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Natal - RN | Ano X | Edição 68 | Maio | 2017 | R$ 6,00

Bosque da Praia

Paraíso à beira mar de Jacumã

Conheça o Vetor Norte, a nova “Meca” dos investimentos imobiliários. A região ganha força com a inauguração do Bosque da Praia, o mais desejado empreendimento residencial horizontal do Rio Grande do Norte, localizado na paradisíaca praia de Jacumã. No seu entorno, estão em andamento importantes obras públicas de infraestrutura e projetos de vanguarda.

Entrevista com Flávio Rocha: "Ainda sonho em transformar o RN numa potência têxtil"


pl Num po ayer a in te s m ic nc iai und iativ s c ia a p om is io o o em neir á a po da p reas , Go uc ro v o t du estr ern em ção até o d po da gic o R , to e as N rn ner , ab pro ar- gi t r se a so indo agon ref la i o erê r. A por za c nc ex tun onq e ia na mp idad uista e cio lo na da s pa atra l e en ra ind m erg de o fot ia se pa ov eó nvo ra o olt lic lv aic a, R er Esta a. N mer do po ca de do rá, s em

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Natal - RN | Ano X | Edição 68 | Maio | 2017 | R$ 6,00

Governador Robinson Faria liderou missão que conquistou fábrica chinesa para o rn


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Editorial

Ousadia para resgatar a economia Em meio ao aparente caos do noticiário, surge uma boa notícia para o Rio Grande do Norte: O grupo empresarial chinês Chint, um dos maiores do mundo na fabricação de insumos para produção de energia solar, vai construir uma fábrica de placas fotovoltaicas no Estado. Os chineses estão de olho no comprovado potencial potiguar de geração de energia alternativa. Eles estiveram na Governadoria e confirmaram ao governador do Estado, Robinson Faria, que vão investir, na primeira fase do projeto, R$ 112 milhões. A indústria será erguida em Extremoz e deve gerar 1300 empregos. A consolidação desse investimento é fruto de uma iniciativa ousada do Governo do Rio Grande do Norte, que levou uma missão oficial a alguns países do oriente. Na China, a comitiva potiguar participou de reuniões para captar investimentos privados de grande porte. Os resultados surgiram mais rápidos do que o esperado. A produção de energias limpas e renováveis é um caminho promissor para novos investimentos. O Rio Grande do Norte já é líder nacional na geração de energia eólica, que utili-

za a força dos ventos. Agora, criará condições para se destacar também na produção de energia solar. Os chineses querem aproveitar a receptividade e o ambiente econômico que consideram propício no Estado. A indústria da Chint no Estado será a primeira na América Latina e atenderá ao mercado brasileiro e das Américas, fornecendo equipamentos e insumos produzidos na planta industrial do RN. Se for mesmo confirmada, a instalação da indústria chinesa em território potiguar será uma prova real de que a ousadia é também um dos fatores importantes na luta para reverter esse quadro econômico atual desfavorável. Um “gol de placa” marcado pelo governador e toda a sua equipe envolvida na empreitada. Detalhes dessa história são narrados na reportagem principal desta edição, que traz ainda um texto sobre o desenvolvimento do chamado Vetor Norte, a partir das obras públicas impotantes de infraestrutura e da inauguração de um grande empreendimento imobiliário à beira mar da praia de Jacumã: o Bosque da Praia. Nesta edição, o leitor é presenteado com uma entrevista exclusiva com o empresário Flávio

Rocha, CEO das Lojas Richuelo e um dos líderes mais admirados do Brasil. Confira ainda um artigo do economista Ricardo Amorim, a coluna Negócios em Pauta com notícias quentes da política e da economia e muito mais.

Boa leitura! Jean Valério – Editor

expediente Direção Executiva Jean Valério

Fotografia

Reportagem e edição Jean Valério

Diagramação - Terceirize www.terceirize.com

Comercial (84) 98856-1662 (84) 99451-4577 Email: jeanvalerio@gmail.com

demis roussos

E-mail jeanvalerio@gmail.com jeanny.damasceno@gmail.com

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Unigráfica Tiragem 5 mil exemplares

As matérias assinadas não expressam necessariamente a opinião da Revista Negócios.Net

Endereço Av. Romualdo Galvão, 773, Sala 806 8º andar Edifício Sfax - Tirol - Natal-RN Fone: 84-3302-7212 - 988561662 Site: www.revistanegocios.net.br


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Índice Bosque da praia Chapéu 10 Empreendimento de alto padrão é inaugurado na Praia de Jacumã, despertando potencial do Vetor Norte, a meca dos investimentos imobiliários

20 MISSÃO CUMPRIDA

16 Negócios em Pauta

Grupo de trabalho liderado pelo governador Robinson Faria viajou até a China e bateu na porta da indústria fabricante de placas fotovoltaicas, a Chint Eletrics Co. O resultado? Confira na reportagem

A desenvoltura de Rogério Marinho, "braço forte" da reforma trabalhista

12 entrevista

Flávio Rocha diz que ainda sonha transformar RN em potência têxtil

18 GESTÃO EFICIENTE Assembleia Legislativa adota modelo de gestão excelência, reduzindo despesas e otimizando investimentos

35 aeroporto problema

RN fica sem aeroporto noturno por 35 dias e turismo já contabiliza prejuízos

36 ricardo Amorim

Confira o artigo Imagine, de Ricardo Amorim, sugerindo o Brasil dos sonhos

30 agricultura

Funcionando há apenas um mês, a Central de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Cecafes) superou todas as expectativas de vendas. Foram comercializados R$ 350 mil em 80 toneladas de alimentos

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Flávio Rocha : CEO Lojas Riachuelo

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“Ainda sonho em transformar o RN numa potência têxtil” por Jean valério

CEO das Lojas Riachuelo e dono do Shopping Midway Mall, Flávio Gurgel Rocha nasceu em Recife, mas logo pequeno foi morar no no Rio Grande do Norte, onde seu pai fundou as empresas da família. Hoje é acionista e principal executivo do Grupo Guararapes, que inclui a Riachuelo, a financeira Midway, o Midway e a Transportadora Casa verde. É um dos maiores empregadores do país com cerca de 40 mil funcionários e tem arrebanhado muita gente com suas posições de impacto sobre a economia. Esta característica lhe rendeu o convite para ser candidato a presidente da República em 2018, pelo “partido Novo”, legenda que prega a “renovação da política”, apesar de ser presidida por João Dionísio Amoêdo, presidente do Citibank, que já ocupou a presidência do Itaú BBA e do Unibanco. Flávio Rocha é também o personagem atual queridinho das maiores revistas econômicas do Brasil. Esta semana ele foi capa da mais nova Revista Forbes Brasil. 12 >

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O título "Empresário cidadão" tenta suavizar a imagem de capitalista sisudo. O empresário Flávio Rocha esteve em Natal, onde nos concedeu esta entrevista, transmitida pela Rádio 98 FM. Ele demonstra conhecimento, espírito público e capacidade de análise macroeconômica. E justifica seu DNA político. Ele, que já foi deputado federal, nega, mas pode ser candidato novamente a presidente da República. Escuta incentivos para preencher o "vácuo de lideranças nacionais". Suas opiniões duras e polêmicas denotam uma postura que ele mesmo denomina de "empresário protagonista". É amigo íntimo do prefeito paulista João Dória Jr, o show manager cotado para alçar vôos maiores. Flávio bate forte no que chama de empresário "moita". Aquele que se esconde, se escora e espera acontecer. Mas ele mesmo está "na moita" podendo ser escalado a qualquer momento para o que talvez seja o maior desafio da sua vida. Confira a entrevista:


Entrevista Chapéu Negocios.Net - Flávio, você tem saudade daquela Natal da sua infância? FLÁRIO ROCHA - Sem dúvidas. Natal sempre esteve no meu coração. Saí daqui com 8 anos de idade, mas nunca perdi o contato. Meu pai mora aqui, venho com muita frequência. Até um amigo meu disse que, há 50 anos morando em São Paulo, eu já tinha direito de falar com o sotaque paulista, mas Natal está tão dentro de mim que eu falo exatamente com o mesmo sotaque de quando saí daqui e que muito me orgulha.

de alíquota de cada lançamento bancário se conseguia financiar os 3 níveis de Estado mais a união. Essa revolução tributária se tornou muito popular e isso fez com que eu me tornasse candidato à presidência da República. Foi uma experiência que muito me orgulho. Negocios.Net - Que idade você tinha quando se candidatou a presidente? FR - Tinha 35 anos. Eu não podia ser candidato ao Senado, mas já estava me candidatando à presidência.

Negocios.Net – Na sua visão, a reforma da previdência Negocios.Net - Você saiu da política, mas continua beneficia o trabalhador e assegura um equilíbrio futuro? atuando nela, contribuindo como empresário. FR - Acho que está sendo equacionada de forma erFR - Talvez por esse meu intrometimento em questões rada a reforma da previdência. Não temos problemas na nacionais e políticas. O que eu acredito é que o novo reforma da previdência. Temos problemas com a previ- protagonismo das mudanças é a empresa privada. Eu dência pública. A previdência tem uma enorme distorção acho que o indivíduo do qual a empresa privada é a faque faz o papel do Robin Hood às ceta mais forte desse novo ciclo calavessas. Tira os recursos que estão cado na força individual. Então, o cruelmente embutidos nos produtos que tenho proposto é a que a era do que qualquer brasileiro com salário empresário moita, que fica no conmínimo consome, pra pagar aposenforto da empresa, sem se envolver O protagonismo nos grandes debates nacionais, tem tadorias precoces, inf ladas. 8% do PIB está sendo gasto com 34 milhões parcela de culpa na crise que a gente de pessoas, dos quais 33 milhões são se encontra. Acho que a gente pode das mudanças é a simples mortais que não geram défiexercer nosso papel político sem sair cits. Na esfera pública é que está o da nossa cadeira de empresário, deproblema. Poderíamos facilitar o defendendo nosso modelo de mundo e bate, circunscrevendo-o a esse 1 miempresa privada de país que a gente acredita, não lhão de privilegiados, que se aposennecessariamente se envolvendo em tam com 20 anos de serviço. Existem militância político partidária. realmente privilégios que deformaram nossas finanças. Do jeito que Negocios.Net – Mas o senhor está, é impagável. Daqui a 8 ou 10 cogita a possibilidade de disputar anos, toda a arrecadação da União irá só pra previdência, algum cargo público? se nada for feito, e desse montante, 60% irá pra esse 1 FR - Não. Eu acho que foi uma experiência fantástica milhão de privilegiados. O problema está no funciona- meus dois mandatos, dez meses de campanha presidencial. lismo público, no Estado que se hiperinsuflou. Quando me vejo diante de meus pares empresários, vejo que tem algo de diferente que devo a esta caminhada, nos Negocios.Net – O senhor exerceu mandatos, foi quilômetros percorridos aqui na tromba do elefante. Logo deputado federal, em 1986, e também foi candidato a nos meus primeiros dias em Brasília, alguém me disse que presidente da República. Como foi a experiência políti- empresa e política têm muito a ver, que a empresa é um ca e pretende se candidatar de novo? jogo de xadrez e que a política é um jogo de xadrez muito FR - Fui deputado de 86 a 94. E, com muito orgulho, mais rico e complexo, porque as peças têm vida própria. também fui o mais jovem candidato a presidente da re- Então, quando a gente fica confinado entre quatro parepública, pelo antigo PL. Eu tinha uma bandeira que des, a gente perde um pouco o sentimento do diálogo. lancei no meu segundo mandato, que ganhou projeção Porque a empresa privada ensina, mas também desensina nacional, que era uma reforma tributária radical, cha- muita coisa, como a arte do convencimento. Eu, que pasmada imposto único. Na época o Estado, os três níveis sei 8 anos jogando esse jogo de xadrez, é muito mais fácil de previdência, custavam 22% do PIB, portanto com 1% voltar a jogar o xadrez da empresa. maio de 2017 <

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Flávio Rocha : CEO Lojas Riachuelo

Negocios.Net - Você recebeu um convite, recentemente, para se filiar ao Partido Novo, que se coloca na vanguarda dessa política inovadora, que não utiliza recurso público nem fundo partidário, que prega uma política empresarial. Que resposta você deu? FR - Tenho uma simpatia pelo NOVO, especialmente pelo João Dionísio Amoedo, querido amigo, fundador, que faz um trabalho heroico, construindo um partido que faltava. Faltava um partido ideologicamente comprometido com o binômio da prosperidade, que são democracia e livre mercado. Não existia partido liberal. Só tínhamos partidos estatizantes. E nenhum que defendia um estado menor e responsável.

opinião, quais seriam nomes para concorrer à presidência, visto que muitos enfrentam acusações de corrupção? FR - Assim como o nome de João Dória não estava no cenário. Ele era traço nas pesquisas. Acho que não está no cenário o novo presidente da república. Tenho a impressão que hoje o próprio Doria é um nome forte. Em São Paulo tem 70% de aprovação. Ele está quebrando todos os paradigmas da velha política. Essa nova política que Doria representa tem muito DNA da empresa privada. Eu e meus 40 mil colegas da Riachuelo, a gente acorda de manhã pra pensar no que a gente vai fazer deixar a dona Maria feliz, nome carinhoso que a gente dá pra nossa cliente. A gente sabe que se ela estiver feliz, tudo dá certo, para O peso da todos os setores. Tudo passa para deixar a ponta feliz. Na velha política, desaprendeu-se isso. A formula carruagem atual não é agradar a ponta. O político está hoje comprometido com as corporações que se apropriaram do estatal Estado. Temos um estado gigantesco, com custo gigantesco que serve às corporações que parasitam da carjá superou ruagem estatal. O real conflito que divide o país é entre a força de tração, os trabalhadores e investidores, e o estado. Nós competimos com sua força países emergentes que têm 80% de força de tração e forças estatais com 20%, como a Índia e a própria de tração . China. Aqui, o peso da carruagem estatal já superou sua força de tração.

Negocios.Net - Você acredita que o novo pode ganhar expressão nacional? FR - Acho que há um vácuo pra abrigar essa onda liberalizante, porque a gente viu isso acontecer. Acredito que a mudança vai acontecer e vai se manifestar, porque está acontecendo da raiz, da vontade do eleitor consumidor. Tivemos uma mudança demográfica profunda que não ficará impune em termos de desdobramentos políticos. Até uns 5, 10 anos atrás, o fiel da balança era a base de uma achatada pirâmide social e essa base, até por sobrevivência, propunha um estado provedor, vive da caridade estatal, quer um estado grande. A mudança que aconteceu é que os 60% não são mais a base da pirâmide, mas a precisa mudar cintura do losango, a chamada nova Negocios.Net - Você registrou classe média, que realmente existiu. que não pensa em disputar eleição, Então, são os 60% da cintura, que eu mas exerce sua função de empresário chamo de eleitor cidadão. Então sai participando das ações em nível nade campo o eleitor súdito, de pires na cional. Como se sente como incenmão, pra entrar o eleitor cidadão, que tivador de Dória, vê-lo com uma vê o estado como prestador de serviço, aprovação grande e com perspectiva que tem consciência do custo do estado e que adquiriu enorme de chegar à presidência? FR - Uma pesquisa do IBOPE mostra uma coisa através do consumo uma noção de cidadania. Então, é isso que está se manifestando. E a eleição de 2016 mostrou assustadora, que 90% dos eleitores não votam em quem já teve mandato, tenha sido bom ou ruim. Isso é assusessa mudança. tador porque abre as portas para um outsider. Mas, por Negocios.Net – O eleitor cidadão é um eleitor mais isso mesmo, gera um grande conforto ver que esse esconsciente. Mas a gente enxerga falta de nomes, de lide- paço ser ocupado com um candidato da qualidade de ranças, parece que há um vácuo muito grande. Na sua João Dória. 14 >

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Entrevista Chapéu Negocios.Net – Quando o senhor foi candidato a milhões de desempregados. Isso é uma crueldade com o presidente, sofreu algumas acusações na campanha. Elas trabalhador, o elo mais frágil, o que mais sofre. O que influenciaram no seu afastamento da vida política? garante melhora das condições de trabalho é o aumento FR - Bastou saírem rumores agora de que eu estaria da mão de obra. 20 anos atrás, quando fui pela primeide volta à vida política, que também começaram a surgir ra vez à China, li que um funcionário Chinês ganhava acusações. Em determinado momento, a Folha estampou 10% do que ganhava um brasileiro. Hoje, um Chinês na primeira página que eu teria subfaturado bônus elei- ganha mais que um brasileiro. E o poder de compra na torais. Os mais velhos se lembram dessa invenção do China é maior. A reforma trabalhista para garantir a TRE, que foi o bônus eleitoral, que era o mecanismo de empregabilidade. financiamento da campanha. A Negocios.Net - Como empresário, Casa da Moeda imprimiu vários o senhor acha viável a instalação de cupons, cada candidato tinha que uma fábrica chinesa no RN. E que vende-los para arrecadar. Houve incentivos fiscais deveriam ser gerauma grande discussão se aquilo podos, na sua opinião, para que essas deria ser abatido ou não do imposto empresas se instalassem por aqui? de renda e foi definido que não, até O que FR - O maior juiz é o livre mercaporque facilitaria qualquer tipo de do. Esse empresário chinês deve fazer fraude, isso tornou o bônus eleitoral suas contas, deve saber o quanto preainda mais inútil. Apareceu, então, garante cisa. Da mesma forma, o governo do no diretório do partido, alguém que RN deve saber quanto pode abrir mão se dizia presidente da associação coe quantos empregos essa empresa pode mercial de Franca, e que dizia entua melhoria gerar. A beleza do livre mercado está siasta do imposto único, e que queria mesmo nesses pesos e contrapesos que 70 mil dinheiro da época, não lemregulam a atividade econômica com bro a moeda, e o tesoureiro ficou nas condições muito mais justiça e sabedoria que as muito animado, porque era a primeifalhas leis do regulador humano. ra vez que algum candidato estava diante da possibilidade de vender Negocios.Net – O senhor certa bônus eleitoral para financiar a camde trabalho vez disse que tinha um sonho. De panha. Ele pegou os 70 mil do bônus transformar o RN numa grande poeleitoral, entregou para o dito simtência têxtil. E inclusive contou que patizante da campanha, que disse é o aumento conheceu experiências inspiradoras que havia várias outras pessoas quena Espanha. Ainda alimenta este derendo participar. Pediu mais 70 mil para vender e pagar depois. O tesouda mão de obra sejo e acredita no RN? FR - Estive na Galícia, na Espareiro deu, já que havia uma pilha nha, acredito que em 2008, na época inútil. No outro dia, a folha estamda crise econômica por lá. A Galícia pou a matéria. Como o PL, naquela tem muitas similaridades conosco, época, já estava namorando com o como a vocação têxtil que tem o RN. Fernando Henrique, que estava cresMas aquela região estava blindada cendo, foi o estopim para o PL reticontra a crise, por causa do poder da rar minha candidatura. indústria têxtil. Nada abalava aquela economia, que Negocios.Net - Você acredita que a Reforma Traba- produzia para o grande conglomerado. E eu sonho com lhista tem potencial de aquecer a economia, gerar mais isso no Rio Grande do Norte. Em fazer pelo Estado o que Amâncio Ortega (Fundador da Zara) fez pela Galíempregos? FR - Não tenho dúvidas. O empresário se vira. Há cia. Mas as dificuldades aqui foram muitas, por causa esse manicômio trabalhista, 3,5 milhões de ações tra- desse cerco burocrático. Apesar de tudo, ainda acredito balhistas gerados no ano passado, mais que o resto do ser possível. Ainda sonho sim em transformar o Rio mundo. Isso é areia nas engrenagens. Por isso temos 12 Grande do Norte em potência têxtil. maio de 2017 <

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Negócios em Pauta< jeanvalerio@gmail.com

Chapéu

Arena das Dunas é top 8

O Braço forte da reforma trabalhista O deputado federal Rogério Marinho (PSDB), relator do projeto de modernização das leis trabalhistas, segue firme no propósito de enfrentar a oposição ao projeto de modernização das leis trabalhistas. Rogério tem se destacado pelas opiniões duras e seguras. Agrada o empresariado, que aposta no remédio para a retomada econômica. E desagrada trabalhador e sindicatos, que alegam perda de direitos.

Rogério Marinho chegou a afirmar que o “medo de perdas de privilégios de corporações é a alma do protesto”. Um dos itens polêmicos é o fim do imposto sindical obrigatório, alvo de críticas dos sindicalistas durante os debates do projeto na Câmara. Caso a proposta seja aprovada no Senado e sancionada, o trabalhador terá o direito de escolher se paga ou não a contribuição ao seu sindicato.

Levantamento nacional apontou os oito estádios e arenas brasileiras mais populares nas redes sociais, ou seja, que possuem mais fãs, somando os seguidores das plataformas Facebook, Instagram e Twitter. A Arena das Dunas, de Natal, está nos top 8, com quase 140 mil seguidores. Sede das melhores partidas de futebol e eventos de grande porte, a Arena está consolidada como o centro de eventos de Natal. As mídias sociais são administradas, há mais de 4 anos, com apoio da empresa criativa Acarta Comunicação.

Turismo Pipa

O prefeito de Tibau do Sul, Antônio Modesto Macedo, decidiu investir forte no turismo. O município, que abriga o destino Pipa, foi destaque, no período de dez dias, em três grandes importantes eventos turísticos internacional, nacional e regional: Workshop pela América do Sul, WTN Latin América em São Paulo, e Feira dos Municípios e Produtos Turísticos do RN (Femptur). “Agora o Governo Municipal trata o turismo como política de Estado. É a nossa principal atividade econômica e terá prioridade”, destacou o prefeito.

Investimento Cosern

A Cosern, empresa do Grupo Neoenergia que anunciou ter investido R$ 242 milhões no reforço, melhoria, modernização e expansão do sistema elétrico potiguar em 2016, ampliou a ação de troca de lâmpadas incandescente e halógenas por LED para todos os clientes residenciais da distribuidora. O projeto era restrito a clientes residenciais de baixa renda. Agora qualquer cliente pode se dirigir aos pontos da Cosern e trocar até 5 lâmpadas antigas por led. 16 >

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Selo para garrafões

Os novos garrafões de 10 e 20 litros de água mineral e de águas adicionadas de sais agora devem ter afixado no lacre o Selo Fiscal da Secretaria Estadual de Tributação (SET). A regra vale para o produto que circula em todo o território do Rio Grande do Norte. A medida, prevista na Lei Estadual 10.075/16, visa o controle de segurança alimentar. O selo terá cores diferentes: azul para as águas minerais e verde para as adicionadas de sais.

Armazém Pará

Com 59 anos de atuação no mercado potiguar, o Armazém Pará, mais uma vez, foi premiado, em 1º lugar, como o líder do segmento de material de construção no Rio Grande do Norte, se destacando na 18ª pesquisa do Ranking Nacional das Lojas de Material de Construção, realizada pela revista Anamaco. O empresário Marcantoni Gadelha, líder do grupo Armazém Pará, recebeu a premiação durante evento realizado no São Paulo Expo, em São Paulo.


Chapéu

Pittsburg e a 15ª franquia O Descobrimento do Brasil e a economia do RN

Ganhou força novamente a tese de que o Brasil foi descoberto no Rio Grande do Norte, em Touros, no litoral Norte, e não em Porto Seguro na Bahia, como pregam registos históricos tradicionais. Revelações recentes da Marinha do Brasil reforçaram o que historiadores como Lenine Pinto e Manoel Cavalcanti defendem há muitos anos: O primeiro pico “avistado” pela esquadra de Pedro Álvares Cabral não foi o Monte Pascoal, na Bahia, e sim o Pico do Cabugi, no RN. Esta é, hoje, uma grande bandeira que os potiguares podem abraçar. Uma marca histórica que faz toda a diferença para o turismo e a economia local. O descobrimento do Brasil seria recontado no país e no mundo, dando ao Estado visibilidade espontânea e oportunidade de apresentar suas potencialidades. Para que isso aconteça, é preciso mobilização política e institucional. E já há iniciativas concretas. O prefeito a cidade de Touros, Assis do Hospital (foto), anunciou que trabalhará para sensibilizar o Estado e o Brasil. Ele ganhou apoio da Secretaria Estadual de Turismo. O secretário de Turismo Ruy Gaspar informou que o Governo vai investir na causa que pode trazer dividendos turísticos e econômicos. Num momento de crise, escassez de recursos para a realização de obras estruturantes, é preciso investir em projetos que possam agregar valor sem gastos excessivos. O Redescobrimento do Brasil é um deles. E trará muitos benefícios para o Estado.

Turismo Galinhos

Considerado destino turistico caçula que mais cresce no Rio Grande do Norte, Galinhos atrai atenção das grandes operadoras de turismo como a CVC, e empresas de receptivo como a Luck. Depois do trabalho profissional realizado pelo prefeito Fábio Rodrigues, que assumiu há quatro meses o mandato, o fluxo de turistas só aumenta no municipio que é um dos últimos paraísos naturais do Estado. Península encravada nas dunas móveis, a cidade só pode ser acessada de barco. O transporte oficial é a carroça.

A rede de franquias Pittsburg abriu mais uma loja em Natal, a 15ª do grupo potiguar localizada na Avenida Hermes da Fonseca, bairro Tirol. Evidenciando o sucesso do Pittsburg, a nova loja nasce como uma das maiores da rede, com 300 m², e novidades como espaços kids e jogos eletrônicos. O diretor-presidente do Pittsburg, Kleber Carvalho, deve a expansão da marca ao apoio oferecido pela rede aos franqueados. “Já são 32 anos de trabalho”. O faturamento médio mensal de R$ 100 mil reais atrai interessados na franquia.

Novo Reis Magos

Um novo empreendimento comercial será construído na área que abriga o antigo Hotel Reis Magos, na Praia do Meio, em Natal. Pelo menos é o que prometeram, mais uma vez, representantes do grupo Hotéis Pernambuco. Hoje a estrutura está abandonada, usada para consumo de drogas e repleta de criadouros do mosquito da dengue. O prefeito de Natal Carlos Eduardo acredita na promessa.

“HUB da TAM”

A companhia área LATAM continua interessada em investir na implantação de um HUB da aviação na região Nordeste. E três Estados são candidatos a sediar: Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. O Ceará, antes o patinho feio da disputa, passou a ser favorito. O aeroporto cearense foi privatizado e arrematado pela Fraport, um grupo alemão que já administra um HUB em Frankfurt. maio de 2017 <

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Eficiência

Princípio da Economicidade norteia gestão eficiente da

Assembleia Legislativa Busca pela excelência na qualidade do serviço, modernização, redimensionamento funcional e otimização dos recursos. Os pilares de uma boa gestão, pública ou privada, passam pelos planos traçados e cumprimento de metas para que os resultados sejam obtidos. Dentro do princípio da economicidade, a Assembleia Legislativa adotou medidas para redução gradual de despesas, que vem gerando uma economia em 18 >

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torno de 20%. Com isso, foi possível, entre outras medidas adotadas pela casa, a redução do limite prudencial e a convocação de concursados, além da doação de 50 viaturas policiais e 85 ambulâncias. “A crise exige colaboração de todos os Poderes e essa redução de custos possibilitou a economia de recursos que serão revertidos para a população”, afirmou o presidente do Legislativo do RN, deputado

Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB). O parlamentar se refere à doação de 50 viaturas policiais e de 85 ambulâncias. Serão 24 ambulâncias equipadas como “semi-UTIs”, que juntamente com as demais, serão entregues aos municípios onde há carência do equipamento e de hospitais regionais. As ações de economicidade, transparência e modernidade são consequência do Planejamento Estratégico, que tem o aval dos 24


Eficiência Qualidade no serviço e modernização, com economia de gastos, traz reconhecimento ao presidente da casa, ezequiel ferreira

ALRN: Exemplo de Gestão Eficaz parlamentares e com o qual o Legislativo do RN vem se destacando e se tornando referência na gestão pública. O conjunto de medidas têm feito da Casa referência nacional e até internacionalmente, na administração pública. Formulado para traçar as diretrizes da gestão a cada dois anos, o Planejamento Estratégico traçado pela atual gestão implantou uma administração democrática, eficiente e participativa, com respeito absoluto à Democracia, independência entre os Poderes e ao convívio harmônico, com diálogo permanente, focado no RN e nos anseios da população, resgatando o papel do Poder Legislativo. Com ações concretas, o modelo tem alcançado as metas e sido exemplo para outras Casas Legislativas no Brasil e no mundo.

O documento contendo o planejamento estratégico para o primeiro biênio (2015-2016) foi indicado como destaque na sétima edição do Congresso Internacional de Governo, Administração e Políticas Públicas (GIGAPP), em Madri, Espanha. O formato do Planejamento Estratégico, feito exclusivamente por servidores da Casa, foi selecionado e apresentado como modelo a ser adotado em outras instituições. Voltado para uma gestão focada em resultados, o Planejamento Estratégico da Assembleia Legislativa estabelece 36 planos de ação distribuídos em diferentes áreas de atuação estratégica: melhoria da eficiência; qualidade; integração; recursos orçamentários; e recursos humanos. Na busca pela melhoria da eficácia da gestão, também se destaca no

novo planejamento a proposta de tornar a Escola da Assembleia um referencial de excelência para o servidor e para a sociedade. Em 2015, a Escola adotou novo programa de gestão escolar e passou a oferecer três novos cursos de pós-graduação e o primeiro mestrado oferecido por uma Casa Legislativa no Brasil. Ainda dentro do planejamento, a Assembleia tem investido na modernização da estrutura da Casa, interação com a população por meio das ações planejadas e da expansão do sinal da TV Assembleia, além da reformulação dos programas socioculturais desenvolvidos e da preocupação com a execução orçamentária, um dos principais pontos do documento. Na área de gestão, inclusive, o Legislativo conseguiu números significativos. maio de 2017 <

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Investimentos

Missão cumprida iniciativa atrai investimentos chineses Governo do RN lidera Missão vitoriosa para fomentar a economia local O Rio Grande do Norte consolidou sua liderança nacional na produção de energia eólica, gerada pelo aproveitamento da força dos ventos que fazem girar hélices erguidas nas imensas torres enfileiradas em diversos municípios, a maioria no litoral norte. Esta é uma realidade do interior do Estado, onde cidades já receberam milhões de investimentos na implantação de par-

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ques eólicos. Agora, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte quer fomentar e sair na frente também na produção de energia solar. De olho neste potencial, um grupo de trabalho liderado pelo próprio governador Robinson Faria,acompanhado do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, do Secretário Adjunto do Gabinete Civil, Flávio Oliveira, do diretor presidente da Potigás, Beto Santos, viajou até a China. Bateram na porta da indústria fabricante de placas fotovoltaicas para produção de energia solar, a Chint Eletrics Co. A comitiva potiguar cumpriu sua primeira missão


Investimentos

com sucesso, assinando e trazendo ao Estado um protocolo de intenções para a construção de uma fábrica da Chint no território norte-riograndense. “A nossa missão comercial à China foi bem sucedida e a assinatura deste acordo de cooperação tecnológica e estratégica com a Chint vai gerar emprego e renda em nosso Estado e atrair novos investimentos”, destacou Robinson Faria que fez uma ampla explanação,

em vídeo, sobre as potencialidades econômicas do Rio Grande do Norte, as opções turísticas e sobre a segurança jurídica que o Estado hoje oferece aos investidores. Na viagem ao Oriente, o governador também visitou a estação de trem na cidade de Hangzhou, onde o grupo Chint Eletrics Co tem uma fábrica e instalou o sistema de produção de energia solar. São 150 mil metros de placas fotovoltaicas que geram 40% da energia consumida pela estação. Robinson Faria também se reuniu com empresários e investidores na sede da Câmara de Comércio da cidade de Hong Kong para tratar da construção de um porto privado e exportação de frutas. A Chint possui instalações na Índia, Alemanha e Estados Unidos e vai atuar na América do Sul, América Central e África com a produção da fábrica no RN. “A Chint é uma das maiores empresas do mundo no setor e atua numa área de forte demanda para o desenvolvimento econômico, como a de energia, e que é básica para as demais atividades econômicas”, explicou Robinson Faria.

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Investimentos

Governador avalia viagem e destaca interesses multisetoriais nos investimentos Na avaliação do governador Robinson, a comitiva norte-rio-grandense que esteve em missão oficial na China durante dez dias avançou significativamente no diálogo para a concretização de investimentos que ajudarão a economia potiguar a superar a crise. Ele fez um balanço da iniciativa ressaltou a importância da visita ao país asiático, sobretudo porque a missão foi traduzida em possíveis investimentos dos chineses no estado nos próximos anos. Outro ponto positivo destacado foi em relação à Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A comitiva potiguar se reuniu com investidores e representantes da ZPE chinesa, e no encontro foi apresentada a ZPE de Macaíba, já regulamentada. Também em Xangai foi feito contato com uma empresa de fundos de investimento com foco na expansão para a 22 >

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América do Sul com valor orçado em $50 bilhões. Os principais setores de interesse são a fruticultura, terminal pesqueiro (atum), e as parcerias público-privada para construção de estradas. A comitiva potiguar também esteve em Hong Kong, onde se reuniu com a Câmara de Comércio, que agrega todas as grandes empresas da China. Na pauta, sete empresas participaram de negociações para investimentos no Rio Grande do Norte, sendo as principais de infraestrutura, importação de frutas e energia renovável. “Estamos no caminho certo, arriscando, buscando investimentos porque o Brasil vive um momento difícil. Temos que ir atrás de parceiros e não ficar na mesmice. Fomos buscar investimentos para combater o desemprego e fortalecer a nossa economia”, encerrou Robinson Faria.

Produção de energias renováveis vai crescer no Brasil A falta de planejamento para o setor elétrico, no passado, já trouxe grandes dificuldades para o povo brasileiro. A dependência, quase que exclusiva, de usinas hidrelétricas para a geração de energia exigia que o regime de chuvas não ficasse abaixo do esperado, abastecendo os reservatórios e garantindo o funcionamento das hidrelétricas. Após investimentos realizados nas áreas de geração e transmissão, a realidade brasileira mudou e a falta de energia já não é um problema atualmente. O desafio agora é outro: aumentar a participação de energias limpas e renováveis na matriz energética brasileira. Esse processo tem norteado as ações do governo federal no setor.


Investimentos

Produção de energia limpa é promissora no Nordeste

O setor eólico é um bom exemplo disso. Há 10 anos, a geração de energia elétrica usando o vento era praticamente nula, e hoje já é responsável por 5% de toda a energia que chega aos comércios e residências. Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia, a participação de fontes renováveis de energia (incluindo eólica, solar e biomassa, e excluindo as hidrelétricas) será de 27,3%. O avanço dessas tecnologias, contudo, ainda depende de melhorias tecnológicas que permitam mais eficiência e menores custos, possibilitando que elas possam substituir outras formas de geração, como a termelétrica movida a óleo diesel, utilizada hoje nos períodos de baixa em reservatórios de hidrelétricas. Uma das formas de baratear esses custos é a chamada geração híbrida, em que duas fontes de energia compartilham uma infraestrutura já montada. Isso ainda é

muito novo e precisa ser experimentado. Mas o Rio Grande do Norte pode sair na frente. E estrutura já instalada de produção eólica pode atrair empreendimentos solares. A ideia é acolher empreendimentos solares adotando a estrutura eólica como base. A energia solar para grande porte não tinha competitividade porque há quatro anos era cara. Agora, com o barateamento e os incentivos governamentais, já é possível viabilizar projetos deste tipo. Projetos de energia híbrida já estão sendo desenvolvidos no país. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, inaugurou um projeto inédito: a instalação de placas fotovoltaicas sobre flutuadores, instalados no lago da Usina Hidrelétrica de Balbina, localizada no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. Este é considerado um piloto para avaliar a viabilidade de projetos do tipo.

Ainda não se pode prever que a produção de energia alternativa como a dos ventos e do sol venha a superar a das hidrelétricas. Mas a energia eólica já supre um terço do consumo da região Nordeste. O RN é o estado com maior capacidade instalada em usinas eólicas. Fechou 2015 com aumento de 28,3%, num total de 2.493 MW. A tendência é de que o estado continue na dianteira em produção de energia eólica, com previsão de investimentos de mais R$ 6 bilhões nos próximos anos no setor. Em todo o país, a capacidade instalada de usinas eólicas cresceu 45% em 2015 na comparação com 2014, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Passou de 5.710 MW para 8.277 MW. Em 2015 foram 102 novos empreendimentos que passaram a produzir a energia a partir dos ventos, somando um total de 325 geradoras eólicas. As usinas eólicas produziram 2.971 MW médios em 2015, num crescimento de 52% em relação ao mesmo período de 2014. maio de 2017 <

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Chapéu Investimentos Robinson conhece ZPE chinesa e propõe parceria comercial com RN

Chineses visitam governador e confirmam instalação da indústria A missão da China obteve o resultado esperado. A fábrica de placas fotovoltaicas para energia solar do grupo chinês Chint Eletrics Co. será instalada numa área de 25 hectares no município de Extremoz. Na primeira fase, o investimento será de R$ 112 milhões e vai ofertar 1.300 empregos diretos e indiretos. A confirmação foi feita pelo governador Robinson Faria, que recebeu na Governadoria os diretores da companhia chinesa Jackie Xiang e Charles Zang. A unidade da Chint no Rio Grande do Norte será a primeira na América Latina e atenderá o mercado brasileiro e das Américas. “Faremos todo o esforço para instalar a unidade o mais breve possível no estado, aproveitando o ambiente economicamente favorável”, disse Jackie Xiang. Robinson Faria destacou: “O nosso Governo trabalha para recuperar a economia, para criar oportunidades de emprego e renda. Hoje iniciamos uma nova etapa para o desenvolvimento do Estado”.

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O governador Robinson Faria e a comitiva potiguar em missão comercial na China visitaram, nesta quinta-feira, o Parque Nacional de Alta Tecnologia Industrial de Suzhou, que abriga uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE) que recebe produtos de outros países e os processa para a distribuição na China. A ZPE de Suzhou, junto com outras zonas econômicas especiais, é apontada como viabilizadora do crescimento da produção industrial na China. “Foi uma visita muito importante dentro da nossa missão comercial na China, porque além de termos conhecido e compreendido o funcionamento desta área, fizemos contatos importantes, em que pudemos apresentar as potencialidades do Rio Grande do Norte, especialmente no que diz respeito à exportação de frutas, peixes, camarão e alimentos em geral, e percebemos um grande interesses dos chineses especialmente pela localiza-

ção estratégica do nosso Estado”, afirmou o governador, a respeito da visita. O governador destacou que o contato com empresários da ZPE chinesa poderá representar a abertura de um importante mercado para as empresas do RN. Na ocasião, Robinson Faria convidou os chineses para conhecerem a produção de fruticultura local, e falou ainda sobre a produção de minérios e a construção do Terminal Pesqueiro. A comitiva do RN também expôs aos chineses a consolidação do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante como o que mais exporta no Nordeste. “Temos tido uma excelente receptividade em nossa missão comercial na China. A fábrica de elevadores Canny, por exemplo, já é uma das potenciais investidoras. Estamos em missão para captar investimentos que gerem recursos, emprego e renda para nosso Estado”, relatou o chefe do Executivo Estadual.

Energia Solar Nos últimos dias, Robinson Faria assinou um protocolo de intenções para instalação da Chint Eletrics Co no RN, maior indústria de energia fotovoltaica da China e uma das maiores do mundo. O governador visitou fábricas da Chint e manteve reuniões de trabalho e planejamento com executivos da companhia. A comitiva do Governo é com-

posta pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, pelo Secretário Adjunto do Gabinete Civil, Flávio Oliveira, pelo diretor presidente da Potigás, Carlos Alberto Santos e por diretores da Federação das Indústrias do RN (Fiern). O deputado federal Rafael Motta também acompanhou parte dos compromissos na China.


Investimentos

Comitiva se reune com empresários e investidores em Hong Kong Cumprindo agenda de trabalho na China, o governador Robinson Faria se reuniu hoje, 24, com empresários e investidores na sede da Câmara de Comércio da cidade de Hong Kong. Na reunião o governador tratou da instalação de uma fábrica de placas coletoras de energia solar, de novos investimentos em energia eólica, construção de um porto privado e exportações de frutas. “Nos reunimos com alguns dos maiores investidores do mundo em energia eólica e solar. Apresentamos estudo sobre as potencialidades econômicas e oportunidades de investimentos”, afirmou o Governador. A próxima reunião de trabalho na China será em Xangai, onde o governador irá assinar protocolo de intenções para instalação da fábrica de placas coletoras de energia solar com a Chint Eletrics Co. A Chint possui instalações na Índia,

Alemanha e Estados Unidos e agora deseja atingir o mercado da América do Sul, a partir de uma fábrica no RN, cuja posição geográfica permitirá acesso aos mercados da África e América Central. “A Chint é uma das maiores empresas do mundo no setor e o protocolo permitirá o início do investimento em nosso Estado, o que vai gerar emprego e renda para o nosso povo”, explicou Robinson. A reunião também contou com a participação do cônsul geral do Brasil em Hong Kong, Piragibe Tarragô. Piragibe ressaltou a importância dos contatos entre o Governo do Estado e os investidores para o desenvolvimento da economia do Rio Grande do Norte e se colocou à disposição para “facilitar os contatos e cooperar para dar continuidade aos negócios a ser concretizados com essa visita”. Em Hong Kong o Governador

esteve acompanhado do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, diretor presidente da Potigás, Beto Santos, deputado federal Rafael Motta e se reuniu com Thomas Wong, presidente do Americas Committee of Commerce de Hong Kong (HKGCC); Mario Artaza, vice-presidente do HKGCC; Mark Watson, do Sustainable Development; Marco Sze, diretor da BMI Appraisals Limite; Jacky Lam, diretor do grupo Jacksons e Brothers; Danny Wan, diretor da Jungao Holdings Co Ltd; Kelvin Lit e Yick Yan Hung, da Censpot Trading Corporation Ltd e Ir Steve Wong, diretor da Billion Group Technologies Ltd. Antes da viagem do Governador à China, representantes de empresas chinesas estiveram no RN para manifestar o interesse de investir no Estado e convidá-lo para conhecer as instalações naquele país. maio de 2017 <

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ECOMAX

Bosque da Praia sonho à beira mar de Jacumã, empreendimento impulsiona região

Morar em frente ao mar, curtindo a brisa tranquila de um paraíso quase exclusivo, com total conforto e segurança, parece um sonho? É quase inacreditável nos dias atuais, mas isso tudo é real e possível de ser conquistado. O Bosque da Praia, o maior e mais desejado empreendimento imobiliário residencial horizontal do Rio Grande do Norte, fica localizado na paradisíaca praia de Jacumã. O condomínio faz parte da ousadia da Ecomax, a grife do mercado da construção civil que imprime um padrão elevado em suas obras. Entregue aos clientes no dia 8 de abril de 2017, em um grande 26 >

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evento para o mercado e convidados, já foram vendidos 90% do 197 lotes disponibilizados. Isso porque esta é uma grande chance de possuir uma casa ou espaço à beira mar, com infraestrutura e segurança, além de se tratar se um projeto único, padrão classe A. “O Bosque da Praia é o primeiro condomínio com conceito ‘pé na areia’ do Rio Grande do Norte. Seu projeto oferece total infraestrutura de um condomínio fechado, na beira da praia, com muita segurança, conforto e integração total com a natureza, no paraíso que é a praia de Jacumã. Tudo isso permite

que os moradores aproveitem esse empreendimento o ano inteiro”, comenta o diretor da Ecomax, Vicente Freire. São muitos os atrativos que tornam o Bosque da Praia um verdadeiro clube exclusivo numa das praias mais lindas e valorizadas do Estado. O projeto contempla piscina infantil, piscina com raia, deck molhado, salão de jogos, salão de festas, espaço gourmet, espaço de massagem, ofurô, quadras de tênis e poliesportiva, espaço para academia de ginástica, pista de caminhada ou ciclismo e trilhas ecológicas numa grande área verde de preservação ambiental.


ECOMAX MAIS DE 25% DE ÁREA DE PRESERVAÇÃO Além da natureza preservada de Jacumã, a Ecomax investiu em um espaço planejado para aproveitar a ventilação natural e contemplar a vista para o mar, em total sintonia com o meio ambiente. No território de 161.974 metros quadrados, cerca de 25%, mais de 40 mil metros quadrados, é destinado ao lazer e às áreas de preservação ambiental. A construtora também fez o plantio de mais de 2 mil árvores e integrou ao projeto estrutural um sistema moderno de abastecimento d'água reservado e pressurizado que além de

atender ao condomínio, resolveu o problema da falta de água na vila de Jacumã. O Bosque da Praia é construído com 100% de madeira certificada e possui ainda uma Estação de tratamento de esgotos (ETE). A Ecomax possui ISO 9001 e certificação máxima - nível A - da Caixa Econômica Federal (PBQP'h) que atesta e demonstra a excelência na construção de suas obras. O projeto arquitetônico é assinado pelo arquiteto Fabiano Pereira que manteve o foco na sustentabilidade, bem como no conforto e na segurança.

Projeto e construção têm padrão da grife Ecomax As obras do Bosque da Praia seguiram o padrão de qualidade da Ecomax, especializada na construção de grandes condomínios horizontais, com imagem de respeito e confiança consolidada no mercado de Natal e João Pessoa. Além do elevado investimento nos acabamentos de primeira linha, a Ecomax investiu em um projeto sustentável e que garantisse a segurança total dos condôminos, garantindo tranquilidade para desfrutar do veraneio o ano inteiro. O Bosque da Praia conta com acompanhamento privado de segurança 24h nos 365 dias do ano. As guaritas são equipadas com recursos tecnológicos avançados que incluem, também, cerca elétrica nos muros. Diante da escassez de oportunidades imobiliárias do gênero, a Ecomax não encontrou dificuldades na comercialização do empreendimento e está comemorando o resultado. “O Bosque da Praia é um excelente investimento em qualidade de vida. Vendemos um conceito, entregamos qualidade e temos clientes sempre satisfeitos”, explica o gerente comercial da Ecomax, Fernando Loiola. maio de 2017 <

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ECOMAX

VALORIZAÇÃO DO VETOR NORTE Importantes obras públicas de infraestrutura que já foram concluídas ou estão em andamento, como o novo Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, a Ponte Forte Redinha e a Avenida Moema Tinoco interligada a BR 101, dão vida ao Vetor Norte. Estas obras ganham notoriedade e atraem a atenção para esta região promissora. O Bosque da Praia é a primeira expressão deste novo polo de expansão imobiliária do Estado, que vem impulsionando investimentos e um crescimento sustentável. Este incremento da infraestrutura urbana era o que faltava para assegurar que a região venha a se tornar uma espécie de nova “Meca imobiliária” do Rio Grande do Norte. Segundo o empresário investidor Paulo de Paula, que é proprietário de lotes no Bosque da Praia, a 28 >

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praia de Jacumã está inserida numa área em progressiva valorização, o que representa um investimento seguro. “Esta é uma excelente oportunidade para quem está querendo investir, pois os lotes somente serão valorizados a longo prazo. O difícil será alguém comprar um lote e não querer construir logo a sua casa para viver no verdadeiro paraíso que é este condomínio”, comenta Paulo de Paula. Ele ressalta ainda que, devido à localização próxima e acesso facilitado, o Bosque da Praia é um residencial que deverá se tornar primeira moradia para os condôminos. Tomando como referência a ponte Newton Navarro, o condomínio Bosque da Praia está a apenas 20 quilômetros, mesma distância que a praia de Ponta Negra, por exemplo.

Valorização do mercado imobiliário é um conceito que a Ecomax conhece bem. Em atividade desde 1993, a Ecomax é uma construtora que coleciona um portfólio de empreendimentos de sucesso e exclusivos, com ênfase nos condomínios horizontais de elevado padrão. Entre as obras no RN, destacam-se o Bosque dos Pássaros, o Bosque das Flores, o Bosque das Palmeiras, o Bosque dos Poetas, o Vila Maria (Pirangi/ RN), o Bosque do Coqueiral (Pium) e o Vila Flor (Pium). Na Paraíba, a Ecomax entregou o Bosque das Orquídeas, o Bosque das Gameleiras e o Bosque de Intermares. Além dos projetos horizontais, há empreendimentos verticais de sucesso como o Terraço Residence (Pirangi/RN) e o Residencial Renascença, as torres Siena, Florença e Veneza (PB). Há 24 anos, a Ecomax faz história pelos diferenciais que aplica em seus empreendimentos. O Bosque da Praia é um deles, o primeiro à beira-mar da construtora. Ecomax Natal: Rua Paulo Barros de Góis, 1840, Ed. Miguel Seabra Fagundes – 17º andar. Telefone: (84) 4005-0800João Pessoa: Diógenes Chianca, 955 – Água Fria, BR 230 KM 21 Telefone (83) 4009-4050 Facebook: facebook.com/ecomaxemp/ Intagram: @ecomax.eco


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Central de Comercialização da Agricultura Familiar muda rotina do natalense O espaço composto por agricultores familiares superou as expectativas e comercializou R$ 350 mil no primeiro mês de funcionamento

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Agronegócio

DO NOVO |FOTO: GEANDSON OLIVEIRA

Um mês depois da inauguração, a Central de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Cecafes) superou todas as expectativas de vendas. Foram comercializados R$ 350 mil em 80 toneladas de alimentos como frutas, feijão, leguminosas, peixes e ostras e 97.514 unidades de itens como alface, bolos, biscoitos, coco, artesanato, doces e castanhas. A educadora física Marília Albuquerque é cliente cativa da Central desde que inaugurou, no final do mês passado. Deixou o hábito de comprar frutas e verduras no supermercado para ir ao local no mínimo uma vez por semana. “Aqui o preço é o mesmo e a qualidade é bem melhor. Torço que a Central tenha vindo para ficar”, frisa. O servidor público e artesão Paulino de Souza também é frequentador assíduo. Desde o dia 27 de março, quando a Central abriu oficialmente, que ele costuma ir até duas vezes ao dia tomar água de coco e comprar frutas, verduras e feijão verde. Já provou de tudo, inclusive do almoço oferecido pelo restaurante Sabor da Roça.

Guilherme Saldanha, secretario de Agricultura e Pecuária “Torci muito para este espaço finalmente abrir. Acompanhei a luta dos agricultores familiares para que o prédio começasse a funcionar. É um espaço muito bom, com preços acessíveis e ótima qualidade dos produtos, sem agrotóxico. Espero que cresça ainda mais”, disse. A aposentada Sirleide Feitosa mora a um quarteirão da Central e aproveita a curta distância para fazer as compras de frutas e verduras no lugar. Outro item que sempre encontra mais barato

que nos supermercados é a polpa de fruta. “Achei maravilhoso isso aqui. É perto de casa e ainda tem tudo fresquinho”, conta. Para o secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha, a Central mudou a rotina dos natalenses e trouxe benefícios importantes para os agricultores familiares potiguares. “Eles agora podem vender sem atravessadores e nós temos acesso a produtos de alta qualidade a um preço justo”, diz. maio de 2017 <

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Artigo Jean Valério

RN sem aeroporto noturno É com muita preocupação que os empresários do turismo no Rio Grande do Norte receberam a notícia da suspensão dos voos noturnos do Aeroporto Internacional Governador Aluísio Alves, em São Gonçalo do Amarante. As companhias aéreas já foram oficializadas que, no período entre 10 de setembro e 15 de outubro, não poderão realizar pousos e decolagens durante a noite. É que o Consórcio Inframérica, responsável pela gestão do aeroporto, realizará uma obra de manutenção da pista de pouso. A TAP Portugal, única companhia aérea que opera voos diretos de Natal para a Europa, já suspendeu todas as suas atividades no aeroporto durante o período noturno. Nosso destino não está mais no sistema da companhia. Empresas exportadoras do Estado que utilizam o terminal de cargas também estão refazendo planos e logística. Os prejuízos são enormes. E devem ir além do prazo de interdição da pista. Há temor de que as companhias não retomem voos que já não possuem boa rentabilidade. Há algumas perguntas que precisam de respostas imediatas: - Quem responderá pelos prejuízos causados ao turismo e

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às exportações do Rio Grande do Norte? - Quem vai fiscalizar e punir os responsáveis pela construção da pista de pouso defeituosa? - A empresa que venceu o leilão de concessão do aeroporto foi negligente ao receber uma pista mal feita? Há ainda muitas outras dúvidas e pontos obscuros que envolveram a construção e concessão do novo aeroporto. Faltou transparência e sobrou pressa, sob a justificativa da realização da Copa do Mundo de 2014. Nenhum potiguar engoliu ainda a desativação do tradicional Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim, que passou por diversas reformas e inclusive foi premiado como o melhor do Brasil, em muitas oportunidades. Episódios como este evidenciam a falta de transparência do poder público e a ausência de participação da população, inclusive nas decisões de venda do nosso patrimônio público. Enquanto isso, as empresas detentoras dos direitos de exploração dos serviços aeroportuários continuam lucrando, em detrimento dos benefícios coletivos para a sociedade. Pobre Rio Grande do Norte.


Artigo

Ricardo Amorim *

Talvez

Imagine um país em que não haja limitações à terceirização do trabalho nem de atividades meio, nem de atividades fim. Imagine que, nele, homens e mulheres só possam se aposentar após os 67 anos de idade e que, depois de aposentados, recebam em média menos da metade do que ganhavam enquanto trabalhavam. Meia entrada para idosos não existe lá. Imagine que neste país não existam 30 dias de férias remuneradas. Imagine que os empregados têm de negociar com os patrões quanto tempo terão de férias e se elas são remuneradas ou não. Adicional de férias não existe por lá. Imagine que 13º salário também não existe. Imagine que mulheres grávidas só tenham direito a 12 semanas de licença maternidade e que durante o período de ausência elas não são remuneradas. Imagine que os patrões possam negociar com os empregados se eles vão trabalhar em finais de semanas ou feriados nacionais. Adicional noturno, por horas extras, trabalho em finais de semana ou feriados não existem. Imagine que não existem faculdades gratuitas, nem meia entrada para estudantes em cinemas, shows, teatro ou outros espetáculos.

Imagine um país onde ninguém tem estabilidade no emprego, nem os funcionários públicos. Imagine um país onde não existe FGTS, muito menos adicional de 40% em caso de demissão sem justa causa. Imagine que nele os trabalhadores não tenham um limite no número de horas que podem trabalhar. Seus patrões e eles podem combinar o que quiserem. Imagine que o salario mínimo por lá fique 11 anos sem nenhum reajuste. Imagine que não exista carteira de trabalho, nem Justiça Trabalhista. Quem iria querer trabalhar e morar em um país assim? Quase todo o mundo. Este país existe. Ele se chama Estados Unidos e seu presidente está se esforçando para impedir a entrada de milhões e milhões de trabalhadores de outros países que a cada ano querem ir trabalhar lá. Com regras assim, como tanta gente arrisca a vida e tantos outros se mudariam para lá neste exato segundo se pudessem? Talvez, porque por estas e outras razões, os preços e a inflação são muito menores do que aqui, a taxa de desemprego é um terço da nossa e as pessoas ganham, em média 7 vezes mais do que aqui? Talvez…

* Autor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner e ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2016.

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Revista Negócios 67