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Texto Liana Rego › Fotografia Medesign

A capacidade formativa em Medicina, a emigração e A empregabilidade dos jovens médicos, a demografia em Portugal, a distribuição dos recursos no SNS, as políticas de saúde… são alguns dos temas abordados no debate que procura uma visão para o futuro dos jovens médicos e o papel da Ordem nesta matéria O mês de setembro acolheu os dois primeiros encontros do Ciclo de Conferências “O Norte da Saúde”, uma iniciativa prometida por António Araújo aquando da sua candidatura à presidência da SRNOM. O principal objetivo é a descentralização das atividades do CRNOM e a promoção de debates sobre os temas mais relevantes da atualidade médica. “O Futuro dos Jovens Médicos” foi o tema designado para esta primeira ronda de encontros, que irá passar ainda pelas restantes sub-regiões.

15 Set :: Braga

N

o passado dia 15 de setembro, o CRNOM convidou o Professor Nuno Sousa, Presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho (UM), para falar sobre o futuro das gerações médicas mais jovens. A Biblioteca Lúcio Craveiro, em Braga, foi o local escolhido para acomodar os interessados e oradores desta sessão. O Presidente do CRNOM, António Araújo, foi um dos primeiros a marcar

presença. À medida que o número de pessoas ia crescendo, e chegada a altura de dar início à sessão, na sala já se sentia um clima de grande curiosidade entre a plateia. O painel que prolongaria o debate do tema pela noite dentro contou com Pratas Balhau, Presidente do Conselho Sub-Regional de Braga da OM, Rui Cernadas, médico e antigo Presidente da ARS Norte, e Fábio Borges, médico interno do ACES de Famalicão. Antes de passar a palavra ao palestrante convidado, António Araújo realçou que a iniciativa era o “cumprir de uma promessa eleitoral”, através da qual se pretendia “descentralizar as atividades” do CRNOM. António Araújo chamou também a atenção para a celebração dos 38 anos do Serviço Nacional de Saúde, uma data que, conforme realçou, importa ainda mais assinalar “nestes tempos conturbados”.

«há médicos a mais em Portugal?»

Durante a sua exposição, Nuno Sousa procurou encontrar resposta para a questão: há médicos a mais em Portugal? Segundo o professor, a resposta é “nim”, uma junção bem-humorada entre o afirmativo e o negativo. Como se observava nos gráficos apresentados, e como confirmou Nuno Sousa, “ao longo do tempo há um número crescente de médicos”. Esse crescimento é proporcional ao envelhecimento da própria população portuguesa que, no futuro, irá necessitar de mais cuidados assistenciais. Olhando para as estatísticas de países como a Noruega, a Suécia e a Áustria, o Presidente da Escola de Medicina da UM considerou que Portugal não parece estar mal posicionado. Ainda as-

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