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Farmácia Islâmica do Império Otomano. Toda em madeira esculpida, pintada e dourada. Existia no interior de um palácio de Damasco, na Síria, no século XIX, e terá funcionado como centro de ensino, para além de botica. A existência de uma farmácia nos palácios era fundamental não apenas para os residentes internos, mas também para a população em geral. A prestação de cuidados de saúde aos mais necessitados era um aspeto essencial da cultura islâmica. Ao contrário das nossas farmácias – com armários envidraçados que deixam ver o seu conteúdo – a farmácia islâmica tem as portas dos armários fechadas, para que não se vejam os medicamentos. Os muitos espelhos aplicados junto ao teto são usados para ler as inscrições invertidas que se encontram no seu interior e que apelam ao estudo e ao conhecimento.

Figura de Acupunctor. Forma de corpo feminino em pé, assente numa base circular. Pintura com caracteres chineses, que marcam os pontos de acupuntura, para o ensino dos meridianos de circulação da energia vital.

Farmácia Portátil

Farmácia Estácio. Deve o seu nome ao farmacêutico da Universidade de Coimbra, Emílio Faria Estácio (1854-1919) que, em 1883, fundou a Farmácia Estácio em Lisboa e, em 1924, através da Companhia Portuguesa de Higiene, abriu uma sucursal no Porto, na Rua Sá da Bandeira. Ainda existirão pessoas que se lembrarão desta farmácia e da sua “balança falante” que, até meados dos anos 70, foi um autêntico ex-libris da baixa portuense. Nos armários podem encontrar-se caixas de medicamentos, doadas por colecionadores, que fazem parte da história da Farmácia em Portugal.

espaço pretendemos mostrar que a toma do medicamento tinha que estar relacionada com a natureza. Os sons do vento, da água e da chuva eram muito importantes para o equilíbrio islâmico, por isso é que muitas das doenças do foro psiquiátrico eram tratadas com música”, esclareceu João Neto. Apesar de representar um local procurado para a cura, a Farmácia Islâmica também servia de palco para o debate e o ensino dos conhecimentos científicos dos mestres árabes. São muitas as vitrinas que constituem o Museu da Farmácia – Porto e que ajudam a preservar inúmeros objetos que marcaram a Saúde em épocas diferentes. Colheres, vasos, estatuetas, almofarizes, potes, garrafas, cartas médicas, livros, microscópios ou os objetos cirúr-

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