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Convívios Científicos da CMEP

:: 63º Convívio Científico

Patologia do Joelho Instabilidade Patelofemoral

Texto Maria Martins / Marta Araújo › Fotografia Digireport

Manuel Vieira da Silva No dia 7 de julho, Jaime Milheiro e a Clínica Médica do Exercício do Porto promoveram o 63º Convívio Científico CMEP/ SRNOM. O evento foi subordinado ao tema “Patologia do Joelho – Instabilidade Patelofemoral”, tratado por Manuel Vieira da Silva, especialista em Ortopedia. Jaime Milheiro justificou a escolha do tema dizendo tratar-se de uma patologia complexa e muito frequente. O especialista Manuel Vieira da Silva explicou as várias fases da instabilidade patelofemoral, bem como as opções terapêuticas para tratamento desta patologia. Manuel Vieira da Silva é um ortopedista especializado em patologias do joelho que “tem vindo a crescer e a evoluir como referência na Ortopedia, ao longo dos últimos anos”, afirmou o organizador do evento, Jaime Milheiro. O palestrante é diretor do Serviço de Ortopedia do Hospital de Braga e médico

ortopedista no Hospital Privado de Braga e no Hospital CUF Porto. “Patologia do Joelho – Instabilidade Patelofemoral” foi o tema apresentado por Manuel Vieira da Silva que dividiu a patologia em três fases e apresentou as abordagens terapêuticas disponíveis para tratar o problema. O especialista começou por referir que a instabilidade no joelho é mais comum em mulheres e após “episódios de luxação”. “No entanto, há três tipos de instabilidade patelar: o síndrome doloroso patelar, a instabilidade patelar objetiva com episódio de luxação e, ainda, sem episódio de luxação”, explicou o ortopedista. Este problema começa a manifestar-se através de sintomas como um “incremento anormal da mobilidade articular (instabilidade)”, um sintoma que pode agravar-se e “começar a limitar a função do joelho” – na maioria das vezes o doente descobre a instabilidade patelar nesta fase, sublinhou Manuel Vieira da Silva. “É uma dor anterior do joelho”, foi assim que o ortopedista explicou a primeira fase do problema. Quando um doente apresenta sintomas de “instabilidade patelofemoral” deve recorrer-se a exames como a radiologia convencional ou a TAC. Após o diagnóstico, Manuel Vieira da Silva explicou como tratar a instabilidade, sendo que “numa fase aguda não se recorre a cirurgia, enquanto que numa fase crónica a cirurgia é fundamental”. O tratamento, que começa com sessões de fisioterapia com um médico fisiatra e com o ortopedista, tem como primeiro objetivo “corrigir fatores de desalinhamento”. “Com a cirurgia pretende-se corrigir a instabilidade”, explicou o médico. Apesar da investigação desenvolvida por Manuel Vieira da Silva, o diretor do Serviço de Ortopedia do Hospital de Braga lamenta que esta patologia não

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