa do poder e da renda. Segundo o sistema Ocergs-Sescoop/RS, em 2018, o cooperativismo possuía mais de 2,9 milhþes de associados, mais de 450 cooperativas e mais de 64 mil empregados. Aumentaram em mais de 12% os ingressos, 18% as sobras, 12% o patrimônio líquido e 7% os ativos. Jå no Brasil, segundo dados do anuårio da Organização das CooperatiYDV%UDVLOHLUDV 2&% HPIRUDPPDLV de 6,8 mil cooperativas, 14,2 milhþes de associados e 398 mil empregos. Esses dados,

agregados aos dos demais sistemas cooperativos, irão gerar impactos ainda mais sigQLÀFDWLYRVHFRPUHSHUFXVV}HVDJUHJDGRUDV QDDUUHFDGDomRGHLPSRVWRVHDGLIHUHQFLDGD e destacada atuação em regiþes emergentes, JHRJUDÀFDPHQWHSHULIpULFDVPHQRUFRQFHQtração populacional, menos dinâmicas economicamente e/ou indicadores de desenvolvimento menores, entre outros. Outros aspectos que vêm contribuindo FRPRIRUWDOHFLPHQWRGRFRRSHUDWLYLVPRVmR os intensos investimentos em educação e capacitação dos quadros diretivos, associaWLYRVHIXQFLRQDLVDFUHVFHQWHSDUWLFLSDomR de mulheres e jovens nas organizaçþes, inclusive em quadros de liderança, e um rejuvenescimento dos quadros diretivos, expresso tanto pela agregação de novas lideranças TXDQWRSHODTXDOLÀFDomRHFDSDFLWDomRGHOLderanças atuais. $WHQWRVDRVGHVDÀRVSUHVHQWHVHIXWXURVRFRRSHUDWLYLVPRHVWiIRFDGRQDVSULRridades, como a ampliação e empoderamento das cooperativas nas regiþes, estados e país; modernizando os seus mecanismos de gestão e governança, garantindo transparência e sustentabilidade ao sistema; a intercooperação (intra e inter sistemas), ampliando a sua atuação e capacidade de investimento em novas åreas e a promoção da inovação; integração na cadeia produtiva, aproximando

produtores de alimentos com consumidores; promoção da inovação em processos, produtos e sistemas; a renovação do marco leJDOGRFRRSHUDWLYLVPRHVXDVLQWHUIDFHVFRP o mercado; a ampliação de alianças internacionais, ampliando seus níveis de autonomia IUHQWHDVLQVWDELOLGDGHVLQWHUQDVHDSULPRUDmento e ampliação dos mecanismos de integração e de comunicação intra-sistema e com os territórios, países e comunidades onde estão inseridos. &RPHVWDFRPELQDomRGHIDWRUHVHD sua própria natureza enquanto organizaçþes constituídas por pessoas, as cooperativas assumem uma dinâmica de crescimento e GHIRUWDOHFLPHQWRHPSURFHVVRVGHGHVHQvolvimento harmônico e mais equilibrado. E pQRVDPELHQWHVGHFULVHID]HQGRGHODXPD de suas oportunidades, que o cooperativisPRFRQÀUPDDVXDPLVVmRPDLRUGHSURPRver o desenvolvimento econômico e social dos seus membros e da sociedade. E assim cada vez estå sendo reconhecido. 6HYRFrDLQGDWHPGLÀFXOGDGHVGHHQWHQder e reconhecer, vå atÊ uma das cooperativas próximas, ou convide um de seus representantes, e avancem na perspectiva de promover o bem e o desenvolvimento, garantindo perspectivas de vida e de esperança SDUDDVJHUDo}HVIXWXUDV Sigamos em cooperação!

31 | Revista Novo Rural | Agosto de 2019

112

pĂĄginas entre reportagens e artigos sobre a sucessĂŁo e juventude no campo

82

matĂŠrias sobre gestĂŁo, mostrando os exemplos e ferramentas para cuidar melhor do negĂłcio

Engenheiroagrônomo, mestre e doutor em Ciência e Tecnologia de Sementes. É professor na Universidade Regional Integrada – Campus de Frederico Westphalen/RS, alÊm de diretor do O Agro Software para o Agronegócio e da Vigor Consultoria para o Agronegócio

Nesta edição mostraremos um panorama sobre os principais pontos-chaves para o perfeito desenvolvimento das lavouras

E

stamos em pleno desenvolvimento vegetativo em diversas lavouras de soja no Sul do Brasil, momento decisivo para controle de plantas daninhas e, principalmente, pragas e doenças. Em um estĂĄgio mais avançado temos o ciclo do milho e do feijĂŁo, em que algumas ĂĄreas jĂĄ estĂŁo em pleno enchimento de grĂŁos. 2SULPHLURGHVDĂ€RQRFRQWH[WRGRPDQHMRSDUDDOWRVUHQGL mentos de grĂŁos ĂŠ estabelecer plantas distribuĂ­das uniformemente e com capacidade produtiva nas lavouras, aspecto este que jĂĄ foi vencido. Agora, precisamos canalizar os esforços no controle dos agentes redutores de produtividade. $LGHQWLĂ€FDomRGRVtQGLFHVGHGDQRHFRQ{PLFRFDXVDGR SRUSUDJDVHGRHQoDVH[LJHXPDFRPSDQKDPHQWRFULWHULRVRH detalhado das ĂĄreas de produção, de forma a nĂŁo realizar apliFDo}HVHPH[FHVVRRXDWUDVDGDV1HVWHFDVRRVGRLVH[WUH mos acabam gerando perda de recursos por parte dos agricultores. O cenĂĄrio climĂĄtico demonstra uma preocupação crescente com a ocorrĂŞncia da ferrugem asiĂĄtica (Phakopsora pachyrhizi) da soja em diversas ĂĄreas nos trĂŞs Estados do Sul do Brasil, com um Ă­ndice de registro de ocorrĂŞncias crescendo a cada dia. O fungo Phakopsora pachyrhizi ĂŠ um patĂłgeno ELRWUyĂ€FRTXHQHFHVVLWD de hospedeiro vivo para sobreviver e ampliar a sua multiplicação. Atualmente esse fungo se caracteriza como a principal doença na cultura da soja no Brasil. 2QtYHOGHGDQRHFRQ{PLFRTXHHVVDGRHQoDSRGHRFDVLR nar depende do nĂ­vel e do momento de infecção, das condiçþes climĂĄticas favorĂĄveis Ă sua multiplicação, da resistĂŞncia/ tolerância e do ciclo da cultivar utilizada. Reduçþes de produWLYLGDGHSUy[LPDVDVmRREVHUYDGDVTXDQGRFRPSDUDGDV ĂĄreas tratadas e nĂŁo tratadas com fungicidas em lavouras com alta incidĂŞncia da doença. $FRQĂ€UPDomRGDIHUUXJHPpIHLWDSHODFRQVWDWDomRGHVD liĂŞncias semelhantes a pequenas feridas (bolhas) no verso da folha, que correspondem Ă  estrutura de reprodução do fungo. Essa observação ĂŠ facilitada com uma lupa, de 10 a 20 aumentos, pelo tĂŠcnico ou agricultor. $IHUUXJHPDVLiWLFDGDVRMDGHVDĂ€DDFDGHLDSURGXWLYDD cada safra, onde sĂŁo observados comportamentos diferentes do patĂłgeno, seja em relação a sensibilidade a fungicidas ou ao perĂ­odo de ocorrĂŞncia e evolução nas lavouras.

“A ferrugem asiĂĄtica da soja desafia a cadeia produtiva a cada safra, onde sĂŁo observados comportamentos diferentes do patĂłgeno.â€?

RECOMENDAÇÕES DE MANEJO • Efetue o monitoramento constante e detalhado das lavouras.

• Realize as aplicaçþes em intervalos adequados, seguindo as recomendaçþes para cada produto.

• Utilize tecnologia de aplicação adequada, com volume de calda recomendado para FDGDHVWiJLRÀVLROyJLFR • Conduza as aplicaçþes de fungicidas de forma preventiva, sempre em associação com fungicidas multissítios.

Flavio Cazarolli

EngenheiroagrĂ´nomo, especialista em GestĂŁo de Recursos Humanos e palestrante na ĂĄrea de sucessĂŁo rural. Gerencia a Foco Rural Consultoria, em IjuĂ­ E-mail: Ă DYLR#IRFRUXUDO com.br

• Rotacione fungicidas com diferentes mecanismos de ação.

• Não realize mais de duas aplicaçþes de fungicidas do mesmo mecanismo de ação em um mesmo ciclo de produção.

• Controle as plantas remanescentes em lavouras e beiras de estrada.

• Respeite o período de semeadura recomendado para cada região e cultivar.

• Desenvolva um plano de rotação de culturas.

• Consulte sempre um engenheiro-agrônomo GHVXDFRQÀDQoDHPFDVRGHG~YLGDV

8 | Revista Novo Rural | Dezembro de 2018

Agricultura

OPINIĂƒO

VocĂŞ sabe como fazer um planejamento sucessĂłrio?

E

ste mês marca o início desta parceria com a Novo Rural, que objetiva compartilhar com os leitores da revista impressa e do site novorural.com nossas vivências e experiências como consultores na årea de Gestão dos Negócios Rurais. São mais de 20 anos no dia a dia junto com famílias, tÊcnicos e entidades, dedicados a estudar e aprender sobre a agropecuåria. São temas oriundos desta experiência que queremos desenvolver neste espaço. Desejamos imensamente que tudo que for abordado aqui possa contribuir com os leitores, ajudando a todos na JUDWLÀFDQWHHKRQURVDPLVVmRGHSURPRYHURGH senvolvimento sustentåvel do nosso país. 1RVVRSULPHLURGHVDÀRpDERUGDUDVXFHV são nos negócios familiares rurais, um assunto que tem sido debatido insistentemente nos últimos anos por diversas instituiçþes. Nosso objetivo Ê orientar os produtores e suas famílias quanto às GLÀFXOGDGHVHPOLGDUFRPRDVVXQWRVXFHVVmR apresentando os pontos que devem ser entendidos e discutidos para a construção de um processo tranquilo e exitoso.

Todo patrimĂ´nio tem herdeiros, mas poucos tĂŞm sucessores

Compreender a distinção sobre esses conceitos Ê o primeiro passo para o êxito de um programa de sucessão. Juridicamente o termo herdeiro (a) se refere aquele que sucede na totalidade ou em parte da herança, seja por força de lei, seja por disposição de testamento, Ê a pessoa para a qual serå transmitida a propriedade de bens ou direitos. No entanto, para a administração, sucessor (a) Ê aquele que sucede a outrem ou que o substitui em cargos, funçþes. São situaçþes diversas, que devem ser tratadas de forma distinta, apesar de comumente estarem relacionadas a uma mesma pessoa. Compreender a distinção desses conceitos facilita o início do planejamento sucessório nos QHJyFLRVUXUDLVHFRVWXPDWHUUHà H[RVSRVLWLYRV no relacionamento das pessoas envolvidas. É comum que os pais, tambÊm chamados fundadores, por terem instituído as bases do negócio atual, idealizem que seus herdeiros, ou um deles, sejam seus sucessores. O que precisa ser entendido Ê que por trås desta decisão existe uma escolha por parte dos herdeiros em relação ao seu futuro, quanto ao que desejam na vida. Portanto, a condição de herdeiro (a) Ê um fato, algo determinado por aspectos legais tornando-se uma condição. Quanto ao sucessor (a), sua determinação estå em volta de uma decisão, de uma escolha, e se concretiza com um processo de desenvolvimento, de forPDomRHSURÀVVLRQDOL]DomR3DUDXPVXFHVVRU muito mais do que receber um patrimônio, o que importa Ê receber um legado de conhecimento, valores e princípios empresariais.

A dinâmica dos negócios familiares rurais

É importante entender um pouco da dinâmica dos negócios familiares rurais, evidenciando as características predominantes entre as diferentes geraçþes. Na primeira geração temos uma família dedicada exclusivamente para a construção de um QHJyFLRSDLVHÀOKRVGHGLFDGRVHFRPSURPHWLGRV com a empresa. Temos nessa geração uma família a serviço do negócio, onde as decisþes são råpidas e voltadas para o crescimento do patrimônio, sendo que na maioria das vezes os envolvidos abrem mão de benefícios pessoais em prol da ampliação dos negócios e do crescimento patrimonial. Na segunda geração temos um grupo de pessoas que recebem um patrimônio e uma sociedade, sendo que os sócios não tiveram a oportunidade de se escolherem, ou seja, faltou a vontade livre e consciente de associar-se e assim permanecer. Evidencia-se relacionamentos familiares mais complexos, não Ê mais uma relação de pais e irmãos, passa a existir uma relação em grau mais distante como primos, tios, cunhados/as. Surgem interesses diversos acerca do destino do negócio que somado com a ausência de uma estrutura interna para a tomada de deciVmRDFHQWXDPRDPELHQWHGHFRQà LWR 2VFRQà LWRVUHVXOWDQWHVGHVVHSURFHVVRDX mentam na medida em que as geraçþes se distanciam dos fundadores e trazem consigo, em maior ou menor grau, duas crises: crise de liderança e crise de identidade. O resultado disso Ê que poucos negócios familiares rurais permanecem saudåveis na mesma família atÊ a terceira geração. Para mudar essa realidade Ê necessårio que se estabeleça um processo organizado da sucessão. A melhor orientação Ê que a sucessão seja iniciada, enquanto o sucedido estiver em plena capacidade, com energia e potência para colaborar com RVXFHVVRGRSURFHVVReGLItFLOLGHQWLÀFDUHVVH momento, jå que os fundadores raramente encaUDPRVHXDXJHSURÀVVLRQDOFRPRRSRQWRGHFR meçar o planejamento sucessório. Por esse e por outros motivos, a sucessão Ê algo demorado, complexo e delicado. 2VGHWHQWRUHVGRSDWULP{QLRVmRDÀJXUDFHQ tral do processo sucessório, mas o que se transmite não Ê apenas o patrimônio, mas sim uma cultura e um modo de agir que se transformou em um QHJyFLREHPVXFHGLGR2JUDQGHGHVDÀRpSURPR ver a cooperação e comunicação entre geraçþes e DGPLQLVWUDURVFRQà LWRV Muitos pontos merecem discussão quando tratamos do assunto sucessão, porÊm o ideal Ê encontrarmos disposição e criarmos um ambiente positivo no meio familiar para conversarmos sobre o assunto. Aproveite a leitura deste artigo e inicie uma discussão com seus familiares, quem sabe essas poucas palavras possam ser o incentivo para uma conversa que hå tempos você deseja ter com seus sócios e familiares.

“A melhor orientação ĂŠ que a sucessĂŁo seja iniciada enquanto o sucedido estiver em plena capacidade, com energia e potĂŞncia para colaborar com o sucesso do processo. Por esse e por outros motivos, a sucessĂŁo ĂŠ algo demorado, complexo e delicado.â€? Flavio Cazarolli

36 | Revista Novo Rural | Julho de 2019

EngenheiraagrĂ´noma, mestre e doutora em Fisiologia Vegetal pela USP-Piracicaba e pĂłs-doutora pela Esalq em genĂŠtica molecular e bioquĂ­mica de plantas. Atua como professora na Udesc em Lages/SC, onde tambĂŠm coordena o LaboratĂłrio de AnĂĄlise de Sementes

Agricultura

BOLETIM TÉCNICO

A importância do controle de qualidade na produção de sementes

A

TXDOLGDGHGHVHPHQWHVpGHÀQLda por quatro parâmetros bem reconhecidos pelos sementeiros, os FRPSRQHQWHVJHQpWLFRItVLFRÀsiológico e sanitårio. O aspecto genÊtico Ê determinado pelas características intrínsecas de cada cultivar, obtida após o processo de melhoramento genÊtico, as quais devem ser preservadas na semente. O componente físico Ê padronizado ao longo do processo de produção de sePHQWHVDSDUWLUGRFRQWUROHHÀFD]QRPRmento da colheita, como a umidade adequada na colheita, evitar danos mecânicos durante a colheita, transporte, secagem e EHQHÀFLDPHQWR1RHQWDQWRRVSDUkPHWURVÀVLROyJLFRHVDQLWiULRHVWmRUHODFLRQDdos com a germinação, o vigor e a ausência de patógenos infectando ou infestando as sementes. Esses parâmetros, contudo, apresentam-se frågeis e podem ser facilmente comprometidos ao longo do processo de produção de sementes. Apesar das exigências legais para comercialização das sementes (Lei 10.711/03), com padrþes mínimos, por exemplo, de germinação, pureza, determinação de sementes infestadas, entre outros requisitos em função da espÊcie, hå PXLWRVGHVDÀRVSDUDRVSDUkPHWURVÀVLRlógico e sanitårio, pois estes estão intimamente relacionados entre si.

“As anĂĄlises de sementes dĂŁo garantia de indicar o lote mais adequado para determinado local de cultivo e quais medidas devem ser tomadas para o sucesso no estabelecimento das plantas a campo.â€?

18 | Revista Novo Rural | Agosto de 2019

AntĂ´nio Luis Santi

Manejando a rentabilidade das lavouras de grĂŁos

Cileide Maria Medeiros Coelho

artigos tÊcnicos foram publicados apenas neste ciclo de 12 meses, demonstrando a preocupação em levar informação qualificada e de profissionais renomados. Nos três anos, o total de artigos tÊcnicos chega a 194.

SucessĂŁo rural

OPINIĂƒO

GestĂŁo para o futuro

120

Alexandre Gazolla Neto

Agricultura

9LJRUHPVHPHQWHVGHVRMDFODVVLÀFDGDVSUHYLDPHQWHSHORWHVWHGH HQYHOKHFLPHQWRDFHOHUDGRKRUDVž& )RQWH/$6

)XQJRVSUHVHQWHVQDVVHPHQWHVGHWHFWDGRVSHORPpWRGR´EORWWHUWHVWH¾Penicilium sp; Aspergillus spp; Fusarium spp.; Cercopora kikuchii )RQWH/$6

Tanto a semente, como o patógeno, são seres vivos e requerem energia para manter-se vivos, e esta energia Ê fornecida pela semente. Se esta energia for comprometida, o potencial que a semente apresenta em formar uma nova planta tambÊm serå comprometida, e poderå ser mais dråstica se as condiçþes de campo forem adversas. Algumas alternativas podem ser implementadas para a manifestação do måximo SRWHQFLDOÀVLROyJLFRGHXPORWHGHVHPHQtes, dentre as opçþes recomenda-se que os produtores considerem a anålise das sementes de forma mais detalhada quanto jVVXDVFDUDFWHUtVWLFDVÀVLROyJLFDHVDQLWiria, utilizando testes de vigor e de sanidade. Dessa forma, tem-se uma maior garantia de indicar o lote de sementes mais adequado para determinado local de cultivo e quais medidas devem ser tomadas para promover o sucesso no estabelecimento inicial das plantas a campo. A presença de determinados patógenos nas sementes, alÊm de comprometer a qualidade sanitåria, interfere no estabelecimen-

WRGDSODQWDDFDPSRHQDHÀFiFLDGRWHVWH de germinação realizado em laboratório sob condiçþes ideais. Por interferir no desenvolvimento de plântulas normais, comprometendo o percentual de germinação apresentado no boletim de anålise de sementes (BAS) ou no informativo de resultados. AlÊm disso, a causa do baixo vigor em lotes de sementes de soja pode ainda ser resultado da presença de determinados patógenos. Como medida de prevenção, o traWDPHQWRGHVHPHQWHVpUHFRPHQGDGR1R entanto, a grande maioria dos lotes que são analisados em laboratório de rotina não passaram pela etapa de tratamento. As anålises de vigor e sanidade são de fundamental importância para contemplar a qualidade de um determinado lote. Deve-se investir em parâmetros e aspectos legais que valorizem a qualidade de sementes, de tal forma que, os produtores tenham o recoQKHFLPHQWRÀQDQFHLURHPSURGX]LUVHPHQtes de qualidade, garantindo assim a sustentação dos programas de melhoramento e de produção de sementes no Brasil.

Engenheiro-agrônomo, doutor em Ciência do Solo/Agricultura de Precisão, coordenador do Laboratório de Agricultura de Precisão do Sul da UFSM-FW, e representante do Fórum dos ProReitores de PósGraduação e Pesquisa (FOPROP) na Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão, junto ao MinistÊrio da Agricultura.

OPINIĂƒO

O que estĂĄ faltando para que seja feito o bĂĄsico bem feito nas lavouras brasileiras?

T

enho tido a oportunidade de viajar a trabalho por vårios Estados brasileiros nesses últimos dois meses e tambÊm palestrar nos principais eventos científicos em minha årea no Brasil. Aliås, poder conversar com centenas de produtores, tÊcnicos e pesquisadores tem sido uma das melhores coisas que tem me acontecido nesses últimos anos. Sempre tive a percepção, e cada vez me convenço mais, de que uma nação só avança quando o que for gerado nos ambientes de pesquisa chegar a quem realmente precisa dessas informaçþes – no meu caso, aos produtores. Como professor, extensionista e pesquisador e às vezes quase "psicólogo", tenho escutado os apelos de uma sociedade que clama pela nossa proximidade. Não estå em debate, nesta minha coluna, as decisþes políticas, porÊm preciso pontuar, com muita responsabilidade, algumas percepçþes sobre porque estamos deixando de avançar em rentabilidade, em produtividade e mesmo em eficiência ambiental. Nesta edição optei apenas por cinco elementos que, quando bem gerenciados, podem colocar a agricultura brasileira em outro patamar produtivo.

Primeiro

Vivemos um momento tecnolĂłgico nunca vivido na histĂłria da humanidade e isso tem nos tornado muito “sonhadoresâ€?

A charge abaixo foi uma sĂĄtira sobre a vida fĂĄcil que a tecnologia poderia proporcionar em nossas lavouras. Embora jĂĄ existem mĂĄquinas autĂ´nomas, cabe lembrar que a gestĂŁo dos processos ĂŠ realizada por pessoas. Quem determina, programa, orienta e decide sĂŁo pessoas. Esse mundo nĂŁo existe na realidade, pelo menos para a grande massa de agricultores.

APOIO TÉCNICO:

Segundo

O que precisamos entender para produzir mais?

Esse organograma adaptei do professor Costa, da UFR*6SDUD´VLPSOLÀFDU¾RVPDLVGH 50 fatores que regem e precisam ser cuidados para que a lavoura tenha sucesso. Parece fåcil ser produtor/consultor, mas entender de todas as pragas, doenças, plantas daninhas, atributos biológicos, físicos e químicos do solo, cultivares, híbridos, ajuste populacional, plantabilidade, entre outros, e ainda gerenciar o momento certo de comprar e vender os insumos, produtos, cuidar da segurança da propriedade, da mão de obra, da família e ainda viver Ê uma tarefa para heróis. Só os bons entenderão.

Melhor A M B I E N T E

M A N E J O

Pior

Potencial MĂĄximo T E C N O L O G I A

Ambiente Ăłtimo Manejo ideal

Potencial AtingĂ­vel

Ambiente favorĂĄvel Manejo adequado

Potencial MĂŠdio

+EXSVIWUYIHIÇťRIQ

GenÊtica, radiação, CO2, temperatura

+ Fatores que limitam Ă gua, nutrientes

+ Fatores que reduzem

Pragas, doenças, plantas daninhas

C O N T R O L E +

Fonte: Santi & LAPSul, 2018

12 | Revista Novo Rural | Outubro de 2019

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Giro pelo agronegĂłcio JosĂŠ Ricardo Bagateli, de Santa Rita, Paraguai

Engenheiro-agrĂ´nomo e consultor ricardobagateli@gmail.com “Assim com no Brasil, a cultura da soja ĂŠ a principal atividade agrĂ­cola do Paraguai, que produziu cerca de 9,2 milhĂľes de toneladas na safra 2017/18, posicionando o paĂ­s como o sexto maior produtor e quarto maior exportador mundial dessa oleaginosa. A ĂĄrea estimada a ser cultivada na safra 2018/19 ĂŠ de cerca de 3,5 milhĂľes de hectares, distribuĂ­dos nas principais zonas produtivas dos Departamentos de Alto ParanĂĄ (27%), Itapua (18%), Canindeyu (18%), Caaguazu (12%), San Pedro (9%), Caazapa (6%), e Amambay (5%). O restante (5%) estĂĄ distribuĂ­do em zonas marginais sobre ĂĄreas de pastagens e/ou arroz, TXHSRVVXHPSRWHQFLDOGHFUHVFLPHQWRPDVĂ€FDOLPLtado pelo retorno econĂ´mico em função das oscilaçþes do preço internacional da commodity. Com boa umidade do solo, mas com temperaturas ainda levemente baixas, os produtores do Paraguai iniciaram a semeadura da soja jĂĄ na primeira semana de setembro, quando Ă€QDOL]RXRSHUtRGRGRYD]LRVDQLWiULR3DUDDEHUWXUDGH plantio, o mĂŞs de setembro ĂŠ a ĂŠpoca preferida dos agricultores das principais regiĂľes produtoras do paĂ­s (Canindeyu, Alto ParanĂĄ e Itapua), pois com o uso de cultivares adequados permite sua colheita dentro do mĂŞs de janeiro a meados de fevereiro, sendo esta a janela ideal para a semeadura da segunda safra, seja ela de milho ou ainda da soja safrinha. As chuvas intensas registraGDVQRĂ€QDOGHVHWHPEURHPHDGRVGHRXWXEURDFDUUHWDram certos atrasos na semeadura e na colheita do trigo e da canola, principalmente em fazendas maiores. Depois GHXPDWUpJXDGDVFKXYDVQRĂ€PGRPrVGHRXWXEURRV trabalhos retornaram de forma intensa e estima-se que 90% da ĂĄrea jĂĄ esteja semeada. Mais de 50% da ĂĄrea foi semeada em sua melhor ĂŠpoca (meados setembro e inĂ­cio de outubro) e, apesar de alguns problemas pontuais ocasionados por excesso de chuva e pouca luminosidade – que ocasionaram algum atraso no crescimento –, estas se encontram em boas condiçþes de desenvolvimento vegetativo. No inĂ­cio de outubro foi constatado, em diversos locais do paĂ­s, a presença da ferrugem em plantas de soja voluntĂĄria e esta ĂŠ a maior preocupação dos tĂŠcnicos e agricultores, em função do potencial destrutivo GHVVDGRHQoDTXHĂ€FDOLPLWDGDDSRXFDVHVWUDWpJLDV de controle que devem ser muito bem empregadas. As lavouras receberĂŁo a primeira aplicação de fungicida antes do fechamento das entre-linhas, o que deve ocorrer na prĂłxima semana para as ĂĄreas semeadas em setembro. Boa safra a todos!â€?

4 | Revista Novo Rural | Novembro de 2018

Giro de muitas informaçþes

Rafael Oliveira Vergara, de Pelotas/RS Engenheiro-agrĂ´nomo, mestre em CiĂŞncia e Tecnologia de Sementes, atua na Sementes SimĂŁo agrorafaelvergara@gmail.com

“Na cultura do arroz, a evolução da semeadura na metade Sul do Rio *UDQGHGR6XOHQFRQWUDVHFRPVLJQLĂ€FDWLYRDWUDVRDSUHVHQWDQGRiUHD semeada inferior a 40% nas diferentes microrregiĂľes produtoras. Na cultura da soja observa-se evolução normal. Vale enfatizar que o perĂ­odo preferencial de semeadura da cultura na regiĂŁo Sul ĂŠ a partir da segunda quinzena do mĂŞs de outubro, de tal forma que observa-se ĂĄrea semeada inferior a 20% da ĂĄrea total cultivada. Em especial na cultura do arroz, o atraso de semeadura foi fortemente influenciado pelas precipitaçþes do final do mĂŞs de setembro, dificultando o preparo do solo e posterior semeadura. Na cultura da soja a ocorrĂŞncia de chuvas na Ăşltima quinzena de setembro ocasionou o atraso nas dessecaçþes, o que dificilmente deverĂĄ influenciar negativamente na evolução da semeadura.â€?

Gustavo Miraballes Scarano, San Juan Bautista, Paraguai

Engenheiro-agronĂ´mo e gerente da Agroindustrial Agriplus S.A. gmiraballes1@gmail.com “A produção de arroz no Paraguai quadruplicou sua ĂĄrea nos Ăşltimos 10 anos. Estima-se que para esta safra 2018/2019 atinja 950 mil toneladas GHSURGXomRVHJXQGRIRQWHGHGDGRVRĂ€FLDLVGRSDtV$WXDOPHQWH estamos entre os principais paĂ­ses exportadores de arroz do mundo. (VSHFLĂ€FDPHQWHSDUDHVWDWHPSRUDGDDJUtFRODDVVHPHDGXUDVIRUDP atrasadas devido Ă alta frequĂŞncia das chuvas, principalmente nos meses de setembro e outubro, sendo setembro bem acima da mĂŠdia histĂłrica para aquele mĂŞs, com aproximadamente 180 milĂ­metros. O avanço da VHPHDGXUDQRĂ€QDOGHRXWXEURHVWiHPWRUQRGHGDiUHDSURMHWDGDÂľ

Armando Azevedo Romeiro, de Formosa/GO Engenheiro-agrĂ´nomo e consultor armandoaz.romeiro@gmail.com

“Por aqui o plantio da safra de verĂŁo iniciou no dia 16 de outubro, com a chegada das chuvas, proporcionando a umidade ideal ao solo para a semeadura da soja, milho e feijĂŁo. O momento da semeadura ĂŠ o mais importante do processo produtivo, pois ĂŠ onde ocorre a instalação da lavoura, por esse PRWLYRRDJULFXOWRUGHYHĂ€FDUDWHQWRDRWUDEDOKRGHVHPHDGXra, ou seja, a plantabilidade das sementes, que refere-se a uma perfeita distribuição ao longo da linha de plantio. Uma lavoura bem implantada ĂŠ sinal de produtividade.â€?

Nas comemoraçþes dos dois anos da NR lançamos a coluna “Giro pelo AgronegĂłcioâ€?, espaço em que profissionais de todo Brasil compartilharam informaçþes sobre as mais diversas ĂĄreas da produção, mostrando como o agronegĂłcio estĂĄ acontecendo nos quatro cantos do paĂ­s.

Agricultura Luiz Fernando Gutierrez Roque

Interação

Analista de mercado da consultoria SAFRAS & Mercado E-mail: luiz.gutierrez@ safras.com.br

MERCADO DE SOJA

Oferecimento:

Soja: com guerra comercial, exportaçþes devem voltar a crescer em 2020

O

Brasil poderĂĄ ver um novo crescimento nas exportaçþes de soja em 2020. Se a guerra comercial continuar ao longo do prĂłximo ano, a demanda chinesa deverĂĄ permanecer voltada para os portos brasileiros, consumindo novamente a maior parte da oferta de soja do paĂ­s. Em 2018, o Brasil exportou impressionantes 83,8 milhĂľes de toneladas, superando todas as expectativas e esgotando os estoques. JĂĄ em 2019, com uma oferta de soja menor devido Ă s perdas “Os nĂşmeros produtivas na safra e com estoiniciais tambĂŠm menores, indicam que o ques as exportaçþes brasileiras deveesmagamento rĂŁo alcançar “apenasâ€? 72,1 milhĂľes de toneladas. tambĂŠm Com a previsĂŁo inicial de uma nova safra recorde na temdeve crescer porada 2019/20, abre-se novamente a possibilidade de um na nova crescimento nas exportaçþes. temporada É importante destacar que os nĂşmeros atuais tĂŞm como predevido a missa a manutenção da guerra comercial entre EUA e China uma maior ao longo do prĂłximo ano. Este demanda por fato ĂŠ determinante para a prode exportação brasileira. exportação de Ajeção continuidade da guerra deverĂĄ levar novamente a uma forte carnes, com demanda chinesa pela soja braaumento do sileira, enxugando nossos estoHavendo acordo comercial apetite chinĂŞs ques. nos prĂłximos meses, certamente veremos mudanças importanem meio tes nos nĂşmeros de oferta e deĂ s perdas manda brasileiros, com provĂĄvel recuo na expectativa de exportano rebanho çþes e elevação nos estoques. Nas diretrizes atuais, as exsuĂ­no do paĂ­s portaçþes de soja do Brasil deasiĂĄtico.â€? verĂŁo totalizar 77 milhĂľes de toneladas em 2020, subindo 7% sobre o volume de 2019, projetado em 72,1 milhĂľes de toneladas. A previsĂŁo faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado. O quadro traz as primeiras projeçþes para a nova temporada. Os nĂşmeros indicam que o esmagamento tambĂŠm deve crescer na nova temporada devido a uma maior demanda por exportação de carnes, com aumento do apetite chinĂŞs em meio Ă s perdas no rebanho suĂ­no do paĂ­s asiĂĄtico. SAFRAS indica esmagamento de 43,75 milhĂľes de toneladas em 2020 e de 43,2 milhĂľes de toneladas em 2019, representando

16 | Revista Novo Rural | Agosto de 2019

um aumento de 1% entre uma temporada e outra. Em relação à temporada 2020, a oferta total de soja deverå subir 5%, passando para 124,067 milhþes de toneladas. A demanda total estå projetada por SAFRAS em 123,95 milhþes de toneladas, com JDQKRGH'HVVDIRUPDRVHVWRTXHVÀQDLVGHYHrão cair 9%, passando de 129 mil para 117 mil toneladas. SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,95 milhþes de toneladas, inalterada. As exportaçþes deverão cair 3% para 15,5 milhþes de toneladas, enquanto o consumo interno estå projetado em 17,5 milhþes, aumento de 3%. Os estoques deverão cair 6%, para 838 mil toneladas. $SURGXomRGHyOHRGHVRMDGHYHUiÀFDUHP milhþes de toneladas. O Brasil deverå exportar 700 mil toneladas, com queda de 24% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 7,9 milhþes para 8,05 milhþes de toneladas. A previsão Ê de recuo de 14% nos estoques para 93 mil toneladas.

Safras & Mercado A Novo Rural se movimenta atravÊs de parcerias, que possibilitam abrir novas frente de informaçþes, como a que foi construída com a empresa Safras & Mercado. Todos os meses Ê publicada uma pågina com dados e informaçþes sobre o agronegócio, alÊm de serem disponibilizados vídeos e outros conteúdos em nossa plataforma. Ter parceiros qualificados Ê um diferencial que buscamos para valorizar nossos leitores.

5 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Novo Rural

ESPECIAL

PARCERIAS IMPORTANTES

Projeto Desafiando e Construindo a Produtividade – ConnectFarm A Novo Rural produziu uma sÊrie de matÊrias e realizou a cobertura exclusiva, pelo segundo ano consecutivo, do projeto Desafiando e Construindo a Produtividade – ConnectFarm, que reúne as principais marcas do agronegócio. No mês de julho de 2019, durante o segundo workshop da iniciativa que mostrou como

os mais eficientes produtores de grãos estão usando gestão e tecnologia para se destacar no cenårio nacional, a equipe da Novo Rural acompanhou cada momento, transmitindo ao vivo pela plataforma digital, alÊm de coletar informaçþes que foram disponibilizadas em nosso site e edição impressa.

Aprendendo com os vizinhos Entre as parcerias que possibilitaram momentos de grande conhecimento, resultando em reportagens memoråveis, foi a desenvolvida com a URI/ FW, atravÊs da viagem de estudo do curso do Pronera, em dezembro de 2018. A jornalista Gracieli Verde fez um relato, no formato de reportagem especial, publicada em duas ediçþes, mostrando as inovaçþes tecnológicas, os processos produtivos e a forma de trabalhar dos vizinhos argentinos. Foi um momento de conhecimento e aprendizado, oportunizados a todos os nossos leitores, com informaçþes na årea da fruticultura e bacia leiteira.

Novo Rural, uma plataforma de conteĂşdo e tambĂŠm de oportunidade de aprendizado NegĂłcios

EDUCAĂ‡ĂƒO

ImersĂŁo traz grandes nomes da agricultura para a regiĂŁo

A

Novo Rural Comunicação, Capacitação e Eventos promove a Imersão em Agricultura de Precisão e Gestão da Variabilidade da Lavoura, que HVWiFRQÀUPDGDSDUDRSHUtRGRGHDGH dezembro, na Casa Kern, em Frederico Westphalen/RS. $TXDOLÀFDomRHPQtYHOGHHGXFDomRFRQWLQXDGDFRQtarå com mais de dez grandes nomes do setor, seis dias de interação, 70 horas de aulas presenciais e 30 horas de atividades no ambiente de trabalho, alÊm de debates tÊcnicos e cases de sucesso no setor. $TXDOLÀFDomRVHUiFRPSRVWDSRUWUrVPyGXORV que tambÊm poderão ser contratados separadamente. O primeiro deles serå em Agricultura de Precisão e Plataformas Digitais, que contarå com interação pråtica com o software CR Campeiro, alÊm de conteúdos como gestão das informaçþes na agricultura de precisão, tomada de decisão baseada em ferramentas de $3HRLPSDFWRGRXVRGHVHQVRUHVGHGLDJQyVWLFR HPWHPSRUHDO1HVWHPyGXORVHUmRRVUHVSRQViYHLV pelas aulas os professores Antônio Luis Santi (UFSM), Tales Tiecher (UFRGS), Mårcio Albuquerque (Falker) e Ênio Giotto (UFSM). 1RVHJXQGRPyGXORRWHPDVHUiR0DQHMRGH6ROR e Ambiente, com foco em estratÊgias para altas produtividades, manejo por ambiente de produção, meOKRULDHFRQVWUXomRGRSHUÀOGRVRORLQà XrQFLDGD química e da biologia do solo no desempenho dos cultivos, alÊm do uso da ågua no sistema de produção. Neste encontro os professores responsåveis serão Telmo Jorge Amado (UFSM), Christian Bredemeier (UFRGS) e Geomar Mateus Corassa(CCGL). -iRWHPD(FRÀVLRORJLDH(VWUDWpJLDVSDUD$OWRV 5HQGLPHQWRVVHUiDERUGDGRQRWHUFHLURPyGXORLQcluindo assuntos como a importância da qualidade da semente para a alta performance das culturas, aspectos relacionados à plantabilidade, controle de redutores da produtividade, entre outros assuntos. Neste encontro os professores Alexandre Gazolla Neto (URI, Uceff, Unoesc e O Agro), Rodrigo Alff (Climate FieldView) e AndrÊ Luís Vian (UFRGS) coordenarão os trabalhos.

Participação especial

Enio Giotto,da UFSM

Geomar Mateus Corassa, da Rede TĂŠcnica Cooperativa da CCGL

Tales Tiecher, da UFRGS

Antonio Santi, da UFSM-FW

Telmo Jorge Amado, da UFSM

Rodrigo Alff, da Climate FieldView

Para contribuir com o debate de ideias durante o curso, outra presença estå confirmada: a do bicampeão nacional do Desafio de Måxima Produtividade do Cesb, o agricultor Maurício de Bortoli, de Cruz Alta/RS. Ele e demais professores da imersão farão um debate tÊcnico no dia 18 de dezembro, durante o evento. O objetivo Ê trazer mais reflexþes para o grupo que participarå do encontro. AlÊm disso, para o dia 21 de dezembro estå previsto um momento de apresentação de cases de sucesso em agricultura de precisão, onde serå possível conhecer pråticas bem-sucedidas na årea.

As inscriçþes

Programe-se para participar! 0yGXORHGHGH]HPEURGH 0yGXORHGHGH]HPEURGH 0yGXORHGHGH]HPEURGH

Para se inscrever, os interessados devem entrar HPFRQWDWRSRUWHOHIRQHQRVQ~PHURV   RX  HIDODUFRPDHTXLSH Novo Rural, ou pelos endereços eletrônicos relacionamento@novorural.com e contato@novorural.com. Basta preencher um formulårio com dados SHVVRDLVHGHÀQLUDIRUPDGHSDJDPHQWR2VSDVVDSRUWHVSDUDDLPHUVmRVmRGLYLGLGRVHPWUrVORWHV cujos valores variam conforme cada um deles. Os interessados que optarem por pagar o valor da inscrição à vista tem direito a 20% de desconto. Ou então podem optar por parcelar o valor em atÊ 10 vezes, atravÊs de boleto bancårio ou cartão de crÊdito. Grupos de atÊ cinco pessoas podem fazer a inscrição conjunta, tendo direito a desconto acumulativo de 2% por pessoa. Para estudantes a condição Ê ainda mais especial, com 20% de desconto a mais, mediante comprovação de matrícula ativa em graduação (para estes casos, as vagas são limitadas). Lembre-se que a Novo Rural reserva o direito de cobrar a taxa de cancelamento em caso de deVLVWrQFLDDSyVDHIHWLYDomRGDLQVFULomR

&GIWWIIQRSWWE ĹžÄŹÂ°Ć‹Â°ĂźĹ…ĹłÄľÂ°Ć‰ĂšÄœÄ?ÄœĆ‹Â°ÄŹ SĂŽĹ…ÄšĆ‹ĂĽĆœĂšĹ…Ć‰ Â°Ć‹ĆšÂ°ÄŹÄœÇ„Â°ĂšĹ…HE 3SZS7YVEP

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  DPOUBUP!OPWPSVSBMDPN 25 | Revista Novo Rural | Outubro de 2019

Campo Aberto

GERAL

Qualificação em AP tem sequência em maio Próximos módulos do treinamento ofertado pela Novo Rural acontecem atÊ agosto m grupo de tÊcnicos, agrônomos, estudantes e produtores integra a priPHLUDWXUPDGRFXUVRGHTXDOLÀFDomR em Agricultura de Precisão e Variabilidade da Lavoura, uma iniciativa capitaneada pela Novo Rural Comunicação, Capacitação e Eventos. O primeiro de um total de cinco HQFRQWURVRFRUUHXQRÀPGDSULPHLUDTXLQ]Hna de abril, no Salão Nobre da Associação Comercial e Industrial de Frederico Westphalen. Nesse módulo, o professor-doutor Antônio Luis Santi ministrou as aulas, com foco em tecnologias associadas à agriculWXUDGHSUHFLVmREHPFRPRWHQGrQFLDV neste segmento. Ele tambÊm compartilhou H[SHULrQFLDVYLVWDVHPSURSULHGDGHVUXUDLV espalhadas pelo Brasil. 8PGRVSDUWLFLSDQWHVGDTXDOLÀFDomR o engenheiro-agrônomo Lucas Bochnia, de Ponta Grossa/PR, observa que este primeiro encontro foi uma oportunidade de ter conWDWRFRPSURÀVVLRQDLVTXHVmRUHIHUrQFLDHP

agricultura de precisĂŁo, como o professor Santi, e atualizar-se em relação ao assunto. “Abrimos uma empresa de prestação de serviços e de pesquisa recentemente na regiĂŁo de Ponta Grossa e essas interaçþes sĂŁo importantes para aprendermos maisâ€?, disse. O prĂłximo mĂłdulo ocorre nos dias 17, 18 e 19 de maio, sobre manejo do solo e ambiente, com o professor-doutor Telmo Jorge Carneiro Amado, da UFSM. Os outros dois mĂłdulos serĂŁo ministrados pelos professores Alexandre Gazolla Neto e Geraldo Lamas JĂşnior. O Ăşltimo encontro contarĂĄ com conferencistas internacionais, que abordarĂŁo estratĂŠgias nacionais e internacionais para gestĂŁo da variabilidade. Os interessados em participar dos prĂłximos mĂłdulos podem fazer contato com a equipe da Novo Rural, pelo fone (55) 9-9960-4053, pois restam poucas vagas – os mĂłdulos tambĂŠm podem ser contratados individualmente.

Gracieli Verde

U

Grupo se reunirĂĄ para mais quatro mĂłdulos, totalizando 100 horas de aula

Farsul empossa nova diretoria sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) sediou a posse da nova diretoria da entidade, no dia 12 de abril, em Porto Alegre. O presidente, Gedeão Silveira Pereira, Ê o 24º da lista de líderes da entidade e assume a 40ª gestão desde o início da história da Farsul, hå 92 anos. 6HJXQGR*HGHmRRGHVDÀRGRVHWRUp parecido com o do Brasil, de retomar o caminho da competitividade, que exige muito WUDEDOKRHHÀFLrQFLD2SUHVLGHQWHUHVVDO-

Agrônomos participam de atualização atravÊs da AEAPAL

tou sobre a necessidade de se fazer as reformas e trabalhar por elas. – Esse direcionamento exige muita coragem para o enfrentamento. Parte importante dessa mudança estå nas mãos dos deputados federais – disse. O líder ainda citou mudanças consideradas importantes, como a criação do seguro agrícola rural contra intempÊries, o que certamente tambÊm impactaria na redução do FXVWRGRÀQDQFLDPHQWRSDUDRVHWRU

O

Farsul/Divulgação

Lideranças nacionais e estaduais prestigiaram ato, em Porto Alegre

Seminårio de Manejo de Culturas para Altos Rendimentos, realizado em abril no auditório da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - Campus Palmeira das Missþes, foi uma das iniciativas da Associação dos Engenheiros-Agrônomos de Palmeira das Missþes (AEAPAL), que busca proporcionar momentos de interação e atuDOL]DomRDRVSURÀVVLRQDLVYLQFXODGRV Neste ano a programação foi contemplada com palestras de quatro engenheiros-agrônomos. Pela manhã, o professor-doutor Elmar Luiz Floss, do Instituto Incia, explanou sobre os sistemas de produção agrícola. Em seguida, o agrônomo e professor-doutor Marcelo Gripa Madalosso, da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missþes (URI), relatou expeULrQFLDVHHVWXGRVVREUHRPDQHMRHVWUDWpgico de doenças na cultura da soja. Pela tarde, o empresårio e professor-doutor Alexandre Gazolla Neto, que tambÊm ministra aulas na URI e Ê um dos diretores da Novo Rural, detalhou aos coOHJDVGHSURÀVVmRHVWUDWpJLDVDSOLFDGDV ao manejo de processos, qualidade de sementes e plantabilidade para altos ren-

Divulgação

A

dimentos de grĂŁos. O encerramento foi marcado pela palestra do doutor Alencar Zanon, da UFSM/Simularroz, que trou[HIXQGDPHQWRo}HVVREUHHFRĂ€VLRORJLDGD soja para altas produtividades. 37 | Revista Novo Rural | Maio de 2019

NR no Digital

Colocando em prĂĄtica a mudança estratĂŠgica estabelecida em novembro de 2018, a Novo Rural passou a tambĂŠm ofertar cursos de qualificação. O primeiro foi de Agricultura de PrecisĂŁo e GestĂŁo da Variabilidade da Lavoura, com cinco mĂłdulos, inclusive um com conferencista internacional. Em seguida foi o momento de oportunizar conhecimento na ĂĄrea de tecnologia de sementes, com a “Qualificação em GestĂŁo da Variabilidade e Tecnologia na Produção de Sementesâ€?, realizado em quatro mĂłdulos – que termina em dezembro. O ano serĂĄ encerrado com uma qualificação com formato inĂŠdito na regiĂŁo, iniciativa que atraiu profissionais atĂŠ da regiĂŁo Centro-Oeste do PaĂ­s. O curso no sistema de imersĂŁo, com foco na Agricultura da PrecisĂŁo, aproximarĂĄ produtores e especialistas durante uma semana em Frederico Westphalen, proporcionando conhecimento e muita troca de experiencias. Essas iniciativas estĂŁo demonstrando o quanto queremos trabalhar pelo desenvolvimento dos profissionais de setor rural, criando as oportunidades e aprendizado e de compartilhamento de ideias.

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Direção A revista Novo Rural Ê uma publicação realizada em parceria com

Alexandre Gazolla Neto Patricia Cerutti

Editora-chefe Gracieli Verde

Circulação Mensal

Tiragem

10 mil exemplares

Fechamento

Reportagem

04/11/2019

Fone: (55) 2010-4159 Endereço: Rua Garibaldi, 147, sala 102 - B. Aparecida Frederico Westphalen/RS 6 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

Rafaela Rodrigues AbrangĂŞncia: Rio Grande do Sul, Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do ParanĂĄ.

Site e redes sociais Camila Wesner

Relacionamento Juliana Durante

Direção de arte Fabio Rehbein

Capa

Gracieli Verde


7 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Interação

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Viralizamos! A matéria Jovens Rurais:“O campo se tornou um lugar melhor de se viver”, postada no site novorural.com, e que também fez parte do conteúdo de capa da edição de outubro, teve grande repercussão. Até o fechamento da edição, quase 700 compartilhamentos renderam um alcance de mais de 11 mil pessoas. No site, a postagem tem como personagem a jovem Debora Sarmento, 18 anos, de Frederico Westphalen. Outras postagens contam os cases dos jovens Ricardo Ceolin e Renan de Souza, também do município.

Desde o fim de 2018, a Novo Rural se projeta no mercado também como uma plataforma de conhecimento, promovendo qualificações nas áreas de agricultura de precisão e tecnologia na produção de sementes. Agora, as inscrições estão abertas para a 1ª Imersão em Agricultura de Precisão e Variabilidade da Lavoura, marcada para o período de 16 a 21 de dezembro. Ex-alunos da Novo Rural participam da campanha de divulgação da qualificação, com depoimentos que nos enchem de orgulho! Acesse o código QR com a câmera do seu smartphone e assista!

Giro pelo agronegócio

Acompanhe pelo portal novorural.com

Nelson Morés, de Concórdia/SC

Antonio Ferreira, de Ponta Grossa/PR

“Nos últimos anos foi registrado um aumento de consumidores que buscam produtos que julgam seguros por serem livres de antibiótico (ATB) e oriundos de animais criados nos princípios de bem-estar. Estudos realizados na Embrapa Suínos e Aves, durante uma década, com objetivo de produzir suínos sem uso coletivo de ATB, apresentaram resultados produtivos e sanitários comparáveis aos demais sistemas tecnificados. O modelo proposto baseia-se na produção das leitegadas em família do nascimento ao abate, na boa higiene das instalações, na densidade adequada, em práticas que privilegiam o bem-estar animal, na biosseguridade e em uma nutrição adequada para favorecer a saúde dos animais. Quando os suínos são alojados em família, sem mistura com outras leitegadas, há um bom nível de bem-estar, com redução do estresse e diminuição na transmissão horizontal de agentes infecciosos. Aliado a isto, a baixa escala de produção, maior espaço aos animais nas baias e uso de boas práticas de bem-estar como alojamento das porcas soltas, sem corte de rabo e sem desgaste de dentes reduzem os fatores de risco que exacerbam a ocorrência de doenças. Outro fator importante no sistema proposto é a rastreabilidade individual, do nascimento ao abate, permitindo excluir do processo os animais que adoeçam e são medicados com ATB por via parenteral. Este sistema destina-se à produção em baixa escala, granjas com até 60 matrizes em ciclo completo, como opção de melhoria da qualidade dos produtos e da agregação de valor e de renda para pequenos produtores.”

“A agricultura mundial está cada vez mais automatizada e a brasileira segue a mesma tendência, permitindo investimentos no setor e o desenvolvimento de novas tecnologias. Hoje não é incomum encontrarmos tratores conduzidos por GPS, plantadeiras, correção do solo ou fertilização em taxa variada, entre outras tecnologias. Entre as novas automações estão os drones, que se tornaram indispensáveis, em particular na agricultura de precisão. Essa inteligência já está no mercado há mais de quatro décadas utilizadas para outros fins e hoje a utilização na agricultura é uma realidade. O uso de drones mudará o modelo de produção agrícola no Brasil, assim como já mudou a da China e, recentemente, a de nossos vizinhos Equador e Chile. Utilizando essa nova tecnologia, através das imagens geradas, o agricultor poderá tomar decisões baseadas em dados concretos. Esse conjunto de dados, armazenados em uma base, pode gerar relatórios que auxiliam o gerenciamento e a tomada de decisão mais assertiva. Considerando os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, a questão da água é um fator que avaliza ainda mais esta tecnologia. Para a aplicação de defensivos agrícolas basta definir a missão, o trabalho fica por conta de um equipamento autônomo. Além de economizar produto e água, o drone pode entrar na área de aplicação a qualquer momento, mesmo à noite e não causar nenhum tipo de amassamento da cultura com a qualidade e agilidade que nenhum outro é capaz de fazer. O futuro é agora!”

Médico-veterinário, especialista em Patologia, pesquisador na área de doenças em suínos na Embrapa Suínos e Aves

8 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

Engenheiro-agrônomo, especialista em manejo de plantas daninhas, biotecnologia, OGMs e desenvolvimento de produtos


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9 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Agricultura

TRIGO

Leonidas Piovesan

Colheita a todo vapor Nas primeiras ĂĄreas colhidas na regiĂŁo, mĂŠdia de produtividade tem ficado entre 51 e 55 sacas por hectare

A

colheita do trigo teve início em outubro na maioria das åreas que integram as regiþes do Rio da Vårzea e do MÊdio Alto Uruguai. De acordo com profissionais dos Escritórios Municipais da Emater/RS-Ascar contatados pela reportagem, atÊ a metade de outubro, a expectativa era que o trabalho de colheita se intensificasse mesmo neste início de novembro. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar de 31 de outubro, 50% das lavouras jå estavam com o trigo colhido, 45% encontravam-se em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita) e 5% na fase de enchimento de grãos. Estas primeiras åreas jå colhidas se localizam principalmente nas regiþes de Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen e apresentaram produtividades mÊdias que variam entre 51 e 55 sacas por hectare, com pH acima de 78 – considerado bom para a indústria. A årea estimada pela Emater/RS-Ascar Ê de 739,4 mil hectares nesta safra no Estado, que corresponde a 37% da årea brasileira de plantio com o cereal.

Boa Vista das MissĂľes

Nos 6,5 mil hectares destinados à cultura em Boa Vista das Missþes, entre 10% e 20% da årea jå tinha sido colhida atÊ a metade do mês passado, de acordo o tÊcnico-agropecuårio Leonidas Piovesan, da Emater/ RS-Ascar. Segundo Piovesan, as expectativas em torno da safra são positivas. No município jå tinha produtor colhendo 80 sacas/ hectare – número bem expressivo para a cultura. Ele ressalta que a apreensão dos produtores estava concentrada na previsão de chuva justamente neste início de novembro.

Nonoai

Em Nonoai, sĂŁo 2,5 mil hectares destinados ao trigo. De acordo com o engenheiro-agrĂ´nomo Olavo Arsego, da Emater/RS-Ascar, 20% da ĂĄrea jĂĄ tinha sido colhida atĂŠ a metade de outubro. Segundo ele, a colheita tem previsĂŁo para encerrar ainda no inĂ­cio deste mĂŞs, com a expectativa de colher em mĂŠdia 60 sacas/hectare.

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Nos 1,2 mil hectares destinados à cultura em Cristal do Sul, a colheita iniciou na última semana de outubro. Segundo o tÊcnico-agropecuårio Daniel Verdi, da Emater/RS-Ascar, as lavouras apresentaram um bom desenvolvimento, principalmente pelo clima seco registrado no inverno, fator que minimizou o risco de doenças nas plantas. No município, a apreensão tambÊm estava concentrada na chuva neste período.

Mercado

Com o avanço da colheita de trigo, a pressão de oferta impactou nos preços nacionais em outubro. Segundo o analista de Safras & Mercado, Jonathan Pinheiro, apesar de perdas de produtividade indicadas no Paranå, maior produtor nacional, hå um curto espaço de tempo com grande volume de entradas no mercado domÊstico, que favorece este viÊs baixista. Os trabalhos tanto no Paranå quanto no Rio Grande do Sul estavam adiantados em relação ao ano passado, mesmo com as recentes chuvas que atrasaram parcialmente o progresso da ceifa paranaense, segundo a consultoria.

Palmeira das MissĂľes

Em Palmeira das Missþes, o mês de outubro finalizou com praticamente 60% dos 25 mil hectares de trigo colhidos. A expectativa, segundo a Emater/RS, Ê que a produtividade se mantenha na faixa de 63 sacas/hectare. Jå a sanidade do produto, que atÊ então era considerada boa, dependerå dos níveis de chuvas – previstos para se intensificarem neste início de novembro.

Veja alguns dos fechamentos para cotação de trigo em outubro (28/10), conforme Safras & Mercado e cooperativas da abrangência Espumoso/RS: R$ 38,00 Joaçaba/SC: R$ 42,00 Palmeira das Missþes/RS: R$ 39,00 Panambi/RS: R$ 38,04 Ponta Grossa/PR: R$ 45,00 Sarandi/RS: R$ 39,00

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Cristal do Sul

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Agricultura

TRIGO

O que 2020 reserva de novidades

Outras tecnologias para controle de plantas-daninhas, o TBIO Capricho CL é a primeira do Brasil com a tecnologia Clearfield CL – já utilizada em países produtores de trigo como Canadá e Austrália e, no Brasil, na cultura do arroz. O melhorista Francisco Gnocato, da Biotrigo, explica que a cultivar, derivada de TBIO Sinuelo, tem como diferencial a introdução da tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, mais precisamente ao ingrediente ativo imazamoxi (Raptor 70DG®). – É uma tecnologia criada em conjunto com a Basf, promissora para o manejo de plantas daninhas resistentes como o azevém, aveia e nabo, o que ajuda, por exemplo, no controle de biótipos de azevém resistentes ao glifosato, aos inibidores da ACCase (graminicidas) e aos inibidores da ALS – explica. Para o doutor em fitotecnia e professor na Univer-

sidade Estadual de Londrina (UEL), Giliardi Dalazen, a tecnologia é eficiente quando introduzida num cronograma de rotação de cultivares. – Recomendamos que o produtor utilize o trigo Clearfield em no máximo um terço da área cultivada com trigo a cada ano, sem repeti-la na mesma área no ano seguinte. Assim, se dificultará a seleção de biótipos de plantas daninhas resistentes ao herbicida utilizado, prolongando a vida útil da tecnologia – complementa Giliardi. As novidades foram apresentadas pela Biotrigo em Ijuí, durante um dia de campo, em outubro.

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Controle de plantas daninhas

Biotrigo/Rafael Czamanski/Divulgação

A

cultivar TBIO Ponteiro promete ser uma das novidades para a safra 2020. A cultivar deve atender a uma demanda importante entre os agricultores: um trigo médio-tardio para abrir a semeadura ideal para combinar com trigos mais precoces. – O TBIO Ponteiro tem potencial de rendimento similar ao TBIO Sinuelo e ainda com destaque ao superior perfil sanitário, sendo altamente resistente ao Oídio e pela tolerância ao Alumínio tóxico que em anos de estiagem oferece maior resistência à seca. São características que promovem uma maior estabilidade produtiva – comenta o agrônomo Everton Garcia, da Biotrigo. A marca ainda deve lançar o TBIO Astro (superprecoce) e TBIO Capricho CL (médio-tardio). Segundo o melhorista e diretor da Biotrigo, André Cunha Rosa, os diferenciais da cultivar TBIO Astro estão na Força de Glúten (W), com valores médios de W 550 10-4 J, com grande destaque na qualidade mesmo nas regiões frias. Também possui ainda alta resistência às doenças de espiga, ótima reação especialmente à Giberela, ao acamamento e à germinação na espiga.

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11 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Agricultura

Oferecimento:

BOLETIM TÉCNICO

Alexandre Gazolla Neto Engenheiro-agrônomo, mestre e doutor em Ciência e Tecnologia de Sementes. É diretor da Novo Rural, professor na Universidade Regional Integrada – Campus de Frederico Westphalen/RS, além de diretor da O Agro Software para o Agronegócio e da Vigor Consultoria para o Agronegócio

Você sabe como identificar as limitações na emergência de plantas? Fique atento às principais causas da perdas de plantas em áreas de produção de grãos

E

stamos em pleno processo de semeadura e emergência nos campos de produção de soja em diversas regiões produtoras de grãos do Brasil. O principal desafio, neste momento, sempre é construir estandes de plantas uniformemente distribuídos, sem duplas, triplas e plantas limitadas. Neste contexto, se faz necessário durante a semeadura prezar por condições ideais de temperatura, umidade do solo, profundidade correta e uniforme na deposição das sementes no sulco. O sucesso nesta etapa está relacionado à qualidade das sementes utilizadas e ao manejo do sistema de produção ao longo dos últimos anos, fatores que afetam positivamente ou negativamente a plantabilidade, o estabelecimento inicial e, consequentemente, todas as demais fases fenológicas até a colheita. Após a emergência das plantas nas áreas de produção, o acompanhamento nas fases iniciais é fundamental para identificação de pragas, doenças, plantas daninhas e possíveis problemas que possam ter afetado o estande de plantas, comprometendo com isso a rentabilidade da lavoura. Diversas pesquisas apontam que aproximadamente 50% das limitações na germinação, emergência e, consequentemente, o desenvolvimento inicial de plantas estão relacionadas à baixa qualidade das sementes utilizadas (qualidade física, fisiológica, genética e sanitária) e os demais 50% podem ser associados a limitações nas técnicas de manejo e implantação dos campos.

12 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

No registro, a avaliação da temperatura do solo

Exemplo de excesso de profundidade de semeadura

Principais fontes de variabilidade

Plantas duplas e dominadas em linha de semeadura: um problema para a lavoura

• Sementes com baixos índices de vigor e germinação • Excesso de profundidade de semeadura • Semeadura superficial • Solos com altos índices de compactação • Excesso de tratamento de sementes • Deriva de herbicidas aplicados em áreas próximas • Resíduo de herbicidas no solo • Temperatura do solo alta ou baixa • Falta ou excesso de umidade no solo • Excesso de palha sobre o solo, dificultando o processo de corte da palha e distribuição uniforme das sementes pela semeadora • Falta de palha sobre o solo, alterando a temperatura e a disponibilidade de água no solo • Ocorrência de chuvas em um intervalo igual ou menos que 16 horas após a semeadura • Ataque de pragas ou doenças durante o processo de germinação e emergência


Agricultura

INSPIRAÇÃO

Cinquenta anos DE HISTÓRIA EM SOLO GAÚCHO Agricultor Henricus Aernoudts, natural da Holanda, conta fases da agricultura que acompanhou no Brasil e como a família viu no setor primário uma “terra fértil” para prosperar

Gracieli Verde

13 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Agricultura

INSPIRAÇÃO

Gracieli Verde

jornalismo@novorural.com

C

om um forte sotaque holandês, mas 50 anos de vivência no Brasil, o agricultor e empresário Henricus Johannes Maria Aernoudts pôde vivenciar, desde a vinda para cá, uma grande revolução na agricultura. Mais do que isso, teve na atitude do pai Prudent (hoje em memória) a percepção de que em solo brasileiro seria possível prosperar cultivando a terra. Quando chegou no Brasil, Henricus tinha 15 anos. Aos 19 o rapaz já tinha nas costas o compromisso de auxiliar o pai nos negócios na agricultura na primeira área adquirida, na região de Palmeira das Missões, hoje divisa com o município de Condor. Uma das tarefas era justamente facilitar a comunicação do pai com os bancos e parceiros de negócios de modo geral, uma vez que já lia e escrevia em português. Foi então quando começaram a acessar financiamentos para investir no setor. Lembranças como essas são compartilhadas por ele exatamente 50 anos depois de a família Aernoudts fazer parte de um movimento forte de vinda de holandeses para o Brasil. Muitas dessas famílias

investiram na agricultura e na pecuária e é inegável a contribuição delas para a agropecuária brasileira. Além de regiões muito conhecidas pela colonização holendesa, como Holambra I e Holambra II, no Estado de São Paulo, e a Castro, no Paraná, o Rio Grande do Sul foi outro reduto para famílias que buscavam prosperar em solo brasileiro – em outubro de 2018 a Novo Rural mostrou a trajetória de outro holandês que veio quando criança com a família para o Brasil, seu Cornelis Uitdewilligen, conhecido como Case, que mantém a Granja Holanda, em Boa Vista das Missões. O pai de Henricus foi atraído pelo potencial agrícola do Rio Grande do Sul e pelo fato de já existirem outras famílias de holandeses na região de Não-Me-Toque. Hoje um dos empreendimentos da família é a conhecida Granja Guará. – Na Holanda nós plantávamos trigo, batatinha, cevada, beterraba, feijão. Aqui se plantava trigo no inverno e soja no verão, duas safras por ano. Isso era fantástico. Se via que era possível ter progresso – conta Henricus. A primeira safra que a família Aernoudts fez na região teve 400 hectares de trigo cultivados. Eram 20 sacas por hectare, segundo a lembrança do agricultor. Com solo considerado ácido, uma das

tecnologias que a família começou a usar na época foi a aplicação de calcário nas lavouras, algo novo para os demais agricultores. Nas primeiras áreas de soja da fazenda também foi o calcário que revolucionou a produtividade. Henricus conta que o pai era muito questionado por outros agricultores em relação ao uso do produto, mas logo os resultados positivos foram aparecendo e motivaram que outras propriedades rurais também aderissem à calagem. Claro que, na época, não era barato aplicar calcário nas lavouras. O produto era comprado em Curitiba, no Paraná. Mas, o investimento valia a pena e, obviamente, contribuiu para que a agricultura se desenvolvesse com uma produção maior a cada safra – indo ao encontro de uma agricultura em plena expansão. No fim da década de 1960 e início dos anos 1970, uma das vantagens dessas famílias que investiram na agricultura no Estado era o baixo valor das terras. Hoje são 2,3 mil hectares sob a responsabilidade de Henricus, com 64 anos, da esposa Lorene, 61, e dos filhos William (agrônomo), 26, e Henri, 21. São cerca de 150 empregos gerados para manter a parte de agricultura e beneficiamento de sementes.

Gracieli Verde

14 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Agricultura

INSPIRAÇÃO

Plena expansão da agricultura

Safra 2019/2020 Na semana em que a reportagem da Novo Rural esteve na Granja Guará, o trabalho de semeadura da soja já havia começado. Algumas áreas já estavam com a soja em fase de emergência. A expectativa é positiva para mais um ciclo, tendo em vista, principalmente, os contratos de venda futura. Mais atualizações sobre o andamento da safra 2019/2020 você acompanha em novorural.com.

– A gente viu a soja sair do preço de 40 cruzeiros por saca para 120 cruzeiros/saca. O que mais se via era agricultor construindo casa e comprando carro. Meu pai investiu em terras – recorda. Áreas em Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Piauí foram compradas entre 1974 e 1993, fazendo com a que a família conseguisse se estabelecer com ainda mais força na agricultura, não apenas do Rio Grande do Sul, mas em outros Estados brasileiros. Hoje são os irmãos Donis, Rudolf, Lucas e Paul que gerenciam essas áreas. Em 1978, motivado por uma forte demanda de semente de soja de qualidade no mercado, este foi mais um nicho a ser investido por seu Prudent. Desde então, a Sementes Guará também representa mais uma captação de recursos para a fazenda.

Esse cenário de expansão da agricultura motivou uma série de avanços, não apenas do ponto de vista técnico, mas também de infraestrutura e maquinários. Desde o surgimento da primeira colheitadeira autopropelida do Brasil, em Horizontina, e depois outras marcas que também ascenderam graças à grande e crescente demanda da agricultura, Henricus recorda de trajetórias de marcas que hoje são consolidadas no setor – entre elas Kepler Weber, Semeato, Jan, Stara, entre várias outras. Episódios como uma enchente dos Estados Unidos de 1983, quando os norte-americanos tiveram muitas lavouras de soja prejudicadas e não conseguiram cumprir contratos futuros que haviam sido acordados com a Rússia, ficaram na memória. Foi um ano para o Brasil crescer na soja.

Algumas percepções de seu Henricus Novo Rural: O que esperar do futuro, em uma agricultura cada vez mais moderna?

Novo Rural: Vocês conseguiram aproveitar um momento de crescimento da agricultura para prosperar, certo?

Henricus: O futuro é um mistério. A única certeza é que será muito diferente do que é hoje. Uma coisa é certa: mesmo com tecnologias, é fundamental a força do homem.

Henricus: Meu pai estava aqui na hora certa e tomou as decisões, possivelmente, mais corretas para a época. Nós fomos crescendo aos poucos. Sempre fomos muito cuidadosos com o dinheiro nos negócios. Tivemos muita cautela. Contando assim parece fácil, mas também passamos por dificuldades.

Henricus: Nós sempre tivemos o mesmo objetivo, sempre trabalhamos juntos. Eu cuidava mais dos papéis porque sabia falar e escrever português e ele tocava mais a granja. Rafaela Rodrigues

Novo Rural: A gente vê que essa trajetória também foi construída graças a relações de confiança. Henricus: Exato. O nosso gerente da fazenda, Leonir João Remos, está conosco desde a década de 1980. A mãe dele já trabalhava conosco e o filho dele, o Rodrigo, que é técnico agrícola, também trabalha com a gente. São três gerações trabalhando na granja. É importante investir em gente boa, de confiança. Gracieli Verde

Novo Rural: Como era a relação com seu pai?

15 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Agricultura

MERCADO DA SOJA

Luiz Fernando Gutierrez Roque

Oferecimento:

Analista de mercado da consultoria SAFRAS & Mercado luiz.gutierrez@safras.com.br

Potencial produtivo brasileiro chega a 125,75 milhões de t na nova safra

O

s produtores brasileiros de soja deverão cultivar 36,942 milhões de hectares em 2019/20, a maior área da história, crescendo 1,5% sobre o total semeado no ano passado, de 36,384 milhões. A projeção faz parte do mais recente levantamento de SAFRAS & Mercado, feito em outubro. No relatório de intenção de plantio, divulgado em julho, a área estava estimada em 36,631 milhões de hectares, o que representava uma expansão de 0,8% na semeadura. Com uma possível elevação de produtividade, de 3.296 quilos para 3.421 quilos por hectare, a produção nacional deve ficar acima da obtida na temporada 2018/19. A previsão inicial é de uma safra de 125,754 milhões de toneladas, 5,4% maior que as 119,306 milhões obtidas neste ano. A mudança no contexto fundamental do mercado brasileiro de soja nos últimos três meses, com elevação nos preços e consequente melhora na rentabilidade do produtor, incentivou um maior crescimento da área a ser destinada à oleaginosa frente à intenção de plantio de julho. Embora algumas incertezas permaneçam, os produtores se sentem um pouco mais seguros neste momento diante dos melhores preços registrados. A área de soja deverá crescer em praticamente todos os estados produtores. Novamente deveremos ver transferências de algumas áreas de milho para soja nos principais estados produtores, com o Centro-Oeste e o Sudeste centralizando a produção de milho na segunda safra. A melhor remuneração da oleaginosa também leva à abertura de novas áreas para a soja, mesmo que em um ritmo um pouco menor que nas safras anteriores. A melhora na remuneração da pecuária em 2019 é um dos fatores que impede um crescimento maior da área de soja nesta nova temporada. Destaque para a provável recuperação das produtividades nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul após as fortes perdas registradas na safra 2018/19. Se o clima permitir, o Brasil deve colher uma nova safra recorde, consolidando o país como o maior produtor do mundo de soja. Já no lado da demanda, as exportações de soja do Brasil deverão totalizar 72,5 milhões de toneladas em 2020, subindo 4% sobre o volume de 2019, projetado em 70 milhões de toneladas. A previsão faz parte da atualização de outubro do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado. No quadro de julho, as estimativas eram de 77 milhões e 72,1 milhões respectivamente. O provável fim da guerra comercial deve impactar as exportações brasileiras na nova temporada, devendo resultar em uma forte recuperação dos estoques de soja em grão do país. Já o esmagamento deverá continuar crescendo frente a uma forte demanda por exportação de carnes e por fabricação de biodiesel. SAFRAS indica esmagamento de 43,8 milhões de toneladas em 2020 e de 43,5 milhões de toneladas em 2019, representando um aumento de 1% entre uma temporada e outra. Em relação à temporada 2020, a oferta total de soja deve-

16 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

COMPLEXO SOJA - BRASIL - OFERTA E DEMANDA - em mil toneladas Safra (colheita)

2020 (a)

2019 (b)

2018 (c)

a/b

2020

2019

2018

b/c

2017

2016

2%

36.942

36.384

35.337

3%

33.815

33.181

Área Colhida (1000 ha)

2%

36.757

36.202

35.161

3%

33.646

33.015

Rendimento (kg/ha)

4%

3.421

3.296

3.470

-5%

3.415

2.944

Ano Civil (jan/dez) Área Plantada (1000 ha)

2017

2016

SOJA-GRÃO Ano Civil (jan/dez) Est.Inicial (1/jan)

a/b

2020

2019

2018

b/c

2017

2016

402%

3.504

698

7.369

-91%

5.305

1.885 97.200

Produção

5%

125.754

119.306

122.000

-2%

114.900

Importações

0%

150

150

187

-20%

254

382

- Oferta Total

8%

129.408

120.154

129.556

-7%

120.459

99.467

Processamento

1%

43.800

43.500

42.500

2%

41.835

39.530

Exportações (*)

4%

72.500

70.000

83.258

-16%

68.155

51.582

Sementes/outros (x)

2%

3.200

3.150

3.100

2%

3.100

3.050

-Demanda Total

2%

119.500

116.650

128.858

-9%

113.090

94.162

Est.Final (31/dez)

183%

9.908

3.504

698

402%

7.369

5.305

ESTIMATIVA DE PRODUÇÃO DE SOJA - BRASIL - SAFRA 2019/20 - Área em mil ha, Produção em mil t e Rendimento em kg/ha -

Estados

A/B %

C/D %

Área Plantada

SUL Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina CENTRO-OESTE Mato Grosso Goiás Mato Grosso do Sul Distrito Federal SUDESTE Minas Gerais São Paulo NORDESTE Bahia Maranhão Piauí NORTE Tocantins Rondônia Roraima Pará Amapá/Amazonas/Acre BRASIL

1 1 1 3 2 1 2 6 0 2 2 2 1 1 1 1 2 2 1 5 2 4 2

6 18 -2 -2 5 2 4 15 -5 7 6 10 5 2 9 5 4 6 0 9 2 5 5

(A) 12.290 5.580 5.970 740 16.460 9.730 3.650 3.000 80 2.720 1.700 1.020 3.420 1.650 1.000 770 2.052 1.050 345 42 590 25 36.942

2019/20 (**) Área Produção Colhida 12.229 5.552 5.940 736 16.378 9.681 3.632 2.985 80 2.706 1.692 1.015 3.403 1.642 995 766 2.042 1.045 343 42 587 25 36.757

(C) 42.597 19.988 19.959 2.651 56.099 33.110 12.856 9.851 282 9.418 5.886 3.532 11.110 5.615 3.104 2.390 6.530 3.260 1.133 128 1.937 72 125.754

R.M.

3.483 3.600 3.360 3.600 3.425 3.420 3.540 3.300 3.540 3.480 3.480 3.480 3.265 3.420 3.120 3.120 3.198 3.120 3.300 3.060 3.300 2.900 3.421

Área Plantada (B) 12.170 5.550 5.900 720 16.150 9.670 3.580 2.820 80 2.660 1.660 1.000 3.390 1.640 990 760 2.014 1.030 340 40 580 24 36.384

2018/19 (*) Área Produção Colhida 12.109 5.522 5.871 716 16.069 9.622 3.562 2.806 80 2.647 1.652 995 3.373 1.632 985 756 2.004 1.025 338 40 577 24 36.202

(*) Projeção, SAFRAS. (**) Previsão, SAFRAS. Sujeitas a revisão. Fonte: SAFRAS e Mercado. Baseado em pesquisa com produtores, cooperativas e indústrias do complexo soja. Outubro/2019

rá subir 8%, passando para 129,408 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 119,5 milhões de toneladas, com ganho de 2%. Desta forma, os estoques finais deverão subir 183%, passando de 3,504 milhões para 9,908 milhões de toneladas.

(D) 40.035 16.898 20.429 2.708 53.607 32.329 12.396 8.586 296 8.774 5.550 3.224 10.588 5.483 2.837 2.269 6.301 3.075 1.137 117 1.904 69 119.306

R.M.

3.306 3.060 3.480 3.780 3.336 3.360 3.480 3.060 3.720 3.315 3.360 3.240 3.139 3.360 2.880 3.000 3.145 3.000 3.360 2.940 3.300 2.880 3.296


Agricultura

PARCERIA

Sociedade nos negócios e amizade “de compadres”

F

Para tornar o trabalho mais eficiente e atender as demandas dos “clientes” e também de suas propriedades, Orlando e Delmar contam com um maquinário de ponta, como tratores, plantadeiras e colheitadeiras com alta tecnologia embarcada da marca Massey Ferguson. – Adquirimos os produtos Massey Ferguson pelo fato de eles terem uma boa assistência e suporte técnico, além de sempre nos atenderem bem – relata Delmar. Uma das aquisições recentes foi a colheitadeira MF 4690, com sistema híbrido, que faz o processamento de grãos mais rápido, colhe mais por hora e, além disso, tem uma característica muito importante quando se trata de controle de custos, consome menos diesel por tonelada colhida. – Sabendo dessa terceirização de serviço, do compromisso que eles assumiram com outros produtores, entendemos a importância do nosso papel em oferecer a eles melhor que temos no mercado. Com a colheitadeira MF 4690 eles vão conseguir colher mais e melhor, com um custo reduzido. O portfólio da Massey Ferguson está na lavoura deles e isso é prazeroso para nós, principalmente por ver a postura séria com que eles tratam a lavouras, tanto próprias como as terceirizadas – declara o vendedor Paulo Nunes, que integra a equipe Itaimbé Máquinas – Concessionária Massey Ferguson em Panambi. Entender realmente a essência de uma sociedade e o quanto isso pode fazer a diferença dentro

de um negócio, não só na geração de renda, mas também no desenvolvimento pessoal e profissional, é um aspecto que já está sendo levado em consideração por estes produtores. – Estabelecer parcerias é algo importante em todas as áreas. Temos orgulho de saber que eles usufruem dos nossos produtos e que, com essa cumplicidade admirável, prosperam com a Massey Ferguson – acrescenta a supervisora administrativa e financeira da Itaimbé Máquinas em Panambi, Denise de Moura. Hoje, a renda advinda dos serviços terceirizados permite que maior parte dos investimentos em maquinários seja pago anualmente, dentro dos compromissos com financiamentos que permitiram as aquisições. Com gestão e manutenções em dia, segundo eles, é possível fazer com que a terceirização se some como importante fonte de renda para as duas famílias.

Parceria vai além dos negócios e amizade também perduram na rotina dos sócios

Gracieli Verde

oi com o trigo pronto para colher e os preparativos para o plantio da soja iniciando que os parceiros de negócios Orlando e Delmar receberam a Novo Rural no mês de outubro. Os dois residem no interior de Panambi e hoje, além de gerenciar as suas propriedades, trabalham com a prestação de serviço para outros produtores, seja no plantio ou na colheita – dependendo da necessidade –, dispondo de maquinário e mão de obra. Mas não é só isso que eles têm em comum. Juntos almejam a ampliação dos negócios, garantia de renda e de qualidade de vida. O mais admirável disso tudo é que eles buscam por esses objetivos juntos, em sociedade. A parceria da dupla teve início há sete anos, quando eles decidiram que era hora de dar uma “guinada” nos negócios – além de exercerem a agricultura. Com o passar do tempo, o trabalho em conjunto foi gerando resultados positivos, fazendo com eles sentissem segurança para dar outro grande passo. – Nós começamos a plantar e a colher juntos, ele ajudando na minha lavoura e eu na dele. Então, surgiu a ideia de prestarmos serviços para outros produtores, já que tínhamos maquinários e experiência de campo – conta Delmar Ehrhardt. Somando a propriedade dos dois com as demais que são atendidas, são mais de 200 hectares cultivados, entre trigo e soja, sendo toda a área localizada no interior de Panambi. – É um compromisso que a gente tem e sempre tentamos cumprir da melhor forma. Existe todo um planejamento para a execução do trabalho, que é feito em conjunto – ressalta Orlando Allebrandt. Esse é um dos aspectos que são considerados importantes nesse processo, uma vez que as janelas de plantio e, principalmente, de colheita, nem sempre são muito espaçadas. Quer dizer, esse tipo de prestação de serviço requerer profissionalismo, agilidade e precisão nos processos.

Amizade é amizade e negócios não tão à parte assim

Gracieli Verde

Focados no mesmo objetivo, dois produtores do interior de Panambi mostram como a boa relação entre sócios e a seriedade no trabalho permitem prosperar no campo

17 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Agricultura

OPINIÃO

Antônio Luis Santi

APOIO TÉCNICO:

Engenheiro-agrônomo, doutor em Ciência do Solo/Agricultura de Precisão, coordenador do Laboratório de Agricultura de Precisão do Sul da UFSM-FW, e representante do Fórum dos Pro-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (FOPROP) na Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão, junto ao Ministério da Agricultura.

O início de um novo ciclo... “lavoura padrão Dirceu Gassen" A lavoura de milho já está implantada e recebendo alguns tratos culturais, como a adubação nitrogenada. A semeadura da cultura da soja já está em andamento. Quanta esperança, quanta dúvida, quanta coragem e quanto desejo de uma boa safra. Você já pensou em ter uma lavoura padrão "Dirceu Gassen" – ou seja, onde são aplicados todos os ensinamentos que nosso eterno engenheiro-agrônomo Dirceu tanto defendia para que fossem colocados em prática. Separei para essa coluna algumas ponderações que meu eterno amigo tanto frisava e defendia, principalmente nessa época do ano em que iniciamos a “construção” de uma nova safra. O capricho é a palavra de ordem. A hora da semeadura é uma das etapas que merece muito cuidado. A opção é não acelerar, pois uma distribuição de sementes e um consequente estande de plantas bem distribuído pode garantir um incremento de até 20 sacas por hectare na produtividade final. “O maior segredo para atingir altas produtividades está nas pessoas e não apenas nas tecnologias empregadas” – sempre dizia Gassen. São as pessoas e suas decisões sobre a semeadura, o manejo, colheita e comercialização que garantem uma lavoura lucrativa e eficiente. Muitas vezes a diferença entre uma lavoura com baixa e alta produtividade é separada por uma divisa ou mesmo uma cerca. “A diferença está no conhecimento aplicado por hectare, e podemos ajustar isso até um pouco melhor, conhecimento aplicado por metro quadrado e num metro quadrado também não é suficiente se a distribuição não é bem feita. Conclusão: devemos aplicar conhecimento aplicado por planta. Ou seja, muito mais importante que qualquer produto, variedade, inseticida, adubo, calcário ou máquina, é como manejar a planta e isso é feito pelas pessoas”, pontuava Gassen. Outro aspecto não menos importante significa humanização do manejo: “plantas e animais tem uma lógica de desenvolvimento, de produção e elas têm uma capacidade muito maior do que temos na média das lavouras, então a diferença está nas pessoas que fazem o manejo adequado e eu diria que aí está o grande investimento a ser feito, pois quando o meu tratorista, o meu semeador entende essa lógica da germinação, do crescimento e do índice de área foliar – a planta colhe energia solar – então se manejarmos as folhas (que é uma bateria solar), o tamanho da planta, nós não vamos colocar mais ou menos planta, mas vamos entender como funciona e essa é a principal diferença entre ter e não ter uma lavoura de alta produtividade não só de soja, mas de todas as culturas”, esclarecia Gassen.

18 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

Francisco Gnocato

Outro ponto importante é o controle adequado do ambiente em que as plantas estão inseridas: “um ambiente adequado para as plantas também é um ambiente adequado para doenças como a ferrugem, insetos, pragas e ervas daninhas, então você está tentando selecionar um ser que na realidade não é nativa na área, dentro de um ambiente de intensa atividade biológica. Precisamos estar continuamente manejando essa planta e ajudando ela a se defender e protegendo-a com as armas que a gente tem. Tanto praga quanto doença, se eu conheço os detalhes

de como ela funciona, de onde ela vem, pontos fracos e pontos fortes, eu posso estimular agentes de controle biológico natural”. Gassen não está mais entre nós, não em presença física, mas seu legado sempre estará. Seus conceitos, questionamentos, dúvidas, angústias, vontades, desejos e sonhos em prol de uma agricultura melhor, mais eficiente, mais competitiva e mais rentável permanecem. Não precisamos “inventar moda” apenas procurar ter capricho e perseguir uma lavoura padrão "Dirceu Gassen".


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TBGSBTNFSDBEP 19 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Agricultura

GRÃOS

Entidade atualiza dados de custos de produção de milho

U

ma atualização dos dados dos custos de produção das safras de soja e milho 2019/2020 foi divulgadas pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), em outubro. A primeira preliminar do ano foi divulgada em junho. No comparativo à primeira estimativa, o aumento foi de 2,02% no custo total e 1,58% no desembolso na cultura do milho. O estudo chegou a um valor estimado de milho de R$ 4.676,61 por hectare (9,5 mil quilos por hectare de produtividade), com o custo médio por saco de R$ 29,23. Apesar de o aumento de custo impactar no resultado para os produtores, ainda assim o resultado esperado é de uma margem positiva de R$ 427,39 por hectare para o milho. Naturalmente, até a colheita muitas mudanças conjunturais podem acontecer em termos de clima, câmbio, tamanho da safra, oscilação das cotações no mercado, questões econômicas e políticas. A recomendação é que os produtores fiquem atentos às oportunidades de mercado, no controle de custo, nos contratos futuros que, em muitas vezes, tem indicativo de viés de preços mais elevados que no período de plantio da lavoura e formação do custo. A entidade ressalta que o estudo dos custos trata-se de uma referência, pois cada produtor em função das suas condições em termos de fertilidade do solo, manejo, uso de insumos, tem seu custo real de produção. O presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, ressalta que a rentabilidade também registrou leve aumento nos últimos dois meses. Os valores de preços futuros aumentaram, tanto na soja como no milho.

Brasil deve exportar 30 milhões de toneladas Uma estimativa divulgada pela Safras & Mercado mostra que o Brasil deve ofertar 117,050 milhões de toneladas de milho na safra 2020, ante as 120,657 milhões de toneladas disponibilizadas na temporada anterior. Esse volume leva em conta uma produção de 103,972 milhões de toneladas de milho, que é inferior às 107,375 milhões de toneladas colhidas em 2019. O consumo total em 2020 está previsto em 105,268 milhões de toneladas de milho, abaixo das 108,379 milhões de toneladas indicadas na safra anterior. As exportações deverão totalizar 30 milhões de toneladas, abaixo das 38,325 milhões de toneladas esperadas para este ano.

Mais de 70% da área estimada já está cultivada No Estado, 72% da área de 771.578 hectares estimados para a safra 2019-2020 estão plantados. A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, cuja produtividade deverá alcançar 128 sacas/ hectare, segundo a Emater/RS-Ascar. O retorno das chuvas, no fim de outubro, assegurou condições técnicas necessárias às operações de controle de invasoras e de realização de adubação em cobertura.

Rafaela Rodrigues

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Negócios

INVESTIMENTOS

OFERECIMENTO:

Poupar é um caminho para realizar sonhos Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG

Acompanhe as histórias de associados do Sicredi que conquistam seus empreendimentos com a poupança

P

Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG

ara o Sicredi, a poupança vai além do rendimento ao poupador. Afinal, os recursos captados são reinvestidos na região em que foram gerados. Aproveitamos que 31 de outubro é o Dia Mundial da Poupança e, para marcar esta data, conversamos com associados que utilizam a poupança para realizar seus sonhos. Consequentemente, eles também contribuem para o desenvolvimento da sua região, já que o dinheiro poupado se mantém na comunidade, fortalecendo o negócio local. Mas, na prática, como isso acontece? Justamente porque esse dinheiro vai servir de crédito a outro associado, o que gera um ciclo de desenvolvimento e resulta em novas oportunidades de negócios. Adalberto José Rohde, associado do Sicredi em Novo Barreiro/RS há 19 anos, possui desde criança o hábito de poupar e esse hábito vem passando de geração para geração na família. – Poupar é um hábito que aprendi com meu pai, pois ele é poupador e sempre me dizia que tinha que ter um dinheiro na poupança. Me lembro quando morava em Não-Me-Toque e tinha aqueles cofrinhos

Eliandro e Elisa da Silva Lisik conquistaram seu aviário com recursos da poupança

O segredo é começar a poupar desde cedo, mesmo que um pouco por mês, criando um hábito.” Adalberto José Rohde, associado Sicredi

Adalberto José Rohde, associado do Sicredi em Novo Barreiro/RS há 19 anos

para as moedinhas. Aprendi com 7 anos que tinha que guardar dinheiro. Por isso, procuro passar isso também para minha filha, de 20 anos. Combinei com ela, que já possui suas economias no Sicredi, que todo valor que ela economizar e depositar na poupança vou depositar para ela a mesma quantia, para quando no futuro quiser realizar um sonho, comprar uma casa, apartamento, um carro ou até mesmo investir em uma especialização, terá o valor ou boa parte dele. O segredo é começar a poupar desde cedo, mesmo que um pouco por mês, criando um hábito – conta o associado. Para Rohde, poupar no Sicredi traz mais benefícios para o poupador e para a comunidade. – Quando falamos de poupança, sabemos que os rendimentos são iguais em todas as instituições financeiras, porém, no Sicredi é diferente. Além de você poupar, guardar o dinheiro, receber os juros, ter garantia, solidez, você ainda tem a distribuição do resultado no final do ano. É mais um percentual que aumenta o teu dinheiro na poupança. Quem investe proporciona a possibilidade a quem precisa tomar o crédito, e ambos, investidor e tomador, têm a garantia da distribuição dos resultados da cooperativa – argumenta. O casal Eliandro Lisik e Elisa da Silva Lisik, que reside na Linha Seca, em Palmitinho/RS, também acredita que a poupan-

ça é uma segurança financeira que contribui para a realização dos seus sonhos. – Somos casados há cinco anos. No início trabalhávamos com fumo e leite, mas a renda não ajudava, então minha esposa tinha que atuar em uma escola. Depois veio o leite, mas sempre tínhamos o sonho de um criar frango, até que surgiu a oportunidade de fazermos um aviário. Como tínhamos o dinheiro guardado no Sicredi, conseguimos complementar com um financiamento. É uma atividade que não depende tanto de clima, é bem mais tranquila. Estamos muito realizados e sabemos que foi por meio da poupança que conseguimos fazer este investimento. O Sicredi é uma oportunidade para nós. Hoje o que possuímos tem a mão da nossa cooperativa – conta Eliandro. Para o futuro, o casal planeja continuar o trabalho e aumentar a família. – Sabemos que o frango está em alta, por isso, vemos o nosso futuro com segurança financeira e estabilidade. Graças ao aviário, podemos continuar nosso trabalho aqui, amamos nossa vida no interior, queremos criar nossos filhos e fazer com que gostem desse lugar – observa Elisa. A poupança é um investimento simples e de boa rentabilidade, não precisa começar com muito dinheiro e é possível resgatar esse valor quando quiser. Quer saber mais? Vá até uma agência e se informe.

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Parceiros do leite Rafaela Rodrigues

Pecuaristas vislumbram novo patamar de produtividade

Família Wiechorek recebeu visitantes para conhecer mais o trabalho por meio do programa Meu Tambo, Meu Futuro

Projeto Meu Tambo, Meu Futuro, desenvolvido pela Cotrifred em parceria com várias entidades, mostra que é possível unir forças em torno da melhoria na pecuária de leite

N

ão é de hoje que a movimentação em torno da pecuária leiteira tem se intensificado na rotina da Cotrifred. Afinal, a cooperativa é responsável por um empreendimento de processamento de leite que somará investimentos na ordem de R$ 11 milhões, localizado em Frederico Westphalen, na saída para a cidade de Caiçara. Muito antes de lançar a marca, em junho deste ano, a equipe técnica já dava passos largos rumo à capacitação de famílias associadas, que possivelmente serão fornecedoras de matéria-prima para a planta que deverá fabricar vários tipos de queijo, ricota, além de nata e soro a granel. A expectativa em torno da inauguração da nova planta industrial é grande. A unidade deverá processar 100 litros de leite por dia. A previsão é que a nova indústria de lácteos beneficie mais de 500 pecuaristas e empregue diretamente pelo menos 60 pessoas. Esses “passos largos” na assistência ao produtor foram conjugados através do

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programa Meu Tambo, Meu Futuro, destinado para famílias que justamente identificaram esta missão de tornar a pecuária leiteira o grande carro-chefe na geração da sua renda. O projeto teve início em 2018 e, graças a parcerias, foi possível atender 120 famílias, com visitas mensais. De acordo com o presidente da Cotrifred, Elio Pacheco, o objetivo das ações realizadas circula na necessidade de melhorar as condições de trabalho e renda do produtor rural. – Esta é a primeira fase do projeto tendo em vista a industrialização de leite da cooperativa nos próximos meses. Estamos buscando modelos de produção que vão possibilitar ao produtor ter uma rentabilidade maior e, consequentemente, um produto de mais qualidade em nossa indústria – ressaltou Pacheco, em um dos dias de campo que abriram para comunidade regional mais detalhes desse trabalho. Um dos encontros ocorreu no interior de Frederico Westphalen e os demais em municípios como Iraí, Caiçara, Vicen-

te Dutra, Taquaruçu do Sul, Vista Alegre, Palmitinho e Pinheirinho do Vale. O projeto é coordenado pelo médico-veterinário Thiago Cantarelli, que integra a equipe técnica da Cotrifred. – Iniciamos em dezembro de 2018 com visitas mensais a 120 famílias. Nestas trabalhou-se a gestão da propriedade (financeira e do rebanho), nutrição, sanidade, melhoramento genético, qualidade do leite e manejo das terneiras, novilhas, vacas secas e em lactação, preconizando o conforto e o bem-estar animal – reforça Cantarelli. Os parceiros do projeto são a Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) – campus Frederico Westphalen e o Curso Superior de Tecnologia em Agropecuária (URI/FW). Nas tardes de campo também são parceiras a Emater/RS-Ascar, prefeituras, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais e Associações de Produtores de leite da região de abrangência da cooperativa.

Família Wiechorek: potencial para crescer Um dos encontros em que a reportagem da Novo Rural acompanhou os debates técnicos, em Frederico Westphalen, no mês de outubro, ocorreu na propriedade da família Wiechorek, localizada na Linha Encruzilhada. A família Wiechorek é mais uma entre as 120 assistidas pelo projeto Meu Tambo, Meu Futuro. Com acompanhamento há dez meses, eles já afirmam que a produtividade aumentou e projetam investir mais no setor. – Hoje a principal atividade da propriedade é a suinocultura, mas estamos investindo na bovinocultura de leite. Com a assistência do projeto já triplicamos a produção, isso com pouco tempo de trabalho. Acreditamos que a gente tem potencial para evoluir ainda mais – estima Jair Wiechorek, dono da propriedade anfitriã do evento. O depoimento do produtor pôde ser presenciado na estação da Cotrifred do dia de campo, que apresentou o planejamento forrageiro de toda a propriedade, mostrando como esse fator contribuiu para o aumento da produção. – Esta é uma propriedade que mantém o sistema de produção à pasto, com baixa suplementação para os animais. Por isso, o produtor tem um custo baixo por litro de leite. A família está fazendo melhorias e adequações. Ainda será necessário fazer o descarte de alguns animais e renovar o plantel, que exige um tempo maior. De forma geral, com a implantação das metas na atividade será intensificada e a produtividade e rentabilidade aumentarão. Hoje, a produção mensal está em torno de 6 mil litros – explica o veterinário Thiago Cantarelli. A equipe da URI/FW tratou sobre o planejamento da propriedade em relação à sucessão familiar. Já os profissionais Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG mostraram as linhas de crédito disponíveis para a área agrícola. À Emater/RS-Ascar coube explicar a importância da regulagem da ensiladeira visando uma silagem de alta qualidade. Ainda participou a Secretaria de Agricultura, cuja equipe abordou a importância do manejo sanitário do rebanho.


23 Revista Novo Rural Novembro de 2019

Parceiros do leite Para ter uma silagem de qualidade, o produtor precisa ter em mente que a regulagem da ensiladeira é uma etapa fundamental. Além de uma boa máquina, é preciso realizar as devidas manutenções. As dicas são do engenheiro-agrônomo Jeferson Vidal Figueiredo, da Emater/RS-Ascar, especialista em pecuária de leite. Ele orienta que é preciso estar atento a algumas etapas para aumentar a eficiência do alimento. – De forma geral, ainda há dificuldade em produzir uma silagem de alta qualidade. Tem produtor perdendo dinheiro, principalmente, por causa do tamanho de partículas. As perdas na ensilagem também são grandes. Cada perda nesses processos representa lucro a menos na propriedade leiteira – alerta Figueiredo.

Por que a regulagem da ensiladeira é importante? Partículas grandes

- Dificulta a compactação - Maior quantidade de oxigênio - Seleção pelos animais no cocho

Partículas pequenas

- Pouca efetividade da fibra - Reduz mastigação, ruminação e salivação - Alta taxa de passagem pelo rúmen

Importância do quebramento dos grãos

- Trincar ou amassar não é o suficiente - Digestibilidade do amido

Rafaela Rodrigues

Silagem de qualidade: essencial para complementar a alimentação do rebanho

Resumindo Não é o tamanho médio de partícula que mais nos interessa, mas sim a distribuição do tamanho destas. Uma variação muito grande no tamanho das partículas provocará maior seletividade por parte das vacas e, portanto, alteração no balanceamento das rações. *** O tamanho do corte é controlado por meio das engrenagens ou correias, no afiamento das facas e no espaçamento com a contra faca. Tal função demanda planejamento, ou seja, tempo e atenção. *** Verificar semanalmente as condições de uso de todas as correias da ensiladeira. A lubrificação também deve ser checada regularmente, bem como a afiação das facas e contrafacas.

Promotores e parceiros do programa: união de esforços em torno da pecuária de leite

Manejo sanitário Outro ponto importante para garantir rentabilidade na propriedade de leite é o calendário sanitário. Segundo o médico-veterinário Eugenio Balestrin, da Secretaria da Agricultura de Frederico Westphalen, os cuidados sanitários com o rebanho leiteiro começam desde o nascimento das terneiras. Ele também comenta que o manejo sanitário significa tomar medidas preventivas, como limpeza do local onde os animais ficam, desinfecção e vacinação em dia. – O calendário sanitário é importante tanto para o controle de parasitas quanto para controle das vacinas obrigatórias e também eletivas. É uma prática importantíssima levando em consideração os benéficos que ela traz, podendo evitar perdas de até 30% na produção de leite – destaca Balestrin.

23 | R 23 Revista evisstta aN Novo ov o vo Ru R Rural ura ral | Novembro Novem Nov No vemb ve mbro ro d de e 2019 019 9


Parceiros do leite Preço do leite e normativas colocadas à mesa mais investimentos em infraestrutura de logística e maior disponibilidade de crédito para os produtores. – Não existe indústria sem produtor e produtor sem indústria – disse. Em relação às normativas que regem a venda de leite à indústria, ele defende que o intuito é garantir que a produção evolua com qualidade. Já o chefe da divisão de Defesa Agropecuária do Mapa/RS, Leonardo Isolan, reforçou que as INs 76/77 não trouxeram novidades em termos de limites para adequação, mas que, apenas agora, vão enquadrar os produtores que não conseguirem produzir dentro do que já estava previsto desde 2014. Na visão do presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, hoje a maior preocupação da federação é com a saída de produtores da atividade leiteira em todo o Estado gaúcho. Ele reforçou a necessidade de “ações concretas dos governos”. – Se os produtores abandonarem a atividade, o que já está acontecendo, o que

Letícia Breda/Divulgação

A

s Comissões de Segurança e Agricultura da Assembleia Legislativa gaúcha reuniram lideranças e entidades representativas da cadeia láctea para debater as Instruções Normativas 76 e 77 e as política de preço do leite no Rio Grande do Sul, em outubro. Entre prós e contras, ficaram em evidência a necessidade de mais investimentos no setor, como exemplo na logística. Mais de 50 municípios estiveram representados no encontro. Para o presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, uma das questões que precisam ser observadas pelo setor é a chamada “guerra fiscal” entre os estados, que, segundo ele, prejudica a competitividade do setor no Rio Grande do Sul. – Vemos o leite UHT produzido aqui no RS chegar a outros estados e ter uma sobretaxa de 8% a 9% só por não ser produzido na região compradora – citou o presidente, que também é gestor da Santa Clara. Ele também pontuou a necessidade de

Setor avalia normativas como importantes, mas considera preço baixo pelo produto

eles irão fazer? Vão para a cidade? Qualidade do leite é fundamental, mas é preciso condições mínimas para poder cumprir as normativas – defendeu. A Fetag/RS também considera baixo o

valor pago aos produtores pelo litro do leite. Este é apontado como grande problema do setor e causador de desistência de muitas famílias da atividade leiteira, segundo Silva.

De olho no que os europeus estão fazendo Apil-RS/Divulgação

Grupo visitou países como a França, Alemanha e a Holanda

24 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

U

m grupo de profissionais e empresários ligados à Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) realizou roteiro técnico pela Europa, entre setembro e outubro. Indústrias, centros de pesquisas, fazendas e a feira de Anuga, considerada uma das mais importantes do setor alimentício no mundo, foram visitadas. Entre os objetivos da viagem esteve o de conhecer o setor lácteo europeu e ver de perto tendências de produtos no mercado internacional. Na lista de países visitados esteve a Holanda, Alemanha e a França. O presidente da Apil/RS, Wlademir Dall’Bosco, define a viagem como positiva, principalmente pelo nível de tecnologia usado lá fora. – A Holanda é um país extremamente avançado nesse sentido,

com tecnologia de produção, de industrialização, de processamento de produtos lácteos. Da mesma forma a França e a Alemanha. Nos três países percebemos que existe uma cultura e uma tradição muito fortes, muitos anos de trabalho, dedicação e esforços para melhorar a cadeia como um todo – exemplificou o líder. Ele acredita que, apesar de o Brasil precisar evoluir muito, se comparado com os europeus, se percebe que aqui já existem unidades produtivas com níveis muito parecidos com os da Europa. Participaram do roteiro representantes dos laticínios Mandaká Alimentos, Kiformaggio, Tchê Milk, Doceoli Alimentos, Laticínios São Luis, Granja Cichelero, Aurora, Riolat e da Cooperativa Santa Clara.


Parceiros do leite Curso trata de melhoramento genĂŠtico e controle zootĂŠcnico

E

ntre os dias 3 de dezembro de 2019 e 10 de janeiro de 2020, pecuaristas de leite e profissionais que atuam no setor podem participar de um curso sobre melhoramento genÊtico e controle zootÊcnico para rebanhos leiteiros. As inscriçþes podem ser feitas atÊ o dia 27 de novembro. O investimento Ê de R$ 29 e as aulas são a distância. A atividade tem como objetivo difundir quais as principais raças leiteiras utilizadas no país, o potencial de produção e as exigências de cada uma delas para fazer a escolha correta do rebanho. As estratÊgias de cruzamento entre diferentes raças, as anotaçþes das informaçþes e o cålculo dos indicadores zootÊcnicos serão descritos de forma detalhada. TambÊm serão abordados os critÊrios para o descarte dos animais em rebanhos leiteiros. No total serão 40 horas/aula.

Acesse o código QR pelo seu smartphone e faça a sua inscrição!

DĂşvidas: escreva para projetos2@faped.org.br ou ligue para (31) 3773-3855, com Marina Abreu

Fundoleite e IGL são temas de audiência depositados, que, em tese, deveriam estar à serviço do fomento da pecuåria leiteira no Estado. O secretårio de Agricultura do Estado, Covatti Filho, afirma que estå mantendo diålogo com entidades ligadas ao setor leiteiro para buscar um consenso em relação ao assunto. Um projeto de lei do Poder Executivo ainda tramita na Assembleia Legislativa gaúcha, com o intuito de alterar aspectos relacionados ao Fundoleite.

NA PECUĂ RIA PECUĂ RIA DE LEITE VIABILIZA A SUCESSĂƒO FAMILIAR NO CAMPO Propriedades com uma pecuĂĄria de leite bem estabelecida conseguem viabilizar, alĂŠm de crescimento econĂ´mico, a sucessĂŁo familiar. Isso fica claro em conversas com vĂĄrios especialistas do setor. Um dos fatores que contribui para esse cenĂĄrio ĂŠ a ascensĂŁo que a pecuĂĄria de leite teve nos Ăşltimos 15-20 anos, o acesso a ferramentas tecnolĂłgicas que permitem que o jovem possa inovar na propriedade, bem como a renda mensal, que faz com que os investimentos se tornem mais dinâmicos no tambo. No episĂłdio deste mĂŞs da sĂŠrie Boas PrĂĄticas na PecuĂĄria, a histĂłria que ilustra essa atividade tĂŁo importante ĂŠ da Cabanha Bridi, do interior de Vista Alegre. LĂĄ, o pecuarista Cleomar Bridi tem orgulho em contar com a parceria dos trĂŞs filhos – Lucas, 27 anos, Luan, 21, e Samuel, 20 – nos negĂłcios. – É uma satisfação ver o amor que eles tĂŞm pelo trabalho e pela atividade leiteira. Sempre ensinei que trabalhar

Atenção para a vacinação contra aftosa

A

segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa jå estå em andamento, com prazo de encerramento no dia 30 deste mês. Nesta fase, devem ser imunizados bovinos e bubalinos na faixa etåria de zero a 24 meses. Neste ano a vacina teve alteraçþes na formulação, com redução na dosagem de aplicação, de 5 para 2 ml – a vacina passou a ser bivalente, permanecendo a proteção contra os vírus tipo A e O (removido tipo C) e as apresentaçþes comercializadas agora serão de 15 e 50 doses. A com-

posição do produto tambÊm foi modificada com o intuito de diminuir os nódulos. As vacinas podem ser adquiridas em uma das 600 casas agropecuårias credenciadas na Secretaria de Agricultura do Estado para a comercialização deste produto. Após imunizar o rebanho, o produtor terå atÊ 6 de dezembro para comprovar a vacinação junto à Inspetoria de Defesa Agropecuåria local, apresentando a classificação do rebanho, por sexo e idade, e a nota fiscal de compra das doses aplicadas.

não mata ninguÊm e acho que os meninos aprenderam. Se não fosse o empenho deles, nada disso teria sido feito nos últimos anos – assinala o pai. No último mês, a Cabanha Bridi deu mais um passo considerado importante na produção. As 105 vacas em lactação começaram a se adaptar em um compost-barn, sistema de confinamento que prioriza o conforto e o bem-estar dos animais. Com climatização, alimento e ågua à vontade, a produtividade mÊdia tem ficado entre 28-30 litros/vaca/dia neste período de adaptação. – O pai sempre nos deu espaço para dar nossas opiniþes e, desde 2009 pude assumir a parte da pecuåria de leite da propriedade. Os meus irmãos tambÊm puderam se inserir na atividade e hoje estamos construindo nossa vida aqui, com mais um grande investimento – aponta Lucas, acrescentando que alÊm da família, outros parceiros têm sido fundamentais para a consolidação da pecuåria de leite na propriedade. Gracieli Verde

P

roposta pelo deputado estadual ZĂŠ Nunes, uma audiĂŞncia pĂşblica serĂĄ realizada em 27 de novembro, por meio do Grupo de Trabalho do Leite na Assembleia Legislativa do RS. O objetivo ĂŠ debater o Fundo Setorial da Cadeia Produtiva do Leite (Fundoleite) e o Instituto do Leite (IGL). Segundo o parlamentar, ĂŠ necessĂĄrio avaliar o que fazer com os recursos que estĂŁo parados. SĂŁo mais de R$ 600 mil

OFERECIMENTO:

Boas prĂĄticas

Assista a mais um episódio da série Boas Práticas na Pecuária em novorural.com e nas nossas redes sociais. Leia o código com a câmera do seu smartphone Nós, da Suifarma, temos orgulho de fazer parte de histórias como a da Família Bridi, nossos clientes desde 2011. E você, pecuarista, já conhece nossas soluções? Fale conosco pelo WhatsApp (55) 9.96236354 ou pelo site www.suifarma.com.br )5('(5,&2:(673+$/(156 5XD$SDU¯FLR%RUJHV Q|%DLUUR&HQWUR

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Infraestrutura

LOGÍSTICA

Ponte da Integração: uma nova rota para o setor agropecuário Suinocultura, avicultura e citricultura devem ser áreas que terão mais investimentos na região, graças ao encurtamento de distâncias entre fornecedores de matéria-prima e indústrias Gracieli Verde | Rafaela Rodrigues jornalismo@novorural.com

A

s regiões do Médio Alto Uruguai e do Rio da Várzea estão vivendo um momento considerado histórico, motivado pela abertura da chamada Ponte da Integração, estrutura de 150 metros de extensão sobre o Rio da Várzea, que liga os municípios de Liberato Salzano e Rodeio Bonito. Muito mais do que ligar esses dois municípios, a ponte é uma obra que teve grande envolvimento da comunidade regional, comprovando na prática que a união pode sim fazer a força e solucionar gargalos que por anos atrapalhou a rotina de muita gente. Elemar Battisti – O desenvolvimento requer movimento, requer idas e vindas. Neste caso, eram duas regiões que ficavam isoladas. Por isso, esse proje-

to da ponte nasceu dentro da Creluz. Em um primeiro momento, surgiu de um projeto para a construção de uma usina. Por questões legais, este não seguiu adiante, mas a ponte sempre foi defendida pela equipe de engenharia da Creluz – recorda o presidente da cooperativa de eletrificação, Elemar Battisti. E ele ressalta: “é uma ponte para integrar duas regiões isoladas, porém próximas, que têm o mesmo perfil de agricultura e de comércio, portanto, são afins”. A ponte representa um investimento superior a R$ 6 milhões e necessitava de um aditivo de R$ 522 mil para ser finalizada, recurso este que foi negado pelo governo federal. Em junho de 2019, uma audiência pública definiu estratégias para a conclusão da obra, promovida em conjunto pelo Grupo Creluz, Amzop e municípios ribeirinhos (Rodeio Bonito e Liberato Salzano). A decisão foi de dividir o montante que faltava entre essas prefei-

obra que não teria saído do papel sem turas e o Grupo Creluz. o apoio da Creluz, da comunidade, sem Além do projeto para sua construessa união entre as entidades – deção e os levantamentos hidrológicos, clara o presidente Batgeológicos e ambientais, a tisti, muito conscienCreluz também doou para os te do papel de líder que municípios de Rodeio Boniteve nesse processo e o to e Liberato Salzano 61,5 mil quanto é desafiador ter metros quadrados de área, a missão de dissolver onde foram abertos os acessos para a ponte – que teve o um gargalo desta magnitude, que atrapalhava trânsito liberado em novema evolução da economia bro. Já a inauguração está regional. marcada para 6 de dezembro. O presidente da A data de inauguração tamGilmar da Silva Amzop, o prefeito Gilbém estava sendo marcada mar da Silva, de Ame– Sem dúvidas, esta foi tista do Sul, reforça esse perfil inovador uma decisão com visão para o desenem relação ao modo de gestão da obra. volvimento regional, uma atitude de coEssa união entre municípios e a Creluz, operação. Conseguimos fazer o que segundo ele, vem para chamar atenção muito se falou, mas até então ninguém das demais esferas governamentais. tinha materializado, que era essa viabi– Espero que o Estado e a União lização da ponte efetivamente. Não vejo percebam o quanto de esforço há em sentido em uma cooperativa que só uma atitude como esta, em que os mupensa em resultado econômico. Prenicípios destinam recursos para uma cisamos trabalhar em sintonia com as obra regional, que não seria de sua resaspirações da comunidade. Concluíponsabilidade direta – pontua. mos essa ponte com muita luta. É uma Registro da obra na semana de 28 de outubro

Edevaldo Stacke/Divulgação

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Infraestrutura Oportunidade de “desengavetar” projetos no setor agropecuário Estimar em números o quanto haverá de impacto da Ponte da Integração nos municípios da região é complexo – e não é o objetivo principal deste conteúdo. Mas, é momento de a comunidade regional refletir sobre como a logística de qualidade e facilitada pode interferir na vida das pessoas, com a geração de novas fontes de renda. Lideranças regionais contatadas pela Novo Rural reforçam que o setor agropecuário será um dos mais impactados com a nova estrutura, pois projetos que antes ficavam comprometidos pela logística em vários aspectos poderão, agora, ser “desengavetados”. Além disso, há de deixar claro que, além destes municípios em questão, muitas outras localidades da região poderão entender, a partir de agora, o verdadeiro sentido da palavra integração.

Liberato Salzano No município, o cenário se torna favorável para o investimento na suinocultura e avicultura. Alguns projetos já começaram a dar os seus “primeiros passos” e é só questão de tempo para saírem do papel. Segundo o prefeito, Gilson De Carli, os resultados poderão ser observados ainda em 2020. – Temos 26 pedidos de construção de pocilgas, um investidor interessado em uma unidade de produção de leitões, além de outros que poderão investir em aviários. Com a ponte, até o fim de 2020 estimamos investimentos de cerca de R$ 50 milhões no município – prevê. O cenário também deve ser mais favorável para a expansão de outras culturas que já são tradicionais no município, como a citricultura, que poderá ter mais investidores em Ametista do Sul, por exemplo. Uma fábrica de sucos localizada na cidade de Liberato Salzano também está em expansão, portanto, vai abrir mais linhas de produção e gerar mais empregos nesta área.

LOGÍSTICA

Rodeio Bonito Tendo em vista que a principal atividade do município é a suinocultura, o prefeito, José Arno Ferrari, ressalta que a estrutura vai possibilitar investimentos na avicultura – o que antes se tornava inviável por conta da logística. – É motivador sabermos que os produtores terão a oportunidade de optar por outras alternativas de geração de renda além da suinocultura. No momento estamos observando o interesse dos produtores e, assim que tivermos um posicionamento concreto, vamos entrar em contato com a JBS/ Seara de Trindade do Sul para ver a viabilidade de expansão em Rodeio Bonito. Por ser um setor que demanda um alto investimento, iremos analisar a possibilidade de criar uma lei de incentivo à avicultura, da mesma forma que temos para suinocultura e bacia leiteira – projetava Ferrari no início da segunda quinzena de outubro.

Trindade do Sul Conhecido pela produção de grãos, o município de Trindade do Sul também projeta investir no setor avícola e suinícola. Segundo o prefeito, Odair Pelicioli, projetos já foram elaborados, ainda em 2018, com vistas à abertura da Ponte da Integração. – Temos pocilgas no município que entraram em operação em 2018 já com a expectativa da ponte, em virtude da possibilidade de integração com uma empresa de Rodeio Bonito. Em outubro tivemos uma reunião com a equipe da JBS/Seara de Seberi sobre a expansão da unidade de lá, pois eles têm projetos para integração em Trindade do Sul. Em contrapartida, também vemos um cenário otimista para a avicultura – enumera Pelicioli. De acordo com o líder político, o município deve encerrar 2019 com 60 aviários em fase de implantação e outros já em produção. Mas, para 2020, já se espera ampliar esse número – o que deve gerar um grande impacto na economia local e regional. Para a suinocultura, o município já conta com cerca de 30 interessados na implantação de pocilgas. “Isso deve gerar um retorno de ICMS bastante expressivo para o município, além de geração de emprego no meio rural e urbano”, relata.

Seberi O fato de encurtar distâncias entre duas importantes plantas da JBS/Seara que estão localizadas na região – uma em Trindade do Sul, que abate aves, e outra em Seberi, que abate suínos – é visto como uma grande vantagem gerada pela Ponte da Integração. O otimismo também é citado pelo prefeito de Seberi, Cleiton Bonadiman, em relação ao interesse da direção da unidade da JBS/Seara de Trindade do Sul em ter mais avicultores integrados à empresa no município, tanto para a produção de frangos de corte quanto para a recria e produção de ovos. Segundo ele, há produtores mostrando disponibilidade para investir nesse sistema, o que aumenta ainda mais as expectativas em relação ao desenvolvimento do setor avícola em Seberi. – Já fizemos uma reunião com a equipe da JBS/Seara de Trindade do Sul e eles estiveram no município conversando com nossos técnicos e falando sobre essa intenção em ampliar investimentos. Essa, sem dúvida, será uma boa oportunidade para o desenvolvimento do setor, até mesmo para o suinícola, pois a unidade da JBS/ Seara de Seberi também está em contato com o município de Liberato Salzano para a ampliação do número de pocilgas – adianta Bonadiman.

Não há desenvolvimento sem estrada, sem ponte, sem chegada e sem partida, sem troca, sem comunicação.” Elemar Battisti, presidente do Grupo Creluz

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Cooperativismo

GERAL

Espaço cooperativo

Repórter

Marcia Faccin

Coordenadora da Unidade de Cooperativismo do Escritório Regional da Emater/RS de Frederico Westphalen marcia.faccin@gmail.com

Meliponário é a nova atração do Horto Florestal da Creluz Divulgação

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Horto Florestal do Grupo Creluz, localizado em Pinhal, está contando com um novo atrativo desde outubro: um meliponário com 18 espécies de abelhas. O projeto, idealizado em conjunto com a Emater/RS-Ascar, tem cunho pedagógico. A estrutura foi construída junto à trilha ecológica, inaugurada em julho deste ano. – O objetivo do espaço é contribuir para a preservação das espécies e também da flora, pois por meio da polinização as abelhas cumprem um papel fundamental na manutenção do meio ambiente. Além disso, ser um ponto de referência para o conhecimento dessas espécies, bem como incentivar a criação – explicou o diretor de gestão de ativos da Creluz, Eloy Luiz Guth. Além da equipe técnica que atua no Horto Florestal, o meliponário contará com o apoio técnico da Emater/RS-Ascar. Segundo o en-

genheiro-agrônomo Sylvio Roman Trentin, da Emater/RS-Ascar, apesar de o manejo ser similar, cada espécie tem suas particularidades. – A ideia é que além do enxame matriz, elas procurem outros lugares para se instalar e se reproduzir. As equipes dos escritórios da Emater/RS-Ascar, que integram a regional de Frederico Westphalen, irão auxiliar na manutenção desse espaço – destacou Trentin. A estrutura está disponível para visitação no Horto Florestal, localizado na Linha Tres, interior de Pinhal. No meliponário os visitantes poderão conferir algumas espécies consideradas raras na região, como o mirim mosquito, mirim guaçu, mirim emerina, jataí da terra, mirim iraí, guaraipo, mirim negriceps, mirim saiquí, mandaçaia, mandaguari, canudo, tubiba, tubuna, jataizão ou borá, manduri, bugia, mirim droriana e jataí.

Acesse: www.creluz.com.br 28 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

Cooperativismo x desenvolvimento regional

N

ovamente volto a escrever sobre a importância que as nossas cooperativas têm para o desenvolvimento local e regional. Recentemente, comemoramos a inauguração da ampliação da planta industrial da Cooperativa Aurora Alimentos em Chapecó, tornando-se a maior unidade industrial de processamento de suínos do Brasil. O abate, que era de 5,2 mil suínos por dia, passou para 10,5 mil, um aumento percentual de 101,3%. O processamento mensal cresce na mesma proporção, de 109,8 mil suínos para 221 mil animais. O número de colaboradores passou de três mil para 5,4 mil. A unidade é a única indústria brasileira que exporta carne suína in natura para os Estados Unidos. Também está habilitada para importantes mercados, como China, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul e Chile, totalizando cerca de 20 países os quais ela pode exportar. A unidade começou a operar em 1992, com 432 pessoas para produzir cortes in natura de carnes suínas. Atualmente, a Cooperativa Central Aurora Alimentos é o terceiro grupo brasileiro do setor de proteína animal. Tem sua base produtiva formada por 65.531 mil famílias associadas. Novamente uma cooperativa é referência, tornando-se a maior planta industrial de processamento de suínos do Brasil, investindo aqui, gerando renda e desenvolvimento para as famílias de associados e para as comunidades onde estão inseridas. Se olharmos as nossas cooperativas regionais, percebemos uma grande expansão em vários setores, as cooperativas de crédito como o Sicredi ampliando e inaugurando agências em Minas Gerais, criando fundos (não obrigatórios por lei) de desenvolvi-

mento destinando parte das sobras para fomentar projetos que tenham como foco o desenvolvimento local e regional. O Sicoob ampliando suas agências, inaugurando novos postos de atendimento, assim como a Cresol, ampliando sua estrutura física, abrindo novos postos de atendimento, enquanto bancos comerciais estão reduzindo suas agências e seus postos de trabalho. A Creluz investindo em usinas solares, ajudando na conclusão de obras (ponte que liga Rodeio Bonito a Liberato Salzano) que deveriam ser de responsabilidade do poder público. São as cooperativas gerando renda, desenvolvimento e oportunizando vagas de empregos em nossa região. Se olharmos as cooperativas agropecuárias, temos a Cotrifred investindo milhões em seu novo laticínio, agregando valor nesta atividade tão importante para a região, além de novos postos de trabalho. A Coperametista investindo em novas atividades, entrando em um novo segmento de produtos, ampliando desta forma seu portfólio. A Cooper A1 também ampliando suas estruturas, abrindo unidades em municípios gaúchos, oportunizando desta forma novos postos de trabalho e uma aproximação ainda maior com os associados. Trago aqui alguns exemplos de cooperativas que estão efetivamente contribuindo e muito com o desenvolvimento local e regional, gerando emprego, renda, desenvolvimento econômico e social nas comunidades onde elas estão inseridas. Mais uma vez é o cooperativismo impulsionando o desenvolvimento. Precisamos valorizar, acreditar, associar-se e defender o bom cooperativismo que temos em nossa região e participar ativamente da construção de uma cooperativa cada vez mais forte e dinâmica!

Precisamos valorizar, acreditar, associar-se e defender o bom cooperativismo que temos em nossa região.”


Cooperativismo

AÇÕES

3Âş SeminĂĄrio Regional de Cooperativismo

Evento debate participação em compras institucionais A cidade de Ametista do Sul sedia a terceira edição do Seminårio Regional de Cooperativismo, evento promovido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuåria e Desenvolvimento Rural, Emater/RS-Ascar – atravÊs da Unidade de Cooperativismo, Copera-

metista, Amzop e prefeitura de Ametista do Sul. O encontro estå agendado para o dia 12 de novembro. Neste ano, os debates do encontro serão em torno dos desafios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) na região de abrangência da Amzop.

Confira a programação e participe! • 8h45min: abertura oficial • 9h15min: palestra com o diretor do Departamento de Cooperativismo da Secretaria da Agricultura, Flåvio Smaniotto. Ele falarå sobre como impulsionar o desenvolvimento atravÊs das cooperativas • 10 horas: momento de interação entre municípios com bons índices das compras do Pnae. Em seguida, relato de dirigentes cooperativos sobre a importância das vendas para o mercado institucional e tambÊm um espaço para falar sobre o cenårio regional do programa

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• 11h15min: exposição e apresentação do portfólio dos produtos das cooperativas • 12 horas: visitação à Igreja São Gabriel e almoço no Restaurante Belvedere (R$ 22,00 por pessoa, por adesão) • 14 horas: visita ao Shopping das Pedras, na sede da Coperametista e na loja temåtica da cooperativa no Ametista Parque Museu 5HSUHVHQWDQWHUHJLRQDO

PARA SE INSCREVER: Faça sua inscrição por meio do link:

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Sescoop/RS define orçamento para 2020 O

Conselho Administrativo do Sescoop/RS aprovou o orçamento da instituição para o exercício 2020, no fim de outubro, num total de R$ 53.602.200,00. Os recursos estão divididos em 49,26% para projetos da årea de Formação Profissional; 20,41% para projetos de Promoção Social e 1,87% para pro-

jetos de Monitoramento, num total de R$ 38.344,481,00 para as atividades fim, o que representa 71,54% do orçamento total do Sescoop/RS. O restante do orçamento ficou dividido em 2,88% para a divulgação institucional, 18,79% para as despesas com pessoal e 6,79% para a manutenção das atividades.

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29 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Juventude Rural

EDUCAÇÃO

Uceff Itapiranga tem vagas na área de agrárias Cursos de Agronomia e Medicina Veterinária estão entre as graduações que selecionam acadêmicos para mais um ano letivo Gracieli Verde

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5 ANOS

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Mensalidade: R$ 1.721,60

Professor Neuri Feldmann coordena a graduação em Agronomia

AGRONOMIA 5 ANOS

De segunda a quinta-feira, das 19h às 22h30

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Agronomia e Medicina Veterinária

Para o público interessado em se inserir no mercado agro, a Uceff Itapiranga conta com vagas para Agronomia e Medicina Veterinária. Tradicionais na instituição, os cursos são alguns dos destaques na área de Ciências Agrárias – outras novidades devem ser lançadas em breve para o próximo ano letivo. – Temos um curso totalmente voltado para o mercado. Nosso relacionamento com as empresas do setor agro é muito estreito e isso nos garante uma formação ainda mais completa para nossos alunos – comenta o coordenador de Agronomia,

MEDICINA VETERINÁRIA

De segunda a sexta-feira, das 13h30min às 17h00 (opcional) De segunda a sexta-feira, das 7h45min às 11h30 (opcional)

Gracieli Verde

stão abertas as inscrições para o Vestibular da Uceff, com ingresso para o primeiro semestre de 2020. O processo seletivo é gratuito e válido tanto para o campus de Chapecó quanto para o campus de Itapiranga. Ao todo, são 14 cursos de graduação ofertados e o estudante pode optar por uma das seis formas de ingresso quando realizar a inscrição. O vestibular será aplicado em 23 de novembro. Os candidatos devem se cadastrar através do hotsite do Vestibular, preencher o formulário e escolher pelo Ingresso Simplificado um dos processos avaliativos. A inscrição pode ser pelo Histórico Escolar, nota do Enem, nota do ENCCEJA, Prova Agendada (Redação), Portador de Diploma e prova do Vestibular. Entre os benefícios para os alunos estão os Apoios Financeiros oferecidos pela Uceff, como bolsas de estudos via ProUni e Uniedu ou financiamento estudantil pelo FIES, Fundacred e Crefácil. Além disso, o acadêmico ingressante pode contar com iniciativas como o Programa Rotas (que contribui com o transporte dos estudantes residentes em cidades vizinhas a Chapecó e Itapiranga) e com o Desconto Pontualidade. – Estamos animados para 2020. Teremos muitas novidades e um posicionamento cada vez mais em sintonia com as comunidades onde estamos inseridos. Se eu pudesse resumir em uma palavra o que podemos esperar para o próximo ano, diria que é movimento. Movimento para a inovação na educação – ressaltou o reitor da instituição, professor Leandro Sorgatto.

Professor Ramiro Bonotto coordena o curso de Med. Veterinária

professor Neuri Feldmann. Na Medicina Veterinária um dos diferenciais é a oportunidade que a instituição oferece aos alunos desde os primeiros semestre com práticas no hospital veterinário. – Isso permite que, a medida em que os alunos vão avançando nas disciplinas, possam colocar a “mão na massa” nos laboratórios e no hospital. Hoje o acadêmico pode escolher se tem aulas à tarde ou pela manhã, para que no

30 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

contraturno possa trabalhar, estagiar ou fazer monitoria na própria instituição. Visitas guiadas em propriedades rurais também fazem parte da rotina dos estudantes – exemplifica o professor Ramiro Bonotto, coordenador do curso. A instituição também oferece vagas nos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Odontologia, Pedagogia e Processos Gerenciais.

Mensalidade: R$ 1.330,10

Saiba como foi a Feira das Profissões, realizada no início de outubro, no campus de Itapiranga!


Juventude Rural

EMPREENDEDORISMO

Um ingrediente a mais para a renda da família Bacin Rafaela Rodrigues

Alternativa de negócio vem gerando resultados positivos, permitindo, inclusive, a permanência de jovens no campo

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A reportagem da Novo Rural esteve em setembro na propriedade da família Bacin Divulgação

á seis anos, Meri Terezinha Milan Bacin e seu esposo Elvides Bacin fizeram da garagem de casa o negócio da família, um espaço para venda de panificados. Hoje, esta é a principal atividade geradora de renda na propriedade de 14 hectares, localizada na linha São Paulo, interior de Novo Xingu. Neste ano, o sonho de construir uma agroindústria familiar de panificados está ganhando forma, literalmente. Isso porque, uma nova estrutura foi construída, ao lado da casa, para acomodar todas as máquinas e equipamentos adequadamente para a produção de pães, cucas, massas, biscoitos, lasanhas e para fazer as encomendas de festas, o que, segundo Meri, são as mais requisitadas pelos fregueses. “Um sonho se realizando”, resume ela. – Trabalhei um tempo em uma padaria na cidade junto com a minha irmã Solange. Depois precisei dar mais atenção para questões de doença na família e voltei a trabalhar na propriedade. Por incentivo da minha irmã comecei a produzir em casa e aos poucos fui ganhando meus clientes – conta Meri sobre sua trajetória. Uma das exigências para a formalização da agroindústria é justamente ter um espaço apropriado para o trabalho, seguido de algumas normas que devem ser consideradas pelos proprietários até a oficialização do negócio. Tais etapas estão sendo seguidas pela família, que conta com o apoio da equipe técnica do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Novo Xingu para orientá-los nas questões legais e também na parte de capacitações.

O que aprendemos com eles? A força de vontade da família faz com que a propriedade – mesmo que pequena em extensão – do interior de Novo Xingu seja um grande palco para o empreendedorismo. Independentemente do número de hectares, é possível gerar renda, incentivar a sucessão familiar e ainda ter qualidade de vida quando o núcleo familiar é unido e compartilha de um mesmo sentimento: a vontade de ser dono do seu próprio negócio.

Registro de como está a estrutura da família Bacin atualmente

Incentivo do Estado contribui para investimentos Para dar conta das demandas, Meri conta com uma equipe eficiente, composta pela vizinha Emili Chavagatti – mão de obra externa, portanto, representa a geração de emprego –, pelo esposo Elvides, que faz a parte comercial do negócio, além das entregas a domicílio das encomendas e, recentemente, pelo filho Diego Milan Bacin, de 20 anos, que pretende suceder os negócios dos pais. A possibilidade de suceder a propriedade fez com que o jovem fosse um dos contemplados com a Bolsa Juventude Rural – programa da Secretaria da Agri-

cultura do Estado – por meio da qual recebeu um auxílio financeiro como incentivo. Na época o valor foi utilizado para a compra de uma mesa de inox e uma máquina de massa. Já com o ensino médio completo, ele começou a vislumbrar uma vida fora do campo, fazendo com que ele fosse trabalhar na cidade. Nessas “idas e vindas”, Diego sofreu um acidente de moto e teve que ficar um período de atestado. Esse tempo em casa fez com ele mudasse seus planos. “Ele decidiu que queria ficar”, conta a mãe. – Acho que era para ser assim. Era

outro Diego! Foi por ele que investimos e acredito que estamos agora no caminho certo, formalizando o negócio. O desejo dele é fazer muito mais pelo empreendimento – adianta a mãe, em tom de orgulho. O jovem Diego demonstra saber bem o quer para o seu futuro, que é ser dono do seu próprio negócio e ficar junto de sua família, onde enxerga que terá um futuro promissor. – Trabalhar em um negócio que é seu, junto da família, faz toda a diferença – declara ele.

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Juventude rural

EXPLOSÃO NA INTERNET

Do Sudoeste do Paraná para o mundo Com apenas 14 anos, Andrei Weber já acumula mais de 38 mil inscritos no YouTube e mais de 50 mil seguidores em sua conta no Facebook

A

ndrei Weber, 14 anos, de Planalto, cidade localizada no Sudoeste do Paraná, é uma das personalidades mais marcantes do setor agro nas redes sociais. Tudo começou no dia 15 de fevereiro de 2017, com um vídeo publicado despretensiosamente em sua conta no Facebook, no qual ele relata sua rotina no campo. Bordões como “tudo suado, piazada", "likezão maroto" e "rolinho" caíram no gosto dos internautas. Foram poucos dias para o vídeo viralizar na internet. Para se ter uma ideia, em apenas quatro dias no ar o conteúdo gerou mais de 1 milhão de visualizações. Para quem disse à reportagem da Novo Rural que na época não sabia o que era gravar um vídeo no celular, até que se saiu muito bem, não é?! Hoje Andrei reconhece seu sucesso nas redes, o que segundo ele já lhe proporcionou muitas experiências, como viagens, conhecimento, um fundo financeiro e até mesmo uma faculdade de Agronomia, que de acordo com ele já está garantida em virtude de uma parceria fechada com uma instituição de ensino de Sorocaba/SP. “Se eu soubesse que tinha esse dom, tinha começado bem antes”, brinca o garoto sobre a produção de vídeos. Ele já participou do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, também de eventos importantes do setor agropecuário em diversos Estados, como a Agrishow,

Especialmente neste ano, Andrei é parceiro da Novo Rural na divulgação da 1ª Imersão em Agricultura de Precisão, a ser realizada entre os dias 16 e 21 de dezembro, em Frederico Westphalen.

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em São Paulo, e Expointer, no Rio Grande do Sul. – Eu crio meu próprio conteúdo, vou na roça e, se vejo que tem algo legal de falar, eu gravo. Meu intuito é divulgar ao máximo a vida no campo, como é a agricultura no país, quero evoluir cada vez mais nesse sentido – conta Andrei sobre suas projeções. Atualmente, Andrei conta com mais de 38 mil inscritos no seu canal do YouTube e mais de 50 mil seguidores no seu perfil do Facebook.

Nas redes, mas também no campo

Filho único de Éderson Roberto Weber e Maria Inês Canova, Andrei divide sua rotina com a escola, as gravações e também com as tarefas do campo. As principais atividades presentes na propriedade da família são a bovinocultura de leite, o cultivo de trigo, milho, soja e, às vezes, “algumas safras de feijão para fazer rotação de cultura”, como ele mesmo explica. – Todo dia eu levanto às 6 horas para ir à escola. A tarde eu tenho tempo livre para ajudar o pai na roça ou fazer algum outro compromisso, como gravar um vídeo – ressalta. As gravações são levadas a sério por ele e também pelos pais, que estão sempre acompanhando o filho nas viagens, entrevistas e em outras ocasiões proporcionadas pelas redes.

Quer conhecer mais sobre o Andrei? É só acessar o código abaixo por meio da câmera de seu smartphone!


Juventude rural

OPINIÃO

Gestão para o futuro Flavio Cazarolli

Engenheiroagrônomo, especialista em Gestão de Recursos Humanos e palestrante na área de sucessão rural. Gerencia a Foco Rural Consultoria, em Ijuí flavio@focorural.com.br

De olho na gestão financeira do negócio familiar

N

o nosso artigo anterior falamos da profissionalização do negócio familiar e apresentamos uma série de itens que integram um acordo societário. Dentre os itens apresentados, a implantação de um sistema de controles gerenciais, especialmente na área financeira, constrói estabilidade, segurança e confiança nas relações societárias. Uma sociedade, especialmente a partir da segunda geração, vai continuar sólida e próspera se houver transparência na gestão dos recursos financeiros. Vamos abordar neste e nos próximos artigos, aspectos da gestão financeira que ajudam a analisar o resultado dos negócios e a prestar contas com transparência para a sociedade familiar. A propriedade rural deve ser encarada como uma empresa, produtora de bens e serviços. E, como empresa o objetivo é produzir economicamente, ou seja, com lucro. O lucro é aquela parcela de preço do mercado que supera os custos de produção. A gestão financeira, portanto, se destina a conhecer o lucro das empresas e se utiliza de técnicas, pesquisas, planejamento, orçamento e controle.

É preciso enfatizar que a mensuração dos resultados do negócio, dependendo do uso a que se destinam, podem adquirir diferentes aspectos. Para o produtor, o levantamento e a escrituração dos custos e receitas auxiliam na busca dos seguintes fins:

1

2 3

Determinação dos resultados financeiros das diferentes atividades de sua exploração, avaliadas por unidade de área, por unidade de uso da mão de obra, ou capital aplicado, segundo diferentes condições naturais, físicas e econômicas. Isto é o que faz cada resultado ser único, relacionado com a realidade onde ele é gerado. Na descoberta das causas ou motivos das variações do custo unitário das diferentes atividades ou de uma mesma atividade, plantadas em áreas distintas, dentro da mesma empresa. No estabelecimento de padrões de eficiência, a fim de estabelecer um ponto de referência para melhorar o rendimento ou reduzir os custos.

4

Na averiguação de procedimentos técnicos e gerenciais mais aconselháveis.

5

No planejamento das necessidades e uso de recursos da empresa, estabelecendo um eficaz orçamento, calendário de atividades e utilização dos fatores de produção.

O produtor disse que o preço recebido não era suficiente. Pergunteilhe qual era o custo, e ele me respondeu: Não sei!” Dennis V. Armstrong

O desempenho da empresa pode e deve ser medido por meio de vários indicadores combinados entre si, tais como: faturamento, preço de custo, custo em produto, produtividade, resultados financeiros e econômicos, retorno do capital investido, capital de giro, grau de endividamento, índice de liquidez corrente e geral. O modelo de gerência por indicadores toma como ponto inicial de planejamento um conjunto de indicadores que vão orientar o diagnóstico, a análise, a identificação de causas, a proposição de ações estratégicas, a quantificação das metas e o tempo. É um processo de aprendizagem permanente que confere objetividade às decisões dos envolvidos na promoção do desenvolvimento da empresa. Um sistema de indicadores é um conjunto ordenado de medições que reflete com fidelidade o desempenho da empresa. A preocupação básica é saber onde podemos melhorar.

Um sistema de indicadores eficaz tem as seguintes características: • Concentra-se em poucas medidas essenciais e não em muitas medidas irrelevantes. • As medidas essenciais são aquelas que refletem a visão e missão da empresa. • A coleta de dados deve ser simples, direta e incorporada aos processos de trabalho. • O sistema deve ser revisado e adaptado periodicamente.

Vários procedimentos são adotados pelos produtores na gestão financeira de suas atividades, de maneira simples consideramos eficaz um sistema que utilize das seguintes ferramentas: • Balanço patrimonial, com o objetivo de avaliar a saúde financeira do negócio. • DRE – Demonstrativo de Resultados, com o objetivo de avaliar os resultados aferidos pela exploração dos negócios. Está vinculado diretamente com uma boa gestão de controles financeiros. • Fluxo de caixa (orçado e realizado): buscando equilibrar as entradas e saídas de recursos no tempo, facilitando a gestão do caixa. • Orçamento: buscando identificar as fontes de origem e uso dos recursos e disciplinar a gestão comercial e de custos.

Nos próximos artigos abordaremos cada uma destas ferramentas, analisando como utilizá-las e como elas nos auxiliam na principal função do administrador, que é a tomada de decisões. 33 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019


Agroindústrias

AGREGAÇÃO DE VALOR

Mais um passo rumo ao empreendedorismo rural Em Jaboticaba, novembro deve ser marcado com a oficialização de mais duas agroindústrias nas áreas de embutidos e farináceos. Uma delas aguarda inserção no Susaf Divulgação

O

ra de pouco mais de 60 metros quadrados que abriga os equipamentos necessários. O clima por lá é de otimismo. – Tenho certeza que todo produtor sério quer trabalhar na legalidade em relação aos produtos agroindustrializados. Temos que reconhecer que o funcionamento do Serviço de Inspeção Municipal e a possibilidade de ter a adesão ao Susaf foram os principais fatores influenciadores nesse investimento. A receita do salame que aprendi em família é apreciada por muitos, mas essa legalização é o que permitirá que possamos prosperar e levar esse produto tão tradicional para o mercado regional – pontua Gandin.

Embutidos Gandin agora a expectativa é para a inserção no Susaf Gracieli Verde

s últimos anos têm sido de avanço no que diz respeito às agroindústrias instaladas em Jaboticaba, município do Médio Alto Uruguai gaúcho com forte matriz agrícola em sua economia e que soma cerca de 3,8 mil habitantes, segundo o IBGE. Neste mês de novembro, mais duas unidades devem ser inauguradas, o Moinho Colonial do Dinho e a Embutidos Gandin. O prefeito de Jaboticaba, Luis Clovis Molinari Silva, e o vice, Edvaldo Rosa Ribeiro, ressaltam o empenho do poder público municipal em auxiliar essas famílias que estão dispostas a investir na atividade. – As agroindústrias são empreendimentos que agregam valor na produção. Temos feito o possível para que esses estabelecimentos prosperem – assinala o prefeito Silva. No caso do Moinho Colonial do Dinho, a possibilidade de legalizar o empreendimento permitiu a grande mudança no posicionamento dos produtos que Cleber Ronaldo Cherentin Dall Bianco fabricava. Com a esposa Rosimaria Cancian Dall Bianco e os filhos Felipe, 19, e Bernardo, 10, o agricultor viu ali uma possibilidade de incrementar a renda da família após superar problemas de saúde. Farinha de milho, canjica e farinha de trigo são alguns dos itens que fazem parte do portfólio da agroindústria. Eles também comercializam a chamada canjica de trigo – usada por muitos para fazer salada com o grão –, tudo feito com um moinho de pedra, mas em uma estrutura nova, de acordo com a legislação. – Estamos superando as nossas próprias expectativas. O produto tem uma boa aceitação e penso que podemos avançar nesse sentido – comenta o agricultor. Hoje, além do moinho colonial e da agroindústria de embutidos, Jaboticaba também conta com outra que processa filé de tilápia, fortalecendo este momento de ascensão do setor. Muito disso tem participação da equipe municipal da Emater/ RS-Ascar, para alimentos de origem vegetal, e da Admau, para itens de origem animal, além do apoio do poder público local. – Temos feito acompanhamento dessas famílias em vários aspectos técnicos, legais e nos cursos de boas práticas de fabricação. Vemos uma evolução muito grande, porque a legalização desses empreendimentos permite que possam vender com

Cleber Ronaldo Cherentin Dall Bianco e o filho Felipe, da Moinho Colonial do Dinho

tranquilidade e segurança, além de ampliar mercado – comenta o extensionista Alan Negrini, da Emater/RS-Ascar local. Essa busca por ter um produto de qualidade e legalizado também fez parte da rotina do jaboticabense Moises Tura Gandin, o popular Zé, que agora está prestes a inaugurar a Embutidos Gandin. Quatro produtos fazem parte do rol de itens que ele e a família comercializam: linguiça mista (a chamada linguicinha), copa, linguiça de carne suína defumada (o popular salame) e a morcela branca congelada. – A gente ainda pensa em poder trabalhar somente com a agroindústria no futuro, mas tem sido uma caminhada árdua. Mesmo assim, é uma atividade que agrega bastante valor, então vale a pena este

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empenho – comenta o agricultor, que também mantém um comércio na cidade e um tambo de leite. No caso da família Gandin, agora a inspeção do empreendimento é municipal, mas o processo para conseguir o Susaf (que permite vender em todo o Estado) já foi encaminhado. – Este será um grande passo, porque a gente vê que tem mais mercado para o nosso produto em municípios vizinhos e, com o Susaf, a gente poderá vender mais. Nossa capacidade na nova estrutura é para produzir até 2,5 mil quilos de embutidos por mês. Hoje a gente faz cerca de 800 quilos/mês – revela o empreendedor. Para chegar neste patamar, os investimentos chegaram a R$ 140 mil na estrutu-

Semana do município Jaboticaba completa 32 anos de emancipação em 30 de novembro. Por isso, uma programação especial está sendo preparada para este mês. A inauguração das agroindústrias está marcada para o dia 28. Veja as demais atrações: • Dias 22, 23 e 24: rodeio crioulo • Dia 27: curso de alimentação na praça com palestras; durante o dia, Feira das Agroindústrias e Feirantes • Dia 28: inauguração das agroindústrias Moinho Colonial do Dinho e Embutidos Gandin; à noite, show de motos e carros nas ruas do centro da cidade • Dia 29: Pedala Jaboticaba; à noite, baile do município no salão paroquial da cidade

Incentivo

O poder público municipal também tem incentivado outras atividades agropecuárias, como a abertura de açudes e de acessos a propriedades com produção leiteira. Para se ter uma ideia, entre 2008 e 2019, foram disponibilizadas 800 horas-máquina, com escavadeira hidráulica e trator de esteira, a valores subsidiados para o setor agrícola.


Qualidade de vida Sobremesa de amora Doce cheio de vantagens para a saúde! A primavera é a estação das flores, mas também a época delas, as amoras. A fruta é uma abundante fonte de ferro, melhora a pressão sanguínea, reforça o sistema imunológico e ainda combate o envelhecimento. Isso mesmo! A amora é aproveitada há séculos pela medicina asiática como um remédio natural. Os chineses enxergam a fruta como um elixir da juventude. Ela pode ser consumida de diversas maneiras, em forma de chá, geleia ou em sobremesas refrescantes, a exemplo desta que separamos para você.

Flã de amora e leite condensado Ingredientes • 1 envelope de gelatina incolor em pó • 1 lata de leite condensado • 2 xícaras (chá) de amora • 2 potes de iogurte natural • 1/2 xícara (chá) de açúcar • 1/4 xícara (chá) de água

Modo de preparo Prepare a gelatina de acordo com as instruções da embalagem. Reserve. No liquidificador, bata o leite condensado, metade das amoras, o iogurte e misture a gelatina reservada. Depois, coloque em uma forma com furo central de 19 cm de diâmetro, molhada com água. Em seguida, leve para gelar por aproximadamente 4 horas. Desenforme. Para a calda, misture as amoras restantes, o açúcar e a água em uma panela. Leve ao fogo brando (160ºC) e deixe ferver por 15 minutos ou até dar ponto de calda. Deixe esfriar e sirva com o flã.

Rendimento: 10 porções | Tempo: Até 30 minutos

CULINÁRIA | OPINIÃO

No AU

Cá entre nós Dulcenéia Haas Wommer

Assistente técnica regional social da Emater/RS- Ascar de Frederico Westphalen

dwommer@emater.tche.br

Tempo de se permitir! Olá, mês de novembro! Estamos quase no fim do ano. E aí, como está seu tempo? Passamos o ano correndo e agora ainda vêm as atividades de conclusão do ano, fechamentos, relatórios, faxinas, fazer bolachas, de preferência bolacha pintada (risos), conservas, compotas... Sim, sem dúvida alguma podemos afirmar que a mulher é a locomotiva da casa. E a lista com coisas ou mudanças que você queria para seu ano de 2019 já está concretizada? Ainda dá tempo... Após tanto trabalho, dedicação, vamos comemorar! Como você vai se recompensar ou presentear por todo este esforço? É hora de se permitir! Cantemos como Lulu Santos, em Tempos Modernos: “Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir. Não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir. Eu quero crer no amor numa boa, que isso valha pra qualquer pessoa. Que realizar a força que tem uma paixão. Eu vejo um novo começo de era. De gente fina, elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não, não, não.” Percebo que vivemos num momento onde todo mundo dá opinião, tem receitas para tudo, o tempo todo. Ficou fácil, nas redes sociais, programas de opinião e assim vai... E aí, você olha para sua vida e pode estar achando que tudo está muito simples. Que a vida dos outros é mais interessante. Mas, que tal falarmos de histórias de vida, de superação de realização. Do que deu e dá certo? Cá entre nós, eu já poderia citar aqui relatos que chegaram até mim, de mulheres que exibiram um lindo sorriso após mudar o corte do cabelo, ou se livrar de um relacionamento tóxico, ou quando encontraram um parceiro que realmente combina ou que faz bem e a respeita. Tantas histórias... E pensando nisso, queria desafiar vocês, minhas leitoras, a me contarem suas histórias. Podem até ficar no anonimato se quiserem, mas vamos mostrar ao mundo que podemos e que conseguimos sim superar as dificuldades diárias! As coisas não mudam por decreto, mas com decisões! O que queremos se forma primeiro em nossa mente, depois na coragem de agir. Claro que, quem se sente amado(a) se esforça ainda mais, sente que tem suporte. E também quando você se ama, todo ambiente ganha com isso. Porém, cuidado, mente e coração vazio é como terreno baldio, cresce o matagal e o povo ainda deposita seu lixo ali. Hora de faxina interna também! Não esperemos o ano-novo, o Dia Internacional da Mulher para lembrar dos nossos desejos, sonhos, planos e nosso valor. Por falar em planos, já pensou nas férias? Sim, férias! Não diga que agricultor (a) não tira férias, esta realidade já é possível. É só questão de organização. Pode ser um fim de semana, uma semana ou a excursão da comunidade, do grupo. Enfim, sair da rotina, conhecer lugares. Essa é a dinâmica da vida, possuir e usufruir, é remédio para alma e para o corpo. E a música segue, “Eu vejo a vida mais clara e farta, repleta de toda satisfação, que se tem direito do firmamento ao chão. Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir. Não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir.”

As coisas não mudam por decreto, mas com decisões! O que queremos se forma primeiro em nossa mente, depois na coragem de agir.”

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Qualidade de vida

RENDA ALTERNATIVA

Além de embelezar, palmas fomentam mercado de flores

C

Divulgação

onhecida popularmente como palma-de-santa-rita ou “espada de flores”, os gladíolos são plantas de grande valor comercial, não somente por suas características ornamentais, mas pela durabilidade e resistência. A variedade de cores também é surpreendente, vai do branco puro ao roxo-escuro, passando por vários tons de rosa, vermelho, amarelo, laranja, verde e lilás.

Cultivo

Flores para todos

O projeto “Flores para todos” é uma iniciativa da equipe de pesquisa e extensão em Floricultura e Paisagismo, a PhenoGlad, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – as extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar prestam acompanhamento técnico aos produtores e a iniciativa conta ainda com o apoio do Sicredi. Desde 2018, o projeto leva essa atividade a pequenos produtores familiares no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O objetivo é divulgar a floricultura para diversificação de culturas e agregar renda ao pequeno produtor familiar. Atualmente existem equipes PhenoGlad no Rio Grande do Sul (UFSM, Unipampa-Itaqui, UFPel e IFRS-Campus Bento Gonçalves) e em Santa Catari-

Produtora Mariza Bortoluzzi, de Rondinha/RS

Divulgação

Produtor Jandir Alba, de Ametista do Sul/RS

na (UFSC-Curitibanos, IFSC-Concórdia e IFSC-Rio do Sul). De acordo com a assistente técnica regional social da Emater/RS-Ascar Dulcenéia Haas Wommer, na abrangência do Escritório Regional de Frederico Westphalen são cinco municípios atendidos pelo projeto, sendo que Frederico Westphalen, Ametista do Sul e Iraí são apoiados pela Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG e Rondinha e Sarandi são apoiados pela Sicredi Região da Produção. – Cada um desses municípios possui duas famílias atendidas pelo projeto em agosto. Foram plantadas, em agosto, quatro variedades de gladíolos, sendo 200 bulbos de cada. O projeto é inovador e a demonstração de uma nova forma de renda aos produtores, uma nova experiência que a nossa região passa a fazer parte – comenta Dulcenéia. Em Rondinha/RS, a propriedade da Mariza Bortoluzzi foi uma das contempladas com o projeto. Já em Ametista do Sul/RS, o produtor Jandir Alba é um dos assistidos. – Sou suspeita a falar de flores, pois é algo que eu amo cuidar. Me sinto privilegiada em participar deste projeto. Essa nova cultura veio para agregar valor à nossa propriedade – declara Mariza Bortoluzzi.

PhenoGlad Mobile O aplicativo PhenoGlad Mobile foi lançado oficialmente no estande da Emater/RS-Ascar na 18º Expoagro Afubra, ainda em 2018. O aplicativo permite que o produtor de gladíolo possa calcular o dia exato da colheita da planta, tendo em vista a data do plantio e a variedade da cultivar. Levando em conta a dificuldade de conexão de internet no meio rural, o PhenoGlad Mobile funciona offline e exige internet apenas para a instalação. Existem duas versões, uma para o Estado do Rio Grande do Sul e outro para o de Santa Catarina, ambos estão disponíveis para download em qualquer celular ou tablet com sistema operacional Android. 36 | Revista Novo Rural | Novembro de 2019

O cultivo do gladíolo se dá por meio do chamado “cormo” – uma estrutura subterrânea semelhante ao bulbo, onde ficam armazenadas as reservas para o desenvolvimento da planta. Antes de iniciar o plantio, determine o local onde a planta será cultivada, lembrando que deve ser ensolarado e arejado. Tanto para o cultivo em jardins ou em vasos grandes, o solo deve ser fértil, de preferência adubado com um composto orgânico. No momento do plantio, os cormos devem ser plantados a uma profundidade de mais ou menos 6 cm – com a parte do broto para cima, mantendo uma distância mínima de 10 cm entre eles. No início do cultivo as regas devem ser bem controladas, para evitar o apodrecimento dos cormos, especialmente se o local for chuvoso. O tempo médio normal entre o plantio e a floração é de 90 dias, porém, em algumas regiões este período pode ser encurtado, dependendo das condições climáticas da região e dos tratamentos culturais. Para reproduzir os gladíolos é só destacar cuidadosamente os bulbilhos que surgem à volta do cormo principal. Este procedimento pode ser feito no outono.


Campo aberto

GERAL

Frederico Westphalen

13ª Xingufest

Terceiro módulo da Qualificação em Produção de Sementes reúne profissionais

A Gracieli Verde

A

tradicional feira de Novo Xingu, a Xingufest, teve sua décima terceira edição realizada no mês passado, entre os dias 11 e 13. O evento que movimentou o município contou com a exposição e comercialização de produtos da agricultura familiar, empresas e prestadores de serviços, palestras, atrações gastronômicas e culturais, além do Concurso de Gado Leiteiro e julgamento das terneiras. A grande atração foi, sem dúvida, a Casa da Cuca e da Linguiça, inaugurada na edição deste ano. De acordo com a organização, as comidas típicas da cultura alemã atraíram um grande público, principalmente as cucas, elaboradas e assadas na hora, em um forno de barro construído junto à casa. Os vencedores dos concursos realizados na feira você confere no portal novorural.com. Divulgação

Qualificação em Gestão da Viabilidade e Tecnologia na Produção de Sementes, promovida pela Novo Rural Comunicação, Capacitação e Eventos, teve mais um módulo de aulas em outubro, no salão nobre da ACI de Frederico Westphalen. Neste encontro, os professores José Ricardo Bagateli e Rafael Oliveira Vergara comandaram conteúdos ligados a estratégias de controle de qualidade na fase pós-colheita, recepção, armazenamento e processamento de sementes, silos, métodos e equipamentos de secagem, tratamento industrial, além de novas tecnologias na área. O encontro também contou com a participação especial do engenheiro-agrícola Carlos Hansel, da Petkus Technologie, da Alemanha. A empresa é especializada em equipamentos para o setor de grãos, referência internacional em qualidade. O próximo encontro do grupo será em dezembro, para o quarto e último módulo da qualificação, quando o tema será o controle de qualidade na produção de sementes, com os professores Alexandre

Casa da Cuca e da Linguiça é destaque

Grupo tem próximo módulo em dezembro

Gazolla Neto e Cileide Arruda de Souza. Gazolla é doutor na área de produção de Sementes pela Universidade Federal de Pelotas e Cileide atua na Udesc, em Lages/SC. – Estamos trazendo para Frederico Westphalen profissionais com ampla experiência e domínio dos assuntos, para que de fato possamos proporcionar experiências de muito conhecimento e network para nosso grupo de alunos – ressalta Gazolla Neto.

Educação Incentivo

URI/FW lança curso de Agronomia

Crédito é oferecido a agroindústrias Divulgação

A

través do Programa Municipal de Desenvolvimento da Agroindústria Familiar de Frederico Westphalen, a prefeitura anunciou, em outubro, que agroindústrias familiares podem acessar empréstimo no valor de R$ 10 mil, para aplicação em investimentos e custeio, buscando promover a implantação e desenvolvimento da atividade agroindustrial familiar. A iniciativa visa incentivar e legalizar a formalização das agroindústrias familiares, além de ampliar a produção e promover a inclusão social da família rural. Para solicitar o crédito, o agricultor deverá fornecer um plano de trabalho, preencher carta-proposta, informar para quais fins o crédito será utilizado, além de atender os critérios estabelecidos. Segundo informações da assessoria de imprensa, o beneficiado terá o prazo de até 24 meses para quitar o valor, em parcelas mensais consecutivas. A primeira será cobrada 30 dias após a disponibilização do recurso. Além disso, a admi-

Para solicitar o crédito, interessados devem fornecer um plano de trabalho e preencher carta-proposta

nistração municipal oferece 50% de desconto para os pagamentos feitos em dia, até a data de vencimento de cada mês. Para mais informações, os interessados podem contatar pelo fone (55) 3744-6784, com a equipe da Secretaria Municipal de Agricultura, ou com os profissionais do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar.

Q

uarenta vagas estão abertas para o ano letivo 2020 no vestibular da URI – Campus de Frederico Westphalen para o curso de Agronomia, uma das novidades da instituição. O vestibular está com inscrições abertas até o dia 20 de novembro e a prova será dia 24, às 14 horas. Outras 40 vagas seguem sendo ofertadas para o curso superior de Tecnologia em Agropecuária, curso que deu início à abordagem das Ciências Agrárias na universidade em Frederico Westphalen. – São cursos que se complementam, porque quem estudar no Tecnologia em Agropecuária poderá fazer o reaproveitamento de várias disciplinas em Agronomia posteriormente. É uma oportunidade de os jovens se qualificarem sem necessariamente deixar de lado a atuação profissional, seja nas propriedades rurais ou em empresas do setor – pontua o professor-doutor Gelson Pelegrini, que coordena a mais nova graduação da URI/FW. O curso de Agronomia terá cinco anos de duração, com aulas presenciais de segunda a quinta-feira à noite. Além disso, uma vez por mês, em um sábado, haverá aulas totalmente práticas.

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